quinta-feira, 13 de agosto de 2026

9 tratamentos para distensão muscular (e tempo de recuperação)

O tratamento para distensão muscular pode ser feito com repouso temporário, elevação do membro afetado, aplicação de compressas frias ou compressão local, pois ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar mais rapidamente.

A distensão muscular é uma ruptura das fibras musculares, causada pelo esforço excessivo ou prolongado ou uma contração repentina do músculo, sendo mais comum de ocorrer em atletas ou devido à má postura, causando dor intensa, inchaço ou fraqueza muscular. Veja outros sintomas da distensão muscular.  

O tratamento da distensão muscular deve sempre ser feito com orientação do ortopedista, de acordo com a gravidade, grau e tipo de lesão, podendo também ser recomendado exercícios isométricos ou cardiovasculares, e a fisioterapia que ajudam a acelerar a recuperação.

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Principais tratamentos

Os principais tratamentos para a distensão muscular são:

1. Proteger o membro afetado

Proteger o membro afetado é feito com repouso, restringindo os movimentos do membro ajuda a reduzir o sangramento local e prevenir a piora da lesão.

Além disso, o repouso do membro afetado ajuda na recuperação e alivia a dor e o desconforto que surgem ao se movimentar, no entanto, deve ser feito por 1 a 3 dias, ou conforme orientação médica, pois o repouso prolongado pode afetar a força muscular.

2. Elevação do membro

Elevar o membro afetado acima da altura do coração, ajuda a estimular a circulação sanguínea, melhora o sistema linfático, além de proporcionar relaxamento, aliviando o inchaço do músculo afetado.

No caso da distensão muscular ter ocorrido na perna, uma forma fácil de elevar o membro é deitar na cama e colocar a perna na cabeceira ou apoiar a perna em almofadas ou travesseiros, por exemplo.

3. Compressas frias

Aplicar compressas frias no músculo afetado ajuda a diminuir a dor e aliviar o inchaço no local e a aliviar a inflamação e os sintomas.

É recomendado que a aplicação de compressas frias seja feita imediatamente após o episódio de distensão muscular, e por até 48 horas após. Entenda quando são indicadas compressas frias e mornas

Para fazer a compressa fria, deve-se colocar gelo dentro de uma bolsa térmica ou colocar o saco de gel no congelador para resfriar, e depois envolver a bolsa ou o saco de gel em uma toalha limpa e seca e aplicar na região afetada, deixando agir por 15 a 20 minutos, de 3 a 4 vezes por dia. 

4. Evitar o uso de anti-inflamatórios

Apesar de em alguns casos o médico poder recomendar o uso de anti-inflamatórios para distensão muscular, atualmente o uso desses remédios é desaconselhado, pois pode prejudicar a cicatrização dos músculos ou tendões, além de aumentar o risco de fibrose nos tecidos.

Desta forma, o uso de anti-inflamatórios deve ser evitado, e usado somente se o médico recomendar, após avaliação do tipo, grau e gravidade dos sintomas de distensão muscular.

5. Compressão local

A compressão do local afetado pode ser recomendado pelo médico sendo feito com o uso de uma faixa ou bandagem elástica, pois ajuda a reduzir o inchaço e o sangramento no músculo.

No entanto, é importante não comprimir demais o local, pois pode afetar a circulação sanguínea, devendo-se afrouxar a faixa ou bandagem elástica caso surja piora da dor ou formigamento da região.

6. Exercícios isométricos

Os exercícios isométricos são exercícios onde não se observa o movimento das articulações, apenas a contração muscular, ajuda no fortalecimento muscular, além de  promover a reparação dos tecidos musculares, sem aumentar a dor.

Com a melhora dos sintomas, os exercícios podem progredir, com uso de faixas elásticas e a seguir pesos. Na última fase de tratamento, deve-se realizar exercícios de estabilidade articular como a propriocepção. Veja alguns exemplos de exercícios de propriocepção.

O ideal é que esses exercícios sejam feitos com a orientação do fisioterapeuta, sendo normalmente recomendados para serem iniciados o mais cedo possível, de acordo com os sintomas apresentados e gravidade da distensão.

7. Exercícios cardiovasculares

Os exercícios cardiovasculares podem ser indicados pelo médico após a fase aguda da distensão muscular, em que a pessoa não apresenta dor, pois ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo para o músculo acelerando a recuperação.

Esses exercícios são principalmente aeróbicos indicados pelo médico ou fisioterapeuta

8. Fisioterapia

As sessões de fisioterapia para reabilitação de uma distensão muscular devem ser feitas diariamente ou em dias alternados para facilitar a recuperação. 

O tratamento deve ser indicado pelo fisioterapeuta após uma avaliação e observação dos exames solicitados pelo médico e pode incluir o uso de compressas de gelo ou calor, dependendo da necessidade.

Além disso, o fisioterapeuta pode indicar tratamentos com aparelhos, como TENS, ultrassom e laser, por exemplo, pois ajudam a diminuir a dor e a inflamação, auxiliando na cicatrização.

