terça-feira, 1 de setembro de 2026

10 sintomas de infarto feminino (e o que fazer)

Os principais sintomas de infarto feminino são sensação de dor, pressão ou aperto no peito, enjoo, mal-estar , cansaço excessivo sem causa aparente, falta de ar, desconforto em um ou ambos braços, pescoço, costas ou queixo e/ou suor frio.

Embora os sintomas do infarto feminino e masculino sejam parecidos na maioria das vezes, sintomas menos característicos são mais comuns na mulher e o infarto pode ser confundido com problemas menos graves, como gastrite, gases ou ansiedade.

Leia também: Ataque cardíaco: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ataque-cardiaco

Em caso de suspeita de infarto, deve-se procurar um atendimento de emergência. Mesmo que não seja um infarto, estes sintomas ainda podem indicar problemas no coração, sendo recomendado consultar um cardiologista para uma avaliação e iniciar o tratamento adequado. Confira os principais sintomas de problemas no coração.

Saiba como reconhecer os sintomas de infarto no vídeo a seguir:

7 sintomas de INFARTO que você precisa reconhecer

04:27 | 34.074 visualizações

Principais sintomas

Os principais sintomas de infarto feminino são:

  1. Dor, desconforto, sensação de pressão ou aperto no peito;
  2. Enjoo ou vômitos;
  3. Mal-estar geral;
  4. Cansaço excessivo sem causa aparente;
  5. Sensação de falta de ar;
  6. Dor ou desconforto em um ou ambos os braços, costas pescoço e/ou queixo;
  7. Suor frio;
  8. Sensação de cabeça vazia;
  9. Dor no ombro direito;
  10. Dor na região do estômago.

Estes sintomas podem surgir sem qualquer esforço físico ou emoção forte, podendo começar quando a mulher está em repouso e tranquila.

Além disso, estes sintomas podem surgir em conjunto ou separados, podendo ser confundidos com o início de uma gripe ou problema de digestão, por exemplo, em alguns casos.

Embora o infarto feminino possa causar sintomas que são menos característicos, na maioria das vezes, os sintomas do infarto na mulher são os mesmo que surgem no homem. Conheça os principais sintomas de infarto.

Teste online de sintomas

Para saber as chances de ter um infarto, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_INFARTO}

Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de diagnosticar e nem substituir a consulta com um cardiologista ou clínico geral.

O que fazer em caso de infarto

Em caso de suspeita de infarto, deve-se procurar a emergência mais próxima ou acionar o SAMU imediatamente, ligando para o número 192, porque mesmo que os sintomas sejam leves, o infarto na mulher também é grave e pode colocar a vida em risco. 

Caso o infarto se agrave e houver perda da consciência, é importante procurar ajuda e iniciar massagem cardíaca até a ambulância chegar. Essa atitude pode salvar muitas vidas. Saiba como fazer uma massagem cardíaca.

Mesmo que não seja infarto, sintomas como náusea, vômitos e dor no peito, pescoço ou abdome, especialmente quando pioram ao se fazer esforços, podem já indicar problemas no coração. Por isso, é recomendado consultar um cardiologista.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o cardiologista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

A identificação precoce de problemas do coração e o seu tratamento adequado, de acordo com as orientações do médico, pode prevenir um infarto.

Possíveis causas de infarto na mulher

As principais causas do infarto feminino são:

  • Aterosclerose, que é o acúmulo de gordura na parede das artérias;
  • Espasmo de artérias coronarianas, que é uma contração repentino que pode acontecer nas artérias do coração em algumas pessoas;
  • Coágulos na circulação sanguínea, que podem surgir devido a alterações na coagulação do sangue, por exemplo;
  • Ruptura das artérias do coração, também chamada de dissecção espontânea de artérias coronarianas.

Embora estas causas sejam mais frequentes em mulheres, as possíveis causas de infarto feminino são parecidas com as do infarto masculino. Entenda melhor as principais causas de infarto.

Quem tem maior risco de ter um infarto

O risco de sofrer um infarto é maior em mulheres com mais de 50 anos, sedentárias e/ou fumantes, em caso de doenças como diabetes, pressão alta ou obesidade e após a menopausa.

Além disso, estresse frequente e o uso da pílula anticoncepcional também podem aumentar o risco de infarto.

Insira seus dados e saiba se tem alto ou baixo risco de desenvolver doenças cardiovasculares:

{CALCULADORA_CC_CQ}

Dessa forma, todas as mulheres com algum destes fatores de risco devem fazer, pelo menos, uma consulta no cardiologista por ano, especialmente após a menopausa.



source https://www.tuasaude.com/infarto-silencioso-na-mulher/

Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar

Infarto é a morte das células do músculo cardíaco provocada pela obstrução total ou parcial de artérias coronárias, o que reduz o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o miocárdio, causando sintomas como dor no peito que irradia para o braço, náuseas, suor frio ou palidez, por exemplo.

O infarto, ou infarto agudo do miocárdio (IAM) ou ataque cardíaco, geralmente ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura no interior das artérias coronárias, devido a genética ou fatores de risco como tabagismo, obesidade e alimentação desequilibrada.

Leia também: Infarto agudo do miocárdio: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infarto-agudo-do-miocardio

O infarto é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco. Por isso, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para fazer o tratamento indicado pelo cardiologista com remédios, cateterismo ou angioplastia para regular a passagem de sangue para o coração.

Confira, no vídeo a seguir, outras dúvidas sobre o infarto com o Dr. João Petriz:

7 sintomas de INFARTO que você precisa reconhecer

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Sintomas de infarto

Os principais sintomas de infarto são:

  • Dor do lado esquerdo do peito em forma de aperto, que irradia como dormência ou dor para o braço esquerdo ou braço direito, pescoço, costas ou queixo;
  • Palidez;
  • Enjoo e vômitos;
  • Suor frio;
  • Tontura;
  • Sensação de queimação em um dos braços ou mandíbula;
  • Falta de ar;
  • Mal-estar.

Os sintomas de infarto costumam iniciar de forma gradual e piorar aos poucos, durando mais de 20 minutos.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

No entanto, em alguns casos, o infarto pode acontecer de forma súbita, com uma piora muito rápida, uma situação que é conhecida como infarto fulminante.

