sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Peptídeos: o que são, para que servem (e peptídeos injetáveis)

Peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, que são partes que formam as proteínas, e estão presentes no organismo, onde participam de funções como metabolismo, cicatrização e defesa do corpo.

Os peptídeos estão naturalmente presentes em alimentos, como leite, ovos, carnes e peixes, ou podem ser desenvolvidos para uso em medicamentos, como insulina, semaglutida e tirzepatida, indicados no tratamento do diabetes e da obesidade, por exemplo.

Na estética, os peptídeos também são utilizados em cosméticos para cuidados com a pele, na forma de séruns e cremes. Já peptídeos injetáveis para fins estéticos, como ganho de massa muscular ou rejuvenescimento, não possuem registro na Anvisa para essas finalidades.

Imagem ilustrativa número 1

Para que servem

Os peptídeos naturalmente produzidos pelo corpo servem para:

  • Regular o metabolismo, como os relacionados ao GLP-1, que ajudam a controlar a glicose no sangue e o apetite;
  • Participar da cicatrização, pois alguns estão envolvidos na formação e reparação dos tecidos;
  • Ajudar na defesa do organismo, já que alguns peptídeos podem atuar contra bactérias, fungos e outros microrganismos;
  • Atuar na regulação hormonal, funcionando como mensageiros que levam sinais para diferentes partes do corpo e ajudam a controlar funções como metabolismo, crescimento e reprodução.

Os peptídeos também são estudados para novos tratamentos, inclusive para infecções e alterações da pele. No entanto, muitas dessas aplicações ainda estão em fase de pesquisa e não possuem eficácia comprovada.

Tipos de peptídeos

Os peptídeos podem ser classificados de acordo com sua origem, função e atuação no organismo.

1. Peptídeos bioativos

Os peptídeos bioativos são obtidos principalmente dos alimentos ou liberados durante a digestão das proteínas. Também podem ser produzidos por meio da hidrólise, um processo usado na fabricação de alguns suplementos.

Um exemplo são os peptídeos de colágeno, encontrados principalmente em suplementos de colágeno hidrolisado, que podem contribuir para a saúde da pele e das articulações. Veja para que serve o colágeno hidrolisado.

Além, dos peptídeos das proteínas do leite, como os derivados da caseína e do soro do leite, que participam da absorção de nutrientes e da defesa do organismo.

2. Peptídeos hormonais

Os peptídeos hormonais são produzidos naturalmente pelo organismo e atuam como mensageiros, levando sinais para diferentes órgãos e tecidos, participando de funções, como o crescimento, a reprodução e o equilíbrio de líquidos no corpo.

A insulina, por exemplo, é um peptídeo hormonal produzido pelo pâncreas que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue. O glucagon, também produzido pelo pâncreas, age de forma diferente e estimula o aumento da glicose no sangue quando ela está baixa.

A oxitocina é outro exemplo de peptídeo hormonal e participa das contrações do útero durante o parto e da liberação do leite durante a amamentação.

Leia também: Ocitocina: o que é, para que serve e como aumentar tuasaude.com/ocitocina

3. Peptídeos terapêuticos

Os peptídeos terapêuticos são utilizados como medicamentos para prevenir, controlar ou tratar algumas doenças.

Esse tipo é produzido em laboratório e pode reproduzir ou modificar a ação de peptídeos naturais do organismo ou atuar diretamente em estruturas envolvidas no funcionamento de algumas doenças.

Um exemplo são os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, que imitam a ação do GLP-1, ajudando a controlar a glicose no sangue, diminuir o apetite e aumentar a saciedade, podendo ser indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. Conheça os medicamentos análogos de GLP-1.

Outros exemplos de peptídeos terapêuticos incluem a insulina injetável, utilizada no tratamento do diabetes, e a goserrelina, que interfere na produção de hormônios sexuais e pode ser indicada no tratamento de câncer de próstata e de mama.

Leia também: Tipos de insulina: quais são, para que servem (e como aplicar) tuasaude.com/tipos-de-insulina

4. Peptídeos antimicrobianos

Os peptídeos antimicrobianos são substâncias que ajudam na defesa natural do organismo contra microrganismos, como bactérias e fungos, fazendo parte da primeira linha de proteção do corpo.

As defensinas, por exemplo, são produzidas por diferentes células e ajudam a proteger a pele e as mucosas contra infecções. Já a dermcidina é produzida pelas glândulas sudoríparas e está presente no suor, contribuindo para a proteção da pele contra microrganismos.

Peptídeos injetáveis

Os peptídeos injetáveis podem ser utilizados como medicamentos para tratar diferentes doenças. Entre os exemplos estão a insulina, semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que possuem indicações aprovadas para uso como medicamentos.

Também existem peptídeos injetáveis que são divulgados para fins estéticos, ganho de massa muscular, recuperação após exercícios ou rejuvenescimento, como GHK-Cu, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina. 

No entanto, algumas dessas substâncias ainda estão sendo pesquisadas e não possuem registro como medicamentos no Brasil.

A Anvisa alerta que esses peptídeos não estão autorizados para essas finalidades e que os produtos comercializados sem registro não têm sua segurança e eficácia comprovadas.

Peptídeos na musculação

Alguns peptídeos são divulgados na forma injetável na musculação para aumentar a massa muscular, melhorar o desempenho físico ou acelerar a recuperação após os exercícios, como o CJC-1295, ipamorelina, GHRP-6 e BPC-157.

Essas substâncias podem agir sobre hormônios relacionados ao crescimento ou sobre outros processos do organismo, como recuperação de músculos e tendões.

No entanto, esses peptídeos não possuem indicação aprovada pela Anvisa para ganho de massa muscular e alguns ainda estão em fase de pesquisa. Por isso, não devem ser utilizados por conta própria para aumentar músculos.

Para o ganho de massa muscular, a combinação de treinamento de força, alimentação adequada e ingestão suficiente de proteínas continua sendo a principal estratégia. Veja como é a dieta para ganhar massa muscular.

Peptídeos para emagrecer

Muitas das canetas emagrecedoras são medicamentos à base de peptídeos, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que atuam em hormônios relacionados ao controle da fome, da saciedade e da glicose no sangue.

