terça-feira, 10 de março de 2026

Óleo de copaíba: para que serve, como usar e efeitos colaterais

O óleo de copaíba, ou bálsamo de copaíba, é um produto resinoso extraído do tronco da copaibeira, uma árvore da espécie Copaifera officinalis, com propriedades anti-inflamatórias, cicatrizante, analgésicas e expectorantes, sendo indicado para ajudar na cicatrização de feridas, tosse ou para aliviar os sintomas da artrite, por exemplo.

Além disso, o óleo de copaíba também é usado em diversas pomadas e cremes anti-inflamatórios e cicatrizantes, assim como em loções, shampoo anticaspa, produtos para cuidado oral e acne, sabonetes e produtos para higiene íntima.

O óleo de copaíba pode ser encontrado em farmácias ou lojas de produtos naturais na forma de cápsulas ou óleo essencial e seu uso deve ser sempre feito com orientação de um médico ou fitoterapeuta.

Imagem ilustrativa número 2

Para que serve

O óleo de copaíba é indicado para auxiliar no tratamento de:

  • Cicatrização e desinfecção de feridas;
  • Tosse, bronquite, gripes e resfriados;
  • Diarreia ou hemorroidas;
  • Cistite ou infecção nos rins ou uretra;
  • Problemas de pele como psoríase, eczema, urticária e micose;
  • Gastrite, úlceras gastrointestinais ou infecção por Helicobacter pylori;
  • Artrite reumatoide;
  • Tendinite.

O óleo de copaíba também pode ser utilizado para combater infecções que podem ser transmitidas por via sexual, principalmente a herpes genital e a sífilis.

Além disso, alguns estudos indicam também que o óleo de copaíba apresenta propriedades que têm demonstrado serem eficazes para auxiliar no tratamento de diferentes tipos de câncer e da tuberculose. No entanto, ainda são necessários mais estudos que confirmem essas propriedades. Conheça mais sobre as propriedades da copaíba.

Embora tenha muitos benefícios para a saúde, o óleo de copaíba não substitui o tratamento médico e deve ser usado com orientação do médico ou de um fitoterapeuta.

Propriedades do óleo de copaíba

O óleo de copaíba tem propriedades cicatrizantes, antissépticas, antibacterianas, diuréticas, anti-inflamatórias, expectorantes, analgésicas, antirreumáticas e antidiarreicas, devido às substâncias presentes na sua composição, como beta-cariofileno e beta-bisaboleno, por exemplo.

Como usar

O óleo de copaíba pode ser usado na forma de óleo essencial ou em cápsulas.

As principais formas de usar o óleo de copaíba são:

1. Óleo de copaíba (para uso oral)

O óleo essencial de copaíba pode ser usado por via oral por adultos para ajudar em problemas digestivos, respiratórios ou fortalecer o sistema imunológico, e deve ser usado apenas com orientação do médico ou fitoterapeuta.

Ingredientes

  • 1 gota de óleo essencial de copaíba;
  • 1 copo de água, suco ou 1 xícara de chá.

Modo de preparo

Adicionar a gota do óleo no copo com água, suco ou na xícara de chá, e beber 1 vez ao dia.

O óleo essencial de copaíba por via oral deve ser usado somente com indicação médica ou do fitoterapeuta, já que pode causar efeitos colaterais ou intoxicação, ou interferir no efeito de outros remédios.

2. Óleo de copaíba (para uso externo)

O óleo essencial de copaíba pode ser usado para auxiliar no tratamento de problemas de pele, como psoríase, dermatite, desinfecção e cicatrização de feridas ou micoses de pele, por exemplo.

Ingredientes

  • 1 ou 2 gotas do óleo essencial de copaíba;
  • 1 ou 2 colheres (de sopa) de um óleo carreador, como óleo de amêndoas ou óleo de coco.

