O doomscrolling é o hábito de consumir compulsivamente notícias ou conteúdos negativos na internet e a dificuldade da pessoa em parar este comportamento.
Esta condição pode impactar na saúde, favorecendo a ansiedade, o estresse, o pessimismo, o esgotamento mental, as alterações no sono e os sintomas físicos, como dor de cabeça e aumento da pressão arterial.
Organizar o ambiente, o tempo e o dispositivo, além de mudar os hábitos e procurar ajuda profissional, são algumas formas eficazes para evitar o doomscrolling.
O que é doomscrolling
O doomscrolling é o hábito de forma compulsiva, obsessiva e repetitiva de rolar a tela do celular ou computador para consumir conteúdos geralmente negativos, desanimadores ou assustadores.
Esse comportamento também é acompanhado pela dificuldade da pessoa em interromper a navegação.
Significado de doomscrolling
O significado de doomscrolling combina a palavra em inglês doom, que indica fatalidade, desgraça, ruína ou condenação, com scrolling, que é o ato de rolar a tela em smartphones ou computadores.
Essa é uma palavra nova que ganhou muita popularidade no início de 2020, devido ao consumo de notícias alarmantes durante a pandemia de COVID-19.
A tradução de doomscrolling de forma literal para o português é \"rolagem de perdição\" ou \"rolagem infinita\", no entanto, não existe uma tradução oficial para este termo.
Impacto do doomscrolling na saúde
Os principais impactos do doomscrolling na saúde são:
Sentimento de pânico ou desespero diante da limitação e da falta de sentido na vida;
Postura mais pessimista em relação à natureza humana e ao futuro;
Hipervigilância, por ativar a resposta instintiva de \"luta ou fuga\" e manter a pessoa em constante estado de alerta para perigos;
Sobrecarga cognitiva e esgotamento mental, onde a hiperestimulação constante dificulta o engajamento com o mundo real;
Redução do bem-estar geral, pois diminui a satisfação com a vida e promove sentimentos de desesperança, perda de controle e impotência;
Alteração do sono, pois a rolagem de telas à noite atrasa o horário de dormir e desregula o ritmo circadiano;
Alterações físicas, como dor de cabeça, tensão muscular no pescoço e ombros, náuseas e aumento da pressão arterial, devido ao estresse provocado por notícias alarmantes, também podem surgir.
Além disso, o doomscrolling também prejudica a saúde social e diminui o foco da pessoa nos estudos e no trabalho. Isso porque a pessoa pode ficar muito tempo no celular, o que diminui o tempo para se dedicar aos outros e provoca uma fadiga mental.
Como evitar o doomscrolling
Algumas formas de se evitar o doomscrolling incluem:
1. Ajustar o ambiente e o dispositivo
Ajustar o ambiente físico e as configurações do dispositivo, são muito eficazes para evitar o doomscrolling, pois cria mecanismos que impedem a navegação automática e reduzem os gatilhos de estresse.
Algumas sugestões de ajuste do ambiente e do dispositivo são:
Manter o telefone fora do alcance das mãos ao dormir e ao acordar, deixando-o fora da cabeceira;
Deixar o celular em uma gaveta ou a mais de 3 metros da mesa de trabalho e fora da mesa durante as refeições;
Mudar a tela do telefone para preto e branco, o que diminui a saturação das cores e deixa o ato de rolar a tela menos atraente.
Desligar as notificações sonoras e visuais do telefone, também ajuda a diminuir a evitar o doomscrolling.
Definir limites diários para redes sociais, como de 20 a 25 minutos, duas vezes por dia, e programando um alarme, ajuda a gerenciar o tempo e evitar, assim, o doomscrolling.
Estabelecer horários fixos e limitados, ao invés de verificar novidades o tempo todo, também ajuda a diminuir o consumo contínuo de telas.
3. Reconfigurar feed e curadoria de conteúdo
Reconfigurar o feed e fazer a curadoria do conteúdo ajudam a evitar o doomscrolling, porque mudam as funções dos algoritmos e diminuem a exposição frequente a gatilhos negativos.
Assim, pode-se usar recursos como \"não tenho interesse\", \"bloquear\", ou \"deixar de seguir\", para reduzir a visualização de notícias alarmantes e reforçar a recomendação de conteúdos positivos.
Buscar notícias diretamente nos sites confiáveis ao invés de depender dos feeds das redes sociais, também é uma boa opção.
4. Mudar hábitos
Mudar hábitos, substituindo a tela por atividades como leitura, voluntariado, aulas de dança ou atividades ao ar livre, por exemplo, é uma ótima forma de evitar o doomscrolling.
Praticar exercícios físicos e ter contato com a natureza também ajudam a aliviar o estresse e acalmar a mente, além de reduzir o tempo de tela.
5. Procurar ajuda profissional
Em casos de dificuldade de controlar sozinho o doomscrolling, ou se este hábito estiver afetando o bem-estar e causando ansiedade e sofrimento emocional, é aconselhado procurar ajuda profissional.
Nesses casos, é recomendado consultar um médico ou psicólogo para que sejam avaliadas as causas do comportamento compulsivo e trabalhar estratégias de regulação emocional.
A obesidade infantil é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e que pode causar sintomas como roncos e/ou pausas na respiração durante o sono, dor nos joelhos e cansaço fácil durante esforços.
Essa condição pode ser causada por alimentação inadequada e sedentarismo, mas também pode surgir devido ao uso de alguns medicamentos, desequilíbrios hormonais ou fatores genéticos específicos, em alguns casos.
Na suspeita de obesidade infantil, é recomendado consultar o endocrinologista ou pediatra, para fazer a avaliação física da criança e, se necessário, indicar o tratamento adequado, que pode incluir reeducação alimentar, prática de exercícios físicos e, em alguns casos, uso de remédios ou cirurgia bariátrica.
Sintomas de obesidade infantil
Os principais sintomas e sinais de obesidade infantil são:
Ganho excessivo de peso;
Aumento do IMC e da circunferência abdominal;
Aceleração do crescimento e estatura elevada para a idade;
A criança com obesidade também pode apresentar alterações na pele, como estrias, acne, excesso de pelos em meninas, celulite, intertrigo, furunculose e infecções fúngicas.
Como o ganho de peso normalmente é lento, a obesidade infantil muitas vezes não causa sintomas no início.
No entanto, o acúmulo excessivo de gordura pode provocar sinais clínicos, alterações na pele, respiratórias, ortopédicas, metabólicas e psicossociais.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico de obesidade infantil normalmente é feito pelo pediatra ou endocrinologista por meio da avaliação do histórico e comportamento alimentar, além do cálculo do IMC infantil. Confira o que é IMC infantil e como calcular.
