quinta-feira, 2 de abril de 2026

Mitocôndria: o que é, função (e estrutura)

A mitocôndria é uma organela da célula responsável por produzir energia. Essa energia é armazenada em uma molécula chamada ATP, que a célula utiliza para realizar suas funções e se manter ativa.

Além disso, as mitocôndrias também ajudam a manter o equilíbrio da célula, participando do controle da quantidade de cálcio no interior celular e regulando sinais envolvidos na eliminação de células danificadas ou desnecessárias.

Leia também: Célula: o que é, tipos (estruturas e organelas) tuasaude.com/celula

Quando as mitocôndrias não funcionam corretamente, a célula pode ter menos energia, afetando o corpo, e causando sintomas como fadiga intensa ou sinais de problemas metabólicos, que devem ser investigados pelo médico.

Ilustração médica educativa de estilo textbook, gerada por IA, que apresenta detalhadamente a estrut
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Função da mitocôndria

Algumas funções das mitocôndrias nas células incluem:

  • Produzir energia, em um processo chamado respiração celular, que transforma os nutrientes dos alimentos e o oxigênio em ATP, que é a molécula que as células usam como combustível para funcionar;
  • Regular o metabolismo, ajudando a coordenar como a célula utiliza energia, garantindo que processos como produção de ATP, síntese de moléculas essenciais e metabolismo de resíduos ocorram de forma equilibrada;
  • Armazenar cálcio, através do controle da quantidade de cálcio dentro da célula, evitando que os níveis fiquem muito altos ou muito baixos, o que poderia prejudicar funções importantes;
  • Controlar a morte celular programada, chamada de apoptose, liberando sinais que permitem a eliminação segura de células danificadas ou desnecessárias, ajudando a manter a saúde do tecido.

Além disso, a mitocôndria participa da resposta imune e da inflamação, ajudando o corpo a reagir a infecções e controlar processos inflamatórios. 

Em células especiais, como as do tecido adiposo marrom, a mitocôndria também libera energia em forma de calor, contribuindo para a regulação da temperatura corporal.

Estruturas da mitocôndria

As estruturas das mitocôndrias são:

1. Membrana externa

A membrana externa é a camada que envolve toda a mitocôndria e funciona como uma espécie de proteção e também permite a passagem de pequenas moléculas e íons entre a mitocôndria e o citoplasma da célula. 

Essa membrana contém proteínas que ajudam no transporte de substâncias necessárias para o funcionamento da organela.

2. Espaço intermembranar

Entre a membrana externa e a membrana interna existe uma região chamada espaço intermembranar. Nessa área ocorre o acúmulo de íons e outras moléculas importantes para a produção de energia. 

Esse espaço participa de etapas do processo de respiração celular que contribuem para a formação de ATP, molécula que fornece energia para as células.

3. Membrana interna

A membrana interna fica localizada logo abaixo da membrana externa e possui uma estrutura mais complexa, sendo altamente seletiva e contém diversas proteínas e enzimas responsáveis por etapas fundamentais da respiração celular. 

É nessa membrana que ocorre grande parte do processo de produção de energia da célula.

4. Cristas mitocondriais

As cristas são dobras da membrana interna que aumentam a área de superfície dentro da mitocôndria. 

Esse aumento de área permite que mais reações químicas relacionadas à produção de energia aconteçam ao mesmo tempo, tornando o processo mais eficiente.

5. Matriz mitocondrial

A matriz mitocondrial é o espaço localizado no interior da membrana interna. Nessa região encontram-se enzimas importantes para várias reações metabólicas, além do DNA mitocondrial e ribossomos próprios. 

A matriz participa de processos essenciais para o metabolismo celular e para a produção de energia, como o Ciclo de Krebs, que ajuda a transformar nutrientes em moléculas que são então utilizadas para produzir energia.

Leia também: Ciclo de Krebs: o que é, resumo, onde ocorre (e função) tuasaude.com/ciclo-de-krebs

Respiração celular na mitocôndria

A respiração celular é o processo pelo qual as células produzem energia a partir de nutrientes, principalmente glicose.

Durante esse processo, os elétrons obtidos dos nutrientes geram um fluxo de prótons na mitocôndria, e a força desse fluxo aciona a ATP sintase, uma proteína que funciona como um pequeno “motor” para produzir ATP. 

Esse processo é muito eficiente e pode gerar cerca de 30 a 32 moléculas de ATP a partir de uma única molécula de glicose, sendo a principal molécula que fornece energia para as atividades celulares.

O nome respiração celular se deve ao uso de oxigênio pelas células para liberar energia a partir dos nutrientes, produzindo ATP, e também dióxido de carbono e água, como produtos finais desse processo metabólico.

