segunda-feira, 30 de março de 2026

Remédios para psoríase (comprimidos, pomadas e outros)

Alguns remédios para psoríase, como betametasona, calcipotriol, acitretina e metotrexato, por exemplo, podem ser indicados pelo dermatologista, pois ajudam a aliviar o sintomas, como manchas vermelhas e ressecadas na pele, coceira ou descamação.

Esses remédios podem ser usados na forma de pomadas, comprimidos ou injeção, de acordo com a indicação do médico, que orienta o melhor tratamento de forma individualizada de acordo com o tipo, o local das lesões e a gravidade dos sintomas.

Leia também: Tratamento para psoríase (pomadas, remédios e opções naturais) tuasaude.com/tratamento-para-psoriase

Além disso, também é importante hidratar diariamente a pele, especialmente as regiões afetadas, assim como evitar produtos muito abrasivos que causem irritação da pele e ressecamento excessivo.

Imagem ilustrativa número 1

Comprimidos e cápsulas

Os comprimidos e cápsulas para psoríase podem ser indicados pelo dermatologista na psoríase grave ou generalizada, por exemplo, quando o tratamento tópico não é eficaz para controlar os sintomas.

Os principais comprimidos que podem ser indicados pelo médico são:

1. Acitretina

A acitretina é um retinoide geralmente indicado para tratar formas graves de psoríase, incluindo psoríase eritrodérmica, psoríase pustular localizada ou generalizada.

Os comprimidos de acitretina podem ser encontrados nas doses de 10 mg ou 25 mg, vendido somente com prescrição médica e retenção da receita pela farmácia.

Quem não deve usar: a acitretina não deve ser usada por pessoas com alergia à acitretina, a outros retinoides ou aos demais componentes da fórmula.

Este remédio também é contraindicado para mulheres grávidas ou que desejam engravidar, lactantes e pessoas com insuficiência hepática ou renal graves.

Efeitos colaterais: alguns possíveis efeitos colaterais mais comuns da acitretina são dor de cabeça, ressecamento e inflamação da boca, olhos e mucosas nasais, queda de cabelo, descamação da pele, coceira, unhas quebradiças, e dores musculares e articulares, por exemplo.

2. Metotrexato

O metotrexato é indicado para o tratamento da psoríase grave, ou quando o tratamento tópico não foi eficaz, pois atua na modulação do sistema imunológico e da inflamação das células da pele.

Este remédio está disponível em farmácias ou drogarias na forma de comprimidos de 2,5 mg, em dose única ou fracionada semanalmente, devendo sempre ser usado com indicação do dermatologista.

Quem não deve usar: esse remédio não deve ser usado por pessoas com alergia ao metotrexato, grávidas e lactantes, ou nos casos de cirrose, doença etílica, hepatite ativa, insuficiência hepática, infecções graves, síndromes de imunodeficiência, aplasia ou hipoplasia medular, níveis baixos de plaqueta no sangue, anemia ou úlcera gástrica aguda.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns do metotrexato são náusea, desconforto abdominal, cansaço excessivo, fadiga ou maior sensibilidade à luz.

O metotrexato também pode aumentar os riscos de infecções, feridas ou úlceras na boca, febre, calafrios, insuficiência renal e faringite.

O metotrexato também pode causar efeitos colaterais graves, como a síndrome de Stevens-Johnson ou a necrólise epidérmica tóxica.

Leia também: Metotrexato: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/metotrexato

3. Ciclosporina

A ciclosporina na forma de cápsulas é um imunossupressor indicado para o tratamento da psoríase moderada a grave, pois age diminuindo a ação do sistema imunológico, o que ajuda a reduzir os sintomas da psoríase

O tratamento da psoríase com a ciclosporina pode ser feito tomando-se 2,5 mg do medicamento por kg de peso corporal, por dia, dividida em 2 doses, durante o 1º mês de tratamento.

Quem não deve usar: esse remédio não deve ser usado por mulheres amamentando, pessoas com alergia ao medicamento ou com pressão alta grave, instável e incontrolável com remédios, infecções ativas ou câncer.

Efeitos colaterais: os possíveis efeitos colaterais mais comuns são perda do apetite, tremores, dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, prisão de ventre ou diarreia.

Também podem ocorrer crescimento excessivo das gengivas ou de pelos no corpo e rosto, pressão alta, infecções, aumento dos níveis de açúcar no sangue ou alterações nos rins ou fígado.

A ciclosporina pode causar reações alérgicas graves ou anafilaxia. Nesses casos, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro.

Injeções para psoríase

As injeções indicadas para psoríase são geralmente os imunobiológicos, sendo recomendadas especialmente quando as outras opções de tratamento não reduzem a inflamação da pele e aliviam os sintomas da psoríase moderada a grave.

Algumas injeções de imunobiológicos indicadas são:

Esses remédios geralmente são utilizados em hospitais, através de injeções sob a pele ou diretamente na veia, aplicadas por um enfermeiro, sob supervisão médica.

Quem não deve usar: estas injeções não devem ser usadas por pessoas que tenham alergia aos componentes da fórmula, ou nos casos de insuficiência cardíaca, doença desmielinizante, história recente de câncer, infecção ativa, uso de vacinas vivas atenuadas e grávidas.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns dos agentes biológicos são reações no local de injeção, infecções, tuberculose, reações cutâneas, neoplasias, doenças desmielinizantes, dor de cabeça, tonturas, diarreia, coceira, dores musculares e cansaço.

Pomadas, cremes e loções

As pomadas, os cremes e as loções, são normalmente indicados para tratar a psoríase leve a moderada, e devem ser usados com indicação do dermatologista.

Alguns remédios tópicos para psoríase são:

1. Corticoides

Os corticoides tópicos, como dexametasona, propionato de clobetasol ou dipropionato de betametasona, reduzem rapidamente a inflamação da pele, a vermelhidão e coceira.

Esses remédios podem ser usados na forma de pomadas, cremes ou solução capilar, devendo ser indicados pelo dermatologista, pois o tipo de corticoide a ser usado depende da região da pele a ser tratada.

As doses e o tempo do uso dos corticoides tópicos devem ser orientados pelo médico de forma individualizada.

Quem não deve usar: pessoas que tenham alergia aos componentes, com lesões na pele causadas por vírus, fungos ou bactérias, pessoas com rosácea ou dermatite perioral não controladas.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns dos corticoides tópicos são coceira, dor, sensação de queimação na pele, afinamento da pele, estrias ou acne.

Leia também: Corticoide: o que é, para que serve, 6 tipos e efeitos colaterais tuasaude.com/corticoides

2. Hidratantes e emolientes

Os cremes e pomadas emolientes podem ser indicados pelo dermatologista para serem usados diariamente, principalmente para o tratamento de manutenção após o uso de corticoides, ajudando a evitar novas crises.

Estes produtos podem conter ureia em concentrações entre 5% a 20%, de 3% a 6% de ácido salicílico, vaselina ou lactato de amônio, por exemplo, conforme o tipo de pele e a quantidade de escamas.

O médico poderá recomendar aplicar o hidratante e emoliente diretamente nas lesões 1 vez ao dia.

