sábado, 17 de outubro de 2026

Sistema linfático: o que é, funções, órgãos e doenças

O sistema linfático é um conjunto de órgãos, tecidos, vasos e canais que se distribuem pelo corpo para ajudar a filtrar e remover o excesso de líquidos e impurezas do organismo.

Além disso, o sistema linfático também contribui para a formação das células de defesa do organismo, como os linfócitos, que são responsáveis pela defesa e combate de microrganismos que podem causar doenças.

Evitar o contato com produtos químicos como agrotóxicos ou produtos de limpeza, beber bastante água, e manter um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e práticas de atividades físicas regulares, são medidas importantes que ajudam a manter o sistema linfático saudável e prevenir doenças.

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Principais funções do sistema linfático

As principais funções do sistema linfático são:

  • Coletar e filtrar o excesso de líquido do corpo, através da linfa, e, depois, transferi-lo para o sangue;
  • Absorver a gordura do intestino e transportar para o sangue, contribuindo para  produção de linfócitos e desenvolvimento da imunidade;
  • Transportar e remover resíduos e células “com defeito” do organismo.

O sistema linfático é uma parte importante do sistema imunológico, produzindo e liberando linfócitos e outras células de defesa que combatem bactérias, vírus, parasitas e fungos, ajudando na prevenção de diversos tipos de doenças, como câncer, gripe e resfriado.

Para que serve a drenagem linfática?

A drenagem linfática é um procedimento que consiste na realização de uma massagem com as mãos, com movimentos suaves, que tem como objetivo estimular e facilitar a circulação da linfa pelos seus vasos, e chegar mais rapidamente à corrente sanguínea.

Como o sistema linfático não tem um bombeamento, como o que é feito pelo coração, esta massagem pode ajudar no retorno de linfa, principalmente em pessoas que têm fragilidade destes vasos e tendência à retenção de líquidos, ajudando a diminuir inchaços no rosto ou no corpo. Veja como é feita a drenagem linfática.

Anatomia do sistema linfático

Os principais componentes do sistema linfático são:

1. Linfa

É um líquido transparente que é formado por água, nutrientes e substâncias produzidas pelas células, como hormônios e enzimas, e que percorre através da circulação linfática.

Função: a linfa ajuda a drenar o excesso de água e resíduos do organismo, além de transportar os glóbulos brancos para todo o corpo, ajudando a combater infecções.

2. Vasos linfáticos

Os capilares são vasos linfáticos pequenos e finos que coletam a linfa, e à medida que percorrem o caminho para levar a linfa para o coração, aumentam de tamanho e formam os vasos linfáticos.

Função: os capilares e os vasos linfáticos coletam e levam a linfa para ser filtrada nos linfonodos. Ao final do trajeto e filtração, os vasos linfáticos liberam a linfa, já filtrada, nos dutos torácicos, estrutura que vai do abdômen ao pescoço.

3. Dutos linfáticos

São grandes canais linfáticos, conhecidos como duto linfático esquerdo e duto linfático direito, onde os vasos linfáticos esvaziam a linfa, já filtrada. Esses dutos se conectam ao coração, por onde a linfa passa antes de retornar para a corrente sanguínea.

Função: o duto torácico coleta e conduz a maior parte da linfa do corpo para o sangue, ajudando a manter  o volume de sangue e a pressão arterial normais, além de evitar o acúmulo de líquido, conhecido como edema.

4. Órgãos linfáticos

Os órgão linfáticos são órgãos, distribuídos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, que são estimulados sempre que há uma infecção ou inflamação. Os principais órgãos linfáticos são:

  • Medula óssea: é um tecido macio e esponjoso localizado dentro de ossos longos, como quadril e o esterno, que tem a função de produzir as diversas células sanguíneas, incluindo os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas;
  • Timo: é uma glândula localizada na parte superior do tórax, que tem a função de desenvolver e multiplicar os linfócitos T, células da medula óssea que ajudam a combater microrganismos, especialmente nos primeiros anos de vida;
  • Baço: é o maior órgão linfático, localizado na parte superior esquerda do abdômen, acima do estômago, sendo responsável por produzir os linfócitos, além de filtrar o sangue, eliminando micro-organismos e células envelhecidas;
  • Apêndice: o apêndice contém tecido linfóide que ajuda a combater bactérias antes de chegarem ao intestino. Além disso, acredita-se que o apêndice também armazena bactérias benéficas, ajudando a equilibrar a flora intestinal, após uma infecção.

Existem ainda as tonsilas, conhecidas também como amígdalas, que são aglomerados de nódulos linfáticos, localizados na boca, além das placas de Peyer, que estão situadas no intestino, e que também são responsáveis por produzir células do sistema imune e auxiliar na proteção contra microrganismos.

5. Linfonodos

Os linfonodos são pequenas glândulas encontradas em regiões como axila, virilha e pescoço que são responsáveis por filtrar a linfa, removendo bactérias, vírus e células cancerígenas, além de produzirem e armazenarem linfócitos e outras células do sistema imunológico que combatem os microrganismos presentes na linfa.

Principais doenças do sistema linfático

Algumas situações podem provocar alterações no funcionamento do sistema linfático, resultando em doenças, como:

1. Filariose

A filariose, também conhecida como elefantíase, é uma das principais doenças do sistema linfático, sendo causada pelo parasita Wuchereria bancrofti, que é transmitido para as pessoas por meio da picada do mosquito do gênero Culex sp.

