A amoxicilina é um antibiótico que frequentemente é usado para o tratamento de infecções urinárias, como a cistite e, em alguns casos, a pielonefrite. Isso porque, este medicamento atua impedindo que as bactérias que causam a infecção no trato urinário se multipliquem. Por isso, ele é eficaz para eliminar a infecção e aliviar os sintomas de infecção urinária.
A amoxicilina é até considerada uma das opções mais seguras para tratar a infecção urinária durante a gravidez, podendo ser usada em qualquer fase da gestação, sempre sob orientação do obstetra. Em crianças com mais de 2 meses, o pediatra também pode indicar seu uso, muitas vezes na versão combinada com clavulanato.
Apesar disso, é importante lembrar que o tratamento com qualquer tipo de antibiótico deve ser sempre indicado por um médico (urologista, pediatra, ginecologista, ou clínico geral), que avaliará a gravidade dos sintomas e o tipo de bactéria causadora do problema para definir a dosagem e o tempo de uso corretos.
O tratamento para lipedema é feito com alimentação anti-inflamatória, dieta cetogênica ou low carb, aumento da ingestão de líquidos, prática de exercícios físicos, drenagem linfática ou fisioterapia, por exemplo.
O lipedema é o acúmulo excessivo de gordura nas pernas, quadril e tornozelos, podendo afetar também os braços, e geralmente a gordura é resistente à dieta e perda de peso e, por isso, em alguns casos o médico também pode indicar o tratamento com remédios ou lipoaspiração, por exemplo.
O tratamento para lipedema deve ser feito com orientação do cirurgião vascular ou angiologista, de acordo com o grau do lipedema e gravidade dos sintomas, para melhorar a qualidade de vida.
15 tratamentos para lipedema
Os principais tratamentos para lipedema são:
1. Alimentação anti-inflamatória
A alimentação anti-inflamatória para lipedema é muito importante pois reduz a inflamação do corpo e melhora a função do sistema linfático.
Para fazer uma alimentação anti-inflamatória, deve-se consultar o nutricionista que pode indicar os melhores alimentos, assim como as quantidades de forma individualizada.
Alguns alimentos anti-inflamatórios que podem ser indicados são vegetais crucíferos, como rúcula, brócolis ou espinafre e alimentos ricos em ômega-3 como atum, sardinha, salmão, linhaça ou chia, por exemplo.
Os alimentos industrializados ou ultraprocessados podem aumentar a inflamação do corpo e piorar o lipedema.
Dessa forma, deve-se evitar sucos prontos, refrigerantes, enlatados, embutidos e temperos em pó ou na forma de caldo de legumes ou carne, por exemplo. Veja a lista completa de alimentos que devem ser evitados.
Além disso, também é recomendado evitar alimentos remosos, pois têm ação inflamatória e podem provocar retenção de líquidos, piorando os sintomas do lipedema.
A dieta low carb é outra opção de tratamento para lipedema, quando a dieta cetogênica não apresenta bons resultados, devendo ser orientada pelo nutricionista.
Essa dieta também ajuda a reduzir a inflamação do corpo aliviando os sintomas do lipedema.
A dieta low carb é feita com a diminuição da ingestão de alimentos ricos em carboidratos e aumento do consumo de proteínas e gorduras de boa qualidade. Entenda o que é e como fazer a dieta low carb.
5. Beber mais líquidos
A ingestão de líquidos durante o dia é muito importante para o tratamento do lipedema, pois evita a retenção de líquidos e melhora a circulação sanguínea e do sistema linfático.
Além disso, beber mais água estimula a produção de urina, o que acaba eliminando o excesso de água e toxinas do organismo.
As atividades físicas de força, como a musculação, ajuda a aumentar a força e massa muscular.
Isso é importante para o lipedema pois o aumento da força e do tamanho dos músculos, principalmente nas pernas, pode favorecer a melhora da circulação sanguínea e o retorno do sangue para o coração, reduzindo o inchaço nas pernas.
A musculação deve ser feita associada aos exercícios aeróbicos.
Os exercícios aeróbicos de baixo impacto, como a caminhada, também é importante para o tratamento do lipedema.
