terça-feira, 25 de agosto de 2026

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a sintomas como inchaço e mudança de cor dos dedos, dor nas articulações e ferida nos dedos.

Além da pele, a doença também pode afetar órgãos, como pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal. Nesses casos, podem surgir sintomas como falta de ar, alterações na pressão arterial, dificuldade para engolir e mudanças no trânsito intestinal.

O tratamento é indicado pelo reumatologista e varia conforme os sintomas e órgãos comprometidos, podendo incluir medicamentos, fisioterapia e cuidados diários para controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de esclerose sistêmica

Os principais sintomas da esclerose sistêmica incluem:

  • Pele espessada, endurecida e rígida;
  • Inchaço dos dedos das mãos e dos pés;
  • Mudança na cor dos dedos em resposta ao frio ou estresse, chamada de fenômeno de Raynaud;
  • Dor e rigidez nas articulações;
  • Feridas ou úlceras nos dedos;
  • Azia, refluxo e dificuldade para engolir;
  • Falta de ar e tosse.

Nas fases iniciais, as alterações na pele podem ser mais evidentes, também com alterações na coloração da pele, principalmente nos dedos, mãos e ao redor da boca. 

Também pode ocorrer dificuldade para movimentar as mãos, abrir completamente a boca ou, em casos mais avançados, andar e realizar outros movimentos.

A esclerose sistêmica também pode causar dor ou fraqueza muscular, queda de cabelo, coceira e ressecamento da pele.

No sistema digestivo, pode surgir sensação de barriga inchada após as refeições, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, além de dificuldade para engolir e refluxo.

Esclerose sistêmica é grave?

A esclerose sistêmica pode ser grave, principalmente quando afeta órgãos internos, como pulmões, coração e rins, podendo levar a complicações como doença pulmonar intersticial, hipertensão arterial pulmonar e crise renal esclerodérmica.

Entretanto, em alguns casos, a doença permanece principalmente limitada à pele, causando manifestações mais controláveis e menor risco de complicações nos órgãos internos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose sistêmica é feito pelo reumatologista, principalmente a partir dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, avaliando alterações como espessamento e endurecimento da pele.

Para uma avaliação, marque consulta com o reumatologista mais próximo da sua região:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para pesquisar autoanticorpos, como anticentrômero, anti-Scl-70 e anti-RNA polimerase III, além de capilaroscopia periungueal. 

Dependendo dos sintomas, também podem ser indicados exames para avaliar os órgãos, como provas de função pulmonar, tomografia de tórax e ecocardiograma.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar uma biópsia da pele para ajudar a diferenciar a esclerose sistêmica de outras doenças que causam alterações semelhantes na pele. Saiba quando é indicada a biópsia da pele.

Tipos de esclerose sistêmica

A esclerose sistêmica pode ser classificada de acordo com a parte do corpo afetada e gravidade dos sintomas, e inclui:

1. Esclerose sistêmica cutânea limitada

A esclerose sistêmica cutânea limitada causa espessamento e endurecimento da pele principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e face, sem atingir de forma extensa o tronco. 

O fenômeno de Raynaud é frequente e pode aparecer anos antes das alterações na pele.

Essa forma tende a apresentar evolução mais lenta, mas também pode afetar órgãos internos. Entre as complicações mais importantes estão a hipertensão arterial pulmonar e alterações no esôfago e no trato gastrointestinal.

2. Esclerose sistêmica cutânea difusa

A esclerose sistêmica cutânea difusa provoca espessamento da pele que pode se estender para braços, pernas, tronco e outras áreas do corpo. 

Em geral, apresenta evolução mais rápida e maior risco de comprometimento de órgãos internos, principalmente os pulmões, coração e rins, aumentando o risco de complicações como doença pulmonar intersticial e crise renal esclerodérmica. 

Por isso, requer acompanhamento regular para identificar precocemente possíveis alterações nos órgãos.

3. Esclerose sistêmica sine esclerodermia

A esclerose sistêmica sine esclerodermia é uma forma rara da doença em que há comprometimento de órgãos internos e outras manifestações características da esclerose sistêmica, mas sem o endurecimento e espessamento da pele. 

Como as alterações na pele estão ausentes, o diagnóstico pode ser mais desafiador e depende da avaliação dos sintomas, autoanticorpos e exames que identificam o comprometimento dos órgãos.

O que causa

A causa exata da esclerose sistêmica não é totalmente esclarecida, no entanto, ocorre devido a uma ativação do sistema imunológico, resultando no aumento da produção de colágeno pelo organismo, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da esclerose sistêmica, como:

  • Histórico familiar de esclerose sistêmica;
  • Quimioterapia ou radioterapia;
  • Exposição ao pó de sílica;
  • Exposição a solventes orgânicos, como benzeno, epóxi, tricloroetileno ou cloreto de vinila.

Além disso, a esclerose sistêmica é mais comum de ocorrer em mulheres dos 30 aos 50 anos, sendo mais rara de surgir em idosos e crianças.

Tratamento da esclerose sistêmica

O tratamento da esclerose sistêmica deve ser feito com orientação do reumatologista e pode incluir:

1. Medicamentos

Alguns dos medicamentos utilizados no tratamento da esclerose sistêmica incluem:

  • Vasodilatadores, como nifedipina, que melhoram a circulação e ajudam a reduzir as crises do fenômeno de Raynaud;
  • Imunossupressores, como micofenolato, metotrexato ou ciclofosfamida, que reduzem a atividade do sistema imunológico e podem ser usados quando há comprometimento da pele ou dos pulmões;
  • Imunomoduladores, como rituximabe ou tocilizumabe, indicados em alguns casos para controlar manifestações da doença, principalmente cutâneas ou pulmonares;
  • Antifibróticos, como nintedanibe, que podem retardar a progressão da fibrose pulmonar em casos de doença pulmonar intersticial;
  • Corticoides, como prednisona, que podem ser usados em algumas manifestações inflamatórias, mas devem ser prescritos com cautela devido ao risco de crise renal esclerodérmica.

Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, podem ser utilizados para aliviar dores articulares e musculares, mas atuam apenas sobre os sintomas e não controlam a causa da doença.

