A doação de sangue é um procedimento seguro e que pode ser feita por pessoas que possuem mais de 50 kg, não possuam alterações no hemograma e tenham 16 anos ou mais.
Algumas situações podem impedir temporariamente a doação de sangue, como realização de tatuagens ou piercing, infecção pelo SARS-CoV-2, extração de dentes, gripe e resfriado, por exemplo.
Por outro lado, ter diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente ou infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV, por exemplo, são situações que impedem permanentemente a doação de sangue.
Como é feita
A doação de sangue é um processo simples e rápido, que geralmente demora até 15 minutos. Antes de realizar a doação, a pessoa deve passar por uma triagem médica para confirmar que está apta para doar.
O processo de doar sangue é semelhante à coleta de sangue para um exame de rotina, no entanto é retirada uma quantidade maior de sangue, que fica armazenada em uma bolsa específica.
Após a doação, a pessoa deve receber um lanche e comer um pouco.
Também é recomendado que a pessoa fique no mínimo 15 minutos em observação para possíveis reações e aguarde cerca de 12 horas antes de fazer qualquer esforço físico, especialmente com o membro relacionado à doação.
Quem pode doar sangue
Alguns requisitos para doar sangue são:
Ter pelo menos 16 anos, com consentimento formal, por escrito, do responsável legal;
Ter até 69 anos, em casos de pessoas que já doam sangue;
Ter até 60 anos onze meses e vinte e nove dias, para quem vai doar pela primeira vez;
Pesar mais de 50 Kg;
Apresentar documento de identificação com foto;
Estar com temperatura corporal igual ou abaixo de 37º C;
Não apresentar alterações no hemograma, como diminuição da quantidade de hemácias e/ ou hemoglobina;
Não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação.
Ter feito uma alimentação saudável e equilibrada antes da doação, evitando o consumo de alimentos gordurosos pelo menos 3 horas antes da doação.
Além disso, pessoas acima de 70 anos e que já sejam doadoras, podem continuar a doar sangue, mediante avaliação médica.
O sangue do doador, pode ser usado de diferentes formas, podendo ser usado o sangue total ou algum de seus componentes como plasma, plaquetas, leucócitos e hemácias, dependendo das necessidades de quem precisa.
O que impede a doação temporária de sangue
Algumas situações que impedem a doação de sangue de forma temporária são:
Situação que impede a doação
Quando se pode doar sangue
Realização de piercing, acupuntura, tatuagem ou maquiagem definitiva, e procedimentos estéticos invasivos como botox, preenchimentos, microagulhamento, entre outros
7 dias após a realização ou 4 meses, se não for possível avaliar a segurança do procedimento feito; 4 meses após a retirada do piercing se na cavidade oral e/ou na região genital.
Extração de dentes, tratamento de canal, drenagem de abscesso, gengivite e cirurgia com anestesia local
7 dias
Procedimentos dentários sem anestesia e sangramento, como pequenas cáries e ajuste de aparelhos
1 dia após o procedimento
Remoção de tártaro e outros procedimentos com anestesia local, como obturações
3 dias após o procedimento
Vacinas
De 48 horas a 4 semanas, conforme o tipo da vacina
Diarreia aguda
7 dias após a cura
Consumo de bebidas alcoólicas
12 horas
Resfriado comum
3 dias após o desaparecimento dos sintomas
Gripe
2 semanas após cessarem os sintomas
COVID-19
10 dias após a recuperação completa, após diagnóstico
Parto ou abortamento
12 semanas
Amamentação
12 meses após o parto
Exames de endoscopia
4 meses
Tuberculose pulmonar ou extrapulmonar
2 anos após a cura
Herpes simplex genital, herpes simplex oral
Após o desaparecimento das lesões
Uso de medicamentos agonistas GLP-1 injetáveis
4 meses
Varíola dos macacos
Até todas as lesões estarem curadas e, no mínimo, 21 dias após o início dos sintomas
Situações de risco para infecções sexualmente transmissíveis, como múltiplos parceiros sexuais, violência sexual, uso de drogas injetáveis, e contato acidental com sangue ou secreções potencialmente contaminadas
4 meses
Nefrolitotomia extracorpórea e cirurgias odontológicas com anestesia geral
1 mês
Cirurgia de apêndice, de hemorroida, ressecção de varizes, hernioplastia, amigdalectomia e cirurgia plástica com anestesia local
3 meses
Colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, nódulo de mama, cirurgias ortopédicas e cirurgia bariátrica
6 meses
O uso de alguns medicamentos, como antibióticos, quimioterápicos, antifúngicos, anticoagulantes, por exemplo, também podem impedir a doação de sangue por um período de alguns dias a anos.
Por isso, é importante sempre informar ao médico ou enfermeiro os medicamentos que estejam em uso no dia da doação.
Situações que impedem a doação permanente
As situações que impedem a doação de sangue de forma permanente incluem:
Infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV I / II;
Uso drogas injetáveis ilícitas;
Perda de peso inexplicável acima de 10% da massa corporal três meses antes da doação;
Doenças graves nos pulmões, coração, rins ou fígado;
Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente;
Doença de Chagas;
Doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas;
Leishmaniose visceral;
Transplante de órgãos, tecidos e terapia gênica;
Doença psiquiátrica ou deficiência intelectual que cause incapacidade;
Câncer no sangue, como linfomas e leucemia;
Hepatite viral após 13 anos de idade, exceto para infecção aguda de hepatite A à época do diagnóstico clínico;
Doenças neurológicas, como esclerose em placa, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, hematoma extra ou subdural com sequela e miastenia gravis.
