sexta-feira, 10 de abril de 2026

Paralisia do sono: o que é, causas, sintomas (e o que fazer)

A paralisia do sono é um transtorno em que a pessoa não consegue se movimentar ao acordar ou quando está tentando adormecer, podendo causar também outros sintomas como sensação de sufocamento, alucinações, angústia e/ ou medo intenso.

Não se sabe a causa exata da paralisia do sono. No entanto, esse problema é mais frequente em pessoas com idade entre os 20 e 30 anos que têm hábitos de sono irregulares, dormem pouco ou têm doenças como ansiedade ou narcolepsia.

Em caso de suspeita de paralisia do sono, é recomendado consultar um psiquiatra especialmente se os episódios forem frequentes. O tratamento pode envolver medidas para melhorar a qualidade do sono, psicoterapia e medicamentos antidepressivos em alguns casos.

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Principais sintomas

Os principais sintomas de paralisia do sono são:

  • Incapacidade de falar e movimentar o corpo, apesar da pessoa estar consciente;
  • Sensação de medo intenso ou angústia durante o episódio;
  • Sensação de pressão no peito ou dificuldade para respirar;
  • Alucinações visuais, como ver pessoas ou sombras perto;
  • Alucinações auditivas, como escutar vozes ou ruídos estranhos;
  • Sensação de estar flutuando, fora do corpo ou caindo.

Os sintomas da paralisia do sono normalmente passam espontaneamente após um período que varia de segundos a poucos minutos ou caso a pessoa seja estimulada, por algum barulho ou ao ser tocada, por exemplo.

Apesar dos sintomas poderem ser intensos, a paralisia do sono não é perigosa e os órgãos vitais continuam funcionando normalmente.

Paralisia do sono pode matar?

A paralisia do sono não coloca a vida da pessoa em risco, embora possa causar sintomas angustiantes como a sensação de sufocamento ou peso sobre o peito. Durante os episódios, os músculos da respiração e todos os órgãos vitais continuam funcionando normalmente.

No entanto, a paralisia do sono é comum em pessoas com narcolepsia, que é uma doença mais séria que afeta o ciclo do sono e pode colocar a vida pessoa em risco se não tratada adequadamente. Entenda melhor o que é narcolepsia.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da paralisia do sono normalmente é feito pelo psiquiatra ou clínico geral levando em consideração o histórico de saúde da pessoa, medicamentos utilizados e os sintomas presentes, que são bastante característicos.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o psiquiatra mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

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Além disso, o médico também pode indicar exames, como eletroencefalograma ou polissonografia, para descartar outras doenças como epilepsia e narcolepsia, que podem causar sintomas parecidos em algumas pessoas.

Possíveis causas

Embora não se conheça a causa exata, a paralisia do sono acontece devido a um problema de comunicação entre o cérebro e o corpo durante o sono, em que o cérebro demora a devolver o movimento ao corpo, causando uma paralisia temporária.

Alguns fatores que podem favorecer a ocorrência da paralisia do sono são:

  • Dormir poucas horas, insônia e baixa qualidade do sono;
  • Horários irregulares para dormir e acordar;
  • Estresse, ansiedade ou transtornos emocionais;
  • Dormir de boca aberta;
  • Jet lag ou mudanças frequentes de horário;
  • Cansaço excessivo ou sobrecarga física;
  • Consumo de álcool ou outras substâncias que alterem o sono;
  • Transtornos do sono, como a narcolepsia.

A paralisia do sono também pode estar associada a algum problema de saúde mental, como transtorno do pânico ou transtorno bipolar.

Na maioria dos casos, a paralisia não tem uma só causa, podendo acontecer por uma combinação de fatores. 

Tratamento para paralisia do sono

Não existe um tratamento específico para a paralisia do sono. Os sintomas tendem a desaparecer sozinhos após alguns segundos ou minutos, no entanto é possível sair mais rapidamente desse estado quando alguém toca a pessoa ou a chama, por exemplo.

O tratamento para paralisia do sono é feito para evitar os episódios e envolve medidas para melhorar a qualidade do sono, como dormir o suficiente e nos mesmos horários e evitar bebidas energéticas, e psicoterapia para ajudar a lidar com pensamentos negativos ao ir dormir. Veja mais dicas para ter uma boa noite de sono. 

Algumas vezes, o médico também pode indicar medicamentos, como alguns antidepressivos, para prevenir os episódios, sendo também importante tratar adequadamente outros problemas, como ansiedade e narcolepsia, caso existam.

Como sair da paralisia

Em caso de paralisia do sono, é recomendado manter a calma, tentar controlar a respiração e esperar que o episódio termine, já que pode durar poucos segundos ou minutos.

Em alguns, casos, pequenos movimentos, como tentar mover os dedos ou emitir um som, podem ajudar a sair mais rápido do episódio.

Como evitar

Para evitar os episódios de paralisia do sono é recomendado:

  • Dormir entre 6 a 8 horas por noite;
  • Ir para a cama sempre na mesma hora;
  • Acordar todos os dias na mesma hora;
  • Evitar bebidas energéticas antes de dormir, como café ou refrigerantes.

Na maior parte dos casos, a paralisia do sono surge apenas uma ou duas vezes durante toda a vida. Mas caso seja frequente, é aconselhado consultar um psiquiatra para avaliação.