Para sintomas digestivos, podem ser utilizados medicamentos para reduzir o refluxo e melhorar o funcionamento do trato gastrointestinal, como omeprazol, pantoprazol e domperidona.

2. Fisioterapia

A fisioterapia pode ajudar a manter a mobilidade das articulações, reduzir a rigidez e preservar a força muscular, principalmente quando há espessamento da pele e dificuldade para movimentar as mãos. 

A fisioterapia pode incluir alongamentos, exercícios de mobilidade articular, fortalecimento muscular e exercícios respiratórios, conforme as necessidades de cada pessoa.

3. Cuidados no dia a dia

Alguns cuidados podem ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações, como proteger as mãos e os pés do frio, não fumar, manter a pele hidratada e cuidar adequadamente de feridas ou úlceras. 

Também é importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os pulmões, coração e rins e identificar possíveis complicações precocemente.

Esclerose sistêmica tem cura?

A esclerose sistêmica não tem, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Os medicamentos e outros cuidados ajudam a reduzir os sintomas, controlar a progressão da doença e prevenir ou tratar complicações. 

Por isso, o acompanhamento regular com o reumatologista é importante para monitorar a doença e ajustar o tratamento conforme necessário.



source https://www.tuasaude.com/esclerose-sistemica/

Seborreia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A seborreia é uma inflamação na pele que causa o surgimento de sintomas como coceira, placas vermelhas ou rosadas e descamação em regiões como couro cabeludo, rosto, orelha, barba e peito.

Também conhecida como dermatite seborreica, a seborreia pode ser provocada por fatores como alterações hormonais, infecções fúngicas, infecção pelo HIV e alterações de humor, como depressão e estresse emocional, por exemplo.

Leia também: Dermatite seborreica: o que é, causas, sintomas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-dermatite-seborreica

Na presença de sintomas e sinais indicativos de seborreia, é aconselhado consultar o dermatologista ou pediatra para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado, que pode ser feito com shampoos, pomadas, cremes e mudanças de hábitos.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de seborreia

Os principais sintomas de seborreia são:

  • Coceira e/ou queimação no couro cabeludo, rosto, orelha, tronco ou região genital;
  • Descamação branca;
  • Crosta amarelada na região afetada; 
  • Oleosidade na pele e couro cabeludo;
  • Placas rosadas ou vermelhas na pele;
  • Queda de cabelo.

A seborreia pode ocorrer em diversas áreas do corpo e geralmente onde a pele é oleosa, como couro cabeludo, sobrancelha, pálpebra, região entre a boca e o nariz, atrás das orelhas e tórax.

Seborreia em bebê

Em bebês, a seborreia geralmente surge na segunda semana de vida dura de 4 a 6 meses, não provocando muita coceira.

No entanto, a seborreia no bebê causa manchas rosadas e descamação com aspecto gorduroso no couro cabeludo, podendo também atingir as dobras do pescoço, axilas e virilhas.

Teste online de sintomas

Para saber as chances de ter seborreia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_DERMATITE}

Este teste serve apenas como forma de orientação e, por isso, não deve substituir a avaliação e diagnóstico do dermatologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da seborreia deve ser feito pelo dermatologista ou pediatra, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados pela pessoa:

Marque uma consulta com um especialista mais perto de você, se deseja confirmar o risco de seborreia:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames como biópsia da pele, swab ou raspagem de pele, para ajudar a descartar outras condições com sintomas parecidos, como micose, psoríase e rosácea.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exame de sangue, como níveis de zinco, VDRL. Além disso, em casos de seborreica grave ou quando o organismo não responde ao tratamento e a pessoa estiver em risco de contrair HIV, o médico também pode solicitar a realização do teste de HIV.

Tipos de seborreia

Os tipos de seborreia variam conforme a localização desta condição, incluindo:

  • Seborreia capilar: Pode variar entre uma leve descamação (caspa) até intensa inflamação e descamação no couro cabeludo. Conheça mais sobre a dermatite seborreica no couro cabeludo;
  • Seborreia no rosto: A pele ao redor do nariz e, às vezes, das bochechas, pode ficar descamativa e com coloração vermelha, mais clara ou escura que a pele ao redor;
  • Seborreia na barba: Pode provocar o surgimento de manchas rosadas ou avermelhadas e descamação na região da barba ou bigode;
  • Seborreia na sobrancelha: Pode surgir \"caspa\" na parte interna das sobrancelhas, incluindo também as pálpebras e os cílios;
  • Seborreia no corpo: Mais raramente, a seborreia pode ser grave e extensa, atingindo grandes áreas no corpo, necessitando, assim, de um tratamento mais intenso.

Além disso, a seborreia também pode surgir na virilha, no pênis e na orelha, que pode ser ao redor das orelhas, no canal auditivo, no lóbulo ou atrás das orelhas.

Possíveis causas

A causa da seborreia ainda não é totalmente conhecida. No entanto, os fatores relacionados com essa condição são:

  • Alterações hormonais;
  • Infecções fúngicas;
  • Deficiência nutricional;
  • Distúrbios neurológicos, como doença de Parkinson e epilepsia;
  • Infecção pelo HIV;
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Baixa temperatura no ambiente;
  • Medicamentos, como lítio, haloperidol, psoraleno e auranofina.

Além disso, a seborreia também pode estar relacionada com o excesso e a qualidade de sebo produzido pela pele, alterações de humor, como depressão e estresse emocional, rosácea, psoríase e linfoma

Como é feito o tratamento

O tratamento da seborreia pode ser feito com o uso de remédios, shampoos, mudança de hábitos e remédios caseiros.

1. Shampoos para seborreia

Os shampoos para tratar a seborreia podem conter ácido salicílico, zinco, selênio, ácido salicílico, enxofre, alcatrão ou antifúngicos, devendo ser prescritos pelo médico.

Esses shampoos devem ser aplicados no couro cabeludo, deixando-os agir por 5 a 10 minutos e enxaguando em seguida.

2. Remédios

Os remédios indicados para seborreia incluem cremes, loções ou pomadas contendo ácido salicílico, cetoconazol, clotrimazol, betametasona, pimecrolimus, tacrolimus ou hidrocortisona, que devem ser aplicados de uma a 2 vezes ao dia no rosto ou corpo,  durante 2 a 4 semanas.

