A vacina BCG serve para prevenir as formas graves de tuberculose, como tuberculose miliar e meningite tuberculosa. Isso porque esta vacina estimula o organismo a produzir anticorpos contra a bactéria Mycobacterium tuberculosis.
Essa vacina contém a bactéria Mycobacterium bovis (Bacillus Calmette-Guérin) atenuada, ou seja, a bactéria viva e enfraquecida, mas que não é capaz de causar a tuberculose, sendo uma vacina muito segura.
A vacina BCG é disponibilizada gratuitamente pelo SUS, sendo normalmente administrada na maternidade logo após o nascimento ou no posto de saúde, fazendo parte do calendário de vacinação do bebê. Veja o calendário de vacinação do bebê.
Para que serve
A vacina BCG serve para evitar as formas graves da tuberculose, como a tuberculose miliar ou a meningite tuberculosa, por exemplo.
Essa vacina contém bacilos vivos e enfraquecidos da bactéria Mycobacterium bovis . Quando entra em contato com o organismo, essa versão atenuada da bactéria estimula o sistema de defesa, produzindo anticorpos contra a Mycobacterium tuberculosis, que é a bactéria causadora da tuberculose.
A vacina BCG também oferece uma proteção parcial contra outras doenças, como a hanseníase, uma doença infecciosa que provoca manchas brancas ou avermelhadas e perda da sensibilidade na pele e fraqueza muscular.
Vacina BCG no recém-nascido
Como o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento, a administração da vacina BCG no recém-nascido, logo após o nascimento e se possível nas 12 horas de vida, é fundamental para proteger a criança contra os efeitos da tuberculose.
Quando tomar
No Brasil, a vacina BCG é indicada para:
Recém-nascidos com peso igual ou maior a 2kg, logo após o nascimento ou nas primeiras 12 horas de vida do bebê;
Crianças menores de 5 anos (até os 4 anos, 11 meses e 29 dias), ainda não vacinadas com a BCG;
Pessoas em qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra).
Em Portugal, a vacina BCG deixou de ser obrigatória, no entanto pode ser indicada para alguns bebês com risco elevado de desenvolver a infecção, sendo importante ter a recomendação do pediatra.
Qual a duração da proteção?
Não existem evidências sobre o tempo de duração da proteção da vacina BCG. Entretanto, esta vacina possui alta eficácia na proteção de bebês e crianças contra as formas graves da tuberculose.
O que se sabe é que a eficácia da vacina diminui com o passar dos anos, pela incapacidade de gerar uma quantidade de células de memória robusta e duradoura.
Por isso, a vacina não apresenta um bom desempenho entre adultos, não sendo indicada nesta fase.
Como é administrada
A vacina BCG deve ser administrada em dose única, diretamente na camada superior da pele (via intradérmica), por um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde treinado.
Geralmente, para crianças com idade inferior a 12 meses a dose recomendada é de 0,05 mL, e com idade superior a 1 ano é de 0,1 mL.
Esta vacina é sempre aplicada no braço direito e a resposta à vacina leva de 3 a 6 meses para aparecer, sendo notada por meio de uma pequena mancha vermelha elevada na pele, que evolui para uma pequena ferida com secreção e, finalmente, uma cicatriz.
Cuidados após a vacina
Alguns cuidados importantes após receber a vacina incluem não cobrir a lesão com faixas ou band-aids, deixando o local aberto para respirar e cicatrizar corretamente.
É importante também não aplicar pomadas, medicamentos ou qualquer outra substância sobre a ferida, e limpar a região apenas com água e sabão, durante o banho.
Possíveis reações adversas
As reações da vacina BCG normalmente incluem inchaço, vermelhidão e sensibilidade no local da injeção, que gradualmente muda para um pequeno nódulo e depois para uma ferida de até 1 cm em cerca de 2 a 4 semanas.
Embora seja raro, algumas crianças podem apresentar ínguas, caroços na pele e axilas, e feridas com mais de 1 cm ou que demoram muito tempo para cicatrizar. Na presença destas reações, deve-se consultar o pediatra imediatamente
Cicatriz da vacina BCG
A cicatriz da vacina BCG é uma reação natural e indica que o organismo reagiu às bactérias injetadas na pele, sendo considerado um sinal de que a vacina estimulou a imunidade do bebê.