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Dieta enteral: o que é, indicação, tipos (e como é feita)

A dieta enteral, ou nutrição enteral, é um tipo de alimentação que permite administrar todos os nutrientes, ou parte deles, sendo indicada para pessoas que não conseguem obter os nutrientes adequados com a alimentação normal.

Essa dieta é administrada através de um tubo, ou sonda de alimentação, que normalmente é colocada desde o nariz, ou da boca, até o estômago ou intestino. A dieta enteral também pode ser administrada por gastrostomia ou jejunostomia.

Leia também: Gastrostomia: o que é, como alimentar e cuidados com a sonda tuasaude.com/gastrostomia

Existem diferentes tipos de dieta enteral, como artesanal ou industrializada, que devem ser indicadas pelo médico ou nutricionista conforme o estado clínico da pessoa, as necessidades nutricionais, os tipos de dispositivo e a localização da sonda.

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Quando é indicada

A dieta enteral pode ser indicada em situações como:

  • Pessoas hospitalizadas em estado crítico, devendo ser iniciada nas primeiras 24 a 48 horas de internação;
  • Pessoas hospitalizadas com risco nutricional;
  • Pessoas em domicílio sem condições de alimentação oral adequada e adequação nutricional igual ou inferior a 60% da meta, como em casos de disfagia devido a doenças neurológicas, cardíacas e câncer do trato gastrointestinal;
  • Pessoas desnutridas ou com alto risco nutricional, com aceitação oral abaixo de 60% das necessidades por 1 a 2 semanas;
  • Idosos, quando a via oral é contraindicada ou quando a ingestão de alimentos por via oral for deficiente por mais de 3 dias seguidos;
  • Idosos que necessitam de grande oferta de nutrientes para recuperar a saúde e que não estão adequadamente supridas pela alimentação oral, como em casos de cicatrização de feridas, sarcopenia, grandes cirurgias e queimaduras;
  • Idosos, quando a alimentação e a suplementação não atendem as necessidades diárias de energia e proteínas, ou quando esse aporte calórico extra for necessário para melhorar a qualidade de vida;
  • Idosos, quando a alimentação oral aumenta o risco de broncoaspiração e pneumonia aspirativa;
  • Pessoas com câncer e que não conseguem comer nenhum alimento por mais de 1 semana, ou ingerir menos de 60% da necessidade diária por mais de 2 semanas mesmo após aconselhamento e uso de suplementos orais;
  • Pessoas com diabetes, iniciada em 24 a 48 horas, quando a alimentação oral for contraindicada ou insuficiente por 3 a 7 dias, mesmo com o uso de suplementos;

A dieta enteral também pode ser indicada para idosos, quando a ingestão de alimentos por via oral é impossível, como em casos de lesões graves de cavidade oral, cirurgias de face e/ou cabeça e pescoço, obstruções completas de trato gastrintestinal e fístulas com grande perda de líquido.

A dieta enteral é indicada para pessoas que não conseguem satisfazer as necessidades nutricionais com a alimentação normal, pela via oral. No entanto, o intestino da pessoa precisa estar funcionando bem parcial ou totalmente.

Além disso, também se pode oferecer a dieta enteral, de forma gradativa, como forma de transição entre a nutrição parenteral, à medida em que a tolerância da pessoa apresenta melhora.

Diferença entre dieta enteral e parenteral

A dieta parenteral, ou nutrição parenteral, é um método de alimentação feito por via intravenosa, onde os nutrientes, ou parte deles, são administrados diretamente na corrente sanguínea, por meio de um cateter venoso.

Este tipo de dieta é indicada quando o trato gastrointestinal da pessoa não possui condições adequadas para absorver nutrientes ou quando a via enteral é contraindicada ou inviável.

Leia também: Nutrição parenteral: o que é, para que serve e como administrar tuasaude.com/nutricao-parenteral

Já na dieta enteral os nutrientes são oferecidos diretamente no trato digestivo, por meio de sondas ou ostomias. Este tipo de dieta normalmente é a preferida por ter menor custo e efeitos benéficos na preservação da integridade da mucosa intestinal e da imunidade.

Tipos de dieta enteral

Os tipos de dieta enteral variam conforme o preparo e a composição nutricional.

1. Tipos de dieta enteral quanto ao preparo

A tabela a seguir traz os tipos de dieta conforme o preparo:

Tipo de dieta O que é Vantagens Desvantagens
Dieta artesanal ou caseira É a dieta feita a partir de alimentos in natura, como carnes, legumes, frutas, leite e óleos, que são liquidificados e coados para administração pela sonda. Pode ter um custo financeiro aparentemente menor e permite uma grande individualização da fórmula quanto à composição nutricional e ao volume. É muito difícil garantir o alcance da quantidade exata de proteínas e calorias; pode ficar muito viscosa e obstruir a sonda e apresenta um alto risco de contaminação microbiológica.
Dieta industrializada de sistema fechado É uma dieta estéril, envasada industrialmente em um recipiente hermeticamente fechado e adequado para conexão direta ao equipo de administração. Menor risco de desperdício e contaminação microbiológica, e garante a precisão das calorias e proteínas prescritas. Não oferece facilidade de individualização de volume e composição nutricional exata que uma dieta artesanal ou manipulada permite; Tem um custo aparentemente maior.
Dieta industrializada de sistema aberto

São fórmulas industriais que requerem manipulação antes da administração.

