quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Prednisolona: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais)

Prednisolona é um corticoide indicado para o tratamento de reumatismo, alterações hormonais, colagenoses, infecções, alergias e problemas na pele e nos olhos, além de também poder ser usado no tratamento do câncer.

Este medicamento está disponível na forma de comprimidos, suspensão oral ou gotas e pode ser comprado em farmácias, mediante a apresentação de receita médica.

Leia também: Corticoide: o que é, para que serve, tipos e efeitos colaterais tuasaude.com/corticoides

O uso da prednisolona deve ser sempre feito de acordo com a recomendação do médico, pois o uso prolongado e indevido deste medicamento pode levar ao aparecimento de efeitos colaterais, como aumento do colesterol e triglicerídeos, por exemplo.

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Para que serve

A prednisolona é indicada para:

  • Insuficiência adrenal;
  • Artrite reumatoide, artrite gotosa aguda ou osteoartrite pós-traumática;
  • Bursite, tenossinovite, sinovites osteoartríticas ou epicondilites;
  • Lúpus eritematoso sistêmico ou cardite reumática aguda;
  • Pênfigo, dermatites de contato e atópica ou psoríase grave;
  • Rinite alérgica ou asma brônquica;
  • Tuberculose ou pneumonite por aspiração;

Além disso, a prednisolona pode ser indicada para espondilite anquilosante, herpes zoster oftálmico, úlcera na córnea, uveíte, ceratite, púrpura trombocitopênica idiopática ou trombocitopenia secundária em adultos.

Leia também: Prednisolona para que serve (e como tomar) tuasaude.com/prednisolona-para-que-serve

A prednisolona também pode ser indicada para reações alérgica a medicamentos, tratamento do paliativo de leucemias e linfomas, ou para exacerbações agudas da esclerose múltipla.

Como tomar 

A posologia de prednisolona varia muito em função do peso, idade, doença a tratar e forma farmacêutica e deve ser sempre determinada pelo médico. 

1. Comprimidos de 5 ou 20 mg

Os comprimidos de prednisolona de 5 mg ou 20 mg podem ser usados por adultos ou crianças, sendo que a dose normalmente recomendada é:

  • Adultos: a dose inicial varia de 5 mg a 60 mg, por dia, o equivalente a 1 comprimido de 5 mg ou 3 comprimidos de 20 mg. 
  • Crianças: a dose inicial varia de 5 mg a 20 mg, por dia, o equivalente a 1 comprimido de 5 mg ou 1 comprimido de 20 mg. 

A dose deve ser reduzida gradualmente pelo médico quando a prednisolona for administrado por mais do que alguns dias. 

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, juntamente com um copo de água, sem partir ou mastigar. 

2. Xarope de 3 mg/mL ou 1 mg/mL

O xarope de fosfato sódico de prednisolona de 3 mg/mL ou 1 mg/mL pode ser usado por bebês, crianças ou adultos, de acordo com a recomendação médica.

A posologia do xarope de prednisolona é:

  • Adultos: a dose recomendada varia de 5 a 60 mg por dia;
  • Bebês e crianças: a dose recomendada varia de 0,14 a 2 mg por cada 1 kg de peso da criança, por dia, dividida em 3 a 4 administrações diárias.

O volume a medir depende da concentração da solução oral, já que existem duas apresentações diferentes, devendo-se usar a seringa dosadora fornecida na embalagem. 

A dose deve ser reduzida gradualmente pelo médico quando o medicamento for administrado por mais do que alguns dias. 

3. Solução em gotas de 11 mg/mL

A solução em gotas de fosfato sódico de prednisolona 11 mg/mL pode ser usada por adultos ou crianças, sendo que cada gota equivale a 0,55 mg de prednisolona.

  • Adultos: a dose recomendada varia de 5 a 60 mg por dia, o equivalente a 9 gotas ou 109 gotas, por dia.
  • Crianças: a dose recomendada varia de 0,14 a 2 mg por cada 1 kg de peso da criança, administradas 1 a 4 vezes por dia.

A dose deve ser reduzida gradualmente pelo médico quando o medicamento for administrado por mais do que alguns dias. 

