FODMAPs são um conjunto de carboidratos pouco ou não digeríveis pelo organismo, que têm alto teor de frutose, lactose, fruto-oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos e polióis, incluindo alimentos como beterraba, maçã e mel, por exemplo.
A dieta FODMAP consiste em evitar estes alimentos, para ajudar a controlar e evitar os sintomas da síndrome do intestino irritável, um distúrbio gastrointestinal que pode estar relacionado com estresse, alergias ou intolerâncias alimentares, por exemplo.
Isso porque os alimentos FODMAPs são fermentados por bactérias presentes no intestino delgado, piorando ou causando sintomas como má digestão, dor abdominal, barriga inchada, excesso de gases, diarreia ou prisão de ventre.
Alimentos FODMAPs
A tabela a seguir traz uma lista de alimentos com alto e baixo teor de FODMAPs:
Manteiga, leite sem lactose, iogurte sem lactose, outros tipos de queijo, como cheddar, parmesão, muçarela, suíço, brie e camembert
Doces e adoçantes
Mel, sorbitol, manitol, maltitol, xarope de milho rico em frutose, agave e frutose
Xarope de bordo, açúcar comum, glicose e xarope de frutose dourada
Bebidas
Refrigerantes, rum, sucos de fruta, bebida vegetal de soja, leite de coco e chás de camomila, oolong, erva-doce e chai
Água, bebida vegetal de arroz e amêndoas, café, vinho e outros tipos de chá
Além de conhecer os alimentos naturalmente ricos em FODMAP, é importante também sempre verificar o rótulo nutricional dos alimentos industrializados para avaliar se contêm ou não alimentos ricos em FODMAPs.
Para fazer a dieta FODMAP, deve-se excluir os alimentos com alto teor de FODMAP por 2 a 4 semanas, reintroduzindo-os gradativamente.
As 3 etapas da dieta FODMAP são:
Fase de eliminação: onde deve-se restringir todos os alimentos ricos em FODMAP da dieta, por um período de 2 a 4 semanas, para melhorar os sintomas;
Fase de reintrodução: introduzir gradativamente os FODMAPs na dieta, para identificar o tipo de alimentos que tolerados por cada pessoa, observando os sintomas intestinais;
Fase de manutenção: onde deve-se manter os alimentos ricos em FODMAPs que são bem tolerados pela pessoa, e excluir os que não são tolerados.
A reintrodução gradativa dos alimentos na dieta ajuda na identificação dos alimentos que causam sintomas intestinais e quais podem ser consumidos.
Além disso, o nutricionista também pode recomendar o uso de suplementos probióticos para equilibrar a flora intestinal e ajudar a regular o intestino.
A dieta FODMAP pode diminuir a ingestão de nutrientes importantes para a saúde, como fibras, vitaminas e minerais.
Assim, é importante ter o acompanhamento do nutricionista nesta dieta, para garantir uma alimentação balanceada e evitar deficiências nutricionais.
Essa dieta é um tratamento eficaz para muitas pessoas com síndrome do intestino irritável. No entanto, em algumas pessoas a dieta FODMAP pode não oferecer bons resultados, sendo necessário outro tipo de tratamento.
Além disso, mulheres grávidas e pessoas com desnutrição ou transtornos alimentares, só podem fazer a dieta FODMAP com a indicação e acompanhamento de um médico.
Cardápio da dieta FODMAP
A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias da dieta FODMAP, na fase de eliminação:
Refeição
Dia 1
Dia 2
Dia 3
Café da manhã
Vitamina feita com banana, leite sem lactose e 1 col de sopa de aveia em flocos
1 xícara de chá de erva-cidreira + 1 tapioca, feita com 4 col de sopa de goma de tapioca, 1 colher de sementes de linhaça e 1 ovo
Bebida vegetal de arroz + 1 omelete com 2 ovos + ½ mamão papaia
Lanche da manhã
1 fatia média de melão + 1 punhado de amendoim
200 g de iogurte sem lactose + 1 col de sopa de sementes de abóbora
1 banana picada com 1 col de sopa de pasta de amendoim
Almoço
4 col de sopa de arroz integral + frango ensopado e salada de tomate, espinafre, abobrinha, cenoura e berinjela + 1 laranja
Purê de mandioca + carne moída com molho de tomate caseiro + 4 col de sopa de berinjela e abobrinha refogadas + 2 fatias médias de abacaxi
1 posta de peixe assado + 5 colheres de sopa de batata cozida + salada de alface, nabo e tomate + 1 carambola
Lanche da tarde
1 xícara de chá de hortelã + 1 fatia de bolo caseiro de fubá
200 g de iogurte sem lactose com 8 uvas
Vitamina de morango com 200 ml de leite de amêndoas e 4 morangos + 1 fatia de pão sem glúten com 1 fatia média de queijo sem lactose
Jantar
1 prato de sopa feita com abóbora, batata, cenoura e músculo bovino + 1 kiwi
1 filé de peixe grelhado + macarrão de arroz com molho de tomate caseiro + salada de alface, espinafre e tomate + 4 morangos
1 prato de salada feita com peito de frango grelhado desfiado + alface, tomate, azeitona, milho cozido e sementes de abóbora + 1 laranja
Este é apenas um exemplo de cardápio da dieta com baixo teor de FODMAP, onde os tipos e as quantidades de alimentos podem variar conforme as necessidades de cada pessoa.
