quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Gripe Espanhola: o que foi, sintomas, tratamento e prevenção

A gripe Espanhola foi uma pandemia provocada pelo vírus influenza entre os anos de 1918 e 1920, durante a primeira guerra mundial, levando ao óbito mais de 50 milhões de pessoas, afetando toda a população mundial.

Inicialmente, a gripe Espanhola surgiu apenas na Europa e nos Estados Unidos, mas em poucos meses se espalhou pelo resto do mundo, afetando a Índia, o Sudeste Asiático, o Japão, a China, a América Central e a América do Sul, incluindo o Brasil.

A gripe Espanhola não tinha cura, mas a doença desapareceu entre o final de 1919 e início de 1920, não tendo sido registrados mais casos da doença desde essa época.

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Sintomas da gripe Espanhola

Os principais sintomas da gripe Espanhola eram:

  • Febre de início súbito, acima de 38º;
  • Calafrios;
  • Dor muscular e nas articulações;
  • Dor de cabeça intensa e dor no corpo;
  • Tosse seca e dor de garganta;
  • Nariz entupido;
  • Inflamação da laringe, faringe, traqueia e brônquios;
  • Cansaço excessivo e mal-estar geral.

Durante a primeira onda da gripe Espanhola, esses sintomas melhoravam após vários dias e o número de óbitos foi baixo.

Já na segunda onda, os sintomas da gripe espanhola foram mais intensos e evoluíam rapidamente, onde a pessoa podia apresentar manchas marrons no rosto, pele azulada, tosse com sangue e sangramentos pelo nariz e orelhas.

O vírus também levava ao desenvolvimento de complicações como líquido nos pulmões, pneumonia ou edema pulmonar, resultando em óbito por sufocamento, em horas ou dias após o início da infecção.

Possíveis causas

A gripe Espanhola foi causada por uma mutação aleatória no vírus da gripe, influenza A, que deu origem ao vírus H1N1.

Leia também: H1N1: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/h1n1

Análises realizadas décadas depois em amostras preservadas de vítimas da gripe Espanhola confirmaram que se tratava de um vírus com genes de origem aviária, adaptado para infectar humanos.

As condições sanitárias e sociais da época desempenharam um papel significativo na gravidade da pandemia.

Além disso, a superlotação em acampamentos militares, a movimentação massiva de tropas e refugiados durante a Primeira Guerra Mundial e a desnutrição generalizada devido à escassez de alimentos, contribuíram para a propagação da doença e suas complicações.

Apesar de ser conhecida como gripe Espanhola, essa gripe não se originou na Espanha. A doença recebeu esse nome, pois os jornais espanhóis foram um dos primeiros a noticiar abertamente a gravidade desta doença, o que levou a opinião pública internacional a associar a pandemia à Espanha.

Gripe Espanhola no Brasil

A gripe Espanhola chegou no Brasil em setembro de 1918, propagada a bordo de um navio inglês, que fez escalas em Recife, Salvador e Rio de Janeiro, espalhando a infecção inicialmente nestes estados.

Em seguida, a gripe Espanhola atingiu São Paulo, Porto Alegre e o interior do Brasil, e em novembro de 1918 todo o país já enfrentava a epidemia.

Como acontecia a transmissão

O vírus da gripe Espanhola era transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato direto com gotículas respiratórias expelidas pela tosse ou espirro, e também pelo ar em ambientes fechados.

Os sistemas de saúde de muitos países, que estavam fragilizados devido à duração da guerra, tiveram sérias dificuldades em conter a propagação do vírus.

Como era feito o tratamento

Não foi descoberto um tratamento para a gripe Espanhola. Nesta época apenas era aconselhado repousar e manter uma alimentação e hidratação adequadas. Assim, poucos eram as pessoas que ficavam curadas, dependendo do seu sistema imune.

Como não havia vacina na época contra o vírus, o tratamento era feito para combater os sintomas e normalmente, onde o médico receitava codeína, hidrato de terpina, quinino, essência de canela e mistura de limão, alho, mel e álcool.

Além disso, os médicos também prescreviam a aspirina, um anti-inflamatório, para aliviar a dor e baixar a febre. No entanto, as doses desse remédio eram muito altas, causando intoxicação e resultando em acúmulo de líquido nos pulmões e edema pulmonar, agravando os sintomas ou levando à morte por envenenamento por aspirina.

Prevenção da gripe Espanhola

Para evitar a transmissão do vírus da gripe Espanhola, era recomendado:

  • Evitar estar em lugares públicos com muita gente, principalmente à noite;
  • Evitar fazer visitas a amigos e familiares, por exemplo;
  • Inalar vaselina mentolada;
  • Fazer gargarejos com água oxigenada ou fenosalil;
  • Fazer limpezas regulares na boca e nariz;
  • Evitar fadiga e cansaço físico excessivo;
  • Evitar abraços, beijos e apertos de mão.

Hoje em dia, a melhor forma de prevenir a gripe é por meio da vacinação anual, uma vez que os vírus sofrem mutações aleatórias ao longo do ano para poderem sobreviver.

Além da vacina, existem também os antibióticos, que surgiram em 1928, que podem ser receitados pelo médico para evitar a ocorrência de infecções bacterianas devido à gripe.

É importante, também, evitar ambientes muito cheios, pois o vírus da gripe pode passar de pessoa para pessoa facilmente.

Leia também: Prevenção da gripe: 7 atitudes simples para se proteger tuasaude.com/como-evitar-a-gripe

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Cabelos danificados: 9 dicas do que fazer para recuperar

Os cabelos danificados podem surgir devido aos efeitos do uso de produtos químicos como alisamentos, descolorações e tinturas, ou por danos provocados por escovações, chapinhas ou poluição do ar.

Para recuperar cabelos danificados, é importante escolher produtos adequados ao fio e combinar tratamentos que hidratam, nutrem e fortalecem a fibra capilar. Quando necessário, pode-se incluir cauterização e seguir um cronograma capilar.

Também é recomendado adotar cuidados durante a lavagem, evitar o uso excessivo de calor nos fios e manter uma alimentação rica em nutrientes, como proteínas, vitaminas e minerais, que ajudam a fortalecer e recuperar a saúde do cabelo.