A dose recomendada e a duração do tratamento com a prednisolona devem ser indicadas pelo médico, pois estas dependem da condição a tratar, idade e resposta individual do paciente ao tratamento.

Possíveis efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com prednisolona são aumento do apetite, má digestão, úlcera péptica, pancreatite, esofagite ulcerativa, nervosismo, fadiga e insônia.

Além disso, podem ocorrer reações alérgicas, catarata, glaucoma, infecções secundárias por fungos ou vírus dos olhos, redução da tolerância aos carboidratos, diabetes mellitus e aumento das necessidades de insulina ou hipoglicemiantes orais em diabéticos.

O tratamento com doses elevadas de corticoides pode causar aumento acentuado dos triglicerídeos no sangue. 

Leia também: 12 efeitos colaterais dos corticoides (e o que fazer para aliviar) tuasaude.com/efeitos-colaterais-dos-corticoides

Quem não deve tomar

A prednisolona está contraindicada para pessoas com infecções fúngicas sistêmicas ou infecções não controladas e para pacientes com alergia à prednisolona ou a algum dos componentes da fórmula.

Além disso, este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam a amamentar, a não ser que seja recomendado pelo médico.

Qual a diferença entre a prednisolona e prednisona?

A prednisona é um profármaco da prednisolona, ou seja, a prednisona é uma substância inativa, que para se tornar ativa precisa de ser transformada no fígado em prednisolona, para exercer a sua ação.

Assim, se a pessoa ingerir prednisona ou prednisolona, a ação exercida pelo medicamento será a mesma, já que a prednisona é transformada e ativada, no fígado, em prednisolona.

Por esta razão, a prednisolona apresenta mais vantagens para pessoas com problemas de fígado, já que não precisa de ser transformada no fígado para exercer atividade no organismo.

Leia também: Prednisona: para que serve, posologia (e efeitos colaterais) tuasaude.com/prednisona

source https://www.tuasaude.com/prednisolona/

Florais de Bach: o que são, como funcionam e como tomar (com tabela)

Os florais de Bach são uma terapêutica desenvolvida pelo Dr. Edward Bach baseada no uso de essências florais. Apresenta possíveis benefícios para o tratamento de condições de saúde como ansiedade, depressão ou problemas no sono. 

Embora seus efeitos não sejam comprovados, acredita-se que a terapia com os florais possa aliviar sentimentos negativos e restaurar o equilíbrio interior, favorecendo o processo de cura do organismo. Este tratamento é completamente natural, não tem contraindicações e utiliza ao todo 38 tipos diferentes de essências.

Os florais de Bach devem ser utilizados como complemento ao tratamento médico convencional e não devem substituir as orientações do médico, especialmente se estiverem sendo utilizados sem supervisão de um terapeuta floral.

Frascos de florais de Bach

Para que servem

Os florais de Bach apresentam possíveis benefícios para o tratamento de condições, como:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH);
  • Problemas do sono;
  • Dor.

No entanto, faltam estudos que comprovem os benefícios dos florais de Bach para saúde e, por isso, estes medicamentos normalmente não são indicados, nem devem substituir o tratamento indicado pelo médico. 

Florais de Bach servem para ansiedade?

É possível que os florais de Bach ajudem a controlar os  sintomas de ansiedade em algumas pessoas. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar os seus benefícios no tratamento dessa condição.

Como funcionam os florais de Bach

Segundo o criador dos florais de Bach, Dr. Edward Bach, os sentimentos negativos estão envolvidos no desenvolvimento de problemas de saúde. Assim, emoções ruins, como medo ou insegurança, poderiam causar desequilíbrios internos e levar ao surgimento de doenças.

Os florais de Bach são baseados na crença de que a energia presente nas flores poderia ser difundida na água e utilizada para tratar problemas de saúde. Quando utilizada por uma pessoa doente, poderia melhorar a sua energia e favorecer o seu tratamento. É um princípio diferente da homeopatia ou medicina tradicional.

