segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Rezum: o que é, para que serve, como é feito (e efeitos colaterais)

Rezum é um tratamento minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna (HPB) que utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, fazendo com que diminua de tamanho.

O procedimento serve para aliviar os sintomas urinários causados pelo aumento da próstata, como dificuldade para urinar, jato fraco, urgência e necessidade de urinar várias vezes.

O Rezum é indicado pelo urologista e feito pela uretra, com um dispositivo que libera pequenas aplicações de vapor de água na próstata para reduzir o tecido aumentado, sem necessidade de cortes externos.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O Rezum serve para tratar os sintomas urinários causados pela hiperplasia prostática benigna, condição em que a próstata aumenta de tamanho e pode dificultar a passagem da urina. Veja os sintomas da hiperplasia prostática benigna.

O procedimento pode ajudar a melhorar sintomas como:

  • Dificuldade para iniciar a urina;
  • Jato de urina fraco ou interrompido;
  • Necessidade de fazer força para urinar;
  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
  • Vontade urgente ou frequente de urinar.

O Rezum também pode ser uma opção para homens que desejam tratar a hiperplasia prostática preservando a função sexual, já que possui baixo impacto sobre a função erétil e a ejaculação.

Preparo para o Rezum

Antes do procedimento, o urologista pode solicitar exames de sangue e urina, incluindo urocultura, para descartar uma infecção urinária. 

Também é importante informar ao médico os medicamentos em uso, pois em alguns casos pode ser necessário ajustar ou suspender anticoagulantes e antiagregantes antes do procedimento.

Quando o procedimento é feito apenas com anestesia local, pode não ser necessário um jejum prolongado; já quando há sedação, o médico pode orientar o jejum de 6 horas antes. 

Em alguns casos, pode ser indicado um antibiótico antes do procedimento para prevenir infecções. Dependendo do protocolo e das condições de saúde da pessoa, também pode ser recomendada a realização de um clister antes do tratamento.

No dia do procedimento, recomenda-se usar roupas confortáveis e ter um acompanhante para ajudar no retorno para casa, principalmente quando houver sedação.

Como é feito

O procedimento é realizado pelo urologista, geralmente em ambiente ambulatorial, e segue as seguintes etapas:

  1. Manter a pessoa deitada de barriga para cima;
  2. Aplicar anestesia local e, em alguns casos, o médico pode utilizar sedação leve para aumentar o conforto;
  3. Introduzir um dispositivo fino pela uretra até chegar à próstata;
  4. Liberar pequenas quantidades de vapor de água na próstata para destruir parte do tecido aumentado;
  5. Retirar o dispositivo após realizar as aplicações de vapor;
  6. Colocar uma sonda urinária temporária, quando necessário, devido ao inchaço da próstata.

Após o procedimento, o tecido da próstata tratado pelo vapor é gradualmente reabsorvido pelo organismo ao longo das semanas, o que ajuda a aliviar a obstrução e melhorar a passagem da urina. 

O procedimento geralmente dura cerca de 30 minutos, embora o tempo possa variar conforme o tamanho da próstata e a quantidade de aplicações necessárias.

Rezum ou HoLEP

O Rezum utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, enquanto o HoLEP usa um laser para retirar o tecido que está obstruindo a passagem da urina.

De forma geral, o Rezum é menos invasivo e costuma ter recuperação mais rápida, enquanto o HoLEP permite remover uma quantidade maior de tecido e pode ser indicado para próstatas maiores. 

A escolha depende do tamanho e das características da próstata, dos sintomas e das condições de saúde de cada pessoa, devendo ser avaliada pelo urologista.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais do Rezum geralmente são temporários, sendo os mais comuns:

  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Aumento da frequência e urgência para urinar;
  • Sangue na urina;
  • Sangue no sêmen;
  • Dificuldade para urinar;
  • Infecção urinária.

Esses sintomas tendem a melhorar conforme a próstata se recupera. Em alguns casos, pode ocorrer retenção urinária, sendo necessário manter a sonda por mais alguns dias.

Cuidados após o Rezum

Após o Rezum, é importante beber bastante água para manter a urina diluída e ajudar a prevenir a formação de coágulos, salvo se houver restrição de líquidos.

Também é recomendado reduzir os esforços físicos por cerca de 3 dias. Exercícios intensos, como corrida, ciclismo e levantamento de peso, devem ser retomados somente após cerca de 3 semanas, conforme orientação do urologista.

