quarta-feira, 1 de abril de 2026

6 antibióticos para infecção urinária (e como tomar)

Os antibióticos para infecção urinária, como a fosfomicina, a nitrofurantoína, o sulfametoxazol + trimetoprima ou a ceftriaxona, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção, aliviando os sintomas como dor ou desconforto para urinar ou vontade de urinar frequentemente, por exemplo.

A infecção urinária pode se desenvolver em qualquer parte das vias urinárias, como na bexiga, uretra e rins, e o tratamento normalmente é feito com uso de antibióticos quando é causada por bactérias. Saiba como é o tratamento para a infecção urinária.

Em caso de suspeita de infecção urinária é recomendado consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral, para avaliar a necessidade de usar antibióticos e indicar o tratamento mais adequado.

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Antibióticos para infecção urinária

Os antibióticos mais indicados para infecção urinária são: 

1. Fosfomicina

A fosfomicina é um antibiótico para infecção urinária de dose única, que normalmente é indicado para o tratamento da cistite, especialmente em mulheres que não estão grávidas e não têm histórico de alterações nas vias urinárias. 

Após o tratamento com fosfomicina, é esperado que os sintomas da infecção urinária desapareçam em 2 a 3 dias.

Como tomar: o conteúdo de 1 envelope de fosfomicina deve ser dissolvido em 50 a 75 ml de água e misturado com uma colher. Esta mistura deve ser tomada preferencialmente à noite com o estômago vazio, antes de deitar e após urinar. Conheça outras indicações da fosfomicina e como usar.

2. Nitrofurantoína

A nitrofurantoína é um dos antibióticos mais indicados para infecções urinárias agudas como a cistite, podendo também ser indicada no tratamento da bacteriúria assintomática em gestantes e, em alguns casos, prevenção da infecção urinária. Confira mais indicações da nitrofurantoína.

Como tomar: é recomendado tomar a nitrofurantoína de 100 mg junto com alimentos na dose de 1 cápsula de 6 em 6 horas durante 7 a 10 dias, de acordo com a orientação do médico. 

3. Sulfametoxazol + trimetoprima

A combinação de sulfametoxazol + trimetoprima é um antibiótico normalmente indicado para infecção urinária causada por microrganismos sensíveis, sendo uma das principais escolhas em caso de cistite.

Geralmente, a sulfametoxazol + trimetoprima é vendida em farmácias com nomes comerciais como Bactrim, Bacfar, Taxbac e Subtrax.

Como tomar: para adultos e crianças acima de 12 anos, normalmente são indicados 2 comprimidos de sulfametoxazol + trimetoprima de 400 mg + 80 mg (ou 1 comprimido de 800 mg + 160 mg) a cada 12 horas. O tempo de tratamento varia de acordo com a indicação do médico. Entenda melhor como tomar a sulfametoxazol + trimetoprima.

4. Amoxicilina + clavulanato

A amoxicilina + clavulanato é uma alternativa para o tratamento da infecção urinária, principalmente nos casos de cistite e quando que outros antibióticos para infecção urinária não podem ser utilizados.

Este antibiótico existe na forma de comprimidos e xaropes com diferentes dosagens, sendo vendido em farmácias com nomes comerciais como Clavulin, Sigma clav e Claxam. 

Como tomar: a amoxicilina + clavulanato em comprimidos de 500 mg + 125 mg é recomendada na dose de 1 comprimido de 8 em 8 horas e a duração do tratamento normalmente varia de 3 a 7 dias, de acordo com a orientação do médico. Veja outras formulações da amoxicilina + clavulanato e como tomar.

5. Ciprofloxacino

O ciprofloxacino é um antibiótico que normalmente é indicado nos casos mais graves de infecção urinária, como pielonefrite, e para pessoas com cateter urinário e malformações das vias urinárias, por exemplo.

Como tomar: a dose de ciprofloxacino para infecção urinária varia de acordo com a gravidade da infecção, sendo normalmente indicado 1 comprimido de 250 mg a cada 12 horas por até 7 dias nos casos mais leves. Conheça mais indicações do ciprofloxacino e como tomar.

6. Ceftriaxona

A ceftriaxona é um antibiótico para infecção urinária que normalmente é indicado em casos mais graves, como pielonefrite. Pode ser usada na forma de injeção diretamente na veia ou no músculo.

Além disso, a ceftriaxona pode ser indicada para o tratamento da infecção urinária em dose única em alguns casos.

Como é usada: a dose normalmente indicada de ceftriaxona (Rocefin) para adultos ou crianças com mais de 12 anos, varia de 1 a 2 g aplicadas diretamente na veia em dose única diária. Entenda melhor como a ceftriaxona é usada.

