segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Íngua no pescoço: 9 causas comuns (e como tratar)

A íngua no pescoço é um nódulo que pode surgir quando existe alguma infecção ou inflamação, como infecção do ouvido, feridas ou gripe, por exemplo. Geralmente, a íngua não é grave, especialmente se diminuir de tamanho e desaparecer em poucos dias.

No entanto, a íngua no pescoço também pode ser sinal de problemas mais graves, como câncer e tuberculose. Nesses casos, a pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dificuldade para engolir ou perda de peso sem causa aparente.

Quando a íngua no pescoço não melhora após 3 ou 4 dias, ou se for acompanhada de outros sintomas, é aconselhado consultar o clínico geral para identificar a causa e recomendar o tratamento mais adequado.

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O que pode ser íngua no pescoço

As principais causas de íngua no pescoço são:

1. Gripe e resfriado

Esta é uma das principais causas do surgimento de ínguas no pescoço e acontece devido à infecção do organismo por vírus comuns como os da gripe ou resfriado.

Neste tipo de problema, as ínguas podem surgir em qualquer local do pescoço.

Como tratar: o tratamento deve ser indicado pelo clínico geral e pode incluir o uso de remédios antitérmicos, anti-inflamatórios e analgésicos, como paracetamol, ibuprofeno ou dipirona.

Em casos leves de gripe, pode-se usar alguns xaropes caseiros como xarope de gengibre ou de beterraba, por terem ação anti-inflamatória e expectorante, ajudando a aliviar os sintomas. Confira outros xaropes caseiros para gripe.

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2. Dengue

Por ser uma doença infecciosa causada por vírus, a dengue provoca a íngua no pescoço devido a uma resposta do sistema imunológico na tentativa de combater a infecção.

Outras causadas por vírus que também podem causar o surgimento da íngua no pescoço são Zika, Chikungunya e citomegalovírus.

Como tratar: na suspeita de dengue, é aconselhado consultar o clínico geral ou infectologista, para que seja feito diagnóstico adequado.

O tratamento da dengue é feito com o uso de remédios antitérmicos, analgésicos e/ou antieméticos, conforme a recomendação do médico, e medidas como repouso e beber bastantes líquidos.

Já nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito com a pessoa internada no hospital, podendo envolver a injeção de soro diretamente na veia e/ou transfusões de sangue ou plaquetas, por exemplo.

Leia também: Tratamento para dengue: clássica ou hemorrágica (e quando ir ao hospital) tuasaude.com/tratamento-da-dengue

3. Garganta inflamada

Embora a garganta inflamada possa surgir nos casos de gripe, pode acontecer devido a infecções bacterianas, como acontece na amigdalite, por exemplo.

Além das ínguas, também é possível ter outros sintomas como tosse, dor de cabeça, dor na garganta, especialmente ao engolir, febre, dor nos ouvidos e mau hálito.

Como tratar: é aconselhado consultar um clínico geral para avaliar as possíveis causas e, se houver necessidade, indicar o tratamento ideal.

Assim, o médico poderá prescrever remédios analgésicos, antibióticos ou histamínicos. Saiba como é o tratamento da garganta inflamada.

4. Inflamação no ouvido

As inflamações no ouvido também ativam o sistema imunológico, podendo levar ao surgimento de ínguas no pescoço, especialmente na região atrás das orelhas.

Este tipo de infecção provoca ainda outros sintomas como dor no ouvido, dificuldade para escutar, coceira ou produção de pus.

Como tratar: deve-se ir ao médico para avaliar o tipo de inflamação no ouvido.

Se for necessário, o médico poderá recomendar o uso de remédios antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, exemplo dipirona ou ibuprofeno, por exemplo.

5. Doenças autoimunes

As doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla, afetam o sistema imune, provocando o acúmulo de células de defesa nos gânglios linfáticos, causando inflamação e o surgimento das ínguas no pescoço.

Nestes casos, as ínguas podem aparecer em vários locais do corpo, além do pescoço, e também é comum o aparecimento de outros sintomas como dor muscular e nas articulações, náuseas e vômitos.

Como tratar: é aconselhado ir no clínico geral para fazer exames gerais e iniciar o tratamento adequado.

O tratamento das doenças autoimunes pode ser feito com o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores. Além disso, o médico também pode indicar sessões de fisioterapia.

6. Feridas ou picadas na pele

A íngua no pescoço pode surgir devido a feridas e picadas, que são locais onde as bactérias e vírus podem entrar no organismo e, levando o sistema imune a trabalhar para eliminar o problema.

Nos casos mais graves, em que existe um elevado número de microrganismos, o sistema imunológico fica sobrecarregado e pode causar inflamação das ínguas.

O que fazer: deve-se ir num clínico geral para iniciar o tratamento adequado, que varia conforme a causa da ferida e picadas.

Assim, o tratamento pode incluir o uso de corticoides ou anti-inflamatórios orais e pomadas antialérgicas, anti-inflamatórias, calmantes ou protetoras, conforme a indicação do médico.

7. Abcesso dentário

A íngua no pescoço pode ser provocada por abscesso dentário, que é um tipo de bolsa com pus no dente devido a uma infecção.

O abcesso no dente também pode causar dor intensa, maior sensibilidade do dente, febre, mudança na coloração do dente, mau hálito e inchaço na gengiva.

Como tratar: o tratamento deve ser orientado pelo dentista e varia conforme a causa do abscesso, localização e gravidade.

Assim, o dentista poderá fazer drenagem do abscesso, para facilitar a saída de líquido ou ainda poderá fazer uma desvitalização do dente, para eliminar a infecção mas manter o dente.

O dentista também pode recomendar o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, para aliviar os sintomas e evitar infecção.

Leia também: Abscesso dentário: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/abscesso-dentario

8. Tuberculose ganglionar

A tuberculose ganglionar é causada pela infecção pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Essa bactéria pode atingir os gânglios linfáticos do pescoço, tórax, axilas ou virilha.

Por isso, a tuberculose ganglionar pode provocar sintomas como ínguas inchadas no pescoço ou outra região do corpo, febre baixa, cansaço excessivo e suor noturno.