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Algumas dicas para recuperar os cabelos danificados são:

1. Escolher o produto ideal

É importante escolher os produtos adequados para cada tipo de cabelo, como:

  • Cabelos crespos: costumam ser cabelos mais ressecados, pois a hidratação natural dos fios têm maior dificuldade para chegar às pontas, além de serem fios mais finos. São recomendados produtos com propriedades hidratantes, à base de queratina, elastina ou quinoa;
  • Cabelos cacheados: o uso de máscaras com propriedades hidratantes são indicados para os cabelos cacheados, principalmente os que contêm pantenol, manteiga de karité, além de óleos, como de oliva ou argan;
  • Cabelos quimicamente tratados: fios que passaram por alisamentos, escovas progressivas e tratamentos semelhantes devem usar produtos que ajudam na recuperação dos fios e que sejam formulados para este tipo de cabelo, com efeitos reconstrutores. Também é recomendado o uso de silicone e de produtos protetores para o calor da chapinha ou secador;
  • Cabelos descoloridos: cabelos que passam por clareamento ou luzes acabam se tornando muito danificados, sendo indicado o uso de produtos hidratantes e reconstrutores, de preferência feitos para cabelos loiros, como a base de camomila ou específicos para evitar o efeito amarelado.

Além disso, pessoas que têm os cabelos danificados pelo uso excessivo de secador ou chapinha, devem usar produtos com efeito hidratante e reconstrutor, sendo essencial também utilizar protetor térmico antes do uso do calor.

Leia também: Protetor térmico para cabelo: para que serve, como usar (e qual o melhor) tuasaude.com/protetor-termico-para-cabelo

2. Hidratação capilar

A hidratação é o tratamento essencial quando o cabelo está ressecado, áspero ou sem brilho, com o objetivo principal de devolver água e umidade aos fios, que ajudam a manter a cutícula mais fechada e o cabelo mais maleável.

Máscaras hidratantes geralmente contêm ingredientes que atraem água para dentro da fibra capilar, como glicerina, pantenol ou manteigas vegetais.

A hidratação é ideal para cabelos que estão danificados devido ao uso de secadores, sol, vento ou lavagens frequentes, mas que ainda não perderam muita da sua estrutura interna.

Leia também: 6 dicas para hidratar o cabelo ressecado tuasaude.com/5-dicas-para-hidratar-o-cabelo

A hidratação deve ser realizada uma a duas vezes por semana para pessoas que lavam o cabelo até três vezes por semana. Já quem lava os fios diariamente pode acrescentar mais um dia de hidratação na rotina.

Além disso, existem receitas de hidratantes capilares caseiros, que são eficazes e naturais, como a máscara de abacate com mel ou com cenoura e amêndoas, por exemplo. Confira algumas máscaras caseiras para cada tipo de cabelo.

3. Nutrição dos fios

A nutrição dos fios serve para repor óleos naturais que o cabelo perde com agressões como processos químicos e calor.

Esses óleos são importantes para manter a elasticidade e reduzir o frizz, como óleo de coco, óleo de ojon, óleo de argan ou manteiga de karité, que ajudam a selar as cutículas e proteger os fios contra quebras.

Leia também: Óleo de ojon: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/oleo-de-ojon

A nutrição geralmente é feita uma vez por semana. Essa frequência pode ser ajustada para até 2 vezes por semana apenas em casos de cabelos muito danificados, ou alternada a cada 15 dias com outros tratamentos.

4. Cauterização capilar

A cauterização capilar é um tratamento mais profundo indicado para cabelos que estão danificados, quebradiços, frágeis ou com cutículas abertas.

Neste processo se usa queratina e calor, como do secador ou da prancha, para fechar as cutículas e selar os nutrientes dentro do fio de cabelo.

A cauterização reduz o frizz, aumenta o brilho e dá suavidade ao cabelo, ao mesmo tempo em que fortalece a fibra capilar. Ao contrário da hidratação, a cauterização atua mais intensamente no interior dos fios e não apenas na superfície.

Leia também: Cauterização capilar: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/cauterizacao-capilar

Porém, ela deve ser usada quando o cabelo realmente precisa de reconstrução, já que quando o cabelo não está muito danificado pode deixá-lo endurecido.

A cauterização também pode ser feita em casa com o uso de kits específicos de cauterização, encontrados em farmácias, drogarias ou lojas de cosméticos, sendo necessário ainda o auxílio de um secador de cabelos e uma chapinha. Saiba o passo a passo de como realizar a cauterização em casa.

5. Cronograma capilar

O cronograma capilar é uma rotina de cuidados que ajuda na recuperação dos cabelos danificados.

Neste tratamento, programa-se uma agenda de cuidados, que alterna entre períodos de hidratação, nutrição e reconstrução ou cauterização, durante um período que pode durar até 6 meses. Entenda como fazer o cronograma capilar

6. Ter cuidados durante a lavagem

Durante a lavagem dos cabelos deve-se:

  • Lavar o cabelo de forma cuidadosa, evitando puxar ou esfregar os fios com força para não causar quebra;
  • Preferir lavar o cabelo durante o dia, pois dormir com o couro cabeludo molhado aumenta a umidade, favorecendo o surgimento de caspa e a quebra dos fios;
  • Usar água morna ou fria, já que água muito quente remove a camada de gordura natural que protege os fios, deixando-os mais fracos e quebradiços.

Também é recomendado massagear suavemente o couro cabeludo com as pontas dos dedos para estimular a circulação e secar os fios com delicadeza, apertando levemente com a toalha em vez de esfregar. Confira como lavar os cabelos corretamente.

7. Umectação capilar

A umectação é indicada para cabelos danificados, especialmente quando estão quebradiços ou opacos, ajudando a fortalecer a fibra capilar, reduzir o frizz e melhorar o brilho e a maciez.

Esse tratamento consiste em aplicar óleos vegetais puros, como óleo de coco, argan, rícino ou abacate, nos fios, deixando agir por algumas horas ou durante a noite, e depois lavar normalmente. Entenda melhor como realizar a umectação.

Além disso, é possível adicionar algumas gotas de óleo puro à máscara capilar para potencializar a hidratação, ou aplicar uma pequena quantidade nas pontas dos fios como finalizador.

