quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Boca roxa: o que pode ser (e o que fazer)

A boca roxa é um sinal que pode ser causado por condições como engasgo, exposição ao frio, afogamento, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência cardíaca, por exemplo.

Nesta condição, que pode indicar que o sangue não está sendo transportado adequadamente para os tecidos do corpo ou um problema sério de circulação, a pessoa pode apresentar os lábios, a língua e o interior da boca roxos.

Leia também: Céu da boca roxo: 6 causas comuns (e o que fazer) tuasaude.com/ceu-da-boca-roxo

A presença de boca roxa repentina ou acompanhada de falta de ar, dor no peito, confusão mental ou perda da consciência, pode indicar uma situação grave. Por isso, deve-se ir ao atendimento hospitalar ou chamar o serviço de emergência imediatamente. Assim, o médico pode avaliar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Imagem gerada por IA
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As principais causas de boca roxa são:

1. Engasgo

Engasgo é uma situação repentina que impede a passagem de ar para os pulmões devido a uma obstrução por um objeto ou alimento, podendo colocar a vida em risco.

A pessoa com engasgo pode apresentar sinais como rosto e boca roxa, dificuldade para respirar e perda da consciência em alguns casos.

O que fazer: se a pessoa estiver sozinha, é recomendado apoiar o peso do corpo com os braços esticados sobre um balcão e depois deixando-o cair o tronco sobre o balcão com força.

Se tiver acompanhada, a pessoa pode realizar a manobra de Heimlich, uma técnica que é usada em casos de engasgamento, para retirar o pedaço de comida ou objeto que possa estar interrompendo a respiração.

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2. Exposição ao frio

A boca roxa ou azulada pode ser causada pela exposição ao frio, devido a contração dos vasos sanguíneos superficiais com o objetivo de manter o calor nos órgãos vitais.

Assim, com a contração dos vasos sanguíneos, o sangue circula de forma reduzida e lenta nas regiões periféricas, como lábios, mãos e pés.

O que fazer: é aconselhado aquecer o corpo gradativamente, indo para um ambiente aquecido e protegido do frio, e usando agasalhos ou cobertores.

Massagear suavemente os lábios também ajuda a reativar a circulação. Além disso, deve-se evitar o uso de nicotina/cigarro e limitar o consumo de cafeína, pois estes estreitam os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação.

3. Bronquiolite

A bronquiolite é uma condição que pode levar ao surgimento de boca roxa ou azulada. Isso porque essa infecção causa inflamação, inchaço e acúmulo de muco e secreção nos bronquíolos, que são as menores ramificações respiratórias do pulmão.

Essa inflamação e bloqueio dos bronquíolos reduz a quantidade de oxigênio no sangue, alterando a sua para vermelho-escuro ou purpúreo, que fica mais visível em partes do corpo com a pele fina e vasos sanguíneos muito superficiais.

O que fazer: caso esta condição seja confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de repouso, ingestão de muitos líquidos e lavagem nasal com soro fisiológico.

O médico também pode prescrever o uso de remédios antitérmicos e broncodilatadores. Já em casos graves, o tratamento pode ser feito no hospital, podendo ser indicado o uso de oxigênio e, na suspeita de infecção bacteriana, antibióticos, por exemplo.

Leia também: Bronquiolite: o que é, 8 sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/bronquiolite

4. Pneumonia grave

A pneumonia grave é uma condição que pode surgir quando não é tratada a tempo, causando complicações como insuficiência respiratória, síndrome do desconforto respiratório agudo e sepse, por exemplo.

Nesta condição, a pneumonia pode causar queda de oxigênio no sangue e sintomas como boca roxa ou azulada, falta de ar intensa, dor no peito ao respirar ou tossir, além de febre alta e dificuldade para falar.

O que fazer: o tratamento deve ser feito no hospital e pode incluir a administração de remédios e fluidos diretamente na veia e a máscara de oxigênio, ou ventilador mecânico. Confira outros tratamentos para pneumonia.

5. Doenças pulmonares crônicas

As doenças pulmonares crônicas, como asma descompensada ou grave, DPOC, bronquiectasia ou doença pulmonar intersticial, podem causar a boca roxa ou azulada.

Este sintoma acontece, porque essas doenças causam inflamação, estreitamento das vias respiratórias e destruição ou cicatrização dos alvéolos, reduzindo a área do pulmão que está disponível para fazer a respiração.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico varia conforme o tipo de doença pulmonar. Assim, o médico pode recomendar o uso de medicamentos corticoides, broncodilatadores, antibióticos e fisioterapia respiratória, por exemplo.

6. Afogamento

O afogamento, ou quase afogamento, é uma das possíveis causas boca roxa, azulada ou acinzentada, pois nesta condição a água entra nos pulmões ou a laringe se fecha, bloqueando a passagem de ar.

Com a presença de água nos nos alvéolos pulmonares ou o bloqueio do ar, o oxigênio inspirado não chega aos vasos sanguíneos, o que aumenta os níveis de hemoglobina sem oxigênio e deixa o sangue com uma cor vermelho-escura ou púrpura.

O que fazer: deve-se pedir ajuda a outra pessoa próxima ao local e ligar imediatamente para o SAMU ou os bombeiros. Se a pessoa estiver consciente, é recomendado dar à pessoa um material flutuante para que fique apoiada.

Caso esteja inconsciente e não estiver respirando, é recomendado iniciar a massagem cardíaca na pessoa. Conheça os primeiros socorros para afogamento.

7. Síndrome respiratória aguda grave

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, junto com falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou boca roxa ou azulada.

O que fazer: na presença de sintomas indicativos de SRAG, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo, para que seja seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.

O tratamento pode ser feito por meio do repouso e ingestão de bastante água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença.

Conforme a causa da SRAG, o médico também pode indicar o uso de analgésicos, antipiréticos, antivirais ou antibióticos, para aliviar o desconforto, facilitar a recuperação, reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.

Leia também: Síndrome respiratória aguda grave: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-respiratoria-aguda

8. Insuficiência cardíaca

A boca roxa ou azulada também pode surgir na insuficiência cardíaca, pois esta condição é caracterizada pela dificuldade do coração em bombear o sangue para todo o corpo.

Devido a diminuição na pressão e volume de sangue, o corpo ativa uma resposta de defesa, contraindo os vasos sanguíneos da pele para priorizar os órgãos vitais, como rins, fígado e cérebro.

