sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cardo-mariano: o que é, para que serve e como fazer o chá

​O cardo-mariano (Silybum marianum) é uma planta medicinal  que pode ser indicada para ajudar a tratar a má digestão e problemas no fígado, como fígado gordo e hepatite, por exemplo.

Os benefícios do cardo-mariano são possíveis porque essa planta é rica em silimarina, silibina, isosilibina, silicristina, di-hidrosilibina e silidianina, compostos naturais com ação anti-inflamatória, digestiva, neuroprotetora, antioxidante e antidiabética.

Os frutos da planta cardo-mariano, também conhecida como cardo-de-leite ou cardo-de-santa-Maria, são as partes usadas para o preparo de chás ou cápsulas. Entretanto, o cardo mariano deve ser usado somente com orientação médica ou de um profissional especializado em plantas medicinais.

Veja o vídeo a seguir, com a Dra. Danielle, e conheça mais sobre o cardo-mariano:

Cardo-Mariano: Para Que Serve e Quem NÃO Pode Tomar

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Para que serve e benefícios

As principais indicações e benefícios do cardo-mariano são:

1. Aliviar a má digestão

O cardo-mariano ajuda a aliviar sintomas de má digestão, como enjoo, azia, gases e inchaço na barriga.

Isso acontece porque essa planta medicinal possui ação coleréticas e colagogas, que ajudam na digestão e promovendo o fluxo da bile.

Leia também: O que tomar para má digestão (chás, sucos e remédios) tuasaude.com/ma-digestao

2. Ajudar a tratar problemas no fígado

O cardo-mariano contém silimarina, uma substância que ajuda a melhorar a função hepática e proteger o fígado, podendo ajudar a prevenir a fibrose hepática.

Por isso, seu uso tem sido associado ao tratamento complementar de algumas doenças hepáticas, como icterícia, cirrose, esteatose hepática, hepatite aguda ou crônica e icterícia.

No entanto, o uso do cardo-mariano para essas doenças só deve ser feito sob supervisão médica.

Leia também: 11 sintomas de problemas no fígado (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-problemas-no-figado

3. Controlar a diabetes tipo 2

A silimarina, presente no cardo-mariano, pode ter efeitos antidiabéticos, ajudando a controlar a diabetes tipo 2.

Além disso, esta planta contém silibinina, um composto que pode ajudar a manter a saúde das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.

4. Manter a saúde neurológica

O cardo mariano, graças à presença de silimarina, ajuda a manter a saúde neurológica pois atua como antioxidante e ajuda a neutralizar e eliminar os radicais livres.

Leia também: Silimarina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/silimarina-legalon

5. Possuir ação antimicrobiana

O cardo mariano possui propriedades antimicrobianas, o que lhe confere um efeito protetor contra toxinas biológicas, como as micotoxinas, substâncias produzidas por alguns fungos, como o Aspergillus flavus.

Infecções fúngicas, causadas pela Candida albicans;

6. Aumentar a produção de leite materno

Tradicionalmente, as sementes de cardo-mariano têm sido usadas para estimular a produção de leite materno.

No entanto, atualmente não existem evidências científicas suficientes para comprovar sua eficácia para esse objetivo.

7.  Reduzir a ferritina alta

A silimarina, presente no cardo-mariano, pode se ligar ao excesso de ferro no organismo e aumentar os níveis de glutationa, um antioxidante natural que ajuda na desintoxicação do fígado.

Essa capacidade de reduzir o ferro livre é importante para ajudar a controlar o excesso de ferro, uma condição frequentemente associada a níveis elevados de ferritina.

Leia também: Ferritina alta: o que pode ser, sintomas (e o que fazer) tuasaude.com/ferritina-alta

8. Complementar o tratamento do câncer

O cardo-mariano possui efeitos quimiopreventivos, podendo ser usado como complemento ao tratamento médico de alguns tipos de câncer.

No caso do câncer de próstata, estudos demonstraram que esta planta pode limitar o crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

Efeitos positivos também foram observados em câncer de estômago, colorretal, bexiga e pele.

No entanto, o uso do cardo-mariano em pessoas com câncer só deve ser feito sob a orientação de um oncologista ou médico responsável, pois pode interferir em alguns tratamentos.

Cardo-mariano emagrece?

Embora seja usado popularmente para emagrecer, até o momento não existem estudos científicos que comprovem o benefício do cardo-mariano na perda de gordura corporal.

Leia também: 14 melhores chás para emagrecer e perder barriga tuasaude.com/cha-para-emagrecer

Como fazer o chá

O chá do cardo-mariano deve ser preparado com as sementes dessa planta.

Ingredientes:

  • De 3 a 5 g, cerca de 1 colher (chá) de sementes de cardo mariano;
  • 1 xícara (chá) de água.

Modo de preparo:

Colocar a água numa panela e levar ao fogo para ferver. Apagar o fogo e adicionar as sementes de cardo mariano.

Tampar a panela, deixar descansar por 10 a 15 minutos, coar e beber o máximo de 3 xícaras deste chá por dia, antes das refeições.

Cardo-mariano cápsulas, comprimidos ou gotas

O cardo-mariano também pode ser encontrado sob a forma de cápsulas, comprimidos ou gotas, sendo frequente associado a outras plantas como alcachofra e boldo.

  • Cardo-mariano cápsulas: a dosagem recomendada em cápsulas geralmente varia de 1 a 5 gramas por dia;
  • Cardo-mariano gotas: a dosagem recomendada geralmente é de 20 gotas diluídas em um copo de água, três vezes ao dia, antes das refeições.

No entanto, é aconselhado sempre consultar um médico ou fitoterapeuta para adequar a dosagem de cardo-mariano para cada pessoa.

Possíveis efeitos colaterais

O cardo mariano é considerado seguro quando usado em dosagens adequadas.

No entanto, mais raramente, essa planta pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas, como irritação no estômago, boca seca, diarreia, dor de cabeça e reações alérgicas, como dermatite, urticária, rash cutâneo, coceira e anafilaxia.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

Quem não deve usar

O cardo-mariano não deve ser usado por mulheres grávidas, crianças com menos de 18 anos ou pessoas com pressão alta, problemas renais, obstrução das vias biliares, ou problemas gástricos, como gastrite ou úlceras, por exemplo.

Pessoas com alergia ao cardo-mariano ou a plantas similares, como ambrósia, crisântemo, calêndula e margarida, malmequer e alcachofra, não devem consumir essa planta.

O cardo-mariano também não deve ser usado por pessoas que tenham câncer dependente de estrogênio, como câncer de mama ou de ovários, por exemplo.

Além disso, mulheres em período de amamentação, pessoas com hipoglicemia, diabetes ou que estejam usando remédios ou suplementos, devem sempre consultar o médico antes de usar o cardo-mariano.

Leia também: 17 sintomas de hipoglicemia (e o que fazer) tuasaude.com/sintomas-de-hipoglicemia

source https://www.tuasaude.com/cardo-mariano/

Osteoporose: o que é, sintomas, causas e tratamento

Osteoporose é uma doença causada pela diminuição da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando, assim, o risco de fraturas na coluna, no braço, no quadril ou no fêmur, que é o osso da coxa.

Sendo uma doença silenciosa, a osteoporose geralmente não causa sintomas. No entanto, à medida que os ossos ficam enfraquecidos, algumas fraturas podem ocorrer causando sintomas como dor na coluna, postura curvada e diminuição da altura.

