Quando a pessoa tem uma crise de pressão baixa, é recomendado deitá-la em local fresco e arejado com as pernas elevadas até que a pressão volte ao normal e os sintomas da pressão baixa passem.
A pressão baixa, também chamada de hipotensão, geralmente não é um problema, especialmente quando a pessoa sempre teve pressão baixa. No entanto, caso a pressão baixe muito rapidamente pode causar sintomas como fraqueza, cansaço, tonturas ou desmaio.
Embora nem sempre seja preocupante, especialmente se as crises de pressão baixa forem frequentes, é recomendado consultar um cardiologista ou clínico geral para verificar se existe algum problema de saúde que necessite de tratamento.
Assista ao vídeo a seguir e conheça melhor o que fazer quando a pressão está baixa:
Pressão Baixa: Sintomas e o Que Fazer na Hora
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O que fazer em caso de pressão baixa
Para uma pessoa que tem pressão normal ou alta, mas que sofreu uma crise de pressão baixa deve-se:
Deitar a pessoa, de preferência num local fresco e arejado;
Afrouxar as roupas, especialmente em volta do pescoço;
Levantar as pernas acima do nível do coração, mais ou menos a 45º do chão;
Oferecer líquidos como água, café ou suco de fruta, quando a pessoa está recuperada, para ajudar a estabilizar a pressão.
Levantar as pernas permite que o sangue flua em direção ao coração e ao cérebro mais facilmente, aumentando a pressão. A pessoa deve permanecer nesta posição por alguns minutos até que os sintomas de pressão baixa diminuam.
Para evitar crises de pressão baixa deve-se ter alguns cuidados como:
Tomar os remédios para pressão alta corretamente, de acordo com as orientações do médico e nunca em doses superiores à indicada;
Evitar locais muito quentes e fechados, sendo aconselhado usar roupas leves e fáceis de tirar;
Beber 1 a 2 litros de água por dia, a menos que o médico tenha dado outra orientação em relação à quantidade;
Fazer refeições pouco volumosas a cada 2 ou 3 horas e não sair de casa sem tomar o café da manhã;
Evitar fazer exercício físico de estômago vazio, ingerindo pelo menos um copo de suco antes de treinar;
Praticar atividade física regular para fortalecer os músculos dos braços e das pernas, pois ajuda o sangue a chegar mais facilmente ao coração e ao cérebro.
Normalmente, a pressão baixa é benigna e não traz graves consequências, mas a pessoa corre o risco de desmaiar e com a queda fraturar algum osso ou bater a cabeça, por exemplo, o que pode ser potencialmente grave.
Por isso, caso se note alguma frequência nas quedas da pressão ou caso surjam outros sintomas como palpitações cardíacas recorrentes, aconselha-se uma consulta médica.
Os transtornos mentais são definidos como uma alteração significativa na cognição, regulação emocional e/ou comportamental, e que podem causar sofrimento, incapacidade e afetar atividades sociais e profissionais.
Existem diversos tipos de transtornos mentais, onde os mais comuns incluem o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno bipolar, a fobia social e o transtorno obsessivo-compulsivo, por exemplo.
Na presença de sinais e sintomas sugestivos de transtorno mental, é recomendado consultar o psiquiatra. Assim, o médico poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode ser feito por meio de psicoterapia e uso de remédios.
Este tipo de transtorno pode causar sintomas psicológicos e físicos, como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono, por exemplo.
Como tratar: em casos de confirmação dessa condição, o psiquiatra pode recomendar a realização de sessões de psicoterapia.
Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de remédios que aliviam os sintomas, como antidepressivos e ansiolíticos. Também é orientada a realização de atividade física e atividades que promovam o relaxamento, como meditação, mindfulness, dança ou yoga.
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2. Transtorno bipolar
O transtorno bipolar é um transtorno mental grave que provoca oscilações de humor, variando entre depressão, que consiste em tristeza e desânimo, mania, em que há euforia extrema, ou hipomania, que é uma versão mais leve da mania. Entenda o que é o transtorno bipolar.
Este transtorno, pode afetar homens e mulheres, e pode começar no final da adolescência ou no início da idade adulta, precisando de tratamento para toda a vida.
Como tratar: o tratamento costuma ser feito com o uso de medicamentos recomendados pelo médico, como estabilizadores do humor, antipsicóticos, antidepressivos e/ou ansiolíticos.
Sessões de psicoterapia também são muito importantes para complementar o tratamento da bipolaridade e podem ser feitas individualmente, em família ou em grupos.
A fobia social é um transtorno mental onde a pessoa apresenta ansiedade e medo excessivo diante de situações sociais, como reunião com pessoas desconhecidas, ter uma entrevista de trabalho ou dar uma palestra, por exemplo.
Essa condição pode causar sintomas como suor excessivo, palpitações, tremores, sensação de falta de ar, tonturas e náuseas.
Como tratar: em casos de fobia social, podem ser indicadas sessões de psicoterapia, para ensinar a pessoa a controlar os sintomas da ansiedade, superar os seus medos e a praticar as suas habilidades sociais em grupo.
Quando somente a terapia não é suficiente, o psicólogo pode encaminhar a pessoa para um psiquiatra, que poderá prescrever remédios ansiolíticos ou antidepressivos.
4. Transtorno obsessivo-compulsivo
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, com pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes, intrusivos e indesejados.
A pessoa com esse transtorno também pode apresentar compulsões, incluindo comportamentos repetitivos ou atos mentais onde a pessoa se sente obrigada a executar em resposta a uma obsessão ou conforme regras rígidas.
Como tratar: se essa condição for confirmada, o tratamento indicado pelo psiquiatra poderá ser feito com o uso de remédios antidepressivos ou antidepressivos, como clomipramina, fluoxetina ou sertralina.
É recomendado também fazer terapia cognitivo-comportamental, que é realizada pelo psicólogo e onde a pessoa é direcionada a entender melhor porque os pensamentos obsessivos surgem e o resultado racional de não realizar as compulsões.