Modo de preparo

Em um recipiente limpo e seco, colocar as gotas do óleo essencial de copaíba e do óleo vegetal carreador e misturar. Aplicar a mistura sobre a região da pele a ser tratada, 1 vez por dia, massageando suavemente até que haja a absorção completa do óleo. 

Antes de usar o óleo essencial de copaíba, deve-se fazer um teste de alergia, preparando uma mistura contendo 1 gota do óleo essencial em 1 colher (de café) do óleo carreador, e aplicar sobre o dorso da mão ou na dobra do cotovelo. 

Aguardar 24 horas e, se durante esse período a pele ficar vermelha ou irritada, não é recomendado o uso do óleo essencial de copaíba.

3. Óleo de copaíba (para inalação)

O óleo essencial de copaíba também pode ser usado para inalação para ajudar a aliviar tosse, bronquite, gripes ou resfriados.

Ingredientes

  • 3 a 4 gotas do óleo essencial de copaíba;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver, desligar o fogo, despejar a água fervente em uma bacia e adicionar as gotas de óleo essencial de copaíba.

Em seguida, deve-se cobrir a cabeça com uma toalha aberta, de modo que cubra também o recipiente contendo a solução do óleo essencial de copaíba. Inclinar a cabeça sobre o recipiente e inspirar o vapor o mais profundamente possível por até 10 minutos, a vez por dia.

Esta toalha ajuda a manter o vapor da solução por mais tempo, e deve-se ter o cuidado para não aproximar muito o rosto do vapor de copaíba para evitar queimaduras no rosto.

Ao terminar a inalação, é importante passar uma toalha molhada em água fria no rosto ou lavar o rosto em água corrente.

4. Cápsulas de óleo copaíba

As cápsulas de óleo de copaíba devem ser tomadas por via oral, indicada somente para adultos, para auxiliar no tratamento de doenças respiratórias ou urinárias.

As doses normalmente recomendadas são de 1 cápsula de 250 mg de óleo de copaíba, de 1 a 2 vezes por dia, ou conforme orientação do médico ou do fitoterapeuta.

Possíveis efeitos colaterais

O óleo de copaíba é seguro para a maioria dos adultos quando consumido por via oral ou utilizado sobre a pele nas doses recomendadas.

No entanto, quando consumido ou utilizado em quantidade excessiva, pode causar alguns efeitos colaterais que incluem dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, tremor, insônia, vermelhidão ou coceira na pele.

Quem não deve usar

O óleo de copaíba não deve ser usado por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação.

Além disso, também não deve ser usado sem orientação médica por pessoas que possuem alterações gastrointestinais.

O óleo de copaíba deve ser usado na forma de óleo essencial, contendo apenas a copaíba na sua composição, sendo importante não usar o óleo que contenha aditivos na sua composição.



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quinta-feira, 5 de março de 2026

10 sintomas de vermes intestinais

Os principais sintomas de vermes são dor e inchaço abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, cansaço, perda de peso sem causa aparente e alterações do apetite, podendo variar de acordo com o verme associado à infecção.

​Os sintomas de vermes intestinais surgem devido à ingestão dos ovos e cistos desses microrganismos, que podem estar presentes na terra, em carnes cruas ou em superfícies sujas, e que conseguem se desenvolver no intestino, depois de ingeridos.

Leia também: Vermes intestinais: o que são, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/vermes-intestinais

Na presença de sintomas de vermes intestinais, é importante que o médico seja identificado o verme responsável pela infecção e, assim, indicado o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com o uso de medicamentos antiparasitários.

Ilustração médica educativa de estilo textbook, gerada por IA, que apresenta detalhadamente os sinto
Ilustração dos sintomas de vermes (gerada por IA)

Principais sintomas

Os principais sintomas de vermes intestinais são:

  1. Dor abdominal, podendo haver desconforto ao redor do umbigo;
  2. Inchaço abdominal ou excesso de gases;
  3. Diarreia frequente;
  4. Náuseas e vômitos;
  5. Coceira no ânus;
  6. Sensação de barriga inchada;
  7. Cansaço excessivo;
  8. Perda de peso sem razão aparente;
  9. Presença de pontos brancos nas fezes;
  10. Fome excessiva ou reduzida.

