segunda-feira, 6 de abril de 2026

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Especialistas em resistência à insulina: qual médico consultar?

Os especialistas no diagnóstico e tratamento da resistência à insulina, conforme a ordem de prioridade, são:

1. Endocrinologista

O endocrinologista é o principal especialista responsável por diagnosticar e tratar a resistência à insulina, já que cuida das doenças hormonais e metabólicas.

Esse profissional avalia alterações nos níveis de glicose no sangue, solicita exames laboratoriais e orienta o tratamento adequado desta condição.

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Entre as condições que também podem ser tratadas pelo endocrinologista estão:

  • Diabetes tipo;
  • Obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo;
  • Alterações no colesterol e triglicerídeos;
  • Osteoporose;
  • Distúrbios hormonais;

Além disso, o endocrinologista também pode acompanhar problemas relacionados ao crescimento, alterações hormonais na adolescência e distúrbios das glândulas suprarrenais.

Leia também: Endocrinologista: o que é, o que faz (e quando consultar) tuasaude.com/endocrinologista

2. Clínico geral

O clínico geral pode ser o primeiro médico a identificar sinais de resistência à insulina. Esse profissional avalia sintomas iniciais, solicita exames básicos de sangue e orienta mudanças no estilo de vida.

Se for necessário, o clínico geral pode encaminhar a pessoa para um endocrinologista para um acompanhamento mais específico.

3. Ginecologista

O ginecologista é o especialista que pode participar do diagnóstico em mulheres, principalmente se houver a suspeita de síndrome dos ovários policísticos, uma condição frequentemente associada à resistência à insulina.

Esse profissional avalia alterações hormonais e pode solicitar exames complementares.

4. Cardiologista

O cardiologista pode ser indicado para pessoas que têm doenças cardiovasculares, como pressão alta ou dislipidemia associadas à resistência à insulina.

Esse especialista avalia o impacto dessas alterações na saúde cardiovascular e orienta o tratamento adequado.

5. Nutrólogo

O nutrólogo é um médico especialista que estuda a relação entre os nutrientes dos alimentos e as doenças.

Na resistência à insulina, este médico solicita exames de diagnóstico e indica o uso de medicamentos ou suplementos, para prevenir que o quadro evolua para doenças mais graves.

Quando marcar consulta

É recomendado marcar consulta com especialista em resistência à insulina sempre que surgirem sinais como:

  • Pele escura, espessa e aveludada, no pescoço, axilas, virilha, cotovelos ou articulações dos dedos;
  • Circunferência da cintura aumentada;
  • Fadiga;
  • Dificuldade para perder peso;
  • Fome excessiva.

O tratamento envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, prática regular de atividade física e controle do peso.

Quando necessário, o médico também pode indicar o uso de medicamentos, como a metformina, para ajudar a melhorar a ação da insulina e evitar o desenvolvimento de diabetes e outras complicações, ou medicamentos para perda de peso, como a semaglutida ou tirzepatida.

Leia também: Resistência à insulina: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/resistencia-a-insulina

source https://www.tuasaude.com/especialistas-em-resistencia-a-insulina/

Transplante renal: o que é, como é feito (e recuperação)

O Transplante renal é uma cirurgia onde é feita a substituição do rim doente por outro saudável, de um doador compatível, podendo ser indicado para pessoas com doença renal crônica avançada.

Essa cirurgia, também conhecida como transplante de rim, é recomendada quando existem danos graves no rim que prejudicam a sua função de filtrar e eliminar toxinas do organismo, e manter o equilíbrio de água e minerais no corpo.

Leia também: Transplante: quando é indicado, como é feito, recuperação (e outras dúvidas) tuasaude.com/transplante

O transplante renal deve ser indicado e feito pelo nefrologista e para uma boa recuperação é importante seguir alguns cuidados, como tomar os remédios indicados e fazer uma alimentação balanceada.

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Quando é indicado

O transplante renal é indicado para pessoas com doença renal crônica avançada e que atendam condições como:

  • Esteja realizando alguma terapia renal substitutiva, como hemodiálise ou diálise peritoneal;
  • Pessoas com taxa de filtração glomerular inferior a 10 ml/min/1,73m2;
  • Idade inferior a 18 anos e com taxa de filtração glomerular menor que 15 mL/min/1,73m2;
  • Pessoas com diabetes mellitus que apresentem taxa de filtração glomerular inferior a 15 ml/min/1,73m2.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, as pessoas candidatas a transplante renal devem ser encaminhadas para um serviço especializado quando a taxa de filtração glomerular estiver abaixo de 20 ml/min/1,73m2.

Entretanto, o transplante renal já deve ser discutido com a pessoa como uma opção de terapia renal substitutiva a partir do estágio G4 da doença, que é quando a taxa de filtração glomerular atinge entre 29 e 15 ml/min/1,73m2.

Marque uma consulta com o nefrologista, se deseja avaliar a saúde dos rins e verificar a necessidade de realizar o transplante:

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Como é o preparo

O preparo do transplante se inicia com uma avaliação médica para identificar se existe algum fator que impeça a cirurgia e avaliar o risco de rejeição do novo rim.

O médico também solicita exames como análises de sangue e exames de imagem, para avaliar as condições de saúde e a função do rim da pessoa.

Se for um transplante com doador vivo, é necessário fazer um jejum de 8 horas. No caso de doador já falecido, o jejum deve começar assim que a pessoa for notificada de que o rim está disponível.

Se a pessoa estiver em esquema de diálise de rotina, receberá uma sessão de hemodiálise antes da cirurgia.

Um pouco antes da operação, a pessoa coloca uma camisola hospitalar e recebe linhas intravenosas no braço, mão ou pescoço para administrar medicamentos e coletar sangue.