8. Evitar chapinhas e secadores

O calor gerado por esses procedimentos danifica os fios, portanto devem ser evitados por quem quer melhorar a saúde dos cabelos.

Caso não seja possível evitar, deve-se preferir alisar com secadores, mantendo uma distância de 30 cm dos fios. As chapinhas devem ser, de preferência, feitas a base de cerâmica, pois controlam melhor a temperatura.

9. Cuidar da alimentação

Uma alimentação equilibrada é fundamental para a recuperação de cabelos danificados, sendo importante a presença de:

  • Proteínas, presentes em carnes, leite e ovos;
  • Ômega 3, encontrado em salmão, sardinha, sementes de chia e linhaça;
  • Vitamina A, presente em cenoura, batata-doce, abóbora e espinafre;
  • Ferro e zinco, presentes em nozes, sementes, vegetais de folhas verdes e leguminosas. Conheça os alimentos que ajudam a fortalecer os cabelos.

A hidratação também é essencial para a saúde dos cabelos, pois repõe a água e a umidade natural dos fios, sem o consumo de água adequado os cabelos ficam secos, quebradiços e mais propensos a danos.



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Óleo de ojon: para que serve, como usar (e efeitos colaterais)

O óleo de ojon é um óleo vegetal obtido da palmeira Elaeis oleifera, sendo usado principalmente em produtos para melhorar a hidratação da pele e do couro cabeludo.

Por ser rico em ácidos oleico e linoleico, e antioxidantes como carotenoides e tocotrienóis, o óleo de ojon possui propriedades emolientes e hidratantes.

No entanto, o óleo de ojon deve ser usado com cautela, pois os óleos vegetais podem causar reações cutâneas em algumas pessoas. Caso ocorra alguma reação ou em casos de dúvida, é importante sempre consultar o dermatologista ou clínico geral.

Leia também: Óleo vegetal: o que é, tipos, para que serve (e como usar) tuasaude.com/oleo-vegetal
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Benefícios do óleo de ojon

Os benefícios do óleo de ojon incluem:

  • Hidratação da pele seca;
  • Fornecimento de gorduras para o couro cabeludo;
  • Melhora da aparência de cabelos opacos ou quebradiços;
  • Ação antioxidante.

O óleo de ojon é usado principalmente em cuidados cosméticos por sua capacidade de hidratar e amaciar a pele e o cabelo.

Esses efeitos são explicados por sua composição química, pois este óleo contém ácidos graxos que ajudam a manter a barreira cutânea e compostos antioxidantes que protegem contra danos oxidativos.

Como usar

A forma de usar o óleo de ojon depende do objetivo cosmético, embora as informações disponíveis em produtos comerciais sejam principalmente do uso tópico.

Os usos mais comuns incluem:

  • Aplicação direta de algumas gotas no couro cabeludo
  • Uso pequenas quantidades nos fios de cabelos;
  • Aplicação em áreas ressecadas da pele.

Alguns produtos registrados recomendam aplicar algumas gotas na área desejada e massagear por alguns minutos até a absorção completa.

O uso do óleo de ojon deve ser estritamente tópico. Isso porque não existem dados científicos suficientes para comprovar a segurança na sua ingestão e, por isso, não é recomendado para esse fim.

Óleo de ojon no cabelo

O óleo de ojon no cabelo pode ser usado para ajudar no tratamento da queda dos fios, sendo indicado aplicar algumas gotas no couro cabeludo limpo e seco.

É aconselhado aplicar este óleo 2 vezes ao dia, massageando com as pontas dos dedos por 2 a 3 minutos.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais do óleo de ojon estão principalmente relacionados a reações cutâneas, similares a outros óleos vegetais usados ​​para fins cosméticos.

Os principais efeitos colaterais podem incluir irritação da pele, vermelhidão, coceira ou queimação e dermatite de contato.

Esses efeitos podem surgir principalmente em pessoas com pele sensível ou histórico de alergias a produtos cosméticos.

Quem não pode usar

As principais contraindicações para o óleo de batana incluem:

  • Uso em pele irritada, inflamada ou infectada;
  • Aplicação próxima aos olhos;
  • Uso por pessoas com alergia conhecida a óleos vegetais ou cosméticos;
  • Gravidez ou amamentação, sem orientação médica.

Além disso, produtos cosméticos podem conter substâncias capazes de causar irritação ou reações alérgicas.

Por isso, se surgirem sintomas como vermelhidão, coceira, queimação ou desconforto na pele, recomenda-se interromper o uso e procurar orientação médica.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dor no joelho: 11 causas comuns (e o que fazer)

A dor no joelho pode surgir devido ao desgaste da articulação, ao excesso de peso ou às lesões esportivas, como aquelas que podem acontecer no jogo de futebol ou durante uma corrida, por exemplo.

Porém, quando a dor no joelho impede o caminhar ou piora ao longo do tempo, pode ser sinal de um problema mais grave, como rompimento dos ligamentos, osteoartrite ou cisto de Baker.

É importante que o ortopedista especialista em joelho seja consultado quando a dor não passa, piora ao longo do tempo e/ou causa dificuldade para andar.

Leia também: Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento) tuasaude.com/dor-no-joelho-em-repouso

O que pode ser a sua dor no joelho

Para identificar a possível causa da dor no joelho, responda às questões a seguir:

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Este teste é apenas uma ferramenta para ajudar a identificar as possíveis causas da dor no joelho. Por isso, não deve substituir a consulta com o ortopedista.

11 causas comuns de dor no joelho

A principais causas de dor no joelho são:

1. Lesão por trauma

A lesão por trauma no joelho pode ocorrer por um tombo, contusão, pancada, torção no joelho ou fratura, por exemplo. Nestes casos, a dor pode surgir em todo o joelho ou em regiões específicas de acordo com o local da lesão.

O que fazer: no caso de lesões leves, sem fratura, pode-se fazer repouso e usar compressa de gelo por 2 a 3 vezes ao dia durante 15 minutos.

No entanto, em casos mais graves, como fratura, deve-se procurar ajuda médica imediatamente para iniciar o tratamento mais adequado.

A fisioterapia também pode ser recomendada para ajudar na recuperação e aliviar a dor, mesmo em casos leves.