Apesar de ser mais comum o aparecimento de sintomas intestinais, é possível que o verme desenvolva-se em outros locais fora do intestino, como no estômago, pulmões ou cérebro, por exemplo, resultando no aparecimento de outros sintomas como náuseas, vômitos, azia, tosse, febre, dificuldade para respirar e alterações neurológicas.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Teste online para saber se está com vermes

Para saber se você pode estar com vermes no intestino, selecione o que está sentindo:

{TESTE_SINTOMAS_VERMES}

O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o médico.

Sintomas de vermes no bebê

Os sintomas de vermes no bebê e em crianças podem ser:

  • Vômitos, diarreia ou cólicas;
  • Falta de vontade de brincar;
  • Barriga inchada, que não desaparece após massagem abdominal;
  • Coceira no ânus, especialmente à noite, dificultando o sono;
  • Presença de vermes na fralda, ânus ou fezes do bebê;
  • Pele amarelada;
  • Retardo no crescimento.

Os sintomas de vermes na infância surgem, principalmente, nos bebês com mais de 6 meses de idade, pois têm maior contato com o chão e a sujeira, além do fato do sistema imunológico ser menos desenvolvido. Nestes casos é importante consultar o pediatra para iniciar o tratamento adequado.

Quando fazer exame para vermes

É recomendado fazer exame para vermes todos os anos, no entanto, na presença de sinais e sintomas de vermes, o médico pode indicar a realização desse exame com maior frequência.

O principal exame realizado para o diagnóstico de parasitoses intestinais é o exame parasitológico de fezes, já que ovos ou cistos desses parasitas podem ser encontrados nas fezes, uma vez que são parasitas intestinais. Veja como é feito o diagnóstico de vermes.

Tratamento para vermes

O melhor tratamento para vermes é feito com medicamentos, mas também é importante durante e após o tratamento lavar bem as mãos para evitar a transmissão dos ovos dos vermes para outras pessoas, especialmente após defecar ou antes de cozinhar, por exemplo.

É importante também que sejam adotadas medidas de higiene e prevenção para evitar a transmissão para outras pessoas. Assim, é importante lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de preparar os alimentos, evitar o consumo de água e alimentos potencialmente contaminados, manter as unhas aparadas e cozinhar bem a carne. Saiba mais sobre o tratamento para vermes.

O que tomar para vermes

Os remédios mais utilizados no tratamento de vermes intestinais são o Albendazol e o Mebendazol, mas deve-se consultar o clínico geral antes de se fazer uso de qualquer um dos dois medicamentos, uma vez que existem diversos tipos de vermes, podendo ser recomendado o uso de outros antiparasitários, como secnidazol, tinidazol e metronidazol, por exemplo.

Esses remédios podem ser comprados na farmácia na forma de comprimido de dose única ou xarope para adultos e crianças com mais de 2 anos, porém seu uso varia de acordo com o tipo de verme sendo necessária uma consulta ao médico antes de tomá-lo.



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7 principais sintomas de herpes genital

Os sintomas de herpes genital podem surgir em até 15 dias após a relação sexual desprotegida com uma pessoa portadora do vírus, sendo notado o aparecimento de feridas e bolhas na região genital, que podem causar dor, desconforto, ardor e vermelhidão na região genital.

Além disso, as bolhas e feridas do herpes genital podem ser acompanhados por sintomas mais gerais, em alguns casos, como febre baixa, calafrios e mal estar geral.

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST), que é transmitida através da relação sexual desprotegida ao entrar em contato direto com o líquido liberado pelas bolhas formadas pelo vírus Herpes simplex encontradas na região genital da pessoa infectada, levando ao surgimento de sintomas como ardência, coceira, dor e desconforto na região genital. Conheça mais sobre o herpes genital.