Entretanto, como o IMC não diferencia massa magra de gordura corporal, o médico utiliza outras medidas, como circunferência abdominal e relação cintura/estatura, para avaliar a quantidade e a distribuição de gordura corporal.
Marque uma consulta com o especialista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:
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O médico também pode indicar exames, como dosagem de TSH, T4 livre e cortisol no sangue, para identificar se existe alguma doença que pode estar contribuindo com o ganho excessivo de peso.
Causas de obesidade infantil
As principais causas da obesidade infantil são:
1. Alimentação inadequada
A alimentação inadequada, com muitos alimentos ultraprocessados e ricos em calorias, como refrigerantes, biscoitos, lanches de fast-food e doces, por exemplo, é um dos principais fatores relacionados à obesidade infantil.
Além disso, comer de forma rápida, fazer refeições assistindo à televisão, mexendo no celular ou estudando, e a falta de refeições em família, também estão associados ao maior risco de excesso de peso.
2. Sedentarismo
O sedentarismo, que inclui baixa prática de jogos ativos, brincadeiras e esportes no dia a dia, e exposição excessiva à televisão, celulares, computadores e videogames, por exemplo.
Isto porque o sedentarismo faz com o corpo gaste menos calorias do que a criança ingere, favorecendo a obesidade.
3. Fatores genéticos e biológicos
Existem fatores genéticos e biológicos que aumentam o risco de obesidade infantil, como:
Alteração em genes que regulam o apetite, a saciedade e o gasto energético, como FTO, MC4R, TMEM18 E BDNF;
Fatores pré-natais e perinatais, como obesidade materna antes da gravidez, ganho de peso gestacional excessivo, diabetes gestacional, tabagismo na gravidez e nascimento com baixo peso ou peso elevado.
Fatores na primeira infância, como desmame precoce e ausência de aleitamento materno também aumentam o risco de obesidade infantil.
4. Ambientes obesogênicos e fatores sociais
O ambiente obesogênico é aquele que favorece o ganho de peso e dificulta a adoção de hábitos saudáveis, promovendo o consumo excessivo de calorias e o sedentarismo.
A alta disponibilidade, a publicidade voltada para as crianças e o menor custo de alimentos ultraprocessados em comparação com alimentos naturais, criam um ambiente obesogênico.
Além disso, a insegurança alimentar e a falta de infraestrutura em comunidades vulneráveis impedem ou diminuem o acesso a escolhas alimentares saudáveis e à prática de atividades físicas.
5. Medicamentos
O uso contínuo de alguns medicamentos, como corticoides, anticonvulsivantes, imunossupressores, antidepressivos e antipsicóticos, pode favorecer ou piorar a obesidade infantil.
Isso acontece porque estes remédios podem causar a retenção de líquidos, o aumento do apetite e o acúmulo de gordura corporal.
6. Desequilíbrios hormonais
Embora sejam menos comuns, os desequilíbrios hormonais devido a hipotireoidismo, excesso de cortisol ou deficiência de hormônio do crescimento (GH), por exemplo, podem favorecer o ganho de peso.
Estes casos, quando não tratados adequadamente, podem levar ao desenvolvimento de obesidade.
Como é feito o tratamento
O tratamento da obesidade infantil depende da idade da criança, da causa e da gravidade, podendo incluir:
Reeducação alimentar, sendo feita e acompanhada pelo nutricionista, priorizando o aumento do consumo de legumes, verduras, cereais integrais e frutas.
Prática regular de atividade física, devendo-se incentivar a prática de atividades físicas e brincadeiras que ajudem a gastar energia e limitar o tempo de tela;
Medicamentos, como liraglutida, semaglutida e tirzepatida, de acordo com a idade da criança e a orientação do médico.
Também podem ser recomendadas dietas de baixa caloria, para crianças com obesidade grave ou com doenças associadas e que não responderam à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas.
Entretanto, não são indicadas dietas muito restritivas, porque podem afetar o crescimento e o desenvolvimento da criança e do adolescente.
O Conselho Federal de Medicina do Brasil também indica a cirurgia bariátrica para adolescentes a partir de 14 anos com IMC maior que 40kg/m², associada a complicações que causem risco de vida, conforme a avaliação dos médicos e o consentimento dos responsáveis.
Riscos de obesidade infantil
Os possíveis riscos da obesidade infantil à saúde física, mental e social são: pressão alta, dislipidemia, resistência à insulina e diabetes tipo 2, síndrome metabólica, aterosclerose precoce.
Esteatose hepática, apneia obstrutiva do sono, fraturas, puberdade, menarca precoce, baixa autoestima, ansiedade, isolamento social e sintomas depressivos, também são possíveis riscos da obesidade infantil.
Prevenção da obesidade infantil
Algumas medidas de prevenção da obesidade são:
Manter os cuidados pré-natais, como manter o ganho de peso adequado na gravidez, controlar a diabetes gestacional e evitar fumar na gravidez;
Manter o aleitamento materno (amamentação), de forma exclusiva, até os seis meses de idade e, de forma complementar, até os dois anos ou mais;
Iniciar a alimentação complementar da criança aos 6 meses de vida;
Priorizar na dieta da criança alimentos in natura, como frutas, legumes, hortaliças, cereais integrais, leguminosas e proteínas magras;
Limitar o tempo de telas, como celular, televisão, computador, videogame e tablet;
Garantir uma boa qualidade e quantidade de sono à noite, de 10 a 13 horas para pré-escolares, entre 9 a 12 horas para crianças de 6 a 12 anos e de 8 a 10h para adolescentes;
Limitar o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares e gorduras saturadas, como doces, comidas do tipo fast-food, refrigerantes, achocolatados e sucos artificiais.
É fundamental também garantir a prática de atividade física para as crianças, onde os pais devem participar como exemplos/modelos de estilo de vida.
Assim, é recomendado brincadeiras interativas no chão para lactentes; pelo menos 180 minutos de atividades físicas ao longo do dia para crianças de 1 a 2 anos; e pelo menos 180 minutos de atividades físicas, para crianças de 3 a 4 anos, por exemplo.
A dor no joelho pode surgir devido ao desgaste da articulação, ao excesso de peso ou às lesões esportivas, como aquelas que podem acontecer no jogo de futebol ou durante uma corrida, por exemplo.
