sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Propriocepção: o que é, para que serve ( com exercícios)

A propriocepção é a capacidade que o próprio corpo tem de avaliar em que posição se encontra, a fim de manter o equilíbrio quando está parado, em movimento ou ao realizar esforços.

A propriocepção é que permite realizar movimentos com precisão, como caminhar sem pensar no próximo passo ou tocar no nariz de olhos fechados, por exemplo.

A propriocepção é possível porque existem proprioceptores, que são pequenas células sensíveis, que se localizam nos músculos, tendões e articulações, e que enviam informações ao sistema nervoso central, de forma a manter a posição correta, seja parado ou em movimento.

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Para que serve 

A propriocepção é importante para:

  • Equilíbrio e coordenação, sendo essencial para manter a estabilidade corporal;
  • Consciência corporal, ajudando a identificar onde estão as partes do corpo, mesmo sem olhar;
  • Percepção do esforço, permitindo sentir a força necessária para realizar movimentos;
  • Execução de habilidades complexas, como andar de bicicleta, tocar piano ou praticar esportes.

Além disso, a propriocepção pode ser estimulada em qualquer fase da vida, ajudando a prevenir quedas e lesões. Por isso, é comum em treinos de atletas e em programas de reabilitação após traumas ou lesões ortopédicas.

Qual a relação entre propriocepção e cinestesia?

A propriocepção e a cinestesia estão ligadas porque ambas ajudam o corpo a perceber seus movimentos e posições. A propriocepção é mais ampla, envolvendo a consciência do corpo, equilíbrio, força e posição das articulações. 

Já a cinestesia foca mais na sensação de movimento. As duas trabalham juntas para que seja possível realizar movimentos com controle e segurança, tanto em tarefas simples quanto em movimentos mais complexos.

Leia também: Cinesioterapia: o que é, para que serve e como fazer (com opções de exercícios) tuasaude.com/cinesioterapia

Causas de alteração na propriocepção

As alterações na propriocepção podem acontecer pelo envelhecimento, sendo essa uma das principais causas, pois com o tempo há desgaste natural das articulações, músculos, nervos e do cérebro, o que afeta o equilíbrio e a coordenação.

Outras causas incluem intoxicação alcoólica, lesões articulares como entorses e artrite, doenças neurológicas como Parkinson e esclerose múltipla, amputações, artroplastias, autismo e transtorno de processamento sensorial.

Leia também: Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/transtorno-de-processamento-sensorial

Além disso, acidentes como traumatismo craniano ou AVC, infecções no ouvido interno, distúrbios vestibulares e dificuldades do sistema nervoso em processar estímulos sensoriais também podem afetar a propriocepção.

Exercícios para propriocepção

Alguns dos exercícios proprioceptivos mais utilizados incluem:

  • 1. Caminhar numa linha reta durante 10 metros, com um pé à frente do outro;
  • 2. Caminhar por 10 metros em diferentes tipos de superfícies, como chão, colchonete ou travesseiro;
  • 3. Caminhar numa linha reta usando apenas ponta dos pés, calcanhares, borda lateral ou interna do pé, de forma intercalada;
  • 4. Ficar num pé só e passar a bola para trás, rodando apenas o tronco;
  • 5. Fazer agachamentos com apenas 1 pé no chão, braços estendidos à frente, e depois com olhos fechados;
  • 6. Ficar de pé sobre uma superfície arredondada, como um bosu ou balancim, por exemplo;
  • 7. Ficar num pé só sobre uma superfície instável e desenhar um círculo no ar com a outro pé;
  • 8. Pular na cama elástica, elevando um joelho de cada vez;
  • 9. De pé no balancim, fechar os olhos e manter o equilíbrio;
  • 10. Sobre uma superfície instável jogar bola com o terapeuta, sem desequilibrar.

Os exercícios proprioceptivos são indicados para pessoas de todas as idades, especialmente idosos, pois ajudam a manter a independência e a prevenir quedas.

Leia também: 11 exercícios para melhorar o equilíbrio tuasaude.com/exercicios-para-melhorar-o-equilibrio

Além disso, os exercícios proprioceptivos devem ser orientados pelo fisioterapeuta ou educador físico, que podem adaptar o treino de acordo com as necessidades de cada pessoa, seja para prevenção, reabilitação ou melhoria do desempenho motor.



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TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento

TDAH, ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como se distrair com frequência, não conseguir completar tarefas no tempo determinado, dificuldade para manter o foco e agitação constante.

Embora não se conheça a causa exata do TDAH, sabe-se que essa neurodivergência é mais comum em casos de histórico de TDAH na família, baixo peso ao nascer, prematuridade e deficiências de nutrientes, como zinco e ferro.

Leia também: Neurodivergente: o que é, tipos, sintomas (e como saber) tuasaude.com/neurodivergente

Em caso de suspeita de TDAH, é importante consultar um neurologista ou psiquiatra e, para crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O tratamento normalmente é feito com medicamentos, como o metilfenidato, para controlar os sintomas e sessões de psicoterapia.