Importância da mitocôndria

A importância das mitocôndrias para a saúde vai além da produção de energia e inclui, entre outros aspectos:

1. Envelhecimento saudável

Com o tempo, o DNA das mitocôndrias tende a sofrer alterações, o que reduz sua eficiência e aumenta a produção de radicais livres. 

Esse desgaste está relacionado ao surgimento de problemas típicos do envelhecimento, como inflamação crônica, perda de massa muscular e declínio da memória e da cognição. Conheça os sinais do envelhecimento.

Práticas que promovem longevidade, como manter uma boa qualidade de sono, praticar exercícios regularmente e gerenciar o estresse, estimulam a remoção das mitocôndrias mais antigas ou danificadas, preservando as mais funcionais.

Assim, cuidar da saúde mitocondrial não apenas ajuda a prolongar a vida, mas também contribui para que esses anos sejam vividos com mais vitalidade e qualidade.

2. Rendimento físico

O condicionamento físico também pode estar ligado à quantidade e à qualidade das mitocôndrias. Exercícios aeróbicos e de resistência cardiovascular estimulam a formação de novas mitocôndrias e aumentam a eficiência das já existentes.

Quando as mitocôndrias estão bem distribuídas nos músculos, fornecem energia de forma rápida para o movimento, contribuindo para maior resistência, melhor capacidade respiratória (VO2max) e recuperação mais eficiente. Entenda o que é o VO2max. 

Doenças mitocondriais

As doenças mitocondriais são um grupo de distúrbios nos quais as mitocôndrias não conseguem produzir energia de forma adequada.

Como essas organelas são responsáveis pela produção de ATP, os problemas tendem a afetar principalmente órgãos e tecidos que exigem muita energia para funcionar.

Leia também: Doenças mitocondriais: o que são, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/doenca-mitocondrial

Na maioria dos casos, a causa é genética, envolvendo alterações no DNA mitocondrial ou em genes do DNA nuclear que regulam proteínas essenciais para a respiração celular. 

Por isso, a forma como essas condições se manifestam e a idade de início podem variar bastante, mesmo entre membros da mesma família.

Os sintomas dependem do tecido afetado, mas geralmente incluem fadiga intensa, fraqueza muscular, intolerância ao exercício, problemas neurológicos como convulsões ou dificuldades motoras e perda de audição ou visão.

O diagnóstico costuma exigir avaliação médica especializada, incluindo histórico detalhado, exames de sangue, testes de função muscular ou neurológica e estudos genéticos.

O tratamento foca no controle dos sintomas, prevenção de complicações e acompanhamento adaptado ao órgão ou sistema afetado, uma vez que não existe uma abordagem única para todas as doenças mitocondriais.

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Serotonina: o que é, para que serve, quando está baixa (e como aumentar)

A serotonina é um neurotransmissor produzido no intestino e no cérebro, que regula o comportamento, as emoções, o sono, os movimentos do intestino, os processos metabólicos e o desenvolvimento dos sistemas reprodutivo e nervoso.

A serotonina baixa pode indicar uma produção insuficiente ou que o corpo não a usa de forma eficaz, podendo causar mau humor, sonolência e cansaço, por exemplo. Já a serotonina alta pode causar irritação, ansiedade, diarreia, pressão alta e tremores.

Uma das formas de aumentar a serotonina na corrente sanguínea, é consumindo alimentos ricos em triptofano, praticar exercícios físicos com regularidade e, em alguns casos, tomar remédios de acordo com a orientação do médico.

Leia também: Triptofano: o que é, para que serve e alimentos ricos tuasaude.com/triptofano
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Para que serve a serotonina e função

As principais funções da serotonina são:

1. Regula o comportamento e as emoções

A serotonina atua como um neurotransmissor fundamental na regulação do humor, ansiedade, estresse e outros comportamentos adaptativos.

Este neurotransmissor também desempenha um papel em funções como memória, sono e percepção da dor, contribuindo para o equilíbrio emocional.

2. Regula o sono

A serotonina é um neurotransmissor que também estimula as regiões no cérebro que controlam o sono e o despertar.

3. Atua nos movimentos do intestino

A serotonina é encontrada em grande quantidade no estômago e no intestino, ajudando no controle da função e dos movimentos do intestino.

4. Regula as náuseas

A produção de serotonina aumenta quando o organismo precisa eliminar toxinas do intestino, como em casos de diarreia por exemplo. Esse aumento também estimula uma região do cérebro que controla a náusea.

5. Participa na coagulação sanguínea

As plaquetas do sangue liberam serotonina para ajudar a cicatrizar feridas. A serotonina causa vasoconstrição, facilitando a coagulação do sangue.

6. Altera a função sexual

A serotonina está envolvida em mecanismos relacionados ao prazer e à função sexual.

