quinta-feira, 30 de julho de 2026

Creatina micronizada: o que é, para que serve (e como tomar)

A creatina micronizada é um suplemento que aumenta os níveis de fosfocreatina nos músculos, fornecendo energia rápida para os músculos e ajudando no ganho de massa muscular quando associada ao treino de resistência.

Este suplemento é um tipo de creatina monohidratada, onde o pó passa por um processo de redução do tamanho das partículas, facilitando a diluição na água ou outras bebidas.

Leia também: Creatina: o que é, para que serve e como tomar tuasaude.com/creatina

A creatina micronizada é vendida em lojas de suplementos e farmácias, na forma de cápsulas ou em pó. Entretanto, deve-se usar este suplemento apenas com indicação de um nutricionista ou médico, já que a creatina micronizada pode causar efeitos colaterais e possui contraindicações.

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Para que serve a creatina micronizada

Os principais usos da creatina micronizada são:

1. Fornecer energia rápida para os músculos

A creatina micronizada fornece energia rápida para os músculos, ao aumentar os níveis de fosfocreatina, uma molécula que guarda energia rápida nos músculos e no cérebro.

Assim, este suplemento ajuda a renovar a adenosina trifosfato, o ATP, que é uma das principais fontes de energia usada em esforços curtos e de alta intensidade, como levantamento de peso e tiros de corrida.

2. Melhorar a força muscular

A suplementação com creatina micronizada ajuda a melhorar a força muscular e a potência.

Ela também ajuda na adaptação muscular, estimulando a produção de proteínas, aumentando o volume celular e promovendo o ganho de músculo.

Entretanto, sem estímulo adequado, a creatina micronizada não aumenta a massa muscular. O ganho de massa magra é mais relevante quando este suplemento é combinado com uma dieta equilibrada e o treinamento de resistência regular.

3. Promover a recuperação muscular e prevenir lesões

A creatina micronizada ajuda a diminuir os danos musculares, a inflamação e a dor após treinos intensos, ajudando na recuperação muscular.

Além disso, estudos feitos com atletas mostram que a suplementação com creatina micronizada diminuiu a incidência de cãibras musculares, desidratação, estiramentos e lesões musculares em geral durante os treinamentos.

4. Combater a sarcopenia

A creatina micronizada ajuda a combater a sarcopenia, ao evitar a perda de massa muscular e a força em idosos, melhorando a capacidade funcional e a qualidade de vida.

Esse benefício acontece principalmente quando este suplemento é combinado com o treino de força e uma alimentação balanceada.

Leia também: Creatina para idosos: 6 benefícios, como tomar (e contraindicações) tuasaude.com/creatina-para-idosos

Creatina monohidratada X micronizada

A creatina monohidratada é a forma mais estudada, sendo considerada o \"padrão ouro\" dos suplementos de creatina. Entretanto, por ter partículas maiores, este tipo é mais difícil de dissolver, tendendo a acumular no fundo do copo e formar uma textura arenosa.

Leia também: Creatina monohidratada: o que é, para que serve, como tomar (e dúvidas comuns) tuasaude.com/creatina-monohidratada

Já a creatina micronizada é um tipo de creatina monohidratada, mas que passou por um processo mecânico que quebra suas partículas. Assim, a creatina micronizada possui partículas muito menores, sendo dissolvida de forma homogênea nos líquidos e eliminando a textura arenosa.

No entanto, as duas formas de creatina possuem o mesmo composto ativo e oferecem os mesmos benefícios.

Como tomar creatina micronizada

A creatina micronizada pode ser tomada diariamente, na forma de cápsulas ou em pó:

  • Regular: de 3 a 5 g por dia;
  • Em fase de saturação: 0,3 g de creatina para cada kg de peso corporal, que deve ser dividida em 4 vezes ao dia, por 5 a 7 dias;
  • Após a saturação: retornar para 3 a 5 g por dia, como dose de manutenção.

A fase de saturação aumenta os estoques musculares de creatina mais rapidamente, mas não é obrigatória.

O uso contínuo de 3 a 5 g por dia também promove a saturação muscular, mas de forma mais gradual.

Leia também: Como tomar creatina (em pó e cápsula): esquema de suplementação e dúvidas comuns tuasaude.com/tomar-creatina

Cuidados gerais

Alguns cuidados gerais durante o uso da creatina micronizada incluem diluir a dosagem indicada em cerca de 240 mL de água ou suco.

Para aumentar a absorção e a retenção da creatina nos músculos, é indicado consumir este suplemento junto com uma fonte de carboidratos ou de carboidratos e proteínas.

Além disso, a creatina micronizada deve ser tomada todos os dias, incluindo os dias em que não se treina. Isso porque a creatina funciona por acúmulo no organismo, atuando apenas a partir de 5 dias a 4 semanas, conforme o esquema de uso.

Possíveis efeitos colaterais

O efeito colateral mais comum com a ingestão da creatina micronizada é o ganho de peso corporal. Isso acontece devido à retenção de água dentro das células musculares junto com a creatina e, no longo prazo, pelo ganho de massa muscular.

Algumas pessoas também podem apresentar náuseas, diarreia, gases e desconforto abdominal. Entretanto, estes sintomas são mais comuns quando doses muito altas são ingeridas de uma só vez.

