quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Diabetes: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, o que pode provocar danos em vários órgãos, se não for tratado.

Existem cinco tipos principais de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes tipo 3, diabetes gestacional e pré-diabetes. A principal causa da diabetes é a má alimentação, especialmente o consumo excessivo de alimentos açucarados, industrializados e a falta de exercício físico.

Leia também: 9 principais tipos de diabetes (e como confirmar) tuasaude.com/tipos-de-diabetes

O tratamento da diabetes mellitus normalmente passa por fazer alterações no estilo de vida, principalmente na dieta e na prática de exercício físico. Mas também podem ser necessários remédios, como antidiabéticos orais ou insulina.

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Sintomas de diabetes

Os sintomas clássicos de diabetes incluem:

  • Sensação de sede exagerada;
  • Vontade frequente para urinar;
  • Boca seca;
  • Fome excessiva;
  • Cansaço fácil;
  • Alterações da visão.

Normalmente, o diabetes mellitus tipo 2 é uma doença silenciosa, ou seja, que não gera sintomas. Quando eles aparecem são porque a doença já está descompensada, o que está muito associado a maus hábitos alimentares, especialmente ao consumo exagerado de açúcar e carboidratos, assim como a falta de exercício físico.

Já os sintomas da diabetes mellitus tipo 1 geralmente são identificados durante a infância ou a adolescência e também podem incluir outros sinais mais generalizados como dificuldade para ganhar peso, coceira por todo o corpo ou irritabilidade e mudanças de humor repentinas.

No caso da diabetes gestacional, os sintomas são mais raros e, por isso, a mulher geralmente descobre que está com diabetes durante os exames de rotina do pré-natal, especialmente após fazer o exame de glicose.

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Principais tipos de diabetes

A diabetes pode ser dividida em 4 principais tipos:

  • Diabetes mellitus tipo 1: é o tipo menos comum e surge desde o nascimento, sendo considerada uma doença autoimune, já que o próprio sistema imune ataca as células do pâncreas responsáveis por produzir a insulina. Assim, a insulina não é produzida, a glicose não é transportada para as células e acaba se acumulando no sangue;
  • Diabetes mellitus tipo 2: é o tipo mais comum e acontece devido a uma resistência à insulina que surge ao longo da vida, normalmente devido a maus hábitos alimentares. Essa resistência diminui a ação da insulina no corpo e faz com que a glicose acabe se acumulando no corpo;
  • Diabetes gestacional: é um tipo de diabetes que acontece apenas durante a gestação e que está relacionado com a produção, pela placenta, de outros hormônios que bloqueiam a ação da insulina;
  • Diabetes tipo 3: é um tipo de diabetes que ainda não é reconhecido oficialmente e que poderia ser causado pela dificuldade do cérebro em responder à insulina produzida pelo organismo, devido a alterações nos receptores deste hormônio nos neurônios;
  • Pré-diabetes: acontece quando o nível de açúcar no sangue está aumentado mas ainda não é o suficiente para fazer o diagnóstico de diabetes.

Existem outros tipos menos comuns de diabetes, como a diabetes latente autoimune do adulto (LADA), diabetes desencadeada pelo uso de medicamentos, diabetes associado a doença pancreática ou diabetes monogenético (MODY), por exemplo.

Uma outra condição, conhecida como diabetes insipidus, embora possua uma denominação semelhante, não é considerada um tipo de diabetes, já que acontece quando os rins removem líquido em excesso do corpo, não estando diretamente relacionada com a insulina ou o nível de açúcar no sangue.

Causas de diabetes

As causas da diabetes variam de acordo com o tipo de diabetes:

1. Diabetes tipo 1

Não se conhece a causa exata da diabetes tipo 1, no entanto, sabe-se que o sistema imune identifica as células ß do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, e causa a sua destruição, sendo por isso conhecida como uma doença autoimune.

Uma vez que não é causada pelo estilo de vida, a diabetes tipo 1 pode estar presente desde o nascimento, sendo identificada durante a infância ou adolescência.

2. Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é principalmente causada por maus hábitos alimentares, especialmente o consumo excessivo de alimentos com açúcar ou carboidratos. Confira outras doenças causadas pela má alimentação.

Além disso, ter um estilo de vida sedentário também pode contribuir para o aparecimento da diabetes.

Pessoas com acúmulo de gordura na região abdominal também parecem ter maior risco de diabetes tipo 2, já que as células de gordura parecem contribuir para a resistência à insulina.

Leia também: Diabetes tipo 2: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/diabetes-tipo-2

3. Diabetes gestacional

A diabetes gestacional se desenvolve principalmente devido aos hormônios que são produzidos pela placenta durante a gravidez.

Esses hormônios parecem bloquear parcialmente a ação da insulina, fazendo com que seja mais fácil aumentar os níveis de açúcar no sangue durante a gestação.

Ainda assim, mulheres que têm excesso de peso, que ganharam muito peso durante a gravidez, que já tiveram diabetes gestacional ou que têm histórico de diabetes tipo 2 na família, parecem ter maior risco de desenvolver diabetes gestacional.

Como confirmar o diagnóstico de diabetes

O diagnóstico da diabetes pode ser feito com um conjunto de exames de sangue que permitem avaliar a quantidade de glicose.

No entanto, um dos exames mais utilizados e que, geralmente, é incluído nos exames de rotina, é o teste da glicemia de jejum. Este teste mede a quantidade de glicose no sangue após um período de jejum de, pelo menos, 8 horas, sendo os valores de referência:

  • Normal: inferior a 99 mg/dL;
  • Pré-diabetes: entre 100 a 125 mg/dL;
  • Diabetes: acima de 126 mg/dL.

Quando os valores de glicose em jejum estão alterados em ao menos 2 dosagens em dias diferentes, normalmente é recomendado fazer outro exame para confirmar os valor e ajudar no diagnóstico.

Porém, o médico também pode pedir outros exames, como hemoglobina glicada ou o teste de tolerância à glicose (TOTG).