Esses medicamentos possuem indicações específicas e devem ser utilizados conforme orientação médica.

Leia também: 11 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Peptídeos para a pele

Os peptídeos podem ser encontrados em produtos para a pele, como cremes e séruns, principalmente por suas possíveis ações sobre a produção de colágeno e a manutenção da estrutura da pele.

Alguns dos peptídeos mais encontrados em produtos para a pele são:

  • GHK-Cu: peptídeo de cobre, associado à firmeza, reparação e aparência da pele;
  • Palmitoil pentapeptídeo-4: utilizado principalmente em produtos voltados para sinais de envelhecimento;
  • Palmitoil tripeptídeo-1: presente em produtos para firmeza e aparência das linhas finas;
  • Palmitoil tetrapeptídeo-7: geralmente encontrado em produtos antienvelhecimento;
  • Acetil hexapeptídeo-8: utilizado em produtos para a aparência das linhas de expressão.

Essas substâncias podem ajudar a melhorar a aparência da pele, contribuindo para a hidratação, firmeza e redução da aparência de linhas finas. No entanto, os efeitos dependem da concentração e da formulação do produto.

É importante diferenciar os peptídeos usados em cosméticos dos produtos injetáveis divulgados para fins estéticos. Segundo a Anvisa, não existem cosméticos regulamentado de aplicação injetável.



source https://www.tuasaude.com/peptideos/

Ruptura do baço: sintomas, causas e tratamento

A ruptura do baço é uma lesão grave que acontece quando a cápsula que envolve o baço se rompe, causando sintomas como dor do lado esquerdo do abdômen, queda da pressão arterial, tontura, confusão mental ou desmaio.

O baço rompido ocorre principalmente devido a traumas no abdômen, sendo mais comum em praticantes de esporte de contato ou devido a acidentes de automobilísticos, por exemplo.

Leia também: Baço: o que é, principais funções e onde fica tuasaude.com/baco

A ruptura do baço é uma emergência médica e o tratamento deve ser feito o mais rápido possível, podendo incluir a transfusão sanguínea ou a cirurgia de emergência para reparar ou remover o baço.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de ruptura no baço

Os principais sintomas de ruptura no baço são:

  • Dor abdominal na parte superior esquerda;
  • Dor que pode irradiar para o ombro;
  • Contração e rigidez dos músculos abdominais;
  • Sensibilidade ao toque no abdômen;
  • Visão embaçada;
  • Náusea;
  • Agitação ou ansiedade.

A pessoa também pode apresentar batimentos cardíacos acelerados, pressão baixa, tontura, fraqueza, palidez e desmaio, devido ao sangramento interno intenso, que pode levar ao choque hipovolêmico. Entenda o que é choque hipovolêmico e sintomas.

No caso de suspeita de ruptura no baço, deve-se procurar imediatamente o hospital ou o pronto-socorro mais próximo, para identificar a condição e iniciar o tratamento mais adequado.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Rompimento do baço é grave?

Sim, o rompimento do baço é muito grave, sendo considerada uma emergência médica com risco de vida para a pessoa, caso não seja diagnosticado e tratado imediatamente.

Isso porque esta condição causa uma hemorragia interna intensa e aumenta o risco de choque hipovolêmico e óbito.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da ruptura do baço é feito pelo clínico geral ou médico emergencista no hospital, através da avaliação dos sintomas, histórico de acidentes e de saúde, e exame físico.

Se a pessoa apresentar sinais de choque hipovolêmico, o médico pode fazer rapidamente uma ultrassonografia abdominal para confirmar a ruptura do baço, e assim, encaminhar a pessoa para cirurgia imediatamente.

Já nos casos em que a pessoa tem os sinais vitais estáveis, o médico pode solicitar uma tomografia computadorizada, para avaliar a gravidade da lesão no baço e de outros órgãos abdominais.

Possíveis causas

As principais causas de ruptura do baço são:

  • Acidentes automobilísticos ou de bicicleta;
  • Traumas no abdômen, como soco, facada ou ferimento à bala e quedas de altura;
  • Prática de esportes de contato, como futebol americano, hóquei, ciclismo e equitação;
  • Cirurgia bariátrica.

Essas condições podem levar à ruptura do baço, provocando derramamento de sangue na região abdominal, e surgimento dos sintomas.

Apesar de ser menos comum, também a ruptura do baço também pode acontecer no caso de esplenomegalia, que pode ocorrer devido a mononucleose infecciosa, tuberculose, malária, linfoma, hepatite ou pancreatite, por exemplo. 

Leia também: Esplenomegalia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/esplenomegalia

Como é feito o tratamento

O tratamento da ruptura do baço é feito no hospital pelo clínico geral, médico emergencista ou cirurgião geral, sendo geralmente indicada a cirurgia de emergência, chamada esplenectomia, para remover completamente o baço.

Leia também: Esplenectomia: o que é, quando fazer, riscos e recuperação tuasaude.com/esplenectomia

Além disso, podem ser recomendadas transfusões sanguíneas, uma vez que a pessoa pode ter perdido muito sangue.

Em casos menos graves, em que a lesão não é tão grande e não compromete a vida da pessoa, o médico pode indicar transfusão sanguínea e a retirada apenas da parte lesionada do baço.

Isso porque a remoção total do baço pode deixar a pessoa mais suscetível a infecções, pois esse órgão é responsável pela produção de células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do corpo contra infecções.



source https://www.tuasaude.com/sintomas-de-ruptura-do-baco/

20 sintomas de gravidez: primeiros sinais (e como confirmar)

Os principais sintomas de gravidez são: menstruação atrasada, enjoos, alterações de humor, cansaço excessivo, sensibilidade nas mamas e aumento da vontade para urinar, que tendem a surgir entre a 4ª e a 6ª semana de gestação.

Antes do atraso menstrual, podem ser notados sinais mais sutis como leve sangramento rosado ou marrom perto da data em que a menstruação deveria descer, conhecido como sangramento de implantação.

Entretanto, a maneira confiável de se confirmar a gestação é realizar um teste de gravidez de farmácia, a partir do primeiro dia de atraso da menstruação, ou um exame de sangue e consultar o ginecologista para iniciar o pré-natal.

