terça-feira, 25 de agosto de 2026

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a sintomas como inchaço e mudança de cor dos dedos, dor nas articulações e ferida nos dedos.

Além da pele, a doença também pode afetar órgãos, como pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal. Nesses casos, podem surgir sintomas como falta de ar, alterações na pressão arterial, dificuldade para engolir e mudanças no trânsito intestinal.

O tratamento é indicado pelo reumatologista e varia conforme os sintomas e órgãos comprometidos, podendo incluir medicamentos, fisioterapia e cuidados diários para controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações.

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Sintomas de esclerose sistêmica

Os principais sintomas da esclerose sistêmica incluem:

  • Pele espessada, endurecida e rígida;
  • Inchaço dos dedos das mãos e dos pés;
  • Mudança na cor dos dedos em resposta ao frio ou estresse, chamada de fenômeno de Raynaud;
  • Dor e rigidez nas articulações;
  • Feridas ou úlceras nos dedos;
  • Azia, refluxo e dificuldade para engolir;
  • Falta de ar e tosse.

Nas fases iniciais, as alterações na pele podem ser mais evidentes, também com alterações na coloração da pele, principalmente nos dedos, mãos e ao redor da boca. 

Também pode ocorrer dificuldade para movimentar as mãos, abrir completamente a boca ou, em casos mais avançados, andar e realizar outros movimentos.

A esclerose sistêmica também pode causar dor ou fraqueza muscular, queda de cabelo, coceira e ressecamento da pele.

No sistema digestivo, pode surgir sensação de barriga inchada após as refeições, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, além de dificuldade para engolir e refluxo.

Esclerose sistêmica é grave?

A esclerose sistêmica pode ser grave, principalmente quando afeta órgãos internos, como pulmões, coração e rins, podendo levar a complicações como doença pulmonar intersticial, hipertensão arterial pulmonar e crise renal esclerodérmica.

Entretanto, em alguns casos, a doença permanece principalmente limitada à pele, causando manifestações mais controláveis e menor risco de complicações nos órgãos internos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose sistêmica é feito pelo reumatologista, principalmente a partir dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, avaliando alterações como espessamento e endurecimento da pele.

Para uma avaliação, marque consulta com o reumatologista mais próximo da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para pesquisar autoanticorpos, como anticentrômero, anti-Scl-70 e anti-RNA polimerase III, além de capilaroscopia periungueal. 

Dependendo dos sintomas, também podem ser indicados exames para avaliar os órgãos, como provas de função pulmonar, tomografia de tórax e ecocardiograma.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar uma biópsia da pele para ajudar a diferenciar a esclerose sistêmica de outras doenças que causam alterações semelhantes na pele. Saiba quando é indicada a biópsia da pele.

Tipos de esclerose sistêmica

A esclerose sistêmica pode ser classificada de acordo com a parte do corpo afetada e gravidade dos sintomas, e inclui:

1. Esclerose sistêmica cutânea limitada

A esclerose sistêmica cutânea limitada causa espessamento e endurecimento da pele principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e face, sem atingir de forma extensa o tronco. 

O fenômeno de Raynaud é frequente e pode aparecer anos antes das alterações na pele.

Essa forma tende a apresentar evolução mais lenta, mas também pode afetar órgãos internos. Entre as complicações mais importantes estão a hipertensão arterial pulmonar e alterações no esôfago e no trato gastrointestinal.

2. Esclerose sistêmica cutânea difusa

A esclerose sistêmica cutânea difusa provoca espessamento da pele que pode se estender para braços, pernas, tronco e outras áreas do corpo. 

Em geral, apresenta evolução mais rápida e maior risco de comprometimento de órgãos internos, principalmente os pulmões, coração e rins, aumentando o risco de complicações como doença pulmonar intersticial e crise renal esclerodérmica. 

Por isso, requer acompanhamento regular para identificar precocemente possíveis alterações nos órgãos.

3. Esclerose sistêmica sine esclerodermia

A esclerose sistêmica sine esclerodermia é uma forma rara da doença em que há comprometimento de órgãos internos e outras manifestações características da esclerose sistêmica, mas sem o endurecimento e espessamento da pele. 

Como as alterações na pele estão ausentes, o diagnóstico pode ser mais desafiador e depende da avaliação dos sintomas, autoanticorpos e exames que identificam o comprometimento dos órgãos.

O que causa

A causa exata da esclerose sistêmica não é totalmente esclarecida, no entanto, ocorre devido a uma ativação do sistema imunológico, resultando no aumento da produção de colágeno pelo organismo, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da esclerose sistêmica, como:

  • Histórico familiar de esclerose sistêmica;
  • Quimioterapia ou radioterapia;
  • Exposição ao pó de sílica;
  • Exposição a solventes orgânicos, como benzeno, epóxi, tricloroetileno ou cloreto de vinila.

