quinta-feira, 26 de março de 2026

10 principais causas de suor frio (e o que fazer)

O suor frio é uma resposta do corpo com o objetivo de proteger o organismo em situações perigosas ou nos casos em há uma diminuição da quantidade de oxigênio circulando no sangue, podendo ser notado o suor frio em caso de hipoglicemia, hipotensão, ansiedade, hipóxia, infecção generalizada e choque.

O suor frio normalmente não acontece como o suor normal, em todo o corpo, podendo ser localizado. Ou seja, pode aparecer na palma das mãos, nas axilas e na planta dos pés, acontecendo de forma repentina.

Apesar do suor desaparecer naturalmente, caso seja frequente, é importante que o clínico geral seja consultado para que seja verificado se existe alguma condição que leve ao suor frio e, assim, seja iniciado o tratamento mais adequado.

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As principais causas de suor frio são:

1. Hipoglicemia

A hipoglicemia geralmente acontece quando os níveis de açúcar no sangue descem abaixo de 70 mg/dl, provocando sintomas como suores frios, dor de cabeça, desmaio, visão turva, confusão mental, fraqueza, mal estar, náuseas ou sonolência. Veja mais sintomas que podem ocorrer durante uma hipoglicemia.

Para saber quais os valores de glicose no sangue pode-se fazer um teste rápido com o aparelho de mão, chamado glicosímetro, ou ir ao posto de saúde para que seja feita a medição, sendo na maioria das vezes gratuito.

O que fazer: aos primeiros sintomas de hipoglicemia, a pessoa deve-se sentar assim que possível e ingerir alimentos ricos em açúcar ou carboidratos de fácil digestão, como por exemplo um suco de fruta, uma bala ou um bolo.

Se os sintomas persistirem, ou a pessoa desmaiar, deve-se colocar um pouco de açúcar debaixo da língua e procurar o pronto socorro para obter ajuda médica.

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2. Pressão arterial baixa

Quando ocorre a pressão baixa, pode haver uma diminuição de oxigênio que chega no cérebro e em alguns órgãos, podendo não só provocar suores frios, mas também tonturas, palpitações, fraqueza, visão turva, mal estar, palidez ou desmaio.

O que fazer: durante uma crise de hipotensão, a pessoa deve tentar elevar as pernas de forma a que fiquem numa posição acima do tronco e ingerir líquidos. Saiba o que pode fazer para evitar ter pressão baixa.

3. Estresse e ansiedade

Em situações de estresse e ansiedade o organismo reage produzindo suores frios principalmente na testa, mãos, pés e axilas. Além destes sintomas, a pessoa que sofre de ansiedade pode também sentir tensão muscular, mal estar, náuseas, ânsia de vômito, palpitações e tremores. Veja outros sintomas que pode ter em situações de ansiedade.

O que fazer: existem algumas formas que podem ajudar no controle da ansiedade como receber uma massagem relaxante ou tomar um banho morno, tomar remédios naturais como chá de camomila ou suco de maracujá.

Em casos mais graves em que é difícil controlar a ansiedade, pode ser necessário acompanhamento psicológico ou mesmo medicamentos que podem ser receitados pelo médico.

É importante também que nos casos em que os sintomas da crise de ansiedade são intensos, a pessoa seja encaminhada para o hospital para que seja descartada a possibilidade de infarto.

4. Diminuição do oxigênio

Em casos de hipóxia, que é a diminuição da oferta de oxigênio aos tecidos do corpo, podem ocorrer sintomas como suor frio, falta de ar, fraqueza, confusão mental, tontura e em casos mais graves desmaio e coma que podem levar ao óbito. Por isso, deve-se ir ao pronto-socorro com urgência mal ocorram os primeiros sintomas.

A diminuição de oxigênio pode ocorrer em situações em que a circulação sanguínea é pobre, em casos de intoxicação, quando se está em locais com altitudes superiores a 3000 metros, em pessoas com doenças pulmonares ou com anemia.

O que fazer: o tratamento consiste no uso de máscara de oxigênio para normalizar os níveis no sangue e na resolução da causa da hipóxia com tratamentos específicos como nebulização para asma, medicamentos para melhorar o funcionamento dos pulmões ou coração, tratamentos para anemia ou antídotos para os envenenamentos, por exemplo. Em casos graves, pode ser necessário o uso da respiração artificial. 

5. Infecção generalizada

A infecção generalizada ou sepse consiste numa infecção por bactérias, vírus ou fungos que afeta vários órgãos do corpo, podendo levar à sua falência e dificultando a sua oxigenação, podendo provocar suores frios, febre alta, tremores, queda de pressão ou taquicardia.

O que fazer: o tratamento para a infecção generalizada consiste na toma de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios e na reposição de líquidos.

No entanto estas medidas podem não ser suficientes, podendo ser necessário respiração artificial numa unidade de cuidados intensivos.