Imagem ilustrativa número 1

Primeiros sintomas de gravidez

Os primeiros sintomas de gravidez mais frequentes são:

  • Atraso menstrual;
  • Náuseas, com ou sem vômitos;
  • Cansaço ou sono excessivo;
  • Seios mais sensíveis ou maiores;
  • Vontade de urinar com mais frequência do que o habitual;
  • Leve sangramento (ou \"escape\") próximo à data prevista para a menstruação;
  • Aumento do corrimento vaginal;
  • Maior sensibilidade a odores.

A mulher também pode apresentar Gosto metálico na boca; e alterações de humor.

Os sintomas iniciais de gravidez podem variar de uma mulher para outra e nem sempre surgem no mesmo momento.

Algumas mulheres percebem mudanças logo nas primeiras semanas, já outras não apresentam sintomas evidentes no início.

Quando aparecem os sintomas de gravidez

Os sintomas de gravidez podem surgir poucas semanas após a fecundação, que corresponde ao momento em que o espermatozoide encontra o óvulo.

Leia também: 5 primeiros sintomas de fecundação (e como confirmar) tuasaude.com/sintomas-de-fecundacao

Antes desse período, podem ser notados sintomas leves que podem ser confundidos com a menstruação, por exemplo.

Sintomas de gravidez por semana

Os sintomas da gravidez surgem de forma progressiva, conforme aumentam os hormônios após a implantação do embrião no útero.

1. Sintomas de gravidez na primeira semana

Na primeira semana após a fecundação, muitas mulheres não notam mudanças, pois o embrião está apenas começando a se implantar no útero e o hormônio da gravidez ainda está em níveis muito baixos.

Entretanto, algumas mulheres podem apresentar sinais sutis, como:

  • Cólicas leves, semelhantes às menstruais;
  • Sensação de inchaço abdominal;
  • Leve aumento do corrimento vaginal, sem mau cheiro ou coceira;
  • Leve sangramento rosado ou marrom.

Esses sinais não são específicos da gravidez e a sua ausência não a descarta.

O sangramento de implantação, quando ocorre, costuma aparecer um pouco mais tarde, por volta da data prevista para a menstruação, sendo mais escasso e breve do que ela.

Leia também: Sangramento de nidação: como é, quando acontece (e quanto tempo dura) tuasaude.com/sangramento-de-nidacao

2. Sintomas de gravidez em 2 semanas

Por volta de 2 semanas após a fecundação, o que, num ciclo regular, coincide com a data prevista para a menstruação, outros sintomas possíveis são:

  • Atraso menstrual;
  • Cansaço repentino ou sonolência excessiva;
  • Sensibilidade ou aumento do volume das mamas;
  • Maior sensibilidade a odores fortes;
  • Gosto metálico na boca;
  • Alterações de humor;
  • Náuseas leves, em algumas mulheres.

Nessa fase, muitas mulheres começam a suspeitar de gravidez, especialmente quando a menstruação não desce.

No entanto, vários desses sintomas também podem surgir antes da menstruação. Por isso, é indicado fazer um teste de gravidez.

3. Sintomas de gravidez no primeiro mês

Durante o primeiro mês após a fecundação, que corresponde aproximadamente às semanas 5 e 6 de gravidez, os sintomas incluem:

  • Náuseas, com ou sem vômitos;
  • Desejos ou aversão a certos alimentos;
  • Aumento da vontade de urinar;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Prisão de ventre e gases;
  • Azia ou queimação no estômago;
  • Dor na região lombar;
  • Escurecimento das aréolas;
  • Excesso de salivação, em algumas mulheres.

Esses sintomas acontecem devido às alterações hormonais e à adaptação do corpo à gravidez.

As náuseas costumam começar entre as semanas 4 e 6 de gravidez, contadas a partir da última menstruação, e podem surgir a qualquer hora do dia, não apenas pela manhã.

Leia também: 1º trimestre de gravidez: desenvolvimento, cuidados e exames tuasaude.com/gravidez-primeiro-trimestre

20 sintomas de gravidez

Os sintomas gerais de gravidez são:

1. Atraso da menstruação

O atraso da menstruação é o sintoma mais confiável de gravidez em mulheres com ciclos regulares.

Isso acontece porque, após a implantação, o embrião começa a produzir o hormônio hCG, que mantém a produção de progesterona e evita que o revestimento do útero se desprenda.

No entanto, o atraso menstrual também pode ser causado por outras situações, como estresse, perda repentina de peso, sobrepeso, exercícios intensos, uso de anticoncepcionais hormonais, amamentação, síndrome dos ovários policísticos ou início da perimenopausa.

Leia também: Menstruação atrasada: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/menstruacao-atrasada

2. Enjoo e vômitos

As náuseas, com ou sem vômitos são comuns e podem ocorrer a qualquer momento do dia. Geralmente, começam entre a 4ª e a 6ª semana de gravidez, contadas a partir da última menstruação, e, na maioria dos casos, melhoram entre a 14ª e a 16ª semana.

Se os vômitos forem muito intensos, impedirem a ingestão de líquidos ou causarem perda de peso, é importante consultar o médico, pois pode tratar-se de hiperêmese gravídica, uma condição que requer tratamento.

3. Cansaço e sono excessivo

O cansaço e o sono excessivo são um dos sintomas mais comuns da gravidez.

Estes sintomas podem ser sentidos como esgotamento após a realização das atividades habituais e costumam ser mais intensos durante as primeiras 12 semanas, principalmente devido às alterações hormonais.

Leia também: Sono na gravidez: é normal? quando aparece (causas e o que fazer) tuasaude.com/sono-na-gravidez

4. Seios sensíveis e escurecimento da aréola

Nas duas primeiras semanas de gravidez, a mulher pode sentir que os seios ficam mais sensíveis e maiores, devido à ação dos hormônios que estimulam as glândulas mamárias preparando a mulher para a amamentação. Veja as alterações dos seios durante a gravidez.

Além do aumento e sensibilidade das mamas, a mulher também pode sentir o bico do peito ardendo e notar alterações nas aréolas, que tendem a ficar mais escura que o normal pelo aumento de fluxo sanguíneo na região.