Pessoas com alcoolismo crônico com lesão hepática, choque anafilático, antecedentes de AVC, asma crônica grave, brucelose, malária, elefantíase, esquistossomose hepatoesplênica e hanseníase, também não podem doar sangue
Dúvidas comuns
As principais dúvidas relacionadas com a doação de sangue incluem:
1. O que é doador universal?
O doador universal corresponde à pessoa que possui o sangue de tipo O, que possui proteínas anti-A e anti-B e, assim, quando é transfundido para outra pessoa, não causa reação no receptor, e, por isso, pode doar para todas as pessoas.
É importante que o sangue seja compatível entre doador e receptor, pois assim é possível evitar reações transfusionais.
A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença rara que afeta o cérebro e leva ao aparecimento de sintomas como perda de memória, confusão, alterações de comportamento, dificuldade para caminhar e movimentos musculares involuntários.
Na maioria dos casos, a doença surge de forma espontânea, ou seja, sem uma causa conhecida. No entanto, pode estar relacionada com alterações genéticas hereditárias e exposição ou produção de príons, que são proteínas infecciosas e defeituosas capazes de destruir neurônios rapidamente.
Em caso de sintomas neurológicos e/ ou suspeita da doença de Creutzfeldt-Jakob, é importante consultar um neurologista para que seja feita uma avaliação detalhada.
Principais sintomas
Os sintomas da doença de Creutzfeldt-Jakob normalmente incluem:
Problemas de memória;
Alteração de comportamento ou personalidade, como agitação, irritabilidade, mudança de humor;
Dificuldade para enxergar, falar e engolir;
Perda da coordenação e equilíbrio;
Dificuldade para caminhar;
Confusão e desorientação;
Dificuldade de raciocínio;
Rigidez muscular;
Contrações musculares súbitas.
Os sintomas podem variar de acordo com o tipo da doença, mas normalmente pioram de forma rápida, ao longo de semanas ou meses. Nos estágios mais avançados, a pessoa pode perder completamente a capacidade de andar, falar, engolir ou realizar movimentos voluntários.
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Tipos da doença de Creutzfeldt-Jakob
Os principais tipos da doença de de Creutzfeldt-Jakob são:
DCJ espontânea ou esporádica: é a forma mais comum da doença, não possui causa conhecida e não está relacionada com histórico familiar;
DCJ hereditária ou genética: acontece devido a uma mutação no gene responsável pela produção da proteína priônica, que passa a ser produzida de forma desregulada e com conformação anormal e se acumular no sistema nervoso, causando danos;
DCJ iatrogênica: é a forma mais rara da doença e acontece devido à exposição acidental a príons durante a realização de procedimentos médicos.
Existe ainda a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, conhecida como vDCJ, que está relacionada à encefalopatia espongiforme bovina, também conhecida como doença da vaca louca. Essa variante foi principalmente associada ao consumo de produtos provenientes de bovinos contaminados. No entanto, essa variante é extremamente rara entre as pessoas.
A doença de Creutzfeldt-Jakob acontece devido ao acúmulo anormal de príons (proteína priônica) no cérebro. Essa proteína está naturalmente presente no organismo, porém no caso da DCJ, o príon possui uma alteração em sua estrutura que pode estimular outras proteínas priônicas a também assumirem uma forma anormal, levando ao seu acúmulo e à degeneração progressiva das células nervosas.
Na forma hereditária da doença, sabe-se que a doença está relacionada a alterações no gene responsável pela produção de príons. Enquanto que a DCJ iatrogênica, pode acontecer após exposição acidental a tecidos ou materiais contaminados com príons.
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Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob é feito pelo neurologista levando em consideração os sintomas apresentados pela pessoa, rapidez com que evoluem, histórico de saúde e resultado dos exames.
Além disso, o médico pode indicar a realização de exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma, punção lombar e testes genéticos.
Tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob
Não há tratamento específico para a doença de Creutzfeldt-Jakob e nem para impedir a sua progressão. Dessa forma, o tratamento recomendado pelo neurologista envolve medidas para aliviar os sintomas, evitar complicações e proporcionar o máximo de conforto e qualidade de vida para a pessoa.
Dependendo dos sintomas, o médico pode indicar o uso de medicamentos para controlar a ansiedade, depressão, dor, tremores ou movimentos musculares involuntários. Além disso, à medida que a doença evolui, pode ser necessário o apoio de uma equipe multidisciplinar de saúde, com cuidados de enfermagem, nutricionais e fisioterapêuticos.
A meiose é um processo de divisão celular que permite óvulos e espermatozoides, cada um com 23 cromossomos. Quando estes óvulos se unem, durante a fertilização, formam uma nova célula com 46 cromossomos.
O processo ocorre nos ovários e testículos e possui duas divisões, cada uma com quatro fases, onde os cromossomos se organizam e se separam até que quatro células sejam formadas.
Diferentemente da mitose, que produz duas células com o mesmo número de cromossomos, a meiose resulta em quatro células com metade do número de cromossomos e diferentes combinações de informação genética.