Como o tratamento tem que ser feito no hospital, assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar logo o SAMU, e se houver perda de consciência é importante que seja feita uma massagem cardíaca até que a ajuda médica chegue. Aprenda como fazer a massagem cardíaca corretamente.

Sintomas de infarto em mulher

Assim como nos homens, os sintomas de infarto em mulheres incluem dor e desconforto no peito do tipo pressão, aperto ou compressão.

Além disso, a mulher também pode apresentar dor na região do estômago e/ou dor na mandíbula, pescoço, braço ou entre as escápulas. Entretanto, algumas mulheres podem não apresentar dor no peito e têm apenas sintomas como náuseas ou vômitos, palpitações ou falta de ar.

Sintomas de infarto em jovens

Os sintomas do infarto em jovens são similares aos de pessoas mais velhas e incluem dor intensa, pressão ou aperto no centro ou lado esquerdo do peito, dor que pode irradiar para braço esquerdo, falta de ar e palpitações, por exemplo.

Leia também: Infarto em jovens: sintomas, causas e como prevenir (é mais perigoso?) tuasaude.com/infarto-em-jovens

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter um infarto, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_INFARTO}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e, portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com um cardiologista ou clínico geral.

[REDE_DOR_UNIDADES_REF:eyJoIjpbMTE2OV0sInQiOiJSZWNlYmEgYXRlbmRpbWVudG8gZXNwZWNpYWxpemFkbyBSZWRlIEQnT3IiLCJzIjoiRW0gU8OjbyBQYXVsbywgYSBSZWRlIEQnT3IsIGNvbnRhIGNvbSB1bmlkYWRlcyBkZSByZWZlcsOqbmNpYSBlbSBjYXJkaW9sb2dpYSwgY29tIGVxdWlwZcKgbcOpZGljYSBlc3BlY2lhbGl6YWRhIHBhcmEgYXZhbGlhciBlIHRyYXRhciBvIGluZmFydG_CoGNvbSBhIGF0ZW7Dp8OjbyBxdWUgY2FkYSBjYXNvIGV4aWdlLiJ9] 

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do infarto é feito pelo cardiologista ou clínico geral no hospital por meio da avaliação dos sintomas e resultado de exames como o eletrocardiograma, ou ECG.

O médico também avalia exames laboratoriais, como os níveis troponina, que pode ter valores diferentes entre homens e mulheres, e variar conforme o laboratório e o método usado.

Leia também: 12 principais exames do coração (e quando fazer) tuasaude.com/exames-para-o-coracao

Causas do infarto

Geralmente, o infarto é causado pelo bloqueio total ou parcial de uma ou mais artérias coronárias, por placas de gordura, chamada aterosclerose, o que impede o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o músculo cardíaco, levando a morte de células do miocárdio.

Leia também: 9 principais causas de infarto (e o que fazer) tuasaude.com/causas-de-infarto

Além disso, o infarto também pode ocorrer devido a espasmos nas artérias coronárias, infecções ou danos no músculo cardíaco, ou dissecção (rompimento) de artérias coronárias. 

Fatores de risco para infarto

Os principais fatores que podem aumentar o risco de infarto, são:

  • Histórico pessoal de infarto ou de pré-eclâmpsia;
  • Histórico de infarto na família;
  • Hábito de fumar;
  • Pressão alta;
  • Diabetes mellitus;
  • Colesterol LDL alto ou HDL baixo;
  • Triglicerídeos altos;
  • Obesidade abdominal;
  • Síndrome metabólica.

Além disso, algumas doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatoide, ou uso de drogas ilícitas também pode aumentar o risco de infarto.

Outros fatores de risco para o infarto são sedentarismo, depressão, estresse e uma dieta pobre em vegetais e frutas e/ou rica em gorduras.

Leia também: Dor no peito: 11 causas, o que fazer (e quando pode ser infarto) tuasaude.com/dor-no-peito

Calculadora de risco de infarto

Use a calculadora abaixo e saiba qual o seu risco de sofrer um infarto:

{CALCULADORA_CC_CQ}

A calculadora de risco de infarto é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com cardiologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento do infarto é feito no hospital pelo cardiologista, para restabelecer o fluxo sanguíneo para o coração e evitar complicações, incluindo:

1. Remédios

Os remédios para infarto são indicados assim que a pessoa chega no hospital e podem incluir:

  • Antiagregantes plaquetários, como ácido acetilsalicílico;
  • Anticoagulantes, como heparina;
  • Opioides, como morfina, para ajudar a aliviar a dor;
  • Nitratos, como nitroglicerina, para aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de oxigênio para o coração;
  • Estatinas, para reduzir o colesterol;
  • Remédios para reduzir a pressão arterial e o trabalho do coração, como os betabloqueadores ou inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Além disso, podem ser aplicados na veia remédios trombolíticos ou fibrinolíticos, como a tenecteplase ou alteplase, para dissolver o coágulo ou trombo que está obstruindo a artéria coronária.

2. Oxigenoterapia

A oxigenoterapia, se necessária, também é iniciada imediatamente assim que a pessoa chega no hospital, para aumentar a quantidade de oxigênio no sangue e reduzir o esforço do coração, sendo feito junto com o uso de remédios e monitorização intensiva da doença.

Esse tipo de tratamento pode ser feito com cateter nasal, máscara de oxigênio ou até mesmo ventilação mecânica, o que varia com a gravidade dos sintomas apresentados e saturação de oxigênio no corpo.

3. Tratamento não-medicamentoso

O tratamento não-medicamentoso para o infarto pode ser feita através do cateterismo cardíaco ou angioplastia coronariana, com colocação de stent, para desobstruir as artérias coronárias e restabelecer o fluxo sanguíneo para o miocárdio.

Além disso, em alguns casos, o médico pode indicar a realização de cirurgia de ponte de safena. Veja como é feita a ponte de safena.

Leia também: Como é feito o tratamento após o infarto tuasaude.com/tratamento-do-infarto

Como evitar o infarto

Para evitar o infarto, é recomendado:

  • Manter um peso adequado, evitando a obesidade;
  • Praticar atividades físicas regularmente, pelo menos 3 vezes por semana;
  • Não fumar;
  • Controlar a pressão alta, com remédios orientados pelo cardiologista;
  • Controlar o colesterol, com alimentação ou uso de remédios orientados pelo médico;
  • Tratar corretamente o diabetes;
  • Evitar o estresse e a ansiedade;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e o uso de drogas.