Porém, quando a dor no joelho impede o caminhar ou piora ao longo do tempo, pode ser sinal de um problema mais grave, como rompimento dos ligamentos, osteoartrite ou cisto de Baker.
É importante que o ortopedista especialista em joelho seja consultado quando a dor não passa, piora ao longo do tempo e/ou causa dificuldade para andar.
Para identificar a possível causa da dor no joelho, responda às questões a seguir:
{TRIAGEM_DOR_NO_JOELHO}
Este teste é apenas uma ferramenta para ajudar a identificar as possíveis causas da dor no joelho. Por isso, não deve substituir a consulta com o ortopedista.
11 causas comuns de dor no joelho
A principais causas de dor no joelho são:
1. Lesão por trauma
A lesão por trauma no joelho pode ocorrer por um tombo, contusão, pancada, torção no joelho ou fratura, por exemplo. Nestes casos, a dor pode surgir em todo o joelho ou em regiões específicas de acordo com o local da lesão.
O que fazer: no caso de lesões leves, sem fratura, pode-se fazer repouso e usar compressa de gelo por 2 a 3 vezes ao dia durante 15 minutos.
No entanto, em casos mais graves, como fratura, deve-se procurar ajuda médica imediatamente para iniciar o tratamento mais adequado.
A fisioterapia também pode ser recomendada para ajudar na recuperação e aliviar a dor, mesmo em casos leves.
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2. Ruptura do ligamento
A ruptura de ligamento do joelho pode ocorrer por entorse provocada por uma pancada forte ou torção do joelho durante uma mudança súbita de direção, por exemplo.
O tipo de dor que geralmente geralmente indica qual ligamento foi rompido inclui:
Dor lateral no joelho: pode indicar lesão nos ligamentos cruzado anterior, posterior ou ligamento coronário;
Dor no joelho ao esticar a perna: pode indicar rompimento do ligamento patelar;
Dor no joelho na parte interna: pode indicar lesão no ligamento colateral medial;
Geralmente, quando o rompimento do ligamento é leve não é preciso nenhum tratamento específico, mas deve ser sempre avaliado por um ortopedista ou fisioterapeuta.
O que fazer: pode-se fazer compressas de gelo 3 a 4 vezes ao dia por 20 minutos durante 3 a 4 dias, repouso, uso de muletas para não sobrecarregar os joelhos, elevar a perna para evitar o inchaço e usar uma faixa elástica no joelho afetado.
A tendinite é uma inflamação em um tendão do joelho e o tipo de dor varia com a localização do tendão:
Dor na frente do joelho: indica inflamação no tendão patelar;
Dor na lateral do joelho: indica inflamação no tendão iliotibial;
Dor na parte interna do joelho: indica inflamação nos tendões da pata de ganso.
Geralmente, um dos sintomas característicos de tendinite é a dor no joelho ao esticar a perna e é mais comum em atletas, devido ao impacto de atividades físicas como corrida, ciclismo, futebol, basquete ou tênis.
O que fazer: deve-se fazer repouso e usar uma faixa elástica no joelho afetado. Colocar compressas de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia, pode ajudar a aliviar a dor e combater a inflamação.
É importante consultar um ortopedista para melhor avaliação e tratamento com anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.
A bursite é a inflamação da bursa que é uma pequena bolsa que contém líquido e funciona como um amortecedor, além de reduzir a fricção entre os ossos, os tendões e os músculos das articulações.
Geralmente atividades como dobrar o joelho ou ajoelhar repetidamente, esportes como jiu-jitsu, futebol e voleibol, quedas ou pancadas podem causar irritação e inflamação da bursa provocando a bursite pré-patelar, que causa dor na parte superior do joelho e inchaço.
Além disso, a obesidade ou artrose podem ocasionar a bursite anserina, também chamada de bursite da pata de ganso, que causa dor no joelho na parte interna logo abaixo à articulação.
O que fazer: deve-se fazer repouso e compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. A bursite deve ser tratada com anti-inflamatórios por via oral como ibuprofeno ou diclofenaco, por exemplo, ou o médico pode fazer injeção de corticoide direto na bursa.
A osteoartrose, ou artrose, no joelho é uma doença reumática que causa degeneração da cartilagem do joelho, diminuindo a qualidade, a quantidade e espessura dessa cartilagem, provocando dor crônica.
Esta doença pode impactar nas atividades do dia a dia por causar dor no joelho ao caminhar, ao final do dia, por ficar muito tempo de pé ou dor no joelho ao subir escada, por exemplo.
O que fazer: é importante consultar um ortopedista pois o tratamento deve ser feito com analgésicos como o paracetamol ou anti-inflamatórios como ibuprofeno ou diclofenaco.
Além disso, também são recomendadas sessões de fisioterapia e, em alguns casos, o médico pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho afetado. Veja como pode ser feita a fisioterapia para osteoartrose.
6. Artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória e crônica que provoca rigidez, dor e inchaço nas articulações.
A dor no joelho ao acordar pode ser causada pela artrite reumatoide, sendo que a dor é mais intensa durante os primeiros minutos da manhã e melhora com movimento.
Além disso, a dor no joelho que surge com inchaço mas sem ter sido provocada por um trauma pode indicar artrite reumatoide.
O que fazer: pode-se usar analgésicos e anti-inflamatórios para o alívio da dor mas deve-se fazer acompanhamento com reumatologista para avaliar a evolução da doença e com fisioterapeuta para melhorar a movimentação do joelho.
A síndrome da banda iliotibial causa dor na lateral do joelho e é muito comum em praticantes de corrida, ciclistas ou outros esportes que necessitem dobrar o joelho repetidamente.
Geralmente, essa síndrome está relacionada à fraqueza e má flexibilidade muscular ou erros de treinamento com intensidades e volumes inadequados, além das condições em que se pratica o esporte como o terreno, tipo de tênis ou postura inadequada, por exemplo.
O que fazer: pode-se utilizar pomada anti-inflamatória 2 a 3 vezes ao dia ou colocar compressa gelada por 15 minutos.
É importante, antes de praticar qualquer atividade física, investir em atividades de fortalecimento muscular como musculação ou alongamentos, sempre com a orientação de um educador físico.
Se a dor na lateral do joelho acontecer quando já se pratica atividade física, o ideal é consultar um ortopedista para correto diagnóstico e tratamento com anti-inflamatórios como diclofenaco ou ibuprofeno, por exemplo, além de fisioterapia para fortalecer os músculos.
