quarta-feira, 7 de outubro de 2026

CAR-T Cell: o que é, como funciona e para que serve

A CAR-T Cell, que em inglês quer dizer Chimeric Antigen Receptor T-cell therapy, é uma terapia que funciona mudando geneticamente as células de defesa da pessoa, para que identifiquem e destruam o câncer.

Este tipo de terapia gênica é indicada no Brasil para o tratamento de linfoma não Hodgkin de células B, leucemia linfoide aguda de células B e mieloma múltiplo, em casos de falha no tratamento anterior, falta de resposta ou retorno da doença.

Leia também: Terapia gênica: o que é, como funciona (vantagens e desvantagens) tuasaude.com/terapia-genica

A CAR-T Cell atualmente está disponível e autorizada pela ANVISA para estudos clínicos autorizados, sendo oferecida de forma gratuita em centros credenciados ao SUS e também em alguns centros privados.

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Principais indicações

As indicações da terapia CAR-T Cell são:

Esta terapia é indicada no Brasil somente em casos de falha no tratamento anterior, como quimioterapia e transplante de medula óssea, ausência de resposta ou retorno da doença.

Como funciona a CAR-T Cell

A terapia CAR-T Cell funciona reprogramando as células de defesa do sistema imunológico da pessoa para identificar e combater o câncer.

As etapas da terapia CAR-T Cell são:

  1. Coleta das células: o sangue da pessoa é coletado por meio da aférese, onde os linfócitos T (as principais células de defesa do sistema imune) são separados e isolados, e os outros componentes do sangue retornam ao organismo;
  2. Modificação genética das células T: os linfócitos T são enviados para um laboratório e um gene sintético é inserido nestas células. Este gene instrui a célula a produzir um receptor chamado Receptor Quimérico de Antígeno (CAR), que atua como uma fechadura se ligando a uma proteína específica presente nas células tumorais;
  3. Expansão das células: as células T modificadas, agora chamadas de células CAR-T são cultivadas e multiplicadas até terem a quantidade necessária para a dose terapêutica da pessoa;
  4. Preparo da pessoa: alguns dias antes de receber as células, a pessoa passa por uma quimioterapia curta. Esse tratamento diminui a quantidade de outros linfócitos no sangue, favorecendo a expansão e a atuação das células CAR-T;
  5. Infusão das células CAR-T: as células CAR-T são enviadas ao hospital e infundidas na corrente sanguínea da pessoa por via intravenosa, em um processo similar à transfusão de sangue.

Após a infusão, as células CAR-T circulam no corpo, identificam e se ligam às células do câncer, e liberam substâncias para destruir o tumor. As células CAR-T continuam a se multiplicar e podem ficar na circulação por longos períodos.

A CAR-T Cell está disponível no Brasil?

A terapia CAR-T Cell está disponível e autorizada no Brasil pela ANVISA em estudos clínicos autorizados e de forma gratuita em centros parceiros credenciados ao SUS.

Além disso, esta terapia também é autorizada pela Anvisa e oferecida em alguns centros especializados privados.

Cuidados após a terapia

Alguns cuidados importantes após a terapia CAR-T Cell são:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar consumir alimentos crus ou mal cozidos;
  • Evitar o contato com pessoas doentes ou ficar em locais fechados e muito cheios;
  • Evitar dirigir e operar máquinas pesadas por pelo menos 2 meses;
  • Monitoramento no hospital, de 1 a 4 semanas após a infusão, para identificar e tratar rapidamente possíveis complicações.

Após a alta, a pessoa também deve ter o acompanhamento médico frequente durante pelo menos o primeiro ano, para que seja avaliada a resposta ao câncer e rastreadas possíveis complicações tardias.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da CAR-T Cell incluem:

  • Síndrome de liberação de citocinas, com sintomas como febre alta, calafrios, dificuldade para respirar, hipotensão, taquicardia, tontura, dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e, em casos graves, falência múltipla de órgãos;
  • Neurotoxicidade, que causa confusão mental, sono excessivo, desorientação, alteração no nível de consciência, afasia, dor de cabeça, perda de equilíbrio, tremor, espasmos, dificuldade para escrever e, em casos graves, convulsões e edema cerebral;
  • Citopenias, como neutropenia, anemia e trombocitopenia, provocando fadiga, facilidade para sangramentos/hematomas e maior tendência a infecções;
  • Infecções bacterianas, virais ou fúngicas;
  • Baixos níveis de minerais no sangue, como potássio, sódio e fósforo;
  • Síndrome da lise temporal, devido à liberação de substâncias que podem sobrecarregar os rins e causar insuficiência renal;
  • Síndrome semelhante à linfo-histiocitose hemofagocítica, uma reação inflamatória grave e rara que causa disfunção hepática, ferritina muito elevada e problemas de coagulação;
  • Reações alérgicas, que podem ser imediatas devido à hipersensibilidade ou anafilaxia durante a aplicação intravenosa das células.

