segunda-feira, 15 de junho de 2026

Anti-HBc: o que é, para que serve, quando fazer o exame (e resultados)

O anti-HBc é o exame que pode ser indicado pelo médico para avaliar se a pessoa teve contato anteriormente com o vírus ou se possui uma infecção aguda ou crônica pelo vírus da hepatite B.

Assim, este exame pode ser recomendado em situações como suspeita de infecção pelo vírus da hepatite B, piora em casos de hepatite B crônica e doença hepática crônica ou hepatite C sem causa exata, por exemplo.

Leia também: Hepatite B: sintomas, transmissão, tratamento e cura tuasaude.com/hepatite-b

O exame anti-HBc é feito através de um exame de sangue simples, onde o profissional de saúde coleta uma amostra de sangue, soro ou plasma e, sem seguida envia para um laboratório especializado para ser analisada.

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Para que serve

O exame anti-HBc serve para identificar se a pessoa teve contato em algum momento com ou se possui uma infecção aguda ou crônica pelo vírus da hepatite B.

Isso porque os anticorpos anti-hbc são produzidos pelo sistema imunológico em resposta à presença do vírus da hepatite B no organismo e, geralmente, ficam detectáveis no sangue por toda a vida.

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Quando fazer o exame anti-HBc

O exame anti-HBc pode ser indicado pelo médico em situações como:

  • Suspeita de infecção pelo vírus da hepatite B;
  • Piora em casos de hepatite B crônica;
  • Infecção pelo vírus HCV, que receberão tratamento com antivirais de ação direta;
  • Doença crônica no fígado ou hepatite C sem causa exata;
  • Infecção pelo HIV;
  • Doença renal crônica em hemodiálise;
  • Usuários de drogas injetáveis;
  • Imunossupressão ou pessoas que farão terapia imunossupressora e/ou quimioterapia.

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, o exame anti-HBc também deve ser feito por doadores de sangue, tecidos, órgãos ou sêmen.

Leia também: Doação de sangue: como é feita, quem pode doar e quando não é indicada tuasaude.com/doencas-que-impedem-a-doacao-de-sangue

Tipos de anti-HBc

Os tipos de ;anti-HBc são:

1. Anti-hbc total

O Anti-HBc total é um teste sorológico que detecta a presença dos anticorpos IgM e IgG contra o antígeno principal do vírus da hepatite B.

Entretanto, o anti-HBc total, de forma isolada, indica apenas o contato anterior com o vírus.

Por isso, o resultado reagente desse marcador deve ser interpretado junto com outros marcadores da presença do vírus para determinar se a infecção foi curada, se é aguda ou crônica.

2. Anti-HBc IgM

O anti-HBc IgM é um teste indicado para detectar a imunoglobulina M, que é o primeiro anticorpo produzido pelo sistema imunológico após a infecção pelo vírus VHB.

Assim, este exame é solicitado apenas quando houver suspeita de uma infecção recente, há menos de 6 meses, pelo vírus da hepatite B.

Leia também: IgG e IgM: diferenças e o que significa resultado reagente tuasaude.com/igg-e-igm

3. Anti-HBc IgG

O exame anti-HBc IgG detecta a imunoglobulina G, um anticorpo produzido pelo sistema imune e que surge mais tardiamente após o contato com o vírus VHB e que permanece positivo durante a vida toda, mesmo após a cura.

Por isso, este exame serve como um marcador para saber se a pessoa já foi infectada ou exposta ao vírus da hepatite B no passado.

Como é feito

O exame anti-HBc é feito por meio de um exame de sangue simples, onde o profissional de saúde coleta uma amostra de sangue, soro ou plasma, geralmente a partir de uma punção em uma veia do braço da pessoa.

Em seguida, a amostra é enviada para um laboratório, onde é analisada por técnicas de imunoensaio.

Para fazer este exame não é necessário preparo prévio, como jejum, por exemplo.

O que significa o resultado

O resultado do anti-HBc deve ser interpretado junto com outros exames, como na tabela seguir:

Condição Anti-HBc total Anti-HBc IgM HBsAg HBeAg Anti-HBe Anti-HBs

Sem contato prévio com o HBV

Ou susceptível a infecção pelo HBV

não reagente não reagente não reagente não reagente não reagente não reagente
Hepatite B aguda reagente reagente reagente reagente/não reagente reagente/não reagente não reagente
Hepatite B crônica reagente não reagente reagente reagente/ não reagente reagente/não ;reagente não reagente
Hepatite B curada reagente não reagente não reagente não reagente reagente/não ;reagente reagente

Já em casos de imunização por vacinação, o possível resultado é: anti-HBc total negativo + anti-HBc IgM negativo + HBsAg negativo + HBeAg negativo + Anti-HBe negativo + Anti-HBs positivo.



source https://www.tuasaude.com/anti-hbc/

10 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor)

As canetas para emagrecer, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Saxenda, são remédios injetáveis que são indicados para a perda de peso nos casos de obesidade ou sobrepeso.

Isso porque estes medicamentos contêm semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, por exemplo, princípios ativos que reduzem a velocidade da digestão dos alimentos e diminuem o apetite.

As canetas para emagrecer devem ser usadas somente com indicação do endocrinologista e com consultas médicas regulares, para acompanhar a perda de peso e avaliar o surgimento dos possíveis efeitos colaterais.

Para saber como a caneta emagrecedora funciona na prática, acompanhe a nossa série \"A CANETA\" com um caso real:

POR QUE USAR A CANETA? | A CANETA #1

10:05 | 92.751 visualizações

Como funciona a caneta para emagrecer

As canetas para emagrecer funcionam da seguinte forma:

  1. Diminuem os movimentos gastrointestinais;
  2. Reduzem o esvaziamento gástrico, aumentando o tempo que o alimento fica no estômago;
  3. Aumentam a sensação de saciedade;
  4. Diminuem o apetite;
  5. Estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas;
  6. Mantêm o equilíbrio nos níveis de insulina;
  7. Melhoram o controle dos níveis de açúcar no sangue;
  8. Reduzem a quantidade de glicose produzida pelo fígado.

Os agonistas do receptor GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon 1) levam ao emagrecimento por reduzir o consumo de calorias durante o dia, resultando na perda de peso.

Além disso, outra classe de caneta emagrecedora é a dos agonistas do receptor GLP-1 e dos receptores os receptores GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose), como a tirzepatida, que potencializa o efeitos desses hormônios e a perda de peso.