Um cateter urinário também é inserido na bexiga e a pessoa recebe anestesia geral.

Como avaliar se o transplante é compatível

Para avaliar se o transplante é compatível, são realizados exames de sangue e testes imunológicos no doador e na pessoa que vai doar o órgão, se for de um doador vivo, por exemplo.

Assim, o médico pode solicitar a tipagem sanguínea da pessoa doadora e de quem receberá o órgão, a tipagem do antígeno leucocitário humano e a prova cruzada, por exemplo.

O médico avalia se o transplante é compatível, que pode ser um doador vivo ou falecido, desde que seja saudável e não tenha qualquer doença. Esse doador pode ser familiar ou não com o receptor.

No caso de órgãos de doadores já falecidos, os testes de sangue do doador são cruzados com os dos receptores da lista de espera, e o rim é destinado àquele que tiver maior compatibilidade.

Como é feito o transplante

A cirurgia de transplante renal é feita pelo nefrologista, conforme as seguintes etapas:

  1. Aplicar a anestesia geral na sala de cirurgia;
  2. Limpar o local cirúrgico com uma solução antisséptica e fazer um corte no abdome;
  3. Inserir o rim do doador na barriga e posicionar no lado direito ou esquerdo;
  4. Ligar as veias e artérias do rim do doador ao receptor;
  5. Ligar o ureter transplantado à bexiga;
  6. Fechar o corte, colocando pontos ou grampos cirúrgicos, e colocar um curativo estéril sobre o corte.

O rim não afetado da pessoa transplantada normalmente não é retirado, pois sua pouca função ainda é útil, especialmente nos primeiros momentos, quando o rim transplantado ainda não está completamente funcional. O rim doente só é retirado caso esteja causando infecção, por exemplo.

Entenda melhor com o Dr. Rodrigo Vianna quando a cirurgia de transplante é indicada:

Robótica no transplante renal

O uso da robótica no transplante renal e na captação de rins para doação oferece uma abordagem cirúrgica minimamente invasiva em substituição à técnica aberta tradicional.

Essa técnica é assistida por robô e pode ser usada tanto para a retirada do órgão do doador quanto para a cirurgia de implantação na pessoa receptora.

Alguns benefícios da cirurgia robótica no transplante renal incluem maior precisão e cortes menores, reduzindo a dor no pós-operatório, uma recuperação mais rápida, menor tempo de internação hospitalar e diminuição de complicações.

Entretanto, por ser mais caro, ainda tem o acesso limitado. Além disso, também é necessária uma equipe cirúrgica muito especializada para manusear o robô.

Como é a recuperação

Logo após a cirurgia, a pessoa vai para a sala de recuperação e pode ser levada temporariamente para a UTI para monitoramento contínuo dos sinais vitais antes de ser transferida para um quarto comum.

A internação hospitalar normalmente dura alguns dias, com acompanhamento do cirurgião, do anestesista e do enfermeiro, para que possam ser observados de perto possíveis sinais de reação ao transplante e o tratamento possa ser feito imediatamente. 

Nesse período, o rim transplantado deve começar a funcionar normalmente, o que pode ocorrer imediatamente após a cirurgia ou demorar alguns dias, sendo que nesse caso, é recomendado fazer hemodiálise até que o novo rim comece a funcionar.

O curativo na barriga que protege a cicatriz contra infecções será trocado pelo enfermeiro sempre que houver necessidade e, caso a pessoa sinta dor, o médico poderá receitar o uso de analgésicos.

A pessoa receberá fluidos na veia até conseguir se alimentar sozinha, e a comida sólida será reintroduzida aos poucos. Normalmente, já no dia seguinte ao procedimento, a pessoa é estimulada a sair da cama e se movimentar.

A partir do momento em que a pessoa encontra-se estabilizada, não existem sinais de rejeição e os exames são considerados normais, o médico pode dar alta, sendo importante seguir o tratamento e as recomendações médicas em casa.

Cuidados após o transplante

Os principais cuidados após o transplante renal são:

1. Cuidados gerais

Após a alta hospitalar, alguns cuidados gerais importantes para a recuperação são:

  • Manter a área da cirurgia limpa e seca, não submergindo o corte em água até que a pele esteja totalmente cicatrizada para evitar infecções;
  • Não dirigir até receber liberação médica;
  • Tomar os remédios imunossupressores, como prednisolona, azatioprina e ciclosporina, conforme indicado pelo médico para evitar a rejeição do rim;
  • Tomar os antibióticos receitados pelo médico para evitar possíveis infecções;
  • Não realizar atividades físicas nos primeiros 3 meses;
  • Realizar exames semanais durante o primeiro mês, espaçando para duas consultas mensais até o 3º mês devido ao risco de rejeição do órgão pelo organismo;
  • Não fumar;
  • Evitar lugares com grandes aglomerações de pessoas e o contacto com pessoas doentes.

A recuperação total do transplante, geralmente dura cerca de 3 meses e após esse período, o médico pode recomendar atividades físicas, como caminhada ou natação, por exemplo.

É  fundamental também que a pessoa compareça às consultas médicas regulares após o transplante, para verificar a função do rim, ajustar terapias e diagnosticar precocemente possíveis complicações.

