terça-feira, 21 de julho de 2026

Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Anafilaxia é uma reação alérgica grave que se incia imediatamente ou algumas horas após ao contato a alguma substância alergênica, como alimento, medicamento, veneno de inseto ou material, por exemplo.

A anafilaxia é causada por uma reação exagerada do sistema imunológico, resultando em sintomas como dificuldade para respirar, inchaço na boca, língua ou rosto, formação de bolhas na pele ou urticária.

Leia também: Choque anafilático: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/choque-anafilatico

Em caso de suspeita de anafilaxia, também conhecida como choque anafilático, deve-se ir ao pronto-socorro imediatamente pois é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco de não tratada rapidamente.

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Sintomas de anafilaxia

Os principais sintomas de anafilaxia são:

  • Inchaço na garganta, lábios, língua e/ olhos;
  • Coceira e vermelhidão na pele;
  • Sensação de bolo na garganta, como se estivesse fechada;
  • Coceira na garganta;
  • Dificuldade para respirar, falta de ar ou sensação sufocamento;
  • Respiração mais ofegante, podendo ser notado chiado ao respirar;
  • Alteração dos batimentos cardíacos e diminuição da pressão;
  • Palidez;
  • Tontura ou desmaio.

Os sintomas da anafilaxia iniciam-se imediatamente após o contato com a substância alergênica, evoluindo rapidamente, geralmente dentro de uma hora.

A primeira hora após o surgimento dos sintomas é fundamental para o tratamento, pois a maioria dos casos de fatalidade ocorre nesse período, se não tiver atendimento médico rápido.

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O que fazer

Ao surgir os sintomas de anafilaxia ou choque anafilático deve-se levar a pessoa ao pronto-socorro imediatamente ou ligar para o SAMU, para que o tratamento seja feito o mais rápido possível.

Caso a pessoa não esteja respirando, deve-se iniciar a massagem cardíaca até que o socorro chegue. Saiba como fazer a massagem cardíaca.

Leia também: Primeiros socorros para choque anafilático (passo a passo) tuasaude.com/primeiros-socorros-para-choque-anafilatico

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da anafilaxia é feito no hospital pelo clínico geral através avaliação dos sintomas e do contato com substâncias alergênicas, não sendo necessários exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

Geralmente, a avaliação da anafilaxia é feita com a técnica ABCDE:

Técnica ABCDE O que avalia
A (airway ou vias aéreas) Verificação de obstrução das vias aéreas.
B (breathing ou respiração) Avaliação se a pessoa está respirando e se apresenta sintomas de estresse respiratório, como suor excessivo, pele e lábios azulados, dificuldade para respirar ou respiração abdominal.
C (circulation ou circulação) Avaliação do sistema circulatório, como pulso, pressão sanguínea, oxigenação e batimentos cardíacos.
D (disability ou incapacidade) Avalia o estado de consciência da pessoa.
E (exposure ou exposição) Avaliação física, verificando todo o corpo e locais que possam ter tido contato com substâncias alergênicas.

Desta forma, o médico deve iniciar o tratamento imediatamente para evitar complicações.

Diferença entre anafilaxia e alergia

Tanto a alergia como a anafilaxia são reações alérgicas que podem surgir ao ter contato com substâncias alergênicas, que são capazes de provocar uma resposta exagerada do sistema imunológico.

No entanto, a alergia costuma afetar partes específicas do corpo, podendo causar coceira e bolinhas elevadas na pele, diarreia, tosse, espirros e coriza, e não colocam a vida em risco.

Já a anafilaxia é uma reação alérgica grave, com sintomas que surgem de repente, de forma intensa e que se não tratada rapidamente pode colocar a vida em risco.

Leia também: Alergia: o que é, tipos, sintomas e tratamento tuasaude.com/alergia

Possíveis causas

A anafilaxia é causada por uma reação exagerada do sistema imunológico, ao ter contato com a substância alergênica.

Na anafilaxia o corpo produz anticorpos e substâncias, como histamina, leucotrienos e prostaglandinas, resultando nos sintomas agudos e intensos, podendo ser fatal se não for tratada rapidamente.

O que leva à anafilaxia?

Algumas substâncias alergênicas que podem levar à anafilaxia são:

  • Alimentos, como ovo, leite, soja, glúten, trigo, amendoim, nozes, peixe, camarão, moluscos, crustáceos e Kiwi;
  • Medicamentos, como antibióticos, dipirona, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, anestésicos ou vacinas;
  • Veneno de insetos, como abelhas, formigas, marimbondo ou vespas;
  • Materiais, como látex ou tecidos sintéticos;
  • Metais, como níquel, cobalto, cromo ou prata;
  • Ácaro, mofo, pólen, pelo ou saliva de animais.

Além disso, tintas, esmaltes, plantas, produtos cosméticos, contrastes radiológicos ou produtos medicinais, como iodo ou mercúrio, também podem causar anafilaxia.

Variações de temperatura, como no caso da alergia ao frio também pode resultar em anafilaxia.

Embora seja raro, a anafilaxia também pode ser causada pelo exercício, sendo conhecida como anafilaxia induzida pelo exercício. Saiba identificar o que pode estar na origem da alergia, através de um exame.

Como é feito o tratamento

O tratamento da anafilaxia é feito no hospital, para evitar complicações que podem colocar a vida em risco.

1. Uso de remédios

O uso de remédios para anafilaxia tem como objetivo a desobstrução e redução do inchaço das vias aéreas.

Os principais remédios para anafilaxia são:

  • Adrenalina, aplicada no músculo a cada 5 minutos até um máximo de 3 administrações. Em alguns casos, pode ser aplicada na veia pelo médico e também usada para nebulização;
  • Corticoides, como metilprednisolona ou hidrocortisona, aplicados na veia;
  • Anti-histamínicos, como difenidramina, cimetidina ou ranitidina, aplicados na veia ou no músculo;
  • Broncodilatadores, como salbutamol ou brometo de ipratrópio, na forma de inalação;
  • Vasopressina, quando a pessoa necessita de mais doses de adrenalina ou apresenta dor no peito ou arritmia após sua administração.