Como saber se é diabetes

Para entender melhor o resultado do exame de glicose, selecione na calculadora a seguir o teste realizado e insira o seu resultado:

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A calculadora é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o endocrinologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento da diabetes mellitus pode variar um pouco de acordo com o seu tipo e inclui:

1. Tratamento diabetes tipo 1

O principal tratamento para a diabetes tipo 1 é o uso diário de insulina injetável, pois, como o corpo não consegue produzir o hormônio, a insulina precisa ser injetada no corpo.

Normalmente, é aplicada uma injeção ao início do dia, de ação lenta, para manter um nível basal do hormônio no organismo. Mas também é necessário medir a glicemia antes e após as refeições para avaliar se é necessário fazer alguma injeção extra, geralmente de uma insulina rápida ou ultrarrápida.

Além da insulina, também é recomendado manter um planeamento das refeições, especialmente sobre a quantidade de açúcar e carboidratos consumidos, assim como adotar um estilo de vida ativo, com a prática regular de exercício físico.

Leia também: Como aplicar insulina com caneta ou seringa (e locais de aplicação) tuasaude.com/como-aplicar-insulina

2. Tratamento diabetes tipo 2

O tratamento da diabetes mellitus tipo 2 nem sempre precisa ser feito com remédios porque, conforme os níveis de açúcar no sangue, pode ser possível controlar a glicose apenas com alterações no estilo de vida, principalmente na dieta, com redução da ingestão de alimentos açucarados e carboidratos, assim como a prática regular de exercício físico.

Nos casos em que é necessário fazer uso de remédios, o médico pode receitar o uso de dois tipos diferentes:

  • Antidiabéticos orais: são a primeira linha de tratamento medicamentoso da diabetes tipo 2 e ajudam a manter os níveis de açúcar controladas através de vários mecanismos, seja estimulando a produção de insulina pelo pâncreas, eliminando glicose pela urina ou diminuindo a produção de glicose pelo fígado;
  • Insulina: é usada quando os antidiabéticos orais não foram suficientes para controlar a glicose ou quando os antidiabéticos não são uma opção de tratamento, como no caso de pessoas com insuficiência renal.

No caso de se fazer uso de insulina é importante fazer uma avaliação diária e regular da glicemia capilar, principalmente antes e depois das refeições através de um glicosímetro, que é um aparelho que mede os níveis de glicose no sangue.

Leia também: Glicosímetro (sensor de glicose): o que é, para que serve, tipos e como usar tuasaude.com/aparelho-para-medir-a-glicose

3. Tratamento diabetes gestacional

O tratamento da diabetes gestacional é feito essencialmente com alterações na dieta e prática regular de exercício físico, pois são medidas naturais que permitem controlar os níveis de glicemia no sangue.

Porém, caso as alterações no estilo de vida não estejam sendo suficientes para controlar os níveis de açúcar e caso os valores de glicemia estejam sempre muito altos, o médico pode aconselhar o uso de antidiabéticos orais ou insulina.

Além disso, também é importante fazer a medição regular dos níveis de glicemia em casa, utilizando um aparelho para medir o nível de açúcar no sangue.

Leia também: Glicemia capilar: o que é, como medir e valores de referência tuasaude.com/como-medir-a-glicemia

Dieta para diabetes

Um dos passos mais importantes para controlar a diabetes é a dieta, que deve ser principalmente baseada na redução do consumo de açúcar e de alimentos ricos em carboidratos.

O ideal é que a dieta seja orientada por um nutricionista, que terá em atenção a diabetes e os gostos pessoais.

Alguns alimentos que devem ser evitados em excesso são:

  • Doces em geral;
  • Bebidas açucaradas;
  • Bebidas alcoólicas.

Outros alimentos, como frutas, arroz ou macarrão, embora possam ser ingeridos devem ser consumidos com moderação.

Também existem alimentos que ajudam a controlar melhor a diabetes, como os cereais integrais, os legumes e as oleaginosas, por exemplo.

Este tipo de dieta pode ser seguida nos casos de diabetes confirmada, mas também pode ser feito por quem tem pré-diabetes, já que permite regular os níveis de glicose no sangue, evitando o desenvolvimento da diabetes.

Leia também: Dieta para diabetes: o que comer e o que evitar tuasaude.com/dieta-para-diabetes

Diabetes na gravidez

A diabetes ma gravidez, também conhecida como diabetes gestacional, é uma condição relativamente comum que pode acontecer mesmo em mulheres que nunca apresentaram aumento da glicose no sangue antes.

Este tipo de diabetes acontece devido à produção de hormônios pela placenta que bloqueiam parcialmente o efeito da insulina do corpo, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue consigam aumentar mais facilmente.

A diabetes gestacional deve ser identificada o mais rápido possível para evitar complicações no desenvolvimento do bebê ou parto prematuro.

Por esse motivo, no decorrer das consultas de pré-natal, o médico geralmente pede exames de glicose.

O tratamento consiste em alterar o estilo de vida, fazendo uma dieta mais saudável e praticando exercício físico, mas, em alguns casos, também pode incluir o uso de medicamentos.

Diabetes em crianças

A diabetes mellitus também pode se desenvolver em crianças, causando diabetes infantil.

O tipo mais comum de diabetes durante a infância é a diabetes tipo 1, no entanto, com as alterações alimentares que têm acontecido ao longo dos anos, a diabetes tipo 2 também tem se tornado mais comum, principalmente devido ao consumo excessivo de produtos industrializados, fast food e alimentos açucarados, assim como um aumento do sedentarismo.

Leia também: 12 sintomas de diabetes em crianças (e como confirmar) tuasaude.com/como-saber-se-meu-filho-tem-diabetes

A diabetes na infância deve ser tratada o mais cedo possível para evitar atrasos no desenvolvimento, assim como para evitar o aparecimento de doenças crônicas numa idade jovem.

Possíveis complicações

Quando a diabetes mellitus não é tratada adequadamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar danos em vários órgãos.