Assim, é recomendado consultar o nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar um plano alimentar individualizado.
Marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você, se deseja uma dieta FODMAP:
A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune que pode causar sintomas como dormência e formigamento nos braços, pernas ou troncos, cansaço excessivo e visão dupla ou embaçada, por exemplo.
Nesta doença, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que é uma estrutura protetora que cobre os neurônios e que atua na transmissão dos impulsos nervosos.
A esclerose múltipla não tem cura, mas os os tratamentos indicados pelo neurologista, como remédios corticoides, anticonvulsivantes e exercícios físicos, ajudam a controlar os sintomas, evitar as crises ou atrasar a sua evolução.
Rigidez muscular, espasmos involuntários e cãibras dolorosas;
Dificuldade para falar ou engolir;
Visão dupla ou embaçada, perda ou diminuição temporária da visão ou dor ao mover o olho;
Sensação de \"choque elétrico\" nas costas e membros, ao dobrar o pescoço pra frente, conhecido como sinal de Lhermitte.
A pessoa também pode apresentar incontinência urinária ou fecal, retenção urinária ou urgência para urinar, prisão de ventre, diarreia, refluxo, redução da libido, secura vaginal ou disfunção erétil.
A dificuldade de concentração, a perda da memória recente, as alterações de humor, como depressão e ansiedade, e episódios de riso ou choro involuntários e excessivos, também podem acontecer.
Os sintomas não surgem necessariamente todos ao mesmo tempo. Além disso, os sintomas podem ser agravados pela exposição ao calor, a febre e algumas infecções.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
Teste de sintomas
Para saber o risco de ter esclerose múltipla ou estar numa crise, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:
{TESTE_SINTOMAS_ESCLEROSE_MULTIPLA}
O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e, por isso, não deve ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o neurologista ou o clínico geral.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da esclerose múltipla é feito pelo neurologista a partir da história de saúde e da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa.
O médico também solicita exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano e exames de sangue, para ajudar a confirmar o diagnóstico.
Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico deve ser baseado na existência de dois ou mais episódios sintomáticos, que devem durar mais de 24 horas e de forma distinta, separados por um período de no mínimo um mês.
A causa exata da esclerose múltipla não é conhecida, no entanto, os estudos indicam ser uma doença relacionada com fatores imunológicos, predisposição genética e fatores ambientais.
Fatores de risco
Alguns fatores de risco que podem favorecer a esclerose múltipla são:
Ter casos de esclerose múltipla na família como pais ou irmãos;
Alterações em genes associados ao sistema imunológico, no DNA mitocondrial e na função de reparo celular, por exemplo;
Ataque pelas células B ou T pró-inflamatórias ao sistema imunológico;
Deficiência de vitamina D;
Tabagismo.
Ter entre 20 e 40 anos;
Ser mulher, pois ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes a chance de desenvolver esclerose múltipla.
A infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, também aumenta o risco de esclerose múltipla. No entanto, essa infecção precisa ser acompanhada de outros fatores de risco, como genética e fatores de estilo de vida, para provocar a esclerose múltipla.
Como é feito o tratamento
O tratamento da esclerose múltipla tem o objetivo de evitar a evolução da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas.