O que fazer: se houver a confirmação desta condição, o médico pode prescrever o uso de remédios como captopril, espironolactona e metoprolol.

Em casos mais graves, o cardiologista pode recomendar a colocação de um marcapasso ou o transplante de coração. Conheça melhor os tratamentos para insuficiência cardíaca.

9. Malformações cardíacas

As malformações cardíacas, que são defeitos na estrutura do coração presentes ao nascimento, como tetralogia de Fallot, atresia tricúspide e transposição das grandes artérias, podem causar a boca roxa ou azulada.

Isto porque, estas condições alteram o caminho normal do sangue no coração e diminuem a quantidade de sangue que chega aos pulmões para receber oxigênio.

O que fazer: o tratamento varia conforme o tipo de malformação cardíaca, podendo ser recomendado pelo médico a oxigenoterapia, para estabilização e suporte de oxigênio no nascimento ou na crise.

Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos, como diuréticos, inibidores da ECA e inotrópicos ou a realização de cirurgia temporária ou de correção definitiva, por exemplo.

10. Metemoglobinemia

A metemoglobinemia é o aumento de metemoglobina no sangue, que é a forma oxidada da hemoglobina.

Assim, essa condição dificulta o transporte de oxigênio para o corpo, causando sintomas como pele pálida, cansaço, fraqueza e boca roxa ou azulada.

O que fazer: se o médico confirmar a metemoglobinemia, pode ser recomendada a internação hospitalar para administração de soro e do antídoto azul de metileno na veia, além de oxigênio de alto fluxo, com o uso de uma máscara.

Leia também: Metemoglobinemia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/metemoglobinemia

11. Overdose e intoxicação

A overdose de medicamentos ou drogas provoca a boca roxa, devido a diminuição de oxigênio na circulação sanguínea. Isso porque o uso excessivo de narcóticos/opioides, como heroína, ou benzodiazepínicos, afeta o sistema nervoso central e diminui a frequência e a intensidade da respiração.

A overdose ou intoxicação por algumas substâncias, como anestésicos locais, nitritos recreativos e alguns antibióticos, como a dapsona, também causa uma reação que converte a hemoglobina em metemoglobina. 

Como a metemoglobina não consegue ligar e liberar o oxigênio adequadamente para os tecidos, isso provoca uma cianose central grave.

O que fazer: em caso de overdose, especialmente quando a pessoa apresenta sinais de que vai desmaiar ou está perdendo consciência, deve-se tentar mantê-la acordada, chamar uma ambulância e verificar se a pessoa está respirando.

É importante também não induzir o vômito, não oferecer bebidas ou alimentos para a pessoa e observar a pessoa até a chegada da ambulância.

Leia também: Overdose: o que é, sintomas, o que fazer (e como evitar) tuasaude.com/overdose

12. Parada cardiorrespiratória

A boca roxa ou azulada é um sinal de parada cardiorrespiratória, pois nesta condição o coração para de bater ou não bate corretamente, interrompendo o transporte e a circulação de oxigênio por todo o corpo.

Antes da parada cardíaca a pessoa também pode apresentar dor forte no peito, que irradia para a barriga ou costas, dor de cabeça forte, suor frio e palpitações, por exemplo.

O que fazer: por ser uma condição de emergência que pode levar ao óbito em poucos minutos, deve-se chamar pela pessoa, para verificar se está consciente ou não.

Se a pessoa estiver respirando,  é recomendado colocá-la na posição lateral de segurança, chamar a ajuda médica e avaliar frequentemente se continua respirando.

Se a pessoa não estiver respirando, é importante chamar a ajuda médica o mais rápido possível e iniciar a massagem cardíaca.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Formigamento no couro cabeludo: 12 principais causas (e o que fazer)

O formigamento no couro cabeludo normalmente não indica nenhum tipo de problema grave, sendo mais comum devido a algum tipo de irritação na pele.

No entanto, o formigamento também pode indicar alterações mais sérias, como micose, dermatite ou psoríase, por exemplo, e normalmente estão acompanhadas de outros sintomas, como coceira, descamação ou queimação.

Leia também: Dor no couro cabeludo: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/dor-no-couro-cabeludo

O ideal é que sempre que o formigamento é frequente, muito intenso ou dure por mais de 3 dias, se consulte um dermatologista, para tentar entender qual a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

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As principais causas de formigamento no couro cabeludo incluem:

1. Pele irritada

Alguns químicos presentes nos produtos capilares, como shampoos, máscaras ou produtos para facilitar o penteado, a poluição ou mesmo o calor do secador podem irritar o couro cabeludo e causar formigamento.

Nesses casos, o formigamento no couro cabeludo pode estar acompanhado de descamação e coceira.

O que fazer: a pessoa deve identificar o que poderá estar na origem da irritação e deixar de utilizar esse produto. Além disso, deve escolher um shampoo suave nos dias seguintes, para não agravar a irritação.

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2. Psoríase

A psoríase no couro cabeludo, também conhecida como psoríase capilar, pode causar lesões vermelhas e descamativas, com escamas brancas, coceira intensa e formigamento no couro cabeludo.

Além disso, outros sintomas desse tipo de psoríase são queda de cabelo no local da lesão, sensação de queimação ou dor, que geralmente se intensificam em situações de estresse. Veja outros sintomas da psoríase capilar.

O que fazer: os sintomas de psoríase podem desaparecer espontaneamente, sem tratamento, no entanto, podem voltar a aparecer em períodos de estresse.

Em alguns casos, o médico pode receitar remédios, como corticoides tópicos, calcipotriol, retinoides tópicos, ácido salicílico ou coaltar, por exemplo.

Leia também: Tratamento para psoríase (pomadas, remédios e opções naturais) tuasaude.com/tratamento-para-psoriase

3. Dermatite seborreica

A dermatite seborreica é uma inflamação na pele que na maioria das vezes afeta o couro cabeludo, provocando formigamento, caspa, manchas com crostas amareladas ou esbranquiçadas, vermelhidão e coceira intensa.

Essa inflamação pode agravar em situações de estresse ou exposição ao frio e ao calor.

O que fazer: geralmente, o tratamento é feito com a aplicação de cremes e shampoos antifúngicos, soluções ou pomadas com corticoide indicados pelo dermatologista e produtos que auxiliem na redução na descamação.