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Principais sintomas do TDAH

Os principais sintomas de TDAH são:

  1. Dificuldade para prestar atenção em detalhes, podendo cometer erros por descuido em atividades escolares ou trabalho, por exemplo;
  2. Distrair-se com frequência, não percebendo quando é chamado;
  3. Deixar tarefas incompletas, normalmente não conseguindo finalizar tarefas que deveriam ser feitas na escola ou deveres no local de trabalho;
  4. Dificuldade para manter o foco em tarefas ou atividades que exigem concentração, como assistir aulas, participar de conversas demoradas e fazer leituras grandes;
  5. Perder objetos que usa com frequência, como chaves, carteira, material escolar ou óculos, por exemplo; 
  6. Dificuldade para gerenciar tarefas e o tempo, podendo se esquecer de compromissos e ser interpretado como falta de organização, desleixo e irresponsabilidade;
  7. Mexer-se com frequência, torcendo as mãos, remexendo-se na cadeira ou batendo o pé, por exemplo, aparentando estar inquieto;
  8. Não conseguir permanecer sentado em situações em que é necessário, como na sala de aula ou local de trabalho;
  9. Parecer estar sempre agitado ou “ligado na tomada”, podendo ser difícil de ser acompanhado por outras pessoas; 
  10. Falar excessivamente, dando respostas precipitadas antes das perguntas serem concluídas, interrompendo a fala de outras pessoas ou se intrometendo em conversas, por exemplo;
  11. Dificuldade para esperar a sua vez, como ao ter de aguardar em filas;
  12. Dificuldade para se envolver em atividades de lazer calmamente devido à agitação.

Os sintomas do TDAH começam na infância e, embora normalmente diminuam na medida em que a criança cresce, tendem a persistir na vida adulta, especialmente a dificuldade para prestar atenção.  

Além disso, os sintomas do TDAH tendem a se manifestar em mais de um ambiente, como na escola, em casa ou na igreja, e, principalmente em caso de crianças, podem ser desgastantes para os pais, cuidadores ou professores devido à hiperatividade.

Leia também: Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/transtorno-de-processamento-sensorial

Sintomas de TDAH em adultos

Os sintomas mais comuns do TDAH em adultos incluem esquecimento de compromissos, dificuldade para prestar atenção em detalhes e falta de precaução antes de realizar tarefas ou atividades específicas, por exemplo.

Além disso, o TDAH em adultos também pode causar uma sensação interna de inquietação, impaciência e, algumas vezes, levar a pessoa a tomar decisões sem pensar o suficiente. Confira todos os sintomas do TDAH em adultos.

Teste online de TDAH

Para saber quais as chances de ter TDAH, por favor, indique no teste abaixo os sintomas que apresenta:

{TESTE_HIPERACTIVIDADE}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação, não tendo o objetivo de dar um diagnóstico nem substituir a consulta com o neuropediatra, neurologista ou psiquiatra.

Como saber se é TDAH

Para saber se é TDAH é importante consultar neurologista ou psiquiatra e, em caso de crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O diagnóstico normalmente é feito levando em consideração os sintomas, suas características e impacto nas tarefas diárias.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o médico mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

O médico também pode pedir relatórios de professores e outros profissionais que acompanham a pessoa para auxiliar no diagnóstico. 

Além disso, nos casos em que os sintomas não são característicos, pode ser indicado fazer uma avaliação neuropsicológica, um exame que consiste em realizar tarefas específicas e analisar seu desempenho.

Como é feito o tratamento

O tratamento para TDAH é feito com medicamentos, como o metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade, e psicoterapia para desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades. Entenda melhor como é feito o tratamento para TDAH.

Além disso, também são recomendadas medidas, como organizar o ambiente de trabalho e/ou estudo, criar rotinas e escolher um espaço tranquilo para realizar tarefas que exigem concentração, para evitar distrações e o esquecimento de tarefas ou compromissos.

Diferença entre TDAH e autismo

Enquanto o TDAH provoca sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, os sintomas mais comuns do autismo são as dificuldades de comunicação e comportamento. Pessoas com autismo tendem a ter dificuldade em usar e compreender gestos, iniciar conversas e preferem estar sozinhas, por exemplo.

No autismo também são comuns sintomas como interesse excessivo por assuntos e objetos específicos, estereotipias, que são movimentos anormais com o corpo, como abanar as mãos ou balançar o tronco, e insistência nas mesmas coisas, que não estão presentes no TDAH. Conheça os principais sintomas de autismo.



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Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento

O transtorno do processamento sensorial é uma condição que afeta a forma como o cérebro organiza e responde às informações recebidas por meio dos sentidos, podendo causar sintomas como desconforto com luzes, sons e odores e dificuldade de concentração.

Esse transtorno pode alterar a forma como a pessoa se relaciona com o ambiente e outras pessoas, podendo ser desconfortável ou, por outro lado, passar despercebidas por algumas pessoas. Em crianças, isso costuma ser notado quando elas parecem “exagerar” o incômodo ou não reagem a estímulos que normalmente chamam a atenção de outras crianças.

