quarta-feira, 8 de julho de 2026

Como prevenir a dengue: 4 medidas simples

Para prevenir a dengue é importante adotar medidas que evitam a reprodução do mosquito transmissor, como eliminar objetos que acumulem água parada como pneus, garrafas e plantas, por exemplo.

É recomendado também usar repelentes e roupas compridas para evitar a picada, e tomar a vacina contra a dengue, que é oferecida pelo SUS para pessoas entre 4 e 60 anos que nunca tiveram dengue ou que já tiveram a infecção anteriormente.

A dengue é uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que provoca sintomas como dor nas articulações, no corpo, na cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas no corpo.

Leia também: 12 principais sintomas de dengue (clássica e hemorrágica) tuasaude.com/sintomas-da-dengue
Imagem ilustrativa número 1

Como evitar a dengue

Alguns dos cuidados mais importantes para evitar a dengue são:

1. Eliminar os focos de água parada

Para evitar a dengue, é essencial eliminar os focos de água parada, incluindo medidas como:

  • Colocar areia nos pratos de flores e plantas;
  • Manter sempre as tampas dos vasos sanitários baixadas e os ralos tampados;
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
  • Limpar sempre as calhas dos canos;
  • Não jogar lixo no quintal ou em terrenos baldios;
  • Colocar o lixo sempre em sacos fechados;
  • Manter baldes, caixas d´água e piscinas sempre tampados;
  • Deixar pneus protegidos contra chuva e água;
  • Eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerantes, cascas de coco em sacos que possam ser lacrados;
  • Furar latas de alumínio antes de ser descartadas para não acumular água;
  • Lavar as vasilhas de aves e animais;
  • Higienizar as bandejas de coleta de água do ar-condicionado e bandejas externas de geladeiras.

Essas ações devem ser feitas pelo menos uma vez por semana e são importantes, pois o mosquito que transmite a dengue se prolifera em locais com água parada.

Ao identificar um terreno baldio com lixo acumulado e objetos com água parada, deve-se avisar uma autoridade competente, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no telefone 0800 642 9782, ou a prefeitura da cidade.

2. Evitar a picada do mosquito

Algumas dicas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti são:

  • Passar repelentes diariamente as áreas expostas do corpo, como rosto, orelhas, pescoço e mãos;
  • Usar roupas de cor clara, folgadas e que cubram a maior parte do corpo possível, como blusas de mangas compridas e calças;
  • Instalar telas de proteção em todas as janelas e portas da casa;
  • Usar mosquiteiros, especialmente quando dormir durante o dia ou para proteger bebês;
  • Evitar ir em locais com epidemia da dengue.

Antes de aplicar qualquer repelente, é necessário ver se o produto é liberado pela Anvisa e se contém pelo menos 20% dos princípios ativos como DEET, icaridina e IR3535.

No entanto, alguns repelentes também podem ser feitos em casa com uso de plantas. Veja opções de repelentes caseiros e naturais.

Assista o vídeo seguinte e confira estas e outras dicas sobre como evitar a picada do mosquito:

PARA A DENGUE NÃO TE PEGAR

02:51 | 44.788 visualizações

3. Tomar a vacina da dengue

A vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Qdenga, que é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 10 a 60 anos, que nunca tiveram dengue ou que já tiveram a infecção anteriormente e/ou moram em áreas com muitos casos de dengue. Mas também é oferecida em clínicas particulares para pessoas entre 4 e 60 anos.

Além disso, existe outra vacina, a Dengvaxia, que é encontrada apenas em clínicas particulares e indicada apenas para pessoas de 6 a 45 anos e que já tiveram dengue.

Leia também: Vacinas da dengue: quem pode tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-contra-dengue

4. Aplicar larvicidas

Em locais com muitos focos de água parada, como depósitos de sucata, ferros-velhos ou lixões, pode ser feita a aplicação de larvicidas, que são produtos químicos ou biológicos que eliminam os ovos e as larvas do mosquito.