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2. Ruptura do ligamento

A ruptura de ligamento do joelho pode ocorrer por entorse provocada por uma pancada forte ou torção do joelho durante uma mudança súbita de direção, por exemplo. O tipo de dor geralmente indica qual ligamento foi rompido:

  • Dor lateral no joelho: pode indicar lesão nos ligamentos cruzado anterior, posterior ou ligamento coronário;
  • Dor no joelho ao esticar a perna: pode indicar rompimento do ligamento patelar;
  • Dor no joelho na parte interna: pode indicar lesão no ligamento colateral medial;
  • Dor profunda, bem no meio do joelho: pode ser lesão do ligamento cruzado anterior ou posterior.

Geralmente, quando o rompimento do ligamento é leve não é preciso nenhum tratamento específico, mas deve ser sempre avaliado por um ortopedista ou fisioterapeuta.

O que fazer: pode-se fazer compressas de gelo 3 a 4 vezes ao dia por 20 minutos durante 3 a 4 dias, repouso, uso de muletas para não sobrecarregar os joelhos, elevar a perna para evitar o inchaço e usar uma faixa elástica no joelho afetado.

Em casos mais graves, é importante procurar atendimento médico que deverá imobilizar o joelho com tala e, se necessário, fazer cirurgia. Veja outras opções de tratamento para ruptura nos ligamentos do joelho.

3. Tendinite

A tendinite é uma inflamação em um tendão do joelho e o tipo de dor varia com a localização do tendão:

  • Dor na frente do joelho: indica inflamação no tendão patelar;
  • Dor na lateral do joelho: indica inflamação no tendão iliotibial;
  • Dor na parte interna do joelho: indica inflamação nos tendões da pata de ganso.

Geralmente, um dos sintomas característicos de tendinite é a dor no joelho ao esticar a perna e é mais comum em atletas, devido ao impacto de atividades físicas como corrida, ciclismo, futebol, basquete ou tênis.

O que fazer: deve-se fazer repouso e usar uma faixa elástica no joelho afetado. Colocar compressas de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia, pode ajudar a aliviar a dor e combater a inflamação.

É importante consultar um ortopedista para melhor avaliação e tratamento com anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.

Além disso, pode-se fazer fisioterapia para fortalecimentos dos músculos do joelho e evitar desenvolver tendinite novamente. Veja outras formas de tratar a tendinite no joelho.

Leia também: 13 remedios para dor no joelho (e como usar) tuasaude.com/remedio-para-dor-no-joelho

4. Bursite

A bursite é a inflamação da bursa que é uma pequena bolsa que contém líquido e funciona como um amortecedor, além de reduzir a fricção entre os ossos, os tendões e os músculos das articulações.

Geralmente atividades como dobrar o joelho ou ajoelhar repetidamente, esportes como jiu-jitsu, futebol e voleibol, quedas ou pancadas podem causar irritação e inflamação da bursa provocando a bursite pré-patelar, que causa dor na parte superior do joelho e inchaço.

Além disso, a obesidade ou artrose podem ocasionar a bursite anserina, também chamada de bursite da pata de ganso, que causa dor no joelho na parte interna logo abaixo à articulação.

O que fazer: deve-se fazer repouso e compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. Além disso, a bursite por ser uma inflamação deve ser tratada com anti-inflamatórios por via oral como ibuprofeno ou diclofenaco, por exemplo, ou o médico pode fazer injeção de corticoide direto na bursa.

Outros tratamentos incluem fisioterapia e cirurgia. Confira exercícios que podem ser feitos para evitar a bursite no joelho.

5. Osteoartrose

A osteoartrose, ou artrose, no joelho é uma doença reumática que causa degeneração da cartilagem do joelho, diminuindo a qualidade, a quantidade e espessura dessa cartilagem, provocando dor crônica.

Esta doença pode impactar nas atividades do dia a dia por causar dor no joelho ao caminhar, ao final do dia, por ficar muito tempo de pé ou dor no joelho ao subir escada, por exemplo.

O que fazer: é importante consultar um ortopedista pois o tratamento deve ser feito com analgésicos como o paracetamol ou anti-inflamatórios como ibuprofeno ou diclofenaco.

Além disso, também são recomendadas sessões de fisioterapia e, em alguns casos, o médico pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho afetado. Veja como pode ser feita a fisioterapia para osteoartrose.

6. Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória e crônica que provoca rigidez, dor e inchaço nas articulações.

A dor no joelho ao acordar pode ser causada pela artrite reumatoide, sendo que a dor é mais intensa durante os primeiros minutos da manhã e melhora com movimento.

Além disso, a dor no joelho que surge com inchaço mas sem ter sido provocada por um trauma pode indicar artrite reumatoide.

O que fazer: pode-se usar analgésicos e anti-inflamatórios para o alívio da dor mas deve-se fazer acompanhamento com reumatologista para avaliar a evolução da doença e com fisioterapeuta para melhorar a movimentação do joelho.

Leia também: Tratamento para artrite reumatoide: remédios, fisioterapia e outros tuasaude.com/tratamento-para-artrite

7. Síndrome da banda iliotibial

A síndrome da banda iliotibial causa dor na lateral do joelho e é muito comum em praticantes de corrida, ciclistas ou outros esportes que necessitem dobrar o joelho repetidamente.

Geralmente, essa síndrome está relacionada à fraqueza e má flexibilidade muscular ou erros de treinamento com intensidades e volumes inadequados, além das condições em que se pratica o esporte como o terreno, tipo de tênis ou postura inadequada, por exemplo.

O que fazer: pode-se utilizar pomada anti-inflamatória 2 a 3 vezes ao dia ou colocar compressa gelada por 15 minutos. É importante, antes de praticar qualquer atividade física, investir em atividades de fortalecimento muscular como musculação ou alongamentos, sempre com a orientação de um educador físico.

Se a dor na lateral do joelho acontecer quando já se pratica atividade física, o ideal é consultar um ortopedista para correto diagnóstico e tratamento com anti-inflamatórios como diclofenaco ou ibuprofeno, por exemplo, além de fisioterapia para fortalecer os músculos. Saiba como curar a síndrome da banda iliotibial.