Em alguns casos, a creatina micronizada também pode causar cãibras, rigidez muscular e intolerância ao calor.

Quem não pode usar

A creatina micronizada não deve ser usada por pessoas com alergia a qualquer componente do produto.

Já crianças, pessoas com doenças renais ou hepáticas, ou que usam medicamentos regulares, e mulheres grávidas ou em período de amamentação, devem sempre consultar o médico ou nutricionista antes de usar a creatina micronizada.

Isso porque ainda não existem estudos suficientes que comprovem a segurança da creatina nestes grupos.



source https://www.tuasaude.com/creatina-micronizada/

Tirzepatida comprimido: existe? (e como usar)



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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Como fazer uma dieta para emagrecer rápido (com cardápio)

Para fazer uma dieta para emagrecer rápido e de forma saudável, é importante manter uma alimentação equilibrada, ingerindo menos calorias e priorizando o consumo de proteínas magras, gorduras saudáveis, frutas e vegetais frescos, e cereais integrais.

Já alimentos, como queijos gordos, sorvetes, e alimentos industrializados, como refrigerantes, temperos prontos ou macarrão instantâneo, devem ser evitados, pois têm muitas calorias, açúcar e aditivos químicos que podem atrapalhar a perda de peso.

Assista ao vídeo a seguir e conheça outras dicas para emagrecer rápido:

3 DICAS para EMAGRECER fácil, rápido e de vez

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O que comer

Antes de escolher o que comer durante a dieta, é importante saber a quantidade de calorias que se pode ingerir no dia. Para isso, basta usar a nossa calculadora e descobrir quantas calorias precisa ingerir para emagrecer.

Os alimentos que podem ser incluídos na dieta para emagrecer rápido são:

1. Proteínas magras

As proteínas magras, como frango, peixes, tofu, e queijos brancos, como ricota, cottage e queijo minas, contêm menor teor de gordura, o que ajuda a diminuir a quantidade de calorias da dieta. Além disso, por serem digeridas de forma mais lenta, as proteínas ajudam a controlar a fome e diminuir o impulso de comer, facilitando o emagrecimento. Veja uma lista com mais alimentos fontes de proteínas magras.

Como consumir: é importante comer proteínas magras em todas as refeições do dia. A ingestão diária recomendada das proteínas deve ser em torno de 30% do valor calórico total da dieta.

2. Gorduras saudáveis

Os alimentos ricos em gorduras saudáveis, como o azeite extra virgem, as oleaginosas, como nozes, amendoim, e as sementes de abóbora, de girassol e chia ajudam a acelerar o metabolismo, além de promover a saciedade, contribuindo para o emagrecimento. Conheça outros alimentos ricos em gorduras saudáveis para ajudar no emagrecimento.

Como consumir: as gorduras saudáveis devem ser incluídas todos os dias na dieta para emagrecimento, idealmente divididas em pequenas porções ao longo do dia. Apesar de serem saudáveis, estes alimentos são muito calóricos e, por isso, a ingestão diária não deve ultrapassar os 20% do valor calórico total da dieta.

3. Frutas e vegetais frescos

Algumas frutas frescas como morango, mamão, kiwi, pera e melão, têm poucas calorias e são ricas em água e fibra, que ajudam a controlar a fome, contribuindo para o emagrecimento. Saiba quais são as outras frutas que podem ajudar a emagrecer.

Já os vegetais frescos, como vagem, tomate, alface e couve-flor, também promovem o emagrecimento, pois são ricos em vitaminas, água e fibras que ajudam a evitar a prisão de ventre, além de controlar o apetite.

Como consumir: é importante comer frutas frescas e inteiras ao menos 3 vezes por dia e vegetais frescos, crus, ou em preparações assadas, grelhadas ou ensopadas no almoço e no jantar. Por também serem boas fontes de carboidratos, as frutas e vegetais frescos devem ser consumidos todos os dias em até 40% do valor calórico total da dieta.

4. Cereais integrais

Os cereais, como o arroz integral, o pão integral e o macarrão integral, são alimentos ricos em fibras, importantes para a eliminar e diminuir a absorção de gordura no organismo. Além disso, esses cereais ainda ajudam a controlar a fome, favorecendo o emagrecimento rápido. Saiba quais são e como consumir os cereais integrais.

Como consumir: para ajudar na saciedade e no emagrecimento, é importante consumir os cereais integrais diariamente, como arroz integral, no almoço e pão integral, no lanche da tarde. Por serem fonte de carboidratos, devem ser consumidos com moderação, em uma quantidade máxima de 40% do valor calórico da dieta por dia, juntamente com as frutas e os vegetais.

5. Alimentos termogênicos

Os alimentos termogênicos, como canela, pimenta, chá verde, hibisco e maca peruana, contêm substâncias como cafeína, capsaicina ou gingerol, que ajudam a acelerar o metabolismo, contribuindo para o emagrecimento. Descubra outros tipos de alimentos termogênicos e como usar na dieta.

Como consumir: para ajudar no emagrecimento rápido, os alimentos termogênicos podem ser consumidos ao longo do dia, podendo acompanhar iogurtes, frutas, ensopados ou sopas, por exemplo.

