quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Epiglotite: o que é, sintomas, causas e tratamento

A epiglotite é a inflamação da epiglote, estrutura de cartilagem atrás da língua que impede a entrada de alimentos e líquidos nas vias respiratórias durante a deglutição. Geralmente, é causada por uma infecção.

Os sintomas incluem febre, dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, salivação excessiva, voz abafada e ruídos ao respirar. Embora fosse mais comum em crianças, atualmente a epiglotite é mais frequente em adultos.

A epiglotite é uma emergência médica, pois pode bloquear a passagem de ar para os pulmões. O tratamento hospitalar pode incluir antibióticos e monitoramento da respiração.

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Sintomas de epiglotite

Os principais sintomas da epiglotite são:

  • Febre alta, acima de 38ºC;
  • Dor de garganta intensa;
  • Dificuldade para engolir ou respirar;
  • Voz abafada ou rouquidão;
  • Excesso de saliva na boca devido à dificuldade para engolir;
  • Ruído agudo ao respirar, conhecido como estridor;
  • Coloração azulada da pele (cianose), nos casos mais graves.

Em crianças, os sintomas de epiglotite aguda surgem repentinamente, com febre e dificuldade para respirar, levando-as a ficar sentadas e inclinadas para a frente para facilitar a respiração.

Em adultos, os sintomas podem surgir gradualmente, com dor intensa e dificuldade para engolir, mesmo quando a garganta parece normal.

Em caso de suspeita de epiglotite, é necessário procurar imediatamente o pronto-socorro mais próximo.

Qual a função da epiglote?

A epiglote fecha a entrada da traqueia durante a deglutição, impedindo que alimentos e líquidos entrem nas vias respiratórias e ajudando a prevenir engasgos.

Na epiglotite, a inflamação dificulta a deglutição e a passagem de ar para os pulmões, podendo causar obstrução das vias respiratórias nos casos graves.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da epiglotite é feito pela avaliação dos sintomas e pela visualização direta da epiglote, quando seguro.

Nos casos graves, a endoscopia laríngea pode ser realizada em centro cirúrgico, com equipamentos e equipe preparados para garantir a segurança das vias respiratórias.

O raio-X lateral do pescoço pode mostrar a epiglote aumentada e arredondada, lembrando o formato de um polegar (sinal do polegar da epiglotite), mas não confirma o diagnóstico isoladamente.

O ultrassom do pescoço também permite avaliar a espessura da epiglote sem utilizar radiação e pode ajudar a acompanhar a evolução da inflamação durante o tratamento.

Possíveis causas

As principais causas da epiglotite são:

  • Infecções bacterianas, principalmente por Haemophilus influenzae tipo b (Hib);
  • Infecções virais, como gripe, Epstein-Barr, herpes simples tipo 1, varicela-zóster e parainfluenza;
  • Infecções por fungos, como Candida spp., especialmente em pessoas com imunidade baixa;
  • Queimaduras e lesões químicas;
  • Doenças autoimunes ou imunoterapia contra o câncer;
  • Lesões causadas por corpos estranhos ou objetos ingeridos, como espinhas de peixe.

A bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) era a principal causa de epiglotite infantil, mas a vacinação reduziu os casos. No entanto, outras bactérias podem causar a condição.

Atualmente, a epiglotite é mais frequente em adultos, sendo os estreptococos uma das possíveis causas.

A epiglotite é contagiosa?

A epiglotite não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, mas algumas infecções que causam a doença podem ser contagiosas.

Bactérias como Haemophilus influenzae tipo b podem ser transmitidas por secreções respiratórias, liberadas ao tossir ou espirrar.

Como é feito o tratamento

O tratamento da epiglotite é realizado no hospital para controlar a inflamação, combater a infecção e evitar a obstrução das vias respiratórias. As opções incluem:

  • Antibióticos: administrados por via intravenosa para combater infecções bacterianas;
  • Intubação: mantém a passagem de ar nos casos graves ou com risco de obstrução;
  • Corticoides: podem reduzir a inflamação, mas seus benefícios ainda são incertos;
  • Epinefrina nebulizada: em situações específicas, embora sua eficácia não esteja bem estabelecida.

Durante a internação, a respiração deve ser monitorada continuamente. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a prevenir complicações e, na maioria dos casos, permitem a recuperação sem procedimentos para auxiliar a respiração.

Prevenção da epiglotite

A principal forma de prevenir a epiglotite causada por Haemophilus influenzae tipo b é a vacinação contra essa bactéria, conhecida como vacina Hib, que faz parte dos programas de vacinação infantil.

Essa vacina permitiu reduzir consideravelmente os casos de epiglotite em crianças, embora não proteja contra todas as causas da doença.

Leia também: Calendário de vacinação do bebê 2026: do nascimento aos 4 anos tuasaude.com/calendario-de-vacinacao-do-bebe

O que fazer em caso de epiglote inflamada

Diante da suspeita de epiglotite, é necessário procurar imediatamente um serviço de emergência, pois a inflamação pode bloquear as vias respiratórias.

Além disso, deve-se evitar examinar a garganta por conta própria ou introduzir objetos na boca, pois isso pode agravar a obstrução.



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Anti-inflamatórios: o que são, principais tipos e como usar

Os anti-inflamatórios são remédios que reduzem a inflamação e ajudam a baixar a febre, sendo divididos em dois grupos diferentes, os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e os corticoides.

Os AINEs são utilizados para aliviar dores leves a moderadas e reduzir a febre, enquanto os corticoides são indicados para tratar doenças inflamatórias, alérgicas e autoimunes, como asma e lúpus.