Quem não deve usar: as contraindicações destes remédios variam conforme a sua composição. O ácido salicílico, por exemplo, não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação, crianças ou pessoas com alergia ao ácido salicílico ou outros salicilatos.

Já a vaselina não deve ser usada sobre feridas profundas nem utilizada em crianças sem orientação médica. Além disso, a vaselina deve ser usada com cautela por pessoas com acne, pois pode favorecer o surgimento de novas lesões.

Efeitos colaterais: irritação da pele, vermelhidão, descamação ou formação de bolhas na pele são alguns possíveis sintomas com o uso de ácido salicílico.

O ácido salicílico também pode causar reações alérgicas ou queimaduras na pele, dor de cabeça, zumbido no ouvido, vômitos ou diarreia. Nesses casos deve-se interromper seu uso e comunicar imediatamente ao médico responsável pelo tratamento.

3. Calcipotriol

O calcipotriol é um análogo da vitamina D, geralmente na concentração de 50 mcg/g, sendo indicado para o tratamento da psoríase no couro cabeludo ou psoríase vulgar leve a moderada no corpo.

Esse medicamento contribui para a diminuição da formação das placas psoriásicas na pele e pode ser indicado sozinho ou junto com corticoides como o dipropionato de betametasona.

O gel ou pomada contendo calcipotriol podem ser encontradas em farmácias ou drogarias e o médico poderá indicar aplicar este remédio 2 vezes ao dia na fase inicial e, depois, reduzir para 1 vez ao dia.

Quem não deve usar: o calcipotriol não deve ser usado por crianças ou adolescentes com menos de 18 anos, pessoas que têm alergia aos componentes da fórmula ou com níveis elevados de cálcio no sangue.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns do calcipotriol são irritação transitória da pele, erupção cutânea, formigamento, queratose, coceira, eritema e dermatite de contato.

4. Imunossupressores

Os imunossupressores tópicos, como o tacrolimo e o pimecrolimo, são remédios indicados pelo dermatologista que agem reduzindo a ação do sistema imunológico, o que ajuda a aliviar os sintomas da psoríase, como vermelhidão ou coceira na pele.

Esses remédios podem ser usados na forma de pomada, mas podem ser aplicados em áreas de pele mais fina, como rosto, pescoço ou virilha, após a hidratação, no entanto, deve-se evitar a exposição solar após a sua aplicação.

Quem não deve usar: os imunossupressores tópicos não devem ser usados por pessoas com alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

Além disso, mulheres grávidas ou em amamentação, assim como crianças só devem usar os imunossupressores se recomendado pelo médico.

Efeitos colaterais: os imunossupressores podem causar sensação de queimação ou de agulhadas na pele, ou coceira.

Remédios caseiros

Alguns remédios caseiros que podem complementar o tratamento da psoríase são:

  • Compressa com chá de camomila, que ajuda a diminuir a inflamação na psoríase;
  • Compressa de babosa, por ter ação anti-inflamatória, cicatrizante e hidratantes, que ajudam a aliviar a coceira e vermelhidão;
  • Pomada de cúrcuma, que reduz quantidade de células T CD8 e as placas de psoríase.

Medidas como aplicar cremes emolientes, manter o peso corporal adequado, gerenciar o estresse e pegar sol, conforme orientação do dermatologista, também ajudam a melhorar a psoríase.

Leia também: 9 remédios caseiros para psoríase (comprovados!) tuasaude.com/remedio-natural-para-psoriase

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Otite: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Otite é a inflamação ou infecção no ouvido afetando o canal auditivo externo, ouvido médio ou o labirinto, causando sintomas como dor de ouvido, coceira ou sensação de pressão no ouvido, febre ou saída de pus pelo ouvido. 

A otite pode afetar diferentes partes do ouvido, a otite normalmente é classificada em externa, média ou interna, sendo causada pelo uso de cotonetes, introdução de objetos pequenos, entrada de água ou infecção por vírus, bactérias ou fungos no ouvido.

O tratamento da otite é feito pelo otorrinolaringologista, e varia de acordo com sua causa, podendo ser indicado o uso de remédios analgésicos, antifúngicos ou antibióticos, timpanocentese para remoção da secreção do ouvido ou cirurgia.

Médico otorrinolaringologista examinando o ouvido de mulher com otite

Sintomas de otite

Os principais sintomas de otite são:

  • Dor no ouvido;
  • Febre;
  • Coceira no ouvido;
  • Vermelhidão ou inchaço da orelha;
  • Presença de líquido ou pus no ouvido;
  • Tontura;
  • Diminuição da audição;
  • Sensação de pressão no ouvido;
  • Zumbido no ouvido.

Além disso, bebês e crianças com otite podem apresentar sinais, como esfregar ou coçar as orelhas, chorar muito sem motivo aparente, especialmente à noite, ficarem irritadas ou ter dificuldades para dormir.

Em infecções mais complicadas, a otite pode ainda causar mudanças de humor, paralisia facial, labirintite ou outras alterações no sistema nervoso central.

É importante consultar o otorrinolaringologista ou o pediatra, no caso de crianças, assim que surgem os sintomas de otite, para que seja identificada sua causa e tipo, e indicado o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da otite é feito pelo otorrinolaringologista ou pediatra através da avaliação dos sintomas, bem como quando surgiram e intensidade, histórico de saúde e exame físico com o uso do otoscópio, um equipamento médico para observar o interior do ouvido.

Marque uma consulta com o otorrinolaringologista na região mais próxima:

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Além disso, o médico também pode solicitar alguns exames específicos para diagnosticar o tipo de otite, como exame de sangue, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Em alguns casos, o médico pode recolher uma amostra da secreção do ouvido, para ser analisada em laboratório e identificar o microrganismo que está causando a infecção.

Possíveis causas

As principais causas da otite são:

  • Infecções por vírus, como vírus sincicial respiratório, influenza, rinovírus ou adenovirus; 
  • Infecções por bactérias ou fungos;
  • Implante coclear;
  • Alergias;
  • Refluxo;
  • Entrada de água no ouvido;
  • Introdução de objetos pequenos no ouvido ou uso de cotonetes;
  • Alterações anatômicas nas estruturas do ouvido.

Além disso, o uso de mamadeiras para alimentar bebês e crianças também pode causar o refluxo do leite para a parte média do ouvido, facilitando uma infecção.

Tipos de otite

Os principais tipos de otite são:

1. Otite externa

A otite externa pode surgir em adultos ou crianças e afeta a parte externa da orelha até o início do tímpano, membrana que separa o ouvido externo do médio e que é importante para a audição.

Este tipo de otite, normalmente, é causada pelo uso de cotonetes, introdução de pequenos objetos no ouvido, ou exposição ao calor e umidade, comum após frequentar praia ou piscina.

2. Otite média

A otite média afeta a parte de trás do tímpano, sendo comum em crianças, geralmente causada como consequência de gripes ou resfriados, ou associada à vírus ou bactérias. Entenda melhor o que é e os sintomas de otite média.

3. Otite interna

A otite interna, também conhecida como labirintite, afeta a região mais profunda do ouvido, onde fica o labirinto, uma estrutura responsável pelo equilíbrio do corpo e audição.