Além disso, é recomendado fazer um check-up regularmente, pelo menos 1 vez por ano, com o clínico geral ou cardiologista, para que os fatores de risco para o infarto sejam detectadas o mais breve possível, e feitas orientações que podem melhorar a saúde e diminuir o risco.

Leia também: tuasaude.com

Possíveis complicações

O infarto pode causar complicações como arritmias, insuficiência cardíaca, pericardite, problema nas válvulas cardíacas, choque cardiogênico ou parada cardíaca.

Leia também: 6 sintomas de parada cardíaca e o que fazer (com passo a passo) tuasaude.com/sintomas-de-parada-cardiaca

Por isso, é importante buscar ajuda médica ou ir ao pronto-socorro imediatamente assim que surgem os sintomas de infarto, para iniciar rapidamente o tratamento e evitar complicações que podem colocar a vida em risco.



source https://www.tuasaude.com/infarto/

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lipoproteína (a): o que é, quando fazer o exame (e o quando está alta)

A lipoproteína (a), também chamada de Lp(a), é uma partícula formada por proteínas e gorduras, que tem a função de transportar o colesterol através da corrente sanguínea para as células do corpo.

A lipoproteína (a) alta pode ser causada principalmente por alteração genética e está relacionada com maior risco de doenças cardíacas e problemas nos vasos sanguíneos, como infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, AVC e trombose.

Leia também: Lipoproteína: o que é, tipos, valor do exame (e para que serve) tuasaude.com/lipoproteina

O exame de lipoproteína (a) pode ser solicitado pelo médico para pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença cardiovascular prematura, diagnóstico ou suspeita de hipercolesterolemia familiar e parentes de primeiro grau com níveis elevados de Lp(a), por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Exame de lipoproteína (a)

De acordo com a Sociedade Brasileira de cardiologia, o exame de lipoproteína (a) deve ser feito em situações como:

  • População geral: uma vez na vida em todos os adultos, para ajudar a avaliar o risco cardiovascular e/ou no tratamento;
  • Populações específicas: uma vez na vida, em casos de doença arterial coronariana precoce, estenose aórtica, hipercolesterolemia familiar, história familiar de doença cardiovascular aterosclerótica precoce ou de Lp(a) alta, para ajudar a avaliar o risco e/ou o tratamento;
  • Pessoas com níveis altos de Lp(a) (≥ 50 mg/dL ou ≥ 125 nmol/L): onde a concentração é determinada geneticamente, sendo recomendada a investigação nos familiares para auxiliar na identificação de outros portadores e na avaliação precoce do risco cardiovascular.

É recomendado como método preferencial para medir a Lp(a), a medição em número de partículas por litro (nmol/L). A dosagem por unidade de massa (mg/dL) e o uso de fórmulas matemáticas para conversão entre as unidades devem ser evitados.

Entretanto, a medida da Lp(a) que mede unidades de massa (mg/dL), pode ser usada quando for a única disponível.

Como é feito o exame

O exame de lipoproteína (a) é feito por meio de uma amostra de sangue, que é coletada de uma veia do braço por um profissional de saúde.

Para fazer este exame normalmente não é necessário realizar nenhum preparo ou jejum.

Entretanto, como este exame geralmente é solicitado junto com o lipidograma completo, o laboratório ou o médico pode solicitar que a pessoa faça um jejum de 9 a 12 horas.

Leia também: Lipidograma (exame de perfil lipídico): o que é e o que indica tuasaude.com/lipidograma

Valores do exame de lipoproteína (a)

O valor de referência do exame de lipoproteína (a), conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é de menos de 75 nmol/L, ou menor que 30 mg/dL, em jejum de 12 horas ou sem a realização de jejum.

Lipoproteína (a) alta

A lipoproteína (a) é considerada alta, quando está acima de 75 nmol/L, ou maior que 30 mg/dL, sendo causada principalmente pela genética, sendo herdada dos pais.

Diferentemente de outros tipos de colesterol, as concentrações de Lp(a) não são influenciadas pela dieta, prática de exercícios físicos, idade ou jejum.

Devido à sua ação aterogênica, inflamatória e trombótica, a lipoproteína (a) alta está relacionada com o risco de situações como:

  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Calcificação da valva aórtica;
  • Doença cardiovascular aterosclerótica recorrente;
  • Trombose arterial e venosa;
  • Complicações maternas e neonatais, quando acontece durante a gravidez, como pré-eclâmpsia e parto prematuro.

É importante lembrar que  a lipoproteína (a) aumentada é um fator de risco mesmo em pessoas com níveis baixos de LDL.

O que fazer

Quando a lipoproteína (a) está alta em pessoas sem histórico de doença cardíaca, o médico pode recomendar que em casos de Lp(a) igual ou superior a 125 nmol/L modifiquem o estilo de vida e tratem outros fatores de risco.

O médico também pode recomendar para algumas pessoas a realização de exames de imagem vascular, para identificar precocemente a aterosclerose subclínica.

O uso mais precoce de estatina ou outro remédio hipolipemiante, especialmente em pessoas com risco intermediário e/ou de baixo risco com elevações moderadas de LDL, também pode ser indicado.

Já em pessoas com histórico de doença cardiovascular e com a lipoproteína (a) alta, o médico pode intensificar o tratamento para reduzir o colesterol LDL e um controlar ainda mais os outros fatores de risco.

Para que serve a lipoproteína (a)

A lipoproteína (a) serve para transportar o colesterol, por meio da corrente sanguínea, para as células do corpo. Na medicina, a lipoproteína (a) serve como um marcador de risco cardiovascular.

A Lp(a) é uma variante da lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou colesterol \"ruim\", e consiste em uma partícula de LDL que contém a apolipoproteína B ligada a uma proteína extra chamada apolipoproteína (a).

Leia também: Apolipoproteína B: exame, para que serve (e valor normal) tuasaude.com/apolipoproteina-b

source https://www.tuasaude.com/lipoproteina-a/

Lipoproteína: o que é, tipos, valor do exame (e para que serve)

A lipoproteína é uma partícula formada por gorduras e proteínas, e que tem funções como diluir e transportar as gorduras no sangue, participar na formação de hormônios, bile e vitamina D, e armazenar energia, por exemplo.