2. Cuidados com a alimentação

A dieta para o transplante renal deve ser orientada por um nutricionista e normalmente inclui:

  • Comer vegetais e frutas, pelo menos 5 porções por dia; 
  • Priorizar alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, leguminosas, oleaginosas e sementes, diariamente;
  • Diminuir o consumo de sódio, para ajudar a controlar a retenção de líquido, inchaço e pressão arterial;
  • Priorizar carnes magras, como frango, ovo ou peixe, nas quantidades recomendadas pelo nutricionista;
  • Evitar consumir alimentos ultraprocessados, como molhos e temperos prontos, refeições do tipo fast food, cereais matinais e sorvetes;
  • Evitar bebidas alcoólicas, como vinho, cerveja e espumante;
  • Diminuir ou limitar o consumo de carnes vermelhas, como carne bovina, de porco e cordeiro;
  • Evitar comer legumes crus, optando por cozinhá-los;
  • Higienizar, com hipoclorito de sódio ou água sanitária, as frutas e vegetais que forem consumidos com casca;
  • Lavar bem as frutas que serão consumidas sem casca em água corrente e detergente e depois descascá-las;
  • Não comer carnes cruas, ovos crus;
  • Consumir embutidos, como salame, presunto ou presunto de Parma somente após cozinhar, assar ou grelhar;
  • Não ingerir mel antes de 3 meses após o transplante e após o uso prolongado de antibióticos;
  • Beber líquidos para hidratar o corpo, nas quantidades recomendadas pelo médico e nutricionista.

Se a pessoa apresentar elevação de potássio no sangue devido aos medicamentos, o nutricionista pode orientar a restrição de alguns alimentos, como vegetais muito ricos no mineral, como leguminosas, nozes, sementes e algumas frutas.

Leia também: 58 alimentos ricos em potássio tuasaude.com/alimentos-ricos-em-potassio

Possíveis riscos e complicações

Alguns riscos e complicações que podem surgir após o transplante renal são:

  • Rejeição do rim transplantado;
  • Infecção na cicatriz cirúrgica;
  • Infecções urinárias ou generalizadas;
  • Linfocele;
  • Formação de coágulos no sangue ou trombose;
  • Vazamento no interior cor corpo ou bloqueio de urina;
  • Sangramento ou hemorragia.

Embora sejam raros, também podem ocorrer complicações da anestesia geral como reações anafiláticas, náuseas, vômitos, queda da pressão arterial, calafrios, tremores, febre, infecção, por exemplo. 

Também podem surgir efeitos colaterais dos remédios imunossupressores, como aumento do peso, pressão alta, osteoporose, diabetes, inchaço corporal e alterações na pele e mucosas, como acne ou aftas, por exemplo.

Sinais de alerta para voltar ao médico

É importante consultar o nefrologista ou procurar o pronto socorro mais próximo, caso surjam sintomas como febre, dor ou extrema sensibilidade na área onde o rim foi implantado, sangue na urina ou diminuição repentina na quantidade de urina produzida e inchaço ou aumento de peso repentino.

Além disso, também deve-se ir ao hospital caso surjam sintomas de infecção no local da cicatriz, como inchaço, calor e vermelhidão.

Rejeição do transplante renal

A rejeição do transplante renal pode acontecer pois o sistema imunológico do corpo da pessoa reconhece o novo órgão como um tecido estranho e uma ameaça, e o ataca. Por isso, o uso de medicamentos imunossupressores é fundamental.

Essa condição pode surgir logo após o transplante, sendo chamada de rejeição hiperaguda, caracterizada por febre e ausência da produção de urina, e embora seja muito rara, deve ser tratada imediatamente para remover o rim transplantado.

A rejeição também pode ocorrer uma semana ou até três meses após o transplante, sendo conhecida como rejeição aguda, ou ainda se desenvolver ao longo dos anos, deteriorando lenta e progressivamente a função do rim transplantado, sendo chamada de rejeição crônica.

A rejeição do transplante renal pode ser detectada através de exames de sangue ou de imagem. Para confirmar a rejeição, o médico deve solicitar uma biópsia do rim, para avaliar no laboratório e identificar alterações no tecido renal transplantado.

Leia também: Biópsia renal: o que é, como é feita e como se preparar tuasaude.com/biopsia-renal

Sintomas de rejeição do transplante renal

Os principais sintomas da rejeição do transplante renal são:

  • Febre;
  • Aumento da sensibilidade ou dor no local do transplante;
  • Aumento da dor ao redor do local do corte cirúrgico, acompanhado de vermelhidão, inchaço, sangramento ou saída de outras secreções;
  • Pressão alta repentina;
  • Diminuição repentina no volume de urina.

Esses sintomas devem ser comunicados imediatamente ao médico, para que sejam avaliados e iniciado o tratamento necessário o mais rápido possível.

Quem não pode fazer

O transplante renal não deve ser feito por pessoas com câncer ativo ou não tratado, doenças cardiovasculares, pulmonares ou hepáticas graves que não estejam controladas ou que impeçam a pessoa de tolerar a cirurgia.

Pessoas com doenças neurológicas degenerativas progressivas, vasculopatia grave, infecções ativas ou desnutrição grave também não devem fazer essa cirurgia.

Distúrbios psiquiátricos não controlados, uso abusivo de álcool e drogas ilícitas, ou problemas graves na estrutura familiar também são contraindicações para o transplante renal.

Já condições como infarto ou acidente vascular encefálico há menos de 6 meses, ou ataque isquêmico transitório há menos de 3 meses, uso de anticoagulantes e obesidade mórbida, por exemplo, devem ser avaliadas individualmente pelo médico.

Leia também: Xenotransplante: o que é, quando é indicado e possíveis riscos tuasaude.com/xenotransplante

source https://www.tuasaude.com/transplante-de-rins/

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Mitocôndria: o que é, função (e estrutura)

A mitocôndria é uma organela da célula responsável por produzir energia. Essa energia é armazenada em uma molécula chamada ATP, que a célula utiliza para realizar suas funções e se manter ativa.

Além disso, as mitocôndrias também ajudam a manter o equilíbrio da célula, participando do controle da quantidade de cálcio no interior celular e regulando sinais envolvidos na eliminação de células danificadas ou desnecessárias.