Embora exista uma relação entre a serotonina e a libido, esses efeitos acontecem principalmente quando a serotonina é aumentada artificialmente, como acontece com o uso de medicamentos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina.

7. Modula processos metabólicos

A serotonina funciona como um neuro-hormônio que modula processos metabólicos essenciais, desde a regulação da glicose e gorduras até o processo digestivo de nutrientes.

Esse neurotransmissor contribui para o aumento da secreção de insulina, promove a captação de glicose pelos músculos, estimula a formação e o armazenamento de lipídios e regula a motilidade gastrointestinal, atuando como um mediador do uso e armazenamento de energia no corpo.

8. Participa do desenvolvimento reprodutivo e nervoso

A serotonina participa de estágios importantes do desenvolvimento reprodutivo, promovendo a maturação dos oócitos e guiando a formação de redes neurais embrionárias.

Além disso, a serotonina também ajuda a preparar os oócitos para a fertilização e regula processos específicos no sistema nervoso que permitem a maturação neuronal adequada.

Como é produzida

A serotonina pode ser produzida naturalmente pelo corpo ou por meio de intervenções que aumentam sua disponibilidade.

A produção natural começa com o triptofano, um aminoácido obtido através da alimentação. A partir do triptofano, o corpo forma a serotonina transformando o triptofano em 5-HTP e, em seguida, convertendo o 5-HTP em serotonina. Para essas reações, o corpo precisa de vitaminas como a vitamina B6 e o ​​ácido fólico.

A serotonina é produzida principalmente no intestino. Uma porção menor também é produzida no cérebro, onde participa da regulação do humor e de outras funções.

Também é possível aumentar a disponibilidade de serotonina por meio do uso de medicamentos que impedem sua recaptação e aumentam sua concentração nos neurônios.

Serotonina e dopamina

A serotonina e a dopamina são neurotransmissores que atuam como mensageiros químicos que transportam, impulsionam e equilibram os sinais entre os neurônios e as células do organismo.

Esses neurotransmissores são diferenciados a partir do aminoácido de origem. A serotonina é produzida a partir do aminoácido triptofano, enquanto a dopamina é produzida a partir da tirosina.

Além disso, a dopamina está relacionada com algumas emoções, como aumento da libido e euforia, enquanto que a serotonina está relacionada com a calma e o descanso.

Leia também: Dopamina: o que é, para que serve e sinais de que está baixa tuasaude.com/dopamina

Serotonina baixa

A serotonina baixa pode indicar uma produção insuficiente pelo corpo. A serotonina também pode estar baixa quando o corpo não a usa de forma eficaz, como pode acontecer se na falta de receptores de serotonina suficientes ou se os receptores não estiverem funcionando bem.

Uma dieta rica em açúcar adicionado e farinhas refinadas, junto com o estresse, pode causar inflamação que ativa a enzima IDO. Essa enzima converte o triptofano em quinurenina em vez de serotonina, reduzindo a sua disponibilidade. Como resultado, a produção de serotonina diminui e seus níveis no corpo caem.

O estresse, a falta de sono e o processo natural de envelhecimento do corpo também diminuem os níveis de serotonina.

Sintomas de serotonina baixa

A serotonina baixa no organismo pode causar sintomas e sinais como:

  • Mau humor pela manhã;
  • Sonolência durante o dia;
  • Alteração do desejo sexual;
  • Vontade de comer doces;
  • Comer o tempo todo;
  • Dificuldade no aprendizado;
  • Distúrbios de memória e de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço;
  • Perda fácil da paciência.

Na presença desses sintomas, é importante consultar um médico para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o tratamento adequado.

Como aumentar a serotonina

Algumas formas de aumentar a serotonina são praticar atividade física regularmente, dormir de 7 a 9 horas por noite, tomar sol diariamente e fazer atividades relaxantes, como massagem, meditação e dança, por exemplo.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de medicamentos que aumentam a serotonina, como os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina.

Leia também: Como aumentar a serotonina: 9 dicas simples tuasaude.com/serotonina-como-aumentar

Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS)

Os ISRS são medicamentos usados ​​para tratar depressão e ansiedade. Eles aumentam a quantidade de serotonina disponível no cérebro, bloqueando a sua recaptação, o que melhora a comunicação entre os neurônios e, com o uso contínuo, ajusta os receptores que potencializam seu efeito.

Estes remédios incluem fluoxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, paroxetina e fluvoxamina. os ISRS também podem ser usados ​​para o transtorno obsessivo-compulsivo e alguns transtornos alimentares.

Alimentos que aumentam a serotonina

Alguns alimentos ricos em triptofano, que servem para aumentar a serotonina no organismo, são:

  • Chocolate amargo ou meio amargo;
  • Ovo;
  • Banana;
  • Abacate;
  • Soja;
  • Frango;
  • Leite.