Assim, as principais complicações da diabetes incluem:

Os níveis elevados de açúcar também aumentam o risco de infecção, já que o açúcar facilita o crescimento e desenvolvimento de fungos e bactérias, sendo frequente que a pessoa com diabetes apresente infecções urinárias recorrentes, por exemplo.

Por favorecer o desenvolvimento de vários microrganismos e por dificultar a circulação sanguínea, a diabetes também causa problemas na cicatrização de feridas.

Leia também: 15 principais complicações da diabetes (e como evitar) tuasaude.com/complicacoes-da-diabetes

source https://www.tuasaude.com/diabetes/

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Correr envelhece? Efeitos no rosto e no corpo

Com a popularização da corrida, principalmente por ser um esporte acessível e geralmente praticado ao ar livre, surgiu também a ideia de que correr pode envelhecer o corpo e o rosto.

No entanto, a corrida, por si só, não parece acelerar o processo de envelhecimento, mas alguns fatores associados à prática, como a exposição ao sol, a perda rápida de peso e a alimentação inadequada, podem influenciar a aparência da pele.

Por outro lado, correr pode contribuir para a saúde e para a manutenção da elasticidade e da estrutura da pele, especialmente quando acompanhada de uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e proteção contra a radiação solar.

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Correr envelhece?

A ideia de que correr pode envelhecer a aparência está principalmente relacionada a alguns fatores que podem acompanhar a prática da corrida, e não necessariamente ao exercício em si. 

Entre os principais, estão:

1. Exposição ao sol

A corrida ao ar livre pode aumentar a exposição acumulada à radiação ultravioleta, principalmente quando os treinos são longos e realizados entre 10h e 16h, período em que a radiação solar costuma ser mais intensa. Veja qual o melhor horário para tomar sol.

A radiação ultravioleta é um dos principais fatores externos relacionados ao fotoenvelhecimento. A exposição crônica pode contribuir para alterações do colágeno e da elastina, manchas, perda de elasticidade e aparecimento de rugas.

Leia também: Envelhecimento precoce: sintomas, causas, tipos (e como combater) tuasaude.com/envelhecimento-precoce

Assim, em pessoas que correm regularmente ao ar livre, a exposição solar acumulada pode ter maior importância para o envelhecimento da pele do que a própria corrida.

2. Perda de gordura corporal

Outra possível explicação para uma aparência mais magra ou envelhecida após emagrecimento é a redução do tecido adiposo em diferentes regiões do corpo. 

Quando ocorre uma perda importante de gordura, pode haver redução do volume e maior evidência de flacidez, principalmente em áreas como rosto, braços, abdômen e pernas. Conheça as causas da flacidez e o que fazer.

Isso não significa que toda pessoa que emagrece correndo terá flacidez. As alterações dependem da quantidade e da velocidade da perda de peso, além da idade, genética, distribuição da gordura e características individuais da pele.

3. Alimentação inadequada

Em pessoas que correm regularmente, uma alimentação com quantidade insuficiente de proteínas, vitaminas e minerais pode favorecer a perda de massa muscular e prejudicar a saúde da pele e do corpo.

Além disso, dietas muito restritivas ou que levam a uma perda rápida de peso podem causar alterações na composição corporal e na aparência da pele. 

Por isso, uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa é importante para acompanhar a prática de corrida.

4. Envelhecimento natural

O envelhecimento do corpo acontece naturalmente com o passar dos anos, independentemente da prática de exercícios. Nesse processo, ocorrem alterações na pele, nos músculos, nos tecidos e em outras estruturas do organismo.

A redução da produção de colágeno e elastina, por exemplo, pode diminuir a elasticidade da pele e favorecer o surgimento de rugas e flacidez.

Por isso, mudanças na aparência de uma pessoa que corre regularmente não devem ser atribuídas automaticamente à corrida, já que diversos fatores participam do processo de envelhecimento.

Leia também: Envelhecimento: o que é, sinais (e o que fazer para envelhecer com saúde) tuasaude.com/envelhecimento

Correr envelhece o rosto?

Correr não parece acelerar o envelhecimento do rosto. Porém, a perda de gordura corporal favorecida pela prática regular de corrida pode reduzir o volume das bochechas, deixando rugas e áreas de flacidez mais evidentes, dando uma aparência mais envelhecida.

Essa aparência é popularmente chamada de “rosto de corredor”, mas o termo não representa uma condição médica e não há evidências de que a corrida, por si só, cause envelhecimento facial.

A exposição frequente ao sol durante corridas ao ar livre pode contribuir para o aparecimento de rugas, manchas e perda de elasticidade da pele, além de ser influenciada também pela idade, genética, alimentação e características individuais. 

Por isso, a prática de corrida não deve ser considerada uma causa direta de envelhecimento do rosto.

Cuidados para evitar o envelhecimento ao correr

Alguns cuidados durante a prática de corrida, são:

  • Usar protetor solar, utilizando um protetor de amplo espectro e resistente à água nas áreas expostas antes de correr e reaplicar conforme a duração do treino, o suor. Saiba qual o melhor protetor solar;
  • Evitar os horários de maior radiação solar, sempre que possível, correr antes das 10h ou após as 16h;
  • Proteger a pele fisicamente, usando boné, óculos de sol e roupas que cubram a pele pode ajudar a reduzir a exposição à radiação ultravioleta;
  • Manter uma boa hidratação, já que a ingestão adequada de água ajuda a manter a hidratação da pele, e deve acompanhar as necessidades individuais e a intensidade do exercício. Calcule seu consumo diário de água;
  • Adequar a alimentação ao treino, consumindo energia e nutrientes suficientes para as necessidades do organismo, evitando restrições excessivas que prejudiquem a recuperação e a manutenção da massa muscular e da pele.

Além disso, é importante emagrecer de forma gradual, evitando dietas muito restritivas e perdas de peso muito rápidas, que podem alterar a composição do corpo. Veja algumas dicas para emagrecer.

Manter uma alimentação equilibrada, com proteínas, frutas, verduras, legumes, cereais integrais e fontes de gorduras saudáveis, também ajuda a fornecer nutrientes importantes para a manutenção da pele e dos músculos.

