terça-feira, 20 de outubro de 2026

PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito)

PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.

Leia também: PET-CT: o que é, para que serve, preparo (e como é feito) tuasaude.com/pet-ct

Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.

Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.

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Para que serve

O PET-CT oncológico pode ser indicado para:

  • Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
  • Identificar possíveis metástases. Entenda como acontece a metástase;
  • Auxiliar no estadiamento do câncer;
  • Avaliar a resposta ao tratamento;
  • Investigar possível recidiva do câncer;
  • Auxiliar no planejamento do tratamento.

A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.

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Preparo para o exame

O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.

Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.

Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens. 

Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.

Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.

Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.

Como é feito

O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:

  1. Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
  2. Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
  3. Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
  4. Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
  5. Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
  6. Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.

Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.

O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.

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Cuidados após o exame

Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina. 

Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas. 

No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.

Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.

Possíveis efeitos colaterais

O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.

Os possíveis efeitos colaterais incluem:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
  • Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.

O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.

Quem não deve fazer

O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico. 

Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.



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Como escolher o melhor hospital: 10 características importantes

Algumas características que ajudam a escolher o melhor hospital incluem ter uma boa estrutura e gestão de risco, protocolos básicos de segurança e prevenção e controle de infecções, por exemplo.

Além disso, o melhor hospital também deve possuir uma cultura centrada na pessoa e na família, uma estrutura especializada e recursos humanos adequados e capacitados.

É importante ressaltar que o melhor hospital para uma pessoa pode não ser o melhor para outra. Isso acontece porque a percepção sobre a instituição também varia de acordo as necessidades individuais, pois algumas pessoas priorizam a boa comunicação e a empatia da equipe e outras focam na estrutura e gestão da instituição, por exemplo.

Leia também: Urgência e emergência: qual a diferença? (e quando ir ao hospital) tuasaude.com/urgencia-e-emergencia
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As principais características do melhor hospital incluem:

1. Estrutura e gestão de risco

A estrutura e a gestão de risco hospitalar são focadas na segurança da pessoa e são caraterísticas do melhor hospital.

De acordo com a Anvisa, a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) é obrigatória em todos os hospitais do Brasil. Esse núcleo promove a cultura de segurança e gerencia os riscos no ambiente hospitalar.

O Plano de Segurança do Paciente (PSP) também deve existir no hospital. Este plano é importante para apontar situações de risco e descrever estratégias para prevenir e reduzir incidentes durante o período em que a pessoa estiver na instituição.

Um hospital de qualidade também monitora e notifica regularmente incidentes e eventos adversos à Anvisa, permitindo a detecção precoce de problemas e o aprendizado para a prevenção de novas ocorrências.

2. Protocolos básicos de segurança

O melhor hospital  é aquele que possui a implementação e a adesão de protocolos básicos de segurança, para evitar as falhas mais comuns.

Os protocolos obrigatórios e monitorados pela Anvisa são:

  • Higiene das mãos: Disponibilização de preparação alcoólica no ponto de assistência e estímulo à correta higienização das mãos para evitar a transmissão de infecções;
  • Identificação segura da pessoa: Uso de pelo menos dois identificadores, como nome completo e data de nascimento, via pulseiras, por exemplo, conferidos antes da administração de medicamentos, sangue, exames ou cirurgias;
  • Cirurgia segura: Aplicação de listas de verificação (Checklist ) antes da anestesia, da incisão e da saída da sala, garantindo que o procedimento e o local operado estejam corretos;
  • Segurança com medicamentos: Protocolos para diminuir erros na prescrição, dispensação e administração, garantindo os corretos da medicação, como paciente, dose, via e horário corretos.

É importante também avaliar o risco de todos os internados e implementar medidas protetivas, como grades nas camas, pisos antiderrapantes e mudança frequente de posição das pessoas acamadas, para prevenir escaras e quedas.

Leia também: Escaras: o que são, sintomas, causas, tratamento (e como evitar) tuasaude.com/escaras

3. Prevenção e controle rigoroso de infecções

A Anvisa considera que os hospitais de qualidade devem adotar uma cultura de tolerância zero para as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Assim, o melhor hospital deve possuir diretrizes claras para prevenir infecções do trato urinário associadas ao uso de sonda, pneumonia associada à ventilação mecânica, infecções no local da cirurgia e infecções associadas a cateteres.

Leia também: Infecção hospitalar: o que é, tipos, causas e como é feito o controle tuasaude.com/o-que-e-infeccao-hospitalar

4. Cultura centrada na pessoa e na família

O melhor hospital deve ter uma cultura centrada na pessoa e na família e inclui empatia, compaixão e capacidade de resposta às necessidades, valores e preferências de cada paciente.

Alguns pontos fundamentais no cuidado centrado na pessoa e família são:

  • Dignidade e respeito: os profissionais de saúde devem ouvir e honrar as perspectivas e as escolhas das pessoas e seus familiares, e incluir no planejamento dos cuidados os conhecimentos, os valores, as crenças e as origens culturais;
  • Compartilhamento de informações: os profissionais de saúde devem comunicar e compartilhar de forma completa, clara e imparcial o diagnóstico, as opções de tratamento e os riscos com as pessoas e seus familiares;
  • Participação: as pessoas e seus familiares devem ser incentivados e apoiados a participar do cuidado e das tomadas de decisão.