Podem ser na forma de pó, que exige reconstituição com água filtrada ou mineral, ou líquidas em frascos, garrafas ou latas, que precisam ser transferidas para o frasco de alimentação da pessoa.

Pode ser encontrada tanto na forma líquida quanto em pó, permitindo a reconstituição seguindo uma prescrição dietética específica;

Pode ser preparada e administrada tanto no hospital quanto no ambiente domiciliar;

Pode ser usado de forma segura, desde que sejam adotados procedimentos rigorosos de higiene e manuseio durante o preparo e administração.

Possui maior risco de contaminação e validade mais curta após o preparo;

Possui alto índice de desperdício e fornece, em média, apenas 74% do volume de dieta prescrito, o que pode dificultar que a pessoa atinja a sua necessidade calórica diária;

Necessita de lavagem rigorosa do equipo após a infusão de cada frasco de dieta, para evitar o acúmulo de resíduos que favorecem o crescimento de bactérias.

Dieta industrializada de sistema misto Combina a dieta artesanal com dietas industrializadas ou módulos nutricionais industrializados (como adição de proteína em pó ou carboidratos à sopa liquidificada)

Garante que uma parte dos nutrientes essenciais seja fornecida de forma precisa por meio dos produtos industrializados.

É uma boa opção para uso domiciliar quando a família precisa usar a via artesanal, mas a equipe de saúde precisa garantir uma quantidade mínima segura de nutrientes

Só pode ser indicada se a moradia apresentar boas condições higiênico-sanitárias;

É contraindicada se a pessoa estiver desnutrida, tiver lesão por pressão (escaras) ou tiver uma meta nutricional alta (acima de 2000 calorias diárias);

O paciente A pessoa precisa de acompanhamento rigoroso e frequente da equipe multiprofissional;

Maior risco de contaminação microbiológica e instabilidade física, que pode obstruir a sonda, e instabilidade organoléptica, quando comparada ao uso exclusivo de dietas industrializadas.

A escolha do tipo de dieta enteral deve ser baseada nas condições clínicas da pessoa, no ambiente em que a terapia será administrada, na necessidade de garantir o aporte nutricional prescrito e na redução dos riscos de contaminação.

2. Tipos quanto à composição

Conforme a composição, os tipos de dieta enteral são:

  • Fórmulas padrão (polimérica): são as que contém proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais, e também pode ter fibras alimentares, conforme as recomendações para uma população saudável;
  • Fórmulas modificadas (ou especializadas): são as que sofreram alterações na composição, como redução, aumento ou isenção de determinados nutrientes, para atender necessidades especiais devido à alterações metabólicas ou doenças;
  • Módulos nutricionais: são compostas por apenas um grupo de nutrientes, como módulo apenas de proteína, apenas de carboidrato, apenas de lipídio ou apenas de fibras, por exemplo. Servem para adequar uma dieta que esteja deficiente em um nutriente específico;
  • Dieta enteral oligomérica ou elementar: onde a proteína já vem quebrada em peptídeos ou aminoácidos, sendo indicada para pessoas com dificuldade de digestão ou absorção intestinal;

Existe também a dieta imunomoduladora, que é uma dieta enteral enriquecida com nutrientes específicos, como a arginina, o ômega 3, os nucleotídeos e a glutamina. O objetivo desta dieta é modular a resposta inflamatória, melhorar a função imunológica e ajudar na cicatrização.

Como administrar a dieta enteral

A dieta enteral pode ser administrada por meio de sonda nasoenteral ou nasogástrica ou ostomia (gastrostomia e jejunostomia), conforme a estabilidade clínica da pessoa, os tipos de dispositivo e a localização da sonda.

As formas de administração da dieta enteral são a contínua, que geralmente é de 12 a 24 horas e com bomba de infusão e a intermitente gravitacional ou em bolus, que é fracionado geralmente de 4 a 6 vezes por dia, em intervalos mínimos de três horas.

A dieta enteral também pode ser administrada na forma cíclica onde a infusão é contínua durante um período fixo do dia, como, por exemplo, por 10 horas durante a noite.

Cuidados durante a dieta enteral

Alguns cuidados importantes durante o uso da dieta enteral são:

  • No hospital, conferir no rótulo o nome da pessoa, o número do leito, a composição, o volume, a velocidade de infusão e o prazo de validade, conforme a prescrição médica ou nutricional;
  • Confirmar a localização e a permeabilidade da sonda antes de iniciar a infusão da dieta;
  • Posicionar a pessoa com a cabeceira da cama elevada a um ângulo entre 30º e 45º, durante a administração da dieta e 30 a 40 minutos após o término, para reduzir o risco de refluxo, regurgitação e pneumonia aspirativa;
  • Lavar o dispositivo com, no mínimo 20 ml de água mineral ou filtrada antes e após a administração da dieta, para garantir a permeabilidade e evitar obstruções;
  • Lavar corretamente as mãos e desinfectar as conexões da sonda e do equipo com álcool 70%;
  • Fazer a higiene bucal diária da pessoa, incluindo o uso de clorexidina, para reduzir o risco de colonização bacteriana e pneumonia associada à aspiração.;
  • Não adicionar remédios diretamente nas fórmulas de dieta enteral, para evitar incompatibilidades, obstrução da sonda ou alteração no efeito do medicamento.