O tipo da aplicação depende da quantidade de larvas do mosquito. Essas aplicações podem ser:

  • Focal: aplicação de pequenas quantidades de larvicidas diretamente nos objetos com água parada, tipo vaso de planta e pneus;
  • Perifocal: colocação de larvicidas com aparelho que solta gotículas de produto;
  • Ultrabaixo volume: também conhecido como fumacê, que é quando um carro emite uma fumaça que ajuda a eliminar as larvas do mosquito, sendo realizado em casos em que há surto de dengue.

Entretanto, essa aplicação deve ser feita somente por agentes comunitários treinados, sendo indicada pelas secretarias de saúde das prefeituras.

Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, a aplicação de larvicida deve ser feita de forma complementar e somente para depósitos que não podem ser eliminados ou controlados de outra forma.

O Ministério da Saúde também recomenda o uso de larvicidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis israelensis (BTI) e de espinosinas para controlar o Aedes aegypti, para evitar a resistência a inseticidas.

Cloro e sal previnem a dengue?

O uso de cloro e sal em ralos da casa não é indicado pela Anvisa para prevenir a dengue. Isso porque não existem comprovações científicas da sua eficácia além de poder provocar intoxicações.

Além disso, o sal não é capaz de eliminar as larvas do mosquito da dengue.

Os ralos de casa não acumulam água parada se estiverem funcionando adequadamente e, por isso, não existe a necessidade de aplicar cloro e sal ou qualquer outro tipo de produto.

No entanto, é recomendado aplicar uma solução de hipoclorito de sódio, que contém cloro, na água de vasos de plantas. Isso porque o cloro tem ação contra as larvas do mosquito da dengue. Veja como usar o hipoclorito de sódio.



source https://www.tuasaude.com/prevencao-da-dengue/

Espinheira-santa: para que serve, benefícios (e como fazer o chá)

A espinheira-santa é uma planta medicinal da espécie Maytenus ilicifolia, rica em flavonoides, taninos e triterpenos, que têm ação antioxidante, cicatrizante e protetora gástrica, sendo popularmente usada para auxiliar no tratamento de úlcera gástrica, azia, gastrite ou acne.

A parte normalmente utilizada da espinheira-santa, são as folhas de onde são extraídas as substâncias ativas que podem ser usadas na forma de chá, compressas, extrato fluido ou cápsulas, encontradas em ervanárias ou lojas de produtos naturais.

Embora tenha benefícios para a saúde, o uso desta planta medicinal não substitui o tratamento médico e deve ser sempre feito com orientação médica, ou de outro profissional de saúde que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Assista ao vídeo a seguir e conheça melhor os benefícios da espinheira-santa:

Espinheira Santa: Benefícios e Quem NÃO Pode Tomar

06:42 | 2.742 visualizações

Para que serve e benefícios

As indicações e benefícios da espinheira-santa são:

1. Melhorar problemas no estômago

A espinheira-santa é rica taninos, como a epigalocatequina, e polissacarídeos, como o arabinogalactano, com forte ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora gástrica, que ajudam a melhorar problemas de estômago como úlcera gástrica, azia, gastrite, má digestão ou dor de estômago.

Isto porque as substâncias ativas da espinheira-santa ajudam a diminuir a acidez estomacal e a proteger o estômago do próprio ácido que produz, aliviando sintomas gástricos como dor ou sensação de queimação no estômago.

Além disso, alguns estudos feitos com ratos em laboratório mostram ainda que a espinheira-santa tem efeito semelhante à cimetidina, um medicamento utilizado para reduzir a produção de ácido pelo estômago.

2. Combater o H. pylori

Alguns estudos mostram que a espinheira-santa tem ação antibacteriana, sendo muito útil para combater a infecção pela bactéria H. Pylori, que pode causar lesões e úlceras no estômago.

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3. Auxiliar no tratamento do câncer

Estudos usando células do câncer de pulmão, mama e fígado mostraram que a espinheira-santa pode diminuir a proliferação de células cancerosas, devido à presença do triterpenoide pristimerina.

No entanto, ainda são necessários mais estudos em humanos que comprovem esse possível benefício.