O envolvimento da família, que é representada por pessoas que o paciente opta por chamar de família, em quem confia e tem uma boa relação, e não necessariamente a pessoa determinada pelo profissional de saúde, é essencial no cuidado.

Isso porque a família pode tranquilizar a pessoa e oferecer informações importantes sobre a história médica dela, por exemplo. Além disso, quando a pessoa não tem condições de participar dos cuidados prestados, como crianças, pessoas sob anestesia ou inconscientes, a responsabilidade pode ser passada para alguém da família.

5. Excelência nos resultados clínicos

A excelência nos resultados clínicos é uma característica importante a ser avaliada quando se busca o melhor hospital.

Isso porque hospitais de alto nível possuem baixas taxas de óbito institucional e baixos índices de reinternação não planejada, que são as pessoas que precisam voltar ao hospital em até 30 dias após a alta.

Estes hospitais também usam protocolos e diretrizes clínicas padronizados baseadas em evidências, para garantir que a pessoa receba exatamente o cuidado que necessita.

Leia também: Pronto-socorro: quando ir, tipos (e como escolher) tuasaude.com/pronto-socorro

6. Recursos humanos adequados e capacitados

O melhor hospital é aquele que possui os recursos humanos adequados e capacitados.

Hospitais excelentes têm uma proporção adequada de enfermeiros por paciente, possuem profissionais altamente treinados, promovem a educação contínua e a capacitação comportamental da equipe, e estimulam a colaboração interdisciplinar.

O melhor hospital também possui estratégias para evitar erros humanos e falhas, como evitar a sobrecarga de trabalho, a realização frequente de horas extras e os turnos excessivamente longos pelos profissionais de saúde.

Leia também: Como escolher um bom médico: 10 características essenciais tuasaude.com/excelente-medico

7. Eficiência operacional

A eficiência operacional é uma característica essencial ao buscar pelo melhor hospital.

Um hospital eficiente deve gerenciar bem o tempo e os seus recursos, o que é medido por indicadores como o tempo médio de internação e o de espera para o atendimento na emergência, por exemplo.

8. Uso de tecnologia avançada

O uso de tecnologia avançada, como prontuários eletrônicos interligados e sistemas de análise preditiva para monitorar os riscos, geralmente é adotado pelos melhores hospitais.

Essas tecnologias são importantes para evitar erros na medicação, no momento do cadastro e identificação da paciente, e na realização de exames desnecessários que expõem a pessoa a radiação, por exemplo.

9. Acreditações e certificações de qualidade

O melhor hospital é aquele que possui acreditações e certificações de qualidade, participando de programas como o QUALIS (Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde da ANS), a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e o JCI (Joint Commission International), por exemplo.

Esses certificados e acreditações são fornecidos através da submissão dos hospitais a avaliações externas e independentes.

As acreditações estimulam a transparência, exigem a calibração de equipamentos e consolidam a adoção de melhores práticas hospitalares contínuas.

10. Estrutura especializada

Ter uma estrutura especializada, incluindo recursos materiais, humanos, físicos e organizacionais, é outro fator importante a considerar ao procurar pelo melhor hospital.

Assim, um hospital com uma estrutura especializada deve conter unidades de alta complexidade como Unidade de Terapia Intensiva (UTI) segmentada em adulto, pediatria e neonatal, centros cirúrgicos e obstétricos, e serviços de diálise e medicina nuclear.

Além disso, excelentes hospitais geralmente desenham a prestação dos serviços em linhas de cuidados. Desta forma, a estrutura física e toda a jornada de atendimento são organizadas conforme uma condição de saúde ou uma especialidade específica, otimizando os recursos e agilizando o tratamento da pessoa.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Tratamento para menopausa: remédios, opções naturais (e outros)

O tratamento para menopausa pode ser feito com o uso de remédios hormonais, como a terapia de reposição hormonal, ou antidepressivos, além de opções naturais e mudanças no estilo de vida.

Estes tratamentos podem ajudar a manter a saúde a longo prazo e a reduzir sintomas como ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal, que surgem devido à queda natural dos níveis de estrogênio.

Leia também: 13 sintomas da menopausa e como aliviar (com teste online) tuasaude.com/sintomas-da-menopausa

O tratamento para menopausa deve ser feito sempre com indicação do ginecologista, conforme o histórico de saúde, a idade, o tempo decorrido desde a última menstruação e os sintomas. Assim, o ginecologista ajuda a determinar as opções seguras e adequadas para cada mulher.

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Remédios para menopausa

Os remédios que podem ser indicados pelo ginecologista para o tratamento da menopausa são:

1. Terapia de reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal, que pode incluir estrogênio isolado ou estrogênio com progestogênio, é muito eficaz para reduzir os sintomas da menopausa, como ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e distúrbios do sono.