Além disso, em casos de seborreia generalizada ou que não responde aos outros tratamentos, o médico poderá indicar o uso oral do remédio cetoconazol, itraconazol ou fluconazol.

3. Mudança de hábitos

Algumas mudança de hábitos que ajudam a combater a seborreia são:

  • Limpar frequentemente o couro cabeludo e/ou outras áreas afetadas;
  • Parar o uso de sprays, pomadas e géis no cabelo;
  • Evitar o uso de chapéus, gorros ou bonés;
  • Preferir banhos mornos ou frios;
  • Secar bem os cabelos e o corpo após o banho;
  • Controlar o estresse emocional e a ansiedade;
  • Manter uma alimentação saudável e variada;

Além disso, é recomendado também evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, não prender os cabelos molhados e retirar totalmente o shampoo e o condicionador dos cabelos ao lavar a cabeça.

4. Remédios caseiros

Alguns remédios caseiros, como óleo de melaleuca, ou tea tree, vinagre de maçã e chá de tomilho, podem complementar o tratamento da seborreia, porque ajudam a controlar a oleosidade, além de terem ação antibacteriana, cicatrizante e antifúngica.

Leia também: 9 remédios caseiros para acabar com a caspa (e como fazer) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-caspa

Dúvidas comuns sobre a seborreia

Algumas dúvidas comuns sobre a seborreia são:

1. Seborreia tem cura?

A seborreia não tem cura, no entanto, o tratamento recomendado pelo médico ajuda a controlar essa condição, aliviando os sintomas.

2. A caspa é seborreia?

Sim, a caspa é o mesmo que seborreia, sendo este um outro nome dado a esse tipo de inflamação na pele.

Leia também: Caspa: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/caspa

3. A seborreia é transmissível?

A seborreia é uma condição que não é transmissível, ou contagiosa, e também não é provocada por falta de higiene ou perigosa.



source https://www.tuasaude.com/seborreia/

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Rezum: o que é, para que serve, como é feito (e efeitos colaterais)

Rezum é um tratamento minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna (HPB) que utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, fazendo com que diminua de tamanho.

O procedimento serve para aliviar os sintomas urinários causados pelo aumento da próstata, como dificuldade para urinar, jato fraco, urgência e necessidade de urinar várias vezes.

O Rezum é indicado pelo urologista e feito pela uretra, com um dispositivo que libera pequenas aplicações de vapor de água na próstata para reduzir o tecido aumentado, sem necessidade de cortes externos.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O Rezum serve para tratar os sintomas urinários causados pela hiperplasia prostática benigna, condição em que a próstata aumenta de tamanho e pode dificultar a passagem da urina. Veja os sintomas da hiperplasia prostática benigna.

O procedimento pode ajudar a melhorar sintomas como:

  • Dificuldade para iniciar a urina;
  • Jato de urina fraco ou interrompido;
  • Necessidade de fazer força para urinar;
  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
  • Vontade urgente ou frequente de urinar.

O Rezum também pode ser uma opção para homens que desejam tratar a hiperplasia prostática preservando a função sexual, já que possui baixo impacto sobre a função erétil e a ejaculação.

Preparo para o Rezum

Antes do procedimento, o urologista pode solicitar exames de sangue e urina, incluindo urocultura, para descartar uma infecção urinária. 

Também é importante informar ao médico os medicamentos em uso, pois em alguns casos pode ser necessário ajustar ou suspender anticoagulantes e antiagregantes antes do procedimento.

Quando o procedimento é feito apenas com anestesia local, pode não ser necessário um jejum prolongado; já quando há sedação, o médico pode orientar o jejum de 6 horas antes. 

Em alguns casos, pode ser indicado um antibiótico antes do procedimento para prevenir infecções. Dependendo do protocolo e das condições de saúde da pessoa, também pode ser recomendada a realização de um clister antes do tratamento.

No dia do procedimento, recomenda-se usar roupas confortáveis e ter um acompanhante para ajudar no retorno para casa, principalmente quando houver sedação.

Como é feito

O procedimento é realizado pelo urologista, geralmente em ambiente ambulatorial, e segue as seguintes etapas:

  1. Manter a pessoa deitada de barriga para cima;
  2. Aplicar anestesia local e, em alguns casos, o médico pode utilizar sedação leve para aumentar o conforto;
  3. Introduzir um dispositivo fino pela uretra até chegar à próstata;
  4. Liberar pequenas quantidades de vapor de água na próstata para destruir parte do tecido aumentado;
  5. Retirar o dispositivo após realizar as aplicações de vapor;
  6. Colocar uma sonda urinária temporária, quando necessário, devido ao inchaço da próstata.

Após o procedimento, o tecido da próstata tratado pelo vapor é gradualmente reabsorvido pelo organismo ao longo das semanas, o que ajuda a aliviar a obstrução e melhorar a passagem da urina. 

O procedimento geralmente dura cerca de 30 minutos, embora o tempo possa variar conforme o tamanho da próstata e a quantidade de aplicações necessárias.

Rezum ou HoLEP

O Rezum utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, enquanto o HoLEP usa um laser para retirar o tecido que está obstruindo a passagem da urina.

De forma geral, o Rezum é menos invasivo e costuma ter recuperação mais rápida, enquanto o HoLEP permite remover uma quantidade maior de tecido e pode ser indicado para próstatas maiores. 

A escolha depende do tamanho e das características da próstata, dos sintomas e das condições de saúde de cada pessoa, devendo ser avaliada pelo urologista.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais do Rezum geralmente são temporários, sendo os mais comuns:

  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Aumento da frequência e urgência para urinar;
  • Sangue na urina;
  • Sangue no sêmen;
  • Dificuldade para urinar;
  • Infecção urinária.

Esses sintomas tendem a melhorar conforme a próstata se recupera. Em alguns casos, pode ocorrer retenção urinária, sendo necessário manter a sonda por mais alguns dias.

Cuidados após o Rezum

Após o Rezum, é importante beber bastante água para manter a urina diluída e ajudar a prevenir a formação de coágulos, salvo se houver restrição de líquidos.

Também é recomendado reduzir os esforços físicos por cerca de 3 dias. Exercícios intensos, como corrida, ciclismo e levantamento de peso, devem ser retomados somente após cerca de 3 semanas, conforme orientação do urologista.