Os alimentos ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, truta e as oleaginosas, são boas fontes de serotonina. Esses alimentos podem ser incluídos na alimentação do dia a dia em pequenas porções.

Leia também: Alimentos que aumentam a serotonina (e garantem o bom humor) tuasaude.com/alimentos-com-mais-serotonina

Serotonina alta

A serotonina alta pode causar sintomas como irritação, ansiedade, diarreia, vermelhidão, pressão alta e tremores.

Em casos mais graves, a serotonina alta também pode causar alteração nos batimentos do coração, convulsões, perda da consciência e coma. Estes sintomas estão relacionados com a síndrome serotoninérgica, uma condição grave que pode afetar o cérebro, os músculos e os órgãos do corpo, podendo levar ao óbito.

Essa condição pode ser causada por situações como altas doses de medicamentos antidepressivos, suplementos naturais ou ainda pelo uso de drogas ilícitas ou tumor carcinoide gastrointestinal, um tipo de câncer no intestino.

O tratamento da serotonina alta é feito pelo clínico geral, que pode interromper ou ajustar a dose dos medicamentos ou suplementos prescritos ou no hospital, através da administração de soro e medicamentos na veia.

Leia também: Serotonina alta: sintomas, o que pode ser (e como tratar) tuasaude.com/serotonina-alta

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

6 antibióticos para infecção urinária (e como tomar)

Os antibióticos para infecção urinária, como a fosfomicina, a nitrofurantoína, o sulfametoxazol + trimetoprima ou a ceftriaxona, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção, aliviando os sintomas como dor ou desconforto para urinar ou vontade de urinar frequentemente, por exemplo.

A infecção urinária pode se desenvolver em qualquer parte das vias urinárias, como na bexiga, uretra e rins, e o tratamento normalmente é feito com uso de antibióticos quando é causada por bactérias. Saiba como é o tratamento para a infecção urinária.

Em caso de suspeita de infecção urinária é recomendado consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral, para avaliar a necessidade de usar antibióticos e indicar o tratamento mais adequado.

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Antibióticos para infecção urinária

Os antibióticos mais indicados para infecção urinária são: 

1. Fosfomicina

A fosfomicina é um antibiótico para infecção urinária de dose única, que normalmente é indicado para o tratamento da cistite, especialmente em mulheres que não estão grávidas e não têm histórico de alterações nas vias urinárias. 

Após o tratamento com fosfomicina, é esperado que os sintomas da infecção urinária desapareçam em 2 a 3 dias.

Como tomar: o conteúdo de 1 envelope de fosfomicina deve ser dissolvido em 50 a 75 ml de água e misturado com uma colher. Esta mistura deve ser tomada preferencialmente à noite com o estômago vazio, antes de deitar e após urinar. Conheça outras indicações da fosfomicina e como usar.

2. Nitrofurantoína

A nitrofurantoína é um dos antibióticos mais indicados para infecções urinárias agudas como a cistite, podendo também ser indicada no tratamento da bacteriúria assintomática em gestantes e, em alguns casos, prevenção da infecção urinária. Confira mais indicações da nitrofurantoína.

Como tomar: é recomendado tomar a nitrofurantoína de 100 mg junto com alimentos na dose de 1 cápsula de 6 em 6 horas durante 7 a 10 dias, de acordo com a orientação do médico. 

3. Sulfametoxazol + trimetoprima

A combinação de sulfametoxazol + trimetoprima é um antibiótico normalmente indicado para infecção urinária causada por microrganismos sensíveis, sendo uma das principais escolhas em caso de cistite.

Geralmente, a sulfametoxazol + trimetoprima é vendida em farmácias com nomes comerciais como Bactrim, Bacfar, Taxbac e Subtrax.

Como tomar: para adultos e crianças acima de 12 anos, normalmente são indicados 2 comprimidos de sulfametoxazol + trimetoprima de 400 mg + 80 mg (ou 1 comprimido de 800 mg + 160 mg) a cada 12 horas. O tempo de tratamento varia de acordo com a indicação do médico. Entenda melhor como tomar a sulfametoxazol + trimetoprima.

4. Amoxicilina + clavulanato

A amoxicilina + clavulanato é uma alternativa para o tratamento da infecção urinária, principalmente nos casos de cistite e quando que outros antibióticos para infecção urinária não podem ser utilizados.

Este antibiótico existe na forma de comprimidos e xaropes com diferentes dosagens, sendo vendido em farmácias com nomes comerciais como Clavulin, Sigma clav e Claxam. 

