quarta-feira, 22 de abril de 2026

Metilcobalamina: o que é, para que serve e como tomar

Metilcobalamina, também conhecida como mecobalamina, é um suplemento que pode ser indicado para o tratamento da deficiência de vitamina B12, além de ajudar na sua prevenção.

A metilcobalamina é comercializada em farmácias e lojas de suplementos, com os nomes comercias Dozemast ou Mecobe, por exemplo, na dose de 1 mcg ou 500 mcg, por exemplo, na forma de comprimidos sublinguais ou injeção.

Leia também: Dozemast: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/dozemast

No entanto, a dose e o tipo de metilcobalamina, que é a forma ativa da vitamina B12, devem ser indicados por um médico, conforme as necessidades e os objetivos a serem tratados.

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Para que serve a metilcobalamina?

A metilcobalamina é indicada para:

1. Tratar a deficiência de vitamina B12

A metilcobalamina pode ser prescrita para tratar deficiência de vitamina B12 causada por condições que diminuem a absorção dessa vitamina, como cirurgia bariátrica, doença de Crohn e uso de medicamentos como metformina.

Leia também: Falta de Vitamina B12: sintomas, causas (e tratamento) tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-vitamina-b12

Além disso, esse medicamento também pode ajudar a prevenir a deficiência de vitamina B12 que, quando não tratada adequadamente, pode provocar complicações neurológicas e hematológicas.

2. Tratar níveis elevados de homocisteína no sangue

A metilcobalamina pode ser usada para ajudar a reduzir níveis elevados de homocisteína no sangue (hiperhomocisteinemia), condição que ocorre quando esse aminoácido se acumula devido à deficiência de vitaminas como B12, B6 e ácido fólico.

Esse acúmulo pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e trombose.

3. Auxiliar no tratamento da neuropatia periférica

Por participar da produção de mielina, um composto que protege as fibras nervosas, restaurando os nervos danificados, a mecobalamina pode ser indicada no tratamento de neuropatia periférica, aliviando os sintomas dessa condição.

Como tomar metilcobalamina?

Conforme a apresentação, a metilcobalamina deve ser tomada como a seguir:

1. Metilcobalamina sublingual

A metilcobalamina sublingual (Mecobe ou Dozemast) é encontrada na forma de comprimidos, em doses de 500 mcg e 1000 mcg.

Essa forma de administração permite que a absorção da metilcobalamina seja mais rápida, pois ela é absorvida diretamente na corrente sanguínea.

Como tomar: a dose recomendada para adultos com deficiência de vitamina B12 em uso de metformina é de 500 mcg a 1000 mcg ao dia, por via sublingual, por até 3 meses de tratamento ou conforme orientação médica.

É indicado colocar o comprimido debaixo da língua, sem engolir ou mastigar, deixando dissolver naturalmente. Pode-se usar o comprimido sublingual após uma refeição do dia, como café da manhã, almoço ou jantar.

2. Metilcobalamina 1 mg

A metilcobalamina de 1 mg (ou 1000 mcg) é encontrada na forma de comprimidos sublinguais com os nomes Dozemast ou Cobi-12, e pode ser indicada para adultos com deficiência de vitamina B12.

Como tomar: geralmente é recomendado tomar 1 comprimido sublingual, 1 vez por dia, pelo tempo recomendado pelo médico.

3. Metilcobalamina 500 mcg

Assim como as outras formas, a metilcobalamina também pode ser encontrada na dosagem de 500 mg, em comprimidos sublinguais.

Como tomar: o comprimido sublingual deve ser colocado debaixo da língua até completa dissolvição.

4. Metilcobalamina injetável

A maior parte das injeções de vitamina B12 não é metilcobalamina, mas sim a forma sintética cianocobalamina, geralmente associada ao cloridrato de tiamina (vitamina B1) e cloridrato de piridoxina (vitamina B6).

Essa injeção pode ser indicados para auxiliar no tratamento de neuropatias ou neuralgias, sendo encontrada com os nomes Nevrix IM ou Cronobê Complex IM.

Além disso, outra versão inhetável é a hidroxicobalamina, encontrada com o nome comercial Bedoze, indicada para tratamento de deficiência da vitamina B12.

Como tomar: a injeção deve ser administrada via intramuscular por um médico ou enfermeiro. As doses são individualizadas, conforme condição a ser tratada.

Diferença entre cianocobalamina e metilcobalamina

A cianocobalamina é uma forma sintética da vitamina B12 que precisa ser convertida no fígado em metilcobalamina, para se tornar ativa e promover os seus benefícios. Essa forma é encontrada somente em suplementos.

Já a metilcobalamina é a forma natural e ativa da vitamina B12, estando pronta para ser usada pelo organismo. A metilcobalamina pode ser encontrada em suplementos, mas também em alimentos, como peixes, queijos e ovos.