A cicatriz normalmente mede até 1 cm e pode levar de 3 a 6 meses para se formar.
No entanto, a ausência da cicatriz na criança não indica necessariamente uma falta de imunização. E, por isso, não é mais recomendado que a vacina seja reaplicada se não existir cicatriz, já que não existem evidências científicas de que seja benéfico.
Quem não deve tomar
A vacina BCG não deve ser tomada por bebês, incluindo prematuros, com menos de 2 kg, sendo necessário esperar o bebê chegar aos 2kg para administrar a vacina.
Bebês de mães que usaram remédios durante a gestação que causam enfraquecimento do sistema imunológico, também não devem receber a vacina BCG nos primeiros seis meses de vida.
A vacina BCG também não deve ser aplicada em crianças com alergia a algum componente da fórmula ou que tenham o sistema imunológico enfraquecido, como em casos de infecção generalizada, em tratamento imunossupressor ou com HIV, por exemplo.
A dor de gases pode ser sentida como uma cãibra, dor aguda e penetrante ou ainda como uma dor forte em qualquer parte da barriga. A pessoa com dor de gases também pode apresentar dor, pressão ou desconforto no peito.
Algumas formas de aliviar a dor de gases incluem tomar chás, fazer massagem na barriga, evitar alimentos que causam gases e tomar remédios, como simeticona e dimeticona.
Entretanto, é importante consultar o clínico geral se a dor de gases durar 3 semanas ou mais e/ou quando este sintoma é acompanhado de febre, perda de peso sem motivo aparente, diarreia , náuseas e vômitos, por exemplo.
A dor de gases pode ser sentida cãibras ou como uma dor aguda e penetrante, ou ainda como uma dor forte na barriga.
A pessoa com dor de gases também pode apresentar pressão ou desconforto do lado esquerdo ou direito da barriga, além de dor, pressão ou desconforto no peito.
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Dor de gases na barriga
A dor de gases na barriga geralmente é descrita como uma sensação de cãibras abdominais, dor aguda e penetrante ou como uma dor forte.
Esta dor pode surgir em qualquer lugar do abdômen: na parte superior, média inferior ou em toda a barriga.
A dor de gases também pode ser acompanhada por uma sensação de inchaço e pressão, distensão abdominal e ser aliviada com a eliminação de gases.
Dor de gases nas costas
Os gases podem provocar uma sensação de dor, desconforto ou pressão na região superior ou inferior das costas, no lado direito ou esquerdo.
Dor de gases no peito
A dor de gases no peito pode acontecer porque o gás pode se acumular na região de cima do intestino grosso, perto do diafragma.
Assim, o acúmulo de gases na região superior do intestino pode irradiar para o tórax, causando uma dor parecida com a de um ataque cardíaco.
Fazer massagem na barriga, da direita para a esquerda, que pode ajudar a liberar gases presos;
Fazer exercícios, como caminhada, ioga e bicicleta, que estimulam a musculatura responsável pelos movimentos intestinais, ajudando na eliminação dos gases;
Tomar chás para gases, como de hortelã-pimenta, erva-doce, erva-cidreira e de louro.
Além disso, é importante também identificar os alimentos que causam gases e evitá-los, como leguminosas, como feijão, ervilha e grão-de-bico, couve-flor, brócolis e adoçantes, como sorbitol e xilitol.
As principais causas de gases incluem Ingestão de ar ao comer rápido, beber, falar ou sorrir, refluxo, prisão de ventre, síndrome do intestino irritável e intolerância à lactose.
Além disso, os gases também podem ser causados pelo consumo de bebidas gaseificadas, como refrigerante, espumante e água com gás. Conheça as principais causas dos gases.
Quando ir ao médico
Embora a dor de gases seja geralmente simples, pode indicar problemas mais sérios.