Leia também: 9 sintomas de osteoporose (e o que fazer) tuasaude.com/sintomas-de-osteoporose

Apesar da osteoporose não ter cura, o tratamento melhora a qualidade de vida da pessoa e diminui o risco de fraturas, podendo incluir exercícios físicos e o uso de suplementos e medicamentos.

Confira no vídeo a seguir mais sobre os sintomas e como prevenir a osteoporose:

Osteoporose: sintomas, diagnóstico e como prevenir

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Sintomas da osteoporose

Os principais sintomas da osteoporose são:

  • Dor na coluna;
  • Diminuição de, pelo menos, 2 cm de altura;
  • Formigamento nas pernas;
  • Postura curvada.

Entretanto, a osteoporose é uma doença silenciosa e que não causa sintomas na maioria das vezes.

Por isso, a doença geralmente é identificada através de exames feitos após a ocorrência de fraturas, por exemplo.

Teste online de sintomas

Para saber o risco de ter osteoporose por favor, selecione a seguir os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_OSTEOPOROSE}

Este teste é uma ferramenta que deve ser usada apenas como orientação e, por isso, não tem a finalidade diagnosticar ou substituir a consulta com o ortopedista.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose é feito pelo ortopedista, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados e da história de saúde familiar e da pessoa.

Além disso, o médico também pode solicitar exames de sangue para complementar o diagnóstico, como hemograma completo, dosagem de cálcio e vitamina D, além da densitometria óssea, que é um exame de imagem que avalia a massa óssea.

Marque uma consulta com o médico mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para avaliar o risco de osteoporose:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Principais causas

A osteoporose é causada pela diminuição da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis, estando muito relacionada com o envelhecimento das células dos ossos, podendo acontecer principalmente em homens e mulheres após os 50 anos.

Outras causas que podem favorecer o desenvolvimento da osteoporose são:

  • Doenças endócrinas, como diabetes ou hiperparatireoidismo;
  • Deficiência de cálcio e/ou vitamina D;
  • Sedentarismo;
  • Menopausa;
  • Alimentação inadequada;
  • Tabagismo;
  • Anorexia nervosa;
  • Alcoolismo;
  • Uso de alguns tipos de medicamentos;
  • Deficiência na produção de hormônios.

Além disso, algumas doenças também podem aumentar o risco do desenvolvimento da osteoporose, como câncer, HIV, artrite reumatoide, hemofilia, insuficiência renal e talassemia.

Diferença entre osteopenia e osteoporose

A osteopenia é um desequilíbrio na renovação óssea que causa a perda gradativa da densidade dos ossos e que, quando identificada na fase inicial, pode ser tratada, evitando-se, assim, a osteoporose.

Leia também: Osteopenia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osteopenia

Já a osteoporose é uma doença onde já existe uma elevada perda da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando, assim, o risco de fraturas.

Como é feito o tratamento

O tratamento da osteoporose, indicado pelo ortopedista, pode incluir:

1. Remédios

Os remédios indicados pelo médico variam de acordo com as causas da osteoporose, a idade, o sexo e o estado geral de saúde da pessoa, podendo ser indicados:

  • Bifosfonatos, como alendronato e risedronato, remédios que ajudam a manter a densidade dos ossos, evitando o risco de fraturas;
  • Anticorpos monoclonais, como o denosumabe e o romosozumabe, medicamentos que são indicados principalmente para mulheres na pós menopausa e homens com alto risco de fraturas, ou quando outros tratamentos não foram eficazes;

Além disso, o médico também pode indicar o uso de teriparatida, que é um medicamento indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa e em homens com elevado risco de fraturas. Veja para que serve a teriparatida.

Leia também: 6 principais remédios para tratar a osteoporose tuasaude.com/remedio-para-osteoporose

2. Reposição hormonal

A reposição hormonal com estrogênio pode ser indicada principalmente para mulheres na menopausa, para evitar a perda de massa óssea e fraturas.

Já a reposição hormonal com testosterona pode ser indicada para homens que, além da osteoporose, também apresentam baixos níveis desse hormônio no organismo.

3. Suplementos

Alguns suplementos, como cálcio, magnésio e vitamina D também podem ser recomendados pelo médico para manter a saúde dos ossos.

No entanto, esses suplementos geralmente são recomendados em casos de baixa ingestão dos alimentos fonte ou em situações que diminuem a absorção de nutrientes, como nos casos de cirurgia bariátrica, doença celíaca e doença de Crohn.

4. Alimentação saudável e variada

Manter uma alimentação saudável e adequada, incluindo alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite, iogurte, brócolis e amêndoas, é fundamental para aumentar a absorção de cálcio e fósforo, melhorando a saúde dos ossos.

É importante também evitar alimentos que diminuem a absorção de cálcio, como café, chá preto, sal e comidas do tipo fast food. Veja como fazer uma dieta para osteoporose.

Leia também: 34 alimentos ricos em cálcio tuasaude.com/alimentos-ricos-em-calcio

5. Exercícios físicos

Praticar exercícios físicos de forma regular, como caminhada, dança e hidroginástica, ajudam a fortalecer os músculos e articulações, prevenindo fraturas e aliviando os sintomas da osteoporose. Conheça alguns exercícios indicados para quem tem osteoporose.

Como prevenir

Algumas formas de prevenir a osteoporose são:

  • Manter uma alimentação saudável e variada, consumindo alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como laticínios, ovos e peixes gordurosos, porque esses nutrientes são fundamentais para a formação dos ossos;
  • Tomar de 15 a 30 minutos de sol por dia, para facilitar a produção de vitamina D pelo organismo, uma vez que essa vitamina participa no processo de absorção do cálcio no organismo. Veja como pegar sol para produzir vitamina D no organismo;
  • Praticar exercícios físicos, como caminhada, corrida e musculação, já que ajudam a fortalecer os músculos e articulações, melhorando a densidade óssea;
  • Evitar o cigarro, pois o hábito de fumar está associado a um risco aumentado de osteoporose;
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que o consumo de álcool está relacionado com a diminuição de cálcio pelo organismo.

No caso de pessoas idosas, é importante manter a casa segura para evitar quedas e diminuir o risco de fraturas. Assim, é recomendado evitar tapetes na casa e no banheiro, colocar pisos antiderrapantes e barras de proteção.

Leia também: 8 dicas para melhorar a absorção de cálcio tuasaude.com/4-dicas-para-melhorar-a-absorcao-do-calcio

Osteoporose tem cura?

A osteoporose não tem cura, pois ainda não existem remédios capazes de reverter a perda da massa óssea.

No entanto, a evolução da osteoporose pode ser controlada, assim como os sintomas e o risco de fraturas, com o tratamento indicado pelo ortopedista.



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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Rivaroxabana: para que serve e como tomar

Rivaroxabana é um anticoagulante indicado para reduzir o risco de formação de coágulos, ajudando na prevenção de AVC em algumas condições cardíacas e no tratamento de tromboses, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Esse medicamento age bloqueando uma etapa da coagulação do sangue, o que dificulta a formação de coágulos.