Os anti-inflamatórios devem ser usados com indicação médica, pois o tipo, a dose e a duração do tratamento variam conforme a causa dos sintomas e o estado de saúde de cada pessoa.

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Os principais tipos de anti-inflamatórios incluem:

Anti-inflamatórios não esteroides

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINES) agem bloqueando as enzimas ciclo-oxigenase (COX), o que reduz a produção de substâncias responsáveis pela inflamação, dor e febre. 

Geralmente, são indicados para tratar dores leves a moderadas, como dor de cabeça, de garganta, muscular, menstrual ou artrite, além de baixar a febre.

Esses medicamentos devem ser usados na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, pois podem afetar o estômago, a pressão arterial e os rins. Na gravidez, devem ser evitados a partir da 20ª semana, salvo indicação médica.

Alguns exemplos de anti-inflamatórios não esteroides são:

1. Ácido acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico, também conhecido como AAS ou Aspirina, é um AINE que alivia dores leves a moderadas e reduz a febre.

Em doses baixas, também ajuda a prevenir a formação de coágulos em pessoas com determinadas doenças cardiovasculares.

Como usar: deve ser tomado por via oral, após uma refeição para reduzir a irritação no estômago. Para dor ou febre em adultos, a dose usual é de 1 a 2 comprimidos de 500 mg a cada 4 a 8 horas, até 3 vezes por dia. Veja outras formas de tomar o ácido acetilsalicílico.

2. Ibuprofeno

O ibuprofeno é um AINE indicado para aliviar dores de cabeça, musculares e de dente, cólicas menstruais e febre, inclusive em quadros de gripe e resfriado.

Como usar: a forma de uso do ibuprofeno depende da apresentação, já que pode ser encontrado em gotas, comprimidos, cápsulas gelatinosas ou suspensão oral.

Leia também: Para que serve o ibuprofeno (e como tomar) tuasaude.com/ibuprofeno-para-que-serve

3. Diclofenaco

O diclofenaco tem ação analgésica, anti-inflamatória e antitérmica. É utilizado para aliviar dores e inflamações associadas à osteoartrite, artrite reumatoide, cólicas menstruais e lesões musculares.

Como usar: está disponível em comprimidos, gotas, supositórios, injetáveis e géis. A dose e a via de administração dependem da apresentação e da indicação médica. Veja como usar o diclofenaco.

4. Nimesulida

A nimesulida é indicada para o alívio de dores agudas, como dor de garganta, dor de dente e cólicas menstruais. Veja outras indicações da nimesulida.

O uso da nimesulida exige cautela devido ao risco de lesão hepática.

Como usar: a nimesulida está disponível em comprimidos, cápsulas, gotas e granulado. Deve ser tomada por via oral após a refeição, sendo que a dose normalmente recomendada para adultos é de meio a um comprimido de 100 mg a cada 12 horas, conforme orientação médica.

Leia também: Para que serve a nimesulida: 9 indicações e como usar tuasaude.com/nimesulida-para-que-serve

5. Clonixinato de lisina

O clonixinato de lisina é um AINE utilizado para aliviar dores, como cólicas menstruais, dor de dente, dor muscular, cólica renal e dor pós-operatória.

Como usar: a dose usual para dor leve ou moderada  em adultos é de 1 comprimido de 125 mg, a cada 6 horas, ou conforme orientação médica. A dose máxima diária é de 6 comprimidos em doses divididas.

6. Naproxeno

O naproxeno é um AINE de ação prolongada, indicado para aliviar dores e inflamações associadas a cólicas menstruais, osteoartrite, artrite reumatoide e crises de gota, entre outras condições.

Como usar: para adultos, a dose recomendada é de 1 comprimido de 125 mg, 1 a 2 vezes por dia, ou 1 comprimido de 550 mg, 1 vez por dia. A dose diária não deve ultrapassar 550 mg.

Leia também: Naproxeno: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/naproxeno

7. Cetorolaco

O cetorolaco é um AINE com potente ação analgésica, indicado para o tratamento de curto prazo da dor aguda moderada a intensa, como a causada por cirurgias, extrações dentárias e cólicas renais.

Deve ser utilizado pelo menor tempo possível, respeitando o limite de duração orientado pelo médico.

Como usar: disponível em comprimidos, apresentações sublinguais e soluções injetáveis. Para adultos de até 65 anos, a dose usual é de 1 comprimido de 10 mg a cada 6 a 8 horas. A dose máxima diária não deve exceder 60 mg.

8. Celecoxibe

O celecoxibe é um AINE que inibe seletivamente a enzima COX-2. É indicado para tratar osteoartrite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante e dores agudas, incluindo cólicas menstruais.

Como usar: deve ser tomado por via oral, com ou sem alimentos. A dose varia de acordo com a condição a ser tratada e deve seguir a prescrição médica. Saiba como usar o celecoxibe corretamente.

9. Meloxicam

O meloxicam é um AINE com ação preferencial sobre a COX-2, utilizado para aliviar a dor e a inflamação causadas por osteoartrite, artrite reumatoide e espondilite anquilosante.

Como usar: disponível em comprimidos, cápsulas, suspensão oral e solução injetável. Geralmente é administrado uma vez ao dia, conforme a dose prescrita.

Leia também: Meloxicam: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/meloxicam-movatec

Corticoides

Os corticoides são medicamentos com potente ação anti-inflamatória e imunossupressora. São utilizados no tratamento de doenças como artrite reumatoide, asma, DPOC, lúpus e doenças inflamatórias intestinais.