O estresse pós-traumático é um transtorno mental caracterizado pelo desenvolvimento de sintomas específicos, como intrusão, evitação persistente de estímulos, alterações negativas na cognição e no humor, e alterações na excitação e reatividade.
Esta condição pode ser causada por eventos traumáticos, como ter participado de uma guerra, um assalto ou ter sofrido violência sexual, por exemplo. Confira todas as causas do estresse pós-traumático.
Como tratar: o tratamento é feito com sessões de psicoterapia, onde o psicólogo procura ajudar a pessoa a perceber quais os eventos que estão provocando os medos involuntários e como podem liberar as memórias traumáticas desses eventos.
No entanto, em alguns casos, pode também ser necessário recorrer ao psiquiatra para que seja indicado o uso de medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos para aliviar os sintomas.
6. Transtorno do espectro autista
O transtorno do espectro autista (TEA) engloba o autismo infantil precoce, a síndrome de Asperger e o transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação.
A pessoa com este transtorno mental pode apresentar dificuldades na comunicação e interação social e/ou o comportamento e atividades restritas e repetitivas.
Os sintomas transtorno do espectro autista podem incluir uso repetitivo de objetos, fala repetitiva, adesão excessiva a rotinas, interesses limitados e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais.
Como tratar: o tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
Assim, a terapia ocupacional, sessões de fonoaudiologia e uso de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, podem ser recomendados.
7. Transtorno de deficit de atenção e hiperatividade
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade, ou TDAH, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como distração com frequência, e dificuldade em manter o foco e completar tarefas no tempo determinado, por exemplo.
Como tratar: em casos de confirmação deste transtorno mental, o médico pode prescrever medicamentos, como metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade.
Sessões de psicoterapia também são recomendadas para ajudar a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades.
A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e falta de interesse em realizar atividades que antes eram consideradas divertidas.
Na depressão, a tristeza é muito forte e dura por muito tempo, afetando toda a vida da pessoa e podendo impedir a realização de tarefas básicas como dormir ou comer e, em alguns casos, levar a pessoa a ter vontade de morrer.
Como tratar: para tratar a depressão, o psiquiatra poderá indicar a realização de psicoterapia e o uso de medicamentos antidepressivos, como sertralina, amitriptilina e venlafaxina, por exemplo.
9. Esquizofrenia
A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado por alterações no pensamento, emoções e comportamento, que pode ser causado por fatores genéticos, ambientais e alteração em neurotransmissores.
Os possíveis sintomas de esquizofrenia são: alucinações, delírios, fala desordenada e alteração no comportamento.
Como tratar: é necessário o acompanhamento psiquiátrico, que indicará o uso de medicamentos antipsicóticos, como risperidona, quetiapina, clozapina e olanzapina, por exemplo.
Os transtornos alimentares são alterações graves do comportamento alimentar, onde a pessoa pode apresentar sintomas como ficar várias horas sem comer, usar laxantes frequentemente, comer de maneira excessiva e/ou provocar vômito, por exemplo.
Esse transtorno mental pode ser causado por fatores socioculturais ou individuais, como mudanças nos padrões de beleza, conflitos familiares e experiências traumáticas, por exemplo.
Como tratar: o tratamento destas condições devem ser feitos por uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatra, psicólogo e nutricionista.
Assim, o médico poderá indicar sessões de psicoterapia, uso de remédios antidepressivos e ansiolíticos, e o acompanhamento nutricional para orientar uma alimentação saudável e indicar o uso de suplementos alimentares em casos de deficiências nutricionais.
11. Síndrome de borderline
A síndrome de borderline é um transtorno mental caracterizado por mudanças rápidas de humor, medo de abandono, relacionamentos instáveis e comportamentos impulsivos.
Embora não tenha uma causa específica, a síndrome de borderline parece ter uma predisposição genética. Além disso, essa condição é mais frequente em pessoas com histórico de maus tratos na infância e abuso de álcool pelos pais, por exemplo.
Como tratar: se essa condição for confirmada, o médico pode indicar a realização de sessões de psicoterapia, terapia de mentalização e psicoeducação.
Em alguns casos, o médico pode prescrever o uso de remédios, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores do humor.
Asma é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação e estreitamento das vias aéreas, além do aumento da produção de muco, resultando em sintomas como falta de ar, tosse, chiado ou sensação de pressão ou aperto no peito.
A asma, também chamada de asma brônquica ou bronquite asmática, geralmente se inicia na infância, sendo mais comum em pessoas que possuem histórico de asma na família, podendo ser desencadeada por alergias, infecções respiratórias ou até uso de remédios.
O tratamento da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral, para controlar a asma evitando crises e aliviar os sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios de acordo com os sintomas e gravidade da doença.
Sintomas de asma
Os principais sintomas de asma são:
Falta de ar;
Dificuldade para encher os pulmões;
Tosse, especialmente à noite;
Sensação de pressão ou aperto no peito;
Chiado ou ruído ao respirar;
Cansaço excessivo.
Esses sintomas costumam surgir de forma repentina ou após a pessoa se expor a algum fator ambiental que cause alteração nas vias respiratórias.
No caso de bebês, para identificar os sintomas de asma, os pais podem encostar o ouvido no peito ou nas costas do bebê para verificar se ouvem algum ruído, que pode ser semelhante à respiração dos gatos. Saiba identificar todos os sintomas da asma no bebê.
O diagnóstico da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e hábitos de vida, além do exame físico através da auscultação pulmonar.
Marque uma consulta com o pneumologista na região mais próxima:
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Além disso, o médico deve fazer também um exame de oximetria, colocando um aparelho em um dos dedos da mão para medir a quantidade de oxigênio no sangue ou solicitar uma gasometria arterial.
Para confirmar o diagnóstico de asma, o médico deve solicitar outros exames, como espirometria, testes de broncoprovocação, raio X de tórax ou tomografia computadorizada. Saiba mais sobre os exames para diagnosticar a asma.