Leia também: Anticoagulantes: o que são, para que servem e principais tipos tuasaude.com/anticoagulantes

A rivaroxabana pode ser encontrada na forma de comprimidos como genérico ou com os nomes comerciais Xarelto, Xafac ou Acog e deve ser usada apenas com indicação e acompanhamento médico.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A rivaroxabana é indicada para:

  • Prevenir AVC e embolia sistêmica em pessoas com fibrilação atrial não valvar;
  • Tratar e prevenir o retorno de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar;
  • Prevenir a formação de coágulos após algumas cirurgias, principalmente de prótese de quadril ou joelho;
  • Reduzir o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular, em adultos com doença arterial coronariana (DAC) ou doença arterial periférica (DAP).

A rivaroxabana pode ser indicada para adultos e, em situações específicas, para crianças e adolescentes. O uso deve seguir sempre a dose e o período definidos pelo médico.

Qual a diferença entre o AAS e o rivaroxabana?

O AAS e a rivaroxabana ajudam a prevenir coágulos, mas atuam de formas diferentes. O AAS (ácido acetilsalicílico) reduz a ação das plaquetas, enquanto a rivaroxabana diminui a coagulação do sangue ao bloquear o fator Xa.

Dependendo da condição de saúde, o médico pode indicar um deles ou, em alguns casos, o uso dos dois em conjunto.

A combinação de rivaroxabana com AAS aumenta o risco de sangramentos e só deve ser feita com orientação médica.

Leia também: Ácido acetilsalicílico (AAS): para que serve e como tomar tuasaude.com/acido-acetilsalicilico-aspirina

Como tomar

O comprimido de rivaroxabana deve ser tomado inteiro com um copo de água.

Para pessoas com dificuldade para engolir, o comprimido pode ser triturado e misturado em pequena quantidade de água ou alimentos pastosos, como purê de maçã, devendo ser consumido imediatamente.

Quando necessário, o comprimido triturado misturado com água também pode ser administrado por sonda gástrica ou nasogástrica, conforme orientação do profissional de saúde.

Qual o melhor horário para tomar rivaroxabana?

A rivaroxabana deve ser tomada todos os dias no mesmo horário, conforme orientação médica. 

As apresentações de 15 mg e 20 mg devem ser ingeridas junto com alimentos para garantir absorção adequada. Já os comprimidos de 2,5 mg e 10 mg podem ser tomados com ou sem alimentos.

Não se deve alterar o horário ou interromper o tratamento sem orientação médica.

Posologia da rivaroxabana

A posologia da rivaroxabana pode variar de acordo com sua apresentação e indicação:

1. Rivaroxabana 2,5 mg

A rivaroxabana 2,5 mg pode ser tomada com ou sem alimentos, no horário recomendado pelo médico.

É indicada principalmente para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em algumas pessoas com doença arterial coronariana ou doença arterial periférica.

A posologia normalmente recomendada para adultos é de 1 comprimido de 2,5 mg, 2 vezes por dia, em combinação com a dose diária de 100 mg de AAS.

2. Rivaroxabana 10 mg

A rivaroxabana 10 mg é indicada principalmente para prevenir trombose após cirurgias de substituição de quadril ou joelho.

A dose normalmente recomendada para adultos é de 1 comprimido, 1 vez por dia, iniciado geralmente entre 6 e 10 horas após a cirurgia, desde que exista controle adequado do sangramento.

O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos.

3. Rivaroxabana 15 mg

A rivaroxabana 15 mg deve ser tomada junto com alimentos, sendo que as doses recomendadas para adultos são:

Indicação

Posologia

Tratamento inicial da TVP ou embolia pulmonar

1 comprimido de 15 mg, 2 vezes por dia durante as primeiras 3 semanas. Após esse período, geralmente passa-se para 20 mg uma vez ao dia, conforme avaliação médica.

Prevenção de AVC e embolia sistêmica (fibrilação atrial) em pessoas com insuficiência renal moderada ou grave

1 comprimido de 15 mg, 1 vez por dia.

A duração do tratamento, assim como alterações na dose, devem ser feitas somente com orientação médica.

4. Rivaroxabana 20 mg

A rivaroxabana 20 mg é indicada para prevenir AVC e embolia sistêmica em pessoas com fibrilação atrial não valvar e função normal dos rins ou para o tratamento de manutenção e prevenção da recorrência de TVP ou embolia pulmonar.

A dose normalmente recomendada para adultos é de 1 comprimido por dia, que deve ser tomado junto com alimentos.

O que fazer se esquecer de tomar

A orientação depende da dose utilizada e quantas vezes ao dia o medicamento foi prescrito:

  • Rivaroxabana 2,5 mg (2 vezes por dia): pular a dose esquecida e tomar a próxima dose no horário habitual, sem dobrar a dose;
  • Rivaroxabana 10 mg, 15 mg ou 20 mg (1 vez ao dia): tomar assim que lembrar no mesmo dia. Se lembrar apenas no dia seguinte, deve-se pular a dose esquecida;
  • Rivaroxabana 15 mg (2 vezes por dia): a dose esquecida pode ser tomada imediatamente para garantir a ingestão de 30 mg no mesmo dia.

Em caso de dúvidas, é recomendado buscar orientação médica.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da rivaroxabana são sangramento no nariz, gengivas ou aumento do fluxo menstrual, hematomas (manchas roxas na pele) com mais facilidade, anemia ou náuseas.

Embora sejam raros, também podem ocorrer sangramentos graves, que exigem atendimento médico imediato. 

Por isso, deve-se procurar um pronto-socorro se surgir sangue na urina ou nas fezes, vômito com sangue, tosse com sangue, sangramento que não para ou dor de cabeça intensa e repentina, especialmente após uma queda ou pancada.

Quem não deve usar

A rivaroxabana é contraindicada para pessoas com:

  • Alergia à rivaroxabana ou a qualquer componente da fórmula;
  • Sangramento ativo;
  • Doenças que aumentem significativamente o risco de hemorragia;
  • Doença grave no fígado associada à alteração da coagulação.

O medicamento também não deve ser utilizado durante a gravidez ou amamentação, exceto quando o benefício superar os riscos e houver orientação médica.

Além disso, deve ser usado com cautela por pessoas com doença renal, idosos e pessoas que utilizam medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como outros anticoagulantes, antiagregantes plaquetários e alguns anti-inflamatórios.



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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Esclerodermia: o que é, sintomas, tipos e tratamento

A esclerodermia é uma doença autoimune rara, que pode causar sintomas como espessamento e rigidez da pele, dor muscular e nas articulações, restrição de movimentos e dificuldade para engolir, por exemplo.

Essa doença é caracterizada pelo endurecimento da pele e do tecido conjuntivo, devido a produção excessiva de colágeno. A esclerodermia pode ser classificada em esclerodermia localizada, que afeta uma área específica do corpo, ou sistêmica, que afeta a pele e os órgãos internos.