Leia também: 18 melhores alimentos para a pele (e como consumir) tuasaude.com/alimentos-para-uma-pele-perfeita

Correr traz benefícios para a pele

A prática regular de corrida pode contribuir para a saúde da pele ao melhorar a circulação sanguínea e favorecer a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos.

A corrida também pode ajudar a manter a elasticidade e a estrutura da pele, além de contribuir para sua hidratação e para o funcionamento adequado das células da pele.

Leia também: 16 benefícios da atividade física (e como começar) tuasaude.com/beneficios-da-atividade-fisica

Quando os cuidados necessários são adotados, como proteção contra o sol, alimentação equilibrada e hidratação adequada, a corrida pode ser uma aliada da saúde e da aparência da pele.



source https://www.tuasaude.com/correr-envelhece/

Finerenona: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Finerenona é um medicamento indicado para o tratamento da insuficiência renal crônica associada à diabetes tipo 2 ou de certos tipos de insuficiência cardíaca em adultos.

Esse remédio bloqueia a ação da aldosterona, um hormônio que pode favorecer danos aos rins e ao coração. Assim, ajuda no tratamento dessas doenças, sem substituir os demais cuidados definidos pela equipe médica.

Leia também: Aldosterona: o que é, funções (e porque está alta ou baixa) tuasaude.com/aldosterona

A finerenona pode ser encontrada na forma de comprimidos de 10 mg e 20 mg, com o nome comercial Firialta, e deve ser usada somente por adultos, com indicação e acompanhamento médico.

Imagem gerada por IA
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Para que serve

A finerenona é indicada para:

  • Insuficiência renal crônica associada a diabetes tipo 2, quando há presença de albumina na urina;
  • Diminuir o risco de piora contínua da função dos rins e de alguns problemas cardiovasculares associados à doença renal;
  • Insuficiência cardíaca com FEVE (fração de ejeção do ventrículo esquerdo) levemente reduzida ou preservada (igual ou superior a 40%);
  • Reduzir o risco de morte cardiovascular e hospitalização em pessoas com insuficiência cardíaca.

A finerenona bloqueia uma estrutura chamada receptor mineralocorticoide, que é o local onde a aldosterona exerce seus efeitos.

Quando esse receptor é ativado em excesso, pode favorecer inflamação e formação de cicatrizes nos rins e no coração. Ao bloquear essa ação, a finerenona ajuda a proteger esses órgãos.

Leia também: Tratamento da insuficiência renal (aguda e crônica) tuasaude.com/tratamento-da-insuficiencia-renal

Finerenona é diurético?

Não. A finerenona não é um diurético, ou seja, não tem como principal função aumentar a quantidade de água eliminada pela urina. Seu efeito principal é bloquear a ação excessiva da aldosterona nos rins e no coração.

Como tomar

A finerenona é tomada por via oral, uma vez ao dia, conforme a dose indicada pelo médico.

O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos e deve, de preferência, ser engolido inteiro com água.

Quando houver dificuldade para engolir, o comprimido pode ser triturado e misturado com água ou alimento macio, e ingerido imediatamente. Não deve ser tomado com toranja ou suco de toranja.

Posologia

A dose da finerenona depende principalmente da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), que indica como os rins estão funcionando, e do nível de potássio no sangue.

1. Finerenona 10 mg

A finerenona 10 mg pode ser usada como dose inicial recomendada para adultos com taxa de filtração glomerular (TFGe) entre 25 e 60 mL/min/1,73m2.

Após 4 semanas, a dose pode ser mantida ou ajustada pelo médico de acordo com o nível de potássio no sangue e a função dos rins. A dose máxima recomendada é de 20 mg, uma vez ao dia.

2. Finerenona 20 mg

A dose de finerenona 20 mg pode ser indicada para:

  • Dose inicial para adultos com TFGe maior ou igual a 60 mL/min/1,73m²;
  • Dose de manutenção para doença renal crônica e diabetes tipo 2;
  • Dose alvo para insuficiência cardíaca com TFGe entre 25 e 60 mL/min/1,73m2.

Para insuficiência cardíaca e TFGe maior ou igual a 60 mL/min/1,73m², a dose-alvo pode ser de 40 mg por dia, conforme a função renal (TFGe) no início do tratamento. A dose máxima nessa indicação é de 40 mg por dia.

Em geral, o médico reavalia o potássio e a TFGe quatro semanas após o início, reinício ou ajuste da dose. Não se deve alterar a dose da finerenona por conta própria.

Leia também: 7 tratamentos para insuficiência cardíaca tuasaude.com/tratamento-para-insuficiencia-cardiaca

O que fazer se esquecer de tomar

Em caso de esquecimento, a dose pode ser tomada assim que houver lembrança, desde que não esteja próximo do horário da próxima dose. Quando estiver próximo, a dose esquecida deve ser pulada.

Não é recomendado tomar duas doses no mesmo dia para compensar a dose esquecida. Em caso de dúvida, deve-se seguir a orientação médica.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da finerenona são:

  • Potássio alto no sangue (hipercalemia), que pode causar fraqueza, enjoo, cãibras ou batimentos mais lentos;
  • Pressão baixa, que pode causar tontura ou desmaio;
  • Aumento do ácido úrico no sangue (hiperuricemia);
  • Redução da taxa de filtração dos rins;
  • Redução do sódio no sangue (hiponatremia), coceira ou diminuição da hemoglobina.

A avaliação periódica dos exames de sangue é importante porque alterações do potássio e da função dos rins podem exigir mudança na dose ou interrupção do tratamento.

Em caso de desmaio, fraqueza intensa ou alterações nos batimentos cardíacos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Finerenona precisa de exames de sangue?

Sim. Os exames mostram o nível de potássio e como os rins estão funcionando. Esses resultados ajudam a definir a dose e a acompanhar a segurança do tratamento.

