terça-feira, 3 de novembro de 2026

12 remédios para virose (e quando ir ao médico)

Os remédios para virose, como o paracetamol, o ibuprofeno ou a metoclopramida, ajudam a aliviar os sintomas, como febre, dor no muscular, náuseas ou mal estar geral, por exemplo.

As viroses são infecções causadas por vírus, como gripe, resfriado ou gastroenterite, que são doenças autolimitadas, em que o próprio sistema imunológico se encarrega de combater o vírus, curando a doença em 3 a 10 dias.

Os remédios para virose podem ajudar a aliviar os sintomas, e devem ser orientados pelo clínico geral, infectologista ou pediatra, e fazer parte do tratamento com repouso, hidratação oral adequada e alimentação leve. Veja como é feito o tratamento da virose.  

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Remédios de farmácia para virose

Os principais remédios para virose são:

1. Paracetamol

O paracetamol é um analgésico que ajuda a aliviar os sintomas de dor de cabeça, dor muscular ou mal estar geral causado por viroses, como gripes ou resfriados, por exemplo.

Além disso, esse remédio também tem ação antitérmica que ajuda a baixar a febre em adultos ou crianças, pois age reduzindo a produção de substâncias específicas no corpo, responsáveis por causar a febre. Saiba como tomar o paracetamol corretamente.  

O paracetamol não deve ser usado por pessoas que tenham problemas no fígado, como a insuficiência hepática, ou que fazem uso abusivo ou constante de bebidas alcoólicas. 

2. Dipirona

A dipirona é outro remédio com ação analgésica e antitérmica que pode ser indicado para baixar febre, aliviar o mal estar e a dor no corpo provocadas por viroses, como gripes e resfriados, por exemplo. 

Esse remédio pode ser encontrado na forma de gotas, comprimidos, xarope ou supositórios, e deve ser usado apenas com indicação médica. Veja como tomar a dipirona.  

A dipirona não deve ser usada por pessoas que tenham a função da medula óssea prejudicada ou doenças relacionadas com a produção das células sanguínea.

Além disso, esse remédio é contraindicado para pessoas alérgicas à dipirona ou outros remédios para febre ou dor, como ácido acetilsalicílico, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina ou naproxeno, por exemplo.

3. Ibuprofeno

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide indicado para aliviar os sintomas de viroses, como dor muscular, febre, dor de cabeça, mal estar geral ou dor de garganta que podem ocorrer devido ao resfriado comum ou gripes.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de gotas, comprimidos, cápsulas gelatinosas ou suspensão oral, e deve ser usado com indicação médica. Saiba como tomar o ibuprofeno.  

O ibuprofeno não deve ser usado em casos de dengue, úlcera no estômago, sangramento gastrintestinal ou insuficiência do fígado, rins ou coração, e também não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação e crianças com menos de 6 meses de idade. 

O uso de ibuprofeno em crianças com menos de 2 anos de idade só deve ser feito sob orientação do pediatra.

4. Ácido acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico é outro anti-inflamatório não esteroide que pode ser indicado para baixar febre e aliviar a dor no corpo causadas por viroses, como gripes ou resfriados. Confira outras indicações do ácido acetilsalicílico.

Esse remédio é encontrado na forma de comprimidos com os nomes Aspirina ou AAS, por exemplo.

O ácido acetilsalicílico não deve ser usado por pessoas que tenham dengue, tendências à sangramentos, úlcera no estômago ou no intestino, asma, insuficiência renal, hepática ou cardíaca grave, ou que estejam usando anticoagulantes orais. 

Além disso, não deve ser usado durante a gravidez, a menos que recomendado pelo médico. Para crianças com menos de 12 anos, o uso do ácido acetilsalicílico infantil também só deve ser feito com indicação do pediatra.

Leia também: Aspirina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/aspirina

5. Soluções de reidratação oral

As soluções de reidratação oral ajudam a repor líquidos e sais minerais que são perdidos devido a diarreia aguda ou vômitos, causados por viroses, como a gastroenterite, evitando a desidratação. Confira todos os sintomas de desidratação. 

Alguns exemplos de soluções que podem ser indicadas para reidratação oral são o Floralyte, Hidrafix, Rehidrat ou Pedialyte, por exemplo.

Além disso, o soro caseiro também é uma ótima opção para reidratação oral. 

Leia também: Como fazer soro caseiro: receita, para que serve (e quando tomar) tuasaude.com/receita-de-soro-caseiro

Nos casos de desidratação grave, pode ser indicado pelo médico internamento hospitalar para receber soro na veia.