Nessa doença, o parasita atinge os vasos linfáticos e bloqueia o fluxo da linfa, causando inchaço do órgão que teve sua circulação obstruída. Conheça os sintomas e saiba como tratar a filariose.

2. Câncer

Alguns tipos de câncer podem acontecer nos vasos e órgãos da circulação linfática, como o linfoma, um tipo de câncer onde a multiplicação dos linfócitos é aumentada, comprometendo a circulação linfática e resultando na formação do tumor, podendo levar a sintomas, como mal estar, coceira e perda de peso. Conheça outros sintomas e as principais causas do linfoma.

Além disso, alguns tipos de câncer também podem bloquear os canais linfáticos, atrapalhando a circulação da linfa.

3. Alergias

Alergias são reações do organismo contra substâncias, como poeira, pólen e fumaça de cigarro, podendo causar situações, como rinite alérgica, asma, conjuntivite e dermatite.

As alergias acontecem quando o organismo aumenta a produção das células de defesa para tentar combater as substâncias, levando a inflamação e sintomas como espirros, corrimento nasal, entupimento do nariz ou dificuldade ao respirar.

4. Linfonodos aumentados

Os linfonodos estão aumentados, devido a infecções, como faringite, mononucleose ou infecção por HIV, ou ainda podem estar aumentados devido a uma infecção ou câncer.

Já a linfadenite é uma inflamação causada por microrganismos nos nódulos ou glândulas linfáticas, que ficam aumentados e moles.

5. Malformação do sistema linfático

Malformações do sistema linfático também podem causar alterações na circulação da linfa, podendo acontecer devido a alterações nos vasos ou gânglios linfáticos. Ao prejudicar a circulação da linfa para a corrente sanguínea, essas situações podem causar o linfedema, que é o inchaço gerado pelo acúmulo de linfa e líquido no corpo.

Leia também: Linfedema: o que é, sintomas, causas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/linfedema

6. Lesões em órgãos do sistema linfático

Lesões em órgãos do sistema linfático, como medula óssea, baço e linfonodos, causadas por pancadas ou como consequência de tratamentos com medicamentos, também podem alterar a circulação linfática.

Mulheres que passam pelo tratamento de câncer de mama com radioterapia ou retirada dos gânglios linfáticos da região da axila, por exemplo, podem apresentar alterações na capacidade de drenagem da linfa.

Quando ir ao médico

É importante procurar a orientação de um médico ao apresentar cansaço extremo ou sinais como inchaço por muito tempo, sem causa aparente ou que atrapalhe as atividades diárias, perda de peso e febre.



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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Endometriose intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento

Endometriose intestinal é a implantação do tecido do endométrio, que reveste a parte interna do útero, no intestino, causando sintomas como alteração dos hábitos intestinais e dor abdominal intensa, especialmente durante a menstruação.

O tecido do endométrio pode afetar qualquer parte do intestino, sendo mais comum na parte inferior do intestino, acima do reto. Além disso, também é comum afetar outros órgãos pélvicos, como ovários, tubas uterinas ou bexiga, por exemplo. 

Leia também: Endometriose: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/endometriose

O tratamento da endometriose intestinal é feito pelo ginecologista e varia conforme a gravidade dos sintomas e extensão da endometriose, podendo incluir a cirurgia para retirar os focos de endometriose no intestino e o uso de remédios para aliviar os sintomas.

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Sintomas de endometriose intestinal

Os principais sintomas da endometriose intestinal são:

  • Dor ou dificuldade para evacuar;
  • Cólicas na parte inferior do abdome;
  • Inchaço na barriga;
  • Dor no abdome durante o contato íntimo;
  • Diarreia persistente ou prisão de ventre;
  • Dor persistente durante a menstruação;
  • Presença de sangue nas fezes.

Estes sintomas tendem a piorar durante a menstruação, mas também podem surgir fora do período menstrual, sendo confundidos com outros problemas intestinais, como a síndrome do intestino irritável. Saiba identificar todos os sintomas da endometriose no intestino.

É ainda comum que a endometriose intestinal não cause sintomas, sendo identificada em exames de rotina, como a colonoscopia, por exemplo.

Endometriose intestinal é grave?

A endometriose intestinal é uma forma grave da endometriose, pois o crescimento dos nódulos ou o desenvolvimento de tecidos cicatriciais podem obstruir o intestino, exigindo uma intervenção médica urgente.

Além disso, a inflamação crônica associada à endometriose profunda pode fixar e aderir a alça intestinal a outros órgãos pélvicos, como o útero e os ovários.

Teste online de endometriose

Se acha que pode ter endometriose, selecione os seus sintomas para descobrir quais as chances:

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O teste de sintomas de endometriose é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o ginecologista.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da endometriose intestinal é feito pelo ginecologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, exame ginecológico e retal e exames de imagem.

Marque uma consulta com o ginecologista na região mais próxima de você:

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Exames para endometriose intestinal

Os principais exames para endometriose intestinal são:

  • Ultrassom transvaginal, pélvica ou retal;
  • Raio X com enema opaco;
  • Ressonância magnética;
  • Colonoscopia;
  • Videolaparoscopia.

Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico da endometriose intestinal e a descartar condições com sintomas semelhantes, como síndrome do intestino irritável, apendicite e doença de Crohn, por exemplo.

Leia também: 5 exames para detectar a endometriose tuasaude.com/exames-para-endometriose

Possíveis causas

A causa exata da endometriose intestinal não é completamente conhecida, mas sabe-se que ocorre devido a implantação do tecido do endométrio, que é a parte mais interna do útero, no intestino.