Leia também: Infecção generalizada: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infeccao-generalizada

6. Choque

Durante um estado de choque, que pode ocorrer devido a um grande trauma, pancada, reação alérgica ou um acidente, pode ocorrer uma queda de oxigênio nos órgãos, causando sintomas como suore frio, palidez, aumento da pulsação, náuseas e vômitos, fraqueza, tonturas ou ansiedade.

O que fazer: a pessoa que entra em estado de choque pode estar ou não consciente, mas em todos os casos o aconselhável é busca ajuda médica imediatamente, chamar a ambulância ou levar a pessoa ao serviço de urgência para que receba o tratamento mais rápido possível.

Leia também: Choque: 5 tipos, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tipos-de-choque

8. Hemorragia interna

A hemorragia interna pode levar à redução do volume de sangue circulando no corpo.

Isto faz com que o sistema nervoso simpático tente compensar as perdas de volume, levando a sintomas como suor frio, batimentos cardíacos rápidos e aumento das taxas respiratórias.

Os sintomas de hemorragia interna também incluem tonturas, confusão, dor abdominal, vômito de sangue ou hematomas súbitos.

O que fazer: deve-se ir imediatamente a um hospital para avaliação para determinar a fonte da hemorragia. O sangramento leve pode ser controlado com medicamentos, procedimentos menores como embolizações e reparos cirúrgicos, enquanto casos mais graves podem exigir transfusões de sangue e soro na veia.

Leia também: Hemorragia interna: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hemorragia-interna

9. Infarto

Durante o infarto, o corpo pode produzir suor frio em resposta à diminuição do fluxo sanguíneo, pressão arterial reduzida e redução do oxigênio indo para o coração. Esses fatores podem levar ao aumento da produção de suor.

Além disso, o infarto também pode ativar o sistema nervoso, que sinaliza as glândulas sudoríparas para produzir quantidades excessivas de suores.

Outros sintomas do infarto são dor no peito, falta de ar, dor que irradia para o ombro, braço ou mandíbula e tontura. Saiba identificar os sintomas de infarto.

O que fazer: o infarto é uma emergência médica que requer atenção imediata. Desta forma, no caso de suspeita de infarto, deve-se ligar para SAMU no 192 ou procurar atendimento urgente no pronto-socorro mais próximo.

Uma vez que o infarto é confirmado pelo médico, o tratamento é feito com oxigenoterapia e medicamentos, como nitrofurantoína, analgésicos e anticoagulantes, cirurgia para colocação de stent nas artérias coronárias ou realização de ponte de safena, para restaurar o fluxo sanguíneo ao coração.

 [articleLink_simple:tratamento-do-infarto]

10. Exaustão por calor

A exaustão por calor é uma das fases da hipertermia, uma condição ocorre aumento anormal da temperatura corporal, podendo ultrapassar 40ºC, devido à desidratação ou exposição prolongada ao calor. Na tentativa de resfriar e regular a temperatura corporal, o corpo começa a suar frio.

Além de suores frios, a exaustão por calor também se apresenta com pele fria ou úmida, tonturas, pulso fraco e náuseas, e se

Leia também: Hipertermia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/hipertermia

O que fazerdeve-se descansar em um local fresco e com sombra e beber bastante líquidos.

Se os sintomas piorarem, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro, pois quando a exaustão por calor não é tratada adequadamente pode resultar em insolação, com confusão mental, desmaio e pulso fraco e rápido, e colocar a vida em risco. 



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Caroço na nuca: 9 causas comuns (e o que fazer)

O caroço na nuca pode acontecer devido a uma contratura muscular ou surgir devido a inflamações ou infecções, como no caso do furúnculo ou mononucleose infecciosa, ou ser indicativo de câncer.

Dependendo da sua causa, o caroço na nuca pode ser acompanhado de outros sintomas, como aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, formação de pus ou febre.

Na presença do caroço na nuca, é importante consultar o clínico geral ou dermatologista, para que sejam avaliadas as suas características e os sintomas associados, e indicar o  tratamento adequado, que pode ser feito com uso de remédios ou cirurgia, por exemplo.

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As principais causas de caroço na nuca são:

1. Contratura muscular

A contratura muscular ocorre quando o músculo contrai de maneira incorreta e não volta ao seu estado normal de relaxamento, causando o surgimento de um caroço no músculo da nuca, e outros sintomas como dor, desconforto e, algumas vezes.

A contratura muscular pode surgir devido a traumas por carregar excesso de peso nos ombros como bolsas ou mochilas, não fazer aquecimento antes de exercícios físicos, ou por fraqueza muscular ou estresse, por exemplo.

O que fazer: pode-se massagear o músculo com movimentos fortes e circulares usando um creme hidratante ou óleo essencial relaxante, usar bolsa de água quente durante 15 a 20 minutos, de 2 a 3 vezes por dia, ou fazer alongamentos para o pescoço.