Cardápio de 3 dias para emagrecer rápido

A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias para emagrecer rápido:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã

1 xícara de chá de hibisco + 1 fatia de pão integral com 1 col de sopa de creme de ricota

1 iogurte desnatado natural com 1 col sopa de sementes de girassol + 1 kiwi

1 fatia pequena de mamão com 1 colher de sobremesa de aveia em flocos + 1 omelete com 1 ovo

Lanche da manhã

4 avelãs + 1 maçã com canela

1 xícara de chá verde + 1 fatia média de melancia

6 castanhas-de-caju + 1 fatia pequena de melão

Almoço / Jantar

1 filé pequeno de peito de frango grelhado + 2 col de sopa de arroz integral + 3 colheres de sopa de salada de repolho cozido, tomate e beterraba ralada + 1 laranja pequena

1 posta de peixe assado + 3 col de sopa de batata e brócolis assados + 2 col de sopa de couve refogada + 1 fatia pequena de melancia

1 hambúrguer de tofu grelhado + 1 berinjela média assada com molho de tomate + 2 col sopa de salada de cenoura, chuchu e abobrinha cozidos + 5 morangos médios

Lanche da tarde

1 iogurte desnatado natural + 2 castanhas-do-pará

3 nozes + 1 pera

200 ml de suco detox com couve, laranja e linhaça

Este cardápio é apenas um modelo que pode variar de acordo com as preferências pessoais, o estado de saúde e o gasto calórico total individual. Por serem muito restritas, as dietas para emagrecer rápido devem ser feitas por pouco tempo e, de preferência, com a orientação de um nutricionista.

Se deseja fazer uma dieta para emagrecer, marque uma consulta com o nutricionista na região mais próxima de você:

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O que evitar

Durante uma dieta para emagrecer rápido, é importante evitar os seguintes alimentos:

  • Cereais refinados: arroz branco, macarrão branco e pão branco;
  • Açúcar: açúcar de todos os tipos, sorvetes, chocolates, biscoitos, sucos de caixinha e em pó;
  • Carnes processadas: salsicha, linguiça, mortadela, bacon, salame, presunto e peito de peru;
  • Laticínios ricos em gordura: leite integral, manteiga, margarina, creme de leite e queijos amarelos, como gouda, prato e cheddar;
  • Alimentos ricos em sal: tempero em cubos, molho inglês, molho shoyu, macarrão instantâneo e comida pronta congelada.

Além disso, durante a dieta para emagrecimento rápido é recomendado evitar consumir bebidas alcoólicas, refrigerantes, frituras em geral, pizza, salgadinhos de pacote e lasanha, pois favorecem o aumento do acúmulo de gordura corporal, gerando o ganho de peso.

Confira, no vídeo a seguir, mais informações sobre os alimentos que podem atrapalhar o emagrecimento:

5 ERROS que NÃO te deixam EMAGRECER

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Como complementar a dieta

Para ajudar no emagrecimento rápido, é importante adotar outras mudanças na rotina diária, além da dieta. Estas incluem:

  1. Beber chás termogênicos diariamente, como o chá verde e o chá de hibisco, ajuda a eliminar o excesso de líquido do organismo, diminuindo o inchaço do corpo. Além disso, ajuda a acelerar o metabolismo, promovendo o emagrecimento rápido;
  2. Beber água, nos intervalos entre as refeições e ao longo do dia, pois essa bebida ajuda a controlar o apetite, pois o organismo pode confundir sede com fome;
  3. Praticar exercícios físicos regularmente, como musculação, dança ou corrida, pois aceleram o metabolismo, fazendo com que se gaste mais calorias e ajudando no emagrecimento rápido. Veja quais exercícios físicos ajudam a emagrecer.

Além disso, ter boas noites de sono, com duração de 7 a 9 horas por noite, ajuda no controle dos hormônios responsáveis pela fome e saciedade, contribuindo diretamente para o emagrecimento. Confira outras dicas para emagrecer mais rápido.



source https://www.tuasaude.com/emagrecer-rapido/

Poviztra: para que serve, como usar (e efeitos colaterais)

Poviztra é um medicamento indicado para a perda e manutenção de peso, tratamento do acúmulo de gordura associado à inflamação e fibrose (MASH) e redução do risco cardiovascular grave em casos específicos.

Este remédio contém a semaglutida, um agonista do receptor GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e aumentar a saciedade, além de diminuir o acúmulo de gordura, a inflamação e o tecido cicatricial, diminuindo os danos ao fígado.

Leia também: Semaglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/semaglutida

O Poviztra é vendido como solução injetável em caneta preenchida, nas doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg, 1,7 mg e 2,4 mg. No entanto, este remédio deve ser usado somente com indicação médica, após avaliação adequada.

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Para que serve o Poviztra

O Poviztra é indicado para:

  • Obesidade em adultos com IMC igual ou maior que 30 kg/m²;
  • Sobrepeso em adultos com IMC acima de 27 kg/m², associado a doenças como pressão alta, diabetes, pré-diabetes, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono;
  • Obesidade infantil em adolescentes com 12 anos ou mais e peso corporal acima de 60 kg;
  • Doença hepática associada ao acúmulo de gordura no fígado, inflamação e fibrose moderada a avançada, sem cirrose (esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) em adultos;
  • Redução do risco cardiovascular, incluindo eventos como infarto, AVC ou morte cardiovascular, em adultos com doença cardiovascular estabelecida e excesso de peso.

O uso do Poviztra deve estar associado a mudanças no estilo de vida, como dieta e exercício físico, conforme orientação médica.