Assim, é recomendado ir ao médico na presença de sintomas como:
Dor, inchaço ou distensão que não melhoram com mudanças na dieta e no estilo de vida;
Dor ou inchaço por 3 semanas ou mais;
Se os sintomas aumentaram quanto à frequência ou gravidade;
Febre;
Náuseas e vômitos;
Perda de peso sem motivo aparente.
É importante consultar o médico também se apresentar diarreia, sangue nas fezes, dificuldade para evacuar, urinar ou soltar os gases.
Desta forma, o médico poderá fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado.
Os principais sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, suor intenso e tremores, dor de cabeça, náuseas e vômitos, pele amarelada e dores nos músculos e articulações.
Já nos casos mais graves, quando a malária não é tratada rapidamente, a pessoa também pode apresentar cansaço extremo, delírios, confusão mental, convulsões, sonolência excessiva, excitação, rigidez na nuca e coma, por exemplo.
Por isso, em casos de suspeita de malária, é fundamental consultar o infectologista ou clínico geral. Assim, o médico poderá confirmar o diagnóstico e recomendar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de medicamentos antimaláricos e a internação hospitalar.
Quais são os sintomas da malária
Os principais sintomas da malária são:
Febre alta, que pode ser contínua no início e, depois, ocorrer como picos a cada três dias;
Entretanto, se a doença não for tratada rapidamente, pode evoluir para a malária grave, causando complicações e risco de óbito em poucas horas.
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Sintomas graves de malária
Os sintomas graves de malária incluem cansaço extremo e prostração, delírios, confusão mental, desorientação, sonolência excessiva, excitação, perturbações sensoriais, rigidez na nuca e coma.
Outros sintomas da malária grave incluem convulsões frequentes, dificuldade para respirar, hemorragias, urina escura ou com sangue, pressão baixa, estado de choque, anemia severa e falência múltipla de órgãos.
Entretanto, pessoas que vivem em áreas onde a malária é comum desenvolvem uma imunidade parcial à doença, o que reduz o risco de a infecção causar doença grave.
Sintomas da malária em mulheres grávidas
As mulheres grávidas têm um risco mais alto de contrair a malária e de desenvolver complicações graves.
Assim, a mulher grávida pode apresentar em sintomas como:
Anemia materna grave;
Aborto espontâneo;
Nascimento do bebê sem sinais vitais;
Morte do bebê durante ou logo após o nascimento;
Parto prematuro;
Baixo peso do bebê ao nascer.
Além disso, a mulher também pode apresentar os mesmos sintomas da malária grave, como dificuldade para respirar, pressão baixa e convulsões, por exemplo.
O que fazer
Na presença de sintomas que possam indicar a malária, é recomendado procurar um atendimento médico imediato, especialmente se a pessoa esteve recentemente em uma área onde a malária é comum.
Assim, o médico poderá confirmar o diagnóstico, por meio de testes rápidos ou exames de sangue no microscópio, para identificar a presença do parasita Plasmodium.
O tratamento indicado pelo médico pode ser feito com o uso de medicamentos antimaláricos, como cloroquina e primaquina, que são fornecidos gratuitamente pelo SUS.
Já em casos graves da doença, a internação hospitalar imediata é indicada. Veja como deve ser o tratamento da malária.
O formigamento no rosto pode ser causado por paralisia facial, ansiedade, enxaqueca, disfunção na ATM, infecção, AVC ou neuralgia do trigêmeo, como também após uma cirurgia dentária.
Dependendo da sua causa, o formigamento no rosto pode estar acompanhado de outros sintomas como dor de cabeça, zumbido no ouvido, dificuldade para falar ou sorrir, boca torta e rosto assimétrico, por exemplo.
É importante consultar o neurologista, clínico geral ou dentista sempre que surgirem sintomas de formigamento ou dormência no rosto, especialmente quando acompanhada de outros sintomas, para identificar a causa e realizar o tratamento mais adequado. No caso do AVC, deve-se procurar o pronto-socorro imediatamente.
17 causas de formigamento no rosto
As causas mais comuns de formigamento no rosto são:
1. Problemas odontológicos
Uma causa comum de formigamento no rosto ou na cabeça são os problemas dentários como pulpites, periodontites ou mesmo uma abscesso dentário.