No caso de não melhorar, deve-se consultar o clínico geral ou ortopedista que pode indicar o uso de anti-inflamatórios ou relaxantes musculares, ou fisioterapia. Saiba como é feita a fisioterapia para contratura muscular

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2. Cisto sebáceo

O cisto sebáceo é um caroço que se forma sob a pele, de formato arredondado, que mede poucos centímetros, mas que pode aumentar de tamanho ao longo do tempo, podendo ser duro ou mole, e se mover durante a palpação, podendo surgir na nuca ou em qualquer outra região do corpo.

Esse tipo de cisto é benigno, causado por uma obstrução na glândula sebácea, o que faz  com que o sebo se acumule sob a pele, e geralmente não causa sintomas. No entanto, quando fica inflamado, pode haver dor, aumento da temperatura na região, sensibilidade ou vermelhidão.

O que fazer: geralmente não é necessário um tratamento específico, especialmente quando é pequeno, podendo ser indicado pelo dermatologista o uso de compressa morna por 15 minutos no local ou remoção cirúrgica por motivos estéticos.

No caso de inflamação ou infecção do cisto, o médico pode fazer uma drenagem e indicar o uso de antibióticos. Veja outras opções de tratamento para o cisto sebáceo.  

3. Furúnculo

O furúnculo é um caroço com pus que pode crescer ao longo do tempo, causando dor, aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, e ocorrer na região da nuca ou qualquer outra região do corpo que sua muito ou sofre maior fricção.

O furúnculo pode surgir devido a uma inflamação na raiz do pelo, obstrução de uma glândula sebácea ou uma ferida na região da nuca, e está na maioria dos casos associado à infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode ser encontrada naturalmente nas mucosas e na pele.

O que fazer: pode-se fazer uma compressa com água morna cerca de 3 vezes por dia, além de lavar bem a região com água morna e sabonete neutro. Nunca se deve espremer o furúnculo, pois isso pode piorar a inflamação e a infecção, sendo mais difícil de tratar.

Em alguns casos, o dermatologista pode recomendar a realização da drenagem do abscesso, que consiste na retirada do pus, além do uso de antibióticos para combater a infecção. Confira os principais remédios para furúnculo

4. Lipoma

O lipoma é um caroço redondo e macio, que se forma sob a pele  e é composto por células de gordura, podendo surgir na nuca, pescoço, costas, ombros, axilas ou qualquer local do corpo onde as células de gordura estão presentes.

Geralmente, o lipoma não causa dor, no entanto, em alguns casos pode crescer e pressionar os nervos em volta e causar dor e até inflamação com sintoma de vermelhidão ou aumento da temperatura no local.

O que fazer: geralmente, não é necessário nenhum tratamento para o lipoma, no entanto, quando o lipoma é muito grande ou causa desconforto estético, o dermatologista pode realizar uma cirurgia para retirada. 

5. Inflamação dos gânglios linfáticos

A inflamação dos gânglios linfáticos na região da nuca, pode levar ao surgimento de caroço na nuca, conhecido como íngua, além de dor, vermelhidão ou sensibilidade na pele da nuca ou febre.

A inflamação dos gânglios linfáticos, também chamada de adenite ou linfadenite cervical, geralmente indicam uma infecção da região, podendo também surgir devido a doenças autoimunes, uso de remédios ou mesmo câncer de cabeça, pescoço ou linfoma, por exemplo. Veja outras causas da inflamação dos gânglios linfáticos

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do clínico geral, de acordo com a causa da inflamação no linfonodo, podendo ser indicado o uso de remédios anti-inflamatórios, antibióticos, antivirais, corticoides ou terapia biológica, por exemplo.

Já no caso de ter sido causada por câncer pode ser recomendado a remoção cirúrgica do gânglio ou do tumor que está causando o seu inchaço, além da realização de sessões de quimioterapia ou radioterapia. 

6. Acne queloidiana da nuca

A acne queloidiana da nuca é uma inflamação da raiz do pelo, que leva ao surgimento de um ou mais caroços arredondados, sólidos, e com menos de 1 cm, ao longo da linha do cabelo, causando inchaço, coceira, formação de queloide ou até perda de cabelo na região.

Esse tipo de acne é mais comum em homens que possuem cabelos mais grossos e encaracolados, podendo surgir por irritação crônica da pele, por golas de camisas, ou ainda por cortes de cabelo frequentes ou por raspar o cabelo da nuca.

O que fazer: deve-se evitar raspar os cabelos da nuca e usar golas apertadas, para evitar a fricção dos pelos e surgimento da acne queloidiana.

Além disso, é importante manter a região sempre limpa, lavando com sabonete neutro. No caso de não ter melhora, deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o uso de pomadas corticoides ou antibióticos, depilação a laser ou até cirurgia.

7. Mononucleose infecciosa

O caroço na nuca ou no pescoço pode surgir devido a mononucleose infecciosa, também chamada de doença do beijo, que é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitido através da saliva, levando ao surgimento de ínguas, dor de garganta, febre, placas esbranquiçadas na boca, língua e/ou na garganta ou dor de cabeça constante. Confira outros sintomas da mononucleose infecciosa.