As relações sexuais e a masturbação devem ser retomadas apenas pelo período indicado pelo urologista, especialmente enquanto houver dor, sangramento ou desconforto urinário.

Caso seja colocada uma sonda urinária, essa deve permanecer pelo período indicado pelo médico, sendo importante lavar bem as mãos antes e depois de manuseá-la para ajudar a reduzir o risco de infecção.

Quando não é indicado

O Rezum não é indicado para todos os homens com próstata aumentada e pode não ser recomendado em casos de:

  • Infecção urinária ativa;
  • Alterações importantes da uretra;
  • Próstata com volume inferior a 30 cm³ ou muito acima de 80 cm³;
  • Câncer de próstata como causa dos sintomas.

A avaliação do urologista é necessária para definir se o tratamento é seguro e adequado para cada caso.



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Transplante capilar: o que é, quando é indicado, como é feito e resultados

Transplante capilar é um tratamento cirúrgico para a calvície em homens e mulheres com alopecia androgenética ou alopecia causada por traumas, lesões ou inflamações no couro cabeludo.

Esse tratamento é feito retirando fios de cabelo da própria pessoa, geralmente da parte da trás da cabeça, para ser transplantado em áreas do couro cabeludo sem cabelo, dando um aspecto mais natural.

O transplante capilar pode ser feito utilizando duas técnicas diferentes pelo dermatologista ou cirurgião plástico, utilizando anestesia local, e o resultado final pode ser observado cerca de 12 meses após o procedimento.

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Quando é indicado

O transplante capilar é indicado para:

  • Calvície total ou parcial em homens com alopecia androgenética;
  • Queda de cabelo em mulheres ou calvície feminina;
  • Alopecia traumática ou alopecia cicatricial;
  • Perda de cabelo devido a queimaduras, inflamações ou lesões no couro cabeludo.

Geralmente, o transplante capilar é indicado após o tratamento clínico da calvície, quando a queda de cabelo está estabilizada. Veja como é feito o tratamento da calvície.

Leia também: Alopecia cicatricial: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/alopecia-cicatricial

Além disso, embora seja menos comum, em alguns casos o transplante capilar também pode ser feito para restaurar os pelos faciais, como barba, costeletas ou sobrancelhas.

O transplante capilar deve ser feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico, após avaliação do couro cabeludo, critérios de elegibilidade e condições de saúde geral.

Se deseja a avaliação de um dermatologista, marque uma consulta na região mais próxima:

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Quem pode fazer

Para ser um bom candidato ao transplante capilar, o médico deve avaliar a área doadora do cabelo, como a densidade capilar, se tem folículos capilares suficientes para transplantar para outra área, o calibre e a textura do fio de cabelo.

Além disso, o médico deve avaliar o grau e padrão da calvície, estado de saúde geral e as expectativas da pessoa com relação ao tratamento.

Desta forma, o médico pode indicar a melhor técnica ou tipo de transplante capilar a ser feito.

Como é feito

O transplante capilar é feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico em ambiente cirúrgico em hospitais ou clínicas especializadas.

Para fazer o transplante capilar, o médico deve seguir alguns passos:

  1. Calcular o número de enxertos a ser feito;
  2. Fazer a assepsia do couro cabeludo;
  3. Marcar a região onde será feito o enxerto do cabelo, com um lápis adequado para a pele;
  4. Marcar a área doadora e raspar, o que depende do tipo de transplante capilar a ser realizado;
  5. Aplicar anestesia local e fazer bloqueio em nervos na região, para reduzir a dor e o desconforto;
  6. Realizar a técnica escolhida para o transplante capilar.

Antes de iniciar a técnica de transplante capilar, o médico deve aplicar antibióticos e corticoides na veia para evitar infecções e inchaço no couro cabeludo após o transplante capilar.

Além disso, se necessário pode ser feita uma sedação, aplicando remédios ansiolíticos na veia.

Depois de terminar o transplante capilar, é colocado um curativo no couro cabeludo e os pontos são retirados 10 dias depois do procedimento.

Qual a diferença entre transplante capilar e implante capilar?

O transplante capilar é feito com o cabelo da própria pessoa que é implantado nas regiões sem cabelo no couro cabeludo, o que fornece uma aparência mais natural.