Existem diversos tipos de lipoproteína, como lipoproteína (a), HDL, LDL, IDL, VLDL e quilomícrons, que variam conforme o tamanho, a densidade e a composição.

Em casos de lipoproteína alta, é aconselhado consultar o clínico geral ou cardiologista. Assim, o médico poderá avaliar a causa desta condição e, se for necessário, indicar o tratamento adequado que pode ser feito com mudanças no estilo de vida ou uso de remédios.

Imagem ilustrativa número 1

Tipos de lipoproteína

Os tipos de lipoproteína são:

1. Lipoproteína (a)

A lipoproteína (a) é uma partícula similar ao LDL, formada por proteínas e gorduras, sendo responsável por transportar o colesterol através da corrente sanguínea para as células do corpo.

A lipoproteína (a) alta pode ser causada por alteração genética e está relacionada com maior risco de problemas como infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, AVC e trombose.

Leia também: Lipoproteína (a): o que é, quando fazer o exame (e o quando está alta) tuasaude.com/lipoproteina-a

2. Lipoproteína de alta intensidade (HDL)

A lipoproteína de alta intensidade, também conhecida como colesterol HDL ou colesterol \"bom\", é produzida no no fígado, no intestino e na própria circulação.

Esta lipoproteína é importante, pois atua captando o excesso de colesterol dos tecidos e vasos sanguíneos periféricos e o leva de volta ao fígado para ser eliminado.

3. Lipoproteína de baixa densidade (LDL)

A lipoproteína de alta intensidade, conhecida como colesterol LDL ou colesterol \"ruim\" é importante para o bom funcionamento do corpo, dentro dos valores desejáveis, pois participa da formação de hormônios, vitamina D e bile.

No entanto, em excesso, o LDL está associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, que dificultam a passagem do sangue e aumentam o risco de aterosclerose, infarto e AVC.

Leia também: Colesterol ruim (LDL): o que é e como saber se está alto tuasaude.com/colesterol-ldl

4. Lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL)

A lipoproteína de densidade muito baixa, ou colesterol VLDL, é formada no fígado e liberada na corrente sanguínea, e tem como função transportar os triglicerídeos e o colesterol para os tecidos para serem armazenados e usados como fonte de energia.

Quando o VLDL está elevado, pode se acumular na parede dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardíacas, como aterosclerose, AVC e infarto.

5. Lipoproteína de densidade intermediária (IDL)

A lipoproteína de densidade intermediária, IDL, é formada durante a transformação da VLDL em LDL.

Este tipo de lipoproteína é rapidamente removida pelo fígado ou transformada em LDL.

6. Quilomícrons

Os quilomícrons são um tipo de lipoproteína produzida pelas células do intestino a partir das gorduras consumidas na dieta.

Essas partículas são as maiores e possuem uma grande quantidade de triglicerídeos.

Lipoproteína b

A lipoproteína b na verdade não existe. Na medicina, o termo correto usado é apolipoproteína B. Conheça para que serve a apolipoproteína B.

A apolipoproteína B é uma proteína encontrada em algumas partículas de colesterol e gordura presentes no sangue.

Essas partículas podem entrar nas paredes das artérias e contribuir para a formação de placas, o que pode aumentar o risco de ataque cardíaco e AVC.

Diferença entre lipoproteína e apolipoproteína

A lipoproteína é uma partícula que circula no sangue para transportar gorduras. Entretanto, por ser uma gordura e não se dissolver em água, a lipoproteína é composta por uma \"casca\" externa composta por fosfolipídeos, colesterol livre e proteínas, que são as apolipoproteínas.

Já a apolipoproteína é a parte proteica que fica na superfície, ou \"casca\" da lipoproteína, permitindo a formação e a estabilização da lipoproteína dentro das células que as produzem.

Exame de lipoproteína

O exame de lipoproteína pode ser indicado em situações como:

  • Rastreamento geral, para pessoas acima de 10 anos;
  • Sinais de hipercolesterolemia familiar;
  • Histórico de colesterol alto, doença arterial coronariana precoce e estenose aórtica;
  • Crianças com outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes mellitus, fumo ou obesidade;
  • Pessoas que tiveram síndrome coronariana aguda;
  • De 2 a 3 meses após a realização de transplante;
  • Pelo menos uma vez na vida para todas as pessoas;
  • Histórico de lipoproteína (a) alta;
  • Triglicerídeos altos.

O tipo de exame solicitado, varia de acordo com a avaliação do médico sobre os riscos e sinais apresentados por cada pessoa.

Este exame é feito por meio da coleta de uma amostra de sangue numa veia do braço por um profissional de saúde.

Valores do exame

Os valores de referência das lipoproteínas no sangue variam conforme o jejum e o risco cardiovascular da pessoa.

  • Lipoproteína (a): menos de 75 nmol/L, ou menor que 30 mg/dL;
  • Lipoproteína de alta intensidade (HDL): acima de 40 mg/dL em adultos;
  • Lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL): este valor deve ser interpretado considerando-se o valor de LDL, triglicerídeos e colesterol total;
  • Quilomícrons: devem estar ausente no jejum de 12 a 14 horas;
  • Lipoproteína de densidade intermediária (IDL): é avaliada através dos valores do colesterol não-HDL e da apolipoproteína B.

Já a lipoproteína de alta intensidade, LDL, deve ser menor que 115 mg/dl em pessoas com baixo risco cardiovascular e menor que 70 mg/dl em pessoas com risco cardiovascular alto, por exemplo.

Leia também: Valores de colesterol: LDL, HDL, VLDL, não-HDL e total (com calculadora) tuasaude.com/colesterol

Para que serve

As lipoproteínas servem para diluir e transportar as gorduras no plasma sanguíneo, que é a parte líquida do sangue.

A lipoproteína atua na formação de hormônios esteroides, ácidos biliares e vitamina D, armazenamento de energia nos músculos e tecido adiposo, e formação da membrana de todas as células.

Conforme o tipo da lipoproteína, essa partícula também pode ajudar a remover lipídeos oxidados de outras partículas e inibir a oxidação da LDL.

