segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lipoproteína: o que é, tipos, valor do exame (e para que serve)

A lipoproteína é uma partícula formada por gorduras e proteínas, e que tem funções como diluir e transportar as gorduras no sangue, participar na formação de hormônios, bile e vitamina D, e armazenar energia, por exemplo.

Existem diversos tipos de lipoproteína, como lipoproteína (a), HDL, LDL, IDL, VLDL e quilomícrons, que variam conforme o tamanho, a densidade e a composição.

Em casos de lipoproteína alta, é aconselhado consultar o clínico geral ou cardiologista. Assim, o médico poderá avaliar a causa desta condição e, se for necessário, indicar o tratamento adequado que pode ser feito com mudanças no estilo de vida ou uso de remédios.

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Tipos de lipoproteína

Os tipos de lipoproteína são:

1. Lipoproteína (a)

A lipoproteína (a) é uma partícula similar ao LDL, formada por proteínas e gorduras, sendo responsável por transportar o colesterol através da corrente sanguínea para as células do corpo.

A lipoproteína (a) alta pode ser causada por alteração genética e está relacionada com maior risco de problemas como infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, AVC e trombose.

Leia também: Lipoproteína (a): o que é, quando fazer o exame (e o quando está alta) tuasaude.com/lipoproteina-a

2. Lipoproteína de alta intensidade (HDL)

A lipoproteína de alta intensidade, também conhecida como colesterol HDL ou colesterol \"bom\", é produzida no no fígado, no intestino e na própria circulação.

Esta lipoproteína é importante, pois atua captando o excesso de colesterol dos tecidos e vasos sanguíneos periféricos e o leva de volta ao fígado para ser eliminado.

3. Lipoproteína de baixa densidade (LDL)

A lipoproteína de alta intensidade, conhecida como colesterol LDL ou colesterol \"ruim\" é importante para o bom funcionamento do corpo, dentro dos valores desejáveis, pois participa da formação de hormônios, vitamina D e bile.

No entanto, em excesso, o LDL está associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, que dificultam a passagem do sangue e aumentam o risco de aterosclerose, infarto e AVC.

Leia também: Colesterol ruim (LDL): o que é e como saber se está alto tuasaude.com/colesterol-ldl

4. Lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL)

A lipoproteína de densidade muito baixa, ou colesterol VLDL, é formada no fígado e liberada na corrente sanguínea, e tem como função transportar os triglicerídeos e o colesterol para os tecidos para serem armazenados e usados como fonte de energia.

Quando o VLDL está elevado, pode se acumular na parede dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardíacas, como aterosclerose, AVC e infarto.

5. Lipoproteína de densidade intermediária (IDL)

A lipoproteína de densidade intermediária, IDL, é formada durante a transformação da VLDL em LDL.

Este tipo de lipoproteína é rapidamente removida pelo fígado ou transformada em LDL.

6. Quilomícrons

Os quilomícrons são um tipo de lipoproteína produzida pelas células do intestino a partir das gorduras consumidas na dieta.

Essas partículas são as maiores e possuem uma grande quantidade de triglicerídeos.

Lipoproteína b

A lipoproteína b na verdade não existe. Na medicina, o termo correto usado é apolipoproteína B. Conheça para que serve a apolipoproteína B.

A apolipoproteína B é uma proteína encontrada em algumas partículas de colesterol e gordura presentes no sangue.

Essas partículas podem entrar nas paredes das artérias e contribuir para a formação de placas, o que pode aumentar o risco de ataque cardíaco e AVC.

Diferença entre lipoproteína e apolipoproteína

A lipoproteína é uma partícula que circula no sangue para transportar gorduras. Entretanto, por ser uma gordura e não se dissolver em água, a lipoproteína é composta por uma \"casca\" externa composta por fosfolipídeos, colesterol livre e proteínas, que são as apolipoproteínas.

Já a apolipoproteína é a parte proteica que fica na superfície, ou \"casca\" da lipoproteína, permitindo a formação e a estabilização da lipoproteína dentro das células que as produzem.

Exame de lipoproteína

O exame de lipoproteína pode ser indicado em situações como:

  • Rastreamento geral, para pessoas acima de 10 anos;
  • Sinais de hipercolesterolemia familiar;
  • Histórico de colesterol alto, doença arterial coronariana precoce e estenose aórtica;
  • Crianças com outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes mellitus, fumo ou obesidade;
  • Pessoas que tiveram síndrome coronariana aguda;
  • De 2 a 3 meses após a realização de transplante;
  • Pelo menos uma vez na vida para todas as pessoas;
  • Histórico de lipoproteína (a) alta;
  • Triglicerídeos altos.

O tipo de exame solicitado, varia de acordo com a avaliação do médico sobre os riscos e sinais apresentados por cada pessoa.

Este exame é feito por meio da coleta de uma amostra de sangue numa veia do braço por um profissional de saúde.

Valores do exame

Os valores de referência das lipoproteínas no sangue variam conforme o jejum e o risco cardiovascular da pessoa.

  • Lipoproteína (a): menos de 75 nmol/L, ou menor que 30 mg/dL;
  • Lipoproteína de alta intensidade (HDL): acima de 40 mg/dL em adultos;
  • Lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL): este valor deve ser interpretado considerando-se o valor de LDL, triglicerídeos e colesterol total;
  • Quilomícrons: devem estar ausente no jejum de 12 a 14 horas;
  • Lipoproteína de densidade intermediária (IDL): é avaliada através dos valores do colesterol não-HDL e da apolipoproteína B.

Já a lipoproteína de alta intensidade, LDL, deve ser menor que 115 mg/dl em pessoas com baixo risco cardiovascular e menor que 70 mg/dl em pessoas com risco cardiovascular alto, por exemplo.