O que fazer: ​​deve-se fazer repouso e aumentar a ingestão de líquidos, como água ou chás para acelerar a recuperação, uma vez que não existe um tratamento específico para a mononucleose.

No entanto, o clínico geral pode recomendar o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir as ínguas e a febre. 

8. Alergias

A alergia é uma reação inflamatória que surge devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias como shampoos, condicionador, protetor solar, ou até o tecido da roupa, por exemplo, levando ao surgimento de caroço na nuca, irritação, coceira intensa bolinhas ou manchas avermelhadas na pele.

O que fazer: deve-se tentar identificar a causa da alergia, e assim, evitar a exposição às substâncias que as desencadeiam.

No caso de não ocorrer melhora dos sintomas, deve-se consultar o dermatologista que pode fazer um teste de alergia para identificar o tipo de substância que está causando os sintomas, e se necessário, indicar o tratamento com antialérgicos ou corticoides. Veja os principais remédios que podem ser indicados para alergia na pele

9. Linfoma

O caroço na nuca pode surgir devido ao linfoma, que é um tipo de câncer dos linfonodos, levando ao surgimento de caroço duro na nuca, que não some após 1 ou 2 meses e não para de crescer.

Geralmente, neste tipo de câncer outros sintomas podem estar presentes além do caroço na nuca, como febre, suor noturno, cansaço excessivo e emagrecimento sem motivo aparente.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral, o hematologista ou o oncologista para que sejam feitos exames de sangue, tomografia ou PET-CT, por exemplo, para identificar o tipo de linfoma, e iniciar o tratamento mais adequado, que geralmente é feito com quimioterapia ou radioterapia. Confira todas as opções de tratamento para o linfoma.



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terça-feira, 24 de março de 2026

Isosporíase: o que é, sintomas, prevenção e tratamento

A Isospora belli é um parasita que causa a isosporíase, também chamada de cistoisosporíase, uma doença infecciosa que tem como principais sintomas diarreia prolongada, cólicas abdominais e aumento dos gases que normalmente passam depois de algumas semanas.

A isosporíase é comum de acontecer em locais quentes em que as condições de higiene e saneamento básico são precárias, havendo o favorecimento do desenvolvimento desse parasita até a sua forma infectante.

É importante que o clínico geral ou infectologista seja consultado assim que surgirem sintomas sugestivos de infecção por Isospora belli para que seja feita uma avaliação. Após confirmação do diagnóstico é iniciado o tratamento, que normalmente é feito com medicamentos antibióticos e/ ou antiparasitários.

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Sintomas de Isosporíase

Os principais sintomas de infecção por Isospora belli são:

  • Diarreia;
  • Cólicas;
  • Dor abdominal;
  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza.

De forma geral, a cistoisosporíase não provoca sintomas, melhorando espontaneamente. No entanto, quando há alterações no sistema imunológico.

Em pessoas que possuem qualquer alteração no sistema imunológico, a isosporíase pode favorecer a ocorrência de outras infecções crônicas, além de aumentar o risco de desidratação, já que a diarreia é aquosa e prolongada, sendo necessária hospitalização da pessoa.

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Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da infecção por Isospora belli é feito por meio da identificação da presença de oocistos nas fezes, mas também pode ser indicado pelo médico a realização de endoscopia, em que pode ser observada alteração na mucosa do intestino e atrofia das vilosidades intestinais, sendo indicativo de infecção por Isospora belli.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar a possibilidade de cistoisosporíase:

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Como acontece a transmissão

A transmissão da Isospora belli acontece por meio do consumo de alimentos ou água contaminados com esse parasita, por isso é importante ter atenção aos hábitos de higiene tanto alimentar quanto pessoal.

Ciclo de vida da Isospora belli

O ciclo de vida da Isospora belli tem início a partir do consumo de alimentos ou água contaminadas por oocistos desse parasita. No intestino acontece a liberação da forma responsável pela doença, os esporocistos, que reproduzem-se de forma assexuada e sexuada e evoluem até oocisto, que é eliminado nas fezes.

Os oocistos liberados nas fezes necessitam de cerca de 24 horas para evoluírem e se tornarem infectantes, no entanto esse tempo também varia de acordo com as condições climáticas. Quando mais quente o ambiente, maior é a rapidez com que pode acontecer a infecção.

Tratamento para Isosporíase

O tratamento para a Isosporíase tem como objetivo promover a eliminação do agente causador da doença, sendo normalmente indicado pelo médico o uso de Sulfametoxazol-Trimetoprim.

O médico também pode recomendar o uso de outro remédio caso a pessoa apresente alergia a algum componente do medicamento ou caso o tratamento não esteja sendo eficaz, podendo ser indicado Metronidazol, Sulfadiazina-Pirimetamina ou Sulfadoxina-Pirimetamina.