Como tomar: a amoxicilina + clavulanato em comprimidos de 500 mg + 125 mg é recomendada na dose de 1 comprimido de 8 em 8 horas e a duração do tratamento normalmente varia de 3 a 7 dias, de acordo com a orientação do médico. Veja outras formulações da amoxicilina + clavulanato e como tomar.

5. Ciprofloxacino

O ciprofloxacino é um antibiótico que normalmente é indicado nos casos mais graves de infecção urinária, como pielonefrite, e para pessoas com cateter urinário e malformações das vias urinárias, por exemplo.

Como tomar: a dose de ciprofloxacino para infecção urinária varia de acordo com a gravidade da infecção, sendo normalmente indicado 1 comprimido de 250 mg a cada 12 horas por até 7 dias nos casos mais leves. Conheça mais indicações do ciprofloxacino e como tomar.

6. Ceftriaxona

A ceftriaxona é um antibiótico para infecção urinária que normalmente é indicado em casos mais graves, como pielonefrite. Pode ser usada na forma de injeção diretamente na veia ou no músculo.

Além disso, a ceftriaxona pode ser indicada para o tratamento da infecção urinária em dose única em alguns casos.

Como é usada: a dose normalmente indicada de ceftriaxona (Rocefin) para adultos ou crianças com mais de 12 anos, varia de 1 a 2 g aplicadas diretamente na veia em dose única diária. Entenda melhor como a ceftriaxona é usada.

Leia também: Rocefin: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/rocefin

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns dos antibióticos para infecção urinária são:

  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Desconforto ou dor no abdome;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Vermelhidão na pele;
  • Coceira no corpo;

Embora seja raro, durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária também podem surgir reações alérgicas graves, como choque anafilático e angioedema, que podem causar sintomas como inchaço em partes do corpo ou falta de ar. Conheça os principais sintomas do choque anafilático.

Quando usar antibiótico

Os antibióticos para infecção urinária normalmente são indicados em caso de suspeita de cistite ou pielonefrite, causados por bactérias, sendo importante consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral para que seja indicado o antibiótico mais adequado. Veja os principais sintomas de infecções urinárias.

Se apresenta sintomas de infecção urinária, agende uma consulta na região mais próxima:

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Além disso, o médico também pode indicar exames de urina, como a urocultura com antibiograma, para identificar o microrganismo causador e os melhores antibióticos para o tratamento da infecção urinária.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados são recomendados durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária, como:

  • Tomar o antibiótico corretamente, de acordo com a orientação do médico;
  • Realizar o tratamento até o final, mesmo que os sintomas melhorem e sem interromper o uso do antibiótico;
  • Consultar o médico novamente, caso os sintomas não melhorem após 3 a 4 dias de tratamento;
  • Tirar dúvidas as com o médico ou farmacêutico sobre o uso antibiótico, como os horários de tomada e a possibilidade de tomar com alimentos ou leite.

É importante fazer o tratamento de acordo com a orientação do médico para se evitar o retorno da infecção e a resistência bacteriana, que pode tornar o tratamento mais difícil e mais demorado. Veja como evitar a resistência bacteriana.



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Febre sem sintomas: o que pode ser (e o que fazer)

A febre sem sintomas é uma condição que pode ser causada por infecções, inflamações ou neoplasias, como sinusite crônica, tuberculose, linfoma, leptospirose e infecção por HIV, por exemplo.

Também conhecida como febre sem sinais de localização, a febre sem sintomas é caracterizada por ter uma duração menor que 7 dias, podendo afetar crianças e adultos.

Na presença de febre sem sintomas, é recomendado consultar o clínico geral ou pediatra, para que seja feita uma avaliação completa e, caso seja necessário, indicado o tratamento adequado.

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O que pode ser a febre sem sintomas

As possíveis causas da febre sem outros sintomas são:

1. Sinusite crônica

A febre sem sintomas pode estar presente na sinusite crônica, que é a inflamação da mucosa dos seios da face devido a infecção por bactérias, vírus ou fungos, alergia, desvio do septo, uso inadequado ou em excesso de antibióticos, por exemplo.

O que fazer: o médico pode recomendar o uso de antibióticos, como amoxicilina e azitromicina, por 2 a 4 semanas, descongestionantes, anti-inflamatórios e antialérgicos.

Além disso, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, fazer nebulização e beber mais água ao longo do dia, são algumas medidas que também ajudam no tratamento.

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2. Tuberculose

A tuberculose é a infecção causada pela bactéria bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões e que pode levar à febre sem outros sintomas associados. No entanto, à medida que a doença evolui, podem ser notados outros sintomas como tosse seca e com sangue, suor noturno, dor no peito e dificuldade para respirar.

O que fazer: o tratamento é feito com o uso de medicamentos tuberculostáticos, como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, por cerca de 6 meses, seguidos ou de acordo com a orientação do infectologista. Veja como é feito o tratamento da tuberculose.