Quem não deve usar

A finerenona não deve ser usada em algumas situações, como:

  • Alergia à finerenona ou a componentes do comprimido;
  • Doença de Addison;
  • Níveis de potássio no sangue elevados antes do início do tratamento (acima de 5,0 mEq/L);
  • Uso de medicamentos que aumentam muito a quantidade de finerenona no sangue, como claritromicina, cetoconazol ou ritonavir.

Na gravidez, amamentação, doença grave do fígado ou potássio alto, o uso exige avaliação específica. É importante informar ao médico todos os remédios e suplementos em uso.



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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Como evitar os cabelos brancos

Cabelos brancos surgem quando os folículos capilares deixam de produzir melanina, o pigmento responsável pela cor dos fios. Esse processo acontece principalmente com o envelhecimento e é influenciado pela genética, além de fatores como tabagismo, estresse e deficiências nutricionais.

Por isso, não existe uma forma de evitar completamente os cabelos brancos. No entanto, não fumar, corrigir deficiências nutricionais e controlar o estresse podem ajudar a reduzir alguns fatores associados ao aparecimento dos fios brancos.

Quando os cabelos brancos surgem muito cedo ou de forma repentina, é importante consultar o dermatologista para avaliar possíveis causas e indicar os exames e tratamentos necessários.

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Algumas dicas que podem ajudar a evitar os cabelos brancos, incluem:

1. Evitar fumar

O tabagismo está associado a um maior risco de surgimento precoce de cabelos brancos. Isso pode acontecer porque as substâncias do cigarro aumentam o estresse oxidativo, que pode danificar as células responsáveis pela produção de melanina. Entenda melhor o que é estresse oxidativo.

Por isso, evitar o cigarro pode ajudar a reduzir um dos fatores relacionados ao aparecimento precoce dos fios brancos. No entanto, parar de fumar não garante que os fios que já perderam a pigmentação voltem a ter a cor natural.

2. Controlar o estresse

O estresse pode contribuir para o embranquecimento dos cabelos ao afetar o funcionamento dos melanócitos, células que produzem a melanina e mantêm a pigmentação dos fios.

Em situações de estresse intenso ou prolongado, esse processo pode ser prejudicado, favorecendo o surgimento de cabelos brancos. Conheça os sintomas de estresse.

Então, controlar o estresse com atividade física, técnicas de respiração ou relaxamento e manter uma rotina que favoreça o bem-estar, como ter boas noites de sono, momentos de lazer e uma alimentação equilibrada, pode ajudar a reduzir esse fator.

3. Proteger o cabelo do sol

A exposição frequente ao sol pode danificar os fios e favorecer alterações na sua estrutura e aparência. Para protegê-los, pode-se usar chapéus ou bonés, além de produtos capilares com proteção contra a radiação UV, como leave-in, cremes ou sprays com filtro solar.

Leia também: Leave-in: o que é, para que serve, tipos (e como usar) tuasaude.com/leave-in

No entanto, ainda não existem evidências suficientes de que proteger o cabelo do sol evite o surgimento de cabelos brancos.

4. Corrigir deficiências nutricionais

A deficiência de alguns nutrientes pode estar relacionada ao surgimento precoce de cabelos brancos. Os principais são:

  • Vitamina B12, presente no salmão, frango, peru, leite, queijo, ovos, ostras e fígado, participa do funcionamento dos folículos e pode ajudar a manter a pigmentação dos fios. Veja mais alimentos ricos em vitamina B12;
  • Ácido fólico, que participa da renovação das células do folículo, contribuindo para o crescimento saudável dos fios, sendo encontrado em espinafre, brócolis, feijão, lentilha e laranja;
  • Ferro, ajuda a transportar oxigênio para os tecidos e contribui para o funcionamento dos folículos. Está presente em carnes, fígado, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros;
  • Biotina, encontrada em ovos, amêndoas, nozes, sementes e peixes, participa da formação dos fios e ajuda a manter a saúde do cabelo. Saiba para que serve a biotina.

Além disso, a vitamina B5 também é importante para o metabolismo das células e para o funcionamento dos folículos capilares, podendo ser obtida por meio de alimentos como carnes, ovos, leite, abacate e leguminosas.

Para entender melhor a relação entre a vitamina B5 e como evitar os cabelos brancos, assista ao vídeo a seguir:

Vitamina B5 e o Cabelo Branco: o que a ciência diz

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Quando há suspeita de deficiência nutricional, o médico pode solicitar exames e indicar a reposição adequada. Corrigir a deficiência pode ajudar a tratar uma possível causa dos cabelos brancos, mas não garante a recuperação da pigmentação dos fios.

Cabelos brancos precoces

Os cabelos brancos precoces, também chamados de canície precoce, surgem antes da idade esperada, que geralmente é entre 30 e 40 anos, podendo variar de acordo com fatores genéticos e individuais.

Além dos fatores genéticos, alterações da tireoide, obesidade, deficiências nutricionais e tabagismo também podem estar relacionados ao aparecimento precoce dos fios brancos.

Estratégias para cobrir os cabelos brancos

As estratégias para cobrir os cabelos brancos podem incluir o uso de tinturas permanentes, semipermanentes ou tonalizantes, que ajudam a disfarçar ou uniformizar a cor dos fios. Conheça tintas naturais para pintar o cabelo em casa.

Outra opção são as mechas, que podem criar um efeito de iluminação e misturar os fios brancos à cor do cabelo, tornando-os menos aparentes.

Para quem prefere uma alternativa temporária, também podem ser usados sprays, máscaras ou pós para retoque da raiz, que cobrem os fios brancos até a próxima lavagem.



source https://www.tuasaude.com/como-evitar-os-cabelos-brancos/

Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita

A psicoterapia é um conjunto de estratégias e técnicas psicológicas que podem ser usadas em pessoas que buscam lidar com suas emoções e sentimentos de forma positiva, além de reduzir e/ou tratar sintomas, transtornos e doenças mentais. De acordo com o objetivo, existem vários tipos de psicoterapia, mas todos devem ser realizados por um psicólogo ou psiquiatra.