Leia também: 16 alimentos ricos em vitamina B12 (e quantidade recomendada) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-vitamina-b12

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Os possíveis efeitos colaterais da metilcobalamina oral são vômito, náusea, diarreia, sensação de picadas, formigamento ou dormência na pele e dor de cabeça.

Já a injeção pode causar coceira na pele, diarreia, produção excessiva de suor, aumento de peso rápido, dor ao respirar, sensação de falta de ar ao deitar, ansiedade e alteração nos batimentos cardíacos.

Na presença desses sintomas, é recomendado comunicar ao médico.

Reações alérgicas são incomuns, podendo incluir urticária e, raramente, reações de hipersensibilidade (anafilaxia) que deve ser tratada imediatamente no hospital. Saiba identificar os sintomas de anafilaxia.

Metilcobalamina engorda?

A metilcobalamina não contém calorias e, por isso, não engorda. Entretanto, como a deficiência de vitamina B12 pode diminuir o apetite, a metilcobalamina pode regular a fome, favorecendo o ganho de peso.

Leia também: Tomar vitamina B12 engorda? tuasaude.com/medico-responde/vitamina-b12-engorda

Quem não deve usar?

A metilcobalamina na forma oral não deve ser usada por pessoas com alergia a esse composto. Já a forma injetável da metilcobalamina não é indicada para mulheres grávidas ou amamentando.

Crianças e pessoas com alergia à cianocobalamina ou cobalto, problemas nos olhos ou doença de Leber, insuficiência renal ou hepática, deficiência de ácido fólico, ou outro tipo de infecção no corpo, também não devem usar a forma injetável de metilcobalamina.



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terça-feira, 21 de abril de 2026

7 sintomas de úlceras no estômago (e quem tem mais risco)

O principal sintoma de úlcera no estômago é a dor na parte superior do abdômen, localizada cerca de 4 a 5 dedos acima do umbigo, e que costuma aparecer entre as refeições ou à noite, sendo de difícil controle mesmo com medicamentos.

Além disso, podem surgir azia, sensação de estômago cheio, vômitos e perda de peso sem causa aparente, e, em alguns casos, fezes escuras e vômitos com sangue, sinais que podem indicar sangramento no sistema digestivo.

Leia também: Úlcera gástrica: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ulcera-gastrica

O risco de desenvolver úlcera no estômago é maior em pessoas que fazem uso prolongado de anti-inflamatórios ou estão infectadas pela bactéria H. pylori, sendo também mais comum em quem fuma e/ou consome álcool em excesso.

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Sintomas de úlcera no estômago

Os principais sintomas de úlcera no estômago são:

  • Dor na parte superior do abdômen;
  • Azia, que pode subir em direção à garganta;
  • Náuseas;
  • Vômitos, às vezes com sangue;
  • Inchaço ou sensação de estômago cheio rapidamente;
  • Fezes escuras, se houver sangramento;
  • Perda de apetite e perda de peso sem explicação.

Entre os sintomas mais preocupantes, destacam-se o vômito com sangue ou a presença de fezes muito escuras, que podem indicar sangramento no sistema digestivo.

O que fazer em caso de suspeita de úlcera

Em caso de suspeita de úlcera no estômago, é indicado procurar o gastroenterologista, para avaliação adequada. 

Além disso, deve-se evitar a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, pois podem piorar os sintomas, manter uma alimentação leve, evitar álcool, café, alimentos muito ácidos ou picantes e observar a evolução dos sintomas. 

Se houver sinais de alerta, como vômitos com sangue, fezes muito escuras ou dor intensa, deve-se procurar atendimento de urgência imediatamente.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de úlcera no estômago é feito principalmente pelo gastroenterologista, que avalia os sintomas da pessoa e pode solicitar exames para confirmar o problema.

Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para avaliar os sintomas de úlcera no estômago:

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O principal exame utilizado é a endoscopia digestiva alta, na qual é introduzido um tubo fino com câmera pela boca para visualizar o interior do estômago e identificar a presença de úlceras, inflamações ou sangramentos. Saiba como é feita a endoscopia.

Em alguns casos, também podem ser feitos exames de sangue, fezes ou testes para detectar a bactéria Helicobacter pylori, que está frequentemente associada ao aparecimento de úlceras.

Quem tem mais risco

O aparecimento da úlcera no estômago é mais frequente em pessoas que fazem uso prolongado de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, que estão infetadas pela bactéria Helicobacter pylori ou que já tiveram histórico de gastrite ou úlcera anteriormente.

Leia também: Gastrite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/gastrite

Além disso, o consumo de álcool em excesso, o tabagismo, níveis elevados de estresse e uma alimentação com excesso de café, alimentos picantes ou ácidos, também são fatores que aumentam o risco de desenvolver úlcera no estômago. Conheça as principais causas de úlcera no estômago.