Como tratar: o tratamento é feito de acordo com a orientação de um pneumologista, infectologista ou clínico geral.

Geralmente, o médico indica o uso de antibióticos pelo período mínimo 6 meses, como rifampicina, isoniazida e etambutol. Em alguns casos a cirurgia para retirada do gânglio inflamado pode ser recomendada.

9. Câncer

O câncer exige um trabalho elevado por parte do sistema imunológico para tentar combater a doença e, por isso, é comum surgir e íngua no pescoço e outras regiões do corpo.

Porém, os tipos mais frequentes de câncer que podem provocar ínguas são os linfomas e a leucemia.

Como tratar: em casos de suspeita de câncer, o médico recomenda fazer exames de sangue para identificar marcadores tumorais e outros exames, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

O tratamento do câncer varia conforme o tipo, a localização e o tamanho do tumor, podendo incluir sessões de radioterapia e/ou quimioterapia, cirurgia, imunoterapia ou transplante, por exemplo.

Íngua no pescoço de criança

Assim como em adultos, a íngua no pescoço da criança também pode ser causada por situações mais simples, como resfriado, gripe, dengue ou garganta inflamada.

No entanto, a íngua no pescoço da criança também pode surgir devido a condições mais sérias, como doenças autoimunes e câncer.

Assim, na presença de íngua no pescoço é recomendado levar a criança para uma consulta de avaliação com o pediatra.



source https://www.tuasaude.com/ingua-no-pescoco/

Programa para perder barriga em 7 dias (com dieta e exercícios)

Para perder barriga em 7 dias, é aconselhado fazer uma dieta com poucas calorias, priorizando alimentos fonte de fibras, água e proteínas. No entanto, é importante lembrar que não é possível eliminar gordura de uma região específica do corpo em pouco tempo, mas sim iniciar hábitos que, quando mantidos, ajudam a reduzir a gordura abdominal ao longo das semanas.

Além disso, praticar diariamente exercícios aeróbicos e de força, como corrida, caminhada, natação, musculação e funcional, também são importantes para acelerar o metabolismo e fortalecer os músculos, facilitando a perda de gordura corporal.

Leia também: Como perder gordura abdominal: 9 dicas infalíveis tuasaude.com/5-dicas-para-perder-a-gordura-da-barriga

É importante lembrar que as dietas e exercícios físicos devem ser recomendados por um nutricionista e um profissional de educação física, especialmente no caso de pessoas com problemas de saúde, como pressão alta e diabetes, para que seja avaliado o estado geral de saúde, o condicionamento físico e o peso ideal.

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Dieta para perder barriga em uma semana

Na dieta para começar a perder barriga em uma semana, é importante priorizar os alimentos naturais e saudáveis, como cereais integrais, frutas e vegetais frescos, proteínas e laticínios com pouca gordura e leguminosa.

Isso porque esses alimentos são fontes de fibras, proteínas e água, que promovem a saciedade e diminuem a fome ao longo do dia.

Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como fazer (com dicas) tuasaude.com/alimentacao-e-saude

Cardápio da dieta para perder barriga

A tabela a seguir contém um exemplo de cardápio de 7 dias da dieta para perder barriga:

Dia

Café da manhã

Almoço

Lanche manhã / tarde

Jantar

Dia 1

1 copo de iogurte natural desnatado com 1 colher de sopa de farelo de aveia + 1 maçã

1 filé de frango grelhado + 1 col. de sopa de arroz integral + 1 prato de sobremesa de salada de alface, cebola e tomate, temperada com vinagre e com 1 col. de sopa de linhaça. 1/2 laranja com bagaço de sobremesa

1 copo de vitamina com 150 ml de bebida de soja, ou leite desnatado, e ¼ de mamão papaia, sem açúcar.

1 prato de sobremesa de cenoura, vagem e chuchu cozidos com ervas naturais e 1 col de sobremesa de azeite + 1 filé médio de peixe grelhado. 1/2 pera de sobremesa

Dia 2

1 xícara de café s/ açúcar + 1 bolacha de arroz com 2 fatias médias de ricota + 1/2 banana

200 g de tofu grelhado + 4 col. de sopa de brócolis e cenoura cozidos, temperados com 1 col. sobremesa de azeite. 1 fatia pequena de melão de sobremesa

200 ml de suco verde feito com couve, limão, pepino e água de coco + 2 castanhas do Pará

1 prato de sopa de legumes, temperada com sal, cebola, alho e um fio de azeite. 6 morangos de sobremesa

Dia 3

1 xícara de café com leite desnatado + 1/2 pão francês integral com uma col de sopa de queijo cottage

1 coxa de frango ensopada com 3 col. sopa de quiabo + 1 batata pequena + 1 prato de salada de de alface, espinafre e rúcula. 1 tangerina de sobremesa

1 maçã cozida com canela + 2 nozes

1 prato de salada de alface, cenoura ralada, pepino, tomate, 2 ovos cozidos picados e abacaxi em cubos, temperada com 1 col de sobremesa de azeite, pimenta do reino e vinagre. 5 uvas de sobremesa

Dia 4

1 copo de vitamina com ¼ de abacate com leite desnatado, ou leite de aveia, sem açúcar

1 posta de peixe cozido com 1 batata pequena e couve, temperado com 1 col. de sobremesa de azeite. 1 fatia pequena de melancia de sobremesa

1 taça de gelatina de morango sem açúcar misturada com 1 copo de iogurte natural desnatado e 1 col. de sobremesa de linhaça

1 prato raso de creme de abóbora temperado com sal, cebola, pimenta, alho e um fio de azeite. 1 pêssego de sobremesa

Dia 5

200 ml de suco de abacaxi, ou laranja, e 2 ovos mexidos

2 col. de sopa de quinoa cozida com cenoura + 3 col de sopa de abobrinha ensopada + 1 bife sem gordura grelhado. 1 maçã de sobremesa

1 copo de vitamina feita com ½ pera e 150 ml de leite de aveia, s/ açúcar

1 prato de canja de galinha, com cenoura, chuchu e tomate. 6 morangos de sobremesa

Dia 6

120g de iogurte integral + 1 col de sopa sementes de girassol + 1 kiwi

1 prato de salada de alface com rúcula, espinafre, coentro picado, 2 col. de sopa de cottage e ½ tomate picado, temperada com vinagre e 1 col. de sobremesa de azeite. 1 fatia pequena de melão de sobremesa.