Assim, os tratamentos indicados pelo médico incluem:
Terapias modificadoras da doença, remédios que atuam no sistema imunológico, para diminuir a resposta inflamatória e prevenir novas lesões e cicatrizes no cérebro e na medula, como beta-interferonas, fingolimode e natalizumabe;
Corticoides, como metilprednisolona oral ou intravenosa, na fase aguda da doença;
Plasmaférese, recomendada se a pessoa apresentar uma resposta ruim ou insuficiente aos corticoides em surtos graves;
Psicoterapia, como terapia cognitiva comportamental, para ajudar no tratamento de depressão e ansiedade;
Exercícios físicos regulares, incluindo treinos aeróbicos e exercícios de resistência, flexibilidade e neuromotores, como yoga e Pilates, conforme a capacidade de cada pessoa e orientação médica.
O médico também pode recomendar a atividade física adaptada, como treino de respiração ativa com espirômetro, alongamentos diário passivos de articulações, treinos de equilíbrio sentado e reabilitação postural assistida, para pessoas com mobilidade gravemente diminuída.
A síndrome edemigênica é uma condição provocada pela retenção de excesso de líquido no corpo, que pode ser acompanhada de sintomas como inchaço nos membros inferiores ou barriga, cansaço, alteração da pressão arterial e palpitações.
A síndrome edemigênica pode indicar problemas nos rins, coração ou fígado, como insuficiência renal, cirrose hepática, insuficiência cardíaca ou má circulação, por exemplo.
Na presença de sinais ou sintomas que indiquem a síndrome edemigênica, é aconselhado consultar o clínico geral, nefrologista ou cardiologista, para fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de remédios, como furosemida e espironolactona.
Inchaço no rosto, membros inferiores e/ou na barriga;
Aumento do peso corporal;
Alteração na pressão arterial;
Cansaço frequente;
Palpitações;
Coceira no corpo.
Outros sintomas como mal-estar, confusão mental, urina com espuma ou escura, sensação de falta de ar, dor no peito, náuseas e perda do apetite também podem estar presentes na síndrome edemigênica.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da síndrome edemigênica é feito por um clínico geral, cardiologista ou nefrologista, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, e do histórico de saúde da pessoa.
Se deseja consultar um especialista, marque uma consulta com o clínico geral mais próximo de você:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis de sódio, potássio, albumina, ureia e creatinina, exame de urina, ultrassonografia do abdômen e ecocardiograma.
Possíveis causas
As possíveis causas da síndrome edemigênica incluem:
Alterações nos rins, como síndrome nefrótica, síndrome nefrítica ou insuficiência renal;
Problemas no coração, como insuficiência cardíaca;
Doenças no fígado, como cirrose hepática, insuficiência hepática ou câncer de fígado.
Além disso, a síndrome edemigênica também pode ser causada por reações alérgicas graves à alimentos ou medicamentos.
Como é o tratamento
O tratamento da síndrome edemigênica varia conforme a causa dessa condição e inclui:
1. Diuréticos
O médico pode prescrever o uso de diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida e espironolactona, para ajudar a controlar a pressão arterial e diminuir o inchaço em casos de problemas no coração ou rins. Confira outros remédios diuréticos.
2. Anti-hipertensivos
Os anti-hipertensivos são indicados pelo médico para controlar a pressão alta, em casos de insuficiência cardíaca ou renal.
Alguns anti-hipertensivos que podem ser indicados são enalapril, benazepril e captopril.
Na insuficiência cardíaca ou renal grave, o médico também pode recomendar a realização de hemodiálise.
A hemodiálise é um procedimento que tem como objetivo filtrar o sangue para remover o excesso de toxinas, sais minerais e líquidos, sendo indicado quando os rins não estão funcionando bem. Entenda melhor sobre a hemodiálise.
4. Transplante de órgãos
Em casos onde os problemas no coração, rins ou fígado são graves, deixam de funcionar e não respondem aos tratamentos convencionais, o médico pode indicar a realização de transplante de órgãos.
A ginecomastia é o aumento das mamas em homens, devido ao excesso de tecido da glândula mamária, que pode acontecer por um desequilíbrio nos níveis dos hormônios estrogênio e testosterona, obesidade ou uso de remédios, por exemplo.
Essa condição, também chamada de ginecomastia masculina, acontece com mais frequência na adolescência, mas também pode surgirem recém-nascidos ou em idosos, e afetar uma mama ou as duas, mas geralmente tende a desaparecer espontaneamente.
No entanto, se não ocorrer melhora, deve-se consultar o endocrinologista para avaliar o tipo e a causa da ginecomastia e assim indicar o tratamento mais adequado que pode ser feito com o uso de medicamentos ou cirurgia, por exemplo.
