sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Lisdexanfetamina: para que serve e como tomar

Lisdexanfetamina é um medicamento estimulante estimulante do sistema nervoso central indicado para o tratamento do transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou compulsão alimentar.

Esse medicamento é uma pró-droga, que precisa ser convertido pelo organismo em dextroanfetamina, para ter sua ação no cérebro reduzindo a impulsividade e a hiperatividade.

A lisdexanfetamina pode ser encontrada na forma de cápsulas ou gotas, como genérico ou com os nomes comerciais Venvanse, Lyberdia ou Juneve, e deve ser usada somente com prescrição e acompanhamento médico.

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Para que serve

A lisdexanfetamina é indicada para:

  • TDAH em crianças acima de 6 anos de idade, adolescentes e adultos;
  • Transtorno de compulsão alimentar (TCA) em adultos.

No TDAH, o medicamento pode ajudar a aumentar a atenção e reduzir a impulsividade e a hiperatividade. No transtorno de compulsão alimentar, pode reduzir o número de episódios de compulsão.

O tratamento deve ser feito somente com orientação do psiquiatra, neurologista ou pediatra, e faz parte de um cuidado mais amplo que pode incluir acompanhamento psicológico e outras medidas.

Leia também: Tratamentos para TDAH (medicamentos, psicoterapia e outros) tuasaude.com/tratamento-para-deficit-de-atencao-e-hiperatividade

Como tomar

A lisdexanfetamina deve ser tomada 1 vez por dia, pela manhã, com ou sem alimentos. O uso à tarde deve ser evitado devido ao risco de dificuldade para dormir.

As cápsulas podem ser engolidas inteiras ou abertas, com o conteúdo misturado em iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada.

A solução gotas também pode ser adicionada a iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser homogeneizada e consumida imediatamente.

Posologia da lisdexanfetamina

A dose do dimesilato de lisdexanfetamina deve ser individualizada pelo médico de acordo com a necessidade e a resposta ao medicamento, utilizando-se sempre a menor dose eficaz.

1. Lisdexanfetamina 30 mg

A posologia do dimesilato de lisdexanfetamina 30 mg é de 1 cápsula por dia como dose inicial para o tratamento do TDAH em crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos ou compulsão alimentar em adultos.

Essa dose pode ser ajustada pelo médico com aumentos de 20 mg em intervalos de aproximadamente 1 semana, conforme resposta e tolerância ao tratamento.

2. Lisdexanfetamina 50 mg

A dose do dimesilato de lisdexanfetamina 50 mg é de 1 cápsula por dia, usado como ajuste de dose para TDAH e transtorno alimentar. Esse aumento de dose só deve ser feito com orientação médica.

Em pessoas com insuficiência renal grave, a dose máxima pode ser limitada a 50 mg por dia, conforme avaliação médica.

3. Lisdexanfetamina 70 mg

O dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg é a dose máxima recomendada.

A dose é de 1 cápsula de 70 mg por dia para o tratamento da compulsão alimentar em adultos ou TDAH em crianças com mais de 6 anos, adolescentes e adultos.

4. Lisdexanfetamina gotas

A lisdexanfetamina gotas 40 mg/mL é usada por via oral. Cada 1 mL corresponde a cerca de 20 gotas, e cada gota contém 2 mg do medicamento.

A dose inicial é de 15 gotas (30 mg), uma vez ao dia, para TDAH em adultos e crianças a partir de 6 anos ou compulsão alimentar em adultos.

Conforme a resposta ao tratamento, a dose pode ser ajustada pelo médico em aumentos de 10 gotas (20 mg), podendo chegar a 25 gotas (50 mg) ou 35 gotas (70 mg) por dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da lisdexanfetamina são:

  • Redução do apetite e perda de peso;
  • Insônia, dor de cabeça e boca seca;
  • Dor abdominal, náusea, vômito ou diarreia;
  • Ansiedade, irritabilidade, agitação ou tremor;
  • Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Além disso, também apresenta potencial de uso indevido, abuso, tolerância e dependência, especialmente quando utilizado de forma diferente da prescrita.

Mais raramente, podem ocorrer alterações importantes de humor, sintomas psicóticos, convulsões e problemas cardiovasculares.

Dor no peito, falta de ar, desmaio, convulsão ou alterações importantes de comportamento precisam de avaliação médica urgente.

Lisdexanfetamina emagrece?

A lisdexanfetamina pode reduzir o apetite e causar perda de peso como efeito colateral, mas não é indicada como medicamento para emagrecimento.

O uso com finalidade estética ou para melhorar o desempenho acadêmico ou cognitivo, sem indicação médica, não é recomendado e pode causar riscos à saúde, incluindo problemas cardiovasculares.

Quem não deve usar

A lisdexanfetamina não deve ser usada nas seguintes situações:

  • Menores de 6 anos;
  • Alergia ou sensibilidade a medicamentos estimulantes;
  • Doença cardíaca ou pressão alta moderada a grave;
  • Glaucoma ou feocromocitoma;
  • Hipertireoidismo ou estados de agitação acentuada;
  • Histórico de abuso ou dependência química de drogas.