Leia também: Célula: o que é, tipos (estruturas e organelas) tuasaude.com/celula

Quando as mitocôndrias não funcionam corretamente, a célula pode ter menos energia, afetando o corpo, e causando sintomas como fadiga intensa ou sinais de problemas metabólicos, que devem ser investigados pelo médico.

Ilustração médica educativa de estilo textbook, gerada por IA, que apresenta detalhadamente a estrut
Imagem gerada por IA

Função da mitocôndria

Algumas funções das mitocôndrias nas células incluem:

  • Produzir energia, em um processo chamado respiração celular, que transforma os nutrientes dos alimentos e o oxigênio em ATP, que é a molécula que as células usam como combustível para funcionar;
  • Regular o metabolismo, ajudando a coordenar como a célula utiliza energia, garantindo que processos como produção de ATP, síntese de moléculas essenciais e metabolismo de resíduos ocorram de forma equilibrada;
  • Armazenar cálcio, através do controle da quantidade de cálcio dentro da célula, evitando que os níveis fiquem muito altos ou muito baixos, o que poderia prejudicar funções importantes;
  • Controlar a morte celular programada, chamada de apoptose, liberando sinais que permitem a eliminação segura de células danificadas ou desnecessárias, ajudando a manter a saúde do tecido.

Além disso, a mitocôndria participa da resposta imune e da inflamação, ajudando o corpo a reagir a infecções e controlar processos inflamatórios. 

Em células especiais, como as do tecido adiposo marrom, a mitocôndria também libera energia em forma de calor, contribuindo para a regulação da temperatura corporal.

Estruturas da mitocôndria

As estruturas das mitocôndrias são:

1. Membrana externa

A membrana externa é a camada que envolve toda a mitocôndria e funciona como uma espécie de proteção e também permite a passagem de pequenas moléculas e íons entre a mitocôndria e o citoplasma da célula. 

Essa membrana contém proteínas que ajudam no transporte de substâncias necessárias para o funcionamento da organela.

2. Espaço intermembranar

Entre a membrana externa e a membrana interna existe uma região chamada espaço intermembranar. Nessa área ocorre o acúmulo de íons e outras moléculas importantes para a produção de energia. 

Esse espaço participa de etapas do processo de respiração celular que contribuem para a formação de ATP, molécula que fornece energia para as células.

3. Membrana interna

A membrana interna fica localizada logo abaixo da membrana externa e possui uma estrutura mais complexa, sendo altamente seletiva e contém diversas proteínas e enzimas responsáveis por etapas fundamentais da respiração celular. 

É nessa membrana que ocorre grande parte do processo de produção de energia da célula.

4. Cristas mitocondriais

As cristas são dobras da membrana interna que aumentam a área de superfície dentro da mitocôndria. 

Esse aumento de área permite que mais reações químicas relacionadas à produção de energia aconteçam ao mesmo tempo, tornando o processo mais eficiente.

5. Matriz mitocondrial

A matriz mitocondrial é o espaço localizado no interior da membrana interna. Nessa região encontram-se enzimas importantes para várias reações metabólicas, além do DNA mitocondrial e ribossomos próprios. 

A matriz participa de processos essenciais para o metabolismo celular e para a produção de energia, como o Ciclo de Krebs, que ajuda a transformar nutrientes em moléculas que são então utilizadas para produzir energia.

Leia também: Ciclo de Krebs: o que é, resumo, onde ocorre (e função) tuasaude.com/ciclo-de-krebs

Respiração celular na mitocôndria

A respiração celular é o processo pelo qual as células produzem energia a partir de nutrientes, principalmente glicose.

Durante esse processo, os elétrons obtidos dos nutrientes geram um fluxo de prótons na mitocôndria, e a força desse fluxo aciona a ATP sintase, uma proteína que funciona como um pequeno “motor” para produzir ATP. 

Esse processo é muito eficiente e pode gerar cerca de 30 a 32 moléculas de ATP a partir de uma única molécula de glicose, sendo a principal molécula que fornece energia para as atividades celulares.

O nome respiração celular se deve ao uso de oxigênio pelas células para liberar energia a partir dos nutrientes, produzindo ATP, e também dióxido de carbono e água, como produtos finais desse processo metabólico.

Importância da mitocôndria

A importância das mitocôndrias para a saúde vai além da produção de energia e inclui, entre outros aspectos:

1. Envelhecimento saudável

Com o tempo, o DNA das mitocôndrias tende a sofrer alterações, o que reduz sua eficiência e aumenta a produção de radicais livres. 

Esse desgaste está relacionado ao surgimento de problemas típicos do envelhecimento, como inflamação crônica, perda de massa muscular e declínio da memória e da cognição. Conheça os sinais do envelhecimento.

Práticas que promovem longevidade, como manter uma boa qualidade de sono, praticar exercícios regularmente e gerenciar o estresse, estimulam a remoção das mitocôndrias mais antigas ou danificadas, preservando as mais funcionais.

Assim, cuidar da saúde mitocondrial não apenas ajuda a prolongar a vida, mas também contribui para que esses anos sejam vividos com mais vitalidade e qualidade.

2. Rendimento físico

O condicionamento físico também pode estar ligado à quantidade e à qualidade das mitocôndrias. Exercícios aeróbicos e de resistência cardiovascular estimulam a formação de novas mitocôndrias e aumentam a eficiência das já existentes.

Quando as mitocôndrias estão bem distribuídas nos músculos, fornecem energia de forma rápida para o movimento, contribuindo para maior resistência, melhor capacidade respiratória (VO2max) e recuperação mais eficiente. Entenda o que é o VO2max. 

Doenças mitocondriais

As doenças mitocondriais são um grupo de distúrbios nos quais as mitocôndrias não conseguem produzir energia de forma adequada.