Além disso, como é frequente que haja quadro de diarreia crônica, é recomendado que a pessoa beba bastante água e permaneça em repouso para evitar que haja desidratação.

Como prevenir

A prevenção da isosporíase consiste em evitar o consumo de água e alimentos que provavelmente estiveram em contato com fezes. Além disso, é importante adotar medidas que evitem a contaminação, como por exemplo lavagem correta das mãos e dos alimentos e melhora das condições sanitárias do ambiente. Confira algumas estratégias para evitar as doenças causadas por parasitas.



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segunda-feira, 23 de março de 2026

Hematoma subdural: o que é, sintomas causas e tratamento

O hematoma subdural é uma condição caracterizada pelo acúmulo de sangue entre o crânio e a dura-máter, uma membrana que cobre o cérebro, podendo causar sintomas como dor de cabeça persistente, confusão mental, sonolência, fala arrastada e tonturas.

O hematoma subdural pode ser causado principalmente por traumatismo craniano, que pode acontecer durante quedas, acidentes de carro, moto ou bicicleta, ou ainda durante atividades esportivas, por exemplo.

Leia também: Traumatismo craniano: o que é, sintomas, tratamento e sequelas tuasaude.com/traumatismo-craniano

Assim, na presença de sintomas indicativos de hematoma subdural, é recomendado consultar o clínico geral para que seja feita uma avaliação completa e indicado o tratamento mais adequado, incluindo o uso de medicamentos diuréticos, corticoides e anticonvulsivantes ou a cirurgia de descompressão.

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Principais sintomas

Os principais sintomas do hematoma subdural são:

  • Dor de cabeça intensa e persistente;
  • Confusão mental;
  • Sonolência;
  • Fala arrastada;
  • Alterações na visão;
  • Paralisia em um lado do corpo;
  • Tonturas;
  • Convulsões.

Os sintomas do hematoma subdural variam conforme o tamanho do hematoma e podem surgir logo após uma lesão na cabeça, mas também podem se desenvolver depois de dias ou semanas.

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Sintomas de hematoma subdural em bebês

Os bebês com hematoma subdural podem apresentar sintomas como aumento do volume das fontanelas, conhecidas popularmente como moleira, convulsões, choro intenso, irritabilidade, vômito persistente, aumento do tamanho da cabeça e aumento do sono ou moleza.

Diferença entre hematoma epidural e subdural

O hematoma epidural é um sangramento entre a parte interna do crânio e a dura-máter, que é a cobertura externa do cérebro, podendo causar dor de cabeça intensa, confusão mental e convulsões.

O hematoma subdural pode provocar os mesmos sintomas do hematoma epidural, no entanto, o hematoma subdural é caracterizado pelo acúmulo de sangue entre a dura-máter e a superfície do cérebro.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do hematoma subdural deve ser feito pelo clínico geral, ou neurologista, por meio da avaliação dos sintomas apresentados e do histórico de saúde da pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ainda o exame de sangue, para avaliar a coagulação sanguínea.

Além disso, o médico também poderá aplicar a Escala de Glasgow, um teste usado para avaliar o nível de consciência da pessoa e determinar a gravidade da lesão cerebral. Entenda melhor para que serve a Escala de Glasgow.

Principais tipos

Os tipos de hematoma subdural variam conforme o tempo de surgimento dos sintomas e incluem:

1. Hematoma subdural crônico

O hematoma subdural crônico é mais comum em pessoas idosas, onde o sangramento acontece lentamente e os sintomas podem levar semanas ou meses para surgir.

Por isso, nesse tipo de hematoma subdural, a pessoa pode não se lembrar de como aconteceu a lesão na cabeça e não perceber os sintomas.

2. Hematoma subdural agudo

O hematoma subdural agudo é o tipo mais grave dessa condição, onde os sintomas surgem dentro de alguns minutos ou horas após um trauma na cabeça.

Nesse tipo de hematoma subdural, a pressão no cérebro aumenta rapidamente e, se não for tratado rapidamente, pode causar a perda de consciência, paralisia e até a morte.

Hematoma subdural extenso

O hematoma subdural extenso é caracterizado por uma quantidade elevada de sangue acumulado entre o cérebro e o crânio, podendo causar sintomas graves, como dores de cabeça intensas, confusão e perda de consciência, por exemplo.

Possíveis causas

O hematoma subdural é geralmente causado por lesões na cabeça provocadas por quedas, acidentes de carro, moto ou bicicleta, ou atividades esportivas.

Além disso, algumas condições que também aumentam o risco de hematoma subdural são:

  • Uso de medicamentos anticoagulantes ou antiplaquetários;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Epilepsia;
  • Hemofilia;
  • Aneurisma cerebral.