4. Foliculite

A foliculite no couro cabeludo é uma inflamação na raiz dos pelos, que pode resultar de um pelo encravado ou ser causada por uma infecção por bactérias, fungos, ácaros ou vírus, ou por alterações autoimunes.

Essa inflamação pode causar formigamento no couro cabeludo, além de bolinhas, queimação, coceira e queda de cabelo. Saiba mais sobre a foliculite no couro cabeludo.

O que fazer: o tratamento da foliculite é feito pelo dermatologista e depende do agente causador da doença, podendo ser realizado com soluções antifúngicas, caso se trate de um fungo, ou antibióticos, se o agente causador for uma bactéria.

5. Arterite temporal

A arterite temporal, também conhecida por arterite das células gigantes, é uma doença autoimune que causa uma inflamação das artérias da circulação sanguínea.

Os sintomas mais comuns dessa inflamação são dor de cabeça, febre, rigidez e formigamento no couro cabeludo.

O que fazer: o tratamento da arterite temporal consiste na administração de corticoides, analgésicos e antieméticos indicados pelo médico para aliviar os sintomas. Saiba mais sobre o tratamento da arterite temporal.

6. Piolhos

A infestação por piolhos, chamada pediculose, geralmente se manifesta em crianças em idade escolar, causando sintomas como coceira intensa, surgimento de pontinhos brancos na região e formigamento do couro cabeludo.

O que fazer: para eliminar os piolhos e as lêndeas da cabeça, deve-se usar uma solução ou shampoo adequado, que tem um remédio contra piolhos na composição, deixando atuar por uns minutos, conforme indicado na embalagem. Veja como usar o shampoo para piolhos.

Além disso, também existem pentes adaptados, que facilitam a sua eliminação e repelentes que previnem uma recidiva.

Leia também: tuasaude.com

7. Micose

A micose no couro cabeludo, também conhecido por Tinea capitis, é uma infecção fúngica que causa sintomas como coceira intensa e formigamento no couro cabeludo e, em alguns casos, queda de cabelo.

Leia também: Tinea capitis (tinea da cabeça): o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tinea-capitis

O que fazer: geralmente, o tratamento consiste na utilização de produtos de uso tópico com antifúngicos, como o cetoconazol ou sulfeto de selênio, por exemplo, indicados pelo dermatologista.

Caso o tratamento tópico não seja eficaz, o médico pode recomendar a ingestão de antifúngicos orais.

Leia também: Micose no couro cabeludo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/micose-no-couro-cabeludo

8. Estresse e ansiedade

O estresse e ansiedade também podem causar formigamento no couro cabeludo e estar acompanhado de coceira, que pode ser intensa.

Isso porque o estresse e ansiedade aumentam os níveis de cortisol no corpo, o que aumenta o fluxo sanguíneo no corpo, inclusive no couro cabeludo, causando o formigamento.

O que fazer: é importante fazer atividades prazerosas, como caminhar ou praticar algum hobby, por exemplo, além de tomar um chá com propriedades calmantes, como o chá de valeriana ou de camomila, por exemplo, pois ajudam a relaxar e a diminuir a ansiedade e o estresse. Confira os principais chás para ansiedade.

Caso o estresse ou ansiedade sejam intensos, deve-se consultar o psiquiatra que pode indicar psicoterapia ou uso de remédios antidepressivos ou ansiolíticos, por exemplo.

9. Enxaqueca com aura

A enxaqueca com aura é um tipo de dor de cabeça intensa e pulsante que pode causar formigamento ou sensação de agulhadas na pele, e afetar também o couro cabeludo.

Além disso, outros sintomas são tontura, sensibilidade à luz, lacrimejamento, presença de manchas no campo de visão ou náusea, por exemplo. Saiba identificar todos os sintomas de enxaqueca com aura. 

O que fazer: é importante fazer repouso e permanecer em um ambiente com pouco barulho e pouca luz, pois assim é possível aliviar a enxaqueca, melhorando a tontura.

Além disso, caso a enxaqueca seja frequente, é indicado consultar um neurologista para identificar sua causa e se necessário, iniciar o tratamento com remédios. Confira quais são os remédios indicados para enxaqueca.

10. Neuropatia

A neuropatia pode surgir devido a danos nos nervos, no cérebro e na medula espinhal, levando ao surgimento de sintomas como dormência ou formigamento que pode surgir no couro cabeludo e/ou outras partes do corpo.

Essa condição pode ser causada por esclerose múltipla, neuralgia pós herpética, diabetes não controlada ou uso de medicamentos.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado por um neurologista, e geralmente consiste no controle da doença e na administração de analgésicos, antidepressivos ou anticonvulsivantes ou fisioterapia, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da neuropatia. 

11. Alterações hormonais

As alterações hormonais que geralmente estão associadas ao ciclo menstrual da mulher, gravidez ou menopausa podem, em alguns casos causar formigamento no couro cabeludo.

O que fazer: caso o formigamento seja frequente, deve-se consultar o ginecologista que pode indicar o uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal. No caso da gravidez, normalmente o formigamento melhora após o parto.

12. Exposição ao frio ou calor

A exposição a temperaturas muito frias ou quentes também pode causar formigamento no couro cabeludo.

Isso porque no frio, o couro cabeludo pode ficar mais seco e resultar em formigamento e coceira.

Já em climas mais quentes, o excesso de suor na cabeça pode causar irritação, alergias ou até queimaduras, provocando formigamento, coceira ou ardor.

O que fazer: evitar a exposição a climas muito quentes, dano preferência por locais mais frescos e arejados e usando roupas mais leves. Já no frio, pode-se usar toucas de proteção e roupas mais quentes para manter o corpo e o couro cabeludo aquecidos.



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Dor no couro cabeludo: 11 principais causas (e o que fazer)

A dor no couro cabeludo pode ser causada pelo hábito de usar o cabelo muito apertado, como tranças ou penteados muito presos ao couro cabeludo, ou ser consequência de procedimentos químicos, infecções, infestação por piolho ou dermatite.

Dependendo da causa, além da dor no couro cabeludo, podem ser observados outros sintomas, como coceira, vermelhidão na cabeça, caspa e quente ao toque.

Dessa forma, é importante que o dermatologista seja consultado para que seja deita uma avaliação dos sintomas apresentados e do couro cabeludo e, assim, seja possível iniciar o melhor tratamento.