Imagem gerada por IA - Mapa mental da meiose
Fases da meiose
A meiose consiste em duas divisões, incluindo:
1. Meiose I
A meiose I é conhecida como divisão reducional pois reduz o número de cromossomos à metade.
As principais fases da meiose I são:
Prófase I: os cromossomos ficam visíveis e se emparelham com o cromossomo que possui características similares. Nessa fase, eles podem trocar pequenos fragmentos de DNA, gerando novas combinações de informação genética;
Metáfase I: os pares de cromossomos se alinham no centro da célula e se orientam de forma independente, resultando em células com diferentes combinações de cromossomos;
Anáfase I: os cromossomos de cada par se separam e se movem para lados opostos da célula, enquanto as cromátides-irmãs permanecem unidas;
Telófase I e citocinese: os cromossomos chegam aos extremos da célula, e a célula se divide em duas, onde cada nova célula recebe um cromossomo de cada par, formado por duas cromátides.
Ao final da meiose I, duas células são formadas com metade do número de cromossomos, que então prosseguem para a segunda divisão da meiose.
2. Meiose II
A meiose II é a segunda divisão e é responsável pela separação das células cromátides-irmãs.
As principais fases da meiose II são:
Prófase II: os cromossomos voltam a ficar visíveis e forma-se uma estrutura que ajuda na sua separação;
Metáfase II: os cromossomos alinham-se no centro de cada célula;
Anáfase II: as cromátides-irmãs se separam e cada uma move-se para um lado extremo da célula;
Telófase II e citocinese: formam-se novos núcleos e as células terminam de se dividir, resultando em quatro células com metade do número de cromossomos da célula inicial.
Ao final da meiose II, quatro células são obtidas com a metade do número de cromossomos da célula original a partir de uma célula inicial, e cada uma com um único conjunto de cromossomos.
Diferença entre mitose e meiose
As principais diferenças entre mitose e meiose são:
Característica
Mitose
Meiose
Número de divisões
1
2
Resultado habitual
2 células filhas
4 células
Número de cromossomos
Se mantém
É reduzido pela metade
Variabilidade genética
As células resultantes são geralmente muito semelhantes entre si
As células resultantes possuem novas combinações genéticas.
Função principal em humanos
Crescimento, renovação e reparação de tecidos
Formação de células sexuais para a reprodução
Em resumo, a mitose mantém o número de cromossomos e permite a formação de duas células semelhantes para crescimento, renovação e reparo de tecidos.
Já a meiose reduz o número de cromossomos à metade e produz quatro células necessárias para a reprodução, cada uma com novas combinações genéticas.
Funções da meiose
A meiose permite a formação de óvulos e espermatozoides, chamados gametas, com metade do número de cromossomos.
Nos seres humanos, cada gameta possui 23 cromossomos que, ao se unirem durante a fertilização, formam uma nova célula com 46 cromossomos.
Assim, cada pessoa recebe metade de seus cromossomos da mãe e a outra metade do pai, mantendo o número de cromossomos de uma geração para a seguinte.
Crossing over na meiose e recombinação genética
A meiose gera variabilidade genética, onde os óvulos e espermatozoides têm diferentes combinações de informação genética, principalmente por meio da recombinação genética ou crossing over e da distribuição independente dos cromossomos.
Durante a prófase I, os cromossomos de cada par se unem e podem trocar pequenos fragmentos de DNA, um processo chamado de crossing over que mistura a informação genética e cria novas combinações.
Em seguida, na metáfase I, cada par de cromossomos se alinha de forma independente antes de se separar, permitindo que cada célula receba diferentes combinações de cromossomos.
Finalmente, durante a fertilização, o óvulo e o espermatozoide se unem e combinam a informação genética de ambos os pais, resultando em uma nova combinação.
Dessa forma, a meiose e a fertilização contribuem para que cada pessoa tenha uma combinação genética diferente.
Onde acontece a meiose?
Nos seres humanos, a meiose acontece em células especializadas dos ovários e testículos que dão origem aos óvulos e espermatozoides.
Na formação dos óvulos, a meiose começa antes do nascimento e pode ser interrompida por anos. A primeira divisão termina por volta da ovulação e a segunda só se completa se ocorrer a fertilização.
Nos testículos, a formação dos espermatozoides começa na puberdade e a meiose acontece de forma contínua durante os anos reprodutivos.
O que acontece se houver erros na meiose?
Durante a meiose, podem ocorrer erros que impedem a distribuição correta dos cromossomos entre as células que darão origem aos óvulos e espermatozoides.
Um desses erros é a não disjunção, que acontece quando um par de cromossomos ou suas cópias não se separam como deveriam, de modo que uma célula pode acabar com um cromossomo extra ou ausente.
Quando um óvulo ou espermatozoide com um número incorreto de cromossomos participa na fecundação, pode ocorrer uma condição chamada aneuploidia.
Algumas aneuploidias podem impedir o desenvolvimento do embrião ou causar um aborto espontâneo, enquanto outras podem levar a condições como a síndrome de Down.
O risco desses erros nos óvulos aumenta com a idade reprodutiva da mulher.
A cinetose, também conhecida como enjoo do movimento, é um mal estar que pode surgir durante viagens de carro, avião ou barco, por exemplo, podendo causar sintomas como náusea, tontura, suor frio, palidez e vômitos.