Já em bebês e crianças pequenas, o hematoma subdural pode surgir após abuso infantil, sendo observado durante a síndrome do bebê sacudido, uma lesão cerebral grave causada por sacudir o bebê com força para frente e para trás, causando sangramentos e diminuição de oxigênio no cérebro. Conheça melhor sobre a síndrome do bebê sacudido.

Como é feito o tratamento

O tratamento do hematoma subdural varia conforme a gravidade dessa condição e inclui:

  • Cirurgia, incluindo a perfuração do crânio para drenar o sangue e aliviar a pressão no cérebro, ou a remoção de coágulos através da craniotomia;
  • Medicamentos, como diuréticos, anticonvulsivantes e corticoides.

O tempo de recuperação após o hematoma subdural varia conforme a idade da pessoa e a gravidade da lesão, podendo acontecer num prazo de algumas semanas ou meses, ou até mesmo levar alguns anos.

Possíveis complicações

As possíveis complicações do hematoma subdural em adultos são hérnia cerebral, hemorragia, convulsões, coma e morte.

Além disso, essa condição também pode causar sequelas em algumas pessoas, como alterações no humor, problemas de concentração ou memória e problemas de fala.

Já em crianças, o hematoma subdural pode causar problemas neurológicos graves, como convulsões e atraso no desenvolvimento neurológico com paralisia cerebral.



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domingo, 22 de março de 2026

Dor no ombro direito: 12 principais causas (e o que fazer)

Algumas causas de dor no ombro direito incluem tendinite, bursite, artrite, luxação e síndrome do ombro congelado, que podem surgir devido a inflamações, movimentos repetitivos ou impactos, por exemplo.

No entanto, quando a dor no ombro direito for acompanhada de sintomas como dor no peito, formigamento ou dormência no braço e sensação de falta de ar, pode ser um sinal de infarto ou angina. Nestes casos, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.

Na presença de dor no ombro direito, é recomendado consultar o clínico geral ou ortopedista para fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir o uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos, fisioterapia ou cirurgia.

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O que pode ser a dor no ombro direito

As principais causas de dor no ombro direito são:

1. Tendinite

A dor no ombro direito pode surgir devido à tendinite, que é uma inflamação no tendão, que pode também provocar outros sintomas como câimbras, fraqueza ou dificuldade em movimentar o braço, ou sensação de fisgadas no ombro. Conheça outros sintomas de tendinite.

A tendinite no ombro pode ser causada por lesões, em casos de atividades físicas intensas, movimentos repetitivos, como pessoas que trabalham no computador, carpinteiros, professores ou pintores.

O que fazer: para aliviar a dor e inflamação, pode-se aplicar uma compressa de gelo no ombro por 20 minutos seguidos, repetindo de 2 a 4 vezes por dia. Além disso, o médico também pode recomendar sessões de fisioterapia e uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos, como paracetamol e ibuprofeno.

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2. Bursite

A bursite no ombro é a inflamação da bolsa sinovial do ombro, ou bursa, um tecido localizado na articulação do ombro. Além da dor no ombro direito, a bursite também pode causar formigamento, dificuldade para levantar os braços e fazer atividades do dia a dia.

O que fazer: o tratamento pode ser feito com sessões de fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios, como diclofenaco e betametasona, que devem ser usados somente sob a indicação de um médico.

Além disso, pode-se também consumir alguns alimentos anti-inflamatórios e analgésicos, como chá verde, açafrão e chocolate amargo, que ajudam a reduzir a inflamação e a dor. Confira outros alimentos anti-inflamatórios.

3. Lesão do manguito rotador

A dor no ombro direito pode ser causada pela lesão do manguito rotador, uma condição que pode surgir devido ao desgaste, inflamação ou impacto na articulação, sendo mais comum em atletas e pessoas que trabalham carregando peso com os braços.

Outros sintomas que também podem surgir durante esse tipo de lesão são dor no braço e fraqueza no braço ou dificuldade nas atividades do dia a dia.

O que fazer: para diminuir a inflamação e aliviar as dores, o tratamento inclui o repouso e a aplicação diária de compressas de gelo no ombro. Além disso, o médico também pode recomendar algumas sessões de fisioterapia e o uso de medicamentos, como ibuprofeno, aspirina e paracetamol.

4. Síndrome do ombro congelado

A síndrome do ombro congelado, conhecida cientificamente como capsulite adesiva, é uma inflamação no tecido que cobre a articulação do ombro, podendo causar dor no ombro direito, que piora à noite, e sensação de que o ombro está preso. Entenda melhor como é a capsulite adesiva.

Essa síndrome também pode afetar a parte superior do braço, limitando os movimentos e dificultando as atividades do dia a dia.

O que fazer: o tratamento deve ser feito conforme indicação do ortopedista e inclui sessões de fisioterapia, o uso de anti-inflamatórios e analgésicos e, em alguns casos, cirurgia.