Leia também: Labirintite: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/labirintite

Este tipo de inflamação, geralmente, é provocada por vírus ou bactérias, podendo causar sintomas como tontura, dor no ouvido, problemas de equilíbrio, zumbido ou perda da audição.

4. Otite bacteriana

A otite bacteriana é causada por bactérias, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae ou Moraxella catarrhalis, por exemplo.

Esse tipo de infecção bacteriana pode afetar o ouvido médio ou o canal auditivo externo e causar otite média ou otite externa, resultando em inflamação e surgimento dos sintomas.

5. Otite eczematosa

A otite eczematosa é uma doença inflamatória crônica da pele, chamada eczema, que pode afetar qualquer parte do ouvido interno, médio ou externo, e causar otite.

Leia também: Eczema: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/eczema

Esse tipo de otite causa coceira intensa no ouvido, descamação da pele e dor de ouvido.

6. Otite serosa

A otite serosa ocorre devido ao acúmulo de líquido seroso ou mucoso atrás do tímpano, afetando principalmente crianças.

Esse tipo de otite, também chamada de otite média com efusão, causa sintomas como sensação de pressão no ouvido ou estalos, dor de ouvido ou diminuição da audição.

7. Otite fúngica

A otite fúngica é causada por fungos das espécies Candida albicans ou Aspergillus niger, afetando principalmente o ouvido externo. 

Esse tipo de otite, também chamado de otomicose, causa coceira intensa no ouvido, sensação de ouvido tapado ou saída de secreção pelo ouvido.

Como é feito o tratamento

O tratamento da otite deve ser feito pelo otorrinolaringologista ou pediatra e varia conforme o local, os sintomas e a causa.

Os principais tratamentos para otite são:

1. Remédios para otite

O uso de remédios para otite pode ser indicado pelo médico para aliviar os sintomas de dor ou desconforto no ouvido ou febre, sendo feito principalmente com medicamentos, como paracetamol ou ibuprofeno, anti-histamínicos ou descongestionantes, o que varia com o tipo de otite.

Além disso, caso a otite tenha sido causada por bactérias ou fungos, o médico pode receitar antibióticos ou antifúngicos. Veja todos os remédios indicados para otite.

Nos casos mais graves de otite, o tratamento é feito com internamento hospitalar para a administração de antibióticos diretamente na veia.

2. Lavagem do ouvido

Em alguns casos de otite externa, o médico também pode fazer a lavagem do ouvido, no consultório, com água morna e aplicação de soro ou soluções alcoólicas, com auxílio de algodão ou gaze, para limpeza do ouvido.

Leia também: Lavagem de ouvido: para que serve, como fazer e riscos tuasaude.com/lavagem-de-ouvido

3. Timpanocentese

A timpanocentese é um tipo de tratamento para a otite média, feito pelo otorrinolaringologista com o uso de uma agulha fina e uma seringa de 3 mL para drenar o líquido do ouvido médio.

Esse tratamento é feito no consultório médico, com anestesia local.

4. Cirurgia

Em casos mais graves de otite média, o médico pode recomendar algumas cirurgias, como a miringotomia, que é feito com um pequeno corte no tímpano para drenar o líquido do ouvido médio e a introdução de um tubo flexível para ventilação.

Além disso, outra cirurgia é a mastoidectomia, indicada nos casos de otite média crônica ou interna, e feita pelo otorrinolaringologista para limpar o osso mastoide e eliminar a infecção.

5. Tratamento caseiro

Algumas medidas caseiras, como beber o mínimo de 2 litros de água por dia, manter uma alimentação balanceada e fazer uma compressa morna na área externa do ouvido também podem auxiliar no tratamento e aliviar os sintomas da otite média.

Leia também: 4 remédios caseiros para otite tuasaude.com/tratamento-caseiro-para-otite

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Hipotálamo: o que é, funções, onde fica (e anatomia)

Hipotálamo é uma pequena região do cérebro que regula funções vitais como temperatura, fome, sede, sono e humor, sendo responsável por manter o equilíbrio interno do organismo, conhecido como homeostase.

O hipotálamo, localizado abaixo do tálamo e acima da hipófise, liga o sistema nervoso ao endócrino, transformando informações do cérebro em respostas hormonais que ajudam o corpo a reagir ao estresse, medo ou necessidade de energia.

Leia também: Sistema endócrino: o que é, função, glândulas e doenças comuns tuasaude.com/sistema-endocrino

Quando o hipotálamo é alterado por doenças congênitas, tumores, problemas autoimunes, infecções, traumas ou cirurgias, podem ocorrer alterações hormonais que causam sede excessiva, variações de peso, distúrbios do sono e alterações comportamentais.

Imagem ilustrativa número 1

Funções do hipotálamo

As principais funções do hipotálamo são:

1. Regular o sistema hormonal

O hipotálamo produz diversos hormônios importantes para o funcionamento do corpo, como:

  • Vasopressina ou hormônio antidiurético, que regula o volume de água e sangue no corpo;
  • Oxitocina, fundamental para o parto e a amamentação;
  • Hormônios liberadores, que são mensageiros químicos produzidos pelo hipotálamo que dizem à hipófise quando liberar ou inibir outros hormônios. Conheça as funções da hipófise.

O hipotálamo também produz pequenos mensageiros químicos chamados neuropeptídeos, que atuam como sinais dentro do cérebro ou entre o cérebro e o corpo, ajudando a regular a secreção hormonal.

2. Modular a fome e a saciedade

Em situações em que o corpo precisa de energia, o centro da fome, localizado na porção lateral do hipotálamo, é ativado, estimulando a pessoa a comer.

Por outro lado, quando o corpo está satisfeito e tem energia suficiente, o centro da saciedade é ativado, levando o indivíduo a sentir-se satisfeito e parar de comer.

3. Controlar a sede

Na região lateral do hipotálamo, existem neurônios sensíveis a alterações corporais que desencadeiam um aumento ou diminuição da sede, de acordo com as necessidades hídricas do indivíduo.

Além disso, o hipotálamo produz o hormônio antidiurético, que atua nos rins para controlar a perda de água pela urina.

4. Regular a temperatura corporal

O hipotálamo funciona como um termostato do corpo, monitorando a temperatura interna. Quando percebe que o corpo está muito quente, ativa mecanismos para resfriá-lo, como fazer a pessoa suar e dilatar os vasos sanguíneos da pele.

Quando o corpo está muito frio, o hipotálamo aciona respostas para aquecer, como causar tremores musculares e contrair os vasos sanguíneos da pele, ajudando a conservar calor.

5. Ajustar o sono e a vigília

O hipotálamo é o principal centro que regula o ritmo circadiano, controlando os ciclos de sono e vigília. Entenda melhor o que é e como funciona o ritmo circadiano.

Ao receber sinais de luz e escuridão captados pela retina, ele envia sinais ao corpo indicando quando dormir e quando acordar, ajudando a manter o relógio biológico diário em equilíbrio.

Leia também: Qual o seu relógio biológico: matutino ou vespertino? tuasaude.com/qual-o-seu-relogio-biologico

6. Influenciar o humor

O hipotálamo desempenha um papel importante na regulação das emoções, influenciando sentimentos como raiva, prazer, afeto, satisfação sexual e medo, ajudando o corpo a reagir de forma adequada a diferentes situações.