Os principais remédios indicados na terapia de reposição hormonal são:

  • Estradiol e didrogesterona (Femoston Conti);
  • Valerato de estradiol e acetato de ciproterona (Climene);
  • Estrogênios conjugados (Premarin);
  • Tibolona (Libian ou Reduclim);
  • Acetato de medroxiprogesterona (Provera).

Além disso, pode ser indicado pelo médico o acetato de noretisterona ou o estradiol na forma de adesivos, por exemplo.

A terapia de reposição hormonal deve ser feita somente se recomendado pelo ginecologista, pois é contraindicada para mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou útero, trombose, problemas circulatórios, histórico de infarto ou derrame cerebral ou doenças no fígado, como cirrose.

Leia também: Terapia de reposição hormonal: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/reposicao-hormonal

2. Estrogênio ou progesterona vaginal

O estrogênio vaginal é um gel, creme, comprimido ou cápsula, que contém pequenas quantidades de estradiol, estriol ou promestrieno, que são liberadas diretamente na vagina.

Além disso, o médico também pode recomendar a progesterona micronizada na forma de cápsulas moles vaginais.

Esses medicamentos podem ajudar a melhorar a lubrificação feminina e aliviar os sintomas de secura, atrofia vaginal e ardência, dor e desconforto durante as relações sexuais.

3. Antidepressivos

Os antidepressivos podem ser indicados pelo ginecologista para ajudar a aliviar as ondas de calor, a ansiedade e a depressão, especialmente em mulheres que possuem contraindicações para a terapia de reposição hormonal.

Alguns antidepressivos que podem ser indicados são:

  • Paroxetina;
  • Citalopram;
  • Escitalopram;
  • Venlafaxina;
  • Desvenlafaxina.

Esses antidepressivos devem ser usados somente com indicação do ginecologista e pelo tempo de tratamento indicado pelo médico.

Leia também: Antidepressivos: quais são, como tomar e opções naturais tuasaude.com/antidepressivos

4. Anticonvulsivantes

Os anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina, podem ser prescritos pelo médico para diminuir as ondas de calor e melhorar o sono, especialmente em mulheres que possuem contraindicações para uso de estrogênios.

5. Hidratantes e lubrificantes

Os hidratantes vaginais podem ser indicados para promover uma hidratação constante da mucosa vaginal e devem ser usados de forma regular.

Já o lubrificante íntimo pode ser aplicado no momento da relação sexual, para diminuir o atrito e aliviar o desconforto e a dor.

Opções de tratamento natural

Algumas opções de tratamento natural para a menopausa que podem ser indicadas pelo médico são:

1. Suplementos fitoterápicos

Fitoterápicos, como a isoflavona de soja e o trevo vermelho, podem ser indicados para complementar o tratamento médico da menopausa. Isso porque possuem uma estrutura semelhante ao estrogênio produzido pelo corpo, o que pode ajudar a aliviar os sintomas de ondas de calor e o suor noturno.

Outra opção de fitoterápico para complementar o tratamento da menopausa é a Erva-de-São-Cristóvão, que pode ajudar no alívio de ondas de calor, palpitações, alterações de humor, ansiedade, depressão e melhora da atrofia vaginal.

Leia também: Erva-de-são-cristóvão: para que serve (e como fazer o chá) tuasaude.com/erva-de-sao-cristovao

Já a melissa e a valeriana são fitoterápicos que podem ajudar a melhorar os distúrbios do sono, o estresse e a ansiedade.

Entretanto, esses fitoterápicos só devem ser usados com a indicação do médico. Isso porque possuem contraindicações e podem interagir com remédios ou outros suplementos.

2. Homeopáticos

Alguns remédios homeopáticos, como Lachesis muta, Sépia, Glonoinum e Amil nitrosum, têm sido usados ​​para ajudar com ondas de calor, sono e humor, mas as evidências científicas são limitadas.

Alguns estudos mostram pequenos benefícios dos homeopáticos, enquanto outros não demonstram eficácia clara.

Mudanças no estilo de vida

Algumas mudanças no estilo de vida importantes no tratamento da menopausa são:

1. Alimentação

Algumas recomendações de alimentação para complementar o tratamento da menopausa são:

  • Priorizar alimentos saudáveis, como cereais integrais, leguminosas como lentilha, feijão e soja, legumes, verduras, frutas, tubérculos, peixes e ovos;
  • Evitar alimentos ultraprocessados, como salsicha, presunto, macarrão instantâneo, salgadinhos e biscoitos de pacote, temperos industrializados, refrigerantes e sucos de caixinha;
  • Consumir diariamente alimentos fontes de cálcio, como iogurte, couve, brócolis, espinafre, agrião e sementes, como gergelim e chia;
  • Ingerir alimentos com vitamina D, como sardinha, bacalhau, ovos, ostras, carnes, queijos e leite;
  • Reduzir o consumo de sal, carnes vermelhas e bebidas açucaradas, pois estão associados a uma maior perda de massa óssea;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cafeína, pois prejudicam a absorção de cálcio, aumentando o risco de fraturas;
  • Beber bastante água para manter a hidratação da pele, melhorar a elasticidade e reduzir os sinais de envelhecimento, como rugas.