O uso das canetas para emagrecer deve ser feito com indicação do endocrinologista e associado a uma dieta balanceada e prática de exercícios físicos regulares.

Leia também: Dieta para Emagrecer: o que comer, evitar (e cardápio) tuasaude.com/dieta-para-emagrecer

Quais são as canetas para emagrecer

As principais canetas para emagrecer são:

1. Ozempic

O Ozempic é uma caneta emagrecedora que contém semaglutida na sua composição, um agonista do receptor GLP-1.

Esse remédio tem indicação aprovada pela Anvisa somente para o tratamento da diabetes tipo 2.

No entanto, o Ozempic pode ser indicado pelo endocrinologista para o emagrecimento, como uso off-label, ou seja, que não está na bula do remédio, após avaliar o estado de saúde da pessoa, os riscos e os benefícios do tratamento.

A caneta para emagrecer Ozempic é encontrada nas doses de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, para aplicação sob a pele.

Como usar: a injeção da caneta para emagrecer Ozempic deve ser feita 1 vez por semana, começando com doses menores de 0,25 mg nas primeiras 4 semanas. Veja como usar a caneta para emagrecer Ozempic corretamente.

Leia também: Semaglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/semaglutida

2. Wegovy

O Wegovy é uma caneta para emagrecer que também contém semaglutida na sua composição.

Essa caneta é indicada para o tratamento da obesidade ou sobrepeso em adultos ou adolescentes com mais de 12 anos e com peso corporal maior que 60 Kg.

O caneta para emagrecer Wegovy é encontrado em diferentes doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg e deve ser usado somente com indicação, orientação e acompanhamento do endocrinologista.

Como usar: a caneta emagrecedora Wegovy deve ser aplicada sob a pele da barriga, sendo que a dose inicial recomendada é de 0,25 mg, 1 vez por semana.

Essa dose pode ser aumentada pelo endocrinologista, a cada 4 semanas, até a dose máxima de 2,4 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Wegovy: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/wegovy

3. Mounjaro

O Mounjaro contém tirzepatida na sua composição, que é um agonista dos receptores GLP-1 e GIP, indicado para emagrecer, devido seu efeito na redução do apetite, além do tratamento da diabetes tipo 2 descontrolada em adultos.

A caneta para emagrecer Mounjaro é encontrada nas doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg, e deve ser usada com indicação do endocrinologista.

Como usar: a dose da caneta emagrecedora Mounjaro para adultos é de 1 injeção de 2,5 mg, 1 vez por semana, nas primeiras 4 semanas.

Essa dose pode ser aumentada pelo médico, em incrementos de 2,5 mg, a cada 4 semanas, até no máximo de 15 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Mounjaro: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/mounjaro

4. Poviztra

O Poviztra é uma caneta para emagrecer que pode ser indicada para a perda e a manutenção de peso em adultos e adolescentes com 12 anos ou mais e com mais de 60 kg.

Este remédio contém a semaglutida, uma substância semelhante a um hormônio natural GLP-1, liberado pelo intestino após as refeições.

Assim, o Poviztra atua nos receptores do cérebro que controlam o apetite, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita, com menos fome e menos vontade de comer, ajudando a reduzir o peso corporal.

Como usar: a dose inicial para adultos e adolescentes é de 1 injeção sob a pele de 0,25 mg, 1 vez por semana, entre as semanas 1 e 4.

A dose deste medicamento pode ser aumentada pelo médico a cada 4 semanas, até o máximo de 7,2 mg por semana, para adultos, e até 2,4 mg por semana, para adolescentes acime de 12 anos.

Leia também: Poviztra: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/poviztra

5. Retatrutida

A retatrutida é uma caneta para emagrecer que atua como agonista triplo dos receptores hormonais GLP-1, GIP e glucagon (GCG). Essa ação combinada ajuda a controlar o apetite, aumenta a produção de insulina e contribui para manter níveis adequados de glicose no sangue.

Em estudos clínicos recentes, a retatrutida apresentou uma perda de peso significativa, chegando a até 24,2% do peso corporal total em 48 semanas. Comparações indiretas sugerem que essa redução pode ser maior do que a observada com o Mounjaro.

A retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não tem aprovação e registro na Anvisa. Por isso, qualquer venda ou manipulação desse remédio é ilegal e pode representar riscos à saúde.

Como usar: nos estudos, a retatrutida foi aplicada uma vez por semana. Como ainda está em investigação, as doses ideais ainda não foram oficialmente definidas.

6. Zepbound

O Zepbound é outro agonista dos receptores GLP-1 e GIP que contém tirzepatida na sua composição.

Essa caneta para emagrecer é indicada para o tratamento da obesidade ou sobrepeso em adultos, com pelo menos uma doença associada, como diabetes, pressão alta ou colesterol alto.

A caneta para emagrecer Zepbound é encontrada nas doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg ou 15 mg.

Como usar: a dose inicial para adultos da caneta emagrecedora Zepbound é de 1 injeção sob a pele de 2,5 mg, 1 vez por semana, durante as primeiras 4 semanas.

Essa dose pode ser aumentada pelo endocrinologista a cada 4 semanas, até no máximo de 10 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Tirzepatida: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/tirzepatida

7. Saxenda

O Saxenda é uma caneta emagrecedora que contém liraglutida, outro agonista do GLP-1.

Essa caneta para emagrecer é indicada para pessoas com IMC maior que 30 kg/m2 ou com IMC maior que 27 kg/m2 que possuem doenças associadas, como pressão alta ou diabetes do tipo 2.

A caneta emagrecedora Saxenda é encontrada na dose de 6,0 mg/mL, com 3 mL de solução em cada caneta, para aplicação sob a pele.

Como usar: para adultos e adolescentes com mais de 12 anos, a dose inicial da caneta emagrecedora Saxenda é de 0,6 mg, 1 vez por dia.

A dose do Saxenda deve ser aumentada pelo endocrinologista, em intervalos de 0,6 mg, de forma que na semana 5 de tratamento a dose é de 3 mg, 1 vez por dia.

Leia também: Liraglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/liraglutida

8. Victoza

O Victoza é outro agonista do GLP-1 que contém liraglutida na sua composição, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos ou crianças com mais de 10 anos.