7. Controlar funções involuntárias

O hipotálamo controla funções involuntárias ao enviar sinais ao sistema nervoso autônomo, que é a parte do sistema nervoso responsável por ações automáticas do corpo.

Leia também: Sistema nervoso autônomo: o que é, funções e doenças comuns tuasaude.com/sistema-nervoso-autonomo

Por meio dessa comunicação, o hipotálamo ajusta a frequência cardíaca, a respiração e a digestão, regula a salivação e a transpiração, controla a contração da bexiga para a produção de urina e também a dilatação da pupila.

Desta forma, permite que o corpo se adapte automaticamente às necessidades do momento, sem que a pessoa precise pensar ou agir conscientemente.

Hipotálamo e hipófise

O hipotálamo e a hipófise trabalham juntos para controlar o sistema hormonal do corpo. Essa interação forma vários eixos hormonais importantes, como:

  • Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal: ao detectar necessidade de controle do estresse, o hipotálamo produz CRH, levando a hipófise a liberar ACTH, que ativa as glândulas adrenais para secretar cortisol, essencial para o metabolismo de energia e respostas ao estresse;
  • Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano: o hipotálamo estimula a hipófise a liberar FSH e LH, que agem nos ovários, promovendo o crescimento folicular, a ovulação e a produção de estrogênio e progesterona;
  • Eixo hipotálamo-hipófise-testicular: quando necessário, o hipotálamo incentiva a hipófise a produzir FSH e LH, que atuam nos testículos, estimulando a espermatogênese e a produção de testosterona;
  • Eixo hipotálamo-hipófise-tireoide: o hipotálamo libera TRH, que estimula a hipófise a produzir TSH, promovendo a ativação da tireoide e a liberação de T3 e T4, hormônios que regulam o metabolismo do corpo;
  • Eixo hipotálamo-hipófise-somatotrófico: o hipotálamo regula a liberação de GH pela hipófise, que influencia o crescimento de ossos e músculos e controla o metabolismo corporal;
  • Eixo hipotálamo-hipófise-neurohipófise: o hipotálamo produz vasopressina e ocitocina, que são transportados e liberados pela neuroipófise, regulando o equilíbrio hídrico, o parto e a amamentação.

O hipotálamo é o centro de comando que envia sinais à hipófise, e esta, por sua vez, libera hormônios que atuam em órgãos e glândulas-alvo.

Onde fica o hipotálamo

O hipotálamo está localizado na parte central do cérebro, logo abaixo do tálamo e acima da hipófise, perto da base do cérebro.

O hipotálamo faz parte do diencéfalo e está muito próximo de estruturas importantes como o sistema límbico, que controla emoções e memória.

Essa posição estratégica permite que o hipotálamo receba informações do cérebro e do corpo, ao mesmo tempo em que envia sinais para órgãos e glândulas.

Tálamo e hipotálamo

O tálamo e o hipotálamo são duas regiões próximas no cérebro que têm funções complementares. O tálamo atua recebendo sinais sensoriais do corpo, como visão, audição e toque, e encaminhando-os para as áreas corretas do córtex cerebral.

Já o hipotálamo funciona como um centro de controle interno do corpo, coordenando respostas automáticas e hormonais que mantêm o organismo em equilíbrio.

Anatomia do hipotálamo

A anatomia do hipotálamo pode ser organizada em três porções principais:

  1. Região anterior ou supraótica, que inclui núcleos como o supraquiasmático, o paraventricular e o supraóptico, está associada principalmente à regulação do sono, temperatura e produção de alguns hormônios;
  2. Região média ou tuberal, contém núcleos como o arqueado, o ventromedial e o dorsomedial. Essa região coordena funções relacionadas à ingestão alimentar, metabolismo e sinalização hormonal para a hipófise;
  3. Região posterior, abriga núcleos como o posterior e os mamilares e a função geral envolve o controle de respostas autônomas, excitabilidade e memória.

Além disso, o hipotálamo é altamente vascularizado e se conecta com a hipófise através do infundíbulo, permitindo o transporte de hormônios e sinais que regulam quase todos os processos hormonais do corpo.

O hipotálamo pesa cerca de 4 gramas e mede aproximadamente 1 cm de altura por 4 cm de largura.

Problemas que afetam o hipotálamo

Os principais problemas que podem afetar o hipotálamo são:

1. Anomalias congênitas

As anomalias congênitas são doenças presentes desde o nascimento, como a displasia septo-óptica, síndrome de Morsier, síndrome de Prader-Willi, diabetes insípido familiar, síndrome de Kallmann e síndrome de Bardet-Biedl.

Essas doenças podem prejudicar o desenvolvimento do hipotálamo, causando atraso no crescimento, problemas de desenvolvimento sexual, fome excessiva ou reduzida, alterações cognitivas e desequilíbrios hormonais.

2. Tumores

Os tumores que afetam o hipotálamo incluem craniofaringiomas, mais comuns em crianças, e adenomas hipofisários, mais frequentes em adultos.

Leia também: Adenoma hipofisário: o que é, principais causas e tratamento tuasaude.com/adenoma-hipofisario

Esses tumores podem causar dores de cabeça, alterações hormonais, como disfunções da tireoide, das glândulas adrenais ou dos hormônios gonadotróficos, além de visão turva ou perda visual e mudanças no comportamento e no apetite.

3. Doenças autoimunes

Algumas doenças autoimunes podem afetar o hipotálamo ou a hipófise, como a neuro hipofisite autoimune e o diabetes insípido idiopático, causando sede excessiva, urina muito diluída, fadiga, perda de apetite e desequilíbrios de eletrólitos. Saiba quais os sintomas da diabetes insipidus.

4. Distúrbios metabólicos e nutricionais

Alterações no metabolismo ou na nutrição, como obesidade ou anorexia, podem afetar a regulação hipotalâmica da fome, saciedade e metabolismo energético.

Leia também: Anorexia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/anorexia

Esses distúrbios podem causar alterações no peso corporal, apetite desregulado, fadiga, problemas hormonais e alterações no ciclo menstrual.

5. Doenças infecciosas

Infecções virais, bacterianas ou fúngicas, como meningite ou encefalite, podem atingir o hipotálamo direta ou indiretamente, provocando febre, dores de cabeça, confusão mental, alterações na temperatura corporal e distúrbios do sono.

6. Doenças vasculares

Problemas de circulação, como a apoplexia hipofisária, podem causar dano ao hipotálamo ou à hipófise, resultando em dor súbita de cabeça, náuseas, vômitos e, em casos graves, alterações visuais ou colapso cardiovascular.

7. Traumas e cirurgias

Golpes na cabeça ou cirurgias próximas ao cérebro podem lesionar o hipotálamo, levando a alterações hormonais, problemas de apetite ou sede, distúrbios do sono, alterações de humor e desequilíbrios metabólicos.



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quinta-feira, 26 de março de 2026

7 principais sintomas de herpes genital

Os sintomas de herpes genital podem surgir em até 12 dias após a relação sexual desprotegida com uma pessoa portadora do vírus, sendo notado o aparecimento de feridas e bolhas na região genital, que podem causar dor, desconforto, ardor e vermelhidão na região genital.