As relações sexuais e a masturbação devem ser retomadas apenas pelo período indicado pelo urologista, especialmente enquanto houver dor, sangramento ou desconforto urinário.

Caso seja colocada uma sonda urinária, essa deve permanecer pelo período indicado pelo médico, sendo importante lavar bem as mãos antes e depois de manuseá-la para ajudar a reduzir o risco de infecção.

Quando não é indicado

O Rezum não é indicado para todos os homens com próstata aumentada e pode não ser recomendado em casos de:

  • Infecção urinária ativa;
  • Alterações importantes da uretra;
  • Próstata com volume inferior a 30 cm³ ou muito acima de 80 cm³;
  • Câncer de próstata como causa dos sintomas.

A avaliação do urologista é necessária para definir se o tratamento é seguro e adequado para cada caso.



source https://www.tuasaude.com/rezum/

Transplante capilar: o que é, quando é indicado, como é feito e resultados

Transplante capilar é um tratamento cirúrgico para a calvície em homens e mulheres com alopecia androgenética ou alopecia causada por traumas, lesões ou inflamações no couro cabeludo.

Esse tratamento é feito retirando fios de cabelo da própria pessoa, geralmente da parte da trás da cabeça, para ser transplantado em áreas do couro cabeludo sem cabelo, dando um aspecto mais natural.

O transplante capilar pode ser feito utilizando duas técnicas diferentes pelo dermatologista ou cirurgião plástico, utilizando anestesia local, e o resultado final pode ser observado cerca de 12 meses após o procedimento.

Imagem ilustrativa número 1

Quando é indicado

O transplante capilar é indicado para:

  • Calvície total ou parcial em homens com alopecia androgenética;
  • Queda de cabelo em mulheres ou calvície feminina;
  • Alopecia traumática ou alopecia cicatricial;
  • Perda de cabelo devido a queimaduras, inflamações ou lesões no couro cabeludo.

Geralmente, o transplante capilar é indicado após o tratamento clínico da calvície, quando a queda de cabelo está estabilizada. Veja como é feito o tratamento da calvície.

Leia também: Alopecia cicatricial: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/alopecia-cicatricial

Além disso, embora seja menos comum, em alguns casos o transplante capilar também pode ser feito para restaurar os pelos faciais, como barba, costeletas ou sobrancelhas.

O transplante capilar deve ser feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico, após avaliação do couro cabeludo, critérios de elegibilidade e condições de saúde geral.

Se deseja a avaliação de um dermatologista, marque uma consulta na região mais próxima:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Quem pode fazer

Para ser um bom candidato ao transplante capilar, o médico deve avaliar a área doadora do cabelo, como a densidade capilar, se tem folículos capilares suficientes para transplantar para outra área, o calibre e a textura do fio de cabelo.

Além disso, o médico deve avaliar o grau e padrão da calvície, estado de saúde geral e as expectativas da pessoa com relação ao tratamento.

Desta forma, o médico pode indicar a melhor técnica ou tipo de transplante capilar a ser feito.

Como é feito

O transplante capilar é feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico em ambiente cirúrgico em hospitais ou clínicas especializadas.

Para fazer o transplante capilar, o médico deve seguir alguns passos:

  1. Calcular o número de enxertos a ser feito;
  2. Fazer a assepsia do couro cabeludo;
  3. Marcar a região onde será feito o enxerto do cabelo, com um lápis adequado para a pele;
  4. Marcar a área doadora e raspar, o que depende do tipo de transplante capilar a ser realizado;
  5. Aplicar anestesia local e fazer bloqueio em nervos na região, para reduzir a dor e o desconforto;
  6. Realizar a técnica escolhida para o transplante capilar.

Antes de iniciar a técnica de transplante capilar, o médico deve aplicar antibióticos e corticoides na veia para evitar infecções e inchaço no couro cabeludo após o transplante capilar.

Além disso, se necessário pode ser feita uma sedação, aplicando remédios ansiolíticos na veia.

Depois de terminar o transplante capilar, é colocado um curativo no couro cabeludo e os pontos são retirados 10 dias depois do procedimento.

Qual a diferença entre transplante capilar e implante capilar?

O transplante capilar é feito com o cabelo da própria pessoa que é implantado nas regiões sem cabelo no couro cabeludo, o que fornece uma aparência mais natural.

Já no implante capilar, o tratamento é realizado utilizando fios de cabelo artificiais, implantados um a um, podendo ter uma aparência menos natural, além de poder ocorrer rejeição, já que os fios não são naturais, além de ser necessária manutenção, pois os fios podem cair. Entenda melhor o que é o implante capilar e como é feito.

Tipos de transplante capilar

Para realizar o transplante capilar o médico pode utilizar duas técnicas diferentes que são:

1. Transplante capilar FUE

O transplante capilar FUE (do inglês follicular unit extraction) é feito extraindo os folículos capilares um a um diretamente da parte de trás do couro cabeludo através de pequenos cortes.

Em seguida, cada folículo capilar extraído é enxertado também um a um na região do couro cabeludo com calvície. 

O transplante capilar FUE é ideal para tratar pequenas regiões sem cabelo, sendo possível enxertar maior número de folículos capilares, deixando cicatriz menos aparente, além de ter um tempo de cicatrização menor e menor desconforto pós-operatório.

Esse procedimento dura cerca de 4 horas ou mais, podendo ser feito com tecnologia robótica ou instrumentos mecânicos automatizados. 

2. Transplante capilar FUT

O transplante capilar FUT (do inglês follicular unit transplantation) é feito cortando uma parte da pele do couro cabeludo, geralmente da nuca, e em seguida o corte é fechado com pontos.

Essa pele retirada da nuca é dividida em pequenas porções que são implantadas na região sem cabelo através de pequenos buracos no couro cabeludo.

O transplante capilar FUT é mais indicado para tratar áreas maiores de calvície, porém pode deixar uma cicatriz mais perceptível e o pós-operatório é mais doloroso.