A cinetose acontece quando o cérebro recebe diferentes informações sobre o movimento a partir dos olhos, ouvido interno e outras partes do corpo. Apesar de ser mais comum de acontecer devido a viagens, os sintomas de cinetose também podem surgir com estímulos visuais, como realidade virtual, simuladores e alguns jogos ou vídeos.
De forma geral, os sintomas melhoram quando o movimento termina. No entanto, caso sejam muito intensos, frequentes ou apareçam mesmo sem que a pessoa esteja em movimento, é indicado consultar o otorrinolaringologista ou clínico geral para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.
Sintomas de cinetose
Os principais sintomas de cinetose são:
Enjoo ou náusea;
Ânsia ou vômitos;
Tontura;
Sensação de desorientação e dificuldade de concentração;
Suor frio e palidez;
Sonolência ou dor de cabeça;
Aumento da produção de saliva;
Fadiga, cansaço excessivo ou exaustão;
Perda do apetite.
Os sintomas de cinetose surgem durante a exposição do movimento e podem aumentar progressivamente se o estímulo continuar. De forma geral, os sintomas diminuem depois que o movimento termina.
Em alguns casos, a sonolência e o cansaço podem durar alguns dias, mesmo após o fim do estímulo, sendo essa situação conhecida como síndrome de sopite.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da cinetose é feito pelo clínico geral, otorrinolaringologista ou pediatra através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.
Marque uma consulta com o otorrinolaringologista na região mais próxima de você:
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Geralmente, não são necessário exames complementares para confirmar a cinetose. Porém, os exames de imagem podem ser indicados pelo médico quando os sintomas persistem mesmo sem o movimento ou quando sugerem problemas neurológicos ou relacionados ao ouvido interno.
Possíveis causas
A cinetose ocorre por uma dificuldade de adaptação do corpo ao movimento, ocorrendo geralmente quando os sinais que o cérebro recebe através dos olhos e ouvido interno são diferentes do movimento percebido pelo corpo, resultando nos sintomas.
Assim, algumas situações que podem provocar a cinetose são:
Viajar de carro, ônibus ou trem;
Viajar de avião;
Viajar de navio ou barco;
Brinquedos de parques de diversão e simuladores;
Ler ou usar celular durante uma viagem;
Usar óculos de realidade virtual.
A cinetose é mais comum de acontecer em crianças, mulheres, durante a gravidez e no período menstrual, além de também poder ser mais frequente em pessoas com enxaqueca, vertigem ou alguma alteração vestibular.
Como é feito o tratamento
O tratamento da cinetose tem início com medidas para diminuir a confusão entre a visão e o sistema responsável pelo equilíbrios. Quando essas medidas não são suficientes ou quando os sintomas são muito intensos, o médico pode indicar o uso de medicamentos que ajudam a prevenir e aliviar os sintomas.
De forma geral, os medicamentos que podem ser recomendados pelo otorrinolaringologista ou clínico geral são anti-histamínicos de ação central, como meclozina e dimenidrinato.
Além disso, para aliviar as náuseas e vômitos, o médico pode recomendar o uso de antieméticos, como a ondansetrona, por exemplo. Normalmente, é indicado usar o medicamento entre 30 minutos e 1 hora antes da viagem ou quando os sintomas começarem a surgir.
Cinetose tem cura?
A cinetose pode ser curada em alguns casos, quando o corpo da pessoa se acostuma com os movimentos que causam os sintomas.
Como evitar a cinetose
Para evitar a cinetose é importante:
Estar descansado antes de viajar;
Sentar no lugar da frente ou junto a uma janela e olhar para o horizonte;
Evitar ler durante a viagem ou utilizar dispositivos, como celular, computador ou tablet;
Utilizar travesseiros que apoiem bem a cabeça, em caso de dormir durante a viagem;
Evitar fumar, em caso de tabagismo;
Não fazer refeições pesadas antes da viagem;
Evitar ingerir alimentos muito ácidos ou com gordura, como atum, salame e queijo antes de viajar;
Não tomar café, álcool ou muitos líquidos antes da viagem;
Abrir um pouco a janela para respirar ar fresco, sempre que possível;
Evitar cheiros fortes, como fumaça de cigarro e perfumes, por exemplo.
Além disso, alguns remédios caseiros para enjoo que possuem propriedades antieméticas e antiespasmódicas podem ser indicados pelo médico para complementar o tratamento, como chá de gengibre ou hortelã-pimenta. Confira mais opções de chá para enjoo.
Possíveis complicações
A cinetose pode causar complicações como desidratação, desequilíbrio de eletrólitos ou varizes esofágicas, principalmente relacionados aos vômitos.
Por isso, é recomendado consultar o otorrinolaringologista, pediatra ou clínico geral sempre que surgirem sintomas de cinetose, para que seja feito o diagnóstico e indicado o tratamento mais adequado para evitar complicações.
Diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, o que pode provocar danos em vários órgãos, se não for tratado.
Existem cinco tipos principais de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes tipo 3, diabetes gestacional e pré-diabetes. A principal causa da diabetes é a má alimentação, especialmente o consumo excessivo de alimentos açucarados, industrializados e a falta de exercício físico.
