quarta-feira, 22 de abril de 2026

3º trimestre de gravidez: sintomas, cuidados e exames

O 3º trimestre de gravidez, corresponde do 7º ao 9º mês e às semanas 28 a 41 da gestação, é marcado pelo rápido crescimento do cérebro do bebê, o que permite reagir à dor, tato, som e luz, fazendo com que se mexa mais.

Durante o terceiro trimestre, algumas mulheres podem apresentar prisão de ventre ou excesso de gases intestinais. Além disso, ao final desse trimestre, a mulher deve estar atenta aos sinais do trabalho de parto.

Leia também: Fases do trabalho de parto (e o que fazer em cada uma) tuasaude.com/fases-do-trabalho-de-parto

Durante o 3º trimestre de gravidez, deve-se fazer pelo menos três consultas de pré-natal e os exames recomendados pelo obstetra, como ultrassom morfológico, perfil biofísico do bebê e medidas da pressão arterial, para avaliar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê.

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Desenvolvimento do bebê

O desenvolvimento do bebê no 3º trimestre da gravidez é marcado por:

  • Amadurecimento dos órgãos e dos principais sistemas do corpo.
  • Rápido crescimento do cérebro, que permite comandar melhor os movimentos e controlar melhor o ritmo da respiração e da temperatura do corpo.
  • Paladar mais desenvolvido, sendo capaz de diferenciar entre os sabores doces e salgados;
  • Reação à dor, ao tato e à luz;
  • Ouvir melhor e reagir frequentemente aos sons, podendo mexer-se ou saltar quando ouvir um barulho forte, uma música ou a voz da mãe.

Neste trimestre da gravidez, é possível a mulher sentir os movimentos do bebê e se olhar para a barriga, pode algumas vezes conseguir distinguir o contorno de um cotovelo, um pé ou da cabeça. 

O terceiro trimestre da gestação, é a fase em que o bebê acumula mais gordura sobre a pele e ganha mais peso, sendo que ao final da gestação o seu peso é cerca de 4.1 Kg.

Além disso, na 40ª semana de gravidez, o bebê mede cerca de 53,3 centímetros medidos da cabeça aos pés.  

Mudanças no corpo da mulher

No terceiro trimestre da gravidez, a barriga continua crescendo com o desenvolvimento do bebê, e algumas mulheres podem apresentar coceira na barriga ou estrias.

Também é comum a mulher apresentar insônia ou dificuldade para dormir devido às alterações hormonais normais da gravidez e ao tamanho da barriga que pode dificultar encontrar uma posição confortável para dormir.

Sintomas do 3º trimestre de gravidez

No 3º trimestre da gestação a mulher pode ter alguns sintomas, como:

1. Prisão de ventre

Devido a pressão do útero sobre o intestino e diminuição dos movimentos intestinais, a mulher pode apresentar prisão de ventre e excesso de gases intestinais.

Como aliviar: deve-se manter o corpo hidratado, bebendo pelo menos 8 copos de água por dia e comer mais fibras na forma de grãos inteiros, frutas e vegetais frescos.

Praticar exercícios físicos regularmente recomendados pelo médico, também podem ajudar a melhorar o trânsito intestinal e aliviar esse desconforto.

Leia também: Prisão de ventre na gravidez: sintomas e como tratar tuasaude.com/prisao-de-ventre-na-gravidez

2. Hemorroidas

A hemorroida na gravidez pode surgir devido as alterações hormonais da gestação que promovem uma dilatação dos vasos sanguíneos.

Além disso, o peso do útero pode comprimir os vasos sanguíneos da região anal, favorecendo o desenvolvimento da hemorroida.

Como aliviar: fazer banho de assento com água morna, utilizar lenços umedecidos sem perfume ou lavar a região anal após defecar, podem ajudar a aliviar o desconforto da hemorroida.

Além disso, não permanecer sentada ou em pé por muito tempo, podem ajudar a diminuir a pressão que a barriga faz sobre o reto e evitar o desenvolvimento da hemorroida. Veja mais dicas de como tratar hemorroida na gravidez.