Essas condições podem causar estímulos em nervos da face e provocar dormência que, normalmente, está acompanhada de dor.
O que fazer: deve-se consultar o dentista para fazer o tratamento odontológico da condição que está causando a dor, o que pode ser feito com o uso de antibióticos ou anti-inflamatórios, obturação do dente, remoção da cárie ou canal, por exemplo. Veja como é feito o tratamento do canal.
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2. Paralisia facial
A paralisia facial, ou paralisia facial de Bell, é um transtorno neurológico que acontece quando o nervo facial é afetado.
Os sintomas da paralisia facial são falta de expressão em uma parte do rosto, sensação de formigamento no lado do rosto afetado e dificuldade para fechar o olho afetado. Veja mais sobre a paralisia facial.
O que fazer: nesses casos, é importante ir ao médico para que seja identificada a causa e, assim, seja indicado o tratamento mais adequado.
De forma geral, é indicado o uso de lágrimas artificiais, para evitar o ressecamento do olho, e realização de fisioterapia para fortalecer os músculos e melhorar a circulação sanguínea no local do nervo que foi afetado, massagem e eletroestimulação.
3. Disfunção têmporo-mandibular
A disfunção têmporo-mandibular é causada um distúrbio no funcionamento da articulação temporomandibular (ATM), que é responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca.
Isso gera desconforto na região do rosto e da mandíbula, e formigamentos na face que podem ser acompanhados de dor de cabeça persistente ou até zumbido no ouvido. Confira outros sintomas da disfunção têmporo-mandibular.
As causas mais comuns da disfunção têmporo-mandibular são apertar muito os dentes durante o sono, ter sofrido alguma pancada na região ou ter o hábito de roer unhas, por exemplo.
O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do dentista, que geralmente indica o uso de placa rígida que recobre os dentes para dormir, realização de fisioterapia, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, técnicas de relaxamento, terapia a laser ou cirurgia.
As alterações nos nervos faciais, como nervos trigêmeo, facial, glossofaríngeo ou occipital, por exemplo, podem causar inflamações, levando ao surgimento de sensibilidade na face ou no crânio.
Desta forma, podem surgir sintomas como formigamentos ou dormência que são sentidos no rosto e na cabeça.
O que fazer: o tratamento depende do tipo de nervo afetado, e da gravidade dos sintomas, devendo ser feito com orientação do neurologista.
Geralmente o tratamento envolve o uso de relaxantes musculares, corticoides, anticonvulsivantes ou antidepressivos, por exemplo, para ajudar a aliviar os sintomas.
5. Cirurgia dentária
As cirurgias na face e dentes, como a remoção de dentes, implantes ou cirurgia ortognática podem implicar na manipulação e inflamação de nervos da região, o que pode resultar em dormência, formigamento ou dor no rosto.
O que fazer: geralmente, esta alteração costuma ser temporária, e não durar mais que alguns dias, pois pode ocorrer pelo inchaço dos tecidos da face.
No entanto, caso tenha havido alguma lesão do nervo, a alteração na sensibilidade pode durar muitos meses e necessitar de um tratamento prolongado orientado pelo o dentista ou cirurgião maxilofacial, que pode indicar o uso de analgésicos, anti-inflamatórios ou opioides, por exemplo. Veja como aliviar a dor após cirurgia dentária.
6. Enxaqueca
Apesar do principal sintoma da enxaqueca ser a dor de cabeça, essa condição pode também ser acompanhada de alterações na sensibilidade em alguns locais do corpo, como na face, podendo provocar dormência ou formigamento no rosto.
Além disso, a enxaqueca com aura pode provocar sintomas sensitivos antes mesmo da dor de cabeça surgir, como visão de pontos brilhantes ou dormências. Saiba identificar todos os sintomas da enxaqueca.
O que fazer: o tratamento da enxaqueca deve ser orientado pelo neurologista, que pode indicar o uso de remédios anti-inflamatórios ou triptanos, para aliviar a dor e evitar o surgimento de crises de enxaqueca.