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Herpes genital feminina (imagem gerada por IA)

Sintomas de herpes genital

Os principais sintomas de herpes genital são:

  1. Aparecimento de bolhas na região genital, que se rompem e são origem a pequenas feridas;
  2. Coceira e desconforto;
  3. Vermelhidão na região;
  4. Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra;
  5. Dor;
  6. Ardor e dor ao defecar, caso as bolhas estejam próximas do ânus;
  7. Ínguas na virilha.

Os sintomas de herpes genital surgem entre 10 a 15 dias após o contato com o agente infeccioso responsável pela infecção e as feridas do herpes genital podem aparecer no pênis, vulva, vagina, região perianal, uretra ou colo do útero.

Além disso, é possível que sejam notados sintomas mais gerais, como febre baixa, calafrios, dor de cabeça, mal estar geral, perda de apetite, dor muscular e cansaço, por exemplo.

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Herpes genital em homens (imagem gerada por IA)

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter herpes genital, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com o urologista ou ginecologista ou infectologista.

Diagnóstico do herpes genital

O diagnóstico do herpes genital é feito pelo ginecologista, urologista, clínico geral ou infectologista a partir da avaliação inicial da região genital. Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a realização de sorologia para identificação do vírus ou raspagem da ferida para que seja analisada em laboratório.

Marque uma consulta com o especialista mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para investigar a possibilidade de herpes genital e, assim, iniciar o tratamento mais adequado:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Como acontece a transmissão

A transmissão do herpes genital acontece por meio da relação sexual desprotegida, ou seja, camisinha, podendo a pessoa ser infectada ao entrar em contato com o líquido das bolhas que podem estar presentes na região genital, coxa ou ânus, por exemplo. Veja mais detalhes da transmissão do herpes genital.

Leia também: Herpes: o que é, sintomas, tipos, transmissão e tratamento tuasaude.com/herpes-o-que-e

Como é feito o tratamento

O tratamento do herpes genital deve ser feito de acordo com a orientação do ginecologista, urologista ou clínico geral, sendo recomendo o uso de medicamentos antivirais como Aciclovir ou Valaciclovir em comprimidos ou pomadas, para aliviar os sintomas, prevenir complicações, diminuir a taxa de replicação do vírus no corpo e, consequentemente, diminuir o risco de transmissão para outras pessoas. Confira os principais medicamentos para herpes genital.

Além disso, como as bolhas do herpes na região genital podem ser bem dolorosas, para ajudar a passar pelo episódio o médico pode também recomendar a utilização de pomadas ou géis anestésicos locais, como Lidocaína ou Xilocaína, que ajudam a hidratar a pele e anestesiar a zona afetada, aliviando assim a dor e desconforto. Entenda como é feito o tratamento para herpes genital.



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HTLV: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

O HTLV, que significa Vírus Linfotrópico de Células T humanas, é um retrovírus que infecta células do sistema imunológico, especialmente as células T, fazendo com que percam a sua função e, geralmente, não causa sintomas.

No entanto, quando o HTLV causa doenças, como mielopatia associada ao HTLV-1, linfoma e leucemia, a pessoa pode apresentar sintomas como fraqueza, rigidez e espasticidade nas pernas, incontinência urinária e disfunção erétil, por exemplo.

Leia também: Fraqueza nas pernas: 10 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/fraqueza-nas-pernas

Como ainda não existe um tratamento específico para o HTLV, o médico pode indicar o uso de medicamentos, quimioterapia e transplante de medula óssea, por exemplo, para controlar as doenças e os sintomas que podem ser causados por este vírus.