150 ml de bebida de amêndoa com 4 morangos e 1 col. de sopa de farelo de aveia

1 prato de sopa de ervilha, temperada com 1 fio de azeite, alho e cebola. 1 ameixa fresca de sobremesa

Dia 7

1 xícara de chá de café s/ açúcar + 1 bolacha de milho + 1 col. de sopa de guacamole feito com abacate, tomate, cebola, pimenta do reino, suco de limão e sal

Omelete com 2 ovos, salsinha, cebola e tomate + 3 col. sopa de salada de feijão fradinho. 1 jambo de sobremesa

1 banana picada com 1 col de sopa de farelo de aveia e 1 pitada de canela

4 col. de sopa de salada de berinjela, grão-de-bico e tomate, temperada com 1 col. de sobremesa de azeite, vinagre e pimenta do reino + 1 posta de peixe ensopado. 1 fatia pequena de melancia

Este cardápio é apenas um modelo, que pode variar de acordo com as preferências individuais, o peso atual e o estado de saúde geral.

Por serem muito restritas em nutrientes e calorias, as dietas para emagrecer rápido devem ser feitas por pouco tempo e, de preferência, com o acompanhamento de um nutricionista.

Marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

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Exercícios para perder barriga

A prática regular de atividade física é fundamental para ajudar a perder a barriga, sendo interessante realizar:

  • Exercícios aeróbicos, como corrida bicicleta, natação, caminhada ou corrida;
  • Treinos funcionais;
  • Musculação.

Esses exercícios estimulam o metabolismo, aumentam o gasto calórico, promovem a queima de gordura corporal e favorecem ganho de massa muscular.

No entanto, para garantir esses benefícios, é importante que os exercícios seja realizados de forma intensa e regular, sendo interessante seguir as orientações de um profissional de educação física. Confira outros exercícios para perder barriga.

Dicas para ajudar a emagrecer

Algumas dicas para auxiliar no emagrecimento são:

1. Consumir alimentos termogênicos diariamente

Comer diariamente alimentos termogênicos, como canela, cacau, guaraná e cúrcuma, ajuda a acelerar o metabolismo, estimulando a queima de gordura corporal, facilitando, assim, a perda da barriga.

Além disso, beber diariamente 3 xícaras de chás termogênicos, como chá verde, chá de gengibre, chá preto e matcha, também ajuda a aumentar o metabolismo, estimulando a quebra de gordura corporal e o emagrecimento.

Leia também: 13 alimentos termogênicos (para queimar gordura e emagrecer) tuasaude.com/quais-sao-os-alimentos-termogenicos

2. Beber bastante água

A água ocupa um volume no estômago e, por isso, beber de 1,5 a 2 litros de água por dia ajuda a diminuir a sensação de fome.

Além disso, a água também ajuda a acelerar o metabolismo e melhorar o rendimento durante o exercício físico, facilitando a perda da barriga. Veja a quantidade de água recomendada para cada pessoa.

3. Ter boas noites de sono

Ter boas noites de sono ajuda a perder a barriga, porque dormir ajuda a regular a produção de hormônios relacionados com a saciedade, como grelina e leptina, controlando a fome ao longo do dia.

Além disso, dormir de 7 a 9 horas por noite também regula a produção de GH, um hormônio que ajuda no emagrecimento.

4. Evitar alimentos ricos em açúcar e gordura

Para perder barriga em uma semana, é fundamental evitar o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, como sorvete, bolo, biscoito, comidas do tipo fast food, frituras, geleias e salgadinhos, pois esses alimentos têm alto teor de calorias que dificultam a perda de peso.

5. Comer devagar

Comer devagar e mastigar bem os alimentos aumenta o tempo das refeições, estimulando o estômago a enviar sinais de que já recebeu comida o suficiente para o cérebro, ajudando no controle da fome e promovendo a perda da barriga.

Para comer devagar, pode-se pousar os talheres no prato entre uma garfada e outra. Além disso, evitar assistir televisão ou mexer no celular também melhoram a atenção durante as refeições, ajudando a mastigar mais devagar.



source https://www.tuasaude.com/programa-completo-para-perder-barriga-em-uma-semana/

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Quetiapina serve para dormir?

A quetiapina não é indicada especificamente para dormir ou tratar a insônia, pois trata-se de um medicamento antipsicótico receitado principalmente para o controle da esquizofrenia, do transtorno bipolar e da depressão grave.

Embora o remédio atue regulando substâncias químicas no cérebro como a serotonina e a dopamina, o que acaba provocando sonolência como um efeito colateral bastante comum, o seu uso deve ser direcionado estritamente para as condições recomendadas pelo médico. Saiba para que serve e como tomar a quetiapina.

O uso da quetiapina por conta própria pode causar diversas reações indesejadas frequentes, incluindo tontura, boca seca, cansaço excessivo e ganho de peso. Além disso, em casos mais raros, a quetiapina pode provocar um efeito inverso, gerando agitação, alterações repentinas de humor ou piora na própria dificuldade de pegar no sono, sinais que exigem contato médico imediato.

Esse remédio é contraindicado para gestantes, lactantes e pessoas com histórico de problemas no fígado, coração, glaucoma ou catarata, e sua venda é rigorosamente controlada com retenção de receita na farmácia, sendo importante ressaltar que não deve ser utilizado sem prescrição médica. 

Por todas essas razões, a quetiapina nunca deve ser utilizada como um indutor de sono sem prescrição, sendo essencial consultar um psiquiatra ou um clínico geral para obter o diagnóstico correto da insônia, receber a orientação terapêutica adequada e evitar riscos graves decorrentes da automedicação.



source https://www.tuasaude.com/medico-responde/quetiapina-para-dormir/

Dieta alcalina: o que é, alimentos permitidos (e cardápio)

A dieta alcalina é uma alimentação baseada na ideia de que o maior consumo de alimentos alcalinos, como frutas, verduras e legumes, pode ajudar a equilibrar o organismo e melhorar a saúde em geral. Normalmente, essa dieta contém uma proporção de cerca de 60% de alimentos alcalinos e 40% de alimentos ácidos.