Como essas organelas são responsáveis pela produção de ATP, os problemas tendem a afetar principalmente órgãos e tecidos que exigem muita energia para funcionar.

Leia também: Doenças mitocondriais: o que são, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/doenca-mitocondrial

Na maioria dos casos, a causa é genética, envolvendo alterações no DNA mitocondrial ou em genes do DNA nuclear que regulam proteínas essenciais para a respiração celular. 

Por isso, a forma como essas condições se manifestam e a idade de início podem variar bastante, mesmo entre membros da mesma família.

Os sintomas dependem do tecido afetado, mas geralmente incluem fadiga intensa, fraqueza muscular, intolerância ao exercício, problemas neurológicos como convulsões ou dificuldades motoras e perda de audição ou visão.

O diagnóstico costuma exigir avaliação médica especializada, incluindo histórico detalhado, exames de sangue, testes de função muscular ou neurológica e estudos genéticos.

O tratamento foca no controle dos sintomas, prevenção de complicações e acompanhamento adaptado ao órgão ou sistema afetado, uma vez que não existe uma abordagem única para todas as doenças mitocondriais.

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source https://www.tuasaude.com/mitocondria/

Serotonina: o que é, para que serve, quando está baixa (e como aumentar)

A serotonina é um neurotransmissor produzido no intestino e no cérebro, que regula o comportamento, as emoções, o sono, os movimentos do intestino, os processos metabólicos e o desenvolvimento dos sistemas reprodutivo e nervoso.

A serotonina baixa pode indicar uma produção insuficiente ou que o corpo não a usa de forma eficaz, podendo causar mau humor, sonolência e cansaço, por exemplo. Já a serotonina alta pode causar irritação, ansiedade, diarreia, pressão alta e tremores.

Uma das formas de aumentar a serotonina na corrente sanguínea, é consumindo alimentos ricos em triptofano, praticar exercícios físicos com regularidade e, em alguns casos, tomar remédios de acordo com a orientação do médico.

Leia também: Triptofano: o que é, para que serve e alimentos ricos tuasaude.com/triptofano
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Para que serve a serotonina e função

As principais funções da serotonina são:

1. Regula o comportamento e as emoções

A serotonina atua como um neurotransmissor fundamental na regulação do humor, ansiedade, estresse e outros comportamentos adaptativos.

Este neurotransmissor também desempenha um papel em funções como memória, sono e percepção da dor, contribuindo para o equilíbrio emocional.

2. Regula o sono

A serotonina é um neurotransmissor que também estimula as regiões no cérebro que controlam o sono e o despertar.

3. Atua nos movimentos do intestino

A serotonina é encontrada em grande quantidade no estômago e no intestino, ajudando no controle da função e dos movimentos do intestino.

4. Regula as náuseas

A produção de serotonina aumenta quando o organismo precisa eliminar toxinas do intestino, como em casos de diarreia por exemplo. Esse aumento também estimula uma região do cérebro que controla a náusea.

5. Participa na coagulação sanguínea

As plaquetas do sangue liberam serotonina para ajudar a cicatrizar feridas. A serotonina causa vasoconstrição, facilitando a coagulação do sangue.

6. Altera a função sexual

A serotonina está envolvida em mecanismos relacionados ao prazer e à função sexual.

Embora exista uma relação entre a serotonina e a libido, esses efeitos acontecem principalmente quando a serotonina é aumentada artificialmente, como acontece com o uso de medicamentos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina.

7. Modula processos metabólicos

A serotonina funciona como um neuro-hormônio que modula processos metabólicos essenciais, desde a regulação da glicose e gorduras até o processo digestivo de nutrientes.

Esse neurotransmissor contribui para o aumento da secreção de insulina, promove a captação de glicose pelos músculos, estimula a formação e o armazenamento de lipídios e regula a motilidade gastrointestinal, atuando como um mediador do uso e armazenamento de energia no corpo.

8. Participa do desenvolvimento reprodutivo e nervoso

A serotonina participa de estágios importantes do desenvolvimento reprodutivo, promovendo a maturação dos oócitos e guiando a formação de redes neurais embrionárias.

Além disso, a serotonina também ajuda a preparar os oócitos para a fertilização e regula processos específicos no sistema nervoso que permitem a maturação neuronal adequada.

Como é produzida

A serotonina pode ser produzida naturalmente pelo corpo ou por meio de intervenções que aumentam sua disponibilidade.

A produção natural começa com o triptofano, um aminoácido obtido através da alimentação. A partir do triptofano, o corpo forma a serotonina transformando o triptofano em 5-HTP e, em seguida, convertendo o 5-HTP em serotonina. Para essas reações, o corpo precisa de vitaminas como a vitamina B6 e o ​​ácido fólico.

A serotonina é produzida principalmente no intestino. Uma porção menor também é produzida no cérebro, onde participa da regulação do humor e de outras funções.

Também é possível aumentar a disponibilidade de serotonina por meio do uso de medicamentos que impedem sua recaptação e aumentam sua concentração nos neurônios.

Serotonina e dopamina

A serotonina e a dopamina são neurotransmissores que atuam como mensageiros químicos que transportam, impulsionam e equilibram os sinais entre os neurônios e as células do organismo.

Esses neurotransmissores são diferenciados a partir do aminoácido de origem. A serotonina é produzida a partir do aminoácido triptofano, enquanto a dopamina é produzida a partir da tirosina.

Além disso, a dopamina está relacionada com algumas emoções, como aumento da libido e euforia, enquanto que a serotonina está relacionada com a calma e o descanso.

Leia também: Dopamina: o que é, para que serve e sinais de que está baixa tuasaude.com/dopamina

Serotonina baixa

A serotonina baixa pode indicar uma produção insuficiente pelo corpo. A serotonina também pode estar baixa quando o corpo não a usa de forma eficaz, como pode acontecer se na falta de receptores de serotonina suficientes ou se os receptores não estiverem funcionando bem.