No entanto, existem algumas teorias da causa da endometriose, como a da menstruação retrógrada, em que as células do endométrio que deveriam ser eliminadas durante a menstruação retornam no sentido contrário e atingem a parede do intestino, além de poder também afetar os ovários.

Além disso, mulheres que têm familiares próximos, como mãe ou irmã, com endometriose intestinal, podem ter mais risco de desenvolver a mesma doença.

Leia também: Endometriose no ovário: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/endometriose-no-ovario

Tipos de endometriose intestinal

Os principais tipos de endometriose intestinal são:

1. Endometriose intestinal profunda

A endometriose intestinal profunda no intestino ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio cresce e invade a parede intestinal e as estruturas próximas.

Leia também: Endometriose profunda: o que é, sintomas e tratamento (pode virar câncer?) tuasaude.com/endometriose-profunda

2. Endometriose intestinal superficial

Na endometriose intestinal superficial, as células do endométrio são encontradas apenas na parte externa, na superfície do intestino.

Como é feito o tratamento

Conforme os sintomas e a gravidade da doença, o tratamento para endometriose intestinal inclui:

1. Cirurgia

A cirurgia para endometriose intestinal é um dos principais tratamentos, sendo feito pelo ginecologista, gastroenterologista e/ou proctologista, para retirar o tecido endometrial localizado no intestino, o que ajuda a aliviar os sintomas.

A maioria das cirurgias são realizadas sem grandes cortes, apenas por videolaparoscopia com a introdução dos instrumentos cirúrgicos através de pequenos cortes na barriga.

Mas em algumas situações pode ser necessário a cirurgia tradicional em que é feito uma incisão maior no abdômen, mas esta escolha só é feita após a análise das áreas do intestino que estão afetadas pela endometriose.

Leia também: Cirurgia de endometriose: indicações, como é feita (e recuperação ) tuasaude.com/cirurgia-para-endometriose

2. Remédios

Após o tratamento inicial com cirurgia, pode ser necessário que o tratamento continue por meio do uso de remédios indicados pelo ginecologista.

Alguns remédios são os anti-inflamatórias, as pílulas anticoncepcionais combinadas ou só com progesterona, os adesivos contraceptivos, as injeções anticoncepcionais ou o uso do DIU hormonal, por exemplo.

Leia também: 7 tratamentos para endometriose (remédios, cirurgia e opções naturais) tuasaude.com/tratamento-para-endometriose

Além disso, é necessário seguir o acompanhamento com ginecologista e fazer exames regularmente para monitorar a recuperação e observar se o tecido endometrial não volta a crescer no intestino.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Refluxo biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento

O refluxo biliar acontece quando a bile, que é liberada da vesícula biliar para a primeira porção do intestino, volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.

Quando isso acontece, podem ocorrer alterações nas camadas protetoras de muco e aumento do pH no estômago, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como dor abdominal, sensação de queimação no peito e vômitos amarelos, por exemplo.

Para aliviar os sintomas e tratar o refluxo biliar, também chamado de refluxo duodenogástrico, o gastroenterologista pode recomendar a o uso de remédios que aliviam os sintomas e favorecem a circulação da bile, no entanto nos casos mais graves, em que não há melhora com o uso de remédios, pode ser necessário realizar uma cirurgia.

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Sintomas de refluxo biliar

Os principais sintomas de refluxo biliar são:

  • Dor abdominal superior;
  • Sensação de queimação no peito;
  • Náusea;
  • Vômito verde ou de cor amarelada;
  • Tosse ou rouquidão;
  • Perda de peso;
  • Maior risco de proliferação bacteriana.

Embora os sintomas sejam muito semelhantes com os do refluxo gastroesofágico, estes são considerados problemas distintos e, por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito por um gastroenterologista.

Leia também: Vomitar bile: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/vomitar-bile

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do refluxo biliar é feito pelo gastroenterologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e histórico de saúde.

Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico deve indicar a realização de exames, como endoscopia e impedância esofágica, que ajudam a verificar se existe refluxo da bile para o esôfago.

Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para investigar a possibilidade de refluxo biliar:

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Possíveis causas

O refluxo biliar acontece quando o esfíncter pilórico, que separa o estômago do duodeno, não funciona corretamente, o que pode acontecer como consequência de complicação de cirurgia gástrica, cirurgia de vesícula biliar ou presença de úlceras no estômago.

Em condições normais, a bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, sendo liberada quando há hemácias desgastadas e substâncias tóxicas para serem eliminadas e quando há gordura para ser degradadas, sendo nesse caso transportada até o duodeno e misturada com o alimento para que haja o processo de degradação. Em seguida, a válvula pilórica abre e permite apenas a passagem do alimento.

No entanto, como consequência das situações já citadas, a válvula não fecha corretamente, o que permite que a bile volte para o estômago e esôfago, resultando no refluxo biliar.

Como é feito o tratamento

O refluxo biliar tem cura, porém seu tratamento pode ser mais demorado e, por esse motivo, é muito importante seguir adequadamente as orientações do gastroenterologista.

O mais comum é que sejam utilizados remédios indicados pelo médico, como o ácido ursodesoxicólico, que é uma substância que ajuda a promover a circulação da bile, reduzindo assim a frequência e intensidade dos sintomas.

Também podem ser indicados outros medicamentos, conhecidos como sequestradores dos ácidos biliares, que se ligam a estes no intestino, impedindo a sua reabsorção.

