segunda-feira, 20 de julho de 2026

Intoxicação alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamentos

A intoxicação alimentar é uma condição que surge após o consumo de bebidas ou alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganismos, causando sintomas como vômitos, náuseas, diarreia e desidratação.

Essa situação pode acontecer devido à contaminação de alimentos e bebidas por bactérias, vírus, parasitas e fungos, por exemplo.

Leia também: 10 doenças causadas por alimentos contaminados tuasaude.com/3-doencas-causadas-por-alimentos-contaminados

Para tratar a intoxicação alimentar, deve-se repousar, beber mais líquidos e manter uma dieta leve. Porém, na presença de sintomas muito intensos, é recomendado ir ao hospital para receber os cuidados necessários e evitar complicações.

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Sintomas de intoxicação alimentar

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são:

  • Diarreia, que pode conter sangue;
  • Náusea e vômitos;
  • Cólicas ou dores abdominais;
  • Febre e calafrios, em alguns casos;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de mal estar geral.

Em casos mais graves, a pessoa também pode apresentar sintomas de desidratação, diarreia que dura mais de 3 dias, fraqueza muscular, vômitos frequentes, febre alta, confusão mental e dificuldade para enxergar ou falar, por exemplo.

Os sintomas de intoxicação alimentar podem surgir entre 30 minutos a 2 semanas após do consumo do alimento contaminado, conforme o tipo de toxina presente. Conheça todos os sintomas de intoxicação alimentar.

Mulheres grávidas, idosos, crianças e pessoas com sistema imunológico enfraquecido ou outro problema de saúde devem consultar o médico assim que os primeiros sintomas de intoxicação surgirem. Isso porque estes grupos têm o sistema imunológico mais fragilizado, havendo maior risco de desenvolver sintomas mais graves.

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Quanto tempo dura uma intoxicação alimentar?

A maioria dos sintomas de intoxicação alimentar duram de algumas horas a alguns dias.

Entretanto, a duração varia conforme o tipo de microrganismo que produziu a toxina, incluindo:

  • Intoxicação por Salmonella e o Campylobacter: de 2 a 5 dias;
  • Listeria: de 3 dias a 10 semanas;
  • E. coli: cerca de 1 semana;
  • Norovírus: de 1 a 3 dias.

Já a intoxicação alimentar provocada por rotavírus pode durar até 8 dias.

Leia também: Rotavírus: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/rotavirus

Teste online de sintomas

Para saber o risco de estar com intoxicação alimentar, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

{TESTE_SINTOMAS_INTOXICACAO_ALIMENTAR}

O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não devendo ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o clínico geral ou o gastroenterologista.

Como saber se é intoxicação alimentar

Para saber se é intoxicação alimentar, deve-se consultar o clínico geral ou gastroenterologista, que fará um exame físico e uma avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e do histórico de alimentação.

Em casos graves e persistentes, o médico pode indicar a realização de exame de sangue e um exame de fezes, para avaliar o estado geral de saúde da pessoa e identificar o microrganismo responsável pela intoxicação.

Diferença entre intoxicação e infecção alimentar

A infecção alimentar acontece quando se ingere alimentos ou água contaminados por microrganismos patogênicos vivos, como bactérias, vírus ou parasitas.

Já a intoxicação alimentar é caracterizada pelo consumo de alimentos e bebidas contendo as toxinas produzidas pelos microrganismos patogênicos.

O que causa intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é causada pela ingestão de toxinas de microrganismos patogênicos presentes nos alimentos, podendo acontecer devido à bactérias, como Listeria, E. coliStaphylococcus aureus, Campylobacter e Salmonella.

Além disso, alguns vírus, como Norovírus, parasitas e fungos também podem produzir toxinas que podem resultar em intoxicação alimentar.

Leia também: Aflatoxina: o que é, sintomas da intoxicação e riscos tuasaude.com/aflatoxina

A intoxicação alimentar acontece quando a pessoa consome água contaminada ou um alimento que não foi higienizado, manipulado ou cozido corretamente, ou ainda mal armazenado ou fora do prazo de validade.

Como é feito o tratamento

O tratamento para intoxicação alimentar inclui:

1. Autocuidados

Geralmente, a intoxicação alimentar melhora em alguns dias e não precisa de tratamento médico específico.

Entretanto, alguns autocuidados que ajudam a aliviar os sintomas são:

  • Repousar, para ajudar o organismo a poupar energia para combater a infecção e eliminar as toxinas;
  • Beber bastantes líquidos, como água, sucos de frutas naturais, bebidas isotônicas ou caldos;
  • Beber de 2 a 3 litros de soro caseiro por dia, em pequenos goles, várias vezes ao dia. Veja como fazer o soro caseiro;
  • Não preparar alimentos para outras pessoas durante a intoxicação;
  • Lavar sempre e bem as mãos com água e sabão.

Além disso, pode-se também consumir biscoitos salgados, do tipo água e sal, para ajudar a repor os eletrólitos perdidos. Saiba como tratar a intoxicação alimentar em casa.

2. Dieta

As recomendações da dieta durante a intoxicação incluem priorizar alimentos de fácil digestão, como arroz branco, sopas e frutas e legumes sem casca e cozidos, por exemplo.

Além disso, é importante evitar alimentos com fibras de difícil digestão, como frutas e legumes com casca, arroz integral e vegetais folhosos crus, alimentos com muita gordura e açúcar.

Leia também: O que comer durante a intoxicação alimentar tuasaude.com/o-que-comer-para-tratar-a-intoxicacao-alimentar

3. Remédio para intoxicação alimentar

De forma geral, os remédios não são indicados no tratamento da intoxicação alimentar, pois os sintomas costumam melhorar com o aumento da ingestão de líquidos e alimentação leve e saudável.

No entanto, quando os sintomas não melhoram e/ou são mais graves, o médico pode indicar o uso de remédios como metoclopramida, escopolamina, azitromicina e nitazoxanida. Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de probióticos.

A indicação destes remédios varia conforme a causa da intoxicação alimentar e podem ajudar a aliviar as náuseas, as cólicas intestinais, a dor no estômago, os vômitos ou a diarreia, e a evitar a desidratação. 