Uma crise de estresse e ansiedade pode provocar alterações na sensibilidade e sensação de formigamento em diversos locais do corpo.
Também é comum que surja localizada no rosto, língua ou na cabeça.
O que fazer: o formigamento no rosto nestes casos é leve, e passa após alguns minutos, quando a pessoa consegue acalmar-se, podendo ser usadas medidas naturais para aliviar o estresse e acabar com o formigamento. Confira algumas opções de calmantes naturais para aliviar o estresse e a ansiedade.
8. Alterações da face
O surgimento de nódulos, pólipos, infecções, como sinusites, inflamações, deformidades ou, até mesmo, um tumor na face ou no crânio, podem comprometer a sensibilidade de nervos.
Isso pode provocar alterações na circulação de sangue ou qualquer outro tipo de comprometimento da integridade dos tecidos que geram formigamentos.
O que fazer: o tratamento das alterações na face depende da sua causa, podendo nesses casos ser indicados pelo neurologista ou otorrinolaringologista o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos ou até cirurgia para remoção de pólipos ou nódulos por exemplo. Saiba como é feita a cirurgia para remoção de pólipos.
9. Neuralgia do trigêmeo
A neuralgia do trigêmeo é a compressão do nervo trigêmeo, que é responsável pelo controle dos músculos da mastigação e pelo transporte de informações sensitivas do rosto até o cérebro.
Essa condição pode causar formigamento, dormência ou dor no rosto, que pode irradiar para a região em volta do nariz e parte superior dos olhos.
A neuralgia do trigêmeo pode ser causada por deslocamento de um vaso sanguíneo, que acaba por se apoiar sobre o nervo, ou até por lesões cerebrais ou doenças autoimunes que afetam os nervos, como a esclerose múltipla, por exemplo.
O que fazer: deve-se consultar o neurologista que pode indicar o uso de remédios analgésicos, anticonvulsivantes,relaxantes musculares ou antidepressivos, para aliviar a dor e o formigamento no rosto.
A deficiência de vitaminas, como a vitamina B3, B12 ou E, pode causar danos nos nervos e levar ao surgimento de formigamento, especialmente nos pés, pernas ou mãos, mas que também pode afetar o rosto.
Além disso, a deficiência dessas vitaminas também podem causar outros sintomas, como dor muscular, dificuldade de concentração, diarréia, vômitos ou perda de peso, por exemplo.
O que fazer: deve-se consultar o clínico geral para realizar exames, de forma a identificar qual vitamina está deficiente no corpo, e realizar o tratamento que geralmente é feito com o uso de suplementos vitamínicos.
O AVC, ou derrame cerebral, é uma condição que pode causar sintomas de formigamento em apenas um lado do rosto, dificuldade para falar ou sorrir, boca torta e rosto assimétrico.
Além disso, podem ainda surgir outros sintomas, como alterações da visão, desmaio, dor de cabeça e até vômitos, dependendo da região afetada do cérebro.
O AVC é uma condição grave que pode colocar a vida em risco e geralmente ocorre devido a uma obstrução ou ruptura de algum vaso sanguíneo no cérebro, interrompendo a circulação de sangue, e comprometendo o fornecimento de oxigênio para o cérebro.
O que fazer: deve-se procurar o pronto socorro mais próximo imediatamente, para que seja feito o tratamento mais adequado que varia de acordo com o tipo de AVC, de forma a evitar complicações ou sequelas, como dificuldade de em movimentar o corpo ou confusão ou perda de memória, por exemplo. Saiba como é feito o tratamento do AVC.
12. Uso de medicamentos
Alguns medicamentos podem causar formigamento no rosto ou no corpo como um dos efeitos colaterais, como quimioterapia, remédios para HIV ou o antibiótico metronidazol, por exemplo. Veja outras causas de formigamento no corpo.
O que fazer: deve-se consultar o médico responsável pelo tratamento para avaliar a possibilidade de trocar a medicação ou receber orientações sobre o que fazer para diminuir os efeitos colaterais do remédio.