6. Probióticos

Os probióticos também podem ser indicados em caso de gastroenterite, pois ajudam a reequilibrar a microbiota intestinal, promovendo o alívio da diarreia causada por viroses.  

Alguns exemplos de probióticos são Florax ou Floratil, por exemplo. Conheça mais sobre os probióticos.

É importante ressaltar que o uso de probióticos para a diarreia aguda deve ser combinada com sais de reidratação oral de acordo com a indicação médica.

Leia também: Floratil: para que serve, como tomar e posologia tuasaude.com/floratil

7. Metoclopramida

A metoclopramida é antiemético que pode ser indicado para aliviar as náuseas e vômitos causados por viroses, tendo um início de ação rápido, de cerca 30 a 60 minutos após tomar por via oral.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de comprimidos, gotas ou solução oral, e deve ser usado somente com indicação médica. Saiba como tomar a metoclopramida.

A metoclopramida não deve ser usada por crianças com menos de 1 ano de idade, por pessoas que tenham hemorragia, obstrução mecânica ou perfuração gastrointestinal, epilepsia, feocromocitoma, doença de Parkinson ou distúrbio do movimento.

Durante a gravidez ou amamentação, a metoclopramida só deve ser usada se indicado pelo médico.

8. Fenilefrina

A fenilefrina é um descongestionante nasal indicado para aliviar a sensação de nariz entupido ou escorrendo causado por gripes ou resfriados.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de comprimidos, cápsulas, xarope ou solução oral em gotas. Saiba como usar a fenilefrina corretamente.

Geralmente, a fenilefrina está associada a outras substâncias, como paracetamol, maleato de clorfenamina ou maleato de bronfeniramina, por exemplo.

Leia também: Descongestionante nasal: o que é, para que serve, tipos e riscos tuasaude.com/descongestionante-nasal

9. Guaifenesina

A guaifenesina é um xarope expectorante para tosse com catarro, causada por gripes e resfriados.

Esse xarope deixa o catarro menos grosso, o que facilita sua eliminação.

O xarope de guaifenesina tem diferentes concentrações, sendo o xarope infantil de 100 mg/15 mL e o xarope adulto de 200 mg/15mL.

Leia também: 12 xaropes para tosse com catarro (e como usar) tuasaude.com/xarope-para-tosse

10. Oseltamivir

O oseltamivir (Tamiflu) é indicado para o tratamento da gripe causada pelos vírus influenza A e B, incluindo do vírus influenza A H1N1, em adultos e crianças com mais de 1 ano de idade. Saiba identificar os sintomas do H1N1.

Esse remédio, assim como o zanamivir (Relenza), tem ação específica para combater os esses vírus, e seu uso deve ser feito somente se indicado pelo médico.

É importante ressaltar, que o oseltamivir não substitui a vacina da gripe. Entenda melhor o que é a vacina da gripe e quando tomar.

Leia também: Oseltamivir: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/oseltamivir

11. Zanamivir

O zanamivir (Relenza) é um antiviral indicado para o tratamento e prevenção da gripe causada pelo vírus influenza A e B, reduzindo a duração dos sintomas.

Esse remédio é encontrado na forma de bombinha para inalação oral, podendo ser usado por adultos ou crianças com mais de 5 anos, conforme orientação médica.

Para o tratamento da gripe, é recomendado iniciar o uso do zanamivir até 48 horas após o início dos sintomas.

12. Nitazoxanida

A nitazoxanida (Annita) embora seja na maior parte dos casos para vermes intestinais, também pode ser indicado para viroses, principalmente gastroenterites virais causadas por rotavírus e norovírus.

Esse remédio impede a multiplicação desses vírus, sendo encontrado na forma de comprimidos ou suspensão oral, e deve ser usado somente com indicação médica.

Remédios para virose infantil

Os remédios para virose infantil são o paracetamol (Tylenol bebê ou criança), a dipirona infantil (Novalgina infantil) e o ibuprofeno (Alivium infantil), pois ajudam a aliviar os sintomas de febre, dor muscular e mal estar.

Estes remédios só devem ser tomados com indicação do pediatra, que deve calcular a dose de acordo com a idade e o peso corporal da criança.

Além disso, existem sais de reidratação oral infantil que podem ser indicados pelo pediatra para evitar a desidratação causadas por vômitos ou diarreia. 

É importante levar a criança ou o bebê ao pediatra sempre que apresentar sintomas de virose, pois o sistema imunológico ainda não está completamente maduro, e assim, ter uma avaliação detalhada e, se necessário, indicado o uso de remédios para aliviar os sintomas.