Essa dieta ficou popular devido às alegações de que equilibra o pH do sangue, aumenta a energia, ajuda na perda de peso e previne doenças. No entanto, estudos científicos demonstram que a dieta não altera o pH sanguíneo e essa regulação é rigorosamente feita por sistemas naturais do corpo, principalmente, as funções renais e respiratórias.

Leia também: pH do sangue: valor normal, como medir e sintomas tuasaude.com/ph-do-sangue

Embora a dieta alcalina promova uma alimentação saudável ao aumentar o consumo de frutas e verduras, ela também pode ser restritiva e aumentar o risco de deficiências nutricionais. Por isso, antes de iniciar qualquer dieta, é recomendado sempre consultar o nutricionista para avaliar o estado de saúde geral e as necessidades nutricionais de cada pessoa.

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Alimentos permitidos

Os alimentos permitidos na dieta alcalina incluem:

  • Frutas frescas, como maçã, damasco, banana, uva passas e frutas ácidas, como limão, laranja e abacaxi;
  • Legumes e verduras em geral, como alface, tomate, alho, couve-flor, pepino, espinafre e brócolis;
  • Oleaginosas, como amêndoas, castanha-do-pará, nozes e pistache;
  • Proteínas vegetais, como tofu e proteínas em pó;
  • Ervas e especiarias, como canela, curry, gengibre, manjericão, hortelã e sementes de mostarda;
  • Bebidas, como água, chás de ervas, água com limão, chá verde.

Alimentos como azeite, óleo de coco, abacate e leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, também são permitidos na dieta alcalina.

Leia também: Principais alimentos alcalinizantes e como usar tuasaude.com/alimentos-alcalinizantes

Alimentos consumidos com moderação

Os alimentos que devem ser consumidos com moderação na dieta alcalina são:

  • Cereais como trigo sarraceno, arroz, milho, aveia, trigo, centeio e massas;
  • Proteínas, como frango, ovos, carne de porco, carneiro, peixes e mariscos;
  • Laticínios, como leite, manteiga, iogurte e queijo;
  • Algumas bebidas, como café, bebidas alcoólicas e refrigerantes;
  • Carnes processadas: presunto, salsicha, linguiça e mortadela;
  • Alimentos industrializados, como refeições do tipo fast food, molhos prontos, hambúrguer e pizza; 
  • Doces, como geleias, sorvetes, chocolate, bolos e açúcar;
  • Alimentos fermentados, como vinagre de maçã, kefir, tempeh, miso e kombucha.

Por serem considerados ácidos, essa dieta recomenda ingerir estes alimentos sempre junto com alimentos alcalinizantes na mesma refeição.

Leia também: Principais alimentos acidificantes e como usar tuasaude.com/alimentos-acidos

Exemplo de cardápio de 3 dias

A tabela a seguir traz o exemplo de um cardápio de 3 dias da dieta alcalina:

Refeição Dia 1 Dia 2 Dia 3
Café da manhã Chá de camomila com gengibre + 1 panqueca feita com farinha de amêndoas, leite vegetal e canela 1 copo de leite de amêndoas + 1 tapioca com 1 col de sopa e manteiga de amendoim 1 copo de smoothie feito com leite vegetal, manga, banana + 1 omelete com 1 ovo
Lanche da manhã 1 taça de salada de frutas com 1 col de sopa de aveia em flocos 1 xícara de chá verde + 10 castanhas-de-caju 1 maçã cozida com canela + 1 punhado de nozes
Almoço/Jantar 4 col de sopa de salada de grão-de-bico com pepino, cenoura e cebola + 1 filé de peixe grelhado + salada de alface, rúcula e espinafre, temperada com suco de limão, 1 col de sopa de sementes de gergelim e azeite 2 berinjelas pequenas assadas e recheadas com tofu, ervas e azeite + 1 prato de sobremesa de salada de repolho e cenoura cozidos com abacaxi 1 filé de frango pequeno grelhado + 1 prato de sobremesa de espaguete de abobrinha e cenoura ao molho pesto + 2 col de sopa de cogumelos refogados
Lanche da Tarde 1 copo de suco verde + 2 castanhas-do-pará  1 iogurte integral s/ açúcar com 1/2 banana picada, 1 colher de sopa de sementes de girassol e 1 col de sobremesa de mel 1 copo de vitamina feita com abacate e leite de soja

Este cardápio é apenas um modelo, que varia conforme as preferências e o estado de saúde da pessoa. Por isso, é recomendado consultar o nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar uma dieta adequada às necessidades individuais.

Se deseja fazer uma dieta adequadas às suas necessidades, marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você:

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Possíveis riscos

A dieta alcalina restringe muito a ingestão de alimentos ricos em nutrientes, o que pode aumentar o risco de deficiências.

Limitar o consumo proteína animal pode levar à ingestão inadequada de aminoácidos essenciais, o que pode prejudicar a saúde dos ossos, a manutenção da massa muscular e a cicatrização, por exemplo.

A dieta alcalina também pode fornecer quantidades insuficientes de cálcio, vitamina D, vitamina B12, zinco e ferro, que são cruciais para a saúde óssea, imunidade e metabolismo energético. Com o tempo, essas deficiências nutricionais podem aumentar o risco de osteoporose, anemia e perda de massa muscular.

Além disso, versões muito restritivas da dieta alcalina também podem resultar em transtornos alimentares ou ingestão calórica inadequada.

Receitas saudáveis

Algumas receitas saudáveis que podem ser usadas na dieta alcalina incluem:

1. Salada de brócolis com limão

Ingredientes:

  • 1 brócolis;
  • 3 dentes de alho picado;
  • 1 limão; 
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • Sal a gosto.

Modo de preparo:

Cozinhar o brócolis no vapor por cerca de 5 minutos, colocando uma pitada de sal por cima. Em seguida, refogar o alho no azeite, numa panela, até dourar.