Leia também: Homeopatia: o que é, para que serve e como funciona tuasaude.com/entenda-o-que-e-e-como-funciona-a-homeopatia

O objetivo dos florais de Bach é restaurar o equilíbrio interno, aliviando os sentimentos negativos relacionados a problemas específicos. Por exemplo, quando alguém sente medo, deve trabalhar a coragem, já quem sente muito estresse, deve melhorar sua capacidade para relaxar.

Tabela de florais de Bach

A lista completa de florais de Bach inclui 38 essências que são divididas em 7 categorias, de acordo com a tabela abaixo:

Categoria Florais de Bach
Medo Mimulus, Cherry Plum, Aspen, Rock Rose, Red Chestnut
Insegurança Cerato, Gentian, Scleranthus, Gorse, Wild Oat, Hornbeam 
Perda de interesse Clematis, White Chestnut, Olive, Mustard, Wild Rose, Chestnut Bud, Honeysuckle
Solidão Heather, Water Violet, Impatiens
Hipersensibilidade Holly, Agrimony, Walnut, Centaury
Desesperança e desespero Star of Bethlehem, Sweet Chestnut, Crab Apple, Willow, Larch, Pine, Elm, Oak
Preocupação Rock Water, Chicory, Vervain, Vine, Beech 

Mesmo dentro da mesma categoria, cada floral tem sua indicação específica e, por isso, para escolher o melhor floral é sempre recomendado consultar um terapeuta floral, que irá avaliar a pessoa e tentar identificar as emoções que podem estar em desequilíbrio.

Assim, caso um problema tenha várias emoções na sua base, poderão ser utilizados mais que um ou dois florais no tratamento, geralmente até 6 ou 7, no máximo.

Como usar os florais corretamente

Existem 3 principais tipos de métodos para utilizar os florais de Bach:

1. Diluição num copo de água

Este método consiste em diluir 2 gotas de cada essência floral indicada pelo terapeuta num copo de água e, depois, ir bebendo ao longo do dia ou, pelo menos, 4 vezes ao dia. Caso não se beba o copo inteiro num dia, é possível guardar na geladeira para consumir no dia seguinte.

Este método é mais utilizado para tratamentos curtos.

2. Diluição num frasco conta-gotas

Colocar 2 gotas de cada floral de Bach indicado pelo terapeuta no interior de um conta gotas de 30 mL e, em seguida, preencher o restante espaço com água filtrada. Depois, deve-se beber 4 gotas da mistura, pelo menos, 4 vezes ao dia. O frasco conta-gotas pode ser guardado na geladeira até 3 semanas.

Este método é mais usado por quem precisa fazer um tratamento mais longo, pois ajuda a diminuir o desperdício da essência floral.

3. Colocar diretamente na língua

Este é o método que pode ser mais difícil para quem está começando a usar os florais, pois os florais não são diluídos, possuindo um sabor muito intenso. Neste método, as gotas do floral devem ser pingadas diretamente na língua, ou seja, 2 gotas, sempre que necessário.



source https://www.tuasaude.com/florais-de-bach/

Calendário de vacinação do bebê 2026: do nascimento aos 4 anos

O calendário de vacinação do bebê 2026 inclui as vacinas que a criança deve tomar desde o nascimento até aos 4 anos, pois o sistema imunológico do bebê não está completamente desenvolvido ao nascer.

As vacinas ajudam a estimular a proteção do organismo, diminuindo o risco infecções graves e complicações, e ajudando no crescimento saudável e desenvolvimento adequado.

Leia também: Vacinas: para que servem, tipos e calendário de vacinação tuasaude.com/tudo-sobre-vacinas

As vacinas do calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde, sendo fornecidas gratuitamente na maternidade ou em um posto de saúde e são registradas na caderneta de vacinação do bebê. Veja os motivos para vacinar e ter a caderneta atualizada.

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Vacinas que o bebê deve tomar

Conforme o calendário de vacinação de 2026 do Ministério da Saúde, as vacinas que o bebê deve tomar do nascimento até os 4 anos são:

Nascimento

Ao nascimento são recomendadas apenas 2 vacinas. A vacina BCG é administrada em dose única e evita as formas graves de tuberculose, sendo aplicada na maternidade em bebês com peso igual ou maior a 2 Kg.