O uso deve ser supervisionado por um médico, pois pode causar efeitos adversos e, após tratamentos prolongados, exigir redução gradual da dose.

Alguns exemplos de corticoides são:

1. Dexametasona

A dexametasona é um corticoide utilizado para tratar doenças alérgicas e inflamatórias que afetam a pele, as articulações, os olhos, os pulmões e outros órgãos.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de comprimidos, elixir, solução injetável, creme dermatológico ou colírio oftálmico, devendo ser usado com indicação médica.

Como usar: a dose e a via de administração dependem da doença e da apresentação da dexametasona. Veja como usar a dexametasona.

2. Betametasona

A betametasona é um corticoide de potente ação anti-inflamatória, utilizado para tratar doenças da pele, das mucosas, das articulações e do sistema respiratório, como dermatite, urticária, artrite reumatoide e asma.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de pomada, creme, loção, solução tópica, comprimido ou injetável, e deve ser usado somente com indicação médica.

Como usar: as doses da betametasona variam de acordo com a apresentação, sendo que normalmente para comprimidos, as doses normalmente recomendadas para adultos variam entre 0,25 mg a 8,0 mg por dia, conforme orientação médica. Saiba como usar a betametasona pomada ou creme.

3. Prednisona

A prednisona é um corticoide utilizado no tratamento de doenças inflamatórias, alérgicas e autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus, asma e dermatite. Confira outras indicações da prednisona.

É um pró-fármaco que se transforma em prednisolona no fígado.

Como usar: deve tomada por via oral, geralmente pela manhã. A dose depende da doença, da resposta ao tratamento e da orientação médica.

4. Prednisolona

A prednisolona é um corticoide indicado para tratar doenças inflamatórias e autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus, asma e dermatite. Diferentemente da prednisona, já está na forma ativa.

Leia também: Para que serve a prednisolona (e como tomar) tuasaude.com/prednisolona-para-que-serve

Como usar: a dose varia muito em função do peso, idade, doença a tratar e da apresentação, pois pode ser encontrada na forma de comprimidos, suspensão oral ou gotas.

5. Hidrocortisona

A hidrocortisona é um corticoide semelhante ao cortisol, hormônio produzido pelo organismo.

Na forma tópica, ajuda a aliviar coceira, vermelhidão e inflamação causadas por dermatite, eczema e reações alérgicas leves. Outras apresentações são utilizadas para tratar insuficiência adrenal e determinadas situações clínicas.

Como usar: cremes e pomadas são aplicados em camada fina sobre a área afetada. Comprimidos e injetáveis exigem doses individualizadas e orientação médica. Saiba como usar a hidrocortisona pomada, comprimido e injeção.

6. Deflazacorte

O deflazacorte é um corticoide utilizado para tratar doenças inflamatórias e autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus e asma. Também pode ser indicado para a distrofia muscular de Duchenne.

Como usar: a dose recomendada para adultos varia de 6 mg a 90 mg por dia, dependendo da gravidade dos sintomas e orientação médica.



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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

8 passos para dormir mais rápido e melhor

Para dormir mais rápido e melhor, é importante relaxar, o que pode ser feito através do controle da respiração, relaxamento dos músculos e distração da mente. Além disso, também é possível escutar música relaxante e tomar alguma bebida quente e com propriedade calmante, como chá de camomila, que estimula a melatonina, um hormônio que contribui para a regulação do sono.

Além disso, é fundamental que o ambiente esteja pouco iluminado e tenha uma temperatura adequada que ajudem a favorecer o sono, de modo que não existam barulhos que possam incomodar e perturbar a pessoa na hora de dormir.

Além disso, para melhorar o sono e evitar a sonolência no dia seguinte, é importante que as pessoas que sofrem de insônia ou dificuldade para dormir sigam hábitos, como ter uma rotina de horários, praticar exercícios físicos e evitar tomar bebidas com cafeína após as 17h. Confira outros hábitos que ajudam a melhorar o sono.

INSÔNIA: 10 truques para dormir rápido e melhor

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Como dormir mais rápido

Para dormir mais rapidamente, pode-se seguir algumas técnicas e exercícios, como:

1. Controlar a respiração

Uma respiração mais profunda e demorada ajuda a relaxar o corpo e diminuir os batimentos cardíacos, fazendo com que o cérebro entenda que é o momento de desacelerar, ajudando a adormecer mais rápido.

Exercício: Pratique o método 4-7-8, que consiste em inspirar pelo nariz por 4 segundos, segurar a respiração por 7 segundos e soltar o ar pela boca durante 8 segundos.

2. Relaxar os músculos

O estresse e ansiedade fazem com que os músculos fiquem contraídos, mesmo sem que percebamos. Assim, uma ótima forma de relaxar e pegar no sono mais rapidamente é praticar uma técnica de relaxamento muscular. Conheça a técnica de mindfulness para a ansiedade.

Exercício: Encontre uma posição confortável, de preferência com a barriga para cima e braços e pernas afastados e, em seguida, inspire profundamente. Ao soltar o ar, deve-se imaginar que os músculos estão se soltando e relaxando. Repita por 3 vezes. Em seguida, imagine os músculos de cada região do corpo e o seu relaxamento, um por um, desde os pés até a cabeça.

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3. Tomar uma bebida quente

Faça um pequeno lanche ou tome uma bebida quente ou relaxante antes de dormir. Algumas opções podem ser um copo de leite quente com mel ou com uma bolacha doce, cereja com leite de arroz, ou um chá de camomila ou erva cidreira, por exemplo, que aumentam os níveis de triptofano ou melatonina, hormônios que ajudam a regular o sono.