Além disso, embora seja raro, a terapia CAR-T Cell também pode aumentar o risco de novos cânceres sanguíneos no longo prazo.

Quem não pode fazer

Pessoas que não possuem a proteína-alvo nos tumores, como a CD-19 e a BCMA, e com infecções graves não controladas, não podem fazer a terapia CAR-T Cell.

A CAR-T Cell também não é indicada em casos de diminuição na quantidade ou qualidade dos linfócitos T no organismo da pessoa.

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source https://www.tuasaude.com/car-t-cell/

7 tratamentos para insuficiência cardíaca

Os principais tratamentos para insuficiência cardíaca incluem o uso de medicamentos, como anti-hipertensivos e diuréticos, e diminuir o consumo de sal, além de medidas como praticar exercícios físicos orientados, parar de fumar e evitar bebidas alcoólicas.  

A insuficiência é uma condição em que o coração não consegue bombear o sangue adequadamente e, quando não tratada, pode progredir, agravando os sintomas e aumentando o risco de complicações como morte súbita ou arritmias.

Leia também: Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/insuficiencia-cardiaca

Em caso de suspeita de insuficiência cardíaca, é recomendado consultar o cardiologista, que é o médico mais indicado para orientar quais as opções de tratamento mais adequadas para cada caso.

Médica ouvindo o coração de um paciente durante a consulta

As principais opções de tratamento para insuficiência cardíaca são:

1. Medicamentos

Os medicamentos mais indicados para insuficiência cardíaca incluem:

  • Vasodilatadores: como captopril, enalapril, valsartana que agem facilitando o coração a bombear sangue para o organismo; 
  • Diuréticos: podem contribuir para controlar o volume de sangue bombeado pelo coração, além disso, alguns como espironolactona e eplerenona também têm um efeito protetor do coração;
  • Betabloqueadores: atuam bloqueando a ação de hormônios que prejudicam o coração, tais como metoprolol, carvedilol ou bisoprolol.
  • Inibidores SGLT2: especificamente os inibidores do SGLT2, como Forxiga, dapagliflozina ou empagliflozina, podem ser indicados em combinação com outros medicamentos para a proteção cardiovascular;
  • Antagonistas não esteroidais do receptor de mineralocorticoides: como finerenona e espironolactona, que bloqueiam a ação da aldosterona e podem ser indicados para adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) igual ou superior a 40%.

Estes medicamentos melhoram o funcionamento do coração e previnem o agravamento da insuficiência cardíaca, podendo também aliviar os seus sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Leia também: 10 principais remédios para insuficiência cardíaca tuasaude.com/remedios-para-insuficiencia-cardiaca

2. Dieta para insuficiência cardíaca

A dieta em caso de insuficiência cardíaca deve conter pouco sódio, que está presente principalmente no sal e produtos industrializados.

O recomendado é consumir menos de 5 g/dia de sal para evitar o acúmulo de líquidos, que pode dificultar o funcionamento do coração. 

Além disso, uma dieta saudável, rica em fibras e vitaminas e com poucas gorduras, por exemplo, além de favorecer a saúde do coração, pode melhorar o seu funcionamento ao contribuir para controlar o peso corporal.

Leia também: Dieta para o coração tuasaude.com/dieta-para-o-coracao

3. Mudança de hábitos

Mudanças de hábitos, como parar de fumar, evitar o consumo de álcool e dormir bem à noite, normalmente são recomendadas para complementar o tratamento da insuficiência cardíaca porque são medidas que favorecem a saúde do coração.

Leia também: Como parar de fumar: 8 dicas para deixar o vício tuasaude.com/6-dicas-para-parar-de-fumar

4. Exercícios físicos regulares

Fazer exercícios físicos regularmente é recomendado para melhorar a qualidade de vida e o condicionamento físico, além de contribuir para controlar o peso.

A reabilitação cardíaca através de exercícios tem a capacidade de melhorar substancialmente a capacidade física de pessoas com insuficiência cardíaca e pode ser um divisor de águas nesta doença.

Devem ser orientados por um profissional pois são indicados de acordo com as limitações e necessidades de cada pessoa.

5. Marcapasso

A colocação de um marcapasso pode ser indicada para algumas pessoas com insuficiência cardíaca que desenvolveram arritmias, podendo ajudar a controlar os batimentos cardíacos e, assim, aliviar os sintomas em alguns casos.