Possíveis causas
As causas da asma ainda não são muito bem esclarecidas, no entanto, acredita-se que ocorra devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como:
Alergias a ácaro, mofo, pólen, plantas, pelo de animais, ou fezes, saliva ou partes do corpo de baratas;
Alergias alimentares, como camarão, frutos secos, cerveja, vinho ou conservantes como sulfitos;
Mudanças climáticas;
Infecções respiratórias, como gripes, resfriados ou sinusite crônica;
Hábito de fumar ou estar em ambientes que tenham muita fumaça ou poeira;
Prática de atividade física muito intensa;
Estresse ou emoções fortes;
Doença do refluxo gastroesofágico.
Além disso, o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroides, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, podem desencadear crises de asma.
A asma não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa, no entanto filhos de pessoas asmáticas têm maiores chances de desenvolver asma em qualquer fase da vida.
Tipos de asma
Os tipos de asma são classificados de acordo com sua causa, e incluem:
1. Asma alérgica
A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é o tipo mais comum de asma, causada pela exposição a substâncias alérgicas que, quando são inaladas, desencadeiam as crises.
2. Asma não alérgica
A asma não alérgica, também chamada de asma intrínseca ou asma não-atópica, é o tipo menos comum de asma, geralmente se desenvolve na idade adulta, sendo mais comum em mulheres, podendo ter sintomas mais graves.
Esse tipo de asma geralmente é causada por fatores emocionais, ansiedade, estresse, calor ou frio excessivos, infecções respiratórias, tabagismo ou atividades físicas.
3. Asma induzida por exercício
A asma induzida pelo exercício, também chamada de broncoconstrição induzida pelo exercício, é causada pelo estreitamento das vias aéreas durante a atividade física ao inspirar o ar mais seco do que o ar que está nos pulmões.
Geralmente, os sintomas da asma induzida pelo exercício iniciam-se alguns minutos após iniciar a atividade física e melhoram cerca de 10 a 15 minutos após interromper os exercícios.
4. Asma sazonal
A asma sazonal é um tipo de asma alérgica que pode surgir na primavera, verão ou outono, que são épocas do ano em que existe maior quantidade de substâncias alergênicas no ar, como poeira ou pólen, desencadeando as crises de asma.
5. Asma ocupacional
A asma ocupacional é considerada um tipo de asma alérgica, pois ocorre devido à exposição a substâncias no ambiente de trabalho, como fumaça, gases, pós ou poeiras, por exemplo.
Esse tipo de asma pode se desenvolver na idade adulta, e é caracterizado por surgimento dos sintomas da asma no ambiente de trabalho, mas que melhoram nos dias em que a pessoa não está no trabalho.
6. Asma eosinofílica
A asma eosinofílica é um tipo de asma grave, causada por um aumento da quantidade de glóbulos brancos no sangue, chamados eosinófilos, que fazem parte do sistema de defesa do organismo combatendo infecções bacterianas.
O aumento da quantidade de eosinófilos, pode causar uma reação inflamatória e inchaço das vias aéreas e do sistema respiratório, levando ao surgimento dos sintomas, e embora seja um tipo de asma raro, as crises são mais graves.
7. Asma induzida por aspirina
A asma induzida por aspirina é um tipo de crise de asma que ocorre após a ingestão de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.
Esse tipo de asma pode surgir em pessoas diagnosticadas com asma, ou que tenham fatores de risco como sinusite crônica, pólipos nasais, ou congestão nasal recorrente.
A causa exata do porque os anti-inflamatórios não esteroides levam ao surgimento dos sintomas de asma ainda não é totalmente conhecido, mas acredita-se que seja devido a diminuição de substâncias inflamatórias no corpo, como prostaglandinas e tromboxanos.
Como resultado, o organismo aumenta a produção de substâncias pró-inflamatórias chamadas leucotrienos, o que pode causar exacerbação da asma ou crises de asma.
Como é feito o tratamento
O tratamento da asma deve ser orientado pelo pneumologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de remédios para aliviar a inflamação nas vias respiratórias.
Para controlar a asma e evitar crises, o médico pode indicar bombinhas para asma, como beclometasona ou salmeterol, que devem ser usados diariamente. Veja como usar a bombinha para asma.
A crise de asma é uma condição grave em que os sintomas são intensos, podendo causar respiração muito rápida, tontura, confusão mental, dificuldade para falar, lábios ou dedos roxos ou azulados, ansiedade, pânico ou desmaio.
Em bebês, outros sintomas de crise de asma são sonolência, tosse constante e dificuldade para comer.
Quando a pessoa está em uma crise de asma é recomendado que o medicamento, receitado pelo médico, seja utilizado o mais rápido possível e que a pessoa fique sentada com o corpo levemente inclinado para frente.
Usar os remédios para asma corretamente, conforme indicado pelo médico;
Ter a bombinha de asma sempre perto, na bolsa, mochila ou pasta;
Evitar o uso de remédios por conta própria, especialmente os anti-inflamatórios não esteroides;
Evitar locais muito úmidos e com mofo;
Retirar os bichinhos de pelúcia, cortinas e tapetes da casa;
Limpar diariamente a casa com pano úmido, sem usar produtos com cheiro forte;
Guardar travesseiros e colchões em capas antialérgicas;
Colocar os colchões e travesseiros no sol sempre que possível;
Trocar os travesseiros e as almofadas periodicamente porque acumulam ácaros;
Trocar os cobertores por edredões ou evitar usar cobertores com pelo;
Trocar a roupa da cama todas as semanas e lavá-la em água a 130ºC.
Além disso, a prática regular de exercícios físicos também pode ser indicada pelo médico para o tratamento e controle da asma porque melhora a capacidade cardíaca e respiratória do indivíduo.
A natação é um bom exercício para asma porque fortalece os músculos respiratórios, no entanto, toda a prática esportiva é indicada e, por isso, o asmático poderá escolher aquela que mais gosta, após avaliação médica.
