segunda-feira, 20 de abril de 2026

Parada respiratória: sintomas, causas e o que fazer (é grave?)

A parada respiratória é a interrupção completa da respiração, ou seja, a pessoa deixa de inspirar e expirar, o que impede a entrada de oxigênio nos pulmões e a remoção de dióxido de carbono do corpo.

Os principais sinais de uma parada respiratória incluem ausência de movimentos respiratórios, perda completa da consciência e coloração azulada da pele e das mucosas, como resultado da falta de oxigênio.

A parada respiratória é uma emergência médica, por isso deve-se verificar se a pessoa está respirando e, caso não haja sinais de respiração, chamar imediatamente ajuda médica e, se possível, iniciar a respiração boca a boca.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de parada respiratória

Os principais sintomas que podem ser indicativos de parada respiratória são:

  • Ausência dos movimentos respiratórios no tórax;
  • Perda total da consciência;
  • Coloração azulada da pele e mucosas;
  • Ausência de saída de ar pelas narinas;
  • Imobilidade.

Os sintomas iniciais de uma parada respiratória incluem sonolência, respiração lenta ou superficial e queda da saturação de oxigênio, sinais de que os níveis de oxigênio no sangue estão diminuindo.

Qual a diferença entre parada cardíaca e parada respiratória?

Na parada cardíaca o coração para de bater, interrompendo a circulação do sangue e a oxigenação do corpo, enquanto na parada respiratória a pessoa para de respirar, deixando de levar oxigênio aos pulmões e, consequentemente, ao sangue. 

É comum que como consequência da parada respiratória, exista uma parada cardíaca, caracterizando a parada cardiorrespiratória. Saiba identificar a parada cardiorrespiratória.

O que causa

A parada respiratória pode ocorrer por obstrução das vias respiratórias, seja pela perda de tônus muscular, que faz a língua cair sobre a orofaringe, ou pela presença de sangue, muco, vômito ou corpo estranho.

Além disso, ela pode ser causada pela inalação de vapores ou gases tóxicos, ou como efeito adverso de medicamentos, como opioides e sedativos, que reduzem a capacidade respiratória e podem levar à parada completa da respiração.

Também pode ocorrer devido a doenças como miastenia gravis, botulismo ou síndrome de Guillain-Barré, bem como por doenças do sistema nervoso, como acidente vascular encefálico ou tumores.

Parada respiratória em crianças

A parada respiratória em crianças geralmente ocorre devido ao engasgo com alimentos ou objetos pequenos, que podem ser engolidos ou aspirados para as vias respiratórias, bloqueando a passagem do ar.

Além disso, ela também pode ser consequência de doenças respiratórias, como asma ou pneumonia, infecções graves, e reações a medicamentos.

As crianças são mais vulneráveis porque suas vias respiratórias são menores, e qualquer obstrução ou dificuldade para respirar pode se tornar grave muito rapidamente.

O que fazer na parada respiratória

Em caso de parada respiratória, é importante seguir os passos a seguir:

  1. Chamar a pessoa, para verificar se está inconsciente;
  2. Verificar se a pessoa está respirando, colocando um ouvido próximo ao nariz e à boca e olhando para o movimento do peito;
  3. Chamar imediatamente ajuda médica, caso não se perceba saída de ar, não se ouça respiração ou não se veja o peito se movimentando;
  4. Iniciar a respiração artificial, utilizando boca a boca ou nariz-boca, sendo esta última mais indicada para crianças.

Para realizar a respiração boca a boca, deve-se deitar a pessoa de barriga para cima, inclinar a cabeça e levantar o queixo, fechando as narinas. Em seguida, colocar os lábios em torno dos lábios da pessoa, inspirar naturalmente e, depois, soprar o ar para dentro da boca da pessoa. Veja com mais detalhes como fazer a respiração boca a boca.

Em casos de parada respiratória por engasgo, deve-se priorizar a desobstrução das vias aéreas com a manobra de Heimlich. Entretanto, se a pessoa perder a consciência, deve ser iniciada a respiração artificial.

Leia também: Como fazer a manobra de Heimlich (em adultos e bebês) tuasaude.com/manobra-de-heimlich

É importante que a intervenção ocorra dentro dos 5 minutos críticos para evitar danos a órgãos vitais, como coração e cérebro.

Parada respiratória é grave?

A parada respiratória é grave, porque ao parar de respirar, o oxigênio deixa de chegar aos órgãos, especialmente ao cérebro, e se não houver intervenção rápida, pode causar danos graves e morte em poucos minutos.



source https://www.tuasaude.com/parada-cardiorrespiratoria/

Nivolumabe (Opdivo): para que serve e como usar

Nivolumabe é um remédio imunoterápico indicado para o tratamento de alguns tipos de câncer, como câncer de pulmão, melanoma, linfoma de Hodgkin ou câncer renal.

Esse remédio pertence à classe dos anticorpos monoclonais que age aumentando a resposta do sistema imune contra as células do câncer, o que pode levar à uma diminuição do tamanho do câncer ou atrasar o seu crescimento.