Além disso, as bolhas e feridas do herpes genital podem ser acompanhados por sintomas mais gerais, em alguns casos, como febre baixa, calafrios e mal estar geral.

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST), que é transmitida através da relação sexual desprotegida ao entrar em contato direto com o líquido liberado pelas bolhas formadas pelo vírus Herpes simplex encontradas na região genital da pessoa infectada, levando ao surgimento de sintomas como ardência, coceira, dor e desconforto na região genital. Conheça mais sobre o herpes genital.

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Herpes genital feminina (imagem gerada por IA)

Sintomas de herpes genital

Os principais sintomas de herpes genital são:

  1. Aparecimento de bolhas na região genital, que se rompem e são origem a pequenas feridas;
  2. Coceira e desconforto;
  3. Vermelhidão na região;
  4. Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra;
  5. Dor;
  6. Ardor e dor ao defecar, caso as bolhas estejam próximas do ânus;
  7. Ínguas na virilha.

Os sintomas de herpes genital podem surgir, de forma geral, entre 2 a 12 dias após o contato com o agente infeccioso responsável pela infecção e as feridas do herpes genital podem aparecer no pênis, vulva, vagina, região perianal, uretra ou colo do útero.

Além disso, é possível que sejam notados sintomas mais gerais, como febre baixa, calafrios, dor de cabeça, mal estar geral, perda de apetite, dor muscular e cansaço, por exemplo.

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Herpes genital em homens (imagem gerada por IA)

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter herpes genital, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com o urologista ou ginecologista ou infectologista.

Diagnóstico do herpes genital

O diagnóstico do herpes genital é feito pelo ginecologista, urologista, clínico geral ou infectologista a partir da avaliação inicial da região genital. Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a realização de sorologia para identificação do vírus ou raspagem da ferida para que seja analisada em laboratório.

Marque uma consulta com o especialista mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para investigar a possibilidade de herpes genital e, assim, iniciar o tratamento mais adequado:

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Como acontece a transmissão

A transmissão do herpes genital acontece por meio da relação sexual desprotegida, ou seja, camisinha, podendo a pessoa ser infectada ao entrar em contato com o líquido das bolhas que podem estar presentes na região genital, coxa ou ânus, por exemplo. Veja mais detalhes da transmissão do herpes genital.

Leia também: Herpes: o que é, sintomas, tipos, transmissão e tratamento tuasaude.com/herpes-o-que-e

Como é feito o tratamento

O tratamento do herpes genital deve ser feito de acordo com a orientação do ginecologista, urologista ou clínico geral, sendo recomendo o uso de medicamentos antivirais como Aciclovir ou Valaciclovir em comprimidos ou pomadas, para aliviar os sintomas, prevenir complicações, diminuir a taxa de replicação do vírus no corpo e, consequentemente, diminuir o risco de transmissão para outras pessoas. Confira os principais medicamentos para herpes genital.

Além disso, como as bolhas do herpes na região genital podem ser bem dolorosas, para ajudar a passar pelo episódio o médico pode também recomendar a utilização de pomadas ou géis anestésicos locais, como Lidocaína ou Xilocaína, que ajudam a hidratar a pele e anestesiar a zona afetada, aliviando assim a dor e desconforto. Entenda como é feito o tratamento para herpes genital.



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Exame toxicológico: o que é, para que serve (e como é feito)

O exame toxicológico é um teste laboratorial indicado para avaliar traços de drogas ou substâncias tóxicas no organismo nos últimos 1 a 90 dias, ou mais, em casos de envenenamento e para emissão ou renovação da carteira de motorista das categorias C, D e E, por exemplo.

No Brasil, este exame também passou a ser solicitado para pessoas que vão obter a primeira carteira de habilitação nas categorias A e B.

O exame toxicológico deve ser feito quando solicitado pelo médico e pode ser feito com uma amostra de sangue, urina, cabelo, pelo ou suor. Este exame permite identificar substâncias como maconha, anfetamina, LSD, ecstasy, heroína, cocaína e morfina, por exemplo.

HOmem colhendo amostra de sangue de uma mulher

Para que serve

O exame toxicológico pode ser indicado pelo médico para ajudar a diagnosticar tratar pessoas com suspeita de envenenamento, overdose ou tentativas de automutilação e monitorar a abstinência em pessoas que estão em tratamento contra o vício.

Além disso, o exame toxicológico também serve para avaliar o consumo de substâncias psicoativas.

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Quando é indicado

O exame toxicológico é indicado para:

  • Emissão ou renovação da carteira de habilitação nas categorias C, D e E;
  • Obtenção da primeira carteira de habilitação nas categorias A e B;
  • Mudança de categoria da carteira de habilitação;
  • Exame admissional ou exame demissional para justificar a demissão por justa causa;
  • Suspeita de envenenamento por substâncias tóxicas;
  • Overdose de drogas de abuso;
  • Pessoas em tratamento de dependência química ou que estejam em uso de medicamentos por longo período de tempo.

O teste toxicológico também pode ser indicado nos casos de processos judiciais, como quando a pessoa é acusada de ter cometido algum crime ou acidente.

Além disso, este exame também é indicado como prevenção e segurança em áreas e profissões que envolvem alta responsabilidade e risco, como o transporte aéreo e forças de segurança, como as polícias militares e rodoviárias.

Prazo para fazer o exame toxicológico

O exame toxicológico para renovação da carteira de habilitação C, D e E, que correspondem a veículos de grande porte, como ônibus, caminhões e carretas, o prazo para fazer o exame é a cada 2 anos e meio, para pessoas com menos de 70 anos.

Já na renovação da carteira de habilitação das categorias C, D e E em pessoas com 70 anos ou mais, deve-se fazer o exame toxicológico a cada 3 anos.

Principais substâncias detectadas

As principais substâncias detectadas no exame toxicológico são:

  • Maconha e derivados, como haxixe e tetrahidrocanabinol (THC);
  • Anfetaminas e outros estimulantes, como anfetamina, metanfetamina, MDA, ecstasy, anfepramona, femproporex e mazindol
  • LSD;
  • Cocaína e metabólitos, como cocaína, Benzoilecgonina, Cocaetileno e Norcocaína;
  • Fenciclidina;
  • Opiáceos, como morfina, heroína e codeína;
  • Remédios barbitúricos ou benzodiazepínicos.

Entretanto, esse exame não detecta o uso de antidepressivos, esteroides ou anabolizantes, devendo ser feito outro tipo de análise caso seja necessário verificar se a pessoa faz uso dessas substâncias.

Leia também: Anabolizantes: para que servem, tipos, efeitos colaterais (e riscos) tuasaude.com/anabolizantes

No exame toxicológico também não está incluído o teste para consumo de bebidas alcoólicas, não havendo problema de se realizar o exame 1 dia depois de beber uma cerveja, por exemplo.

Algumas empresas podem optar por, além de solicitar o exame toxicológico, solicitar também o exame para detectar a quantidade de álcool no sangue ou até mesmo no cabelo.

Preparo para o exame

Para fazer o exame toxicológico, não é necessário qualquer tipo de preparo.

É necessário apenas que a pessoa se dirija, com a documentação obrigatória, para o laboratório que realiza esse tipo de exame para que o material seja coletado e enviado para análise.