Além disso, veja como a alimentação pode ajudar a aliviar os sintomas de asma:
A boca roxa é um sinal que pode ser causado por condições como engasgo, exposição ao frio, afogamento, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência cardíaca, por exemplo.
Nesta condição, que pode indicar que o sangue não está sendo transportado adequadamente para os tecidos do corpo ou um problema sério de circulação, a pessoa pode apresentar os lábios, a língua e o interior da boca roxos.
A presença de boca roxa repentina ou acompanhada de falta de ar, dor no peito, confusão mental ou perda da consciência, pode indicar uma situação grave. Por isso, deve-se ir ao atendimento hospitalar ou chamar o serviço de emergência imediatamente. Assim, o médico pode avaliar a causa e iniciar o tratamento adequado.
Imagem gerada por IA
As principais causas de boca roxa são:
1. Engasgo
Engasgo é uma situação repentina que impede a passagem de ar para os pulmões devido a uma obstrução por um objeto ou alimento, podendo colocar a vida em risco.
A pessoa com engasgo pode apresentar sinais como rosto e boca roxa, dificuldade para respirar e perda da consciência em alguns casos.
O que fazer: se a pessoa estiver sozinha, é recomendado apoiar o peso do corpo com os braços esticados sobre um balcão e depois deixando-o cair o tronco sobre o balcão com força.
Se tiver acompanhada, a pessoa pode realizar a manobra de Heimlich, uma técnica que é usada em casos de engasgamento, para retirar o pedaço de comida ou objeto que possa estar interrompendo a respiração.
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2. Exposição ao frio
A boca roxa ou azulada pode ser causada pela exposição ao frio, devido a contração dos vasos sanguíneos superficiais com o objetivo de manter o calor nos órgãos vitais.
Assim, com a contração dos vasos sanguíneos, o sangue circula de forma reduzida e lenta nas regiões periféricas, como lábios, mãos e pés.
O que fazer: é aconselhado aquecer o corpo gradativamente, indo para um ambiente aquecido e protegido do frio, e usando agasalhos ou cobertores.
Massagear suavemente os lábios também ajuda a reativar a circulação. Além disso, deve-se evitar o uso de nicotina/cigarro e limitar o consumo de cafeína, pois estes estreitam os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação.
3. Bronquiolite
A bronquiolite é uma condição que pode levar ao surgimento de boca roxa ou azulada. Isso porque essa infecção causa inflamação, inchaço e acúmulo de muco e secreção nos bronquíolos, que são as menores ramificações respiratórias do pulmão.
Essa inflamação e bloqueio dos bronquíolos reduz a quantidade de oxigênio no sangue, alterando a sua para vermelho-escuro ou purpúreo, que fica mais visível em partes do corpo com a pele fina e vasos sanguíneos muito superficiais.
O que fazer: caso esta condição seja confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de repouso, ingestão de muitos líquidos e lavagem nasal com soro fisiológico.
O médico também pode prescrever o uso de remédios antitérmicos e broncodilatadores. Já em casos graves, o tratamento pode ser feito no hospital, podendo ser indicado o uso de oxigênio e, na suspeita de infecção bacteriana, antibióticos, por exemplo.
A pneumonia grave é uma condição que pode surgir quando não é tratada a tempo, causando complicações como insuficiência respiratória, síndrome do desconforto respiratório agudo e sepse, por exemplo.
Nesta condição, a pneumonia pode causar queda de oxigênio no sangue e sintomas como boca roxa ou azulada, falta de ar intensa, dor no peito ao respirar ou tossir, além de febre alta e dificuldade para falar.
O que fazer: o tratamento deve ser feito no hospital e pode incluir a administração de remédios e fluidos diretamente na veia e a máscara de oxigênio, ou ventilador mecânico. Confira outros tratamentos para pneumonia.
5. Doenças pulmonares crônicas
As doenças pulmonares crônicas, como asma descompensada ou grave, DPOC, bronquiectasia ou doença pulmonar intersticial, podem causar a boca roxa ou azulada.
Este sintoma acontece, porque essas doenças causam inflamação, estreitamento das vias respiratórias e destruição ou cicatrização dos alvéolos, reduzindo a área do pulmão que está disponível para fazer a respiração.
O que fazer: o tratamento indicado pelo médico varia conforme o tipo de doença pulmonar. Assim, o médico pode recomendar o uso de medicamentos corticoides, broncodilatadores, antibióticos e fisioterapia respiratória, por exemplo.
6. Afogamento
O afogamento, ou quase afogamento, é uma das possíveis causas boca roxa, azulada ou acinzentada, pois nesta condição a água entra nos pulmões ou a laringe se fecha, bloqueando a passagem de ar.
Com a presença de água nos nos alvéolos pulmonares ou o bloqueio do ar, o oxigênio inspirado não chega aos vasos sanguíneos, o que aumenta os níveis de hemoglobina sem oxigênio e deixa o sangue com uma cor vermelho-escura ou púrpura.
O que fazer: deve-se pedir ajuda a outra pessoa próxima ao local e ligar imediatamente para o SAMU ou os bombeiros. Se a pessoa estiver consciente, é recomendado dar à pessoa um material flutuante para que fique apoiada.
Caso esteja inconsciente e não estiver respirando, é recomendado iniciar a massagem cardíaca na pessoa. Conheça os primeiros socorros para afogamento.
7. Síndrome respiratória aguda grave
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, junto com falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou boca roxa ou azulada.
O que fazer: na presença de sintomas indicativos de SRAG, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo, para que seja seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.
O tratamento pode ser feito por meio do repouso e ingestão de bastante água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença.
Conforme a causa da SRAG, o médico também pode indicar o uso de analgésicos, antipiréticos, antivirais ou antibióticos, para aliviar o desconforto, facilitar a recuperação, reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.
A boca roxa ou azulada também pode surgir na insuficiência cardíaca, pois esta condição é caracterizada pela dificuldade do coração em bombear o sangue para todo o corpo.