É recomendada também a 1ª dose da vacina da Hepatite B, que protege contra uma doença causada pelo vírus HBV, que pode causar inflamação no fígado. A administração dessa vacina é recomendada nas primeiras 12 horas após o nascimento.

A vacina com o Nirsevimabe também é indicada pela Sociedade Brasileira de Imunizações a partir do nascimento do bebê até 8 meses, em especial se a mãe não tiver sido vacinada durante a gravidez. Essa vacina protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode causar bronquiolite, pneumonia ou insuficiência respiratória, por exemplo.

2 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 1ª dose, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose da vacina que protege contra a poliomielite, ou paralisia infantil. Veja mais sobre a vacina contra a poliomielite;
  • Vacina rotavírus humano: 1ª dose, que deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias. Essa vacina protege contra a gastrenterite viral;

Além disso, também é recomendada a 1ª dose da vacina pneumocócica 10-valente, uma vacina da pneumonia que protege contra 10 sorotipos de pneumococos responsáveis por doenças como meningite, pneumonia e otite.

Leia também: Vacina da pneumonia: tipos, quando é indicada e contraindicações tuasaude.com/vacina-pneumonia

3 meses

Aos 3 meses, o Ministério da Saúde recomenda apenas a 1ª dose da vacina meningocócica C, que evita doenças como meningite, encefalite, meningoencefalite, causadas pela bactéria Neisseria meningitidis do tipo C.

4 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 2ª dose, contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 2ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra o rotavírus: 2ª dose da vacina monovalente ou pentavalente que protege contra o rotavírus. A 2ª dose deve ser administrada entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias do bebê.

A 2ª dose da vacina pneumocócica 10-valente também é recomendada aos 4 meses. Essa vacina ajuda a prevenir doenças como meningite, pneumonia e otite.

5 meses

Nesta idade, é recomendada apenas a 2ª dose da vacina meningocócica C, que protege contra doenças como meningite, encefalite e meningoencefalite.

Leia também: Vacinas que protegem da meningite tuasaude.com/vacina-da-meningite

6 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 3ª dose, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 3ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina COVID-19: 1ª dose da vacina que ajuda a prevenir as formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2;
  • Vacina influenza trivalente: que protege contra a gripe. Inicialmente é recomendado 2 doses com intervalo de 30 dias entre elas. Saiba mais sobre a vacina da gripe.

A vacina da influenza é recomendada pelo Ministério da Saúde para todas as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, todos os anos.

7 meses

A vacina recomendada para bebês com 7 meses é a 2ª dose contra a COVID-19, que ajuda a evitar formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2.

Leia também: Vacina COVID-19 em crianças: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-infantil-covid

8 meses

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e conforme a avaliação do pediatra, a vacina Nirsevimabe poderá ser indicada para o bebê com dos 8 aos 23 meses, que possui risco para infecção grave por VSR.

Esta vacina está disponível apenas nas clínicas particulares de vacinação.

Leia também: Vírus sincicial respiratório: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/virus-sincicial-respiratorio

9 meses

Ao bebê aos nove meses é recomendada a 3ª dose da vacina contra a COVID-19.

Nessa fase, também é recomendada a 1ª dose da vacina contra a febre amarela. Saiba quando tomar a vacina da febre amarela.

Em casos excepcionais, o Ministério da Saúde também recomenda 1 dose da vacina contra a febre amarela para bebês entre 6 e 8 meses, quando existe alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação. Assim, essa vacina pode ser recomendada para quem vive ou vai viajar para áreas com transmissão ativa, sempre após avaliação do serviço de saúde.

12 meses

As vacinas recomendadas para o bebê com 12 meses incluem 1 dose de reforço da vacina pneumocócica 10-valente e 1 dose da vacina meningocócica ACWY, que evita doenças meningocócicas causadas por meningococos do tipo A, C, W e Y.

Além disso, também é recomendada 1 dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a síndrome da rubéola congênita (futuramente, durante a gravidez).