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Sintomas de HTLV

Os principais sintomas da infecção pelo HTLV são:

  • Fraqueza, rigidez e espasticidade nas pernas;
  • Incontinência urinária e urgência para urinar;
  • Perda do controle intestinal;
  • Disfunção erétil;
  • Suor excessivo ou ausência de suor;
  • Dores intensas nas costas, principalmente na região torácica e lombar;
  • Dormência, formigamento ou dificuldade de sentir vibrações;
  • Quedas bruscas de pressão ao levantar.

Outros sintomas que podem surgir são ínguas no corpo, dor nos ossos, articulações e músculos, prisão de ventre, fadiga, confusão mental, olhos e boca ressecados, disfunções na tireoide e aumento do fígado e baço.

Infecções oportunistas como pneumonia, meningite, infecções parasitárias graves, pneumonite, bronquiectasia e maior risco de desenvolver asma e tuberculose, também podem surgir.

A pessoa com HTLV também pode apresentar visão turva e percepção de moscas volantes associadas à inflamação no olho associadas à inflamação no olho, ou uveíte.

Os sintomas do HTLV são causados pelas doenças que ele provoca ao longo do tempo, como mielopatia associada ao HTLV-1, linfoma, leucemia e doenças inflamatórias.

Entretanto, a maioria das pessoas que têm o vírus HTLV não apresenta sintomas, onde esse vírus é descoberto apenas em exames de rotina.

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Sintomas de HTLV na pele

Os sintomas de HTLV na pele podem ser provocados por condições como linfoma, leucemia e inflamações.

Estes sintomas podem incluir lesões e manchas na pele, dermatite e dermatite infecciosa, especialmente no rosto e couro cabeludo.

Sintomas iniciais de HTLV

A infecção pelo HTLV geralmente não causa sintomas iniciais e raramente é diagnosticada nesse estágio.

Quando o vírus evolui para causar doença, os sintomas costumam aparecer décadas após a infecção inicial.

Portanto, os sintomas iniciais não são do vírus em si, mas sim o estágio inicial de condições crônicas que ele pode causar, como mielopatia associada ao HTLV-1, a leucemia ou o linfoma de células T do adulto.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do vírus HTLV é feito pelo clínico geral ou infectologista, através de exames de sangue sendo normalmente realizado o teste de ELISA ou EIA.

Se o teste ELISA ou EIA derem positivo, a confirmação do diagnóstico é feita por meio do método de Western blot, PCR ou imunofluorescência indireta.

Esses exames identificam os anticorpos produzidos pelo organismo contra os vírus HTLV e avaliam se a pessoa está infectada pelo subtipo HTLV-1 ou HTLV-2.

Se a pessoa desenvolver doenças inflamatórias ou oncológicas causadas pelo HTLV-1, o médico também pode solicitar exames como biópsia da medula óssea, ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano.

HTLV 1 e 2

Os vírus HTLV 1 e 2 são os mais comuns e que possuem algumas características diferentes.

1. HTLV-1

O HTLV 1 é o subtipo mais comum e afeta principalmente os linfócitos T do tipo CD4, que são células essenciais do sistema imunológico, sendo o principal responsável por causar doenças.

Este tipo de HTLV está associado ao desenvolvimento de leucemia ou linfoma de células T e mielopatia associada ao HTLV-1.

O HTLV 1 também está associado a uveíte, dermatite infecciosa grave na infância e maior risco de problemas pulmonares, como a bronquiectasia.

2. HTLV-2

O vírus HTLV 2 afeta principalmente os linfócitos T do tipo CD8 e não está associado a qualquer tipo de infecção ou câncer.

No entanto, este tipo de de HTLV pode causar problemas neurológicos em algumas pessoas, que apresentam sintomas muito semelhantes aos da Mielopatia

Como acontece a transmissão

A transmissão dos vírus HTLV 1 e 2 acontece por meio do contato com fluidos corporais que contenham células infectadas.

Assim, as principais vias de transmissão do vírus HTLV são:

  • Aleitamento materno;
  • Relação sexual desprotegida;
  • Transfusão sanguínea e transplantes;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, como agulhas e alicates de unha.