Uma dieta rica em açúcar adicionado e farinhas refinadas, junto com o estresse, pode causar inflamação que ativa a enzima IDO. Essa enzima converte o triptofano em quinurenina em vez de serotonina, reduzindo a sua disponibilidade. Como resultado, a produção de serotonina diminui e seus níveis no corpo caem.

O estresse, a falta de sono e o processo natural de envelhecimento do corpo também diminuem os níveis de serotonina.

Sintomas de serotonina baixa

A serotonina baixa no organismo pode causar sintomas e sinais como:

  • Mau humor pela manhã;
  • Sonolência durante o dia;
  • Alteração do desejo sexual;
  • Vontade de comer doces;
  • Comer o tempo todo;
  • Dificuldade no aprendizado;
  • Distúrbios de memória e de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço;
  • Perda fácil da paciência.

Na presença desses sintomas, é importante consultar um médico para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o tratamento adequado.

Como aumentar a serotonina

Algumas formas de aumentar a serotonina são praticar atividade física regularmente, dormir de 7 a 9 horas por noite, tomar sol diariamente e fazer atividades relaxantes, como massagem, meditação e dança, por exemplo.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de medicamentos que aumentam a serotonina, como os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina.

Leia também: Como aumentar a serotonina: 9 dicas simples tuasaude.com/serotonina-como-aumentar

Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS)

Os ISRS são medicamentos usados ​​para tratar depressão e ansiedade. Eles aumentam a quantidade de serotonina disponível no cérebro, bloqueando a sua recaptação, o que melhora a comunicação entre os neurônios e, com o uso contínuo, ajusta os receptores que potencializam seu efeito.

Estes remédios incluem fluoxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, paroxetina e fluvoxamina. os ISRS também podem ser usados ​​para o transtorno obsessivo-compulsivo e alguns transtornos alimentares.

Alimentos que aumentam a serotonina

Alguns alimentos ricos em triptofano, que servem para aumentar a serotonina no organismo, são:

  • Chocolate amargo ou meio amargo;
  • Ovo;
  • Banana;
  • Abacate;
  • Soja;
  • Frango;
  • Leite.

Os alimentos ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, truta e as oleaginosas, são boas fontes de serotonina. Esses alimentos podem ser incluídos na alimentação do dia a dia em pequenas porções.

Leia também: Alimentos que aumentam a serotonina (e garantem o bom humor) tuasaude.com/alimentos-com-mais-serotonina

Serotonina alta

A serotonina alta pode causar sintomas como irritação, ansiedade, diarreia, vermelhidão, pressão alta e tremores.

Em casos mais graves, a serotonina alta também pode causar alteração nos batimentos do coração, convulsões, perda da consciência e coma. Estes sintomas estão relacionados com a síndrome serotoninérgica, uma condição grave que pode afetar o cérebro, os músculos e os órgãos do corpo, podendo levar ao óbito.

Essa condição pode ser causada por situações como altas doses de medicamentos antidepressivos, suplementos naturais ou ainda pelo uso de drogas ilícitas ou tumor carcinoide gastrointestinal, um tipo de câncer no intestino.

O tratamento da serotonina alta é feito pelo clínico geral, que pode interromper ou ajustar a dose dos medicamentos ou suplementos prescritos ou no hospital, através da administração de soro e medicamentos na veia.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

6 antibióticos para infecção urinária (e como tomar)

Os antibióticos para infecção urinária, como a fosfomicina, a nitrofurantoína, o sulfametoxazol + trimetoprima ou a ceftriaxona, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção, aliviando os sintomas como dor ou desconforto para urinar ou vontade de urinar frequentemente, por exemplo.

A infecção urinária pode se desenvolver em qualquer parte das vias urinárias, como na bexiga, uretra e rins, e o tratamento normalmente é feito com uso de antibióticos quando é causada por bactérias. Saiba como é o tratamento para a infecção urinária.

Em caso de suspeita de infecção urinária é recomendado consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral, para avaliar a necessidade de usar antibióticos e indicar o tratamento mais adequado.

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Antibióticos para infecção urinária

Os antibióticos mais indicados para infecção urinária são: 

1. Fosfomicina

A fosfomicina é um antibiótico para infecção urinária de dose única, que normalmente é indicado para o tratamento da cistite, especialmente em mulheres que não estão grávidas e não têm histórico de alterações nas vias urinárias. 

Após o tratamento com fosfomicina, é esperado que os sintomas da infecção urinária desapareçam em 2 a 3 dias.

Como tomar: o conteúdo de 1 envelope de fosfomicina deve ser dissolvido em 50 a 75 ml de água e misturado com uma colher. Esta mistura deve ser tomada preferencialmente à noite com o estômago vazio, antes de deitar e após urinar. Conheça outras indicações da fosfomicina e como usar.

2. Nitrofurantoína

A nitrofurantoína é um dos antibióticos mais indicados para infecções urinárias agudas como a cistite, podendo também ser indicada no tratamento da bacteriúria assintomática em gestantes e, em alguns casos, prevenção da infecção urinária. Confira mais indicações da nitrofurantoína.

Como tomar: é recomendado tomar a nitrofurantoína de 100 mg junto com alimentos na dose de 1 cápsula de 6 em 6 horas durante 7 a 10 dias, de acordo com a orientação do médico. 

3. Sulfametoxazol + trimetoprima

A combinação de sulfametoxazol + trimetoprima é um antibiótico normalmente indicado para infecção urinária causada por microrganismos sensíveis, sendo uma das principais escolhas em caso de cistite.

Geralmente, a sulfametoxazol + trimetoprima é vendida em farmácias com nomes comerciais como Bactrim, Bacfar, Taxbac e Subtrax.