O tratamento da diabetes mellitus normalmente passa por fazer alterações no estilo de vida, principalmente na dieta e na prática de exercício físico. Mas também podem ser necessários remédios, como antidiabéticos orais ou insulina.
Normalmente, o diabetes mellitus tipo 2 é uma doença silenciosa, ou seja, que não gera sintomas. Quando eles aparecem são porque a doença já está descompensada, o que está muito associado a maus hábitos alimentares, especialmente ao consumo exagerado de açúcar e carboidratos, assim como a falta de exercício físico.
Já os sintomas da diabetes mellitus tipo 1 geralmente são identificados durante a infância ou a adolescência e também podem incluir outros sinais mais generalizados como dificuldade para ganhar peso, coceira por todo o corpo ou irritabilidade e mudanças de humor repentinas.
No caso da diabetes gestacional, os sintomas são mais raros e, por isso, a mulher geralmente descobre que está com diabetes durante os exames de rotina do pré-natal, especialmente após fazer o exame de glicose.
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Principais tipos de diabetes
A diabetes pode ser dividida em 4 principais tipos:
Diabetes mellitus tipo 1: é o tipo menos comum e surge desde o nascimento, sendo considerada uma doença autoimune, já que o próprio sistema imune ataca as células do pâncreas responsáveis por produzir a insulina. Assim, a insulina não é produzida, a glicose não é transportada para as células e acaba se acumulando no sangue;
Diabetes mellitus tipo 2: é o tipo mais comum e acontece devido a uma resistência à insulina que surge ao longo da vida, normalmente devido a maus hábitos alimentares. Essa resistência diminui a ação da insulina no corpo e faz com que a glicose acabe se acumulando no corpo;
Diabetes gestacional: é um tipo de diabetes que acontece apenas durante a gestação e que está relacionado com a produção, pela placenta, de outros hormônios que bloqueiam a ação da insulina;
Diabetes tipo 3: é um tipo de diabetes que ainda não é reconhecido oficialmente e que poderia ser causado pela dificuldade do cérebro em responder à insulina produzida pelo organismo, devido a alterações nos receptores deste hormônio nos neurônios;
Pré-diabetes: acontece quando o nível de açúcar no sangue está aumentado mas ainda não é o suficiente para fazer o diagnóstico de diabetes.
Existem outros tipos menos comuns de diabetes, como a diabetes latente autoimune do adulto (LADA), diabetes desencadeada pelo uso de medicamentos, diabetes associado a doença pancreática ou diabetes monogenético (MODY), por exemplo.
Uma outra condição, conhecida como diabetes insipidus, embora possua uma denominação semelhante, não é considerada um tipo de diabetes, já que acontece quando os rins removem líquido em excesso do corpo, não estando diretamente relacionada com a insulina ou o nível de açúcar no sangue.
Causas de diabetes
As causas da diabetes variam de acordo com o tipo de diabetes:
1. Diabetes tipo 1
Não se conhece a causa exata da diabetes tipo 1, no entanto, sabe-se que o sistema imune identifica as células ß do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, e causa a sua destruição, sendo por isso conhecida como uma doença autoimune.
Uma vez que não é causada pelo estilo de vida, a diabetes tipo 1 pode estar presente desde o nascimento, sendo identificada durante a infância ou adolescência.
2. Diabetes tipo 2
A diabetes tipo 2 é principalmente causada por maus hábitos alimentares, especialmente o consumo excessivo de alimentos com açúcar ou carboidratos. Confira outras doenças causadas pela má alimentação.
Além disso, ter um estilo de vida sedentário também pode contribuir para o aparecimento da diabetes.
Pessoas com acúmulo de gordura na região abdominal também parecem ter maior risco de diabetes tipo 2, já que as células de gordura parecem contribuir para a resistência à insulina.
A diabetes gestacional se desenvolve principalmente devido aos hormônios que são produzidos pela placenta durante a gravidez.
Esses hormônios parecem bloquear parcialmente a ação da insulina, fazendo com que seja mais fácil aumentar os níveis de açúcar no sangue durante a gestação.
Ainda assim, mulheres que têm excesso de peso, que ganharam muito peso durante a gravidez, que já tiveram diabetes gestacional ou que têm histórico de diabetes tipo 2 na família, parecem ter maior risco de desenvolver diabetes gestacional.
Como confirmar o diagnóstico de diabetes
O diagnóstico da diabetes pode ser feito com um conjunto de exames de sangue que permitem avaliar a quantidade de glicose.
No entanto, um dos exames mais utilizados e que, geralmente, é incluído nos exames de rotina, é o teste da glicemia de jejum. Este teste mede a quantidade de glicose no sangue após um período de jejum de, pelo menos, 8 horas, sendo os valores de referência:
Normal: inferior a 99 mg/dL;
Pré-diabetes: entre 100 a 125 mg/dL;
Diabetes: acima de 126 mg/dL.
Quando os valores de glicose em jejum estão alterados em ao menos 2 dosagens em dias diferentes, normalmente é recomendado fazer outro exame para confirmar os valor e ajudar no diagnóstico.
Para entender melhor o resultado do exame de glicose, selecione na calculadora a seguir o teste realizado e insira o seu resultado:
{CALCULADORA_ANALISES_GLICEMIA}
A calculadora é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o endocrinologista.