4. Distrair a mente

Uma causa importante da insônia é o excesso de preocupações e pensamentos, o que gera cada vez mais ansiedade e, como consequência, o estado de alerta. Para evitar isto, é possível encontrar formas de conduzir a mente para outros tipos de pensamentos, e facilitando o relaxamento e o sono.

Exercício: Passe cerca de 10 a 15 minutos fazendo uma recapitulação do dia que se passou ou um planejamento do dia seguinte. Imagine o que fazer para ter um dia melhor e perfeito, o que ajuda a distrair e acalmar.

Este treino só não é recomendado se estiver passando por alguma situação estressante, devendo-se preferir focar em outro tipo de assunto, como uma matéria ou assunto que está estudando, por exemplo.

5. Ouvir música relaxante

Colocar para tocar uma música relaxante, ou sons que acalmam, como o ruído branco, pode ser uma boa alternativa para adormecer mais rápido.

Exercício: Compre um CD ou baixe uma Playlist de músicas para relaxar, acalmar ou meditar, que pode conter músicas tranquilas ou sons da natureza, como da chuva, por exemplo. De preferência, não use fone de ouvido, pois podem incomodar ou machucar os ouvidos durante o sono. Enquanto ouve, procure aplicar as outras técnicas de respiração ou relaxamento dos músculos.

Leia também: Ruído branco: o que é, benefícios e como usar tuasaude.com/ruido-branco

6. Concentrar-se em algo

Focar em uma meta, um lugar ou algum objeto, e imaginando-os com detalhes, são boas formas de distrair e acalmar os pensamentos, fazendo com que o sono chegue mais rápido.

Exercício: Foque em uma paisagem bela, como uma praia ou floresta, por exemplo, e imagine os detalhes, como som da água, ruídos dos animais, texturas e cheiros. Faça isso com o auxílio de uma respiração profunda e sinta os músculos relaxando sempre que soltar o ar.

7. Tentar manter os olhos abertos

Às vezes, o fato de estar tentando muito causa ansiedade e dificulta o sono, assim, parar de insistir para dormir pode ajudar a adormecer mais rapidamente.

Exercício: Se o sono demorar para chegar, tente manter os olhos abertos. Se isto não funcionar, é preferível se levantar e fazer alguma outras atividade, ao invés de ficar na cama, pois o fato de estar de olhos fechados e sem conseguir dormir, pode piorar a insônia.

8. Adequar o ambiente

Qualquer coisa que esteja incomodando o corpo aumenta os níveis de estresse e afastam o sono, por isso, ter um ambiente propício para dormir é fundamental para que não haja insônia, o que muitas vezes é deixado de lado. Ter uma temperatura adequada, reduzir a iluminação e diminuir barulhos indesejáveis são essenciais para permitir um sono rápido. Confira como programar uma boa noite de sono.

Exercício: Prepare o quarto e deixe-o ideal para dormir com estes 5 passos:

  1. Adeque a temperatura, especialmente se for um local onde faz muito calor, e invista em um ventilador ou ar condicionado;
  2. Ajuste a iluminação, desligando lâmpadas e luzes brilhantes de aparelhos, como computador, celular ou televisão. Se for preciso ter algum tipo de iluminação durante ou nos 90 minutos antes do sono, é preferível a luz laranja clara, que estimula a produção e melatonina, o hormônio do sono. Evite ao máximo os aparelhos eletrônicos;
  3. Remova ruídos que possam incomodar, mas caso isso não seja possível, abafe estes sons com um aparelho de ruído branco, comprado em lojas de eletrônicos, com um ventilador ou com uma gravação de sons da natureza, por exemplo;
  4. Mantenha o corpo confortável, investindo em um colchão e travesseiros que deixem o corpo neutro e, de preferência com o pescoço em linha reta. É recomendado ter um travesseiro médio para apoiar o pescoço e outro para ficar entre as pernas;
  5. Use aromaterapia, usando algumas gotas de óleo essencial de lavanda, no travesseiro ou fronha. Entenda para que serve e como funciona a aromaterapia.

Além disto, tomar um banho quente também ajuda a relaxar, de preferência em uma banheira, com aromatizantes relaxantes.



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Melhor posição para dormir (e quais evitar)

A melhor posição para dormir é de lado, com a cabeça apoiada no travesseiro e outro travesseiro no meio das pernas, entre os joelhos.

Nesta posição, a coluna fica bem apoiada e em linha reta, evitando o aparecimento de dor nas costas e lesões na coluna. Além disso, a pressão é retirada das articulações, especialmente na região do pescoço, dos joelhos e tornozelos.

Além destes benefícios, dormir na posição correta ajuda também a controlar o ronco, diminuir o refluxo e favorece, até, o combate às rugas.

Para quem não consegue dormir de lado, a segunda melhor posição consiste em dormir de barriga para cima, com as costas retas e com a cabeça apoiada num travesseiro baixo.

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Melhor posição para dormir

Vantagens e desvantagens de cada posição

As principais vantagens e desvantagens de cada posição de sono são:

1. Dormir de barriga para cima

Dormir de barriga para cima com um travesseiro alto favorece a anteriorização da cabeça, o que pode acabar favorecendo a postura corcunda. Além disso pode causar dor no fundo das costas porque a região lombar acaba sendo pressionada. Essa posição também favorece o ronco e a apneia do sono porque a língua desliza para trás e dificulta a passagem do ar pela garganta.