Leia também: Valores de colesterol: LDL, HDL, VLDL, não-HDL e total (com calculadora) tuasaude.com/colesterol

Para que serve

As lipoproteínas servem para diluir e transportar as gorduras no plasma sanguíneo, que é a parte líquida do sangue.

A lipoproteína atua na formação de hormônios esteroides, ácidos biliares e vitamina D, armazenamento de energia nos músculos e tecido adiposo, e formação da membrana de todas as células.

Conforme o tipo da lipoproteína, essa partícula também pode ajudar a remover lipídeos oxidados de outras partículas e inibir a oxidação da LDL.

Lipoproteína alta

A lipoproteína alta pode ser causada por condições como:

  • Hipercolesterolemia familiar;
  • Síndrome da quilomicronemia familiar;
  • Estilo de vida inadequado, como sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e excesso de peso;
  • Resistência à insulina e diabetes tipo 2;
  • Hipotireoidismo;
  • Doença renal crônica e síndrome nefrótica;
  • Gravidez;
  • Doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, artrite reumatoide e psoríase;

O uso de alguns remédios, como corticoides, anticoncepcionais orais, anabolizantes, imunossupressores e estrógenos orais, também pode levar a lipoproteína alta.

O que fazer em casos de lipoproteína alta

Em casos de lipoproteína alta, é recomendado consultar um médico para que sejam avaliados os resultados do exame e o risco cardíaco.

Para tratar a lipoproteína alta, o médico pode recomendar medidas como:

1. Mudanças no estilo de vida

As mudanças no estilo de vida é a principal medida que deve ser adotada por pessoas com lipoproteína alta, incluindo:

  • Dieta saudável, priorizando alimentos ricos em fibra, como frutas, cereais integrais, vegetais, e evitando alimentos ultraprocessados;
  • Exercício físico regular, fazendo pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana (ou 75 minutos de atividade vigorosa);
  • Controle do peso, mantendo o peso corporal saudável.

É fundamental também parar de fumar e interromper ou diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de suplementos, como probióticos e ômega 3, para ajudar a controlar os triglicerídeos e o colesterol LDL.

2. Uso de medicamentos

Se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para equilibrar os níveis das lipoproteínas, ou se a pessoa for classificada como de alto risco, o médico pode indicar o uso de medicamentos.

Os remédios que poderão ser prescritos incluem estatinas e/ou ezetimiba, evolocumabe, ácido bempedoico e fibratos, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/lipoproteina/

Couve-flor: benefícios, informação nutricional e receitas saudáveis

A couve-flor é uma hortaliça rica em glucosinolatos, sulforafanos e isotiocianatos, que são compostos bioativos com potente ação antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a prevenir o surgimento de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Além disso, a couve-flor, que é um vegetal crucífero, também ajuda no emagrecimento, já que contém boas quantidades de fibras que ajudam a aumentar a sensação de saciedade, controlando a fome ao longo do dia.

Leia também: Vegetais crucíferos: o que são, lista (e benefícios) tuasaude.com/vegetais-cruciferos

A couve-flor pode ser encontrada nas cores branca, verde, amarela ou roxa, que variam quanto aos tipos de compostos antioxidantes. A roxa é rica em antocianinas, a laranja contém betacarotenos e a verde é rica em clorofila.

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Benefícios da couve-flor

Os principais benefícios da couve-flor para a saúde são:

1. Facilita o emagrecimento

Por ter ótimas quantidades de fibras, a couve-flor prolonga a saciedade, diminuindo a fome ao longo do dia e ajudando, assim, no emagrecimento.

Além disso, a couve-flor também é rica em triptofano, um aminoácido que ajuda a controlar a ansiedade e melhorar o bem-estar. Por isso, essa hortaliça pode ajudar na perda de peso em pessoas com compulsão alimentar. Veja mais alimentos ricos em triptofano.

2. Previne doenças cardiovasculares

A couve-flor contém vitamina C, glucosinolatos, isotiocianatos e sulforafanos, que são compostos bioativos antioxidantes e anti-inflamatórios que melhoram a saúde das artérias e a circulação de sangue, prevenindo doenças como derrame e pressão alta.

Além disso, a couve-flor roxa é rica em antocianina, que é um pigmento antioxidante responsável pela cor roxa e que ajuda a evitar a oxidação das células de gordura, ajudando a controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue.

3. Combate e prisão de ventre

A couve-flor combate a prisão de ventre por ser rica em fibras que estimulam os movimentos do intestino e deixam as fezes mais macias, facilitando a evacuação. Conheça outros alimentos que combatem a prisão de ventre.

4. Melhora o sono e humor

O triptofano e a vitamina C, que estão presentes em boas quantidades na couve-flor, participam da produção de serotonina e dopamina, que são neurotransmissores que melhoram o sono, o humor, o prazer e o bem-estar geral.

5. Mantém a saúde dos ossos

Por conter fósforo e vitamina K, a couve-flor ajuda na fixação do cálcio, mantendo a saúde dos ossos e prevenindo situações como osteopenia e osteoporose.

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6. Diminuir o risco de câncer

A couve-flor é rica em antioxidantes como vitamina C e sulforafanos, que são compostos bioativos que protegem as células saudáveis contra os danos causados pelos radicais livres, ajudando a diminuir o risco de câncer.

7. Evita a diabetes

As fibras, que são presentem em ótimas quantidades na couve-flor, aumentam o tempo de absorção dos carboidratos dos alimentos, controlando os níveis de glicose no sangue e evitando, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

8. Previne o envelhecimento precoce

Por conter compostos bioativos como clorofila, antocianinas, betacaroteno, vitamina C, a couve-flor combate os radicais livres e favorece a formação de colágeno, prevenindo o surgimento de rugas, a flacidez e o envelhecimento precoce.