8. Lesão no menisco
A dor no joelho ao dobrar a perna, dor na parte interna do joelho, dor ao subir escada, dor ao agachar ou dor dentro do joelho, por exemplo, pode ser indicativo de lesão no menisco que é um disco que funciona como uma almofada ou amortecedor dentro do joelho.
Geralmente, as lesões no menisco são causadas por atividades físicas como judô, jiu-jitsu ou pela degeneração natural, que é o envelhecimento do menisco e que pode começar por volta dos 40 anos de idade.
O que fazer: deve-se fazer repouso e evitar atividades que movimentem muito o joelho, além de fisioterapia para fortalecer a musculatura do joelho.
Em alguns casos, o médico também pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho. Nos casos mais graves pode ser indicada a cirurgia. Saiba quando é indicada a cirurgia de menisco.
9. Problemas na patela
Outras causas comuns da dor no joelho são os problemas na patela, como a condropatia patelar, que é o desgaste da articulação em volta da patela ou a condromalácia patelar, que é o amolecimento da cartilagem da patela.
Geralmente, as causas dos problemas na patela são envelhecimento, obesidade, pé chato ou esportes como corrida, por exemplo.
As lesões na patela podem causar dor no joelho ao agachar ou dor no joelho ao descer escadas, além de sensação de que o joelho está saindo do lugar.
O que fazer: para praticantes de corrida, o aconselhado é mudar de esporte temporariamente para natação ou hidroginástica até ter a musculatura do joelho fortalecida.
A fisioterapia pode ajudar no fortalecimento do joelho e após o alívio da dor, pode-se fazer musculação orientada por educador físico.
Além disso, o médico pode fazer injeção de ácido hialurônico no joelho e, nos casos mais graves, pode ser recomendada cirurgia.
10. Cisto de Baker
O cisto de Baker, ou cisto poplíteo, é um caroço que se forma atrás do joelho na articulação devido ao acúmulo de líquido e causa dor na parte de trás do joelho, inchaço, rigidez e dor ao dobrar o joelho, que pioram com atividade física.
O que fazer: deve-se fazer repouso e consultar um ortopedista para aspirar líquido do cisto ou fazer injeção de corticoide diretamente no cisto. No caso do cisto romper, o tratamento é cirúrgico. Saiba mais como tratar o cisto de Baker.
11. Síndrome de Osgood-Schlatter
A síndrome de Osgood-Schlatter é uma inflamação no tendão da patela do joelho e está relacionada ao crescimento rápido ou atividades repetitivas que causam lesões no tendão do joelho, como pular e correr, podendo ocorrer em crianças de 8 a 15 anos.
O que fazer: deve-se fazer repouso, limitando as atividades físicas que causam a dor. Pode-se fazer compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia ou aplicar pomadas anti-inflamatórias no local da dor. Além disso, é importante fazer acompanhamento com o ortopedista.
Tratamento alternativo para dor no joelho
Normalmente, a dor no joelho pode ser tratada com anti-inflamatórios receitados pelo ortopedista, como diclofenaco ou ibuprofeno, ou cirurgia para substituição de porções danificadas do joelho.
Porém, pode ser adotado um tratamento alternativo para dor no joelho, especialmente por quem tem estômago sensível aos anti-inflamatórios e inclui:
Homeopatia: utilização de remédios homeopáticos, como Reumamed ou Homeoflan, receitados pelo ortopedista, para tratar a inflamação do joelho causada por artrite ou tendinite, por exemplo;
Acupuntura: esta técnica pode ajudar no alívio da dor no joelho relacionada a artrite, osteoartrose ou traumas, por exemplo;
Compressas: colocar compressas quentes com 3 gotas de óleo essencial de sálvia ou alecrim 2 vezes por dia, a partir do 3º dia de surgimento dos sintomas;
Repouso do joelho: consiste em enfaixar o joelho, principalmente quando é necessário permanecer muito tempo em pé.
Além disso, deve-se evitar correr ou caminhar sempre que a dor no joelho estiver presente, não pegar em peso e sentar em cadeiras altas, para não forçar os joelhos ao levantar.
O tratamento alternativo para dor no joelho não deve substituir o tratamento indicado pelo médico, uma vez que pode piorar o problema que causou a dor no joelho.
Quando ir ao médico
É importante consultar o ortopedista ou um fisioterapeuta quando:
A dor durar mais de 3 dias, mesmo após repouso e aplicação de compressas geladas;
A dor é muito intensa ao fazer atividades diárias como passar roupa de pé, levar a criança no colo, caminhar ou subir escadas;
O joelho não dobra ou faz barulho ao movimentar;
O joelho se encontra deformado;
Surgirem outros sintomas como febre ou formigamento;
Nestes casos, o ortopedista pode pedir um exame de raio-X ou uma ressonância magnética para fazer o diagnóstico do problema e recomendar o tratamento adequado.
Peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, que são partes que formam as proteínas, e estão presentes no organismo, onde participam de funções como metabolismo, cicatrização e defesa do corpo.
Os peptídeos estão naturalmente presentes em alimentos, como leite, ovos, carnes e peixes, ou podem ser desenvolvidos para uso em medicamentos, como insulina, semaglutida e tirzepatida, indicados no tratamento do diabetes e da obesidade, por exemplo.
Na estética, os peptídeos também são utilizados em cosméticos para cuidados com a pele, na forma de séruns e cremes. Já peptídeos injetáveis para fins estéticos, como ganho de massa muscular ou rejuvenescimento, não possuem registro na Anvisa para essas finalidades.
Para que servem
Os peptídeos naturalmente produzidos pelo corpo servem para:
Regular o metabolismo, como os relacionados ao GLP-1, que ajudam a controlar a glicose no sangue e o apetite;
Participar da cicatrização, pois alguns estão envolvidos na formação e reparação dos tecidos;
Ajudar na defesa do organismo, já que alguns peptídeos podem atuar contra bactérias, fungos e outros microrganismos;
Atuar na regulação hormonal, funcionando como mensageiros que levam sinais para diferentes partes do corpo e ajudam a controlar funções como metabolismo, crescimento e reprodução.
Os peptídeos também são estudados para novos tratamentos, inclusive para infecções e alterações da pele. No entanto, muitas dessas aplicações ainda estão em fase de pesquisa e não possuem eficácia comprovada.
Tipos de peptídeos
Os peptídeos podem ser classificados de acordo com sua origem, função e atuação no organismo.
1. Peptídeos bioativos
Os peptídeos bioativos são obtidos principalmente dos alimentos ou liberados durante a digestão das proteínas. Também podem ser produzidos por meio da hidrólise, um processo usado na fabricação de alguns suplementos.