Como é feito o tratamento
O tratamento da diabetes mellitus pode variar um pouco de acordo com o seu tipo e inclui:
1. Tratamento diabetes tipo 1
O principal tratamento para a diabetes tipo 1 é o uso diário de insulina injetável, pois, como o corpo não consegue produzir o hormônio, a insulina precisa ser injetada no corpo.
Normalmente, é aplicada uma injeção ao início do dia, de ação lenta, para manter um nível basal do hormônio no organismo. Mas também é necessário medir a glicemia antes e após as refeições para avaliar se é necessário fazer alguma injeção extra, geralmente de uma insulina rápida ou ultrarrápida.
Além da insulina, também é recomendado manter um planeamento das refeições, especialmente sobre a quantidade de açúcar e carboidratos consumidos, assim como adotar um estilo de vida ativo, com a prática regular de exercício físico.
O tratamento da diabetes mellitus tipo 2 nem sempre precisa ser feito com remédios porque, conforme os níveis de açúcar no sangue, pode ser possível controlar a glicose apenas com alterações no estilo de vida, principalmente na dieta, com redução da ingestão de alimentos açucarados e carboidratos, assim como a prática regular de exercício físico.
Nos casos em que é necessário fazer uso de remédios, o médico pode receitar o uso de dois tipos diferentes:
Antidiabéticos orais: são a primeira linha de tratamento medicamentoso da diabetes tipo 2 e ajudam a manter os níveis de açúcar controladas através de vários mecanismos, seja estimulando a produção de insulina pelo pâncreas, eliminando glicose pela urina ou diminuindo a produção de glicose pelo fígado;
Insulina: é usada quando os antidiabéticos orais não foram suficientes para controlar a glicose ou quando os antidiabéticos não são uma opção de tratamento, como no caso de pessoas com insuficiência renal.
No caso de se fazer uso de insulina é importante fazer uma avaliação diária e regular da glicemia capilar, principalmente antes e depois das refeições através de um glicosímetro, que é um aparelho que mede os níveis de glicose no sangue.
O tratamento da diabetes gestacional é feito essencialmente com alterações na dieta e prática regular de exercício físico, pois são medidas naturais que permitem controlar os níveis de glicemia no sangue.
Porém, caso as alterações no estilo de vida não estejam sendo suficientes para controlar os níveis de açúcar e caso os valores de glicemia estejam sempre muito altos, o médico pode aconselhar o uso de antidiabéticos orais ou insulina.
Além disso, também é importante fazer a medição regular dos níveis de glicemia em casa, utilizando um aparelho para medir o nível de açúcar no sangue.
Um dos passos mais importantes para controlar a diabetes é a dieta, que deve ser principalmente baseada na redução do consumo de açúcar e de alimentos ricos em carboidratos.
O ideal é que a dieta seja orientada por um nutricionista, que terá em atenção a diabetes e os gostos pessoais.
Alguns alimentos que devem ser evitados em excesso são:
Doces em geral;
Bebidas açucaradas;
Bebidas alcoólicas.
Outros alimentos, como frutas, arroz ou macarrão, embora possam ser ingeridos devem ser consumidos com moderação.
Também existem alimentos que ajudam a controlar melhor a diabetes, como os cereais integrais, os legumes e as oleaginosas, por exemplo.
Este tipo de dieta pode ser seguida nos casos de diabetes confirmada, mas também pode ser feito por quem tem pré-diabetes, já que permite regular os níveis de glicose no sangue, evitando o desenvolvimento da diabetes.
A diabetes ma gravidez, também conhecida como diabetes gestacional, é uma condição relativamente comum que pode acontecer mesmo em mulheres que nunca apresentaram aumento da glicose no sangue antes.
Este tipo de diabetes acontece devido à produção de hormônios pela placenta que bloqueiam parcialmente o efeito da insulina do corpo, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue consigam aumentar mais facilmente.
A diabetes gestacional deve ser identificada o mais rápido possível para evitar complicações no desenvolvimento do bebê ou parto prematuro.
Por esse motivo, no decorrer das consultas de pré-natal, o médico geralmente pede exames de glicose.
O tratamento consiste em alterar o estilo de vida, fazendo uma dieta mais saudável e praticando exercício físico, mas, em alguns casos, também pode incluir o uso de medicamentos.
Diabetes em crianças
A diabetes mellitus também pode se desenvolver em crianças, causando diabetes infantil.
O tipo mais comum de diabetes durante a infância é a diabetes tipo 1, no entanto, com as alterações alimentares que têm acontecido ao longo dos anos, a diabetes tipo 2 também tem se tornado mais comum, principalmente devido ao consumo excessivo de produtos industrializados, fast food e alimentos açucarados, assim como um aumento do sedentarismo.
A diabetes na infância deve ser tratada o mais cedo possível para evitar atrasos no desenvolvimento, assim como para evitar o aparecimento de doenças crônicas numa idade jovem.
Possíveis complicações
Quando a diabetes mellitus não é tratada adequadamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar danos em vários órgãos.
Assim, as principais complicações da diabetes incluem:
Os níveis elevados de açúcar também aumentam o risco de infecção, já que o açúcar facilita o crescimento e desenvolvimento de fungos e bactérias, sendo frequente que a pessoa com diabetes apresente infecções urinárias recorrentes, por exemplo.