3. Gota

A febre sem outros sintomas pode estar presente na gota, uma doença inflamatória que é causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, quando se tem excesso de ácido úrico no sangue, resultando em crises de gota.

No entanto, outros sintomas que também podem surgir na gota incluem dor intensa e inchaço nas articulações, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. Conheça todos os sintomas de gota.

O que fazer: o médico pode prescrever o uso de medicamentos como ibuprofeno, indometacina, colchicina e corticoides, para reduzir a inflamação e a dor da articulação.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de alopurinol ou probenecida, para controlar os níveis de ácido úrico no sangue e, assim, evitar novas crises e os tofos gotosos.

4. Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii que pode ser encontrado nas fezes do gato, na água ou em carnes mal cozidas, e que pode causar febre sem sintomas.

Na maioria das vezes, a toxoplasmose não causa sintomas, porém no caso de pessoas com o sistema imunológico mais fraco, podem ser notados sintomas como ínguas, febre e dor muscular, por exemplo.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

O que fazer: o tratamento geralmente é feito quando a pessoa apresenta sintomas, onde o médico pode prescrever o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico,

Já em mulheres grávidas, o tratamento pode ser feito com o uso do antibiótico espiramicina, ou pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico, conforme orientação do obstetra.

5. Leptospirose

A febre alta sem sintomas é um dos possíveis sintomas da leptospirose, que é uma doença infecciosa causada pelo contato direto ou indireto de urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, como ratos, principalmente, cães e gatos.

No entanto, a leptospirose também pode causar dor de cabeça, dores no corpo, perda do apetite, diarreia e vômito. Conheça outros possíveis sintomas de leptospirose.

O que fazer: o tratamento da leptospirose deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista e pode ser feito com o uso de antibióticos, como amoxicilina, doxiciclina ou penicilina, além de hidratação e uso de remédios para aliviar os sintomas, como paracetamol e metoclopramida, por exemplo.

Leia também: 10 tratamentos para leptospirose (remédios, hidratação e mais) tuasaude.com/tratamento-para-leptospirose

6. Linfoma

O linfoma é um câncer que afeta os linfócitos, um tipo de célula de defesa do organismo, e que pode surgir nos linfonodos, medula óssea ou outras partes do corpo, causando febre sem sintomas.

Em algumas pessoas, o linfoma também pode causar sintomas como suor noturno, cansaço excessivo e o surgimento de ínguas em regiões como axila, virilha e pescoço.

O que fazer: o tratamento do linfoma inclui sessões de quimioterapia e radioterapia. Além disso, o médico também pode indicar o uso de medicamentos imunoterápicos, o transplante de medula óssea e a terapia gênica.

7. Doença de Crohn

Algumas vezes, a inflamação na doença de Crohn pode causar febre sem sintomas, acima de 38ºC em algumas pessoas. No entanto, geralmente, a pessoa com essa condição apresenta perda de peso, cansaço, diarreia frequente e dor abdominal. Veja todos os sintomas da doença de Crohn.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos corticoides, antibióticos e imunossupressores.

Além disso, é importante manter uma alimentação balanceada, evitando-se a ingestão de alimentos que possam piorar os sintomas como café, chocolate ou verduras cruas, por exemplo.

8. Infecção por HIV

A febre sem sintomas e calafrios, podem estar presentes no HIV não diagnosticado e tratado.

Entretanto, a pessoa com HIV também pode apresentar cansaço excessivo, ínguas, dor de garganta, articulações e músculos, suor noturno, diarreia e vermelhidão na pele.

O que fazer: o tratamento para HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, como lamivudina, tenofovir e efavirenz, que devem ser usados conforme as orientações do médico. 

Leia também: Tratamento para HIV: quando começar, como é feito e remédios tuasaude.com/tratamento-da-aids

9. Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico é o tipo mais comum de lúpus, sendo caracterizado por uma inflamação em várias partes e órgãos do corpo, como pele, sangue, articulações, coração, rins e pulmões, e podendo causar febre sem outros sintomas.

No entanto, essa condição geralmente provoca manchas vermelhas na pele em partes expostas ao sol, sensibilidade à luz, perda de peso e dor abdominal, visão embaçada e dor nas articulações.

O que fazer: embora o lúpus não tenha cura, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores, para ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

10. Artrite reumatoide

A febre sem sintomas pode estar presente na artrite reumatoide, uma doença inflamatória autoimune que afeta as articulações, afetando principalmente mulheres de 35 a 50 anos.

A pessoa com artrite reumatoide também pode apresentar dor ou inchaço, rigidez pela manhã ou dificuldade de movimentar a articulação afetada.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios, como ibuprofeno, meloxicam e naproxeno, corticoides, como prednisona e prednisolona.