Um exemplo são os peptídeos de colágeno, encontrados principalmente em suplementos de colágeno hidrolisado, que podem contribuir para a saúde da pele e das articulações. Veja para que serve o colágeno hidrolisado.
Além, dos peptídeos das proteínas do leite, como os derivados da caseína e do soro do leite, que participam da absorção de nutrientes e da defesa do organismo.
2. Peptídeos hormonais
Os peptídeos hormonais são produzidos naturalmente pelo organismo e atuam como mensageiros, levando sinais para diferentes órgãos e tecidos, participando de funções, como o crescimento, a reprodução e o equilíbrio de líquidos no corpo.
A insulina, por exemplo, é um peptídeo hormonal produzido pelo pâncreas que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue. O glucagon, também produzido pelo pâncreas, age de forma diferente e estimula o aumento da glicose no sangue quando ela está baixa.
A oxitocina é outro exemplo de peptídeo hormonal e participa das contrações do útero durante o parto e da liberação do leite durante a amamentação.
Os peptídeos terapêuticos são utilizados como medicamentos para prevenir, controlar ou tratar algumas doenças.
Esse tipo é produzido em laboratório e pode reproduzir ou modificar a ação de peptídeos naturais do organismo ou atuar diretamente em estruturas envolvidas no funcionamento de algumas doenças.
Um exemplo são os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, que imitam a ação do GLP-1, ajudando a controlar a glicose no sangue, diminuir o apetite e aumentar a saciedade, podendo ser indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. Conheça os medicamentos análogos de GLP-1.
Outros exemplos de peptídeos terapêuticos incluem a insulina injetável, utilizada no tratamento do diabetes, e a goserrelina, que interfere na produção de hormônios sexuais e pode ser indicada no tratamento de câncer de próstata e de mama.
Os peptídeos antimicrobianos são substâncias que ajudam na defesa natural do organismo contra microrganismos, como bactérias e fungos, fazendo parte da primeira linha de proteção do corpo.
As defensinas, por exemplo, são produzidas por diferentes células e ajudam a proteger a pele e as mucosas contra infecções. Já a dermcidina é produzida pelas glândulas sudoríparas e está presente no suor, contribuindo para a proteção da pele contra microrganismos.
Peptídeos injetáveis
Os peptídeos injetáveis podem ser utilizados como medicamentos para tratar diferentes doenças. Entre os exemplos estão a insulina, semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que possuem indicações aprovadas para uso como medicamentos.
Também existem peptídeos injetáveis que são divulgados para fins estéticos, ganho de massa muscular, recuperação após exercícios ou rejuvenescimento, como GHK-Cu, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina.
No entanto, algumas dessas substâncias ainda estão sendo pesquisadas e não possuem registro como medicamentos no Brasil.
A Anvisa alerta que esses peptídeos não estão autorizados para essas finalidades e que os produtos comercializados sem registro não têm sua segurança e eficácia comprovadas.
Peptídeos na musculação
Alguns peptídeos são divulgados na forma injetável na musculação para aumentar a massa muscular, melhorar o desempenho físico ou acelerar a recuperação após os exercícios, como o CJC-1295, ipamorelina, GHRP-6 e BPC-157.
Essas substâncias podem agir sobre hormônios relacionados ao crescimento ou sobre outros processos do organismo, como recuperação de músculos e tendões.
No entanto, esses peptídeos não possuem indicação aprovada pela Anvisa para ganho de massa muscular e alguns ainda estão em fase de pesquisa. Por isso, não devem ser utilizados por conta própria para aumentar músculos.
Para o ganho de massa muscular, a combinação de treinamento de força, alimentação adequada e ingestão suficiente de proteínas continua sendo a principal estratégia. Veja como é a dieta para ganhar massa muscular.
Peptídeos para emagrecer
Muitas das canetas emagrecedoras são medicamentos à base de peptídeos, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que atuam em hormônios relacionados ao controle da fome, da saciedade e da glicose no sangue.
Esses medicamentos possuem indicações específicas e devem ser utilizados conforme orientação médica.
Os peptídeos podem ser encontrados em produtos para a pele, como cremes e séruns, principalmente por suas possíveis ações sobre a produção de colágeno e a manutenção da estrutura da pele.
Alguns dos peptídeos mais encontrados em produtos para a pele são:
GHK-Cu: peptídeo de cobre, associado à firmeza, reparação e aparência da pele;
Palmitoil pentapeptídeo-4: utilizado principalmente em produtos voltados para sinais de envelhecimento;
Palmitoil tripeptídeo-1: presente em produtos para firmeza e aparência das linhas finas;
Palmitoil tetrapeptídeo-7: geralmente encontrado em produtos antienvelhecimento;
Acetil hexapeptídeo-8: utilizado em produtos para a aparência das linhas de expressão.
Essas substâncias podem ajudar a melhorar a aparência da pele, contribuindo para a hidratação, firmeza e redução da aparência de linhas finas. No entanto, os efeitos dependem da concentração e da formulação do produto.
É importante diferenciar os peptídeos usados em cosméticos dos produtos injetáveis divulgados para fins estéticos. Segundo a Anvisa, não existem cosméticos regulamentado de aplicação injetável.
A ruptura do baço é uma lesão grave que acontece quando a cápsula que envolve o baço se rompe, causando sintomas como dor do lado esquerdo do abdômen, queda da pressão arterial, tontura, confusão mental ou desmaio.
O baço rompido ocorre principalmente devido a traumas no abdômen, sendo mais comum em praticantes de esporte de contato ou devido a acidentes de automobilísticos, por exemplo.
A ruptura do baço é uma emergência médica e o tratamento deve ser feito o mais rápido possível, podendo incluir a transfusão sanguínea ou a cirurgia de emergência para reparar ou remover o baço.
Sintomas de ruptura no baço
Os principais sintomas de ruptura no baço são:
Dor abdominal na parte superior esquerda;
Dor que pode irradiar para o ombro;
Contração e rigidez dos músculos abdominais;
Sensibilidade ao toque no abdômen;
Visão embaçada;
Náusea;
Agitação ou ansiedade.
A pessoa também pode apresentar batimentos cardíacos acelerados, pressão baixa, tontura, fraqueza, palidez e desmaio, devido ao sangramento interno intenso, que pode levar ao choque hipovolêmico. Entenda o que é choque hipovolêmico e sintomas.