Depois, adicionar o brócolis, deixando refogar por mais 3 minutos. Por fim, adicionar o suco de limão e mexer bem para que o brócolis absorva o sabor.

2. Suco verde

Ingredientes:

  • 2 col de sopa de abacate picado;
  • 1/2 pepino;
  • 1 punhado de folhas de espinafre higienizadas;
  • Suco de 1 limão;
  • 200 ml de água de coco.

Modo de preparo:

Bater todos os ingredientes no liquidificador, transferir para um copo, sem coar, e beber em seguida.

Leia também: Suco verde: 7 benefícios e como fazer (com receitas) tuasaude.com/suco-verde

source https://www.tuasaude.com/como-fazer-uma-dieta-alcalina/

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

4 remédios para disbiose intestinal (e como usar)

Os remédios para disbiose são principalmente os probióticos, prebióticos e simbióticos, que ajudam a restabelecer o equilíbrio da flora intestinal. Em casos específicos, podem ser receitados antibióticos pelo médico.

A disbiose é um desequilíbrio da microbiota intestinal que pode ser causada por alimentação pouco variada, estresse, infecções, uso de antibióticos ou supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO). 

Leia também: Disbiose intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/disbiose-intestinal

O tipo de remédio e suplemento para disbiose depende dos sintomas, da causa e da avaliação médica, devendo fazer parte das mudanças na alimentação e nos hábitos de vida.

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Remédios para disbiose

Os principais remédios para disbiose intestinal são:

1. Probióticos

Os probióticos são suplementos com microrganismos vivos, como determinadas cepas de Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces boulardii ou Bacillus clausii, que ajudam restaurar a flora intestinal com bactérias boas.

Podem ser indicados para reequilibrar a flora intestinal após quadros de infecção ou após o término de tratamentos com antibióticos.

Como usar: os probióticos podem ser consumidos em cápsulas, sachês ou líquidos, conforme orientação médica ou do nutricionista, especialmente em pessoas hospitalizadas, com imunidade baixa, doenças graves ou uso de dispositivos venosos.

2. Prebióticos

Os prebióticos são componentes alimentares não digeríveis, geralmente fibras, como inulina, fruto-oligossacarídeos e galacto-oligossacarídeos, que podem favorecer o crescimento ou a atividade de bactérias boas do intestino.

Podem ser indicados como complemento na disbiose relacionada a pouca fibra na dieta, prisão de ventre ou alterações após antibióticos.

Como usar: os prebióticos podem estar em suplementos, geralmente em pó ou sachê, e também em alimentos como aveia, feijão, frutas, verduras, legumes e grãos integrais. 

O uso costuma ser iniciado de forma gradual e acompanhado de hidratação adequada, conforme a tolerância e a orientação do médico ou nutricionista. 

3. Simbióticos

Os simbióticos são suplementos que combinam probióticos e prebióticos na mesma fórmula, fornecendo microrganismos vivos e, ao mesmo tempo, fibras que ajudam esses microrganismos a se manterem ativos.

Podem ser indicados para disbiose provocada por uso de antibióticos, ou em casos de alimentação pobre em fibras, prisão de ventre ou desconfortos leves, como gases e inchaço.

Como usar: os simbióticos podem ser usados na forma de cápsulas, sachês, pós ou bebidas fermentadas. A orientação médica ou nutricional ajuda a definir se o simbiótico é adequado e a evitar piora de gases, inchaço ou desconforto abdominal.

4. Antibióticos

Os antibióticos não são tratamentos de rotina para a disbiose intestinal, mas podem ser indicados quando há uma condição específica diagnosticada, como o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) ou determinadas infecções intestinais.

Esses remédios agem combatendo o excesso de bactérias nocivas no intestino, mas só devem ser usado com indicação médica, pois podem alterar a flora intestinal.

Como usar: a dose e o tempo de uso do antibiótico devem seguir as orientações médicas. O uso inadequado pode piorar o desequilíbrio e favorecer resistência bacteriana.

Remédio caseiro para disbiose

Alguns remédios caseiros para disbiose, como o chá de erva-doce ou o chá de hortelã, podem ajudar a acalmar a mucosa digestiva e aliviar desconfortos leves, como gases e sensação de estufamento.

Além disso, o consumo de kefir, kombucha ou iogurte natural pode contribuir com microrganismos vivos e fazer parte de uma alimentação mais variada.

Porém, esses alimentos não substituem a investigação da causa dos sintomas nem o tratamento indicado quando necessário.

Leia também: 7 remédios caseiros para disbiose (e como preparar) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-disbiose

Como melhorar a saúde intestinal em caso de disbiose

Algumas medidas podem fazer parte do cuidado intestinal:

  • Manter uma alimentação variada, adequada às necessidades e à tolerância individual;
  • Consumir quantidade adequada de fibras;
  • Tratar doenças ou infecções associadas, quando identificadas;
  • Evitar o uso desnecessário de antibióticos e outros medicamentos;
  • Usar probióticos, prebióticos ou simbióticos somente quando houver indicação adequada.

Esses cuidados podem ajudar a manter o equilíbrio da flora intestinal e melhorar os sintomas da disbiose. O tratamento mais adequado depende da causa da disbiose e dos sintomas apresentados.

Leia também: 5 sintomas de disbiose intestinal, como confirmar e tratamento tuasaude.com/disbiose-intestinal-sintomas

source https://www.tuasaude.com/remedios-para-disbiose/

Câncer de mama: sintomas, tipos, causas e tratamento (tem cura?)

Câncer de mama é um tipo de câncer que se desenvolve no tecido mamário, e que pode ser identificado, numa fase inicial, através de alterações no formato da mama ou mamilo, assim como do surgimento de um caroço na mama ou axila.

O câncer de mama pode afetar tanto homens, como mulheres, mas é mais comum em mulheres, especialmente quando existe histórico familiar de câncer de mama, tabagismo, obesidade ou consumo excessivo de álcool.

Em caso de suspeita de câncer de mama é importante consultar o clínico geral, mastologista ou ginecologista. Quando o tratamento é indicado, pode envolver desde o uso de medicamentos até cirurgia e as chances de cura são maiores nos estágios iniciais.