8. Lesão no menisco

A dor no joelho ao dobrar a perna, dor na parte interna do joelho, dor ao subir escada, dor ao agachar ou dor dentro do joelho, por exemplo, pode ser indicativo de lesão no menisco que é um disco que funciona como uma almofada ou amortecedor dentro do joelho.

Geralmente, as lesões no menisco são causadas por atividades físicas como judô, jiu-jitsu ou pela degeneração natural, que é o envelhecimento do menisco e que pode começar por volta dos 40 anos de idade.

O que fazer: deve-se fazer repouso e evitar atividades que movimentem muito o joelho, além de fisioterapia para fortalecer a musculatura do joelho.

Em alguns casos, o médico também pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho. Nos casos mais graves pode ser indicada a cirurgia.

9. Problemas na patela

Outras causas comuns da dor no joelho são os problemas na patela, como a condropatia patelar, que é o desgaste da articulação em volta da patela ou a condromalácia patelar, que é o amolecimento da cartilagem da patela.

Geralmente, as causas dos problemas na patela são envelhecimento, obesidade, pé chato ou esportes como corrida, por exemplo.

As lesões na patela podem causar dor no joelho ao agachar ou dor no joelho ao descer escadas, além de sensação de que o joelho está saindo do lugar.

O que fazer: para praticantes de corrida, o aconselhado é mudar de esporte temporariamente para natação ou hidroginástica até ter a musculatura do joelho fortalecida.

A fisioterapia pode ajudar no fortalecimento do joelho e após o alívio da dor, pode-se fazer musculação orientada por educador físico.

Além disso, o médico pode fazer injeção de ácido hialurônico no joelho e, nos casos mais graves, pode ser recomendada cirurgia.

10. Cisto de Baker

O cisto de Baker, ou cisto poplíteo, é um caroço que se forma atrás do joelho na articulação devido ao acúmulo de líquido e causa dor na parte de trás do joelho, inchaço, rigidez e dor ao dobrar o joelho, que pioram com atividade física.

O que fazer: deve-se fazer repouso e consultar um ortopedista para aspirar líquido do cisto ou fazer injeção de corticoide diretamente no cisto. No caso do cisto romper, o tratamento é cirúrgico. Saiba mais como tratar o cisto de Baker.

11. Síndrome de Osgood-Schlatter

A síndrome de Osgood-Schlatter é uma inflamação no tendão da patela do joelho e está relacionada ao crescimento rápido ou atividades repetitivas que causam lesões no tendão do joelho, como pular e correr, podendo ocorrer em crianças de 8 a 15 anos.

Leia também: Osgood-Schlatter: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osgood-schlatter

O que fazer: deve-se fazer repouso, limitando as atividades físicas que causam a dor. Pode-se fazer compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia ou aplicar pomadas anti-inflamatórias no local da dor. Além disso, é importante fazer acompanhamento com o ortopedista.

Alimentação para dor no joelho

Enriquecer a alimentação diária com alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como salmão, gengibre, cúrcuma, açafrão, alho macerado ou sementes de chia, ajudam a complementar o tratamento da dor no joelho e a prevenir dor em outras articulações. Saiba mais exemplos de alimentos anti-inflamatórios que deve consumir em maior quantidade em dias de dor.

Além disso, deve-se evitar alimentos muito açucarados, pois agravam a inflamação em qualquer parte do corpo.

Tratamento alternativo para dor no joelho

Normalmente, a dor no joelho pode ser tratada com anti-inflamatórios receitados pelo ortopedista, como diclofenaco ou ibuprofeno, ou cirurgia para substituição de porções danificadas do joelho.

Porém, pode ser adotado um tratamento alternativo para dor no joelho, especialmente por quem tem estômago sensível aos anti-inflamatórios e inclui:

  • Homeopatia: utilização de remédios homeopáticos, como Reumamed ou Homeoflan, receitados pelo ortopedista, para tratar a inflamação do joelho causada por artrite ou tendinite, por exemplo;
  • Acupuntura: esta técnica pode ajudar no alívio da dor no joelho relacionada a artrite, osteoartrose ou traumas, por exemplo;
  • Compressas: colocar compressas quentes com 3 gotas de óleo essencial de sálvia ou alecrim 2 vezes por dia, a partir do 3º dia de surgimento dos sintomas;
  • Repouso do joelho: consiste em enfaixar o joelho, principalmente quando é necessário permanecer muito tempo em pé.

Além disso, deve-se evitar correr ou caminhar sempre que a dor no joelho estiver presente, não pegar em peso e sentar em cadeiras altas, para não forçar os joelhos ao levantar.

O tratamento alternativo para dor no joelho não deve substituir o tratamento indicado pelo médico, uma vez que pode piorar o problema que causou a dor no joelho.

Quando ir ao médico

É importante consultar o ortopedista ou um fisioterapeuta quando:

  • A dor durar mais de 3 dias, mesmo após repouso e aplicação de compressas geladas;
  • A dor é muito intensa ao fazer atividades diárias como passar roupa de pé, levar a criança no colo, caminhar ou subir escadas;
  • O joelho não dobra ou faz barulho ao movimentar;
  • O joelho se encontra deformado;
  • Surgirem outros sintomas como febre ou formigamento;

Nestes casos, o ortopedista pode pedir um exame de raio-X ou uma ressonância magnética para fazer o diagnóstico do problema e recomendar o tratamento adequado.

Leia também: Ressonância magnética do joelho: indicação e como é feita tuasaude.com/ressonancia-magnetica-joelho

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Cisto de Baker: o que é, sintomas, causas e tratamento

Cisto de Baker é um bolsa preenchido com líquido sinovial na parte de trás do joelho, que pode causar sintomas como caroço e dor atrás do joelho, inchaço, rigidez e dificuldade de movimento.

Normalmente, o cisto de Baker no joelho surge em pessoas com histórico de pancadas ou acidentes no joelho, doenças articulares ou que fizeram sobrecarga da articulação, devido a exercícios físicos intensos, por exemplo.

O tratamento do cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo ou cisto parameniscal, é feito pelo ortopedista e pode envolver repouso, fisioterapia, uso de remédios ou até cirurgia.