5. Aumento da vontade de urinar

O aumento da vontade de urinar com mais frequência pode começar nas primeiras semanas, pois, durante a gravidez, o fluxo sanguíneo para os rins aumenta. Na gravidez, esse aumento ocorre sem dor ou ardor ao urinar.

Se urinar causar ardor ou dor, ou vier acompanhado de febre, é importante consultar o médico para descartar uma infecção urinária.

6. Sangramento leve ou corrimento rosado

Algumas mulheres apresentam um leve sangramento ou corrimento rosado por volta da data em que a menstruação deveria descer, o que é conhecido como sangramento de implantação.

Quando este sinal surge, costuma ser pouco, de cor rosada ou marrom, e dura pouco tempo. Esse sangramento não ocorre em todas as gravidezes.

Se o sangramento for abundante, persistente, tiver coágulos ou for acompanhado de dor, é importante consultar um médico.

Leia também: Corrimento rosado: 9 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/corrimento-rosado

7. Aumento do corrimento vaginal

No início da gravidez, é normal o aumento do corrimento vaginal, que costuma ser esbranquiçado e sem cheiro. Em geral, esse sinal não é motivo de preocupação se não vier acompanhada de coceira, ardência ou irritação.

Se o corrimento mudar de cor, apresentar mau cheiro ou causar desconforto, deve-se consultar o médico para descartar uma infecção vaginal. Entenda que alterações do corrimento podem indicar problemas de saúde.

8. Cólicas e inchaço abdominal

Algumas mulheres podem ter cólicas leves e sensação de inchaço abdominal nas primeiras semanas de gravidez. Esses sintomas costumam ser leves e são similares aos da menstruação.

Se a dor for intensa, localizar-se em apenas um lado do abdômen ou for acompanhada de sangramento, deve-se procurar atendimento médico.

9. Aversão a cheiros fortes

No início da gravidez, a sensibilidade a certos odores, como perfumes, comidas ou fumaça, pode aumentar. Em algumas mulheres, isso pode provocar náuseas.

10. Desejos, aversão a alimentos e gosto metálico

Durante a gravidez, podem surgir desejos por alimentos novos ou perda de interesse por comidas ou bebidas que antes eram agradáveis. Algumas mulheres também relatam um gosto metálico na boca.

11. Variações de humor

As alterações hormonais da gravidez podem influenciar o estado de ânimo e favorecer uma maior sensibilidade emocional, irritabilidade ou mudanças frequentes de humor.

12. Prisão de ventre

A prisão de ventre é um sintoma que pode surgir logo nas primeiras semanas de gravidez, pois o hormônio progesterona relaxa a musculatura do intestino e deixa o trânsito intestinal mais lento.

Leia também: Prisão de ventre na gravidez: sintomas e como tratar tuasaude.com/prisao-de-ventre-na-gravidez

13. Azia

A azia, o refluxo e o gosto ácido na boca são desconfortos frequentes na gravidez.

No início, ocorrem devido ao fato de a progesterona relaxar o músculo que separa o esôfago do estômago. Mais adiante, a pressão do útero sobre o abdômen também influencia o surgimento desse sintoma.

14. Tonturas e dor de cabeça

Nas primeiras semanas, podem surgir tonturas ou sensação de desmaio, relacionadas à queda da pressão arterial provocada pelos hormônios da gravidez. A dor de cabeça também é frequente nessa fase.

Se a dor de cabeça for intensa, não melhorar ou vier acompanhada de visão turva ou inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés, é preciso consultar o médico imediatamente.

15. Dor na região lombar

Algumas mulheres apresentam dor na região lombar desde o início, embora ela costume aumentar à medida que a gravidez avança, devido à mudança no centro de gravidade do corpo.

Leia também: Dor na lombar: o que pode ser (e como aliviar) tuasaude.com/dor-no-final-da-coluna

Entretanto, esse sintoma não é exclusivo da gravidez e também pode ser confundido com o desconforto pré-menstrual.

16. Escurecimento das aréolas

Durante a gravidez, os mamilos e as aréolas podem escurecer devido ao aumento de hormônios que estimulam a produção de melanina.

Essa alteração nas mamas é normal e faz parte das mudanças na pele durante a gravidez.

17. Excesso de salivação

Algumas mulheres relatam excesso de salivação, principalmente quando têm náuseas. Isso não acontece em todos os casos e costuma acompanhar os desconfortos digestivos do início da gravidez.

18. Espinhas e pele oleosa

Durante a gravidez, a atividade das glândulas sebáceas aumenta, o que pode favorecer o surgimento ou o agravamento das espinhas e da pele oleosa, especialmente nas fases mais avançadas da gestação.

19. Nariz entupido

Algumas mulheres apresentam nariz entupido sem causa alérgica ou infecciosa, condição conhecida como rinite da gravidez.

Este sintoma geralmente surge no segundo ou terceiro trimestre, pode durar 6 semanas ou mais e desaparece nas 2 semanas após o parto.

20. Sensação de falta de ar

A sensação de falta de ar é frequente na gravidez, mas costuma surgir no terceiro trimestre e não serve como indício de gravidez no início da gestação.

Se a falta de ar surgir de forma repentina, piorar ao deitar ou for acompanhada de dor no peito ou tontura, deve ser avaliada imediatamente.

Sintomas de gravidez que ninguém sabe

Alguns sintomas de gravidez que ninguém sabe incluem dor de cabeça, sensação de estômago cheio e barriga inchada, coceira na pele, nariz entupido, excesso de gases e corrimento vaginal.

Leia também: 12 sintomas de gravidez que ninguém sabe (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-gravidez-que-ninguem-sabe

Por isso, muitas mulheres não suspeitam da gravidez até notarem o atraso menstrual ou as náuseas. Um teste de gravidez é a única maneira de tirar a dúvida.

Sintomas de gravidez antes do atraso menstrual

Antes do atraso menstrual, a mulher pode apresentar alguns sintomas que podem ser indicativos de gravidez, como:

  • Dor ou sensibilidade nos seios
  • Sangramento leve ou corrimento rosado ou marrom;
  • Náuseas;
  • Cansaço excessivo sem causa aparente;
  • Inchaço abdominal e cólicas leves;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Prisão de ventre;
  • Escurecimento das aréolas.