3. Falta de ar

A falta de ar é mais comum no final da gravidez e ocorre devido ao aumento do útero que pode causar compressão nos pulmões que não conseguem se expandir como antes da gestação, dificultando a respiração.

Esse sintoma é considerado normal e não afeta a oxigenação do bebê pois durante toda a gestação o corpo da mulher sofre adaptações para fornecer o oxigênio para o bebê. Confira todas as mudanças no corpo da mulher semana a semana no terceiro trimestre da gravidez.

Como aliviar: evitar fazer esforços excessivos e procurar uma posição confortável, como sentar e colocar as pernas para cima para relaxar.

No entanto, se surgir intensa falta de ar, dificuldade para respirar, respiração rápida ou ofegante, dor no peito, lábios ou dedos azulados ou dormência nas mãos ou nos pés, deve-se procurar o pronto socorro mais próximo.

4. Corrimento vaginal

O corrimento vaginal no final do 3º trimestre de gravidez, corresponde a saída do tampão mucoso, sendo um sinal de que o corpo está se preparando para o trabalho de parto. Saiba identificar os sinais de trabalho de parto.

No entanto, isso não indica necessariamente que o parto está chegando, podendo demorar horas, dias ou até 3 semanas para ocorrer, mas deve-se sempre comunicar ao médico quando apresentar esse tipo de corrimento vaginal.

Como aliviar: a saída do tampão mucoso é normal no final da gravidez indicando que o parto está próximo. 

No entanto, caso do sangramento ser intenso, a mulher apresentar contrações frequentes e regulares, rompimento da bolsa amniótica, ou diminuição ou ausência de movimentos fetais, deve-se ir ao hospital mais próximo.

Leia também: 17 desconfortos na gravidez (e quando ir ao médico) tuasaude.com/desconfortos-na-gravidez

Cuidados no 3º trimestre de gravidez

No terceiro trimestre da gravidez, deve-se continuar seguindo todas as recomendações do obstetra, realizar as consultas pré-natais, e continuar tomando o ácido fólico ou suplementos.

Deve-se também fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra, pois permitem controlar melhor o peso, melhorar a qualidade do sono e fortalecer a musculatura. 

Além disso, deve-se beber pelo menos 8 copos de água por dia e fazer uma alimentação nutritiva e balanceada, para garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê. Veja como deve ser a alimentação na gravidez.

Durante toda a gravidez, também é importante evitar o uso de remédios por conta própria, o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas de abuso, pois podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Sinais de alerta para ir ao médico

Deve-se comunicar ao obstetra imediatamente quando as contrações se iniciam e ir para a maternidade ou hospital.

Além disso, quando a bolsa rompe é esperado que as contrações uterinas que marcam o início do trabalho de parto surjam em pouco tempo, ocorrendo geralmente cerca de 5 horas após a ruptura da bolsa.

No entanto, as contrações podem demorar até 48 horas para aparecer, todavia, é aconselhado ir para a maternidade após 6 horas do rompimento da bolsa porque este rompimento permite a entrada de microrganismos no útero aumentando o risco de infecções na mulher e no bebê.

Principais exames do 3º trimestre 

No 3º trimestre da gestação, deve-se fazer pelo menos três consultas pré-natais e o acompanhamento com o obstetra é feito por meio de exames para verificar o desenvolvimento do bebê e para se certificar de que não haverá problemas durante o parto. 

Além disso, a partir da 36ª semana da gestação, as consultas pré-natais devem ocorrer com maior frequência, pelo menos 1 vez por semana até o nascimento do bebê.

Os principais exames realizados pelo obstetra no 3º trimestre de gravidez incluem:

1. Pressão arterial

A avaliação da pressão arterial é muito importante nas consultas de pré-natal pois permite monitorar alterações na pressão sanguínea, evitando o surgimento de pré-eclâmpsia, que pode resultar em parto prematuro. 

Geralmente, quando a pressão está elevada a gestante deve fazer alterações na sua alimentação e praticar exercício físico regularmente.

Porém, se isso não for suficiente, o médico pode aconselhar o uso de alguns medicamentos. Entenda melhor o que é a pré-eclâmpsia e como é feito o tratamento.