Essas recomendações são importantes para diminuir o risco de doenças e também para manter ou ajudar na perda de peso, já que o peso adequado também ajuda a reduzir as ondas de calor.

Leia também: Dieta para menopausa: o que comer e que alimentos evitar tuasaude.com/o-que-se-deve-comer-na-menopausa

2. Praticar exercícios físicos regularmente

A prática regular de exercícios físicos é fundamental para o tratamento da menopausa, porque ajuda a melhorar o sono, a saúde cardiovascular, a sensibilidade à insulina, a composição corporal, a autoestima e a saúde óssea.

Além disso, a atividade física também ajuda na redução do peso e na preservação da massa magra.

Assim, é recomendado fazer entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana.

O treino também deve incluir exercícios de força e resistência muscular, com peso ou carga, pelo menos 2 vezes na semana, para estimular a formação óssea e evitar a osteoporose e a perda de massa muscular.

3. Evitar os gatilhos das ondas de calor

No tratamento da menopausa, é recomendado evitar gatilhos das ondas de calor, como:

  • Evitar locais abafados ou muito aquecidos;
  • Usar roupas em camadas, para poder retirar as peças rapidamente;
  • Reduzir o consumo de alimentos picantes;
  • Diminuir o consumo de cafeína, bebidas alcoólicas e líquidos muito quentes.

Identificar e evitar os gatilhos pessoais, são medidas que podem ajudar a reduzir a frequência das ondas de calor.

4. Parar de fumar

Parar de fumar é importante para a saúde geral, pois o tabagismo pode piorar as ondas de calor e aumentar o risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, câncer e menopausa precoce.

Leia também: Como parar de fumar: 8 dicas para deixar o vício tuasaude.com/6-dicas-para-parar-de-fumar

5. Práticas integrativas e complementares

A adoção de práticas integrativas e complementares, como meditação, yoga, mindfulness, respiração profunda e acupuntura, pode complementar o tratamento da menopausa.

Isso porque essas práticas ajudam a reduzir o estresse, melhorar o sono e promover o bem-estar geral.

6. Psicoterapia

Sessões de psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, podem ser indicadas pelo médico para complementar o tratamento da menopausa.

Essa terapia pode aliviar os fogachos, as dificuldades de sono ou os sintomas depressivos associados à menopausa.



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Sarampo: o que é, sintomas, transmissão, tratamento (e vacina)

O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar alguns sintomas como febre, tosse, corrimento nasal, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo que não coçam, por exemplo.

Causada pelo vírus Measles Morbillivirus, o sarampo é uma doença transmitida diretamente de pessoa para pessoa, por via aérea, durante a tosse, espirro, fala ou respiração.

Leia também: 21 doenças causadas por vírus: sintomas, tratamento e prevenção tuasaude.com/doencas-causadas-por-virus

Na suspeita de sarampo, é aconselhado consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que geralmente é feito com o repouso. No entanto, o médico também pode prescrever o uso de remédios analgésicos e antitérmicos, e suplemento de vitamina A.

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Foto de sarampo em criança

Sintomas de sarampo

Os principais sintomas do sarampo são:

  • Manchas vermelhas na pele, que surgem no rosto e depois espalham-se para todo o corpo, e que não coçam;
  • Manchas brancas arredondadas dentro da boca;
  • Febre alta, acima de 38,5ºC;
  • Tosse seca;
  • Nariz escorrendo;
  • Conjuntivite;
  • Perda do apetite;
  • Dor de cabeça e mal-estar.

Os sintomas do sarampo podem aparecer entre 8 a 12 dias após o contato com o vírus, sendo importante que o tratamento seja iniciado logo em seguida para prevenir complicações.

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Sarampo em bebê

O sarampo em bebê pode causar sintomas como febre alta, tosse, vermelhidão nos olhos, irritabilidade e manchas de Koplik, que são pequenas manchas branco-azuladas dentro da boca.

Entretanto, o sarampo no bebê pode ser prevenido com a administração da vacina contra o sarampo. No entanto, essa vacina é indicada apenas após os primeiros 12 meses.

Leia também: Sarampo no bebê: sintomas, vacina e tratamento tuasaude.com/sarampo-no-bebe

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de estar com sarampo, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:

{TESTE_SINTOMAS_SARAMPO}

Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico ou substituindo a consulta com o infectologista ou clínico geral.

Como acontece a transmissão

A transmissão do sarampo acontece de pessoa para pessoa através do ar, durante a tosse, espirro, respiração ou fala, já que as gotículas liberadas podem conter partículas virais capazes de causar a doença.

Além disso, o vírus pode permanecer ativo no ar ou superfícies por até 2 horas, de forma que o contato com ambientes fechados e superfícies contaminadas poderia também ser considerada uma via de transmissão do sarampo.

A transmissão do sarampo pode acontecer entre 6 dias a 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas pelo corpo.