Embora seja mais frequente na infância, o transtorno de processamento sensorial (TPS) também pode afetar adolescentes e adultos. O tratamento desta condição deve ser individualizado e pode incluir terapia ocupacional, atividade física e adaptações do ambiente.

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Sintomas de transtorno de processamento sensorial

Conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial, alguns dos sintomas incluem:

  • Desconforto com luzes, sons, odores ou texturas que não afetam outras pessoas;
  • Dificuldade de concentração ou em participar de atividades habituais;
  • Reações muito intensas ou muito fracas à dor, frio ou mudanças no ambiente;
  • Necessidade de buscar constantemente sensações intensas, como mover muito ou tocar em tudo ao redor.

Esses sintomas podem dificultar a adaptação ao ambiente e causar problemas na escola, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas.

Às vezes, as crianças podem ser vistas como inquietas, distraídas ou muito sensíveis, características que nem sempre são reconhecidas como parte de um transtorno sensorial.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do transtorno do processamento sensorial é, geralmente, feito por um terapeuta ocupacional ou um neurologista, através de uma avaliação detalhada dos comportamentos e das respostas da pessoa a diversos estímulos sensoriais.

Marque uma consulta com o especialista mais perto de você, suando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode usar questionários padronizados e entrevistas para avaliar como a pessoa responde a diferentes estímulos em seu ambiente.

É importante que o diagnóstico seja realizado por um profissional experiente, pois existem outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes a esta condição, como autismo ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Leia também: TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade

Teste de transtorno do processamento sensorial

Os testes de transtorno do processamento sensorial são ferramentas que ajudam o médico ou o terapeuta ocupacional a identificar essa condição.

Alguns dos principais testes incluem:

  • Sensory Processing Measure e Sensory Processing Measure-Preschool: avaliam o processamento sensorial e a participação social em diferentes contextos do dia a dia em crianças de 2 a 12 anos e adultos;
  • Perfil Sensorial: mede o limiar neurológico e as estratégias de autorregulação comportamental por meio de quatro padrões, como registro, busca, sensibilidade e evitação, em bebês, crianças, adolescentes e adultos;
  • Evaluation in Ayres Sensory Integration: instrumento de desempenho feito para mensurar de forma abrangente as funções nucleares da Integração Sensorial de Ayres;
  • Touch Inventory for Elementary-School-Aged Children: Questionário de autorrelato para crianças de 6 a 12 anos com foco na identificação de hipersensibilidade ao toque.

Existem também outros testes, como Sensory Processing Integration e Sensory Integration and Praxis Tests, por exemplo.

Alguns protocolos complementares aos testes que podem ser usados pelo médico ou o terapeuta ocupacional incluem Observações Clínicas Sensoriomotoras, Sensory Processing Assessment for Young Children e Comprehensive Observations of Proprioception.

Principais tipos

Os principais tipos de transtorno do processamento sensorial são:

1. Hipo-responsividade

Pessoas com hipo-responsividade sensorial apresentam uma baixa reação aos estímulos do ambiente, podendo não notar ruídos altos, não reagir ao frio ou não prestar atenção a mudanças na luz.

Essa falta de resposta pode levar a pessoa a buscar estímulos adicionais para se sentir mais alerta, como procurar ambientes com maior nível de atividade ou movimentos intensos.

Como identificar: a pessoa pode parecer indiferente a estímulos que, normalmente, provocariam uma reação em outros, não reage a ruídos, mudanças de temperatura ou ao toque de outras pessoas.

2. Hiper-responsividade

A hiper-responsividade sensorial é quando uma pessoa tem uma reação exagerada a estímulos que não incomodam a maioria das pessoas, como desconforto extremo diante de ruídos cotidianos, luzes intensas ou a textura das roupas.

Pessoas com esse tipo de transtorno podem sentir ansiedade, desconforto ou frustração por causa de elementos que outras pessoas apenas notam.

Como identificar: as pessoas reagem com uma intensidade muito acima da média a estímulos comuns. Elas podem tapar os ouvidos diante de sons suaves, evitar certos alimentos devido à sua textura ou evitar locais com luzes intensas.

3. Desorganização sensorial

A desorganização sensorial ocorre quando a pessoa não consegue organizar corretamente as informações vindas de diferentes sentidos.

Isso pode levar a uma confusão sensorial e a respostas inadequadas a situações cotidianas, como dificuldade em processar ao mesmo tempo um som e uma imagem, ou uma textura e um sabor, causando confusão ou desconforto.

Como identificar: a pessoa pode parecer desorientada ou incapaz de se coordenar quando vários estímulos estão presentes ao mesmo tempo.

A pessoa pode não responder adequadamente a uma conversa em um ambiente barulhento ou ficar confusa ao ingerir um alimento com textura ou sabor inesperado.