No entanto, quando os sintomas não melhoram com o uso de medicamentos, o gastroenterologista pode aconselhar a realização de uma cirurgia. Nesta cirurgia, conhecida por cirurgia de desvio, o cirurgião cria uma nova conexão para a drenagem da bile mais abaixo no intestino delgado, desviando a bile do estômago.



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Enterogermina: o que é, para que serve, tipos e como tomar

Enterogermina é um probiótico composto por esporos de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T, microrganismos que podem contribuir para o equilíbrio e a restauração da flora intestinal. Assim, a Enterogermina pode ser utilizada em algumas situações, como consumo de comidas diferentes das habituais, viagens, picos de estresse, mudanças de estação, durante o uso de antibióticos, volta às aulas e dieta irregular.

Uma das principais características da Enterogermina é a combinação de quatro cepas de Bacillus clausii com a tecnologia Inteli-Esporos, que favorece a sobrevivência dos esporos durante a passagem pelo trato gastrointestinal e sua chegada ao intestino [1].

A Enterogermina pode ser encontrada em apresentações líquidas (flaconetes) e em sachês para adultos, e deve ser usada conforme a orientação do médico ou nutricionista.

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Para que serve Enterogermina

A Enterogermina é um probiótico que pode ser usada para:

  • Contribuir para o equilíbrio da flora intestinal;
  • Auxiliar na recuperação do desequilíbrio da microbiota associada ao uso de antibióticos;
  • Complementar os cuidados em alguns casos de desequilíbrio intestinal [2,3].

Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem contribuir para a saúde intestinal [4].

Leia também: Probióticos: o que são, para que servem (e como tomar) tuasaude.com/o-que-sao-os-probioticos

É importante ressaltar que a Enterogermina é um suplemento alimentar que contribui com sua saúde intestinal. No entanto, em caso de diarreia, vômitos, febre, sangue nas fezes, sinais de desidratação ou piora dos sintomas, é fundamental buscar avaliação médica.

Enterogermina pode ser tomada com antibióticos?

Sim. Enterogermina pode ser utilizada durante ou após o tratamento com antibióticos. Quando tomada durante a antibioticoterapia, recomenda-se manter um intervalo de 2 a 3 horas entre o antibiótico e a Enterogermina, conforme orientação do médico ou nutricionista [5].

Leia também: Enterogermina e antibióticos: como o probiótico pode ajudar o intestino tuasaude.com/enterogermina-e-antibioticos

Como a Enterogermina funciona

A Enterogermina contribui para o equilíbrio e a restauração da microbiota intestinal, pois contém:

  • Quatro cepas de Bacillus clausii (O/C, SIN, N/R e T) em uma única formulação; 
  • Esporos de Bacillus clausii, que chegam vivos ao intestino por meio da tecnologia Inteli-Esporos, que protege esses microrganismos;
  • Microrganismos que se tornam ativos no intestino e contribuem para o equilíbrio da flora intestinal [4];
  • Cepas resistentes a diversos antibióticos, o que permite seu uso durante ou após o uso de antibióticos.

Além disso, as apresentações líquidas de Enterogermina são prontas para beber, não exigem preparo prévio e podem tornar o uso mais prático no dia a dia.

Tipos de Enterogermina e como tomar

A forma de uso da Enterogermina varia conforme a apresentação e a faixa etária:

1. Enterogermina

A Enterogermina em flaconetes de 5 mL contém uma solução pronta para beber tendo na sua composição 2 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade e pode ser usada por bebês, crianças e adultos.

A dose recomendada varia conforme a faixa etária:

  • Bebês e crianças de 0 a 3 anos: 2 flaconetes por dia;
  • Crianças e adolescentes de 4 a 18 anos: 2 flaconetes por dia;
  • Adultos a partir de 19 anos: 2 a 3 flaconetes por dia.

Devem ser mantidos intervalos regulares de 3 a 4 horas entre os flaconetes.

A dose indicada para cada pessoa deve ser tomada conforme a indicação do médico ou nutricionista. Bebês menores de 6 meses e crianças devem ser avaliados pelo pediatra antes do consumo.

2. Enterogermina Plus

A Enterogermina Plus é apresentada em flaconetes de 5 mL e contém maior concentração de esporos de Bacillus clausii (4 bilhões por unidade) em comparação com a apresentação regular.

A dose indicada para essa apresentação é de 1 flaconete por dia, para adultos e crianças, conforme as orientações do produto. Crianças pequenas, especialmente menores de 6 meses, devem utilizar o produto somente com orientação do pediatra.

Para tomar este probiótico, deve-se agitar o frasco, abrir a tampa superior e engolir o conteúdo.

3. Enterogermina Adulto (sachês)

A Enterogermina Adulto é uma apresentação que contém 5 bilhões de Bacillus clausii, na forma de grânulos de dissolução direta na boca com sabor laranja. É destinada a adultos a partir de 19 anos. 

É indicado tomar 1 sachê por dia. No entanto, a dose e a frequência de uso devem seguir as orientações do médico ou nutricionista conforme as necessidades diárias.

Para usar esse probiótico, deve-se abrir o sachê no local indicado e despejar o conteúdo diretamente na boca, sem necessidade de dissolver em água.

Possíveis efeitos colaterais

A Enterogermina costuma ser bem tolerada quando usada de acordo com as orientações. Ainda assim, pessoas com hipersensibilidade a componentes do produto podem apresentar reações alérgicas, como coceira, vermelhidão ou urticária.