Entenda melhor sobre o câncer de mama assistindo ao vídeo a seguir:

CÂNCER DE MAMA: como surge, fatores de risco e mitos

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Sintomas de câncer de mama

Os principais sintomas do câncer de mama são:

  • Surgimento de caroço na mama ou axila;
  • Dor no seio, nas fases mais avançadas ou quando o tumor é grande;
  • Alteração da posição ou forma do mamilo;
  • Saída de secreção do mamilo diferente de leite; 
  • Vermelhidão na área do mamilo;
  • Inchaço ou espessamento da pele sobre a mama;
  • Alteração no tamanho ou forma da mama;
  • Ferida na mama ou mamilo.

O câncer de mama nos estágios iniciais tende a causar nenhum ou poucos sintomas. Por isso, é importante que mulheres realizem o acompanhamento regular com o ginecologista e, quando indicado, o rastreamento do câncer de mama por meio da mamografia.

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Além disso, em caso de suspeita de câncer de mama é importante consultar um clínico geral, mastologista ou ginecologista para uma avaliação, porque a chance de cura é maior quando identificado ainda no início. Conheça mais sintomas do câncer de mama.

Câncer de mama masculino

O câncer de mama também pode ocorrer em homens, no entanto é raro, e os sintomas tendem a ser semelhantes àqueles vistos em mulheres, como alterações na posição ou formato do mamilo e surgimento de um caroço na mama.

Leia também: Câncer de mama masculino: sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-mama-masculino

Câncer de mama maligno

O câncer de mama maligno é quando há um tumor na mama formado por células que crescem de forma descontrolada e pode se espalhar para outras partes do corpo, processo chamado de metástase. Entenda o que é metástase.

O termo “maligno” não se refere a um tipo específico de câncer, mas sim ao comportamento do tumor, indicando sua agressividade, ou seja, sua capacidade de crescer de forma descontrolada e de se espalhar para outras partes do corpo.

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Tipos de câncer de mama

Os principais tipos de câncer de mama são:

  • Carcinoma lobular in situ: é uma alteração considerada mais um fator de risco para o desenvolvimento de câncer do que um tumor em si;
  • Carcinoma ductal in situ: é uma alteração das células da mama que se não tratada geralmente se desenvolve em um câncer;
  • Carcinoma ductal invasivo: é o tipo mais frequente de câncer de mama;
  • Carcinoma lobular invasivo: é o segundo tipo de câncer de mama mais comum.

A identificação do tipo de câncer de mama normalmente é feita por meio da biópsia da mama e é útil para indicar o tratamento mais apropriado.

Leia também: Carcinoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/carcinoma

Câncer de mama triplo negativo

O câncer de mama triplo negativo é um tipo de câncer de mama em que as células tumorais não possuem três receptores importantes: estrogênio, progesterona e a proteína HER2. Isso significa que não é estimulado por hormônios e nem por proteína específica.

Esse tipo de câncer costuma ser mais agressivo e pode crescer mais rápido. Também aparece com mais frequência em mulheres mais jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade.

Possíveis causas

O câncer de mama é causado por mutação nas células que passam a se multiplicar de forma descontrolada devido a fatores genéticos e ambientais.

Os principais fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama, são:

1. Idade

A idade aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama, sendo que para mulheres há um maior risco após os 45 anos, e para homens após os 60 anos.

No entanto, o câncer de mama também pode surgir em pessoas mais jovens, especialmente se têm histórico familiar de câncer de mama.

2. Histórico de alterações na mama

As mulheres que têm maiores chances de desenvolver este tipo de câncer são aquelas que já tiveram câncer de mama, o que aumenta o risco de desenvolver o câncer na outra mama. 

O risco também é maior nas mulheres que apresentam alterações benignas na mama, como hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in situ e alta densidade mamária avaliada em uma mamografia.

3. Histórico familiar de câncer 

Pessoas com familiares que já tiveram câncer de mama ou de ovário, principalmente quando um parente é de primeiro grau como pai, mãe, irmã/o ou filha/o, também apresentam um risco 2 a 3 vezes maior. 

Nestes casos, existe um teste genético para identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que ajuda a confirmar se realmente existe risco de desenvolver a doença, e realizar um acompanhamento médico com mais frequência e identificar o câncer de forma precoce.

4. Menarca precoce

A menarca corresponde a primeira menstruação da mulher, que quando surge de forma precoce, antes dos 12 anos, aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de mama, pelo maior tempo de exposição ao estrogênio ao longo da vida.

5. Menopausa

Algumas mulheres na menopausa fazem terapia de reposição hormonal com remédios compostos por estrogênio e progesterona, o que pode aumentar o risco de desenvolver câncer, principalmente quando o seu uso é por mais de 5 anos.

No entanto, o risco diminui quando a terapia de reposição hormonal é interrompida.

Além disso, a menopausa tardia, que ocorre após os 55 anos, também aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de mama, uma vez que a mulher fica mais tempo exposta ao estrogênio ao longo da vida.

Além disso, o risco também é mais elevado em em mulheres que usam de contraceptivos hormonais combinados.

6. Gravidez tardia ou ausência de gravidez

Quando a primeira gestação surge após os 30 anos ou a mulher nunca ter uma gestação, o risco de desenvolver câncer de mama também é maior.

7. Estilo de vida pouco saudável

Como em quase todos os tipos de câncer, a falta de atividade física regular aumenta as chances de ter câncer da mama, especialmente devido ao aumento do peso corporal, que favorece o desenvolvimento de mutações nas células. 

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas ao longo da vida também aumenta o risco de ter câncer.

8. Radioterapia anterior

O risco de mama também aumenta em pessoas que fizeram radioterapia na região do tórax, especialmente quando jovens, como acontece em outros tipos de câncer nessa região ou no tratamento do linfoma de Hodgkin, por exemplo.

9. Hormonioterapia para câncer de próstata 

Em homens, a hormonioterapia contendo estrogênio para o câncer de próstata, pode aumentar o risco de câncer de mama.

Além disso, homens com histórico de criptorquidia, inflamação nos testículos, remoção dos testículos, e algumas doenças, como a síndrome de Klinefelter e cirrose hepática também podem aumentar o risco de câncer de mama. 