Diferença entre sarampo e catapora

A catapora é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca sintomas, como manchas vermelhas pelo corpo, bolhas contendo líquido, coceira intensa e crostas na pele, febre e perda do apetite.

Leia também: Catapora: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-catapora

Já o sarampo é causado pelo vírus Measles Morbillivirus e, embora também provoque manchas vermelhas no corpo, febre e falta de apetite, não provoca lesões/feridas ou coceiras na pele.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do sarampo é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita a realização de teste sorológico, a partir de uma amostra de urina, sangue, líquor ou secreções orais e nasofaríngeas. Normalmente esse teste é feito por meio do teste ELISA, para identificar anticorpos específicos contra o vírus ou antígenos.

O diagnóstico também pode ser também feito por meio da técnica de PCR, que identifica a presença do vírus no organismo, assim como a sua quantidade.

Tratamentos para sarampo

Os tratamentos indicados para o sarampos incluem:

  • Repouso, para ajudar na recuperação e poupar energia para o corpo combater o vírus;
  • Hidratação adequada, com a ingestão de água, chás e suco de frutas, para evitar a desidratação;
  • Medicamentos para aliviar a dor e a febre, como paracetamol e ibuprofeno;
  • Compressas de gaze frias, que podem ser usadas para limpar os olhos, em casos de conjuntivite ou ainda aplicadas na testa, nuca ou axilas para ajudar a baixar a febre;
  • Suplementação com palmitato de Retinal (vitamina A), para todas as crianças com sarampo, de acordo com a idade da criança e seguindo as orientações do pediatra ou nutricionista.

Por não existir um tratamento específico contra o vírus do sarampo, o tratamento consiste em aliviar os sintomas.

Leia também: Tratamento para sarampo: remédios e outros cuidados tuasaude.com/tratamento-para-sarampo

Possíveis complicações

O sarampo pode causar complicações principalmente em bebês e pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, sendo os mais comuns a pneumonia, a encefalite aguda, a infecção no ouvido, diarreia grave e em alguns casos, o óbito.

Por isso, para prevenir o surgimento de complicações, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de sarampo.

Prevenção do sarampo

A única forma de prevenir o sarampo é através da vacinação contra a doença, cuja primeira dose geralmente é recomendada aos 12 meses.

O isolamento da pessoa doente é outra forma eficaz de impedir o contágio da doença. Por isso, as pessoas que mantêm contato próximo com a pessoa com sarampo, devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido.

Além disso, a pessoa infectada também deve ficar em casa, sem ir para a escola ou trabalho, por exemplo, para não contaminar os outros.

Vacina do sarampo

A vacina do sarampo geralmente é fornecida gratuitamente a partir dos 12 meses de idade.

As 2 formas principais de tomar a vacina do sarampo são:

  • Vacina tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola;
  • Vacina tetraviral: que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e também a catapora.

Além disso, a dose zero da vacina tríplice viral também é uma nova recomendação do pelo Ministério da Saúde do Brasil para crianças entre 6 meses a 11 meses e 29 dias de idade, em contextos de risco aumentado de exposição ao vírus do Sarampo.

Em casos de surtos, os adultos também devem tomar novamente a vacina do Sarampo, conforme indicação do Ministério da Saúde.

Leia também: Vacina do sarampo: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-contra-sarampo

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sábado, 17 de outubro de 2026

Sistema linfático: o que é, funções, órgãos e doenças

O sistema linfático é um conjunto de órgãos, tecidos, vasos e canais que se distribuem pelo corpo para ajudar a filtrar e remover o excesso de líquidos e impurezas do organismo.

Além disso, o sistema linfático também contribui para a formação das células de defesa do organismo, como os linfócitos, que são responsáveis pela defesa e combate de microrganismos que podem causar doenças.

Evitar o contato com produtos químicos como agrotóxicos ou produtos de limpeza, beber bastante água, e manter um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e práticas de atividades físicas regulares, são medidas importantes que ajudam a manter o sistema linfático saudável e prevenir doenças.

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Principais funções do sistema linfático

As principais funções do sistema linfático são:

  • Coletar e filtrar o excesso de líquido do corpo, através da linfa, e, depois, transferi-lo para o sangue;
  • Absorver a gordura do intestino e transportar para o sangue, contribuindo para  produção de linfócitos e desenvolvimento da imunidade;
  • Transportar e remover resíduos e células “com defeito” do organismo.

O sistema linfático é uma parte importante do sistema imunológico, produzindo e liberando linfócitos e outras células de defesa que combatem bactérias, vírus, parasitas e fungos, ajudando na prevenção de diversos tipos de doenças, como câncer, gripe e resfriado.

Para que serve a drenagem linfática?

A drenagem linfática é um procedimento que consiste na realização de uma massagem com as mãos, com movimentos suaves, que tem como objetivo estimular e facilitar a circulação da linfa pelos seus vasos, e chegar mais rapidamente à corrente sanguínea.