9. Cirurgia para distensão muscular

Raramente o médico aconselha uma cirurgia para reparação da distensão muscular porque normalmente o músculo e o tendão se recuperam totalmente com o tratamento clínico e fisioterapêutico, sem necessitar de intervenção cirúrgica. 

A cirurgia fica restrita aos atletas de alta competição, quando estes sofrem um estiramento muscular muito próximo das datas de competições muito importantes e inadiáveis.

Tratamento caseiro para distensão muscular

Para complementar o tratamento clínico e fisioterapêutico, o indivíduo pode, após 48 horas da lesão, aplicar compressas mornas na região dolorida, duas vezes ao dia, além de evitar esforços.

Quanto tempo demora o tratamento

O tempo de tratamento para distensão muscular pode ser de 2 semanas a 6 meses, dependendo do grau do estiramento, que incluem:

  • Grau 1: demora cerca de 2 semanas para curar;
  • Grau 2: demora cerca de 8 a 10 semanas para curar;
  • Grau 3: pode demorar de 6 meses a 1 ano para curar.

Quanto mais comprometido a pessoa estiver com o tratamento, melhores serão os resultados, e por isso é importante seguir todas as orientações do médico e do fisioterapeuta para a recuperação completa. 

Em todos os casos as lesões passam pelo mesmo processo de cicatrização, sendo que a fase inicial tem uma maior inflamação e dura cerca de 6 dias, e na fase subaguda a inflamação diminui e começa a reparação, podendo durar até 6 semanas.

Já na fase de maturação e remodelamento, não há dor, apenas limitação dos movimentos, e pode durar de 6 meses a 1 ano.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora podem ser diminuição do inchaço, da dor e redução do hematoma. 

Quando a pessoa consegue movimentar a região afetada pela lesão com menos dor e consegue realizar uma contração muscular, mesmo que leve, isso pode indicar a recuperação do estiramento.

Sinais que podem indicar excesso de exercícios

Alguns sinais que podem indicar que o tratamento está sendo muito intenso, o que também pode prejudicar a recuperação da lesão, são:

  • Dor após a fisioterapia que não diminui em 4 horas ou não desaparece em 24 horas;
  • Dor que se inicia mais cedo que na sessão anterior;
  • Maior rigidez e diminuição da amplitude de movimentos;
  • Inchaço, dor ou calor na região afetada após os exercícios;
  • Fraqueza muscular que se instala após o início da fisioterapia.

Com o avanço dos exercícios fisioterápicos é normal haver um aumento da dor, assim como ocorre após ir à academia de ginástica, que dura cerca de 4 horas, mas se os outros sinais estiverem presentes, é importante diminuir a intensidade do tratamento, diminuindo a dificuldade dos exercícios.

Assista o vídeo seguinte e confira algumas dicas sobre o tratamento da distensão muscular:

COMO TRATAR ESTIRAMENTO MUSCULAR

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Possíveis complicações

As complicações da distensão muscular incluem:

  • Aumento da dificuldade de cicatrização;
  • Dor que não melhora;
  • Diminuição da força e da amplitude dos movimentos.

Por isso, o tratamento da distensão muscular deve ser realizado conforme as orientações do ortopedista e do fisioterapeuta.



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Apixabana: para que serve, como usar e efeitos colaterais



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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ACTH: o que é, quando fazer o exame e o que significa ACTH alto

ACTH é um hormônio produzido pela hipófise que tem como principal função estimular a produção de hormônios esteroides pelas glândulas suprarrenais e pituitária, como cortisol, aldosterona e androgênios.

Assim, o exame de ACTH, também conhecido como hormônio adrenocorticotrófico ou corticotrofina, é indicado para investigar alterações relacionadas com as glândulas pituitária e suprarrenal, como síndrome de Cushing, doença de Addison, insuficiência da glândula adrenal ou hipopituitarismo, por exemplo.

O exame de ACTH é normalmente solicitado juntamente com a dosagem do cortisol para que se possa avaliar a relação entre esses dois hormônios, já que o ACTH estimula a produção de cortisol. É indicado que o exame seja realizado durante a manhã, já que o nível de ACHT sofre variações ao longo do dia, sendo verificada maior concentração durante a manhã.

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Quando o exame é indicado

O exame de ACTH é normalmente indicado pelo médico quando existe suspeita de alterações na glândula suprarrenal ou pituitária ou quando a pessoa apresenta sinais ou sintomas que sejam indicativos da produção excessiva ou deficiente de cortisol, como por exemplo:

  • Excesso ou perda de peso;
  • Pele fina e fragilizada;
  • Estrias vermelhas na barriga;
  • Acne;
  • Aumento de pelos no corpo;
  • Escurecimento da pele;
  • Perda do apetite.

Esse exame é normalmente solicitado juntamente com a dosagem de cortisol, uma vez que o ACTH estimula a produção de cortisol. Dessa forma, ao avaliar em conjunto os níveis desses dois hormônios, é possível chegar a um diagnóstico. Dependendo do diagnóstico, podem ser solicitados também exames de imagem, principalmente quando há suspeita de tumores.