Lipoproteína alta

A lipoproteína alta pode ser causada por condições como:

  • Hipercolesterolemia familiar;
  • Síndrome da quilomicronemia familiar;
  • Estilo de vida inadequado, como sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e excesso de peso;
  • Resistência à insulina e diabetes tipo 2;
  • Hipotireoidismo;
  • Doença renal crônica e síndrome nefrótica;
  • Gravidez;
  • Doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, artrite reumatoide e psoríase;

O uso de alguns remédios, como corticoides, anticoncepcionais orais, anabolizantes, imunossupressores e estrógenos orais, também pode levar a lipoproteína alta.

O que fazer em casos de lipoproteína alta

Em casos de lipoproteína alta, é recomendado consultar um médico para que sejam avaliados os resultados do exame e o risco cardíaco.

Para tratar a lipoproteína alta, o médico pode recomendar medidas como:

1. Mudanças no estilo de vida

As mudanças no estilo de vida é a principal medida que deve ser adotada por pessoas com lipoproteína alta, incluindo:

  • Dieta saudável, priorizando alimentos ricos em fibra, como frutas, cereais integrais, vegetais, e evitando alimentos ultraprocessados;
  • Exercício físico regular, fazendo pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana (ou 75 minutos de atividade vigorosa);
  • Controle do peso, mantendo o peso corporal saudável.

É fundamental também parar de fumar e interromper ou diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de suplementos, como probióticos e ômega 3, para ajudar a controlar os triglicerídeos e o colesterol LDL.

2. Uso de medicamentos

Se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para equilibrar os níveis das lipoproteínas, ou se a pessoa for classificada como de alto risco, o médico pode indicar o uso de medicamentos.

Os remédios que poderão ser prescritos incluem estatinas e/ou ezetimiba, evolocumabe, ácido bempedoico e fibratos, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/lipoproteina/

Couve-flor: benefícios, informação nutricional e receitas saudáveis

A couve-flor é uma hortaliça rica em glucosinolatos, sulforafanos e isotiocianatos, que são compostos bioativos com potente ação antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a prevenir o surgimento de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Além disso, a couve-flor, que é um vegetal crucífero, também ajuda no emagrecimento, já que contém boas quantidades de fibras que ajudam a aumentar a sensação de saciedade, controlando a fome ao longo do dia.

Leia também: Vegetais crucíferos: o que são, lista (e benefícios) tuasaude.com/vegetais-cruciferos

A couve-flor pode ser encontrada nas cores branca, verde, amarela ou roxa, que variam quanto aos tipos de compostos antioxidantes. A roxa é rica em antocianinas, a laranja contém betacarotenos e a verde é rica em clorofila.

Imagem ilustrativa número 1

Benefícios da couve-flor

Os principais benefícios da couve-flor para a saúde são:

1. Facilita o emagrecimento

Por ter ótimas quantidades de fibras, a couve-flor prolonga a saciedade, diminuindo a fome ao longo do dia e ajudando, assim, no emagrecimento.

Além disso, a couve-flor também é rica em triptofano, um aminoácido que ajuda a controlar a ansiedade e melhorar o bem-estar. Por isso, essa hortaliça pode ajudar na perda de peso em pessoas com compulsão alimentar. Veja mais alimentos ricos em triptofano.

2. Previne doenças cardiovasculares

A couve-flor contém vitamina C, glucosinolatos, isotiocianatos e sulforafanos, que são compostos bioativos antioxidantes e anti-inflamatórios que melhoram a saúde das artérias e a circulação de sangue, prevenindo doenças como derrame e pressão alta.

Além disso, a couve-flor roxa é rica em antocianina, que é um pigmento antioxidante responsável pela cor roxa e que ajuda a evitar a oxidação das células de gordura, ajudando a controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue.

3. Combate e prisão de ventre

A couve-flor combate a prisão de ventre por ser rica em fibras que estimulam os movimentos do intestino e deixam as fezes mais macias, facilitando a evacuação. Conheça outros alimentos que combatem a prisão de ventre.

4. Melhora o sono e humor

O triptofano e a vitamina C, que estão presentes em boas quantidades na couve-flor, participam da produção de serotonina e dopamina, que são neurotransmissores que melhoram o sono, o humor, o prazer e o bem-estar geral.

5. Mantém a saúde dos ossos

Por conter fósforo e vitamina K, a couve-flor ajuda na fixação do cálcio, mantendo a saúde dos ossos e prevenindo situações como osteopenia e osteoporose.

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6. Diminuir o risco de câncer

A couve-flor é rica em antioxidantes como vitamina C e sulforafanos, que são compostos bioativos que protegem as células saudáveis contra os danos causados pelos radicais livres, ajudando a diminuir o risco de câncer.

7. Evita a diabetes

As fibras, que são presentem em ótimas quantidades na couve-flor, aumentam o tempo de absorção dos carboidratos dos alimentos, controlando os níveis de glicose no sangue e evitando, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

8. Previne o envelhecimento precoce

Por conter compostos bioativos como clorofila, antocianinas, betacaroteno, vitamina C, a couve-flor combate os radicais livres e favorece a formação de colágeno, prevenindo o surgimento de rugas, a flacidez e o envelhecimento precoce.

9. Fortalece o sistema imunológico

Devido ao seu alto teor de vitamina C, a couve-flor fortalece o sistema imunológico, porque melhora as funções das células de defesa no organismo, ajudando a combater vírus, bactérias e fungos.

10. Previne a gastrite

A couve-flor contém sulforafano, uma substância que controla o crescimento de bactérias no estômago, como a Helicobacter pylori, prevenindo o surgimento da gastrite e úlceras.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional para cada 100 g de couve-flor crua e cozida:

Componente

100 g de couve-flor crua

100 g de couve-flor cozida

Energia

23 calorias

19 calorias

Carboidratos

4,5 g

3,9 g

Proteínas

1,9 g

1,2 g

Gorduras

0,2 g

0,3 g

Fibras

2,4 g

2,1 g

Vitamina C

36,1 mg

23,7 mg

Vitamina K

15,5 mcg

13,8 mcg

Fósforo

57 mg

25 mg

Triptofano

21 mg

22 mg

Para se obter os benefícios com o consumo da couve-flor, é fundamental manter uma alimentação saudável e variada, e praticar atividades físicas regularmente.