Leia também: 7 remédios para intoxicação alimentar (e opções naturais) tuasaude.com/remedio-para-intoxicacao-alimentar

Como evitar a intoxicação alimentar

Algumas dicas para evitar a intoxicação alimentar são:

  • Lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, durante e após o preparo de alimentos, antes de comer e após ir ao banheiro ou trocar fraldas;
  • Limpar e desinfetar tábuas de corte, bancadas e facas, com água quente e detergente após preparar cada tipo de alimento;
  • Lavar e higienizar frutas e vegetais, antes de consumi-los ou prepará-los. Veja como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Cobrir cortes ou feridas nas mãos com curativos à prova d\'água e evitar preparar comida para outras pessoas se estiver doente;
  • Manter alimentos crus e cozidos separados na geladeira, guardando carnes cruas em potes fechados nas prateleiras inferiores, por exemplo
  • Não lavar frango, peixes ou carnes crus, pois isso pode espalhar bactérias através da água que respinga na pia, nas bancadas e em outros alimentos próximos;
  • Cozinhar os alimentos completamente, até alcançarem uma temperatura interna de pelo menos 72°C a 75°C. Se possível, usar um termômetro na cozinha;
  • Guardar as sobras e alimentos cozidos na geladeira em até 2 horas após o preparo;

É recomendado também descongelar os alimentos sempre dentro da geladeira de um dia para o outro ou no micro-ondas. Nunca se deve deixar os alimentos descongelando em temperatura ambiente.



source https://www.tuasaude.com/sintomas-da-intoxicacao-alimentar/

7 sintomas de intoxicação alimentar e o que fazer (com teste online)

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são diarreia, dor abdominal ou cólicas, náusea, vômito, febre e calafrios, dor de cabeça e mal-estar geral.

A intoxicação alimentar também pode causar sintomas mais sérios, como diarreia com sangue, febre alta e desidratação, principalmente em idosos, crianças, grávidas e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

Leia também: Intoxicação alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamentos tuasaude.com/sintomas-da-intoxicacao-alimentar

O tratamento da intoxicação alimentar inclui o repouso, a ingestão de mais líquidos e uma dieta leve. No entanto, na presença de sintomas muito intensos, é recomendado ir ao hospital para receber o tratamento adequado e evitar complicações.

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Principais sintomas

Os principais sintomas de intoxicação alimentar são:

  1. Diarreia;
  2. Dor abdominal ou cólicas;
  3. Náusea e vômito;
  4. Febre e calafrios;
  5. Dor de cabeça;
  6. Mal-estar geral;
  7. Desidratação, nos casos graves.

Em casos graves de intoxicação alimentar, a pessoa também pode apresentar febre acima de 38,9 ºC, diarreia com sangue ou pus, vômitos muito frequentes, confusão mental, irritabilidade ou letargia.

Em tipos menos comuns de intoxicação, como botulismo ou toxinas presentes em peixes e frutos do mar, podem surgir outros sintomas graves como visão embaçada ou dupla, dificuldade para engolir, paralisia, dores musculares e convulsões, por exemplo.

Pessoas idosas, bebês e crianças, grávidas e pessoas com o sistema imunológico fraco, têm um risco muito maior de desenvolver complicações mais sérias. Nestes casos, deve-se procurar um hospital ou atendimento médico de emergência, assim que surgirem os primeiros sintomas de intoxicação alimentar.

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Sintomas de intoxicação alimentar em criança

Os sintomas de intoxicação alimentar em criança são similares aos dos adultos. Entretanto, como as crianças, principalmente as com menos de 5 anos, têm um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, essa doença pode causar desidratação severa.

Assim, se a criança apresentar sede e boca seca, falta de fraldas molhadas por 3 horas ou mais, choro sem lágrimas, falta de energia, olhos ou bochechas afundados e irritabilidade, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.

Além disso, é fundamental ir a uma emergência pediátrica, se a criança tiver vômitos por mais de 12 horas, diarreia por mais de 2 dias, febre acima de 38 ºC.

Leia também: Emergência pediátrica: o que é, como funciona (e quando ir) tuasaude.com/emergencia-pediatrica

Crianças prematuras ou com histórico de outras condições médicas, têm ainda mais riscos e devem receber avaliação médica imediata na presença dos primeiros sintomas de intoxicação alimentar.

Teste online de sintomas

Se deseja saber o risco de estar com intoxicação alimentar, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:

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Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação. Por isso, não deve ser usado para diagnosticar ou substituir a consulta com o clínico geral ou o gastroenterologista.

O que fazer

Na maioria dos casos, a intoxicação alimentar passa dentro de alguns dias e não precisa de tratamento médico.

Entretanto, algumas medidas que podem ajudar a aliviar os sintomas incluem:

  • Beber muitos líquidos, como água, água de coco, sucos naturais de frutas e soro caseiro;
  • Repousar, para ajudar o organismo a combater a infecção;
  • Evitar cozinhar durante a intoxicação e por até 2 dias após o fim dos sintomas, para não transmitir os microrganismos para outras pessoas;
  • Não tomar remédios para interromper a diarreia sem consultar um médico, porque podem interferir na eliminação das toxinas pelas fezes, agravando os sintomas da intoxicação;
  • Priorizar os alimentos de fácil digestão, como arroz branco, sopas e frutas e legumes sem casca e cozidos. Veja o que comer na intoxicação alimentar.

Para aliviar as náuseas, o vômito ou a diarreia, prevenir a desidratação e de acordo com a causa da intoxicação alimentar, o médico poderá indicar remédios como sais de reidratação oral, metoclopramida, escopolamina e azitromicina, por exemplo.

Leia também: 7 remédios para intoxicação alimentar (e opções naturais) tuasaude.com/remedio-para-intoxicacao-alimentar

source https://www.tuasaude.com/sintomas-de-intoxicacao-alimentar/

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Gripe aviária: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Gripe aviária é uma doença causada pelo vírus influenza A em aves que pode ser transmitida para humanos principalmente pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo da sua carne.

Os sintomas da gripe aviária, também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária, são muito semelhantes aos da gripe comum, incluindo febre, dor de garganta, mal-estar, tosse seca e coriza.

Porém, a gripe aviária pode evoluir rapidamente para pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo e, por isso, seu tratamento deve ser feito o mais rápido possível e geralmente envolve o uso de remédios e/ou internamento hospitalar.

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Sintomas da gripe aviária

Os principais sintomas de gripe aviária em humanos são:

  • Febre alta, acima de 38ºC, e calafrios;
  • Tosse seca;
  • Dor de garganta ou dor de cabeça;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Dor no corpo ou dor muscular;
  • Fadiga, fraqueza ou mal-estar geral; 
  • Dor abdominal.

Os sintomas da gripe aviária geralmente são leves a moderados, podendo também surgir vermelhidão e irritação nos olhos, sangramentos pelo nariz ou pela gengiva e, em alguns casos náuseas, vômitos ou diarreia.

A gripe aviária também pode pode causar sintomas, como falta de ar ou dificuldade para respirar, confusão mental ou convulsões.