Pessoas em uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), como fenelzina, selegilina, isocarboxazida, moclobemida ou tranilcipromina, devem aguardar pelo menos 14 dias após a interrupção do IMAO, para iniciar a lisdexanfetamina.

Durante a gravidez e a amamentação, o uso deve ser avaliado individualmente pelo médico. Pessoas com alterações renais também devem informar o profissional, pois pode ser necessário ajustar a dose.



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Pilates na parede: o que é, para que serve (e como fazer)

Pilates na parede é um um tipo de pilates em que se utiliza a parede como apoio para realizar os exercícios e seve para tonificar os músculos, melhorar a flexibilidade e a capacidade cardiorrespiratória.

Além disso, o pilates na parede também é um exercício de baixo impacto, sendo uma boa opção para pessoas que estão iniciando a prática de exercícios físicos, e pode ser feito com exercícios de fortalecimento, alongamento e de mobilidade, como a ponte, a prancha ou o agachamento, por exemplo.

O pilates na parede pode ser feito em casa, na academia ou ao ar livre em locais que tenham parede para se apoiar, sendo importante ter a orientação do profissional de educação física para evitar lesões.

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Para que serve

O pilates na parede possui diversos benefícios para a saúde, como:

  • Fortalecer e estabilizar os músculos;
  • Aumentar o tônus e a força muscular;
  • Melhorar o equilíbrio;
  • Aumentar a flexibilidade e a amplitude dos movimentos;
  • Aliviar a dor nas costas;
  • Aumentar a resistência física;
  • Melhorar a postura;
  • Aumentar a capacidade cardiorrespiratória;
  • Aliviar o estresse e aumentar a disposição e a concentração;
  • Aumentar a consciência corporal;
  • Auxilia na recuperação de lesões em atletas.

Além disso, o pilates na parede ajuda a aumentar a capacidade cardiorrespiratória, a circulação sanguínea e a oxigenação do sangue. Veja outros benefícios do pilates para a saúde.

Pilates na parede emagrece?

O pilates na parede pode ajudar a emagrecer, pois aumenta o tônus e a força muscular, o que pode contribuir para acelerar o metabolismo e favorecer a perda de peso. Entenda como o pilates pode ajudar a emagrecer.

No entanto, para emagrecer o pilates na parede deve fazer parte de uma dieta balanceada, nutritiva e diversificada orientada pelo nutricionista, de forma a ter um deficit calórico, e promover o emagrecimento saudável. 

Leia também: Pilates ou musculação: O que é melhor? tuasaude.com/pilates-ou-musculacao-o-que-e-melhor

Como fazer

O pilates na parede é feito realizando exercícios como a prancha ou agachamento, por exemplo, utilizando a parede como apoio.

Esse tipo de exercício normalmente é feito utilizando o próprio peso corporal, mas também pode-se utilizar alguns objetos, como halter, bola ou caneleiras, por exemplo, conforme orientação do profissional de educação física.

Exercícios de pilates na parede

Alguns exemplos de exercícios de pilates na parede são:

1. Ponte na parede

A ponte na parede é um exercício de pilates na parede que ajuda a estabilizar os músculos como glúteos, costas e o abdômen. 

Para fazer a ponte na parede, deve-se:

  1. Deitar de barriga para cima, a uma distância de cerca de 25 centímetros entre a parede e o glúteo;
  2. Dobrar os joelhos e apoiar os pés e os calcanhares na parede, mantendo os braços alinhados com o corpo;
  3. Contrair o abdômen e os glúteos e pressionar as solas dos pés contra a parede;
  4. Elevar o quadril do chão até que o corpo forme uma linha reta dos joelhos à cabeça;
  5. Manter essa posição por 30 segundos e abaixar o quadril.

Para aumentar a dificuldade do exercício, enquanto estiver na posição da ponte, ao invés de abaixar o quadril, pode-se afastar um pé da parede, elevando a perna em direção ao tronco e depois repetir com a outra perna. Esse movimento é como se a pessoa estivesse marchando.

2. Agachamento na parede

O exercício de pilates na parede de agachamento pode ser realizado com o próprio peso do corpo ou com o uso de uma bola ou halter, por exemplo.

Para fazer o agachamento na parede, deve-se:

  1. Em pé, encostar as costas na parede. As pernas devem estar separadas numa distância da largura dos ombros;
  2. Descer lentamente flexionando os joelhos, com a coluna apoiada na parede;
  3. Os joelhos devem formar um ângulo de 90 graus e não ultrapassar a ponta dos pés;
  4. Os braços devem estar esticados à frente do corpo, paralelos ao chão;
  5. Permanecer nessa posição por alguns segundos.

No caso de usar uma bola para fazer o agachamento na parede, a bola deve estar posicionada entre a parede e as costas da pessoa.