5. Angina

A angina é uma situação que surge devido à diminuição do fluxo de sangue pelas artérias que levam sangue com oxigênio ao coração (coronárias), podendo causar sintomas como sensação de peso, aperto ou dor no peito, que pode irradiar para o ombro direito, formigamento no braço, ombros ou punhos e suor frio, por exemplo. Conheça todos os sintomas de angina.

O que fazer: ir imediatamente para o hospital para iniciar o tratamento sob a orientação do cardiologista, podendo ser indicado o uso de remédios para melhorar o fluxo de sangue, regular a pressão arterial e diminuir a formação de coágulos, como metoprolol, morfina, AAS e captopril, por exemplo.

6. Infarto

O infarto acontece quando a falta de sangue no coração causa lesões no seu tecido, provocando sintomas como dor no peito que irradia para os braços, dor no ombro direito ou esquerdo, náuseas, suor frio, sensação de falta de ar e palidez, por exemplo. Confira outros sintomas de infarto.

O que fazer: deve-se ir imediatamente para o hospital para iniciar o tratamento com o uso de máscara de oxigênio ou ventilação mecânica, e a administração de medicamentos indicados pelo médico, como aspirina, anticoagulantes venosos, Inibidores da ECA e betabloqueadores, estatinas e nitratos, para regular a passagem de sangue para o coração.

7. Artrite reumatoide

A dor no ombro direito pode surgir devido à artrite reumatoide, que é uma doença autoimune que causa inflamação nas articulações, levando também outros sintomas, como inchaço, calor, vermelhidão e dificuldade para movimentar os braços e os ombros.

O que fazer: é recomendado tratar a artrite reumatoide com a orientação do reumatologista, podendo incluir a fisioterapia e o uso de remédios anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores.

Além disso, pode-se complementar o tratamento com o uso de plantas medicinais anti-inflamatórias e analgésicas, como chá de gengibre, de cúrcuma e chá verde, por exemplo. Veja todos os tratamentos para artrite reumatoide.

8. Luxação

A luxação é uma lesão que pode ser causada por situações como quedas, fraqueza muscular, pancadas ou pegar pesos de forma inadequada, resultando em sintomas como dor intensa no ombro direito, deformação na articulação, inchaço ou dificuldade para movimentar o ombro.

O que fazer: o tratamento é feito com orientação do ortopedista e pode incluir a manipulação, que é feita através da realização de manobras para colocar os ossos da articulação afetada de volta à posição normal; a imobilização; e a realização de fisioterapia. Entenda como é o tratamento para a luxação.

9. Hérnia cervical

A dor no ombro direito pode ser causada por hérnia cervical, uma condição que acontece quando há uma compressão do disco intervertebral localizado na região do pescoço, provocando alguns sintomas como dor no pescoço que irradia para o ombro, braço, ou mãos, sensação de formigamento e dormência, por exemplo.

O que fazer: é recomendado fazer o tratamento conforme a orientação do ortopedista, que pode incluir a aplicação diária de compressas de água quente, o uso de remédios analgésicos e anti-inflamatórios, e a realização de fisioterapia e alongamentos para ajudar a combater a dor.

10. Síndrome do desfiladeiro torácico

A dor do ombro direito pode surgir devido à síndrome do desfiladeiro torácico, que é uma compressão dos nervos e/ou vasos sanguíneos que estão localizados entre a clavícula e a primeira costela.

Além da dor no ombro direito, essa síndrome também pode causar dor no braço, pescoço ou mão, sensação de formigamento ou dificuldade para movimentar os braços e inchaço nos braços, mãos ou dedos.

O que fazer: é aconselhado fazer o tratamento sob a orientação do ortopedista, que pode indicar a realização de fisioterapia e o uso de remédios para aliviar a dor, diminuir a inflamação e dissolver os coágulos de sangue, como varfarina, paracetamol e ibuprofeno, por exemplo.

11. Artrose

A artrose, ou osteoartrose, no ombro é uma doença que provoca a degeneração da cartilagem do ombro, causando a dor no ombro direito que irradia para o pescoço e que pode piorar ao movimentar os braços.

O que fazer: os principais tratamentos indicados pelo reumatologista ou ortopedista incluem o uso de medicamentos como anti-inflamatórios e analgésicos, a fisioterapia e a infiltração, que é feita com injeções de corticoide nas articulações para melhorar a dor.

12. Câncer de pulmão

O câncer de pulmão, principalmente quando atinge a parte superior do pulmão, pode causar inchaço e dor no ombro direito e no braço, fraqueza na mão e aumento da temperatura do rosto.

Essa condição é conhecida como síndrome de Pancoast que ocorre pela compressão de estruturas vasculares e neurais e estruturas adjacentes por um tumor, que pode ser um câncer, principalmente um carcinoma broncogênico.

Leia também: Tumor de Pancoast: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tumor-de-pancoast

O que fazer: o tratamento do câncer de pulmão varia conforme o tipo e o tamanho do tumor, e o estado geral de saúde da pessoa. Assim, o oncologista poderá indicar cirurgia, quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia, por exemplo.