Como é a recuperação

A recuperação do transplante capilar é feito em casa uma vez que a pessoa tem alta no mesmo dia da cirurgia, sendo necessários alguns cuidados, como:

  • Tomar os analgésicos ou anti-inflamatórios, indicados pelo médico para aliviar a dor e o desconforto, e/ou os antibióticos para evitar infecções na área tratada;
  • Aplicar compressas frias nas primeiras 48 horas, na região tratada, para reduzir o inchaço e o desconforto;
  • Dormir com a cabeça um pouco mais elevada na primeira semana;
  • Evitar esfregar, coçar ou cutucar a região tratada;
  • Evitar exercícios físicos e exposição ao sol por pelo menos 2 a 3 semanas após o procedimento.

O cabelo pode ser lavado a partir do segundo dia após o transplante capilar, no entanto, varia com a técnica realizada. No entanto, é importante ter cuidado para não esfregar a região tratada e evitar a exposição direta da região em chuveiros ou torneiras de alta pressão.

O tempo para voltar às atividades normais varia com a técnica realizada, sendo que no caso do FUE pode-se voltar no dia seguinte, enquanto que no FUT, deve-se aguardar cerca de 4 a 5 dias.

Resultados do transplante capilar

Após 2 a 3 semanas do transplante capilar, o cabelo transplantado pode cair, o que é normal e temporário, pois voltam a crescer.

Geralmente, o crescimento do novo cabelo começa a ser mais visível cerca de 4 meses depois do transplante e o resultado final pode demorar cerca de 12 a 18 meses.

Para potencializar os resultados, o médico pode recomendar o uso de remédios para calvície como minoxidil tópico ou o uso de finasterida por homens. Confira os principais remédios para calvície

Possíveis complicações

O transplante capilar é considerado um procedimento seguro e com pouco risco de complicações, no entanto, podem ocorrer inchaço, sangramento, hematomas ou infecções no couro cabeludo.

Além disso, também podem surgir dormência na região tratada, inflamação dos folículos capilares (foliculite) ou aparência não natural do cabelo.

Quem não deve fazer

O transplante capilar não é indicado para menores de 25 anos ou para pessoas com calvície devido a alopecia areata.

Além disso, essa cirurgia não é indicada para mulheres com perda de cabelo em todo o couro cabeludo, pessoas com perda de cabelo devido a quimioterapia ou radioterapia, por exemplo.

O transplante capilar também não deve ser feito se a pessoa não tiver dor no couro cabeludo, sensação de queimação ou coceira, ou não tiver área doadora com folículos capilares suficientes para transplantar.



source https://www.tuasaude.com/transplante-capilar/

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

8 sintomas de endometriose no ovário (e o que fazer)

Os principais sintomas de endometriose no ovário incluem dor pélvica, cólicas menstruais intensas, dor lombar, dor durante ou após a relação sexual e dor ao evacuar ou urinar, que podem piorar durante a menstruação.

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio se desenvolve no ovário. Quando isso acontece, pode se formar um endometrioma, um tipo de cisto preenchido por sangue antigo que pode afetar um ou os dois ovários.

Leia também: Endometrioma: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/endometrioma

No entanto, algumas mulheres com endometriose no ovário não apresentam sintomas e podem descobrir a condição durante um exame de imagem ou ao investigar dificuldade para engravidar.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de endometriose no ovário

Os principais sintomas de endometriose no ovário, são:

1. Dor pélvica

A dor pélvica é um dos sintomas mais comuns da endometriose no ovário. Pode aparecer durante a menstruação ou em outros momentos do ciclo e variar de leve a intensa. Veja outras causas de dor pélvica.

Quando há endometrioma, a dor também pode ocorrer devido à inflamação e à irritação dos tecidos ao redor do ovário.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo ginecologista e pode incluir analgésicos ou anti-inflamatórios, como paracetamol ou ibuprofeno, para aliviar a dor e medicamentos hormonais, como anticoncepcionais ou progestágenos, para reduzir o sintoma. 

Quando a dor é frequente, intensa ou interfere nas atividades do dia a dia, o médico pode avaliar a possibilidade de cirurgia para remover as lesões de endometriose ou o endometrioma, quando indicado.

2. Cólicas menstruais intensas

A endometriose pode causar cólicas fortes durante a menstruação, que podem começar antes do sangramento e permanecer por alguns dias. A dor costuma ser mais intensa do que a cólica menstrual habitual e pode piorar ao longo do tempo.

O que fazer: medicamentos para dor, especialmente anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, podem ser utilizados para aliviar as cólicas.

Leia também: 10 truques para acabar com a cólica menstrual rápido tuasaude.com/6-dicas-para-diminuir-as-colicas-menstruais

O ginecologista também pode indicar tratamento hormonal para diminuir a frequência e a intensidade dos sintomas menstruais.

3. Dor lombar

A dor lombar pode ocorrer em mulheres com endometriose no ovário, principalmente durante a menstruação, mas também pode aparecer em outros momentos do ciclo. 

A intensidade varia e pode estar associada à inflamação e ao comprometimento de estruturas da região pélvica. Saiba o que pode ser dor na lombar.

O que fazer: o tratamento que pode ajudar a controlar a dor lombar são analgésicos ou anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, que servem para aliviar o desconforto, conforme orientação médica.

4. Dor durante ou após a relação sexual

A dor durante ou depois da relação sexual, chamada dispareunia, pode ocorrer em mulheres com endometriose no ovário. 

Esse desconforto pode estar relacionado à inflamação na região pélvica, às aderências, que são faixas de tecido cicatricial que podem fazer órgãos próximos ficarem grudados, ou a lesões em outras estruturas, como o intestino, a bexiga ou os ligamentos que sustentam o útero.

O que fazer: a presença de dor durante a relação deve ser informada ao ginecologista, principalmente quando é frequente ou está prejudicando a vida sexual. 

O tratamento da endometriose no ovário com medicamentos para aliviar a dor e tratamento hormonal, como anticoncepcionais, pode reduzir esse sintoma, mas também é importante investigar se existem outras áreas da pelve comprometidas.

5. Dor ao evacuar ou urinar

A dor ao evacuar ou urinar pode ocorrer principalmente durante a menstruação. Embora possa aparecer em diferentes situações, quando é recorrente e acompanha o ciclo menstrual pode levantar a suspeita de endometriose próxima ao intestino ou ao trato urinário.

O que fazer: esses sintomas devem ser avaliados pelo médico, através de um ultrassom transvaginal para ajudar a identificar sinais de endometriose que afetam outras estruturas da pelve, como intestino, bexiga ou ureter.