Como é feito

O exame de ACTH é feito a partir da avaliação de uma amostra de sangue, que deve ser preferencialmente colhida durante a manhã, já que é durante esse período em que normalmente é verificada maior concentração de ACTH. Esse hormônio é secretado aos poucos durante o dia, tendo níveis mais altos às 6 e 8h e níveis mais baixos às 21 e 22h.

Para realizar esse exame não é necessário fazer jejum ou qualquer outro preparo, sendo a principal recomendação a realização do exame pela manhã. Além disso, é recomendado que o uso de suplementos que contenham biotina seja suspenso pelo menos 3 dias antes da realização do exame ou de acordo com a orientação do médico.

Valor de referência

De forma geral, o valor normal de ACTH no sangue entre as 7 e 10h da manhã deve ser entre 7 e 63 pg/mL. É importante ter em mente que o valor de referência pode variar de acordo com o laboratório e método de análise utilizado.

Além disso, os níveis de ACTH podem ser influenciados pelo momento do dia, já que os níveis sofrem grandes variações a longo do dia, e por situações do dia a dia, como estresse e ansiedade, por exemplo.

O que significa o resultado

De acordo com o resultado do exame, podem existir os seguintes resultados:

1. ACTH alto

O ACHT alto, que é quando é verificada concentração acima de 63 pg/mL entre as 7h e 10h da manhã, pode ser indicativo de algumas situações, sendo as principais:

  • Síndrome de Cushing, que pode levar ao aumento da produção de ACTH pela hipófise;
  • Insuficiência adrenal primária;
  • Síndrome adrenogenital com produção diminuída de cortisol;
  • Uso de anfetaminas, insulina, levodopa, metoclopramida e mifepristona.

Concentrações muito elevadas de ACTH no sangue podem aumentar a quebra de lipídios, aumentando a concentração de ácidos graxos e glicerol no sangue, estimular a secreção de insulina e aumentar a produção do hormônio do crescimento, o GH.

2. ACTH baixo

O ACHT baixo, que é quando é verificada concentração abaixo de 7 pg/mL entre as 7 e 10h da manhã, pode ser indicativo de:

  • Hipopituitarismo;
  • Insuficiência pituitária de ACTH, também chamada de insuficiência adrenal secundária;
  • Uso de medicamentos, como corticosteroides, estrogênios, espironolactona ou anfetaminas;
  • Gravidez.

Além disso, o ACTH pode estar diminuído em caso de consumo de álcool, prática de atividade física e de acordo com a fase do ciclo menstrual.



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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Urina escura: o que pode ser (e o que fazer)

A urina escura pode ser causada pela diminuição do consumo de água durante o dia ou ser devido ao hábito de segurar o xixi durante o dia, além de também poder ser causada por infecção urinária, pedra nos rins, problemas no fígado, na via biliar, alterações nas vias de biossíntese do ferro, como na doença chamada porfiaria ou síndrome nefrítica.

Nos casos em que a urina escura acontece devido a doenças, é comum também notar outros sintomas como dor e ardor ao urinar, dor na parte de baixo das costas, febre e fezes mais claras, por exemplo.

Por isso, é importante que o urologista ou nefrologista seja consultado assim que possível para que seja realizada uma avaliação e seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

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As principais causas de urina escura são:

1. Beber pouca água

Beber pouca água durante o dia é a principal causa de urina escura, isso porque quando se consome menos água há maior concentração das substâncias que são eliminadas na urina. Além disso, é possível que a urina tenha um cheiro mais forte.

O que fazer: É importante consumir bastante líquidos durante o dia, seja água, chás, sucos naturais ou alimentos ricos em água, pois dessa forma além de deixar a urina mais clara, o que é sinal de hidratação, é possível melhorar o funcionamento do organismo. Veja quais são os benefícios de beber água.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Segurar o xixi

Segurar o xixi por muito tempo também pode deixar a urina mais escura, uma vez que as substâncias que são normalmente eliminadas pela urina ficam acumuladas, alterando a cor da urina. Além disso, ao segurar o xixi por muito tempo, há maior risco de complicações, como infecções, incontinência urinária e pedra nos rins.

Leia também: Segurar o xixi pode fazer mal à saúde? tuasaude.com/segurar-o-xixi-faz-mal

O que fazer: Para evitar as complicações relacionadas com o fato de segurar o xixi por muito tempo, é recomendado ir ao banheiro sempre que houver vontade de urinar, mesmo que a bexiga não esteja totalmente cheia.

Dessa forma é possível que haja a eliminação das substâncias que podem estar em excesso no organismo, além de prevenir a perda da elasticidade da bexiga.

3. Infecção urinária

A infecção urinária é também uma situação frequente que pode fazer com que a urina fique escura, principalmente nos casos em que a infecção é crônica.