Isso porque esses exercícios ajudam a melhorar a mobilidade e a circulação sanguínea, aliviando os sintomas do lipedema.
Além disso, atividades físicas na água, como natação, hidroginástica ou ciclismo aquático, também são ótimas opções para o lipedema, pois além de não ter impacto, melhoram a drenagem linfática e a retenção de líquidos nas pernas.
A fisioterapia para lipedema deve ser feita pelo fisioterapeuta e tem como objetivo promover a quebra das células de gordura, reduzir o inchaço e a diminuir a inflamação e a dor.
Assim, além da drenagem linfática manual, o fisioterapeuta pode realizar tratamentos como ultrassom focado ou terapêutico, ou criolipólise, por exemplo.
As meias de compressão podem ser indicadas pelo médico para reduzir o inchaço nas pernas, pois melhoram a circulação dos vasos sanguíneos e linfáticos.
O tipo de meia de compressão são feitas com malhas circulares ou planas sem costura e seu uso deve ser orientado pelo médico.
Os suplementos alimentares para lipedema podem ser indicados pelo médico ou nutricionista para ajudar a reduzir a inflamação do corpo, prevenir a fibrose e aliviar os sintomas do lipedema.
Alguns suplementos que podem ser indicados para lipedema são o ômega-3, cúrcuma, vitamina C, magnésio, selênio ou resveratrol, por exemplo.
Além disso, também podem ser indicados suplementos como o DIM (Di-indolilmetano) para ajudar a regular os níveis de estrogênio, reduzindo a inflamação e o acúmulo de gordura nas pernas.
O uso de remédios, como a diosmina hesperidina, podem ser indicados pelo médico para para lipedema pois previne o inchaço nas pernas e a insuficiência venosa.
Além disso, pode ser indicado o uso da metformina, que ajuda a prevenir a fibrose.
Caso a pessoa sofra de obesidade e/ou tenha diabetes, também podem ser indicados remédios agonistas do GPL-1, como semaglutida, tirzepatida ou liraglutida, por exemplo.
13. Lipoaspiração
A lipoaspiração para lipedema pode ser indicada quando os outros tratamentos não foram eficazes para aliviar os sintomas, pois remove o excesso de gordura.
Esse tipo de tratamento pode ser feito pelo médico utilizando diferentes técnicas, como lipoaspiração tumescente, lipoaspiração assistida por água ou lipoaspiração a laser, por exemplo. Entenda como é feita a lipoaspiração a laser.
A psicoterapia para lipedema é importante para ajudar a pessoa a entender a doença e a ter suporte emocional e a aumentar a autoestima, uma vez é uma condição crônica.
Além disso, a psicoterapia ajuda a pessoa a melhorar a adesão ao tratamento pois envolve alterações na rotina diária.
O tratamento do lipedema deve ser feito, de preferência, assim que surgem os sintomas, de forma a prevenir a evolução da doença.
Além disso, deve-se fazer o tratamento quando o lipedema afeta a autoestima ou provoca dificuldade para caminhar, sensação de peso nas pernas, inchaço no local ou dor ao toque.
Órgãos do corpo humano, como coração, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, fígado, cérebro, medula espinhal, rins, bexiga, pulmões e gônadas, são responsáveis pelo bom funcionamento do corpo.
Cada órgão possui funções específicas, como participar na digestão de alimentos, absorção de nutrientes, eliminação de toxinas, reprodução e controle e coordenação dos movimentos.
Além disso, de acordo com a sua função, os órgãos do corpo humano podem ser divididos em grupos, chamados de sistemas, como sistema digestório, nervoso, circulatório, respiratório, urinário e reprodutor.
Imagem do corpo humano com os principais órgãos
Órgãos do sistema digestório
Os principais órgãos do sistema digestório são:
1. Cavidade oral
A boca é a abertura do trato digestivo e é onde a digestão propriamente dita começa. Os dentes trituram o alimento, e as secreções das glândulas salivares o umedecem e iniciam sua decomposição química, transformando-o em bolo alimentar.
Além disso, a língua presente na boca possui papilas gustativas que possibilitam sentir o sabor dos alimentos. A língua é responsável por empurrar os alimentos até a garganta e um pequeno tecido, chamado de epiglote, se dobra sobre a traqueia para evitar engasgos, permitindo que o alimento passe para o esôfago.