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Sintomas de cisto de Baker

Os principais sintomas do cisto de Baker são:

  • Dor, desconforto ou sensação de pressão atrás do joelho;
  • Dor atrás do joelho que piora com esforços;
  • Caroço na parte de trás do joelho;
  • Dificuldade para esticar ou dobrar a perna.

Os cistos pequenos normalmente causam poucos ou nenhum sintoma, no entanto, podem aumentar de tamanho com o tempo se não forem tratados adequadamente, e levar ao surgimento dos sintomas.

Quando o cisto de Baker é muito grande pode comprimir vasos ou nervos próximos, levando ao surgimento de outros sintomas como formigamento, fraqueza ou inchaço na perna.

Leia também: Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento) tuasaude.com/dor-no-joelho-em-repouso

Cisto de Baker rompido

O cisto de Baker pode se romper caso seja muito grande ou se existir um acúmulo rápido de líquido, provocando sintomas como dor intensa, vermelhidão e inchaço na perna.

Neste caso, o inchaço ou caroço atrás do joelho tende a desaparecer e pode ocorrer a sensação de água escorrendo pela perna.

Em caso de suspeita de cisto de Baker rompido é recomendado procurar uma emergência para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento apropriado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de cisto de Baker geralmente é feito pelo ortopedista ou reumatologista através da avaliação sintomas apresentados e histórico de acidentes, pancadas no joelho e doenças articulares.

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Além disso, o médico deve fazer o exame físico e, em alguns casos, solicitar exames como ultrassom do joelho ou ressonância magnética para confirmar o diagnóstico.

Cisto de Baker é grave?

O cisto de Baker é uma condição benigna e geralmente não é considerado um problema grave.

No entanto, é importante confirmar o diagnóstico e, quando indicado, realizar o tratamento adequado, para evitar a piora dos sintomas e o surgimento de complicações.

Possíveis causas

As principais causas de cisto de Baker são:

  • Acidentes ou pancadas diretas no joelho;
  • Osteoartrite ou artrite reumatoide;
  • Lesão ou ruptura do menisco;
  • Tumor benigno do tipo sinovite vilonodular pigmentada;
  • Sobrecarga frequente da articulação, devido a exercícios físicos intensos.

Essas condições podem levar ao acúmulo de líquido sinovial dentro da bursa atrás do joelho, formando o caroço na fossa poplítea, por isso também é chamado de cisto poplíteo.

Cisto de Baker é câncer?

O cisto de Baker não é câncer e não aumenta o risco de câncer, sendo uma condição benigna.

Esse cisto é formado pelo acúmulo de líquido sinovial na bursa poplítea, uma bolsa localizada naturalmente atrás do joelho que funciona como um amortecedor, além de reduzir a fricção entre os ossos, os tendões e os músculos das articulações.

Como é feito o tratamento

O tratamento do cisto de Baker é feito pelo ortopedista, quando o cisto provoca sintomas.

1. Evitar esforços e repouso

Evitar esforços é importante para prevenir que o cisto provoque dor ou aumente de tamanho.

Além disso, em caso de dor, evitar andar muito ou carregar pesos, por exemplo, é importante para prevenir a piora e permitir a recuperação adequada.

2. Aplicação de compressas frias

A aplicação de compressas frias pode ser recomendada em caso de dor e inchaço.

Para isso, pode-se enrolar um saco com gelo em uma toalha e aplicar sobre o local da dor por cerca de 15 minutos pela manhã e à noite, para aliviar os sintomas.

3. Uso de anti-inflamatórios

Quando a dor é intensa, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno ou diclofenaco, para diminuir a inflamação e aliviar a dor. Confira os principais anti-inflamatórios e como usar.

4. Sessões de fisioterapia

A realização de fisioterapia, exercícios de reabilitação e alongamentos é indicada para fortalecer os músculos do joelho e evitar a pressão exagerada sobre a articulação.

Assim, a fisioterapia é eficaz em aliviar os sintomas, principalmente nos casos em que a dor é leve.

5. Tratamento de doenças associadas

O tratamento adequado de outros problemas e doenças articulares, como artrite reumatoide e osteoartrite, é fundamental para evitar que o cisto aumente de tamanho e os sintomas causados pelo cisto piorem.

Por isso, o médico pode orientar o tratamento de outras condições ou encaminhar para outro especialista. Veja como é feito o tratamento da osteoartrite.

6. Injeção de corticoide

A injeção de corticoide diretamente no cisto pode aliviar a dor e diminuir o tamanho.

Geralmente, é indicada quando os sintomas persistem mesmo com o uso de medicamentos ou a realização de fisioterapia.

Além disso, é mais utilizada quando o cisto está associado a outras doenças como osteoartrite ou artrite reumatoide.

7. Aspiração do cisto por agulha

A aspiração do cisto por agulha pode ser indicada em alguns casos e pode ser combinada com a injeção de corticoide, para alívio da dor e redução do tamanho do cisto.

Normalmente, a aspiração por agulha é mais eficaz em pessoas jovens e sem outras doenças que afetam as articulações.

8. Cirurgia

A cirurgia para cisto de Baker geralmente é indicada quando os outros tipos de tratamento não tiveram bons resultados e inclui a correção de outras alterações do joelho, além do próprio cisto.

Neste caso, o tratamento pode envolver uma cirurgia aberta ou por meio de artroscopia. Entenda melhor o que é a artroscopia do joelho.

Possíveis complicações

A principal complicação do cisto de Baker é a pseudo tromboflebite, que pode surgir quando o cisto é grande ou se rompe.

Nesses casos podem surgir sintomas semelhantes à trombose venosa profunda, como inchaço, sensação de calor e dor intensa na panturrilha.



source https://www.tuasaude.com/cisto-de-baker/

Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento)

A dor no joelho em repouso pode ser causada por artrose mais avançada, artrite reumatoide, gota, cisto de Baker, bursite ou artrite séptica, por exemplo.

Essa condição também pode ser acompanhada de sintomas como rigidez ao levantar, inchaço, vermelhidão, calor no local, sensação de caroço atrás do joelho ou dificuldade em apoiar a perna.