Já no caso do uso de halter ou outro tipo de peso, deve-se segurá-lo com as mãos, e os braços devem estar esticados à frente do corpo. A bola também pode ser usada nesse movimento.

Leia também: 6 exercícios com bola de pilates para tonificar o corpo tuasaude.com/exercicios-de-pilates-com-bola

3. Prancha na parede

A prancha na parede é considerado um exercício completo, ou seja, trabalha várias áreas do corpo, incluindo os músculos do core, abdômen e das costas. 

Para fazer a prancha na parede deve-se:

  1. Ficar na posição de quatro apoios, sobre um tapete de yoga, com os pés próximos à parede;
  2. Manter os antebraços esticados apoiados no chão e colocar as solas dos pés apoiadas na parede;
  3. Manter a cabeça e o corpo reto, alinhados com a coluna vertebral, e o abdômen e glúteos contraídos;
  4. Ficar parado nesta posição o máximo de tempo que conseguir. 

Pode-se começar a prancha na parede por 15 a 30 segundos e ir aumentando o tempo aos poucos. 

4. Flexão de braço na parede

As flexões de braço na parede trabalha principalmente os músculos peitorais, deltoides e tríceps, ajudando a  fortalecer e tonificar o peito, ombro e braços, além de ajudar a melhorar a postura e o equilíbrio.

Para fazer as flexões na parede deve-se:

  1. Posicionar-se de pé em frente a uma parede, afastado a um ou dois passos para trás;
  2. Esticar os braços e apoiar as palmas das mãos na parede na altura do peito, mantendo as pernas esticadas e os pés apoiados no chão;
  3. Dobrar os cotovelos lentamente, inclinando tronco em direção a parede. O corpo deve permanecer reto e a cabeça alinhada à coluna ;
  4. Elevar o tronco lentamente de volta para posição inicial, empurrando a parede com as mãos;
  5. Repetir o movimento a partir da posição inicial. 

Pode-se fazer de 15 a 20 repetições desse exercício em 2 a 3 séries.

É importante manter o abdômen e glúteos contraídos durante a realização das flexões na parede e não se deve movimentar os quadris para evitar lesões. Veja outras formas de fazer flexões de braço e os benefícios.

5. Abdominais na parede

Os abdominais na parede ajudam a fortalecer o abdômen e os músculos do core.

Para fazer os abdominais na parede deve-se:

  1. Deitar de barriga para cima, apoiando os pés na parede, com os joelhos dobrados em um ângulo de 90 graus com os quadris. Essa é a mesma posição do exercício de ponte na parede;
  2. Manter os braços esticados e alinhados com o corpo;
  3. Contrair o abdômen e os glúteos;
  4. Elevar lentamente o tronco e as escápulas, mantendo a lombar sempre apoiada no chão;
  5. Manter essa posição e tirar as mãos do chão, elevando e abaixando as mãos com os braços esticados ao lado do corpo;
  6. Voltar à posição inicial.

É importante que o abdômen permaneça contraído durante todo o exercício.

Possíveis riscos

O pilates na parede é um exercício que possui poucos riscos pois é um exercício de baixo impacto.

No entanto, pode ocorrer piora de lesões em articulações ou na coluna, principalmente quando feito sem orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Cuidados ao fazer o pilates na parede

Para fazer o pilates na parede com segurança alguns cuidados são importantes, como:

  • Usar meias antiderrapantes ou tênis adequado para evitar escorregar da parede e provocar lesões;
  • Manter o abdômen sempre contraído durante os exercícios;
  • Respeitar os limites do próprio corpo, não forçando demais e parando o exercício caso sinta dor ou desconforto;
  • Iniciar o treino aos poucos, com exercícios mais leves, principalmente no caso de pessoas que estão iniciando a prática de exercícios físicos de forma a evitar lesões.

O ideal é que o pilates na parede seja feito após uma avaliação com o cardiologista para verificar o estado de saúde no geral, principalmente do sistema cardiovascular, e fazer os exercícios com orientação do profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Conheça melhor sobre os benefícios e como fazer o pilates assistindo ao vídeo a seguir:

Pilates em Casa: 5 Exercícios para Iniciantes | TS Fit

07:19 | 105.241 visualizações


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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

9 tratamentos para distensão muscular (e tempo de recuperação)

O tratamento para distensão muscular pode ser feito com repouso temporário, elevação do membro afetado, aplicação de compressas frias ou compressão local, pois ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar mais rapidamente.

A distensão muscular é uma ruptura das fibras musculares, causada pelo esforço excessivo ou prolongado ou uma contração repentina do músculo, sendo mais comum de ocorrer em atletas ou devido à má postura, causando dor intensa, inchaço ou fraqueza muscular. Veja outros sintomas da distensão muscular.  

O tratamento da distensão muscular deve sempre ser feito com orientação do ortopedista, de acordo com a gravidade, grau e tipo de lesão, podendo também ser recomendado exercícios isométricos ou cardiovasculares, e a fisioterapia que ajudam a acelerar a recuperação.