Leia também: Rocefin: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/rocefin

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns dos antibióticos para infecção urinária são:

  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Desconforto ou dor no abdome;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Vermelhidão na pele;
  • Coceira no corpo;

Embora seja raro, durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária também podem surgir reações alérgicas graves, como choque anafilático e angioedema, que podem causar sintomas como inchaço em partes do corpo ou falta de ar. Conheça os principais sintomas do choque anafilático.

Quando usar antibiótico

Os antibióticos para infecção urinária normalmente são indicados em caso de suspeita de cistite ou pielonefrite, causados por bactérias, sendo importante consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral para que seja indicado o antibiótico mais adequado. Veja os principais sintomas de infecções urinárias.

Se apresenta sintomas de infecção urinária, agende uma consulta na região mais próxima:

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Além disso, o médico também pode indicar exames de urina, como a urocultura com antibiograma, para identificar o microrganismo causador e os melhores antibióticos para o tratamento da infecção urinária.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados são recomendados durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária, como:

  • Tomar o antibiótico corretamente, de acordo com a orientação do médico;
  • Realizar o tratamento até o final, mesmo que os sintomas melhorem e sem interromper o uso do antibiótico;
  • Consultar o médico novamente, caso os sintomas não melhorem após 3 a 4 dias de tratamento;
  • Tirar dúvidas as com o médico ou farmacêutico sobre o uso antibiótico, como os horários de tomada e a possibilidade de tomar com alimentos ou leite.

É importante fazer o tratamento de acordo com a orientação do médico para se evitar o retorno da infecção e a resistência bacteriana, que pode tornar o tratamento mais difícil e mais demorado. Veja como evitar a resistência bacteriana.



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Febre sem sintomas: o que pode ser (e o que fazer)

A febre sem sintomas é uma condição que pode ser causada por infecções, inflamações ou neoplasias, como sinusite crônica, tuberculose, linfoma, leptospirose e infecção por HIV, por exemplo.

Também conhecida como febre sem sinais de localização, a febre sem sintomas é caracterizada por ter uma duração menor que 7 dias, podendo afetar crianças e adultos.

Na presença de febre sem sintomas, é recomendado consultar o clínico geral ou pediatra, para que seja feita uma avaliação completa e, caso seja necessário, indicado o tratamento adequado.

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O que pode ser a febre sem sintomas

As possíveis causas da febre sem outros sintomas são:

1. Sinusite crônica

A febre sem sintomas pode estar presente na sinusite crônica, que é a inflamação da mucosa dos seios da face devido a infecção por bactérias, vírus ou fungos, alergia, desvio do septo, uso inadequado ou em excesso de antibióticos, por exemplo.

O que fazer: o médico pode recomendar o uso de antibióticos, como amoxicilina e azitromicina, por 2 a 4 semanas, descongestionantes, anti-inflamatórios e antialérgicos.

Além disso, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, fazer nebulização e beber mais água ao longo do dia, são algumas medidas que também ajudam no tratamento.

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2. Tuberculose

A tuberculose é a infecção causada pela bactéria bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões e que pode levar à febre sem outros sintomas associados. No entanto, à medida que a doença evolui, podem ser notados outros sintomas como tosse seca e com sangue, suor noturno, dor no peito e dificuldade para respirar.

O que fazer: o tratamento é feito com o uso de medicamentos tuberculostáticos, como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, por cerca de 6 meses, seguidos ou de acordo com a orientação do infectologista. Veja como é feito o tratamento da tuberculose.

3. Gota

A febre sem outros sintomas pode estar presente na gota, uma doença inflamatória que é causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, quando se tem excesso de ácido úrico no sangue, resultando em crises de gota.

No entanto, outros sintomas que também podem surgir na gota incluem dor intensa e inchaço nas articulações, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. Conheça todos os sintomas de gota.

O que fazer: o médico pode prescrever o uso de medicamentos como ibuprofeno, indometacina, colchicina e corticoides, para reduzir a inflamação e a dor da articulação.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de alopurinol ou probenecida, para controlar os níveis de ácido úrico no sangue e, assim, evitar novas crises e os tofos gotosos.

4. Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii que pode ser encontrado nas fezes do gato, na água ou em carnes mal cozidas, e que pode causar febre sem sintomas.

Na maioria das vezes, a toxoplasmose não causa sintomas, porém no caso de pessoas com o sistema imunológico mais fraco, podem ser notados sintomas como ínguas, febre e dor muscular, por exemplo.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

O que fazer: o tratamento geralmente é feito quando a pessoa apresenta sintomas, onde o médico pode prescrever o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico,

Já em mulheres grávidas, o tratamento pode ser feito com o uso do antibiótico espiramicina, ou pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico, conforme orientação do obstetra.