Sintomas de problemas: dor ou queimação que dificultam a mastigação ou outros problemas, como a diminuição do paladar. Esses problemas podem ser causados por aftas, úlceras, alterações na língua, problemas nas papilas gustativas, queilite ou lesões erosivas.
Além disso, idosos que perdem os dentes começam a ter problemas para mastigar os alimentos corretamente e dificuldade na digestão, ou correm o risco de engasgar.
2. Faringe e glândulas salivares
As glândulas salivares, como parótidas, submandibulares e sublinguais, produzem a saliva necessária, que contém enzimas (amilase, lipase lingual, lisozimas e outras) para iniciar a digestão química.
A faringe é uma passagem compartilhada com o sistema respiratório que permite a passagem do bolo alimentar da boca para o esôfago.
Sintomas de problemas: boca seca, inchaço abaixo da mandíbula ou dor na parte superior do pescoço ao engolir.
3. Esôfago
O esôfago é um órgão localizado no pescoço e tórax, que é responsável por conduzir o alimento da boca até o estômago. É formado especialmente por músculos que se contraem ao deglutir o alimento, facilitando o seu transporte.
Sintomas de problemas: dificuldade ou dor para engolir alimentos, sensação de queimação na garganta e engasgos frequentes, podem ser sintomas de problemas no esôfago como acalásia e refluxo gastroesofágico. Confira as causas de dor no esôfago.
4. Estômago
O estômago é um órgão oco que fica na parte superior do abdome e aproximadamente no centro.
Sua principal função é a digestão de alimentos por meio da produção de suco gástrico, que contém enzimas capazes de degradar os alimentos e destruir a maioria dos microrganismos ingeridos.
Sintomas de problemas: queimação no abdome, sensação de barriga cheia ou saciedade rápida, mesmo após pequenas refeições, e arrotos frequentes, podem indicar problemas no estômago, como azia, úlcera gástrica e gastrite.
O fígado está localizado no abdome e sua maior parte fica abaixo das costelas do lado direito. Este órgão tem a função de metabolizar proteínas, carboidratos, hormônios e substâncias estranhas ao organismo e produzir a bile, um líquido que participa na digestão dos alimentos.
O fígado também participa na filtração e armazenamento do sangue, produção de fatores da coagulação, armazenamento de ferro e vitaminas no corpo, por exemplo.
Sintomas de problemas: dor abaixo das costelas do lado direito, pele e olhos amarelados, inchaço no abdome e fezes claras. Conheça mais sintomas de problemas no fígado.
6. Vesícula biliar
A vesícula biliar é um órgão oco que tem o formato semelhante ao de uma pera e está localizada logo abaixo do fígado. A vesícula fica conectada ao fígado, pâncreas e intestino delgado por meio de ductos conhecidos como vias biliares.
A principal função da vesícula biliar é armazenar a bile e liberá-la durante a digestão dos alimentos no intestino delgado. Entenda melhor a função da vesícula biliar.
Sintomas de problemas: náuseas e dor abaixo das costelas do lado direito, especialmente após fazer refeições volumosas e ricas em gordura, por exemplo.
7. Pâncreas
O pâncreas fica no abdome, logo abaixo do estômago, e é uma glândula que é responsável pela secreção do suco pancreático, uma mistura composta por enzimas e bicarbonato de sódio, que é liberada no intestino delgado para a digestão de alimentos.
O pâncreas também produz hormônios, como a insulina e o glucagon, que são liberados no sangue e controlam os níveis de glicose no organismo.
Sintomas de problemas: diarreia, dor na parte superior do abdome que se estende para as costas e alterações dos níveis de glicose no sangue, podem indicar problemas no pâncreas.
O intestino delgado é um órgão do abdome dividido em duodeno, jejuno e íleo. Esse órgão recebe os alimentos parcialmente digeridos no estômago, a bile e o suco pancreático para continuar a digestão.
Por outro lado, o intestino grosso está conectado ao intestino delgado e recebe o material restante da digestão. Este órgão é dividido em ceco, cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus.