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Principais tratamentos

Os principais tratamentos para a distensão muscular são:

1. Proteger o membro afetado

Proteger o membro afetado é feito com repouso, restringindo os movimentos do membro ajuda a reduzir o sangramento local e prevenir a piora da lesão.

Além disso, o repouso do membro afetado ajuda na recuperação e alivia a dor e o desconforto que surgem ao se movimentar, no entanto, deve ser feito por 1 a 3 dias, ou conforme orientação médica, pois o repouso prolongado pode afetar a força muscular.

2. Elevação do membro

Elevar o membro afetado acima da altura do coração, ajuda a estimular a circulação sanguínea, melhora o sistema linfático, além de proporcionar relaxamento, aliviando o inchaço do músculo afetado.

No caso da distensão muscular ter ocorrido na perna, uma forma fácil de elevar o membro é deitar na cama e colocar a perna na cabeceira ou apoiar a perna em almofadas ou travesseiros, por exemplo.

3. Compressas frias

Aplicar compressas frias no músculo afetado ajuda a diminuir a dor e aliviar o inchaço no local e a aliviar a inflamação e os sintomas.

É recomendado que a aplicação de compressas frias seja feita imediatamente após o episódio de distensão muscular, e por até 48 horas após. Entenda quando são indicadas compressas frias e mornas

Para fazer a compressa fria, deve-se colocar gelo dentro de uma bolsa térmica ou colocar o saco de gel no congelador para resfriar, e depois envolver a bolsa ou o saco de gel em uma toalha limpa e seca e aplicar na região afetada, deixando agir por 15 a 20 minutos, de 3 a 4 vezes por dia. 

4. Evitar o uso de anti-inflamatórios

Apesar de em alguns casos o médico poder recomendar o uso de anti-inflamatórios para distensão muscular, atualmente o uso desses remédios é desaconselhado, pois pode prejudicar a cicatrização dos músculos ou tendões, além de aumentar o risco de fibrose nos tecidos.

Desta forma, o uso de anti-inflamatórios deve ser evitado, e usado somente se o médico recomendar, após avaliação do tipo, grau e gravidade dos sintomas de distensão muscular.

5. Compressão local

A compressão do local afetado pode ser recomendado pelo médico sendo feito com o uso de uma faixa ou bandagem elástica, pois ajuda a reduzir o inchaço e o sangramento no músculo.

No entanto, é importante não comprimir demais o local, pois pode afetar a circulação sanguínea, devendo-se afrouxar a faixa ou bandagem elástica caso surja piora da dor ou formigamento da região.

6. Exercícios isométricos

Os exercícios isométricos são exercícios onde não se observa o movimento das articulações, apenas a contração muscular, ajuda no fortalecimento muscular, além de  promover a reparação dos tecidos musculares, sem aumentar a dor.

Com a melhora dos sintomas, os exercícios podem progredir, com uso de faixas elásticas e a seguir pesos. Na última fase de tratamento, deve-se realizar exercícios de estabilidade articular como a propriocepção. Veja alguns exemplos de exercícios de propriocepção.

O ideal é que esses exercícios sejam feitos com a orientação do fisioterapeuta, sendo normalmente recomendados para serem iniciados o mais cedo possível, de acordo com os sintomas apresentados e gravidade da distensão.

7. Exercícios cardiovasculares

Os exercícios cardiovasculares podem ser indicados pelo médico após a fase aguda da distensão muscular, em que a pessoa não apresenta dor, pois ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo para o músculo acelerando a recuperação.

Esses exercícios são principalmente aeróbicos indicados pelo médico ou fisioterapeuta

8. Fisioterapia

As sessões de fisioterapia para reabilitação de uma distensão muscular devem ser feitas diariamente ou em dias alternados para facilitar a recuperação. 

O tratamento deve ser indicado pelo fisioterapeuta após uma avaliação e observação dos exames solicitados pelo médico e pode incluir o uso de compressas de gelo ou calor, dependendo da necessidade.

Além disso, o fisioterapeuta pode indicar tratamentos com aparelhos, como TENS, ultrassom e laser, por exemplo, pois ajudam a diminuir a dor e a inflamação, auxiliando na cicatrização.

9. Cirurgia para distensão muscular

Raramente o médico aconselha uma cirurgia para reparação da distensão muscular porque normalmente o músculo e o tendão se recuperam totalmente com o tratamento clínico e fisioterapêutico, sem necessitar de intervenção cirúrgica. 

A cirurgia fica restrita aos atletas de alta competição, quando estes sofrem um estiramento muscular muito próximo das datas de competições muito importantes e inadiáveis.

Tratamento caseiro para distensão muscular

Para complementar o tratamento clínico e fisioterapêutico, o indivíduo pode, após 48 horas da lesão, aplicar compressas mornas na região dolorida, duas vezes ao dia, além de evitar esforços.