Leia também: Marcapasso: o que é, para que serve e quando é indicado tuasaude.com/marcapasso-cardiaco

6. Dispositivos de assistência ventricular

Dispositivos de assistência ventricular são dispositivos que podem ajudar a bombear o sangue nos casos mais graves de insuficiência cardíaca.

Podem ser utilizados até a realização de um transplante cardíaco ou, em alguns casos, permanentemente.

7. Transplante cardíaco

O transplante de coração normalmente é indicado somente nos casos mais graves em que outros tratamentos não foram capazes de controlar os sintomas da insuficiência cardíaca.

Este tratamento consiste na substituição do coração doente por um saudável, vindo de uma pessoa declarada como doadora de órgão e que, normalmente, está em morte encefálica. Confira quando é indicado o transplante de coração e como é feito.



source https://www.tuasaude.com/tratamento-para-insuficiencia-cardiaca/

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O que é a dengue e quanto tempo dura

A dengue é uma doença infecciosa causada pelo vírus da dengue que é transmitido pela picada do mosquito fêmea do Aedes aegypti, especialmente no verão e nos períodos de chuva.

Cerca de 4 a 10 dias após a picada, podem surgir sintomas de dengue, como febre, cansaço, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, podem ocorrer sangramentos devido a alterações na coagulação sanguínea.

Leia também: 12 principais sintomas de dengue (clássica e hemorrágica) tuasaude.com/sintomas-da-dengue

Dependendo da gravidade da dengue e do estado geral de saúde da pessoa, os sintomas podem durar de 7 a 10 dias, sendo fundamental procurar o médico para confirmar o diagnóstico, iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações.

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Tempo de duração da dengue

A dengue dura em média entre 5 a 7 dias, no entanto, esse período pode variar de acordo com o tipo da infecção:

1. Dengue clássica

Os sintomas da dengue clássica duram, em média, cerca de 7 dias, podendo variar conforme o estado de saúde da pessoa antes da infecção.

Leia também: Dengue: o que é, sintomas, transmissão e tratamento (com teste de sintomas) tuasaude.com/dengue

Adultos saudáveis costumam apresentar melhora mais rápida, geralmente em 2 a 3 dias, já que o organismo consegue combater o vírus de forma mais eficiente.

Entretanto, crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores de AIDS ou em tratamento para câncer, podem levar até 12 dias para se recuperar completamente. 

Durante o período em que os sintomas estiverem presentes, em média 7 dias, é fundamental manter repouso, hidratação adequada e alimentação leve e nutritiva, ajudando o corpo a se recuperar mais rapidamente e prevenindo complicações. Veja como deve ser a alimentação para se recuperar mais rápido.

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2. Dengue hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica duram entre 7 a 10 dias. Nos primeiros dias, eles se assemelham aos da dengue clássica, incluindo febre, dor de cabeça, cansaço e manchas na pele, mas geralmente com maior intensidade. 

Entre o 3º e o 5º dia, pode surgir a fase crítica, caracterizada por sinais de choque, queda de pressão e sangramentos causados por alterações na coagulação sanguínea, indicando a dengue hemorrágica.

Leia também: Dengue hemorrágica: o que é, sintomas, causas, tratamento (e tem cura?) tuasaude.com/dengue-hemorragica

É comum ocorrer sangramento nasal, gengival, do sistema urinário, gastrointestinal e útero, que são reflexo do sangramento de pequenos vasos na pele e órgãos internos.

Nos casos mais graves, a dengue pode provocar complicações como desidratação grave, problemas no fígado, neurológicos, cardíacos ou respiratórios. Conheça todas as complicações e sequelas que podem surgir.

Assim, é muito importante estar atento aos sintomas, pois na dengue hemorrágica o quadro pode se agravar rapidamente, podendo levar ao choque e morte em até 24 horas. 

Portanto, deve-se procurar atendimento médico com urgência, para que o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes, geralmente envolvendo hospitalização, reposição de líquidos e controle das possíveis complicações.

Além disso, o repouso deve ser rigoroso durante toda a fase da doença, que pode durar até 12 dias nos casos mais graves, e, mesmo após a melhora, é recomendado manter cuidados por pelo menos 3 a 5 dias para a recuperação completa.



source https://www.tuasaude.com/quantos-dias-duram-os-sintomas-da-dengue/

Dieta para colonoscopia: o que comer e o que evitar

A dieta para a colonoscopia deve começar 3 dias antes do exame e deve ser leve, priorizando alimentos como arroz branco, purê de batata, frango cozido desfiado ou sopas. Esta dieta diminui a quantidade de fibras ingeridas, reduzindo o volume de fezes.