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de câncer de mama é feito pelo clínico geral, ginecologista ou mastologista que pode indicar exames de imagem, como a mamografia, ultrassom ou ressonância magnética, e a biópsia da mama para confirmar o diagnóstico. Veja mais detalhes dos exames indicados para o câncer de mama.

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Estadiamento do câncer de mama

No estadiamento do câncer de mama, o tumor é classificado como T1, quando seu tamanho é menor que 2 cm; T2, quando entre 2 e 5 cm; T3, quando maior que 5 cm; ou T4, caso exista envolvimento da pele ou parede do tórax, por exemplo.  

O tumor também é classificado de acordo com o envolvimento de linfonodos como N1, quando afetada linfonodos axilares, que são móveis e do mesmo lado do tumor; N2 quando estes linfonodos estão aderidos; e N3, quando outros linfonodos estão afetados.

Além disso, quando o câncer de mama surge em outras partes do corpo, como ossos, pulmões e fígado, também pode ser classificado como M1.

Enquanto, nos estágios iniciais o câncer de mama é pequeno e não afeta outras partes do corpo, nos estágios mais avançados, o tumor pode ser difícil de ser operado devido ao seu tamanho e envolvimento de órgãos distantes, vasos e nervos, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento do câncer de mama pode envolver:

1. Cirurgia para câncer de mama

A cirurgia para o câncer de mama consiste na remoção do tumor e pode necessitar da retirada completa da mama em alguns casos. Algumas vezes a cirurgia pode ser combinada com a radioterapia.

Leia também: Mastectomia: o que é, quando é indicada, como é feita e pós-operatório tuasaude.com/mastectomia

É possível também realizar a cirurgia plástica reconstrutora da mama, que além de garantir resultado estético, também possui segurança oncológica.

2. Radioterapia

A radioterapia consiste na destruição das células do câncer usando radiação e pode ser indicada para reduzir o tamanho do tumor antes da sua remoção ou para eliminar as células cancerígenas restantes após a cirurgia. Veja como funciona e quais os tipos de radioterapia.

3. Quimioterapia

A quimioterapia normalmente é feita usando medicamentos capazes de eliminar ou bloquear o crescimento das células do tumor e pode ser indicada por um período de 3 a 6 meses antes ou após a remoção do tumor por cirurgia. Entenda o que é quimioterapia e seus efeitos colaterais.

4. Terapia hormonal

A terapia hormonal envolve o uso de medicamentos, como tamoxifeno ou inibidores da aromatase (anastrozol, letrozol ou exemestano), para impedir o crescimento de células tumorais.

Pode ser indicada em alguns casos como tratamento após a remoção do tumor por cirurgia, para diminuir o risco do câncer voltar a surgir.

Esse tipo de tratamento geralmente é indicado quando o câncer de mama é do tipo \"receptor hormonal positivo\", ou seja, que é sensível à terapia com medicamentos hormonais.

5. Terapia alvo

A terapia alvo é um tipo de tratamento que utiliza medicamentos específicos para combater as células tumorais e pode ser indicada em alguns casos de câncer de mama que apresentam receptores específicos para esses medicamentos.

Alguns dos medicamentos utilizados são ribociclibe, abemaciclibe, trastuzumabe, pertuzumabe, bevacizumabe e nivolumabe.

Leia também: 15 tratamentos para câncer de mama (e chance de cura) tuasaude.com/tratamento-cancer-de-mama

Câncer de mama tem cura?

O câncer de mama pode ser curado em alguns casos, principalmente quando identificado nos estágios iniciais, quando os tumores são pequenos e não afetam outros órgãos ou partes do corpo.

Como prevenir

As principais medidas para prevenir o câncer de mama incluem:

  • Realizar exercícios físicos regularmente;
  • Perder peso em caso de obesidade;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Parar de fumar.

Além disso, em alguns casos, como aqueles em que o risco de desenvolvimento de câncer de mama é muito elevado, o uso de medicamentos, como tamoxifeno ou inibidores da aromatase (anastrozol, letrozol ou exemestano), e até mesmo a remoção preventiva da mama, por meio de cirurgia, podem ser indicados.

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source https://www.tuasaude.com/cancer-de-mama/

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Dormência nos pés: o que pode ser (e o que fazer)

A dormência nos pés pode indicar condições como compressão temporária de um nervo, deficiências nutricionais, neuropatia diabética ou hérnia de disco lombar, por exemplo.

Conforme a causa deste sintoma, a pessoa também pode apresentar perda da sensibilidade dor, fraqueza e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar.

Leia também: Formigamento nos pés: 14 causas (e como tratar) tuasaude.com/formigamento-pernas-e-pes

Quando a dormência é persistente, piora gradativamente e/ou é acompanhada de feridas ou bolhas nos pés e dificuldade para andar, é recomendado consultar o clínico geral. Assim, o médico pode identificar a causa e recomendar o tratamento adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas

As principais causas de dormência nos pés são:

1. Compressão temporária de um nervo

Ficar muito tempo na mesma posição, cruzar as pernas ou usar calçados que apertam muito o pé, provoca a compressão temporária de um nervo e dormência nos pés.

Nesses casos, a sensação geralmente surge após uma posição específica e melhora em poucos minutos após a pressão ser retirada.

O que fazer: mudar de posição, evitar ficar muito tempo sobre a região afetada e tirar ou afrouxar calçados que estejam apertando o pé costumam ser suficientes para aliviar a dormência nos pés.

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2. Deficiências nutricionais

As deficiências nutricionais de vitamina B12, vitamina B1, folato, vitamina E, vitamina B6 e/ou cobre, podem causar dormência nos pés e mãos. Isso porque estes nutrientes são importantes para a manutenção do sistema nervoso periférico.

A deficiência destas vitaminas também pode causar a perda da sensibilidade a toques ou mudanças de temperatura, dor em queimação ou choque, sensação de agulhadas, fraqueza e dificuldades de equilíbrio.

O que fazer: é aconselhado consultar um médico para confirmar estas deficiências e as suas causas por meio de exames.