13. Herpes zoster
A herpes zoster é uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zóster em pessoas que já tiveram catapora.
Esse vírus fica \"adormecido\" dentro dos nervos, podendo ser reativado quando o sistema imunológico está enfraquecido.
A herpes zoster afeta principalmente a região do tórax e da barriga, mas também pode surgir a face, na região do nervo trigêmeo, causando formigamento, queimação, dor intensa e bolhas na pele.
O que fazer: o tratamento é feito pelo dermatologista ou neurologista com o uso de antivirais na forma de comprimidos, pois evitam a multiplicação do vírus, permitindo a cicatrização da pele, além de evitar controlar o aparecimento de outras bolhas e feridas.
14. Esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que leva à degradação da mielina que reveste os neurônios, comprometendo o funcionamento do sistema nervoso.
Essa condição pode causar formigamento em várias partes do corpo, incluindo o rosto, além de problemas de visão, falta de força nos membros, dificuldade para caminhar e coordenar os movimentos.
O que fazer: o tratamento da esclerose múltipla é feito com orientação do reumatologista que pode indicar o uso de remédios como anticonvulsivantes, corticoides, imunossupressores, analgésicos e relaxantes musculares, além de sessões de fisioterapia.
A doença de Lyme é uma infecção causada pela bactéria Borrelia burgdorferi que é transmitida pela picada do carrapato infectado com essa bactéria.
Essa infecção pode se espalhar para várias partes do corpo, e afetar os nervos, resultando em dormência ou formigamento no rosto, paralisia facial ou alterações visuais, por exemplo.
O que fazer: o tratamento é feito pelo infectologista com o uso de antibióticos como a doxiciclina, por exemplo, e quanto mais cedo se inicia o tratamento, mais rápida é a recuperação, evitando as complicações. Veja como é feito o tratamento da doença de Lyme.
16. Quimioterapia
Alguns quimioterápicos usados na quimioterapia para o tratamento do câncer, como a oxaliplatina, a cisplatina ou a carboplatina, podem provocar neuropatia periférica.
Geralmente, essa neuropatia afeta as mãos ou os pés, mas em alguns casos também podem afetar a face e causar dormência ou formigamento no rosto.
O que fazer: deve-se evitar a exposição a temperaturas extremas ou objetos muito frios, pois podem piorar ou desencadear os sintomas.
Além disso, o oncologista pode indicar o uso de remédios como gabapentina ou pregabalina, por exemplo, para aliviar os sintomas da neuropatia periférica induzida por quimioterapia.
A diabetes não controlada pode provocar danos progressivos nos nervos periféricos, devido aos níveis altos de açúcar no sangue, e causar neuropatia diabética.
Essa condição pode resultar em dor, formigamento, sensação de queimação ou perda de sensibilidade, principalmente nas mãos ou pés, mas também pode afetar o rosto.
O que fazer: deve-se fazer o tratamento adequado da diabetes, conforme orientação do endocrinologista, podendo também ser indicado o uso de medicamentos como analgésicos e antidepressivos, para aliviar os sintomas da neuropatia diabética.
A paralisia do sono é um transtorno em que a pessoa não consegue se movimentar ao acordar ou quando está tentando adormecer, podendo causar também outros sintomas como sensação de sufocamento, alucinações, angústia e/ ou medo intenso.
Não se sabe a causa exata da paralisia do sono. No entanto, esse problema é mais frequente em pessoas com idade entre os 20 e 30 anos que têm hábitos de sono irregulares, dormem pouco ou têm doenças como ansiedade ou narcolepsia.
Em caso de suspeita de paralisia do sono, é recomendado consultar um psiquiatra especialmente se os episódios forem frequentes. O tratamento pode envolver medidas para melhorar a qualidade do sono, psicoterapia e medicamentos antidepressivos em alguns casos.
Principais sintomas
Os principais sintomas de paralisia do sono são:
Incapacidade de falar e movimentar o corpo, apesar da pessoa estar consciente;
Sensação de medo intenso ou angústia durante o episódio;
Sensação de pressão no peito ou dificuldade para respirar;
Alucinações visuais, como ver pessoas ou sombras perto;
Alucinações auditivas, como escutar vozes ou ruídos estranhos;
Sensação de estar flutuando, fora do corpo ou caindo.