15 meses

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 1ª dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche, que pode ser feita dos 15 aos 18 meses;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose de reforço contra poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina tetra viral (SCR-V): 1 dose, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola, catapora e síndrome da rubéola congênita (futuramente, na gravidez);
  • Vacina Hepatite A (inativada): dose única contra o vírus da hepatite A.

A dose de reforço da vacina contra poliomielite deve ser feita com a vacina VIP (Vacina Injetável da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil inativado.

Isso porque a vacina VOP (Vacina Oral da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil vivo atenuado não é mais utilizada, sendo recomendado pelo Ministério da Saúde que todas as doses sejam feitas com a vacina VIP.

4 anos

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 2º dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche;
  • Vacina contra febre amarela (vírus atenuado): 1 dose de reforço;
  • Vacina contra catapora: 1 dose, ajudando a evitar a varicela ou catapora.
  • Vacina da dengue (Qdenga): sendo recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações a 1ª dose para crianças que nunca tiveram ou que já tiveram dengue anteriormente e a dose de reforço 3 meses depois da 1ª dose.

Em caso de esquecimento é importante vacinar a criança assim que for possível ir no posto de saúde e tomar todas as doses de cada vacina para o bebê ficar totalmente protegido.

O Ministério da Saúde recomenda manter 1 dose de reforço com a vacina dT a cada 10 anos após a última dose DTP, antecipando para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano ou difteria.

Vacinas da COVID-19 em bebês

Para bebês e crianças até 4 anos, existem 2 possíveis vacinas contra a COVID-19:

  • Vacina SpikeVax (monovalente XBB): aplicada em 2 doses, aos 6 e 7 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre elas;
  • Vacina Comirnaty (Pfizer): aplicada em 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre a 1ª e a 2ª dose e 8 semanas entre a 2ª e a 3ª dose.

Essas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS, podendo ser aplicadas nos postos de saúde. Saiba mais sobre a vacina contra COVID-19 em crianças.

Para crianças imunocomprometidas, o Ministério da Saúde recomenda a administração de 3 doses da vacina contra a COVID-19, com reforço a cada 6 meses até os 4 anos.

Quando ir ao médico após a vacinação

Após a vacinação, é recomendado ir ao médico se o bebê apresentar:

  • Alterações na pele como bolinhas vermelhas ou irritação;
  • Febre superior a 39ºC;
  • Convulsões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Excesso de tosse ou barulho ao respirar.

Estes sinais geralmente surgem até 2 horas depois da vacinação podem indicar reação à vacina. Por isso, ao surgirem estes sintomas, deve-se ir imediatamente ao médico para evitar o agravamento da situação.

Também é indicado ir ao pediatra caso as reações normais à vacina, como vermelhidão ou dor no local, não desapareçam ao final de uma semana. Veja como aliviar as reações das vacinas



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Psoríase: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Depressão na adolescência: sintomas, o que causa e como tratar

A depressão na adolescência é uma doença que deve ser levada a sério, pois se não for adequadamente tratada pode causar consequências como abuso de drogas e suicídio, que são problemas sérios na vida do adolescente.

Alguns sintomas da depressão na adolescência são irritabilidade, falhas de memória, choro frequente e falta de interesse em atividades que antes gostava, além de alterações no sono e no apetite. 

A causa da depressão na adolescência geralmente envolve uma combinação de fatores, como alterações hormonais, baixa autoestima, traumas, conflitos familiares e pressão nas redes sociais, e deve ser tratada com psicoterapia, mudanças nos hábitos e medicação, caso seja necessário.

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Sintomas da depressão na adolescência

Os sintomas de depressão que o adolescente pode apresentar podem incluir:

  • Irritabilidade, ou com explosões de raiva, mesmo por coisas pequenas;
  • Choro frequente;
  • Falta de interesse em atividades que antes gostava;
  • Baixa autoestima;
  • Problemas de concentração, memória e tomada de decisões;
  • Isolamento social;
  • Falta de cuidado pessoal.

Também pode ocorrer alterações no sono e no apetite, como dormir demais ou dormir pouco, comer em excesso ou ter falta de apetite, o que pode levar a mudanças no peso. 