Por favorecer o desenvolvimento de vários microrganismos e por dificultar a circulação sanguínea, a diabetes também causa problemas na cicatrização de feridas.
Com a popularização da corrida, principalmente por ser um esporte acessível e geralmente praticado ao ar livre, surgiu também a ideia de que correr pode envelhecer o corpo e o rosto.
No entanto, a corrida, por si só, não parece acelerar o processo de envelhecimento, mas alguns fatores associados à prática, como a exposição ao sol, a perda rápida de peso e a alimentação inadequada, podem influenciar a aparência da pele.
Por outro lado, correr pode contribuir para a saúde e para a manutenção da elasticidade e da estrutura da pele, especialmente quando acompanhada de uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e proteção contra a radiação solar.
Correr envelhece?
A ideia de que correr pode envelhecer a aparência está principalmente relacionada a alguns fatores que podem acompanhar a prática da corrida, e não necessariamente ao exercício em si.
Entre os principais, estão:
1. Exposição ao sol
A corrida ao ar livre pode aumentar a exposição acumulada à radiação ultravioleta, principalmente quando os treinos são longos e realizados entre 10h e 16h, período em que a radiação solar costuma ser mais intensa. Veja qual o melhor horário para tomar sol.
A radiação ultravioleta é um dos principais fatores externos relacionados ao fotoenvelhecimento. A exposição crônica pode contribuir para alterações do colágeno e da elastina, manchas, perda de elasticidade e aparecimento de rugas.
Assim, em pessoas que correm regularmente ao ar livre, a exposição solar acumulada pode ter maior importância para o envelhecimento da pele do que a própria corrida.
2. Perda de gordura corporal
Outra possível explicação para uma aparência mais magra ou envelhecida após emagrecimento é a redução do tecido adiposo em diferentes regiões do corpo.
Quando ocorre uma perda importante de gordura, pode haver redução do volume e maior evidência de flacidez, principalmente em áreas como rosto, braços, abdômen e pernas. Conheça as causas da flacidez e o que fazer.
Isso não significa que toda pessoa que emagrece correndo terá flacidez. As alterações dependem da quantidade e da velocidade da perda de peso, além da idade, genética, distribuição da gordura e características individuais da pele.
3. Alimentação inadequada
Em pessoas que correm regularmente, uma alimentação com quantidade insuficiente de proteínas, vitaminas e minerais pode favorecer a perda de massa muscular e prejudicar a saúde da pele e do corpo.
Além disso, dietas muito restritivas ou que levam a uma perda rápida de peso podem causar alterações na composição corporal e na aparência da pele.
Por isso, uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa é importante para acompanhar a prática de corrida.
4. Envelhecimento natural
O envelhecimento do corpo acontece naturalmente com o passar dos anos, independentemente da prática de exercícios. Nesse processo, ocorrem alterações na pele, nos músculos, nos tecidos e em outras estruturas do organismo.
A redução da produção de colágeno e elastina, por exemplo, pode diminuir a elasticidade da pele e favorecer o surgimento de rugas e flacidez.
Por isso, mudanças na aparência de uma pessoa que corre regularmente não devem ser atribuídas automaticamente à corrida, já que diversos fatores participam do processo de envelhecimento.
Correr não parece acelerar o envelhecimento do rosto. Porém, a perda de gordura corporal favorecida pela prática regular de corrida pode reduzir o volume das bochechas, deixando rugas e áreas de flacidez mais evidentes, dando uma aparência mais envelhecida.
Essa aparência é popularmente chamada de “rosto de corredor”, mas o termo não representa uma condição médica e não há evidências de que a corrida, por si só, cause envelhecimento facial.
A exposição frequente ao sol durante corridas ao ar livre pode contribuir para o aparecimento de rugas, manchas e perda de elasticidade da pele, além de ser influenciada também pela idade, genética, alimentação e características individuais.
Por isso, a prática de corrida não deve ser considerada uma causa direta de envelhecimento do rosto.
Cuidados para evitar o envelhecimento ao correr
Alguns cuidados durante a prática de corrida, são:
Usar protetor solar, utilizando um protetor de amplo espectro e resistente à água nas áreas expostas antes de correr e reaplicar conforme a duração do treino, o suor. Saiba qual o melhor protetor solar;
Evitar os horários de maior radiação solar, sempre que possível, correr antes das 10h ou após as 16h;
Proteger a pele fisicamente, usando boné, óculos de sol e roupas que cubram a pele pode ajudar a reduzir a exposição à radiação ultravioleta;
Manter uma boa hidratação, já que a ingestão adequada de água ajuda a manter a hidratação da pele, e deve acompanhar as necessidades individuais e a intensidade do exercício. Calcule seu consumo diário de água;
Adequar a alimentação ao treino, consumindo energia e nutrientes suficientes para as necessidades do organismo, evitando restrições excessivas que prejudiquem a recuperação e a manutenção da massa muscular e da pele.
Além disso, é importante emagrecer de forma gradual, evitando dietas muito restritivas e perdas de peso muito rápidas, que podem alterar a composição do corpo. Veja algumas dicas para emagrecer.
Manter uma alimentação equilibrada, com proteínas, frutas, verduras, legumes, cereais integrais e fontes de gorduras saudáveis, também ajuda a fornecer nutrientes importantes para a manutenção da pele e dos músculos.