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As principais causas de dor no couro cabeludo são:

1. Usar penteados muito apertados

Prender o cabelo muito apertado, seja em rabo de cavalo, coques ou tranças, pode inflamar os folículos e deixar o couro cabeludo dolorido.

Além disso, ao utilizar o cabelo preso por muito tempo, os fios ficam mais fragilizados e há alteração no ciclo de crescimento devido à inflamação causada, o que pode causar descamação da região e perda de cabelo, sendo essa condição conhecida como alopecia por tração.

Leia também: Alopecia por tração: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/alopecia-por-tracao

O que fazer: nesse caso, o mais indicado é evitar prender o cabelo muito apertado e deixar o cabelo solto por mais tempo possível. Dessa forma é possível evitar que o couro cabeludo fique sensível e haja dor. Além disso, é interessante lavar a cabeça com água morna ou fria, já que ajuda a desinflamar a região e aliviar a dor.

Nos casos em que a dor é persistente e é acompanhada por outros sintomas, é importante que o dermatologista seja consultado.

2. Procedimentos químicos

Apesar da maioria dos procedimentos químicos serem considerados seguros, desde que feitos com os produtos corretos e por um profissional capacitado, algumas pessoas podem sentir o couro cabeludo mais sensível durante e após a realização do procedimento, principalmente se já existir o histórico de couro cabeludo dolorido.

Isso porque são utilizados produtos mais agressivos, o que pode deixar a região mais sensível e dolorida, além de haver maior risco de queimaduras e coceira na cabeça.

O que fazer: antes de realizar qualquer procedimento químico, é importante conversar com o profissional responsável pelo procedimento e com o dermatologista para verificar se há alguma contraindicação.

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3. Exposição prolongada ao sol

A exposição prolongada ao sol pode aumentar a sensibilidade do couro cabeludo e provocar dor, além de também haver maior chance de descamação.

O que fazer: para evitar os danos no couro cabeludo causados pelo sol, é indicado fazer uso de bonés ou chapéus.

4. Queda de cabelo

As regiões do couro cabeludo em que a queda de cabelo é mais intensa são geralmente mais sensíveis, podendo tornar esses locais doloridos. Saiba o que pode causar queda de cabelo.

O que fazer: para prevenir a queda de cabelo deve-se fazer uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e zinco ou tomar suplementos alimentares também ricos nestes nutrientes.

Os shampoos antiqueda e loções, como o Minoxidil, estimulam o nascimento do cabelo e ajudam a travar a queda. Em casos mais graves pode ser necessário tomar remédios como a finasterida, desde que orientado pelo dermatologista.

Leia também: 11 remédios e suplementos para a queda de cabelo (e como usar) tuasaude.com/remedios-para-queda-de-cabelo

5. Dor de cabeça

Em alguns casos, a dor de cabeça também pode provocar dor no couro cabeludo ou aumento da sensibilidade. O estresse, depressão e ansiedade podem causar dor ou piorar os sintomas, podendo causar também tensão muscular.

O que fazer: para aliviar a dor de cabeça, pode-se fazer uma massagem no couro cabeludo, tomar um banho quente e relaxante e/ou tomar analgésicos e anti-inflamatórios, como o paracetamol e o ibuprofeno, indicados pelo clínico geral.

Leia também: 7 formas naturais para aliviar a dor de cabeça rápido tuasaude.com/5-passos-para-aliviar-a-dor-de-cabeca-sem-remedios

6. Dermatite

A dermatite é uma inflamação da pele que gera sintomas como vermelhidão, coceira e descamação, podendo ser acompanhada pelo aparecimento de caspa e bolhas, causando dor ou desconforto no couro cabeludo.

Esta condição pode ocorrer em qualquer idade, devido ao contacto com coisas comuns como metais, sabonetes, cosméticos, procedimentos estéticos, poluição ou mesmo água.

Leia também: Dermatite: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento (com fotos) tuasaude.com/dermatite

O que fazer: o tratamento depende do tipo de dermatite e das causas, sendo normalmente indicado pelo dermatologista o uso de shampoos que tenham na sua constituição cetoconazol, ácido salicílico ou piritionato de zinco.

Em casos mais graves pode ser necessário fazer uso de cremes reparadores ou corticoides tópicos, de acordo com as orientações do médico. Confira os principais tratamentos para a dermatite seborreica.

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7. Infecções

Algumas infecções no couro cabeludo, como a foliculite e o carbúnculo, podem afetar os folículos do cabelo e causar sensibilidade no couro cabeludo, tornando-o dolorido, sensível e quente ao toque, sendo mais frequente em pessoas com diabetes, com doenças da pele, como eczema ou aquelas que tenham o sistema imune fragilizado.

Nos casos mais graves, a foliculite no couro cabeludo pode provocar queda de cabelo acentuada.

Leia também: Foliculite no couro cabeludo: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/foliculite-no-couro-cabeludo

O que fazer: as infecções no couro cabeludo devem ser tratados de acordo com a orientação do dermatologista, sendo normalmente indicado o uso de shampoos antifúngicos, como cetoconazol, ou aplicação de antibióticos, como eritromicina ou clindamicina. 

No entanto, alguns casos podem ser difíceis de curar, sendo necessário fazer tratamento específico por vários meses. Além disso, também se deve evitar furar ou espremer os furúnculos e carbúnculos, porque existe o risco da infecção se espalhar para outras partes do corpo.

8. Pediculose

A pediculose é a infestação por piolhos, que afeta normalmente crianças em fase escolar, sendo muito contagioso. Os piolhos alimentam-se apenas de sangue e embora só vivam cerca de 30 dias, multiplicam-se muito rapidamente, pois cada fêmea põe entre 7 a 10 lêndeas por dia, provocando sintomas como coceira intensa no couro cabeludo que fica dolorido e pequenas feridas na cabeça.

Leia também: Piolho: como se pega, tipos e como acabar (com remédio, shampoo e mais) tuasaude.com/piolho

O que fazer: o tratamento da pediculose consiste no uso de um shampoo ou uma loção à base de permetrina que mata os piolhos e um pente fino para ajudar a eliminá-los. Além disso, também pode ser usado um produto repelente que pode prevenir uma nova infestação. Veja mais opções de tratamento para a pediculose.