Devido a diminuição na pressão e volume de sangue, o corpo ativa uma resposta de defesa, contraindo os vasos sanguíneos da pele para priorizar os órgãos vitais, como rins, fígado e cérebro.
O que fazer: se houver a confirmação desta condição, o médico pode prescrever o uso de remédios como captopril, espironolactona e metoprolol.
Em casos mais graves, o cardiologista pode recomendar a colocação de um marcapasso ou o transplante de coração. Conheça melhor os tratamentos para insuficiência cardíaca.
9. Malformações cardíacas
As malformações cardíacas, que são defeitos na estrutura do coração presentes ao nascimento, como tetralogia de Fallot, atresia tricúspide e transposição das grandes artérias, podem causar a boca roxa ou azulada.
Isto porque, estas condições alteram o caminho normal do sangue no coração e diminuem a quantidade de sangue que chega aos pulmões para receber oxigênio.
O que fazer: o tratamento varia conforme o tipo de malformação cardíaca, podendo ser recomendado pelo médico a oxigenoterapia, para estabilização e suporte de oxigênio no nascimento ou na crise.
Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos, como diuréticos, inibidores da ECA e inotrópicos ou a realização de cirurgia temporária ou de correção definitiva, por exemplo.
10. Metemoglobinemia
A metemoglobinemia é o aumento de metemoglobina no sangue, que é a forma oxidada da hemoglobina.
Assim, essa condição dificulta o transporte de oxigênio para o corpo, causando sintomas como pele pálida, cansaço, fraqueza e boca roxa ou azulada.
O que fazer: se o médico confirmar a metemoglobinemia, pode ser recomendada a internação hospitalar para administração de soro e do antídoto azul de metileno na veia, além de oxigênio de alto fluxo, com o uso de uma máscara.
A overdose de medicamentos ou drogas provoca a boca roxa, devido a diminuição de oxigênio na circulação sanguínea. Isso porque o uso excessivo de narcóticos/opioides, como heroína, ou benzodiazepínicos, afeta o sistema nervoso central e diminui a frequência e a intensidade da respiração.
A overdose ou intoxicação por algumas substâncias, como anestésicos locais, nitritos recreativos e alguns antibióticos, como a dapsona, também causa uma reação que converte a hemoglobina em metemoglobina.
Como a metemoglobina não consegue ligar e liberar o oxigênio adequadamente para os tecidos, isso provoca uma cianose central grave.
O que fazer: em caso de overdose, especialmente quando a pessoa apresenta sinais de que vai desmaiar ou está perdendo consciência, deve-se tentar mantê-la acordada, chamar uma ambulância e verificar se a pessoa está respirando.
É importante também não induzir o vômito, não oferecer bebidas ou alimentos para a pessoa e observar a pessoa até a chegada da ambulância.
A boca roxa ou azulada é um sinal de parada cardiorrespiratória, pois nesta condição o coração para de bater ou não bate corretamente, interrompendo o transporte e a circulação de oxigênio por todo o corpo.
Antes da parada cardíaca a pessoa também pode apresentar dor forte no peito, que irradia para a barriga ou costas, dor de cabeça forte, suor frio e palpitações, por exemplo.
O que fazer: por ser uma condição de emergência que pode levar ao óbito em poucos minutos, deve-se chamar pela pessoa, para verificar se está consciente ou não.
Se a pessoa estiver respirando, é recomendado colocá-la na posição lateral de segurança, chamar a ajuda médica e avaliar frequentemente se continua respirando.
Se a pessoa não estiver respirando, é importante chamar a ajuda médica o mais rápido possível e iniciar a massagem cardíaca.
O formigamento no couro cabeludo normalmente não indica nenhum tipo de problema grave, sendo mais comum devido a algum tipo de irritação na pele.
No entanto, o formigamento também pode indicar alterações mais sérias, como micose, dermatite ou psoríase, por exemplo, e normalmente estão acompanhadas de outros sintomas, como coceira, descamação ou queimação.
O ideal é que sempre que o formigamento é frequente, muito intenso ou dure por mais de 3 dias, se consulte um dermatologista, para tentar entender qual a causa e iniciar o tratamento mais adequado.
As principais causas de formigamento no couro cabeludo incluem:
1. Pele irritada
Alguns químicos presentes nos produtos capilares, como shampoos, máscaras ou produtos para facilitar o penteado, a poluição ou mesmo o calor do secador podem irritar o couro cabeludo e causar formigamento.
Nesses casos, o formigamento no couro cabeludo pode estar acompanhado de descamação e coceira.
O que fazer: a pessoa deve identificar o que poderá estar na origem da irritação e deixar de utilizar esse produto. Além disso, deve escolher um shampoo suave nos dias seguintes, para não agravar a irritação.
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2. Psoríase
A psoríase no couro cabeludo, também conhecida como psoríase capilar, pode causar lesões vermelhas e descamativas, com escamas brancas, coceira intensa e formigamento no couro cabeludo.
Além disso, outros sintomas desse tipo de psoríase são queda de cabelo no local da lesão, sensação de queimação ou dor, que geralmente se intensificam em situações de estresse. Veja outros sintomas da psoríase capilar.
O que fazer: os sintomas de psoríase podem desaparecer espontaneamente, sem tratamento, no entanto, podem voltar a aparecer em períodos de estresse.
Em alguns casos, o médico pode receitar remédios, como corticoides tópicos, calcipotriol, retinoides tópicos, ácido salicílico ou coaltar, por exemplo.
A dermatite seborreica é uma inflamação na pele que na maioria das vezes afeta o couro cabeludo, provocando formigamento, caspa, manchas com crostas amareladas ou esbranquiçadas, vermelhidão e coceira intensa.
Essa inflamação pode agravar em situações de estresse ou exposição ao frio e ao calor.
O que fazer: geralmente, o tratamento é feito com a aplicação de cremes e shampoos antifúngicos, soluções ou pomadas com corticoide indicados pelo dermatologista e produtos que auxiliem na redução na descamação.