No entanto, por reduzir o apetite, esse remédio pode ser indicado pelo endocrinologista para ajudar na perda de peso em adultos.

A  caneta para emagrecer Victoza é encontrada em doses de 6,0 mg/mL contendo 3 mL de solução para aplicação sob a pele.

Como usar: a dose inicial da caneta emagrecedora Saxenda recomendada para adultos é de 1 injeção 0,6 mg, 1 vez por dia, na primeira semana.

Após esse período, essa dose pode ser aumentada pelo médico para 1,2 ou 1,8 mg, 1 vez por dia.

9. Trulicity

O Trulicity contém dulaglutida na sua composição, um agonista do GLP-1 de longa duração, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos ou crianças com mais de 10 anos.

Por ter um efeito de emagrecimento em pessoas com diabetes, esse remédio pode ser indicado como uso off-label para perda de peso, pois promove a redução do apetite, levando ao emagrecimento.

A caneta para emagrecer Trulicity deve ser aplicada sob a pele e é encontrada nas doses de 0,75 mg/0,5 mL e 1,5 mg/0,5 mL.

Como usar: a dose inicial da caneta emagrecedora Trulicity para adultos é de 0,75 mg, 1 vez por semana.

A dose pode ser aumentada pelo endocrinologista para 1,5 mg, 1 vez por semana, de acordo com a resposta ao tratamento.

10. Byetta

O Byetta é um agonista do receptor GLP-1, que contém exenatida na sua composição, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos.

No entanto, o Byetta pode ajudar na perda de peso em pessoas com diabetes e, por isso, o médico pode indicar seu uso para emagrecer.

A caneta para emagrecer Byetta é encontrada nas doses de 5 mcg e 10 mcg para aplicação sob a pele.

Como usar: a dose inicial para adultos é de 1 injeção de 5 mcg, 2 vezes por dia, cerca de 60 minutos antes das refeições da manhã e da noite.

Após o 1º mês de tratamento, o endocrinologista pode aumentar a dose para 10 mcg, 2 vezes ao dia, de acordo com a resposta ao tratamento e surgimento de efeitos colaterais.

Leia também: 19 remédios para emagrecer: de farmácia e naturais tuasaude.com/remedio-para-emagrecer

Qual a melhor caneta para emagrecer?

Alguns estudos têm mostrado que a caneta para emagrecer que contém agonistas dos receptores GPL-1 e GIP, como a tirzepatida, tem um efeito maior na redução de peso, do que as canetas que têm apenas agonistas dos receptores GPL-1, como semaglutida, liraglutida ou dulaglutida.

No entanto, ainda são necessários mais estudos que comparem os efeitos das canetas emagrecedoras para a perda de peso.

É importante ressaltar que o uso de qualquer tipo de caneta emagrecedora seja feito somente com indicação do endocrinologista e com acompanhamento médico regular, já que podem causar efeitos colaterais.

Como aplicar a caneta para emagrecer

A caneta para emagrecer deve ser usada em aplicações subcutâneas, ou seja, sob a pele da barriga, da coxa ou da parte superior do braço. Veja como aplicar injeção subcutânea corretamente.

Além disso, é importante lavar as mãos antes e após a aplicação e variar o local de aplicação a cada semana ou dia, de acordo com o tipo de caneta emagrecedora utilizada.

Cuidados ao usar a caneta emagrecedora

Alguns cuidados são importantes ao usar a caneta emagrecedora, como:

  • Fazer o acompanhamento com o endocrinologista de forma regular;
  • Não aumentar a dose por conta própria, mas somente após avaliação e indicação do endocrinologista;
  • Comunicar ao médico o surgimento de efeitos colaterais;
  • Evitar consumir bebidas alcoólicas;
  • Informar ao médico imediatamente caso engravide durante o tratamento, no caso de mulheres.

Além disso, é importante beber pelo menos 2 litros de água por dia, para manter o corpo hidratado, e evitar a desidratação caso surja diarreia ou vômitos.

Caneta para emagrecer precisa de receita?

As canetas para emagrecer são vendidas apenas com apresentação de receita médica. Desta forma, é necessário apresentar duas vias da receita da caneta para emagrecer, sendo que uma via fica retida na farmácia.

O tempo de validade da receita da caneta para emagrecer é de 90 dias a partir da data da prescrição assinada pelo médico.

Efeitos colaterais das canetas emagrecedoras

Os efeitos colaterais mais comuns das canetas emagrecedoras são:

  • Náuseas, vômitos e diarreia;
  • Dor abdominal ou refluxo gastroesofágico;
  • Excesso de gases intestinais ou barriga inchada;
  • Dor, coceira, irritação, lesão e manchas roxas no local da aplicação da injeção;
  • Hipoglicemia, principalmente quando usado junto com remédios antidiabéticos;

Além disso, podem surgir efeitos colaterais mais graves, como inflamação no pâncreas (pancreatite), pedra na vesícula, (colelitíase) ou paralisia do estômago (gastroparesia) ou obstrução intestinal.

A caneta para emagrecer também pode causar reações alérgicas graves ou anafilaxia. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica.

Nos casos de efeitos colaterais graves, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para realizar o tratamento adequado.

Leia também: Obstrução intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/obstrucao-intestinal

Agonorexia

A agonorexia não é um termo reconhecido oficialmente, mas vem sendo usado de forma informal para descrever a perda intensa de apetite observada em alguns usuários de canetas para emagrecer.

Em alguns casos, esses medicamentos ao invés de apenas ajudar a controlar a fome, podem fazer com que a pessoa praticamente deixe de sentir fome, se esqueça de se alimentar ou desenvolva uma aversão à comida.

Riscos do uso sem orientação médica

Os principais riscos do uso da caneta para emagrecer sem orientação médica é o surgimento de efeitos colaterais graves.

Isso porque, as alterações metabólicas no organismo não são monitoradas pelo médico, e nem a dose e sua alteração é orientada pelo médico.

Além disso, podem ocorrer interações medicamentosas, que também podem aumentar o risco de efeitos colaterais graves.

Por isso, o uso das canetas emagrecedoras só deve ser feito com indicação, orientação e acompanhamento regular com o endocrinologista.

Leia também: 17 efeitos colaterais do Ozempic (e o que fazer) tuasaude.com/ozempic-efeitos-colaterais

Riscos de canetas para emagrecer falsificadas

Os riscos do uso de canetas para emagrecer falsificadas incluem efeitos colaterais graves, como infecções graves, reações imunes e perigo de óbito.