9. Arterite temporal

A arterite temporal é uma inflamação crônica das artérias que ficam nas têmporas, na lateral da cabeça, próximo às orelhas, provocando sintomas como dor de cabeça, febre, cansaço, mal estar e dor na cabeça e couro cabeludo, que pode ser latejante.

Este tipo de dor é mais comum em idosos e pode levar a complicações graves a nível sistêmico e oftalmológico. Conheça mais sobre a arterite temporal.

O que fazer: o tratamento para a arterite temporal deve ser feito com orientação do clínico geral e consiste no alívio dos sintomas e prevenção da perda de visão, o que é feito com o uso de corticoides, como a prednisona, por exemplo.

Além disso, o médico pode também recomendar analgésicos e antipiréticos como o paracetamol e a dipirona para aliviar a febre, cansaço e mal estar geral.

10. Tinea capitis

A Tinea capitis, também conhecida como tinea ou tinha do couro cabeludo, é uma infecção causada por fungos, como os do gênero Trichophyton e Microsporum, o que leva à quebra dos fios de cabelo e aparecimento de uma ou mais placas no couro cabeludo sem cabelo, causando dor ou sensibilidade no couro cabeludo na região afetada.

O que fazer: deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o tratamento com o uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos por via oral, como itraconazol ou fluconazol, por exemplo, com o objetivo eliminar o fungo, e desta forma, aliviar os sintomas. Veja outras as opções de tratamento para Tinea capitis.

11. Herpes zoster

A herpes zoster é uma doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, que pode voltar a surgir durante a idade adulta, e afetar os nervos cranianos, provocando dor no couro cabeludo, bolhas vermelhas na pele, sensação de ardor ou queimação na pele, dor de cabeça ou até tontura.

O que fazer: o tratamento do herpes zoster é feito com o uso de remédios antivirais como o aciclovir, ganciclovir ou valaciclovir, indicados pelo dermatologista, para diminuir a multiplicação do vírus, diminuindo assim as bolhas, a duração e intensidade da doença, aliviando a dor no couro cabeludo. Confira os principais remédios indicados para herpes zoster.



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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Sofosbuvir: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Sofosbuvir é um antiviral indicado para hepatite C crônica em adultos, pois age bloqueando uma enzima necessária para o vírus HCV se multiplicar, o que ajuda a reduzir e eliminar a infecção. É usado em combinação com outros medicamentos.

A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado, transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Sem tratamento, pode causar cicatrizes no fígado, cirrose e câncer de fígado.

Leia também: Hepatite C: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/hepatite-c

O sofosbuvir pode ser encontrado na forma de comprimidos como genérico ou com o nome comercial Sovaldi. Também pode estar associado ao velpatasvir com o nome Epclusa. O uso deve ser feito com indicação médica.

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Para que serve

O sofosbuvir é indicado como parte do tratamento antiviral da hepatite crônica em adultos causada pelo vírus da hepatite C (HCV) dos genótipos 1, 2 ou 3.

O tratamento tem como objetivo:

  • Eliminar o vírus HCV do organismo;
  • Reduzir o risco de complicações graves como cirrose hepática e câncer de fígado;
  • Tratar a hepatite C em pessoas coinfectadas pelo HIV;
  • Reduzir a evolução da doença hepática;
  • Compor tratamentos de pessoas com ou sem cirrose compensada, quando indicado.

O sofosbuvir age diretamente contra o vírus da hepatite C, bloqueando a proteína NS5B, enzima fundamental para a replicação do vírus. 

Desta forma, impede que o vírus se multiplique, permitindo que o sistema imunológico e a terapia combinada eliminem a infecção do organismo.

O sofosbuvir pode ser usado sozinho?

Não. O sofosbuvir faz parte de combinações com outros medicamentos antivirais para tratar a hepatite C. A associação adequada depende da situação clínica.

Como tomar

O sofosbuvir é administrado por via oral, geralmente uma vez ao dia. O comprimido deve ser engolido inteiro, com água, e pode ser tomado com ou sem alimentos.

A dose e a duração dependem da combinação utilizada, do tipo de vírus, da presença de cirrose e do histórico de tratamento. O esquema não deve ser alterado por conta própria.

Posologia

A posologia recomendada do sofosbuvir para adultos é:

1. Sofosbuvir 400 mg

A dose diária usual para adultos é de 1 comprimido de sofosbuvir 400 mg, 1 vez por dia, sempre no mesmo horário, combinação com outros antivirais para hepatite C. 

O esquema e a duração do tratamento variam conforme o genótipo do vírus, o histórico de tratamento e as condições clínicas.

2. Sofosbuvir + velpatasvir

A combinação de sofosbuvir 400 mg + velpatasvir 100 mg está disponível em um único comprimido, como no Epclusa. A dose usual para adultos é de 1 comprimido, uma vez ao dia, geralmente por 12 semanas. 

Em algumas situações, pode ser necessário associar ribavirina.

3. Sofosbuvir e daclatasvir

O sofosbuvir 400 mg pode ser associado ao daclatasvir 60 mg no tratamento da hepatite C.

A dose usual para adultos é de 1 comprimido de cada medicamento, uma vez ao dia, mas o esquema e a duração variam conforme o genótipo do vírus, o estágio da doença e outros medicamentos em uso.

Leia também: Tratamento para Hepatite tuasaude.com/tratamento-para-hepatite

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados durante o tratamento com sofosbuvir são:

  • Tomar o comprimido todos os dias no horário indicado;
  • Não interromper o tratamento por conta própria;
  • Realizar os exames de sangue solicitados antes, durante e após o tratamento;
  • Investigar hepatite B antes do tratamento, quando indicado;
  • Evitar tomar medicamentos, vitaminas, chás e suplementos em uso, inclusive erva-de-São-João, sem orientação médica.

A investigação da hepatite B é importante porque pode ocorrer reativação do vírus durante o tratamento da hepatite C. Saiba mais sobre a hepatite B.

Sofosbuvir cura a hepatite C?

O sofosbuvir faz parte de tratamentos capazes de curar a hepatite C, dependendo do esquema utilizado e das condições clínicas.

A cura é confirmada pelo exame HCV-RNA, que verifica a presença do vírus após o tratamento. Quando o vírus permanece indetectável, considera-se que houve resposta virológica sustentada, indicando a cura da infecção. 