Remédios para virose na gravidez

O remédio mais indicado para aliviar os sintomas da virose na gravidez, é o paracetamol, que é considerado o remédio que tem menos risco para o bebê.

No entanto, deve ser tomado na menor dose possível e pelo menor período de tempo. Saiba como usar o paracetamol na gravidez.  

Além disso, outro remédio que pode ser indicado pelo obstetra para tratar a gripe influenza A H1N1 na gravidez é o oseltamivir, para evitar complicações para a mulher e o bebê.

Esse remédio só deve ser usado com indicação médica após avaliar os benefícios do tratamento para a mulher e os potenciais riscos para o bebê.

Quando ir ao médico

É importante consultar o clínico geral no seguintes casos:

  • Febre alta;
  • Febre por mais de 24 horas, acompanhada de vômitos
  • Vômitos ou diarreia intensos;
  • Diarreia com sangue;
  • Dificuldade para respirar;
  • Sintomas de desidratação.

No caso de bebês, crianças, idosos e gestantes, ou pessoas com doenças crônicas, deve-se sempre consultar o médico, pois possuem maior risco de desidratação ou complicações.

Marque uma consulta com um clínico geral na região mais próxima:

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Oseltamivir: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Oseltamivir é um remédio antiviral indicado para tratar e prevenir a gripe causada pelos vírus Influenza A e B. Seu uso pode reduzir a duração dos sintomas e o risco de complicações.

Esse remédio age impedindo a liberação de novos vírus pelas células infectadas. Dessa forma, limita a propagação do influenza no organismo e ajuda a controlar a infecção.

Leia também: Gripe: o que é, sintomas, tipos, transmissão e tratamento tuasaude.com/gripe

O fosfato de oseltamivir é encontrado em farmácias na forma de cápsulas de 30 mg, 45 mg e 75 mg, como genérico ou com os nomes comerciais Tamiflu ou Globoflu, e deve ser usado somente com indicação médica.

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Para que serve

O oseltamivir é indicado para:

  • Tratamento da gripe causada pelo vírus Influenza A e B em adultos e crianças com mais de 1 ano;
  • Prevenção da gripe após contato próximo com alguém infectado;
  • Prevenção da infecção em situações específicas de surto.

Esse remédio é indicado principalmente para pessoas com maior risco de complicações da gripe e para casos de gripe grave, inclusive com necessidade de internação.

O fosfato de oseltamivir não substitui a vacina contra a gripe e não trata resfriados ou outras infecções respiratórias.

Leia também: Vacina da gripe: quem pode tomar, reações (e dúvidas comuns) tuasaude.com/agriflu-vacina-da-gripe

Quando usar oseltamivir na gripe?

O benefício costuma ser maior quando o tratamento começa nas primeiras 48 horas dos sintomas. Saiba identificar os sintomas da gripe. 

No entanto, pode ser indicado depois desse período em casos graves ou hospitalizados.

A indicação considera suspeita de Influenza, gravidade e características individuais.

Como tomar

O oseltamivir deve ser tomado por via oral, com um copo de água, com ou sem alimentos. A administração junto às refeições pode ajudar a diminuir o desconforto no estômago.

As cápsulas devem ser utilizadas conforme a dose e o período indicados na prescrição. O uso do oseltamivir não deve ser interrompido por conta própria, mesmo que os sintomas melhorem.

O oseltamivir pode ser diluído em água?

Sim. Para pessoas que não conseguem engolir a cápsula inteira, como crianças pequenas ou idosos, a cápsula pode ser aberta e misturada em até uma colher de chá de alimento adocicado, como açúcar dissolvido em água, calda de chocolate ou iogurte.

A mistura deve ser preparada com todo o conteúdo da cápsula e administrada imediatamente por via oral.

Posologia do oseltamivir

A dose varia conforme objetivo do tratamento, a idade, o peso e o funcionamento dos rins. A posologia normalmente recomendada é:

1. Oseltamivir 75 mg

O oseltamivir 75 mg é a dose habitual para adultos e adolescentes com 13 anos ou mais, ou crianças de 1 a 12 anos que pesem mais de 40 kg.

Para tratar a gripe, a posologia habitual é de 1 cápsula de 75 mg, 2 vezes ao dia, durante 5 dias. Para prevenir a gripe após contato próximo com uma pessoa infectada, a dose é de 1 cápsula de 75 mg, 1 vez ao dia, durante 10 dias.

Leia também: 12 dicas para melhorar da gripe mais rápido tuasaude.com/7-dicas-para-diminuir-os-sintomas-da-gripe

Em situações de surto comunitário, a duração da prevenção pode ser maior, conforme orientação médica.