Como é feito o exame toxicológico

A forma como é feito o exame toxicológico varia conforme a amostra a ser coletada e inclui:

1. Sangue

A amostra de sangue para o exame toxicológico é coletada no laboratório ou no hospital, da mesma forma que se coleta sangue para outros exames.

Para isso, é introduzida uma agulha em uma veia do braço e é colocado em um tubo de ensaio para ser analisado no laboratório.

Janela de detecção: o exame toxicológico com a amostra de sangue permite a detecção do consumo de drogas ou substâncias tóxicas de 1 a 2 dias, sendo útil nos casos de envenenamento ou overdose.

2. Urina

O exame de urina toxicológico é feito coletando uma amostra da urina em um frasco estéril.

Este exame geralmente é feito com a presença de uma pessoa para supervisionar a coleta e evitar qualquer adulteração  ou manipulação da amostra.

Janela de detecção: o exame toxicológico de urina permite a detecção do consumo de substâncias tóxicas ou drogas entre 1 a 3 dias após o uso de uma dose pequena.

Já quando o uso da droga é feito de forma crônica e em grandes quantidades, a janela de detecção é de 10 dias a 3 meses.

3. Suor

O exame toxicológico usando uma amostra de suor pode ser feito colocando um adesivo na pele, durante um a 14 dias, para coletar o suor nesse período.

Após o período indicado, o tecido absorvente deve ser levado ao laboratório, onde as substâncias são extraídas e analisadas.

Janela de detecção: a amostra de suor permite identificação do uso de drogas de 1 a 14 dias.

4. Saliva

A amostra de saliva para o exame toxicológico é recolhida com o uso de uma zaragatoa, que é um tipo de \"cotonete\", que em seguida é colocado em um tubo de ensaio para análise no laboratório.

Janela de detecção: a amostra de saliva permite a detecção do uso de drogas nas últimas 12 a 48 horas.

5. Cabelo

A amostra de cabelo para o exame toxicológico é o mais rigoroso para identificar o consumo retrospectivo de drogas. Este exame é feito cortando-se uma pequena mecha de cabelo, equivalente a espessura de um lápis.

Para recolher essa amostra, o cabelo deve ter pelo menos 3 cm de comprimento, e deve-se retirar a amostra bem próximo à raiz do cabelo.

A mecha de cabelo é então colocada em um papel alumínio, dobrado e em seguida, a amostra é dividida em duas e colocadas em envelopes invioláveis e lacrados na frente da pessoa.

Janela de detecção: a amostra de cabelo permite a identificação do consumo de drogas nos últimos 90 dias ou mais.

6. Pelos

A amostra de pelos para o exame toxicológico é feita raspando a pele com uma lâmina do braço ou perna, por exemplo.

Esse tipo de exame normalmente é feito quando o cabelo do couro cabeludo da pessoa é menor do que 3 cm.

Janela de detecção: o exame toxicológico com a amostra de pele detecta o uso de drogas nos últimos 6 meses.

O exame toxicológico no cabelo ou pelos é o mais indicado, já que quando a droga é consumida, espalha-se rapidamente pela corrente sanguínea e nutre os bulbos capilares, permitindo a identificação do consumo de drogas nos últimos 3 a 6 meses.

Resultado do exame toxicológico

Os possíveis resultados do exame toxicológico são:

Resultado O que significa
Positivo Indica a presença de drogas ou substâncias tóxicas na amostra ou seus níveis estão acima do ponto de corte.
Negativo Indica que não foram encontradas substâncias tóxicas ou drogas na amostra ou seus níveis estão abaixo do ponto de corte.

As técnicas de detecção variam entre os laboratórios e material analisado. No entanto, todos os métodos são seguros.

Algumas substâncias podem interferir no exame e fornecer um resultado falso positivo, como descongestionantes nasais, anti-inflamatórios, anestésicos tópicos, antialérgicos ou antiepilépticos, por exemplo. Entretanto, quando o exame toxicológico dá positivo, o teste é feito novamente para confirmar o resultado.

Validade do exame toxicológico

A validade do exame toxicológico, no Brasil, é de 90 dias contados a partir da data da coleta da amostra.

Se esse prazo expirar, o exame perde a validade e a pessoa precisa fazer um novo exame para renovação ou processos de habilitação da CNH.

Se alguém fumar maconha no mesmo ambiente, é detectado no exame?

Caso alguém esteja fumando maconha no mesmo ambiente, a maconha não é detectada no exame toxicológico, pois o exame detecta os metabólitos gerados pelo consumo em altas concentrações da droga.

Por isso, respirar a fumaça da maconha que uma pessoa no mesmo ambiente esteja fumando, não interfere no resultado do exame.

No entanto, se a pessoa respirar muito rápido, permanecer muito tempo exposta à fumaça em um ambiente pouco ventilado, é possível haver contaminação externa.

Porém, para evitar que exista interferência da contaminação externa no resultado, a amostra é preparada no laboratório antes da análise, evitando resultado falso positivo.



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10 principais causas de suor frio (e o que fazer)

O suor frio é uma resposta do corpo com o objetivo de proteger o organismo em situações perigosas ou nos casos em há uma diminuição da quantidade de oxigênio circulando no sangue, podendo ser notado o suor frio em caso de hipoglicemia, hipotensão, ansiedade, hipóxia, infecção generalizada e choque.

O suor frio normalmente não acontece como o suor normal, em todo o corpo, podendo ser localizado. Ou seja, pode aparecer na palma das mãos, nas axilas e na planta dos pés, acontecendo de forma repentina.

Apesar do suor desaparecer naturalmente, caso seja frequente, é importante que o clínico geral seja consultado para que seja verificado se existe alguma condição que leve ao suor frio e, assim, seja iniciado o tratamento mais adequado.

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As principais causas de suor frio são:

1. Hipoglicemia

A hipoglicemia geralmente acontece quando os níveis de açúcar no sangue descem abaixo de 70 mg/dl, provocando sintomas como suores frios, dor de cabeça, desmaio, visão turva, confusão mental, fraqueza, mal estar, náuseas ou sonolência. Veja mais sintomas que podem ocorrer durante uma hipoglicemia.

Para saber quais os valores de glicose no sangue pode-se fazer um teste rápido com o aparelho de mão, chamado glicosímetro, ou ir ao posto de saúde para que seja feita a medição, sendo na maioria das vezes gratuito.

O que fazer: aos primeiros sintomas de hipoglicemia, a pessoa deve-se sentar assim que possível e ingerir alimentos ricos em açúcar ou carboidratos de fácil digestão, como por exemplo um suco de fruta, uma bala ou um bolo.

Se os sintomas persistirem, ou a pessoa desmaiar, deve-se colocar um pouco de açúcar debaixo da língua e procurar o pronto socorro para obter ajuda médica.

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2. Pressão arterial baixa

Quando ocorre a pressão baixa, pode haver uma diminuição de oxigênio que chega no cérebro e em alguns órgãos, podendo não só provocar suores frios, mas também tonturas, palpitações, fraqueza, visão turva, mal estar, palidez ou desmaio.