Leia também: Exame HCV: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/exame-hcv

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do sofosbuvir são:

  • Cansaço e dor de cabeça;
  • Náusea, fraqueza e dificuldade para dormir;
  • Irritabilidade e diarreia;
  • Coceira e alterações na pele;
  • Anemia, principalmente em esquemas que incluem ribavirina ou interferona.

As reações podem variar conforme os medicamentos usados junto ao sofosbuvir.

É importante ir ao pronto-socorro imediatamente se surgirem falta de ar, desmaio, palpitações, tontura intensa, inchaço no rosto, boca ou garganta, ou manchas com bolhas na pele.

Quem não deve usar

O sofosbuvir não deve ser usado por pessoas com alergia ao medicamento ou a algum componente da fórmula.

A associação com ribavirina exige cuidados específicos na gestação, devido ao risco de danos ao feto.

Alguns medicamentos, como rifampicina, erva-de-São-João, carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, podem interagir com o sofosbuvir e reduzir a eficácia do tratamento.

A combinação com amiodarona pode causar batimentos cardíacos perigosamente lentos (bradicardia grave) e até parada cardíaca. Saiba o que fazer em caso de parada cardíaca.



source https://www.tuasaude.com/sofosbuvir/

Tamponamento cardíaco: o que é, sintomas, causas e tratamento

O tamponamento cardíaco é uma emergência em que existe acúmulo de líquido ou sangue entre as duas membranas que revestem o coração, causando sintomas como dor no peito, dificuldade para respirar e aumento da frequência cardíaca.

Devido ao acúmulo de líquido, o coração não consegue bombear a quantidade de sangue suficiente para os órgãos e tecidos, o que pode resultar em choque e óbito caso não seja tratada rapidamente.

Assim, na presença de sintomas indicativos de tamponamento cardíaco, a pessoa deve ir ou chamar um atendimento de urgência. Assim, o médico pode fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode ser feito com o uso de remédios e cirurgia, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de tamponamento cardíaco

Os principais sintomas de tamponamento cardíaco são:

  • Dor forte no peito, que pode irradiar para o pescoço, ombros, costas ou barriga;
  • Dor no peito que piora ao tossir, respirar fundo ou deitar de costas;
  • Dificuldade para respirar ou respiração rápida;
  • Aumento dos batimentos do coração;
  • Tontura sensação de desmaio ou sono excessivo;
  • Pele pálida, acinzentada ou azulada;
  • Confusão mental, agitação ou ansiedade:
  • Pulsação fraca ou não perceptível.

A pessoa também pode apresentar pressão baixa, dilatação das veias do pescoço e pés e mãos frios.

Quando o líquido se acumula gradativamente ao longo de semanas ou meses, a pessoa pode ter dificuldade para respirar ao deitar, falta de ar progressiva, desconforto no peito, cansaço durante atividades comuns, inchaço nas pernas e barriga e pele e olhos amarelados.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do tamponamento cardíaco é feito pelo cardiologista através da avaliação dos três sinais que indicam forte suspeita desta condição, incluindo pressão baixa, veias do pescoço saltadas ou estufadas e sons dos batimentos cardíacos distantes ou abafados.

Marque uma consulta com o cardiologista mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico também avalia a frequência cardíaca e outros sintomas, e também realiza o ecocardiograma, que é o exame indicado para diagnosticar rapidamente o tamponamento cardíaco.

Outros exames que também podem ser solicitados pelo médico incluem o eletrocardiograma, o raio-X de tórax, a ressonância magnética e o cateterismo.

Exames laboratoriais, como testes de função renal, enzimas de lesão cardíaca, sorologia para HIV, exames autoimunes e rastreamento para tuberculose, também podem ser indicados pelo médico para avaliar a causa do acúmulo de líquido.

Causas do tamponamento cardíaco

As principais causas do tamponamento cardíaco são:

  • Traumas no tórax, como os devidos a ferimentos por facas, arma de fogo e acidentes de carro;
  • Procedimentos médicos, como cirurgia cardíaca perto do pericárdio, ablação cardíaca e colocação de marca-passo;
  • Radioterapia direcionadas ao tórax ou perto do coração;
  • Doenças cardíacas, como dissecção da aorta, infarto e insuficiência cardíaca congestiva;
  • Pericardite ou miocardite;
  • Infecções, como tuberculose ou infecção por HIV;
  • Histórico de câncer, especialmente dos pulmões ou coração ou leucemia;
  • Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, dermatomiosite e esclerodermia;
  • Uso de medicamentos anticoagulantes.

Além disso, o hipotireoidismo, a amiloidose, a uremia e a insuficiência renal terminal, também podem causar o tamponamento cardíaco.

Como é feito o tratamento

O tratamento do tamponamento cardíaco é feito pelo cardiologista e inclui:

1. Medidas de suporte

Durante o preparo da equipe médica, a pessoa recebe algumas terapias de suporte, como;

  • Fluidos intravenosos, para aumentar as pressões venosas sistêmicas e manter a pressão arterial e o volume de sangue dentro do coração;
  • Medicamentos, como vasopressores ou suporte inotrópico, para aumentar a força de bombeamento do coração e a pressão arterial;

Além disso, a equipe também administra oxigênio suplementar com o objetivo de reduzir a carga sobre o coração,  diminuindo a necessidade de sangue pelos órgãos.

2. Pericardiocentese

Em alguns casos, o médico pode realizar a pericardiocentese, um procedimento que pode ser indicado para retirar o excesso de líquido do coração e, assim, aliviar temporariamente os sintomas.

Leia também: Pericardiocentese: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/pericardiocentese

3. Cirurgia

Quando a pericardiocentese é contraindicada ou ineficaz, o médico pode indicar a janela pericárdica, que é uma cirurgia onde uma porção da membrana pericárdica é retirada para criar uma abertura de drenagem contínua.

A janela pericárdica pode ser indicada em casos de tamponamentos recorrentes, quando o líquido está dividido em bolsas, quando existem distúrbios de coagulação ativos ou para colher material de biópsia.

Outra cirurgia que também pode ser recomendada é a toracotomia de emergência. Esta cirurgia pode ser indicada em casos de trauma com sangramento ativo e coágulos no pericárdio, por exemplo.