Além disso, o médico geralmente também recomenda a realização de sessões de fisioterapia e exercícios, para ajudar a fortalecer a musculatura e melhorar a mobilidade e a qualidade de vida.

Leia também: Artrite reumatoide: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/artrite-reumatoide

11. Endocardite

A endocardite é uma inflamação do tecido que reveste o interior do coração, que geralmente causa febre persistente sem outros sintomas.

No entanto, outros sintomas como dor no peito, inchaço nas pernas ou nos pés e palidez na pele, também podem estar presentes na endocardite.

O que fazer: o cardiologista pode recomendar o uso de antibióticos ou antifúngicos, em doses elevadas, por via venosa, por no mínimo 4 a 6 semanas.

Além disso, para aliviar os sintomas, podem ser indicados anti-inflamatórios, analgésicos e, em alguns casos, corticoides.



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segunda-feira, 30 de março de 2026

Gastroenterite: sintomas, tipos, o que causa (e tratamento)

Gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, que inclui o estômago e os intestinos, e provoca sintomas como diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e mal-estar geral.

Normalmente, a gastroenterite é causada pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados por vírus, bactérias ou, menos frequentemente, por parasitas, mas também pode surgir após o contato com pessoas ou superfícies contaminadas. 

O tratamento da gastroenterite consiste em beber bastante líquidos, para evitar a desidratação, manter uma dieta com alimentos de fácil digestão e, em alguns casos, medicamentos específicos para controlar sintomas ou tratar infecções bacterianas.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de gastroenterite

Os principais sintomas indicativos de gastroenterite são:

  • Diarreia intensa e repentina;
  • Mal-estar geral;
  • Dor de barriga;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça e no corpo;
  • Febre baixa;
  • Perda de apetite.

Os sintomas de gastroenterite podem surgir entre 12 a 48 horas após o consumo do alimento contaminado, embora esse período possa variar dependendo do tipo de vírus, bactéria ou parasita envolvido. 

Em situações graves, especialmente em crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade comprometida, os sintomas podem evoluir rapidamente para desidratação, exigindo atenção médica imediata. Conheça os sintomas da desidratação.

Quanto tempo dura a gastroenterite?

A maioria dos casos de gastroenterite duram entre 3 a 7 dias. No entanto, os sintomas dessa inflamação variam conforme a causa da gastroenterite, podendo durar até 10 dias em algumas pessoas.

Teste online de gastroenterite

Para saber se pode estar com gastroenterite, indique os sintomas que apresenta para avaliar:

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O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e não serve como diagnóstico e nem substitui a avaliação feita pelo médico.

Tipos de gastroenterite

Os principais tipos de gastroenterite são:

1. Gastroenterite viral

A gastroenterite viral é a inflamação do estômago e/ou do intestino causada por vários tipos de vírus, sendo os mais comuns o rotavírus, norovírus e adenovírus. Conheça mais sobre a gastroenterite viral.

É uma doença muito comum e contagiosa, cujos sintomas costumam aparecer entre 24 a 72 horas após a exposição ao vírus e, em geral, duram entre 3 a 5 dias, podendo persistir por até 10 dias.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com superfícies ou objetos contaminados pelo vírus, pelo compartilhamento de alimentos, bebidas ou utensílios com pessoas infectadas, ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.

2. Gastroenterite bacteriana

A gastroenterite bacteriana é a inflamação causada por bactérias como Salmonella sp., Shigella sp., Campylobacter sp., Escherichia coli ou Staphylococcus aureus, entre outras.

Este tipo de gastroenterite é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com a bactéria ou com as substâncias tóxicas que ela produz. 

Além disso, esse tipo de gastroenterite também pode ocorrer pela falta de higiene, como não lavar as mãos antes do preparo de alimentos, após ir ao banheiro ou após contato com animais, por exemplo.

Leia também: Gastroenterite bacteriana: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/gastroenterite-bacteriana

3. Gastroenterite parasitária

A gastroenterite parasitária pode ser causada por parasitas como Giardia Lamblia, Entamoeba histolytica ou Cryptosporidium

Esses parasitas produzem alterações a nível intestinal, sendo transmitidos principalmente através da ingestão de alimentos e água contaminados com fezes ou pela relação sexual anal.

4. Gastroenterite não infecciosa

A gastroenterite não infecciosa costuma ser aguda, sendo causada principalmente pelo uso de medicamentos como os anti-inflamatórios não esteroides usados ​​para tratar dor, inflamação e febre, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou diclofenaco.

Além disso, doenças como a doença de Crohn e a doença celíaca também podem causar inflamação da mucosa intestinal, gerando a gastroenterite não infecciosa.