Assista o vídeo a seguir com o Dr. Guilherme e conheça melhor sobre a ginecomastia:
Ginecomastia: o que é, causas e como é a cirurgia
10:02 | 2.828 visualizações
Sintomas de ginecomastia
Os principais sintomas de ginecomastia são:
Aumento de uma ou das duas mamas;
Diferença de tamanho de uma mama para outra;
Aumento da sensibilidade na mama ou nos mamilos;
Dor na mama, especialmente em adolescentes;
Inchaço na mama afetada;
Aréola maior ou mais escura, em alguns casos.
Quando a ginecomastia ocorre em apenas uma mama é chamada de ginecomastia unilateral, já quando é nas duas mamas, é chamada de ginecomastia bilateral.
Quando ocorre nas duas mamas, geralmente, ocorre um aumento de forma desigual, o que pode causar problemas de autoestima nos homens.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da ginecomastia é feito pelo endocrinologista ou clínico geral, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de uso de remédios, histórico familiar de ginecomastia, além do exame físico das mamas, pescoço, tireoide, axilas e testículos.
Marque uma consulta com um endocrinologista na região mais próxima:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Além disso, o médico deve solicitar exames que medem a quantidade de hormônios estrogênio e testosterona no corpo, além de exames para avaliar a função dos rins, fígado e tireoide.
O médico também pode solicitar exames de mamografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada das mamas, ultrassom dos testículos, se necessário, ou uma biópsia do tecido da mama, para descartar condições com sintomas semelhantes, como câncer de mama, linfoma ou cisto dermoide, por exemplo.
A ginecomastia masculina é causada por um desequilíbrio hormonal, em que ocorre uma diminuição ou bloqueio dos efeitos da testosterona ou aumento da quantidade de estrogênio no corpo.
Alguns fatores podem causar esse desequilíbrio hormonal como:
Obesidade ou desnutrição;
Hipogonadismo ou hipertireoidismo;
Infecção no testículo;
Síndrome de Klinefelter;
Insuficiência renal, hepática ou cirrose no fígado;
Uso de anabolizantes ou remédios com estrogênio;
Consumo de drogas, como maconha, anfetaminas ou heroína;
Câncer de mama, tumor no testículo, na glândula suprarrenal ou na pituitária;
Efeito colateral de remédios, como omeprazol, cimetidina, captopril, anlodipino, digoxina, amiodarona, amitriptilina e clomipramina, por exemplo.
Além disso, o tratamento do câncer com quimioterapia ou radioterapia, ou o tratamento da infecção pelo HIV, pode levar a um aumento da mama em homens, causando a ginecomastia.
Tipos de ginecomastia
Os tipos de ginecomastia, conforme o tamanho da mama, excesso de pele e características do tecido mamário, são:
Ginecomastia grau 1: ocorre um pequeno aumento da mama ao redor da aréola, devido o aparecimento de uma massa de tecido glandular mamário concentrado, como se fosse um botão em volta da aréola, não existindo excesso de pele, mas uma mama pode apresentar tamanho ligeiramente maior que a outra;
Ginecomastia grau 2a: ocorre um aumento moderado da mama, sem excesso de pele, sendo que massa de tecido mamário geralmente se concentra na parte inferior da mama, próxima ao tórax, e neste caso, pode haver acúmulo de gordura, e ser percebido através da roupa;
Ginecomastia grau 2b: é o mesmo que a ginecomastia grau 2a, no entanto, nesse caso, existe excesso de pele na mama;
Ginecomastia grau 3: é o estágio mais avançado em que a massa de tecido mamário está bastante espalhada pela mama, e apresentando excesso de gordura e de pele no local.
O tratamento de cada tipo de ginecomastia depende da quantidade de pele e do tamanho da mama, devendo sempre ser indicado pelo endocrinologista.
Como é feito o tratamento
O tratamento da ginecomastia deve ser orientado pelo ginecologista e consiste em:
1. Acompanhamento médico
O acompanhamento médico tem apenas como objetivo avaliar o desenvolvimento das mamas, sendo principalmente nos casos de ginecomastia no recém nascido que ocorre devido aos efeitos do estrógeno da mãe no útero e, geralmente, desaparece em 2 a 3 semanas após o nascimento.