Na presença de sintomas de gripe aviária, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para iniciar o tratamento e evitar complicações graves, como pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo.

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Quando surgem os sintomas?

Os sintomas da gripe aviária costumam aparecer 2 a 8 dias depois do contato ou ingestão de carne de algum tipo de ave infectada com o vírus influenza A, do tipo H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da gripe aviária é feito pelo clínico geral ou infectologista através da avaliação dos sintomas e histórico de contato direto recente com aves vivas ou manuseio ou contato desprotegido com aves cruas ou abatidas.

Para confirmar o diagnóstico, o médico deve solicitar exames de sangue e um teste de RT-PCR, em que é coletada uma amostra das secreções do nariz para verificar o tipo de vírus que está causando a infecção. 

Leia também: Exame PCR: o que é, para que serve e resultados tuasaude.com/exame-pcr

Gripe aviária é grave?

A gripe aviária geralmente causas sintomas semelhantes aos da gripe comum.

No entanto, tende a evoluir mais rápido, existindo um risco maior de complicações graves, como dificuldade respiratória, pneumonia ou sangramento, por exemplo.

Como acontece a transmissão

A transmissão do vírus da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer através de:

  • Contato com penas, fezes ou urina de aves infectadas;
  • Inalação de pequenas partículas das secreções do animal doente;
  • Ingestão de carne mal cozida de aves contaminadas;
  • Contato desprotegido com carne crua ou aves abatidas contaminadas.

Além disso, a transmissão de uma pessoa para a outra não é comum, havendo poucos casos nesta situação. 

No entanto, este vírus pode sofrer mutações e desenvolver a capacidade de passar de uma pessoa para outra através do contato com secreções ou gotículas do espirro e tosse.

Gripe aviária H5N2

O H5N2 é uma variante do vírus influenza A que também pode provocar surtos de gripe aviária, doenças graves e morte em aves, sejam aves domésticas ou selvagens.

No entanto, embora seja raro, o H5N2 também pode infectar humanos, principalmente pessoas que trabalham com aves, geralmente provocando sintomas febre, dor de garganta, de cabeça, muscular e tosse.

Até o momento, apenas 1 caso de morte por gripe aviária H5N2 em humano foi relatado, no México.

Como é feito o tratamento

Os tratamentos feitos pelo clínico geral ou infectologista para gripe aviária em humanos são:

1. Remédios para gripe aviária

O uso de remédios pode ser indicado pelo médico para ajudar a aliviar os sintomas da gripe aviária.

Os principais medicamentos para gripe aviária que podem ser indicados são:

  • Analgésicos, para diminuir a dor;
  • Antitérmicos, para baixar a febre;
  • Antieméticos, para aliviar as náuseas e os vômitos.

O médico pode ainda receitar remédios antivirais nas primeiras 48 horas após o inicio dos sintomas, podendo ser o oseltamivir e zanamivir, que servem para ajudar o corpo a combater o vírus da gripe aviária.

Os antibióticos não são indicados para gripe aviária, pois o que provoca a gripe aviária é vírus e não bactérias.

No entanto, caso a pessoa desenvolva infecções bacterianas ao mesmo tempo que a gripe aviária, o médico pode indicar o uso de antibióticos.

2. Internamento hospitalar

Em alguns casos, pode ainda ser necessário o internamento hospitalar para administração de soro fisiológico diretamente na veia para hidratação e oxigenoterapia nos casos de problemas respiratórios.

Nos casos mais graves, também pode ser indicada intubação ou ventilação mecânica.

Leia também: Ventilação mecânica: o que é, para que serve, tipos e riscos tuasaude.com/ventilacao-mecanica

Gripe aviária tem cura?

A gripe aviária tem cura, porém quando atinge os humanos costumam ser casos graves, que requerem atendimento rápido em um hospital.

Por isso em caso de suspeita de contaminação é importante procurar um serviço médico hospitalar o quanto antes.

Possíveis complicações

Após ser infectado pelo vírus da gripe aviária, a pessoa provavelmente irá desenvolver a forma mais simples, como uma gripe comum.

No entanto, podem surgir complicações como dificuldade respiratória ou pneumonia. Confira quais são os sintomas de pneumonia.  

As pessoas que podem ter maiores complicações são as crianças, idosos e pessoas com o sistema imune enfraquecido porque seu corpo demora mais tempo para reagir e para combater o vírus.

Assim, se estes forem contaminados deverão ficar internados para receber o tratamento adequado no hospital.

Como prevenir a gripe aviária

Algumas medidas para prevenir a gripe aviária são:

  • Evitar o contato direto com os animais infectados;
  • Usar sempre botas de borracha e luvas ao tratar de aves, tendo todo cuidado de higiene necessária;
  • Não tocar em aves mortas ou doentes;
  • Não entrar em contato com locais com fezes de aves silvestres;
  • Comer carne de aves bem cozida;
  • Lavar as mãos após manusear carne crua de aves.

Em caso de suspeita de que algum animal esteja contaminado ou se encontrar aves mortas deve-se entrar em contato com a vigilância sanitária para que sejam feitas análises.



source https://www.tuasaude.com/gripe-das-aves/

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Lipedema: o que é, sintomas, causas e tratamento

Lipedema é o acúmulo excessivo de gordura nas pernas, quadril e tornozelos, causando sintomas como sensação de peso nas pernas, inchaço ou dor ao toque, e desproporção corporal.

O lipedema é mais comum em mulheres e parece estar relacionado com alterações genéticas, metabólicas, hormonais ou inflamatórias.

O tratamento do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular e pode envolver drenagem linfática, terapia compressiva, fisioterapia e, em casos graves, lipoaspiração.

Veja o vídeo a seguir com o Dr. Guilherme e conheça mais sobre o lipedema:

LIPEDEMA: o que é, sintomas e tratamento (não é obesidade!)

09:23 | 6.128 visualizações

Sintomas de lipedema

Os principais sintomas do lipedema são:

  • Acúmulo de gordura nas duas pernas, glúteos, quadril e tornozelos;
  • Inchaço dos membros afetados e dor no local ao tocar ou caminhar;
  • Dificuldade para caminhar devido à gordura acumulada;
  • Presença de nódulos, que são identificados ao apalpar a região;
  • Dor nas articulações;
  • Perda de elasticidade da pele;
  • Sensação de pernas pesadas.

A pessoa também pode apresentar pequenos vasinhos vermelhos ou roxos sob a pele e bolsas ou caroços de gordura acima ou abaixo do joelho.