9. Fortalece o sistema imunológico

Devido ao seu alto teor de vitamina C, a couve-flor fortalece o sistema imunológico, porque melhora as funções das células de defesa no organismo, ajudando a combater vírus, bactérias e fungos.

10. Previne a gastrite

A couve-flor contém sulforafano, uma substância que controla o crescimento de bactérias no estômago, como a Helicobacter pylori, prevenindo o surgimento da gastrite e úlceras.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional para cada 100 g de couve-flor crua e cozida:

Componente

100 g de couve-flor crua

100 g de couve-flor cozida

Energia

23 calorias

19 calorias

Carboidratos

4,5 g

3,9 g

Proteínas

1,9 g

1,2 g

Gorduras

0,2 g

0,3 g

Fibras

2,4 g

2,1 g

Vitamina C

36,1 mg

23,7 mg

Vitamina K

15,5 mcg

13,8 mcg

Fósforo

57 mg

25 mg

Triptofano

21 mg

22 mg

Para se obter os benefícios com o consumo da couve-flor, é fundamental manter uma alimentação saudável e variada, e praticar atividades físicas regularmente.

Como fazer

Para ajudar a preservar os seus nutrientes, a couve-flor pode ser consumida crua ou cozida al dente no vapor ou no micro-ondas, podendo ser usada em preparações como saladas, gratinados, tortas, base para pizzas e como substituto do arroz.

Já as folhas e o caule mais grosso da couve-flor podem ser usados em refogados, sopas e ensopados.

No entanto, ao usar a couve-flor cozida em água, como sopas e ensopados, deve-se aguardar a água ferver antes de adicionar essa hortaliça e cozinhar somente até ficar no ponto al dente.

Quando não é indicada

A couve-flor tem efeito laxativo e favorece a formação de gases e, por isso, não é indicada para pessoas que estão com diarreia ou excesso de gases.

Além disso, por conter glucosinolatos, compostos que podem diminuir a produção de hormônios na tireoide, a couve-flor deve ser consumida com moderação por quem tem problemas na tireoide.

Receitas saudáveis com couve-flor

Algumas receitas saudáveis com a couve-flor são:

1. Arroz de couve-flor

Ingredientes:

  • ½ couve-flor;
  • ½ xícara de chá de cebola ralada;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 dente de alho amassado;
  • 1 colher de sopa de salsinha picada;
  • Sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Lavar e secar bem a couve-flor. Em seguida, ralar a couve-flor em um ralo grosso ou bater em um processador, usando a função pulsar, até ficar com uma consistência parecida com a do arroz.

Em uma frigideira, refogar a cebola e o alho no azeite, acrescentar a couve-flor e refogar por cerca de 5 minutos. Temperar com sal, pimenta e salsa, apagar o fogo e servir.

2. Couve-flor gratinada

Ingredientes:

  • 1 couve-flor;
  • 1,5 litros de água;
  • 1 copo e meio de leite;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo;
  • 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado;
  • 2 colheres de sopa de farinha de rosca;
  • Sal a gosto.

Modo de preparo:

Retirar as folhas e lavar a couve-flor. Cortar a couve-flor em 4 partes iguais. Numa panela, colocar a água e levar ao fogo para ferver. Ao levantar fervura, adicionar a couve-flor e o sal, deixando cozinhar por 5 minutos. Escorrer bem e distribuir a couve-flor em um pirex fundo untado com azeite.

Dissolver a farinha de trigo no leite, temperar com sal e levar ao fogo. Mexer essa mistura até engrossar, juntar o azeite e o queijo, misturando bem, e apagar o fogo. Distribuir o creme sobre a couve-flor, polvilhar com farinha de rosca e levar ao forno para assar até ficar dourada.

3. Pizza de couve-flor

Ingredientes:

  • 1 couve-flor cozida no vapor;
  • 1 ovo;
  • 1 xícara de muçarela;
  • 3 colheres de sopa de molho de tomate caseiro;
  • 200 g de queijo muçarela;
  • 2 tomates em rodelas;
  • ½ cebola em rodelas;
  • ½ pimentão vermelho em tiras;
  • 50 g de azeitonas;
  • 1 colher de sobremesa de azeite;
  • Sal, pimenta, folhas de manjericão e orégano a gosto.

Modo de Preparo:

Triturar a couve-flor em um processador e, depois, colocar em uma tigela. Acrescentar o ovo, metade do queijo, o sal e a pimenta, misturando bem.

Untar uma assadeira com manteiga e farinha, e modelar a massa de couve-flor em forma de pizza. Levar ao forno preaquecido a 220°C por cerca de 10 minutos ou até que as bordas comecem a dourar.

Retirar a massa do forno, adicionar o molho de tomate, o restante do queijo, o tomate, a cebola, o pimentão e as azeitonas, o orégano, as folhas de manjericão e o azeite por cima. Levar ao forno novamente por mais 10 minutos ou até derreter o queijo.



source https://www.tuasaude.com/beneficios-da-couve-flor/

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Ecocardiograma: o que é, para que serve e como é feito

O ecocardiograma é um exame de diagnóstico que permite avaliar, em tempo real, os movimentos do coração, assim como algumas características, como tamanho do coração, forma das válvulas, espessura do músculo e a capacidade de funcionamento do coração, além do fluxo sanguíneo. 

Esse exame é feito utilizando um ultrassom com ondas sonoras de alta frequência, permitindo também ver o estado dos grandes vasos do coração, artéria pulmonar e aorta, no momento em que o exame está sendo realizado.