Outro tipo de ginecomastia que é considerada normal e que pode ser feito acompanhamento médico, é a ginecomastia masculina da adolescência devido à puberdade, que desaparece de forma espontânea, geralmente em 6 meses a dois anos. Conheça as principais mudanças no corpo durante a puberdade.
2. Uso de remédios
Os remédios que podem ser usados para tratar a ginecomastia masculina são:
Anastrozol ou letrozol: agem impedindo a formação de estrógeno, o que leva a uma diminuição dos níveis desse hormônio no corpo;
Testosterona, dihidrotestosterona ou danazol: que agem aumentando os níveis de testosterona no corpo.
O tratamento com remédios pode ser indicado pelo endocrinologista quando as mamas não reduzem espontaneamente ou quando é notado inchaço, dor ou sensibilidade na mama afetada.
O uso desses remédios deve ser feito somente sob a supervisão de um endocrinologista e com doses específicas para cada pessoa.
3. Cirurgia
A cirurgia para ginecomastia é indicada pelo médico para reduzir o tamanho da mama afetada nos casos em que não ocorre o desaparecimento natural da ginecomastia em até 2 anos, quando interfere nas atividades do dia a dia ou causa constrangimento no homem.
Além disso, a cirurgia também pode ser recomendada nos casos em que os remédios não foram capazes de reduzir o tamanho da mama ou quando há suspeita de câncer de mama. Veja os sintomas do câncer de mama masculino e o tratamento.
Os principais tipos de cirurgia que podem ser feitos para ginecomastia incluem:
Lipoaspiração: que consiste em remover a gordura da mama, mas não as glândulas mamárias;
Mastectomia: consiste na remoção do tecido da glândula mamária, feita com pequenos cortes na pele, o que permite uma recuperação mais rápida.
Na adolescência, o recomendado é aguardar o término da puberdade para realizar a cirurgia, para diminuir o risco da ginecomastia reaparecer.
As cirurgias demoram cerca de uma hora e meia e é realizada com sedação e anestesia local ou geral, dependendo do cirurgião plástico que irá fazer a cirurgia.
Durante a cirurgia, é feito um corte em formato de meia lua ao redor do mamilo, para poder ser removido o excesso de tecido mamário, que depois é enviado para análise para descartar a possibilidade de ser câncer.
Flufenazina é um remédio antipsicótico indicado para controlar desordens psicóticas, como esquizofrenia, estados maníacos e outras psicoses. Também pode ser usada em alguns casos de dor crônica.
Esse remédio age no sistema nervoso central e ajuda a controlar sintomas psicóticos, embora o modo exato de ação ainda não seja totalmente conhecido.
A flufenazina pode ser encontrada na forma de comprimido de 5 mg e solução injetável de ação prolongada, com os nomes Flufenan ou Flufenan Depot, vendidos mediante apresentação de receita médica.
Outros quadros psicóticos, com delírios ou alucinações;
Tratamento de manutenção de psicoses crônicas;
Dores crônicas em associação com antidepressivos tricíclicos;
Neuropatia diabética ou síndrome de abstinência de narcóticos.
A indicação e a duração do tratamento dependem da resposta ao medicamento e da avaliação médica. É importante não aumentar, reduzir ou interromper o tratamento por conta própria.
A flufenazina é um antipsicótico da classe das fenotiazinas. Sua ação modifica a atividade de substâncias químicas no sistema nervoso central, ajudando a controlar sintomas psicóticos. Na dor crônica, a flufenazina pode influenciar o processamento da dor.
No entanto, o local e o modo exatos de ação das fenotiazinas não estão completamente esclarecidos.
Como usar
A forma de uso da flufenazina depende da sua apresentação, que inclui:
1. Flufenazina comprimido 5 mg
O comprimido contém 5 mg de dicloridrato de flufenazina e deve ser tomado por via oral, nos horários e pelo período indicados pelo médico.
Para adultos com desordens psicóticas, a posologia recomendada é:
Dose inicial: 2,5 a 10 mg por dia, em doses divididas em intervalos de 6 a 8 horas. Essa dose pode ser aumentada pelo médico conforme a necessidade e tolerância.
Dose de manutenção: pode variar de 1 a 5 mg por dia.
Em pessoas idosas ou debilitadas, o tratamento costuma ser iniciado com doses menores.
A dose deve ser ajustada somente pelo médico de acordo com a resposta e a tolerância ao medicamento.