Tratamento para úlcera no estômago

O tratamento da úlcera no estômago varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas, e geralmente envolve:

  • Medicamentos que reduzem a acidez do estômago, como omeprazol e pantoprazol;
  • Antibióticos, quando há infecção por Helicobacter pylori, como amoxicilina e claritromicina;
  • Protetores gástricos, como o sucralfato, que formam uma barreira protetora na mucosa do estômago sobre as úlceras. Confira os remédios para úlcera gástrica;
  • Suspensão de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, quando são a causa da lesão;
  • Ajustes na alimentação e nos hábitos de vida, como reduzir o consumo de café, evitar alimentos picantes e ácidos, fazer refeições mais leves e regulares e deixar de fumar e consumir álcool.

Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia, especialmente quando há complicações, como sangramento persistente, perfuração da parede do estômago ou quando o tratamento com medicamentos não foi suficiente.



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Toxoplasmose na gravidez: o que é, sintomas, tratamento (e riscos)

A toxoplasmose na gravidez é uma doença que pode causar sintomas como febre, ínguas no pescoço e dor de cabeça. No entanto, a toxoplasmose na gravidez geralmente não provoca sintomas, sendo identificada apenas durante os exames de pré-natal.

É importante que a toxoplasmose seja identificada para evitar complicações graves, como aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, microcefalia, atraso no desenvolvimento e óbito ao nascer.

O tratamento da toxoplasmose na gravidez deve ser indicado pelo obstetra, podendo incluir o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Leia também: Toxoplasmose: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/toxoplasmose
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Sintomas de toxoplasmose na gravidez

Os principais sintomas da toxoplasmose na gravidez são:

  • Febre;
  • Calafrios e suores;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Ínguas, principalmente na região do pescoço;
  • Dor muscular;
  • Dor de garganta;
  • Erupções na pele.

Em casos mais raros, a mulher também pode apresentar alterações na visão ou dor ocular devido a inflamações como uveíte e coriorretinite.

Entretanto, na maioria das vezes, a toxoplasmose não provoca sintomas.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra durante as consultas de pré-natal, por meio da avaliação de sintomas e avaliação de riscos.

Marque uma consulta com o obstetra mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Entretanto, mesmo que não existam sintomas, a mulher deve fazer o rastreamento sorológico trimestral, por meio dos testes imunoenzimáticos para detectar o IgG e o IgM contra Toxoplasma gondii.

O médico também pode solicitar uma sorologia pela pesquisa de IgM por imunofluorescência indireta, para confirmar o diagnóstico.

Se for confirmado que a mulher foi contaminada recentemente, o obstetra pode solicitar o exame amniocentese para pesquisa do PCR no líquido amniótico e a ultrassonografia, para verificar se o bebê foi afetado ou não.

Leia também: Exames na gravidez: quais precisa fazer (e complementares) tuasaude.com/exames-na-gravidez

Toxoplasmose IgG reagente na gravidez

Um exame de toxoplasmose IgG reagente na gravidez indica que a mulher já teve contato com o parasita e produziu anticorpos.

Entretanto, para interpretar esse resultado, este exame também depende do resultado do IgM e da época em que foi feito.

Isso porque o IgG reagente e o IgM não reagente indicam uma infecção crônica ou antiga antes da gravidez. Já o IgG reagente com o IgM reagente indica a possibilidade de uma infecção recente, durante a gravidez, por exemplo.

Leia também: Toxoplasmose IgG: o que é e o que significa IgG reagente tuasaude.com/toxoplasmose-igg

Como acontece a transmissão

A transmissão da toxoplasmose na gravidez pode acontecer por meio de:

  • Consumo de carnes cruas ou mal cozidas, e que tenham cistos do parasita Toxoplasma gondii;
  • Ingestão de água contaminada;
  • Consumo de frutas e verduras que não foram devidamente higienizadas;
  • Consumo de leite não pasteurizado e de produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Passagem do parasita pela placenta para o bebê, durante a gravidez.

A transmissão da toxoplasmose na gravidez também pode acontecer pela ingestão acidental dos ovos do parasita, por meio da manipulação, sem luvas, de caixas de areia de gatos infectados ou do solo e terra contaminados.

O convívio ou o contato com os gatos não causa a doença. Isto porque o risco de transmissão da toxoplasmose está no contato com as fezes contaminadas deste animal.

Leia também: 5 doenças transmitidas pelos gatos (e como evitar) tuasaude.com/doencas-transmitidas-pelos-gatos

A toxoplasmose na gravidez é perigoso?

A toxoplasmose na gravidez é considerada perigosa, principalmente para o bebê. Isso porque, para a mulher, a infecção geralmente é leve ou até mesmo assintomática.

No entanto, quando a infecção acontece no primeiro trimestre de gravidez, apesar de ter menor chance de afetar o bebê, pode causar maiores riscos, já que o bebê ainda está em desenvolvimento.

A transmissão do parasita para o bebê, chamada de toxoplasmose congênita, é uma forma grave desta doença que pode causar complicações e sequelas permanentes.