O ecocardiograma, também é chamado de ecocardiografia ou ultrassom do coração, possui diversos tipos, como unidimensional, bidimensional e com doppler, que são solicitados pelo médico de acordo com o que se deseja avaliar, podendo ser realizado gratuitamente pelo SUS ou feito em clínicas ou hospitais particulares.

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Para que serve 

O ecocardiograma é indicado para:

  • Analisar da função cardíaca;
  • Avaliar o tamanho e espessura das paredes cardíacas, das estrutura das válvulas e visualizar o fluxo de sangue;
  • Calcular o débito cardíaco, que é a quantidade de sangue bombeada por minuto;
  • Verificar alterações e diagnosticar doenças na membrana que reveste o coração, chamada pericárdio;
  • Investigar a causa de sintomas, como palpitação cardíaca, falta de ar, cansaço excessivo ou desmaio;
  • Diagnosticar doenças cardíacas, como sopro cardíaco, cardiomiopatia hipertrófica, trombos no coração, aneurisma, dissecção da aorta tumor e malformações;
  • Acompanhar a evolução de doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca ou doenças das válvulas do coração.

Além disso o ecocardiograma é feito para avaliar o coração, nos casos de suspeita de doença arterial coronariana, embolia pulmonar, hipotensão, insuficiência respiratória de causa desconhecida ou derrame no pericárdio ou complicações de cirurgia cardiotorácica.

O ecocardiograma é um exame simples utilizado para avaliar o funcionamento do coração de pessoas com ou sem sintomas cardíacos, ou que apresentam doenças cardiovasculares crônicas, como hipertensão ou diabetes.

Quando fazer o ecocardiograma

Não há uma frequência pré-determinada para a realização do ecocardiograma. O cardiologista pode indicar a realização do exame sempre que houver a necessidade. Nos casos em que está sendo feito o acompanhamento de doenças cardíacas, por exemplo, pode ser indicado que o ecocardiograma seja feito a cada 1 a 6 meses, dependendo da gravidade da doença.

De forma geral, como forma de acompanhamento da saúde, o médico pode indicar a realização do ecocardiograma a cada 1 a 2 anos, desde que não existam sinais ou sintomas de alterações cardíacas.

A Qualicorp pode ajudar a escolher o plano de saúde com cobertura para a realização do ecocardiograma e outros exames cardiológicos.

Tipos de ecocardiograma

De acordo com o objetivo da realização do exame, podem ser realizados diferentes ecocardiogramas, sendo os principais:

  • Ecocardiograma transtorácico: é o exame mais comumente realizado, em que o equipamento é colocado na região torácica;
  • Ecocardiograma de estresse: é feito da mesma forma que o ecocardiograma transtorácico, porém, as imagens são obtidas antes e após a realização de exercícios, ou utilização de remédios, em ambiente hospitalar;
  • Ecocardiograma fetal: realizado durante a gravidez para avaliar o coração do bebê e identificar doenças;
  • Ecocardiograma com doppler: especialmente indicado para avaliar o fluxo de sangue pelo coração, especialmente útil nas valvulopatias;
  • Ecocardiograma transesofágico: é indicado para avaliar também a região do esôfago em busca de doenças. Veja como é feito o ecocardiograma transesofágico.

Esse exame também pode ser realizado de forma unidimensional, ou bidimensional, que significa que as imagem geradas avaliam 2 ângulos diferentes ao mesmo tempo, e em forma tridimensional, que avalia 3 dimensões ao mesmo tempo, sendo mais moderno e credível.

Como se preparar

O ecocardiograma é um procedimento simples e que não necessita de preparo, com exceção do ecocardiograma transesofágico, em que é recomendado que a pessoa não coma cerca de 3 horas antes do exame.

Como é feito o ecocardiograma

O ecocardiograma é normalmente feito no consultório do cardiologista ou em uma clínica de exames de imagem, e dura de 15 a 20 minutos. Basta a pessoa deitar na maca de barriga para cima ou de sobre o lado esquerdo, e retirar ou subir a camisa. 

Em seguida, o médico aplica um pouco de gel sobre a região do peito em que está localizado o coração e desliza o equipamento de ultrassom que gera imagens para um computador, de vários ângulos diferentes. 

Durante o exame, o médico pode pedir que a pessoa mude de posição ou que realize movimentos respiratórios específicos para que seja possível ter um resultado mais preciso. Após o ecocardiograma a pessoa pode voltar à sua rotina normalmente.

Quem não deve fazer

Não existe nenhuma contraindicação para a realização deste exame, que pode ser feito até mesmo em bebês e crianças, sendo também indicada a sua realização por atletas amadores e profissionais e pessoas sedentárias que irão começar a praticar atividade física.

No entanto, o ecocardiograma transesofágico não é indicado nos casos de estreitamento do esôfago, tumores, sangramento gastrointestinal agudo ou divertículos.

Já o ecocardiograma de estresse não deve ser feito nos casos de infarto recente, estreitamento da aorta com sintomas graves, exacerbação da insuficiência cardíaca, arritmias não controladas, angina instável não estabilizada ou pericardite aguda, por exemplo.



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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar

O estresse é uma resposta física e emocional do corpo a situações desafiadoras, podendo causar sintomas como dor muscular, alteração do apetite, dor de cabeça, dor no estômago e aumento dos batimentos do coração.

Também conhecido como estresse emocional, o estresse pode ser provocado por fatores como importantes acontecimentos ou mudanças na vida, problemas financeiros, gravidez, luto e problemas de saúde, por exemplo.