Leia também: 11 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Como o medicamento funciona

O Poviztra contém a semaglutida, uma substância semelhante a um hormônio natural peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), liberado pelo intestino após as refeições.

Leia também: GLP-1: o que é, funções e medicamentos tuasaude.com/glp-1

Esse medicamento age nos receptores do cérebro que controlam o apetite, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita, com menos fome e menos vontade de comer. Assim, o Poviztra ajuda a diminuir a ingestão de alimentos e a reduzir o peso corporal.

Além disso, no fígado, o Poviztra reduz o acúmulo de gordura, a inflamação e o tecido cicatricial, diminuindo os danos ao fígado.

Apresentações do Poviztra

As apresentações incluem:

  • Poviztra 0,25 mg: dose inicial de adaptação;
  • Poviztra 0,5 mg: dose intermediária, usada em aumentos graduais de dose;
  • Poviztra 1 mg: dose intermediária, ajustada conforme resposta ao tratamento;
  • Poviztra 1,7 mg: dose intermediária avançada, pode ser indicada conforme resposta e antes da dose de manutenção;
  • Poviztra 2,4 mg: dose de manutenção, recomendada para controle de peso em adultos, quando indicada.

As doses disponíveis são utilizadas de forma gradual, conforme orientação médica, para permitir a adaptação do organismo ao medicamento.

Como usar

O Poviztra é uma injeção subcutânea que deve ser aplicada sob a pele na parte da frente da coxa, parte anterior da cintura (abdome) e parte superior do braço.

A aplicação deve ser realizada uma vez por semana, preferencialmente no mesmo dia da semana, podendo ser feita em qualquer horário do dia e independentemente das refeições.

Antes de utilizar a caneta pela primeira vez, é importante receber orientação de um médico, farmacêutico ou enfermeiro para aprender a técnica correta de aplicação.

Recomenda-se alternar os locais de aplicação a cada semana para reduzir o risco de irritação na pele.

O que fazer em caso de esquecimento

As recomendações para caso a dose seja esquecida, inclui:

  • Até 5 dias após o dia habitual: aplicar a dose assim que lembrar e continuar o tratamento no dia programado normalmente;
  • Mais de 5 dias após o dia habitual: não aplicar a dose esquecida e realizar a próxima aplicação no dia previsto.

Não deve ser aplicada uma dose extra para compensar uma aplicação esquecida.

Caso mais de uma dose seja esquecida, é recomendado procurar orientação médica para avaliar se será necessário reiniciar o aumento gradual da dose.

Posologia

A posologia do Poviztra varia conforme a idade e a condição a ser tratada, podendo incluir:

Indicação Posologia
Controle de peso e redução de risco cardíaco em adultos

Semana 1 a 4: 0,25 mg;

Semana 5 a 8: 0,5 mg;

Semana 9 a 12: 1 mg;

Semana 13 a 16: 1,7 mg;

A partir da semana 17 (dose de manutenção): 2,4 mg.

A aplicação da dose deve ser feita 1 vez por semana.

Se necessário após pelo menos 4 semanas de uso da dose de manutenção com 2,4 mg, o médico pode aumentar a dose para 7,2 mg (dose máxima), conforme resposta ao tratamento.

Controle de peso em adolescentes acima de 12 anos e com mais de 60 kg Mesmo esquema de dose que para adultos. Entretanto, a dose máxima deve ser de até 2,4 mg.
Esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) em adultos Mesmo esquema de dose que o indicado para controle de peso em adultos. Entretanto, a dosagem máxima deve ser de até 2,4 mg.

As doses devem ser aumentadas somente com orientação do médico, conforme a resposta ao tratamento e os efeitos colaterais.

A dose de 7,2 mg deve ser feita com três aplicações de 2,4 mg, devendo-se manter pelo menos 5 cm de distância entre os pontos de aplicação. 

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do Poviztra são:

  • Náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor inchaço ou desconforto no estômago e má digestão;
  • Gases, arrotos, refluxo ou azia;
  • Dor de cabeça, tontura, cansaço ou fraqueza;
  • Queda de cabelo;
  • Reações no local da injeção;
  • Alteração no gosto de alimentos ou bebidas.

Em pessoas com diabetes tipo 2, especialmente quando o Poviztra é utilizado junto com insulina ou medicamentos da classe das sulfonilureias, pode ocorrer hipoglicemia (queda dos níveis de açúcar no sangue). Saiba identificar os sintomas de hipoglicemia.

Em situações mais raras, o uso do Poviztra pode estar associado a eventos graves, como pancreatite aguda, reações alérgicas graves, obstrução intestinal ou neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, uma alteração rara que pode afetar a visão.

Leia também: Pancreatite aguda: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/pancreatite-aguda

Quando buscar ajuda médica

É recomendado ir imediatamente ao pronto-socorro em caso de falta de ar, inchaço no rosto ou garganta, desmaio, dor intensa e persistente na barriga, inchaço abdominal ou vômitos que não melhoram.

Também deve-se procurar atendimento médico imediatamente se ocorrer alteração súbita ou piora da visão.