Isso porque nesses casos pode haver comprometimento dos rins, resultando em maior concentração da urina e podendo também haver liberação de sangue na urina.

Além da urina escura, é importante que a pessoa fique atenta a outros sintomas que possam surgir como febre, dor e ardência ao urinar e sensação de peso e desconforto na bexiga, por exemplo, já que também são comuns no caso de infecção urinária.

Leia também: 9 sintomas de infecção urinária (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-infeccao-urinaria

O que fazer: Na presença de sintomas indicativos de infecção urinária, é importante consultar o nefrologista ou clínico geral para que seja feita uma avaliação e ser indicado o tratamento mais adequado, que normalmente envolve o uso de antibióticos para combater a infecção.

Além disso, é recomendado que a pessoa beba bastante água e tenha uma alimentação saudável para acelerar a recuperação.

4. Pedra nos rins

A pedra nos rins também pode deixar a urina mais escura, já que é comum que essa situação é favorecida pela diminuição da quantidade de água consumida durante o dia, o que deixa a urina mais concentrada, além de também ser comum que existe eliminação de sangue pela urina, o que torna a urina mais escura.

Além da urina escura, a presença de pedra nos rins também causa dor intensa no fundo das costas e dor ao urinar, o que é bastante desconfortável.

O que fazer: O médico pode indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios anti-inflamatórios para aliviar os sintomas e remédios que ajudam a dissolver a pedra e favorecer a sua saída pelo xixi. 

Nos casos mais graves, em que existem várias pedras ou quando a pedra é muito grande, pode ser necessária a realização de uma pequena cirurgia para remover a pedra. Entenda melhor como é feito o tratamento para pedra nos rins.

5. Problemas no fígado

Algumas alterações no fígado, como cirrose e hepatite, por exemplo, podem comprometer a função desse órgão e causar o escurecimento da urina.

Isso porque como consequência da inflamação e perda da função do fígado, não há degradação correta da bilirrubina, que é um pigmento obtido a partir da degradação da hemoglobina, sendo eliminada em altas concentrações na urina.

Além disso, é comum que além da urina escura as fezes também fiquem mais esbranquiçadas, o que acontece não só por alteração no metabolismo da bilirrubina mas também porque a digestão das gorduras é prejudicada. Conheça outros sintomas indicativos de problemas no fígado.

O que fazer: Na presença de sinais e sintomas indicativos de problemas no fígado, é importante que o clínico geral ou hepatologista seja consultado, pois assim é possível que sejam feitos exames para identificar a causa da urina escura e, assim, ser indicado o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios ou mudança na dieta, por exemplo.

6. Alterações nos rins

Algumas situações podem comprometer o funcionamento dos rins de forma que o processo de filtração e absorção pode ser prejudicado, o que pode fazer com que a urina fique mais concentrada e, consequentemente, mais escura.

As principais situações que podem causar sobrecarga nos rins são diabetes, hipertensão, alimentação rica em proteínas, uso de suplementação, infecções, presença de pedra nos rins, gota e uso de medicamentos nefrotóxicos.

Leia também: 11 sintomas de problemas nos rins (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-problemas-nos-rins

O que fazer: É importante que a causa da alteração no rim seja identificada e tratada de acordo com a orientação do nefrologista, pois assim é possível evitar que a função do rim seja cada vez mais comprometida e possa haver o desenvolvimento de injúria renal aguda e posteriormente, doença renal crônica.

Assim, de acordo com a causa associada com a urina escura, o médico pode indicar o uso de remédios anti-inflamatórios, antibióticos ou diuréticos, realização de cirurgia ou mudança nos hábitos alimentares.

7. Síndrome nefrítica

A síndrome nefrítica é uma doença renal que pode provocar a presença de sangue na urina, deixando-a escura, hipertensão, diminuição da frequência urinária e inchaço.

Nos casos em que a doença não é identificada e tratada corretamente, é possível evoluir para injúria renal aguda, sendo também observado níveis de creatinina e ureia altos no sangue.

Leia também: Ureia alta: o que significa, sintomas e como tratar tuasaude.com/ureia-alta

O que fazer: O médico pode indicar o uso de anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial, diuréticos para diminuir o inchaço e corticoesteroides para diminuir a inflamação. Em alguns casos, pode ser também indicado o uso de antibióticos.

8. Sangue na urina

A urina pode ficar mais escura na presença de sangue, o que pode acontecer devido a fatores como, infecções urinárias, uso de alguns medicamentos como varfarina, aspirina ou fenazopiridina, cálculo renal e câncer da via urinária ou próstata, por exemplo.

Além disso, outra situação em que é verificada a presença de sangue na urina é nos primeiros dias da menstruação e isso acontece devido à mistura do sangue vaginal com a urina, sem que seja sangue na urina propriamente dito. Saiba mais sobre as principais causas de sangue na urina.

O que fazer: É importante que caso seja verificado sangue na urina, o nefrologista seja consultado para que seja feita uma avaliação física e sejam indicados os exames necessários para identificar a causa do sangue na urina e assim ser recomendado o tratamento mais adequado.