Além disso, quando não tratado adequadamente, o acúmulo de células de gordura causado pelo lipedema pode bloquear os vasos linfáticos, que são responsáveis por drenar o líquido dos tecidos para os vasos sanguíneos.

Leia também: 10 sintomas de lipedema (e como é o tratamento) tuasaude.com/lipedema-sintomas

Diferença entre lipedema e linfedema

O lipedema e o linfedema provocam inchaço nas pernas, no entanto, possuem causas diferentes.

O lipedema é o acúmulo anormal de gordura nas duas pernas, glúteos, quadris e tornozelos. 

Já o linfedema resulta do acúmulo de líquido, geralmente em apenas uma perna, braço, mão ou pé, aumentando o risco de infecções e dificultando a cicatrização. Entenda melhor o que é e sintomas do linfedema

Em alguns casos, a pessoa pode ter lipedema e linfedema ao mesmo tempo, sendo conhecido como lipolinfedema.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.

Se deseja confirmar o risco de lipedema, marque uma consulta com o médico mais perto da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar exames como ultrassom, ressonância magnética, tomografia computadorizada, linfocintilografia, absorciometria de raio X de dupla energia e espectroscopia de bioimpedância.

Outros exames para identificar a causa do lipedema são testes de função hepática e renal, exames de tireoide, perfil lipídico e resistência à insulina, por exemplo.

Estágios do lipedema

O lipedema pode ser classificado em estágios de acordo com os sintomas, incluindo:

Estágio do lipedema

Características

Estágio I

A superfície da pele é normal e o inchaço aumenta durante o dia, mas melhora com o repouso.

Estágio II

A superfície da pele é irregular, podendo ser observada a presença de sulcos, como a celulite.

Estágio III

O acúmulo de gordura é maior, sendo possível identificar deformidades, além de que a superfície da pele é mais áspera e endurecida.

Estágio IV

Além do acúmulo de gordura, é verificado o acúmulo de líquidos na região, o que dá origem ao linfedema.

O lipedema é uma condição crônica e progressiva, ou seja, evolui com o tempo, iniciando pelo estágio I, e quando não tratada pode alcançar o estágio IV.

Possíveis causas

A causa exata do lipedema não é totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja causada por fatores genéticos, uma vez que é comum de surgir em várias pessoas da mesma família.

Além disso, alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do lipedema, como alterações hormonais na puberdade, gravidez ou menopausa.

Como é feito o tratamento

Os principais tratamentos para lipedema são:

1. Exercícios físicos

Os exercícios físicos para lipedema ajudam a reduzir a inflamação, melhorar a drenagem linfática e reduzir a fibrose.

Assim, os exercícios físicos feitos regularmente e com orientação médica ajudam a aliviar os sintomas, como dor, desconforto e sensação de peso nas pernas, além de melhorar a mobilidade.

Alguns exercícios que podem ser indicados para lipedema são natação, hidroginástica, caminhada, bicicleta, dança, alongamentos, ioga ou Pilates, por exemplo.

Leia também: 16 benefícios da atividade física (e como começar) tuasaude.com/beneficios-da-atividade-fisica

2. Drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual pode ser indicada pelo médico para ajudar o corpo a eliminar o excesso de líquidos e toxinas, melhorando a drenagem de líquidos no corpo.

Além disso, esse tipo de tratamento para lipedema reduz a inflamação, o inchaço e a fibrose, ajuda a controlar a dor e o desconforto, reduz a fibrose, aliviando os sintomas.

A drenagem linfática manual deve ser feita pelo fisioterapeuta ou um profissional especializado nesse tipo de tratamento. Veja como fazer a drenagem linfática manual.

3. Terapia compressiva

A terapia compressiva para lipedema pode ser feita com o uso de meias de compressão ou roupas compressivas, como leggings, bermudas ou mangas de compressão, por exemplo.

O tratamento com terapia de compressão permite uma melhor drenagem linfática, reduzindo o inchaço das pernas ou braços.

4. Fisioterapia

A fisioterapia para lipedema pode ser indicada pelo médico e feita pelo fisioterapeuta com exercícios que ajudam a melhorar a circulação sanguínea, a drenagem de líquidos, proporcionando o alívio dos sintomas.

Além de exercícios, o fisioterapeuta pode realizar a drenagem linfática manual ou usar aparelhos como compressão pneumática ou endermoterapia, por exemplo.

Leia também: Endermoterapia: para que serve, como é feita e resultados tuasaude.com/endermologia

5. Dieta

A dieta para lipedema deve ser feita com orientação do nutricionista, junto com os outros tratamentos, para reduzir a inflamação do corpo, assim como levar a uma perda de peso.

Algumas dietas que parecem ter melhores resultados para o lipedema são a dieta anti-inflamatória, a dieta cetogênica e a dieta low carb, geralmente indicada quando a dieta cetogênica não apresenta bons resultados.

Leia também: Dieta anti-inflamatória: o que comer e o que evitar (com cardápio) tuasaude.com/alimentacao-anti-inflamatoria

6. Remédios

O uso de remédios agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Wegovy e Ozempic), liraglutida (Saxenda) ou tirzepatida (Monjauro) podem ser indicados pelo médico para controlar a diabetes e/ou perda de peso.

Esses remédios não são oficialmente indicados para o lipedema, mas podem ser usados em pessoas que sofrem de obesidade ou que tenham diabetes tipo 2.

O uso de remédios agonistas do GLP-1 só deve ser feito com indicação do endocrinologista, podendo ajudar a reduzir a quantidade de células de gordura e fibroses, e a aliviar os sintomas do lipedema.

7. Cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica pode ser indicada pelo médico quando a pessoa apresenta comorbidades, como pré-diabetes, diabetes ou aumento do risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, essa cirurgia não acaba com o lipedema, pois o tipo de gordura do lipedema é mais resistente, podendo até ficar mais visível após a perda de peso.

Por esse motivo, a cirurgia bariátrica só é indicada em alguns casos e após a cirurgia é recomendado continuar a fazer exercícios físicos, a drenagem linfática, a terapia compressiva e a dieta balanceada.

Leia também: Dieta pós-bariátrica: fases e o que comer (com cardápio) tuasaude.com/alimentacao-apos-cirurgia-bariatrica

8. Lipoaspiração

A lipoaspiração para lipedema pode ser indicada pelo médico quando os outros tratamentos não-cirúrgicos não foram eficazes para aliviar os sintomas.

Esse tipo de tratamento é feito retirando o excesso de gordura, poupando os vasos linfáticos, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida. Saiba como é feita a lipoaspiração e como é a recuperação.