No caso de suspeita de ruptura no baço, deve-se procurar imediatamente o hospital ou o pronto-socorro mais próximo, para identificar a condição e iniciar o tratamento mais adequado.
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Rompimento do baço é grave?
Sim, o rompimento do baço é muito grave, sendo considerada uma emergência médica com risco de vida para a pessoa, caso não seja diagnosticado e tratado imediatamente.
Isso porque esta condição causa uma hemorragia interna intensa e aumenta o risco de choque hipovolêmico e óbito.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da ruptura do baço é feito pelo clínico geral ou médico emergencista no hospital, através da avaliação dos sintomas, histórico de acidentes e de saúde, e exame físico.
Se a pessoa apresentar sinais de choque hipovolêmico, o médico pode fazer rapidamente uma ultrassonografia abdominal para confirmar a ruptura do baço, e assim, encaminhar a pessoa para cirurgia imediatamente.
Já nos casos em que a pessoa tem os sinais vitais estáveis, o médico pode solicitar uma tomografia computadorizada, para avaliar a gravidade da lesão no baço e de outros órgãos abdominais.
Possíveis causas
As principais causas de ruptura do baço são:
Acidentes automobilísticos ou de bicicleta;
Traumas no abdômen, como soco, facada ou ferimento à bala e quedas de altura;
Prática de esportes de contato, como futebol americano, hóquei, ciclismo e equitação;
Cirurgia bariátrica.
Essas condições podem levar à ruptura do baço, provocando derramamento de sangue na região abdominal, e surgimento dos sintomas.
Apesar de ser menos comum, também a ruptura do baço também pode acontecer no caso de esplenomegalia, que pode ocorrer devido a mononucleose infecciosa, tuberculose, malária, linfoma, hepatite ou pancreatite, por exemplo.
O tratamento da ruptura do baço é feito no hospital pelo clínico geral, médico emergencista ou cirurgião geral, sendo geralmente indicada a cirurgia de emergência, chamada esplenectomia, para remover completamente o baço.
Além disso, podem ser recomendadas transfusões sanguíneas, uma vez que a pessoa pode ter perdido muito sangue.
Em casos menos graves, em que a lesão não é tão grande e não compromete a vida da pessoa, o médico pode indicar transfusão sanguínea e a retirada apenas da parte lesionada do baço.
Isso porque a remoção total do baço pode deixar a pessoa mais suscetível a infecções, pois esse órgão é responsável pela produção de células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do corpo contra infecções.
Os principais sintomas de gravidez são: menstruação atrasada, enjoos, alterações de humor, cansaço excessivo, sensibilidade nas mamas e aumento da vontade para urinar, que tendem a surgir entre a 4ª e a 6ª semana de gestação.
Antes do atraso menstrual, podem ser notados sinais mais sutis como leve sangramento rosado ou marrom perto da data em que a menstruação deveria descer, conhecido como sangramento de implantação.
Entretanto, a maneira confiável de se confirmar a gestação é realizar um teste de gravidez de farmácia, a partir do primeiro dia de atraso da menstruação, ou um exame de sangue e consultar o ginecologista para iniciar o pré-natal.
Primeiros sintomas de gravidez
Os primeiros sintomas de gravidez mais frequentes são:
Atraso menstrual;
Náuseas, com ou sem vômitos;
Cansaço ou sono excessivo;
Seios mais sensíveis ou maiores;
Vontade de urinar com mais frequência do que o habitual;
Leve sangramento (ou \"escape\") próximo à data prevista para a menstruação;
Aumento do corrimento vaginal;
Maior sensibilidade a odores.
A mulher também pode apresentar Gosto metálico na boca; e alterações de humor.
Os sintomas iniciais de gravidez podem variar de uma mulher para outra e nem sempre surgem no mesmo momento.
Algumas mulheres percebem mudanças logo nas primeiras semanas, já outras não apresentam sintomas evidentes no início.
Quando aparecem os sintomas de gravidez
Os sintomas de gravidez podem surgir poucas semanas após a fecundação, que corresponde ao momento em que o espermatozoide encontra o óvulo.
Antes desse período, podem ser notados sintomas leves que podem ser confundidos com a menstruação, por exemplo.
Sintomas de gravidez por semana
Os sintomas da gravidez surgem de forma progressiva, conforme aumentam os hormônios após a implantação do embrião no útero.
1. Sintomas de gravidez na primeira semana
Na primeira semana após a fecundação, muitas mulheres não notam mudanças, pois o embrião está apenas começando a se implantar no útero e o hormônio da gravidez ainda está em níveis muito baixos.
Entretanto, algumas mulheres podem apresentar sinais sutis, como:
Cólicas leves, semelhantes às menstruais;
Sensação de inchaço abdominal;
Leve aumento do corrimento vaginal, sem mau cheiro ou coceira;
Leve sangramento rosado ou marrom.
Esses sinais não são específicos da gravidez e a sua ausência não a descarta.
O sangramento de implantação, quando ocorre, costuma aparecer um pouco mais tarde, por volta da data prevista para a menstruação, sendo mais escasso e breve do que ela.
Por volta de 2 semanas após a fecundação, o que, num ciclo regular, coincide com a data prevista para a menstruação, outros sintomas possíveis são:
Atraso menstrual;
Cansaço repentino ou sonolência excessiva;
Sensibilidade ou aumento do volume das mamas;
Maior sensibilidade a odores fortes;
Gosto metálico na boca;
Alterações de humor;
Náuseas leves, em algumas mulheres.
Nessa fase, muitas mulheres começam a suspeitar de gravidez, especialmente quando a menstruação não desce.
No entanto, vários desses sintomas também podem surgir antes da menstruação. Por isso, é indicado fazer um teste de gravidez.
3. Sintomas de gravidez no primeiro mês
Durante o primeiro mês após a fecundação, que corresponde aproximadamente às semanas 5 e 6 de gravidez, os sintomas incluem:
Náuseas, com ou sem vômitos;
Desejos ou aversão a certos alimentos;
Aumento da vontade de urinar;
Tonturas;
Dor de cabeça;
Prisão de ventre e gases;
Azia ou queimação no estômago;
Dor na região lombar;
Escurecimento das aréolas;
Excesso de salivação, em algumas mulheres.
Esses sintomas acontecem devido às alterações hormonais e à adaptação do corpo à gravidez.
As náuseas costumam começar entre as semanas 4 e 6 de gravidez, contadas a partir da última menstruação, e podem surgir a qualquer hora do dia, não apenas pela manhã.
O atraso da menstruação é o sintoma mais confiável de gravidez em mulheres com ciclos regulares.