Além disso, podem surgir dores de cabeça, dores no estômago ou outras dores físicas que não apresentam uma causa aparente.

Em alguns casos, podem surgir sinais de alerta importantes, como a automutilação, que envolve machucar o próprio corpo, por exemplo, com cortes ou queimaduras, e sentimentos intensos que podem levar a pensamentos ou comportamentos suicidas.

Leia também: Vontade de morrer: 5 possíveis causas, o que fazer (e como receber ajuda) tuasaude.com/vontade-de-morrer

Diferença entre depressão e alteração de humor

A alteração de humor na adolescência é comum, geralmente leve, passageira e ligada a situações como mudanças físicas, hormonais e emocionais. Veja as principais mudanças na puberdade.

Já a depressão dura mais, causa sofrimento e atrapalha o dia a dia do adolescente em casa, na escola e com os amigos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de depressão em adolescentes começa geralmente pelo pediatra, que avalia os sintomas e pode realizar testes e escalas para diferenciar mudanças normais de um transtorno depressivo.

No caso de sintomas de depressão, marque uma consulta com o pediatra mais próximo da sua região:

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Quando necessário, o adolescente é encaminhado para o psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação mais detalhada e especializada.

O médico também pode solicitar exames de sangue para checar hormônios, tireoide e deficiências nutricionais, além de avaliar padrões de sono e investigar o uso de drogas ou álcool, para garantir que os sintomas não tenham outra causa física.

Para confirmar o diagnóstico, os sintomas precisam afetar várias áreas da vida do adolescente e durar por um período significativo.

Leia também: Depressão ou tristeza: como diferenciar (com teste online) tuasaude.com/como-saber-se-e-tristeza-ou-depressao

O que causa

A depressão na adolescência não tem uma causa única, geralmente surge da combinação de fatores como:

  • Desequilíbrios em substâncias do cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina;
  • Fatores genéticos, como ter familiares com histórico de depressão;
  • Mudanças hormonais da puberdade;
  • Traumas na infância, como violência ou abuso físico, emocional ou sexual;
  • Situações de estresse, como problemas na escola, brigas familiares ou perdas importantes;
  • Dificuldades emocionais, como baixa autoestima, perfeccionismo ou insegurança;
  • Pressão social e influência da mídia, incluindo a expectativa de se encaixar, o impacto das redes sociais e insatisfação com a própria aparência.

Além disso, a depressão na adolescência pode aparecer junto com outros problemas, como ansiedade, TDAH, transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia, ou uso abusivo de álcool e drogas.

Como tratar

O tratamento da depressão na adolescência pode incluir:

1. Medicação

A medicação é indicada principalmente para casos moderados a graves de depressão, sendo que os antidepressivos mais usados em adolescentes são a fluoxetina e sertralina, que atuam ajudando a regular o humor, o sono e o apetite.

É indicado que o uso da medicação seja diário e combinado com psicoterapia para ser mais eficaz.

2. Psicoterapia

A psicoterapia é o principal tratamento para a depressão em adolescentes, sendo os métodos mais usados:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Ajuda a identificar pensamentos negativos e substituí-los por formas de pensar e agir mais saudáveis;
  • Terapia Interpessoal: Foca nos relacionamentos do adolescente, ajudando a lidar com luto, conflitos, mudanças de vida e dificuldades sociais;
  • Ativação Comportamental: Incentiva o adolescente a retomar atividades e se envolver socialmente para se sentir melhor;
  • Tratamento com foco na família: Envolve os pais para melhorar a comunicação e o apoio emocional, o que ajuda na recuperação.

A psicoterapia também pode incluir a terapia de aceitação e compromisso, que trabalha atenção plena e flexibilidade emocional. Entenda melhor como é feita a psicoterapia.

3. Mudanças nos hábitos

Mudanças no dia a dia também ajudam o adolescente a se recuperar, como manter amizades e buscar apoio em momentos difíceis é muito importante para o bem-estar emocional. 

Além de ter hábitos saudáveis, como uma rotina de sono adequada de 8 a 10 horas, o uso moderado de aparelhos eletrônicos e a prática de esportes, que contribuem para a saúde mental. 