Leia também: 15 tratamentos para lipedema (e quando fazer) tuasaude.com/lipedema-tratamento

Lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura, mas é possível controlar sua evolução com o tratamento recomendado pelo médico, pois ajuda a reduzir os sintomas e a melhorar a qualidade de vida.



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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Sacarose: o que é, fórmula (e faz mal?)

A sacarose é um carboidrato formado pela união da glicose e da frutose, e ocorre naturalmente em muitas plantas, sendo o principal componente do açúcar de mesa.

A principal função da sacarose é fornecer energia ao corpo. Este carboidrato também está presente em frutas e verduras, bem como em diversos alimentos e bebidas processados, quando adicionada durante o seu preparo.

Leia também: Carboidratos: o que são, tipos, para que servem e metabolismo tuasaude.com/carboidratos

Embora possa fazer parte de uma dieta equilibrada, o consumo excessivo de sacarose tem sido associado a efeitos negativos para a saúde, como ganho de peso, aumento do risco de obesidade e cárie dental.

Imagem gerada por IA
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Fórmula da sacarose

A fórmula da sacarose é C12H22O11. Essa fórmula indica que a molécula contém 12 átomos de carbono, 22 átomos de hidrogênio e 11 átomos de oxigênio.

A sacarose tem uma massa molecular aproximada de 342,3 g/mol. Essas características permitem que ela seja identificada e diferenciada de outros tipos de açúcares presentes nos alimentos.

Além de sua importância nutricional, essas propriedades fazem com que a sacarose seja amplamente usada nas indústrias alimentícia e farmacêutica.

Estrutura da sacarose

A estrutura da sacarose consiste em uma molécula de glicose ligada a uma molécula de frutose por uma ligação glicosídica. Essa ligação forma um dissacarídeo, que é um carboidrato composto por dois açúcares simples.

A sacarose é produzida naturalmente pelas plantas e é uma das principais formas de transporte e armazenamento de energia vegetal. Graças à sua estrutura química, possui sabor doce e é altamente solúvel em água.

Quando digerida, a sacarose se decompõe em glicose e frutose, que são posteriormente absorvidas pelo intestino e utilizadas pelo organismo como fonte de energia.

Leia também: Frutose: o que é, porque pode fazer mal e alimentos ricos tuasaude.com/frutose

Sacarose é açúcar?

Sim, a sacarose é açúcar. O termo \"açúcar\" é uma categoria que engloba diferentes tipos de carboidratos simples, onde a sacarose é a forma mais usada no dia a dia e pela indústria alimentícia.

A sacarose é um dissacarídeo formado pela junção de dois açúcares simples, ou monossacarídeos, a glicose e a frutose.

Alimentos com sacarose

Os principais alimentos que contêm sacarose são:

  • Açúcar de mesa;
  • Cana-de-açúcar;
  • Beterraba;
  • Abacaxi;
  • Manga;
  • Pêssego;
  • Cenoura;
  • Milho doce;
  • Alguns vegetais.

A sacarose também pode ser encontrada em alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, doces, sobremesas, produtos de panificação e cereais açucarados, quando adicionada durante a fabricação. Veja quais são os alimentos ultraprocessados.

A quantidade de sacarose presente varia dependendo do alimento, do estágio de maturação da planta e do processamento industrial a que foi submetida.

Leia também: Alimentos ricos em açúcar (e tipos de açúcar) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-acucar

A sacarose faz mal?

A sacarose adicionada aos alimentos, quando consumida em excesso, pode fazer mal.

Os principais riscos associados ao consumo excessivo de sacarose são:

  • Ganho de peso;
  • Aumento do risco de obesidade;
  • Cárie dental;
  • Alterações no metabolismo da glicose;
  • Aumento do risco cardiometabólico.

Esses efeitos dependem de vários fatores, como a quantidade de sacarose consumida, a qualidade geral da dieta e o nível de atividade física da pessoa.

Por isso, as recomendações internacionais sugerem limitar o consumo de açúcares livres dentro de uma alimentação saudável.

Além disso, em casos de diabetes, obesidade ou distúrbios metabólicos, é recomendado consultar o nutricionista ou médico.

Leia também: 7 malefícios do açúcar para a saúde tuasaude.com/acucar-faz-mal

Quantidade recomendada

Não existe uma quantidade diária específica recomendada para a sacarose. As recomendações disponíveis referem-se aos açúcares livres, uma categoria que inclui a sacarose adicionada a alimentos e bebidas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os açúcares livres devem compor menos de 10% do total de calorias diárias da dieta. Além disso, reduzir a ingestão para menos de 5% pode proporcionar benefícios adicionais à saúde.

Para uma dieta de 2.000 calorias por dia, isso equivale a:

  • Menos de 50 g de açúcares livres por dia, como limite máximo recomendado;
  • Menos de 25 g de açúcares livres por dia, como quantidade ideal.

Essas quantidades referem-se à quantidade total de açúcares livres consumidos ao longo do dia, como o açúcar adicionado a alimentos e bebidas, e os açúcares naturalmente presentes no mel, xaropes e sucos de frutas.

Não se deve preocupar em limitar os açúcares naturalmente presentes em frutas frescas, vegetais inteiros e laticínios puros, como iogurte natural e leite. O açúcar desses alimentos integrais são acompanhados de fibras, vitaminas, água e minerais, não apresentando os mesmos riscos à saúde que o açúcar adicionado ou processado.

A sacarose oferece algum benefício?

Sim, a sacarose fornece energia ao corpo, com aproximadamente 4 calorias por grama consumida.

Entre os potenciais benefícios da sacarose estão:

  • Fornecer energia rápida às células;
  • Contribuir para o funcionamento normal do cérebro e dos músculos, através da energia derivada da glicose;
  • Ser um componente de alimentos que contêm outros nutrientes benéficos, como frutas e vegetais;
  • Melhorar o sabor e a aceitação de alguns alimentos.

No entanto, as evidências científicas atuais indicam que os potenciais benefícios da sacarose estão relacionados principalmente à sua contribuição energética e não a efeitos específicos para a saúde.

Diversos estudos indicam que o alto consumo de açúcares livres pode estar associado a um risco aumentado de ganho de peso, cáries e distúrbios metabólicos.

Portanto, organizações de saúde recomendam a moderação do seu consumo como parte de uma dieta equilibrada.



source https://www.tuasaude.com/sacarose/

terça-feira, 14 de julho de 2026

Semaglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Semaglutida é um remédio indicado para tratar o diabetes tipo 2, ajudando a reduzir a glicose no sangue ao estimular a insulina e diminuir o glucagon, especialmente quando combinada com dieta saudável e exercícios.