4. Foliculite
A foliculite no couro cabeludo é uma inflamação na raiz dos pelos, que pode resultar de um pelo encravado ou ser causada por uma infecção por bactérias, fungos, ácaros ou vírus, ou por alterações autoimunes.
O que fazer: o tratamento da foliculite é feito pelo dermatologista e depende do agente causador da doença, podendo ser realizado com soluções antifúngicas, caso se trate de um fungo, ou antibióticos, se o agente causador for uma bactéria.
5. Arterite temporal
A arterite temporal, também conhecida por arterite das células gigantes, é uma doença autoimune que causa uma inflamação das artérias da circulação sanguínea.
Os sintomas mais comuns dessa inflamação são dor de cabeça, febre, rigidez e formigamento no couro cabeludo.
O que fazer: o tratamento da arterite temporal consiste na administração de corticoides, analgésicos e antieméticos indicados pelo médico para aliviar os sintomas. Saiba mais sobre o tratamento da arterite temporal.
6. Piolhos
A infestação por piolhos, chamada pediculose, geralmente se manifesta em crianças em idade escolar, causando sintomas como coceira intensa, surgimento de pontinhos brancos na região e formigamento do couro cabeludo.
O que fazer: para eliminar os piolhos e as lêndeas da cabeça, deve-se usar uma solução ou shampoo adequado, que tem um remédio contra piolhos na composição, deixando atuar por uns minutos, conforme indicado na embalagem. Veja como usar o shampoo para piolhos.
Além disso, também existem pentes adaptados, que facilitam a sua eliminação e repelentes que previnem uma recidiva.
A micose no couro cabeludo, também conhecido por Tinea capitis, é uma infecção fúngica que causa sintomas como coceira intensa e formigamento no couro cabeludo e, em alguns casos, queda de cabelo.
O que fazer: geralmente, o tratamento consiste na utilização de produtos de uso tópico com antifúngicos, como o cetoconazol ou sulfeto de selênio, por exemplo, indicados pelo dermatologista.
Caso o tratamento tópico não seja eficaz, o médico pode recomendar a ingestão de antifúngicos orais.
O estresse e ansiedade também podem causar formigamento no couro cabeludo e estar acompanhado de coceira, que pode ser intensa.
Isso porque o estresse e ansiedade aumentam os níveis de cortisol no corpo, o que aumenta o fluxo sanguíneo no corpo, inclusive no couro cabeludo, causando o formigamento.
O que fazer: é importante fazer atividades prazerosas, como caminhar ou praticar algum hobby, por exemplo, além de tomar um chá com propriedades calmantes, como o chá de valeriana ou de camomila, por exemplo, pois ajudam a relaxar e a diminuir a ansiedade e o estresse. Confira os principais chás para ansiedade.
Caso o estresse ou ansiedade sejam intensos, deve-se consultar o psiquiatra que pode indicar psicoterapia ou uso de remédios antidepressivos ou ansiolíticos, por exemplo.
9. Enxaqueca com aura
A enxaqueca com aura é um tipo de dor de cabeça intensa e pulsante que pode causar formigamento ou sensação de agulhadas na pele, e afetar também o couro cabeludo.
O que fazer: é importante fazer repouso e permanecer em um ambiente com pouco barulho e pouca luz, pois assim é possível aliviar a enxaqueca, melhorando a tontura.
Além disso, caso a enxaqueca seja frequente, é indicado consultar um neurologista para identificar sua causa e se necessário, iniciar o tratamento com remédios. Confira quais são os remédios indicados para enxaqueca.
10. Neuropatia
A neuropatia pode surgir devido a danos nos nervos, no cérebro e na medula espinhal, levando ao surgimento de sintomas como dormência ou formigamento que pode surgir no couro cabeludo e/ou outras partes do corpo.
Essa condição pode ser causada por esclerose múltipla, neuralgia pós herpética, diabetes não controlada ou uso de medicamentos.
O que fazer: o tratamento deve ser orientado por um neurologista, e geralmente consiste no controle da doença e na administração de analgésicos, antidepressivos ou anticonvulsivantes ou fisioterapia, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da neuropatia.
11. Alterações hormonais
As alterações hormonais que geralmente estão associadas ao ciclo menstrual da mulher, gravidez ou menopausa podem, em alguns casos causar formigamento no couro cabeludo.
O que fazer: caso o formigamento seja frequente, deve-se consultar o ginecologista que pode indicar o uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal. No caso da gravidez, normalmente o formigamento melhora após o parto.
12. Exposição ao frio ou calor
A exposição a temperaturas muito frias ou quentes também pode causar formigamento no couro cabeludo.
Isso porque no frio, o couro cabeludo pode ficar mais seco e resultar em formigamento e coceira.
Já em climas mais quentes, o excesso de suor na cabeça pode causar irritação, alergias ou até queimaduras, provocando formigamento, coceira ou ardor.
O que fazer: evitar a exposição a climas muito quentes, dano preferência por locais mais frescos e arejados e usando roupas mais leves. Já no frio, pode-se usar toucas de proteção e roupas mais quentes para manter o corpo e o couro cabeludo aquecidos.
A dor no couro cabeludo pode ser causada pelo hábito de usar o cabelo muito apertado, como tranças ou penteados muito presos ao couro cabeludo, ou ser consequência de procedimentos químicos, infecções, infestação por piolho ou dermatite.
Dependendo da causa, além da dor no couro cabeludo, podem ser observados outros sintomas, como coceira, vermelhidão na cabeça, caspa e quente ao toque.
Dessa forma, é importante que o dermatologista seja consultado para que seja deita uma avaliação dos sintomas apresentados e do couro cabeludo e, assim, seja possível iniciar o melhor tratamento.
As principais causas de dor no couro cabeludo são:
1. Usar penteados muito apertados
Prender o cabelo muito apertado, seja em rabo de cavalo, coques ou tranças, pode inflamar os folículos e deixar o couro cabeludo dolorido.