O tratamento da esclerodermia é feito pelo reumatologista ou dermatologista, conforme a gravidade dos sintomas e tipo desta doença, podendo incluir uso de remédios, fisioterapia, autocuidados e cirurgias.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da esclerodermia

Os principais sintomas da esclerodermia são:

  • Alterações na pele, como espessamento, coceira, ressecamento e rigidez, abertura limitada da boca, placas claras, escuras ou com bordas avermelhadas, nódulos endurecidos e esbranquiçados, geralmente em articulações como cotovelos e dedos, e pequenos pontos ou manchas vermelhas;
  • Síndrome de Raynaud, que inclui alteração na cor dos dedos das mãos e pés, que ficam brancas e, depois, azuladas ou arroxeadas e vermelhas;
  • Dor e rigidez nas articulações, acompanhadas de inchaço;
  • Dor e fraqueza muscular, devido a inflamação ou atrofia muscular;
  • Restrição de movimentos, onde o endurecimento severo da pele e das estruturas ao redor das articulações pode \"travar\" os membros, encurtar tendões e restringir a mobilidade das mãos e dos braços;
  • Sintomas gastrointestinais, como dificuldade para engolir, azia, refluxo ácido grave, saciedade precoce, náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre, distensão abdominal e sensação de estômago muito cheio após comer;
  • Sintomas gerais, como fadiga crônica, perda de peso, boca e olhos secos, secura vaginal e dor na relação sexual nas mulheres, ou disfunção erétil nos homens.

Nos casos de esclerodermia sistêmica, os órgãos vitais podem sofrer danos devido à fibrose, causando fibrose pulmonar, hipertensão arterial pulmonar, arritmia, miocardite, insuficiência cardíaca e crise renal esclerodérmica.

Os sintomas da esclerodermia variam muito de pessoa para pessoa e se esta doença é localizada, que afeta principalmente a pele, ou sistêmica, que também atinge vasos sanguíneos e órgãos internos.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Tipos de esclerodermia

Conforme a parte do corpo afetada e a gravidade dos sintomas, os tipos de esclerodermia são:

1. Esclerodermia sistêmica

A esclerodermia sistêmica, que é oficialmente chamada de esclerose sistêmica, é a forma mais grave dessa doença.

Este tipo afeta a pele, os vasos sanguíneos e os órgãos internos, especialmente os pulmões, os rins, o coração e o trato gastrointestinal.

A esclerodermia sistêmica é classificada em 3 subtipos:

  • Esclerose sistêmica cutânea limitada: O espessamento da pele limita-se às mãos, antebraços, pés, pernas e rosto, sem acometer o tronco. Neste tipo, a pessoa também apresenta nódulos de cálcio sob a pele, fenômeno de Raynaud, telangiectasia, azia, refluxo e dificuldade de engolir e pele apertada nos dedos. O envolvimento grave de órgãos é menos frequente no início, mas complicações vasculares podem surgir a longo prazo, com destaque para a hipertensão arterial pulmonar;
  • Esclerose sistêmica cutânea difusa:O espessamento da pele começa nos dedos, mas avança e afeta coxas, braços, tronco, pescoço e rosto. É associada a sintomas mais marcantes, como perda de peso, dores articulares/musculares severas e fadiga extrema. Esta é a forma mais grave e com maior taxa de óbito, onde as complicações graves acontecem de maneira muito precoce, geralmente nos primeiros 3 a 5 anos de doença, incluindo fibrose pulmonar e crise renal esclerodérmica;
  • Esclerose sistêmica Sine-Scleroderma: Este tipo é raro onde a pessoa apresenta problemas pulmonares e gastrointestinais, o fenômeno de Raynaud e autoanticorpos específicos positivos. Entretanto, não causa endurecimento ou espessamento da pele.

Este tipo de esclerodermia é muito mais comum em mulheres a partir dos 40 anos.

Leia também: Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/esclerose-sistemica

2. Esclerodermia localizada

A esclerodermia localizada é um tipo em que os sintomas surgem principalmente na pele, gordura subcutânea, músculos e ossos.

Os dois tipos de esclerodermia localizada são:

  • Esclerodermia linear: caracterizada por linhas verticais de pele endurecida, sendo mais comum em crianças e afetando frequentemente os braços, as pernas, a testa e o couro cabeludo. Este tipo pode ser grave se afetar tecidos profundos, causando atrofia muscular, encurtamento ou diferença de crescimento de membros e restrição de movimentos das articulações. Quando atinge o rosto e a testa, é descrita como \"esclerodermia em golpe de sabre\", por ser similar a um golpe de espada, e pode comprometer a visão;
  • Esclerodermia morfeia: é o tipo mais comum, afetando frequentemente os adultos. A pessoa pode apresentar uma ou mais placas de pele endurecida e espessa, que são ovais firmes, brilhantes, cerosas, sem pelos e amareladas com bordas avermelhadas ou arroxeadas. Este tipo tende a ficar inativo e apresentar melhora espontânea entre 3 a 5 anos, mas pode deixar manchas escuras permanentes.

A esclerodermia localizada é mais comum em crianças, mas também pode acometer adultos. Esta forma não está associada ao fenômeno de Raynaud ou ao aumento de óbito.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da esclerodermia é feito pelo dermatologista ou reumatologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar hemograma completo, exame de capilaroscopia periungueal e/ou biópsia de pele, e exames de imagem, como tomografia computadorizada, endoscopia, ecocardiograma, eletrocardiograma e espirometria.

Testes de função hepática e renal, exame de urina e teste de FAN também podem ser solicitados pelo médico. Saiba para que serve o exame FAN.

Possíveis causas

A causa exata da esclerodermia não é totalmente esclarecida. Entretanto, os estudos indicam que esta condição é ativada por fatores imunológicos, predisposição genética e fatores ambientais.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco relacionados com o risco de de esclerodermia são:

  • Desregulação do sistema imunológico, como hiperatividade, excesso de produção de colágeno e reação contra células de um câncer em desenvolvimento;
  • Histórico familiar de esclerodermia;
  • Variações genéticas;
  • Histórico familiar de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide;
  • Exposição à sílica, tolueno, xileno, tricloroetileno ou cloreto de polivinila;
  • Infecções por vírus Epstein-Barr e o parvovírus B19 e citomegalovírus;
  • Medicamentos quimioterápicos, como a bleomicina;
  • Uso de substâncias, como a cocaína.

Além disso, a esclerodermia é mais comum de ocorrer em mulheres. De acordo com o tipo, esta doença pode surgir entre os 30 e 50 anos, sendo geralmente mais rara em idosos e crianças.

Entretanto, a esclerodermia localizada linear é mais comum em crianças.

Tratamentos para esclerodermia

Os tratamentos da esclerodermia indicados pelo médico variam de acordo com o tipo e os sintomas.

1. Medicamentos

Conforme o tipo de esclerodermia, os medicamentos indicados pelo médico podem incluir:

  • Imunossupressores orais, intravenosos ou injetáveis, como metotrexato, micofenolato de mofetila, ciclosporina e nintedanibe;
  • Vasodilatadores, como nifedipina e anlodipina, aspirina e tadalafila, por exemplo;
  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina, como o captopril;
  • Inibidores da bomba de prótons, como o omeprazol, para neutralizar a acidez do estômago e proteger o esôfago;
  • Estimulantes da motilidade, como a metoclopramida, para acelerar o esvaziamento gástrico;
  • Antibióticos, em casos de supercrescimento bacteriano intestinal;
  • Anti-inflamatórios não esteroides ou baixas doses de corticoides por curtos períodos, para aliviar dores articulares e musculares leves;
  • Cremes e pomadas com corticosteroides, tacrolimus ou análogos da vitamina D, para diminuir a rigidez e a coceira nas lesões da pele.