2. Oseltamivir 45 mg

O oseltamivir 45 mg é uma das doses utilizadas para crianças de 1 a 12 anos com peso entre 15 e 23 kg.

A posologia normalmente recomendada é de 1 cápsula de 45 mg, 2 vezes ao dia, por 5 dias para tratamento da gripe.

Para prevenção da infecção após contato próximo, a dose é de 1 cápsula de oseltamivir 45 mg, 1 vez por dia, por 10 dias.

3. Oseltamivir 30 mg

A dose do oseltamivir 30 mg varia com a idade, o peso e a finalidade do uso:

Idade e peso Posologia
Crianças de 1 a 12 anos que pesam até 15 kg

Tratamento da gripe: 1 cápsula de 30 mg, 2 vezes por dia, por 5 dias seguidos;

Prevenção da gripe: 1 cápsula de 30 mg, 1 vez por dia, por 10 dias seguidos.

Crianças de 1 a 12 anos com peso superior a 23 kg e até 40 kg

Tratamento da gripe: 60 mg (2 cápsulas de 30 mg), 2 vezes ao dia, durante 5 dias seguidos;

Prevenção da gripe: 60 mg (2 cápsulas de 30 mg), 1 vez por dia, por 10 dias seguidos.

A dose deve ser ajustada conforme a faixa de peso e a finalidade do uso, seguindo sempre a orientação médica. Conheça outros remédios para gripe.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do oseltamivir são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia.

Raramente, podem ocorrer reações alérgicas graves, alterações no fígado, convulsões e alterações de comportamento, como confusão e alucinações. Reações graves exigem atendimento médico imediato.

O oseltamivir pode causar confusão?

Sim. Embora raramente, o oseltamivir pode causar alterações de comportamento, confusão mental, agitação, alucinações e delírio, principalmente em crianças. 

Esses sintomas também podem estar relacionados à própria gripe, e não necessariamente ao medicamento. Por isso, é necessária a  avaliação médica para verificar a causa do sintoma e a continuidade do tratamento.

Quem não deve usar

O oseltamivir é contraindicado para crianças com menos de 1 ano e pessoas com alergia conhecida ao fosfato de oseltamivir ou a qualquer componente da fórmula.

Pessoas com doença renal, histórico de reações alérgicas ao oseltamivir, mulheres grávidas ou em amamentação ou ou pessoas com histórico de alterações neurológicas ou comportamentais, só devem usar o oseltamivir após avaliação médica para definir a segurança do tratamento.



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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Síndrome do piriforme: o que é, sintomas e como tratar (tem cura?)

A síndrome do piriforme é uma condição em que o nervo ciático é comprimido pelo músculo piriforme, que se localiza na região glútea, e geralmente ocorre pela tensão excessiva desse músculo.

Na síndrome do piriforme, os sintomas mais comuns incluem dor intensa no glúteo e na parte de trás da coxa, geralmente do lado direito, além de sensação de queimação, formigamento e dormência. 

Para confirmar a síndrome do piriforme, o ortopedista ou fisioterapeuta realiza testes específicos para avaliar a dor, descartar outras causas e identificar a gravidade, sendo possível indicar o tratamento mais adequado, como alongamentos, fortalecimento muscular e, em alguns casos, medicação.

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Sintomas da síndrome do piriforme

Os sintomas mais comuns da síndrome do piriforme são:

  • Dor no glúteo e parte de trás da coxa;
  • Sensação de queimação;
  • Dor leve a moderada em forma de pontada ou latejante;
  • Formigamento, fisgadas ou dormência no glúteo;
  • Normalmente afeta apenas um lado do corpo.

Além disso, podem ocorrer fraqueza ou dificuldade para caminhar após longos períodos sentado, dor que se estende até o pé e atrofia do glúteo em casos prolongados.

Os sintomas da síndrome do piriforme costumam piorar ao ficar muito tempo sentado, ao caminhar, correr, subir escadas, realizar esforços físicos prolongados ou apoiar o corpo sobre o lado afetado.

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Síndrome do piriforme onde dói?