Como o sistema linfático não tem um bombeamento, como o que é feito pelo coração, esta massagem pode ajudar no retorno de linfa, principalmente em pessoas que têm fragilidade destes vasos e tendência à retenção de líquidos, ajudando a diminuir inchaços no rosto ou no corpo. Veja como é feita a drenagem linfática.

Anatomia do sistema linfático

Os principais componentes do sistema linfático são:

1. Linfa

É um líquido transparente que é formado por água, nutrientes e substâncias produzidas pelas células, como hormônios e enzimas, e que percorre através da circulação linfática.

Função: a linfa ajuda a drenar o excesso de água e resíduos do organismo, além de transportar os glóbulos brancos para todo o corpo, ajudando a combater infecções.

2. Vasos linfáticos

Os capilares são vasos linfáticos pequenos e finos que coletam a linfa, e à medida que percorrem o caminho para levar a linfa para o coração, aumentam de tamanho e formam os vasos linfáticos.

Função: os capilares e os vasos linfáticos coletam e levam a linfa para ser filtrada nos linfonodos. Ao final do trajeto e filtração, os vasos linfáticos liberam a linfa, já filtrada, nos dutos torácicos, estrutura que vai do abdômen ao pescoço.

3. Dutos linfáticos

São grandes canais linfáticos, conhecidos como duto linfático esquerdo e duto linfático direito, onde os vasos linfáticos esvaziam a linfa, já filtrada. Esses dutos se conectam ao coração, por onde a linfa passa antes de retornar para a corrente sanguínea.

Função: o duto torácico coleta e conduz a maior parte da linfa do corpo para o sangue, ajudando a manter  o volume de sangue e a pressão arterial normais, além de evitar o acúmulo de líquido, conhecido como edema.

4. Órgãos linfáticos

Os órgão linfáticos são órgãos, distribuídos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, que são estimulados sempre que há uma infecção ou inflamação. Os principais órgãos linfáticos são:

  • Medula óssea: é um tecido macio e esponjoso localizado dentro de ossos longos, como quadril e o esterno, que tem a função de produzir as diversas células sanguíneas, incluindo os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas;
  • Timo: é uma glândula localizada na parte superior do tórax, que tem a função de desenvolver e multiplicar os linfócitos T, células da medula óssea que ajudam a combater microrganismos, especialmente nos primeiros anos de vida;
  • Baço: é o maior órgão linfático, localizado na parte superior esquerda do abdômen, acima do estômago, sendo responsável por produzir os linfócitos, além de filtrar o sangue, eliminando micro-organismos e células envelhecidas;
  • Apêndice: o apêndice contém tecido linfóide que ajuda a combater bactérias antes de chegarem ao intestino. Além disso, acredita-se que o apêndice também armazena bactérias benéficas, ajudando a equilibrar a flora intestinal, após uma infecção.

Existem ainda as tonsilas, conhecidas também como amígdalas, que são aglomerados de nódulos linfáticos, localizados na boca, além das placas de Peyer, que estão situadas no intestino, e que também são responsáveis por produzir células do sistema imune e auxiliar na proteção contra microrganismos.

5. Linfonodos

Os linfonodos são pequenas glândulas encontradas em regiões como axila, virilha e pescoço que são responsáveis por filtrar a linfa, removendo bactérias, vírus e células cancerígenas, além de produzirem e armazenarem linfócitos e outras células do sistema imunológico que combatem os microrganismos presentes na linfa.

Principais doenças do sistema linfático

Algumas situações podem provocar alterações no funcionamento do sistema linfático, resultando em doenças, como:

1. Filariose

A filariose, também conhecida como elefantíase, é uma das principais doenças do sistema linfático, sendo causada pelo parasita Wuchereria bancrofti, que é transmitido para as pessoas por meio da picada do mosquito do gênero Culex sp.

Nessa doença, o parasita atinge os vasos linfáticos e bloqueia o fluxo da linfa, causando inchaço do órgão que teve sua circulação obstruída. Conheça os sintomas e saiba como tratar a filariose.

2. Câncer

Alguns tipos de câncer podem acontecer nos vasos e órgãos da circulação linfática, como o linfoma, um tipo de câncer onde a multiplicação dos linfócitos é aumentada, comprometendo a circulação linfática e resultando na formação do tumor, podendo levar a sintomas, como mal estar, coceira e perda de peso. Conheça outros sintomas e as principais causas do linfoma.

Além disso, alguns tipos de câncer também podem bloquear os canais linfáticos, atrapalhando a circulação da linfa.

3. Alergias

Alergias são reações do organismo contra substâncias, como poeira, pólen e fumaça de cigarro, podendo causar situações, como rinite alérgica, asma, conjuntivite e dermatite.

As alergias acontecem quando o organismo aumenta a produção das células de defesa para tentar combater as substâncias, levando a inflamação e sintomas como espirros, corrimento nasal, entupimento do nariz ou dificuldade ao respirar.

4. Linfonodos aumentados

Os linfonodos estão aumentados, devido a infecções, como faringite, mononucleose ou infecção por HIV, ou ainda podem estar aumentados devido a uma infecção ou câncer.