O objetivo dessa dieta é diminuir os resíduos da alimentação, limpando o intestino, para que, durante o exame, seja possível observar com clareza as paredes do intestino e identificar possíveis alterações.

Durante o preparo para a colonoscopia o médico também recomenda o uso de laxantes que também ajudam a limpar o intestino. Saiba mais sobre como a colonoscopia é feita.

Sopa de legumes

O que comer antes da colonoscopia

A dieta para colonoscopia deve ser iniciada 3 dias antes do exame e é dividida em 2 fases:

1. Dieta semilíquida

A dieta semilíquida deve ser feita 3 e 2 dias antes da colonoscopia e os alimentos que devem ser priorizados nesses dias são:

  • Frutas sem casca e semente, e cozidas, como maçã, pera e banana;
  • Vegetais sem casca e cozidos, como cenoura, chuchu, batata, abóbora, abobrinha, inhame e batata-doce;
  • Cereais não integrais, como arroz branco, pão branco e macarrão branco;
  • Proteínas sem pele e sem gordura, incluindo frango e peixe, que devem ser moídos ou desfiados para facilitar a digestão.

O ideal é que a dieta nesses 2 dias seja de fácil digestão, sendo também permitido o consumo de chás, café e água de coco, por exemplo. Além disso, é recomendado beber bastante água.

2. Dieta líquida

No dia anterior à colonoscopia deve-se fazer uma dieta líquida, incluindo sopas ou caldos sem gordura, que podem ser feitos com vegetais e proteínas, mas devem ser coados, pois os alimentos sólidos não podem ser ingeridos.

Pode-se ainda consumir sucos coados e de cor clara, por exemplo, aqueles de frutas como maçã ou uva verde, gelatinas de cor clara, água, água de coco e chás claros, como camomila, erva-doce ou erva-cidreira.

Alimentos que devem ser evitados

Os alimentos que devem ser evitados nos 3 dias anteriores à colonoscopia são:

  • Carne vermelha e embutidos, como carne bovina, carne de porco, linguiça e salsicha;
  • Ervas e vegetais folhosos como alface, salsinha, coentro, manjericão, couve e rúcula;
  • Frutas e vegetais crus com casca e caroço;
  • Laticínios, como leite, iogurte, manteiga e queijos;
  • Leguminosas, como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha e ervilha;
  • Sementes como linhaça, chia e gergelim;
  • Cereais integrais, como arroz integral, aveia, milho e pão integral;
  • Oleaginosas como amendoim, nozes e castanhas;
  • Comidas gordurosas, como lasanha, pizza, feijoada, linguiça e alimentos fritos;
  • Bebidas alcoólicas, como cerveja, vinho, espumante e Vodka.

Também deve-se evitar mamão, maracujá, laranja, tangerina ou melão, pois são frutas ricas em fibras que favorecem a formação de fezes.

Cardápio de preparo para colonoscopia

O cardápio a seguir é um exemplo de dieta de 3 dias para a colonoscopia:

Refeição

3 dias antes do exame

2 dias antes do exame

1 dia antes do exame

Café da manhã

1 copo de suco de fruta coado + 1/2 pão francês branco

1 xícara de chá de camomila + 4 torradas brancas com geleia

1 copo de suco de pera coado + 4 bolachas água e sal

Lanche da manhã

1 maçã cozida

1 pera cozida

1 copo de água de coco

Almoço

Filé de frango grelhado e desfiado com purê de batata + 4 col de sopa de cenoura com vagem cozidos

1 filé de peixe cozido e desfiado com arroz branco + 3 col de sopa de ensopado de berinjela e abobrinha s/ casca

1 prato de sopa batida e coada de batata, chuchu e caldo de carne ou peixe

Lanche da tarde

1 taça de gelatina de abacaxi

1 xícara de chá de erva-cidreira + 4 bolachas água e sal

1 taça de gelatina de maracujá

Jantar

1 prato de sopa com macarrão branco, cenoura, tomate sem pele e sem sementes e frango

1 prato de sopa de legumes s/ casca com abobrinha, cenoura, chuchu, abóbora e batata

1 prato de sopa batida e coada de inhame, cenoura, chuchu, cenoura, e caldo de frango

É importante lembrar que, no dia do exame, só é permitido beber água e chás de cor clara e até 4 horas antes do horário agendado para o exame.

O que comer após a colonoscopia

Após o exame, é importante inicialmente fazer uma dieta leve e de fácil digestão, bebendo bastante líquidos e evitando bebidas alcoólicas, alimentos muito gordurosos ou que contenham muita fibra. O intestino leva cerca de 3 a 5 dias para voltar a funcionar normalmente.