A síndrome do piriforme causa dor principalmente no glúteo, que pode se estender para a parte de trás da coxa e, em alguns casos, até o pé.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do piriforme é geralmente realizado pelo fisioterapeuta ou ortopedista, através de alguns testes, como por exemplo:

  • Teste de Freiberg: Deve-se deitar a pessoa de barriga para baixo, com os joelhos flexionados, então o quadril é rotacionado internamente, se houver dor o teste é positivo;
  • Teste FAIR: Deitar a pessoa de lado, dobrar a perna em um ângulo de 90° e movimentar a perna para perto do corpo e girar para dentro. Se houver dor o teste é considerado positivo;
  • Teste de Lasègue: Colocar a pessoa deitada de costas com o quadril flexionado até 70° para alongar o nervo ciático, se a dor surgir o teste é positivo;
  • Teste de Beatty: Posicionar a pessoa deitada de lado e elevar a perna como se fosse cruzá-la. Em caso de dor, indica teste positivo;
  • Teste de Pace: Sentar a pessoa e afastar os joelhos, se houver dor nos glúteos indica teste positivo.

O resultado positivo em quatro ou mais desses testes, associado à dor glútea, sugere a presença da síndrome do piriforme.

Exames complementares, como radiografias, ressonância da coluna e da pelve, ultrassom, tomografia ou eletroneuromiografia, podem ser solicitados para descartar outras condições e confirmar o diagnóstico.

Possíveis causas

A síndrome do piriforme pode acontecer por problemas nos músculos do glúteo, como excesso de tensão, inflamação, cicatrizes, espasmos ou encurtamento. Conheça outras causas de dor no glúteo.

Além disso, certos hábitos e atividades também podem causar a síndrome, como traumas, exercícios repetitivos, ficar muito tempo sentado, má postura, levantar peso de forma errada e não alongar adequadamente. 

Em alguns casos, ela está ligada a diferenças na anatomia do nervo ciático e do piriforme, como trajetos nervosos incomuns que facilitam a compressão. 

Como tratar

O tratamento da síndrome do piriforme é indicado pelo ortopedista e fisioterapeuta e inclui:

1. Repouso

O tratamento começa com repouso por alguns dias e evitar atividades que causam dor, como correr ou andar de bicicleta. 

Também é indicado manter boa postura ao sentar, ficar em pé ou dirigir, além de levantar-se regularmente e alongar para evitar espasmos musculares.

2. Fisioterapia

A fisioterapia é fundamental e pode incluir massagem, alongamentos, exercícios para fortalecer o piriforme e outros músculos da pelve, orientação postural e, em alguns casos, ultrassom para melhorar a circulação e relaxar o músculo.

Leia também: 6 dicas de como melhorar a postura (no dia a dia, ao sentar e dormir) tuasaude.com/5-dicas-para-alcancar-a-postura-correta

Além disso, pode ser usada a aplicação de compressa fria que ajuda a reduzir o inchaço e a inflamação, sendo aplicado várias vezes ao dia por 15 a 20 minutos.

3. Medicação

Alguns medicamentos podem ser usados para controlar a dor e a inflamação na síndrome do piriforme. Os anti-inflamatórios, como ibuprofeno e naproxeno, ajudam a reduzir o inchaço.

Além disso, os analgésicos como paracetamol, aliviam a dor, e os relaxantes musculares, como ciclobenzaprina, ajudam a soltar o músculo.

Em alguns casos, medicamentos para nervos, como a gabapentina, podem ser indicados para controlar a dor neuropática causada pela compressão do nervo ciático.

Quando a dor é intensa ou resistente, podem ser usadas injeções de esteroides ou toxina botulínica, para reduzir espasmos e aliviar a dor. Confira alguns remédios para dor no nervo ciático.

4. Cirurgia

A cirurgia é raramente necessária e só é indicada quando os tratamentos anteriores não funcionam. Pode envolver a remoção de tecido cicatricial, alívio da pressão sobre o nervo ou liberação do músculo piriforme.

No entanto, a cirurgia deve ser avaliada com cautela, pois pode causar cicatrizes e aderências no glúteo que, em alguns casos, mantêm ou pioram os sintomas.

Tempo de recuperação

O tempo de recuperação pode variar de uma pessoa para a outra e também depende do tratamento realizado, porém, na maioria dos casos, pode ser percebido alívio dos sintomas dentro de 1-3 semanas após o início da fisioterapia. 

No entanto, mesmo após o tratamento, é possível que a dor volte com alguma frequência, principalmente quando não há a adoção de uma rotina regular de alongamentos.

Síndrome do piriforme tem cura?

A síndrome do piriforme não tem uma cura definitiva, mas na maioria dos casos os sintomas podem ser controlados e aliviados com tratamento conservador, como fisioterapia, ajustes posturais, medicamentos e cuidados com atividades. 

Com essas medidas, a pessoa geralmente consegue voltar às atividades normais, embora episódios recorrentes possam ocorrer.



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9 sintomas de Mpox (e o que fazer)

Os primeiros sintomas de Mpox incluem febre e calafrios, bolhas e feridas na pele, que coçam e doem, dor de cabeça intensa, dores musculares se nas costas, fadiga, ínguas e dor de garganta, por exemplo.