Quando ir ao médico

É recomendado consultar o clínico geral ou ortopedista, quando a dor no ombro direito não melhora após 2 semanas, ou ainda quando é acompanhada de sintomas como febre, dificuldade para mexer o ombro ou braço, calor, inchaço ou vermelhidão no ombro.

Além disso, quando a dor no ombro direito for acompanhada de sintomas como dor no peito, formigamento ou dormência no braço e sensação de falta de ar, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.



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sábado, 21 de março de 2026

5 benefícios do cochilo: tempo ideal (e cuidados a ter)

O cochilo é um pequeno período de sono durante o dia que ajuda o corpo e a mente a se recuperar, sendo útil para reduzir o cansaço, melhorar a atenção, o humor e o desempenho físico e mental.

Para que seja mais eficaz, o cochilo deve ser curto, geralmente entre 10 e 30 minutos, e feito no início da tarde, evitando atrapalhar o sono da noite.

No entanto, quando surge a necessidade de cochilos longos e frequentes, isso pode prejudicar a qualidade do sono à noite ou indicar algum problema de saúde, como insônia, fadiga crônica ou apneia do sono.

Imagem ilustrativa número 1

Benefícios do cochilo

Alguns benefícios do cochilo, quando feito de forma adequada, podem incluir:

  1. Melhora da atenção e da concentração ao longo do dia;
  2. Redução da sensação de cansaço;
  3. Melhor desempenho cognitivo;
  4. Melhora do humor;
  5. Auxílio na recuperação física em situações de maior desgaste.

Além disso, o cochilo pode estar associado a menor risco de déficit cognitivo em adultos mais velhos, sugerindo um possível efeito protetor sobre algumas funções mentais ao longo do envelhecimento. Entenda o que é déficit cognitivo.

Entretanto, esses benefícios costumam estar mais ligados a cochilos curtos. Já cochilos muito longos e muito frequentes podem não trazer os mesmos efeitos e, em alguns casos, podem estar relacionados a problemas de saúde.

Cochilo depois do almoço

O cochilo depois do almoço, conhecido como “sesta”, é uma prática comum em muitas culturas ao redor do mundo e ajuda a dar uma pausa para o corpo e a mente no meio do dia.

Esse período de sono curto, entre os horários de 13h e 15h, é ideal para não atrapalhar o sono da noite e ainda trazer benefícios para o humor, a atenção e a recuperação mental e física.

Tempo ideal de um cochilo

O tempo ideal de um cochilo costuma ser curto, entre 10 e 30 minutos, especialmente porque nesse período o sono permanece nos estágios mais leves, o que ajuda a acordar mais disposto e sem a sensação de confusão.

Leia também: Ciclo do sono: quais as fases e como funcionam tuasaude.com/fases-do-sono

Já cochilos mais longos podem fazer com que o sono entre na fase profunda, o que aumenta a chance de acordar com sonolência, confusão ou sensação de cansaço.

Dor de cabeça após o cochilo

Algumas pessoas podem sentir dor de cabeça após o cochilo, especialmente se ele for longo ou em horários inadequados.

Esse desconforto costuma ocorrer por entrar em estágios mais profundos do sono ou por alterar o ritmo do sono noturno, e geralmente desaparece pouco tempo depois de acordar.

Cuidados com o cochilo

É importante tomar alguns cuidados para que o cochilo não prejudique o sono da noite, como evitar cochilar no final da tarde ou à noite, especialmente após as 15h, e procurar manter sempre a mesma duração e horário.

A necessidade de cochilos longos e frequentes também pode indicar algum distúrbio, como insônia, fadiga crônica ou apneia do sono, já que o corpo está tentando compensar a falta de descanso adequado durante a noite. Conheça os sintomas da apneia do sono.

Além disso, cochilos prolongados podem estar associados a um maior risco de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade, mostrando que dormir demais durante o dia pode refletir ou contribuir para alterações na saúde geral.

Portanto, os cochilos não devem substituir uma noite completa de sono, mas sim ser vistos como um complemento para ajudar a recuperar energia e manter o corpo e a mente mais alertas.

Como ter um sono de qualidade

Para um sono de qualidade, os cochilos devem ser curtos e feitos no período adequado do dia, assim como:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana;
  • Criar um ambiente tranquilo e confortável, com pouca luz e barulho;
  • Evitar cafeína, álcool e refeições pesadas perto da hora de dormir;
  • Praticar atividade física regularmente, mas sem exercícios intensos pouco antes de se deitar;
  • Tomar um chá calmante antes de ir dormir, pode ajudar a induzir o sono. Veja alguns chás calmantes.
Leia também: Como dormir bem: 10 dicas para uma boa noite de sono tuasaude.com/10-dicas-para-dormir-bem

Seguindo essas práticas, as noites tendem a ser mais reparadoras, permitindo acordar descansado e com mais energia e atenção ao longo do dia. Saiba como programar uma noite reparadora.

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