Como fazer

Para ajudar a preservar os seus nutrientes, a couve-flor pode ser consumida crua ou cozida al dente no vapor ou no micro-ondas, podendo ser usada em preparações como saladas, gratinados, tortas, base para pizzas e como substituto do arroz.

Já as folhas e o caule mais grosso da couve-flor podem ser usados em refogados, sopas e ensopados.

No entanto, ao usar a couve-flor cozida em água, como sopas e ensopados, deve-se aguardar a água ferver antes de adicionar essa hortaliça e cozinhar somente até ficar no ponto al dente.

Quando não é indicada

A couve-flor tem efeito laxativo e favorece a formação de gases e, por isso, não é indicada para pessoas que estão com diarreia ou excesso de gases.

Além disso, por conter glucosinolatos, compostos que podem diminuir a produção de hormônios na tireoide, a couve-flor deve ser consumida com moderação por quem tem problemas na tireoide.

Receitas saudáveis com couve-flor

Algumas receitas saudáveis com a couve-flor são:

1. Arroz de couve-flor

Ingredientes:

  • ½ couve-flor;
  • ½ xícara de chá de cebola ralada;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 dente de alho amassado;
  • 1 colher de sopa de salsinha picada;
  • Sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Lavar e secar bem a couve-flor. Em seguida, ralar a couve-flor em um ralo grosso ou bater em um processador, usando a função pulsar, até ficar com uma consistência parecida com a do arroz.

Em uma frigideira, refogar a cebola e o alho no azeite, acrescentar a couve-flor e refogar por cerca de 5 minutos. Temperar com sal, pimenta e salsa, apagar o fogo e servir.

2. Couve-flor gratinada

Ingredientes:

  • 1 couve-flor;
  • 1,5 litros de água;
  • 1 copo e meio de leite;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo;
  • 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado;
  • 2 colheres de sopa de farinha de rosca;
  • Sal a gosto.

Modo de preparo:

Retirar as folhas e lavar a couve-flor. Cortar a couve-flor em 4 partes iguais. Numa panela, colocar a água e levar ao fogo para ferver. Ao levantar fervura, adicionar a couve-flor e o sal, deixando cozinhar por 5 minutos. Escorrer bem e distribuir a couve-flor em um pirex fundo untado com azeite.

Dissolver a farinha de trigo no leite, temperar com sal e levar ao fogo. Mexer essa mistura até engrossar, juntar o azeite e o queijo, misturando bem, e apagar o fogo. Distribuir o creme sobre a couve-flor, polvilhar com farinha de rosca e levar ao forno para assar até ficar dourada.

3. Pizza de couve-flor

Ingredientes:

  • 1 couve-flor cozida no vapor;
  • 1 ovo;
  • 1 xícara de muçarela;
  • 3 colheres de sopa de molho de tomate caseiro;
  • 200 g de queijo muçarela;
  • 2 tomates em rodelas;
  • ½ cebola em rodelas;
  • ½ pimentão vermelho em tiras;
  • 50 g de azeitonas;
  • 1 colher de sobremesa de azeite;
  • Sal, pimenta, folhas de manjericão e orégano a gosto.

Modo de Preparo:

Triturar a couve-flor em um processador e, depois, colocar em uma tigela. Acrescentar o ovo, metade do queijo, o sal e a pimenta, misturando bem.

Untar uma assadeira com manteiga e farinha, e modelar a massa de couve-flor em forma de pizza. Levar ao forno preaquecido a 220°C por cerca de 10 minutos ou até que as bordas comecem a dourar.

Retirar a massa do forno, adicionar o molho de tomate, o restante do queijo, o tomate, a cebola, o pimentão e as azeitonas, o orégano, as folhas de manjericão e o azeite por cima. Levar ao forno novamente por mais 10 minutos ou até derreter o queijo.



source https://www.tuasaude.com/beneficios-da-couve-flor/

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Ecocardiograma: o que é, para que serve e como é feito

O ecocardiograma é um exame de diagnóstico que permite avaliar, em tempo real, os movimentos do coração, assim como algumas características, como tamanho do coração, forma das válvulas, espessura do músculo e a capacidade de funcionamento do coração, além do fluxo sanguíneo. 

Esse exame é feito utilizando um ultrassom com ondas sonoras de alta frequência, permitindo também ver o estado dos grandes vasos do coração, artéria pulmonar e aorta, no momento em que o exame está sendo realizado.

O ecocardiograma, também é chamado de ecocardiografia ou ultrassom do coração, possui diversos tipos, como unidimensional, bidimensional e com doppler, que são solicitados pelo médico de acordo com o que se deseja avaliar, podendo ser realizado gratuitamente pelo SUS ou feito em clínicas ou hospitais particulares.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve 

O ecocardiograma é indicado para:

  • Analisar da função cardíaca;
  • Avaliar o tamanho e espessura das paredes cardíacas, das estrutura das válvulas e visualizar o fluxo de sangue;
  • Calcular o débito cardíaco, que é a quantidade de sangue bombeada por minuto;
  • Verificar alterações e diagnosticar doenças na membrana que reveste o coração, chamada pericárdio;
  • Investigar a causa de sintomas, como palpitação cardíaca, falta de ar, cansaço excessivo ou desmaio;
  • Diagnosticar doenças cardíacas, como sopro cardíaco, cardiomiopatia hipertrófica, trombos no coração, aneurisma, dissecção da aorta tumor e malformações;
  • Acompanhar a evolução de doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca ou doenças das válvulas do coração.

Além disso o ecocardiograma é feito para avaliar o coração, nos casos de suspeita de doença arterial coronariana, embolia pulmonar, hipotensão, insuficiência respiratória de causa desconhecida ou derrame no pericárdio ou complicações de cirurgia cardiotorácica.

O ecocardiograma é um exame simples utilizado para avaliar o funcionamento do coração de pessoas com ou sem sintomas cardíacos, ou que apresentam doenças cardiovasculares crônicas, como hipertensão ou diabetes.

Quando fazer o ecocardiograma

Não há uma frequência pré-determinada para a realização do ecocardiograma. O cardiologista pode indicar a realização do exame sempre que houver a necessidade. Nos casos em que está sendo feito o acompanhamento de doenças cardíacas, por exemplo, pode ser indicado que o ecocardiograma seja feito a cada 1 a 6 meses, dependendo da gravidade da doença.