A transmissão do HTLV também pode acontecer durante a gravidez, mas essa via é muito rara.

Como é feito o tratamento do HTLV

Como não existe cura ou tratamento específico que elimine o HTLV, o tratamento médico tem o objetivo de controlar as doenças e os sintomas que esse vírus pode causar.

Assim, os tratamentos que podem ser indicados são:

1. Quimioterapia

Já no caso da leucemia de células T, o tratamento indicado pelo médico pode ser a quimioterapia, principalmente nas formas agudas e agressivas da doença.

Leia também: Quimioterapia: o que é, como é feita, efeitos colaterais (e cuidados) tuasaude.com/efeitos-colaterais-da-quimioterapia

2. Medicamentos

Os medicamentos que podem ser indicados pelo médico para aliviar os sintomas do HTLV são:

  • Antivirais e imunomoduladores:  zidovudina (AZT), junto com interferon alfa, para alguns subtipos de Linfoma de Células T do Adulto;
  • Corticosteroides e interferon: para tentar reduzir a inflamação na medula espinhal e prevenir danos no nervos;
  • Relaxantes musculares: baclofeno e a tizanidina, para combater espasticidade e dores musculares nas pernas;

O médico também pode indicar o uso de remédios urológicos, como a oxibutinina, que podem ajudar a controlar a incontinência e as disfunções urinárias.

3. Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea é um tratamento médico que substitui uma medula doente por células saudáveis.

Esse tratamento pode ser recomendado pelo médico para pessoas mais jovens e elegíveis, ajudando a aumentar a expectativa de vida.

Leia também: Transplante de medula: o que é, quando fazer e como é feito tuasaude.com/transplante-de-medula

4. Acompanhamento multidisciplinar

O acompanhamento multidisciplinar para pessoas que apresentam sintomas de HTLV, principalmente as neurológicas, é recomendado para.

Assim, a equipe multidisciplinar deve incluir médicos neurologistas, infectologistas, urologistas, dermatologistas e oftalmologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.

Além de indicar cirurgias e tratamentos médicos, estes especialistas também ajudam no suporte, na reabilitação motora e na manutenção da mobilidade.

Como prevenir a infecção pelo HTLV

A prevenção da infecção pelo HTLV pode ser feita por meio de:

  • Usar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhar materiais perfurocortantes, como seringa, agulhas e alicates de unha, por exemplo;
  • Não doar sangue ou órgãos, se tiver infectado pelo HTLV.

Além disso, é importante que a mulher que esteja grávida ou planejando uma gravidez, faça o rastreio do HTLV nos exames pré-natais, pois a amamentação é contraindicada caso a mulher seja portadora do vírus. Nesses casos, é recomendado o uso de fórmulas infantis indicadas pelo médico.

HTLV tem cura?

Atualmente a infecção pelo HTLV não tem cura, assim como ainda não existe um tratamento específico ou vacina aprovada que seja capaz de eliminar o vírus do organismo.

Por isso, o tratamento médico é concentrado nas doenças que o HTLV pode causar e no alívio dos sintomas.

HTLV e HIV são a mesma coisa?

Os vírus HTLV e HIV, apesar de invadirem as células brancas do organismo, os linfócitos, não são a mesma coisa.

O vírus HTLV e o HIV possuem em comum o fato de serem retrovírus e de possuírem a mesma forma de transmissão.

No entanto, o vírus HTLV não é capaz de se transformar em vírus HIV e nem de causar AIDS.

Leia também: HIV: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/hiv-aids

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Chikungunya: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Chikungunya é uma doença febril causada pelo alphavirus transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, causando sintomas como febre alta, calafrios, dor intensa nas articulações, dor atrás dos olhos ou manchas vermelhas na pele.