4. Tratamento da causa

Após a estabilização da pessoa, o médico indica o tratamento da causa do acúmulo de líquido, que pode incluir:

  • Antibiótico ou outros remédios, para tratar pericardites causadas por bactérias ou fungos;
  • Quimioterapia, em casos de tamponamento causado por câncer;
  • Diálise, para controlar a falência renal grave.

Já em casos de doenças inflamatórias e autoimunes, pode ser recomendado o uso de anti-inflamatórios não esteroides e colchicina, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/tamponamento-cardiaco/

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FODMAPs: o que são, alimentos (e como fazer a dieta)

FODMAPs são um conjunto de carboidratos pouco ou não digeríveis pelo organismo, que têm alto teor de frutose, lactose, fruto-oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos e polióis, incluindo alimentos como beterraba, maçã e mel, por exemplo.

A dieta FODMAP consiste em evitar estes alimentos, para ajudar a controlar e evitar os sintomas da síndrome do intestino irritável, um distúrbio gastrointestinal que pode estar relacionado com estresse, alergias ou intolerâncias alimentares, por exemplo.

Leia também: Síndrome do intestino irritável: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-do-intestino-irritavel

Isso porque os alimentos FODMAPs são fermentados por bactérias presentes no intestino delgado, piorando ou causando sintomas como má digestão, dor abdominal, barriga inchada, excesso de gases, diarreia ou prisão de ventre.

Imagem ilustrativa número 1

Alimentos FODMAPs

A tabela a seguir traz uma lista de alimentos com alto e baixo teor de FODMAPs:

Grupo de alimentos

Alimentos ricos em FODMAPs

Alimentos com baixo teor de FODMAPs

Frutas

Maçã, caqui, damasco, amora, cereja, tâmara, manga, pera, melancia, nectarina, pêssego e ameixas

Banana, mirtilo, melão, toranja, uva, limão, lima, tangerina, laranja, maracujá, framboesa, ruibarbo, kiwi, mamão, carambola, abacaxi e morango

Verduras e legumes

Alcachofra, aspargo, couve-flor, alho, beterraba, alho-poró, brócolis, cogumelos, cebola, chalota, vagens, ervilha-torta e cebolinha

Batata, mandioca, cenoura, pimentão, pimenta, pepino, berinjela, gengibre, alface, azeitona, nabo, espinafre, tomate, abobrinha, broto de bambu, aipo, abóbora e acelga

Fontes de proteínas Feijão, grãos de soja, grão-de-bico, lentilha e ervilha Tofu firme, tempeh, edamame, carne bovina, frango, peixes e frutos do mar, carne de porco e ovos

Cereais

Trigo, centeio e cevada

Aveia, milho, arroz, quinoa, bolacha de milho e espelta

Sementes e oleaginosas Pistache e castanha-de-caju Amendoim, amêndoas, macadâmia, sementes de abóbora, sementes de linhaça e chia, e trigo sarraceno
Leite e derivados Queijo cottage, ricota, queijo cremoso, sorvete, leite, iogurte e leite condensado Manteiga, leite sem lactose, iogurte sem lactose, outros tipos de queijo, como cheddar, parmesão, muçarela, suíço, brie e camembert
Doces e adoçantes Mel, sorbitol, manitol, maltitol, xarope de milho rico em frutose, agave e frutose Xarope de bordo, açúcar comum, glicose e xarope de frutose dourada
Bebidas Refrigerantes, rum, sucos de fruta, bebida vegetal de soja, leite de coco e chás de camomila, oolong, erva-doce e chai Água, bebida vegetal de arroz e amêndoas, café, vinho e outros tipos de chá

Além de conhecer os alimentos naturalmente ricos em FODMAP, é importante também sempre verificar o rótulo nutricional dos alimentos industrializados para avaliar se contêm ou não alimentos ricos em FODMAPs.

Leia também: Como ler os rótulos dos alimentos tuasaude.com/como-ler-o-rotulo-dos-alimentos

Como fazer a dieta FODMAP

Para fazer a dieta FODMAP, deve-se excluir os alimentos com alto teor de FODMAP por 2 a 4 semanas, reintroduzindo-os gradativamente.

As 3 etapas da dieta FODMAP são:

  • Fase de eliminação: onde deve-se restringir todos os alimentos ricos em FODMAP da dieta, por um período de 2 a 4 semanas, para melhorar os sintomas;
  • Fase de reintrodução: introduzir gradativamente os FODMAPs na dieta, para identificar o tipo de alimentos que tolerados por cada pessoa, observando os sintomas intestinais;
  • Fase de manutenção: onde deve-se manter os alimentos ricos em FODMAPs que são bem tolerados pela pessoa, e excluir os que não são tolerados.

A reintrodução gradativa dos alimentos na dieta ajuda na identificação dos alimentos que causam sintomas intestinais e quais podem ser consumidos.

Além disso, o nutricionista também pode recomendar o uso de suplementos probióticos para equilibrar a flora intestinal e ajudar a regular o intestino.

Leia também: Probióticos: o que são, benefícios (e como tomar) tuasaude.com/o-que-sao-os-probioticos

Cuidados durante a dieta

A dieta FODMAP pode diminuir a ingestão de nutrientes importantes para a saúde, como fibras, vitaminas e minerais.

Assim, é importante ter o acompanhamento do nutricionista nesta dieta, para garantir uma alimentação balanceada e evitar deficiências nutricionais.

Essa dieta é um tratamento eficaz para muitas pessoas com síndrome do intestino irritável. No entanto, em algumas pessoas a dieta FODMAP pode não oferecer bons resultados, sendo necessário outro tipo de tratamento.

Além disso, mulheres grávidas e pessoas com desnutrição ou transtornos alimentares, só podem fazer a dieta FODMAP com a indicação e acompanhamento de um médico.