Após a colonoscopia também é comum sentir algum desconforto no abdome, enjoo ou inchaço na barriga. Por isso, é recomendado evitar alimentos que possam piorar essas sensações. 

Assim, pode ser indicado evitar alguns alimentos que podem causar gases, especialmente nas 24h após o exame, como feijão, lentilha, ervilha, repolho, brócolis, couve, ovos, doces, refrigerantes e frutos do mar. Veja uma lista completa de alimentos que causam gases.



source https://www.tuasaude.com/dieta-liquida-para-colonoscopia/

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Doação de sangue: como é feita, quem pode doar (e contraindicações)

A doação de sangue é um procedimento seguro e que pode ser feita por pessoas que possuem mais de 50 kg, não possuam alterações no hemograma e tenham 16 anos ou mais.

Algumas situações podem impedir temporariamente a doação de sangue, como realização de tatuagens ou piercing, infecção pelo SARS-CoV-2, extração de dentes, gripe e resfriado, por exemplo.

Por outro lado, ter diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente ou infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV, por exemplo, são situações que impedem permanentemente a doação de sangue.

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Como é feita

A doação de sangue é um processo simples e rápido, que geralmente demora até 15 minutos. Antes de realizar a doação, a pessoa deve passar por uma triagem médica para confirmar que está apta para doar.

O processo de doar sangue é semelhante à coleta de sangue para um exame de rotina, no entanto é retirada uma quantidade maior de sangue, que fica armazenada em uma bolsa específica.

Após a doação, a pessoa deve receber um lanche e comer um pouco.

Também é recomendado que a pessoa fique no mínimo 15 minutos em observação para possíveis reações e aguarde cerca de 12 horas antes de fazer qualquer esforço físico, especialmente com o membro relacionado à doação.

Quem pode doar sangue

Alguns requisitos para doar sangue são:

  • Ter pelo menos 16 anos, com consentimento formal, por escrito, do responsável legal;
  • Ter até 69 anos, em casos de pessoas que já doam sangue;
  • Ter até 60 anos onze meses e vinte e nove dias, para quem vai doar pela primeira vez;
  • Pesar mais de 50 Kg;
  • Apresentar documento de identificação com foto;
  • Estar com temperatura corporal igual ou abaixo de 37º C;
  • Não apresentar alterações no hemograma, como diminuição da quantidade de hemácias e/ ou hemoglobina;
  • Não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação.
  • Ter feito uma alimentação saudável e equilibrada antes da doação, evitando o consumo de alimentos gordurosos pelo menos 3 horas antes da doação.

Além disso, pessoas acima de 70 anos e que já sejam doadoras, podem continuar a doar sangue, mediante avaliação médica.

O sangue do doador, pode ser usado de diferentes formas, podendo ser usado o sangue total ou algum de seus componentes como plasma, plaquetas, leucócitos e hemácias, dependendo das necessidades de quem precisa.

O que impede a doação temporária de sangue

Algumas situações que impedem a doação de sangue de forma temporária são:

Situação que impede a doação Quando se pode doar sangue
Realização de piercing, acupuntura, tatuagem ou maquiagem definitiva, e procedimentos estéticos invasivos como botox, preenchimentos, microagulhamento, entre outros 7 dias após a realização ou 4 meses, se não for possível avaliar a segurança do procedimento feito; 4 meses após a retirada do piercing se na cavidade oral e/ou na região genital.
Extração de dentes, tratamento de canal, drenagem de abscesso, gengivite e cirurgia com anestesia local 7 dias
Procedimentos dentários sem anestesia e sangramento, como pequenas cáries e ajuste de aparelhos 1 dia após o procedimento
Remoção de tártaro e outros procedimentos com anestesia local, como obturações 3 dias após o procedimento
Vacinas De 48 horas a 4 semanas, conforme o tipo da vacina
Diarreia aguda 7 dias após a cura
Consumo de bebidas alcoólicas 12 horas
Resfriado comum 3 dias após o desaparecimento dos sintomas
Gripe 2 semanas após cessarem os sintomas
COVID-19 10 dias após a recuperação completa, após diagnóstico
Parto ou abortamento 12 semanas
Amamentação 12 meses após o parto
Exames de endoscopia 4 meses
Tuberculose pulmonar ou extrapulmonar 2 anos após a cura
Herpes simplex genital, herpes simplex oral Após o desaparecimento das lesões
Uso de medicamentos agonistas GLP-1 injetáveis 4 meses
Varíola dos macacos Até todas as lesões estarem curadas e, no mínimo, 21 dias após o início dos sintomas
Situações de risco para infecções sexualmente transmissíveis, como múltiplos parceiros sexuais, violência sexual, uso de drogas injetáveis,  e contato acidental com sangue ou secreções potencialmente contaminadas 4 meses
Nefrolitotomia extracorpórea e cirurgias odontológicas com anestesia geral 1 mês
Cirurgia de apêndice, de hemorroida, ressecção de varizes, hernioplastia, amigdalectomia e cirurgia plástica com anestesia local 3 meses
Colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, nódulo de mama, cirurgias ortopédicas e cirurgia bariátrica 6 meses