Além disso, é importante que a equipe médica também fique alerta a sinais de intolerância gastrointestinal, como distensão abdominal, náuseas e vômitos.

Possíveis efeitos colaterais e complicações

Durante a dieta enteral podem surgir alguns efeitos colaterais, como diarreia, prisão de ventre, náuseas, vômitos e distensão abdominal.

Além disso, aumento do risco de flutuações na glicose, especialmente hiperglicemia, infecções gastrointestinais, broncoaspiração e pneumonia aspirativa, também são algumas complicações da dieta enteral.

As complicações que podem surgir relacionadas ao dispositivo incluem obstrução da sonda, erosão nas narinas, sinusite, escoriações e úlceras, e deslocamento da sonda, levando ao extravasamento da dieta para a cavidade abdominal, peritonite grave e até risco de óbito.

A síndrome da realimentação também pode ocorrer quando a nutrição é reintroduzida de forma muito agressiva ou rápida em pessoas com desnutrição severa ou em jejum prolongado.

Quando não é indicada

A dieta enteral não é indicada para pessoas com em situações de instabilidade hemodinâmica severa e metabólica, como quadro de choque não controlado, acidose lática e acidose metabólica grave e hipoxemia.

Pessoas com isquemia intestinal, obstrução intestinal, síndrome do intestino curto, síndrome compartimental abdominal e sangramento ou hemorragia digestiva alta não controlada, também não devem fazer esta dieta.

Além disso, a dieta enteral também é contraindicada para pessoas com intolerância e estase gástrica, e fístula de alto débito, quando não for possível posicionar a sonda em uma região distal à fístula.



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Paracetamol serve para dor de cabeça?

O paracetamol serve para aliviar a dor de cabeça, pois atua como analgésico e antitérmico, sendo indicado para o tratamento de dores de cabeça leves a moderadas.

O paracetamol é facilmente encontrado em farmácias, seja como genérico ou com nomes comerciais, como Tylenol, em diferentes formas, desde comprimidos, gotas ou xarope. Seu efeito costuma ser rápido no alívio da dor, iniciando entre 15 e 30 minutos após a ingestão.

Apesar de ser um medicamento seguro e vendido sem receita, é fundamental que o paracetamol seja usado com orientação de um médico ou farmacêutico, respeitando a dosagem indicada. O uso em excesso pode intoxicar o organismo e causar danos graves ao fígado. Saiba mais sobre o paracetamol e os possíveis efeitos colaterais.

Caso a dor de cabeça seja muito forte, frequente ou não melhore com o uso do remédio, é fundamental consultar um clínico geral ou neurologista para identificar se existe alguma causa que necessite de um tratamento mais adequado.



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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Fases do ciclo menstrual: quais são, sintomas (e como identificar)

As fases do ciclo menstrual são divididas nas fases folicular, ovulatória e lútea, sendo reguladas por interações hormonais entre o hipotálamo, a hipófise, os ovários e o útero.

O ciclo menstrual tem uma duração média de 28 dias, mas pode variar entre 21 e 35 dias, sendo um processo periódico onde o corpo da mulher se prepara para uma possível gravidez.

Leia também: Ciclo menstrual: o que é, fases, como contar e quantos dias dura tuasaude.com/ciclo-menstrual

As fases do ciclo menstrual iniciam na puberdade, com a primeira menstruação, por volta dos 12 anos, e encerram quando a mulher entra na menopausa, o que pode ocorrer entre os 45 e 56 anos.

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As fases do ciclo menstrual são:

1. Fase folicular

A fase folicular inicia no primeiro dia de sangramento menstrual e dura até a ovulação. Nesta fase, o hipotálamo estimula a hipófise a secretar hormônio folículo estimulante (FSH), que promove o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos.

Nesta fase, só um folículo se torna dominante, enquanto os outros regridem. O folículo dominante passa a produzir quantidades progressivas de estrogênio, especialmente o estradiol.

O aumento do estrogênio faz com que o endométrio cresça, engrosse e desenvolva novos vasos sanguíneos, preparando um ambiente favorável para receber um óvulo fertilizado.

Quando os níveis de estrogênio atingem um limite máximo na fase tardia, eles provocam um pico na produção do hormônio luteinizante (LH), que sinaliza ao folículo que é a hora de se romper e liberar o óvulo (ovulação).

Sintomas da fase folicular: os sintomas geralmente incluem sangramento vaginal, cólicas abdominais ou pélvicas, dor na região lombar, dor de cabeça e inchaço e sensibilidade nas mamas.

As mulheres também podem apresentar alterações de humor, fadiga e irritabilidade. Após o fim do sangramento menstrual e o avanço da fase folicular, o aumento na produção de estrogênio diminui esses desconfortos.

Duração: a duração desta fase tem uma duração média de 10 a 22 dias. Entretanto, em um ciclo normal de 28 dias, a fase folicular dura do 1º ao 14º dia.