A principal função do intestino delgado é a absorção de nutrientes para a corrente sanguínea, o intestino grosso é responsável especialmente pela absorção dos nutrientes e água restantes da digestão e pela formação das fezes. Entenda melhor as funções do intestino delgado e grosso.
Sintomas de problemas: inchaço no abdome, diarreia, dor que irradia pela barriga, náusea, vômitos, excesso de gases e sangue nas fezes.
O nariz e as fossas nasais são a porta de entrada do ar no corpo humano. Suas funções são filtrar as impurezas através dos pelos nasais, e aquecer o ar e umidificá-lo antes de chegar aos pulmões.
Sintomas de problemas: nariz entupido, perda do olfato, sangramentos nasais ou secreção nasal excessiva.
2. Laringe
A laringe é um órgão no pescoço que mede cerca de 5 cm de comprimento e faz parte das vias aéreas, conectando a garganta à traqueia e aos pulmões.
As principais funções da laringe incluem a produção da fala e a prevenção da entrada de alimentos nos pulmões durante a deglutição.
Sintomas de problemas: rouquidão, falta de ar, respiração ruidosa e engasgos são os principais exemplos de sintomas que podem indicar problemas na laringe.
3. Traqueia
A traqueia é um órgão que se estende pelo pescoço e tórax, sendo formado principalmente por cartilagem e que tem o formato de um tubo, conectado a laringe aos pulmões.
Sua principal função é conduzir o ar até os pulmões, que é a parte final das vias aéreas.
Sintomas de problemas: tosse, dificuldade para respirar e respiração ruidosa podem ser indicativos de problemas na traqueia, como traqueíte e obstrução das vias aéreas.
4. Brônquios
Os brônquios são os dois tubos em que a traqueia se divide para entrar nos pulmões. Eles se ramificam em tubos cada vez menores chamados bronquíolos para distribuir o ar.
Sintomas de problemas: tosse com catarro, chiado no peito ao respirar e aperto no peito.
5. Pulmões
O corpo humano possui dois pulmões, que ficam no interior da caixa torácica, um de cada lado do corpo.
Os pulmões são responsáveis por fazer as trocas gasosas, permitindo a absorção do oxigênio e eliminação do gás carbônico pelo organismo.
Existem dois rins, um de cada lado do corpo, localizados na parte inferior do abdome. Estes órgãos são responsáveis por filtrar o sangue, removendo o excesso de água e outras substâncias do corpo pela urina.
Os rins também regulam a pressão arterial e a produção de eritropoietina, um hormônio que estimula a formação de novos glóbulos vermelhos no organismo.
Sintomas de problemas: os principais sintomas de problemas nos rins são excesso ou diminuição da urina, dor nas costas, inchaço no corpo, urina espumosa e cansaço.
Os ureteres são dois tubos finos que transportam a urina dos rins para a bexiga. A uretra é o tubo final que permite a expulsão da urina do corpo.
Sintomas de problemas: dor intensa na lateral que irradia para a virilha (cólica renal), ardência ao urinar ou fluxo urinário fraco.
3. Bexiga
A bexiga é um órgão triangular na parte inferior do abdome, que se liga aos rins por meio dos ureteres.
Este órgão é responsável por receber e armazenar a urina produzida pelos rins e, em seguida, expulsá-la pela uretra.
Sintomas de problemas: dor na parte inferior do abdome, urina com sangue e vontade urgente ou frequente de urinar, são exemplos de sintomas que podem indicar problemas na bexiga.
O cérebro é formado por células conhecidas como neurônios e é composto pelos hemisférios cerebrais, cerebelo e tronco encefálico.
Este órgão é responsável por funções como controle dos movimentos do corpo, sentidos, emoções, linguagem, pensamento e memória.
O cérebro também coordena o funcionamento de outros órgãos, regulando a respiração, a digestão e a deglutição, por exemplo, por meio do sistema nervoso autônomo.
Sintomas de problemas: fraqueza muscular, perda da coordenação dos movimentos, confusão mental, tremores e dificuldade de raciocínio ou memória, o que pode ser indicativo de AVC ou Alzheimer, por exemplo.