Depende da localização e da extensão, o médico pode indicar analgésicos ou anti-inflamatórios para controlar a dor e medicamentos hormonais, para reduzir os sintomas.

Já em casos de sintomas persistentes, pode ser necessário avaliar a necessidade de cirurgia para remover as lesões de endometriose e, quando necessário, tratar as áreas afetadas, como intestino, bexiga ou ureter.

6. Menstruação intensa

Algumas mulheres com endometriose no ovário podem apresentar menstruação mais intensa ou sangramento fora do período menstrual. No entanto, esses sintomas não ocorrem em todas as mulheres e também podem ter outras causas.

O que fazer: quando o sangramento é muito intenso, prolongado ou ocorre fora do período menstrual, é importante procurar avaliação ginecológica que pode indicar medicamentos hormonais, como anticoncepcionais ou progestágenos, que ajudam a reduzir o sangramento e controlar a atividade da endometriose.

7. Inchaço abdominal

O inchaço abdominal, a náusea e outras alterações intestinais podem aparecer ou piorar perto da menstruação. Esses sintomas podem estar relacionados à endometriose no ovário ou à inflamação de estruturas próximas ao intestino.

O que fazer: o ginecologista pode indicar medicamentos para aliviar a dor e o inchaço e tratamento hormonal, como anticoncepcionais ou progestágenos, para controlar a endometriose. 

Se os sintomas forem frequentes, intensos ou acompanhados de alterações intestinais, podem ser necessários exames para verificar se outras áreas da pelve estão afetadas.

8. Dificuldade para engravidar

A endometriose no ovário pode dificultar a gravidez, principalmente quando há endometriomas, inflamação ou aderências ao redor dos ovários. 

Essas alterações podem interferir no funcionamento dos ovários e na liberação dos óvulos. Em algumas mulheres, a endometriose ovariana é descoberta apenas durante a investigação de dificuldade para engravidar.

O que fazer: quando há desejo de engravidar, o ginecologista pode avaliar a reserva ovariana, a ovulação, as condições das trompas e as características do endometrioma. 

De acordo com esses fatores, pode indicar acompanhamento, tratamento para fertilidade ou cirurgia, considerando sempre os possíveis efeitos sobre a reserva ovariana.

Leia também: Remédios para engravidar: de farmácia e caseiros tuasaude.com/remedio-para-engravidar

Como confirmar a endometriose no ovário

A endometriose no ovário pode ser investigada pelo ginecologista com base nos sintomas, no exame ginecológico e nos exames de imagem, sendo o ultrassom transvaginal um dos principais exames para avaliar os ovários e identificar possíveis endometriomas. Veja para que serve o ultrassom transvaginal.

Para uma avaliação dos sintomas de endometriose no ovário, marque consulta com o ginecologista mais próximo de você:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Em alguns casos, o médico também pode solicitar uma ressonância magnética para observar melhor as lesões e verificar se a endometriose também afeta outras estruturas da pelve, como intestino, bexiga, ureteres e ligamentos que sustentam o útero.



source https://www.tuasaude.com/sintomas-de-endometriose-no-ovario/

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

8 formas simples de desentupir o ouvido (e quando ir ao médico)

Algumas formas para desentupir o ouvido são bocejar algumas vezes, beber água, mascar um chiclete ou fazer a limpeza externa do ouvido, pois ajudam a equilibrar a pressão dentro dos canais auditivos ou a remover o excesso de cera, desentupindo o ouvido.

O ouvido entupido pode surgir devido a diferença de pressão durante um mergulho ou viagem de avião, ou ser causado pela entrada de água no ouvido, excesso de cera, ou até por resfriado, sinusite, infecções no ouvido ou labirintite, por exemplo. Veja outras causas do ouvido entupido.

As formas para desentupir o ouvido em casa, podem ser feitas para ajudar a desentupir o ouvido. No entanto, caso a pessoa apresente outros sintomas, como perda de audição, tontura, dor ou presença de secreção no ouvido, deve-se consultar o otorrinolaringologista, para avaliar a causa e fazer o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 2

O que fazer para desentupir o ouvido

Algumas formas para desentupir o ouvido, são:

1. Bocejar algumas vezes

Bocejar ajuda o ar a se movimentar dentro dos canais do ouvido, equilibrando a pressão e desentupir o ouvido.

Para fazer isso, basta imitar o movimento de bocejar com a boca e olhar para o céu. É normal que durante o bocejo, se ouça um pequeno estalo dentro do ouvido, que indica que está descomprimindo. Caso isso não aconteça, deve-se repetir o processo durante alguns minutos.

Caso se tenha dificuldade para bocejar sem vontade, uma boa forma de imitar o movimento consiste em abrir a boca o máximo possível e depois respirar pela boca, colocando o ar para fora e para dentro.

2. Mascar um chiclete

Mascar um chiclete movimenta vários músculos do rosto e pode ajudar a reequilibrar a pressão dentro dos canais do ouvido.

Esta técnica é bastante simples e pode ser usada não apenas para desentupir o ouvido, mas também para evitar que o ouvido fique comprimido durante uma viagem de avião, por exemplo.

3. Beber água

Beber água é outra das formas de movimentar os músculos do rosto e equilibrar a pressão dentro dos ouvidos.

Para isso, deve-se colocar água na boca, segurar o nariz e depois engolir, inclinando a cabeça para trás. O movimento dos músculos, junto com a falta de ar entrando pelo nariz vai alterar a pressão no interior do ouvido, corrigindo a sensação de pressão.

4. Fazer pressão suave com o nariz tapado

Outra forma de ajudar a equilibrar a pressão no ouvido é inspirar normalmente, fechar a boca, tapar o nariz com os dedos e tentar expirar suavemente pelo nariz, sem deixar o ar sair.

Essa técnica pode ajudar a abrir a tuba auditiva e aliviar a sensação de ouvido entupido causada por diferenças de pressão, como durante viagens de avião.

É importante não fazer força. A pressão deve ser leve e feita por poucos segundos, pois uma pressão excessiva pode causar dor ou lesionar estruturas do ouvido. Se sentir dor, tontura ou desconforto, deve interromper a técnica.