A Mpox, também chamada de Monkeypox ou varíola dos macacos, é uma doença rara causada por um vírus que pode ser transmitido através do contato próximo e prolongado com as feridas e secreções respiratórias liberadas pela pessoa infectada ao tossir ou falar.

Leia também: Mpox (varíola dos macacos): sintomas, transmissão, tratamento e cura tuasaude.com/variola-dos-macacos

Na suspeita de sintomas de Mpox, é recomendado consultar o infectologista ou clínico geral. Desta forma, o médico poderá fazer o diagnóstico e recomendar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de remédios analgésicos e antitérmicos, e a limpeza das lesões.

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Foto de sintomas de Mpox

Principais sintomas

Os principais sintomas iniciais de Mpox, que geralmente surgem entre 3 a 21 dias após a exposição ao vírus, são:

  1. Bolhas e feridas na pele, que coçam e doem;
  2. Lesões no rosto e que depois se espalham para o corpo, principalmente palmas das mãos e solas dos pés;
  3. Bolhas e feridas na boca e região genital, em algumas pessoas;
  4. Febre e calafrios;
  5. Dor de cabeça intensa;
  6. Dores musculares e nas costas;
  7. Fadiga, fraqueza e falta de energia;
  8. Ínguas no pescoço, axilas ou virilha;
  9. Dor de garganta, nariz entupido e tosse.

As lesões geralmente surgem como manchas planas elevadas na pele, contendo líquido claro. Depois, se transformam em bolhas preenchidas com líquido opaco ou amarelado e, por fim, secam e formam crostas que, com o tempo, caem.

Outros sintomas menos comuns podem incluir dor intensa, inflamação e sangramento no reto, fezes com pus ou sangue, tenesmo, dor e dificuldade para urinar, inchaço no pênis, feridas na boca e garganta, conjuntivite, vermelhidão, dor nos olhos, fotofobia e lesões periorbitais.

Mais raramente, a doença pode evoluir para um quadro mais grave, causando infecções bacterianas, pneumonia, infecções na córnea, que pode levar à perda de visão, sepse, encefalite e miocardite.

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Sintomas da nova cepa de Mpox

Os sintomas da nova cepa da Mpox, classificada como clado lb, são muito similares aos das cepas anteriores, como erupções cutâneas e lesões, sintomas gripais, ínguas, por exemplo.

Entretanto esta nova cepa apresenta uma transmissão mais acelerada.

Como é feito o diagnóstico

Na suspeita de Mpox, é aconselhado consultar o infectologista ou clínico geral, para que seja feita uma avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico realiza o teste molecular de PCR a partir da coleta de fluidos, secreções ou crostas das lesões da pele com um swab. Se a pessoa não apresentar lesões na pele, a coleta pode ser feita na garganta ou região anal.

O que fazer

Caso a Mpox seja confirmada, o médico pode recomendar tratamentos, como:

  • Medicamentos orais, como analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e ibuprofeno;
  • Colírios lubrificantes e compressas salinas, além da suspensão imediata do uso de lentes de contato, em casos de ceratite ou conjuntivite;
  • Banhos mornos com bicarbonato de sódio ou sal de Epsom, para ajudar a aliviar o desconforto das feridas no corpo;
  • Uso de antibióticos e a limpeza cirúrgica (desbridamento), em casos de infecção bacteriana secundária nas feridas;
  • Manter as feridas limpas, secas e descobertas, quando a pessoa estiver isolada e sozinha.

O tratamento da Mpox varia conforme os sintomas apresentados pela pessoa e tem o objetivo de aliviar os sintomas, controlar a dor e prevenir complicações.

Conheça melhor sobre a Mpox no vídeo a seguir:

VARÍOLA DOS MACACOS: principais sintomas e como se proteger

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Vacinas para gestante: quais tomar e quais evitar (com calendário)

As vacinas na gravidez que são indicadas são a vacina dTpa, hepatite B e a vacina da gripe, por exemplo, pois ajudam proteger a gestante de infecções como difteria, tétano e coqueluche, gripe ou hepatite B.

Além disso, as vacinas na gravidez protegem o bebê, já que os anticorpos produzidos pela grávida passam para o bebê através da placenta, que nasce já com proteção natural contra algumas infecções.

No entanto, nem todas as vacinas são seguras durante a gravidez e, por isso, a vacinação da gestante deve ser feita com indicação do obstetra que deve orientar durante as consultas pré-natais quais vacinas devem ser tomadas e quais devem ser evitadas.