2. Medula espinhal
A medula espinhal é um órgão que começa na parte inferior do tronco encefálico do cérebro e se estende pelo interior da coluna vertebral.
A sua função é conduzir os impulsos nervosos do cérebro para o resto do corpo, o que é feito por meio de diversos nervos.
Sintomas de problemas: fraqueza muscular, diminuição do tônus e incontinência urinária podem ser indicativos de problemas na medula espinhal.
O coração é o principal órgão do sistema circulatório, sendo responsável por bombear o sangue pelos vasos sanguíneos. Além disso, o coração também participa na regulação da pressão arterial.
Sintomas de problemas: alterações dos batimentos cardíacos, dor no peito que tende a piorar aos esforços e se espalhar pelo braço, ombro ou pescoço do lado esquerdo e inchaço nas pernas.
Os vasos sanguíneos formam uma rede por todo o corpo, responsáveis por transportar o sangue bombeado pelo coração para os órgãos, permitindo seu funcionamento, e por transportar o sangue de volta dos órgãos para o coração.
Por meio sangue, nutrientes e oxigênio chegam até os órgãos e as substâncias produzidas pelo metabolismo das células e gás carbônico, são removidas para serem eliminadas pelos rins, fígado e pulmões.
Sintomas de problemas: dependendo dos vasos afetados, podem surgir sintomas como dor no local, cãibras, fadiga muscular e feridas na pele.
Em caso de suspeita de alterações no sistema cardiovascular, é recomendado consultar o cardiologista.
3. Baço
O baço é um órgão localizado na parte superior esquerda do abdômen, atrás do estômago. Sua principal função é filtrar o sangue para remover glóbulos vermelhos velhos ou danificados e atuar como reservatório de sangue e plaquetas.
Ele também desempenha um papel imunológico, produzindo linfócitos para combater infecções.
Sintomas de problemas: dor abaixo das costelas do lado esquerdo, que pode irradiar para o ombro, sensação de saciedade rápida após as refeições, devido ao inchaço do órgão e fraqueza ou tontura, em caso de ruptura ou sangramento.
Órgãos do sistema musculoesquelético
O órgãos do sistema musculoesquelético são:
1. Ossos
Os ossos fornecem ao corpo uma estrutura rígida e protegem os delicados órgãos internos. Eles contêm medula óssea no seu interior, onde as células sanguíneas são formadas. Os ossos também armazenam as reservas de cálcio do corpo.
Eles se conectam uns aos outros e formam articulações, dando ao corpo um esqueleto forte e móvel. A integridade e a função dos ossos e articulações são garantidas pela cartilagem articular, os ligamentos e as bursas.
Sintomas de problemas: dor, fraqueza, fraturas ou deformidades ósseas são alguns dos sintomas de problemas ósseos como osteopenia, osteoporose, doença de Paget, raquitismo, câncer e infecções.
2. Músculos
Existem três tipos de músculos: esquelético e liso, que fazem parte do sistema musculoesquelético, e o músculo cardíaco, que faz parte do sistema circulatório.
O músculo esquelético pode se contrair para mover diferentes partes do corpo, sendo composto por feixes de fibras contráteis. Esses músculos são responsáveis pela postura e movimento, e estão ligados aos ossos e dispostos em grupos opostos ao redor das articulações.
Os músculos lisos controlam funções corporais que não podem ser controladas conscientemente. Eles envolvem muitas artérias e se contraem para regular o fluxo sanguíneo, envolvem os intestinos e se contraem para movimentar alimentos e fezes ao longo do trato digestivo.
Sintomas de problemas: fraqueza, dor, cãibras ou até mesmo paralisia, podem ser causados por lesões, inflamações, problemas nos nervos, distrofia muscular ou certos medicamentos.
Os tendões são faixas fortes de tecido conjuntivo compostas principalmente por uma proteína rígida chamada colágeno. Os tendões fixam firmemente cada extremidade de um músculo a um osso.
As bursas sinoviais são pequenas bolsas cheias de líquido localizadas sob os tendões para amortecer seus movimentos e prevenir lesões. Essas bursas também fornecem amortecimento adicional a estruturas adjacentes, evitando desgaste entre um osso e um ligamento, por exemplo.