5. Aplicar uma compressa morna

Esta técnica funciona melhor quando a pressão no ouvido é causada por uma gripe ou alergia, mas pode também ser experimentada nas outras situações. Basta colocar uma compressa morna sobre o ouvido e deixar durante 2 a 3 minutos.

O calor da compressa ajuda a dilatar os canais do ouvido, permitindo que sejam drenados e equilibrando a pressão.

6. Inclinar a cabeça para o lado

Inclinar a cabeça para o lado, pode ajudar a tirar a água do ouvido, que pode entrar durante o banho ou ao utilizar piscinas, mar ou banheiras, e assim desentupir o ouvido.

Desta forma, deve-se inclinar a cabeça para o lado do ouvido entupido com água, em direção ao ombro, puxando ou mexendo no lóbulo da orelha, para eliminar a água do ouvido. Veja outras formas de tirar água do ouvido.

7. Lavar o nariz com soro fisiológico

Lavar o nariz e os seios nasais com soro fisiológico 0,9% ajuda a eliminar o excesso de catarro das vias respiratórias, deixando-o mais líquido e mais fácil de eliminar, aliviando a pressão no ouvido e a sensação de ouvido tampado ou entupido, causado pela sinusite.

Para lavar o nariz e os seios nasais, deve-se encher uma seringa estéril sem agulha com cerca de 10 a 20 mL de soro fisiológico 0,9%, inclinar o corpo para frente e a cabeça ligeiramente para o lado. Em seguida, posicionar a seringa na entrada de uma narina e pressionar até que o soro saia pela outra narina.

É importante manter a boca aberta e também respirar pela boca durante a lavagem com o soro, além de não inspirar o soro, e assoar o nariz logo a seguir. Saiba como fazer a lavagem nasal corretamente.

8. Fazer inalação

Fazer a inalação do vapor de água ajuda a hidratar, umidificar e relaxar as vias respiratórias, e eliminar o catarro do nariz e seios nasais, aliviando a pressão ou sensação de ouvido entupido, causados por sinusite, rinite, resfriados ou congestão nasal.

Para fazer a vaporização, deve-se colocar água fervente numa bacia e, em seguida, cobrir a cabeça com uma toalha aberta, de modo que cubra também a bacia contendo água quente e inspirar o vapor da água por 5 a 10 minutos. Deve-se ter o cuidado de não aproximar muito o rosto da água quente, para evitar queimaduras.

A inalação do vapor de água não é indicado para crianças com menos de 7 anos, sendo que em crianças com mais de 7 anos, a inalação deve sempre ser feita com supervisão de um adulto, uma vez que existe um grave risco de queimadura.

Como desentupir o ouvido com cera

Para desentupir o ouvido que tem cera deve deixar-se a água correr para dentro e fora do ouvido durante o banho e de seguida limpar com a toalha. Porém, não devem ser utilizados cotonetes, pois podem empurrar a cera mais para dentro do ouvido, aumentando o risco de infecções.

Quando este procedimento é realizado 3 vezes e mesmo assim o ouvido continuar entupido deve consultar-se o médico otorrinolaringologista, pois pode ser necessário fazer uma limpeza profissional. Saiba mais sobre como tirar cera do ouvido.

Quando ir ao médico

Embora a maior parte dos casos de pressão no ouvido possam ser tratados em casa, existem algumas situações que devem ser avaliadas pelo médico.

Assim, é recomendado consultar um otorrinolaringologista ou ir no hospital nas seguintes situações:

  • Sensação de pressão no ouvido que não melhora após algumas horas ou piora com o tempo;
  • Febre;
  • Dor de ouvido;
  • Saída de líquido ou pus pelo ouvido;
  • Tontura;
  • Perda ou diminuição da audição;
  • Perda do equilíbrio.

Nestes casos, o desconforto pode estar sendo causado por infecções no ouvido ou até rompimento do tímpano e, por isso, é muito importante a orientação de um médico.



source https://www.tuasaude.com/como-descomprimir-o-ouvido/

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Mancha de sol: tipos, como tirar (e como prevenir)

A mancha de sol é uma alteração na cor da pele causada principalmente pela exposição acumulada à radiação ultravioleta (UV). Geralmente, aparece em áreas mais expostas ao sol, como rosto, mãos, braços, ombros e colo.

Existem diferentes tipos de manchas relacionadas ao sol, como lentigos solares, sardas e manchas brancas, que podem surgir ou ficar mais evidentes após a exposição solar.

O tratamento deve ser indicado pelo dermatologista, após avaliar a mancha, e pode incluir cremes clareadores, laser e peelings. Além disso, a proteção solar diária ajuda a prevenir novas manchas e evita que as existentes escureçam.

Imagem ilustrativa número 1

Tipos de mancha de sol

Os principais tipos de mancha de sol são:

1. Melasma

O melasma provoca manchas acastanhadas, geralmente no rosto, principalmente nas bochechas, testa, nariz e acima do lábio. Saiba como identificar o melasma.

A exposição à radiação UV pode estimular e piorar a pigmentação, mas o melasma não é considerado simplesmente uma mancha causada pelo sol, pois também envolve outros fatores, como alterações hormonais e predisposição individual.

2. Mancha branca de sol

A chamada mancha branca de sol pode estar relacionada à hipomelanose gutata idiopática, uma alteração benigna da pigmentação que provoca pequenas manchas brancas ou mais claras, principalmente nos braços, pernas e colo.

Essas manchas são mais comuns com o avanço da idade e podem estar relacionadas à exposição solar acumulada e ao envelhecimento da pele, embora sua causa exata não seja totalmente conhecida.

Geralmente, as manchas brancas de sol são pequenas, arredondadas, não causam dor ou coceira e não apresentam sintomas.

3. Lentigos solares

Os lentigos solares, também conhecidos como manchas do envelhecimento, são o tipo mais característico de mancha de sol. Geralmente são manchas planas, marrons ou castanhas e bem delimitadas, que podem aumentar ao longo dos anos.

Esse tipo de mancha está relacionado à exposição crônica ao sol e ao fotoenvelhecimento da pele, sendo mais comum em áreas frequentemente expostas à radiação ultravioleta, como rosto, mãos, braços, ombros e colo.