A prática regular de corrida pode contribuir para a saúde da pele ao melhorar a circulação sanguínea e favorecer a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos.
A corrida também pode ajudar a manter a elasticidade e a estrutura da pele, além de contribuir para sua hidratação e para o funcionamento adequado das células da pele.
Quando os cuidados necessários são adotados, como proteção contra o sol, alimentação equilibrada e hidratação adequada, a corrida pode ser uma aliada da saúde e da aparência da pele.
Finerenona é um medicamento indicado para o tratamento da insuficiência renal crônica associada à diabetes tipo 2 ou de certos tipos de insuficiência cardíaca em adultos.
Esse remédio bloqueia a ação da aldosterona, um hormônio que pode favorecer danos aos rins e ao coração. Assim, ajuda no tratamento dessas doenças, sem substituir os demais cuidados definidos pela equipe médica.
A finerenona pode ser encontrada na forma de comprimidos de 10 mg e 20 mg, com o nome comercial Firialta, e deve ser usada somente por adultos, com indicação e acompanhamento médico.
Diminuir o risco de piora contínua da função dos rins e de alguns problemas cardiovasculares associados à doença renal;
Insuficiência cardíaca com FEVE (fração de ejeção do ventrículo esquerdo) levemente reduzida ou preservada (igual ou superior a 40%);
Reduzir o risco de morte cardiovascular e hospitalização em pessoas com insuficiência cardíaca.
A finerenona bloqueia uma estrutura chamada receptor mineralocorticoide, que é o local onde a aldosterona exerce seus efeitos.
Quando esse receptor é ativado em excesso, pode favorecer inflamação e formação de cicatrizes nos rins e no coração. Ao bloquear essa ação, a finerenona ajuda a proteger esses órgãos.
Não. A finerenona não é um diurético, ou seja, não tem como principal função aumentar a quantidade de água eliminada pela urina. Seu efeito principal é bloquear a ação excessiva da aldosterona nos rins e no coração.
Como tomar
A finerenona é tomada por via oral, uma vez ao dia, conforme a dose indicada pelo médico.
O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos e deve, de preferência, ser engolido inteiro com água.
Quando houver dificuldade para engolir, o comprimido pode ser triturado e misturado com água ou alimento macio, e ingerido imediatamente. Não deve ser tomado com toranja ou suco de toranja.
Posologia
A dose da finerenona depende principalmente da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), que indica como os rins estão funcionando, e do nível de potássio no sangue.
1. Finerenona 10 mg
A finerenona 10 mg pode ser usada como dose inicial recomendada para adultos com taxa de filtração glomerular (TFGe) entre 25 e 60 mL/min/1,73m2.
Após 4 semanas, a dose pode ser mantida ou ajustada pelo médico de acordo com o nível de potássio no sangue e a função dos rins. A dose máxima recomendada é de 20 mg, uma vez ao dia.
2. Finerenona 20 mg
A dose de finerenona 20 mg pode ser indicada para:
Dose inicial para adultos com TFGe maior ou igual a 60 mL/min/1,73m²;
Dose de manutenção para doença renal crônica e diabetes tipo 2;
Dose alvo para insuficiência cardíaca com TFGe entre 25 e 60 mL/min/1,73m2.
Para insuficiência cardíaca e TFGe maior ou igual a 60 mL/min/1,73m², a dose-alvo pode ser de 40 mg por dia, conforme a função renal (TFGe) no início do tratamento. A dose máxima nessa indicação é de 40 mg por dia.
Em geral, o médico reavalia o potássio e a TFGe quatro semanas após o início, reinício ou ajuste da dose. Não se deve alterar a dose da finerenona por conta própria.
Em caso de esquecimento, a dose pode ser tomada assim que houver lembrança, desde que não esteja próximo do horário da próxima dose. Quando estiver próximo, a dose esquecida deve ser pulada.
Não é recomendado tomar duas doses no mesmo dia para compensar a dose esquecida. Em caso de dúvida, deve-se seguir a orientação médica.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns da finerenona são:
Potássio alto no sangue (hipercalemia), que pode causar fraqueza, enjoo, cãibras ou batimentos mais lentos;
Pressão baixa, que pode causar tontura ou desmaio;
Redução do sódio no sangue (hiponatremia), coceira ou diminuição da hemoglobina.
A avaliação periódica dos exames de sangue é importante porque alterações do potássio e da função dos rins podem exigir mudança na dose ou interrupção do tratamento.
Em caso de desmaio, fraqueza intensa ou alterações nos batimentos cardíacos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.
Finerenona precisa de exames de sangue?
Sim. Os exames mostram o nível de potássio e como os rins estão funcionando. Esses resultados ajudam a definir a dose e a acompanhar a segurança do tratamento.
Quem não deve usar
A finerenona não deve ser usada em algumas situações, como:
Alergia à finerenona ou a componentes do comprimido;
Doença de Addison;
Níveis de potássio no sangue elevados antes do início do tratamento (acima de 5,0 mEq/L);
Uso de medicamentos que aumentam muito a quantidade de finerenona no sangue, como claritromicina, cetoconazol ou ritonavir.
Na gravidez, amamentação, doença grave do fígado ou potássio alto, o uso exige avaliação específica. É importante informar ao médico todos os remédios e suplementos em uso.