Sintomas de problemas: dor, rigidez, inchaço ou sensibilidade nas articulações são alguns dos sintomas que podem estar relacionados à bursite ou tendinite.
4. Ligamentos
Os ligamentos são cordões fibrosos e resistentes, compostos de tecido conjuntivo contendo colágeno e fibras elásticas, o que lhes permite esticar até certo ponto. Os ligamentos envolvem as articulações e as conectam umas às outras.
Os ligamentos ajudam a fortalecer e estabilizar as articulações, permitindo movimentos apenas em determinadas direções. Eles também conectam os ossos uns aos outros, como acontece dentro do joelho, por exemplo.
Sintomas de problemas: incapacidade de continuar a atividade, inchaço, perda de amplitude de movimento e um estalo alto no joelho, podem estar relacionados a lesões ligamentares causadas por rupturas ou entorses, afetando mais frequentemente o ligamento cruzado anterior do joelho.
5. Articulações
Os componentes das articulações promovem estabilidade e reduzem o risco de lesões que podem resultar do seu uso constante.
Em uma articulação, as extremidades dos ossos são revestidas por cartilagem, um tecido protetor liso, resistente e elástico, composto de colágeno, água e proteoglicanos. A cartilagem reduz o atrito durante o movimento articular.
As articulações também contêm tecido sinovial, que produz uma pequena quantidade de líquido transparente chamado líquido sinovial. Esse líquido nutre a cartilagem e reduz ainda mais o atrito, facilitando o movimento.
Sintomas de problemas: dor e inchaço nas articulações, falta de flexibilidade e imobilidade, podem estar associados a doenças como artrite, osteoartrite ou lúpus.
Órgãos do sistema reprodutor
Os principais órgãos do sistema reprodutor são:
1. Gônadas
Enquanto nas mulheres as gônadas são ovários, que são dois e se localizam na pelve. Nos homens, as gônadas correspondem aos testículos, que também são dois e ficam na bolsa escrotal.
Estes órgãos têm a função de produzir hormônios sexuais, como estrogênio, progesterona e testosterona.
Além disso, os ovários contêm os óvulos, e são nos testículos onde os espermatozoides são produzidos.
Sintomas de problemas: infertilidade, atraso do desenvolvimento ou desenvolvimento precoce de características sexuais, como crescimento de pelos e das mamas, irregularidades menstruais e diminuição da libido.
2. Vagina e pênis
A vagina é um órgão do sistema reprodutor feminino, que tem a função de permitir a saída da menstruação e proteger o corpo contra a invasão por microrganismos, além da função reprodutiva.
Sintomas de problemas: feridas, coceira, corrimento amarelado ou dor nos órgãos genitais, dificuldade para urinar e desconforto durante as relações sexuais, podem indicar problemas nos órgãos genitais.
O útero é um órgão feminino que se localiza na pelve e que tem a função de permitir a gravidez.
Este órgão serve como local de implantação do óvulo fecundado, e de proteção do bebê durante o seu desenvolvimento, além de ser responsável pela menstruação.
Sintomas de problemas: sangramento vaginal fora do período menstrual, menstruação prolongada ou intensa, ciclos menstruais muito curtos e dificuldade para engravidar.
O principal órgão do sistema tegumentar é a pele, que é o maior órgão do corpo.
O sistema tegumentar atua como uma barreira protetora contra o ambiente externo, regula a temperatura corporal e possibilita o sentido do tato.
Sintomas de problemas: erupções cutâneas, alterações na cor ou tamanho das pintas, coceira persistente, ressecamento, manchas de cores diferentes, descamação ou feridas que não cicatrizam.
Órgãos do lado esquerdo e direito do corpo humano
Alguns órgãos do corpo humano estão localizados principalmente em um lado do corpo, conforme a tabela a seguir:
Órgãos do lado esquerdo
Órgãos do lado direito
Coração
Fígado
Estômago
Vesícula biliar
Cauda do pâncreas
Cabeça do pâncreas
Rim esquerdo
Rim direito
Pulmão esquerdo
Pulmão direito
Baço
Apêndice
Cólon descendente e sigmoide
Cego e cólon ascendente
Em caso de desconforto persistente em qualquer um dos lados do corpo, recomenda-se procurar atendimento médico para que seja feita uma avaliação adequada.