Além disso, a esclerose sistêmica é mais comum de ocorrer em mulheres dos 30 aos 50 anos, sendo mais rara de surgir em idosos e crianças.

Tratamento da esclerose sistêmica

O tratamento da esclerose sistêmica deve ser feito com orientação do reumatologista e pode incluir:

1. Medicamentos

Alguns dos medicamentos utilizados no tratamento da esclerose sistêmica incluem:

  • Vasodilatadores, como nifedipina, que melhoram a circulação e ajudam a reduzir as crises do fenômeno de Raynaud;
  • Imunossupressores, como micofenolato, metotrexato ou ciclofosfamida, que reduzem a atividade do sistema imunológico e podem ser usados quando há comprometimento da pele ou dos pulmões;
  • Imunomoduladores, como rituximabe ou tocilizumabe, indicados em alguns casos para controlar manifestações da doença, principalmente cutâneas ou pulmonares;
  • Antifibróticos, como nintedanibe, que podem retardar a progressão da fibrose pulmonar em casos de doença pulmonar intersticial;
  • Corticoides, como prednisona, que podem ser usados em algumas manifestações inflamatórias, mas devem ser prescritos com cautela devido ao risco de crise renal esclerodérmica.

Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, podem ser utilizados para aliviar dores articulares e musculares, mas atuam apenas sobre os sintomas e não controlam a causa da doença.

Para sintomas digestivos, podem ser utilizados medicamentos para reduzir o refluxo e melhorar o funcionamento do trato gastrointestinal, como omeprazol, pantoprazol e domperidona.

2. Fisioterapia

A fisioterapia pode ajudar a manter a mobilidade das articulações, reduzir a rigidez e preservar a força muscular, principalmente quando há espessamento da pele e dificuldade para movimentar as mãos. 

A fisioterapia pode incluir alongamentos, exercícios de mobilidade articular, fortalecimento muscular e exercícios respiratórios, conforme as necessidades de cada pessoa.

3. Cuidados no dia a dia

Alguns cuidados podem ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações, como proteger as mãos e os pés do frio, não fumar, manter a pele hidratada e cuidar adequadamente de feridas ou úlceras. 

Também é importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os pulmões, coração e rins e identificar possíveis complicações precocemente.

Esclerose sistêmica tem cura?

A esclerose sistêmica não tem, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Os medicamentos e outros cuidados ajudam a reduzir os sintomas, controlar a progressão da doença e prevenir ou tratar complicações. 

Por isso, o acompanhamento regular com o reumatologista é importante para monitorar a doença e ajustar o tratamento conforme necessário.



source https://www.tuasaude.com/esclerose-sistemica/

Seborreia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A seborreia é uma inflamação na pele que causa o surgimento de sintomas como coceira, placas vermelhas ou rosadas e descamação em regiões como couro cabeludo, rosto, orelha, barba e peito.

Também conhecida como dermatite seborreica, a seborreia pode ser provocada por fatores como alterações hormonais, infecções fúngicas, infecção pelo HIV e alterações de humor, como depressão e estresse emocional, por exemplo.

Leia também: Dermatite seborreica: o que é, causas, sintomas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-dermatite-seborreica

Na presença de sintomas e sinais indicativos de seborreia, é aconselhado consultar o dermatologista ou pediatra para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado, que pode ser feito com shampoos, pomadas, cremes e mudanças de hábitos.

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Sintomas de seborreia

Os principais sintomas de seborreia são:

  • Coceira e/ou queimação no couro cabeludo, rosto, orelha, tronco ou região genital;
  • Descamação branca;
  • Crosta amarelada na região afetada; 
  • Oleosidade na pele e couro cabeludo;
  • Placas rosadas ou vermelhas na pele;
  • Queda de cabelo.

A seborreia pode ocorrer em diversas áreas do corpo e geralmente onde a pele é oleosa, como couro cabeludo, sobrancelha, pálpebra, região entre a boca e o nariz, atrás das orelhas e tórax.

Seborreia em bebê

Em bebês, a seborreia geralmente surge na segunda semana de vida dura de 4 a 6 meses, não provocando muita coceira.

No entanto, a seborreia no bebê causa manchas rosadas e descamação com aspecto gorduroso no couro cabeludo, podendo também atingir as dobras do pescoço, axilas e virilhas.

Teste online de sintomas

Para saber as chances de ter seborreia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste serve apenas como forma de orientação e, por isso, não deve substituir a avaliação e diagnóstico do dermatologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da seborreia deve ser feito pelo dermatologista ou pediatra, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados pela pessoa:

Marque uma consulta com um especialista mais perto de você, se deseja confirmar o risco de seborreia:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames como biópsia da pele, swab ou raspagem de pele, para ajudar a descartar outras condições com sintomas parecidos, como micose, psoríase e rosácea.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exame de sangue, como níveis de zinco, VDRL. Além disso, em casos de seborreica grave ou quando o organismo não responde ao tratamento e a pessoa estiver em risco de contrair HIV, o médico também pode solicitar a realização do teste de HIV.