Além disso, a semaglutida, com o nome comercial Wegovy, é aprovada pela ANVISA para perda de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso, e teve sua indicação ampliada para o tratamento da gordura no fígado com inflamação.

Leia também: Wegovy comprimido: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/wegovy-comprimido

A semaglutida pode ser encontrada em farmácias e drogarias, na forma de injeção, com o nome Ozempic, Wegovy ou Poviztraou na forma de comprimidos, como o Rybelsus, sendo vendida mediante apresentação de receita médica, conforme orientação do endocrinologista.

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Para que serve

A semaglutida é indicada para o tratamento de:

  • Diabetes mellitus tipo 2 descontrolada, quando somente dieta, exercícios físicos e/ou uso de outros antidiabéticos não foram suficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue;
  • Obesidade em adultos com IMC superior a 30 kg/m2;
  • Excesso de peso em adultos com IMC superior a 27 kg/m2, associado a doenças como pressão alta, diabetes mellitus, dislipidemia ou colesterol alto;
  • Obesidade infantil, em adolescentes com mais de 12 anos e com peso corporal maior que 60 Kg, usada em associação com dieta hipocalórica e aumento da prática de exercícios físicos;
  • Gordura no fígado com inflamação e fibrose moderada a avançada, conhecida como esteatohepatite com disfunção metabólica (MASH, do inglês Metabolic dysfunction-associated steatohepatitis), em adultos.

No tratamento da diabetes, a semaglutida pode ser usada sozinha ou em associação com outros remédios antidiabéticos, como a metformina, por exemplo.

A semaglutida é um análogo sintético do hormônio GLP-1 que estimula a produção de insulina, ajudando a controlar o açúcar no sangue quando combinado com dieta equilibrada e exercícios físicos.

Leia também: GLP-1: o que é, funções e medicamentos tuasaude.com/glp-1

Semaglutida para emagrecer

A semaglutida ajuda a controlar o apetite e aumenta a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão diária de calorias e auxiliando na perda de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso.

Em pessoas com sobrepeso ou obesidade, que também têm diabetes, a semaglutida contribui para uma melhor regulação da glicemia, permitindo que o açúcar seja mais eficientemente utilizado pelas células e depositado em menor quantidade como gordura.

O uso da semaglutida para emagrecer deve ser sempre prescrito pelo médico e fazer parte de uma dieta saudável, orientada pelo nutricionista, que deve conter proteínas de alta qualidade, como peixes, aves sem pele, ovos ou proteínas vegetais, frutas, vegetais, além de 2 a 2,5 litros de água por dia.

Para emagrecer e preservar a massa muscular, durante o uso da semaglutida, é fundamental também praticar atividades físicas regulares, incluindo treinos aeróbicos e de força.

Leia também: Dieta para Emagrecer: o que comer, evitar (e cardápio) tuasaude.com/dieta-para-emagrecer

Como usar

A forma de usar a semaglutida varia de acordo com sua apresentação e inclui:

1. Semaglutida comprimidos (Rybelsus)

A semaglutida em comprimidos, conhecida como Rybelsus, pode ser encontrada nas doses de 3 mg, 7 mg ou 14 mg, e pode ser usada sozinha ou associada a outros medicamentos para o controle da diabetes, de acordo com a orientação médica.

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com um copo de água, em jejum, de preferência antes do café da manhã, devendo-se esperar pelo menos 30 minutos para fazer a primeira refeição do dia ou tomar outros remédios.

A dose inicial normalmente recomendada para adultos é de 1 comprimido de 3 mg de semaglutida por dia, por 30 dias seguidos.

Após o primeiro mês, a dose pode ser aumentada pelo médico para 1 comprimido de 7 mg por dia. Caso seja necessário, após 30 dias, o médico poderá indicar a ingestão de 1 comprimido de 14 mg de semaglutida por dia.

A dose máxima diária de semaglutida não deve ultrapassar 14 mg e deve ser tomada com orientação médica.

Leia também: Rybelsus: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/rybelsus

2. Semaglutida caneta injetável (Ozempic)

A semaglutida na forma de caneta injetável, conhecida como Ozempic, deve ser utilizada através de injeções aplicadas na camada subcutânea da pele (sob a pele) da barriga, da coxa ou da parte superior do braço. Veja como aplicar injeção sob a pele corretamente.

A dose inicial normalmente recomendada para adultos é de 1 injeção de 0,25mg, 1 vez por semana. Após quatro semanas, a dose geralmente é aumentada pelo médico para 0,5 mg, 1 vez por semana. Caso a glicemia não esteja bem controlada, o médico poderá aumentar a dose do medicamento para 1 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Ozempic: o que é, para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/ozempic

3. Semaglutida caneta injetável (Wegovy)

O Wegovy contém semaglutida na forma de caneta injetável de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg, e deve ser usada em aplicações sob a pele da barriga, da coxa ou da parte superior do braço.

A dose de semaglutida para adultos ou adolescentes com mais de 12 anos e peso acima de 60 kg deve ser feita uma vez por semana. O tratamento é iniciado com doses menores e aumentadas gradualmente pelo endocrinologista, de acordo com o seguinte esquema:

Mês de tratamento Dose recomendada (semanal)
1º mês (semanas 1 a 4) 1 injeção de 0,25 mg, 1 vez por semana
2º mês (semanas 5 a 8) 1 injeção de 0,5 mg, 1 vez por semana
3º mês (semanas 9 a 12) 1 injeção de 1,0 mg, 1 vez por semana
4º mês (semanas 13 a 16) 1 injeção de 1,7 mg, 1 vez por semana
5º mês (semana 17 em diante) 1 injeção de 2,4 mg, 1 vez por semana

Essas doses devem ser aumentadas somente com orientação do endocrinologista, de acordo com a resposta ao tratamento e avaliação de efeitos colaterais.

Caso não se tenha alcançado esse resultado, o médico deverá reavaliar o tratamento com o Wegovy. Veja como usar o Wegovy corretamente.

O Wegovy na dose de 2,4 mg também pode ser usado para a gordura no fígado com cicatrizes hepáticas (fibrose) moderadas a avançadas, mas sem cirrose hepática. Seu uso deve ser feito com indicação médica e junto com uma dieta hipocalórica e aumento da atividade física.

4. Semaglutida caneta injetável (Poviztra)

A Semaglutida caneta injetável (Poviztra) é um remédio indicado para a perda e a manutenção de peso em adultos e adolescentes com 12 anos ou mais.