Possíveis causas

O transtorno do processamento sensorial não tem uma causa única. Entretanto, acredita-se que esta condição aconteça devido a uma combinação de fatores genéticos, alterações no desenvolvimento do cérebro e situações específicas, como lesões neurológicas ou ambientes muito estressantes no início do desenvolvimento.

O transtorno do processamento sensorial às vezes, é mais comum em pessoas que apresentam outros transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo ou o TDAH.

Como é feito o tratamento

O tratamento varia conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial e inclui:

  • Terapia ocupacional, com exercícios de dessensibilização, técnicas para melhorar a concentração e a coordenação motora;
  • Atividades físicas, para estimular a consciência corporal, como pular ou balançar o corpo;
  • Técnicas de relaxamento para reduzir a ansiedade, como respiração profunda ou uso de dispositivos que diminuem a intensidade dos estímulos , como protetores auriculares ou óculos de sol;
  • Adaptações no ambiente, em alguns casos, como redução de ruídos, melhoria da iluminação ou escolha de roupas mais confortáveis;
  • Psicoterapia, para que a pessoa e família aprendam a lidar com o estresse e as dificuldades sociais devido ao transtorno.

O trabalho do terapeuta ocupacional pode ser feito em consultório, na escola ou em casa, envolvendo também a família e os professores para criar um ambiente mais previsível e seguro.

Leia também: Terapeuta ocupacional: o que é, o que faz e quais doenças trata tuasaude.com/terapeuta-ocupacional

Um diagnóstico e um tratamento precoces podem melhorar significativamente a qualidade de vida e as habilidades de adaptação social e escolar da pessoa.



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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

10 sintomas de câncer no pulmão (com teste online)

Os sintomas de câncer no pulmão incluem tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente. No entanto, nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sintomas.

Leia também: Câncer de pulmão: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-cancer-de-pulmao

Nos casos mais avançados, podem surgir tosse com sangue, dor nos ossos, dor de cabeça persistente e fraqueza nos braços ou nas pernas, especialmente quando ocorre metástase, que é a disseminação do câncer para outras partes do corpo.

Na presença desses sintomas, é importante consultar o pneumologista ou clínico geral, que avaliará os sinais apresentados e poderá solicitar exames de imagem e, quando necessário, uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

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Principais sintomas de câncer no pulmão

Os principais sintomas de câncer de pulmão incluem:

1. Tosse persistente

A tosse persistente, que não melhora ou piora com o tempo, é um dos possíveis sintomas de câncer de pulmão. 

Pessoas que já têm tosse devido ao tabagismo ou a doenças respiratórias também podem notar mudanças na frequência ou na intensidade da tosse habitual.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Tosse com sangue

A tosse com sangue, também chamada hemoptise, pode ocorrer quando o tumor afeta os tecidos ou os vasos sanguíneos das vias respiratórias. O sangue pode aparecer em pequenas quantidades misturado ao catarro. 

Esse sintoma deve ser avaliado pelo médico, mesmo quando a quantidade de sangue é pequena, pois também pode estar relacionado a outras doenças. Entenda as possíveis causas de hemoptise.

3. Falta de ar

A falta de ar, ou dificuldade para respirar, pode ocorrer quando o câncer obstrui parcialmente as vias respiratórias, impede a expansão adequada dos pulmões ou provoca o acúmulo de líquido entre o pulmão e a pleura.

Com isso, a respiração pode tornar-se mais difícil, causando sensação de não conseguir respirar profundamente ou de não ter ar suficiente. 

No início, a falta de ar pode ser percebida durante atividades físicas, como caminhar ou subir escadas, mas também pode ocorrer em repouso, dependendo da extensão da doença.

Leia também: Falta de ar: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/falta-de-ar

4. Dor no peito

A dor no peito pode surgir quando o câncer atinge ou comprime estruturas próximas aos pulmões, como a parede torácica ou a pleura, que é a membrana que reveste os pulmões. 

A dor pode ser contínua ou aparecer ao respirar profundamente, tossir ou fazer determinados movimentos, dependendo da região afetada.

Em alguns casos, a dor pode irradiar para as costas ou para os ombros, especialmente quando o câncer no pulmão afeta estruturas próximas. 

No entanto, a dor no peito também pode ter outras causas, e a sua presença isolada não confirma o diagnóstico de câncer de pulmão. Conheça as causas de dor no peito.

5. Chiado no peito

O chiado no peito é um som semelhante a um assobio durante a respiração, que pode surgir quando existe estreitamento ou obstrução das vias respiratórias pelo câncer no pulmão.

Embora também seja comum em doenças como asma e bronquite, o aparecimento de um chiado persistente ou diferente do habitual deve ser avaliado. Saiba o que fazer com o peito chiando.

6. Rouquidão persistente

A rouquidão persistente é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e pode ocorrer quando o tumor comprime ou afeta o nervo responsável pelo movimento das cordas vocais, prejudicando a produção da voz.

Essa alteração pode deixar a voz mais fraca, áspera ou diferente do habitual e persistir por várias semanas. 