No caso da menstruação, é importante prestar atenção à presença de outros sintomas como febre, ardor ou dor durante à micção, pois pode ser indicativo de infecção urinaria, que deve ser tratada de acordo com a orientação do médico.



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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Sarampo: sintomas, tratamento, transmissão, prevenção (e vacina)

O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar alguns sintomas como febre, tosse, corrimento nasal, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo que não coçam, por exemplo.

Causada pelo vírus Measles Morbillivirus, o sarampo é uma doença transmitida diretamente de pessoa para pessoa, por via aérea, durante a tosse, espirro, fala ou respiração.

Leia também: 21 doenças causadas por vírus: sintomas, tratamento e prevenção tuasaude.com/doencas-causadas-por-virus

Na suspeita de sarampo, é aconselhado consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que geralmente é feito com o repouso. No entanto, o médico também pode prescrever o uso de remédios analgésicos e antitérmicos, e suplemento de vitamina A.

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Foto de sarampo em criança

Sintomas de sarampo

Os principais sintomas do sarampo são:

  • Manchas vermelhas na pele, que surgem no rosto e depois espalham-se para todo o corpo, e que não coçam;
  • Manchas brancas arredondadas dentro da boca;
  • Febre alta, acima de 38,5ºC;
  • Tosse seca;
  • Nariz escorrendo;
  • Conjuntivite;
  • Perda do apetite;
  • Dor de cabeça e mal-estar.

Os sintomas do sarampo podem aparecer entre 8 a 12 dias após o contato com o vírus, sendo importante que o tratamento seja iniciado logo em seguida para prevenir complicações. Conheça os principais sintomas de sarampo.

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Sarampo em bebê

O sarampo em bebê pode causar sintomas como febre alta, tosse, vermelhidão nos olhos, irritabilidade e manchas de Koplik, que são pequenas manchas branco-azuladas dentro da boca.

Entretanto, o sarampo no bebê pode ser prevenido com a administração da vacina contra o sarampo. No entanto, essa vacina é indicada apenas após os primeiros 12 meses.

Leia também: Sarampo no bebê: sintomas, vacina e tratamento tuasaude.com/sarampo-no-bebe

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de estar com sarampo, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:

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Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico ou substituindo a consulta com o infectologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do sarampo é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita a realização de teste sorológico, a partir de uma amostra de urina, sangue, líquor ou secreções orais e nasofaríngeas. Normalmente esse teste é feito por meio do teste ELISA, para identificar anticorpos específicos contra o vírus ou antígenos.

O diagnóstico também pode ser também feito por meio da técnica de PCR, que identifica a presença do vírus no organismo, assim como a sua quantidade.

Como acontece a transmissão

A transmissão do sarampo acontece de pessoa para pessoa através do ar, durante a tosse, espirro, respiração ou fala, já que as gotículas liberadas podem conter partículas virais capazes de causar a doença.

Além disso, o vírus pode permanecer ativo no ar ou superfícies por até 2 horas, de forma que o contato com ambientes fechados e superfícies contaminadas poderia também ser considerada uma via de transmissão do sarampo.

A transmissão do sarampo pode acontecer entre 6 dias a 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas pelo corpo.

Diferença entre sarampo e catapora

A catapora é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca sintomas, como manchas vermelhas pelo corpo, bolhas contendo líquido, coceira intensa e crostas na pele, febre e perda do apetite.

Leia também: Catapora: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-catapora

Já o sarampo é causado pelo vírus Measles Morbillivirus e, embora também provoque manchas vermelhas no corpo, febre e falta de apetite, não provoca lesões/feridas ou coceiras na pele.

Tratamentos para sarampo

Os tratamentos indicados para o sarampos incluem:

  • Repouso, para ajudar na recuperação e poupar energia para o corpo combater o vírus;
  • Hidratação adequada, com a ingestão de água, chás e suco de frutas, para evitar a desidratação;
  • Medicamentos para aliviar a dor e a febre, como paracetamol e ibuprofeno;
  • Compressas de gaze frias, que podem ser usadas para limpar os olhos, em casos de conjuntivite ou ainda aplicadas na testa, nuca ou axilas para ajudar a baixar a febre;
  • Suplementação com palmitato de Retinal (vitamina A), para todas as crianças com sarampo, de acordo com a idade da criança e seguindo as orientações do pediatra ou nutricionista.

Por não existir um tratamento específico contra o vírus do sarampo, o tratamento consiste em aliviar os sintomas.

Leia também: Tratamento para sarampo: remédios e outros cuidados tuasaude.com/tratamento-para-sarampo

Possíveis complicações

O sarampo pode causar complicações principalmente em bebês e pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, sendo os mais comuns a pneumonia, a encefalite aguda, a infecção no ouvido, diarreia grave e em alguns casos, o óbito.

Por isso, para prevenir o surgimento de complicações, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de sarampo.