Quanto tempo demora o tratamento

O tempo de tratamento para distensão muscular pode ser de 2 semanas a 6 meses, dependendo do grau do estiramento, que incluem:

  • Grau 1: demora cerca de 2 semanas para curar;
  • Grau 2: demora cerca de 8 a 10 semanas para curar;
  • Grau 3: pode demorar de 6 meses a 1 ano para curar.

Quanto mais comprometido a pessoa estiver com o tratamento, melhores serão os resultados, e por isso é importante seguir todas as orientações do médico e do fisioterapeuta para a recuperação completa. 

Em todos os casos as lesões passam pelo mesmo processo de cicatrização, sendo que a fase inicial tem uma maior inflamação e dura cerca de 6 dias, e na fase subaguda a inflamação diminui e começa a reparação, podendo durar até 6 semanas.

Já na fase de maturação e remodelamento, não há dor, apenas limitação dos movimentos, e pode durar de 6 meses a 1 ano.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora podem ser diminuição do inchaço, da dor e redução do hematoma. 

Quando a pessoa consegue movimentar a região afetada pela lesão com menos dor e consegue realizar uma contração muscular, mesmo que leve, isso pode indicar a recuperação do estiramento.

Sinais que podem indicar excesso de exercícios

Alguns sinais que podem indicar que o tratamento está sendo muito intenso, o que também pode prejudicar a recuperação da lesão, são:

  • Dor após a fisioterapia que não diminui em 4 horas ou não desaparece em 24 horas;
  • Dor que se inicia mais cedo que na sessão anterior;
  • Maior rigidez e diminuição da amplitude de movimentos;
  • Inchaço, dor ou calor na região afetada após os exercícios;
  • Fraqueza muscular que se instala após o início da fisioterapia.

Com o avanço dos exercícios fisioterápicos é normal haver um aumento da dor, assim como ocorre após ir à academia de ginástica, que dura cerca de 4 horas, mas se os outros sinais estiverem presentes, é importante diminuir a intensidade do tratamento, diminuindo a dificuldade dos exercícios.

Assista o vídeo seguinte e confira algumas dicas sobre o tratamento da distensão muscular:

COMO TRATAR ESTIRAMENTO MUSCULAR

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Possíveis complicações

As complicações da distensão muscular incluem:

  • Aumento da dificuldade de cicatrização;
  • Dor que não melhora;
  • Diminuição da força e da amplitude dos movimentos.

Por isso, o tratamento da distensão muscular deve ser realizado conforme as orientações do ortopedista e do fisioterapeuta.



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Apixabana: para que serve, como usar e efeitos colaterais



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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ACTH: o que é, quando fazer o exame e o que significa ACTH alto

ACTH é um hormônio produzido pela hipófise que tem como principal função estimular a produção de hormônios esteroides pelas glândulas suprarrenais e pituitária, como cortisol, aldosterona e androgênios.

Assim, o exame de ACTH, também conhecido como hormônio adrenocorticotrófico ou corticotrofina, é indicado para investigar alterações relacionadas com as glândulas pituitária e suprarrenal, como síndrome de Cushing, doença de Addison, insuficiência da glândula adrenal ou hipopituitarismo, por exemplo.

O exame de ACTH é normalmente solicitado juntamente com a dosagem do cortisol para que se possa avaliar a relação entre esses dois hormônios, já que o ACTH estimula a produção de cortisol. É indicado que o exame seja realizado durante a manhã, já que o nível de ACHT sofre variações ao longo do dia, sendo verificada maior concentração durante a manhã.

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Quando o exame é indicado

O exame de ACTH é normalmente indicado pelo médico quando existe suspeita de alterações na glândula suprarrenal ou pituitária ou quando a pessoa apresenta sinais ou sintomas que sejam indicativos da produção excessiva ou deficiente de cortisol, como por exemplo:

  • Excesso ou perda de peso;
  • Pele fina e fragilizada;
  • Estrias vermelhas na barriga;
  • Acne;
  • Aumento de pelos no corpo;
  • Escurecimento da pele;
  • Perda do apetite.

Esse exame é normalmente solicitado juntamente com a dosagem de cortisol, uma vez que o ACTH estimula a produção de cortisol. Dessa forma, ao avaliar em conjunto os níveis desses dois hormônios, é possível chegar a um diagnóstico. Dependendo do diagnóstico, podem ser solicitados também exames de imagem, principalmente quando há suspeita de tumores.

Como é feito

O exame de ACTH é feito a partir da avaliação de uma amostra de sangue, que deve ser preferencialmente colhida durante a manhã, já que é durante esse período em que normalmente é verificada maior concentração de ACTH. Esse hormônio é secretado aos poucos durante o dia, tendo níveis mais altos às 6 e 8h e níveis mais baixos às 21 e 22h.

Para realizar esse exame não é necessário fazer jejum ou qualquer outro preparo, sendo a principal recomendação a realização do exame pela manhã. Além disso, é recomendado que o uso de suplementos que contenham biotina seja suspenso pelo menos 3 dias antes da realização do exame ou de acordo com a orientação do médico.