A vacinação anual de rotina contra gripe e pneumonia também é indicada para proteger contra infecções graves, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

2. Autocuidados

Alguns autocuidados importantes que são recomendados são:

  • Usar agasalhos, luvas e meias grossas;
  • Evitar ar condicionado excessivo, banhos ou lavagens de mãos em água fria e ambientes úmidos, para evitar crises do fenômeno de Raynaud;
  • Aplicar regularmente hidratantes na pele após os banhos, para aliviar a rigidez;
  • Usar diariamente protetor solar;
  • Evitar banhos excessivamente quentes;
  • Não usar sabonetes ou produtos de limpeza ásperos;
  • Usar sempre luvas de borracha para tarefas domésticas;
  • Interromper o uso de cigarros ou vapes;
  • Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente, para evitar perdas dentárias precoces devido à boca seca;
  • Elevar a cabeceira da cama, com blocos de suporte de madeira ou travesseiro firme, para evitar o refluxo esofágico durante à noite.

É recomendado também fracionar a dieta em refeições pequenas e frequentes, mastigar muito bem, priorizar alimentos macios ou úmidos, evitar comidas apimentadas, bebidas com cafeína ou álcool e não deitar por pelo menos 3 horas após as refeições.

3. Fisioterapia

Sessões regulares de fisioterapia, incluindo alongamento e exercícios de amplitude de movimento, são recomendadas pelo médico.

A fisioterapia também deve incluir exercícios específicos para estimular a abertura da boca e manter a mobilidade da mandíbula.

O objetivo da fisioterapia é manter a flexibilidade da pele, evitar o encurtamento de tendões e reabilitar articulações.

4. Fototerapia

A fototerapia diretamente sobre a pele, pode ser indicada pelo médico para controlar e alterar a progressão do endurecimento da pele e de placas

Leia também: Fototerapia: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/fototerapia

5. Cirurgias

Em casos mais graves ou resistentes aos tratamentos comuns, o médico pode indicar cirurgias como:

  • Transplante de medula óssea, para casos de esclerose sistêmica grave com rápida progressão;
  • Transplante de pulmão, que pode ser indicado em alguns casos para pessoas selecionados com fibrose pulmonar em estágio terminal;
  • Implante de marcapasso, para controlar arritmias cardíacas graves provocadas por cicatrizes fibróticas;
  • Diálise, indicada temporariamente durante a recuperação das funções renais em uma crise renal;
  • Cirurgia reparadora, como a cirurgia plástica, para reabilitar a estética e a função de pessoas que sofreram deformidades;
  • Ressecção de calcinose, que é uma cirurgia para retirar os nódulos dolorosos de cálcio acumulados sob a pele, em casos de risco grave de infecção ou dor incapacitante.

O médico também pode indicar a realização de uma coagulação a laser endoscópica, para cauterizar os vasos dilatados que estejam sangrando no estômago.

Possíveis complicações

As complicações da esclerodermia estão relacionadas com o início do tratamento e são mais frequente em pessoas que possuem a forma sistêmica da doença.

Assim, as possíveis complicações incluem fibrose  pulmonar, hipertensão arterial pulmonar, isquemia digital e necrose, infecções, crise renal esclerodérmica, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, miocardite.

Dificuldade para engolir alimentos, refluxo ácido grave, esofagite, estenose esofágica e aumento do risco de desenvolver o esôfago de Barrett, também podem surgir.

A pessoa também pode apresentar diarreia crônica, prisão de ventre severa, distensão abdominal, supercrescimento bacteriano, perda de peso grave e desnutrição.

Além disso, a esclerodermia também pode causar restrição de movimentos, atrofia de músculos e ossos, hipotireoidismo, síndrome de Sjogren, secura, depressão e ansiedade.

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Rugas: o que são, tipos, causas, tratamento e como evitar

As rugas são linhas finas que aparecem na pele devido à perda do seu volume e elasticidade por causa da diminuição das fibras elásticas e colágenas da pele, deixando-a mais fina e flácida. As rugas normalmente aparecem ao redor dos lábios, testa, cantos dos olhos, pescoço ou mãos e normalmente começam a aparecer a partir dos 30 anos.

As primeiras rugas que aparecem são as rugas de expressão, que, após os 40 anos, aparecem mesmo com o rosto está estático ou parado, ao redor dos olhos e do queixo, e podem piorar ao longo dos anos até atingir grande parte do rosto, pescoço e colo.  

O tratamento das rugas é feito pelo dermatologista que pode indicar o uso de cremes antirrugas, procedimentos estéticos, como peelings, radiofrequência ou botox, ou até cirurgia plástica, por exemplo.

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Principais tipos de rugas

Os principais tipos de rugas são:

  • Rugas finas ou tipo I: são discretas alterações que surgem com expressões faciais, não sendo ainda consideradas rugas, que podem começar a ser perceptíveis entre os 20 e 30 anos de idade, nas regiões da face que fazem expressões;
  • Linhas de expressão ou tipo II: surgem após os 30 ou 40 anos, à medida que o rosto se movimenta, em momentos de preocupação, sorrisos e expressões, e são mais comuns ao redor dos lábios, boca e testa;
  • Rugas profundas ou tipo III: são rugas fixas que aparecem mesmo com os rosto descansado, e são finas ou com pequenas ondulações,devido ao afinamento da pele, após os 50 anos de idade. São rugas que já não conseguem ser disfarçadas com a maquiagem e podem dar um aspecto abatido ou cansado ao rosto, que surgem principalmente ao redor dos olhos, na testa e entre as sobrancelhas;
  • Rugas gravitacionais ou tipo IV: são rugas que ficam profundas após os 60 ou 70 anos, e são constantes devido à gravidade que puxa a pele fina para baixo. Aparecem comumente nos lados do queixo, no pescoço, diante das orelhas e já não são disfarçadas por cremes ou maquiagem. 

As rugas podem, ainda, ser formadas por linhas de expressão devido a algum movimento ou expressão facial mantida repetidamente pela pessoa, e, por isso, é importante evitar sobrecarregar os músculos da face, por excesso de tensão, alguma posição ao dormir, para tentar enxergar ou se proteger do sol, por exemplo.

Possíveis causas

As rugas são causadas por um afinamento da pele, diminuição da produção ou falta de colágeno ou produção mais lenta das células da pele, sendo mais comum de surgir com o envelhecimento natural do corpo.

No entanto, alguns fatores podem contribuir para o surgimento precoce ou piora das rugas, como:

  • Danos causados pelos raios UV solares;
  • Hábito de fumar;
  • Exposição frequente a poeira, fumaça ou fuligem;
  • Desidratação;
  • Consumo excessivo e frequente de bebidas alcoólicas;
  • Fatores genéticos.

Além disso, as contrações musculares causadas por expressões faciais, como franzir a testa, apertar os olhos ou sorrir, podem levar ao surgimento de linhas finas de expressão, que com o tempo e envelhecimento natural do corpo, podem causar rugas.

Como é feito o tratamento

O tratamento ideal para as rugas depende do estágio em que se encontram, havendo opções como peeling, sessões de radiofrequência, fios de sustentação ou creme de ácido glicólico, prescritos pelo dermatologista, para o tratamento de rugas de expressão, ou procedimentos a laser, aplicação de botox ou cirurgia plástica, por exemplo, para as rugas mais profundas.

Leia também: 10 opções de tratamento para rugas tuasaude.com/tratamento-para-rugas

Como evitar

As rugas são inevitáveis, pois surgem devido ao envelhecimento natural do corpo. Entretanto, seu início e gravidade podem variar, devido à genética da pessoa, mas, também, por hábitos de vida.