Algumas medidas que ajudam a aliviar o estresse incluem a realização de sessões de psicoterapia, praticar atividades físicas regularmente, ter boas noites de sono e, em alguns casos, o médico poderá indicar o uso de remédios. Conheça melhor os sintomas e como aliviar o estresse no vídeo a seguir:

Sintomas de ESTRESSE: 7 Sinais que o Corpo Dá e Você Ignora

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Sintomas de estresse

Os principais sintomas emocionais e físicos de estresse são:

  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Alteração do apetite;
  • Irritação, tristeza, ansiedade e impaciência;
  • Queda de cabelo;
  • Dor de estômago e enjoo;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Dificuldade para dormir.

A pessoa com estresse também pode apresentar esquecimento, dificuldade de concentração, boca seca, cansaço, rápida perda ou ganho de peso, e problemas de pele, como acne e urticárias.

Leia também: 18 sintomas de estresse (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-estresse

Sintomas de estresse na pele

O estresse pode provocar uma reação no sistema imune, causando urticária e dermatite, e levando, assim, ao surgimento de sintomas como, coceira intensa, espinhas, vermelhidão, descamação e ardência na pele.

O estresse também pode causar o surgimento de manchas roxas no corpo em pessoas com púrpura psicogênica, uma condição rara que causa o surgimento de manchas dolorosas na pele, não provocadas por lesões.

Leia também: Manchas roxas no corpo: 11 principais causas (e como tratar) tuasaude.com/manchas-roxas-no-corpo

Estresse na gravidez

O estresse leve na gravidez é normal e pode surgir devido a mudanças hormonais e no corpo da mulher, impactando na alteração do humor.

No entanto, o estresse excessivo na gravidez pode causar alteração do apetite, podendo provocar diabetes gestacional ou parto prematuro.

O estresse crônico na gravidez também pode causar pressão alta, aumentando os riscos de parto prematuro ou do bebê com baixo peso ao nascer.

Além disso, o estresse na gravidez também pode causar depressão na mulher, impactando no desenvolvimento do feto e no vínculo da mãe com o bebê após o parto.

Leia também: Estresse na gravidez: como aliviar (e riscos para o bebê) tuasaude.com/estresse-na-gravidez

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do estresse é feito pelo clínico geral, por meio dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para avaliar o risco de estresse, marque uma consulta com o clínico geral mais perto de você:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Teste online de estresse

Para saber qual o seu nível de estresse, responda às questões no teste a seguir:

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Diferença entre estresse e ansiedade

A ansiedade é uma condição caracterizada por sentimento de desconforto, preocupação ou medo, causando insônia, dificuldades de concentração, tensão muscular e irritação.

Leia também: Ansiedade: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/ansiedade

Já o estresse é uma resposta física e emocional a situações desafiadoras, como prazo de trabalho, briga com um familiar querido, discriminação ou doença, por exemplo. Pessoas com estresse apresentam sintomas como irritação, raiva, cansaço, dor muscular, problemas digestivos e dificuldades para dormir.

Tipos de estresse

Os principais tipos de estresse são:

1. Estresse pós-traumático

O estresse pós-traumático é uma síndrome psicológica onde a pessoa continua \"revivendo\" algum acontecimento traumático passado, como participar em uma guerra, assalto ou abuso sexual, por exemplo.

Os sintomas de estresse pós-traumático podem incluir lembranças intensas, pensamentos assustadores e/ou pesadelos constantes, aumento da frequência cardíaca, sentimento de culpa e evitar ir a lugares que remetem a situação traumática.

2. Estresse crônico

O estresse crônico acontece quando as situações que causam essa condição permanecem por semanas ou meses, como desemprego, excesso de trabalho ou problemas conjugais, por exemplo.

3. Estresse agudo

O estresse agudo é um tipo de estresse que acontece em um curto período de tempo, podendo ser provocado por fatores positivos ou negativos e sendo a forma mais comum.

4. Estresse agudo episódico

O estresse agudo episódico acontece quando a pessoa vivencia o estresse agudo constantemente, impedindo-a de ficar relaxada e calma

Este tipo de estresse geralmente afeta pessoas que trabalham em profissões, como profissionais de saúde, de educação e de segurança pública.

5. Estresse laboral

O estresse laboral é uma resposta física e emocional que acontece quando as demandas do trabalho superam a capacidade da pessoa para realizá-las. Esse tipo de estresse pode surgir por várias razões, como alta carga de trabalho, falta de controle sobre as tarefas, relações laborais tensas, pressão para cumprir prazos ou falta de apoio.

O estresse laboral pode causar sintomas físicos, como fadiga, dor de cabeça e problemas de sono, assim como sintomas emocionais, como ansiedade, irritabilidade e dificuldade para se concentrar.

Possíveis causas

Algumas das possíveis causas do estresse incluem:

  • Grandes acontecimentos ou mudanças na vida;
  • Relacionamentos;
  • Solidão;
  • Insegurança financeira;
  • Problemas de saúde;
  • Luto;
  • Gravidez;
  • Discriminação;
  • Problemas no trabalho.

O estresse pode ser causado por situações positivas ou negativas na vida, devido ao acúmulo de vários pequenos acontecimentos ou de somente um grande.

Leia também: 8 principais causas do estresse (e como aliviar) tuasaude.com/causas-do-estresse

Como aliviar o estresse

Algumas medidas para aliviar o estresse são:

1. Remédio para estresse

Em casos de transtorno pós traumático ou estresse crônico, o médico pode indicar o uso de remédios como sertralina, paroxetina e propranolol.

2. Psicoterapia

Sessões de psicoterapia individuais ou em grupo, podem ser indicadas pelo médico para ajudar a pessoa a lidar com o estresse.