De forma geral, como forma de acompanhamento da saúde, o médico pode indicar a realização do ecocardiograma a cada 1 a 2 anos, desde que não existam sinais ou sintomas de alterações cardíacas.

A Qualicorp pode ajudar a escolher o plano de saúde com cobertura para a realização do ecocardiograma e outros exames cardiológicos.

Tipos de ecocardiograma

De acordo com o objetivo da realização do exame, podem ser realizados diferentes ecocardiogramas, sendo os principais:

  • Ecocardiograma transtorácico: é o exame mais comumente realizado, em que o equipamento é colocado na região torácica;
  • Ecocardiograma de estresse: é feito da mesma forma que o ecocardiograma transtorácico, porém, as imagens são obtidas antes e após a realização de exercícios, ou utilização de remédios, em ambiente hospitalar;
  • Ecocardiograma fetal: realizado durante a gravidez para avaliar o coração do bebê e identificar doenças;
  • Ecocardiograma com doppler: especialmente indicado para avaliar o fluxo de sangue pelo coração, especialmente útil nas valvulopatias;
  • Ecocardiograma transesofágico: é indicado para avaliar também a região do esôfago em busca de doenças. Veja como é feito o ecocardiograma transesofágico.

Esse exame também pode ser realizado de forma unidimensional, ou bidimensional, que significa que as imagem geradas avaliam 2 ângulos diferentes ao mesmo tempo, e em forma tridimensional, que avalia 3 dimensões ao mesmo tempo, sendo mais moderno e credível.

Como se preparar

O ecocardiograma é um procedimento simples e que não necessita de preparo, com exceção do ecocardiograma transesofágico, em que é recomendado que a pessoa não coma cerca de 3 horas antes do exame.

Como é feito o ecocardiograma

O ecocardiograma é normalmente feito no consultório do cardiologista ou em uma clínica de exames de imagem, e dura de 15 a 20 minutos. Basta a pessoa deitar na maca de barriga para cima ou de sobre o lado esquerdo, e retirar ou subir a camisa. 

Em seguida, o médico aplica um pouco de gel sobre a região do peito em que está localizado o coração e desliza o equipamento de ultrassom que gera imagens para um computador, de vários ângulos diferentes. 

Durante o exame, o médico pode pedir que a pessoa mude de posição ou que realize movimentos respiratórios específicos para que seja possível ter um resultado mais preciso. Após o ecocardiograma a pessoa pode voltar à sua rotina normalmente.

Quem não deve fazer

Não existe nenhuma contraindicação para a realização deste exame, que pode ser feito até mesmo em bebês e crianças, sendo também indicada a sua realização por atletas amadores e profissionais e pessoas sedentárias que irão começar a praticar atividade física.

No entanto, o ecocardiograma transesofágico não é indicado nos casos de estreitamento do esôfago, tumores, sangramento gastrointestinal agudo ou divertículos.

Já o ecocardiograma de estresse não deve ser feito nos casos de infarto recente, estreitamento da aorta com sintomas graves, exacerbação da insuficiência cardíaca, arritmias não controladas, angina instável não estabilizada ou pericardite aguda, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/ecocardiograma/

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar

O estresse é uma resposta física e emocional do corpo a situações desafiadoras, podendo causar sintomas como dor muscular, alteração do apetite, dor de cabeça, dor no estômago e aumento dos batimentos do coração.

Também conhecido como estresse emocional, o estresse pode ser provocado por fatores como importantes acontecimentos ou mudanças na vida, problemas financeiros, gravidez, luto e problemas de saúde, por exemplo.

Algumas medidas que ajudam a aliviar o estresse incluem a realização de sessões de psicoterapia, praticar atividades físicas regularmente, ter boas noites de sono e, em alguns casos, o médico poderá indicar o uso de remédios. Conheça melhor os sintomas e como aliviar o estresse no vídeo a seguir:

Sintomas de ESTRESSE: 7 Sinais que o Corpo Dá e Você Ignora

10:26 | 9.725 visualizações

Sintomas de estresse

Os principais sintomas emocionais e físicos de estresse são:

  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Alteração do apetite;
  • Irritação, tristeza, ansiedade e impaciência;
  • Queda de cabelo;
  • Dor de estômago e enjoo;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Dificuldade para dormir.

A pessoa com estresse também pode apresentar esquecimento, dificuldade de concentração, boca seca, cansaço, rápida perda ou ganho de peso, e problemas de pele, como acne e urticárias.

Leia também: 18 sintomas de estresse (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-estresse

Sintomas de estresse na pele

O estresse pode provocar uma reação no sistema imune, causando urticária e dermatite, e levando, assim, ao surgimento de sintomas como, coceira intensa, espinhas, vermelhidão, descamação e ardência na pele.

O estresse também pode causar o surgimento de manchas roxas no corpo em pessoas com púrpura psicogênica, uma condição rara que causa o surgimento de manchas dolorosas na pele, não provocadas por lesões.

Leia também: Manchas roxas no corpo: 11 principais causas (e como tratar) tuasaude.com/manchas-roxas-no-corpo

Estresse na gravidez

O estresse leve na gravidez é normal e pode surgir devido a mudanças hormonais e no corpo da mulher, impactando na alteração do humor.

No entanto, o estresse excessivo na gravidez pode causar alteração do apetite, podendo provocar diabetes gestacional ou parto prematuro.

O estresse crônico na gravidez também pode causar pressão alta, aumentando os riscos de parto prematuro ou do bebê com baixo peso ao nascer.

Além disso, o estresse na gravidez também pode causar depressão na mulher, impactando no desenvolvimento do feto e no vínculo da mãe com o bebê após o parto.

Leia também: Estresse na gravidez: como aliviar (e riscos para o bebê) tuasaude.com/estresse-na-gravidez

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do estresse é feito pelo clínico geral, por meio dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para avaliar o risco de estresse, marque uma consulta com o clínico geral mais perto de você:

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Teste online de estresse

Para saber qual o seu nível de estresse, responda às questões no teste a seguir:

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Diferença entre estresse e ansiedade

A ansiedade é uma condição caracterizada por sentimento de desconforto, preocupação ou medo, causando insônia, dificuldades de concentração, tensão muscular e irritação.