Como tomar: para adultos e crianças acima de 12 anos, normalmente são indicados 2 comprimidos de sulfametoxazol + trimetoprima de 400 mg + 80 mg (ou 1 comprimido de 800 mg + 160 mg) a cada 12 horas. O tempo de tratamento varia de acordo com a indicação do médico. Entenda melhor como tomar a sulfametoxazol + trimetoprima.

4. Amoxicilina + clavulanato

A amoxicilina + clavulanato é uma alternativa para o tratamento da infecção urinária, principalmente nos casos de cistite e quando que outros antibióticos para infecção urinária não podem ser utilizados.

Este antibiótico existe na forma de comprimidos e xaropes com diferentes dosagens, sendo vendido em farmácias com nomes comerciais como Clavulin, Sigma clav e Claxam. 

Como tomar: a amoxicilina + clavulanato em comprimidos de 500 mg + 125 mg é recomendada na dose de 1 comprimido de 8 em 8 horas e a duração do tratamento normalmente varia de 3 a 7 dias, de acordo com a orientação do médico. Veja outras formulações da amoxicilina + clavulanato e como tomar.

5. Ciprofloxacino

O ciprofloxacino é um antibiótico que normalmente é indicado nos casos mais graves de infecção urinária, como pielonefrite, e para pessoas com cateter urinário e malformações das vias urinárias, por exemplo.

Como tomar: a dose de ciprofloxacino para infecção urinária varia de acordo com a gravidade da infecção, sendo normalmente indicado 1 comprimido de 250 mg a cada 12 horas por até 7 dias nos casos mais leves. Conheça mais indicações do ciprofloxacino e como tomar.

6. Ceftriaxona

A ceftriaxona é um antibiótico para infecção urinária que normalmente é indicado em casos mais graves, como pielonefrite. Pode ser usada na forma de injeção diretamente na veia ou no músculo.

Além disso, a ceftriaxona pode ser indicada para o tratamento da infecção urinária em dose única em alguns casos.

Como é usada: a dose normalmente indicada de ceftriaxona (Rocefin) para adultos ou crianças com mais de 12 anos, varia de 1 a 2 g aplicadas diretamente na veia em dose única diária. Entenda melhor como a ceftriaxona é usada.

Leia também: Rocefin: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/rocefin

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns dos antibióticos para infecção urinária são:

  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Desconforto ou dor no abdome;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Vermelhidão na pele;
  • Coceira no corpo;

Embora seja raro, durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária também podem surgir reações alérgicas graves, como choque anafilático e angioedema, que podem causar sintomas como inchaço em partes do corpo ou falta de ar. Conheça os principais sintomas do choque anafilático.

Quando usar antibiótico

Os antibióticos para infecção urinária normalmente são indicados em caso de suspeita de cistite ou pielonefrite, causados por bactérias, sendo importante consultar o ginecologista, urologista ou clínico geral para que seja indicado o antibiótico mais adequado. Veja os principais sintomas de infecções urinárias.

Se apresenta sintomas de infecção urinária, agende uma consulta na região mais próxima:

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Além disso, o médico também pode indicar exames de urina, como a urocultura com antibiograma, para identificar o microrganismo causador e os melhores antibióticos para o tratamento da infecção urinária.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados são recomendados durante o tratamento com antibióticos para infecção urinária, como:

  • Tomar o antibiótico corretamente, de acordo com a orientação do médico;
  • Realizar o tratamento até o final, mesmo que os sintomas melhorem e sem interromper o uso do antibiótico;
  • Consultar o médico novamente, caso os sintomas não melhorem após 3 a 4 dias de tratamento;
  • Tirar dúvidas as com o médico ou farmacêutico sobre o uso antibiótico, como os horários de tomada e a possibilidade de tomar com alimentos ou leite.

É importante fazer o tratamento de acordo com a orientação do médico para se evitar o retorno da infecção e a resistência bacteriana, que pode tornar o tratamento mais difícil e mais demorado. Veja como evitar a resistência bacteriana.



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Febre sem sintomas: o que pode ser (e o que fazer)

A febre sem sintomas é uma condição que pode ser causada por infecções, inflamações ou neoplasias, como sinusite crônica, tuberculose, linfoma, leptospirose e infecção por HIV, por exemplo.

Também conhecida como febre sem sinais de localização, a febre sem sintomas é caracterizada por ter uma duração menor que 7 dias, podendo afetar crianças e adultos.

Na presença de febre sem sintomas, é recomendado consultar o clínico geral ou pediatra, para que seja feita uma avaliação completa e, caso seja necessário, indicado o tratamento adequado.

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O que pode ser a febre sem sintomas

As possíveis causas da febre sem outros sintomas são:

1. Sinusite crônica

A febre sem sintomas pode estar presente na sinusite crônica, que é a inflamação da mucosa dos seios da face devido a infecção por bactérias, vírus ou fungos, alergia, desvio do septo, uso inadequado ou em excesso de antibióticos, por exemplo.

O que fazer: o médico pode recomendar o uso de antibióticos, como amoxicilina e azitromicina, por 2 a 4 semanas, descongestionantes, anti-inflamatórios e antialérgicos.

Além disso, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, fazer nebulização e beber mais água ao longo do dia, são algumas medidas que também ajudam no tratamento.

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2. Tuberculose

A tuberculose é a infecção causada pela bactéria bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões e que pode levar à febre sem outros sintomas associados. No entanto, à medida que a doença evolui, podem ser notados outros sintomas como tosse seca e com sangue, suor noturno, dor no peito e dificuldade para respirar.

O que fazer: o tratamento é feito com o uso de medicamentos tuberculostáticos, como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, por cerca de 6 meses, seguidos ou de acordo com a orientação do infectologista. Veja como é feito o tratamento da tuberculose.