Leia também: Dor no joelho: 11 causas comuns (e o que fazer) tuasaude.com/dor-no-joelho

É aconselhado consultar o ortopedista quando a dor no joelho em repouso é persistente e interfere nas atividades diárias. Além disso, é recomendado procurar um atendimento de emergência na presença de sintomas como joelho vermelho, quente e inchado, especialmente se for acompanhado de mal-estar e/ou febre.

Imagem ilustrativa número 1

As principais causas de dor no joelho em repouso são:

1. Artrose

Embora a dor da artrose mais avançada piore com a atividade física, esta é uma causa comum de dor no joelho em repouso, podendo causar desconforto quando a pessoa tenta se movimentar após ficar longos períodos sentada ou deitada.

A artrose no joelho é caracterizada pelo desgaste da articulação, levando a uma inflamação do local e causando também vermelhidão, inchaço, calor e presença de \"estalos\" durante o movimento.

Tratamento: caso seja confirmada essa condição, o ortopedista pode recomendar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios.

O médico também recomenda exercícios de alongamento das pernas, sessões de fisioterapia e, quando os outros tratamentos não melhoram os sintomas, a realização de uma cirurgia para retirar a articulação do joelho e colocar uma prótese.

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2. Gota

A gota é uma artrite inflamatória causada pela deposição de cristais de urato na articulação e que também pode causar dor no joelho em repouso.

A crise da gota costuma começar de forma repentina, durante a noite ou início da manhã, causando dor intensa mesmo sem movimentar a articulação, inchaço, calor e vermelhidão.

Tratamento: o tratamento da gota pode ser feito com o uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno, naproxeno, colchicina ou corticoides, conforme orientação médica.

É recomendado também fazer um repouso da articulação, aplicar bolsas de gelo no local para aliviar a dor e o inchaço, e fazer ajustes da dieta, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, vísceras e carne vermelha em excesso.

Leia também: Gota: o que é, causas, sintomas e tratamento tuasaude.com/gota

3. Bursite no joelho

A bursite no joelho pode ser causada por quedas ou golpes no joelho, ficar ajoelhado repetidamente e atividades físicas que tenham impacto no joelho ou até por infecções bacterianas na bursa.

Quando está inflamada, essa condição pode causar dor no joelho em repouso quando está inflamada, no entanto, a dor geralmente aumenta durante a pressão ou o movimento.

Tratamento: se essa condição for confirmada, o ortopedista poderá indicar fazer o repouso relativo e aplicar compressas de gelo no local.

Conforme a causa da bursite, o médico também pode prescrever o uso de anti-inflamatórios não-esteroides, como ibuprofeno ou naproxeno, ou antibióticos.

4. Artrite reumatoide

A artrite reumatoide pode provocar dor no joelho em repouso e também durante o movimento.

Outros sintomas que também acompanham essa condição incluem inchaço, calor no local e rigidez que dura mais de 30 minutos ao acordar ou permanecer muito tempo parado.

Tratamento: o tratamento pode envolver o uso de remédios anti-inflamatórios, corticoides ou modificadores do curso da doença, como ibuprofeno, prednisona e hidroxicloroquina.

O médico também recomenda a realização de exercícios e fisioterapia, para fortalecer a musculatura em volta da articulação e a melhorar a mobilidade articular.

Leia também: Tratamento para artrite reumatoide: remédios, fisioterapia e outros tuasaude.com/tratamento-para-artrite

5. Cisto de Baker

O cisto de Baker é uma bolsa com líquido que se forma atrás do joelho e que pode causar dor no joelho em repouso e desconforto. Conheça todos os sintomas do cisto de Baker.

Essa condição também provoca a presença de um caroço macio na parte de trás do joelho, que geralmente fica visível quando a pessoa está de pé, rigidez e dificuldade para dobrar totalmente o joelho.

Tratamento: caso essa causa seja confirmada, o ortopedista pode indicar reduzir temporariamente os esforços físicos, aplicar compressas de gelo no local e usar anti-inflamatórios não esteroides, por exemplo.

Na presença de dor, inchaço e pele quente ou avermelhada na panturrilha, deve-se procurar um atendimento médico urgente.

Isso porque, quando o cisto é grande ou se rompe, pode causar uma pseudo-tromboflebite, com sintomas similares ao de uma trombose venosa profunda.

6. Artrite séptica

Embora seja menos frequente, outra possível causa da dor no joelho em repouso é a artrite séptica, que é uma infecção dentro da articulação.

Essa condição pode causar dor intensa, inchaço, calor, vermelhidão e grande dificuldade para mexer a articulação.

Tratamento: na suspeita de artrite séptica, é recomendado procurar atendimento de urgência imediatamente, para evitar a destruição da cartilagem e do osso.

O tratamento pode ser feito com a administração intravenosa de antibióticos e a lavadagem e/ou o debridamento cirúrgico da articulação no hospital.

Leia também: Artrite séptica: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento tuasaude.com/artrite-septica

7. Condromalácia patelar

A condromalácia patelar é o amolecimento da cartilagem que fica entre a patela e o fêmur, podendo levar à sua ruptura, e o surgimento de sintomas como intensa dor no joelho em repouso, ao ficar muito tempo sentado, ou ao fazer alguns movimentos.

A pessoa geralmente sente a dor na parte da frente do joelho e também pode apresentar inchaço nessa região e sensação de ter areia dentro do joelho ou estalos no joelho.

Tratamento: o tratamento varia conforme a causa e grau do desgaste da cartilagem, onde o médico pode recomendar o repouso relativo e o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, como paracetamol e ibuprofeno.

Sessões de fisioterapia e exercícios de alongamento e fortalecimento do joelho também são indicados.

8. Fratura

A fratura no joelho é uma situação que pode causar dor no joelho em repouso e mesmo sem nenhum apoio de carga sobre a perna, além de inchaço, manchas roxas e alteração ou deformação visível no joelho.

Essa lesão pode acontecer devido a quedas sobre o joelho, impactos fortes, como acidentes automobilísticos, futebol, ou a contração súbita e violenta do músculo quadríceps.

Tratamento: quando a fratura é confirmada, o ortopedista pode indicar o uso de gesso, tala ou órtese para imobilizar e manter o joelho esticado.