Leia também: Urticária: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/urticaria

Em caso de sinais de alergia, como inchaço no rosto, dificuldade para respirar, coceira intensa ou manchas pelo corpo, deve-se interromper o uso e procurar atendimento médico imediatamente.

Quem não deve tomar Enterogermina

Mulheres grávidas ou em período de amamentação, assim como pessoas com o sistema imunológico enfraquecido ou com problemas graves de saúde, só devem usar a Enterogermina com a prescrição do médico ou nutricionista.

Além disso, a apresentação Enterogermina Adultos é indicada somente para maiores de 19 anos. Crianças e bebês com menos de 6 meses devem ser avaliadas pelo pediatra antes de utilizar as versões líquidas.

Grávida pode tomar Enterogermina?

Gestantes devem consultar um médico antes de utilizar Enterogermina. O mesmo cuidado é recomendado para mulheres que estejam amamentando.

ENTEROGERMINA®. “O Bacillus clausii O/C (CNCM-I276), SIN (CNCM-I-275), N/R (CNCM-I-274), T (CNCM-I-273) pode contribuir com a saúde do trato gastrointestinal”. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Dúvidas comuns sobre o Enterogermina

Algumas dúvidas comuns sobre o Enterogermina são:

1. Enterogermina serve para diarreia?

A Enterogermina pode ser usada como parte dos cuidados para equilibrar a flora intestinal. Porém, a prioridade é evitar a desidratação, com ingestão adequada de líquidos e, quando indicado, solução de reidratação oral [2].

Leia também: Diarreia: sintomas, causas, tipos (e o que fazer) tuasaude.com/diarreia

2. Enterogermina pode ser tomada todos os dias?

Sim. O uso diário pode ser indicado em algumas situações, mas não deve ser prolongado sem avaliar o motivo dos sintomas e a necessidade individual.

3. Enterogermina precisa ficar na geladeira?

Não. Enterogermina deve ser mantida em temperatura abaixo de 30ºC, conforme as orientações de conservação do produto.

4. Qual a diferença entre Enterogermina e outros probióticos?

Os probióticos podem ter diferentes microrganismos, como espécies de Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces ou Bacillus. 

A Enterogermina contém quatro cepas de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T na forma de esporos, resistentes às condições do trato gastrointestinal, podendo ser usada durante ou após antibióticos, com orientação profissional.

Também se diferencia pelas apresentações prontas para beber, em flaconetes, ou em sachês para adultos.

5. Enterogermina tem açúcar, lactose ou glúten?

Não. As apresentações de Enterogermina em suspensão oral (flaconetes) não possuem açúcar, lactose, glúten e corantes na sua composição, além de não terem cheiro nem sabor.

A apresentação Enterogermina Adultos (sachê em pó no sabor laranja) também é livre de glúten e lactose, porém contém xilitol (adoçante/edulcorante) e aromatizantes em sua composição.

6. Enterogermina precisa ser dissolvida em água?

Não. O flaconete é uma suspensão oral pronta para beber. Basta agitar, abrir e consumir. A apresentação em sachê também pode ser consumida diretamente na boca, sem necessidade de dissolução prévia.



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Enterogermina e antibióticos: como o probiótico pode ajudar o intestino

Os antibióticos são importantes para combater infecções causadas por bactérias, mas também podem alterar o equilíbrio dos microrganismos que vivem normalmente no intestino.

Essa alteração pode causar sintomas como diarreia, gases e desconforto abdominal em algumas pessoas. Por isso, os probióticos podem ser usados durante a antibioticoterapia para ajudar a restaurar e equilibrar a flora intestinal [1].

A Enterogermina é um probiótico à base de esporos de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T, que pode ser utilizado durante ou após o tratamento com antibióticos para auxiliar no equilíbrio da flora intestinal.

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Como os antibióticos afetam o intestino

Os antibióticos atuam contra bactérias que causam infecções, mas alguns também podem afetar parte das bactérias benéficas presentes no intestino. Com isso, pode ocorrer uma alteração temporária da flora intestinal (microbiota), chamada disbiose.

Essa mudança pode favorecer sintomas gastrointestinais, principalmente a diarreia associada ao uso de antibióticos.

Nem todas as pessoas apresentam esses efeitos, e o risco varia conforme o antibiótico, a duração do tratamento e outros fatores.

Leia também: Disbiose intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/disbiose-intestinal

Por que usar probióticos durante o tratamento com antibióticos?

Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, podem contribuir com a saúde gastrointestinal [1].

No entanto, os efeitos não são iguais para todos os probióticos. Os benefícios dependem da cepa, da dose, da duração do uso e das características de cada pessoa. Conheça mais sobre os probióticos e como tomar.

Como a Enterogermina pode ajudar durante o uso de antibióticos

A Enterogermina pode auxiliar no reequilíbrio da flora intestinal, pois contém:

Quatro cepas de Bacillus clausii

A Enterogermina contém esporos de quatro cepas de Bacillus clausii (O/C, N/R, SIN e T). No intestino, esses esporos podem se tornar ativos e contribuir para o restabelecimento do equilíbrio da flora intestinal [1].

Leia também: Enterogermina: o que é, para que serve, tipos e como tomar tuasaude.com/enterogermina

Esporos resistentes ao ambiente do estômago

A formulação da Enterogermina utiliza a tecnologia Inteli-Esporos, que favorece a sobrevivência dos esporos de Bacillus clausii durante a passagem pelo ambiente ácido do estômago. Dessa forma, eles conseguem chegar ao intestino, onde podem se tornar ativos [2].