Valor de referência

De forma geral, o valor normal de ACTH no sangue entre as 7 e 10h da manhã deve ser entre 7 e 63 pg/mL. É importante ter em mente que o valor de referência pode variar de acordo com o laboratório e método de análise utilizado.

Além disso, os níveis de ACTH podem ser influenciados pelo momento do dia, já que os níveis sofrem grandes variações a longo do dia, e por situações do dia a dia, como estresse e ansiedade, por exemplo.

O que significa o resultado

De acordo com o resultado do exame, podem existir os seguintes resultados:

1. ACTH alto

O ACHT alto, que é quando é verificada concentração acima de 63 pg/mL entre as 7h e 10h da manhã, pode ser indicativo de algumas situações, sendo as principais:

  • Síndrome de Cushing, que pode levar ao aumento da produção de ACTH pela hipófise;
  • Insuficiência adrenal primária;
  • Síndrome adrenogenital com produção diminuída de cortisol;
  • Uso de anfetaminas, insulina, levodopa, metoclopramida e mifepristona.

Concentrações muito elevadas de ACTH no sangue podem aumentar a quebra de lipídios, aumentando a concentração de ácidos graxos e glicerol no sangue, estimular a secreção de insulina e aumentar a produção do hormônio do crescimento, o GH.

2. ACTH baixo

O ACHT baixo, que é quando é verificada concentração abaixo de 7 pg/mL entre as 7 e 10h da manhã, pode ser indicativo de:

  • Hipopituitarismo;
  • Insuficiência pituitária de ACTH, também chamada de insuficiência adrenal secundária;
  • Uso de medicamentos, como corticosteroides, estrogênios, espironolactona ou anfetaminas;
  • Gravidez.

Além disso, o ACTH pode estar diminuído em caso de consumo de álcool, prática de atividade física e de acordo com a fase do ciclo menstrual.



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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Urina escura: o que pode ser (e o que fazer)

A urina escura pode ser causada pela diminuição do consumo de água durante o dia ou ser devido ao hábito de segurar o xixi durante o dia, além de também poder ser causada por infecção urinária, pedra nos rins, problemas no fígado, na via biliar, alterações nas vias de biossíntese do ferro, como na doença chamada porfiaria ou síndrome nefrítica.

Nos casos em que a urina escura acontece devido a doenças, é comum também notar outros sintomas como dor e ardor ao urinar, dor na parte de baixo das costas, febre e fezes mais claras, por exemplo.

Por isso, é importante que o urologista ou nefrologista seja consultado assim que possível para que seja realizada uma avaliação e seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

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As principais causas de urina escura são:

1. Beber pouca água

Beber pouca água durante o dia é a principal causa de urina escura, isso porque quando se consome menos água há maior concentração das substâncias que são eliminadas na urina. Além disso, é possível que a urina tenha um cheiro mais forte.

O que fazer: É importante consumir bastante líquidos durante o dia, seja água, chás, sucos naturais ou alimentos ricos em água, pois dessa forma além de deixar a urina mais clara, o que é sinal de hidratação, é possível melhorar o funcionamento do organismo. Veja quais são os benefícios de beber água.

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2. Segurar o xixi

Segurar o xixi por muito tempo também pode deixar a urina mais escura, uma vez que as substâncias que são normalmente eliminadas pela urina ficam acumuladas, alterando a cor da urina. Além disso, ao segurar o xixi por muito tempo, há maior risco de complicações, como infecções, incontinência urinária e pedra nos rins.

Leia também: Segurar o xixi pode fazer mal à saúde? tuasaude.com/segurar-o-xixi-faz-mal

O que fazer: Para evitar as complicações relacionadas com o fato de segurar o xixi por muito tempo, é recomendado ir ao banheiro sempre que houver vontade de urinar, mesmo que a bexiga não esteja totalmente cheia.

Dessa forma é possível que haja a eliminação das substâncias que podem estar em excesso no organismo, além de prevenir a perda da elasticidade da bexiga.

3. Infecção urinária

A infecção urinária é também uma situação frequente que pode fazer com que a urina fique escura, principalmente nos casos em que a infecção é crônica.

Isso porque nesses casos pode haver comprometimento dos rins, resultando em maior concentração da urina e podendo também haver liberação de sangue na urina.

Além da urina escura, é importante que a pessoa fique atenta a outros sintomas que possam surgir como febre, dor e ardência ao urinar e sensação de peso e desconforto na bexiga, por exemplo, já que também são comuns no caso de infecção urinária.

Leia também: 9 sintomas de infecção urinária (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-infeccao-urinaria

O que fazer: Na presença de sintomas indicativos de infecção urinária, é importante consultar o nefrologista ou clínico geral para que seja feita uma avaliação e ser indicado o tratamento mais adequado, que normalmente envolve o uso de antibióticos para combater a infecção.

Além disso, é recomendado que a pessoa beba bastante água e tenha uma alimentação saudável para acelerar a recuperação.