2. Flufenazina injetável
A injeção de ação prolongada contém 25 mg/mL de enantato de flufenazina e deve ser aplicada por um profissional de saúde diretamente no músculo glúteo (via intramuscular) e, em alguns casos, sob a pele (via subcutânea).
A posologia normalmente recomendada é:
Situação
Posologia
Adultos que nunca usaram a versão injetável de ação prolongada
12,5 mg (0,5 mL), por via intramuscular profunda.
Pessoas com mais de 60 anos
6,25 mg (0,25 mL), por via intramuscular profunda.
A dose de manutenção é individualizada conforme a resposta ao tratamento, e a dose máxima recomendada é de 100 mg por aplicação.
Após a aplicação, recomenda-se permanecer deitado por cerca de 30 minutos devido ao risco de queda da pressão arterial.
Quanto tempo a flufenazina demora para fazer efeito
O efeito antipsicótico da flufenazina oral ocorre de forma gradual e pode levar várias semanas para ficar mais evidente. A resposta varia conforme a pessoa, o quadro tratado e a dose utilizada.
Na apresentação injetável de ação prolongada, o início da ação costuma ocorrer entre 24 e 72 horas após a aplicação. Os efeitos sobre os sintomas psicóticos podem se tornar significativos entre 48 e 96 horas.
Os efeitos colaterais mais comuns da flufenazina são:
Sonolência, tontura, boca seca, prisão de ventre ou visão turva;
Tremores, rigidez, inquietação ou espasmos musculares;
Movimentos involuntários que podem afetar olhos, rosto, boca, língua e queixo;
Queda da pressão arterial, fraqueza ou desmaio;
Alterações hormonais, do peso, da menstruação ou produção de leite;
Coceira, manchas na pele, sensibilidade ao sol ou reações locais dolorosas no local da injeção.
Também pode ocorrer síndrome neuroléptica maligna, uma reação rara e grave que pode causar febre alta, rigidez intensa, confusão e alterações dos batimentos cardíacos. Nesses casos, deve-se buscar atendimento médico imediato em um pronto-socorro.
Flufenazina dá sono?
Sim. A flufenazina pode causar sonolência, embora apresente menor ação sedativa que alguns antipsicóticos da mesma classe. Esse efeito pode aumentar com álcool e outros remédios que causam sedação.
Enquanto houver sonolência, tontura ou redução da atenção, deve-se evitar atividades que requeiram atenção, como dirigir, usar máquinas ou realizar tarefas com risco de queda.
Quem não deve usar
A flufenazina é contraindicada em algumas situações devido ao risco de reações graves, como:
Alergia à flufenazina ou a outros medicamentos da classe das fenotiazinas;
Estados de coma ou depressão grave do sistema nervoso central;
Depressão da medula óssea ou alterações importantes das células do sangue;
Lesões cerebrais específicas;
Algumas doenças graves do fígado, rins ou coração e casos de retenção urinária.
Também não deve ser usada por pessoas em uso de doses elevadas de medicamentos hipnóticos, ou idosos com quadros de ansiedade, agitação ou confusão mental associados à demência.
Durante a gravidez ou amamentação, a flufenazina só deve ser usada após avaliação médica dos benefícios do tratamento para a mulher e possíveis riscos para o bebê.
PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.
Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.
Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.
Para que serve
O PET-CT oncológico pode ser indicado para:
Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_EXAMES]
Preparo para o exame
O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.
Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.
Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens.
Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.
Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.
Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.
Como é feito
O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:
Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.
Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.
O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.
Cuidados após o exame
Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina.
Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas.
No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.
Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.
Possíveis efeitos colaterais
O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.
Os possíveis efeitos colaterais incluem:
Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.
O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.
Quem não deve fazer
O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico.
Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.
A cirurgia de coluna é um procedimento médico que pode ser indicado para tratar condições como estenose espinal lombar, hérnia de disco, escoliose, cifose e fraturas, por exemplo.
Existem diversos tipos de cirurgia de coluna, como cirurgia endoscópica, artrodese e discectomia, por exemplo, que reduzem a pressão na medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.
A cirurgia de coluna deve ser feita pelo neurocirurgião ou ortopedista especialista em coluna, podendo ser realizada em ambulatório ou hospital e sob anestesia geral, raquidiana ou local com sedação.
A cirurgia de coluna serve para recuperar a função neurológica, estabilizar a estrutura esquelética e melhorar a qualidade de vida da pessoa, reabilitando e devolvendo a sua independência.
As cirurgias de coluna diminuem a pressão sobre a medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.