Quem não deve usar

O Poviztra não deve ser usado nas seguintes situações:

  • Alergia à semaglutida ou a qualquer componente da fórmula;
  • Gravidez ou amamentação;
  • Crianças com menos de 12 anos;
  • Diabetes tipo 1 ou cetoacidose diabética;
  • Uso junto com outros medicamentos agonistas de GLP-1 ou outros produtos para perda de peso;
  • Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2).

Algumas pessoas precisam de avaliação médica cuidadosa antes de iniciar o tratamento, incluindo aquelas com função dos rins ou fígado gravemente reduzida, insuficiência cardíaca grave, histórico de pancreatite, retinopatia diabética ou gastroparesia.

Além disso, pessoas que estejam usando anticoagulantes, sulfonilureia e insulina, remédios de venda livre ou fitoterápicos, devem sempre consultar o médico antes de usar o Poviztra.



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terça-feira, 28 de julho de 2026

16 frutas para emagrecer (com poucas calorias)

Algumas frutas que ajudam a emagrecer são morango, maçã, pera e kiwi, por exemplo, pois são ricas em fibras e antioxidantes, ajudando na perda de peso desde que inseridas em uma alimentação saudável e equilibrada.

Uma boa estratégia para baixar o peso e diminuir a gordura acumulada é comer diariamente frutas que favoreçam a perda de peso, seja por causa da baixa quantidade de calorias, pela sua grande quantidade de fibras ou pelo seu baixo índice glicêmico.

As frutas, geralmente são baixas em calorias, no entanto devem ser consumidas com moderação e podem ser incluídas em lanches ou sobremesas. A porção recomendada é de 2 a 3 frutas diferentes por dia, sendo importante incluí-las em uma dieta saudável e hipocalórica, associada à atividades físicas regulares, para favorecer, assim, no emagrecimento.

Conheça algumas frutas que podem ajudar a emagrecer, assistindo ao vídeo a seguir:

6 frutas para EMAGRECER mais rápido

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1. Morango

Calorias em 100 g: 30 calorias e 2 gramas de fibra.

Porção recomendada: 1/4 de xícara de morango fresco inteiro.

O morango ajuda a emagrecer pois contém calorias negativas e além disso, é rica em compostos bioativos devido a sua elevada quantidade de vitamina C, folato e compostos fenólicos, que proporcionam efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.

Além disso, os morangos são ricos em fibras, ajudando a controlar os níveis de açúcar no sangue, já que aumentam a sensação de saciedade, diminuindo as calorias ingeridas e favorecendo a perda de peso. Também são ricas em potássio, o que ajuda a regular a pressão arterial.

2. Maçã

Calorias em 100 g: 56 calorias e 1,3 gramas de fibra.

Porção recomendada: 1 unidade média de 110 g.

A maçã ajuda a emagrecer pois é rica em antioxidantes como catequinas e ácido clorogênico, além de conter fibras como a quercetina, que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue, a melhorar a digestão e a diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos. Além disso, o consumo regular de maçã pode ajudar a diminuir o risco da pessoa ter doenças cardíacas, câncer e asma.

A maçã assada com canela ou com cravo da índia contém poucas calorias e é uma sobremesa deliciosa e nutritiva. Conheça todos os benefícios da maçã.

3. Pera

Calorias em 100 gramas: cerca de 53 calorias e 3 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1/2 unidade ou 110 gramas.

A pera ajuda a emagrecer porque é rica em fibras, que ajudam a melhorar o trânsito intestinal e tirar a fome, além de ajudar a regular os níveis de colesterol no sangue. Para ter mais vantagens na perda de peso, é recomendado consumir essa fruta 20 minutos antes do almoço ou do jantar, pois assim é possível garantir a sensação de saciedade e comer menos na refeição.

4. Kiwi

Calorias em 100 g: 50 calorias e 2,7 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade média ou 100 gramas.

O kiwi tem efeito laxativo e é rico em vitamina C e fibras, ajudando a melhorar o funcionamento do intestino, aumentar a sensação de saciedade e favorecer a atividade do sistema imune. Além disso, por conter clorofila em sua composição, também possui efeito detox.

Leia também: Kiwi: 11 benefícios, tipos e como consumir (com receitas) tuasaude.com/emagrecer-com-kiwi

5. Mamão

Calorias em 100 g: 55 calorias e 1,8 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1 xícara de mamão cortada em cubos ou 100 gramas

O mamão possui poucas calorias e é rico em fibras, ajudando a melhorar o funcionamento do intestino. Além disso, por ser rico em vitamina C e água, também ajuda a diminuir a retenção hídrica, aliviando a sensação de barriga inchada, por exemplo. Veja outros benefícios do mamão.

O mamão também é bom para ajudar no controle da diabetes e aliviar os sintomas da gastrite. Uma fatia de mamão picado com 1 potinho de iogurte natural ou frutos secos é uma ótima opção para o lanche da manhã.

6. Limão

Calorias em 100 gramas: 14 calorias e 2,1 gramas de fibras.

É diurético, rico em vitamina C e um potente antioxidante, ajudando a eliminar as toxinas e a deixar a pele mais viçosa. Tomar uma xícara de chá da casca de limão diariamente é uma ótima forma de consumir o limão sem açúcar e aproveitar todos os seus benefícios.

Além disso, o limão também ajuda a reduzir o colesterol e o açúcar no sangue. Saiba como o limão pode ajudar a emagrecer.

7. Tangerina

Calorias em 100 g: 44 calorias e 1,7 gramas de fibras.