Isso porque as canetas falsificadas podem conter bactérias, impurezas, substâncias desconhecidas e concentrações aumentadas ou reduzidas, por exemplo.

Esses produtos são proibidos pela Anvisa, pois não tiveram a sua qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas.

Alguns exemplos de nomes de canetas para emagrecer que são falsificadas são: Lipoless, TG.5, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

O único medicamento à base de tirzepatida aprovado pela Anvisa é o Mounjaro, da farmacêutica Lilly. Por isso, qualquer outro produto que afirme conter tirzepatida não possui registro e é considerado irregular ou falsificado.

Canetas emagrecedoras cortam o efeito do anticoncepcional?

As canetas para emagrecer podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais orais em pessoas com obesidade ou sobrepeso, e aumentar o risco de gravidez.

Isso porque, como diminui o tempo de esvaziamento gástrico, o anticoncepcional oral pode ficar mais tempo no estômago, o que dificulta a absorção dos hormônios da pílula pelo intestino.

Desta forma, é recomendado utilizar preservativo em todas as relações sexuais, além de consultar o ginecologista para avaliar a necessidade de troca da pílula por outros métodos contraceptivos, como DIU ou implante hormonal, por exemplo.

Quem não deve usar

A caneta emagrecedora não deve ser usada por mulheres grávidas ou em amamentação ou por pessoas que tenham alergia ao princípio ativo ou qualquer outro componente da injeção.

Pessoas com diabetes tipo 1, pancreatite, doenças inflamatórias intestinais, tumores em glândulas, cetoacidose ou retinopatia diabética ou com histórico pessoal e familiar de câncer na tireoide, também não devem usar a caneta para emagrecer.

Crianças com mais de 10 anos e adolescentes com menos de 18 anos, só devem usar esses remédios se indicado pelo endocrinologista, para o tratamento da diabetes tipo 2.



source https://www.tuasaude.com/caneta-para-emagrecer/

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Por onde sai sangue na dengue hemorrágica?

Na dengue hemorrágica, o sangramento pode ocorrer de forma visível pelo nariz, gengivas, boca e ouvidos. Além desses locais, o sangue também pode ser notado na urina, nas fezes ou junto com o vômito, sendo um sinal grave de que a coagulação do organismo está afetada.

Também é comum que a hemorragia aconteça debaixo da pele, sem que o sangue "vaze" para fora do corpo. Nesses casos, é possível perceber o aparecimento de pequenos pontos vermelhos, manchas ou marcas roxas na pele. Conheça outros sintomas comuns da dengue hemorrágica.

Em situações de maior gravidade, a dengue hemorrágica pode até causar sangramentos internos que atingem órgãos vitais e até o sistema nervoso central.

Ao notar qualquer sinal de sangramento ou piora do estado geral, é fundamental procurar o pronto-socorro imediatamente para avaliação com um infectologista ou clínico geral. Nunca utilize medicamentos por conta própria, pois a automedicação pode agravar as hemorragias.



source https://www.tuasaude.com/medico-responde/dengue-hemorragica-sai-sangue-por-onde/

Cereais integrais: o que são, exemplos, benefícios (e como consumir)

Os cereais integrais são grãos que não passam por processos de refinamento, mantendo todas as partes do alimento, como a casca, ou farelo, o endosperma e o gérmen.

Alguns exemplos de cereais integrais incluem o arroz integral, o pão integral, a aveia, o centeio, o arroz negro, o milho, o alpiste, o sorgo, o bulgur e a espelta.

Por serem ricos em fibras, fitonutrientes e minerais, os cereais integrais oferecem muitos benefícios à saúde, como ajudar a controlar o peso, diminuir o risco de câncer e doenças cardíacas e melhorar a saúde intestinal.

Leia também: Alimentos ricos em fibras (e principais benefícios) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-fibras
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Exemplos de cereais integrais

Alguns exemplos de cereais integrais são:

Outros cereais integrais incluem alpiste, painço, arroz selvagem, sorgo, teff, bulgur, triticale, farro, fonio, kamut e espelta.

Conforme a Anvisa, no Brasil, os produtos fabricados com cereais só podem ser classificados como integrais se tiverem o mínimo de 30% de cereais integrais e se a quantidade destes cereais for superior à quantidade dos cereais refinados.

Como consumir

Os cereais integrais podem ser consumidos no café da manhã, lanche, almoço e jantar, podendo ser recomendado entre cerca de 5 a 11 porções por dia, conforme a idade e as necessidades nutricionais de cada pessoa.

Os cereais podem ser usados na forma de arroz cozido, macarrão, torrada, mingau, biscoito, bolo e pão, por exemplo.

Cereais integrais para o café da manhã

Alguns cereais integrais que podem ser consumidos no café da manhã incluem a aveia, que pode ser usada em mingaus, ou adicionada a frutas.

Além disso, pães, torradas e bolos feitos com farinha integral, também podem ser consumidos no café da manhã.

Os cereais matinais integrais devem ser evitados, porque são alimentos ultraprocessados que, muitas vezes, contêm açúcar e/ou sal em excesso, além de aditivos químicos, como conservantes, aromatizantes e corantes.

Benefícios dos cereais integrais

Os principais benefícios dos cereais integrais são:

  • Diminuir o risco de doenças cardíacas, por ajudarem a reduzir a pressão arterial e os níveis sanguíneos de colesterol total e colesterol \"ruim-2, LDL;
  • Controlar e evitar a diabetes tipo 2, pois as fibras e os fitoquímicos presentes nos cereais integrais podem melhorar a sensibilidade à insulina e o metabolismo da glicose, e prevenir picos de açúcar no sangue;
  • Manter o peso corporal, pois as fibras aumentam a sensação de saciedade, ajudando a diminuir a ingestão de calorias na dieta;
  • Manter a saúde intestinal, porque tornam as fezes mais macias e regulares, e favorecem o crescimento de bactérias intestinais benéficas e reduzem o acúmulo de compostos cancerígenos;
  • Fornecer energia para o corpo e o cérebro, pois os carboidratos dos cereais contêm boas quantidades de calorias. Saiba para que servem os carboidratos;

Os cereais integrais também ajudam a diminuir o risco de câncer em todo o trato digestivo, como câncer de esôfago e colorretal.