Já nos casos mais avançados, o médico pode recomendar a realização de uma cirurgia para realinhar e fixar os ossos com parafusos, pinos, fios metálicos em banda de tensão ou placas.

Leia também: Fraturas: sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-fratura

source https://www.tuasaude.com/dor-no-joelho-em-repouso/

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Ondas de calor no corpo: o que pode ser (e o que fazer)

As ondas de calor no corpo são mais frequentes na menopausa, mas também podem surgir em pessoas com histórico de câncer de mama, na andropausa, na gravidez, ou ser consequência do uso de alguns medicamentos, por exemplo.

Os sintomas de onda de calor são uma sensação repentina de calor a espalhar-se pelo corpo, vermelhidão e manchas na pele, aumento dos batimentos cardíacos e da transpiração e sensação de frio ou arrepios quando a onda de calor passa.

Caso as ondas de calor no corpo sejam frequentes, é importante consultar o clínico geral para que seja identificada a causa do sintoma e, assim, seja possível iniciar o tratamento, caso seja necessário.

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As principais causas de ondas de calor no corpo são:

1. Menopausa

As ondas de calor no corpo são um dos sintomas mais comuns da menopausa, que surgem devido às alterações hormonais que se dão no corpo da mulher.

Essas ondas de calor podem surgir alguns meses antes da mulher entrar na menopausa e manifestar-se repentinamente em vários momentos do dia, variando de intensidade de acordo com cada mulher.

O que fazer: o tratamento vai depender da intensidade dos sintomas e deve ser determinado pelo ginecologista, que pode recomendar terapia de reposição hormonal ou outros medicamentos que ajudam a controlar estes sintomas, suplementos naturais ou mesmo alterações na dieta. Saiba mais sobre como combater as ondas de calor da menopausa.

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2. Andropausa

Os sintomas mais comuns da andropausa são alterações repentinas de humor, cansaço, ondas de calor no corpo e diminuição do desejo sexual e da capacidade de ereção, que se deve a uma redução na produção da testosterona, por volta dos 50 anos de idade.

Leia também: 9 sintomas da andropausa (e o que fazer) tuasaude.com/andropausa-sintomas

O que fazer: geralmente, o tratamento consiste no uso de medicamentos que aumentam os níveis de testosterona no sangue, através de comprimidos ou injeções, mas só devem ser usados se forem recomendados pelo urologista ou endocrinologista.

3. História de câncer de mama

Mulheres que tiveram câncer de mama, ou que fizeram quimioterapia que induzem falência do ovário, também podem sofrer de ondas de calor no corpo com sintomas semelhantes aos relatados por mulheres que estão a entrar na menopausa.

O que fazer: nestes casos, não é recomendado realizar terapia de reposição hormonal. A pessoa deve falar com o médico que pode recomendar terapias alternativas ou produtos naturais para aliviar os sintomas.

Leia também: Câncer de mama: sintomas, tipos, causas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/cancer-de-mama

4. Remoção dos ovários

A cirurgia de remoção dos ovários pode ser necessária em algumas situações, como em casos de abcesso ovariano, câncer, endometriose ou cistos no ovário.

A remoção dos ovários leva ao surgimento de menopausa precoce, que também provoca sintomas como ondas de calor no corpo, já que deixa de haver produção de hormônios por parte dos ovários.

O que fazer: o tratamento depende da idade em que se encontra a pessoa, podendo ser necessário recorrer a terapia de reposição hormonal.

5. Efeitos colaterais de medicamentos

Alguns medicamentos, principalmente aqueles que inibem a liberação de hormônios, também podem causar ondas de calor no corpo, como é o caso do acetato de leuprorrelina, que é a substância ativa do medicamento Lupron.

Este é um medicamento indicado para tratar o câncer de próstata, mioma, endometriose, puberdade precoce e câncer de mama avançado.

Este remédio age diminuindo a produção do hormônio gonadotrofina, bloqueando a produção nos ovários e testículos e causando sintomas semelhantes à menopausa.

O que fazer: geralmente, os sintomas desaparecem quando o medicamento é descontinuado, mas isto só deve ser feito quando indicado pelo médico.

6. Terapia para câncer de próstata

A terapia de supressão androgênica é utilizada no tratamento do câncer da próstata e, por reduzirem os hormônios testosterona e dihidrotestosterona no corpo, podem levar ao surgimento de ondas de calor no corpo como efeito colateral.

O que fazer: geralmente, os sintomas desaparecem quando se suspende o medicamento, que só deve acontecer quando indicado pelo médico.

7. Hipogonadismo

O hipogonadismo masculino acontece quando os testículos produzem pouca ou nenhuma testosterona, levando ao surgimento de sintomas como impotência, desenvolvimento anormal dos caracteres sexuais masculinos e ondas de calor no corpo.

O hipogonadismo feminino ocorre quando os ovários produzem poucos ou nenhum hormônio sexual, como o estrogênio e a progesterona.

O que fazer: este problema não tem cura, mas os sintomas podem ser melhorados através de terapia de reposição hormonal. Veja mais sobre o tratamento do hipogonadismo.

8. Hipertireoidismo

O hipertireoidismo caracteriza-se por uma produção excessiva de hormônios pela tireoide, que pode ser causado por alterações no sistema imunológico, inflamação ou presença de nódulos na tireoide, por exemplo.

Essa condição leva ao surgimento de sintomas, como ansiedade, nervosismo, palpitações, ondas de calor no corpo, tremores, suor excessivo ou cansaço frequente, por exemplo.

O que fazer: o tratamento depende da causa que está na origem da doença, da idade da pessoa e dos sintomas apresentados, podendo ser feito com medicamentos, iodo radioativo ou através da remoção cirúrgica da tireoide.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

9. Gravidez

A gravidez é uma fase da vida da mulher em que acontecem diversas mudanças hormonais, o que pode provocar aumento da temperatura corporal e, consequentemente, ondas de calor no corpo.

As ondas de calor na gravidez podem surgir durante o dia ou a noite, podendo também ser acompanhado por suor noturno e mal-estar.

O que fazer: é recomendado que a mulher beba água durante o dia, use roupas de algodão para deixar a pele respirar, tome banho com água morna e mantenha a casa ventilada.



source https://www.tuasaude.com/ondas-de-calor/

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