O uso de alguns medicamentos, como antibióticos, quimioterápicos, antifúngicos, anticoagulantes, por exemplo, também podem impedir a doação de sangue por um período de alguns dias a anos.

Por isso, é importante sempre informar ao médico ou enfermeiro os medicamentos que estejam em uso no dia da doação.

Situações que impedem a doação permanente

As situações que impedem a doação de sangue de forma permanente incluem:

  • Infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV I / II;
  • Uso drogas injetáveis ilícitas;
  • Perda de peso inexplicável acima de 10% da massa corporal três meses antes da doação;
  • Doenças graves nos pulmões, coração, rins ou fígado;
  • Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente;
  • Doença de Chagas;
  • Doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas;
  • Leishmaniose visceral;
  • Transplante de órgãos, tecidos e terapia gênica;
  • Doença psiquiátrica ou deficiência intelectual que cause incapacidade;
  • Câncer no sangue, como linfomas e leucemia;
  • Hepatite viral após 13 anos de idade, exceto para infecção aguda de hepatite A à época do diagnóstico clínico;
  • Doenças neurológicas, como esclerose em placa, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, hematoma extra ou subdural com sequela e miastenia gravis.

Pessoas com alcoolismo crônico com lesão hepática, choque anafilático, antecedentes de AVC, asma crônica grave, brucelose, malária, elefantíase, esquistossomose hepatoesplênica e hanseníase, também não podem doar sangue

Dúvidas comuns

As principais dúvidas relacionadas com a doação de sangue incluem:

1. O que é doador universal?

O doador universal corresponde à pessoa que possui o sangue de tipo O, que possui proteínas anti-A e anti-B e, assim, quando é transfundido para outra pessoa, não causa reação no receptor, e, por isso, pode doar para todas as pessoas.

É importante que o sangue seja compatível entre doador e receptor, pois assim é possível evitar reações transfusionais.

Leia também: Tipos sanguíneos: A, B, AB, O (e grupos compatíveis) tuasaude.com/tipos-de-sangue

2. É possível doar sangue menstruada?

Sim, é possível doar sangue estando menstruada. No entanto, é importante que a mulher cumpra todos os requisitos da doação.

3. Qual é a quantidade de sangue doada?

A quantidade de sangue que é doada é entre 405 a 450 mL, mais 30 mL para a realização dos exames laboratoriais.

Um adulto tem entre 4 a 6 litros de sangue, aproximadamente.

Leia também: Quantos litros de sangue tem o corpo humano? tuasaude.com/medico-responde/quantos-litros-de-sangue-tem-no-corpo-humano

4. Após uma doação, quando doar novamente?

Após a doação de sangue, a mulher deve esperar 3 meses, enquanto os homens devem esperar 2 meses para doar novamente.



source https://www.tuasaude.com/doencas-que-impedem-a-doacao-de-sangue/

Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é, sintomas, causas e tratamento

A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença rara que afeta o cérebro e leva ao aparecimento de sintomas como perda de memória, confusão, alterações de comportamento, dificuldade para caminhar e movimentos musculares involuntários.

Na maioria dos casos, a doença surge de forma espontânea, ou seja, sem uma causa conhecida. No entanto, pode estar relacionada com alterações genéticas hereditárias e exposição ou produção de príons, que são proteínas infecciosas e defeituosas capazes de destruir neurônios rapidamente.

Em caso de sintomas neurológicos e/ ou suspeita da doença de Creutzfeldt-Jakob, é importante consultar um neurologista para que seja feita uma avaliação detalhada.

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Principais sintomas

Os sintomas da doença de Creutzfeldt-Jakob normalmente incluem:

  • Problemas de memória;
  • Alteração de comportamento ou personalidade, como agitação, irritabilidade, mudança de humor;
  • Dificuldade para enxergar, falar e engolir;
  • Perda da coordenação e equilíbrio;
  • Dificuldade para caminhar;
  • Confusão e desorientação;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Rigidez muscular;
  • Contrações musculares súbitas.