3. Gota

A febre sem outros sintomas pode estar presente na gota, uma doença inflamatória que é causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, quando se tem excesso de ácido úrico no sangue, resultando em crises de gota.

No entanto, outros sintomas que também podem surgir na gota incluem dor intensa e inchaço nas articulações, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. Conheça todos os sintomas de gota.

O que fazer: o médico pode prescrever o uso de medicamentos como ibuprofeno, indometacina, colchicina e corticoides, para reduzir a inflamação e a dor da articulação.

Além disso, o médico também pode recomendar o uso de alopurinol ou probenecida, para controlar os níveis de ácido úrico no sangue e, assim, evitar novas crises e os tofos gotosos.

4. Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii que pode ser encontrado nas fezes do gato, na água ou em carnes mal cozidas, e que pode causar febre sem sintomas.

Na maioria das vezes, a toxoplasmose não causa sintomas, porém no caso de pessoas com o sistema imunológico mais fraco, podem ser notados sintomas como ínguas, febre e dor muscular, por exemplo.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

O que fazer: o tratamento geralmente é feito quando a pessoa apresenta sintomas, onde o médico pode prescrever o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico,

Já em mulheres grávidas, o tratamento pode ser feito com o uso do antibiótico espiramicina, ou pirimetamina, sulfadiazina e ácido fólico, conforme orientação do obstetra.

5. Leptospirose

A febre alta sem sintomas é um dos possíveis sintomas da leptospirose, que é uma doença infecciosa causada pelo contato direto ou indireto de urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, como ratos, principalmente, cães e gatos.

No entanto, a leptospirose também pode causar dor de cabeça, dores no corpo, perda do apetite, diarreia e vômito. Conheça outros possíveis sintomas de leptospirose.

O que fazer: o tratamento da leptospirose deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista e pode ser feito com o uso de antibióticos, como amoxicilina, doxiciclina ou penicilina, além de hidratação e uso de remédios para aliviar os sintomas, como paracetamol e metoclopramida, por exemplo.

Leia também: 10 tratamentos para leptospirose (remédios, hidratação e mais) tuasaude.com/tratamento-para-leptospirose

6. Linfoma

O linfoma é um câncer que afeta os linfócitos, um tipo de célula de defesa do organismo, e que pode surgir nos linfonodos, medula óssea ou outras partes do corpo, causando febre sem sintomas.

Em algumas pessoas, o linfoma também pode causar sintomas como suor noturno, cansaço excessivo e o surgimento de ínguas em regiões como axila, virilha e pescoço.

O que fazer: o tratamento do linfoma inclui sessões de quimioterapia e radioterapia. Além disso, o médico também pode indicar o uso de medicamentos imunoterápicos, o transplante de medula óssea e a terapia gênica.

7. Doença de Crohn

Algumas vezes, a inflamação na doença de Crohn pode causar febre sem sintomas, acima de 38ºC em algumas pessoas. No entanto, geralmente, a pessoa com essa condição apresenta perda de peso, cansaço, diarreia frequente e dor abdominal. Veja todos os sintomas da doença de Crohn.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos corticoides, antibióticos e imunossupressores.

Além disso, é importante manter uma alimentação balanceada, evitando-se a ingestão de alimentos que possam piorar os sintomas como café, chocolate ou verduras cruas, por exemplo.

8. Infecção por HIV

A febre sem sintomas e calafrios, podem estar presentes no HIV não diagnosticado e tratado.

Entretanto, a pessoa com HIV também pode apresentar cansaço excessivo, ínguas, dor de garganta, articulações e músculos, suor noturno, diarreia e vermelhidão na pele.

O que fazer: o tratamento para HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, como lamivudina, tenofovir e efavirenz, que devem ser usados conforme as orientações do médico. 

Leia também: Tratamento para HIV: quando começar, como é feito e remédios tuasaude.com/tratamento-da-aids

9. Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico é o tipo mais comum de lúpus, sendo caracterizado por uma inflamação em várias partes e órgãos do corpo, como pele, sangue, articulações, coração, rins e pulmões, e podendo causar febre sem outros sintomas.

No entanto, essa condição geralmente provoca manchas vermelhas na pele em partes expostas ao sol, sensibilidade à luz, perda de peso e dor abdominal, visão embaçada e dor nas articulações.

O que fazer: embora o lúpus não tenha cura, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores, para ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

10. Artrite reumatoide

A febre sem sintomas pode estar presente na artrite reumatoide, uma doença inflamatória autoimune que afeta as articulações, afetando principalmente mulheres de 35 a 50 anos.

A pessoa com artrite reumatoide também pode apresentar dor ou inchaço, rigidez pela manhã ou dificuldade de movimentar a articulação afetada.

O que fazer: o médico pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios, como ibuprofeno, meloxicam e naproxeno, corticoides, como prednisona e prednisolona.

Além disso, o médico geralmente também recomenda a realização de sessões de fisioterapia e exercícios, para ajudar a fortalecer a musculatura e melhorar a mobilidade e a qualidade de vida.

Leia também: Artrite reumatoide: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/artrite-reumatoide

11. Endocardite

A endocardite é uma inflamação do tecido que reveste o interior do coração, que geralmente causa febre persistente sem outros sintomas.

No entanto, outros sintomas como dor no peito, inchaço nas pernas ou nos pés e palidez na pele, também podem estar presentes na endocardite.

O que fazer: o cardiologista pode recomendar o uso de antibióticos ou antifúngicos, em doses elevadas, por via venosa, por no mínimo 4 a 6 semanas.

Além disso, para aliviar os sintomas, podem ser indicados anti-inflamatórios, analgésicos e, em alguns casos, corticoides.



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