O que fazer: durante uma crise de hipotensão, a pessoa deve tentar elevar as pernas de forma a que fiquem numa posição acima do tronco e ingerir líquidos. Saiba o que pode fazer para evitar ter pressão baixa.

3. Estresse e ansiedade

Em situações de estresse e ansiedade o organismo reage produzindo suores frios principalmente na testa, mãos, pés e axilas. Além destes sintomas, a pessoa que sofre de ansiedade pode também sentir tensão muscular, mal estar, náuseas, ânsia de vômito, palpitações e tremores. Veja outros sintomas que pode ter em situações de ansiedade.

O que fazer: existem algumas formas que podem ajudar no controle da ansiedade como receber uma massagem relaxante ou tomar um banho morno, tomar remédios naturais como chá de camomila ou suco de maracujá.

Em casos mais graves em que é difícil controlar a ansiedade, pode ser necessário acompanhamento psicológico ou mesmo medicamentos que podem ser receitados pelo médico.

É importante também que nos casos em que os sintomas da crise de ansiedade são intensos, a pessoa seja encaminhada para o hospital para que seja descartada a possibilidade de infarto.

4. Diminuição do oxigênio

Em casos de hipóxia, que é a diminuição da oferta de oxigênio aos tecidos do corpo, podem ocorrer sintomas como suor frio, falta de ar, fraqueza, confusão mental, tontura e em casos mais graves desmaio e coma que podem levar ao óbito. Por isso, deve-se ir ao pronto-socorro com urgência mal ocorram os primeiros sintomas.

A diminuição de oxigênio pode ocorrer em situações em que a circulação sanguínea é pobre, em casos de intoxicação, quando se está em locais com altitudes superiores a 3000 metros, em pessoas com doenças pulmonares ou com anemia.

O que fazer: o tratamento consiste no uso de máscara de oxigênio para normalizar os níveis no sangue e na resolução da causa da hipóxia com tratamentos específicos como nebulização para asma, medicamentos para melhorar o funcionamento dos pulmões ou coração, tratamentos para anemia ou antídotos para os envenenamentos, por exemplo. Em casos graves, pode ser necessário o uso da respiração artificial. 

5. Infecção generalizada

A infecção generalizada ou sepse consiste numa infecção por bactérias, vírus ou fungos que afeta vários órgãos do corpo, podendo levar à sua falência e dificultando a sua oxigenação, podendo provocar suores frios, febre alta, tremores, queda de pressão ou taquicardia.

O que fazer: o tratamento para a infecção generalizada consiste na toma de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios e na reposição de líquidos.

No entanto estas medidas podem não ser suficientes, podendo ser necessário respiração artificial numa unidade de cuidados intensivos.

Leia também: Infecção generalizada: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infeccao-generalizada

6. Choque

Durante um estado de choque, que pode ocorrer devido a um grande trauma, pancada, reação alérgica ou um acidente, pode ocorrer uma queda de oxigênio nos órgãos, causando sintomas como suore frio, palidez, aumento da pulsação, náuseas e vômitos, fraqueza, tonturas ou ansiedade.

O que fazer: a pessoa que entra em estado de choque pode estar ou não consciente, mas em todos os casos o aconselhável é busca ajuda médica imediatamente, chamar a ambulância ou levar a pessoa ao serviço de urgência para que receba o tratamento mais rápido possível.

Leia também: Choque: 5 tipos, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tipos-de-choque

8. Hemorragia interna

A hemorragia interna pode levar à redução do volume de sangue circulando no corpo.

Isto faz com que o sistema nervoso simpático tente compensar as perdas de volume, levando a sintomas como suor frio, batimentos cardíacos rápidos e aumento das taxas respiratórias.

Os sintomas de hemorragia interna também incluem tonturas, confusão, dor abdominal, vômito de sangue ou hematomas súbitos.

O que fazer: deve-se ir imediatamente a um hospital para avaliação para determinar a fonte da hemorragia. O sangramento leve pode ser controlado com medicamentos, procedimentos menores como embolizações e reparos cirúrgicos, enquanto casos mais graves podem exigir transfusões de sangue e soro na veia.

Leia também: Hemorragia interna: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hemorragia-interna

9. Infarto

Durante o infarto, o corpo pode produzir suor frio em resposta à diminuição do fluxo sanguíneo, pressão arterial reduzida e redução do oxigênio indo para o coração. Esses fatores podem levar ao aumento da produção de suor.

Além disso, o infarto também pode ativar o sistema nervoso, que sinaliza as glândulas sudoríparas para produzir quantidades excessivas de suores.

Outros sintomas do infarto são dor no peito, falta de ar, dor que irradia para o ombro, braço ou mandíbula e tontura. Saiba identificar os sintomas de infarto.

O que fazer: o infarto é uma emergência médica que requer atenção imediata. Desta forma, no caso de suspeita de infarto, deve-se ligar para SAMU no 192 ou procurar atendimento urgente no pronto-socorro mais próximo.

Uma vez que o infarto é confirmado pelo médico, o tratamento é feito com oxigenoterapia e medicamentos, como nitrofurantoína, analgésicos e anticoagulantes, cirurgia para colocação de stent nas artérias coronárias ou realização de ponte de safena, para restaurar o fluxo sanguíneo ao coração.

 [articleLink_simple:tratamento-do-infarto]

10. Exaustão por calor

A exaustão por calor é uma das fases da hipertermia, uma condição ocorre aumento anormal da temperatura corporal, podendo ultrapassar 40ºC, devido à desidratação ou exposição prolongada ao calor. Na tentativa de resfriar e regular a temperatura corporal, o corpo começa a suar frio.

Além de suores frios, a exaustão por calor também se apresenta com pele fria ou úmida, tonturas, pulso fraco e náuseas, e se

Leia também: Hipertermia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/hipertermia

O que fazerdeve-se descansar em um local fresco e com sombra e beber bastante líquidos.

Se os sintomas piorarem, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro, pois quando a exaustão por calor não é tratada adequadamente pode resultar em insolação, com confusão mental, desmaio e pulso fraco e rápido, e colocar a vida em risco. 



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Caroço na nuca: 9 causas comuns (e o que fazer)

O caroço na nuca pode acontecer devido a uma contratura muscular ou surgir devido a inflamações ou infecções, como no caso do furúnculo ou mononucleose infecciosa, ou ser indicativo de câncer.

Dependendo da sua causa, o caroço na nuca pode ser acompanhado de outros sintomas, como aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, formação de pus ou febre.

Na presença do caroço na nuca, é importante consultar o clínico geral ou dermatologista, para que sejam avaliadas as suas características e os sintomas associados, e indicar o  tratamento adequado, que pode ser feito com uso de remédios ou cirurgia, por exemplo.

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As principais causas de caroço na nuca são:

1. Contratura muscular

A contratura muscular ocorre quando o músculo contrai de maneira incorreta e não volta ao seu estado normal de relaxamento, causando o surgimento de um caroço no músculo da nuca, e outros sintomas como dor, desconforto e, algumas vezes.

A contratura muscular pode surgir devido a traumas por carregar excesso de peso nos ombros como bolsas ou mochilas, não fazer aquecimento antes de exercícios físicos, ou por fraqueza muscular ou estresse, por exemplo.