Prevenção do sarampo

A única forma de prevenir o sarampo é através da vacinação contra a doença, cuja primeira dose é recomendada aos 12 meses.

O isolamento da pessoa doente é outra forma eficaz de impedir o contágio da doença. Por isso, todas as pessoas que mantêm contato próximo com a pessoa com sarampo, devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido. A pessoa infectada também deve ficar em casa, sem ir para a escola ou trabalho, para não contaminar os outros.

Vacina do sarampo

A vacina do sarampo geralmente é fornecida gratuitamente a partir dos 12 meses de idade.

As 2 formas principais de tomar a vacina do sarampo são:

  • Vacina tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola;
  • Vacina tetraviral: que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e também a catapora.

Qualquer pessoa pode tomar a vacina do sarampo, incluindo bebês, crianças, adolescentes e adultos que ainda não tenham tomado a vacina.

Leia também: Vacina do sarampo: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-contra-sarampo

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cardo-mariano: o que é, para que serve e como fazer o chá

​O cardo-mariano (Silybum marianum) é uma planta medicinal  que pode ser indicada para ajudar a tratar a má digestão e problemas no fígado, como fígado gordo e hepatite, por exemplo.

Os benefícios do cardo-mariano são possíveis porque essa planta é rica em silimarina, silibina, isosilibina, silicristina, di-hidrosilibina e silidianina, compostos naturais com ação anti-inflamatória, digestiva, neuroprotetora, antioxidante e antidiabética.

Os frutos da planta cardo-mariano, também conhecida como cardo-de-leite ou cardo-de-santa-Maria, são as partes usadas para o preparo de chás ou cápsulas. Entretanto, o cardo mariano deve ser usado somente com orientação médica ou de um profissional especializado em plantas medicinais.

Veja o vídeo a seguir, com a Dra. Danielle, e conheça mais sobre o cardo-mariano:

Cardo-Mariano: Para Que Serve e Quem NÃO Pode Tomar

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Para que serve e benefícios

As principais indicações e benefícios do cardo-mariano são:

1. Aliviar a má digestão

O cardo-mariano ajuda a aliviar sintomas de má digestão, como enjoo, azia, gases e inchaço na barriga.

Isso acontece porque essa planta medicinal possui ação coleréticas e colagogas, que ajudam na digestão e promovendo o fluxo da bile.

Leia também: O que tomar para má digestão (chás, sucos e remédios) tuasaude.com/ma-digestao

2. Ajudar a tratar problemas no fígado

O cardo-mariano contém silimarina, uma substância que ajuda a melhorar a função hepática e proteger o fígado, podendo ajudar a prevenir a fibrose hepática.

Por isso, seu uso tem sido associado ao tratamento complementar de algumas doenças hepáticas, como icterícia, cirrose, esteatose hepática, hepatite aguda ou crônica e icterícia.

No entanto, o uso do cardo-mariano para essas doenças só deve ser feito sob supervisão médica.

Leia também: 11 sintomas de problemas no fígado (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-problemas-no-figado

3. Controlar a diabetes tipo 2

A silimarina, presente no cardo-mariano, pode ter efeitos antidiabéticos, ajudando a controlar a diabetes tipo 2.

Além disso, esta planta contém silibinina, um composto que pode ajudar a manter a saúde das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.

4. Manter a saúde neurológica

O cardo mariano, graças à presença de silimarina, ajuda a manter a saúde neurológica pois atua como antioxidante e ajuda a neutralizar e eliminar os radicais livres.

Leia também: Silimarina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/silimarina-legalon

5. Possuir ação antimicrobiana

O cardo mariano possui propriedades antimicrobianas, o que lhe confere um efeito protetor contra toxinas biológicas, como as micotoxinas, substâncias produzidas por alguns fungos, como o Aspergillus flavus.

Infecções fúngicas, causadas pela Candida albicans;

6. Aumentar a produção de leite materno

Tradicionalmente, as sementes de cardo-mariano têm sido usadas para estimular a produção de leite materno.

No entanto, atualmente não existem evidências científicas suficientes para comprovar sua eficácia para esse objetivo.

7.  Reduzir a ferritina alta

A silimarina, presente no cardo-mariano, pode se ligar ao excesso de ferro no organismo e aumentar os níveis de glutationa, um antioxidante natural que ajuda na desintoxicação do fígado.

Essa capacidade de reduzir o ferro livre é importante para ajudar a controlar o excesso de ferro, uma condição frequentemente associada a níveis elevados de ferritina.

Leia também: Ferritina alta: o que pode ser, sintomas (e o que fazer) tuasaude.com/ferritina-alta

8. Complementar o tratamento do câncer

O cardo-mariano possui efeitos quimiopreventivos, podendo ser usado como complemento ao tratamento médico de alguns tipos de câncer.

No caso do câncer de próstata, estudos demonstraram que esta planta pode limitar o crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

Efeitos positivos também foram observados em câncer de estômago, colorretal, bexiga e pele.