Além disso, este remédio também pode ser prescrito pelo médico para o tratamento de MASH em adultos e na redução do risco cardiovascular grave em casos específicos.

Este remédio diminui a vontade de comer, além de reduzir o acúmulo de gordura no fígado, a inflamação e o tecido cicatricial, diminuindo os danos neste órgão.

A dosagem inicial para adultos e adolescentes é de 1 injeção sob a pele de 0,25 mg, 1 vez por semana, entre as semanas 1 e 4.

A dose do Poviztra pode ser aumentada pelo médico a cada 4 semanas, até o máximo de 7,2 mg por semana, para adultos, e até 2,4 mg por semana, para adolescentes acima de 12 anos.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do uso da semaglutida são:

  • Náuseas ou vômitos;
  • Dor no estômago, azia ou má digestão;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Excesso de gases ou arrotos frequentes;
  • Perda de apetite;
  • Dificuldade para engolir;
  • Hipoglicemia;
  • Dor de cabeça, tontura ou cansaço.

No caso das injeções, podem surgir efeitos colaterais no local da injeção, como dor, coceira, irritação, lesão e manchas roxas perto do local onde a semaglutida foi aplicada.

A semaglutida também pode causar efeitos menos comuns, como inflamação no pâncreas, pedra na vesícula, alterações no gosto dos alimentos e paralisia do estômago, chamada de gastroparesia.

Além disso, é importante informar ao médico em caso de alterações de humor ou comportamento, depressão, ansiedade, ideias de se machucar ou pensamentos suicidas.

Em caso de sintomas como diminuição da quantidade de urina, náuseas e vômitos intensos, dor na barriga intensa, visão turva, rouquidão, falta de ar e batimentos cardíacos acelerados, é indicado procurar atendimento médico imediato.

Leia também: 17 efeitos colaterais da semaglutida (e o que fazer) tuasaude.com/semaglutida-efeitos-colaterais

A semaglutida pode causar efeito rebote?

A semaglutida pode causar efeito rebote, que é o ganho do peso perdido ou até mais após a interrupção do tratamento, principalmente quando se para de usar o remédio sem orientação médica.

Leia também: Efeito rebote: o que é, sintomas, causas (e o que fazer) tuasaude.com/efeito-rebote

Rosto de Ozempic

O rosto de Ozempic é um termo que vem sendo utilizado popularmente para indicar as alterações que a perda de peso rápida pode causar no rosto, como envelhecimento facial ou flacidez. 

No entanto, esse não é um termo médico e não é utilizado na medicina, uma vez que qualquer procedimento que leve a uma perda de peso rápida, como cirurgia bariátrica, pode ter o mesmo efeito no rosto.

Além disso, o rosto de Ozempic parece reforçar o estigma do tratamento da obesidade, sendo por isso desaconselhada a sua utilização.

Leia também: 17 efeitos colaterais do Ozempic (e o que fazer) tuasaude.com/ozempic-efeitos-colaterais

Quem não deve usar

A semaglutida não deve ser usada por pessoas com alergia a qualquer um dos componentes da fórmula ou por pessoas com diabetes tipo 1 ou cetoacidose diabética.

Este medicamento também não deve ser usado por crianças e adolescentes menores de 18 anos, e por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Além disso, pessoas com problemas nos rins ou pâncreas, problemas no estômago, como hérnia de hiato ou refluxo gastroesofágico, ou pessoas que estejam usando outros medicamentos, devem informar sobre essas condições ao médico, antes de iniciar o uso de semaglutida.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados durante o tratamento com a semaglutida são importantes, como:

  • Não utilizar a semaglutida sem que tenha sido indicado pelo médico;
  • Tomar ou aplicar a semaglutida nos horários certos, conforme orientado pelo médico;
  • Não aumentar a dose da semaglutida por conta própria, mas somente após avaliação e indicação médica;
  • Informar ao médico todos os medicamentos que utiliza, incluindo vitaminas ou suplementos alimentares, pois a semaglutida pode interferir na absorção desses medicamentos;
  • Comunicar ao médico imediatamente caso engravide durante o tratamento.

Para um melhor resultado, recomenda-se comer em pequenas quantidades e com mais frequência, manter a hidratação, evitar bebidas alcoólicas, além de praticar exercícios físicos regularmente.

Também deve-se fazer o acompanhamento médico regularmente e comunicar ao médico os efeitos colaterais da semaglutida, para que o tratamento seja reavaliado.

Semaglutida precisa de receita?

A semaglutida precisa de receita para ser comprado em farmácias e drogarias.

Desta forma, é necessário apresentar duas vias da receita da semaglutida, sendo que uma via fica retida na farmácia.

O tempo de validade da receita da semaglutida é de 90 dias a partir da data da prescrição assinada pelo médico.

Entenda melhor sobre o uso das canetas para emagrecer, assistindo ao vídeo a seguir:

POR QUE USAR A CANETA? | A CANETA #1

10:05 | 93.847 visualizações


source https://www.tuasaude.com/semaglutida/

Resfriado: sintomas, causas, remédio e tratamentos

O resfriado é uma infecção viral que afeta as vias respiratórias superiores, causando sintomas leves como coriza, espirros, tosse, nariz entupido, olhos lacrimejando e febre baixa, em alguns casos.

Essa condição é causada por vírus, principalmente o rinovírus, e pode ser transmitida por meio do contato direto e com secreções respiratórias de uma pessoa infectada, que ficam suspensas no ar após tosse e espirro, por exemplo.

O resfriado comum normalmente cura sozinho após 4 a 10 dias, sem a necessidade de fazer tratamento específico. Entretanto, o médico pode recomendar fazer repouso, beber bastantes líquidos e usar remédios que ajudam a aliviar os sintomas.

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Sintomas de resfriado

Os principais sintomas de resfriado são:

  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Espirros frequentes;
  • Tosse seca;
  • Olhos lacrimejando;
  • Dor ou irritação leves na garganta;
  • Dor de cabeça leve;
  • Dor leve no corpo;
  • Mal-estar geral.

Em alguns casos também pode surgir perda temporária do olfato e do paladar ou febre baixa, por exemplo. Veja mais sobre os sintomas de resfriado.

É importante sempre consultar o clínico geral ou o pediatra em casos de sintomas intensos e que duram mais de 10 dias, febre alta, dificuldade para respirar, vômitos persistentes ou sinais de desidratação.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Resfriado dura quantos dias?

O resfriado comum normalmente dura de 2 a 4 dias, podendo durar até 10 dias e melhorando sem que seja necessário realizar tratamento específico.