2. Exames laboratoriais

Alguns exames laboratoriais podem ser solicitados pelo obstetra como hemograma completo com plaquetas para avaliar a coagulação do sangue, além de avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se está ou não com anemia.

Além disso, poderá indicar a realização de outros exames como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas, eletrocardiograma e MAPA para algumas grávidas.

Também podem ser prescritos exames de urina ou de avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero, para identificar outras infecções sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia. Veja as ISTs mais comuns na gravidez.

3. Ultrassom fetal

O ultrassom fetal permite acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê e estimar o tamanho, peso e as medidas da cabeça, abdômen e fêmur do feto.

Além disso, permite avaliar a quantidade de líquido amniótico no útero e perceber se existe algum problema com a placenta.

Este exame também ajuda a prever com maior precisão a data provável do parto.

O ultrassom fetal pode ser repetido regularmente durante a gravidez, especialmente se existir alguma situação especial, como gravidez múltipla ou sangramento vaginal em algum momento da gestação.

4. Ultrassom morfológico

O ultrassom morfológico do terceiro trimestre, pode ser indicado pelo obstetra, para ser feito da 28ª a 32ª semana da gestação, para avaliar possíveis anormalidades no feto, como doenças genéticas ou malformações. 

Esse tipo de ultrassom permite imagens mais detalhadas do bebê e uma melhor avaliação física do feto.

Leia também: Ultrassom morfológico: o que é, para que serve e quando fazer tuasaude.com/ultrassom-morfologico

5. Pesquisa da bactéria Streptococcus B

A pesquisa da bactéria Streptococcus B, normalmente é feita entre as 35 e 37 semanas de gravidez, através da coleta de secreções da região genital da mulher com um cotonete.

Esse exame é importante pois quando essa bactéria entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.

Caso o resultado seja positivo, normalmente a grávida precisa fazer antibióticos durante o parto para diminuir o risco de passar a bactéria para o bebê.

6. Perfil biofísico do bebê

Na 28ª semana, que é o início do terceiro trimestre da gestação, o médico pode solicitar o perfil biofísico fetal, que é um exame que permite avaliar os movimentos do bebê, e a quantidade de líquido amniótico no útero. 

Leia também: Perfil biofísico fetal: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/perfil-biofisico-fetal

No caso de algum destes valores estiver alterado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode ser preciso fazer um parto precoce.

7. Batimento cardíaco fetal

O monitoramento do batimento cardíaco fetal permite avaliar o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento.

Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.

8. Cardiotocografia

A cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê e, para isso, o médico coloca um sensor na barriga da mãe que capta todos os sons.

Este exame demora entre 20 a 30 minutos e pode ser feito várias vezes após as 32 semanas, sendo indicado fazer 1 vez por mês em casos de gravidez de risco.

9. Teste de estresse 

O teste de estresse avalia os batimentos cardíacos do bebê enquanto acontece uma contração.

Essa contração geralmente é provocada pelo médico através da injeção de ocitocina diretamente no sangue. Entenda melhor o que é o teste de estresse e como é feito.

Este exame ajuda também a avaliar a saúde da placenta, já que durante uma contração a placenta deve ser capaz de manter o fluxo de sangue correto, mantendo o ritmo cardíaco do bebê.

Caso isso não aconteça, o batimento do bebê diminui, e, por isso, o bebê pode não aguentar o estresse do trabalho de parto, podendo ser necessário fazer uma cesárea. 

Leia também: Cesárea: passo a passo, quando é indicada e possíveis complicações tuasaude.com/como-e-uma-cesarea

10. Fibronectina fetal

O exame de fibronectina fetal tem como objetivo verificar se há risco de parto prematuro, e deve ser feito até a 36ª semana de gestação através da coleta de secreção vaginal e do colo do útero.

Para que seja realizado o exame é recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.

Quando o bebê vai nascer

Ao final do terceiro trimestre, o bebê está completamente formado e pronto para nascer a partir das 37 semanas de gestação, mas a mulher e o médico poderão aguardar até às 40 semanas de gestação, para esperar pelo parto normal.