Embora a rouquidão também possa ser causada por inflamações da laringe, refluxo gastroesofágico ou outras condições, quando não melhora ou surge sem causa aparente, é importante procurar avaliação médica para identificar a origem.

7. Cansaço excessivo

O cansaço excessivo é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e pode causar uma sensação de falta de energia, mesmo após descansar.

A pessoa também pode sentir mais dificuldade para realizar atividades do dia a dia, como caminhar ou realizar tarefas domésticas.

Esse cansaço pode estar relacionado ao esforço maior para respirar ou a alterações provocadas pela doença, como a anemia, que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio. 

No entanto, o cansaço também pode ter outras causas e, quando é frequente ou não melhora com o repouso, deve ser avaliado pelo médico.

Leia também: Cansaço excessivo: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/cansaco-excessivo

8. Perda de peso sem causa aparente

A perda de peso sem causa aparente é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e acontece quando a pessoa emagrece sem ter mudado a alimentação ou aumentado a atividade física.

Isso pode ocorrer porque o câncer provoca alterações no funcionamento do organismo, aumentando o gasto de energia e diminuindo o apetite. Com isso, a pessoa pode perder peso e massa muscular.

No entanto, a perda de peso involuntária também pode estar relacionada a outras condições de saúde e deve ser investigada, principalmente quando é persistente ou acompanhada de outros sintomas, como tosse contínua e cansaço excessivo.

9. Perda de apetite

A perda de apetite é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e caracteriza-se pela diminuição da vontade de comer, mesmo quando a pessoa passa várias horas sem se alimentar.

Esse sintoma pode estar relacionado às alterações provocadas pelo tumor no funcionamento do organismo e pode contribuir para a ingestão insuficiente de alimentos e a perda de peso. Saiba o que fazer na falta de apetite.

10. Infeções respiratórias recorrentes

As infecções respiratórias recorrentes, como pneumonia e bronquite, podem ser um dos sintomas de câncer no pulmão. 

Isso acontece porque o tumor pode bloquear parcialmente a passagem do ar e dificultar a eliminação do muco, favorecendo o acúmulo de secreções e o aparecimento de infecções.

Nesses casos, a infeção pode melhorar com o tratamento e voltar a surgir, principalmente na mesma região do pulmão. 

No entanto, ter infecções respiratórias frequentes não significa necessariamente ter câncer, pois existem outras condições que também podem causar esse problema.

Teste online de sintomas

Para avaliar o risco de câncer no pulmão, marque no teste a seguir os sintomas que você apresenta:

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O resultado do teste serve apenas como orientação e não confirma o diagnóstico de câncer no pulmão. Por isso, é importante consultar o pneumologista para avaliação médica e realização de exames, quando indicados.

Sintomas de câncer no pulmão inicial

Nas fases iniciais, o câncer no pulmão geralmente não provoca sintomas ou causa manifestações leves, que podem passar despercebidas. 

Quando presentes, os sintomas podem incluir tosse persistente, tosse que piora com o tempo, falta de ar durante atividades físicas e dor no peito.

Também podem ocorrer cansaço frequente e infecções respiratórias recorrentes, como pneumonia. No entanto, esses sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças respiratórias, como bronquite, o que pode atrasar a identificação do câncer.

Entretanto, a ausência de sintomas não exclui a doença, e a confirmação depende de avaliação médica e exames complementares.

Sintomas de câncer no pulmão em fumantes

Os sintomas de câncer no pulmão em fumantes podem passar despercebidos no início, pois alguns deles, como tosse e produção de catarro, também são comuns em pessoas que fumam. 

No entanto, o aparecimento de uma tosse persistente ou a mudança no padrão da tosse habitual podem ser sinais de alerta.

Embora esses sintomas não confirmem a presença de câncer, fumantes devem procurar avaliação médica se apresentarem manifestações persistentes, inexplicadas ou que estejam piorando. 

O risco de câncer de pulmão aumenta com o tabagismo, mas nem todas as pessoas que desenvolvem a doença são fumantes, assim como nem todos os fumantes terão câncer. Veja as doenças provocadas pelo cigarro.

Sintomas de câncer no pulmão avançado

Os sintomas de câncer no pulmão avançado podem ser mais intensos ou frequentes devido ao crescimento do tumor ou à sua disseminação para outras partes do corpo, processo chamado metástase. Entenda o que é metástase.

Entre os sintomas mais comuns estão tosse persistente ou com sangue, falta de ar, dor no peito, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.

Em caso de metástase, os sintomas variam conforme os órgãos atingido e podem incluir dor óssea, dor de cabeça persistente, fraqueza ou dormência nos braços ou nas pernas.

Quando o câncer atinge o cérebro, também podem ocorrer alterações do equilíbrio, dificuldades de coordenação, convulsões e alterações da visão. 

Já quando afeta o fígado, podem surgir pele e olhos amarelados, chamada de icterícia, perda de apetite e desconforto abdominal. Conheça os sintomas da icterícia.