Além disso, ao utilizar o cabelo preso por muito tempo, os fios ficam mais fragilizados e há alteração no ciclo de crescimento devido à inflamação causada, o que pode causar descamação da região e perda de cabelo, sendo essa condição conhecida como alopecia por tração.
O que fazer: nesse caso, o mais indicado é evitar prender o cabelo muito apertado e deixar o cabelo solto por mais tempo possível. Dessa forma é possível evitar que o couro cabeludo fique sensível e haja dor. Além disso, é interessante lavar a cabeça com água morna ou fria, já que ajuda a desinflamar a região e aliviar a dor.
Nos casos em que a dor é persistente e é acompanhada por outros sintomas, é importante que o dermatologista seja consultado.
2. Procedimentos químicos
Apesar da maioria dos procedimentos químicos serem considerados seguros, desde que feitos com os produtos corretos e por um profissional capacitado, algumas pessoas podem sentir o couro cabeludo mais sensível durante e após a realização do procedimento, principalmente se já existir o histórico de couro cabeludo dolorido.
Isso porque são utilizados produtos mais agressivos, o que pode deixar a região mais sensível e dolorida, além de haver maior risco de queimaduras e coceira na cabeça.
O que fazer: antes de realizar qualquer procedimento químico, é importante conversar com o profissional responsável pelo procedimento e com o dermatologista para verificar se há alguma contraindicação.
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3. Exposição prolongada ao sol
A exposição prolongada ao sol pode aumentar a sensibilidade do couro cabeludo e provocar dor, além de também haver maior chance de descamação.
O que fazer: para evitar os danos no couro cabeludo causados pelo sol, é indicado fazer uso de bonés ou chapéus.
4. Queda de cabelo
As regiões do couro cabeludo em que a queda de cabelo é mais intensa são geralmente mais sensíveis, podendo tornar esses locais doloridos. Saiba o que pode causar queda de cabelo.
O que fazer: para prevenir a queda de cabelo deve-se fazer uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e zinco ou tomar suplementos alimentares também ricos nestes nutrientes.
Os shampoos antiqueda e loções, como o Minoxidil, estimulam o nascimento do cabelo e ajudam a travar a queda. Em casos mais graves pode ser necessário tomar remédios como a finasterida, desde que orientado pelo dermatologista.
Em alguns casos, a dor de cabeça também pode provocar dor no couro cabeludo ou aumento da sensibilidade. O estresse, depressão e ansiedade podem causar dor ou piorar os sintomas, podendo causar também tensão muscular.
O que fazer: para aliviar a dor de cabeça, pode-se fazer uma massagem no couro cabeludo, tomar um banho quente e relaxante e/ou tomar analgésicos e anti-inflamatórios, como o paracetamol e o ibuprofeno, indicados pelo clínico geral.
A dermatite é uma inflamação da pele que gera sintomas como vermelhidão, coceira e descamação, podendo ser acompanhada pelo aparecimento de caspa e bolhas, causando dor ou desconforto no couro cabeludo.
Esta condição pode ocorrer em qualquer idade, devido ao contacto com coisas comuns como metais, sabonetes, cosméticos, procedimentos estéticos, poluição ou mesmo água.
O que fazer: o tratamento depende do tipo de dermatite e das causas, sendo normalmente indicado pelo dermatologista o uso de shampoos que tenham na sua constituição cetoconazol, ácido salicílico ou piritionato de zinco.
Algumas infecções no couro cabeludo, como a foliculite e o carbúnculo, podem afetar os folículos do cabelo e causar sensibilidade no couro cabeludo, tornando-o dolorido, sensível e quente ao toque, sendo mais frequente em pessoas com diabetes, com doenças da pele, como eczema ou aquelas que tenham o sistema imune fragilizado.
Nos casos mais graves, a foliculite no couro cabeludo pode provocar queda de cabelo acentuada.
O que fazer: as infecções no couro cabeludo devem ser tratados de acordo com a orientação do dermatologista, sendo normalmente indicado o uso de shampoos antifúngicos, como cetoconazol, ou aplicação de antibióticos, como eritromicina ou clindamicina.
No entanto, alguns casos podem ser difíceis de curar, sendo necessário fazer tratamento específico por vários meses. Além disso, também se deve evitar furar ou espremer os furúnculos e carbúnculos, porque existe o risco da infecção se espalhar para outras partes do corpo.
8. Pediculose
A pediculose é a infestação por piolhos, que afeta normalmente crianças em fase escolar, sendo muito contagioso. Os piolhos alimentam-se apenas de sangue e embora só vivam cerca de 30 dias, multiplicam-se muito rapidamente, pois cada fêmea põe entre 7 a 10 lêndeas por dia, provocando sintomas como coceira intensa no couro cabeludo que fica dolorido e pequenas feridas na cabeça.
O que fazer: o tratamento da pediculose consiste no uso de um shampoo ou uma loção à base de permetrina que mata os piolhos e um pente fino para ajudar a eliminá-los. Além disso, também pode ser usado um produto repelente que pode prevenir uma nova infestação. Veja mais opções de tratamento para a pediculose.
9. Arterite temporal
A arterite temporal é uma inflamação crônica das artérias que ficam nas têmporas, na lateral da cabeça, próximo às orelhas, provocando sintomas como dor de cabeça, febre, cansaço, mal estar e dor na cabeça e couro cabeludo, que pode ser latejante.
Este tipo de dor é mais comum em idosos e pode levar a complicações graves a nível sistêmico e oftalmológico. Conheça mais sobre a arterite temporal.
O que fazer: o tratamento para a arterite temporal deve ser feito com orientação do clínico geral e consiste no alívio dos sintomas e prevenção da perda de visão, o que é feito com o uso de corticoides, como a prednisona, por exemplo.
Além disso, o médico pode também recomendar analgésicos e antipiréticos como o paracetamol e a dipirona para aliviar a febre, cansaço e mal estar geral.