Os sintomas podem variar de acordo com o tipo da doença, mas normalmente pioram de forma rápida, ao longo de semanas ou meses. Nos estágios mais avançados, a pessoa pode perder completamente a capacidade de andar, falar, engolir ou realizar movimentos voluntários.

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Tipos da doença de Creutzfeldt-Jakob

Os principais tipos da doença de de Creutzfeldt-Jakob são:

  • DCJ espontânea ou esporádica: é a forma mais comum da doença, não possui causa conhecida e não está relacionada com histórico familiar;
  • DCJ hereditária ou genética: acontece devido a uma mutação no gene responsável pela produção da proteína priônica, que passa a ser produzida de forma desregulada e com conformação anormal e se acumular no sistema nervoso, causando danos;
  • DCJ iatrogênica: é a forma mais rara da doença e acontece devido à exposição acidental a príons durante a realização de procedimentos médicos.

Existe ainda a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, conhecida como vDCJ, que está relacionada à encefalopatia espongiforme bovina, também conhecida como doença da vaca louca. Essa variante foi principalmente associada ao consumo de produtos provenientes de bovinos contaminados. No entanto, essa variante é extremamente rara entre as pessoas.

Leia também: Doença da vaca louca: o que é, sintomas e transmissão tuasaude.com/doenca-da-vaca-louca

Causas da doença de Creutzfeldt-Jakob

A doença de Creutzfeldt-Jakob acontece devido ao acúmulo anormal de príons (proteína priônica) no cérebro. Essa proteína está naturalmente presente no organismo, porém no caso da DCJ, o príon possui uma alteração em sua estrutura que pode estimular outras proteínas priônicas a também assumirem uma forma anormal, levando ao seu acúmulo e à degeneração progressiva das células nervosas.

Na forma hereditária da doença, sabe-se que a doença está relacionada a alterações no gene responsável pela produção de príons. Enquanto que a DCJ iatrogênica, pode acontecer após exposição acidental a tecidos ou materiais contaminados com príons.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob é feito pelo neurologista levando em consideração os sintomas apresentados pela pessoa, rapidez com que evoluem, histórico de saúde e resultado dos exames.

Além disso, o médico pode indicar a realização de exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma, punção lombar e testes genéticos.

Tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob

Não há tratamento específico para a doença de Creutzfeldt-Jakob e nem para impedir a sua progressão. Dessa forma, o tratamento recomendado pelo neurologista envolve medidas para aliviar os sintomas, evitar complicações e proporcionar o máximo de conforto e qualidade de vida para a pessoa.

Dependendo dos sintomas, o médico pode indicar o uso de medicamentos para controlar a ansiedade, depressão, dor, tremores ou movimentos musculares involuntários. Além disso, à medida que a doença evolui, pode ser necessário o apoio de uma equipe multidisciplinar de saúde, com cuidados de enfermagem, nutricionais e fisioterapêuticos.

Leia também: Equipe multiprofissional da saúde: o que é e importância da equipe tuasaude.com/equipe-multidisciplinar

source https://www.tuasaude.com/doenca-de-creutzfeldt-jakob/

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Meiose: o que é, fases (e diferença entre mitose e meiose)

A meiose é um processo de divisão celular que permite óvulos e espermatozoides, cada um com 23 cromossomos. Quando estes óvulos se unem, durante a fertilização, formam uma nova célula com 46 cromossomos.

O processo ocorre nos ovários e testículos e possui duas divisões, cada uma com quatro fases, onde os cromossomos se organizam e se separam até que quatro células sejam formadas.

Diferentemente da mitose, que produz duas células com o mesmo número de cromossomos, a meiose resulta em quatro células com metade do número de cromossomos e diferentes combinações de informação genética.

Imagem gerada por IA
Imagem gerada por IA - Mapa mental da meiose

Fases da meiose

A meiose consiste em duas divisões, incluindo:

1. Meiose I

A meiose I é conhecida como divisão reducional pois reduz o número de cromossomos à metade.

As principais fases da meiose I são:

  • Prófase I: os cromossomos ficam visíveis e se emparelham com o cromossomo que possui características similares. Nessa fase, eles podem trocar pequenos fragmentos de DNA, gerando novas combinações de informação genética;
  • Metáfase I: os pares de cromossomos se alinham no centro da célula e se orientam de forma independente, resultando em células com diferentes combinações de cromossomos;
  • Anáfase I: os cromossomos de cada par se separam e se movem para lados opostos da célula, enquanto as cromátides-irmãs permanecem unidas;
  • Telófase I e citocinese: os cromossomos chegam aos extremos da célula, e a célula se divide em duas, onde cada nova célula recebe um cromossomo de cada par, formado por duas cromátides.