Assim, essa cirurgia pode ajudar a aliviar as dores em geral e a fraqueza ou dormência nas pernas ou braços. Essa cirurgia também ajuda a prevenir as fraturas, a perda definitiva da força, da sensibilidade ou do controle sobre as funções fisiológicas e a promover o equilíbrio.
Principais indicações
A cirurgia de coluna pode ser indicada pelo médico para tratar situações como:
Fraturas vertebrais por compressão devido a osteoporose ou traumas leves;
Espondilite infecciosa.
As indicações da cirurgia de coluna variam conforme o tipo de doença a ser tratada, a gravidade dos sintomas e a falha nos tratamentos conservadores anteriores indicados pelo médico.
Como é o preparo
O preparo da cirurgia de coluna inclui uma avaliação médica, para avaliar e controlar doenças já existentes, avaliar a fragilidade da pessoa e evitar o delirium no pós-operatório.
Assim, antes da cirurgia, pode ser indicado pelo médico a realização de fisioterapia, para diminuir a intensidade da dor e ajudar a pessoa a voltar a andar no pós-operatório, a suplementação de proteínas para pessoas desnutridas ou de alto risco
É fundamental também parar de fumar semanas antes da cirurgia, pois a nicotina atrasa a cicatrização e a junção dos ossos.
Além disso, deve-se informar ao médico todos os medicamentos e suplementos em uso e fazer o jejum pelo tempo indicado pelo anestesiologista.
Tipos e como é feita a cirurgia de coluna
A cirurgia de coluna é feita conforme o tipo do procedimento, incluindo:
1. Cirurgia endoscópica de coluna
A cirurgia endoscópica de coluna é uma das cirurgias menos invasivas, podendo ser indicada para tratar condições como hérnias de disco lombares e cervicais, estenoses e espondilite infecciosa, por exemplo.
Como é feita: nesta cirurgia o médico usa câmeras de alta definição com fluxo constante de soro para limpar o local, preservar o suprimento de sangue epidural e reduzir o sangramento.
Esta cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas e vias de acesso, como técnica uniportal ou biportal, via transforaminal e interlaminar, por exemplo.
2. Artrodese ou fusão espinhal
A artrodese é uma cirurgia de coluna realizada pelo médico que tem o objetivo de unir duas ou mais vértebras, para eliminar o movimento anormal e a dor entre elas.
Esta cirurgia pode ser indicada para tratar condições como espondilolistese degenerativa, estenose recorrente, deformidades severas ou dor de origem discal resistente
Como é feita: de um modo geral, esta cirurgia é feita unindo-se às vértebras com o uso de enxerto ósseo e implantes, como parafusos pediculares, hastes e espaçadores no espaço entre os discos vertebrais.
A discectomia, ou microdiscectomia, pode tratar hérnias de disco lombares ou cervicais que causam dor intensa e resistente ao tratamento conservador.
Esta cirurgia pode ser indicada também em casos de perda significativa de força motora ou de sensibilidade nos membros acometidos
Como é feita: nesta cirurgia, retira-se a porção do disco intervertebral herniado que comprime a raiz nervosa, podendo ser feita por via aberta tradicional com o uso de microscópio ou por via totalmente endoscópica.
4. Laminectomia
A laminectomia é uma cirurgia de descompressão indicada para tratar a estenose lombar, com sintomas moderados a graves ou déficits neurológicos progressivos, como perda de força, dormência e dor e fraqueza nas pernas ao caminhar resistentes aos tratamentos conservadores.
Como é feita: esta cirurgia é feita retirando-se a parede óssea que cobre e protege o canal vertebral ou os esporões ósseos, aumentando o espaço do canal espinal para liberar a medula e os nervos comprimidos.
Cirurgia de coluna lombar com pinos
A cirurgia de coluna lombar com pinos é uma expressão popular que se refere à artrodese de coluna lombar.
Onde os \"pinos\" são implantes conhecidos como parafusos e hastes, geralmente feitos de titânio, para facilitar a integração com o osso.
Como é a recuperação
A recuperação da cirurgia de coluna inicia ainda no hospital e inclui a mobilização, com dispositivos mecânicos de compressão pneumática sequencial nas pernas, antes da anestesia e no pós-operatório imediato. Isso ajuda a evitar complicações como trombose venosa profunda.
Ainda no hospital, o início precoce da alimentação por via enteral é recomendado e deve-se retirar as sondas urinárias, caso sejam usadas, o mais rápido possível para evitar infecções urinárias relacionadas ao cateter.