No entanto, o uso do cardo-mariano em pessoas com câncer só deve ser feito sob a orientação de um oncologista ou médico responsável, pois pode interferir em alguns tratamentos.

Cardo-mariano emagrece?

Embora seja usado popularmente para emagrecer, até o momento não existem estudos científicos que comprovem o benefício do cardo-mariano na perda de gordura corporal.

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Como fazer o chá

O chá do cardo-mariano deve ser preparado com as sementes dessa planta.

Ingredientes:

  • De 3 a 5 g, cerca de 1 colher (chá) de sementes de cardo mariano;
  • 1 xícara (chá) de água.

Modo de preparo:

Colocar a água numa panela e levar ao fogo para ferver. Apagar o fogo e adicionar as sementes de cardo mariano.

Tampar a panela, deixar descansar por 10 a 15 minutos, coar e beber o máximo de 3 xícaras deste chá por dia, antes das refeições.

Cardo-mariano cápsulas, comprimidos ou gotas

O cardo-mariano também pode ser encontrado sob a forma de cápsulas, comprimidos ou gotas, sendo frequente associado a outras plantas como alcachofra e boldo.

  • Cardo-mariano cápsulas: a dosagem recomendada em cápsulas geralmente varia de 1 a 5 gramas por dia;
  • Cardo-mariano gotas: a dosagem recomendada geralmente é de 20 gotas diluídas em um copo de água, três vezes ao dia, antes das refeições.

No entanto, é aconselhado sempre consultar um médico ou fitoterapeuta para adequar a dosagem de cardo-mariano para cada pessoa.

Possíveis efeitos colaterais

O cardo mariano é considerado seguro quando usado em dosagens adequadas.

No entanto, mais raramente, essa planta pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas, como irritação no estômago, boca seca, diarreia, dor de cabeça e reações alérgicas, como dermatite, urticária, rash cutâneo, coceira e anafilaxia.

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Quem não deve usar

O cardo-mariano não deve ser usado por mulheres grávidas, crianças com menos de 18 anos ou pessoas com pressão alta, problemas renais, obstrução das vias biliares, ou problemas gástricos, como gastrite ou úlceras, por exemplo.

Pessoas com alergia ao cardo-mariano ou a plantas similares, como ambrósia, crisântemo, calêndula e margarida, malmequer e alcachofra, não devem consumir essa planta.

O cardo-mariano também não deve ser usado por pessoas que tenham câncer dependente de estrogênio, como câncer de mama ou de ovários, por exemplo.

Além disso, mulheres em período de amamentação, pessoas com hipoglicemia, diabetes ou que estejam usando remédios ou suplementos, devem sempre consultar o médico antes de usar o cardo-mariano.

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source https://www.tuasaude.com/cardo-mariano/

Osteoporose: o que é, sintomas, causas e tratamento

Osteoporose é uma doença causada pela diminuição da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando, assim, o risco de fraturas na coluna, no braço, no quadril ou no fêmur, que é o osso da coxa.

Sendo uma doença silenciosa, a osteoporose geralmente não causa sintomas. No entanto, à medida que os ossos ficam enfraquecidos, algumas fraturas podem ocorrer causando sintomas como dor na coluna, postura curvada e diminuição da altura.

Leia também: 9 sintomas de osteoporose (e o que fazer) tuasaude.com/sintomas-de-osteoporose

Apesar da osteoporose não ter cura, o tratamento melhora a qualidade de vida da pessoa e diminui o risco de fraturas, podendo incluir exercícios físicos e o uso de suplementos e medicamentos.

Confira no vídeo a seguir mais sobre os sintomas e como prevenir a osteoporose:

Osteoporose: sintomas, diagnóstico e como prevenir

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Sintomas da osteoporose

Os principais sintomas da osteoporose são:

  • Dor na coluna;
  • Diminuição de, pelo menos, 2 cm de altura;
  • Formigamento nas pernas;
  • Postura curvada.

Entretanto, a osteoporose é uma doença silenciosa e que não causa sintomas na maioria das vezes.

Por isso, a doença geralmente é identificada através de exames feitos após a ocorrência de fraturas, por exemplo.

Teste online de sintomas

Para saber o risco de ter osteoporose por favor, selecione a seguir os sintomas que apresenta:

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Este teste é uma ferramenta que deve ser usada apenas como orientação e, por isso, não tem a finalidade diagnosticar ou substituir a consulta com o ortopedista.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose é feito pelo ortopedista, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados e da história de saúde familiar e da pessoa.

Além disso, o médico também pode solicitar exames de sangue para complementar o diagnóstico, como hemograma completo, dosagem de cálcio e vitamina D, além da densitometria óssea, que é um exame de imagem que avalia a massa óssea.

Marque uma consulta com o médico mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para avaliar o risco de osteoporose:

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Principais causas

A osteoporose é causada pela diminuição da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis, estando muito relacionada com o envelhecimento das células dos ossos, podendo acontecer principalmente em homens e mulheres após os 50 anos.