Na presença desses sintomas, é interessante fazer um exame de farmácia e/ ou laboratorial para verificar a possibilidade de gravidez.

Leia também: 8 sintomas de gravidez antes do atraso (e como saber se é gravidez) tuasaude.com/sintomas-de-gravidez-antes-do-atraso

Como saber se realmente estou grávida

Na suspeita de gravidez é aconselhado fazer um teste de gravidez de farmácia a partir do primeiro dia do atraso menstrual.

Se o resultado der negativo, deve-se esperar mais 3 a 5 dias, e se a menstruação continuar atrasada, repetir o teste. Isso ajuda a confirmar o resultado, especialmente se o teste tiver sido feito muito cedo. Veja como fazer o teste de gravidez corretamente.

Se o resultado do teste de farmácia der negativo novamente, pode-se fazer um exame de sangue para gravidez, pois este é mais fidedigno e mostra a quantidade do hormônio beta hCG, que só é produzido durante a gravidez.

Leia também: Beta hCG quantitativo: o que é e como entender o resultado tuasaude.com/resultado-do-exame-de-beta-hcg

No entanto, se após vários dias de atraso menstrual o teste continuar negativo, é importante consultar o ginecologista para identificar a causa do atraso.

Embora em muitos casos não se trate de gravidez, também podem existir alterações hormonais, estresse, mudanças no peso corporal ou outras condições que afetem o ciclo menstrual.

Teste online de gravidez

Se acha que pode estar grávida, responda a este teste online para saber quais as suas chances:

{TESTE_GRAVIDEZ}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e não substitui o teste de gravidez nem a avaliação médica, onde os seus resultados não permitem confirmar nem descartar uma gravidez.

Se a mulher apresentar atraso menstrual, sintomas de gravidez ou dúvidas sobre o seu ciclo, é aconselhado realizar um teste de farmácia ou um exame de sangue e consultar um médico.

O que fazer se o teste de farmácia for positivo

Após a confirmação da gravidez através do teste de urina de farmácia, é aconselhado consultar o ginecologista. O médico poderá solicitar um exame de sangue para medir o hormônio beta-hCG, especialmente quando for necessário confirmar a gravidez ou avaliar a sua evolução.

A partir da 5ª semana de gravidez, a ultrassonografia transvaginal pode mostrar o saco gestacional e verificar se a gravidez está se desenvolvendo dentro do útero.

Isso é importante porque, em alguns casos, pode ocorrer uma gravidez ectópica, quando a gestação se desenvolve fora do útero. Essa situação pode colocar em risco a vida da mulher e necessita de atendimento médico.

Consulte o ginecologista mais próximo para saber o que fazer em caso de sintomas de gravidez:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]



source https://www.tuasaude.com/10-primeiros-sintomas-de-gravidez/

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Síndrome de Lynch: o que é, tipos e como é feito o diagnóstico (tem cura?)

A síndrome de Lynch é uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Essa síndrome causa alterações em genes responsáveis pela reparação do DNA. Dependendo do gene afetado, o risco de desenvolver alguns tipos de câncer pode ser maior, como colorretal, endometrial, de ovário, estômago e trato urinário.

O diagnóstico e acompanhamento podem envolver o geneticista, gastroenterologista e outros especialistas, conforme o caso, e incluem avaliação da história familiar e testes genéticos.

Imagem ilustrativa número 2

Tipos de síndrome de Lynch

Os principais tipos e variantes associados à síndrome de Lynch incluem:

  • Síndrome de Lynch tipo I: caracteriza-se principalmente pelo risco aumentado de câncer colorretal, que costuma surgir em idade mais jovem e afetar principalmente o lado direito do cólon;
  • Síndrome de Lynch tipo II: além do câncer colorretal, está associada a maior risco de cânceres em outros órgãos, como endométrio, ovário, estômago, intestino delgado, vias biliares, pâncreas e trato urinário;
  • Síndrome de Muir-Torre: é uma variante rara da síndrome de Lynch que, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer, pode causar tumores específicos da pele, principalmente das glândulas sebáceas.

Além disso, existe a síndrome de Turcot, uma condição rara que pode estar associada à síndrome de Lynch e caracteriza-se pela ocorrência de câncer colorretal hereditário e tumores do sistema nervoso central.

A síndrome de Lynch tem cura?

A síndrome de Lynch não tem cura, pois é uma condição genética hereditária. No entanto, o acompanhamento médico regular e os exames de rastreamento podem ajudar a identificar alterações precocemente e reduzir o risco de complicações.

Como é feito o diagnóstico

A síndrome de Lynch geralmente não causa sintomas e, por isso, a suspeita é baseada na história pessoal e familiar de câncer, especialmente quando há casos de câncer em idade jovem ou vários tipos de câncer na família.

Para confirmação do diagnóstico, pode ser feito o teste genético molecular, geralmente solicitado e interpretado pelo geneticista, que identifica alterações nos genes associados à síndrome de Lynch.

Leia também: 6 testes genéticos para o câncer: benefícios e quando fazer tuasaude.com/teste-genetico-para-cancer

Para realizar uma avaliação genética, é recomendado marcar consulta com o geneticista mais próximo da sua região:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Além disso, o aconselhamento genético pode ser indicado para avaliar o risco de desenvolvimento de câncer e a possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos. Entenda o que é e como é feito o aconselhamento genético.

O que causa a síndrome

A síndrome de Lynch é causada por alterações hereditárias em genes que participam do reparo do DNA. Os principais são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, além do EPCAM, que pode afetar a função do MSH2.

Essas alterações prejudicam a capacidade das células de corrigir erros no DNA, fazendo com que eles possam se acumular ao longo do tempo, aumentando o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Riscos da síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, principalmente:

  • Câncer colorretal;
  • Câncer de endométrio;
  • Câncer de ovário;
  • Câncer de estômago;
  • Câncer de intestino delgado;
  • Câncer do trato urinário;
  • Câncer de pâncreas;
  • Câncer das vias biliares.

O risco de cada tipo de câncer pode variar conforme o gene afetado, além de fatores individuais, como idade e sexo.

Tratamento da síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch não tem um tratamento que elimine a alteração genética, mas o acompanhamento médico e a realização dos exames de rastreamento indicados são importantes para identificar alterações precocemente.