Assim, para evitar o aparecimento de rugas, deve-se:

1. Aplicar protetor solar diariamente

O protetor solar ajuda a prevenir os danos na pele causados pelos raios UV do sol e o surgimento precoce de rugas, e por isso, deve ser usado diariamente, pelo menos 15 minutos antes de sair de casa, e aplicado até mesmo em dias nublados. Além disso, deve ser reaplicado a cada duas horas, e imediatamente após suar ou atividades esportivas, como a natação, vôlei de praia ou corridas de rua, ou banhos de mar ou piscina, por exemplo.

O ideal é consultar o dermatologista que pode indicar o melhor tipo de protetor solar de acordo com o tipo de pele. Veja como escolher o melhor protetor solar.

2. Evitar a exposição excessiva ao sol

O sol é um dos maiores inimigos da pele, já que acelera o seu envelhecimento e é um fator de risco de câncer de pele.

Assim, é muito importante evitar as horas de maior intensidade dos raios solares, entre 11h e 16h, usar chapéu, óculos de sol e passar diariamente um protetor solar com um fator de proteção solar superior a 30, devendo-se repetir a aplicação a cada 2 horas, principalmente se a pessoa estiver na praia ou na piscina.

3. Retirar a maquiagem 

Após utilizar maquiagens, é importante retirá-la adequadamente, limpando o rosto com água e sabonete suave ou sabonete próprio para o rosto, uma vez que a maquiagem deixada na pele pode obstruir os poros, aumentar a desidratação da pele e diminuir a nutrição e a capacidade do corpo produzir colágeno, o que contribui para o desenvolvimento das rugas.

Além de lavar o rosto adequadamente para retirar a maquiagem, é importante utilizar soluções ou cremes demaquilantes, e passar um creme hidratante próprio para o rosto para hidratar a pele, que pode ser indicado pelo dermatologista de acordo com o tipo de pele.

Além disso, existem opções de cremes antirrugas que ajudam a hidratar a pele e evitar linhas de expressão, geralmente vendidas em farmácias ou lojas de cosméticos. 

4. Evitar fazer caretas

Fazer caretas, como ficar franzindo a testa, enviesando ou apertando os olhos, com frequência, pode criar rugas com o tempo ou piorar as existentes.

Além disso, andar pela rua sem óculos do sol, faz com que a pessoa esteja constantemente com os olhos semicerrados, o que contribui também para o aparecimento de rugas de expressão.

5. Fazer uma dieta equilibrada

Fazer uma dieta equilibrada, incluindo alimentos antioxidantes, como frutas, vegetais e frutos secos, por exemplo, ajudam a evitar os danos causados pelos radicais livres na pele, pois são ricos em vitamina A e C, por exemplo.

Além disso, a vitamina C presente nos alimentos ajuda a estimular a produção de colágeno, evitando o surgimento precoce de rugas, quando consumido regularmente. Veja a lista completa de alimentos ricos em vitamina C.

6. Praticar exercícios regularmente

Praticar exercícios físicos regularmente promove uma melhor circulação sanguínea no corpo, o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos, além de fortalecer o sistema imunológico, estimular a produção de substâncias anti-inflamatórias e ter ação antioxidante, o que ajuda a evitar o surgimento precoce das rugas. Veja outros benefícios que o exercício tem para a saúde.

7. Beber bastante líquidos ao longo do dia

Beber pelo menos 2 litros de água, sucos ou chás durante o dia, ajuda a manter a hidratação do corpo, e a favorecer a eliminação do excesso de líquido e de toxinas acumuladas no organismo, que podem danificar as células e causar rugas.

8. Fazer reposição de colágeno

Fazer reposição de colágeno, através de alimentos, como gelatina, ou em cápsulas vendidas em farmácias, ajuda a promover o fortalecimento, aumentar a elasticidade e a hidratação da pele e, por isso, ajuda a prevenir o aparecimento de rugas e linhas de expressão. Veja como tomar colágeno em cápsulas

9. Evitar fumar

O hábito de fumar pode causar rugas prematuras em torno da boca, conhecidas como de \"código de barra\", pelos anos de contração dos músculos labiais para segurá-lo. Além disso, os constituintes do cigarro aumentam a quantidade de radicais livres no corpo que podem danificar as células, além de também prejudicar a circulação sanguínea e as células cutâneas. 

Desta forma, deve-se evitar fumar ou ficar em ambientes com muita fumaça ou poluição. Veja algumas dicas para parar de fumar

10. Evitar bebidas alcoólicas

A ingestão frequente de bebidas alcoólicas também contribui para a formação de rugas, pois provoca uma desidratação das células da pele, que com o tempo, pode danificar a pele e levar ao surgimento de rugas.



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Calendário de vacinação do bebê 2026: do nascimento aos 4 anos

O calendário de vacinação do bebê 2026 inclui as vacinas que a criança deve tomar desde o nascimento até aos 4 anos, pois o sistema imunológico do bebê não está completamente desenvolvido ao nascer.

As vacinas ajudam a estimular a proteção do organismo, diminuindo o risco infecções graves e complicações, e ajudando no crescimento saudável e desenvolvimento adequado.

Leia também: Vacinas: para que servem, tipos (e calendário de vacinação) tuasaude.com/tudo-sobre-vacinas

As vacinas do calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde, sendo fornecidas gratuitamente na maternidade ou em um posto de saúde e são registradas na caderneta de vacinação do bebê. Veja os motivos para vacinar e ter a caderneta atualizada.

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Vacinas que o bebê deve tomar

Conforme o calendário de vacinação de 2026 do Ministério da Saúde, as vacinas que o bebê deve tomar do nascimento até os 4 anos são:

Nascimento

Ao nascimento são recomendadas apenas 2 vacinas. A vacina BCG é administrada em dose única e evita as formas graves de tuberculose, sendo aplicada na maternidade em bebês com peso igual ou maior a 2 Kg.

É recomendada também a 1ª dose da vacina da Hepatite B, que protege contra uma doença causada pelo vírus HBV, que pode causar inflamação no fígado. A administração dessa vacina é recomendada nas primeiras 12 horas após o nascimento.

A vacina com o Nirsevimabe também é indicada pela Sociedade Brasileira de Imunizações a partir do nascimento do bebê até 8 meses, em especial se a mãe não tiver sido vacinada durante a gravidez. Essa vacina protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode causar bronquiolite, pneumonia ou insuficiência respiratória, por exemplo.

2 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 1ª dose, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose da vacina que protege contra a poliomielite, ou paralisia infantil. Veja mais sobre a vacina contra a poliomielite;
  • Vacina rotavírus humano: 1ª dose, que deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias. Essa vacina protege contra a gastrenterite viral;

Além disso, também é recomendada a 1ª dose da vacina pneumocócica 10-valente, uma vacina da pneumonia que protege contra 10 sorotipos de pneumococos responsáveis por doenças como meningite, pneumonia e otite.

Leia também: Vacina da pneumonia: tipos, quando é indicada e contraindicações tuasaude.com/vacina-pneumonia

3 meses

Aos 3 meses, o Ministério da Saúde recomenda apenas a 1ª dose da vacina meningocócica C, que evita doenças como meningite, encefalite, meningoencefalite, causadas pela bactéria Neisseria meningitidis do tipo C.