Os sintomas da paralisia do sono normalmente passam espontaneamente após um período que varia de segundos a poucos minutos ou caso a pessoa seja estimulada, por algum barulho ou ao ser tocada, por exemplo.
Apesar dos sintomas poderem ser intensos, a paralisia do sono não é perigosa e os órgãos vitais continuam funcionando normalmente.
Paralisia do sono pode matar?
A paralisia do sono não coloca a vida da pessoa em risco, embora possa causar sintomas angustiantes como a sensação de sufocamento ou peso sobre o peito. Durante os episódios, os músculos da respiração e todos os órgãos vitais continuam funcionando normalmente.
No entanto, a paralisia do sono é comum em pessoas com narcolepsia, que é uma doença mais séria que afeta o ciclo do sono e pode colocar a vida pessoa em risco se não tratada adequadamente. Entenda melhor o que é narcolepsia.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da paralisia do sono normalmente é feito pelo psiquiatra ou clínico geral levando em consideração o histórico de saúde da pessoa, medicamentos utilizados e os sintomas presentes, que são bastante característicos.
Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o psiquiatra mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:
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Além disso, o médico também pode indicar exames, como eletroencefalograma ou polissonografia, para descartar outras doenças como epilepsia e narcolepsia, que podem causar sintomas parecidos em algumas pessoas.
Possíveis causas
Embora não se conheça a causa exata, a paralisia do sono acontece devido a um problema de comunicação entre o cérebro e o corpo durante o sono, em que o cérebro demora a devolver o movimento ao corpo, causando uma paralisia temporária.
Alguns fatores que podem favorecer a ocorrência da paralisia do sono são:
Dormir poucas horas, insônia e baixa qualidade do sono;
Horários irregulares para dormir e acordar;
Estresse, ansiedade ou transtornos emocionais;
Dormir de boca aberta;
Jet lag ou mudanças frequentes de horário;
Cansaço excessivo ou sobrecarga física;
Consumo de álcool ou outras substâncias que alterem o sono;
Transtornos do sono, como a narcolepsia.
A paralisia do sono também pode estar associada a algum problema de saúde mental, como transtorno do pânico ou transtorno bipolar.
Na maioria dos casos, a paralisia não tem uma só causa, podendo acontecer por uma combinação de fatores.
Tratamento para paralisia do sono
Não existe um tratamento específico para a paralisia do sono. Os sintomas tendem a desaparecer sozinhos após alguns segundos ou minutos, no entanto é possível sair mais rapidamente desse estado quando alguém toca a pessoa ou a chama, por exemplo.
O tratamento para paralisia do sono é feito para evitar os episódios e envolve medidas para melhorar a qualidade do sono, como dormir o suficiente e nos mesmos horários e evitar bebidas energéticas, e psicoterapia para ajudar a lidar com pensamentos negativos ao ir dormir. Veja mais dicas para ter uma boa noite de sono.
Algumas vezes, o médico também pode indicar medicamentos, como alguns antidepressivos, para prevenir os episódios, sendo também importante tratar adequadamente outros problemas, como ansiedade e narcolepsia, caso existam.
Como sair da paralisia
Em caso de paralisia do sono, é recomendado manter a calma, tentar controlar a respiração e esperar que o episódio termine, já que pode durar poucos segundos ou minutos.
Em alguns, casos, pequenos movimentos, como tentar mover os dedos ou emitir um som, podem ajudar a sair mais rápido do episódio.
Como evitar
Para evitar os episódios de paralisia do sono é recomendado:
Dormir entre 6 a 8 horas por noite;
Ir para a cama sempre na mesma hora;
Acordar todos os dias na mesma hora;
Evitar bebidas energéticas antes de dormir, como café ou refrigerantes.
Na maior parte dos casos, a paralisia do sono surge apenas uma ou duas vezes durante toda a vida. Mas caso seja frequente, é aconselhado consultar um psiquiatra para avaliação.