Diferença entre gripe e resfriado

A tabela a seguir mostra as diferenças entre gripe, resfriado e rinite alérgica:

Características Resfriado comum Gripe (influenza) Rinite alérgica
Início dos sintomas Surge ao longo de 2 a 3 dias Pode surgir em poucas horas Imediata
Fadiga e cansaço Às vezes e leve Comum e intenso Às vezes
Febre Rara em adultos ( mais comum em crianças) e geralmente baixa Muito comum e pode durar de 3 a 4 dias Nunca
Calafrios Raro Muito comum Nunca
Dor no corpo e músculos Raro ou leve Muito comum e intensa Nunca
Dor de cabeça Raro ou leve Muito comum Nunca
Espirros Comum Às vezes Comum
Dor de garganta Comum Às vezes Às vezes
Tosse Comum Comum e pode ser intensa Às vezes
Desconforto no peito Leve a moderado Comum Raro, exceto em pessoas com asma alérgica.
Nariz entupido Comum Às vezes Comum
Vômitos ou diarreia Raro a inexistente Raro em adultos, sendo mais comum em crianças Nunca

Além disso, o resfriado comum e a rinite alérgica podem causar situações mais simples, como otite, sinusite e asma.

Já a gripe pode provocar bronquite, pneumonia e, em alguns casos, levar ao óbito. Estas complicações podem surgir principalmente em bebês, crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com doenças preexistentes ou com o sistema imunológico enfraquecido.

Leia também: Gripe ou resfriado: qual a diferença? tuasaude.com/diferenca-entre-gripe-e-resfriado

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do resfriado é feito pelo clínico geral ou pediatra, através da avaliação dos sintomas e do histórico de saúde da pessoa.

Em caso de suspeita de outras condições de saúde, como COVID-19 ou pneumonia, o médico também pode solicitar exames como teste de COVID-19 e raio X de tórax, por exemplo.

O que causa o resfriado

O resfriado pode ser causado por mais de 200 tipos de vírus, porém a infecção pelo rinovírus é a mais comum e acontece com mais frequência na primavera e no outono.

Além disso, outros vírus que também podem causar resfriado são o adenovírus, o parainfluenza, o vírus sincicial respiratório, o enterovírus e o metapneumovírus humano.

Leia também: Adenovírus: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/adenovirus

Como acontece a transmissão

A transmissão do resfriado acontece através do contato direto com pessoas infectadas pelos vírus ou por meio da inalação de gotículas de saliva ou secreções nasais liberadas quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala, por exemplo.

O vírus do resfriado penetra no organismo através do nariz, olhos ou boca. Por isso, tocar objetos contaminados com o vírus, como maçanetas, pratos, copos, toalhas ou celulares, e, em seguida, tocar os olhos, o nariz ou a boca, também é uma forma de transmissão indireta do resfriado.

O que é bom para gripe

Os principais tratamentos para o resfriado são:

1. Autocuidados

Alguns autocuidados que ajudam no tratamento do resfriado são:

  • Fazer repouso, para ajudar a poupar energia para que o corpo combata a infecção;
  • Aumentar o consumo de líquidos, como água, sucos de fruta e chás, para evitar a desidratação;
  • Fazer gargarejo com água morna e sal, por ter ação anti-inflamatória e antisséptica, ajudando a diminuir a inflamação e a dor na garganta;
  • Manter uma alimentação saudável e de fácil digestão, para ajudar o corpo a se recuperar mais rápido.

Além disso, quando o nariz escorrendo ou entupido causa muito desconforto, pode-se também fazer a lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%.

Esta lavagem ajuda a fluidificar as secreções nasais, facilitando a sua eliminação e aliviando o nariz entupido.

Leia também: Lavagem nasal: para que serve e como fazer (4 passos simples) tuasaude.com/como-desentupir-o-nariz

2. Remédio para resfriado

Os remédios para resfriado que podem ser indicados pelo médico são:

  • Analgésicos, antitérmicos ou anti-inflamatórios, como paracetamol, dipirona e ibuprofeno, para aliviar a febre, a dor no corpo, garganta e cabeça, e o cansaço;
  • Descongestionante nasal em gotas ou spray, para desentupir o nariz;
  • Xaropes expectorantes, como ambroxol e guaifenesina, que facilitam a eliminação das secreções nasais;
  • Xaropes mucolíticos, como acetilcisteína e bromexina, pois deixam as secreções nasais mais fluidas, facilitando sua eliminação.

Além disso, o médico também pode indicar o uso de anti-histamínicos, como loratadina e desloratadina, para abrir as vias nasais e ajudar a aliviar o nariz entupido e os espirros.

Durante a gravidez, os remédios para gripe só devem ser usados se forem indicados pelo obstetra, pois podem interferir no desenvolvimento no bebê.

Leia também: Remédios para gripe e resfriado na gravidez tuasaude.com/remedio-para-resfriado-na-gravidez

3. Chá para resfriado

Alguns chás podem ser usados para o resfriado, pois ajudam a melhorar os sintomas como dor de garganta, tosse e nariz entupido ou escorrendo, além de promoverem a hidratação.

Algumas opções de chás que podem ser tomados em caso de resfriado são o chá de limão, alho e gengibre, o chá de hortelã e o chá de anis-estrelado, por exemplo. Confira outras opções de chás para resfriado.

Estes chás são ricos em compostos bioativos antioxidantes, anti-inflamatórios e imunoestimulantes que fortalecem as defesas naturais do corpo.

Como prevenir o resfriado

Algumas medidas que ajudam a prevenir o resfriado são:

  • Evitar o contato com pessoas com suspeita de resfriado;
  • Cobrir sempre o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, usando um lenço de papel e descartando-o em seguida;
  • Lavar as mãos com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, com frequência, principalmente após tocar o nariz ou a boca, depois de usar o banheiro e antes de tocar em alimentos;
  • Evitar tocar em superfícies e levar as mãos nos olhos, boca ou nariz;
  • Limpar superfícies que possam estar contaminadas;
  • Evitar compartilhar objetos  pessoais como toalhas, talheres e copos;
  • Ficar em casa, em casos suspeitos ou confirmados de resfriado.
  • Evitar ficar muito tempo em ambientes fechados ou com pouca circulação de ar.

Além disso, é aconselhado também manter uma dieta saudável, controlar o estresse e ter boas noites de sono, dormindo pelo menos 7 horas por noite.

Leia também: Prevenção da gripe: 7 atitudes simples para se proteger tuasaude.com/como-evitar-a-gripe

source https://www.tuasaude.com/resfriado/

Intoxicação alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamentos

A intoxicação alimentar é uma condição que surge após o consumo de bebidas ou alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganism...