quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Síndrome de Lynch: o que é, tipos e como é feito o diagnóstico (tem cura?)

A síndrome de Lynch é uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Essa síndrome causa alterações em genes responsáveis pela reparação do DNA. Dependendo do gene afetado, o risco de desenvolver alguns tipos de câncer pode ser maior, como colorretal, endometrial, de ovário, estômago e trato urinário.

O diagnóstico e acompanhamento podem envolver o geneticista, gastroenterologista e outros especialistas, conforme o caso, e incluem avaliação da história familiar e testes genéticos.

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Tipos de síndrome de Lynch

Os principais tipos e variantes associados à síndrome de Lynch incluem:

  • Síndrome de Lynch tipo I: caracteriza-se principalmente pelo risco aumentado de câncer colorretal, que costuma surgir em idade mais jovem e afetar principalmente o lado direito do cólon;
  • Síndrome de Lynch tipo II: além do câncer colorretal, está associada a maior risco de cânceres em outros órgãos, como endométrio, ovário, estômago, intestino delgado, vias biliares, pâncreas e trato urinário;
  • Síndrome de Muir-Torre: é uma variante rara da síndrome de Lynch que, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer, pode causar tumores específicos da pele, principalmente das glândulas sebáceas.

Além disso, existe a síndrome de Turcot, uma condição rara que pode estar associada à síndrome de Lynch e caracteriza-se pela ocorrência de câncer colorretal hereditário e tumores do sistema nervoso central.

A síndrome de Lynch tem cura?

A síndrome de Lynch não tem cura, pois é uma condição genética hereditária. No entanto, o acompanhamento médico regular e os exames de rastreamento podem ajudar a identificar alterações precocemente e reduzir o risco de complicações.

Como é feito o diagnóstico

A síndrome de Lynch geralmente não causa sintomas e, por isso, a suspeita é baseada na história pessoal e familiar de câncer, especialmente quando há casos de câncer em idade jovem ou vários tipos de câncer na família.

Para confirmação do diagnóstico, pode ser feito o teste genético molecular, geralmente solicitado e interpretado pelo geneticista, que identifica alterações nos genes associados à síndrome de Lynch.

Leia também: 6 testes genéticos para o câncer: benefícios e quando fazer tuasaude.com/teste-genetico-para-cancer

Para realizar uma avaliação genética, é recomendado marcar consulta com o geneticista mais próximo da sua região:

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Além disso, o aconselhamento genético pode ser indicado para avaliar o risco de desenvolvimento de câncer e a possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos. Entenda o que é e como é feito o aconselhamento genético.

O que causa a síndrome

A síndrome de Lynch é causada por alterações hereditárias em genes que participam do reparo do DNA. Os principais são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, além do EPCAM, que pode afetar a função do MSH2.

Essas alterações prejudicam a capacidade das células de corrigir erros no DNA, fazendo com que eles possam se acumular ao longo do tempo, aumentando o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Riscos da síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, principalmente:

  • Câncer colorretal;
  • Câncer de endométrio;
  • Câncer de ovário;
  • Câncer de estômago;
  • Câncer de intestino delgado;
  • Câncer do trato urinário;
  • Câncer de pâncreas;
  • Câncer das vias biliares.

O risco de cada tipo de câncer pode variar conforme o gene afetado, além de fatores individuais, como idade e sexo.

Tratamento da síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch não tem um tratamento que elimine a alteração genética, mas o acompanhamento médico e a realização dos exames de rastreamento indicados são importantes para identificar alterações precocemente.

Além disso, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de câncer, como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, não fumar e limitar o consumo de álcool.

Leia também: 8 alimentos que previnem o câncer tuasaude.com/alimentos-que-combatem-o-cancer

Já o tratamento do câncer associado à síndrome de Lynch depende do tipo e do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, de acordo com cada caso. Conheça os principais tratamentos para câncer.



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Stent: o que é, para que serve, tipos (e como é colocado)

O stent é um pequeno tubo em forma de malha usado para manter vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos abertos, funcionando como um suporte que garante o fluxo normal de sangue.

A maioria dos stents é feito de metal ou polímero, podendo também ser fabricada com tecidos especiais e alguns possuem revestimento com medicamentos que são liberados diretamente na artéria para ajudar a prevenir novo entupimento

Geralmente, o uso do stent é indicado em situações de emergência para tratar complicações como infarto e danos ao órgão, sendo feito pelo cardiologista ou angiologista através de um cateter inserido em uma artéria até o local da obstrução, de forma minimamente invasiva.

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Para que serve

O stent é usado para:

  • Manter aberto os vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos;
  • Evitar que os vasos se fechem após procedimentos de dilatação;
  • Melhorar a circulação de sangue para órgãos e tecidos;
  • Reduzir sintomas como dor no peito ou falta de ar;
  • Prevenir complicações graves, como ataques cardíacos ou acidentes vasculares.

O stent serve para abrir vasos sanguíneos estreitados pelo acúmulo de gordura, chamado aterosclerose, ou pela formação de coágulos, como ocorre na trombose arterial.

Leia também: Aterosclerose: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/aterosclerose

Geralmente, os stents são indicados quando 70% ou mais do vaso sanguíneo está obstruído, podendo ser descoberta em exames de rotina ou em situações de emergência, como infarto ou angina instável.

Stent no coração

No coração, os stents são frequentemente usados em artérias coronárias que estão estreitas devido à aterosclerose. 

Ao manter essas artérias abertas, o stent ajuda a melhorar a circulação sanguínea para o músculo cardíaco, aliviando sintomas como dor no peito, chamada de angina, e reduzindo o risco de infarto.

Leia também: Angina: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/angina

Stent cerebral

O stent também pode ser usado no cérebro para tratar vasos sanguíneos estreitados ou aneurismas, ajudando a prevenir acidentes vasculares cerebrais ou apoiar tratamentos de aneurisma, garantindo que o fluxo sanguíneo permaneça adequado.

Leia também: AVC: o que é, sintomas, causas, tipos, tratamento e sequelas tuasaude.com/avc

Stents periféricos

Os stents periféricos são usados para tratar artérias nas pernas, braços, rins ou pescoço, ajudando a aliviar sintomas como dor ou cãibras e prevenir complicações, como feridas ou tromboses.

Principais tipos

Conforme o material, a função e o tempo que permanecem no corpo, os tipos de stents são:

1. Stent convencional

O stent convencional, também chamado de stent metálico, é feito de aço inoxidável, cobalto-cromo ou níquel-titânio e atua apenas como suporte para manter a artéria aberta. 

Esse tipo de stent mantém o vaso aberto imediatamente, mas apresenta maior risco de reestenose, ou seja, o vaso pode voltar a se estreitar com o tempo devido ao crescimento de células ao redor do stent, formando tecido cicatricial que pode obstruir novamente a artéria.

Nesse caso, pode ser necessário novo procedimento para colocação de um stent novo dentro do antigo.

2. Stent farmacológico

O stent farmacológico também é feito de uma malha de metal, mas possui um revestimento com medicamentos antiproliferativos, como sirolimo, paclitaxel, zotarolimo ou everolimo, que são liberados lentamente no vaso sanguíneo.

Essa medicação previne o crescimento de células e a formação de cicatriz, reduzindo assim o risco de nova obstrução, sendo indicado para diabéticos, pessoas com lesões extensas nas artérias ou aqueles que precisam da colocação de vários stents.

3. Stent bioabsorvível 

O stent bioabsorvível é feito de polímeros como o poliácido lático, que se dissolve gradualmente, transformando-se em ácido lático totalmente absorvido pelo corpo em cerca de 2 a 3 anos.

Esse tipo de stent também pode ser revestido com medicamento como o everolimo que é liberado aos poucos no vaso sanguíneo, impedindo o entupimento da artéria.

4. Stent revestido

O stent revestido, ou stent-graft, é um stent com uma camada que forma um canal impermeável, criando um tubo sólido em vez de uma malha aberta, sendo usado para tratar aneurismas ou perfurações nas artérias.

5. Stent autoexpansível 

Esse tipo é feito de um metal especial chamado Nitinol, que fica comprimido dentro de um tubo e se expande sozinho quando colocado no vaso, atingindo o tamanho necessário. 

Por ser muito flexível e capaz de continuar se expandindo suavemente, o stent autoexpansível é útil em vasos curvos ou em artérias que podem ser pressionadas de fora, como as carótidas.

6. Stent especializado

O stent especializado é projetado para situações complexas ou áreas específicas dos vasos, como bifurcações de artérias, estenoses em entradas de vasos ou outras regiões de difícil acesso. 

Esse tipo é desenvolvido para se adaptar melhor à anatomia do vaso e oferecer suporte adequado, garantindo que o fluxo sanguíneo seja restaurado mesmo em locais desafiadores.

Como é colocado

O procedimento de colocação do stent é minimamente invasivo e consiste em:

  1. Inserir um cateter fino em uma artéria, para alcançar o vaso sanguíneo afetado;
  2. Guiar um fio fino até o ponto da obstrução, permitindo visualizar o vaso com raio-X e contraste;
  3. Inflar um balão antes de colocar o stent, para abrir e preparar a área estreitada;
  4. Colocar o stent, que pode ser expandido pelo balão ou se abrir sozinho ao ser liberado do tubo de entrega, no caso de stents autoexpansíveis.

Após a colocação, o balão e o cateter são retirados, permanecendo o stent no lugar, para manter o vaso aberto. 

Angioplastia com stent

Um dos procedimentos mais utilizados para colocar stents é a angioplastia com stent, especialmente em artérias do coração.

Leia também: Angioplastia com stent: o que é, como é feita (e cuidados) tuasaude.com/angioplastia-com-stent

No entanto, nem todo stent é colocado por angioplastia, o procedimento varia conforme o vaso ou órgão alvo e a via de acesso utilizada. 

Em todos os casos, o princípio é manter uma passagem aberta para restaurar o fluxo normal de sangue ou de outros fluidos.

Cuidados após a colocação

Após a colocação do stent, a pessoa geralmente precisa tomar medicamentos antiplaquetários por um período determinado pelo médico, para reduzir o risco de formação de trombos.

Também é recomendado evitar esforços físicos intensos nos primeiros dias, manter uma alimentação saudável, controlar pressão arterial, colesterol e diabetes e comparecer a consultas de acompanhamento para monitorar a função do stent.

Dúvidas comuns

Algumas dúvidas comuns sobre o stent são:

1. Quanto tempo dura o stent?

O stent permanece no corpo permanentemente e não precisa ser trocado. Alguns stents bioabsorvíveis, porém, se dissolvem sozinhos em 2 a 3 anos, sem necessidade de retirada.

2. Quem tem stent pode pegar peso?

É importante evitar esforços muito fortes até que o médico libere atividades mais intensas, para não prejudicar a cicatrização do vaso ou o stent. Depois, é possível voltar às atividades normais com segurança.

3. Colocar stent é perigoso?

Colocar stent é um procedimento seguro na grande maioria dos casos, especialmente porque é minimamente invasivo.

Entretanto, como todo procedimento existem alguns riscos, como sangramento, infecção, formação de coágulos ou novo estreitamento do vaso, mas complicações graves são raras. 

4. Existe risco de rejeição do stent?

O corpo não rejeita o stent, pois ele é feito de materiais biocompatíveis, como metais ou polímeros especiais. O que pode ocorrer é o crescimento de tecido ao redor do stent, o leva a um novo estreitamento do vaso, mas isso não é rejeição.



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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

CAR-T Cell: o que é, como funciona e para que serve

A CAR-T Cell, que em inglês quer dizer Chimeric Antigen Receptor T-cell therapy, é uma terapia que funciona mudando geneticamente as células de defesa da pessoa, para que identifiquem e destruam o câncer.

Este tipo de terapia gênica é indicada no Brasil para o tratamento de linfoma não Hodgkin de células B, leucemia linfoide aguda de células B e mieloma múltiplo, em casos de falha no tratamento anterior, falta de resposta ou retorno da doença.

Leia também: Terapia gênica: o que é, como funciona (vantagens e desvantagens) tuasaude.com/terapia-genica

A CAR-T Cell atualmente está disponível e autorizada pela ANVISA para estudos clínicos autorizados, sendo oferecida de forma gratuita em centros credenciados ao SUS e também em alguns centros privados.

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Principais indicações

As indicações da terapia CAR-T Cell são:

Esta terapia é indicada no Brasil somente em casos de falha no tratamento anterior, como quimioterapia e transplante de medula óssea, ausência de resposta ou retorno da doença.

Como funciona a CAR-T Cell

A terapia CAR-T Cell funciona reprogramando as células de defesa do sistema imunológico da pessoa para identificar e combater o câncer.

As etapas da terapia CAR-T Cell são:

  1. Coleta das células: o sangue da pessoa é coletado por meio da aférese, onde os linfócitos T (as principais células de defesa do sistema imune) são separados e isolados, e os outros componentes do sangue retornam ao organismo;
  2. Modificação genética das células T: os linfócitos T são enviados para um laboratório e um gene sintético é inserido nestas células. Este gene instrui a célula a produzir um receptor chamado Receptor Quimérico de Antígeno (CAR), que atua como uma fechadura se ligando a uma proteína específica presente nas células tumorais;
  3. Expansão das células: as células T modificadas, agora chamadas de células CAR-T são cultivadas e multiplicadas até terem a quantidade necessária para a dose terapêutica da pessoa;
  4. Preparo da pessoa: alguns dias antes de receber as células, a pessoa passa por uma quimioterapia curta. Esse tratamento diminui a quantidade de outros linfócitos no sangue, favorecendo a expansão e a atuação das células CAR-T;
  5. Infusão das células CAR-T: as células CAR-T são enviadas ao hospital e infundidas na corrente sanguínea da pessoa por via intravenosa, em um processo similar à transfusão de sangue.

Após a infusão, as células CAR-T circulam no corpo, identificam e se ligam às células do câncer, e liberam substâncias para destruir o tumor. As células CAR-T continuam a se multiplicar e podem ficar na circulação por longos períodos.

A CAR-T Cell está disponível no Brasil?

A terapia CAR-T Cell está disponível e autorizada no Brasil pela ANVISA em estudos clínicos autorizados e de forma gratuita em centros parceiros credenciados ao SUS.

Além disso, esta terapia também é autorizada pela Anvisa e oferecida em alguns centros especializados privados.

Cuidados após a terapia

Alguns cuidados importantes após a terapia CAR-T Cell são:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar consumir alimentos crus ou mal cozidos;
  • Evitar o contato com pessoas doentes ou ficar em locais fechados e muito cheios;
  • Evitar dirigir e operar máquinas pesadas por pelo menos 2 meses;
  • Monitoramento no hospital, de 1 a 4 semanas após a infusão, para identificar e tratar rapidamente possíveis complicações.

Após a alta, a pessoa também deve ter o acompanhamento médico frequente durante pelo menos o primeiro ano, para que seja avaliada a resposta ao câncer e rastreadas possíveis complicações tardias.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da CAR-T Cell incluem:

  • Síndrome de liberação de citocinas, com sintomas como febre alta, calafrios, dificuldade para respirar, hipotensão, taquicardia, tontura, dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e, em casos graves, falência múltipla de órgãos;
  • Neurotoxicidade, que causa confusão mental, sono excessivo, desorientação, alteração no nível de consciência, afasia, dor de cabeça, perda de equilíbrio, tremor, espasmos, dificuldade para escrever e, em casos graves, convulsões e edema cerebral;
  • Citopenias, como neutropenia, anemia e trombocitopenia, provocando fadiga, facilidade para sangramentos/hematomas e maior tendência a infecções;
  • Infecções bacterianas, virais ou fúngicas;
  • Baixos níveis de minerais no sangue, como potássio, sódio e fósforo;
  • Síndrome da lise temporal, devido à liberação de substâncias que podem sobrecarregar os rins e causar insuficiência renal;
  • Síndrome semelhante à linfo-histiocitose hemofagocítica, uma reação inflamatória grave e rara que causa disfunção hepática, ferritina muito elevada e problemas de coagulação;
  • Reações alérgicas, que podem ser imediatas devido à hipersensibilidade ou anafilaxia durante a aplicação intravenosa das células.

Além disso, embora seja raro, a terapia CAR-T Cell também pode aumentar o risco de novos cânceres sanguíneos no longo prazo.

Quem não pode fazer

Pessoas que não possuem a proteína-alvo nos tumores, como a CD-19 e a BCMA, e com infecções graves não controladas, não podem fazer a terapia CAR-T Cell.

A CAR-T Cell também não é indicada em casos de diminuição na quantidade ou qualidade dos linfócitos T no organismo da pessoa.

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7 tratamentos para insuficiência cardíaca

Os principais tratamentos para insuficiência cardíaca incluem o uso de medicamentos, como anti-hipertensivos e diuréticos, e diminuir o consumo de sal, além de medidas como praticar exercícios físicos orientados, parar de fumar e evitar bebidas alcoólicas.  

A insuficiência é uma condição em que o coração não consegue bombear o sangue adequadamente e, quando não tratada, pode progredir, agravando os sintomas e aumentando o risco de complicações como morte súbita ou arritmias.

Leia também: Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/insuficiencia-cardiaca

Em caso de suspeita de insuficiência cardíaca, é recomendado consultar o cardiologista, que é o médico mais indicado para orientar quais as opções de tratamento mais adequadas para cada caso.

Médica ouvindo o coração de um paciente durante a consulta

As principais opções de tratamento para insuficiência cardíaca são:

1. Medicamentos

Os medicamentos mais indicados para insuficiência cardíaca incluem:

  • Vasodilatadores: como captopril, enalapril, valsartana que agem facilitando o coração a bombear sangue para o organismo; 
  • Diuréticos: podem contribuir para controlar o volume de sangue bombeado pelo coração, além disso, alguns como espironolactona e eplerenona também têm um efeito protetor do coração;
  • Betabloqueadores: atuam bloqueando a ação de hormônios que prejudicam o coração, tais como metoprolol, carvedilol ou bisoprolol.
  • Inibidores SGLT2: especificamente os inibidores do SGLT2, como Forxiga, dapagliflozina ou empagliflozina, podem ser indicados em combinação com outros medicamentos para a proteção cardiovascular;
  • Antagonistas não esteroidais do receptor de mineralocorticoides: como finerenona e espironolactona, que bloqueiam a ação da aldosterona e podem ser indicados para adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) igual ou superior a 40%.

Estes medicamentos melhoram o funcionamento do coração e previnem o agravamento da insuficiência cardíaca, podendo também aliviar os seus sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Leia também: 10 principais remédios para insuficiência cardíaca tuasaude.com/remedios-para-insuficiencia-cardiaca

2. Dieta para insuficiência cardíaca

A dieta em caso de insuficiência cardíaca deve conter pouco sódio, que está presente principalmente no sal e produtos industrializados.

O recomendado é consumir menos de 5 g/dia de sal para evitar o acúmulo de líquidos, que pode dificultar o funcionamento do coração. 

Além disso, uma dieta saudável, rica em fibras e vitaminas e com poucas gorduras, por exemplo, além de favorecer a saúde do coração, pode melhorar o seu funcionamento ao contribuir para controlar o peso corporal.

Leia também: Dieta para o coração tuasaude.com/dieta-para-o-coracao

3. Mudança de hábitos

Mudanças de hábitos, como parar de fumar, evitar o consumo de álcool e dormir bem à noite, normalmente são recomendadas para complementar o tratamento da insuficiência cardíaca porque são medidas que favorecem a saúde do coração.

Leia também: Como parar de fumar: 8 dicas para deixar o vício tuasaude.com/6-dicas-para-parar-de-fumar

4. Exercícios físicos regulares

Fazer exercícios físicos regularmente é recomendado para melhorar a qualidade de vida e o condicionamento físico, além de contribuir para controlar o peso.

A reabilitação cardíaca através de exercícios tem a capacidade de melhorar substancialmente a capacidade física de pessoas com insuficiência cardíaca e pode ser um divisor de águas nesta doença.

Devem ser orientados por um profissional pois são indicados de acordo com as limitações e necessidades de cada pessoa.

5. Marcapasso

A colocação de um marcapasso pode ser indicada para algumas pessoas com insuficiência cardíaca que desenvolveram arritmias, podendo ajudar a controlar os batimentos cardíacos e, assim, aliviar os sintomas em alguns casos.

Leia também: Marcapasso: o que é, para que serve e quando é indicado tuasaude.com/marcapasso-cardiaco

6. Dispositivos de assistência ventricular

Dispositivos de assistência ventricular são dispositivos que podem ajudar a bombear o sangue nos casos mais graves de insuficiência cardíaca.

Podem ser utilizados até a realização de um transplante cardíaco ou, em alguns casos, permanentemente.

7. Transplante cardíaco

O transplante de coração normalmente é indicado somente nos casos mais graves em que outros tratamentos não foram capazes de controlar os sintomas da insuficiência cardíaca.

Este tratamento consiste na substituição do coração doente por um saudável, vindo de uma pessoa declarada como doadora de órgão e que, normalmente, está em morte encefálica. Confira quando é indicado o transplante de coração e como é feito.



source https://www.tuasaude.com/tratamento-para-insuficiencia-cardiaca/

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O que é a dengue e quanto tempo dura

A dengue é uma doença infecciosa causada pelo vírus da dengue que é transmitido pela picada do mosquito fêmea do Aedes aegypti, especialmente no verão e nos períodos de chuva.

Cerca de 4 a 10 dias após a picada, podem surgir sintomas de dengue, como febre, cansaço, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, podem ocorrer sangramentos devido a alterações na coagulação sanguínea.

Leia também: 12 principais sintomas de dengue (clássica e hemorrágica) tuasaude.com/sintomas-da-dengue

Dependendo da gravidade da dengue e do estado geral de saúde da pessoa, os sintomas podem durar de 7 a 10 dias, sendo fundamental procurar o médico para confirmar o diagnóstico, iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações.

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Tempo de duração da dengue

A dengue dura em média entre 5 a 7 dias, no entanto, esse período pode variar de acordo com o tipo da infecção:

1. Dengue clássica

Os sintomas da dengue clássica duram, em média, cerca de 7 dias, podendo variar conforme o estado de saúde da pessoa antes da infecção.

Leia também: Dengue: o que é, sintomas, transmissão e tratamento (com teste de sintomas) tuasaude.com/dengue

Adultos saudáveis costumam apresentar melhora mais rápida, geralmente em 2 a 3 dias, já que o organismo consegue combater o vírus de forma mais eficiente.

Entretanto, crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores de AIDS ou em tratamento para câncer, podem levar até 12 dias para se recuperar completamente. 

Durante o período em que os sintomas estiverem presentes, em média 7 dias, é fundamental manter repouso, hidratação adequada e alimentação leve e nutritiva, ajudando o corpo a se recuperar mais rapidamente e prevenindo complicações. Veja como deve ser a alimentação para se recuperar mais rápido.

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2. Dengue hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica duram entre 7 a 10 dias. Nos primeiros dias, eles se assemelham aos da dengue clássica, incluindo febre, dor de cabeça, cansaço e manchas na pele, mas geralmente com maior intensidade. 

Entre o 3º e o 5º dia, pode surgir a fase crítica, caracterizada por sinais de choque, queda de pressão e sangramentos causados por alterações na coagulação sanguínea, indicando a dengue hemorrágica.

Leia também: Dengue hemorrágica: o que é, sintomas, causas, tratamento (e tem cura?) tuasaude.com/dengue-hemorragica

É comum ocorrer sangramento nasal, gengival, do sistema urinário, gastrointestinal e útero, que são reflexo do sangramento de pequenos vasos na pele e órgãos internos.

Nos casos mais graves, a dengue pode provocar complicações como desidratação grave, problemas no fígado, neurológicos, cardíacos ou respiratórios. Conheça todas as complicações e sequelas que podem surgir.

Assim, é muito importante estar atento aos sintomas, pois na dengue hemorrágica o quadro pode se agravar rapidamente, podendo levar ao choque e morte em até 24 horas. 

Portanto, deve-se procurar atendimento médico com urgência, para que o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes, geralmente envolvendo hospitalização, reposição de líquidos e controle das possíveis complicações.

Além disso, o repouso deve ser rigoroso durante toda a fase da doença, que pode durar até 12 dias nos casos mais graves, e, mesmo após a melhora, é recomendado manter cuidados por pelo menos 3 a 5 dias para a recuperação completa.



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Dieta para colonoscopia: o que comer e o que evitar

A dieta para a colonoscopia deve começar 3 dias antes do exame e deve ser leve, priorizando alimentos como arroz branco, purê de batata, frango cozido desfiado ou sopas. Esta dieta diminui a quantidade de fibras ingeridas, reduzindo o volume de fezes.

O objetivo dessa dieta é diminuir os resíduos da alimentação, limpando o intestino, para que, durante o exame, seja possível observar com clareza as paredes do intestino e identificar possíveis alterações.

Durante o preparo para a colonoscopia o médico também recomenda o uso de laxantes que também ajudam a limpar o intestino. Saiba mais sobre como a colonoscopia é feita.

Sopa de legumes

O que comer antes da colonoscopia

A dieta para colonoscopia deve ser iniciada 3 dias antes do exame e é dividida em 2 fases:

1. Dieta semilíquida

A dieta semilíquida deve ser feita 3 e 2 dias antes da colonoscopia e os alimentos que devem ser priorizados nesses dias são:

  • Frutas sem casca e semente, e cozidas, como maçã, pera e banana;
  • Vegetais sem casca e cozidos, como cenoura, chuchu, batata, abóbora, abobrinha, inhame e batata-doce;
  • Cereais não integrais, como arroz branco, pão branco e macarrão branco;
  • Proteínas sem pele e sem gordura, incluindo frango e peixe, que devem ser moídos ou desfiados para facilitar a digestão.

O ideal é que a dieta nesses 2 dias seja de fácil digestão, sendo também permitido o consumo de chás, café e água de coco, por exemplo. Além disso, é recomendado beber bastante água.

2. Dieta líquida

No dia anterior à colonoscopia deve-se fazer uma dieta líquida, incluindo sopas ou caldos sem gordura, que podem ser feitos com vegetais e proteínas, mas devem ser coados, pois os alimentos sólidos não podem ser ingeridos.

Pode-se ainda consumir sucos coados e de cor clara, por exemplo, aqueles de frutas como maçã ou uva verde, gelatinas de cor clara, água, água de coco e chás claros, como camomila, erva-doce ou erva-cidreira.

Alimentos que devem ser evitados

Os alimentos que devem ser evitados nos 3 dias anteriores à colonoscopia são:

  • Carne vermelha e embutidos, como carne bovina, carne de porco, linguiça e salsicha;
  • Ervas e vegetais folhosos como alface, salsinha, coentro, manjericão, couve e rúcula;
  • Frutas e vegetais crus com casca e caroço;
  • Laticínios, como leite, iogurte, manteiga e queijos;
  • Leguminosas, como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha e ervilha;
  • Sementes como linhaça, chia e gergelim;
  • Cereais integrais, como arroz integral, aveia, milho e pão integral;
  • Oleaginosas como amendoim, nozes e castanhas;
  • Comidas gordurosas, como lasanha, pizza, feijoada, linguiça e alimentos fritos;
  • Bebidas alcoólicas, como cerveja, vinho, espumante e Vodka.

Também deve-se evitar mamão, maracujá, laranja, tangerina ou melão, pois são frutas ricas em fibras que favorecem a formação de fezes.

Cardápio de preparo para colonoscopia

O cardápio a seguir é um exemplo de dieta de 3 dias para a colonoscopia:

Refeição

3 dias antes do exame

2 dias antes do exame

1 dia antes do exame

Café da manhã

1 copo de suco de fruta coado + 1/2 pão francês branco

1 xícara de chá de camomila + 4 torradas brancas com geleia

1 copo de suco de pera coado + 4 bolachas água e sal

Lanche da manhã

1 maçã cozida

1 pera cozida

1 copo de água de coco

Almoço

Filé de frango grelhado e desfiado com purê de batata + 4 col de sopa de cenoura com vagem cozidos

1 filé de peixe cozido e desfiado com arroz branco + 3 col de sopa de ensopado de berinjela e abobrinha s/ casca

1 prato de sopa batida e coada de batata, chuchu e caldo de carne ou peixe

Lanche da tarde

1 taça de gelatina de abacaxi

1 xícara de chá de erva-cidreira + 4 bolachas água e sal

1 taça de gelatina de maracujá

Jantar

1 prato de sopa com macarrão branco, cenoura, tomate sem pele e sem sementes e frango

1 prato de sopa de legumes s/ casca com abobrinha, cenoura, chuchu, abóbora e batata

1 prato de sopa batida e coada de inhame, cenoura, chuchu, cenoura, e caldo de frango

É importante lembrar que, no dia do exame, só é permitido beber água e chás de cor clara e até 4 horas antes do horário agendado para o exame.

O que comer após a colonoscopia

Após o exame, é importante inicialmente fazer uma dieta leve e de fácil digestão, bebendo bastante líquidos e evitando bebidas alcoólicas, alimentos muito gordurosos ou que contenham muita fibra. O intestino leva cerca de 3 a 5 dias para voltar a funcionar normalmente.

Após a colonoscopia também é comum sentir algum desconforto no abdome, enjoo ou inchaço na barriga. Por isso, é recomendado evitar alimentos que possam piorar essas sensações. 

Assim, pode ser indicado evitar alguns alimentos que podem causar gases, especialmente nas 24h após o exame, como feijão, lentilha, ervilha, repolho, brócolis, couve, ovos, doces, refrigerantes e frutos do mar. Veja uma lista completa de alimentos que causam gases.



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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Doação de sangue: como é feita, quem pode doar (e contraindicações)

A doação de sangue é um procedimento seguro e que pode ser feita por pessoas que possuem mais de 50 kg, não possuam alterações no hemograma e tenham 16 anos ou mais.

Algumas situações podem impedir temporariamente a doação de sangue, como realização de tatuagens ou piercing, infecção pelo SARS-CoV-2, extração de dentes, gripe e resfriado, por exemplo.

Por outro lado, ter diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente ou infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV, por exemplo, são situações que impedem permanentemente a doação de sangue.

Imagem ilustrativa número 1

Como é feita

A doação de sangue é um processo simples e rápido, que geralmente demora até 15 minutos. Antes de realizar a doação, a pessoa deve passar por uma triagem médica para confirmar que está apta para doar.

O processo de doar sangue é semelhante à coleta de sangue para um exame de rotina, no entanto é retirada uma quantidade maior de sangue, que fica armazenada em uma bolsa específica.

Após a doação, a pessoa deve receber um lanche e comer um pouco.

Também é recomendado que a pessoa fique no mínimo 15 minutos em observação para possíveis reações e aguarde cerca de 12 horas antes de fazer qualquer esforço físico, especialmente com o membro relacionado à doação.

Quem pode doar sangue

Alguns requisitos para doar sangue são:

  • Ter pelo menos 16 anos, com consentimento formal, por escrito, do responsável legal;
  • Ter até 69 anos, em casos de pessoas que já doam sangue;
  • Ter até 60 anos onze meses e vinte e nove dias, para quem vai doar pela primeira vez;
  • Pesar mais de 50 Kg;
  • Apresentar documento de identificação com foto;
  • Estar com temperatura corporal igual ou abaixo de 37º C;
  • Não apresentar alterações no hemograma, como diminuição da quantidade de hemácias e/ ou hemoglobina;
  • Não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação.
  • Ter feito uma alimentação saudável e equilibrada antes da doação, evitando o consumo de alimentos gordurosos pelo menos 3 horas antes da doação.

Além disso, pessoas acima de 70 anos e que já sejam doadoras, podem continuar a doar sangue, mediante avaliação médica.

O sangue do doador, pode ser usado de diferentes formas, podendo ser usado o sangue total ou algum de seus componentes como plasma, plaquetas, leucócitos e hemácias, dependendo das necessidades de quem precisa.

O que impede a doação temporária de sangue

Algumas situações que impedem a doação de sangue de forma temporária são:

Situação que impede a doação Quando se pode doar sangue
Realização de piercing, acupuntura, tatuagem ou maquiagem definitiva, e procedimentos estéticos invasivos como botox, preenchimentos, microagulhamento, entre outros 7 dias após a realização ou 4 meses, se não for possível avaliar a segurança do procedimento feito; 4 meses após a retirada do piercing se na cavidade oral e/ou na região genital.
Extração de dentes, tratamento de canal, drenagem de abscesso, gengivite e cirurgia com anestesia local 7 dias
Procedimentos dentários sem anestesia e sangramento, como pequenas cáries e ajuste de aparelhos 1 dia após o procedimento
Remoção de tártaro e outros procedimentos com anestesia local, como obturações 3 dias após o procedimento
Vacinas De 48 horas a 4 semanas, conforme o tipo da vacina
Diarreia aguda 7 dias após a cura
Consumo de bebidas alcoólicas 12 horas
Resfriado comum 3 dias após o desaparecimento dos sintomas
Gripe 2 semanas após cessarem os sintomas
COVID-19 10 dias após a recuperação completa, após diagnóstico
Parto ou abortamento 12 semanas
Amamentação 12 meses após o parto
Exames de endoscopia 4 meses
Tuberculose pulmonar ou extrapulmonar 2 anos após a cura
Herpes simplex genital, herpes simplex oral Após o desaparecimento das lesões
Uso de medicamentos agonistas GLP-1 injetáveis 4 meses
Varíola dos macacos Até todas as lesões estarem curadas e, no mínimo, 21 dias após o início dos sintomas
Situações de risco para infecções sexualmente transmissíveis, como múltiplos parceiros sexuais, violência sexual, uso de drogas injetáveis,  e contato acidental com sangue ou secreções potencialmente contaminadas 4 meses
Nefrolitotomia extracorpórea e cirurgias odontológicas com anestesia geral 1 mês
Cirurgia de apêndice, de hemorroida, ressecção de varizes, hernioplastia, amigdalectomia e cirurgia plástica com anestesia local 3 meses
Colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, nódulo de mama, cirurgias ortopédicas e cirurgia bariátrica 6 meses

O uso de alguns medicamentos, como antibióticos, quimioterápicos, antifúngicos, anticoagulantes, por exemplo, também podem impedir a doação de sangue por um período de alguns dias a anos.

Por isso, é importante sempre informar ao médico ou enfermeiro os medicamentos que estejam em uso no dia da doação.

Situações que impedem a doação permanente

As situações que impedem a doação de sangue de forma permanente incluem:

  • Infecção por HBV, HCV, HIV, HTLV I / II;
  • Uso drogas injetáveis ilícitas;
  • Perda de peso inexplicável acima de 10% da massa corporal três meses antes da doação;
  • Doenças graves nos pulmões, coração, rins ou fígado;
  • Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 insulino-dependente;
  • Doença de Chagas;
  • Doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas;
  • Leishmaniose visceral;
  • Transplante de órgãos, tecidos e terapia gênica;
  • Doença psiquiátrica ou deficiência intelectual que cause incapacidade;
  • Câncer no sangue, como linfomas e leucemia;
  • Hepatite viral após 13 anos de idade, exceto para infecção aguda de hepatite A à época do diagnóstico clínico;
  • Doenças neurológicas, como esclerose em placa, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, hematoma extra ou subdural com sequela e miastenia gravis.

Pessoas com alcoolismo crônico com lesão hepática, choque anafilático, antecedentes de AVC, asma crônica grave, brucelose, malária, elefantíase, esquistossomose hepatoesplênica e hanseníase, também não podem doar sangue

Dúvidas comuns

As principais dúvidas relacionadas com a doação de sangue incluem:

1. O que é doador universal?

O doador universal corresponde à pessoa que possui o sangue de tipo O, que possui proteínas anti-A e anti-B e, assim, quando é transfundido para outra pessoa, não causa reação no receptor, e, por isso, pode doar para todas as pessoas.

É importante que o sangue seja compatível entre doador e receptor, pois assim é possível evitar reações transfusionais.

Leia também: Tipos sanguíneos: A, B, AB, O (e grupos compatíveis) tuasaude.com/tipos-de-sangue

2. É possível doar sangue menstruada?

Sim, é possível doar sangue estando menstruada. No entanto, é importante que a mulher cumpra todos os requisitos da doação.

3. Qual é a quantidade de sangue doada?

A quantidade de sangue que é doada é entre 405 a 450 mL, mais 30 mL para a realização dos exames laboratoriais.

Um adulto tem entre 4 a 6 litros de sangue, aproximadamente.

Leia também: Quantos litros de sangue tem o corpo humano? tuasaude.com/medico-responde/quantos-litros-de-sangue-tem-no-corpo-humano

4. Após uma doação, quando doar novamente?

Após a doação de sangue, a mulher deve esperar 3 meses, enquanto os homens devem esperar 2 meses para doar novamente.



source https://www.tuasaude.com/doencas-que-impedem-a-doacao-de-sangue/

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