Por isso, é importante que a mulher realize o pré-natal e faça os exames indicados pelo médico para identificar a infecção pelo parasita e, caso haja necessidade, iniciar o tratamento adequado.

Riscos da toxoplasmose na gravidez

Os riscos da toxoplasmose na gravidez variam conforme o período da gravidez e incluem aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer e óbito ao nascer.

Quando o parasita atravessa a placenta e infecta o bebê, os riscos variam de acordo com a idade gestacional. Infecções no início da gravidez têm menor probabilidade de transmissão, mas, quando acontecem, causam sequelas gravíssimas para o bebê.

Já infecções no final da gravidez são transmitidas mais facilmente para o bebê, mas tendem a causar danos menos graves.

Para a mulher, a toxoplasmose é geralmente assintomática ou causa apenas sintomas leves. Entretanto, o risco é muito maior em mulheres que têm o sistema imunológico comprometido, como no caso de transplantadas ou em tratamento oncológico, por exemplo. Nestas mulheres, a toxoplasmose pode evoluir para quadros graves de encefalite, pneumonite ou infecção nos olhos

Complicações para o bebê

Os riscos e complicações para o bebê com toxoplasmose congênita são:

  • Neurológicas, como atraso no desenvolvimento, retardo mental, microcefalia ou macrocefalia, hidrocefalia, calcificações intracranianas, alterações motoras e convulsões;
  • Oftalmológicas, como lesões e inflamação na retina, cegueira, catarata, glaucoma e descolamento de retina;
  • Auditivas, como surdez;
  • Aumento anormal do fígado e do baço;
  • Icterícia, que é o amarelamento da pele e olhos;
  • Ascite e acúmulo generalizado de líquidos;
  • Diminuição no crescimento.

A maioria dos recém-nascidos infectados não apresentam sintomas, que podem aparecer apenas meses, anos ou até mesmo na adolescência ou vida adulta.

Por isso, quando não existem diagnóstico e tratamento adequados, essas crianças podem desenvolver problemas graves.

Como é feito o tratamento

O tratamento para toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra, através do uso de antibiótico para tratar a mãe e reduzir o risco de transmissão ao bebê.

Os remédios e a duração do tratamento variam conforme a fase da gravidez e se o bebê está infectado ou não. Os medicamentos que podem ser usados incluem pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Se o bebê já estiver infectado, o tratamento é feito com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, e deve ser iniciado a partir da primeira semana de vida.

Leia também: Tratamento para toxoplasmose (na gravidez, ocular e congênita) tuasaude.com/tratamento-para-toxoplasmose

Como prevenir a toxoplasmose na gravidez

Algumas dicas para prevenir a toxoplasmose na gravidez são:

  • Consumir carnes bem cozidas;
  • Usar luvas para manipular carnes cruas;
  • Usar facas diferentes para cortar carnes e outros vegetais ou frutas;
  • Beber água apenas filtrada, tratada ou fervida;
  • Higienizar bem as frutas, legumes e verduras antes de consumir. Saiba como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Evitar o consumo de leite não pasteurizado e produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Lavar bem as mãos e higienize pias, balcões e utensílios de cozinha com água quente e sabão logo após o contato com carnes cruas ou vegetais não lavados;
  • Usar luvas grossas ao realizar atividades de jardinagem;
  • Manter as caixas de areia externas sempre cobertas, para evitar que os gatos as usem;
  • Alimentar os gatos domésticos com carnes bem cozidas ou rações comerciais.

É recomendado também que a mulher grávida evite o contato direto com a caixa de areia e as fezes dos gatos, pedindo a outra pessoa para fazer a limpeza com água fervente do recipiente.

Se a mulher grávida precisar fazer a limpeza da caixa de areia do gato, é fundamental usar luvas e lavar as mãos imediatamente após. Veja mais sobre como evitar a toxoplasmose.



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Orforglipron: para que serve e efeitos colaterais

Orforglipron é um medicamento agonista do receptor GLP-1 não peptídico indicado para o tratamento da obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, e ainda em avaliação para o tratamento do diabetes tipo 2.

Este medicamento é disponibilizado em comprimidos para uso oral e foi desenvolvido como alternativa aos análogos de GLP-1 injetáveis, como semaglutida (Ozempic e Wegovy), oferecendo a vantagem de não precisar de aplicação por injeção.

Leia também: 9 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Além disso, o orforglipron não precisa de jejum para ser tomado, diferente de outros medicamentos da mesma classe. Apesar da aprovação pelo FDA, o medicamento ainda não possui registro na Anvisa e não está disponível para uso no Brasil até o momento.

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Para que serve

O orforglipron é indicado para:

  • Auxiliar na perda de peso em adultos com obesidade;
  • Reduzir o peso corporal em adultos com sobrepeso e pelo menos uma comorbidade, como pressão alta, colesterol alto ou diabetes tipo 2;
  • Ajudar na manutenção da perda de peso a longo prazo em adultos com obesidade;
  • Reduzir o risco de complicações metabólicas associadas ao excesso de peso.