Quando pode ser uma boa opção: se houver dor ou alterações no ombro, se está em tratamento com cremes antirrugas durante a noite, se possui alguma ferida no rosto. Ao colocar uma almofada não só no pescoço, mas também nas costas, pode ser útil para ficar recostado, o que facilita a respiração, em caso de gripe, por exemplo. Colocar uma travesseiro bem fininho sob o pescoço e uma almofada por baixo dos joelhos também ajuda a melhorar a posição da coluna.

2. Dormir de bruços

Dormir de bruços é uma das piores posições para o pescoço, porque para que esta se torne uma posição confortável a pessoa precisa apoiar a cabeça nas costas das mãos, e vira o pescoço para o lado. Além disso essa posição retifica toda a coluna, não respeitando sua curvatura natural, o que geralmente causa dores de coluna.

Quando pode ser uma boa opção: Ao colocar um travesseiro fino e macio em baixo do abdômen, a coluna ficar melhor apoiada, mas não é indicado dormir toda a noite nessa posição para proteger a coluna. Dormir de bruços pode ser indicado quando não é possível deitar de lado, devido a dores no quadril, por exemplo.

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3. Dormir de lado

Esta é a melhor posição para proteger a coluna, mas para que realmente seja relaxante é bom colocar um travesseiro no pescoço e um outro fininho entre as pernas, com estes ajustes a coluna mantém sua curvatura natural e fica totalmente apoiada, não causando danos à coluna.

Além disso, quando se dorme para o lado esquerdo, os alimentos conseguem passar mais facilmente pelo intestino, o que favorece a digestão, além de melhorar a circulação sanguínea e o funcionamento do sistema imunológico.

Quando pode ser mau: Dormir de lado com um travesseiro muito alto, sem travesseiro no pescoço ou entre as pernas também prejudica a coluna e por isso pode ser mau. Também não é indicado que a grávida durma sobre o lado direito, optando por dormir sempre sobre o lado esquerdo porque assim o fluxo sanguíneo para o bebê continua fluindo de forma mais constante. A posição fetal, onde a pessoa deita-se de lado e fica toda encolhida também não a melhor opção porque os ombros ficam muito para frente, assim como a cabeça, e a pessoa tem mais possibilidade de ficar corcunda.

Cada pessoa está habituada a dormir de um jeito e não é problemático tentar outras posições, desde que se sinta confortável. Variar as posições durante a noite também é uma boa possibilidade de acordar mais descansado e sem dor na coluna ou no pescoço, no entanto sempre que se sentir desconfortável deve mudar de posição, mas sempre tendo o cuidado de manter a coluna bem apoiada durante toda a noite, ou pelo menos, na maior parte da madrugada.

MELHOR POSIÇÃO PARA SONO PERFEITO

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O que evitar na hora de dormir

Pessoas com problemas num joelho, anca ou ombro devem evitar dormir para o lado da lesão. Para evitar dormir para esse lado inconscientemente durante a noite, pode-se colocar uma almofada do lado da lesão, para dificultar a mudança de posição para esse lado ou colocar um objeto no bolso do pijama, como uma bola por exemplo, do lado onde se localiza a lesão.

Se possível, deve-se optar por uma cama grande, principalmente para dormir em casal, porque possibilita mais espaço para se ajustar a postura e evitar travesseiros muito altos.

Além disso, nunca se deve dormir sentado numa cadeira ou deitado num sofá, porque torna-se difícil dormir numa posição correta.



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Tamiflu: para que serve, posologia e efeitos colaterais

Tamiflu é um remédio antiviral indicado para o tratamento ou prevenção da gripe causada pelos vírus influenza A e B, incluindo dos vírus Influenza A H1N1 ou H3N2.

Esse remédio contém fosfato de oseltamivir na sua composição, que age impedindo a multiplicação e bloqueando as ações dos vírus da gripe, sendo fornecido gratuitamente pelo SUS, desde que tenha indicação médica.

O Tamiflu também pode ser encontrado em farmácias e drogarias na forma de cápsulas com 30 mg, 45 mg ou 75 mg, podendo ser usado por adultos ou crianças com mais de 1 ano, com prescrição e orientação médica.

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Para que serve o Tamiflu

O Tamiflu é indicado para:

  • Tratamento da gripe causada pelos vírus influenza A e influenza B, em adultos e crianças com mais de 1 ano;
  • Prevenção da gripe em pessoas que tiveram contato próximo com uma pessoa infectada pelos vírus influenza A ou B ou em caso de surto comunitário de gripe.

O uso do Tamiflu só deve ser feito com indicação médica, com as doses e pelo tempo de tratamento orientado pelo médico.

É importante ressaltar, que o Tamiflu não substitui a vacina da gripe.

Leia também: Vacina da gripe: quem pode tomar, reações (e dúvidas comuns) tuasaude.com/agriflu-vacina-da-gripe

Tamiflu precisa de receita?

Sim, o Tamiflu precisa de receita médica. Isso porque o uso deste remédio deve ser feito conforme o objetivo do tratamento, a idade e o peso corporal da pessoa, que devem ser avaliados pelo médico.

Tamiflu genérico

O Tamiflu genérico é um medicamento que contém o princípio ativo fosfato de oseltamivir, sendo vendido, assim, com este nome.

O fosfato de oseltamivir atua da mesma forma que o medicamento Tamiflu no tratamento e na prevenção da gripe, sendo encontrado nas doses de 30 mg, 45 mg e 75 mg.

Princípio ativo do Tamiflu

O princípio ativo do Tamiflu é o fosfato de oseltamivir, que diminui a multiplicação dos vírus da gripe, inibe a entrada destes em células ainda não infectadas e inibe a propagação destes vírus no organismo.