Além disso, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de câncer, como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, não fumar e limitar o consumo de álcool.

Leia também: 8 alimentos que previnem o câncer tuasaude.com/alimentos-que-combatem-o-cancer

Já o tratamento do câncer associado à síndrome de Lynch depende do tipo e do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, de acordo com cada caso. Conheça os principais tratamentos para câncer.



source https://www.tuasaude.com/sindrome-de-lynch/

Stent: o que é, para que serve, tipos (e como é colocado)

O stent é um pequeno tubo em forma de malha usado para manter vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos abertos, funcionando como um suporte que garante o fluxo normal de sangue.

A maioria dos stents é feito de metal ou polímero, podendo também ser fabricada com tecidos especiais e alguns possuem revestimento com medicamentos que são liberados diretamente na artéria para ajudar a prevenir novo entupimento

Geralmente, o uso do stent é indicado em situações de emergência para tratar complicações como infarto e danos ao órgão, sendo feito pelo cardiologista ou angiologista através de um cateter inserido em uma artéria até o local da obstrução, de forma minimamente invasiva.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O stent é usado para:

  • Manter aberto os vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos;
  • Evitar que os vasos se fechem após procedimentos de dilatação;
  • Melhorar a circulação de sangue para órgãos e tecidos;
  • Reduzir sintomas como dor no peito ou falta de ar;
  • Prevenir complicações graves, como ataques cardíacos ou acidentes vasculares.

O stent serve para abrir vasos sanguíneos estreitados pelo acúmulo de gordura, chamado aterosclerose, ou pela formação de coágulos, como ocorre na trombose arterial.

Leia também: Aterosclerose: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/aterosclerose

Geralmente, os stents são indicados quando 70% ou mais do vaso sanguíneo está obstruído, podendo ser descoberta em exames de rotina ou em situações de emergência, como infarto ou angina instável.

Stent no coração

No coração, os stents são frequentemente usados em artérias coronárias que estão estreitas devido à aterosclerose. 

Ao manter essas artérias abertas, o stent ajuda a melhorar a circulação sanguínea para o músculo cardíaco, aliviando sintomas como dor no peito, chamada de angina, e reduzindo o risco de infarto.

Leia também: Angina: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/angina

Stent cerebral

O stent também pode ser usado no cérebro para tratar vasos sanguíneos estreitados ou aneurismas, ajudando a prevenir acidentes vasculares cerebrais ou apoiar tratamentos de aneurisma, garantindo que o fluxo sanguíneo permaneça adequado.

Leia também: AVC: o que é, sintomas, causas, tipos, tratamento e sequelas tuasaude.com/avc

Stents periféricos

Os stents periféricos são usados para tratar artérias nas pernas, braços, rins ou pescoço, ajudando a aliviar sintomas como dor ou cãibras e prevenir complicações, como feridas ou tromboses.

Principais tipos

Conforme o material, a função e o tempo que permanecem no corpo, os tipos de stents são:

1. Stent convencional

O stent convencional, também chamado de stent metálico, é feito de aço inoxidável, cobalto-cromo ou níquel-titânio e atua apenas como suporte para manter a artéria aberta. 

Esse tipo de stent mantém o vaso aberto imediatamente, mas apresenta maior risco de reestenose, ou seja, o vaso pode voltar a se estreitar com o tempo devido ao crescimento de células ao redor do stent, formando tecido cicatricial que pode obstruir novamente a artéria.

Nesse caso, pode ser necessário novo procedimento para colocação de um stent novo dentro do antigo.

2. Stent farmacológico

O stent farmacológico também é feito de uma malha de metal, mas possui um revestimento com medicamentos antiproliferativos, como sirolimo, paclitaxel, zotarolimo ou everolimo, que são liberados lentamente no vaso sanguíneo.

Essa medicação previne o crescimento de células e a formação de cicatriz, reduzindo assim o risco de nova obstrução, sendo indicado para diabéticos, pessoas com lesões extensas nas artérias ou aqueles que precisam da colocação de vários stents.

3. Stent bioabsorvível 

O stent bioabsorvível é feito de polímeros como o poliácido lático, que se dissolve gradualmente, transformando-se em ácido lático totalmente absorvido pelo corpo em cerca de 2 a 3 anos.

Esse tipo de stent também pode ser revestido com medicamento como o everolimo que é liberado aos poucos no vaso sanguíneo, impedindo o entupimento da artéria.

4. Stent revestido

O stent revestido, ou stent-graft, é um stent com uma camada que forma um canal impermeável, criando um tubo sólido em vez de uma malha aberta, sendo usado para tratar aneurismas ou perfurações nas artérias.

5. Stent autoexpansível 

Esse tipo é feito de um metal especial chamado Nitinol, que fica comprimido dentro de um tubo e se expande sozinho quando colocado no vaso, atingindo o tamanho necessário. 

Por ser muito flexível e capaz de continuar se expandindo suavemente, o stent autoexpansível é útil em vasos curvos ou em artérias que podem ser pressionadas de fora, como as carótidas.

6. Stent especializado

O stent especializado é projetado para situações complexas ou áreas específicas dos vasos, como bifurcações de artérias, estenoses em entradas de vasos ou outras regiões de difícil acesso. 

Esse tipo é desenvolvido para se adaptar melhor à anatomia do vaso e oferecer suporte adequado, garantindo que o fluxo sanguíneo seja restaurado mesmo em locais desafiadores.

Como é colocado

O procedimento de colocação do stent é minimamente invasivo e consiste em:

  1. Inserir um cateter fino em uma artéria, para alcançar o vaso sanguíneo afetado;
  2. Guiar um fio fino até o ponto da obstrução, permitindo visualizar o vaso com raio-X e contraste;
  3. Inflar um balão antes de colocar o stent, para abrir e preparar a área estreitada;
  4. Colocar o stent, que pode ser expandido pelo balão ou se abrir sozinho ao ser liberado do tubo de entrega, no caso de stents autoexpansíveis.

Após a colocação, o balão e o cateter são retirados, permanecendo o stent no lugar, para manter o vaso aberto. 