5. Leptospirose

A febre alta sem sintomas é um dos possíveis sintomas da leptospirose, que é uma doença infecciosa causada pelo contato direto ou indireto de urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, como ratos, principalmente, cães e gatos.

No entanto, a leptospirose também pode causar dor de cabeça, dores no corpo, perda do apetite, diarreia e vômito. Conheça outros possíveis sintomas de leptospirose.

O que fazer: o tratamento da leptospirose deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista e pode ser feito com o uso de antibióticos, como amoxicilina, doxiciclina ou penicilina, além de hidratação e uso de remédios para aliviar os sintomas, como paracetamol e metoclopramida, por exemplo.

Leia também: 10 tratamentos para leptospirose (remédios, hidratação e mais) tuasaude.com/tratamento-para-leptospirose

6. Linfoma

O linfoma é um câncer que afeta os linfócitos, um tipo de célula de defesa do organismo, e que pode surgir nos linfonodos, medula óssea ou outras partes do corpo, causando febre sem sintomas.

Em algumas pessoas, o linfoma também pode causar sintomas como suor noturno, cansaço excessivo e o surgimento de ínguas em regiões como axila, virilha e pescoço.

O que fazer: o tratamento do linfoma inclui sessões de quimioterapia e radioterapia. Além disso, o médico também pode indicar o uso de medicamentos imunoterápicos, o transplante de medula óssea e a terapia gênica.

7. Doença de Crohn

Algumas vezes, a inflamação na doença de Crohn pode causar febre sem sintomas, acima de 38ºC em algumas pessoas. No entanto, geralmente, a pessoa com essa condição apresenta perda de peso, cansaço, diarreia frequente e dor abdominal. Veja todos os sintomas da doença de Crohn.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos corticoides, antibióticos e imunossupressores.

Além disso, é importante manter uma alimentação balanceada, evitando-se a ingestão de alimentos que possam piorar os sintomas como café, chocolate ou verduras cruas, por exemplo.

8. Infecção por HIV

A febre sem sintomas e calafrios, podem estar presentes no HIV não diagnosticado e tratado.

Entretanto, a pessoa com HIV também pode apresentar cansaço excessivo, ínguas, dor de garganta, articulações e músculos, suor noturno, diarreia e vermelhidão na pele.

O que fazer: o tratamento para HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, como lamivudina, tenofovir e efavirenz, que devem ser usados conforme as orientações do médico. 

Leia também: Tratamento para HIV: quando começar, como é feito e remédios tuasaude.com/tratamento-da-aids

9. Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico é o tipo mais comum de lúpus, sendo caracterizado por uma inflamação em várias partes e órgãos do corpo, como pele, sangue, articulações, coração, rins e pulmões, e podendo causar febre sem outros sintomas.

No entanto, essa condição geralmente provoca manchas vermelhas na pele em partes expostas ao sol, sensibilidade à luz, perda de peso e dor abdominal, visão embaçada e dor nas articulações.

O que fazer: embora o lúpus não tenha cura, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores, para ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

10. Artrite reumatoide

A febre sem sintomas pode estar presente na artrite reumatoide, uma doença inflamatória autoimune que afeta as articulações, afetando principalmente mulheres de 35 a 50 anos.

A pessoa com artrite reumatoide também pode apresentar dor ou inchaço, rigidez pela manhã ou dificuldade de movimentar a articulação afetada.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios, como ibuprofeno, meloxicam e naproxeno, corticoides, como prednisona e prednisolona.

Além disso, o médico geralmente também recomenda a realização de sessões de fisioterapia e exercícios, para ajudar a fortalecer a musculatura e melhorar a mobilidade e a qualidade de vida.

Leia também: Artrite reumatoide: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/artrite-reumatoide

11. Endocardite

A endocardite é uma inflamação do tecido que reveste o interior do coração, que geralmente causa febre persistente sem outros sintomas.

No entanto, outros sintomas como dor no peito, inchaço nas pernas ou nos pés e palidez na pele, também podem estar presentes na endocardite.

O que fazer: o cardiologista pode recomendar o uso de antibióticos ou antifúngicos, em doses elevadas, por via venosa, por no mínimo 4 a 6 semanas.

Além disso, para aliviar os sintomas, podem ser indicados anti-inflamatórios, analgésicos e, em alguns casos, corticoides.



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6 antibióticos para infecção urinária (e como tomar)

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