Assim, este medicamento diminui a duração dos sinais e sintomas da gripe, a gravidade desta doença e a incidência de complicações associadas à gripe.

Tamiflu é antibiótico?

O Tamiflu não é antibiótico, pois não tem ação contra bactérias. Esse remédio é um antiviral que tem ação contra o vírus da gripe, influenza A e B.

Como tomar

O Tamiflu deve ser tomado por via oral, com um copo de água, antes ou após as refeições. No entanto, para evitar irritação no estômago, é recomendado que a cápsula seja tomada após a alimentação.

Se a pessoa não conseguir ingerir cápsulas, pode abrí-las e transferir todo o conteúdo para uma pequena quantidade (no máximo 1 colher de chá) de alimentos doces.

Assim, pode-se dissolver o conteúdo das cápsulas em calda de chocolate, mel, açúcar dissolvido em água, cobertura de sobremesa, leite condensado, calda de frutas ou iogurte, misturando bem e tomando imediatamente após.

Posologia do Tamiflu

A posologia do Tamiflu varia conforme a indicação e a dosagem deste remédio.

1. Tratamento da gripe

As doses normalmente recomendadas são:

Idade Dose
Adultos e adolescentes com mais de 13 anos
  • 1 cápsula de Tamiflu 75 mg, 2 vezes por dia.
Crianças de 1 ano a 12 anos (conforme peso corporal)
  • Crianças com peso igual ou abaixo de 15 kg: 1 cápsula de Tamiflu 30 mg, 2 vezes por dia;
  • Crianças entre 15 kg e 23 kg: 1 cápsula de Tamiflu 45 mg, 2 vezes por dia;
  • Crianças entre 23 kg e 40 kg: 2 cápsulas de Tamiflu 30 mg, 2 vezes por dia;
  • Crianças com mais de 40 Kg: 1 cápsula de Tamiflu 75 mg, 2 vezes por dia.

O tratamento com Tamiflu para a gripe deve ser iniciado entre o primeiro e o segundo dia após o início dos sintomas da gripe. Saiba identificar os sintomas da gripe.

O tempo de tratamento com o Tamiflu para gripe é de 5 dias, ou conforme orientação médica.

Em caso de esquecimento de uma dose, deve-se procurar orientação do médico ou farmacêutico. Não se deve tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar a dose esquecida.

2. Prevenção da gripe

A posologia geralmente indicada do Tamiflu para a prevenir a gripe são:

Idade Dose
Adultos e crianças com mais de 13 anos
  • 1 cápsula de Tamiflu 75 mg, 1 vez por dia.
Crianças entre 1 ano e 12 anos (conforme peso corporal)
  • Crianças com peso igual ou abaixo de 15 kg: 1 cápsula de Tamiflu 30 mg, 1 vez por dia;
  • Crianças entre 15 kg e 23 kg: 1 cápsula de Tamiflu 45 mg, 1 vez por dia;
  • Crianças entre 23 kg e 40 kg: 2 cápsulas de Tamiflu 30 mg, 1 vez por dia;
  • Crianças com mais de 40 Kg: 1 cápsula de Tamiflu 75 mg, 1 vez por dia.

O tratamento com Tamiflu deve ser iniciado em até dois dias após o contato com uma pessoa infectada.

O tempo de tratamento com o Tamiflu para a prevenção da gripe é de 10 dias, ou conforme orientação médica, devendo sempre ser iniciado nas primeiras 48 horas após o contato com uma pessoa com gripe.

Tamiflu infantil

O Tamiflu infantil é uma forma popular de chamar este medicamento na dosagem de 30 mg ou 45 mg, já que foi desenvolvido apenas para crianças com menos de 13 anos.

Efeitos colaterais do Tamiflu

Os efeitos colaterais do Tamiflu são dor de cabeça, náuseas, vômitos ou dor no corpo, e são mais comuns de acontecer entre o primeiro e segundo dia de tratamento.

Outros possíveis efeitos colaterais que podem surgir incluem:

  • Alterações gastrointestinais, como sangramento gastrintestinal;
  • Alteração de pele e de tecido subcutâneo, como reações alérgicas de pele, incluindo dermatites, rash, eczema, urticária, eritema multiforme e alergia;
  • Alteração no fígado e vesícula biliar, como hepatite e aumento de enzimas hepáticas, em pessoas com infecção respiratória aguda;
  • Alteração psiquiátrica e do sistema nervoso, como convulsão, confusão mental, comportamento anormal, alucinações, agitação, ansiedade, pesadelos e nível alterado de consciência em pessoas com gripe, principalmente em crianças e adolescentes.

O Tamiflu também pode causar reações alérgicas graves, síndrome de Stevens-Johnson, que inclui lesões extensas na pele e mucosas com formação de bolhas e necrólise epidérmica tóxica, onde a camada superficial da pele se desprende.

Nesses casos, deve-se ir ou chamar ao pronto-socorro imediatamente.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

Quem não deve tomar

O Tamiflu não deve ser usado por crianças com menos de 1 ano ou pessoas que tenham alergia ao fosfato de oseltamivir ou a qualquer outro componente da fórmula.

Além disso, mulheres grávidas ou que estejam amamentando só devem usar o Tamiflu com orientação do médico.



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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Encefalopatia hepática: o que é, sintomas, graus e tratamento

Encefalopatia hepática é a deterioração da função cerebral causada por doença hepática grave, resultando em sintomas como confusão mental, mudanças de humor ou da personalidade, sonolência ou movimentos lentos.

A encefalopatia hepática é causado pela excesso de substâncias tóxicas, como a amônia, que não foram devidamente metabolizadas pelo fígado, chegando até o cérebro e ao sistema nervoso central.