10. Tinea capitis
A Tinea capitis, também conhecida como tinea ou tinha do couro cabeludo, é uma infecção causada por fungos, como os do gênero Trichophyton e Microsporum, o que leva à quebra dos fios de cabelo e aparecimento de uma ou mais placas no couro cabeludo sem cabelo, causando dor ou sensibilidade no couro cabeludo na região afetada.
O que fazer: deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o tratamento com o uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos por via oral, como itraconazol ou fluconazol, por exemplo, com o objetivo eliminar o fungo, e desta forma, aliviar os sintomas. Veja outras as opções de tratamento para Tinea capitis.
11. Herpes zoster
A herpes zoster é uma doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, que pode voltar a surgir durante a idade adulta, e afetar os nervos cranianos, provocando dor no couro cabeludo, bolhas vermelhas na pele, sensação de ardor ou queimação na pele, dor de cabeça ou até tontura.
O que fazer: o tratamento do herpes zoster é feito com o uso de remédios antivirais como o aciclovir, ganciclovir ou valaciclovir, indicados pelo dermatologista, para diminuir a multiplicação do vírus, diminuindo assim as bolhas, a duração e intensidade da doença, aliviando a dor no couro cabeludo. Confira os principais remédios indicados para herpes zoster.
Sofosbuvir é um antiviral indicado para hepatite C crônica em adultos, pois age bloqueando uma enzima necessária para o vírus HCV se multiplicar, o que ajuda a reduzir e eliminar a infecção. É usado em combinação com outros medicamentos.
A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado, transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Sem tratamento, pode causar cicatrizes no fígado, cirrose e câncer de fígado.
O sofosbuvir pode ser encontrado na forma de comprimidos como genérico ou com o nome comercial Sovaldi. Também pode estar associado ao velpatasvir com o nome Epclusa. O uso deve ser feito com indicação médica.
Imagem gerada por IA
Para que serve
O sofosbuvir é indicado como parte do tratamento antiviral da hepatite crônica em adultos causada pelo vírus da hepatite C (HCV) dos genótipos 1, 2 ou 3.
Tratar a hepatite C em pessoas coinfectadas pelo HIV;
Reduzir a evolução da doença hepática;
Compor tratamentos de pessoas com ou sem cirrose compensada, quando indicado.
O sofosbuvir age diretamente contra o vírus da hepatite C, bloqueando a proteína NS5B, enzima fundamental para a replicação do vírus.
Desta forma, impede que o vírus se multiplique, permitindo que o sistema imunológico e a terapia combinada eliminem a infecção do organismo.
O sofosbuvir pode ser usado sozinho?
Não. O sofosbuvir faz parte de combinações com outros medicamentos antivirais para tratar a hepatite C. A associação adequada depende da situação clínica.
Como tomar
O sofosbuvir é administrado por via oral, geralmente uma vez ao dia. O comprimido deve ser engolido inteiro, com água, e pode ser tomado com ou sem alimentos.
A dose e a duração dependem da combinação utilizada, do tipo de vírus, da presença de cirrose e do histórico de tratamento. O esquema não deve ser alterado por conta própria.
Posologia
A posologia recomendada do sofosbuvir para adultos é:
1. Sofosbuvir 400 mg
A dose diária usual para adultos é de 1 comprimido de sofosbuvir 400 mg, 1 vez por dia, sempre no mesmo horário, combinação com outros antivirais para hepatite C.
O esquema e a duração do tratamento variam conforme o genótipo do vírus, o histórico de tratamento e as condições clínicas.
2. Sofosbuvir + velpatasvir
A combinação de sofosbuvir 400 mg + velpatasvir 100 mg está disponível em um único comprimido, como no Epclusa. A dose usual para adultos é de 1 comprimido, uma vez ao dia, geralmente por 12 semanas.
Em algumas situações, pode ser necessário associar ribavirina.
3. Sofosbuvir e daclatasvir
O sofosbuvir 400 mg pode ser associado ao daclatasvir 60 mg no tratamento da hepatite C.
A dose usual para adultos é de 1 comprimido de cada medicamento, uma vez ao dia, mas o esquema e a duração variam conforme o genótipo do vírus, o estágio da doença e outros medicamentos em uso.
Alguns cuidados durante o tratamento com sofosbuvir são:
Tomar o comprimido todos os dias no horário indicado;
Não interromper o tratamento por conta própria;
Realizar os exames de sangue solicitados antes, durante e após o tratamento;
Investigar hepatite B antes do tratamento, quando indicado;
Evitar tomar medicamentos, vitaminas, chás e suplementos em uso, inclusive erva-de-São-João, sem orientação médica.
A investigação da hepatite B é importante porque pode ocorrer reativação do vírus durante o tratamento da hepatite C. Saiba mais sobre a hepatite B.
Sofosbuvir cura a hepatite C?
O sofosbuvir faz parte de tratamentos capazes de curar a hepatite C, dependendo do esquema utilizado e das condições clínicas.
A cura é confirmada pelo exame HCV-RNA, que verifica a presença do vírus após o tratamento. Quando o vírus permanece indetectável, considera-se que houve resposta virológica sustentada, indicando a cura da infecção.
Os efeitos colaterais mais comuns do sofosbuvir são:
Cansaço e dor de cabeça;
Náusea, fraqueza e dificuldade para dormir;
Irritabilidade e diarreia;
Coceira e alterações na pele;
Anemia, principalmente em esquemas que incluem ribavirina ou interferona.
As reações podem variar conforme os medicamentos usados junto ao sofosbuvir.
É importante ir ao pronto-socorro imediatamente se surgirem falta de ar, desmaio, palpitações, tontura intensa, inchaço no rosto, boca ou garganta, ou manchas com bolhas na pele.
Quem não deve usar
O sofosbuvir não deve ser usado por pessoas com alergia ao medicamento ou a algum componente da fórmula.
A associação com ribavirina exige cuidados específicos na gestação, devido ao risco de danos ao feto.
Alguns medicamentos, como rifampicina, erva-de-São-João, carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, podem interagir com o sofosbuvir e reduzir a eficácia do tratamento.