A dor de gases pode ser sentida como uma cãibra, dor aguda e penetrante ou ainda como uma dor forte em qualquer parte da barriga. A pessoa com dor de gases também pode apresentar dor, pressão ou desconforto no peito.
Algumas formas de aliviar a dor de gases incluem tomar chás para gases, fazer massagem na barriga, evitar alimentos que causam gases e tomar remédios, como simeticona e dimeticona.
Entretanto, é importante consultar o clínico geral se a dor de gases durar 3 semanas ou mais e/ou quando este sintoma é acompanhado de febre, perda de peso sem motivo aparente, diarreia , náuseas e vômitos, por exemplo.
A dor de gases pode ser sentida cãibras ou como uma dor aguda e penetrante, ou ainda como uma dor forte na barriga.
A pessoa com dor de gases também pode apresentar pressão ou desconforto do lado esquerdo ou direito da barriga, além de dor, pressão ou desconforto no peito.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
Dor de gases na barriga
A dor de gases na barriga geralmente é descrita como uma sensação de cãibras abdominais, dor aguda e penetrante ou como uma dor forte.
Esta dor pode surgir em qualquer lugar do abdômen: na parte superior, média inferior ou em toda a barriga.
A dor de gases também pode ser acompanhada por sensação de inchaço e pressão, distensão abdominal e ser aliviada com a eliminação de gases.
Dor de gases nas costas
Os gases podem provocar uma sensação de dor, desconforto ou pressão na região superior ou inferior das costas, no lado direito ou esquerdo.
Dor de gases no peito
A dor de gases no peito pode acontecer porque o gás pode se acumular na região de cima do intestino grosso, perto do diafragma.
Assim, o acúmulo de gases na região superior do intestino pode irradiar para o tórax, causando uma dor parecida com a de um ataque cardíaco.
É importante ressaltar que a dor de gases preso geralmente é aliviada por meio do arroto ou flatulência.
Como saber se a dor é de gases
Uma forma de saber se a dor é de gases, é quando esse sintoma é aliviado ou se resolve após a liberação do gás, por meio de arroto ou flatos, que são os gases intestinais.
Além disso, a dor de gases pode ser observada após o consumo de alguns alimentos, bebidas, suplementos ou uso de medicamentos, por exemplo.
Fazer massagem na barriga, da direita para a esquerda, pode ajudar a liberar gases presos;
Fazer exercícios, como caminhada, ioga e bicicleta, que estimulam a musculatura responsável pelos movimentos intestinais, ajudando na eliminação dos gases;
Tomar chás para gases, como de hortelã-pimenta, erva-doce, erva-cidreira e de louro.
Além disso, é importante também identificar os alimentos que causam gases e evitá-los, como leguminosas, como feijão, ervilha e grão-de-bico, couve-flor, brócolis e adoçantes, como sorbitol e xilitol.
Teplizumabe é um anticorpo monoclonal indicado para retardar o início do diabetes tipo 1 em pessoas com alto risco de desenvolver a doença ou que já apresentam sinais iniciais, como alterações nos exames de glicose e autoanticorpos contra o pâncreas.
O medicamento atua modulando o sistema imunológico, reduzindo a destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, e ajudando a atrasar o aparecimento do diabetes.
Disponível com o nome comercial Tzield, o teplizumabe é aplicado por infusão intravenosa, ou seja, diluído e administrado na veia, geralmente durante 14 dias consecutivos, sempre em hospital ou centro especializado sob supervisão médica.
Para que serve
O teplizumabe serve para:
Atrasar o surgimento do diabetes tipo 1;
Atuar em quem já apresenta sinais de ataque do sistema imunológico ao pâncreas;
Reduzir a velocidade com que as células do pâncreas que produzem insulina são destruídas.
O Tzield é usado principalmente em pessoas que ainda não têm diabetes, mas que já apresentam sinais de risco de desenvolver a doença.
Como funciona
O teplizumabe é um anticorpo que atua diretamente no sistema imunológico, se ligando a uma proteína presente em células de defesa chamadas linfócitos T.