Como identificar: essa fase é identificada pela presença de fluxo menstrual e temperatura mais baixa do corpo em repouso, medida ao acordar.

Nesta fase, é possível também identificar a presença de muco cervical após o término da menstruação, que inicia escasso e bastante viscoso e, ao se aproximar da fase final da fase folicular, aumenta de quantidade, fica elástico, aquoso e claro, similar à clara de ovo.

Leia também: O que é a fase folicular? tuasaude.com/medico-responde/o-que-e-a-fase-folicular

2. Fase ovulatória

A fase ovulatória, ou ovulação, é o momento fundamental do ciclo menstrual onde o folículo ovariano maduro se rompe e libera o óvulo para que possa ser fertilizado.

No final da fase folicular, quando os níveis de estrogênio atingem um limite crítico e máximo, causam um aumento súbito, rápido e massivo do LH, acompanhado por um pico menor do FSH.

Sob a influência desse pico de LH e da progesterona, os níveis de prostaglandinas e enzimas, como a colagenase e a plasmina, aumentam e começam a digerir a parede do folículo ovariano. Isso leva ao rompimento da parede folicular e na liberação explosiva do óvulo em direção à trompa de Falópio.

Sintomas da fase ovulatória: a mulher pode apresentar uma pontada, dor leve ou desconforto em apenas um dos lados da região pélvica, que está relacionada ao rompimento do folículo no ovário.

Nesta fase, existe uma alteração do muco cervical, que fica claro, muito elástico, tem grande volume e com aspecto semelhante à clara de ovo. Esta consistência favorece a entrada e sobrevivência dos espermatozoides em direção ao útero.

Devido aos altos níveis de estrogênio, as mulheres também apresentam um aumento no desejo sexual.

Duração: Essa fase é rápida e tem duração de 24 a 36 horas. Em um ciclo médio de 28 dias, a ovulação ocorre geralmente por volta do 12º ao 14º dia, em média 14 dias antes do início da próxima menstruação.

Como identificar: o teste de farmácia ou urina de LH detecta a presença e a elevação deste hormônio na urina, sendo uma forma de avaliar se a ovulação ocorrerá nas próximas horas.

Logo após a liberação do óvulo, o corpo lúteo começa a produzir progesterona, causando um aumento de 0,2 ºC a 0,3 ºC na temperatura corporal. Assim, medir a temperatura do corpo em repouso, logo ao acordar, ajuda a confirmar que a mulher ovulou.

Já o exame ultrassonografia transvaginal também pode identificar o folículo dominante crescendo e, posteriormente, confirmar o seu rompimento e o desenvolvimento do corpo lúteo vascularizado no ovário.

Leia também: Ovulação: o que é, como acontece e sintomas (com calculadora) tuasaude.com/o-que-e-ovulacao

3. Fase lútea

A fase lútea é a última fase do ciclo menstrual onde o corpo da mulher atua ativamente para preparar o útero para uma possível gravidez.

Após a liberação do óvulo durante a ovulação, o folículo ovariano vazio rompe e se transforma no corpo lúteo. O corpo lúteo passa então a secretar altas quantidades de progesterona, além de causar um pico de estrogênio.

O papel da progesterona nesta fase é amadurecer o endométrio. Este hormônio promove o desenvolvimento de glândulas complexas, o acúmulo de glicogênio e o aumento da área dos vasos sanguíneos, criando um ambiente ideal caso um óvulo fertilizado precise se implantar.

A progesterona também atua no colo do útero para engrossar e diminuir a elasticidade do muco cervical, deixando mais difícil a passagem de novos espermatozoides.

Se o óvulo não for fertilizado, o corpo lúteo começa a se degradar após a ovulação, provocando uma queda rápida nos níveis de progesterona e estrogênio, e ocorrendo, assim, a menstruação.

Caso ocorra uma gravidez, o embrião em desenvolvimento libera o hormônio hCG, que sinaliza ao corpo lúteo para continuar produzindo progesterona, impedindo a descamação do útero.

Sintomas da fase lútea: os sintomas estão ligados à síndrome pré menstrual e podem incluir dor nas costas, inchaço abdominal, dor e sensibilidade nas mamas, dor de cabeça, aparecimento de acne e fadiga.

As mulheres também podem apresentar prisão de ventre ou diarreia, irritabilidade, oscilações de humor, ansiedade, tensão e episódios de choro ou depressão, aumento do desejo por alimentos calóricos

Duração: esta fase dura aproximadamente de 12 a 14 dias na maioria das mulheres que têm um ciclo menstrual de 28 dias.

Como identificar: aumento na temperatura corporal em repouso em torno de 0,2 °C a 0,3 °C em relação à fase folicular, é uma forma de identificar que a ovulação ocorreu e que a mulher entrou na fase lútea.

Nesta fase, o muco cervical perde o aspecto aquoso, elástico e transparente, ficando novamente espesso, viscoso, opaco e reduzindo bastante na quantidade.

Além disso, pode-se também calcular esta fase, onde o número de dias entre a ovulação e a menstruação corresponde aos dias da fase lútea, que normalmente é de 14 dias para um ciclo de 28 dias.