No entanto, esses sinais não confirmam que o câncer está avançado ou que ocorreu metástase, sendo necessária uma avaliação médica com exames para determinar o estágio da doença.

O que fazer

Na presença de sintomas de câncer no pulmão, como tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue, é importante procurar o pneumologista para avaliação. 

O médico pode solicitar exames de imagem, como radiografia ou tomografia computadorizada do tórax, para investigar a causa dos sintomas.

Quando existe suspeita de câncer, também podem ser indicados exames como PET-scan, ressonância magnética e biópsia do tecido pulmonar.

Leia também: PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito) tuasaude.com/pet-ct-oncologico

A biópsia permite analisar uma amostra do tecido e, geralmente, confirmar o diagnóstico, enquanto os exames de imagem ajudam a avaliar a localização do tumor e o estágio da doença. Veja para que serve a biópsia.

Em caso de falta de ar intensa, tosse com grande quantidade de sangue ou dor forte no peito, é importante procurar atendimento médico imediatamente.



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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Urgência e emergência: qual a diferença? (e quando ir ao hospital)

Emergência é quando existe um risco imediato à vida e, por isso, o atendimento médico deve ser feito o mais rápido possível. Isso acontece em casos de hemorragia excessiva, dor muito forte no peito, engasgo, ou inchaço da boca, por exemplo.

Já a urgência é uma situação que exige atendimento médico rápido, mas que não coloca a vida da pessoa em risco imediato. Isso inclui fraturas, tosse persistente, infecções urinárias e queimaduras de 1º e 2º graus.

Na presença de sintomas ou situações que podem colocar a vida em risco, é fundamental ligar para o número 192 ou ir até o hospital mais próximo, para que a pessoa seja avaliada e tratada o mais breve possível por um médico.

Leia também: Como escolher o melhor hospital: 10 características importantes tuasaude.com/como-escolher-o-melhor-hospital
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O que é uma emergência

O termo emergência é uma condição crítica que apresenta um risco imediato à vida ou sofrimento intenso. Por isso, o atendimento e o tratamento médico devem ser feitos o mais rápido possível.

O tratamento das emergências é direcionado para tentar controlar os sinais vitais da pessoa, prevenindo o óbito, a deficiência permanente ou as complicações graves, como perda de membros ou desfiguração.

Condições que se encaixam nesta definição incluem sangramento em jato ou em grandes quantidades, sintomas de AVC ou infarto, engasgo, falta de ar grave, convulsões e inchaço rápido dos lábios, língua ou boca, por exemplo.

Nestes casos, deve-se ligar para o SAMU, no número 192, e chamar o atendimento médico de emergência.

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Características da urgência

A urgência é caracterizada por uma situação que exige atendimento médico rápido, mas que não coloca a vida da pessoa em risco imediato. Entretanto, a urgência pode evoluir para complicações graves.

Alguns exemplos de emergência são: dor de garganta, tosse persistente, entorses e distensões musculares, suspeitas de fraturas, infecções urinárias e de ouvido, e queimaduras de 1º e 2º graus.

Leia também: Tosse seca persistente: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/tosse-seca-persistente

Na urgência, existe mais tempo para fazer vários exames, identificar a causa e definir o melhor tratamento. Nestas situações, a pessoa pode chamar um atendimento médico de urgência ou ir até o hospital mais próximo.

Diferenças entre emergência e urgência

A tabela a seguir traz algumas diferenças que podem indicar emergência ou urgência:

Situações de EMERGÊNCIA Situações de URGÊNCIA
Perda repentina da consciência Dor de cabeça muito forte sem alteração de consciência
Sintomas de infarto (dor no peito em aperto, queimação ou pressão, palpitações, palidez e suor frio, por exemplo) Tosse persistente
Suspeita de AVC (fala arrastada, confusão mental, fraqueza no braço ou perna, ou rosto caído) Náuseas ou vômitos leves
Queimadura de 3º grau ou muito extensa Queimaduras de 1º ou 2º graus
Asfixia ou falta de ar grave Dor intensa em qualquer parte do corpo
Dor abdominal muito intensa Dor abdominal de moderada intensidade
Hemorragia grave (sangramento intenso que não para) Presença de sangue no catarro, fezes ou na urina
Fraturas expostas (quando o osso rompe a pele) Fraturas, luxações ou cortes profundos sem hemorragia grave
Traumatismo grave (perda de consciência, desmaios, convulsões ou ferimentos severos na cabeça) Crise de asma brônquica sem falta de ar grave
Tosse ou vômito com sangue Picadas de insetos ou mordidas de animais
Reações alérgicas graves (inchaço rápido nos lábios, língua ou garganta) Dor de garganta
Intoxicação por uso de drogas ou álcool Entorses e distensões musculares
Sangramento vaginal ou dor abdominal durante a gravidez Sintomas de infecção urinária (necessidade de urinar com frequência ou urgência, ou urina turva ou com mau cheiro)

Em qualquer uma destas situações é importante ir ao hospital e passar por uma avaliação do médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde.

