A síndrome de Lynch é uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Essa síndrome causa alterações em genes responsáveis pela reparação do DNA. Dependendo do gene afetado, o risco de desenvolver alguns tipos de câncer pode ser maior, como colorretal, endometrial, de ovário, estômago e trato urinário.
O diagnóstico e acompanhamento podem envolver o geneticista, gastroenterologista e outros especialistas, conforme o caso, e incluem avaliação da história familiar e testes genéticos.
Tipos de síndrome de Lynch
Os principais tipos e variantes associados à síndrome de Lynch incluem:
- Síndrome de Lynch tipo I: caracteriza-se principalmente pelo risco aumentado de câncer colorretal, que costuma surgir em idade mais jovem e afetar principalmente o lado direito do cólon;
- Síndrome de Lynch tipo II: além do câncer colorretal, está associada a maior risco de cânceres em outros órgãos, como endométrio, ovário, estômago, intestino delgado, vias biliares, pâncreas e trato urinário;
- Síndrome de Muir-Torre: é uma variante rara da síndrome de Lynch que, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer, pode causar tumores específicos da pele, principalmente das glândulas sebáceas.
Além disso, existe a síndrome de Turcot, uma condição rara que pode estar associada à síndrome de Lynch e caracteriza-se pela ocorrência de câncer colorretal hereditário e tumores do sistema nervoso central.
A síndrome de Lynch tem cura?
A síndrome de Lynch não tem cura, pois é uma condição genética hereditária. No entanto, o acompanhamento médico regular e os exames de rastreamento podem ajudar a identificar alterações precocemente e reduzir o risco de complicações.
Como é feito o diagnóstico
A síndrome de Lynch geralmente não causa sintomas e, por isso, a suspeita é baseada na história pessoal e familiar de câncer, especialmente quando há casos de câncer em idade jovem ou vários tipos de câncer na família.
Para confirmação do diagnóstico, pode ser feito o teste genético molecular, geralmente solicitado e interpretado pelo geneticista, que identifica alterações nos genes associados à síndrome de Lynch.
Leia também: 6 testes genéticos para o câncer: benefícios e quando fazer tuasaude.com/teste-genetico-para-cancerPara realizar uma avaliação genética, é recomendado marcar consulta com o geneticista mais próximo da sua região:
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Além disso, o aconselhamento genético pode ser indicado para avaliar o risco de desenvolvimento de câncer e a possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos. Entenda o que é e como é feito o aconselhamento genético.
O que causa a síndrome
A síndrome de Lynch é causada por alterações hereditárias em genes que participam do reparo do DNA. Os principais são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, além do EPCAM, que pode afetar a função do MSH2.
Essas alterações prejudicam a capacidade das células de corrigir erros no DNA, fazendo com que eles possam se acumular ao longo do tempo, aumentando o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Riscos da síndrome de Lynch
A síndrome de Lynch aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, principalmente:
- Câncer colorretal;
- Câncer de endométrio;
- Câncer de ovário;
- Câncer de estômago;
- Câncer de intestino delgado;
- Câncer do trato urinário;
- Câncer de pâncreas;
- Câncer das vias biliares.
O risco de cada tipo de câncer pode variar conforme o gene afetado, além de fatores individuais, como idade e sexo.
Tratamento da síndrome de Lynch
A síndrome de Lynch não tem um tratamento que elimine a alteração genética, mas o acompanhamento médico e a realização dos exames de rastreamento indicados são importantes para identificar alterações precocemente.
Além disso, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de câncer, como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, não fumar e limitar o consumo de álcool.
Leia também: 8 alimentos que previnem o câncer tuasaude.com/alimentos-que-combatem-o-cancerJá o tratamento do câncer associado à síndrome de Lynch depende do tipo e do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, de acordo com cada caso. Conheça os principais tratamentos para câncer.
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