Alguns dos tipos de psicoterapia que podem ser recomendados são: terapia cognitiva comportamental, psicanálise e terapia dialética comportamental.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

3. Calmantes naturais

Alguns calmantes naturais, como passiflora, valeriana, erva-de-são-joão e camomila, são boas opções para ajudar a combater o estresse.

Essas plantas medicinais têm propriedades sedativas que ajudam a acalmar a mente e favorecer o sono, deixando a pessoa mais calma, serena e tranquila.

Leia também: 7 calmantes naturais (para ansiedade, insônia e nervosismo) tuasaude.com/calmante-natural

4. Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida, como praticar atividades físicas pelo menos 3 vezes na semana, ter boas noites de sono, praticar meditação e/ou yoga, manter uma alimentação saudável, são formas de ajudar a combater o estresse.

Além disso, fazer sauna, seja seca, úmida ou infravermelho, também é uma boa forma de promover o relaxamento, ajudando a diminuir o estresse. Veja como fazer a sauna.

O que o estresse pode causar

O estresse crônico pode causar situações como:

  • AVC;
  • Infarto;
  • Pressão alta;
  • Depressão;
  • Enxaqueca;
  • Redução da libido;
  • Disfunção erétil.

Além disso, o estresse crônico pode piorar quadros de doença já existentes ou levar ao consumo de substâncias como álcool, cigarro ou drogas ilícitas.

Dúvidas comuns sobre o estresse

Algumas dúvidas comuns sobre o estresse são:

1. Qual o hormônio do estresse?

O cortisol é conhecido como hormônio do estresse, pois o corpo o libera em grandes quantidades em situações estressantes, ajudando a fornecer energia ao corpo para lidar com desafios prolongados ou extremos.

No entanto, os hormônios adrenalina e a noradrenalina também estão envolvidos no estresse.

Leia também: Cortisol: o que é, para que serve e sintomas de cortisol alto e baixo tuasaude.com/cortisol

2. Estresse atrasa a menstruação?

Sim, o estresse pode atrasar a menstruação, já que o excesso de cortisol liberado atrapalha a ação entre o hipotálamo, a hipófise e o ovário, impedindo os ciclos menstruais ou deixando-os irregulares.

Além disso, o estresse também pode aumentar as dores e mudar o tempo de duração da menstruação.

3. Estresse provoca gosto amargo na boca?

O estresse pode provocar gosto amargo na boca, pois durante essa situação a boca pode ficar mais seca, alterando na composição da saliva e levando ao surgimento de boca amarga.

Leia também: 19 causas de gosto amargo na boca (e o que fazer) tuasaude.com/gosto-amargo-na-boca

4. Estresse causa pressão alta?

Sim, o estresse crônico pode causar pressão alta, aumentando o risco de hipertensão, infarto ou derrame. Isso acontece porque o estresse causa um aumento na frequência cardíaca e contrações mais fortes do músculo do coração, devido à elevação dos hormônios do estresse.

5. Estresse emagrece ou engorda?

O estresse pode emagrecer ou engordar, porque essa condição pode diminuir o apetite ou provocar fome excessiva, impactando na quantidade de alimentos ingeridos ao longo do dia.



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Vila Nova Star avança com robótica em cirurgias ortopédicas

O Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, acaba de ampliar seu parque tecnológico com a incorporação da mais recente versão do sistema Mako SmartRobotics™.

O sistema Mako SmartRobotics™ é uma tecnologia assistida por braço robótico voltada para cirurgias ortopédicas de substituição articular.

Com o investimento, o hospital, localizado na zona sul de São Paulo, passa a ser o primeiro do Brasil a reunir, em uma única instituição, as três aplicações da plataforma em sua versão mais atual: prótese total de quadril, prótese total de joelho e prótese parcial de joelho, esta última um importante avanço para pacientes cuja artrose acomete apenas parte da articulação.

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Benefícios da tecnologia

Um dos principais atributos da plataforma é o planejamento personalizado da cirurgia. Antes do procedimento, o paciente realiza uma tomografia computadorizada específica que permite a construção de um modelo tridimensional da articulação. Com essas informações, o cirurgião consegue simular virtualmente a cirurgia, definir com precisão milimétrica o posicionamento dos implantes e realizar ajustes antes mesmo da entrada no centro cirúrgico.

Durante o procedimento, a tecnologia háptica auxilia a execução desse planejamento, contribuindo para maior preservação óssea e dos tecidos, além de possibilitar procedimentos menos invasivos e uma recuperação potencialmente mais rápida.

“O destaque é o uso dessa tecnologia para próteses parciais. Quando o desgaste atinge apenas uma parte do joelho, conseguimos realizar uma intervenção muito menor e mais preservadora, acelerando o retorno do paciente às suas atividades e propiciando uma sensação de maior naturalidade ao joelho”, ressalta Marco Demange, ortopedista especialista em joelho do Hospital Vila Nova Star.

A incorporação do sistema amplia a estrutura tecnológica do hospital para procedimentos ortopédicos de alta complexidade e fortalece seu posicionamento como um dos principais centros privados do país dedicados à inovação em cirurgia ortopédica.

“Essa tecnologia representa um novo padrão de cuidado em alta complexidade. Mais do que adquirir um equipamento de última geração, estamos ampliando nossa capacidade de oferecer medicina de precisão e consolidando o hospital como referência nacional em inovação aplicada à ortopedia”, afirma Daniel Favarão Del Negro, diretor-geral do Hospital Vila Nova Star.

Alta complexidade com tecnologia de última geração

A Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina, conta com um amplo parque de cirurgia robótica, com 42 plataformas robóticas distribuídas em hospitais de alta complexidade nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Paraíba, Paraná e no Distrito Federal.