4. Pedra nos rins

A pedra nos rins também pode deixar a urina mais escura, já que é comum que essa situação é favorecida pela diminuição da quantidade de água consumida durante o dia, o que deixa a urina mais concentrada, além de também ser comum que existe eliminação de sangue pela urina, o que torna a urina mais escura.

Além da urina escura, a presença de pedra nos rins também causa dor intensa no fundo das costas e dor ao urinar, o que é bastante desconfortável.

O que fazer: O médico pode indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios anti-inflamatórios para aliviar os sintomas e remédios que ajudam a dissolver a pedra e favorecer a sua saída pelo xixi. 

Nos casos mais graves, em que existem várias pedras ou quando a pedra é muito grande, pode ser necessária a realização de uma pequena cirurgia para remover a pedra. Entenda melhor como é feito o tratamento para pedra nos rins.

5. Problemas no fígado

Algumas alterações no fígado, como cirrose e hepatite, por exemplo, podem comprometer a função desse órgão e causar o escurecimento da urina.

Isso porque como consequência da inflamação e perda da função do fígado, não há degradação correta da bilirrubina, que é um pigmento obtido a partir da degradação da hemoglobina, sendo eliminada em altas concentrações na urina.

Além disso, é comum que além da urina escura as fezes também fiquem mais esbranquiçadas, o que acontece não só por alteração no metabolismo da bilirrubina mas também porque a digestão das gorduras é prejudicada. Conheça outros sintomas indicativos de problemas no fígado.

O que fazer: Na presença de sinais e sintomas indicativos de problemas no fígado, é importante que o clínico geral ou hepatologista seja consultado, pois assim é possível que sejam feitos exames para identificar a causa da urina escura e, assim, ser indicado o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios ou mudança na dieta, por exemplo.

6. Alterações nos rins

Algumas situações podem comprometer o funcionamento dos rins de forma que o processo de filtração e absorção pode ser prejudicado, o que pode fazer com que a urina fique mais concentrada e, consequentemente, mais escura.

As principais situações que podem causar sobrecarga nos rins são diabetes, hipertensão, alimentação rica em proteínas, uso de suplementação, infecções, presença de pedra nos rins, gota e uso de medicamentos nefrotóxicos.

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O que fazer: É importante que a causa da alteração no rim seja identificada e tratada de acordo com a orientação do nefrologista, pois assim é possível evitar que a função do rim seja cada vez mais comprometida e possa haver o desenvolvimento de injúria renal aguda e posteriormente, doença renal crônica.

Assim, de acordo com a causa associada com a urina escura, o médico pode indicar o uso de remédios anti-inflamatórios, antibióticos ou diuréticos, realização de cirurgia ou mudança nos hábitos alimentares.

7. Síndrome nefrítica

A síndrome nefrítica é uma doença renal que pode provocar a presença de sangue na urina, deixando-a escura, hipertensão, diminuição da frequência urinária e inchaço.

Nos casos em que a doença não é identificada e tratada corretamente, é possível evoluir para injúria renal aguda, sendo também observado níveis de creatinina e ureia altos no sangue.

Leia também: Ureia alta: o que significa, sintomas e como tratar tuasaude.com/ureia-alta

O que fazer: O médico pode indicar o uso de anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial, diuréticos para diminuir o inchaço e corticoesteroides para diminuir a inflamação. Em alguns casos, pode ser também indicado o uso de antibióticos.

8. Sangue na urina

A urina pode ficar mais escura na presença de sangue, o que pode acontecer devido a fatores como, infecções urinárias, uso de alguns medicamentos como varfarina, aspirina ou fenazopiridina, cálculo renal e câncer da via urinária ou próstata, por exemplo.

Além disso, outra situação em que é verificada a presença de sangue na urina é nos primeiros dias da menstruação e isso acontece devido à mistura do sangue vaginal com a urina, sem que seja sangue na urina propriamente dito. Saiba mais sobre as principais causas de sangue na urina.

O que fazer: É importante que caso seja verificado sangue na urina, o nefrologista seja consultado para que seja feita uma avaliação física e sejam indicados os exames necessários para identificar a causa do sangue na urina e assim ser recomendado o tratamento mais adequado.

No caso da menstruação, é importante prestar atenção à presença de outros sintomas como febre, ardor ou dor durante à micção, pois pode ser indicativo de infecção urinaria, que deve ser tratada de acordo com a orientação do médico.



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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Sarampo: sintomas, tratamento, transmissão, prevenção (e vacina)

O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar alguns sintomas como febre, tosse, corrimento nasal, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo que não coçam, por exemplo.

Causada pelo vírus Measles Morbillivirus, o sarampo é uma doença transmitida diretamente de pessoa para pessoa, por via aérea, durante a tosse, espirro, fala ou respiração.

Leia também: 21 doenças causadas por vírus: sintomas, tratamento e prevenção tuasaude.com/doencas-causadas-por-virus

Na suspeita de sarampo, é aconselhado consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que geralmente é feito com o repouso. No entanto, o médico também pode prescrever o uso de remédios analgésicos e antitérmicos, e suplemento de vitamina A.