Isso acontece porque, após a implantação, o embrião começa a produzir o hormônio hCG, que mantém a produção de progesterona e evita que o revestimento do útero se desprenda.
No entanto, o atraso menstrual também pode ser causado por outras situações, como estresse, perda repentina de peso, sobrepeso, exercícios intensos, uso de anticoncepcionais hormonais, amamentação, síndrome dos ovários policísticos ou início da perimenopausa.
As náuseas, com ou sem vômitos são comuns e podem ocorrer a qualquer momento do dia. Geralmente, começam entre a 4ª e a 6ª semana de gravidez, contadas a partir da última menstruação, e, na maioria dos casos, melhoram entre a 14ª e a 16ª semana.
Se os vômitos forem muito intensos, impedirem a ingestão de líquidos ou causarem perda de peso, é importante consultar o médico, pois pode tratar-se de hiperêmese gravídica, uma condição que requer tratamento.
3. Cansaço e sono excessivo
O cansaço e o sono excessivo são um dos sintomas mais comuns da gravidez.
Estes sintomas podem ser sentidos como esgotamento após a realização das atividades habituais e costumam ser mais intensos durante as primeiras 12 semanas, principalmente devido às alterações hormonais.
Nas duas primeiras semanas de gravidez, a mulher pode sentir que os seios ficam mais sensíveis e maiores, devido à ação dos hormônios que estimulam as glândulas mamárias preparando a mulher para a amamentação. Veja as alterações dos seios durante a gravidez.
Além do aumento e sensibilidade das mamas, a mulher também pode sentir o bico do peito ardendo e notar alterações nas aréolas, que tendem a ficar mais escura que o normal pelo aumento de fluxo sanguíneo na região.
5. Aumento da vontade de urinar
O aumento da vontade de urinar com mais frequência pode começar nas primeiras semanas, pois, durante a gravidez, o fluxo sanguíneo para os rins aumenta. Na gravidez, esse aumento ocorre sem dor ou ardor ao urinar.
Se urinar causar ardor ou dor, ou vier acompanhado de febre, é importante consultar o médico para descartar uma infecção urinária.
6. Sangramento leve ou corrimento rosado
Algumas mulheres apresentam um leve sangramento ou corrimento rosado por volta da data em que a menstruação deveria descer, o que é conhecido como sangramento de implantação.
Quando este sinal surge, costuma ser pouco, de cor rosada ou marrom, e dura pouco tempo. Esse sangramento não ocorre em todas as gravidezes.
Se o sangramento for abundante, persistente, tiver coágulos ou for acompanhado de dor, é importante consultar um médico.
No início da gravidez, é normal o aumento do corrimento vaginal, que costuma ser esbranquiçado e sem cheiro. Em geral, esse sinal não é motivo de preocupação se não vier acompanhada de coceira, ardência ou irritação.
Algumas mulheres podem ter cólicas leves e sensação de inchaço abdominal nas primeiras semanas de gravidez. Esses sintomas costumam ser leves e são similares aos da menstruação.
Se a dor for intensa, localizar-se em apenas um lado do abdômen ou for acompanhada de sangramento, deve-se procurar atendimento médico.
9. Aversão a cheiros fortes
No início da gravidez, a sensibilidade a certos odores, como perfumes, comidas ou fumaça, pode aumentar. Em algumas mulheres, isso pode provocar náuseas.
10. Desejos, aversão a alimentos e gosto metálico
Durante a gravidez, podem surgir desejos por alimentos novos ou perda de interesse por comidas ou bebidas que antes eram agradáveis. Algumas mulheres também relatam um gosto metálico na boca.
11. Variações de humor
As alterações hormonais da gravidez podem influenciar o estado de ânimo e favorecer uma maior sensibilidade emocional, irritabilidade ou mudanças frequentes de humor.
12. Prisão de ventre
A prisão de ventre é um sintoma que pode surgir logo nas primeiras semanas de gravidez, pois o hormônio progesterona relaxa a musculatura do intestino e deixa o trânsito intestinal mais lento.
A azia, o refluxo e o gosto ácido na boca são desconfortos frequentes na gravidez.
No início, ocorrem devido ao fato de a progesterona relaxar o músculo que separa o esôfago do estômago. Mais adiante, a pressão do útero sobre o abdômen também influencia o surgimento desse sintoma.
14. Tonturas e dor de cabeça
Nas primeiras semanas, podem surgir tonturas ou sensação de desmaio, relacionadas à queda da pressão arterial provocada pelos hormônios da gravidez. A dor de cabeça também é frequente nessa fase.
Se a dor de cabeça for intensa, não melhorar ou vier acompanhada de visão turva ou inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés, é preciso consultar o médico imediatamente.
15. Dor na região lombar
Algumas mulheres apresentam dor na região lombar desde o início, embora ela costume aumentar à medida que a gravidez avança, devido à mudança no centro de gravidade do corpo.
Entretanto, esse sintoma não é exclusivo da gravidez e também pode ser confundido com o desconforto pré-menstrual.
16. Escurecimento das aréolas
Durante a gravidez, os mamilos e as aréolas podem escurecer devido ao aumento de hormônios que estimulam a produção de melanina.
Essa alteração nas mamas é normal e faz parte das mudanças na pele durante a gravidez.
17. Excesso de salivação
Algumas mulheres relatam excesso de salivação, principalmente quando têm náuseas. Isso não acontece em todos os casos e costuma acompanhar os desconfortos digestivos do início da gravidez.
18. Espinhas e pele oleosa
Durante a gravidez, a atividade das glândulas sebáceas aumenta, o que pode favorecer o surgimento ou o agravamento das espinhas e da pele oleosa, especialmente nas fases mais avançadas da gestação.
19. Nariz entupido
Algumas mulheres apresentam nariz entupido sem causa alérgica ou infecciosa, condição conhecida como rinite da gravidez.
Este sintoma geralmente surge no segundo ou terceiro trimestre, pode durar 6 semanas ou mais e desaparece nas 2 semanas após o parto.
20. Sensação de falta de ar
A sensação de falta de ar é frequente na gravidez, mas costuma surgir no terceiro trimestre e não serve como indício de gravidez no início da gestação.
Se a falta de ar surgir de forma repentina, piorar ao deitar ou for acompanhada de dor no peito ou tontura, deve ser avaliada imediatamente.
Sintomas de gravidez que ninguém sabe
Alguns sintomas de gravidez que ninguém sabe incluem dor de cabeça, sensação de estômago cheio e barriga inchada, coceira na pele, nariz entupido, excesso de gases e corrimento vaginal.