Angioplastia com stent

Um dos procedimentos mais utilizados para colocar stents é a angioplastia com stent, especialmente em artérias do coração.

Leia também: Angioplastia com stent: o que é, como é feita (e cuidados) tuasaude.com/angioplastia-com-stent

No entanto, nem todo stent é colocado por angioplastia, o procedimento varia conforme o vaso ou órgão alvo e a via de acesso utilizada. 

Em todos os casos, o princípio é manter uma passagem aberta para restaurar o fluxo normal de sangue ou de outros fluidos.

Cuidados após a colocação

Após a colocação do stent, a pessoa geralmente precisa tomar medicamentos antiplaquetários por um período determinado pelo médico, para reduzir o risco de formação de trombos.

Também é recomendado evitar esforços físicos intensos nos primeiros dias, manter uma alimentação saudável, controlar pressão arterial, colesterol e diabetes e comparecer a consultas de acompanhamento para monitorar a função do stent.

Dúvidas comuns

Algumas dúvidas comuns sobre o stent são:

1. Quanto tempo dura o stent?

O stent permanece no corpo permanentemente e não precisa ser trocado. Alguns stents bioabsorvíveis, porém, se dissolvem sozinhos em 2 a 3 anos, sem necessidade de retirada.

2. Quem tem stent pode pegar peso?

É importante evitar esforços muito fortes até que o médico libere atividades mais intensas, para não prejudicar a cicatrização do vaso ou o stent. Depois, é possível voltar às atividades normais com segurança.

3. Colocar stent é perigoso?

Colocar stent é um procedimento seguro na grande maioria dos casos, especialmente porque é minimamente invasivo.

Entretanto, como todo procedimento existem alguns riscos, como sangramento, infecção, formação de coágulos ou novo estreitamento do vaso, mas complicações graves são raras. 

4. Existe risco de rejeição do stent?

O corpo não rejeita o stent, pois ele é feito de materiais biocompatíveis, como metais ou polímeros especiais. O que pode ocorrer é o crescimento de tecido ao redor do stent, o leva a um novo estreitamento do vaso, mas isso não é rejeição.



source https://www.tuasaude.com/stent/

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

CAR-T Cell: o que é, como funciona e para que serve

A CAR-T Cell, que em inglês quer dizer Chimeric Antigen Receptor T-cell therapy, é uma terapia que funciona mudando geneticamente as células de defesa da pessoa, para que identifiquem e destruam o câncer.

Este tipo de terapia gênica é indicada no Brasil para o tratamento de linfoma não Hodgkin de células B, leucemia linfoide aguda de células B e mieloma múltiplo, em casos de falha no tratamento anterior, falta de resposta ou retorno da doença.

Leia também: Terapia gênica: o que é, como funciona (vantagens e desvantagens) tuasaude.com/terapia-genica

A CAR-T Cell atualmente está disponível e autorizada pela ANVISA para estudos clínicos autorizados, sendo oferecida de forma gratuita em centros credenciados ao SUS e também em alguns centros privados.

Imagem ilustrativa número 1

Principais indicações

As indicações da terapia CAR-T Cell são:

Esta terapia é indicada no Brasil somente em casos de falha no tratamento anterior, como quimioterapia e transplante de medula óssea, ausência de resposta ou retorno da doença.

Como funciona a CAR-T Cell

A terapia CAR-T Cell funciona reprogramando as células de defesa do sistema imunológico da pessoa para identificar e combater o câncer.

As etapas da terapia CAR-T Cell são:

  1. Coleta das células: o sangue da pessoa é coletado por meio da aférese, onde os linfócitos T (as principais células de defesa do sistema imune) são separados e isolados, e os outros componentes do sangue retornam ao organismo;
  2. Modificação genética das células T: os linfócitos T são enviados para um laboratório e um gene sintético é inserido nestas células. Este gene instrui a célula a produzir um receptor chamado Receptor Quimérico de Antígeno (CAR), que atua como uma fechadura se ligando a uma proteína específica presente nas células tumorais;
  3. Expansão das células: as células T modificadas, agora chamadas de células CAR-T são cultivadas e multiplicadas até terem a quantidade necessária para a dose terapêutica da pessoa;
  4. Preparo da pessoa: alguns dias antes de receber as células, a pessoa passa por uma quimioterapia curta. Esse tratamento diminui a quantidade de outros linfócitos no sangue, favorecendo a expansão e a atuação das células CAR-T;
  5. Infusão das células CAR-T: as células CAR-T são enviadas ao hospital e infundidas na corrente sanguínea da pessoa por via intravenosa, em um processo similar à transfusão de sangue.

Após a infusão, as células CAR-T circulam no corpo, identificam e se ligam às células do câncer, e liberam substâncias para destruir o tumor. As células CAR-T continuam a se multiplicar e podem ficar na circulação por longos períodos.

A CAR-T Cell está disponível no Brasil?

A terapia CAR-T Cell está disponível e autorizada no Brasil pela ANVISA em estudos clínicos autorizados e de forma gratuita em centros parceiros credenciados ao SUS.

Além disso, esta terapia também é autorizada pela Anvisa e oferecida em alguns centros especializados privados.

Cuidados após a terapia

Alguns cuidados importantes após a terapia CAR-T Cell são:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar consumir alimentos crus ou mal cozidos;
  • Evitar o contato com pessoas doentes ou ficar em locais fechados e muito cheios;
  • Evitar dirigir e operar máquinas pesadas por pelo menos 2 meses;
  • Monitoramento no hospital, de 1 a 4 semanas após a infusão, para identificar e tratar rapidamente possíveis complicações.