O tratamento deve ser realizado em associação a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física.

Como funciona

O orforglipron imita a ação de um hormônio natural do corpo chamado GLP-1. Esse hormônio ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de fome.

Na prática, o orforglipron atua aumentando a liberação de insulina após as refeições, reduzindo a produção de glicose pelo fígado e diminuindo o apetite, o que promove maior sensação de saciedade ao longo do dia.

Como tomar

O orforglipron deve ser tomado por via oral, uma vez ao dia, sempre com um copo de água, podendo ser ingerido com ou sem alimentos.

O comprimido deve ser engolido inteiro, sem partir ou mastigar. Para facilitar o uso correto e manter o efeito do medicamento, é importante tomar sempre no mesmo horário todos os dias.

Ao contrário de outros medicamentos da mesma classe, o orforglipron não precisa ser tomado em jejum, o que torna o tratamento mais prático no dia a dia.

Posologia do orforglipron

De acordo com a bula aprovada pelo FDA, a dose para adultos é:

Fase do tratamento Dose recomendada
1º mês (dose inicial) 0,8 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
2º mês (1º aumento de dose) 2,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
3º mês (2º aumento de dose) 5,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
4º mês em diante A dose pode ser aumentada progressivamente para 9 mg, 14,5 mg ou até a dose máxima de 17,2 mg, tomada 1 vez por dia

Essas doses devem ser aumentadas somente com orientação do endocrinologista, com intervalos mínimos de 30 dias entre os ajustes, de acordo com a resposta ao tratamento e avaliação de efeitos colaterais.

Esse aumento gradual é importante para reduzir efeitos colaterais, principalmente os gastrointestinais.

É importante ressaltar que no Brasil o uso ainda não foi estabelecido pela Anvisa, devendo-se aguardar as diretrizes oficiais da bula brasileira assim que o registro for concluído para definir as variações de dose e duração do tratamento.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns, principalmente no início do tratamento incluem: 

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Diminuição do apetite.

Efeitos menos frequentes podem incluir dor abdominal, refluxo, tontura e sensação de fraqueza.

Em casos raros, podem ocorrer efeitos mais graves, como inflamação no pâncreas, desidratação intensa ou reações alérgicas. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente. Conheça os sintomas da pancreatite.

Cuidados durante o uso

Durante o uso do orforglipron, é importante evitar o consumo excessivo de álcool e informar ao médico sobre outros medicamentos em uso, especialmente aqueles para diabetes, devido ao risco de hipoglicemia quando associados.

Também é essencial manter acompanhamento regular para controle da glicemia e ficar atento a sinais de desidratação, como boca seca e tontura.

Para melhores resultados, o uso do medicamento deve ser associado a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Saiba como fazer uma alimentação saudável.

Quem não deve usar

O orforglipron não é indicado para:

  • Menores de 18 anos;
  • Alergia a qualquer componente da fórmula;
  • Histórico pessoal ou familiar de tumores na tireoide, como carcinoma medular ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2);
  • Histórico de pancreatite grave. 

Além disso, a segurança para mulheres grávidas ou que estão amamentando ainda não foi confirmada, portanto, o uso é contraindicado nesses casos sem orientação específica.



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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Parada respiratória: sintomas, causas e o que fazer (é grave?)

A parada respiratória é a interrupção completa da respiração, ou seja, a pessoa deixa de inspirar e expirar, o que impede a entrada de oxigênio nos pulmões e a remoção de dióxido de carbono do corpo.

Os principais sinais de uma parada respiratória incluem ausência de movimentos respiratórios, perda completa da consciência e coloração azulada da pele e das mucosas, como resultado da falta de oxigênio.

A parada respiratória é uma emergência médica, por isso deve-se verificar se a pessoa está respirando e, caso não haja sinais de respiração, chamar imediatamente ajuda médica e, se possível, iniciar a respiração boca a boca.

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Sintomas de parada respiratória

Os principais sintomas que podem ser indicativos de parada respiratória são:

  • Ausência dos movimentos respiratórios no tórax;
  • Perda total da consciência;
  • Coloração azulada da pele e mucosas;
  • Ausência de saída de ar pelas narinas;
  • Imobilidade.

Os sintomas iniciais de uma parada respiratória incluem sonolência, respiração lenta ou superficial e queda da saturação de oxigênio, sinais de que os níveis de oxigênio no sangue estão diminuindo.

Qual a diferença entre parada cardíaca e parada respiratória?

Na parada cardíaca o coração para de bater, interrompendo a circulação do sangue e a oxigenação do corpo, enquanto na parada respiratória a pessoa para de respirar, deixando de levar oxigênio aos pulmões e, consequentemente, ao sangue. 