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Para que servem

As vacinas na gravidez ajudam a fortalecer o sistema imunológico da gestante, pois estimulam a produção de anticorpos contra infecções que podem colocar a sua vida em risco ou prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Durante a gestação existem alguns vacinas que são remendadas, enquanto outras são indicadas apenas em situações especiais.

As vacinas na gravidez devem fazer parte do pré-natal e devem ser tomadas somente com indicação do obstetra, sendo que algumas vacinas por conter microrganismos atenuados são contraindicadas.

Vacinas recomendadas na gravidez

As vacinas que são recomendadas para todas as gestantes durante a gravidez, distribuídas gratuitamente e que fazem parte do calendário de vacinação da gestante são:

Vacinas recomendadas Esquema de vacinação (Calendário de vacinação)
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)

1 dose única a partir da 20ª semana de gestação e a cada gestação.

Vacina dupla adulto (dT)

- Grávida não vacinada anteriormente: 2 doses de dT em qualquer momento da gestação e 1 dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação. Deve-se respeitar o intervalo de 60 dias entre as doses.

- Grávida vacinada anteriormente com 1 dose de dT: 1 dose da dT em qualquer momento da gestação e 1 dose da dTpa a partir da 20ª semana de gestação, com intervalo de 60 dias entre as doses.

- Grávida vacinada anteriormente com 2 ou 3 doses de dT: 1 dose de dTpa a partir de 20 semanas de gestação.

Hepatite B

Esquema de 3 doses:

- 1ª dose: no início da gravidez;

- 2ª dose: 1 mês após a primeira dose;

- 3ª dose: 6 meses após a primeira dose.

A vacina da hepatite B deve ser aplicada considerando o histórico vacinal da gestante, podendo ser aplicada em qualquer trimestre da gestação.

Vacina da gripe (Influenza 3V)

1 dose única em qualquer trimestre da gestação.

Vacina VSR (Vírus Sincicial Respiratório) 1 dose única da vacina Abrysvo a partir da 28ª semana de gravidez, em cada gestação
Vacina COVID-19 1 dose única do imunizante disponível para a idade, em qualquer trimestre da gestação.

A vacinação durante a gravidez deve sempre ser orientada pelo obstetra, de acordo com o estado de saúde da gestante e histórico vacinal, devendo ser feita com vacinas inativadas ou acelulares.

Tríplice bacteriana (dTpa)

A vacina tríplice bacteriana, conhecida como dTpa ou dTpa-VIP, protege contra difteria, tétano e coqueluche.

Essas vacinas são inativadas, ou seja, são capazes de estimular o sistema imunológico da gestante a produzir anticorpos contra essa infecções.

Além disso, evita que a bactéria Bordetella pertussis que causa a coqueluche cause infecção no recém nascido, pois os anticorpos são passados para o bebê pela placenta.

Mulheres que não foram vacinadas durante a gravidez devem receber esta vacina logo após o parto, o mais cedo possível.

Leia também: Vacina DTPa: para que seve, quando tomar (e reações) tuasaude.com/vacina-contra-difteria-tetano-e-coqueluche

Dupla adulto (dT)

A vacina dupla adulto, conhecida como dT, protege contra a infecção por tétano e difteria.

No caso de a gestante não ter sido vacinada durante a gravidez, deve fazer a vacinação o mais rápido possível no período após o parto.

Influenza (gripe)

A vacina contra a influenza é uma vacina anual que deve ser administrada em dose única em pessoas com risco aumentado para complicações, como acontece na gravidez.

Dessa forma, a gestante deve fazer a vacinação contra a gripe nos meses em que existe maior risco de pegar gripe.

Leia também: Vacina da gripe: quem pode tomar, reações (e dúvidas comuns) tuasaude.com/agriflu-vacina-da-gripe

Hepatite B

A vacina da hepatite B deve ser administrada em todas a grávidas que não fizeram vacinação contra a infecção anteriormente e que têm maior risco de pegar a doença.

Geralmente, a vacina é administrada em 3 doses.

Vacina VSR

A vacina VSR é indicada para prevenir a bronquiolite, pneumonia ou outras infecções graves do trato respiratório inferior em recém nascidos e bebês até 6 meses de idade.

Essa vacina é aprovada pela Anvisa para ser aplicada entre as 24 e 36 da gravidez. No entanto, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações, recomendam a aplicação a partir da 28ª semana de gravidez. Assim, fica a critério do obstetra o uso antes das 28 semanas.