No entanto, se chegar às 41 semanas, o médico pode decidir fazer a indução do parto para ajudar no nascimento, ou indicar a realização de uma cesariana. 

Leia também: 8 situações em que a cesárea é recomendada (e quando fazer) tuasaude.com/6-boas-razoes-para-fazer-uma-cesarea

Como se preparar para o parto

Tanto a mulher que deseja uma cesariana, quanto a que deseja um parto normal, devem se preparar para o nascimento do bebê com antecedência.

Os exercícios de kegel são importantes para fortalecer a musculatura do interior da vagina, facilitando a saída do bebê e evitando a perda de urina de forma involuntária depois do parto. Saiba como fazer os exercícios de Kegel.

Existem aulas de preparação para o parto disponíveis em alguns postos de saúde e também na rede particular, sendo muito úteis para esclarecer as dúvidas sobre o nascimento e sobre como cuidar do recém-nascido.

Últimos preparativos 

Nessa fase, o quarto ou o lugar onde o bebê vai dormir deve estar pronto, e a partir das 30ª semana, é recomendado que a mala da maternidade também esteja arrumada, ainda que possa sofrer algumas alterações até o dia de ir para o hospital. 

Leia também: O que levar para a maternidade (para a mãe e bebê) tuasaude.com/enxoval-da-mamae-no-hospital

Se ainda não fez, poderá pensar no chá de bebê ou num chá de fraldas, já que o bebê irá usar em média 7 fraldas por dia, nos próximos meses.

Saiba exatamente quantas fraldas deve ter em casa, e quais os tamanhos ideais, usando essa calculadora:

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source https://www.tuasaude.com/gravidez-terceiro-trimestre/

10 alimentos que tiram o sono (e como consumir)

Metilcobalamina: o que é, para que serve e como tomar

Metilcobalamina, também conhecida como mecobalamina, é um suplemento que pode ser indicado para o tratamento da deficiência de vitamina B12, além de ajudar na sua prevenção.

A metilcobalamina é comercializada em farmácias e lojas de suplementos, com os nomes comercias Dozemast ou Mecobe, por exemplo, na dose de 1 mcg ou 500 mcg, por exemplo, na forma de comprimidos sublinguais ou injeção.

Leia também: Dozemast: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/dozemast

No entanto, a dose e o tipo de metilcobalamina, que é a forma ativa da vitamina B12, devem ser indicados por um médico, conforme as necessidades e os objetivos a serem tratados.

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Para que serve a metilcobalamina?

A metilcobalamina é indicada para:

1. Tratar a deficiência de vitamina B12

A metilcobalamina pode ser prescrita para tratar deficiência de vitamina B12 causada por condições que diminuem a absorção dessa vitamina, como cirurgia bariátrica, doença de Crohn e uso de medicamentos como metformina.

Leia também: Falta de Vitamina B12: sintomas, causas (e tratamento) tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-vitamina-b12

Além disso, esse medicamento também pode ajudar a prevenir a deficiência de vitamina B12 que, quando não tratada adequadamente, pode provocar complicações neurológicas e hematológicas.

2. Tratar níveis elevados de homocisteína no sangue

A metilcobalamina pode ser usada para ajudar a reduzir níveis elevados de homocisteína no sangue (hiperhomocisteinemia), condição que ocorre quando esse aminoácido se acumula devido à deficiência de vitaminas como B12, B6 e ácido fólico.

Esse acúmulo pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e trombose.

3. Auxiliar no tratamento da neuropatia periférica

Por participar da produção de mielina, um composto que protege as fibras nervosas, restaurando os nervos danificados, a mecobalamina pode ser indicada no tratamento de neuropatia periférica, aliviando os sintomas dessa condição.

Como tomar metilcobalamina?

Conforme a apresentação, a metilcobalamina deve ser tomada como a seguir:

1. Metilcobalamina sublingual

A metilcobalamina sublingual (Mecobe ou Dozemast) é encontrada na forma de comprimidos, em doses de 500 mcg e 1000 mcg.

Essa forma de administração permite que a absorção da metilcobalamina seja mais rápida, pois ela é absorvida diretamente na corrente sanguínea.