Esporos resistentes a diversos antibióticos

A Enterogermina contém esporos de Bacillus clausii naturalmente resistentes a alguns antibióticos. Isso permite que eles permaneçam viáveis durante a antibioticoterapia e cheguem ao intestino.

Essa resistência é uma característica das cepas presentes no probiótico e não reduz a ação do antibiótico contra as bactérias que causam a infecção. Assim, Enterogermina pode ser usada durante ou após a antibioticoterapia, conforme orientação do médico ou nutricionista.

Potencial para auxiliar no desequilíbrio intestinal associado aos antibióticos

A Enterogermina pode auxiliar no desequilíbrio intestinal associado ao uso de antibióticos. Os resultados podem variar conforme as características de cada pessoa e o tratamento realizado.

Qual Enterogermina usar durante o antibiótico

A Enterogermina possui diferentes apresentações, que variam principalmente conforme a idade, a forma de apresentação e a quantidade de esporos de Bacillus clausii por dose:

Apresentação

Indicação por idade

Dose recomendada

Enterogermina flaconetes (2 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)

A partir do 1º dia de vida

Crianças de 0 a 18 anos: 2 flaconetes por dia;

Adultos a partir de 19 anos: 2 a 3 flaconetes por dia.

Enterogermina Plus (4 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)

A partir do 1º dia de vida

1 flaconete por dia

Enterogermina Adulto (5 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)

Adultos a partir de 19 anos

1 sachê por dia

A escolha da apresentação e a dose devem seguir as orientações do médico ou nutricionista. Crianças pequenas e bebês com menos de 6 meses, devem usar a Enterogermina somente com orientação do pediatra.

Durante o uso de antibióticos, recomenda-se respeitar um intervalo de 2 a 3 horas entre a administração do antibiótico e a da Enterogermina, salvo orientação médica diferente.

Leia também: Enterogermina: o que é, para que serve, tipos e como tomar tuasaude.com/enterogermina

Enterogermina ajuda no desequilíbrio intestinal causado por antibióticos?

A Enterogermina é um probiótico que pode ajudar a restaurar a flora intestinal nos casos de desequilíbrio causado pelo uso de antibióticos. No entanto, o efeito pode variar entre as pessoas e não garante que a diarreia não acontecerá [1].

No caso de sintomas intensos e persistentes, ou caso surjam sinais de desidratação, é importante buscar avaliação médica.

Cuidados durante o uso de Enterogermina

A Enterogermina costuma ser bem tolerada. No entanto, gestantes, lactantes, crianças, pessoas com a imunidade baixa ou com problemas graves de saúde devem consultar um médico antes de usar.

Também é importante ressaltar que a Enterogermina não substitui o antibiótico e não trata a infecção. O antibiótico deve ser usado apenas quando indicado pelo médico e o tratamento não deve ser interrompido por conta própria mesmo que os sintomas melhorem rapidamente. 

ENTEROGERMINA®. “O Bacillus clausii O/C (CNCM-I276), SIN (CNCM-I-275), N/R (CNCM-I-274), T (CNCM-I-273) pode contribuir com a saúde do trato gastrointestinal”. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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Vomitar bile: o que pode ser (e o que fazer)

Vomitar bile é um sintoma que ocorre quando a bile, um líquido produzido no fígado e que tem a função de digerir a gordura da comida, retorna para o estômago e é expelida durante o vômito, podendo ser causado por jejum prolongado, gravidez e obstrução intestinal, por exemplo.

Conforme a causa deste sintoma, a pessoa também pode apresentar diarreia, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, barriga inchada e incapacidade de eliminar gases ou fezes.

Ao vomitar bile é recomendado procurar um atendimento médico de urgência, especialmente se estiver for persistente ou acompanhado de dor abdominal intensa ou sinais de desidratação.

Imagem ilustrativa número 1

As possíveis causas de vomitar bile são:

1. Jejum prolongado

Vomitar bile pode estar relacionado com o jejum prolongado, quando o estômago fica vazio por longos períodos.

Essa condição, então, pode acontecer após vomitar durante toda a noite ou em pessoas com enjoo matinal, por exemplo, que acordam com o estômago vazio e vomitam bile.

O que fazer: é aconselhado consultar o gastroenterologista ou clínico geral quando o vômito está associado a outros sintomas.

É importante também manter uma alimentação equilibrada e saudável e beber bastante líquidos, como água, chás ou água de coco, para evitar desidratação.

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2. Intoxicação alimentar

Vomitar bile pode acontecer porque os episódios frequentes de vômito, durante a intoxicação alimentar, deixam o estômago vazio, causando o retorno da bile para esse órgão.

A pessoa com intoxicação alimentar também pode apresentar náuseas, dor de cabeça, diarreia, fraqueza e desidratação.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com a ingestão de muitos líquidos, como água, chás e sucos de frutas naturais, e uma alimentação leve e baixa em gorduras.

Essas medidas ajudam na recuperação do organismo, favorecem a eliminação das toxinas e aliviam os sintomas.

Leia também: 7 remédios para intoxicação alimentar (e opções caseiras) tuasaude.com/remedio-para-intoxicacao-alimentar

3. Obstrução do intestino delgado

A obstrução do intestino delgado ocorre quando existe um bloqueio nesta parte do intestino que impede a passagem de alimentos e líquidos.