Outras causas que podem favorecer o desenvolvimento da osteoporose são:

  • Doenças endócrinas, como diabetes ou hiperparatireoidismo;
  • Deficiência de cálcio e/ou vitamina D;
  • Sedentarismo;
  • Menopausa;
  • Alimentação inadequada;
  • Tabagismo;
  • Anorexia nervosa;
  • Alcoolismo;
  • Uso de alguns tipos de medicamentos;
  • Deficiência na produção de hormônios.

Além disso, algumas doenças também podem aumentar o risco do desenvolvimento da osteoporose, como câncer, HIV, artrite reumatoide, hemofilia, insuficiência renal e talassemia.

Diferença entre osteopenia e osteoporose

A osteopenia é um desequilíbrio na renovação óssea que causa a perda gradativa da densidade dos ossos e que, quando identificada na fase inicial, pode ser tratada, evitando-se, assim, a osteoporose.

Leia também: Osteopenia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osteopenia

Já a osteoporose é uma doença onde já existe uma elevada perda da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando, assim, o risco de fraturas.

Como é feito o tratamento

O tratamento da osteoporose, indicado pelo ortopedista, pode incluir:

1. Remédios

Os remédios indicados pelo médico variam de acordo com as causas da osteoporose, a idade, o sexo e o estado geral de saúde da pessoa, podendo ser indicados:

  • Bifosfonatos, como alendronato e risedronato, remédios que ajudam a manter a densidade dos ossos, evitando o risco de fraturas;
  • Anticorpos monoclonais, como o denosumabe e o romosozumabe, medicamentos que são indicados principalmente para mulheres na pós menopausa e homens com alto risco de fraturas, ou quando outros tratamentos não foram eficazes;

Além disso, o médico também pode indicar o uso de teriparatida, que é um medicamento indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa e em homens com elevado risco de fraturas. Veja para que serve a teriparatida.

Leia também: 6 principais remédios para tratar a osteoporose tuasaude.com/remedio-para-osteoporose

2. Reposição hormonal

A reposição hormonal com estrogênio pode ser indicada principalmente para mulheres na menopausa, para evitar a perda de massa óssea e fraturas.

Já a reposição hormonal com testosterona pode ser indicada para homens que, além da osteoporose, também apresentam baixos níveis desse hormônio no organismo.

3. Suplementos

Alguns suplementos, como cálcio, magnésio e vitamina D também podem ser recomendados pelo médico para manter a saúde dos ossos.

No entanto, esses suplementos geralmente são recomendados em casos de baixa ingestão dos alimentos fonte ou em situações que diminuem a absorção de nutrientes, como nos casos de cirurgia bariátrica, doença celíaca e doença de Crohn.

4. Alimentação saudável e variada

Manter uma alimentação saudável e adequada, incluindo alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite, iogurte, brócolis e amêndoas, é fundamental para aumentar a absorção de cálcio e fósforo, melhorando a saúde dos ossos.

É importante também evitar alimentos que diminuem a absorção de cálcio, como café, chá preto, sal e comidas do tipo fast food. Veja como fazer uma dieta para osteoporose.

Leia também: 34 alimentos ricos em cálcio tuasaude.com/alimentos-ricos-em-calcio

5. Exercícios físicos

Praticar exercícios físicos de forma regular, como caminhada, dança e hidroginástica, ajudam a fortalecer os músculos e articulações, prevenindo fraturas e aliviando os sintomas da osteoporose. Conheça alguns exercícios indicados para quem tem osteoporose.

Como prevenir

Algumas formas de prevenir a osteoporose são:

  • Manter uma alimentação saudável e variada, consumindo alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como laticínios, ovos e peixes gordurosos, porque esses nutrientes são fundamentais para a formação dos ossos;
  • Tomar de 15 a 30 minutos de sol por dia, para facilitar a produção de vitamina D pelo organismo, uma vez que essa vitamina participa no processo de absorção do cálcio no organismo. Veja como pegar sol para produzir vitamina D no organismo;
  • Praticar exercícios físicos, como caminhada, corrida e musculação, já que ajudam a fortalecer os músculos e articulações, melhorando a densidade óssea;
  • Evitar o cigarro, pois o hábito de fumar está associado a um risco aumentado de osteoporose;
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que o consumo de álcool está relacionado com a diminuição de cálcio pelo organismo.

No caso de pessoas idosas, é importante manter a casa segura para evitar quedas e diminuir o risco de fraturas. Assim, é recomendado evitar tapetes na casa e no banheiro, colocar pisos antiderrapantes e barras de proteção.

Leia também: 8 dicas para melhorar a absorção de cálcio tuasaude.com/4-dicas-para-melhorar-a-absorcao-do-calcio

Osteoporose tem cura?

A osteoporose não tem cura, pois ainda não existem remédios capazes de reverter a perda da massa óssea.

No entanto, a evolução da osteoporose pode ser controlada, assim como os sintomas e o risco de fraturas, com o tratamento indicado pelo ortopedista.



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