A duração e o tipo de terapia utilizada dependerão dos sintomas, gravidade da situação, necessidades pessoais e desejos da pessoa. Muitas vezes, para ajudar na terapia, também pode ser aconselhado o acompanhamento farmacológico por um psiquiatra, que poderá indicar o uso de medicamentos.

A psicoterapia não é um aconselhamento e não busca dar respostas diretas a questões pessoais, mas sim desenvolver ferramentas e estratégias que ajudem a pessoa a resolver seus problemas pessoais e restaurar a função psicológica e social.

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Para que serve

A psicoterapia pode ser indicada para:

  • Ajudar na resolução de conflitos;
  • Aliviar o estresse e a ansiedade;
  • Ajudar no luto;
  • Auxiliar na recuperação de traumas;
  • Ajudar a aliviar os sentimentos negativos causados pelo diagnóstico de outras doenças, como câncer ou diabetes, por exemplo.

Além disso, a psicoterapia é muito útil no tratamento de vários problemas de saúde mental, como:

  • Transtornos de ansiedade, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fobias, transtorno do pânico ou transtorno de estresse pós-traumático;
  • Transtornos do humor, como depressão ou transtorno bipolar;
  • Vícios, como alcoolismo, fumo, dependência de drogas ou jogo compulsivo;
  • Transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia;
  • Transtornos de personalidade, como transtorno de personalidade limítrofe;
  • Transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia ou outros transtornos psicóticos.

Em alguns casos, a psicoterapia pode ser complementada com a psiquiatria para a prescrição de medicamentos que ajudem a aliviar sintomas de ansiedade ou depressão, por exemplo.

Marque uma consulta com o psicólogo mais próximo usando a ferramenta a seguir:

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Por que fazer psicoterapia?

A psicoterapia é um importante recurso em psicologia que promove o autoconhecimento, melhora a qualidade de vida e estimula o bem-estar físico e emocional, ajudando a pessoa a controlar suas emoções e a lidar melhor com o meio ambiente.

As sessões de psicoterapia são sempre confidenciais e livres de juízos pessoais, por isso a pessoa pode sentir-se confortável para expressar seus sentimentos sem medo de julgamentos.

Como é feita

A psicoterapia pode ser feita em adultos ou crianças e pode ser realizada individualmente ou em grupo, como família, colegas de trabalho ou amigos. A quantidade de sessões necessárias deve ser sempre indicada pelo terapeuta, tendo por base os sintomas apresentados e os objetivos de cada pessoa.

Geralmente, as sessões de psicoterapia são realizadas no consultório do psicólogo ou psiquiatra e duram entre 45 a 60 minutos. Porém, em casos de terapia de casal, família ou de grupo, esse tempo pode variar e chegar até aos 90 minutos.

Na maioria das terapias individuais, a pessoa fica sentada em uma poltrona de frente para o terapeuta, mas também existem outros tipos de terapia, como a terapia psicanalítica, em que a pessoa fica deitada enquanto o terapeuta fica sentado atrás, do lado ou na frente.

A psicoterapia pode ser feita online?

Sim, desde que seja realizada por um psicólogo capacitado, pois assim é possível conduzir a sessão da melhor forma.

A psicoterapia online é vantajosa para pessoas que possuem menos tempo livre na rotina e/ ou que não conseguem se deslocar para o local em que haveria o atendimento presencial, de forma que a pessoa pode realizar a psicoterapia com profissionais de outros estados e/ ou países.

No entanto, no caso de transtornos mais graves e/ ou emergências, o profissional pode recomendar que as sessões sejam realizadas de forma presencial com frequência que pode variar de acordo com a necessidade da pessoa.

Psicoterapia infantil

A psicoterapia infantil é um tipo de de terapia direcionada para crianças e adolescentes com o objetivo de ajudá-los a entender e expressar suas emoções, resolver conflitos e desenvolver habilidades sociais e emocionais de maneira saudável.

Alguns aspectos importantes da psicoterapia infantil são:

  • Idade e foco: a psicoterapia é adaptada à idade da criança, nível de desenvolvimento e suas necessidades emocionais e cognitivas;
  • Técnicas lúdicas e criativas: são utilizados jogos, desenhos, dramatizações ou atividades manuais para facilitar a expressão emocional e comunicação da criança;
  • Participação familiar: os pais ou responsáveis pela criança participam da terapia para melhorar a dinâmica familiar a reforçar as estratégias de apoio;
  • Problemas tratados: ansiedade, medo, luto, dificuldades na escola, conflitos familiares, alterações no comportamento, deficit de atenção, entre outros;
  • Duração e frequência: as sessões da psicoterapia infantil costumam ser mais curtas em comparação à duração das sessões dos adultos, cerca de 30 a 40 minutos, e a frequência de sessões depende da idade, necessidade e objetivos terapêuticos.

De forma geral, a psicoterapia infantil permite que as crianças aprendam a melhorar as suas emoções, enfrentar as suas dificuldades e melhorar o seu bem-estar, oferecendo um espaço seguro e guiado por um profissional para promover o desenvolvimento saudável e fortalecer a comunicação com a família.

Tipos de psicoterapia

Existem vários tipos de psicoterapia, dependendo dos objetivos e das técnicas utilizadas:

Tipo de psicoterapia Foco principal Principais características Exemplo de técnicas
Psicoterapia cognitivo-condutual Mudar pensamentos e comportamentos Busca modificar padrões negativos de pensamentos para melhorar emoções e comportamentos Reestruturação cognitiva, exposição, treinamento de habilidades
Psicoterapia Gestalt Consciência do \"aqui e agora\" Se concentra na experiência presente, emoções e sensações, promovendo o autoconhecimento e responsabilidade pessoal Diálogo terapêutico, dramatização, exercícios e visualizações
Psicoanalítica Conflitos inconscientes e internos Explora experiências passadas e desejos inconscientes que influenciam no comportamento atual Associação livre, interpretação de sonhos, análise de resistência
Humanista-existencial Desenvolvimento pessoal e auto-realização Promove o crescimento pessoal, autenticidade e sentido da vida Escuta empática, diálogo e reflexão
Psicodinâmica Experiências infantis e emoções inconscientes Relaciona vivências passadas com problemas atuais, porém não de forma tão profunda como na psicanálise Interpretação, análise de relações e conflitos internos
Interpessoal Relações e comunicação Melhora a forma de relacionamento com as pessoas e promove a resolução de conflitos interpessoais Role-playing (fingimento, \"teatro\"), análise de interações sociais
Dialética comportamental Gerenciamento de emoções prejudiciais Ensina estratégias para regular emoções intensas e comportamentos impulsivos Mindfulness, tolerância a frustração, treinamento de habilidades

A psicoterapia também pode ser dividida de acordo com número de pacientes em tratamento, que pode ser individual, familiar, de casal ou de grupo.