É comum que como consequência da parada respiratória, exista uma parada cardíaca, caracterizando a parada cardiorrespiratória. Saiba identificar a parada cardiorrespiratória.

O que causa

A parada respiratória pode ocorrer por obstrução das vias respiratórias, seja pela perda de tônus muscular, que faz a língua cair sobre a orofaringe, ou pela presença de sangue, muco, vômito ou corpo estranho.

Além disso, ela pode ser causada pela inalação de vapores ou gases tóxicos, ou como efeito adverso de medicamentos, como opioides e sedativos, que reduzem a capacidade respiratória e podem levar à parada completa da respiração.

Também pode ocorrer devido a doenças como miastenia gravis, botulismo ou síndrome de Guillain-Barré, bem como por doenças do sistema nervoso, como acidente vascular encefálico ou tumores.

Parada respiratória em crianças

A parada respiratória em crianças geralmente ocorre devido ao engasgo com alimentos ou objetos pequenos, que podem ser engolidos ou aspirados para as vias respiratórias, bloqueando a passagem do ar.

Além disso, ela também pode ser consequência de doenças respiratórias, como asma ou pneumonia, infecções graves, e reações a medicamentos.

As crianças são mais vulneráveis porque suas vias respiratórias são menores, e qualquer obstrução ou dificuldade para respirar pode se tornar grave muito rapidamente.

O que fazer na parada respiratória

Em caso de parada respiratória, é importante seguir os passos a seguir:

  1. Chamar a pessoa, para verificar se está inconsciente;
  2. Verificar se a pessoa está respirando, colocando um ouvido próximo ao nariz e à boca e olhando para o movimento do peito;
  3. Chamar imediatamente ajuda médica, caso não se perceba saída de ar, não se ouça respiração ou não se veja o peito se movimentando;
  4. Iniciar a respiração artificial, utilizando boca a boca ou nariz-boca, sendo esta última mais indicada para crianças.

Para realizar a respiração boca a boca, deve-se deitar a pessoa de barriga para cima, inclinar a cabeça e levantar o queixo, fechando as narinas. Em seguida, colocar os lábios em torno dos lábios da pessoa, inspirar naturalmente e, depois, soprar o ar para dentro da boca da pessoa. Veja com mais detalhes como fazer a respiração boca a boca.

Em casos de parada respiratória por engasgo, deve-se priorizar a desobstrução das vias aéreas com a manobra de Heimlich. Entretanto, se a pessoa perder a consciência, deve ser iniciada a respiração artificial.

Leia também: Como fazer a manobra de Heimlich (em adultos e bebês) tuasaude.com/manobra-de-heimlich

É importante que a intervenção ocorra dentro dos 5 minutos críticos para evitar danos a órgãos vitais, como coração e cérebro.

Parada respiratória é grave?

A parada respiratória é grave, porque ao parar de respirar, o oxigênio deixa de chegar aos órgãos, especialmente ao cérebro, e se não houver intervenção rápida, pode causar danos graves e morte em poucos minutos.



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Nivolumabe (Opdivo): para que serve e como usar

Nivolumabe é um remédio imunoterápico indicado para o tratamento de alguns tipos de câncer, como câncer de pulmão, melanoma, linfoma de Hodgkin ou câncer renal.

Esse remédio pertence à classe dos anticorpos monoclonais que age aumentando a resposta do sistema imune contra as células do câncer, o que pode levar à uma diminuição do tamanho do câncer ou atrasar o seu crescimento.

Leia também: Imunoterapia: o que é, quando é indicada e como é feita tuasaude.com/como-funciona-a-imunoterapia

O nivolumabe é encontrado somente em hospitais ou clínicas oncológicas, com o nome Opdivo, na forma de injeção para aplicação na veia, com doses indicadas pelo oncologista.

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Para que serve

O nivolumabe é indicado para:

  • Melanoma em estágio avançado;
  • Câncer de pulmão não pequenas células;
  • Câncer de rim ou carcinoma de células renais avançado;
  • Linfoma de Hodgkin clássico em recidiva ou refratário ou em estágio III ou IV;
  • Câncer de bexiga ou carcinoma urotelial;
  • Câncer de fígado ou carcinoma hepatocelular.

Além disso, o nivolumabe também é indicado para câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, mesotelioma pleural maligno ou câncer de estômago, por exemplo.

Dependendo do tipo de câncer, o nivolumabe pode ser usado junto com outros anticorpos monoclonais, como ipilimumabe ou cabozantinib, ou quimioterapia.

Leia também: Quimioterapia: o que é, como é feita, efeitos colaterais (e cuidados) tuasaude.com/efeitos-colaterais-da-quimioterapia

Como age o Nivolumabe?

O nivolumabe (Opdivo) é um anticorpo monoclonal que age ligando-se à proteína PD-L1 na superfície de algumas células tumorais.

Isso ajuda o sistema imunológico a melhorar sua ação atacando especificamente as células do câncer, o que pode levar à uma diminuição do tamanho do tumor ou atrasar o seu crescimento.