Esta arbovirose, assim como a dengue e a Zika, possuem sintomas semelhantes, no entanto, a dor nas articulações é mais intensa, além de poder provocar sequelas, como rigidez articular e dor no corpo, que podem persistir por anos. 

Leia também: Como identificar o Aedes aegypti (mosquito da dengue) tuasaude.com/como-identificar-o-mosquito-da-dengue

Em caso de suspeita de Chikungunya é recomendado consultar um infectologista ou clínico geral para iniciar o tratamento mais adequado, que geralmente envolve repouso, aumento da ingestão de líquidos e remédios para aliviar os sintomas.

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Sintomas de Chikungunya

Os principais sintomas de Chikungunya são:

  • Febre alta e calafrios;
  • Dor intensa nas articulações ou dor muscular; 
  • Manchas vermelhas no tronco, braços, pernas e rosto;
  • Coceira nas palmas das mãos ou sola dos pés, ou por todo corpo;
  • Inchaço no rosto, mãos e pés;
  • Dor de cabeça ou dor atrás dos olhos;
  • Ínguas no corpo; 
  • Dor abdominal, diarreia ou vômitos; 
  • Olhos vermelhos e lacrimejando.

A febre alta e a dor muscular normalmente são os primeiros sintomas de Chikungunya, surgindo cerca de 3 a 7 dias após a picada do mosquito, seguida pela dor intensa nas articulações. 

Essa dor nas articulações tende a ser intensa, prejudicando nas tarefas diárias e afetando de forma simétrica os dois lados do corpo, principalmente as mãos, cotovelos, tornozelos e joelhos. Saiba identificar todos os sintomas de Chikungunya e a sua duração.

Além disso, quando grave, a Chikungunya também pode afetar órgãos como o cérebro, coração ou rins, causando complicações como insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou meningite. 

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Quais são as fases da Chikungunya?

Após a picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus da Chikungunya fica encubado no corpo por cerca de 3 a 7 dias, até o surgimento dos primeiros sintomas, dando início à fase aguda da infecção, que pode durar de 5 a 10 dias.

Geralmente, os sintomas, principalmente a dor nas articulações, duram cerca de 1 a 3 semanas, podendo persistir por até 3 meses, sendo a fase pós-aguda da Chikungunya.

Já a fase crônica da Chikungunya é caracterizada pela dor nas articulações que dura mais de 3 meses.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de Chikungunya é feito pelo infectologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, principalmente a febre alta e a dor intensa em várias articulações. Além disso, podem ser realizados exames para descartar outras infecções que provocam sintomas semelhantes.

Exames que identificam a Chikungunya

Os principais exames que identificam a Chikungunya são:

  • RT-PCR: principalmente durante a fase aguda da infecção, nos primeiros 5 dias após o início dos sintomas;
  • Sorologia viral por ELISA ou anticorpo fluorescente indireto (IFA): detecta anticorpos anti-Chikungunya IgM, presentes de 5 dias a várias semanas após o início dos sintomas, ou IgG presente de 2 a várias semanas.

Além disso, o médico deve solicitar um hemograma completo para ajudar no diagnóstico, já que a Chikungunya, a dengue e a Zika possuem sintomas semelhantes.

Na Chikungunya é mais comum observar uma diminuição da quantidade de linfócitos no sangue, chamada linfopenia, enquanto na dengue é mais comum de ocorrer a diminuição de neutrófilos e plaquetas do sangue.

Marque uma consulta com o infectologista na região mais próxima de você usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Diferença entre Chikungunya, dengue e Zika

Tanto a Chikungunya quanto a dengue e a Zika são arboviroses causadas pela picada do mesmo mosquito, o Aedes aegypti.

No entanto, a Chikungunya é causada pelo alphavírus da família Togavírus, enquanto a dengue é causada pelo Flavivírus sorotipos DENV-1, 2, 3 ou 4, e a Zika pelo vírus ZIKV.