Já a linfadenite é uma inflamação causada por microrganismos nos nódulos ou glândulas linfáticas, que ficam aumentados e moles.

5. Malformação do sistema linfático

Malformações do sistema linfático também podem causar alterações na circulação da linfa, podendo acontecer devido a alterações nos vasos ou gânglios linfáticos. Ao prejudicar a circulação da linfa para a corrente sanguínea, essas situações podem causar o linfedema, que é o inchaço gerado pelo acúmulo de linfa e líquido no corpo.

Leia também: Linfedema: o que é, sintomas, causas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/linfedema

6. Lesões em órgãos do sistema linfático

Lesões em órgãos do sistema linfático, como medula óssea, baço e linfonodos, causadas por pancadas ou como consequência de tratamentos com medicamentos, também podem alterar a circulação linfática.

Mulheres que passam pelo tratamento de câncer de mama com radioterapia ou retirada dos gânglios linfáticos da região da axila, por exemplo, podem apresentar alterações na capacidade de drenagem da linfa.

Quando ir ao médico

É importante procurar a orientação de um médico ao apresentar cansaço extremo ou sinais como inchaço por muito tempo, sem causa aparente ou que atrapalhe as atividades diárias, perda de peso e febre.



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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Endometriose intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento

Endometriose intestinal é a implantação do tecido do endométrio, que reveste a parte interna do útero, no intestino, causando sintomas como alteração dos hábitos intestinais e dor abdominal intensa, especialmente durante a menstruação.

O tecido do endométrio pode afetar qualquer parte do intestino, sendo mais comum na parte inferior do intestino, acima do reto. Além disso, também é comum afetar outros órgãos pélvicos, como ovários, tubas uterinas ou bexiga, por exemplo. 

Leia também: Endometriose: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/endometriose

O tratamento da endometriose intestinal é feito pelo ginecologista e varia conforme a gravidade dos sintomas e extensão da endometriose, podendo incluir a cirurgia para retirar os focos de endometriose no intestino e o uso de remédios para aliviar os sintomas.

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Sintomas de endometriose intestinal

Os principais sintomas da endometriose intestinal são:

  • Dor ou dificuldade para evacuar;
  • Cólicas na parte inferior do abdome;
  • Inchaço na barriga;
  • Dor no abdome durante o contato íntimo;
  • Diarreia persistente ou prisão de ventre;
  • Dor persistente durante a menstruação;
  • Presença de sangue nas fezes.

Estes sintomas tendem a piorar durante a menstruação, mas também podem surgir fora do período menstrual, sendo confundidos com outros problemas intestinais, como a síndrome do intestino irritável. Saiba identificar todos os sintomas da endometriose no intestino.

É ainda comum que a endometriose intestinal não cause sintomas, sendo identificada em exames de rotina, como a colonoscopia, por exemplo.

Endometriose intestinal é grave?

A endometriose intestinal é uma forma grave da endometriose, pois o crescimento dos nódulos ou o desenvolvimento de tecidos cicatriciais podem obstruir o intestino, exigindo uma intervenção médica urgente.

Além disso, a inflamação crônica associada à endometriose profunda pode fixar e aderir a alça intestinal a outros órgãos pélvicos, como o útero e os ovários.

Teste online de endometriose

Se acha que pode ter endometriose, selecione os seus sintomas para descobrir quais as chances:

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O teste de sintomas de endometriose é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o ginecologista.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da endometriose intestinal é feito pelo ginecologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, exame ginecológico e retal e exames de imagem.

Marque uma consulta com o ginecologista na região mais próxima de você:

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Exames para endometriose intestinal

Os principais exames para endometriose intestinal são:

  • Ultrassom transvaginal, pélvica ou retal;
  • Raio X com enema opaco;
  • Ressonância magnética;
  • Colonoscopia;
  • Videolaparoscopia.

Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico da endometriose intestinal e a descartar condições com sintomas semelhantes, como síndrome do intestino irritável, apendicite e doença de Crohn, por exemplo.

Leia também: 5 exames para detectar a endometriose tuasaude.com/exames-para-endometriose

Possíveis causas

A causa exata da endometriose intestinal não é completamente conhecida, mas sabe-se que ocorre devido a implantação do tecido do endométrio, que é a parte mais interna do útero, no intestino.

No entanto, existem algumas teorias da causa da endometriose, como a da menstruação retrógrada, em que as células do endométrio que deveriam ser eliminadas durante a menstruação retornam no sentido contrário e atingem a parede do intestino, além de poder também afetar os ovários.

Além disso, mulheres que têm familiares próximos, como mãe ou irmã, com endometriose intestinal, podem ter mais risco de desenvolver a mesma doença.

Leia também: Endometriose no ovário: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/endometriose-no-ovario

Tipos de endometriose intestinal

Os principais tipos de endometriose intestinal são:

1. Endometriose intestinal profunda

A endometriose intestinal profunda no intestino ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio cresce e invade a parede intestinal e as estruturas próximas.