Entretanto, se a pessoa está apenas com sintomas leves, como apenas dor no corpo, espirros e tosse moderada, é aconselhado repousar, beber bastante líquido e manter uma alimentação saudável e leve. Se os sintomas não melhorarem com o tempo ou piorarem, deve-se agendar uma consulta com o clínico geral ou pediatra.

Quando ir ao hospital

Os principais sintomas e situações que justificam a ida ao hospital são:

1. Perda de consciência, desmaio ou confusão mental

Quando existe perda de consciência, desmaio, confusão mental ou tonturas severas, é importante ir no hospital ou pronto-socorro, especialmente se estiverem presentes outros sintomas como falta de ar ou vômitos, por exemplo.

A perda de consciência ou desmaio podem indicar a presença de outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, neurológicas ou hemorragias internas.

Leia também: Confusão mental: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/confusao-mental

2. Acidente ou queda grave

Se a pessoa sofreu acidente ou queda grave, é importante ir no hospital se:

  • Bateu com a cabeça ou perdeu a consciência;
  • Tem algum hematoma extenso ou inchaço em alguma região do corpo;
  • Apresenta algum corte profundo ou sangramento intenso;
  • Tem dor forte em alguma região do corpo;
  • Suspeita de alguma fratura.

É importante que estes sintomas sejam observados e avaliados por um médico, para evitar complicações ou sequelas mais graves.

3. Dificuldade para movimentar um lado do corpo ou dormência

Quando existe dificuldade para movimentar um lado do corpo ou dormência e sensibilidade de um dos lados do corpo ou dor de cabeça forte, existem suspeitas de AVC. Por isso, é muito importante procurar rapidamente ajuda médica.

4. Dor forte ou repentina

Qualquer dor forte ou repentina, que surja sem razão aparente, deve ser analisada pelo médico, especialmente se não passar após alguns minutos.

Porém, algumas dores que podem ser mais preocupantes que outras são:

  • Dor súbita no peito, pode ser sinal de infarto, pneumotórax ou embolia pulmonar, por exemplo;
  • Dor forte e súbita no ventre em mulheres, que pode indicar aborto;
  • Dor abdominal forte, que pode ser sinal de apendicite ou infecção na vesícula ou pâncreas;
  • Dor forte na região dos rins, que pode indicar infecção urinária;
  • Dor de cabeça forte e sem razão, que pode ser sinal de AVC hemorrágico;
  • Dor forte nos testículos, que pode indicar infecção nos testículos.

Nestas situações e, especialmente quando a dor não passa ou piora, é indicado ir ao hospital ou pronto-socorro.

Leia também: Pronto-socorro: quando ir, tipos (e como escolher) tuasaude.com/pronto-socorro

5. Tosse que piora com o passar do tempo

Quando a tosse persistente não passa ou piora com o passar do tempo, é recomendado ir ao hospital e consultar o médico logo que possível.

Isso porque este tipo de tosse pode indicar a presença de doenças respiratórias como gripe, infecção respiratória, pneumonia ou bronquite, por exemplo.

Outros sintomas que também podem estar presentes nestas condições incluem falta de ar, dor no peito ou catarro.

6. Febre que dura mais de 3 dias

A febre é um sintoma comum, que ocorre devido a uma reação de defesa do organismo contra alguma infecção, como gripe, meningite, pneumonia, infecções respiratórias, infecções urinárias ou gastroenterite, por exemplo.

Quando a febre é o único sintoma ou quando ela dura à menos de 3 dias, não é necessário ir ao hospital ou pronto-socorro, sendo possível esperar pela consulta do clínico geral.

Porém, se a febre é alta ou dura à mais de 3 dias ou quando vem acompanhada de outros sintomas, como falta de ar ou convulsões, é indicado ir ao hospital ou pronto-socorro assim que possível.

Leia também: Febre: o que é, causas, tipos (e o que fazer) tuasaude.com/causas-de-febre

source https://www.tuasaude.com/urgencia-e-emergencia/

Endoscopia: o que é, como é feita (e preparo recomendado)

A endoscopia é um exame utilizado para avaliar o esôfago, estômago e o duodeno. Serve para investigar a causa de sintomas como dor no estômago, azia, queimação, refluxo, dificuldade para engolir ou sangramento gastrointestinal, por exemplo.

Esse exame, também chamado de endoscopia digestiva alta, é feito introduzindo um fino tubo, chamado endoscópio, através da boca até ao estômago. O endoscópio permite observar de forma detalhada o sistema digestivo, e diagnosticar condições como gastrite, úlceras ou até câncer gástrico.

Leia também: Endoscopia digestiva alta: o que é, como é feito (e preparo) tuasaude.com/endoscopia-digestiva-alta

A endoscopia pode ser realizada gratuitamente pelo SUS, desde que se tenha indicação médica, mas também é realizada em hospitais ou clínicas de exames particulares. Os resultados devem ser sempre analisados por um clínico geral ou gastroenterologista.