Leia também: Imunoterapia: o que é, quando é indicada e como é feita tuasaude.com/como-funciona-a-imunoterapia

O nivolumabe é encontrado somente em hospitais ou clínicas oncológicas, com o nome Opdivo, na forma de injeção para aplicação na veia, com doses indicadas pelo oncologista.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O nivolumabe é indicado para:

  • Melanoma em estágio avançado;
  • Câncer de pulmão não pequenas células;
  • Câncer de rim ou carcinoma de células renais avançado;
  • Linfoma de Hodgkin clássico em recidiva ou refratário ou em estágio III ou IV;
  • Câncer de bexiga ou carcinoma urotelial;
  • Câncer de fígado ou carcinoma hepatocelular.

Além disso, o nivolumabe também é indicado para câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, mesotelioma pleural maligno ou câncer de estômago, por exemplo.

Dependendo do tipo de câncer, o nivolumabe pode ser usado junto com outros anticorpos monoclonais, como ipilimumabe ou cabozantinib, ou quimioterapia.

Leia também: Quimioterapia: o que é, como é feita, efeitos colaterais (e cuidados) tuasaude.com/efeitos-colaterais-da-quimioterapia

Como age o Nivolumabe?

O nivolumabe (Opdivo) é um anticorpo monoclonal que age ligando-se à proteína PD-L1 na superfície de algumas células tumorais.

Isso ajuda o sistema imunológico a melhorar sua ação atacando especificamente as células do câncer, o que pode levar à uma diminuição do tamanho do tumor ou atrasar o seu crescimento.

Leia também: Anticorpos monoclonais: o que são, tipos e para que servem tuasaude.com/anticorpos-monoclonais

Como usar

O nivolumabe deve ser usado através da aplicação na veia por 30 a 60 minutos, pelo enfermeiro, no hospital ou clínica oncológica, sob supervisão do oncologista.

A posologia do nivolumabe para adultos deve ser indicada pelo oncologista e normalmente é:

  • 1 aplicação de nivolumabe 240 mg, a cada 2 semanas; ou
  • 1 aplicação de nivolumabe 480 mg, a cada 4 semanas.

No entanto, dependendo do estágio e do tipo de câncer, as doses do nivolumabe podem ser diferentes, assim como o intervalo de aplicação.

O tempo de tratamento com o nivolumabe deve ser sempre orientado pelo oncologista, assim como a necessidade de adicionar outros imunoterápicos ou quimioterapia ao tratamento.

Leia também: 7 opções de tratamento do câncer de pulmão tuasaude.com/cancer-de-pulmao

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do nivolumabe são diarreia, prisão de ventre, náusea, vômitos, dor abdominal, infecções respiratórias, diminuição do apetite, dor de cabeça, falta de ar, tosse.

Além disso, também podem surgir vermelhidão ou bolhas nas mãos ou nos pés, bolhas ou coceira na pele, dor muscular ou nas articulações, cansaço ou febre.

O nivolumabe também pode causar reações alérgicas ou anafilaxia durante sua aplicação, que são tratadas imediatamente pela equipe médica.

Toxicidade do nivolumabe

O nivolumabe pode causar toxicidade relacionada à ação do sistema imunológico (imunorrelacionada), como efeito colateral, sendo as principais:

  • Inflamação dos pulmões (pneumonite);
  • Inflamação do intestino ou colite;
  • Hepatite medicamentosa;
  • Nefrite e alteração da função renal;
  • Hipotireoidismo, hipertireoidismo ou inflamação da glândula hipófise;
  • Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica.

Além disso, o nivolumabe também pode causar inflamação do miocárdio, que é o músculo cardíaco, e resultar em miocardite. Saiba identificar os sintomas de miocardite.

Quando ocorrem esses efeitos colaterais, o oncologista pode suspender o tratamento com o nivolumabe até que os sintomas desapareçam ou interromper o tratamento definitivamente.

Leia também: 11 tratamentos para câncer de pele (melanoma e não melanoma) tuasaude.com/tratamento-para-cancer-de-pele

Quem não deve usar

O nivolumabe não deve ser usado por pessoas que tenham alergia a essa substância ou qualquer outro componente da solução.

Além disso, esse imunoterápico não deve ser usado por mulheres grávidas, pois pode causar aborto, morte fetal ou natimorto.

Por isso, é recomendado usar métodos contraceptivos durante o tratamento e até 5 meses após o término do uso do nivolumabe.

Para mulheres em amamentação, o médico pode recomendar interromper a amamentação, pois não se sabe se o nivolumabe passa para o bebe pelo leite materno e os riscos que pode causar no bebê.



source https://www.tuasaude.com/nivolumabe/

10 remédios caseiros para a tosse (e como preparar)

Um ótimo remédio caseiro para tosse é o suco de guaco com cenoura que, devido à sua propriedade broncodilatadora, é capaz de aliviar a tosse...