Por isso, muitas mulheres não suspeitam da gravidez até notarem o atraso menstrual ou as náuseas. Um teste de gravidez é a única maneira de tirar a dúvida.
Sintomas de gravidez antes do atraso menstrual
Antes do atraso menstrual, a mulher pode apresentar alguns sintomas que podem ser indicativos de gravidez, como:
Dor ou sensibilidade nos seios
Sangramento leve ou corrimento rosado ou marrom;
Náuseas;
Cansaço excessivo sem causa aparente;
Inchaço abdominal e cólicas leves;
Aumento da frequência urinária;
Prisão de ventre;
Escurecimento das aréolas.
Na presença desses sintomas, é interessante fazer um exame de farmácia e/ ou laboratorial para verificar a possibilidade de gravidez.
Na suspeita de gravidez é aconselhado fazer um teste de gravidez de farmácia a partir do primeiro dia do atraso menstrual.
Se o resultado der negativo, deve-se esperar mais 3 a 5 dias, e se a menstruação continuar atrasada, repetir o teste. Isso ajuda a confirmar o resultado, especialmente se o teste tiver sido feito muito cedo. Veja como fazer o teste de gravidez corretamente.
Se o resultado do teste de farmácia der negativo novamente, pode-se fazer um exame de sangue para gravidez, pois este é mais fidedigno e mostra a quantidade do hormônio beta hCG, que só é produzido durante a gravidez.
No entanto, se após vários dias de atraso menstrual o teste continuar negativo, é importante consultar o ginecologista para identificar a causa do atraso.
Embora em muitos casos não se trate de gravidez, também podem existir alterações hormonais, estresse, mudanças no peso corporal ou outras condições que afetem o ciclo menstrual.
Teste online de gravidez
Se acha que pode estar grávida, responda a este teste online para saber quais as suas chances:
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Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e não substitui o teste de gravidez nem a avaliação médica, onde os seus resultados não permitem confirmar nem descartar uma gravidez.
Se a mulher apresentar atraso menstrual, sintomas de gravidez ou dúvidas sobre o seu ciclo, é aconselhado realizar um teste de farmácia ou um exame de sangue e consultar um médico.
O que fazer se o teste de farmácia for positivo
Após a confirmação da gravidez através do teste de urina de farmácia, é aconselhado consultar o ginecologista. O médico poderá solicitar um exame de sangue para medir o hormônio beta-hCG, especialmente quando for necessário confirmar a gravidez ou avaliar a sua evolução.
A partir da 5ª semana de gravidez, a ultrassonografia transvaginal pode mostrar o saco gestacional e verificar se a gravidez está se desenvolvendo dentro do útero.
Isso é importante porque, em alguns casos, pode ocorrer uma gravidez ectópica, quando a gestação se desenvolve fora do útero. Essa situação pode colocar em risco a vida da mulher e necessita de atendimento médico.
Consulte o ginecologista mais próximo para saber o que fazer em caso de sintomas de gravidez:
A síndrome de Lynch é uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Essa síndrome causa alterações em genes responsáveis pela reparação do DNA. Dependendo do gene afetado, o risco de desenvolver alguns tipos de câncer pode ser maior, como colorretal, endometrial, de ovário, estômago e trato urinário.
O diagnóstico e acompanhamento podem envolver o geneticista, gastroenterologista e outros especialistas, conforme o caso, e incluem avaliação da história familiar e testes genéticos.
Tipos de síndrome de Lynch
Os principais tipos e variantes associados à síndrome de Lynch incluem:
Síndrome de Lynch tipo I: caracteriza-se principalmente pelo risco aumentado de câncer colorretal, que costuma surgir em idade mais jovem e afetar principalmente o lado direito do cólon;
Síndrome de Lynch tipo II: além do câncer colorretal, está associada a maior risco de cânceres em outros órgãos, como endométrio, ovário, estômago, intestino delgado, vias biliares, pâncreas e trato urinário;
Síndrome de Muir-Torre: é uma variante rara da síndrome de Lynch que, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer, pode causar tumores específicos da pele, principalmente das glândulas sebáceas.
Além disso, existe a síndrome de Turcot, uma condição rara que pode estar associada à síndrome de Lynch e caracteriza-se pela ocorrência de câncer colorretal hereditário e tumores do sistema nervoso central.
A síndrome de Lynch tem cura?
A síndrome de Lynch não tem cura, pois é uma condição genética hereditária. No entanto, o acompanhamento médico regular e os exames de rastreamento podem ajudar a identificar alterações precocemente e reduzir o risco de complicações.
Como é feito o diagnóstico
A síndrome de Lynch geralmente não causa sintomas e, por isso, a suspeita é baseada na história pessoal e familiar de câncer, especialmente quando há casos de câncer em idade jovem ou vários tipos de câncer na família.
Para confirmação do diagnóstico, pode ser feito o teste genético molecular, geralmente solicitado e interpretado pelo geneticista, que identifica alterações nos genes associados à síndrome de Lynch.
Para realizar uma avaliação genética, é recomendado marcar consulta com o geneticista mais próximo da sua região:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Além disso, o aconselhamento genético pode ser indicado para avaliar o risco de desenvolvimento de câncer e a possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos. Entenda o que é e como é feito o aconselhamento genético.
O que causa a síndrome
A síndrome de Lynch é causada por alterações hereditárias em genes que participam do reparo do DNA. Os principais são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, além do EPCAM, que pode afetar a função do MSH2.
Essas alterações prejudicam a capacidade das células de corrigir erros no DNA, fazendo com que eles possam se acumular ao longo do tempo, aumentando o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Riscos da síndrome de Lynch
A síndrome de Lynch aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, principalmente:
Câncer colorretal;
Câncer de endométrio;
Câncer de ovário;
Câncer de estômago;
Câncer de intestino delgado;
Câncer do trato urinário;
Câncer de pâncreas;
Câncer das vias biliares.
O risco de cada tipo de câncer pode variar conforme o gene afetado, além de fatores individuais, como idade e sexo.
Tratamento da síndrome de Lynch
A síndrome de Lynch não tem um tratamento que elimine a alteração genética, mas o acompanhamento médico e a realização dos exames de rastreamento indicados são importantes para identificar alterações precocemente.
Além disso, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de câncer, como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, não fumar e limitar o consumo de álcool.
Já o tratamento do câncer associado à síndrome de Lynch depende do tipo e do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, de acordo com cada caso. Conheça os principais tratamentos para câncer.