O tratamento da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista, neurologista ou clínico geral e normalmente envolve o uso de remédios para reduzir os níveis de amônia no corpo, suporte nutricional, além de tratar a doença que causou a encefalopatia hepática.

Médica orientando paciente

Sintomas da encefalopatia hepática

Os principais sintomas de encefalopatia hepática são:

  • Confusão mental ou desorientação;
  • Sonolência excessiva;
  • Problemas de memória ou concentração;
  • Esquecimentos e pensamento lento;
  • Movimentos lentos;
  • Mudanças de humor ou da personalidade;
  • Mau hálito, com cheiro rançoso ou adocicado.

Além disso, nos casos mais graves de encefalopatia hepática, também podem surgir fala confusa ou arrastada, ansiedade grave, tremores das mãos ou braços, convulsões ou até coma.

É importante consultar o hepatologista ou clínico geral assim que surgirem os primeiros sintomas de encefalopatia hepática, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de doenças no fígado, e exame físico e laboratoriais.

Marque uma consulta com o hepatologista na região mais próxima de você:
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Assim, podem ser solicitados hemograma completo, níveis de amônia, sódio e potássio no sangue, e testes de função hepática. Vaja os principais exames para avaliar a função do fígado.

Além disso, outros exames podem ser solicitador para avaliar o cérebro, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, por exemplo.

Graus de encefalopatia hepática

Os principais graus de encefalopatia hepática são:

  • Encefalopatia hepática grau 0: caracterizada por sintomas leves, como alterações mínimas na memória, concentração e função intelectual;
  • Encefalopatia hepática grau 1: apresenta sonolência ou insônia, confusão mental leve, lentidão mental, atenção diminuída, euforia, depressão ou irritabilidade;
  • Encefalopatia hepática grau 2: caracterizada por sonolência excessiva, fala arrastada, desorientação, mudanças de personalidade ou tremor no punho quando estendido;
  • Encefalopatia hepática grau 3: apresenta incapacidade de realizar tarefas mentais, confusão mental e desorientação graves, amnésia, fala incompreensível ou acessos de raiva;
  • Encefalopatia hepática grau 4: caracterizada pela ausência de resposta a estímulos e coma.

O grau de encefalopatia hepática é baseado nos sintomas apresentados e é identificado pelo médico durante os exames de diagnóstico.

Quanto tempo dura a encefalopatia hepática

O tempo que a encefalopatia hepática dura varia de acordo com o grau, gravidade dos sintomas e da sua causa.

Em alguns casos, a encefalopatia hepática melhora completamente com o tratamento indicado pelo médico, no entanto, dependendo da sua causa, pode causar danos permanente no cérebro.

Possíveis causas

As principais causas de encefalopatia hepática são:

  • Doença hepática aguda, causada por hepatites virais ou lesões isquêmicas no fígado;
  • Problemas ou obstrução na circulação da veia porta no fígado;
  • Consumo excessivo de proteínas;
  • Uso inadequado de medicamentos, como paracetamol;
  • Alteração nos eletrólitos da corrente sanguínea, como pode ocorrer em caso de bulimia ou desidratação;
  • Sangramento do esôfago, estômago ou intestino;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doença renal.

Além disso, a encefalopatia hepática pode acontecer como consequência da insuficiência hepática crônica e da cirrose descompensada.

Leia também: Cirrose hepática: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-cirrose-hepatica

Essas situações podem provocar sobrecarga ou inflamação crônica no fígado, interferindo diretamente no seu funcionamento, de forma que as substâncias tóxicas não são devidamente metabolizadas e eliminadas no organismo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a encefalopatia hepática deve ser orientado pelo neurologista em conjunto com o hepatologista, podendo variar de acordo com a causa da alteração.

Os principais tratamentos para encefalopatia hepática são:

1. Uso de remédios

O uso de remédios para encefalopatia hepática tem como objetivo reduzir os níveis de amônia, através da sua inibição ou aumento da sua eliminação do corpo.

Assim, o médico pode indicar o uso de lactulose, neomicina, aspartato de ornitina ou rifaximina, por exemplo. Saiba como usar a rifaximina.

2. Suporte nutricional

O suporte nutricional tem como objetivo de diminuir a produção de amônia pelos intestinos, sendo recomendado que a pessoa consuma aproximadamente 35 a 40 kcal/kg por dia.

Esse suporte nutricional deve ser feito com orientação do nutricionista, mantendo uma ingestão de proteínas em torno de 1,2 a 1,5 mg/kg por dia, que pode ser proteína animal ou vegetal.

Além disso, é recomendado fazer pequenas refeições durante o dia em intervalos menores e evitar fazer jejum, pois pode resultar no aumento da produção de amônia.

É recomendado também evitar o consumo de alimentos ricos em gordura, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados.

3. Aumentar a hidratação

Aumentar a hidratação do corpo e corrigir os níveis de eletrólitos no corpo também é fundamental para o tratamento da encefalopatia hepática.

Desta forma, o médico pode recomendar o uso de soluções de hidratação oral e, se necessário, internamento hospitalar para receber soro e eletrólitos na via.

4. Transplante de fígado

O transplante de fígado pode ser indicado pelo médico nos cados de cirrose e, geralmente ocorre melhora dos sintomas cognitivos causados pela encefalopatia hepática em até 5 anos após o transplante. Entenda como funciona o transplante de fígado e como é a recuperação.