Um ambiente escolar seguro e programas que desenvolvem habilidades sociais podem fortalecer o adolescente e melhorar sua qualidade de vida. Confira o que fazer para sair da depressão.

Como a família e amigos podem ajudar?

É importante que familiares e amigos fiquem atentos aos sintomas da depressão, pois eles podem perceber mudanças no comportamento ou humor do adolescente.

 O apoio é fundamental, mesmo que de forma discreta, oferecendo escuta, compreensão e incentivo para que o adolescente se sinta seguro para falar sobre seus sentimentos. 

Estar presente no dia a dia, acompanhar rotinas e apoiar hábitos saudáveis também ajuda, assim como incentivar a busca por tratamento quando necessário. 

Além disso, é importante que a família demonstre que o adolescente está integrado na família e que é importante para a tomada de decisões, por exemplo.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bacilos de Doderlein: o que são e quando é necessário tratamento

Os bacilos de Doderlein, também chamados de lactobacilos, são bactérias que fazem parte da microbiota normal da vagina e são responsáveis por proteger a região íntima da mulher e evitar a proliferação de microrganismos que podem causar doenças quando estão em excesso, como é o caso da Candida sp. e da Gardnerella sp.

A doença acontece quando a quantidade de lactobacilos diminui, o que pode acontecer devido a alterações no sistema imune, uso de antibióticos ou relações sexuais desprotegidas, favorecendo o desenvolvimento de fungos e bactérias e levando ao surgimento de sinais e sintomas de infecção.

Os lactobacilos protegem a região íntima da mulher ao consumir o glicogênio produzido pelas células da vagina sob influência do hormônio estrogênio. Em seguida, convertem o glicogênio em ácido lático, o que deixa a vagina com o pH em torno de 3,8 - 4,5, impedindo o aparecimento e proliferação de bactérias e fungos que prejudicam a saúde.

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Bacilos de Doderlein em excesso faz mal?

O bacilo de Doderlein em excesso não representa risco para a saúde da mulher e pode até mesmo ser considerado benéfico, uma vez que são bactérias protetoras da região íntima feminina.

Como saber se os bacilos de Doderlein estão aumentados

O aumento da quantidade de bacilos de Doderlein pode provocar:

  • Corrimento esbranquiçado;
  • Corrimento sem cheiro;
  • Coceira, vermelhidão e ardor ao urinar, em alguns casos.

Caso ocorram esses sintomas, é importante ir ao ginecologista para que seja feito o diagnóstico correto, pois pode se tratar de uma infecção bacteriana ou fúngica.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

O que pode diminuir a quantidade de bacilos

Algumas situações podem diminuir a quantidade de bacilos de Doderlein e tornar a mulher mais susceptível à ocorrência de infecções, como:

  • Uso de antibióticos;
  • Má higienização da região íntima;
  • Imunidade baixa;
  • Uso de roupas apertadas;
  • Relações sexuais desprotegidas.

A quantidade de lactobacilos também diminui durante o período menstrual, no período pós-parto e de amamentação, isso porque há uma diminuição na concentração de estrogênio, o que diminui a produção de glicogênio e, consequentemente, a conversão em ácido lático pela bactéria, aumentando o pH da vagina e permitindo que haja proliferação de outras bactérias, incluindo a Gardnerella vaginalis, que é responsável pela vaginose bacteriana. Veja como identificar a vaginose bacteriana.

Quando é necessário tratamento

O tratamento geralmente é utilizado nos casos em que a mulher tem uma diminuição na quantidade de bacilo de Doderlein. Nessas situações, geralmente o médico indica fazer uso de probióticos que auxiliem na reconstrução da flora vaginal, como o probiótico Lactobacillus acidophilus.

A reconstituição da flora também pode ser feita com um banho de assento na qual a água contém uma cápsula aberta de probióticos. Veja como tomar lactobacilos em cápsulas.

Além disso, é importante ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regulares, evitar usar roupas muito apertadas, realizar sempre boa higienização da região íntima e utilizar calcinhas de algodão para preservar a flora bacteriana e evitar que fungos e outras bactérias se proliferem.



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