Porção recomendada: 2 unidades pequenas ou 225 gramas.

A tangerina ajuda a emagrecer porque é rica em água e fibras, além de ser pouco calórica. Essa fruta é rica em vitamina C, o que ajuda na absorção do ferro no intestino e fortalece o sistema imune. Suas fibras melhoram o trânsito intestinal, reduzem a absorção de gordura e ajudam a controlar a glicemia. Conheça os benefícios da tangerina para a saúde.

8. Cambuci

Calorias em 100 g: 38 calorias e 4,5 g de fibras.

Porção recomendada: 2 unidades, ou 100 g.

O cambuci é uma fruta com poucas calorias e, por isso, é uma ótima opção de fruta para ajudar a emagrecer. Além disso, o cambuci também é rico em fibras que prolongam a digestão dos alimentos, aumentando a saciedade ao longo do dia e diminuindo a ingestão de alimentos.

9. Mirtilo

Calorias em 100 g: 57 calorias e 2,4 gramas de fibras.

Porção recomendada: 3/4 de xícara.

Os mirtilos são uma fruta que possuem diversos benefícios para a saúde, pois não só possuem baixa quantidade de calorias mas também possuem grande concentração de fibras, ajudando a controlar os níveis de açúcar no sangue e a diminuir o colesterol LDL.

Além disso, o mirtilo é rico em antioxidantes, diminuindo a inflamação do organismo e os danos provocados pelos radicais livres.

10. Melão

Calorias em 100 g: 29 calorias e 0,9 g de fibras.

Porção recomendada: 1 xícara de melão em cubos.

O melão ajuda a baixar o peso devido às suas propriedades diuréticas, que ajudam a diminuir a retenção de líquido por ser rica em água. Além disso, é rica em potássio, fibras e antioxidantes como a vitamina C, betacarotenos e licopeno.

11. Pitaya

Calorias em 100 g: 50 calorias e 3 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade média.

A pitaya é uma fruta com poucas calorias, rica em antioxidantes, como as betalaínas e flavonoides, além de possuir vitamina C, ferro e fibra, entre outros compostos que favorecem a perda de peso, a melhora do sistema imune, o controle do açúcar no sangue e a diminuição da gordura acumulada no fígado. Conheça outros benefícios da pitaya.

12. Toranja

Calorias em 100 g: 42 calorias e 1,6 g de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade média ou 200 gramas.

A toranja é uma fruta cítrica com poucas calorias, rica em fibras e água que ajuda a aumentar a sensação de saciedade, diminuindo a ingestão de alimentos. Além disso, essa fruta possui boas quantidades de vitamina A e vitamina C, carotenoides e flavonoides, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Confira todos os benefícios da toranja.

13. Tomate

Calorias em 100 g: 15 calorias e 1,2 g de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade média ou 150 gramas.

O tomate é uma fruta rica em vitamina C, A e K, potássio e licopeno, um potente antioxidante. Além disso, o tomate possui propriedade diurética, anti-inflamatória, possui poucas calorias e é rico em fibras, ajudando a reduzir o peso corporal.

14. Pêssego

Calorias em 100 g: 44 calorias e 2,3 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade médica ou 180 g.

O pêssego é rico em antioxidantes, como carotenoides, polifenois e vitamina C e E. Devido aos seus componentes bioativos, o pêssego ajuda a melhorar o funcionamento do intestino, diminuir a retenção de líquidos, ajudando a eliminar as toxinas do corpo, e promover a perda de peso, já que aumenta a sensação de saciedade.

15. Ameixa

Calorias em 100 g: 46 calorias e 1,4 gramas de fibras.

Porção recomendada: 1 unidade e meia ou 100 gramas.

A ameixa pode ajudar a reduzir o peso devido ao fato de ser rica em fibras, diminuindo o tempo de digestão e aumentando a sensação de saciedades logo após a refeição, diminuindo o apetite. Além disso, essa fruta contém polifenois, que possuem efeito anti adipogênico, ou seja, ajudam a diminuir a formação de tecido adiposo no corpo.

16. Framboesa

Calorias em 100 g: 49 calorias e 6,7 g de fibras.

Porção recomendada: 1 xícara ou 120 g, aproximadamente.

A framboesa é uma fruta rica em diversos compostos bioativos, como antocianinas, quercetina, vitamina C e elagitaninos, que ajudam na prevenção de doenças crônicas como diabetes e obesidade.

A framboesa também é rica em fibras, além de ser pobre em calorias, sendo uma ótima fruta para ajudar na perda de peso. Veja outros benefícios da framboesa para a saúde.

Veja com a nutricionista Tatiana Zanin outros alimentos com poucas calorias que ajudam a emagrecer:

CALORIAS NEGATIVAS: como emagrecer comendo mais

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Ocrevus: para que serve e efeitos colaterais

Ocrevus é um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento da esclerose múltipla, nas formas recorrente e progressiva, e atua diminuindo a atividade de algumas células de defesa ajudando a proteger o sistema nervoso central.

Essa medicação tem como princípio ativo o ocrelizumabe, sendo encontrada em frascos de 300 mg/10 mL para aplicação na veia ou 920 mg/23 mL para injeção sob a pele do abdômen.