Fases do ciclo menstrual e humor

A influência das fases do ciclo menstrual no humor da mulher inclui:

  • Fase folicular: as mudanças de humor e a irritabilidade ainda são os principais sintomas. Contudo, à medida em que a mulher entra na fase folicular média, quando os níveis de estradiol começam a subir e a de progesterona está baixa, os sintomas emocionais causados pela TPM normalmente encerram;
  • Fase ovulatória: o humor da mulher durante a fase ovulatória tende a ser mais positivo e estável. Nesta fase, o humor deprimido e os sentimentos negativos são melhores do que na fase lútea;
  • Fase lútea: o humor da mulher nesta fase tende a sofrer declínios e oscilações, surgindo a TPM, que é caracterizada por sintomas emocionais como alterações repentinas de humor, irritabilidade, ansiedade, tensão, humor deprimido e fadiga.

É importante ressaltar que as alterações de humor no ciclo menstrual variam muito de mulher para mulher.

A prática de exercícios físicos, como ioga, caminhada ou corrida, e o uso de fitoterápicos, como valeriana, passiflora, agnocasto e hipericão, por exemplo, são medidas que ajudam a regular o humor nestas fases do ciclo menstrual.

Leia também: 15 sintomas de TPM e como aliviar (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-tpm-tensao-pre-menstrual

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Dor nas articulações: 12 principais causas (e o que fazer)

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Lobotomia: o que é, para que serve (ainda existe?)

A lobotomia foi um procedimento cirúrgico cerebral que consistia em destruir ligações nos lobos frontais do cérebro, para tentar controlar transtornos mentais graves, como esquizofrenia, depressão profunda e ansiedade extrema.

Embora algumas pessoas apresentassem redução de sintomas, a lobotomia causava frequentemente efeitos colaterais graves, como perda de personalidade, apatia, dificuldades cognitivas e incapacidade de funcionar de forma independente.

Com o avanço da medicina, o surgimento de medicamentos psiquiátricos e técnicas mais seguras e precisas levou ao abandono da lobotomia, considerada hoje eticamente controversa e sem evidência científica suficiente.

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Para que serve

A lobotomia era um procedimento utilizado em pessoas com transtornos mentais graves e considerados incuráveis, com os objetivos de:

  • Controlar a agressividade, para reduzir comportamentos violentos ou crises de agitação em hospitais psiquiátricos;
  • Tratar psicoses, tentando eliminar alucinações e delírios em pessoas com esquizofrenia. Conheça os sintomas da esquizofrenia;
  • Aliviar angústia extrema, servindo como última alternativa em casos de depressão profunda ou ansiedade que não respondiam a outros tratamentos. Faça o teste de depressão.

Em alguns casos, o objetivo da lobotomia era apenas tornar a pessoa mais fácil de ser cuidada por familiares ou profissionais de saúde.

Apesar de deixar a pessoa mais calma, havia uma perda de criatividade e autonomia, o que acabou tornando a técnica condenada pela ciência.

Significado de lobotomia

O termo lobotomia vem do grego lobos, que significa lobo e tomē, que significa corte ou incisão. Ou seja, significa literalmente “corte do lobo”, referindo-se à cirurgia que corta ou destrói conexões nos lobos frontais do cérebro.

Lobotomia ainda existe?

A lobotomia não é mais usada atualmente como tratamento para doenças mentais, foi abandonada por ser perigosa, causar efeitos graves e não ter comprovação científica de eficácia.

A lobotomia frequentemente provocava efeitos colaterais severos, como perda de personalidade, apatia, dificuldades cognitivas e comprometimento da autonomia, tornando a vida diária da pessoa extremamente limitada.

Atualmente, existem tratamentos muito mais seguros e eficazes para doenças mentais graves, que incluem medicamentos psiquiátricos, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor. Saiba quais são e como tomar os antidepressivos.

Leia também: Antipsicóticos: para que servem, tipos e como usar tuasaude.com/antipsicoticos

Além de terapias modernas de neurocirurgia, como a estimulação cerebral profunda, cingulotomia estereotática e capsulotomia. 

Estes procedimentos são cuidadosamente planejados, guiados por imagens cerebrais e aplicados apenas em casos específicos, geralmente quando outras abordagens não surtiram efeito.

Como era feita a lobotomia

A lobotomia era realizada por neurocirurgiões ou, em alguns casos, por psiquiatras treinados, consistindo em cortar ou destruir conexões nos lobos frontais do cérebro.

As principais técnicas de lobotomia eram:

1. Lobotomia frontal

A lobotomia frontal, também chamada de lobotomia pré-frontal, consistia na abertura do crânio para que o cirurgião pudesse acessar os lobos frontais diretamente. 

O procedimento utilizava instrumentos cirúrgicos especializados, como leucótomos, para cortar ou destruir as fibras nervosas que conectavam os lobos frontais a outras áreas do cérebro. 

Geralmente, era necessária anestesia geral, devido à invasividade da cirurgia, embora os riscos de complicações fossem altos.

O tempo de recuperação física levava algumas semanas para a cicatrização completa das feridas, mas o impacto mental era imediato e permanente. 

Embora a pessoa pudesse caminhar em pouco tempo, passava por um longo período de reabilitação, no qual precisava reaprender tarefas básicas, como se alimentar sozinha, vestir-se, tomar banho e organizar suas atividades diárias.