A estrutura reúne 33 sistemas da Vinci, 4 robôs ortopédicos (VELYS™ e Mako™) e 5 plataformas ROSA Knee, ampliando a capacidade de realizar procedimentos minimamente invasivos com precisão, segurança e qualidade assistencial em diferentes especialidades cirúrgicas.

No Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, esse investimento em tecnologia se destaca pela concentração de equipamentos de cirurgia robótica na Rede D’Or.

A unidade reúne três robôs cirúrgicos da Vinci Xi, um sistema Mako™ e um sistema VELYS™. Referência da Rede D’Or em medicina de alta complexidade, o hospital integra tecnologia de última geração, equipes especializadas e protocolos assistenciais padronizados, fortalecendo sua atuação em procedimentos cirúrgicos de maior complexidade.



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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Febre do Nilo: o que é, sintomas e tratamento

A febre do Nilo, também conhecida como doença do Nilo Ocidental, é uma infecção causada pela picada do mosquito do gênero Culex infectado pelo vírus do Nilo Ocidental.

Os sintomas da febre do Nilo normalmente surgem 14 dias após a picada do mosquito infectado e podem variar desde uma febre passageira até meningite, em que o vírus atinge e inflama a membrana que envolve o cérebro e a medula, podendo nesses casos surgir dor muscular, dor cabeça e rigidez no pescoço.

Apesar de ser pouco frequente, a febre do Nilo acontece mais facilmente em idosos, porque possuem o sistema imunológico mais fragilizado, o que torna mais fácil a infecção e o desenvolvimento dos sintomas da doença.

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Principais sintomas

Os principais sintomas são:

  • Febre e mal-estar geral;
  • Tontura;
  • Grande perda de peso;
  • Diarreia;
  • Náusea e vômitos;
  • Dor nos olhos, na cabeça, nos músculos e/ ou nas articulações;
  • Manchas vermelhas na pele com bolhinhas, em alguns casos;
  • Cansaço excessivo e fraqueza muscular.

A maioria dos casos de febre do Nilo não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas significativos, no entanto quando a pessoa possui o sistema imunológico mais fragilizado, como é o caso de crianças, idosos, grávidas ou pessoas com doenças crônicas, é possível notar o aparecimento de sintomas até 14 dias após a infecção com o vírus.

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Em casos mais graves, quando a doença não é identificada e tratada, ou quando a pessoa possui o sistema imunológico muito comprometido, é possível que o vírus atinja o sistema nervoso e leve a complicações graves como encefalite, poliomielite ou meningite, principalmente, que é caracterizada pela rigidez na nuca. Saiba reconhecer os sintomas de meningite.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da febre do Nilo é feito pelo clínico geral ou pelo infectologista através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, além do resultado de exames de sangue, principalmente o sorológico, que tem como objetivo identificar a presença de antígenos e anticorpos contra o vírus.

Além disso, é recomendado pelo médico a realização de hemograma, em que normalmente é observado diminuição do número de linfócitos e hemoglobina, além de dosagem da proteína C reativa (PCR) e avaliação do LCR, principalmente se houver suspeita de meningite.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para avaliar o risco de ter febre do Nilo:

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Dependendo dos sintomas, o médico pode indicar a realização de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliar a gravidade da doença.

Como é feito o tratamento

Ainda não existe vacina ou tratamento especifico para tratar a febre do Nilo ou para eliminar eficazmente o vírus do corpo, e por isso o tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas relacionados com a doença. Para isso podem ser utilizados alguns remédios, como Paracetamol ou Metoclopramida, por exemplo, que devem ser tomados de acordo com a recomendação do médico.

Nos casos mais graves pode ainda ser necessário o internamento, para que seja feito o acompanhamento adequado e seja realizado tratamento com soro na veia para hidratar, podendo também ser necessária a utilização de máquinas para ajudar a pessoa a respirar.



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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a sintomas como inchaço e mudança de cor dos dedos, dor nas articulações e ferida nos dedos.

Além da pele, a doença também pode afetar órgãos, como pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal. Nesses casos, podem surgir sintomas como falta de ar, alterações na pressão arterial, dificuldade para engolir e mudanças no trânsito intestinal.

O tratamento é indicado pelo reumatologista e varia conforme os sintomas e órgãos comprometidos, podendo incluir medicamentos, fisioterapia e cuidados diários para controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações.

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Sintomas de esclerose sistêmica

Os principais sintomas da esclerose sistêmica incluem:

  • Pele espessada, endurecida e rígida;
  • Inchaço dos dedos das mãos e dos pés;
  • Mudança na cor dos dedos em resposta ao frio ou estresse, chamada de fenômeno de Raynaud;
  • Dor e rigidez nas articulações;
  • Feridas ou úlceras nos dedos;
  • Azia, refluxo e dificuldade para engolir;
  • Falta de ar e tosse.

Nas fases iniciais, as alterações na pele podem ser mais evidentes, também com alterações na coloração da pele, principalmente nos dedos, mãos e ao redor da boca. 

Também pode ocorrer dificuldade para movimentar as mãos, abrir completamente a boca ou, em casos mais avançados, andar e realizar outros movimentos.

A esclerose sistêmica também pode causar dor ou fraqueza muscular, queda de cabelo, coceira e ressecamento da pele.

No sistema digestivo, pode surgir sensação de barriga inchada após as refeições, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, além de dificuldade para engolir e refluxo.

Esclerose sistêmica é grave?

A esclerose sistêmica pode ser grave, principalmente quando afeta órgãos internos, como pulmões, coração e rins, podendo levar a complicações como doença pulmonar intersticial, hipertensão arterial pulmonar e crise renal esclerodérmica.