Isso porque os fitoquímicos, os minerais e as fibras presentes nos cereais integrais protegem contra o desenvolvimento de células cancerígenas.

Conheça melhor sobre os cereais, assistindo ao vídeo a seguir:

CEREAL COM LEITE NO CAFÉ DA MANHÃ? | Tati Comenta #05

02:00 | 66.324 visualizações


source https://www.tuasaude.com/cereais-integrais/

Centeio: o que é, para que serve e como consumir (com receitas)

O centeio é um cereal que promove muitos benefícios como melhorar a saúde digestiva, ajudar no controle do peso, reduzir o estresse oxidativo e ajudar a diminuir o risco de doenças crônicas.

Estes benefícios se devem ao fato de este cereal integral ter um alto teor de fibras e compostos bioativos antioxidantes, que contribuem para a saúde digestiva e metabólica.

Leia também: Cereais integrais: o que são, exemplos, benefícios (e como consumir) tuasaude.com/cereais-integrais

O centeio é um cereal integral muito usado na alimentação, principalmente na forma de pão e farinha. Entretanto, embora seja um alimento saudável, o centeio contém glúten, portanto não é adequado para pessoas com doença celíaca ou intolerância ao glúten.

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Benefícios do centeio

Os principais benefícios do centeio para a saúde são:

1. Melhora a saúde digestiva

O centeio melhora a saúde digestiva, por ser rico em fibras alimentares, especialmente arabinoxilanos, que favorecem o trânsito intestinal e ajudam a manter uma microbiota intestinal saudável.

Leia também: Flora intestinal: o que é, para que serve e como repor tuasaude.com/flora-intestinal

2. Pode ajudar no controle de peso

O consumo centeio pode promover uma maior sensação de saciedade em comparação com grãos refinados. Isso se deve ao alto teor de fibras deste cereal, que ajuda a controlar a ingestão de alimentos e o peso corporal.

A inclusão do centeio em uma dieta saudável, associada à prática de exercícios físicos, também pode promover a redução de peso e gordura corporal em indivíduos com sobrepeso.

3. Pode regular o açúcar no sangue

Devido ao seu alto teor de fibras, o centeio pode melhorar a resposta da glicose e da insulina após as refeições, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue.

Assim, este cereal pode ser benéfico para pessoas com pré-diabetes ou que já possuem diabetes.

4. Reduz o estresse oxidativo

O centeio contém compostos bioativos, como ácidos fenólicos e alquilresorcinóis, que podem contribuir para reduzir o estresse oxidativo.

Esses benefícios estão principalmente relacionados ao consumo do centeio na sua forma integral, que possui mais fibras e compostos bioativos do que as versões refinadas.

Leia também: Estresse oxidativo: o que é, sintomas, causas (e como combater) tuasaude.com/estresse-oxidativo

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir indica a informação nutricional em cada 100 g de centeio em grão e em farinha:

Componentes Quantidade em 100g de grão de centeio Quantidade em 100g de centeio em farinha
Calorias 338 calorias 349 calorias
Proteínas 10,3 g 10,9 g
Gorduras 1,63 g 1,53 g
Carboidratos 75,9 g 75,4 g
Fibras 15,1 g 11,8 g
Ferro 2,63 mg 2,54 mg
Magnésio 110 mg 63 mg
Zinco 2,7 mg 2,17 mg

Para se obter todos os benefícios do centeio, este cereal deve ser incluído em uma dieta variada e equilibrada, associada à prática regular de atividade física.

Como consumir

O centeio é consumido principalmente na forma de produtos processados ​​ou como grão integral.

As formas mais comuns de se consumir o centeio incluem pão de centeio, farinha de centeio, grãos inteiros cozidos, flocos, preparações fermentadas.

O grão de centeio pode ser consumido de diversas maneiras, sendo geralmente usado inteiro, cozido ou como ingrediente em receitas.

Para o preparo, o grão de centeio costuma ser lavado e, em alguns casos, deixado de molho por algumas horas. Em seguida, é cozido em água até ficar macio, o que pode levar de 30 a 60 minutos.

Depois de cozido, este grão pode ser adicionado a saladas, combinado com legumes ou usado em pratos quentes, como sopas e ensopados. Também pode ser usado para substituir outros cereais, como arroz e quinoa.

Quem não deve consumir

Por conter glúten, o centeio não deve ser consumido por pessoas com doença celíaca. Além disso, este cereal também pode causar sintomas em pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca, como inchaço e dor abdominal.

Além disso, algumas pessoas com alergias a cereais ou problemas digestivos específicos podem não tolerar bem o centeio.

Assim, se houver dúvidas ou na presença de sintomas após o consumo do centeio, é aconselhável consultar o nutricionista.

Receitas com centeio

Algumas receitas saudáveis com centeio são:

1. Pão de centeio

Ingredientes:

  • 300ml de água morna;
  • 10g de fermento biológico seco;
  • 10g de sal;
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 600g de farinha de centeio;
  • Aveia em flocos a gosto

Modo de preparo:

Colocar em uma tigela a água, o fermento, o açúcar, o azeite e parte da farinha de centeio. Misturar os ingredientes e adicionar o restante da farinha aos poucos.

Sovar bem até a massa ficar lisa e elástica, e moldar no formato desejado.

Transferir a massa para uma forma untada com azeite e fazer cortes transversais e pincelar com azeite.

Cobrir a massa e deixar fermentar por 1 hora ou até duplicar o tamanho. Assar em forno preaquecido a 180 ºC por 30 a 35 minutos.

2. Broa de centeio

Ingredientes:

  • 200 g farinha de centeio;
  • 170 g de sêmola de milho;
  • 200 ml de água fervente;
  • 80 g de farinha de trigo;
  • 5 g de farinha de alfarroba;
  • 1 colher de café de açúcar;
  • 10 g de sal;
  • 10 g de fermento biológico fresco;
  • 150 ml de água morna.

Modo de preparo:

Numa tigela, adicionar a água fervente à sêmola de milho e, com uma colher, misturar bem. Deixar descansar por cerca de 1 hora.

Misturar o fermento na água morna e, depois, adicionar à mistura anterior. Acrescentar o sal, a farinha de centeio, o açúcar, a farinha de alfarroba e a farinha de trigo. Envolver bem com as mãos, mas sem amassar.

Transferir a massa para uma bancada polvilhada com farinha de trigo, dividir a massa em porções com o peso que desejar e moldar as broas.

Colocar as broas em um tabuleiro forrado com papel vegetal. Polvilhe as broas com farinha de trigo e deixar fermentar por 1 hora.

Levar ao forno preaquecido a 200º C, com ventilação, e deixar assar por 50 minutos e, depois, desligar o forno e deixar mais 10 minutos, para ficar com uma casca bem crocante.

Se o forno não tiver ventilação, colocar a broa para assar no forno preaquecido a 220º C, durante 1 hora. Por fim, retirar do forno e deixe esfriar sobre uma grelha.



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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Febre no bebê: quantos graus, causas e o que fazer

A temperatura corporal do bebê deve ser considerada febre quando passa dos 37,5ºC em uma medição na axila e, na maioria dos casos, esse aumento indica que existe uma infecção, embora algumas vezes possa estar associada ao nascimento de dentes ou reações vacinais.

Dependendo da causa da febre no bebê, além do aumento da temperatura corporal podem estar presentes outros sintomas como diarreia, náusea, vômitos, salivação excessiva ou manchas vermelhas na pele.

Em caso de febre no bebê, especialmente nos primeiros meses de vida ou se existirem outros sintomas, é recomendado consultar um pediatra. Inicialmente, pode-se dar um banho ou colocar uma toalhinha molhada em água fria na testa do bebê para ajudar a baixar a febre.

Mulher falando no telefone com médico sobre a temperatura do bebê

O que pode causar febre no bebê

As principais causas de febre no bebê são:

1. Nascimento dos dentinhos

O nascimento dos dentinhos, que normalmente se inicia aos 6 meses de vida, parece causar febre baixa em alguns bebês, mas na maioria dos casos a elevação da temperatura corporal não é suficiente para provocar febre.  

Em caso de nascimento dos dentinhos, são mais comuns outros sintomas como irritabilidade ou babar muito e, devido ao desconforto na gengiva, é comum o bebê frequentemente levar a mão à boca. Confira os principais sintomas de dentes nascendo no bebê.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Reação após a toma de alguma vacina

A febre no bebê pode ser uma reação vacinal, surgindo algumas horas depois de tomar uma vacina. Neste caso, a febre geralmente é baixa, não está associada a sintomas como tosse ou nariz escorrendo, nem são esperados problemas sérios.

3. Resfriado

A febre no bebê também é um sintoma que pode ser causado por um resfriado. Normalmente, existem também outros sintomas como tosse, espirros ou nariz escorrendo.

Leia também: Resfriado: sintomas, causas, remédios e tratamento tuasaude.com/resfriado

4. Sinusite

A sinusite é uma causa frequente de febre no bebê, sendo comum após um resfriado. Geralmente, é caracterizada pela duração prolongada de sintomas como dor de cabeça, tosse, febre ou nariz escorrendo.

5. Inflamação do ouvido

A inflamação do ouvido também é conhecida como otite e pode causar febre no bebê, além de sintomas como dor no ouvido ou irritabilidade. É comum especialmente durante ou logo após um resfriado.

Leia também: Otite: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/otite

6. Infecção intestinal

A febre bebê é um sintoma comum em caso de infecções intestinais. Além da febre, outros sintomas como diarreia, desconforto no abdome, náusea ou vômitos normalmente também estão presentes.

Leia também: Infecção intestinal no bebê: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infeccao-intestinal-infantil

7. Infecção urinária

A febre pode ser o único sinal de infecção urinária em crianças com menos de 2 anos. No entanto, outros sintomas que podem estar presentes neste caso incluem vômitos, dor abdominal e perda do apetite, por exemplo.

Leia também: Infecção urinária em bebês: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infeccao-urinaria-em-bebe

8. Dengue

A dengue é mais comum no verão, especialmente em áreas epidêmicas, e pode causar febre no bebê, além de sintomas como perda do apetite, náusea, vômitos e dor no copo ou de cabeça.

9. Catapora

A catapora também pode causar febre no bebê. Normalmente também está associada ao aparecimento de manchinhas vermelhas, bolinhas e pequenas bolhas na pele que coçam.

Leia também: Catapora em bebê: sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/catapora-no-bebe

10. Sarampo

A febre no bebê causada pelo sarampo geralmente está associada a sintomas como tosse, nariz escorrendo e conjuntivite, além de manchinhas vermelhas na pele do bebê.

Leia também: Sarampo no bebê: sintomas, vacina e tratamento tuasaude.com/sarampo-no-bebe

11. Celulite infecciosa

A celulite infecciosa é um tipo de infecção de pele que pode causar febre no bebê, além de sintomas como dor, inchaço e vermelhidão no local afetado.

Como medir a febre no bebê

Para medir a febre no bebê deve-se colocar a ponta metálica do termômetro de vidro ou digital debaixo do braço do bebê, mantendo-o ali por 4 a 5 minutos minutos ou, no caso do termômetro digital, até que ele emita um som que indique ter terminado a verificação.

A temperatura corporal também pode ser medida no reto, boca ou ouvido do bebê, devendo ser usados termômetros apropriados para realizar a medida nessas posições e levar em consideração que as temperaturas obtidas geralmente são diferentes daquelas medidas na axila.

Além disso, também existem termômetros infravermelhos que são capazes de medir a temperatura pelo ouvido ou por aproximação. Estes termômetros devem ser usados de acordo com as orientações do fabricante.

Leia também: Como usar o termômetro digital, de vidro ou infravermelhos tuasaude.com/como-usar-o-termometro

Como saber se é febre

Se acha que o bebê pode estar com febre, por favor indique o valor de temperatura verificada no termômetro na calculadora abaixo:

{CALCULADORA_TEMPERATURA_CORPORAL}

O que fazer

Em caso de suspeita de febre, deve-se verificar a temperatura com um termômetro para confirmá-la, sendo importante que o bebê não esteja excessivamente agasalhado. A temperatura corporal do bebê acima de 37,5ºC, quando medida na axila, normalmente é considerada febre. 

Especialmente se o bebê tiver menos de 3 meses de vida ou outros sintomas associados, é recomendado consultar um pediatra para que a causa da febre possa ser identificada e iniciado o tratamento mais adequado.