Após a alta, a pessoa também deve ter o acompanhamento médico frequente durante pelo menos o primeiro ano, para que seja avaliada a resposta ao câncer e rastreadas possíveis complicações tardias.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da CAR-T Cell incluem:

  • Síndrome de liberação de citocinas, com sintomas como febre alta, calafrios, dificuldade para respirar, hipotensão, taquicardia, tontura, dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e, em casos graves, falência múltipla de órgãos;
  • Neurotoxicidade, que causa confusão mental, sono excessivo, desorientação, alteração no nível de consciência, afasia, dor de cabeça, perda de equilíbrio, tremor, espasmos, dificuldade para escrever e, em casos graves, convulsões e edema cerebral;
  • Citopenias, como neutropenia, anemia e trombocitopenia, provocando fadiga, facilidade para sangramentos/hematomas e maior tendência a infecções;
  • Infecções bacterianas, virais ou fúngicas;
  • Baixos níveis de minerais no sangue, como potássio, sódio e fósforo;
  • Síndrome da lise temporal, devido à liberação de substâncias que podem sobrecarregar os rins e causar insuficiência renal;
  • Síndrome semelhante à linfo-histiocitose hemofagocítica, uma reação inflamatória grave e rara que causa disfunção hepática, ferritina muito elevada e problemas de coagulação;
  • Reações alérgicas, que podem ser imediatas devido à hipersensibilidade ou anafilaxia durante a aplicação intravenosa das células.

Além disso, embora seja raro, a terapia CAR-T Cell também pode aumentar o risco de novos cânceres sanguíneos no longo prazo.

Quem não pode fazer

Pessoas que não possuem a proteína-alvo nos tumores, como a CD-19 e a BCMA, e com infecções graves não controladas, não podem fazer a terapia CAR-T Cell.

A CAR-T Cell também não é indicada em casos de diminuição na quantidade ou qualidade dos linfócitos T no organismo da pessoa.

[ELEMENT_FAQS_56660]



source https://www.tuasaude.com/car-t-cell/

7 tratamentos para insuficiência cardíaca

Os principais tratamentos para insuficiência cardíaca incluem o uso de medicamentos, como anti-hipertensivos e diuréticos, e diminuir o consumo de sal, além de medidas como praticar exercícios físicos orientados, parar de fumar e evitar bebidas alcoólicas.  

A insuficiência é uma condição em que o coração não consegue bombear o sangue adequadamente e, quando não tratada, pode progredir, agravando os sintomas e aumentando o risco de complicações como morte súbita ou arritmias.

Leia também: Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/insuficiencia-cardiaca

Em caso de suspeita de insuficiência cardíaca, é recomendado consultar o cardiologista, que é o médico mais indicado para orientar quais as opções de tratamento mais adequadas para cada caso.

Médica ouvindo o coração de um paciente durante a consulta

As principais opções de tratamento para insuficiência cardíaca são:

1. Medicamentos

Os medicamentos mais indicados para insuficiência cardíaca incluem:

  • Vasodilatadores: como captopril, enalapril, valsartana que agem facilitando o coração a bombear sangue para o organismo; 
  • Diuréticos: podem contribuir para controlar o volume de sangue bombeado pelo coração, além disso, alguns como espironolactona e eplerenona também têm um efeito protetor do coração;
  • Betabloqueadores: atuam bloqueando a ação de hormônios que prejudicam o coração, tais como metoprolol, carvedilol ou bisoprolol.
  • Inibidores SGLT2: especificamente os inibidores do SGLT2, como Forxiga, dapagliflozina ou empagliflozina, podem ser indicados em combinação com outros medicamentos para a proteção cardiovascular;
  • Antagonistas não esteroidais do receptor de mineralocorticoides: como finerenona e espironolactona, que bloqueiam a ação da aldosterona e podem ser indicados para adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) igual ou superior a 40%.

Estes medicamentos melhoram o funcionamento do coração e previnem o agravamento da insuficiência cardíaca, podendo também aliviar os seus sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Leia também: 10 principais remédios para insuficiência cardíaca tuasaude.com/remedios-para-insuficiencia-cardiaca

2. Dieta para insuficiência cardíaca

A dieta em caso de insuficiência cardíaca deve conter pouco sódio, que está presente principalmente no sal e produtos industrializados.

O recomendado é consumir menos de 5 g/dia de sal para evitar o acúmulo de líquidos, que pode dificultar o funcionamento do coração. 

Além disso, uma dieta saudável, rica em fibras e vitaminas e com poucas gorduras, por exemplo, além de favorecer a saúde do coração, pode melhorar o seu funcionamento ao contribuir para controlar o peso corporal.

Leia também: Dieta para o coração tuasaude.com/dieta-para-o-coracao

3. Mudança de hábitos

Mudanças de hábitos, como parar de fumar, evitar o consumo de álcool e dormir bem à noite, normalmente são recomendadas para complementar o tratamento da insuficiência cardíaca porque são medidas que favorecem a saúde do coração.

Leia também: Como parar de fumar: 8 dicas para deixar o vício tuasaude.com/6-dicas-para-parar-de-fumar

4. Exercícios físicos regulares

Fazer exercícios físicos regularmente é recomendado para melhorar a qualidade de vida e o condicionamento físico, além de contribuir para controlar o peso.

A reabilitação cardíaca através de exercícios tem a capacidade de melhorar substancialmente a capacidade física de pessoas com insuficiência cardíaca e pode ser um divisor de águas nesta doença.

Devem ser orientados por um profissional pois são indicados de acordo com as limitações e necessidades de cada pessoa.

5. Marcapasso

A colocação de um marcapasso pode ser indicada para algumas pessoas com insuficiência cardíaca que desenvolveram arritmias, podendo ajudar a controlar os batimentos cardíacos e, assim, aliviar os sintomas em alguns casos.

Leia também: Marcapasso: o que é, para que serve e quando é indicado tuasaude.com/marcapasso-cardiaco

6. Dispositivos de assistência ventricular

Dispositivos de assistência ventricular são dispositivos que podem ajudar a bombear o sangue nos casos mais graves de insuficiência cardíaca.

Podem ser utilizados até a realização de um transplante cardíaco ou, em alguns casos, permanentemente.

7. Transplante cardíaco

O transplante de coração normalmente é indicado somente nos casos mais graves em que outros tratamentos não foram capazes de controlar os sintomas da insuficiência cardíaca.

Este tratamento consiste na substituição do coração doente por um saudável, vindo de uma pessoa declarada como doadora de órgão e que, normalmente, está em morte encefálica. Confira quando é indicado o transplante de coração e como é feito.



source https://www.tuasaude.com/tratamento-para-insuficiencia-cardiaca/

Peptídeos: o que são, para que servem (e peptídeos injetáveis)

Peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, que são partes que formam as proteínas, e estão presentes no organismo...