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Como usar

O nivolumabe deve ser usado através da aplicação na veia por 30 a 60 minutos, pelo enfermeiro, no hospital ou clínica oncológica, sob supervisão do oncologista.

A posologia do nivolumabe para adultos deve ser indicada pelo oncologista e normalmente é:

  • 1 aplicação de nivolumabe 240 mg, a cada 2 semanas; ou
  • 1 aplicação de nivolumabe 480 mg, a cada 4 semanas.

No entanto, dependendo do estágio e do tipo de câncer, as doses do nivolumabe podem ser diferentes, assim como o intervalo de aplicação.

O tempo de tratamento com o nivolumabe deve ser sempre orientado pelo oncologista, assim como a necessidade de adicionar outros imunoterápicos ou quimioterapia ao tratamento.

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Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do nivolumabe são diarreia, prisão de ventre, náusea, vômitos, dor abdominal, infecções respiratórias, diminuição do apetite, dor de cabeça, falta de ar, tosse.

Além disso, também podem surgir vermelhidão ou bolhas nas mãos ou nos pés, bolhas ou coceira na pele, dor muscular ou nas articulações, cansaço ou febre.

O nivolumabe também pode causar reações alérgicas ou anafilaxia durante sua aplicação, que são tratadas imediatamente pela equipe médica.

Toxicidade do nivolumabe

O nivolumabe pode causar toxicidade relacionada à ação do sistema imunológico (imunorrelacionada), como efeito colateral, sendo as principais:

  • Inflamação dos pulmões (pneumonite);
  • Inflamação do intestino ou colite;
  • Hepatite medicamentosa;
  • Nefrite e alteração da função renal;
  • Hipotireoidismo, hipertireoidismo ou inflamação da glândula hipófise;
  • Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica.

Além disso, o nivolumabe também pode causar inflamação do miocárdio, que é o músculo cardíaco, e resultar em miocardite. Saiba identificar os sintomas de miocardite.

Quando ocorrem esses efeitos colaterais, o oncologista pode suspender o tratamento com o nivolumabe até que os sintomas desapareçam ou interromper o tratamento definitivamente.

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Quem não deve usar

O nivolumabe não deve ser usado por pessoas que tenham alergia a essa substância ou qualquer outro componente da solução.

Além disso, esse imunoterápico não deve ser usado por mulheres grávidas, pois pode causar aborto, morte fetal ou natimorto.

Por isso, é recomendado usar métodos contraceptivos durante o tratamento e até 5 meses após o término do uso do nivolumabe.

Para mulheres em amamentação, o médico pode recomendar interromper a amamentação, pois não se sabe se o nivolumabe passa para o bebe pelo leite materno e os riscos que pode causar no bebê.



source https://www.tuasaude.com/nivolumabe/

domingo, 19 de abril de 2026

Mão inchada: 9 principais causas (e o que fazer)

A mão inchada pode ser um sinal de má circulação, inflamação ou retenção de líquido, podendo ser causada por situações como atividade física, consumo excessivo de sal, insuficiência cardíaca e renal, por exemplo.

Também conhecida como edema das mãos, as mãos inchadas também podem ser acompanhadas de outros sintomas, como dificuldade de movimentar a articulação, dor, formigamento, pele pálida ou arroxeada e feridas na pele.

Na presença de mão inchada, é aconselhado consultar o clínico geral, para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o tratamento, que pode ser feito com o uso de medicamentos, sessões de fisioterapia, mudanças de hábitos e cirurgia.

Imagem ilustrativa número 1

As principais causas de mão inchada são:

1. Artrite reumatoide

A mão inchada e vermelha é um dos possíveis sintomas de artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta as articulações.

A artrite reumatoide também causa dor, rigidez pela manhã, dificuldade de movimentar a articulação afetada e febre. Confira todos os sintomas de artrite reumatoide.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo reumatologista, que pode indicar o uso de remédios, como metotrexato, cloroquina, Ibuprofeno e naproxeno, que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

O médico também recomenda a realização de sessões de fisioterapia para ativar as articulações, fortalecer a musculatura e aliviar os sintomas.

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2. Síndrome do túnel do carpo

A mão inchada e formigamento são uns dos sintomas de síndrome do túnel do carpo, que é uma compressão de um nervo que passa pelo punho e a palma da mão.

A síndrome do túnel do carpo também pode causar sensação de agulhas no dedo polegar, anelar, indicador ou dedo médio.

O que fazer: na suspeita de síndrome do túnel do carpo, é aconselhado consultar o ortopedista, que poderá indicar o uso de uma munhequeira para imobilizar o pulso, repouso e sessões de fisioterapia.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios, como ibuprofeno e paracetamol, que reduzem a inflamação local, aliviando a dor.