O Ocrevus deve ser usado em ambiente hospitalar ou clínica, sempre com supervisão médica, para monitorar possíveis reações durante sua aplicação, como febre, calor, dor ou mal-estar.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O Ocrevus pode ser indicado para:

  • Esclerose múltipla na forma recorrente (EMR);
  • Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP);
  • Esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR).

Para adultos, o Ocrevus é indicado para pessoas com esclerose múltipla recorrente, quando a doença causa surtos que podem ser seguidos por períodos de melhora, e para a forma primária progressiva, em que os sintomas pioram gradualmente ao longo do tempo.

Em crianças e adolescentes a partir de 12 anos que pesem pelo menos 40 kg, é indicado apenas para a forma recorrente-remitente (EMRR) da doença, caracterizada por surtos intercalados com períodos de melhora parcial ou completa.

Leia também: Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/esclerose-multipla

Como o Ocrevus funciona

O ocrelizumabe atua nos linfócitos, células do sistema imunológico que contribuem para as lesões da esclerose múltipla, ajudando assim a reduzir a inflamação e o ataque à bainha de mielina no cérebro e na medula.

Para entender melhor como funciona o Ocrevus, fale com um profissional Rede D\'Or especializado no uso de imunobiológicos. 

Como usar

O Ocrevus pode ser usado por aplicação na veia (intravenosa) ou sob a pele (subcutânea), feita pelo enfermeiro em ambiente hospitalar ou clínicas especializadas, sempre sob supervisão médica.

1. Ocrevus subcutâneo 

O Ocrevus subcutâneo 920 mg/23 mL deve ser aplicado sob a pele, geralmente na região do abdômen, evitando a área próxima ao umbigo.

A dose recomendada para adultos é de 1 aplicação de 920 mg por cerca de 10 minutos, realizada a cada 6 meses. Deve haver um intervalo mínimo de 5 meses entre uma dose e outra.

Após a primeira aplicação, a pessoa costuma permanecer em observação por pelo menos 1 hora, para que a equipe médica possa identificar e tratar rapidamente qualquer reação ao medicamento, caso ela ocorra.

2. Ocrevus intravenoso

O Ocrevus intravenoso 300 mg/10 mL deve ser aplicado diretamente na veia. 

A posologia do Ocrevus para para adultos e crianças com mais de 12 anos e com peso igual ou maior que 40 Kg são:

Fase

Posologia

Dose Inicial

1 aplicação de 300 mg feita no início do tratamento (semana 1) e a segunda cerca de uma semana depois (semana 2)

Doses de manutenção

600 mg em infusão única, administrada a cada 6 meses.

Em casos de insuficiência renal ou hepática, não há necessidade de ajustar a dose.

Antes da aplicação, o Ocrevus é diluído em soro fisiológico e administrado lentamente por infusão na veia, que costuma durar entre 2 e 3 horas. O médico também pode indicar medicamentos antes da infusão para reduzir o risco de reações.

Após a aplicação, a pessoa permanece em observação por cerca de 1 hora. Se uma dose for perdida, ela deve ser administrada assim que possível, mantendo um intervalo mínimo de 5 meses entre as doses seguintes.

Cuidados no uso

Antes e durante o uso do Ocrevus, alguns cuidados são importantes para garantir a segurança e a eficácia do tratamento, como:

  • Realizar sorologia para hepatite B, antes de iniciar o tratamento, prevenindo a reativação do vírus;
  • Evitar vacinas com vírus vivos, se forem necessárias, aplicá-las pelo menos seis semanas antes do início do tratamento;
  • Observar sinais de infecção, incluindo herpes, e informar ao médico caso utilize outros medicamentos que afetem o sistema imunológico;
  • Realizar consultas e exames de acompanhamento conforme orientação médica.

Além disso, mulheres em idade fértil devem utilizar um método contraceptivo eficaz durante o tratamento e por 6 meses após a última dose do medicamento.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do Ocrevus incluem infecções respiratórias, como resfriados e sinusite, e reações durante ou após a infusão, como febre, vermelhidão, coceira, dor de cabeça, calor, mal-estar ou queda da pressão arterial.

Outros efeitos podem incluir infecções por herpes, tosse, dor nas extremidades ou nas costas e outros sintomas relacionados às infecções ou às reações à infusão.

Entre os efeitos graves estão infecções graves, reativação do vírus da hepatite B, leucoencefalopatia multifocal progressiva (uma infecção rara do cérebro) e reações alérgicas graves durante a infusão.

É fundamental buscar atendimento médico imediatamente, se surgir febre alta, sinais de infecção, sangramentos, alterações na visão, dificuldade para falar ou caminhar, fraqueza em um lado do corpo ou sinais de reação alérgica grave (anafilaxia). Entenda os sintomas da anafilaxia.

Quem não deve usar

O Ocrevus não deve ser usado nas seguintes situações:

  • Alergia ao ocrelizumabe ou a qualquer componente da fórmula;
  • Infecção ativa pelo vírus da hepatite B;
  • Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) confirmada;
  • Crianças com menos de 12 anos e com peso menor que 40 Kg.

Além disso, o uso durante a gravidez deve ser avaliado pelo médico, considerando os benefícios e os possíveis riscos para a mãe e o bebê.

Em pessoas com mais de 65 anos, a experiência clínica é limitada e o tratamento deve ser avaliado individualmente.