Leia também: Endometriose profunda: o que é, sintomas e tratamento (pode virar câncer?) tuasaude.com/endometriose-profunda

2. Endometriose intestinal superficial

Na endometriose intestinal superficial, as células do endométrio são encontradas apenas na parte externa, na superfície do intestino.

Como é feito o tratamento

Conforme os sintomas e a gravidade da doença, o tratamento para endometriose intestinal inclui:

1. Cirurgia

A cirurgia para endometriose intestinal é um dos principais tratamentos, sendo feito pelo ginecologista, gastroenterologista e/ou proctologista, para retirar o tecido endometrial localizado no intestino, o que ajuda a aliviar os sintomas.

A maioria das cirurgias são realizadas sem grandes cortes, apenas por videolaparoscopia com a introdução dos instrumentos cirúrgicos através de pequenos cortes na barriga.

Mas em algumas situações pode ser necessário a cirurgia tradicional em que é feito uma incisão maior no abdômen, mas esta escolha só é feita após a análise das áreas do intestino que estão afetadas pela endometriose.

Leia também: Cirurgia de endometriose: indicações, como é feita (e recuperação ) tuasaude.com/cirurgia-para-endometriose

2. Remédios

Após o tratamento inicial com cirurgia, pode ser necessário que o tratamento continue por meio do uso de remédios indicados pelo ginecologista.

Alguns remédios são os anti-inflamatórias, as pílulas anticoncepcionais combinadas ou só com progesterona, os adesivos contraceptivos, as injeções anticoncepcionais ou o uso do DIU hormonal, por exemplo.

Leia também: 7 tratamentos para endometriose (remédios, cirurgia e opções naturais) tuasaude.com/tratamento-para-endometriose

Além disso, é necessário seguir o acompanhamento com ginecologista e fazer exames regularmente para monitorar a recuperação e observar se o tecido endometrial não volta a crescer no intestino.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Refluxo biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento

O refluxo biliar acontece quando a bile, que é liberada da vesícula biliar para a primeira porção do intestino, volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.

Quando isso acontece, podem ocorrer alterações nas camadas protetoras de muco e aumento do pH no estômago, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como dor abdominal, sensação de queimação no peito e vômitos amarelos, por exemplo.

Para aliviar os sintomas e tratar o refluxo biliar, também chamado de refluxo duodenogástrico, o gastroenterologista pode recomendar a o uso de remédios que aliviam os sintomas e favorecem a circulação da bile, no entanto nos casos mais graves, em que não há melhora com o uso de remédios, pode ser necessário realizar uma cirurgia.

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Sintomas de refluxo biliar

Os principais sintomas de refluxo biliar são:

  • Dor abdominal superior;
  • Sensação de queimação no peito;
  • Náusea;
  • Vômito verde ou de cor amarelada;
  • Tosse ou rouquidão;
  • Perda de peso;
  • Maior risco de proliferação bacteriana.

Embora os sintomas sejam muito semelhantes com os do refluxo gastroesofágico, estes são considerados problemas distintos e, por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito por um gastroenterologista.

Leia também: Vomitar bile: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/vomitar-bile

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do refluxo biliar é feito pelo gastroenterologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e histórico de saúde.

Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico deve indicar a realização de exames, como endoscopia e impedância esofágica, que ajudam a verificar se existe refluxo da bile para o esôfago.

Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para investigar a possibilidade de refluxo biliar:

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Possíveis causas

O refluxo biliar acontece quando o esfíncter pilórico, que separa o estômago do duodeno, não funciona corretamente, o que pode acontecer como consequência de complicação de cirurgia gástrica, cirurgia de vesícula biliar ou presença de úlceras no estômago.

Em condições normais, a bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, sendo liberada quando há hemácias desgastadas e substâncias tóxicas para serem eliminadas e quando há gordura para ser degradadas, sendo nesse caso transportada até o duodeno e misturada com o alimento para que haja o processo de degradação. Em seguida, a válvula pilórica abre e permite apenas a passagem do alimento.

No entanto, como consequência das situações já citadas, a válvula não fecha corretamente, o que permite que a bile volte para o estômago e esôfago, resultando no refluxo biliar.

Como é feito o tratamento

O refluxo biliar tem cura, porém seu tratamento pode ser mais demorado e, por esse motivo, é muito importante seguir adequadamente as orientações do gastroenterologista.

O mais comum é que sejam utilizados remédios indicados pelo médico, como o ácido ursodesoxicólico, que é uma substância que ajuda a promover a circulação da bile, reduzindo assim a frequência e intensidade dos sintomas.

Também podem ser indicados outros medicamentos, conhecidos como sequestradores dos ácidos biliares, que se ligam a estes no intestino, impedindo a sua reabsorção.

No entanto, quando os sintomas não melhoram com o uso de medicamentos, o gastroenterologista pode aconselhar a realização de uma cirurgia. Nesta cirurgia, conhecida por cirurgia de desvio, o cirurgião cria uma nova conexão para a drenagem da bile mais abaixo no intestino delgado, desviando a bile do estômago.



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