2. Lobotomia transorbital

A lobotomia transorbital era uma técnica em que o cirurgião acessava os lobos frontais através da região atrás dos olhos, usando uma ferramenta semelhante a um picador de gelo, por isso chamada de \"técnica do picador de gelo\".

Diferente da lobotomia frontal, que exigia abrir o crânio, esse método era mais rápido e podia ser feito sem anestesia geral, com a pessoa geralmente colocada em inconsciência por choques elétricos breves.

Essa facilidade tornou a prática muito perigosa e banalizada, sendo aplicada até em consultórios e em pessoas com problemas leves, como insônia ou mau comportamento.

3. Lobotomia química

A lobotomia química era uma forma de intervenção cerebral que não envolvia cirurgia, mas o uso de medicamentos para alterar ou suprimir a atividade de regiões do cérebro, especialmente os lobos frontais. 

O objetivo era reduzir sintomas de transtornos mentais graves, como agressividade, ansiedade intensa ou psicose, de maneira semelhante à lobotomia cirúrgica. 

No entanto, esse método também podia causar efeitos colaterais significativos, incluindo alterações de personalidade, apatia, sedação excessiva e comprometimento cognitivo, e nunca se mostrou uma alternativa segura ou eficaz.



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Dor na bexiga: 12 principais causas (e o que fazer)

A dor na bexiga normalmente é causada por infecção urinária, mas também pode indicar pedra na bexiga, endometriose, prostatite, bexiga neurogênica ou câncer, por exemplo.

A dor na bexiga pode ser acompanhada de outros sintomas, como sensação de dor ou ardor ao urinar, sangue na urina, vontade frequente para urinar, incontinência urinária, sensação de esvaziamento incompleto, diminuição da quantidade de urina e, em alguns casos, febre e calafrios.

É importante consultar o urologista, ginecologista ou clínico geral, sempre que surgir a dor na bexiga, especialmente se piora rapidamente ou é acompanhada de outros sintomas, para que seja diagnosticada a sua causa e iniciado o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 3

As principais causas da dor na bexiga são:

1. Infecção urinária

A infecção urinária é a causa mais frequente de dor na bexiga, sendo normalmente acompanhada de outros sintomas como dor ou ardor ao urinar, urina turva e vontade frequente para urinar. Conheça outros sintomas de infecção urinária.

A infecção urinária é causada principalmente por bactérias naturalmente presentes no organismo, que podem se proliferar devido a um desequilíbrio da microbiota da região genital.

O que fazer: o tratamento deve ser recomendado pelo ginecologista ou urologista, senso geralmente feito com o uso de antibióticos como fosfomicina, nitrofurantoína, amoxicilina e ciprofloxacino.

É também recomendado beber bastante água ou sucos de fruta pois ajudam a eliminar a urina, contribuindo para a eliminação das bactérias.

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2. Síndrome da bexiga dolorosa

A síndrome da bexiga dolorosa é uma inflamação ou irritação crônica e não infecciosa da parede da bexiga resultando em sintomas como dor intensa na bexiga, urgência para urinar, vontade de urinar várias vezes, dor ou desconforto ao urinar ou dor durante a relação sexual.

As causas da cistite intersticial ainda não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que pode ocorrer devido a danos no revestimento da bexiga, problemas nos músculos do assoalho pélvico ou alterações no sistema imunológico.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do urologista que pode indicar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios para aliviar os sintomas.

Leia também: Síndrome da bexiga dolorosa: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/sindrome-da-bexiga-dolorosa

3. Bexiga neurogênica

A bexiga neurogênica é a incapacidade de controlar a bexiga ou o esfíncter uretral interno, que fica no colo da bexiga, resultando em incontinência urinária, sensação de esvaziamento incompleto na urina e, em muitos casos, dor na bexiga.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo urologista ou neurologista, podendo ser indicada a realização de fisioterapia, uso de remédios como oxibutinina ou tolterodina, passagem de sonda vesical ou, em alguns casos, cirurgia. Veja todas as opções de tratamento para a bexiga neurogênica.

4. Endometriose na bexiga

A endometriose na bexiga é quando o tecido do endométrio cresce nas paredes da bexiga, gerando sintomas como dor na bexiga, queimação ao urinar ou vontade frequente para urinar, especialmente durante a menstruação.

O que fazer: a endometriose na bexiga deve ser tratada com orientação do ginecologista, que pode indicar o uso de anticoncepcionais, anti-inflamatórios, a colocação do DIU Mirena e, nos casos mais graves, cirurgia.

5. Pedra nos rins

A pedra nos rins geralmente causa dor intensa final das costas ou na lateral do corpo, cólicas, náuseas e vômitos, e se desloca para qualquer parte do trato urinário, como ureteres, bexiga e uretra. Saiba identificar todos os sintomas de pedra nos rins.

Sintomas como necessidade de urinar frequentemente ou urgência em urinar, ou diminuição da quantidade de urina ou incapacidade para urinar, podem surgir quando a pedra bloqueia alguma parte do trato urinário.

O que fazer: deve-se procurar atendimento médico imediatamente para fazer analgésicos diretamente na veia para aliviar a dor.

Em alguns casos, o médico pode fazer cirurgia, como litotripsia, ureteroscopia ou nefrolitotomia, para remover ou partir a pedra em pedaços menores. Veja todas as opções de tratamento para a pedra nos rins.

6. Pedra vesical

A pedra vesical é uma pedra na bexiga que se forma quando os minerais presentes na urina, como sais de cálcio, ácido úrico, fosfato-amônio magnésio e/ou cistina, se cristalizam e se juntam na bexiga, podendo não causar sintomas.

No entanto, a pedra vesical pode causar irritação na bexiga ou bloquear a passagem da urina, levando ao surgimento de dor na bexiga, dificuldade ou incapacidade para urinar, ou aumento da frequência urinária.

O que fazer: o tratamento deve ser feito pelo urologista que inclui beber muita água para tentar eliminar a pedra da bexiga naturalmente, caso sejam pequenas.

Em alguns casos, o médico pode indicar uma cirurgia para remover as pedras, como a cistolitotripsia ou cistolitotomia, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da pedra na bexiga.

7. Câncer de bexiga

O câncer de bexiga é um tumor que pode afetar a camada interna da bexiga ou o músculo da bexiga, sendo que geralmente os sintomas iniciais são sangue na urina ou urina alaranjada ou vermelho escura.

À medida que a doença evolui, podem surgir outros sintomas, como jato de urina fraco, sensação de dor ou ardor ao urinar, dor na bexiga, dificuldade ou incapacidade para urinar, dor lombar, fraqueza ou perda de peso sem motivo aparente.

O que fazer: deve-se consultar o oncologista para iniciar o tratamento que pode ser feito com imunoterapia com BCG diretamente na bexiga, cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Veja como é feito o tratamento do câncer de bexiga.

8. Alterações na próstata

A dor na bexiga, em homens, também pode surgir devido alterações na próstata, como inflamações, infecções, como a prostatite, ou até câncer de próstata.

Além disso, outros sintomas que podem surgir devido a alterações na próstata são dor nos testículos ou no pênis, dor na região entre a bolsa escrotal e o reto, dor ao urinar, diminuição do jato de urina, ou presença de sangue na urina e/ou no esperma.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do urologista, conforme a causa, podendo ser indicado o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, para aliviar os sintomas, e o uso de antibióticos, no caso de infecções.

Já no caso de câncer de próstata, o tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia, por exemplo.

9. Uso de medicamentos

Alguns medicamentos, especialmente quimioterápicos, como ifosfamida, ciclofosfamida ou BCG, podem causar irritação do tecido da bexiga, cistite ou infecções urinárias, resultando em dor ou desconforto na bexiga, sensação de queimação e sangramento ao urinar, febre ou calafrios.

O que fazer: deve-se consultar o oncologista responsável pelo tratamento, que poderá indicar o uso de analgésicos para aliviar os sintomas, e antibióticos para combater a infecção.

10. Uso de sonda vesical

A sonda vesical é um tubo flexível inserido através da uretra até a bexiga, para drenar a urina, sendo indicada para aliviar a retenção urinária, esvaziamento da bexiga antes ou após cirurgias, administração de remédios ou controle da quantidade de urina, por exemplo.

No entanto, o uso prolongado da sonda vesical pode aumentar o risco de complicações, como infecção urinária, resultando em dor na bexiga, mal estar e febre.

O que fazer: o tratamento é feito pelo urologista ou clínico geral, com o uso de remédios antibióticos para combater a bactéria, analgésicos ou anti-inflamatórios para aliviar a dor e reduzir a febre.

Além disso, é recomendado também trocar ou retirar a sonda, de acordo com cada caso e da avaliação médica. Veja como cuidar da sonda vesical.

11. Inflamações nos órgãos da região na pelve

Algumas inflamações nos órgãos da região na pelve, podem causar dor abdominal e irradiar para outros locais, podendo dar a sensação de dor na bexiga.

Algumas das principais inflamações nos órgãos da região na pelve são doença inflamatória pélvica (DIP), doença inflamatória intestinal ou síndrome do cólon irritável, ou inflamações de músculos ou articulações da pelve.

O que fazer: deve-se consultar o urologista, no caso de homens, ou o ginecologista, no caso de mulheres, para identificar a causa da dor na bexiga, e assim, iniciar o tratamento específico, de acordo com sua causa.

12. Gravidez

A dor na bexiga na gravidez pode surgir devido às mudanças corporais que a mulher sofre durante este período, devido ao maior relaxamento da bexiga e a pressão que o útero aumentado faz sobre os órgãos da pelve.

Além disso, durante a gravidez, a mulher tem maior tendência para desenvolver infecção urinária, e por isso é comum associar a dor na bexiga com a gravidez.

O que fazer: o tratamento da infecção urinária na gravidez deve ser feito com orientação do obstetra e envolve o uso de antibióticos seguros, como cefalexina, nitrofurantoína ou sulfametoxazol + trimetoprima.

Além disso, é recomendado também beber bastante água, não segurar o xixi e esvaziar a bexiga completamente sempre que for urinar.

Leia também: Infecção urinária na gravidez: sintomas, riscos e tratamento tuasaude.com/infeccao-urinaria-na-gravidez

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