Leia também: Ansiedade: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/ansiedade

Já o estresse é uma resposta física e emocional a situações desafiadoras, como prazo de trabalho, briga com um familiar querido, discriminação ou doença, por exemplo. Pessoas com estresse apresentam sintomas como irritação, raiva, cansaço, dor muscular, problemas digestivos e dificuldades para dormir.

Tipos de estresse

Os principais tipos de estresse são:

1. Estresse pós-traumático

O estresse pós-traumático é uma síndrome psicológica onde a pessoa continua \"revivendo\" algum acontecimento traumático passado, como participar em uma guerra, assalto ou abuso sexual, por exemplo.

Os sintomas de estresse pós-traumático podem incluir lembranças intensas, pensamentos assustadores e/ou pesadelos constantes, aumento da frequência cardíaca, sentimento de culpa e evitar ir a lugares que remetem a situação traumática.

2. Estresse crônico

O estresse crônico acontece quando as situações que causam essa condição permanecem por semanas ou meses, como desemprego, excesso de trabalho ou problemas conjugais, por exemplo.

3. Estresse agudo

O estresse agudo é um tipo de estresse que acontece em um curto período de tempo, podendo ser provocado por fatores positivos ou negativos e sendo a forma mais comum.

4. Estresse agudo episódico

O estresse agudo episódico acontece quando a pessoa vivencia o estresse agudo constantemente, impedindo-a de ficar relaxada e calma

Este tipo de estresse geralmente afeta pessoas que trabalham em profissões, como profissionais de saúde, de educação e de segurança pública.

5. Estresse laboral

O estresse laboral é uma resposta física e emocional que acontece quando as demandas do trabalho superam a capacidade da pessoa para realizá-las. Esse tipo de estresse pode surgir por várias razões, como alta carga de trabalho, falta de controle sobre as tarefas, relações laborais tensas, pressão para cumprir prazos ou falta de apoio.

O estresse laboral pode causar sintomas físicos, como fadiga, dor de cabeça e problemas de sono, assim como sintomas emocionais, como ansiedade, irritabilidade e dificuldade para se concentrar.

Possíveis causas

Algumas das possíveis causas do estresse incluem:

  • Grandes acontecimentos ou mudanças na vida;
  • Relacionamentos;
  • Solidão;
  • Insegurança financeira;
  • Problemas de saúde;
  • Luto;
  • Gravidez;
  • Discriminação;
  • Problemas no trabalho.

O estresse pode ser causado por situações positivas ou negativas na vida, devido ao acúmulo de vários pequenos acontecimentos ou de somente um grande.

Leia também: 8 principais causas do estresse (e como aliviar) tuasaude.com/causas-do-estresse

Como aliviar o estresse

Algumas medidas para aliviar o estresse são:

1. Remédio para estresse

Em casos de transtorno pós traumático ou estresse crônico, o médico pode indicar o uso de remédios como sertralina, paroxetina e propranolol.

2. Psicoterapia

Sessões de psicoterapia individuais ou em grupo, podem ser indicadas pelo médico para ajudar a pessoa a lidar com o estresse.

Alguns dos tipos de psicoterapia que podem ser recomendados são: terapia cognitiva comportamental, psicanálise e terapia dialética comportamental.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

3. Calmantes naturais

Alguns calmantes naturais, como passiflora, valeriana, erva-de-são-joão e camomila, são boas opções para ajudar a combater o estresse.

Essas plantas medicinais têm propriedades sedativas que ajudam a acalmar a mente e favorecer o sono, deixando a pessoa mais calma, serena e tranquila.

Leia também: 7 calmantes naturais (para ansiedade, insônia e nervosismo) tuasaude.com/calmante-natural

4. Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida, como praticar atividades físicas pelo menos 3 vezes na semana, ter boas noites de sono, praticar meditação e/ou yoga, manter uma alimentação saudável, são formas de ajudar a combater o estresse.

Além disso, fazer sauna, seja seca, úmida ou infravermelho, também é uma boa forma de promover o relaxamento, ajudando a diminuir o estresse. Veja como fazer a sauna.

O que o estresse pode causar

O estresse crônico pode causar situações como:

  • AVC;
  • Infarto;
  • Pressão alta;
  • Depressão;
  • Enxaqueca;
  • Redução da libido;
  • Disfunção erétil.

Além disso, o estresse crônico pode piorar quadros de doença já existentes ou levar ao consumo de substâncias como álcool, cigarro ou drogas ilícitas.

Dúvidas comuns sobre o estresse

Algumas dúvidas comuns sobre o estresse são:

1. Qual o hormônio do estresse?

O cortisol é conhecido como hormônio do estresse, pois o corpo o libera em grandes quantidades em situações estressantes, ajudando a fornecer energia ao corpo para lidar com desafios prolongados ou extremos.

No entanto, os hormônios adrenalina e a noradrenalina também estão envolvidos no estresse.

Leia também: Cortisol: o que é, para que serve e sintomas de cortisol alto e baixo tuasaude.com/cortisol

2. Estresse atrasa a menstruação?

Sim, o estresse pode atrasar a menstruação, já que o excesso de cortisol liberado atrapalha a ação entre o hipotálamo, a hipófise e o ovário, impedindo os ciclos menstruais ou deixando-os irregulares.

Além disso, o estresse também pode aumentar as dores e mudar o tempo de duração da menstruação.

3. Estresse provoca gosto amargo na boca?

O estresse pode provocar gosto amargo na boca, pois durante essa situação a boca pode ficar mais seca, alterando na composição da saliva e levando ao surgimento de boca amarga.

Leia também: 19 causas de gosto amargo na boca (e o que fazer) tuasaude.com/gosto-amargo-na-boca

4. Estresse causa pressão alta?

Sim, o estresse crônico pode causar pressão alta, aumentando o risco de hipertensão, infarto ou derrame. Isso acontece porque o estresse causa um aumento na frequência cardíaca e contrações mais fortes do músculo do coração, devido à elevação dos hormônios do estresse.

5. Estresse emagrece ou engorda?

O estresse pode emagrecer ou engordar, porque essa condição pode diminuir o apetite ou provocar fome excessiva, impactando na quantidade de alimentos ingeridos ao longo do dia.



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