No diabetes tipo 1, essas células atacam as células beta do pâncreas, que produzem insulina. O Tzield ajuda a modificar essa resposta do sistema imunológico, reduzindo o ataque às células do pâncreas. Entenda melhor o que é a diabetes tipo 1.
Com isso, a destruição dessas células pode acontecer mais lentamente, o que ajuda a atrasar o desenvolvimento do diabetes tipo 1 clínico.
O teplizumabe é indicado para adultos e crianças a partir de 8 anos de idade que apresentam risco alto de desenvolver a doença, como aqueles com histórico familiar de diabetes ou alterações genéticas que aumentam a predisposição.
O medicamento também pode ser indicado para pessoas nas fases iniciais da doença, conhecidas como estágio 2.
Nessa fase, já é possível identificar sinais iniciais da doença, tanto em exames de glicose quanto por sintomas, como aumento da sede, perda de peso sem motivo aparente e cansaço constante. Veja os sintomas da diabetes tipo 1.
Como usar
O teplizumabe é aplicado por infusão intravenosa, ou seja, o medicamento é diluído, geralmente em soro, e administrado lentamente diretamente na veia, em hospital ou centro especializado, sob supervisão médica.
O tratamento geralmente é feito uma vez por dia durante 14 dias consecutivos, com aumento progressivo da dose a cada dia. Podendo o esquema de doses incluir:
Dia 1: 65 mcg/m²;
Dia 2: 125 mcg/m²;
Dia 3: 250 mcg/m²;
Dia 4: 500 mcg/m²;
Dia 5 ao Dia 14: 1.030 mcg/m².
O valor total da dose é calculado multiplicando a dose diária pela superfície corporal da pessoa, que considera peso e altura, por isso a dose pode variar entre crianças, adolescentes e adultos.
Cada infusão dura cerca de 30 minutos, e durante esse tempo a pessoa é monitorada para acompanhar a pressão arterial, os batimentos do coração e possíveis reações ao medicamento.
Além disso, antes das infusões, pode ser recomendado o uso de medicamentos para prevenir reações, como antialérgicos, analgésicos ou medicamentos para febre.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns do teplizumabe incluem febre, dor de cabeça, cansaço, náuseas, dor muscular, erupções na pele e redução temporária de alguns tipos de células do sangue, como linfócitos, neutrófilos e plaquetas.
Entre os efeitos menos frequentes podem ocorrer aumento das enzimas do fígado, calafrios, queda de pressão durante a infusão e infecções respiratórias leves.
Em casos raros, podem ocorrer reações graves, como síndrome de liberação de citocinas, infecções sérias ou fortes reações alérgicas, como anafilaxia, que pode causar dificuldade para respirar e inchaço no rosto, exigindo atendimento médico imediato. Saiba o que é anafilaxia.
Quando não é indicado
O teplizumabe não é indicado para pessoas que apresentam:
Alergia ao teplizumabe ou a qualquer componente da fórmula;
Infecções graves ou ativas, como pneumonia grave ou tuberculose ativa;
Alterações importantes nas células do sangue, como anemia grave, baixa contagem de glóbulos brancos ou plaquetas.
O medicamento também pode não ser indicado em situações que aumentam o risco de infecções ou problemas no sistema imunológico, como quimioterapia, transplante, HIV avançado ou doenças autoimunes graves.
O uso durante a gravidez ou amamentação deve ser avaliado pelo médico, já que ainda existem poucos dados sobre segurança nessas situações.
Cuidados durante o uso
Antes de iniciar o tratamento, exames de sangue podem ser solicitados para avaliar a quantidade de células de defesa e a função do fígado. Durante o tratamento, esses exames podem ser repetidos para acompanhar possíveis alterações.
Também é importante ter cuidado ao usar outros medicamentos que afetam o sistema imunológico, como corticoides ou remédios para doenças autoimunes, pois a combinação pode aumentar o risco de infecções.
Além disso, é recomendado informar ao médico caso tenha recebido recentemente ou esteja programada para receber alguma vacina, pois o teplizumabe pode reduzir a eficácia da imunização.