Ao final da meiose I, duas células são formadas com metade do número de cromossomos, que então prosseguem para a segunda divisão da meiose.

2. Meiose II

A meiose II é a segunda divisão e é responsável pela separação das células cromátides-irmãs.

As principais fases da meiose II são:

  • Prófase II: os cromossomos voltam a ficar visíveis e forma-se uma estrutura que ajuda na sua separação;
  • Metáfase II: os cromossomos alinham-se no centro de cada célula;
  • Anáfase II: as cromátides-irmãs se separam e cada uma move-se para um lado extremo da célula;
  • Telófase II e citocinese: formam-se novos núcleos e as células terminam de se dividir, resultando em quatro células com metade do número de cromossomos da célula inicial.

Ao final da meiose II, quatro células são obtidas com a metade do número de cromossomos da célula original a partir de uma célula inicial, e cada uma com um único conjunto de cromossomos.

Diferença entre mitose e meiose

As principais diferenças entre mitose e meiose são:

Característica

Mitose

Meiose

Número de divisões

1

2

Resultado habitual

2 células filhas

4 células

Número de cromossomos

Se mantém

É reduzido pela metade

Variabilidade genética

As células resultantes são geralmente muito semelhantes entre si

As células resultantes possuem novas combinações genéticas.

Função principal em humanos

Crescimento, renovação e reparação de tecidos

Formação de células sexuais para a reprodução

Em resumo, a mitose mantém o número de cromossomos e permite a formação de duas células semelhantes para crescimento, renovação e reparo de tecidos.

Leia também: Mitose: o que é, fases (e diferença para meiose) tuasaude.com/mitose

Já a meiose reduz o número de cromossomos à metade e produz quatro células necessárias para a reprodução, cada uma com novas combinações genéticas.

Funções da meiose

A meiose permite a formação de óvulos e espermatozoides, chamados gametas, com metade do número de cromossomos.

Nos seres humanos, cada gameta possui 23 cromossomos que, ao se unirem durante a fertilização, formam uma nova célula com 46 cromossomos.

Assim, cada pessoa recebe metade de seus cromossomos da mãe e a outra metade do pai, mantendo o número de cromossomos de uma geração para a seguinte.

Crossing over na meiose e recombinação genética

A meiose gera variabilidade genética, onde os óvulos e espermatozoides têm diferentes combinações de informação genética, principalmente por meio da recombinação genética ou crossing over e da distribuição independente dos cromossomos.

Durante a prófase I, os cromossomos de cada par se unem e podem trocar pequenos fragmentos de DNA, um processo chamado de crossing over que mistura a informação genética e cria novas combinações.

Leia também: DNA: o que é, estrutura, funções (e teste) tuasaude.com/dna

Em seguida, na metáfase I, cada par de cromossomos se alinha de forma independente antes de se separar, permitindo que cada célula receba diferentes combinações de cromossomos.

Finalmente, durante a fertilização, o óvulo e o espermatozoide se unem e combinam a informação genética de ambos os pais, resultando em uma nova combinação.

Dessa forma, a meiose e a fertilização contribuem para que cada pessoa tenha uma combinação genética diferente.

Onde acontece a meiose?

Nos seres humanos, a meiose acontece em células especializadas dos ovários e testículos que dão origem aos óvulos e espermatozoides.

Na formação dos óvulos, a meiose começa antes do nascimento e pode ser interrompida por anos. A primeira divisão termina por volta da ovulação e a segunda só se completa se ocorrer a fertilização.

Leia também: Fertilização: o que é e como saber se aconteceu tuasaude.com/fertilizacao

Nos testículos, a formação dos espermatozoides começa na puberdade e a meiose acontece de forma contínua durante os anos reprodutivos.

O que acontece se houver erros na meiose?

Durante a meiose, podem ocorrer erros que impedem a distribuição correta dos cromossomos entre as células que darão origem aos óvulos e espermatozoides.

Um desses erros é a não disjunção, que acontece quando um par de cromossomos ou suas cópias não se separam como deveriam, de modo que uma célula pode acabar com um cromossomo extra ou ausente.

Quando um óvulo ou espermatozoide com um número incorreto de cromossomos participa na fecundação, pode ocorrer uma condição chamada aneuploidia.

Algumas aneuploidias podem impedir o desenvolvimento do embrião ou causar um aborto espontâneo, enquanto outras podem levar a condições como a síndrome de Down.

O risco desses erros nos óvulos aumenta com a idade reprodutiva da mulher.



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