Dicas para baixar a febre do bebê

O que se aconselha fazer para baixar a febre do bebê é:

  • Oferecer algo líquido e fresco para o bebê tomar, se ele estiver acordado;
  • Dar um banho de morno a frio no bebê, evitando a água muito gelada;
  • Colocar uma toalhinha molhada em água morna a fria na testa do bebê, trocando-a de tempo em tempo.

O uso de medicamentos para febre, como paracetamol ou ibuprofeno, também é uma opção para baixar a febre, devendo ser feito de acordo com a orientação do pediatra.

Leia também: Como baixar a febre do bebê (e quando se preocupar) tuasaude.com/o-que-fazer-para-baixar-a-febre-do-bebe

Como saber se a febre é grave

A febre é considerada grave especialmente quando:

  • O bebê tem menos de 3 meses de vida;
  • Associada a sintomas como vômitos frequentes, confusão mental ou sonolência excessiva;
  • Não é possível alimentar o bebê;
  • Existe dificuldade para respirar.

Além disso, a febre pode ser considerada grave quando o bebê chora inconsolavelmente ou fica muito tempo parado, sem nenhuma reação aparente, sendo fundamental ir ao pronto socorro mais próximo.

Onde procurar atendimento especializado

Caso a febre do bebê não passe e esteja associado a outros sintomas, como vômitos, sonolência excessiva e dificuldade para respirar, é indicado que o bebê seja avaliado pelo pediatra assim que possível.

Hospital Vila Nova Star, da Rede D\'Or, em São Paulo, possui pronto socorro pediátrico com equipe médica especializada para avaliar e atender a criança de forma personalizada.



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11 doenças respiratórias mais comuns (e o que fazer)

Doenças respiratórias são doenças que podem afetar estruturas do sistema respiratório como boca, nariz, laringe, faringe, traqueia e pulmão, como gripe, rinite, sinusite, COVID-19, bronquite, DPOC, tuberculose e asma, por exemplo.

As doenças respiratórias podem ser desencadeadas pela exposição frequente por agentes poluentes, produtos químicos, cigarro e infecções por vírus, fungos ou bactérias, podendo ser classificadas em agudas ou crônicas dependendo do início e duração dos sintomas.

Algumas pessoas podem nascer com uma doença respiratória crônica, que para além das causas externas, podem ser genéticas, como por exemplo asma. Enquanto que as doenças respiratórias agudas surgem mais frequentemente a partir de infecções do sistema respiratório.

Imagem ilustrativa número 2

As principais doenças do sistema respiratório são:

1. Gripe

A gripe é um infecção causada pelo vírus Influenza e dura em torno de 7 a 10 dias.

Os sintomas da gripe são conhecidos como a tosse, dor de cabeça, febre e coriza. Geralmente, no inverno, as pessoas ficam em locais aglomerados, por isso os casos de gripe aumentam.

O resfriado é frequentemente confundido com a gripe, mas é provocado por outro tipo de vírus, entenda melhor as diferenças de gripe e resfriado.

O que fazer: na maioria das vezes os sintomas da gripe melhoram com tratamento em casa. Entretanto as crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa devem ser acompanhadas por um clínico geral. O tratamento da gripe é baseado no uso de medicamentos para aliviar os sintomas, ingestão de líquidos e repouso.

Atualmente, existe campanhas de vacinação contra a gripe pelo SUS para pessoas com mais riscos de contrair a gripe, mas também está disponível em clínicas particulares. Veja mais sobre a vacina da gripe.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

2. Rinite crônica

A rinite crônica é uma inflamação da parte interna do nariz que em alguns casos é causada por uma alergia a pelo de animais, pólen, mofo ou poeira, sendo conhecida como rinite alérgica.

No entanto, a rinite também pode ser causada por poluição do ambiente, alterações rápidas do clima, estresse emocional, uso excessivo de descongestionantes nasais ou ingestão de alimentos picantes e, nestes casos, é conhecida como rinite crônica não alérgica.

Os sintomas da rinite crônica alérgica e não alérgica são basicamente os mesmos, incluindo espirros, tosse seca, coriza, nariz entupido e até dor de cabeça. A coceira no nariz, olhos e garganta é muito comum quando a rinite crônica é causada por alergia.

O que fazer: deve-se consultar um otorrinolaringologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que é baseado principalmente no uso de anti-histamínicos e spray nasais. Em alguns casos, o médico pode indicar cirurgia, mas é raro, sendo normalmente indicado quando os outros tratamentos não são mais eficazes.

É recomendado que pessoas que sofrem de rinite crônica alérgica e não alérgica evitem contato com fumaça do cigarro, uso de tapetes e pelúcias, mantenham a casa arejada e limpa, e lavem as roupas de cama com frequência e em água quente. Veja aqui outras formas naturais de aliviar os sintomas de rinite.

3. Sinusite crônica

A sinusite crônica acontece quando os espaços vazios do nariz e da face ficam obstruídos por causa de muco ou inchaço, por mais de 12 semanas e não melhoram mesmo realizando o tratamento.

A pessoa que tem sinusite crônica sente dores na região do rosto, sensibilidade nos olhos, nariz entupido, tosse, mau hálito e dor de garganta.

Pessoas que já trataram de sinusite aguda, que tenham pólipos nasais ou desvio de septo estão mais propensas a desenvolver este tipo de sinusite.

O que fazer: o médico otorrinolaringologista é o mais indicado para acompanhar pessoas que tenham esse tipo de doença. O tratamento para sinusite crônica consiste no uso de remédios como antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides e antialérgicos. Saiba mais sobre os tratamentos para sinusite crônica.

4. Faringite

A faringite é uma infecção causada por vírus ou bactérias que atinge uma região do fundo da garganta, também conhecido como faringe. Os sintomas mais comuns da faringite são dor para engolir, garganta com sensação de arranhar e febre.

O que fazer: o tratamento para faringite vai depender se ela for causada por vírus, chamada de faringite viral ou se for causada por bactérias, conhecida como faringite bacteriana.

Se os sintomas continuarem após 1 semana, é importante procurar um clínico geral ou otorrinolaringologista que vai indicar antibióticos se a faringite for bacteriana. No caso da faringite viral, o médico poderá receitar medicamentos para aliviar a dor de garganta.

É sempre importante lembrar que a pessoa com faringite deve manter repouso e ingerir bastante líquido.

5. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares que funcionam como sacos de ar., podendo afetar um ou os dois pulmões sendo causada por vírus, bactérias ou fungos.