Os sintomas de obstrução do intestino delgado podem incluir dor abdominal em cólica, barriga inchada e incapacidade de eliminar gases ou fezes.

O vômito com bile é, frequentemente, um sintoma precoce e notável desta condição, especialmente quando o bloqueio está localizado mais próximo ao estômago.

O que fazer: na suspeita de uma obstrução no intestino, é aconselhado procurar imediatamente o atendimento médico, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Normalmente o tratamento é feito com a administração de líquidos por via intravenosa, passagem de uma sonda nasogástrica ou cirurgia.

4. Refluxo biliar

O refluxo biliar ocorre quando a bile volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.

Os sintomas podem incluir dor em queimação na parte superior do abdômen, náusea, gosto amargo na boca e vomitar bile com frequência. Os sintomas costumam piorar após as refeições, principalmente as mais gordurosas.

O que fazer: o tratamento tem como objetivo a mudança no estilo de vida, como fazer refeições menores e com baixo teor de gordura.

Podem ser utilizados remédios para proteger o estômago ou melhorar a motilidade do trato digestivo; em casos graves, a cirurgia pode ser considerada.

Leia também: Refluxo biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/refluxo-biliar

5. Hiperêmese gravídica

A hiperêmese gravídica é uma forma grave de náusea e vômitos durante a gravidez. Essa condição pode causar desidratação, perda de peso e dificuldade para reter alimentos ou líquidos.

Os sintomas incluem vômitos frequentes, fraqueza, desidratação e desequilíbrio eletrolítico. Vomitar bile é um sintoma que pode ocorrer quando os episódios persistem mesmo após o estômago estar vazio.

O que fazer: o tratamento pode ser feito com a administração de hidratação venosa, suplementação de vitaminas e o uso de remédios para controlar a náusea, conforme indicação do médico.

6. Má rotação intestinal com vólvulo

A má rotação intestinal com vólvulo ocorre quando os intestinos não se desenvolvem na posição correta, o que pode levar à torção do intestino, bloqueando o fluxo sanguíneo e causando uma obstrução intestinal perigosa.

Além de vomitar com bile, a pessoa também pode apresentar dor abdominal, barriga inchada, irritabilidade e, em casos graves, choque ou presença de sangue nas fezes.

O que fazer: por ser uma emergência médica, na suspeita dessa condição, deve-se procurar o atendimento médico imediatamente.

O tratamento pode ser feito com a estabilização rápida com a administração intravenosa de líquidos e a descompressão.

Além disso, é necessário fazer uma cirurgia para desfazer a torção intestinal e evitar complicações graves.

7. Obstrução duodenal

A obstrução duodenal ocorre quando há um bloqueio na primeira parte do intestino delgado, podendo ser causada por condições congênitas, inflamações, tumores ou pressão exercida por estruturas próximas.

Os sintomas podem incluir vomitar bile, sensação de saciedade precoce, dor na parte superior do abdômen e perda de peso.

O que fazer: caso essa condição seja confirmada, o médico pode indicar a reposição de líquidos, a descompressão gástrica e a realização de exames de imagem para identificar a causa.

Frequentemente, é necessário realizar uma cirurgia para corrigir o bloqueio ou criar um desvio ao redor da área afetada.

Leia também: Obstrução intestinal: o que é, sintomas e tratamento (é grave?) tuasaude.com/obstrucao-intestinal

8. Síndrome do vômito cíclico

A síndrome do vômito cíclico é uma condição que causa episódios recorrentes de vômitos intensos, seguidos por períodos sem sintomas.

Os sintomas incluem vômitos repetidos, náusea, cansaço e, por vezes, dores de cabeça ou sensibilidade à luz. Em episódios graves, a pessoa pode vomitar bile após o esvaziamento do estômago.

O que fazer: o tratamento inclui medicamentos antieméticos, hidratação venosa durante os episódios e medicações preventivas para reduzir a frequência das crises, de acordo com a orientação médica.

Também é importante controlar os fatores relacionados com a síndrome, como o estresse ou a falta de sono.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Câncer de pulmão: sintomas, causas e tratamento

O câncer de pulmão é uma doença que pode causar sintomas, como tosse persistente, falta de ar, cansaço excessivo, dor no peito ou perda de peso, que normalmente surgem somente quando a doença já está em uma fase mais avançada.

A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, devido às substâncias presentes na fumaça que é inalada. O câncer de pulmão também é mais frequente em pessoas que inalam a fumaça do tabaco de outras pessoas ou que têm histórico familiar dessa condição.

Em caso de suspeita de câncer de pulmão, é recomendado consultar o pneumologista ou oncologista. Assim, o médico pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento, que inclui cirurgia e sessões de quimioterapia e/ou radioterapia, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 2

Sintomas de câncer de pulmão

Os principais sintomas de câncer de pulmão são:

  • Tosse persistente ou que piora com o tempo;
  • Falta de ar e chiado no peito;
  • Cansaço ou fraqueza frequentes;
  • Perda do apetite e do peso;
  • Rouquidão;
  • Dor no peito;
  • Pneumonia recorrente ou bronquite;
  • Catarro com sangue.

Os sintomas de câncer de pulmão normalmente aparecem apenas em fases mais avançadas da doença e, por isso, é importante que o pneumologista seja consultado assim que surgirem.