Também existe a psicoterapia de psico-educação, que é voltada especialmente para pessoas com doenças como hipertensão ou diabetes, e que ajuda a pessoa a entender um pouco mais sobre a sua doença e como lidar com ela.

Resultados da psicoterapia

Os resultados alcançados com a psicoterapia dependem do empenho da pessoa em mudar a situação que produz seus sintomas e desconfortos, além do tipo de terapia que utiliza.

Por isso, é muito importante que a psicoterapia sempre seja orientada por um profissional da área, como psicólogo ou psiquiatra, que irá determinar o melhor tipo de terapia de acordo os objetivos pessoais, assim como a duração das sessões.

Alguns fatores que impedem um bom resultado da psicoterapia são o desinteresse da pessoa em melhorar, o mau relacionamento com o terapeuta, a má técnica e o tipo de psicoterapia utilizada. Portanto, caso não sejam observados resultados, é recomendável procurar uma segunda opinião profissional.



source https://www.tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia/

Ludopatia: o que é, sintomas e como tratar (tem cura?)

Ludopatia é uma condição de saúde mental caracterizada pela dificuldade de controlar o impulso de jogar, fazendo com que o jogo passe a ocupar cada vez mais espaço na vida da pessoa.

Também chamada de transtorno do jogo, a ludopatia pode fazer com que a pessoa continue jogando mesmo quando isso causa problemas financeiros, familiares, profissionais ou emocionais, tanto em jogos presenciais quanto online.

O tratamento da ludopatia pode envolver principalmente psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos, além de medidas para ajudar a reduzir ou interromper o acesso aos jogos.

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Sintomas de ludopatia

Os principais sintomas de ludopatia incluem:

  • Dificuldade para controlar o impulso de jogar;
  • Pensar frequentemente em jogos ou apostas;
  • Sentir irritação ou ansiedade ao tentar parar de jogar;
  • Necessidade de aumentar o valor das apostas para obter prazer;
  • Tentar recuperar o dinheiro perdido com novas apostas;
  • Deixar de realizar atividades pessoais, familiares ou profissionais para jogar;
  • Continuar jogando mesmo após sofrer prejuízos.

Alguns sinais também podem ser percebidos por familiares ou pessoas próximas, como esconder ou mentir sobre o tempo e o dinheiro gastos com jogos ou pedir dinheiro emprestado.

Além disso, os prejuízos relacionados ao jogo também podem surgir antes do desenvolvimento da ludopatia. Segundo a OMS, usar dinheiro destinado a necessidades básicas para jogar já pode indicar danos relacionados ao jogo.

Ludopatia tem cura?

A ludopatia pode ser tratada, e algumas pessoas conseguem parar de jogar e manter o comportamento sob controle, com redução ou desaparecimento dos sintomas e retomada das atividades pessoais, familiares e profissionais.

No entanto, por ser um transtorno que pode apresentar recaídas, o acompanhamento é necessário mesmo após a melhora dos sintomas.

Como saber se é ludopatia

O diagnóstico da ludopatia é feito pelo profissional de saúde mental, como psiquiatra ou psicólogo, a partir da avaliação dos hábitos de jogo, da perda de controle e dos prejuízos causados pelo comportamento.

Para uma avaliação dos sinais e sintomas de ludopatia, marque consulta com o psiquiatra mais próximo de você:

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Durante a avaliação, são investigados o início e a evolução do comportamento, a frequência e duração dos jogos, tentativas de parar ou reduzir as apostas e possíveis prejuízos financeiros, familiares, sociais ou profissionais. 

Também podem ser avaliados problemas associados, como ansiedade, depressão e abuso de álcool ou outras drogas.

Questionários podem ser utilizados para identificar problemas relacionados ao jogo e avaliar sua gravidade, mas servem como apoio e não substituem a avaliação clínica.

Como ocorre a ludopatia

Os principais fatores envolvidos na ludopatia são:

  • Ativação do sistema de recompensa: durante o jogo, são ativados circuitos cerebrais relacionados à dopamina, que participa da motivação, da aprendizagem e da resposta às recompensas. Entenda para que serve a dopamina;
  • Alterações no controle do comportamento: com a repetição do jogo, podem ocorrer alterações nos processos cerebrais ligados à recompensa, à tomada de decisões e ao controle dos impulsos, dificultando a interrupção do comportamento mesmo diante de consequências negativas.

Além disso, a incerteza sobre ganhar ou perder também pode reforçar esse processo, levando a pessoa a continuar buscando a próxima aposta.

O desenvolvimento da ludopatia pode envolver fatores individuais, familiares e sociais, além de estresse, dificuldades financeiras, outros transtornos mentais e uso de álcool ou outras drogas. 

Jogos e apostas online também podem facilitar o acesso frequente ao comportamento, enquanto a publicidade e exposição contribuem para a normalização, especialmente entre pessoas mais jovens.

Como tratar

O tratamento da ludopatia deve ser individualizado e pode envolver:

1. Psicoterapia

A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é uma das principais formas de tratamento da ludopatia. Saiba como funciona a terapia cognitivo-comportamental.