Cardápio da dieta FODMAP

A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias da dieta FODMAP, na fase de eliminação:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã

Vitamina feita com banana, leite sem lactose e 1 col de sopa de aveia em flocos

1 xícara de chá de erva-cidreira + 1 tapioca, feita com 4 col de sopa de goma de tapioca, 1 colher de sementes de linhaça e 1 ovo

Bebida vegetal de arroz + 1 omelete com 2 ovos + ½ mamão papaia

Lanche da manhã

1 fatia média de melão + 1 punhado de amendoim

200 g de iogurte sem lactose + 1 col de sopa de sementes de abóbora

1 banana picada com 1 col de sopa de pasta de amendoim

Almoço

4 col de sopa de arroz integral + frango ensopado e salada de tomate, espinafre, abobrinha, cenoura e berinjela + 1 laranja

Purê de mandioca + carne moída com molho de tomate caseiro + 4 col de sopa de berinjela e abobrinha refogadas + 2 fatias médias de abacaxi

1 posta de peixe assado + 5 colheres de sopa de batata cozida + salada de alface, nabo e tomate + 1 carambola

Lanche da tarde

1 xícara de chá de hortelã + 1 fatia de bolo caseiro de fubá

200 g de iogurte sem lactose com 8 uvas

Vitamina de morango com 200 ml de leite de amêndoas e 4 morangos + 1 fatia de pão sem glúten com 1 fatia média de queijo sem lactose

Jantar 1 prato de sopa feita com abóbora, batata, cenoura e músculo bovino + 1 kiwi 1 filé de peixe grelhado + macarrão de arroz com molho de tomate caseiro + salada de alface, espinafre e tomate + 4 morangos 1 prato de salada feita com peito de frango grelhado desfiado + alface, tomate, azeitona, milho cozido e sementes de abóbora + 1 laranja

Este é apenas um exemplo de cardápio da dieta com baixo teor de FODMAP, onde os tipos e as quantidades de alimentos podem variar conforme as necessidades de cada pessoa.

Assim, é recomendado consultar o nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar um plano alimentar individualizado.

Marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você, se deseja uma dieta FODMAP:

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Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento

A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune que pode causar sintomas como dormência e formigamento nos braços, pernas ou troncos, cansaço excessivo e visão dupla ou embaçada, por exemplo.

Nesta doença, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que é uma estrutura protetora que cobre os neurônios e que atua na transmissão dos impulsos nervosos.

Leia também: 12 sintomas de esclerose múltipla (e como tratar) tuasaude.com/sintomas-de-esclerose-multipla

A esclerose múltipla não tem cura, mas os os tratamentos indicados pelo neurologista, como remédios corticoides, anticonvulsivantes e exercícios físicos, ajudam a controlar os sintomas, evitar as crises ou atrasar a sua evolução.

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Sintomas de esclerose múltipla

Os principais sintomas da esclerose múltipla são:

  • Cansaço excessivo;
  • Dormência ou formigamento nas pernas, braços, troncos ou rosto;
  • Perda de força muscular;
  • Dificuldades para andar e perda do equilíbrio;
  • Rigidez muscular, espasmos involuntários e cãibras dolorosas;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Visão dupla ou embaçada, perda ou diminuição temporária da visão ou dor ao mover o olho;
  • Sensação de \"choque elétrico\" nas costas e membros, ao dobrar o pescoço pra frente, conhecido como sinal de Lhermitte.

A pessoa também pode apresentar incontinência urinária ou fecal, retenção urinária ou urgência para urinar, prisão de ventre, diarreia, refluxo, redução da libido, secura vaginal ou disfunção erétil.

A dificuldade de concentração, a perda da memória recente, as alterações de humor, como depressão e ansiedade, e episódios de riso ou choro involuntários e excessivos, também podem acontecer.

Os sintomas não surgem necessariamente todos ao mesmo tempo. Além disso, os sintomas podem ser agravados pela exposição ao calor, a febre e algumas infecções.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Teste de sintomas

Para saber o risco de ter esclerose múltipla ou estar numa crise, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

{TESTE_SINTOMAS_ESCLEROSE_MULTIPLA}

O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e, por isso, não deve ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o neurologista ou o clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito pelo neurologista a partir da história de saúde e da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa.

O médico também solicita exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano e exames de sangue, para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico deve ser baseado na existência de dois ou mais episódios sintomáticos, que devem durar mais de 24 horas e de forma distinta, separados por um período de no mínimo um mês.

Leia também: Especialistas em esclerose múltipla: qual médico consultar? tuasaude.com/especialistas-em-esclerose-multipla

Possíveis causas

A causa exata da esclerose múltipla não é conhecida, no entanto, os estudos indicam ser uma doença relacionada com fatores imunológicos, predisposição genética e fatores ambientais.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco que podem favorecer a esclerose múltipla são:

  • Ter casos de esclerose múltipla na família como pais ou irmãos; 
  • Alterações em genes associados ao sistema imunológico, no DNA mitocondrial e na função de reparo celular, por exemplo;
  • Ataque pelas células B ou T pró-inflamatórias ao sistema imunológico;
  • Deficiência de vitamina D;
  • Tabagismo.
  • Ter entre 20 e 40 anos;
  • Ser mulher, pois ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes a chance de desenvolver esclerose múltipla.

A infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, também aumenta o risco de esclerose múltipla. No entanto, essa infecção precisa ser acompanhada de outros fatores de risco, como genética e fatores de estilo de vida, para provocar a esclerose múltipla.

Como é feito o tratamento

O tratamento da esclerose múltipla tem o objetivo de evitar a evolução da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas.

Assim, os tratamentos indicados pelo médico incluem:

  • Terapias modificadoras da doença, remédios que atuam no sistema imunológico, para diminuir a resposta inflamatória e prevenir novas lesões e cicatrizes no cérebro e na medula, como beta-interferonas, fingolimode e natalizumabe;
  • Corticoides, como metilprednisolona oral ou intravenosa, na fase aguda da doença;
  • Plasmaférese, recomendada se a pessoa apresentar uma resposta ruim ou insuficiente aos corticoides em surtos graves;
  • Psicoterapia, como terapia cognitiva comportamental, para ajudar no tratamento de depressão e ansiedade;
  • Exercícios físicos regulares, incluindo treinos aeróbicos e exercícios de resistência, flexibilidade e neuromotores, como yoga e Pilates, conforme a capacidade de cada pessoa e orientação médica.

O médico também pode recomendar a atividade física adaptada, como treino de respiração ativa com espirômetro, alongamentos diário passivos de articulações, treinos de equilíbrio sentado e reabilitação postural assistida, para pessoas com mobilidade gravemente diminuída.

Leia também: 11 tratamentos para esclerose múltipla (remédios, fisioterapia e mais) tuasaude.com/tratamento-para-esclerose-multipla

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source https://www.tuasaude.com/esclerose-multipla/

Peptídeos: o que são, para que servem (e peptídeos injetáveis)

Peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, que são partes que formam as proteínas, e estão presentes no organismo...