Como tomar: a dose recomendada para adultos com deficiência de vitamina B12 em uso de metformina é de 500 mcg a 1000 mcg ao dia, por via sublingual, por até 3 meses de tratamento ou conforme orientação médica.

É indicado colocar o comprimido debaixo da língua, sem engolir ou mastigar, deixando dissolver naturalmente. Pode-se usar o comprimido sublingual após uma refeição do dia, como café da manhã, almoço ou jantar.

2. Metilcobalamina 1 mg

A metilcobalamina de 1 mg (ou 1000 mcg) é encontrada na forma de comprimidos sublinguais com os nomes Dozemast ou Cobi-12, e pode ser indicada para adultos com deficiência de vitamina B12.

Como tomar: geralmente é recomendado tomar 1 comprimido sublingual, 1 vez por dia, pelo tempo recomendado pelo médico.

3. Metilcobalamina 500 mcg

Assim como as outras formas, a metilcobalamina também pode ser encontrada na dosagem de 500 mg, em comprimidos sublinguais.

Como tomar: o comprimido sublingual deve ser colocado debaixo da língua até completa dissolvição.

4. Metilcobalamina injetável

A maior parte das injeções de vitamina B12 não é metilcobalamina, mas sim a forma sintética cianocobalamina, geralmente associada ao cloridrato de tiamina (vitamina B1) e cloridrato de piridoxina (vitamina B6).

Essa injeção pode ser indicados para auxiliar no tratamento de neuropatias ou neuralgias, sendo encontrada com os nomes Nevrix IM ou Cronobê Complex IM.

Além disso, outra versão inhetável é a hidroxicobalamina, encontrada com o nome comercial Bedoze, indicada para tratamento de deficiência da vitamina B12.

Como tomar: a injeção deve ser administrada via intramuscular por um médico ou enfermeiro. As doses são individualizadas, conforme condição a ser tratada.

Diferença entre cianocobalamina e metilcobalamina

A cianocobalamina é uma forma sintética da vitamina B12 que precisa ser convertida no fígado em metilcobalamina, para se tornar ativa e promover os seus benefícios. Essa forma é encontrada somente em suplementos.

Já a metilcobalamina é a forma natural e ativa da vitamina B12, estando pronta para ser usada pelo organismo. A metilcobalamina pode ser encontrada em suplementos, mas também em alimentos, como peixes, queijos e ovos.

Leia também: 16 alimentos ricos em vitamina B12 (e quantidade recomendada) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-vitamina-b12

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Os possíveis efeitos colaterais da metilcobalamina oral são vômito, náusea, diarreia, sensação de picadas, formigamento ou dormência na pele e dor de cabeça.

Já a injeção pode causar coceira na pele, diarreia, produção excessiva de suor, aumento de peso rápido, dor ao respirar, sensação de falta de ar ao deitar, ansiedade e alteração nos batimentos cardíacos.

Na presença desses sintomas, é recomendado comunicar ao médico.

Reações alérgicas são incomuns, podendo incluir urticária e, raramente, reações de hipersensibilidade (anafilaxia) que deve ser tratada imediatamente no hospital. Saiba identificar os sintomas de anafilaxia.

Metilcobalamina engorda?

A metilcobalamina não contém calorias e, por isso, não engorda. Entretanto, como a deficiência de vitamina B12 pode diminuir o apetite, a metilcobalamina pode regular a fome, favorecendo o ganho de peso.

Leia também: Tomar vitamina B12 engorda? tuasaude.com/medico-responde/vitamina-b12-engorda

Quem não deve usar?

A metilcobalamina na forma oral não deve ser usada por pessoas com alergia a esse composto. Já a forma injetável da metilcobalamina não é indicada para mulheres grávidas ou amamentando.

Crianças e pessoas com alergia à cianocobalamina ou cobalto, problemas nos olhos ou doença de Leber, insuficiência renal ou hepática, deficiência de ácido fólico, ou outro tipo de infecção no corpo, também não devem usar a forma injetável de metilcobalamina.



source https://www.tuasaude.com/metilcobalamina/

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