Durante as sessões, podem ser tratados:

  • Identificação dos gatilhos, para ajudar a reconhecer situações, pensamentos ou emoções que aumentam a vontade de jogar, como estresse, tédio, ansiedade ou problemas financeiros;
  • Mudança de pensamentos relacionados ao jogo, para identificar e questionar ideias que favorecem as apostas, como acreditar que uma sequência de perdas aumenta a chance de ganhar na próxima aposta;
  • Controle da vontade de jogar, com estratégias para lidar com o impulso de apostar, como evitar situações de risco;
  • Mudança de hábitos, substituindo o tempo e os comportamentos relacionados ao jogo por outras atividades e uma rotina mais saudável;
  • Prevenção de recaídas, reconhecendo sinais de alerta e definindo estratégias para evitar o retorno às apostas.

O objetivo da psicoterapia é ajudar a pessoa com ludopatia a compreender o que mantém o comportamento de jogar e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essas situações.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

2. Medicamentos

Entre os medicamentos que podem ser considerados pelo médico está a naltrexona, um antagonista opioide que pode ser utilizado em algumas pessoas quando a psicoterapia não apresenta o resultado esperado ou ocorrem recaídas.

Antidepressivos, estabilizadores do humor e antipsicóticos podem ser utilizados quando existem outros transtornos de saúde mental associados, como depressão, transtorno bipolar ou psicose, mas não são considerados tratamentos específicos.

Por isso, a escolha do medicamento depende das características de cada pessoa e da presença de outros problemas de saúde.

3. Medidas para reduzir o acesso ao jogo

Reduzir a facilidade de acesso aos jogos e apostas pode ajudar a controlar o comportamento e prevenir recaídas. 

Algumas medidas incluem a autoexclusão de plataformas de apostas, bloqueio de sites e aplicativos, estabelecimento de limites financeiros e restrição do acesso a cartões ou outras formas de pagamento utilizadas para jogar.

Essas medidas podem ser combinadas com a psicoterapia e outras formas de tratamento, conforme as necessidades de cada pessoa.

4. Grupos de apoio

Os grupos de apoio podem complementar o tratamento da ludopatia, oferecendo um espaço para compartilhar experiências, dificuldades e estratégias para lidar com o jogo. 

O contato com outras pessoas que passaram por situações semelhantes também pode ajudar a reduzir o isolamento e favorecer a continuidade do tratamento.

Consequências da ludopatia

A ludopatia pode afetar diferentes áreas da vida e não se limita às perdas financeiras. 

Entre as possíveis consequências da ludopatia estão:

  • Endividamento e dificuldades para pagar despesas básicas;
  • Problemas no relacionamento com familiares e parceiros;
  • Isolamento social;
  • Dificuldades no trabalho ou nos estudos;
  • Ansiedade, depressão e sofrimento emocional;
  • Consumo excessivo de álcool ou outras drogas;
  • Conflitos familiares e violência doméstica.

Em casos mais graves, a ludopatia está associada a maior risco de pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente quando existem perdas importantes, depressão ou outras condições psiquiátricas. Veja alguns sinais de comportamento suicida e saiba como prevenir.



source https://www.tuasaude.com/ludopatia/

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

10 principais alimentos ricos em sódio

Muitos alimentos contêm naturalmente sódio na sua composição, sendo a carne, o peixe, os ovos e as algas são a principal fonte natural deste mineral, que é importante para manter o bom funcionamento do coração e dos músculos.

No entanto, os alimentos industrializados, como salgadinhos, embutidos, molhos prontos ou alimentos em conserva, têm a maior quantidade de sódio adicionado, o que pode aumentar o risco de problemas de saúde, como pressão alta e doenças cardíacas.

Embora, se use as palavras sódio e sal como sinônimos, eles não são a mesma coisa. O sal é composto pelos minerais sódio e cloreto, sendo que só se deve consumir até 5 g de sal por dia, que contém cerca de 2g de sódio, correspondendo a 1 colher de chá.

Leia também: Sódio: o que é, funções (e porque pode estar baixo ou alto) tuasaude.com/sodio-na
Imagem ilustrativa número 4

Lista de alimentos ricos em sódio

Os principais alimentos industrializados ricos em sódio são:

  1. Carnes processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça e salsicha;
  2. Peixes em conserva, como sardinha e atum;
  3. Queijos como parmesão, roquefort, gorgonzola e cheddar;
  4. Temperos prontos como ketchup, mostarda, maionese e molhos de saladas;
  5. Refeições prontas, como sopas e massas;
  6. Vegetais em conserva como palmito, ervilha, milho, picles, cogumelos e azeitona;
  7. Bolachas e biscoitos, incluindo as bolachas de água sal, biscoitos recheados e salgadinhos;
  8. Fast-food, como pizza, hambúrguer, nuggets ou batatas fritas;
  9. Salgadinhos de lanchonete como quibe, empada, pastel, rissole e coxinha;
  10. Manteiga e margarina.

O teor de sódio presente nos alimentos industrializados varia de acordo com cada fabricante, pois cada empresa usa receitas e quantidades de ingredientes diferentes.

Para seguir a recomendação de consumir até 5 g de sal por dia, é importante evitar consumir estes alimentos em grandes quantidades e frequentemente, priorizando os alimentos frescos e naturais.

Quantidade de sódio nos alimentos naturais

A tabela a seguir a quantidade de sódio para cada 100 g de alguns alimentos naturais:

Alimentos naturais Sódio em cada 100g de alimento natural
Caviar 1500 mg
Alga 102 mg
Caranguejo cozido 360 mg
Mexilhão cozido  360 mg
Pescadinha crua 310 mg
Cação cru 176 mg
Camarão cru 201 mg
Ovo de galinha cozido 168 mg
Leite de vaca integral 64 mg
Peito de boi cru 64 mg
Asa de frango crua 96 mg

Os principais alimentos naturais ricos em sódio são os de origem animal, como carne, peixe, ovos e leite, que podem ser consumidos diariamente, já que favorecem a saúde.

É importante usar o sal com moderação durante o preparo dos alimentos naturais. Isto porque o excesso de sal pode aumentar o risco de doenças como pressão alta, doença renal crônica, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.



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Diabetes: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, o que pode provocar danos em vários órgãos, se não ...