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Para que serve

A endoscopia digestiva alta é indicada para diagnosticar algumas doenças do sistema digestivo, como:

  • Gastrite;
  • Úlcera gástrica ou duodenal;
  • Varizes esofágicas;
  • Pólipos;
  • Hérnia de hiato;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Doença celíaca;
  • Esofagite;
  • Estreitamento do esôfago;
  • Tumor ou câncer de esôfago, estômago ou duodeno.

Além disso, a endoscopia digestiva alta também pode ser indicada para identificar a bactéria Helicobacter pylori, que pode causar úlcera no estômago.

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Como é feito o exame

Durante o exame, a pessoa normalmente fica deitada de lado e coloca um anestésico na garganta, para diminuir a sensibilidade do local e facilitar a passagem do endoscópio. Devido ao uso do anestésico o exame não dói, e em alguns casos também podem ser usados sedativos para relaxar e dormir.

Um pequeno objeto de plástico é colocado na boca para que ela se mantenha aberta durante todo o procedimento, e para facilitar a passagem do endoscópio e melhorar a visualização, o médico libera ar através do aparelho, o que depois de alguns minutos pode causar sensação de estômago cheio.

As imagens obtidas durante o exame podem ser gravadas, e durante o mesmo procedimento o médico pode retirar pólipos ou aplicar medicamentos no local.

Além disso, durante a endoscopia também é possível fazer uma biópsia, na qual um pequeno pedaço do órgão é retirado e enviado para análise em laboratório, auxiliando no diagnóstico de problemas mais graves como infecção por H. pylori ou câncer. Veja os sintomas de câncer de estômago e como identificar uma possível infecção por H. pylori.

A Qualicorp pode ajudar a escolher o plano de saúde com cobertura para a realização de endoscopia, além de outros exames gástricos e consultas com o gastroenterologista.

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Quanto tempo dura a endoscopia

A endoscopia normalmente tem duração de cerca de 30 minutos, mas geralmente é aconselhado ficar na clínica para observação durante 30 a 60 minutos, quando os efeitos dos anestésicos passam.

É comum a garganta ficar dormente ou um pouco dolorida, além de se ter a sensação de estufamento, devido ao ar colocado no estômago durante o exame.

Caso tenham sido utilizados sedativos, é aconselhado não dirigir ou operar máquinas pesadas durante o restante do dia, pois o medicamento diminui os reflexos corporais.

Como se preparar para endoscopia

Para a realização da endoscopia digestiva alta, devem ser tomados alguns cuidados, como:

  • Fazer jejum absoluto de cerca de 8 a 12 horas, antes do exame;
  • Não utilizar medicamentos antiácidos, como cimetidina e omeprazol, pois podem interferir no exame;
  • Informar ao médico sobre o uso de remédios anticoagulantes, como varfarina, heparina, rivaroxabana ou ácido acetilsalicílico, pois o médico pode orientar suspender esses medicamentos alguns dias antes do exame;

É permitido tomar água até 4 horas antes do exame, e caso seja necessário tomar outros medicamentos, deve-se usar apenas pequenos goles de água para ajudar, evitando que o estômago fique cheio.

Possíveis riscos da endoscopia

As complicações ligadas ao exame de endoscopia são raras e ocorrem principalmente após procedimentos mais demorados, como a retirada de pólipos.

Em geral, as complicações que ocorrem costumam ser devido a alergias aos medicamentos utilizados e à presença de problemas nos pulmões ou no coração, além de poder ocorrer perfuração de algum órgão interno e hemorragia.

Assim, se após o procedimento surgirem sintomas de febre, dificuldade para engolir, dores abdominais, vômitos ou fezes escuras ou com sangue vivo, deve-se ir ao hospital procurar ajuda para avaliar se houve alguma complicação devido à endoscopia.



source https://www.tuasaude.com/como-e-feita-a-endoscopia/

terça-feira, 20 de outubro de 2026

PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito)

PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.

Leia também: PET-CT: o que é, para que serve, preparo (e como é feito) tuasaude.com/pet-ct

Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.

Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.

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Para que serve

O PET-CT oncológico pode ser indicado para:

  • Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
  • Identificar possíveis metástases. Entenda como acontece a metástase;
  • Auxiliar no estadiamento do câncer;
  • Avaliar a resposta ao tratamento;
  • Investigar possível recidiva do câncer;
  • Auxiliar no planejamento do tratamento.

A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.

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Preparo para o exame

O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.

Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.

Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens. 

Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.

Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.

Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.

Como é feito

O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:

  1. Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
  2. Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
  3. Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
  4. Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
  5. Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
  6. Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.

Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.

O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.

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Cuidados após o exame

Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina. 

Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas. 

No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.

Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.

Possíveis efeitos colaterais

O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.

Os possíveis efeitos colaterais incluem:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
  • Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.

O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.

Quem não deve fazer

O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico. 

Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.



source https://www.tuasaude.com/pet-ct-oncologico/

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