Leia também: Hepatite B: sintomas, transmissão, tratamento e cura tuasaude.com/hepatite-b

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Síndrome de lázaro: o que é, como identificar (e possíveis sequelas)

A síndrome de Lázaro é uma situação em que ocorre o retorno espontâneo da circulação sanguínea após a interrupção das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), mesmo depois da pessoa ser considerada sem sinais vitais.

Também chamada de fenômeno de Lázaro ou autoresuscitação, a causa ainda não é totalmente conhecida, mas pode estar relacionada com fatores como o efeito tardio de medicamentos usados durante a reanimação, alterações na pressão dentro do tórax e recuperação tardia da função cardíaca.

Apesar de ser muito rara, a síndrome de Lázaro reforça a importância de uma avaliação cuidadosa após a suspensão da reanimação, com monitorização dos sinais vitais durante um período adequado antes da confirmação definitiva da morte.

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Por que acontece 

A causa exata da síndrome de Lázaro ainda não é totalmente esclarecida, mas existem algumas hipóteses que podem explicar o retorno espontâneo da circulação após a interrupção da reanimação cardiopulmonar. 

Entre os principais mecanismos estão:

  • Efeito tardio dos medicamentos: alguns medicamentos usados na reanimação podem demorar para atuar completamente, contribuindo para o retorno da atividade cardíaca após algum tempo;
  • Alterações na pressão no tórax: o aumento da pressão durante a ventilação ou compressões pode dificultar o retorno do sangue ao coração e, quando reduzida, favorecer a recuperação da circulação;
  • Recuperação gradual do coração: em alguns casos, o coração pode recuperar lentamente a capacidade de contrair após um período sem batimentos eficazes;
  • Hipotermia ou intoxicações: temperaturas muito baixas ou algumas substâncias podem reduzir temporariamente as funções do organismo e atrasar a recuperação dos sinais vitais.

Além disso, alterações no equilíbrio do organismo, como mudanças nos níveis de potássio e oxigênio, podem interferir no funcionamento do coração e, quando corrigidas, favorecer o retorno da circulação sanguínea.

Catalepsia e síndrome de Lázaro

A catalepsia é uma perda súbita e temporária da força muscular, geralmente desencadeada por emoções intensas, como surpresa ou medo. Apesar da respiração lenta, a pessoa permanece consciente e continua com as funções vitais preservadas.

Leia também: Catalepsia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/catalepsia

Já na síndrome de Lázaro, ocorre o retorno inesperado da circulação após uma parada cardíaca e tentativa de reanimação, mesmo depois da pessoa ter sido considerada sem sinais vitais. Saiba o que são os sinais vitais.

Como identificar

Para identificar um possível caso de síndrome de Lázaro, é feita uma avaliação clínica cuidadosa, que inclui:

  1. Interrupção das manobras de reanimação cardiopulmonar, após a avaliação da equipe médica de que não houve retorno da circulação espontânea durante as tentativas de reanimação;
  2. Ausência inicial de sinais vitais, como ausência de pulso, respiração espontânea e atividade cardíaca identificável;
  3. Período de observação, com monitorização dos sinais vitais para identificar um possível retorno espontâneo da circulação, geralmente nos primeiros minutos após a suspensão das manobras;
  4. Retorno inesperado da circulação sanguínea, identificado por sinais como reaparecimento do pulso, batimentos cardíacos, respiração espontânea ou alterações nos parâmetros monitorados;
  5. Confirmação da autoresuscitação pela equipe médica, com nova avaliação clínica para verificar a recuperação da função cardíaca e respiratória.

É importante destacar que a maioria dos casos descritos ocorre nos primeiros minutos após o fim da reanimação, mas não há um tempo exato que confirme ou descarte a síndrome de Lázaro. 

Quanto tempo dura a síndrome de Lázaro

A síndrome de Lázaro não possui uma duração definida, pois trata-se de um fenômeno raro e imprevisível. 

Em alguns casos, o retorno espontâneo da circulação geralmente acontece nos primeiros minutos após a interrupção da reanimação cardiopulmonar, sendo a maioria dos episódios relatada em até 10 minutos após o fim das manobras.

No entanto, existem casos em que a circulação retornou após períodos mais longos, chegando a cerca de 20 a 30 minutos ou mais após a suspensão da RCP.

Possíveis sequelas

Uma possível consequência após a síndrome de Lázaro é a lesão cerebral por falta de oxigênio, já que a redução temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro pode causar danos nos neurônios.

Leia também: Anoxia cerebral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/anoxia-cerebral

Essa lesão cerebral pode levar a sequelas, como:

  • Alterações de memória e concentração, podendo afetar a capacidade de lembrar informações, manter a atenção e realizar atividades do dia a dia;

  • Alterações motoras, como fraqueza muscular, dificuldade de movimentação ou problemas de coordenação;

  • Alterações na fala e comunicação, podendo afetar a capacidade de falar, compreender ou expressar pensamentos;

  • Dependência para atividades diárias, como se alimentar, vestir-se ou locomover-se, em casos mais graves.

No entanto, as sequelas da síndrome de Lázaro dependem principalmente do tempo em que o cérebro ficou sem receber oxigênio durante a parada cardíaca, da causa da parada e das condições gerais de saúde da pessoa.

Além disso, algumas pessoas podem se recuperar completamente, principalmente quando o retorno da circulação ocorre rapidamente.



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