Durante a cicatrização, a pessoa pode sentir dormência, dor leve ou uma leve vermelhidão ao redor da cirurgia.
Cuidados importantes
Alguns cuidados importantes que devem ser adotados em casa são:
Ao ser autorizado pelo médico a tomar banho, deve-se ter ajuda na primeira vez, cobrir a cicatriz com plástico filme e evitar que a água atinja a ferida;
Não fumar ou usar produtos com nicotina após a cirurgia;
Evitar ficar sentado por mais de 20 a 30 minutos seguidos e dormir em qualquer posição que não cause dor nas costas;
Usar um colete ou cinta, caso seja recomendado pelo médico, sempre que estiver sentado ou caminhando;
Não dobrar a coluna para frente para pegar objetos no chão;
Manter as costas retas, flexionar os joelhos e agachar ao pegar objetos no chão;
Não pegar objetos ou pessoas com mais de 4,5 kg;
Evitar levantar objetos acima da cabeça após cirurgias de fusão;
Fazer apenas caminhadas curtas nas primeiras 2 semanas, aumentando a distância de forma gradual;
Subir escadas apenas uma vez ao dia nas primeiras 1 a 2 semanas, e somente se não houver dor;
Evitar passar aspirador de pó e fazer limpezas domésticas pesadas;
Iniciar atividades físicas como corrida, natação, golfe e outros esportes, somente após liberação médica;
Não dirigir nas primeiras 2 semanas e fazer viagens de carro como passageiro apenas curtas;
Usar medicamentos para aliviar a dor, como paracetamol e anti-inflamatórios, conforme recomendação médica.
O médico também recomenda a realização de fisioterapia nos 3 primeiros meses após a cirurgia, para fortalecer a musculatura do abdômen e das costas.
Os curativos adesivos ou fitas cirúrgicas costumam cair sozinhos entre 7 a 10 dias após a cirurgia.
Por ser um procedimento complexo, a cirurgia de coluna possui riscos como infecções no local da cirurgia, dormência ou fraqueza temporária nos membros, lentidão temporária do trânsito intestinal e infecção e/ou retenção urinária.
Lesão na dura-máter, que é a membrana que recebe o suprimento de sangue e nervos das artérias, veias e nervos meníngeos, também é outra possível complicação.
Essa cirurgia também pode causar complicações cardiopulmonares, AVC ou outras intercorrências clínicas graves, hematoma epidural, cifose juncional proximal e falha dos implantes.
Já os riscos mais graves e raros desta cirurgia são: perda permanente de sensibilidade ou de força motora, lesões de grandes vasos sanguíneos, embolia pulmonar, infarto, pneumonia grave, insuficiência renal, perda da visão e óbito.
Cirurgia de coluna tem risco de morte?
Embora este procedimento seja seguro, a cirurgia de coluna tem risco de morte. Entretanto, essa taxa é muito baixa e este risco varia conforme a complexidade do procedimento, a idade da pessoa e a presença de outras doenças já existentes.
Para diminuir este risco, o médico deve avaliar a fragilidade de cada pessoa e, quando necessário, controlar a pressão arterial e oferecer suporte nutricional antes da cirurgia.
Além disso, parar de fumar algumas semanas antes da cirurgia de coluna também ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos, acelerar a cicatrização e evitar atrasos na junção dos ossos.
Quem não pode fazer
As contraindicações da cirurgia de coluna, variam de acordo com a técnica usada.
A cirurgia endoscópica não é indicada para pessoas em situações como:
Síndrome da cauda equina;
Aderências fibróticas graves devido a cirurgias prévias na mesma região da coluna;
Hérnias de disco massivas ou gigantes;
Fraqueza muscular isolada sem dor irradiada associada;
Distorções anatômicas graves, devido a alterações artríticas severas que limitam a visualização ou o uso das ferramentas endoscópicas.
Pessoas com comprometimento do nível L5-S1 da coluna, estenose grave do canal central, espondilolistese grave ou estenose foraminal causada por bicos de papagaio e histórico de cirurgia retroperitoneal anterior, não devem fazer a cirurgia de coluna por fusão por via lateral.
Além disso, no geral, pessoas com condições médicas graves e/ou psiquiátricas graves, mulheres grávidas e alergia aos remédios e anestésicos necessários durante o procedimento, por exemplo, não podem fazer a cirurgia de coluna.