O que fazer: pode-se massagear o músculo com movimentos fortes e circulares usando um creme hidratante ou óleo essencial relaxante, usar bolsa de água quente durante 15 a 20 minutos, de 2 a 3 vezes por dia, ou fazer alongamentos para o pescoço.

No caso de não melhorar, deve-se consultar o clínico geral ou ortopedista que pode indicar o uso de anti-inflamatórios ou relaxantes musculares, ou fisioterapia. Saiba como é feita a fisioterapia para contratura muscular

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Cisto sebáceo

O cisto sebáceo é um caroço que se forma sob a pele, de formato arredondado, que mede poucos centímetros, mas que pode aumentar de tamanho ao longo do tempo, podendo ser duro ou mole, e se mover durante a palpação, podendo surgir na nuca ou em qualquer outra região do corpo.

Esse tipo de cisto é benigno, causado por uma obstrução na glândula sebácea, o que faz  com que o sebo se acumule sob a pele, e geralmente não causa sintomas. No entanto, quando fica inflamado, pode haver dor, aumento da temperatura na região, sensibilidade ou vermelhidão.

O que fazer: geralmente não é necessário um tratamento específico, especialmente quando é pequeno, podendo ser indicado pelo dermatologista o uso de compressa morna por 15 minutos no local ou remoção cirúrgica por motivos estéticos.

No caso de inflamação ou infecção do cisto, o médico pode fazer uma drenagem e indicar o uso de antibióticos. Veja outras opções de tratamento para o cisto sebáceo.  

3. Furúnculo

O furúnculo é um caroço com pus que pode crescer ao longo do tempo, causando dor, aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, e ocorrer na região da nuca ou qualquer outra região do corpo que sua muito ou sofre maior fricção.

O furúnculo pode surgir devido a uma inflamação na raiz do pelo, obstrução de uma glândula sebácea ou uma ferida na região da nuca, e está na maioria dos casos associado à infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode ser encontrada naturalmente nas mucosas e na pele.

O que fazer: pode-se fazer uma compressa com água morna cerca de 3 vezes por dia, além de lavar bem a região com água morna e sabonete neutro. Nunca se deve espremer o furúnculo, pois isso pode piorar a inflamação e a infecção, sendo mais difícil de tratar.

Em alguns casos, o dermatologista pode recomendar a realização da drenagem do abscesso, que consiste na retirada do pus, além do uso de antibióticos para combater a infecção. Confira os principais remédios para furúnculo

4. Lipoma

O lipoma é um caroço redondo e macio, que se forma sob a pele  e é composto por células de gordura, podendo surgir na nuca, pescoço, costas, ombros, axilas ou qualquer local do corpo onde as células de gordura estão presentes.

Geralmente, o lipoma não causa dor, no entanto, em alguns casos pode crescer e pressionar os nervos em volta e causar dor e até inflamação com sintoma de vermelhidão ou aumento da temperatura no local.

O que fazer: geralmente, não é necessário nenhum tratamento para o lipoma, no entanto, quando o lipoma é muito grande ou causa desconforto estético, o dermatologista pode realizar uma cirurgia para retirada. 

5. Inflamação dos gânglios linfáticos

A inflamação dos gânglios linfáticos na região da nuca, pode levar ao surgimento de caroço na nuca, conhecido como íngua, além de dor, vermelhidão ou sensibilidade na pele da nuca ou febre.

A inflamação dos gânglios linfáticos, também chamada de adenite ou linfadenite cervical, geralmente indicam uma infecção da região, podendo também surgir devido a doenças autoimunes, uso de remédios ou mesmo câncer de cabeça, pescoço ou linfoma, por exemplo. Veja outras causas da inflamação dos gânglios linfáticos

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do clínico geral, de acordo com a causa da inflamação no linfonodo, podendo ser indicado o uso de remédios anti-inflamatórios, antibióticos, antivirais, corticoides ou terapia biológica, por exemplo.

Já no caso de ter sido causada por câncer pode ser recomendado a remoção cirúrgica do gânglio ou do tumor que está causando o seu inchaço, além da realização de sessões de quimioterapia ou radioterapia. 

6. Acne queloidiana da nuca

A acne queloidiana da nuca é uma inflamação da raiz do pelo, que leva ao surgimento de um ou mais caroços arredondados, sólidos, e com menos de 1 cm, ao longo da linha do cabelo, causando inchaço, coceira, formação de queloide ou até perda de cabelo na região.

Esse tipo de acne é mais comum em homens que possuem cabelos mais grossos e encaracolados, podendo surgir por irritação crônica da pele, por golas de camisas, ou ainda por cortes de cabelo frequentes ou por raspar o cabelo da nuca.

O que fazer: deve-se evitar raspar os cabelos da nuca e usar golas apertadas, para evitar a fricção dos pelos e surgimento da acne queloidiana.

Além disso, é importante manter a região sempre limpa, lavando com sabonete neutro. No caso de não ter melhora, deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o uso de pomadas corticoides ou antibióticos, depilação a laser ou até cirurgia.

7. Mononucleose infecciosa

O caroço na nuca ou no pescoço pode surgir devido a mononucleose infecciosa, também chamada de doença do beijo, que é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitido através da saliva, levando ao surgimento de ínguas, dor de garganta, febre, placas esbranquiçadas na boca, língua e/ou na garganta ou dor de cabeça constante. Confira outros sintomas da mononucleose infecciosa.

O que fazer: ​​deve-se fazer repouso e aumentar a ingestão de líquidos, como água ou chás para acelerar a recuperação, uma vez que não existe um tratamento específico para a mononucleose.

No entanto, o clínico geral pode recomendar o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir as ínguas e a febre. 

8. Alergias

A alergia é uma reação inflamatória que surge devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias como shampoos, condicionador, protetor solar, ou até o tecido da roupa, por exemplo, levando ao surgimento de caroço na nuca, irritação, coceira intensa bolinhas ou manchas avermelhadas na pele.

O que fazer: deve-se tentar identificar a causa da alergia, e assim, evitar a exposição às substâncias que as desencadeiam.

No caso de não ocorrer melhora dos sintomas, deve-se consultar o dermatologista que pode fazer um teste de alergia para identificar o tipo de substância que está causando os sintomas, e se necessário, indicar o tratamento com antialérgicos ou corticoides. Veja os principais remédios que podem ser indicados para alergia na pele

9. Linfoma

O caroço na nuca pode surgir devido ao linfoma, que é um tipo de câncer dos linfonodos, levando ao surgimento de caroço duro na nuca, que não some após 1 ou 2 meses e não para de crescer.

Geralmente, neste tipo de câncer outros sintomas podem estar presentes além do caroço na nuca, como febre, suor noturno, cansaço excessivo e emagrecimento sem motivo aparente.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral, o hematologista ou o oncologista para que sejam feitos exames de sangue, tomografia ou PET-CT, por exemplo, para identificar o tipo de linfoma, e iniciar o tratamento mais adequado, que geralmente é feito com quimioterapia ou radioterapia. Confira todas as opções de tratamento para o linfoma.



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Remédios para psoríase (comprimidos, pomadas e outros)

Alguns remédios para psoríase, como betametasona, calcipotriol, acitretina e metotrexato, por exemplo, podem ser indicados pelo dermatologis...