Já no implante capilar, o tratamento é realizado utilizando fios de cabelo artificiais, implantados um a um, podendo ter uma aparência menos natural, além de poder ocorrer rejeição, já que os fios não são naturais, além de ser necessária manutenção, pois os fios podem cair. Entenda melhor o que é o implante capilar e como é feito.

Tipos de transplante capilar

Para realizar o transplante capilar o médico pode utilizar duas técnicas diferentes que são:

1. Transplante capilar FUE

O transplante capilar FUE (do inglês follicular unit extraction) é feito extraindo os folículos capilares um a um diretamente da parte de trás do couro cabeludo através de pequenos cortes.

Em seguida, cada folículo capilar extraído é enxertado também um a um na região do couro cabeludo com calvície. 

O transplante capilar FUE é ideal para tratar pequenas regiões sem cabelo, sendo possível enxertar maior número de folículos capilares, deixando cicatriz menos aparente, além de ter um tempo de cicatrização menor e menor desconforto pós-operatório.

Esse procedimento dura cerca de 4 horas ou mais, podendo ser feito com tecnologia robótica ou instrumentos mecânicos automatizados. 

2. Transplante capilar FUT

O transplante capilar FUT (do inglês follicular unit transplantation) é feito cortando uma parte da pele do couro cabeludo, geralmente da nuca, e em seguida o corte é fechado com pontos.

Essa pele retirada da nuca é dividida em pequenas porções que são implantadas na região sem cabelo através de pequenos buracos no couro cabeludo.

O transplante capilar FUT é mais indicado para tratar áreas maiores de calvície, porém pode deixar uma cicatriz mais perceptível e o pós-operatório é mais doloroso.

Como é a recuperação

A recuperação do transplante capilar é feito em casa uma vez que a pessoa tem alta no mesmo dia da cirurgia, sendo necessários alguns cuidados, como:

  • Tomar os analgésicos ou anti-inflamatórios, indicados pelo médico para aliviar a dor e o desconforto, e/ou os antibióticos para evitar infecções na área tratada;
  • Aplicar compressas frias nas primeiras 48 horas, na região tratada, para reduzir o inchaço e o desconforto;
  • Dormir com a cabeça um pouco mais elevada na primeira semana;
  • Evitar esfregar, coçar ou cutucar a região tratada;
  • Evitar exercícios físicos e exposição ao sol por pelo menos 2 a 3 semanas após o procedimento.

O cabelo pode ser lavado a partir do segundo dia após o transplante capilar, no entanto, varia com a técnica realizada. No entanto, é importante ter cuidado para não esfregar a região tratada e evitar a exposição direta da região em chuveiros ou torneiras de alta pressão.

O tempo para voltar às atividades normais varia com a técnica realizada, sendo que no caso do FUE pode-se voltar no dia seguinte, enquanto que no FUT, deve-se aguardar cerca de 4 a 5 dias.

Resultados do transplante capilar

Após 2 a 3 semanas do transplante capilar, o cabelo transplantado pode cair, o que é normal e temporário, pois voltam a crescer.

Geralmente, o crescimento do novo cabelo começa a ser mais visível cerca de 4 meses depois do transplante e o resultado final pode demorar cerca de 12 a 18 meses.

Para potencializar os resultados, o médico pode recomendar o uso de remédios para calvície como minoxidil tópico ou o uso de finasterida por homens. Confira os principais remédios para calvície

Possíveis complicações

O transplante capilar é considerado um procedimento seguro e com pouco risco de complicações, no entanto, podem ocorrer inchaço, sangramento, hematomas ou infecções no couro cabeludo.

Além disso, também podem surgir dormência na região tratada, inflamação dos folículos capilares (foliculite) ou aparência não natural do cabelo.

Quem não deve fazer

O transplante capilar não é indicado para menores de 25 anos ou para pessoas com calvície devido a alopecia areata.

Além disso, essa cirurgia não é indicada para mulheres com perda de cabelo em todo o couro cabeludo, pessoas com perda de cabelo devido a quimioterapia ou radioterapia, por exemplo.

O transplante capilar também não deve ser feito se a pessoa não tiver dor no couro cabeludo, sensação de queimação ou coceira, ou não tiver área doadora com folículos capilares suficientes para transplantar.



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Rezum: o que é, para que serve, como é feito (e efeitos colaterais)

Rezum é um tratamento minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna (HPB) que utiliza vapor de água para destruir parte do teci...