Além disso, apesar dos sintomas serem semelhantes, existem diferenças, como a febre da Chikungunya é alta e surge de forma repentinas. Já na dengue, a febre é alta e está sempre presente, enquanto na Zika a febre pode estar presente mas é baixa. Saiba diferenciar os sintomas de dengue, Zika e Chikungunya.

Outra diferença é que a Chikungunya causa dor intensa em várias articulações ao mesmo tempo, de forma simétrica, ou seja, nos dois lados do corpo, enquanto a dengue causa dor moderada nas articulações, e a Zika pode causar dor leve.

Leia também: Dengue, Zika ou Chikungunya: qual a diferença? (com tabela comparativa) tuasaude.com/pode-nao-ser-dengue

Como acontece a transmissão

O vírus da Chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que é o mesmo transmissor da dengue e Zika, acontecendo após o mosquito ter adquirido o alphavírus ao se alimentar do sangue de uma pessoa doente.

No entanto, a Chikungunya pode também ser transmitida da gestante para o bebê ou por meio de transfusão de sangue, no entanto essas formas de transmissão são mais raras.

Como é feito o tratamento

O tratamento da Chikungunya deve ser feito com orientação do infectologista ou clínico geral de acordo com a fase da doença e gravidade dos sintomas.

1. Tratamento da fase aguda 

Na fase aguda Chikungunya, nas primeiras semanas da infecção, o médico pode indicar o uso de remédios antitérmicos e analgésicos, como paracetamol ou dipirona, para aliviar os sintomas.

Remédios anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e diclofenaco, e AAS geralmente não são indicados devido ao risco de sangramento nos primeiros nos primeiros 2 dias do início dos sintomas, ou até 14 dias caso ainda exista a suspeita de dengue.

Além disso, é importante repousar, aumentar a ingestão de líquidos e fazer uma alimentação leve e anti-inflamatória. Veja a lista completa de alimentos anti-inflamatórios.

Leia também: 13 remédios caseiros para Chikungunya (e como preparar) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-febre-chikungunya

2. Tratamento da fase crônica

Na fase crônica da Chikungunya, o tratamento das sequelas pode envolver o uso de outros medicamentos, como corticoides ou hidroxicloroquina, que devem ser utilizados apenas com orientação médica. Entenda melhor para que serve a hidroxicloroquina.

Possíveis sequelas

As principais sequelas da Chikungunya são:

  • Dor nas articulações e outras partes do corpo;
  • Inchaço;
  • Dificuldade de movimentar as articulações;
  • Alterações do humor;
  • Pressão baixa ao mudar de posição.

Embora os sintomas da Chikungunya geralmente desapareçam com a melhora da infecção, as sequelas podem persistir por até 6 anos ou mais.

Assim, em caso de suspeita de sequelas da Chikungunya, é recomendado consultar o infectologista ou clínico geral para confirmar o diagnóstico e, se necessário, iniciar o tratamento. Confira outras sequelas da Chikungunya e como tratar.

Prevenção da Chikungunya

A prevenção da Chikungunya pode ser feita por meio de medidas para evitar a picada pelo mosquito, como o uso de repelentes, telas nas janelas e mosquiteiros sobre as camas.

Além disso, é importante adotar outras medidas para controlar a proliferação dos mosquitos transmissores, como eliminar reservatórios de água parada em casa e o uso de inseticidas. Veja mais medidas para prevenir doenças como a Chikungunya.

Vacina contra Chikungunya

A vacina contra Chikungunya é a melhor forma de prevenção da infecção, sendo recomendada para adultos com mais de 18 anos, em dose única, fornecida gratuitamente pelo SUS.

Essa vacina, chamada IXCHIQ, é uma vacina recombinante atenuada, ou seja, contém o vírus enfraquecido, capaz de estimular o corpo a produzir anticorpos contra o vírus da Chikungunya, sem causar a infecção.

A vacina contra Chikungunya não deve ser usada por menores de 18 anos, grávidas ou pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.



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