Nos casos da pessoa ter o risco de ter reações alérgicas graves, o médico pode receitar injeção de adrenalina para a pessoa ter sempre consigo, e usar em casos de emergência, até que seja atendida no hospital.

Leia também: Epinefrina: para que serve, como aplicar e efeitos colaterais tuasaude.com/epinefrina-adrenalina

2. Aplicação de soro na veia

Para a hipotensão causada pela anafilaxia, pode ser administrado soro fisiológico ou uma solução cristaloide diretamente na veia.

Depois disso, a pessoa fica em observação no hospital, onde são monitorados os seus sinais vitais.

Leia também: Sinais vitais: quais são, tabela (e como medir) tuasaude.com/sinais-vitais

3. Suporte respiratório

O suporte respiratório é feito com o uso de uma máscara com um reservatório de oxigênio para manter os níveis de oxigênio adequados no corpo e alcançar uma saturação de oxigênio entre 94 e 98%.

Caso seja necessário, pode ser feita uma intubação endotraqueal principalmente se a pessoa apresentar insuficiência respiratória com aumento de gás carbônico no sangue arterial, chamada hipercapnia. Entenda o que é hipercapnia.

Leia também: Intubação orotraqueal: o que é, para que serve (e como é feita) tuasaude.com/intubacao-orotraqueal

source https://www.tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia/

Toxoplasmose: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii e que geralmente não causa sintomas. Porém, pessoas com o sistema imunológico enfraquecido podem apresentar sintomas como ínguas, febre e dor muscular, por exemplo.

Essa doença pode ser transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelos cistos do parasita, do contato com as fezes de gatos infectados ou ainda da mãe para filho, por meio da passagem do parasita pela placenta.

Embora geralmente não cause sintomas, é importante que a toxoplasmose seja identificada e tratada de acordo com a orientação do médico, para evitar possíveis complicações, como cegueira, convulsões e óbito, por exemplo.

Leia também: Especialistas em toxoplasmose: qual médico consultar? tuasaude.com/especialistas-em-toxoplasmose
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Sintomas de toxoplasmose

Os principais sintomas de toxoplasmose são:

  • Ínguas no corpo, principalmente na região do pescoço;
  • Febre;
  • Dor muscular;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça e de garganta;
  • Dificuldade para enxergar;
  • Dor, lacrimejamento ou vermelhidão nos olhos.

Nos casos mais graves, a toxoplasmose pode afetar o cérebro ou os pulmões, causando falta de coordenação motora, confusão mental, convulsão, dificuldade para respirar ou falta de ar, tosse seca e expectoração com sangue.

Entretanto, a toxoplasmose geralmente não causa sintomas em pessoas saudáveis. Assim, os sintomas são mais comuns em mulheres grávidas, pessoas em tratamento oncológico, submetidas recentemente a transplantes ou portadoras do vírus HIV, por exemplo.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose é feito pelo clínico geral ou infectologista, através da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa e do exame físico.

Para confirmar o diagnóstico, o médico solicita um exame de sangue simples. Conheça o exame de toxoplasmose IgG.

O médico também pode solicitar exames de imagem da cabeça, para investigar possíveis inflamações ou lesões no cérebro. Para mulheres grávidas com resultado positivo para toxoplasmose, o obstetra pode indicar uma amniocentese ou ultrassonografia.

Marque uma consulta com o especialista em toxoplasmose, usando a ferramenta a seguir:

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Exames de toxoplasmose

Os exames de toxoplasmose indicados pelo médico incluem:

  • Exame de sangue simples, para procurar a presença de anticorpos produzidos contra o parasita Toxoplasma;
  • Exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética da cabeça, se o médico suspeitar que a toxoplasmose atingiu o cérebro;
  • Ultrassonografia ou amniocentese, durante a gravidez, para confirmar se a toxoplasmose foi transmitida da mãe para o bebê.

Já para avaliar se um bebê recém-nascido possui a infecção, o médico pode fazer exames oftalmológicos e neurológicos, tomografia computadorizada da cabeça e uma punção lombar para analisar o líquido cefalorraquidiano.

Transmissão da toxoplasmose

As principais formas de se pegar toxoplasmose são:

  • Ingestão de água contaminada;
  • Ingestão de frutas e vegetais mal higienizados, e leite não pasteurizado;
  • Consumo de carnes cruas ou mal cozidas, principalmente carne de porco, bovina ou de caça, como cordeiro ou veado, contaminados com T. gondii;
  • Ingestão de carne defumada ou embutidos feitos com animais contaminados com o parasita e que não foram processados conforme as condições de higiene adequadas;
  • Durante a gravidez através da passagem do parasita pela placenta, se a mulher contrai a infecção logo antes de engravidar ou durante a gestação.

O contato com os gatos infectados não é suficiente para que a toxoplasmose seja transmitida. A  transmissão para humanos acontece de forma acidental, quando a pessoa leva as mãos contaminadas à boca após limpar a caixa de areia do gato, trabalhar no jardim ou brincar na terra e areia contaminados com essas fezes.

Tipos de toxoplasmose

Os tipos de toxoplasmose são:

1. Toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose na gravidez, cientificamente conhecida como toxoplasmose congênita ou gestacional, é quando o bebê é infectado por essa doença ainda no útero da mãe, através da placenta.

A toxoplasmose na gravidez pode levar a consequências graves, como malformações do bebê, baixo peso ao nascer, parto prematuro, aborto ou óbito do bebê ao nascer.

Quando a infecção acontece no primeiro trimestre de gravidez, embora tenha menor chance de afetar o bebê, pode causar maiores riscos, pois o bebê ainda está em desenvolvimento.

Leia também: Toxoplasmose na gravidez: o que é, sintomas, tratamento (e riscos) tuasaude.com/toxoplasmose-na-gravidez

2. Toxoplasmose ocular

A toxoplasmose ocular acontece quando o parasita atinge o olho e afeta a retina, causando uma inflamação.

Essa doença pode afetar os dois olhos e os prejuízos na visão podem ser diferentes para cada olho, podendo ocorrer diminuição da visão, vermelhidão ou dor no olho e, quando não tratada a tempo, cegueira.

Essa complicação é mais comum de acontecer no bebê como consequência da infecção durante a gravidez, principalmente se o feto for infectado no início da gestação. No entanto, também pode ocorrer em pessoas com o sistema imunológico mais comprometido, apesar de ser pouco frequente.

Leia também: Toxoplasmose ocular: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/toxoplasmose-ocular

3. Toxoplasmose adquirida

A toxoplasmose adquirida acontece em pessoas com o sistema imunológico normal.

Na fase inicial, muitas pessoas não apresentam sintomas ou somente sinais leves e similares aos de uma gripe, como febre, dor no corpo e ínguas.

Após essa fase, a toxoplasmose entra em um estado crônico, onde o parasita forma cistos e fica adormecido no corpo por toda a vida, normalmente sem provocar problemas à saúde.

4. Toxoplasmose cerebral

Esse tipo de toxoplasmose é mais frequente em pessoas com o sistema imunológico gravemente comprometido, como diagnosticadas com HIV/AIDS, pessoas em tratamento oncológico ou que fizeram transplantes de órgãos e medula.

Normalmente, este tipo de toxoplasmose está relacionada com a reativação dos cistos de uma infecção antiga que estava adormecida no organismo, e que cruza a barreira hematoencefálica que protege o sistema nervoso e se multiplica no cérebro.

Os principais sintomas desse tipo de toxoplasmose são dores de cabeça intensas, febre, perda da coordenação muscular, confusão mental, convulsões e alterações da visão.

Caso não seja identificada e tratada rapidamente, esse tipo de infecção pode levar ao coma e colocar a vida da pessoa em risco.

Tratamento da toxoplasmose

A maioria das pessoas saudáveis não precisa de tratamento, pois o organismo é capaz de combater o parasita naturalmente.

Entretanto, conforme o estado de saúde da pessoa e o tipo dessa infecção, o tratamento indicado pelo médico inclui:

  • Analgésicos e antitérmicos, para aliviar os sintomas como febre ou dor;
  • Pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, para pessoas com o sistema imunológico enfraquecido;
  • Corticosteroides, para reduzir o edema no cérebro, em casos de toxoplasmose cerebral.

Nas mulheres grávidas e nos recém-nascidos, o tratamento pode ser feito com o antibiótico espiramicina, ou com a pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico, conforme orientação do obstetra e do pediatra.

Leia também: Tratamento para toxoplasmose (na gravidez, ocular e congênita) tuasaude.com/tratamento-para-toxoplasmose

A toxoplasmose tem cura?

A fase aguda da toxoplasmose tem cura, quando o tratamento é feito conforme a recomendação médica.

No entanto, não existem medicamentos que removem completamente o parasita do corpo humano, que fica adormecido no organismo.

Assim, em pessoas com o sistema imunológico comprometido, essa infecção pode ser reativada.

Prevenção da toxoplasmose

Alguns cuidados indicados para a prevenção da toxoplasmose são:

  • Beber somente água potável, filtrada ou mineral;
  • Cozinhar bem as carnes e evitar o consumo de carnes cruas, mal passadas ou curadas;
  • Evitar leite não pasteurizado, especialmente de cabra, ou produtos fabricados com ele;
  • Higienizar bem as frutas e os vegetais com água corrente e solução preparada com água e hipoclorito de sódio. Veja como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Lavar bem os utensílios da cozinha em água e sabão, como tábuas de corte, facas e bancadas, após manusear carne crua, para evitar a contaminação de outros alimentos;
  • Lavar bem as mãos com água e sabão sempre antes de comer ou preparar alimentos;
  • Usar luvas ao fazer jardinagem ou manusear terra e areia;
  • Limpar e desinfetar a caixa de areia dos gatos todos os dias, para diminuir o risco de transmissão;
  • Cobrir a caixa de areia em que a criança brinca, para evitar que gatos usem a caixa para eliminar as fezes.

Além disso, é recomendado também evitar o contato direto com fezes do gato, usando uma luva e máscara ao limpar a caixa de areia e ao recolher as fezes, e lavando as mãos após retirar as luvas.



source https://www.tuasaude.com/toxoplasmose/

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Intoxicação alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamentos

A intoxicação alimentar é uma condição que surge após o consumo de bebidas ou alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganismos, causando sintomas como vômitos, náuseas, diarreia e desidratação.

Essa situação pode acontecer devido à contaminação de alimentos e bebidas por bactérias, vírus, parasitas e fungos, por exemplo.

Leia também: 10 doenças causadas por alimentos contaminados tuasaude.com/3-doencas-causadas-por-alimentos-contaminados

Para tratar a intoxicação alimentar, deve-se repousar, beber mais líquidos e manter uma dieta leve. Porém, na presença de sintomas muito intensos, é recomendado ir ao hospital para receber os cuidados necessários e evitar complicações.

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Sintomas de intoxicação alimentar

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são:

  • Diarreia, que pode conter sangue;
  • Náusea e vômitos;
  • Cólicas ou dores abdominais;
  • Febre e calafrios, em alguns casos;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de mal estar geral.

Em casos mais graves, a pessoa também pode apresentar sintomas de desidratação, diarreia que dura mais de 3 dias, fraqueza muscular, vômitos frequentes, febre alta, confusão mental e dificuldade para enxergar ou falar, por exemplo.

Os sintomas de intoxicação alimentar podem surgir entre 30 minutos a 2 semanas após do consumo do alimento contaminado, conforme o tipo de toxina presente. Conheça todos os sintomas de intoxicação alimentar.

Mulheres grávidas, idosos, crianças e pessoas com sistema imunológico enfraquecido ou outro problema de saúde devem consultar o médico assim que os primeiros sintomas de intoxicação surgirem. Isso porque estes grupos têm o sistema imunológico mais fragilizado, havendo maior risco de desenvolver sintomas mais graves.

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Quanto tempo dura uma intoxicação alimentar?

A maioria dos sintomas de intoxicação alimentar duram de algumas horas a alguns dias.

Entretanto, a duração varia conforme o tipo de microrganismo que produziu a toxina, incluindo:

  • Intoxicação por Salmonella e o Campylobacter: de 2 a 5 dias;
  • Listeria: de 3 dias a 10 semanas;
  • E. coli: cerca de 1 semana;
  • Norovírus: de 1 a 3 dias.

Já a intoxicação alimentar provocada por rotavírus pode durar até 8 dias.

Leia também: Rotavírus: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/rotavirus

Teste online de sintomas

Para saber o risco de estar com intoxicação alimentar, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

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O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não devendo ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o clínico geral ou o gastroenterologista.

Como saber se é intoxicação alimentar

Para saber se é intoxicação alimentar, deve-se consultar o clínico geral ou gastroenterologista, que fará um exame físico e uma avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e do histórico de alimentação.

Em casos graves e persistentes, o médico pode indicar a realização de exame de sangue e um exame de fezes, para avaliar o estado geral de saúde da pessoa e identificar o microrganismo responsável pela intoxicação.

Diferença entre intoxicação e infecção alimentar

A infecção alimentar acontece quando se ingere alimentos ou água contaminados por microrganismos patogênicos vivos, como bactérias, vírus ou parasitas.

Já a intoxicação alimentar é caracterizada pelo consumo de alimentos e bebidas contendo as toxinas produzidas pelos microrganismos patogênicos.

O que causa intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é causada pela ingestão de toxinas de microrganismos patogênicos presentes nos alimentos, podendo acontecer devido à bactérias, como Listeria, E. coliStaphylococcus aureus, Campylobacter e Salmonella.

Além disso, alguns vírus, como Norovírus, parasitas e fungos também podem produzir toxinas que podem resultar em intoxicação alimentar.

Leia também: Aflatoxina: o que é, sintomas da intoxicação e riscos tuasaude.com/aflatoxina

A intoxicação alimentar acontece quando a pessoa consome água contaminada ou um alimento que não foi higienizado, manipulado ou cozido corretamente, ou ainda mal armazenado ou fora do prazo de validade.

Como é feito o tratamento

O tratamento para intoxicação alimentar inclui:

1. Autocuidados

Geralmente, a intoxicação alimentar melhora em alguns dias e não precisa de tratamento médico específico.

Entretanto, alguns autocuidados que ajudam a aliviar os sintomas são:

  • Repousar, para ajudar o organismo a poupar energia para combater a infecção e eliminar as toxinas;
  • Beber bastantes líquidos, como água, sucos de frutas naturais, bebidas isotônicas ou caldos;
  • Beber de 2 a 3 litros de soro caseiro por dia, em pequenos goles, várias vezes ao dia. Veja como fazer o soro caseiro;
  • Não preparar alimentos para outras pessoas durante a intoxicação;
  • Lavar sempre e bem as mãos com água e sabão.

Além disso, pode-se também consumir biscoitos salgados, do tipo água e sal, para ajudar a repor os eletrólitos perdidos. Saiba como tratar a intoxicação alimentar em casa.

2. Dieta

As recomendações da dieta durante a intoxicação incluem priorizar alimentos de fácil digestão, como arroz branco, sopas e frutas e legumes sem casca e cozidos, por exemplo.

Além disso, é importante evitar alimentos com fibras de difícil digestão, como frutas e legumes com casca, arroz integral e vegetais folhosos crus, alimentos com muita gordura e açúcar.

Leia também: O que comer durante a intoxicação alimentar tuasaude.com/o-que-comer-para-tratar-a-intoxicacao-alimentar

3. Remédio para intoxicação alimentar

De forma geral, os remédios não são indicados no tratamento da intoxicação alimentar, pois os sintomas costumam melhorar com o aumento da ingestão de líquidos e alimentação leve e saudável.

No entanto, quando os sintomas não melhoram e/ou são mais graves, o médico pode indicar o uso de remédios como metoclopramida, escopolamina, azitromicina e nitazoxanida. Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de probióticos.

A indicação destes remédios varia conforme a causa da intoxicação alimentar e podem ajudar a aliviar as náuseas, as cólicas intestinais, a dor no estômago, os vômitos ou a diarreia, e a evitar a desidratação. 

Leia também: 7 remédios para intoxicação alimentar (e opções naturais) tuasaude.com/remedio-para-intoxicacao-alimentar

Como evitar a intoxicação alimentar

Algumas dicas para evitar a intoxicação alimentar são:

  • Lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, durante e após o preparo de alimentos, antes de comer e após ir ao banheiro ou trocar fraldas;
  • Limpar e desinfetar tábuas de corte, bancadas e facas, com água quente e detergente após preparar cada tipo de alimento;
  • Lavar e higienizar frutas e vegetais, antes de consumi-los ou prepará-los. Veja como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Cobrir cortes ou feridas nas mãos com curativos à prova d\'água e evitar preparar comida para outras pessoas se estiver doente;
  • Manter alimentos crus e cozidos separados na geladeira, guardando carnes cruas em potes fechados nas prateleiras inferiores, por exemplo
  • Não lavar frango, peixes ou carnes crus, pois isso pode espalhar bactérias através da água que respinga na pia, nas bancadas e em outros alimentos próximos;
  • Cozinhar os alimentos completamente, até alcançarem uma temperatura interna de pelo menos 72°C a 75°C. Se possível, usar um termômetro na cozinha;
  • Guardar as sobras e alimentos cozidos na geladeira em até 2 horas após o preparo;

É recomendado também descongelar os alimentos sempre dentro da geladeira de um dia para o outro ou no micro-ondas. Nunca se deve deixar os alimentos descongelando em temperatura ambiente.



source https://www.tuasaude.com/sintomas-da-intoxicacao-alimentar/

7 sintomas de intoxicação alimentar e o que fazer (com teste online)

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são diarreia, dor abdominal ou cólicas, náusea, vômito, febre e calafrios, dor de cabeça e mal-estar geral.

A intoxicação alimentar também pode causar sintomas mais sérios, como diarreia com sangue, febre alta e desidratação, principalmente em idosos, crianças, grávidas e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

Leia também: Intoxicação alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamentos tuasaude.com/sintomas-da-intoxicacao-alimentar

O tratamento da intoxicação alimentar inclui o repouso, a ingestão de mais líquidos e uma dieta leve. No entanto, na presença de sintomas muito intensos, é recomendado ir ao hospital para receber o tratamento adequado e evitar complicações.

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Principais sintomas

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são:

  1. Diarreia;
  2. Dor abdominal ou cólicas;
  3. Náusea e vômito;
  4. Febre e calafrios;
  5. Dor de cabeça;
  6. Mal-estar geral;
  7. Desidratação, nos casos graves.

Em casos graves de intoxicação alimentar, a pessoa também pode apresentar febre acima de 38,9 ºC, diarreia com sangue ou pus, vômitos muito frequentes, confusão mental, irritabilidade ou letargia.

Em tipos menos comuns de intoxicação, como botulismo ou toxinas presentes em peixes e frutos do mar, podem surgir outros sintomas graves como visão embaçada ou dupla, dificuldade para engolir, paralisia, dores musculares e convulsões, por exemplo.

Pessoas idosas, bebês e crianças, grávidas e pessoas com o sistema imunológico fraco, têm um risco muito maior de desenvolver complicações mais sérias. Nestes casos, deve-se procurar um hospital ou atendimento médico de emergência, assim que surgirem os primeiros sintomas de intoxicação alimentar.

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Sintomas de intoxicação alimentar em criança

Os sintomas de intoxicação alimentar em criança são similares aos dos adultos. Entretanto, como as crianças, principalmente as com menos de 5 anos, têm um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, essa doença pode causar desidratação severa.

Assim, se a criança apresentar sede e boca seca, falta de fraldas molhadas por 3 horas ou mais, choro sem lágrimas, falta de energia, olhos ou bochechas afundados e irritabilidade, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.

Além disso, é fundamental ir a uma emergência pediátrica, se a criança tiver vômitos por mais de 12 horas, diarreia por mais de 2 dias, febre acima de 38 ºC.

Leia também: Emergência pediátrica: o que é, como funciona (e quando ir) tuasaude.com/emergencia-pediatrica

Crianças prematuras ou com histórico de outras condições médicas, têm ainda mais riscos e devem receber avaliação médica imediata na presença dos primeiros sintomas de intoxicação alimentar.

Teste online de sintomas

Se deseja saber o risco de estar com intoxicação alimentar, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:

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Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação. Por isso, não deve ser usado para diagnosticar ou substituir a consulta com o clínico geral ou o gastroenterologista.

O que fazer

Na maioria dos casos, a intoxicação alimentar passa dentro de alguns dias e não precisa de tratamento médico.

Entretanto, algumas medidas que podem ajudar a aliviar os sintomas incluem:

  • Beber muitos líquidos, como água, água de coco, sucos naturais de frutas e soro caseiro;
  • Repousar, para ajudar o organismo a combater a infecção;
  • Evitar cozinhar durante a intoxicação e por até 2 dias após o fim dos sintomas, para não transmitir os microrganismos para outras pessoas;
  • Não tomar remédios para interromper a diarreia sem consultar um médico, porque podem interferir na eliminação das toxinas pelas fezes, agravando os sintomas da intoxicação;
  • Priorizar os alimentos de fácil digestão, como arroz branco, sopas e frutas e legumes sem casca e cozidos. Veja o que comer na intoxicação alimentar.

Para aliviar as náuseas, o vômito ou a diarreia, prevenir a desidratação e de acordo com a causa da intoxicação alimentar, o médico poderá indicar remédios como sais de reidratação oral, metoclopramida, escopolamina e azitromicina, por exemplo.

Leia também: 7 remédios para intoxicação alimentar (e opções naturais) tuasaude.com/remedio-para-intoxicacao-alimentar

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Gripe aviária: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Gripe aviária é uma doença causada pelo vírus influenza A em aves que pode ser transmitida para humanos principalmente pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo da sua carne.

Os sintomas da gripe aviária, também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária, são muito semelhantes aos da gripe comum, incluindo febre, dor de garganta, mal-estar, tosse seca e coriza.

Porém, a gripe aviária pode evoluir rapidamente para pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo e, por isso, seu tratamento deve ser feito o mais rápido possível e geralmente envolve o uso de remédios e/ou internamento hospitalar.

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Sintomas da gripe aviária

Os principais sintomas de gripe aviária em humanos são:

  • Febre alta, acima de 38ºC, e calafrios;
  • Tosse seca;
  • Dor de garganta ou dor de cabeça;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Dor no corpo ou dor muscular;
  • Fadiga, fraqueza ou mal-estar geral; 
  • Dor abdominal.

Os sintomas da gripe aviária geralmente são leves a moderados, podendo também surgir vermelhidão e irritação nos olhos, sangramentos pelo nariz ou pela gengiva e, em alguns casos náuseas, vômitos ou diarreia.

A gripe aviária também pode pode causar sintomas, como falta de ar ou dificuldade para respirar, confusão mental ou convulsões.

Na presença de sintomas de gripe aviária, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para iniciar o tratamento e evitar complicações graves, como pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo.

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Quando surgem os sintomas?

Os sintomas da gripe aviária costumam aparecer 2 a 8 dias depois do contato ou ingestão de carne de algum tipo de ave infectada com o vírus influenza A, do tipo H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da gripe aviária é feito pelo clínico geral ou infectologista através da avaliação dos sintomas e histórico de contato direto recente com aves vivas ou manuseio ou contato desprotegido com aves cruas ou abatidas.

Para confirmar o diagnóstico, o médico deve solicitar exames de sangue e um teste de RT-PCR, em que é coletada uma amostra das secreções do nariz para verificar o tipo de vírus que está causando a infecção. 

Leia também: Exame PCR: o que é, para que serve e resultados tuasaude.com/exame-pcr

Gripe aviária é grave?

A gripe aviária geralmente causas sintomas semelhantes aos da gripe comum.

No entanto, tende a evoluir mais rápido, existindo um risco maior de complicações graves, como dificuldade respiratória, pneumonia ou sangramento, por exemplo.

Como acontece a transmissão

A transmissão do vírus da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer através de:

  • Contato com penas, fezes ou urina de aves infectadas;
  • Inalação de pequenas partículas das secreções do animal doente;
  • Ingestão de carne mal cozida de aves contaminadas;
  • Contato desprotegido com carne crua ou aves abatidas contaminadas.

Além disso, a transmissão de uma pessoa para a outra não é comum, havendo poucos casos nesta situação. 

No entanto, este vírus pode sofrer mutações e desenvolver a capacidade de passar de uma pessoa para outra através do contato com secreções ou gotículas do espirro e tosse.

Gripe aviária H5N2

O H5N2 é uma variante do vírus influenza A que também pode provocar surtos de gripe aviária, doenças graves e morte em aves, sejam aves domésticas ou selvagens.

No entanto, embora seja raro, o H5N2 também pode infectar humanos, principalmente pessoas que trabalham com aves, geralmente provocando sintomas febre, dor de garganta, de cabeça, muscular e tosse.

Até o momento, apenas 1 caso de morte por gripe aviária H5N2 em humano foi relatado, no México.

Como é feito o tratamento

Os tratamentos feitos pelo clínico geral ou infectologista para gripe aviária em humanos são:

1. Remédios para gripe aviária

O uso de remédios pode ser indicado pelo médico para ajudar a aliviar os sintomas da gripe aviária.

Os principais medicamentos para gripe aviária que podem ser indicados são:

  • Analgésicos, para diminuir a dor;
  • Antitérmicos, para baixar a febre;
  • Antieméticos, para aliviar as náuseas e os vômitos.

O médico pode ainda receitar remédios antivirais nas primeiras 48 horas após o inicio dos sintomas, podendo ser o oseltamivir e zanamivir, que servem para ajudar o corpo a combater o vírus da gripe aviária.

Os antibióticos não são indicados para gripe aviária, pois o que provoca a gripe aviária é vírus e não bactérias.

No entanto, caso a pessoa desenvolva infecções bacterianas ao mesmo tempo que a gripe aviária, o médico pode indicar o uso de antibióticos.

2. Internamento hospitalar

Em alguns casos, pode ainda ser necessário o internamento hospitalar para administração de soro fisiológico diretamente na veia para hidratação e oxigenoterapia nos casos de problemas respiratórios.

Nos casos mais graves, também pode ser indicada intubação ou ventilação mecânica.

Leia também: Ventilação mecânica: o que é, para que serve, tipos e riscos tuasaude.com/ventilacao-mecanica

Gripe aviária tem cura?

A gripe aviária tem cura, porém quando atinge os humanos costumam ser casos graves, que requerem atendimento rápido em um hospital.

Por isso em caso de suspeita de contaminação é importante procurar um serviço médico hospitalar o quanto antes.

Possíveis complicações

Após ser infectado pelo vírus da gripe aviária, a pessoa provavelmente irá desenvolver a forma mais simples, como uma gripe comum.

No entanto, podem surgir complicações como dificuldade respiratória ou pneumonia. Confira quais são os sintomas de pneumonia.  

As pessoas que podem ter maiores complicações são as crianças, idosos e pessoas com o sistema imune enfraquecido porque seu corpo demora mais tempo para reagir e para combater o vírus.

Assim, se estes forem contaminados deverão ficar internados para receber o tratamento adequado no hospital.

Como prevenir a gripe aviária

Algumas medidas para prevenir a gripe aviária são:

  • Evitar o contato direto com os animais infectados;
  • Usar sempre botas de borracha e luvas ao tratar de aves, tendo todo cuidado de higiene necessária;
  • Não tocar em aves mortas ou doentes;
  • Não entrar em contato com locais com fezes de aves silvestres;
  • Comer carne de aves bem cozida;
  • Lavar as mãos após manusear carne crua de aves.

Em caso de suspeita de que algum animal esteja contaminado ou se encontrar aves mortas deve-se entrar em contato com a vigilância sanitária para que sejam feitas análises.



source https://www.tuasaude.com/gripe-das-aves/

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Lipedema: o que é, sintomas, causas e tratamento

Lipedema é o acúmulo excessivo de gordura nas pernas, quadril e tornozelos, causando sintomas como sensação de peso nas pernas, inchaço ou dor ao toque, e desproporção corporal.

O lipedema é mais comum em mulheres e parece estar relacionado com alterações genéticas, metabólicas, hormonais ou inflamatórias.

O tratamento do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular e pode envolver drenagem linfática, terapia compressiva, fisioterapia e, em casos graves, lipoaspiração.

Veja o vídeo a seguir com o Dr. Guilherme e conheça mais sobre o lipedema:

LIPEDEMA: o que é, sintomas e tratamento (não é obesidade!)

09:23 | 6.128 visualizações

Sintomas de lipedema

Os principais sintomas do lipedema são:

  • Acúmulo de gordura nas duas pernas, glúteos, quadril e tornozelos;
  • Inchaço dos membros afetados e dor no local ao tocar ou caminhar;
  • Dificuldade para caminhar devido à gordura acumulada;
  • Presença de nódulos, que são identificados ao apalpar a região;
  • Dor nas articulações;
  • Perda de elasticidade da pele;
  • Sensação de pernas pesadas.

A pessoa também pode apresentar pequenos vasinhos vermelhos ou roxos sob a pele e bolsas ou caroços de gordura acima ou abaixo do joelho.

Além disso, quando não tratado adequadamente, o acúmulo de células de gordura causado pelo lipedema pode bloquear os vasos linfáticos, que são responsáveis por drenar o líquido dos tecidos para os vasos sanguíneos.

Leia também: 10 sintomas de lipedema (e como é o tratamento) tuasaude.com/lipedema-sintomas

Diferença entre lipedema e linfedema

O lipedema e o linfedema provocam inchaço nas pernas, no entanto, possuem causas diferentes.

O lipedema é o acúmulo anormal de gordura nas duas pernas, glúteos, quadris e tornozelos. 

Já o linfedema resulta do acúmulo de líquido, geralmente em apenas uma perna, braço, mão ou pé, aumentando o risco de infecções e dificultando a cicatrização. Entenda melhor o que é e sintomas do linfedema

Em alguns casos, a pessoa pode ter lipedema e linfedema ao mesmo tempo, sendo conhecido como lipolinfedema.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.

Se deseja confirmar o risco de lipedema, marque uma consulta com o médico mais perto da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar exames como ultrassom, ressonância magnética, tomografia computadorizada, linfocintilografia, absorciometria de raio X de dupla energia e espectroscopia de bioimpedância.

Outros exames para identificar a causa do lipedema são testes de função hepática e renal, exames de tireoide, perfil lipídico e resistência à insulina, por exemplo.

Estágios do lipedema

O lipedema pode ser classificado em estágios de acordo com os sintomas, incluindo:

Estágio do lipedema

Características

Estágio I

A superfície da pele é normal e o inchaço aumenta durante o dia, mas melhora com o repouso.

Estágio II

A superfície da pele é irregular, podendo ser observada a presença de sulcos, como a celulite.

Estágio III

O acúmulo de gordura é maior, sendo possível identificar deformidades, além de que a superfície da pele é mais áspera e endurecida.

Estágio IV

Além do acúmulo de gordura, é verificado o acúmulo de líquidos na região, o que dá origem ao linfedema.

O lipedema é uma condição crônica e progressiva, ou seja, evolui com o tempo, iniciando pelo estágio I, e quando não tratada pode alcançar o estágio IV.

Possíveis causas

A causa exata do lipedema não é totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja causada por fatores genéticos, uma vez que é comum de surgir em várias pessoas da mesma família.

Além disso, alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do lipedema, como alterações hormonais na puberdade, gravidez ou menopausa.

Como é feito o tratamento

Os principais tratamentos para lipedema são:

1. Exercícios físicos

Os exercícios físicos para lipedema ajudam a reduzir a inflamação, melhorar a drenagem linfática e reduzir a fibrose.

Assim, os exercícios físicos feitos regularmente e com orientação médica ajudam a aliviar os sintomas, como dor, desconforto e sensação de peso nas pernas, além de melhorar a mobilidade.

Alguns exercícios que podem ser indicados para lipedema são natação, hidroginástica, caminhada, bicicleta, dança, alongamentos, ioga ou Pilates, por exemplo.

Leia também: 16 benefícios da atividade física (e como começar) tuasaude.com/beneficios-da-atividade-fisica

2. Drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual pode ser indicada pelo médico para ajudar o corpo a eliminar o excesso de líquidos e toxinas, melhorando a drenagem de líquidos no corpo.

Além disso, esse tipo de tratamento para lipedema reduz a inflamação, o inchaço e a fibrose, ajuda a controlar a dor e o desconforto, reduz a fibrose, aliviando os sintomas.

A drenagem linfática manual deve ser feita pelo fisioterapeuta ou um profissional especializado nesse tipo de tratamento. Veja como fazer a drenagem linfática manual.

3. Terapia compressiva

A terapia compressiva para lipedema pode ser feita com o uso de meias de compressão ou roupas compressivas, como leggings, bermudas ou mangas de compressão, por exemplo.

O tratamento com terapia de compressão permite uma melhor drenagem linfática, reduzindo o inchaço das pernas ou braços.

4. Fisioterapia

A fisioterapia para lipedema pode ser indicada pelo médico e feita pelo fisioterapeuta com exercícios que ajudam a melhorar a circulação sanguínea, a drenagem de líquidos, proporcionando o alívio dos sintomas.

Além de exercícios, o fisioterapeuta pode realizar a drenagem linfática manual ou usar aparelhos como compressão pneumática ou endermoterapia, por exemplo.

Leia também: Endermoterapia: para que serve, como é feita e resultados tuasaude.com/endermologia

5. Dieta

A dieta para lipedema deve ser feita com orientação do nutricionista, junto com os outros tratamentos, para reduzir a inflamação do corpo, assim como levar a uma perda de peso.

Algumas dietas que parecem ter melhores resultados para o lipedema são a dieta anti-inflamatória, a dieta cetogênica e a dieta low carb, geralmente indicada quando a dieta cetogênica não apresenta bons resultados.

Leia também: Dieta anti-inflamatória: o que comer e o que evitar (com cardápio) tuasaude.com/alimentacao-anti-inflamatoria

6. Remédios

O uso de remédios agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Wegovy e Ozempic), liraglutida (Saxenda) ou tirzepatida (Monjauro) podem ser indicados pelo médico para controlar a diabetes e/ou perda de peso.

Esses remédios não são oficialmente indicados para o lipedema, mas podem ser usados em pessoas que sofrem de obesidade ou que tenham diabetes tipo 2.

O uso de remédios agonistas do GLP-1 só deve ser feito com indicação do endocrinologista, podendo ajudar a reduzir a quantidade de células de gordura e fibroses, e a aliviar os sintomas do lipedema.

7. Cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica pode ser indicada pelo médico quando a pessoa apresenta comorbidades, como pré-diabetes, diabetes ou aumento do risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, essa cirurgia não acaba com o lipedema, pois o tipo de gordura do lipedema é mais resistente, podendo até ficar mais visível após a perda de peso.

Por esse motivo, a cirurgia bariátrica só é indicada em alguns casos e após a cirurgia é recomendado continuar a fazer exercícios físicos, a drenagem linfática, a terapia compressiva e a dieta balanceada.

Leia também: Dieta pós-bariátrica: fases e o que comer (com cardápio) tuasaude.com/alimentacao-apos-cirurgia-bariatrica

8. Lipoaspiração

A lipoaspiração para lipedema pode ser indicada pelo médico quando os outros tratamentos não-cirúrgicos não foram eficazes para aliviar os sintomas.

Esse tipo de tratamento é feito retirando o excesso de gordura, poupando os vasos linfáticos, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida. Saiba como é feita a lipoaspiração e como é a recuperação.

Leia também: 15 tratamentos para lipedema (e quando fazer) tuasaude.com/lipedema-tratamento

Lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura, mas é possível controlar sua evolução com o tratamento recomendado pelo médico, pois ajuda a reduzir os sintomas e a melhorar a qualidade de vida.



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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Sacarose: o que é, fórmula (e faz mal?)

A sacarose é um carboidrato formado pela união da glicose e da frutose, e ocorre naturalmente em muitas plantas, sendo o principal componente do açúcar de mesa.

A principal função da sacarose é fornecer energia ao corpo. Este carboidrato também está presente em frutas e verduras, bem como em diversos alimentos e bebidas processados, quando adicionada durante o seu preparo.

Leia também: Carboidratos: o que são, tipos, para que servem e metabolismo tuasaude.com/carboidratos

Embora possa fazer parte de uma dieta equilibrada, o consumo excessivo de sacarose tem sido associado a efeitos negativos para a saúde, como ganho de peso, aumento do risco de obesidade e cárie dental.

Imagem gerada por IA
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Fórmula da sacarose

A fórmula da sacarose é C12H22O11. Essa fórmula indica que a molécula contém 12 átomos de carbono, 22 átomos de hidrogênio e 11 átomos de oxigênio.

A sacarose tem uma massa molecular aproximada de 342,3 g/mol. Essas características permitem que ela seja identificada e diferenciada de outros tipos de açúcares presentes nos alimentos.

Além de sua importância nutricional, essas propriedades fazem com que a sacarose seja amplamente usada nas indústrias alimentícia e farmacêutica.

Estrutura da sacarose

A estrutura da sacarose consiste em uma molécula de glicose ligada a uma molécula de frutose por uma ligação glicosídica. Essa ligação forma um dissacarídeo, que é um carboidrato composto por dois açúcares simples.

A sacarose é produzida naturalmente pelas plantas e é uma das principais formas de transporte e armazenamento de energia vegetal. Graças à sua estrutura química, possui sabor doce e é altamente solúvel em água.

Quando digerida, a sacarose se decompõe em glicose e frutose, que são posteriormente absorvidas pelo intestino e utilizadas pelo organismo como fonte de energia.

Leia também: Frutose: o que é, porque pode fazer mal e alimentos ricos tuasaude.com/frutose

Sacarose é açúcar?

Sim, a sacarose é açúcar. O termo \"açúcar\" é uma categoria que engloba diferentes tipos de carboidratos simples, onde a sacarose é a forma mais usada no dia a dia e pela indústria alimentícia.

A sacarose é um dissacarídeo formado pela junção de dois açúcares simples, ou monossacarídeos, a glicose e a frutose.

Alimentos com sacarose

Os principais alimentos que contêm sacarose são:

  • Açúcar de mesa;
  • Cana-de-açúcar;
  • Beterraba;
  • Abacaxi;
  • Manga;
  • Pêssego;
  • Cenoura;
  • Milho doce;
  • Alguns vegetais.

A sacarose também pode ser encontrada em alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, doces, sobremesas, produtos de panificação e cereais açucarados, quando adicionada durante a fabricação. Veja quais são os alimentos ultraprocessados.

A quantidade de sacarose presente varia dependendo do alimento, do estágio de maturação da planta e do processamento industrial a que foi submetida.

Leia também: Alimentos ricos em açúcar (e tipos de açúcar) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-acucar

A sacarose faz mal?

A sacarose adicionada aos alimentos, quando consumida em excesso, pode fazer mal.

Os principais riscos associados ao consumo excessivo de sacarose são:

  • Ganho de peso;
  • Aumento do risco de obesidade;
  • Cárie dental;
  • Alterações no metabolismo da glicose;
  • Aumento do risco cardiometabólico.

Esses efeitos dependem de vários fatores, como a quantidade de sacarose consumida, a qualidade geral da dieta e o nível de atividade física da pessoa.

Por isso, as recomendações internacionais sugerem limitar o consumo de açúcares livres dentro de uma alimentação saudável.

Além disso, em casos de diabetes, obesidade ou distúrbios metabólicos, é recomendado consultar o nutricionista ou médico.

Leia também: 7 malefícios do açúcar para a saúde tuasaude.com/acucar-faz-mal

Quantidade recomendada

Não existe uma quantidade diária específica recomendada para a sacarose. As recomendações disponíveis referem-se aos açúcares livres, uma categoria que inclui a sacarose adicionada a alimentos e bebidas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os açúcares livres devem compor menos de 10% do total de calorias diárias da dieta. Além disso, reduzir a ingestão para menos de 5% pode proporcionar benefícios adicionais à saúde.

Para uma dieta de 2.000 calorias por dia, isso equivale a:

  • Menos de 50 g de açúcares livres por dia, como limite máximo recomendado;
  • Menos de 25 g de açúcares livres por dia, como quantidade ideal.

Essas quantidades referem-se à quantidade total de açúcares livres consumidos ao longo do dia, como o açúcar adicionado a alimentos e bebidas, e os açúcares naturalmente presentes no mel, xaropes e sucos de frutas.

Não se deve preocupar em limitar os açúcares naturalmente presentes em frutas frescas, vegetais inteiros e laticínios puros, como iogurte natural e leite. O açúcar desses alimentos integrais são acompanhados de fibras, vitaminas, água e minerais, não apresentando os mesmos riscos à saúde que o açúcar adicionado ou processado.

A sacarose oferece algum benefício?

Sim, a sacarose fornece energia ao corpo, com aproximadamente 4 calorias por grama consumida.

Entre os potenciais benefícios da sacarose estão:

  • Fornecer energia rápida às células;
  • Contribuir para o funcionamento normal do cérebro e dos músculos, através da energia derivada da glicose;
  • Ser um componente de alimentos que contêm outros nutrientes benéficos, como frutas e vegetais;
  • Melhorar o sabor e a aceitação de alguns alimentos.

No entanto, as evidências científicas atuais indicam que os potenciais benefícios da sacarose estão relacionados principalmente à sua contribuição energética e não a efeitos específicos para a saúde.

Diversos estudos indicam que o alto consumo de açúcares livres pode estar associado a um risco aumentado de ganho de peso, cáries e distúrbios metabólicos.

Portanto, organizações de saúde recomendam a moderação do seu consumo como parte de uma dieta equilibrada.



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Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Anafilaxia é uma reação alérgica grave que se incia imediatamente ou algumas horas após ao contato a alguma substância alergênica, como alim...