Entretanto, em alguns casos, a doença permanece principalmente limitada à pele, causando manifestações mais controláveis e menor risco de complicações nos órgãos internos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose sistêmica é feito pelo reumatologista, principalmente a partir dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, avaliando alterações como espessamento e endurecimento da pele.

Para uma avaliação, marque consulta com o reumatologista mais próximo da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para pesquisar autoanticorpos, como anticentrômero, anti-Scl-70 e anti-RNA polimerase III, além de capilaroscopia periungueal. 

Dependendo dos sintomas, também podem ser indicados exames para avaliar os órgãos, como provas de função pulmonar, tomografia de tórax e ecocardiograma.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar uma biópsia da pele para ajudar a diferenciar a esclerose sistêmica de outras doenças que causam alterações semelhantes na pele. Saiba quando é indicada a biópsia da pele.

Tipos de esclerose sistêmica

A esclerose sistêmica pode ser classificada de acordo com a parte do corpo afetada e gravidade dos sintomas, e inclui:

1. Esclerose sistêmica cutânea limitada

A esclerose sistêmica cutânea limitada causa espessamento e endurecimento da pele principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e face, sem atingir de forma extensa o tronco. 

O fenômeno de Raynaud é frequente e pode aparecer anos antes das alterações na pele.

Essa forma tende a apresentar evolução mais lenta, mas também pode afetar órgãos internos. Entre as complicações mais importantes estão a hipertensão arterial pulmonar e alterações no esôfago e no trato gastrointestinal.

2. Esclerose sistêmica cutânea difusa

A esclerose sistêmica cutânea difusa provoca espessamento da pele que pode se estender para braços, pernas, tronco e outras áreas do corpo. 

Em geral, apresenta evolução mais rápida e maior risco de comprometimento de órgãos internos, principalmente os pulmões, coração e rins, aumentando o risco de complicações como doença pulmonar intersticial e crise renal esclerodérmica. 

Por isso, requer acompanhamento regular para identificar precocemente possíveis alterações nos órgãos.

3. Esclerose sistêmica sine esclerodermia

A esclerose sistêmica sine esclerodermia é uma forma rara da doença em que há comprometimento de órgãos internos e outras manifestações características da esclerose sistêmica, mas sem o endurecimento e espessamento da pele. 

Como as alterações na pele estão ausentes, o diagnóstico pode ser mais desafiador e depende da avaliação dos sintomas, autoanticorpos e exames que identificam o comprometimento dos órgãos.

O que causa

A causa exata da esclerose sistêmica não é totalmente esclarecida, no entanto, ocorre devido a uma ativação do sistema imunológico, resultando no aumento da produção de colágeno pelo organismo, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da esclerose sistêmica, como:

  • Histórico familiar de esclerose sistêmica;
  • Quimioterapia ou radioterapia;
  • Exposição ao pó de sílica;
  • Exposição a solventes orgânicos, como benzeno, epóxi, tricloroetileno ou cloreto de vinila.

Além disso, a esclerose sistêmica é mais comum de ocorrer em mulheres dos 30 aos 50 anos, sendo mais rara de surgir em idosos e crianças.

Tratamento da esclerose sistêmica

O tratamento da esclerose sistêmica deve ser feito com orientação do reumatologista e pode incluir:

1. Medicamentos

Alguns dos medicamentos utilizados no tratamento da esclerose sistêmica incluem:

  • Vasodilatadores, como nifedipina, que melhoram a circulação e ajudam a reduzir as crises do fenômeno de Raynaud;
  • Imunossupressores, como micofenolato, metotrexato ou ciclofosfamida, que reduzem a atividade do sistema imunológico e podem ser usados quando há comprometimento da pele ou dos pulmões;
  • Imunomoduladores, como rituximabe ou tocilizumabe, indicados em alguns casos para controlar manifestações da doença, principalmente cutâneas ou pulmonares;
  • Antifibróticos, como nintedanibe, que podem retardar a progressão da fibrose pulmonar em casos de doença pulmonar intersticial;
  • Corticoides, como prednisona, que podem ser usados em algumas manifestações inflamatórias, mas devem ser prescritos com cautela devido ao risco de crise renal esclerodérmica.

Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, podem ser utilizados para aliviar dores articulares e musculares, mas atuam apenas sobre os sintomas e não controlam a causa da doença.

Para sintomas digestivos, podem ser utilizados medicamentos para reduzir o refluxo e melhorar o funcionamento do trato gastrointestinal, como omeprazol, pantoprazol e domperidona.

2. Fisioterapia

A fisioterapia pode ajudar a manter a mobilidade das articulações, reduzir a rigidez e preservar a força muscular, principalmente quando há espessamento da pele e dificuldade para movimentar as mãos. 

A fisioterapia pode incluir alongamentos, exercícios de mobilidade articular, fortalecimento muscular e exercícios respiratórios, conforme as necessidades de cada pessoa.

3. Cuidados no dia a dia

Alguns cuidados podem ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações, como proteger as mãos e os pés do frio, não fumar, manter a pele hidratada e cuidar adequadamente de feridas ou úlceras. 

Também é importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os pulmões, coração e rins e identificar possíveis complicações precocemente.

Esclerose sistêmica tem cura?

A esclerose sistêmica não tem, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Os medicamentos e outros cuidados ajudam a reduzir os sintomas, controlar a progressão da doença e prevenir ou tratar complicações. 

Por isso, o acompanhamento regular com o reumatologista é importante para monitorar a doença e ajustar o tratamento conforme necessário.



source https://www.tuasaude.com/esclerose-sistemica/

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