4. Sardas

As sardas são pequenas manchas planas e castanhas e estão relacionadas à predisposição genética e ao aumento da produção de melanina em resposta à radiação ultravioleta (UV).

As sardas costumam surgir desde a infância e ficam mais escuras e numerosas durante o verão, quando há maior exposição solar, podendo clarear ou até desaparecer nos meses de menor exposição. Entenda melhor por que as sardas aparecem.

Mancha de limão no sol

A mancha de limão no sol é uma reação chamada fitofotodermatite, que pode acontecer quando o suco ou outras partes do limão entram em contato com a pele e, em seguida, a região é exposta à luz solar.

Algumas substâncias presentes nos cítricos, chamadas furocumarinas, reagem com a radiação ultravioleta e provocam uma lesão na pele.

Leia também: Mancha de limão na pele: o que fazer para tirar tuasaude.com/fitofotomelanose

Inicialmente, a pele pode ficar vermelha, ardida e dolorida, podendo surgir bolhas. Após a inflamação, é comum aparecer uma mancha marrom no local, que pode permanecer por semanas ou meses.

Mancha de queimadura de sol

A queimadura de sol ocorre quando a pele é exposta por tempo excessivo à radiação ultravioleta, causando uma lesão que pode deixar a região vermelha, quente, dolorida e sensível. Após alguns dias, a pele pode descamar enquanto se recupera.

Apesar disso, a queimadura de sol não é uma mancha de pigmentação, como o lentigo solar. No entanto, a exposição solar excessiva e repetida pode causar alterações persistentes na cor da pele, incluindo manchas escuras.

Como tirar

A mancha de sol pode ser clareada ou removida com diferentes tratamentos, escolhidos de acordo com o tipo de pele, a localização e a quantidade de manchas.

As opções que podem ser indicadas pelo dermatologista, incluem:

1. Cremes clareadores

Entre os cremes clareadores que podem ser utilizados para manchas de sol, destacam-se cremes com:

  • Retinoides, como tretinoína e adapaleno, que ajudam a acelerar a renovação das células da pele e a eliminar gradualmente o pigmento acumulado;
  • Hidroquinona, que reduz a produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele, ajudando a clarear as manchas. Saiba como usar a hidroquinona;
  • Mequinol, é uma substância que também reduz a produção de melanina e pode ser encontrada em combinação com a tretinoína;
  • Vitamina C, que pode ajudar a reduzir a pigmentação e melhorar a luminosidade da pele.

Os cremes clareadores tornam as manchas de sol gradualmente mais claras e podem ser usados por várias semanas ou meses antes que os resultados sejam percebidos.

No entanto, a escolha do ativo depende do tipo de mancha e da pele, e deve ser acompanhado de proteção solar diária para evitar o escurecimento das manchas e favorecer os resultados.

2. Terapia a laser

O laser utiliza feixes de luz para atingir a melanina da mancha, para que essa seja eliminada gradualmente pelo organismo. É uma das opções mais eficazes para tratar lentigos solares, e também pode ser utilizado para sardas.

Entre os exemplos estão o laser Q-switched e o laser de picossegundos, que apresentam bons resultados no clareamento dessas manchas. O número de sessões depende do tipo, tamanho e quantidade das manchas e do tipo de pele.

Após o procedimento, podem ocorrer vermelhidão, formação de crostas e alterações temporárias na pigmentação, especialmente em pessoas com maior tendência à hiperpigmentação.

Leia também: Tratamentos a laser para o rosto tuasaude.com/tratamentos-a-laser-para-o-rosto

3. Peeling químico

O peeling químico promove uma descamação controlada da pele, ajudando a clarear principalmente os lentigos solares e outras manchas relacionadas ao fotoenvelhecimento. Veja para que serve o peeling químico.

Os mais utilizados incluem o ácido tricloroacético (TCA), principalmente para manchas de sol no rosto, mãos, braços e colo, e o ácido glicólico, mais usado no rosto, pescoço e colo por promover uma esfoliação mais superficial.

Leia também: Ácido glicólico: o que é, para que serve e como usar tuasaude.com/acido-glicolico

A concentração deve ser escolhida pelo dermatologista, pois peelings muito intensos podem causar irritação e aumentar o risco de hiperpigmentação.

4. Microdermoabrasão

A microdermoabrasão é uma esfoliação superficial feita com um aparelho que utiliza microcristais ou uma ponteira abrasiva para remover as células da camada mais externa da pele, ajudando a suavizar manchas de sol leves e deixar a pele mais uniforme.

Pode ser usada principalmente no rosto, colo, pescoço, braços e mãos, e também pode ser combinada com outros tratamentos, como o peeling químico. Entenda como é feita a microdermoabrasão.

5. Luz intensa pulsada (IPL)

A luz intensa pulsada utiliza flashes de luz para atingir a melanina e clarear principalmente lentigos solares e sardas. Pode ser usada em áreas como rosto, mãos, braços, colo e ombros, especialmente quando há várias manchas na mesma região.

Após o tratamento, as manchas podem ficar mais escuras e formar pequenas crostas, que desaparecem durante a recuperação da pele. 

Leia também: Luz pulsada: o que é, quando é indicada e como é feita tuasaude.com/beneficios-da-luz-pulsada

Como prevenir a mancha de sol

Para prevenir a mancha de sol é indicado:

  • Evitar a exposição excessiva ao sol, principalmente nos horários em que a radiação UV é mais intensa, geralmente entre 10h e 16h, procurando ficar na sombra sempre que possível;

  • Aplicar protetor solar todos os dias, escolhendo um produto de amplo espectro, FPS 30 ou superior e resistente à água. Reaplicando a cada 2 horas ou após nadar ou suar. Saiba como escolher o melhor protetor solar

  • Usar roupas e acessórios de proteção, como camisetas de manga longa, chapéu de abas largas e óculos de sol, que ajudam a reduzir a exposição aos raios UV;

  • Evitar bronzeamento artificial, já que as radiações ultravioletas das câmaras de bronzeamento também contribuem para o envelhecimento da pele, manchas e aumento do risco de câncer de pele.

Além disso, depois de tratar uma mancha de sol, é importante manter a proteção solar, pois a exposição aos raios pode fazer a mancha voltar ou ficar mais escura.



source https://www.tuasaude.com/mancha-de-sol/

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a s...