4. Melhorar o funcionamento intestinal

A espinheira-santa pode ajudar a melhorar o funcionamento intestinal por ter uma leve ação laxativa. Dessa forma, beber o chá desta planta pode ajudar a tratar casos de prisão de ventre leve a moderada.

5. Tem ação diurética

A espinheira-santa tem leve ação diurética, ajudando a eliminar o excesso de líquidos do corpo.

Assim, esta planta medicinal pode ser útil para auxiliar no tratamento da retenção de líquidos, mas também no tratamento de infecções urinárias, já que mantém o trato urinário limpo.

6. Ajudar na cicatrização da pele

A espinheira-santa tem ação analgésica e cicatrizante, que quando usada sobre a pele, pode ajudar no tratamento de problemas de pele como eczema ou acne.

7. Combater infecções bacterianas

Alguns estudos in vitro feitos em laboratório mostram que a espinheira-santa possui substâncias com ação antimicrobiana como maitenina e friedelina, que ajudam a combater bactérias como:

  • Staphylococcus aureus, que causam infecções pulmonares, de pele e ósseas;
  • Streptococcus sp., que causam infecção urinária, na pele ou nas gengivas;
  • Escherichia coli, que causa infecção urinária;

A espinheira-santa também possui ação contra o fungo Aspergillus nigrans que pode causar aspergilose. Saiba o que é aspergilose.

Como usar

A espinheira-santa pode ser usada na forma de chá ou cápsulas, feitos com as folhas secas ou frescas da planta.

1. Chá de espinheira-santa

O chá de espinheira-santa deve ser preparado com as folhas secas dessa planta e usado por um período máximo de 6 meses de tratamento, conforme orientação médica.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de folhas secas de espinheira-santa;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Colocar as folhas de espinheira-santa numa xícara de água fervente e deixar repousar por 5 a 10 minutos. Coar e beber morno, até 3 vezes por dia, em jejum, ou cerca de 30 minutos antes das refeições.

2. Cápsulas de espinheira-santa

As cápsulas de espinheira-santa podem ser encontradas na dose de 380 mg de extrato seco das folhas de Maytenus ilicifolia e devem ser tomadas inteiras com um copo de água, sem abrir as cápsulas ou mastigá-las.

A dose normalmente recomendada é de 2 cápsulas de 380 mg de espinheira-santa, 3 vezes ao dia, ou seja, de 8 em 8 horas, antes das principais refeições.

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3. Extrato-fluido de espinheira-santa

O extrato-fluido de espinheira-santa deve ser tomado por via oral, sendo que a dose recomendada é de 15 a 20 gotas diluídas em 200ml de água, 3 vezes por dia após as refeições, ou conforme recomendação médica.

4. Compressas de espinheira-santa

Para problemas de pele como eczema, cicatrizes ou acne, podem ser aplicadas compressas quentes com chá de espinheira-santa diretamente na lesão.

Ingredientes

  • 3 g de folhas secas de espinheira-santa;
  • 150 mL de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as folhas secas de espinheira-santa na água fervente. Esperar amornar e aplicar sobre a pele afetada diariamente.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o uso da espinheira-santa são sensação de boca seca, náusea ou alteração do paladar, especialmente quando usada em quantidades maiores do que as recomendadas ou por mais de 6 meses.

Além disso, a espinheira-santa pode causar reações alérgicas e por isso, o seu uso deve ser feito somente com orientação médica ou de um profissional de saúde com experiência em plantas medicinais.

Quem não deve usar

A espinheira-santa não deve ser usada durante a gravidez, pois pode causar contrações uterinas e aborto, e também não deve ser usada por mulheres em amamentação, porque pode provocar redução da quantidade de leite materno.

A planta deve ainda ser evitada por crianças com menos de 12 anos ou pessoas que tenham alergia conhecida à espinheira-santa.

Além disso, pessoas com problemas de saúde ou que estejam usando remédios regulares, devem sempre consultar o médico antes de usar a espinheira-santa.



source https://www.tuasaude.com/espinheira-santa/

Como prevenir a dengue: 4 medidas simples

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