Imagem ilustrativa número 1
Foto de sarampo em criança

Sintomas de sarampo

Os principais sintomas do sarampo são:

  • Manchas vermelhas na pele, que surgem no rosto e depois espalham-se para todo o corpo, e que não coçam;
  • Manchas brancas arredondadas dentro da boca;
  • Febre alta, acima de 38,5ºC;
  • Tosse seca;
  • Nariz escorrendo;
  • Conjuntivite;
  • Perda do apetite;
  • Dor de cabeça e mal-estar.

Os sintomas do sarampo podem aparecer entre 8 a 12 dias após o contato com o vírus, sendo importante que o tratamento seja iniciado logo em seguida para prevenir complicações. Conheça os principais sintomas de sarampo.

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Sarampo em bebê

O sarampo em bebê pode causar sintomas como febre alta, tosse, vermelhidão nos olhos, irritabilidade e manchas de Koplik, que são pequenas manchas branco-azuladas dentro da boca.

Entretanto, o sarampo no bebê pode ser prevenido com a administração da vacina contra o sarampo. No entanto, essa vacina é indicada apenas após os primeiros 12 meses.

Leia também: Sarampo no bebê: sintomas, vacina e tratamento tuasaude.com/sarampo-no-bebe

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de estar com sarampo, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:

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Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico ou substituindo a consulta com o infectologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do sarampo é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita a realização de teste sorológico, a partir de uma amostra de urina, sangue, líquor ou secreções orais e nasofaríngeas. Normalmente esse teste é feito por meio do teste ELISA, para identificar anticorpos específicos contra o vírus ou antígenos.

O diagnóstico também pode ser também feito por meio da técnica de PCR, que identifica a presença do vírus no organismo, assim como a sua quantidade.

Como acontece a transmissão

A transmissão do sarampo acontece de pessoa para pessoa através do ar, durante a tosse, espirro, respiração ou fala, já que as gotículas liberadas podem conter partículas virais capazes de causar a doença.

Além disso, o vírus pode permanecer ativo no ar ou superfícies por até 2 horas, de forma que o contato com ambientes fechados e superfícies contaminadas poderia também ser considerada uma via de transmissão do sarampo.

A transmissão do sarampo pode acontecer entre 6 dias a 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas pelo corpo.

Diferença entre sarampo e catapora

A catapora é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca sintomas, como manchas vermelhas pelo corpo, bolhas contendo líquido, coceira intensa e crostas na pele, febre e perda do apetite.

Leia também: Catapora: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-catapora

Já o sarampo é causado pelo vírus Measles Morbillivirus e, embora também provoque manchas vermelhas no corpo, febre e falta de apetite, não provoca lesões/feridas ou coceiras na pele.

Tratamentos para sarampo

Os tratamentos indicados para o sarampos incluem:

  • Repouso, para ajudar na recuperação e poupar energia para o corpo combater o vírus;
  • Hidratação adequada, com a ingestão de água, chás e suco de frutas, para evitar a desidratação;
  • Medicamentos para aliviar a dor e a febre, como paracetamol e ibuprofeno;
  • Compressas de gaze frias, que podem ser usadas para limpar os olhos, em casos de conjuntivite ou ainda aplicadas na testa, nuca ou axilas para ajudar a baixar a febre;
  • Suplementação com palmitato de Retinal (vitamina A), para todas as crianças com sarampo, de acordo com a idade da criança e seguindo as orientações do pediatra ou nutricionista.

Por não existir um tratamento específico contra o vírus do sarampo, o tratamento consiste em aliviar os sintomas.

Leia também: Tratamento para sarampo: remédios e outros cuidados tuasaude.com/tratamento-para-sarampo

Possíveis complicações

O sarampo pode causar complicações principalmente em bebês e pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, sendo os mais comuns a pneumonia, a encefalite aguda, a infecção no ouvido, diarreia grave e em alguns casos, o óbito.

Por isso, para prevenir o surgimento de complicações, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de sarampo.

Prevenção do sarampo

A única forma de prevenir o sarampo é através da vacinação contra a doença, cuja primeira dose é recomendada aos 12 meses.

O isolamento da pessoa doente é outra forma eficaz de impedir o contágio da doença. Por isso, todas as pessoas que mantêm contato próximo com a pessoa com sarampo, devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido. A pessoa infectada também deve ficar em casa, sem ir para a escola ou trabalho, para não contaminar os outros.

Vacina do sarampo

A vacina do sarampo geralmente é fornecida gratuitamente a partir dos 12 meses de idade.

As 2 formas principais de tomar a vacina do sarampo são:

  • Vacina tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola;
  • Vacina tetraviral: que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e também a catapora.

Qualquer pessoa pode tomar a vacina do sarampo, incluindo bebês, crianças, adolescentes e adultos que ainda não tenham tomado a vacina.

Leia também: Vacina do sarampo: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-contra-sarampo

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