Tipos de seborreia

Os tipos de seborreia variam conforme a localização desta condição, incluindo:

  • Seborreia capilar: Pode variar entre uma leve descamação (caspa) até intensa inflamação e descamação no couro cabeludo. Conheça mais sobre a dermatite seborreica no couro cabeludo;
  • Seborreia no rosto: A pele ao redor do nariz e, às vezes, das bochechas, pode ficar descamativa e com coloração vermelha, mais clara ou escura que a pele ao redor;
  • Seborreia na barba: Pode provocar o surgimento de manchas rosadas ou avermelhadas e descamação na região da barba ou bigode;
  • Seborreia na sobrancelha: Pode surgir \"caspa\" na parte interna das sobrancelhas, incluindo também as pálpebras e os cílios;
  • Seborreia no corpo: Mais raramente, a seborreia pode ser grave e extensa, atingindo grandes áreas no corpo, necessitando, assim, de um tratamento mais intenso.

Além disso, a seborreia também pode surgir na virilha, no pênis e na orelha, que pode ser ao redor das orelhas, no canal auditivo, no lóbulo ou atrás das orelhas.

Possíveis causas

A causa da seborreia ainda não é totalmente conhecida. No entanto, os fatores relacionados com essa condição são:

  • Alterações hormonais;
  • Infecções fúngicas;
  • Deficiência nutricional;
  • Distúrbios neurológicos, como doença de Parkinson e epilepsia;
  • Infecção pelo HIV;
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Baixa temperatura no ambiente;
  • Medicamentos, como lítio, haloperidol, psoraleno e auranofina.

Além disso, a seborreia também pode estar relacionada com o excesso e a qualidade de sebo produzido pela pele, alterações de humor, como depressão e estresse emocional, rosácea, psoríase e linfoma

Como é feito o tratamento

O tratamento da seborreia pode ser feito com o uso de remédios, shampoos, mudança de hábitos e remédios caseiros.

1. Shampoos para seborreia

Os shampoos para tratar a seborreia podem conter ácido salicílico, zinco, selênio, ácido salicílico, enxofre, alcatrão ou antifúngicos, devendo ser prescritos pelo médico.

Esses shampoos devem ser aplicados no couro cabeludo, deixando-os agir por 5 a 10 minutos e enxaguando em seguida.

2. Remédios

Os remédios indicados para seborreia incluem cremes, loções ou pomadas contendo ácido salicílico, cetoconazol, clotrimazol, betametasona, pimecrolimus, tacrolimus ou hidrocortisona, que devem ser aplicados de uma a 2 vezes ao dia no rosto ou corpo,  durante 2 a 4 semanas.

Além disso, em casos de seborreia generalizada ou que não responde aos outros tratamentos, o médico poderá indicar o uso oral do remédio cetoconazol, itraconazol ou fluconazol.

3. Mudança de hábitos

Algumas mudança de hábitos que ajudam a combater a seborreia são:

  • Limpar frequentemente o couro cabeludo e/ou outras áreas afetadas;
  • Parar o uso de sprays, pomadas e géis no cabelo;
  • Evitar o uso de chapéus, gorros ou bonés;
  • Preferir banhos mornos ou frios;
  • Secar bem os cabelos e o corpo após o banho;
  • Controlar o estresse emocional e a ansiedade;
  • Manter uma alimentação saudável e variada;

Além disso, é recomendado também evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, não prender os cabelos molhados e retirar totalmente o shampoo e o condicionador dos cabelos ao lavar a cabeça.

4. Remédios caseiros

Alguns remédios caseiros, como óleo de melaleuca, ou tea tree, vinagre de maçã e chá de tomilho, podem complementar o tratamento da seborreia, porque ajudam a controlar a oleosidade, além de terem ação antibacteriana, cicatrizante e antifúngica.

Leia também: 9 remédios caseiros para acabar com a caspa (e como fazer) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-caspa

Dúvidas comuns sobre a seborreia

Algumas dúvidas comuns sobre a seborreia são:

1. Seborreia tem cura?

A seborreia não tem cura, no entanto, o tratamento recomendado pelo médico ajuda a controlar essa condição, aliviando os sintomas.

2. A caspa é seborreia?

Sim, a caspa é o mesmo que seborreia, sendo este um outro nome dado a esse tipo de inflamação na pele.

Leia também: Caspa: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/caspa

3. A seborreia é transmissível?

A seborreia é uma condição que não é transmissível, ou contagiosa, e também não é provocada por falta de higiene ou perigosa.



source https://www.tuasaude.com/seborreia/

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a s...