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Supercrescimento bacteriano (SIBO): o que é, sintomas e tratamento

Síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é um distúrbio no qual existe o desenvolvimento excessivo de bactérias no intestino delgado, resultando em sintomas como diarreia, dor abdominal ou inchaço na barriga.

As causas dessa síndrome podem envolver problemas nos movimentos intestinais, alterações anatômicas, hipocloridria ou uso de remédios, por exemplo, podendo também resultar em má absorção de nutrientes que em alguns casos pode levar à desnutrição.

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado, também conhecida pela sigla SBID, ou em inglês SIBO, é feito pelo gastroenterologista, que pode indicar alterações na dieta e no estilo de vida ou uso de antibióticos.

Imagem ilustrativa número 1

Principais sintomas

Os principais sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) são:

  • Diarreia aquosa crônica;
  • Dor ou desconforto abdominal, especialmente depois de comer;
  • Excesso de gases intestinais;
  • Sensação constante de barriga inchada ou de má digestão;
  • Períodos de diarreia, intercalados com prisão de ventre;
  • Perda do apetite;
  • Desnutrição, nos casos mais graves.

A SIBO também pode causar má absorção nutrientes, como gorduras, carboidratos ou vitaminas A, B12, D ou K, resultando em sintomas como presença de gordura nas fezes, perda de peso não intencional, cansaço excessivo, dormência nas mãos ou pés, cãibras musculares ou anemia, por exemplo.

Por isso, é importante consultar o gastroenterologista sempre que surgirem sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é feito pelo gastroenterologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame do teste respiratório do hidrogênio no ar respirado.

Isto porque, o excesso de bactérias no intestino delgado libera este tipo de gás em quantidade superior ao que é considerado normal. Assim, o teste da respiração é uma forma não invasiva e não direta de identificar um possível caso de SBID.

Marque uma consulta com um gastroenterologista na região mais próxima:

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Para fazer este teste é preciso ficar em jejum por 8 horas e depois ir a clínica para fazer uma expiração para o interior de um tubo. Depois disso, o técnico entrega um líquido especial que deve ser bebido e, a partir desse momento, são recolhidos em novos tubos outras expirações a cada 2 ou 3 horas.

Normalmente, pessoas com SBID apresentam um aumento das quantidades de hidrogênio e metano no ar expirado ao longo do tempo. E quando isso acontece, o resultado é considerado positivo.

Porém, se o teste não for conclusivo, o médico pode pedir a realização de outros exames, especialmente a retirada de uma amostra do líquido presente no intestino delgado, para avaliar, em laboratório, a quantidade de bactérias.

Possíveis causas

A síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado pode ser causada por:

  • Distúrbios da motilidade gastrointestinal, como na síndrome do intestino irritável, diabetes mellitus ou esclerodermia;
  • Diminuição ou ausência da produção de ácido gástrico, chamadas hipocloridria ou acloridria;
  • Insuficiência pancreática crônica;
  • Alterações anatômicas do intestino delgado, como diverticulose, estreitamento, aderências pós operatórias ou bypass gástrico;
  • Distúrbios do sistema imune, como AIDS ou deficiência de IgA;
  • Alterações das enzimas e das bactérias comensais.

Esta síndrome também pode estar relacionada com a utilização de alguns medicamentos, como inibidores da bomba de prótons, agentes antimotilidade e alguns antibióticos.

Como é feito o tratamento

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado deve ser feito com orientação do gastroenterologista, sendo geralmente iniciado com o uso de antibióticos para erradicar o supercrescimento bacteriano e reposição de deficiências nutricionais.

Os principais tratamento para a síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado são:

1. Uso de antibióticos

O primeiro passo para tratar a SBID consiste em controlar a quantidade de bactérias no intestino delgado e, dessa forma, é necessário utilizar um antibiótico, receitado pelo gastroenterologista, mas que normalmente é ciprofloxacina, metronidazol ou rifaximina, por exemplo.

Embora na maior parte dos casos o antibiótico possa ser usado na forma de comprimidos em, quando a síndrome está causando desnutrição ou desidratação, pode ser necessário ficar internado durante alguns dias no hospital, para receber soro ou fazer alimentação parenteral, que é feita diretamente na veia.

2. Alterações na dieta

Ainda não se conhece uma dieta capaz de curar a SBID, no entanto, existem algumas alterações na alimentação que parecem aliviar os sintomas, como:

  • Fazer pequenas refeições ao longo do dia, evitando refeições com muita comida;
  • Evitar alimentos e bebidas com alto teor de açúcar;
  • Evitar alimentos que parecem piorar os sintomas, como alimentos com glúten ou com lactose.

Além disso, seguir uma dieta do tipo FODMAP, onde são retirados alimentos que sofrem fermentação no intestino e que por isso são menos absorvidos, pode ajudar a aliviar rapidamente os sintomas. Veja como fazer uma alimentação do tipo FODMAP.

Outra recomendação que pode ser feita pelo médico para repor deficiências nutricionais, é o uso de suplementos com vitaminas e/ou minerais, como ferro, vitaminas B1, B3, B12 ou D, por exemplo, o que varia de acordo como tipo de deficiência nutricional.

3. Tomar probióticos

Embora ainda sejam precisos mais estudos para comprovar sua eficácia, o uso de probióticos parece ajudar o intestino a reequilibrar a flora natural, reduzindo o excesso de bactérias.

Porém, os probióticos também podem ser ingeridos naturalmente através da alimentação, através de alimentos fermentados como o iogurte, o kefir ou o kimchi, por exemplo. Confira a lista completa de alimentos probióticos.



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Epiglotite: o que é, sintomas, causas e tratamento

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