4 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 2ª dose, contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 2ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra o rotavírus: 2ª dose da vacina monovalente ou pentavalente que protege contra o rotavírus. A 2ª dose deve ser administrada entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias do bebê.

A 2ª dose da vacina pneumocócica 10-valente também é recomendada aos 4 meses. Essa vacina ajuda a prevenir doenças como meningite, pneumonia e otite.

5 meses

Nesta idade, é recomendada apenas a 2ª dose da vacina meningocócica C, que protege contra doenças como meningite, encefalite e meningoencefalite.

Leia também: Vacinas que protegem da meningite tuasaude.com/vacina-da-meningite

6 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 3ª dose, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 3ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina COVID-19: 1ª dose da vacina que ajuda a prevenir as formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2;
  • Vacina influenza trivalente: que protege contra a gripe. Inicialmente é recomendado 2 doses com intervalo de 30 dias entre elas. Saiba mais sobre a vacina da gripe.

A vacina da influenza é recomendada pelo Ministério da Saúde para todas as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, todos os anos.

7 meses

A vacina recomendada para bebês com 7 meses é a 2ª dose contra a COVID-19, que ajuda a evitar formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2.

Leia também: Vacina COVID-19 em crianças: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-infantil-covid

8 meses

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e conforme a avaliação do pediatra, a vacina Nirsevimabe poderá ser indicada para o bebê com dos 8 aos 23 meses, que possui risco para infecção grave por VSR.

Esta vacina está disponível apenas nas clínicas particulares de vacinação.

Leia também: Vírus sincicial respiratório: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/virus-sincicial-respiratorio

9 meses

Ao bebê aos nove meses é recomendada a 3ª dose da vacina contra a COVID-19.

Nessa fase, também é recomendada a 1ª dose da vacina contra a febre amarela. Saiba quando tomar a vacina da febre amarela.

Em casos excepcionais, o Ministério da Saúde também recomenda 1 dose da vacina contra a febre amarela para bebês entre 6 e 8 meses, quando existe alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação. Assim, essa vacina pode ser recomendada para quem vive ou vai viajar para áreas com transmissão ativa, sempre após avaliação do serviço de saúde.

12 meses

As vacinas recomendadas para o bebê com 12 meses incluem 1 dose de reforço da vacina pneumocócica 10-valente e 1 dose da vacina meningocócica ACWY, que evita doenças meningocócicas causadas por meningococos do tipo A, C, W e Y.

Além disso, também é recomendada 1 dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a síndrome da rubéola congênita (futuramente, durante a gravidez).

Leia também: Vacina meningite B: para que serve, quando é indicada, doses (e reações) tuasaude.com/vacina-meningite-b

15 meses

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 1ª dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche, que pode ser feita dos 15 aos 18 meses;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose de reforço contra poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina tetra viral (SCR-V): 1 dose, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola, catapora e síndrome da rubéola congênita (futuramente, na gravidez);
  • Vacina Hepatite A (inativada): dose única contra o vírus da hepatite A.

A dose de reforço da vacina contra poliomielite deve ser feita com a vacina VIP (Vacina Injetável da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil inativado.

Isso porque a vacina VOP (Vacina Oral da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil vivo atenuado não é mais utilizada, sendo recomendado pelo Ministério da Saúde que todas as doses sejam feitas com a vacina VIP.

4 anos

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 2º dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche;
  • Vacina contra febre amarela (vírus atenuado): 1 dose de reforço;
  • Vacina contra catapora: 1 dose, ajudando a evitar a varicela ou catapora.
  • Vacina da dengue (Qdenga): sendo recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações a 1ª dose para crianças que nunca tiveram ou que já tiveram dengue anteriormente e a dose de reforço 3 meses depois da 1ª dose.

Em caso de esquecimento é importante vacinar a criança assim que for possível ir no posto de saúde e tomar todas as doses de cada vacina para o bebê ficar totalmente protegido.

O Ministério da Saúde recomenda manter 1 dose de reforço com a vacina dT a cada 10 anos após a última dose DTP, antecipando para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano ou difteria.

Vacinas da COVID-19 em bebês

Para bebês e crianças até 4 anos, existem 2 possíveis vacinas contra a COVID-19:

  • Vacina SpikeVax (monovalente XBB): aplicada em 2 doses, aos 6 e 7 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre elas;
  • Vacina Comirnaty (Pfizer): aplicada em 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre a 1ª e a 2ª dose e 8 semanas entre a 2ª e a 3ª dose.

Essas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS, podendo ser aplicadas nos postos de saúde. Saiba mais sobre a vacina contra COVID-19 em crianças.

Para crianças imunocomprometidas, o Ministério da Saúde recomenda a administração de 3 doses da vacina contra a COVID-19, com reforço a cada 6 meses até os 4 anos.

Quando ir ao médico após a vacinação

Após a vacinação, é recomendado ir ao médico se o bebê apresentar:

  • Alterações na pele como bolinhas vermelhas ou irritação;
  • Febre superior a 39ºC;
  • Convulsões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Excesso de tosse ou barulho ao respirar.

Estes sinais geralmente surgem até 2 horas depois da vacinação podem indicar reação à vacina. Por isso, ao surgirem estes sintomas, deve-se ir imediatamente ao médico para evitar o agravamento da situação.

Também é indicado ir ao pediatra caso as reações normais à vacina, como vermelhidão ou dor no local, não desapareçam ao final de uma semana. Veja como aliviar as reações das vacinas



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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cardiomiopatia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

A cardiomiopatia é uma doença que afeta o músculo do coração, dificultando o bombeamento do sangue e podendo causar sintomas como, falta de ar, dor no peito, inchaço no corpo, batimentos cardíacos irregulares e, em alguns casos, a morte súbita.

A cardiomiopatia, também conhecida como miocardiopatia, pode surgir em qualquer idade e ser causada por situações como pressão alta, infarto, insuficiência cardíaca, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, diabetes, obesidade, ou alterações genéticas.

Leia também: Miocardiopatia: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/miocardiopatia

Assim, na presença de sintomas que possam indicar a cardiomiopatia, é importante consultar o cardiologista ou clínico geral, para que seja feita uma avaliação completa e indicado o tratamento adequado, que pode incluir o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida, transplante de coração e cirurgias.

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Principais sintomas

Os principais sintomas de cardiomiopatia são:

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Dor no peito;
  • Fadiga;
  • Tornozelos, pés, pernas e barriga inchados;
  • Tontura;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Desmaios;
  • Barulhos incomuns durante os batimentos do coração.

Já os sintomas de cardiomiopatia em bebês e crianças podem incluir vômitos, diarreia, dificuldades para comer e respirar, agitação e crescimento deficiente.

Algumas pessoas com cardiomiopatia podem nunca desenvolver sintomas, já outras podem apresentar sinais conforme essa doença piora.

Tipos de cardiomiopatia

Os principais tipos de cardiomiopatia, que variam conforme o problema no músculo do coração, são:

1. Cardiomiopatia hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença genética que aumenta a espessura do músculo do coração, surgindo geralmente na infância ou no início da idade adulta. Conheça melhor sobre a cardiomiopatia hipertrófica.

Os principais sintomas que podem surgir na cardiomiopatia hipertrófica incluem fadiga, falta de ar, dor no peito, palpitações e síncope. Além disso, esse tipo de cardiomiopatia também pode causar morte súbita em adolescentes e atletas jovens.

2. Cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada por uma alteração na contração e aumento e dilatação de um ou ambos os ventrículos do coração.

Esse tipo podendo não ter uma causa identificável ou surgir devido a uma predisposição familiar, infecções virais, doença de Chagas, doença de Lyme ou abuso de álcool, por exemplo.

A cardiomiopatia dilatada pode surgir em pessoas de qualquer idade, causando sintomas, como falta de ar durante o sono, dificuldade para respirar deitado, pernas inchadas, falta de ar, fadiga e mal-estar. Já nos casos mais graves, a pessoa pode apresentar tromboembolismo, arritmias, insuficiência cardíaca e morte.

3. Cardiomiopatia de Takotsubo

A cardiomiopatia de Takotsubo, ou cardiomiopatia do estresse, é uma condição onde o músculo do coração interrompe o suprimento de sangue do coração e a sua capacidade de bombear, podendo surgir após um estresse físico ou emocional inesperado.

Também conhecida como síndrome do coração partido, esse tipo de cardiomiopatia pode causar sintomas parecidos com os do infarto, como dor no peito, falta de ar, cansaço, alteração nos batimentos do coração, palpitação, pressão baixa e desmaio.

Leia também: Síndrome do coração partido: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-do-coracao-partido

4. Cardiomiopatia chagásica

A cardiomiopatia chagásica surge devido a uma inflamação no coração provocada pela infecção pelo parasita Trypanosoma cruzi, podendo causar falta de ar, fadiga, arritmias, desmaio, inchaço nas pernas e braços, dor no peito, tromboembolismo e morte súbita.

5. Cardiomiopatia restritiva

Podendo ser causada por situações como radioterapia, uso de medicamentos, como antraciclinas, busulfan e metisergida, ou por doenças, como amiloidose, sarcoidose ou diabetes, a cardiomiopatia restritiva é rara e afeta principalmente adultos mais velhos.

Os sintomas que podem estar presentes na cardiomiopatia restritiva incluem barriga inchada, inchaço das pernas e pés, arritmias ou cansaço extremo durante atividades físicas.

6. Cardiomiopatia alcoólica

A cardiomiopatia alcoólica é uma condição que provoca o aumento e o enfraquecimento do coração, prejudicando o bombeamento do sangue, sendo comum em pessoas que sofrem de alcoolismo ou que possuem mutações genéticas que diminuem a velocidade no metabolismo do álcool.

Também conhecida como ou cardiomiopatia induzida por álcool, esse tipo de cardiomiopatia pode causar sintomas de insuficiência cardíaca, como falta de ar, palpitações e desmaios.

7. Cardiomiopatia periparto

Também conhecida como cardiomiopatia pós-parto, a cardiomiopatia periparto é um tipo raro de insuficiência cardíaca que surge no final da gravidez ou nos meses seguintes após o parto, e quando nenhuma outra causa de insuficiência cardíaca é identificada.

Alguns dos sintomas que podem surgir na cardiomiopatia periparto são fadiga, baixa pressão arterial, falta de ar, pernas e barriga inchadas.

8. Cardiomiopatia diabética

A cardiomiopatia diabética é uma complicação rara da diabetes mal controlada, que provoca alterações no funcionamento normal do músculo do coração, podendo, ao longo do tempo, causar uma insuficiência cardíaca.

Os principais sintomas desse tipo de cardiomiopatia são sensação de falta de ar constante, inchaço nas pernas, dor no peito e tosse seca e constante.

Como confirmar o diagnóstico

O  diagnóstico da cardiomiopatia deve ser feito pelo cardiologista, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados, e do histórico de saúde da pessoa.

Se deseja avaliar o risco de cardiomiopatia, marque uma consulta com o cardiologista mais próximo de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita alguns exames, como hemograma completo, biópsia do coração e exames de imagem, como ressonância magnética, ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografia de tórax.

Além disso, o cardiologista  também pode indicar o teste genético e o teste ergométrico, um teste que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico. Entenda melhor para que serve o teste ergométrico.

Possíveis causas

As possíveis causas da cardiomiopatia são:

  • Pressão alta por longos períodos;
  • Hemocromatose;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Infarto;
  • Doenças metabólicas, como obesidade e diabetes;
  • Sarcoidose;
  • Amiloidose.

Além disso, a história familiar de cardiomiopatia, insuficiência cardíaca ou parada cardíaca súbita também aumentam o risco do desenvolvimento de cardiomiopatia.

Diferença de cardiomiopatia e cardiopatia

A cardiopatia se refere a doenças que afetam qualquer parte do coração, incluindo as cardiomiopatias, doença arterial, pressão alta ou alterações nas válvulas cardíacas, por exemplo.

Já a cardiomiopatia é uma condição que indica as doenças que atingem apenas o músculo do coração, que é conhecido como miocárdio.

Como é o tratamento

O tratamento da cardiomiopatia varia conforme a sua causa e gravidade, incluindo:

1. Medicamentos

Alguns medicamentos que podem ser prescritos pelo médico incluem:

  • Anticoagulantes, como varfarina, aspirina e rivaroxabana, para prevenir coágulos em pessoas com cardiomiopatia dilatada, de Takotsubo e hipertrófica;
  • Betabloqueadores, como atenolol, metoprolol e bisoprolol, são indicados para tratar a cardiomiopatia hipertrófica, de Takotsubo, restritiva, alcoólica e dilatada;
  • Bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidrostricnínicos, como verapamil, que são recomendados para pessoas com cardiomiopatia hipertrófica;
  • Diuréticos, que podem ser indicados para pessoas com cardiomiopatia hipertrófica, dilatada, periparto, alcoólica e restritiva;
  • Corticosteroides, que são prescritos para casos de cardiomiopatia causada por sarcoidose.

Além disso, os inibidores da enzima conversora de angiotensina, como enalapril, ramipril e captopril, são medicamentos que também podem ser indicados para tratar a cardiomiopatia dilatada, de Takotsubo, periparto ou restritiva.

2. Transplante de coração

O transplante de coração é a substituição do coração doente por outro saudável de um doador, que pode ser indicado em casos avançados de insuficiência cardíaca, na cardiomiopatia restritiva, hipertrófica ou dilatada, por exemplo.

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3. Cirurgia

A ablação septal com álcool é uma cirurgia que pode ser indicada em casos de cardiomiopatia hipertrófica para melhorar os sintomas, aumentar a capacidade de exercício e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Já a cirurgia de miomectomia ventricular, substituição da válvula mitral, implante de marca-passo permanente ou cardioversor desfibrilador podem ser recomendadas em pessoas com cardiomiopatia hipertrófica ou restritiva

4. Mudanças no estilo de vida

A abstinência do álcool é uma mudança no estilo de vida recomendada para todas as pessoas com cardiomiopatia, principalmente em casos de cardiomiopatia alcoólica.

Outras mudanças no estilo de vida que ajudam a controlar a cardiomiopatia incluem praticar atividades físicas regularmente, manter o peso corporal adequado, ter boas noites de sono, evitar o estresse e manter uma alimentação saudável.

A cardiomiopatia tem cura?

A cardiomiopatia não tem cura, no entanto, o tratamento adequado e as mudanças no estilo de vida ajudam a controlar os sintomas e prevenir as complicações dessa doença.



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