Os sintomas da pneumonia podem variar de pessoa para pessoa, principalmente se for criança ou idoso, mas em geral são febre alta, dor para respirar, tosse com catarro, calafrios e falta de ar. Confira aqui outros sintomas de pneumonia.

O que fazer: é preciso consultar o clínico geral ou pneumologista, pois a pneumonia pode piorar se não tratada. O médico vai receitar medicamentos que tem função de eliminar a infecção, que podem ser antibióticos, antivirais ou antifúngicos. Além disso, o médico poderá receitar alguns medicamentos para aliviar a dor e reduzir a febre.

Algumas pessoas têm maior riscos de sofrer com a pneumonia como crianças menores de 2 anos, adultos com mais de 65 anos, pessoas com imunidade baixa por alguma doença ou que estejam em tratamento com quimioterapia. Por isso, nestes casos ao surgir os primeiros sintomas de pneumonia é importante procurar atendimento médico o quanto antes.

6. Asma

A asma acontece devido a uma inflamação nas partes internas do pulmão, provocando inchaço e reduzindo a passagem do ar nestas estruturas. Por isso, os principais sintomas da asma são falta de ar, dificuldade para respirar, tosse sem catarro, chiado no peito e fadiga.

Leia também: Dificuldade para respirar: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/dificuldade-para-respirar

A causa da asma é desconhecida, mas sofrer com alergias, ter pai ou mãe com asma, ter tido outras infecções respiratórias e estar exposto a poluição do ar podem estar relacionadas com o surgimento de crises asmáticas.

O que fazer: a asma não tem cura, por isso é importante realizar acompanhamento com pneumologista e utilizar medicamentos indicados, como broncodilatadores, corticoides e anti-inflamatórios.

Fazer exercícios respiratórios com auxílio de fisioterapeuta podem ajudar. É indicado que a pessoa com asma se exponha o menos possível aos produtos que provocam crise asmática. Saiba mais sobre o tratamento da asma.

7. Tuberculose

A tuberculose é uma doença contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mais popularmente conhecida como bacilo de Koch (BK).

Esta doença afeta os pulmões, mas dependendo do grau, pode afetar outros órgãos do corpo como rins, ossos e coração.

No geral, esta doença causa sintomas como tosse com mais de três semanas, tosse com sangue, dor para respirar, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar. Entretanto, algumas pessoas podem estar infectadas com a bactéria e não apresentar sintomas.

O que fazer: o tratamento para tuberculose é indicado pelo médico pneumologista e é baseado no uso de uma combinação de vários antibióticos. Os remédios receitados pelo médico devem ser tomados conforme orientação e geralmente o tratamento dura por mais de 6 meses. Saiba mais sobre remédios caseiros para tratar os sintomas da tuberculose.

8. COVID-19

A COVID-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus SARS-CoV-2, que atinge o sistema respiratório e que pode levar ao aparecimento de sintomas até 14 dias após a infecção.

Inicialmente os sintomas de COVID-19 são semelhantes aos da gripe, no entanto à medida que o vírus multiplica-se no organismo, pode haver perda de olfato e paladar, dor no peito e dificuldade para respirar. Saiba reconhecer os sintomas de COVID-19.

O que fazer: na presença de suspeita de COVID-19, é recomendado fazer isolamento, repouso, aumento da ingestão de líquidos, usar máscara descartável e fazer um teste rápido para confirmar o diagnóstico, além de consultar o clínico geral para uma avaliação e realização de exames, se necessário.

Assim, o médico deve avaliar a necessidade de internamento, o que pode ser recomendado nos casos mais graves de COVID-19. Entenda como é feito o tratamento para COVID.

9. Bronquite aguda

A bronquite aguda acontece quando os tubos que levam ar da traqueia para os pulmões, chamados de brônquios, ficam inflamados.

Esse tipo de bronquite tem duração curta e é causada, geralmente, por vírus.

Muitas vezes, os sintomas de bronquite podem ser confundidos com sintomas de gripe e resfriado, já que são semelhantes, incluindo coriza, tosse, cansaço, chiado no peito, dores nas costas e febre.

O que fazer: a bronquite aguda dura em média de 10 a 15 dias e os sintomas tendem a desaparecer dentro deste prazo, mas o acompanhamento com clínico geral ou pneumologista é importante para que não ocorram complicações.

Se os sintomas permanecerem, principalmente a tosse com catarro e a febre é necessário retornar ao médico. Veja mais sobre remédios para bronquite.

10. DPOC

Doença pulmonar obstrutiva crônica é um conjunto de doenças pulmonares que obstruem a passagem de ar nos pulmões.

As mais comuns são:

  • Enfisema pulmonar: acontece quando a inflamação obstrui estruturas no pulmão parecidos com sacos de ar, os alvéolos;
  • Bronquite crônica: ocorre quando a inflamação obstrui os tubos que levam ar para os pulmões, os brônquios.

Pessoas que fumam ou que estão expostas a produtos químicos por muito tempo estão mais propensas a desenvolver este tipos de doenças. Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente há mais de três meses, com catarro e falta de ar.

O que fazer: é recomendado procurar atendimento de um médico pneumologista, pois essas doenças não têm cura, mas é possível controlar os sintomas. Alguns medicamentos que poderão ser indicados pelo médico são os broncodilatadores e os corticoides.

Além disso, parar de fumar e reduzir a inalação de agentes químicos evitam que essas doenças piorem. Entenda melhor o que é DPOC, sintomas e o que fazer.

11. Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)

A Síndrome do desconforto respiratório agudo acontece quando há acúmulo de líquido nos alvéolos, que são os sacos de ar dentro dos pulmões, o que faz com que não chegue oxigênio em quantidade suficiente no sangue.

Esta síndrome surge geralmente em pessoas que já sofrem com outra doença pulmonar em estado mais avançado ou alguém que sofreu um acidente grave do tipo afogamento, ferimentos na região do tórax, inalação de gases tóxicos.

Outros tipos de doenças graves podem provocar a SDRA, como por exemplo doenças graves do pâncreas e coração. É importante lembrar que a SDRA acontece geralmente em pessoas muito debilitadas e hospitalizadas, exceto no caso de acidentes. Conheça mais sobre a SDRA infantil e como tratar.

O que fazer: a SDRA requer atendimento de emergência, o tratamento é realizado por vários médicos e deve ser feito dentro de uma unidade hospitalar.



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