Esta doença também pode surgir da ingestão de toxinas de alimentos, como botulismo ou intoxicação por ciguatera, que é uma toxina acumulada em alguns tipos de peixes e mariscos. Entenda o que é o botulismo.

É importante ressaltar que esse tipo de gastroenterite não é contagiosa.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da gastroenterite é realizado pelo clínico geral ou gastroenterologista, na maioria das vezes com base nos sintomas relatados pela pessoa e na análise do histórico de saúde.

Para uma avaliação dos sintomas, marque uma avaliação com o gastroenterologista mais próximo de você:

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Em casos persistentes ou quando há suspeita de infecção bacteriana ou parasitária, o médico pode solicitar exames de fezes, sangue ou cultura de patógenos para identificar a causa e orientar o tratamento mais adequado.

O que causa a gastroenterite

A gastroenterite é causada principalmente por vírus, bactérias ou parasitas, e sua transmissão ocorre através de:

  • Consumo de alimentos ou água contaminados;
  • Contato direto com pessoas infectadas;
  • Contato com superfícies ou objetos contaminados;
  • Compartilhamento de utensílios, talheres ou copos com pessoas infectadas;
  • Condições de higiene inadequadas, como mãos sujas ao manusear alimentos.

Assim, após o consumo de alimentos contaminados, as toxinas produzidas pelos microrganismos causam irritação da mucosa gástrica e chegam até a corrente sanguínea, causando infecção.

A gastroenterite também pode ocorrer por fatores como o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, ou como consequência de doenças inflamatórias que irritam o estômago e os intestinos.

Tratamento da gastroenterite 

O tratamento da gastroenterite é indicado pelo gastroenterologista ou clínico geral, e geralmente inclui: 

1. Hidratação

A reposição de líquidos é a parte mais importante do tratamento da gastroenterite, pois evita a desidratação. 

Deve-se beber água, soluções de reidratação oral ou bebidas isotônicas em pequenas quantidades ao longo do dia, especialmente após episódios de diarreia ou vômitos.

Leia também: Sais e soluções para terapia de reidratação oral (TRO) tuasaude.com/sais-para-reidratacao-oral

2. Repouso

O repouso é importante porque permite que o corpo direcione mais energia para combater a infeção e recuperar o funcionamento normal do sistema digestivo. 

Além disso, ajuda a reduzir o cansaço, a fraqueza e o risco de desidratação, especialmente quando há episódios frequentes de vômitos e diarreia.

3. Alimentação

A alimentação durante a gastroenterite deve ser leve, de fácil digestão e pobre em gorduras e fibras, ajudando a reduzir a irritação do estômago e do intestino. 

Recomenda-se consumir alimentos como arroz branco, batata, sopas, frutas sem casca, como maçã e banana, vegetais cozidos e proteínas magras, como frango, peixe ou ovos. Veja o que comer durante a gastroenterite.

Os alimentos devem ser introduzidos de forma gradual, em pequenas quantidades ao longo do dia, conforme a tolerância. 

É importante evitar alimentos gordurosos, condimentados, cafeína e laticínios mais pesados, pois podem piorar os sintomas e dificultar a recuperação

4. Medicamentos

Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para aliviar sintomas como náuseas, vómitos ou diarreia, como antieméticos, por exemplo, como domperidona ou metoclopramida, e antidiarreicos, como loperamida ou difenoxilato. Confira os remédios indicados para vômitos e enjoos.

O uso de antibióticos só é indicado quando a causa é bacteriana e confirmada, podendo incluir medicamentos como azitromicina, ciprofloxacino ou metronidazol, dependendo do microrganismo identificado.

Leia também: 9 remédios para infecção intestinal (antibióticos, analgésicos e opções caseiras) tuasaude.com/remedio-para-infeccao-intestinal

Além disso, o médico pode recomendar o uso de probióticos para ajudar a regular a flora intestinal, contribuindo para reduzir a diarreia e acelerar a recuperação do trato digestivo. Saiba mais sobre os benefícios dos probióticos.

Como prevenir a gastroenterite

Algumas formas de prevenir a gastroenterite são:

  • Lavar bem as mãos depois de ir ao banheiro, antes de cozinhar e antes de comer; 
  • Evitar partilhar talheres e outros objetos com pessoas doentes; 
  • Manter as superfícies limpas, principalmente na cozinha; 
  • Evitar comer carne e peixe crus ou vegetais não lavados.

Além disso, as crianças têm maior risco de gastroenterite causada pelo rotavírus, especialmente ao iniciar a creche. Por isso, é recomendada a vacinação contra o vírus no primeiro ano de vida.

Leia também: Vacina rotavírus: para que serve, como tomar e cuidados tuasaude.com/vacina-contra-rotavirus

source https://www.tuasaude.com/gastroenterite/

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