Quando a deficiência é confirmada, o médico pode recomendar a reposição de suplementos alimentares por via oral ou injetável, para controlar os sintomas e evitar a progressão das lesões nos nervos.

Leia também: Avitaminose: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/avitaminose-falta-de-vitaminas

3. Neuropatia diabética

A diabetes pode causar danos aos nervos periféricos e pequenos vasos sanguíneos, provocando a neuropatia diabética, especialmente quando a glicose fica elevada durante períodos prolongados.

O que fazer: é importante controlar a diabetes e as metas de glicemia definidas pelo médico, e examinar os pés diariamente em busca de feridas, bolhas, vermelhidão ou outras alterações na pele.

O médico poderá indicar o uso de remédios como injeções de insulina ou antidiabéticos orais, anticonvulsivantes e analgésicos opioides, por exemplo, para controlar os níveis de açúcar no sangue e aliviar a dor.

4. Hérnia de disco lombar

A hérnia de disco lombar pode causar dormência nos pés, porque esta condição pode comprimir ou irritar as raízes nervosas que vão da medula espinhal até as pernas e os pés.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.

Sessões de fisioterapia também são indicadas pelo médico, porque ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar os movimentos.

Leia também: Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hernia-de-disco-lombar

Na presença de dormência na região genital ou ao redor do ânus, dificuldade para urinar, perda do controle da urina ou das fezes ou fraqueza nas duas pernas, deve-se procurar um atendimento de emergência. Isso porque pode indicar uma compressão grave dos nervos da região lombar, como a síndrome da cauda equina.

5. Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso acontece quando existe uma compressão do nervo tibial na região do tornozelo, podendo causar dormência nos pés, formigamento ou dor principalmente na planta do pé e nos dedos.

O que fazer: caso essa condição seja confirmada pelo médico, poderá ser indicado realizar repouso, reduzir temporariamente as atividades que causam os sintomas e usar palmilhas sob medida e órteses.

O tratamento também pode incluir sessões de  fisioterapia, uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou corticoides ou ainda a realização de uma cirurgia. Veja como é o tratamento da síndrome do túnel do tarso.

6. Consumo excessivo e prolongado de álcool

O consumo excessivo e prolongado de álcool causa a neuropatia periférica e dormência nos pés.

Isso porque os efeitos tóxicos do álcool e/ou as deficiências de vitamina B1, B6 e B12 provocadas por esta bebida, causam danos aos nervos.

O que fazer: é recomendado consultar um médico para investigar os danos nos nervos e as possíveis deficiências nutricionais.

Assim, pode ser recomendado pelo médico diminuir ou interromper o consumo de álcool. Além disso, o médico também poderá indicar o uso de suplementos alimentares para corrigir as possíveis deficiências de vitaminas.

Leia também: Bebidas alcoólicas: tipos, calorias (e possíveis riscos) tuasaude.com/beneficios-das-bebidas-alcoolicas

7. Remédios e tratamentos médicos

Alguns remédios podem causar neuropatia periférica como efeito colateral, principalmente medicamentos usados na quimioterapia, mas também pode surgir com alguns antibióticos e remédios para epilepsia.

Na neuropatia induzida por quimioterapia, por exemplo, a pessoa pode apresentar formigamento, queimação, redução da sensibilidade e dormência nos pés e mãos.

O que fazer: deve-se informar ao médico que prescreveu o remédio ou tratamento, caso a dormência surja durante ou após o início de um medicamento ou tratamento.

Assim, o médico avalia a possibilidade de ajuste na dosagem ou mudança do remédio, por exemplo. Não é recomendado interromper, diminuir ou trocar o medicamento ou tratamento por conta própria.

8. Doença arterial periférica

A doença arterial periférica é uma condição que estreita os vasos e diminui a circulação sanguínea nos membros inferiores, podendo causar sensação de \"agulhadas\" ou dormência nos pés e pernas, e fraqueza.

Outros sinais que também podem surgir são um pé mais frio que o outro, palidez ou pele com coloração azulada e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar ou não cicatrizam.

O que fazer: é importante consultar um médico para verificar a circulação e identificar fatores de risco cardiovascular.

Caso a doença arterial periférica seja confirmada, o tratamento pode ser feito com mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, manter uma alimentação saudável e praticar atividade física supervisionada.

O uso de remédios, como aspirina, estatinas e clopidogrel, e procedimentos para melhorar o fluxo de sangue, como a angioplastia, também podem ser recomendados pelo médico.

9. Problemas de tireoide

Problemas na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, podem danificar os nervos periféricos e prejudicar a transmissão de sinais sensoriais para as extremidades do corpo, causando dormência nos pés e nas pernas.

O que fazer: é recomendado consultar um clínico geral ou endocrinologista para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado.

Se essas condições forem confirmadas, o tratamento prescrito pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como levotiroxina, propiltiouracil ou metimazol, iodoterapia e mudanças nos hábitos alimentares, por exemplo.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

10. Síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica onde o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando alterações de sensibilidade e dormência nos pés e mãos, e subindo pelas pernas em direção ao tronco e braços

Esta condição também pode provocar formigamento, sensação de \"agulhadas\", dor, fraqueza, dificuldade para engolir, falar ou respirar e alterações do ritmo cardíaco ou da pressão arterial.

O que fazer: é recomendado procurar um atendimento médico urgente quando o formigamento ou a dormência aparecem junto com fraqueza progressiva, dificuldade para respirar ou engolir.

O tratamento indicado pelo médico pode incluir a plasmaférese, injeção de imunoglobulina e sessões de fisioterapia.

Remédio para dormência nos pés

O remédio para dormência nos pés indicado pelo médico, varia conforme a causa deste sintoma, podendo incluir:

  • Anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina;
  • Antidepressivos, como amitriptilina, nortriptilina e imipramina;
  • Antiagregantes plaquetários, como aspirina, cilostazol e clopidogrel;
  • Estatinas, para controle do colesterol;
  • Capsaicina, na forma de cremes.

Além disso, se a dormência nos pés for causada por diabetes, o médico poderá indicar o uso de insulina injetável ou remédios antidiabéticos orais.

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source https://www.tuasaude.com/dormencia-nos-pes/

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