3. Insuficiência cardíaca

Além de provocar inchaço na barriga, pernas e pés, a insuficiência cardíaca também pode levar ao surgimento da mão inchada em algumas pessoas. Descubra outros sintomas de insuficiência cardíaca.

Isso acontece porque na insuficiência cardíaca o coração não consegue bombear o sangue de forma adequada, aumentando a retenção de líquido no organismo, incluindo as mãos.

O que fazer: para tratar essa condição, o cardiologista pode recomendar o uso de medicamentos vasodilatadores, diuréticos e betabloqueadores.

O médico também pode indicar a colocação de marcapasso ou dispositivos de assistência ventricular ou ainda a realização do transplante de coração.

É aconselhado também manter uma dieta saudável, fazer exercícios regulares e mudar alguns hábitos, como parar de fumar, evitar o consumo de álcool e ter boas noites de sono.

4. Insuficiência renal

A insuficiência renal acontece quando os rins perdem a sua capacidade para filtrar o sangue, causando sintomas como cansaço frequente, inchaço na mão, pernas e pés, coceira na pele e urina com espuma.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo nefrologista, podendo envolver a suspensão ou ajuste medicamentos, injeção de soro diretamente na veia, uso de diuréticos, anti-hipertensivos e hipoglicemiantes.

Em alguns casos, o médico pode recomendar o transplante de rim ou fazer hemodiálise, que é um procedimento que faz a filtragem do sangue e remove o excesso de toxinas, sais minerais e líquidos, substituindo o trabalho dos rins.

Leia também: Tratamento da insuficiência renal (aguda e crônica) tuasaude.com/tratamento-da-insuficiencia-renal

5. Má circulação

A má circulação acontece quando algum problema afeta o sistema circulatório, diminuindo o fornecimento de sangue, oxigênio e nutrientes para o corpo, levando, assim, ao surgimento de mãos, pernas, pés e dedos inchados.

Além disso, a má circulação também pode provocar sensação de agulhadas, mãos e pés frios, pele pálida ou arroxeada, dormência e feridas na pele.

O que fazer: o tratamento da má circulação pode ser feito com medidas simples, como manter as pernas elevadas, praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividades físicas, beber quantidades adequadas de água e usar meia de compressão.

Já em casos de má circulação causada por doenças, como diabetes, aterosclerose ou pressão alta, por exemplo, o médico poderá indicar o uso de medicamentos diuréticos, como furosemida, estatinas, antiplaquetários e anticoagulantes.

Leia também: Como é feito o tratamento para má circulação tuasaude.com/tratamento-para-ma-circulacao

6. Lesões

Lesões, como pancada, fratura e torção, podem deixar a mão muito inchada e com dor intensa, e também provocar outros sintomas, como dificuldade de mexer a mão, dormência e formigamento.

O que fazer: conforme o tipo e grau de lesão, o ortopedista poderá recomendar a imobilização com gesso ou talas, a realização de uma cirurgia, o uso de medicamentos anti-inflamatórios e o repouso.

Leia também: Fraturas: sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-fratura

7. Consumo excessivo de sal

A mão inchada pode ser provocada pelo consumo excessivo de sal, porque esse condimento contém muito sódio, um mineral que retém água e, por isso, se tiver em grandes quantidades no corpo, provoca a retenção de líquidos.

O que fazer: para diminuir a retenção de líquido, o médico pode recomendar o uso de medicamentos diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida e aldactone.

Além disso, medidas simples como diminuir o consumo de sal, fazer drenagem linfática, praticar atividades físicas e beber chás diuréticos também podem ajudar a diminuir a retenção de líquidos. Veja como acabar com a retenção de líquido.

8. Atividade física

A mão inchada durante a atividade física é uma condição que pode ser causada por aumento do fluxo do sangue do corpo para o coração, pulmões e músculos.

Com isso, os vasos sanguíneos das mãos podem reagir dilatando mais e provocando, assim, o inchaço.

O que fazer: algumas dicas para aliviar a mão inchada incluem tirar os anéis e afrouxar a pulseira do relógio antes dos exercícios e fazer movimentos circulatórios com os braços para a frente e trás durante os treinos.

Esticar bem os dedos, fechar os punhos e levantar as mãos acima do nível do coração ao longo do exercício e beber bebidas isotônicas também ajudam a aliviar esse sintoma.

9. Dengue

A complicação da dengue pode provocar insuficiência renal aguda e síndrome hemolítico urêmica, condições que causam sintomas como mão inchada, febre, manchas vermelhas e roxas na pele, baixo volume de urina, náuseas, confusão mental e sangue na urina.

O que fazer: o tratamento da síndrome hemolítico urêmica é feito no hospital e geralmente envolve transfusões sanguíneas, remédios para regular a pressão arterial ou diálise, por exemplo.

A doença renal aguda também deve ser tratada no hospital, onde o médico pode recomendar a hidratação pela veia, o uso de remédios ou a hemodiálise.



source https://www.tuasaude.com/mao-inchada/

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