No vídeo a seguir, a Dra. Clarissa Baldotto esclarece as principais dúvidas sobre o câncer de pulmão:

Primeiros sintomas de CÂNCER DE PULMÃO (como identificar)

05:50 | 44.758 visualizações

Sintomas iniciais de câncer de pulmão

Geralmente, o câncer de pulmão não causa sintomas iniciais, onde os sinais normalmente surgem quando este tumor já está em estados mais avançados.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter câncer de pulmão, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_CANCER_DE_PULMAO}

Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação e, por isso, não deve substituir o diagnóstico e a consulta com o pneumologista ou clínico geral.

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Sintomas de câncer de pulmão avançado

Na maior parte das vezes, o câncer de pulmão é identificado nos estágios mais avançados.

Nessa fase, os sintomas normalmente incluem tosse persistente, catarro com sangue, dor no peito, falta de ar, dificuldade em engolir, rouquidão e infecção pulmonar recorrente.

Leia também: Dificuldade para respirar: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/dificuldade-para-respirar

Além disso, pode haver manifestações e complicações do câncer de pulmão, como o tumor de Pancoast e a metástase, que apresentam sintomas mais específicos.

1. Tumor de Pancoast

O tumor de Pancoast, tipo de câncer de pulmão localizado na parte superior do pulmão direito ou esquerdo.

Este tipo de tumor causa sintomas mais específicos, como inchaço e dor no braço e ombro, redução da força e massa muscular da mão, aumento da temperatura da pele no rosto, ausência de suor e queda da pálpebra.

Leia também: Tumor de Pancoast: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tumor-de-pancoast

2. Metástase

A metástase acontece quando as células cancerígenas são transportadas para outros locais do corpo pela corrente sanguínea ou vasos linfáticos.

Dependendo do local afetado, a metástase pode causar sintomas como dores no abdômen ou nas articulações, fraturas, dores de cabeça, tonturas, alterações da visão, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer no pulmão é feito por meio da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa, histórico de saúde e familiar.

Resultados de exames de imagem, principalmente a radiografia e a tomografia do tórax, em que pode ser observada a presença do tumor, também são avaliados.

Além disso, o médico também pode solicitar a realização de PET-scan, ressonância magnética e biópsia do tecido pulmonar, em alguns casos.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar o risco de câncer de pulmão:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Assim, através desses exames é possível confirmar o diagnóstico de câncer de pulmão e verificar o estágio do tumor.

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Causas do câncer de pulmão

A principal causa do câncer no pulmão é o tabagismo e o risco aumenta de acordo com a quantidade de cigarros fumados por dia e aos anos que se é fumante.

Além disso, o câncer de pulmão é mais frequente em caso de:

  • Fumo passivo, que é inalar a fumaça do cigarro de outras pessoas;
  • Exposição frequente ao gás radônio e outros químicos perigosos, como fumaça de carvão, asbesto (amianto), arsênico, berílio, hidrocarbonetos, sílica, gás mostarda e níquel;
  • Altos níveis de poluição do ar, como emissões industriais e de tráfego de veículos;
  • Predisposição genética, como em caso de histórico familiar de câncer de pulmão.
  • Histórico de radioterapia no tórax devido a outros tipos de câncer, como linfoma ou câncer de mama;

Além disso, o uso de altas doses de suplementos de betacaroteno por fumantes e ex-fumantes também aumenta o risco de câncer de pulmão.

Porque o cigarro pode causar câncer

O cigarro pode causar câncer, porque a fumaça do cigarro contém diversas substâncias cancerígenas, como alcatrão e benzeno, que preenchem os pulmões durante o fumo e que provocam lesões nas células deste órgão.

Quando estas lesões acontecem de vez em quando, o pulmão pode se reparar. Mas quando acontecem constantemente, como no caso dos fumantes, as células não conseguem se reparar rapidamente, provocando a multiplicação errada das células e, consequentemente, o câncer de pulmão.

Leia também: 12 doenças provocadas pelo cigarro (e o que fazer) tuasaude.com/doencas-que-o-tabagismo-provoca

Como é feito o tratamento

O tratamento do câncer de pulmão pode envolver:

  • Cirurgia para remover o tumor, retirar uma pequena parte ou todo o pulmão ou um lobo pulmonar;
  • Quimioterapia, que é feita com o uso de medicamentos orais ou intravenosos, para eliminar  ou encolher as células cancerígenas;
  • Radioterapia, que consiste no uso de radiação diretamente sobre as células cancerígenas;
  • Imunoterapia, um tratamento que é feito com o objetivo de estimular o sistema imunológico da pessoa para identificar e combater as células cancerígenas;
  • Terapia-alvo, que é feita com medicamentos específicos para bloquear o crescimento e disseminação do tumor;

Normalmente, o tratamento para o câncer de pulmão depende de fatores como tipo de tumor, estadiamento e condições de saúde da pessoa, devendo ser sempre orientado pelo oncologista.

Leia também: 7 opções de tratamento do câncer de pulmão tuasaude.com/cancer-de-pulmao

Câncer de pulmão tem cura?

O câncer de pulmão tem cura em alguns casos. Entretanto, as chances são maiores quando essa doença é identificada nos estágios iniciais em pessoas com boas condições de saúde e o tratamento é feito adequadamente, de acordo com a orientação médica.

Como prevenir o câncer de pulmão

Algumas formas de se prevenir o câncer de pulmão são:

  • Não fumar;
  • Evitar inalar a fumaça do tabaco consumido por outras pessoas;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

É recomendado também evitar a exposição a agentes com potencial de causar câncer no ambiente de trabalho, usando de forma correta dos equipamentos de proteção individual (EPIs).



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