Leia também: Vacina VSR: para que serve, quando é indicada, tipos, onde tomar (e doses) tuasaude.com/vacina-vsr

Vacina COVID-19

A vacina contra COVID-19 também pode ser indicada pelo obstetra durante a gravidez para prevenir a infecção grave.

Geralmente, as vacinas atualmente indicadas incluem a Spikevax e a Comirnaty. Veja as principais vacinas contra COVID-19.

Vacinas recomendadas em situações especiais

As vacinas na gravidez que podem ser recomendadas em situações especiais são:

Vacina Quando pode ser indicada
Vacina hepatite A

Quando o risco de exposição ao vírus da hepatite A é frequente.

Nesse caso, podem ser recomendadas 2 doses da vacina, sendo a 1º dose na data orientada pelo obstetra e a 2ª dose 6 meses após a primeira dose.

Vacina hepatite A e B

Pode ser indicada para substituir a vacinação isolada contra hepatite A e B.

- Para grávidas menores de 16 anos: 2 doses, sendo a 1ª dose na data escolhida pelo obstetra e a 2º dose 6 meses após a primeira dose.

- Para grávidas com mais de 16 anos: 3 doses, no início da gravidez, 1 mês após a 1ª dose e 6 meses após a 2ª dose.

Vacina pneumocócica (VPC20, VPC15, VPC13 ou VPP23)

Quando a grávida tem alto risco de desenvolver doença pneumocócica invasiva.

O esquema vacinal deve ser orientado pelo obstetra.

Vacina meningocócicas conjugada (ACWY ou MenC)

Quando a grávida tem alto risco de desenvolver doença meningocócica ou de acordo com a situação epidemiológica.

Geralmente, é aplicada apenas 1 dose da vacina

Vacina meningocócica B

Quando a grávida tem alto risco de desenvolver a doença meningocócica invasiva.

- Vacina Trumenba (até os 25 anos): 2 doses, com intervalo de 6 meses entre elas;

- Vacina Bexsero (até os 50 anos): 2 doses, com intervalo de 1 mês entre elas.

Vacina da febre amarela

Geralmente, é contraindicada.

No entanto, quando existe grande risco de infecção, o obstetra pode recomendar se os benefícios da vacinação superam os riscos para o bebê.

Essas vacinas podem ser indicadas pelo obstetra quando existe surto da doença na região onde a grávida vive ou quando a mulher apresenta fatores de risco para essas infecções.

Vacinas contraindicadas na gestação

As vacinas contraindicadas na gravidez são:

  • Tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola;
  • Vacina contra o HPV;
  • Vacina contra varicela;
  • Vacina contra a dengue.

Essas vacinas não são recomendadas durante a gestação pois são feitas com o agente infeccioso atenuado, ou seja, com a sua capacidade de infecção reduzida.

No entanto, devido ao risco de transmissão para o bebê, é recomendado que essas vacinas não sejam administradas para evitar complicações.

Como essas vacinas não podem ser administradas durante a gestação, a recomendação é que a mulher mantenha sempre as vacinas atualizadas.

Apesar dessas vacinas não serem indicadas durante a gravidez, podem ser administradas após o nascimento do bebê e durante a amamentação, já que não há risco de transmissão para o bebê por meio do leite, com exceção da vacina contra a dengue.

Grávida pode tomar vacina de sarampo?

A vacina de sarampo, também conhecida como vacina da varicela, é contraindicada na gravidez pois contém o vírus vivo atenuado, ou seja, enfraquecido, que podem ser transmitido ao bebê, causando complicações.



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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Bolinhas no corpo que coçam: o que pode ser (e o que fazer)

As bolinhas no corpo que coçam podem ser causadas por condições, como dermatite de contato, urticária, escabiose, foliculite bacteriana, picadas de insetos, dermatite atópica, prurigo e reações a medicamentos.

Para aliviar a coceira, é importante manter a pele hidratada, usar sabonetes suaves, evitar coçar as lesões e produtos que possam irritar a pele, como perfumes e cremes com fragrâncias.

Entretanto, é recomendado consultar o dermatologista quando as bolinhas persistem, se espalham, provocam coceira intensa ou formam feridas, para que seja identificada a causa e indicado o tratamento adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Causas de bolinhas na pele que coçam

Algumas causas de bolinhas no corpo que coçam incluem:

1. Picadas de insetos

As picadas de insetos, como mosquitos, pulgas e percevejos, podem causar bolinhas vermelhas na pele que coçam. As lesões podem aparecer isoladas ou em grupos, principalmente nas áreas do corpo que ficam expostas.

A reação varia conforme o inseto e a sensibilidade da pele, podendo ocorrer inchaço, vermelhidão e, em alguns casos, pequenas bolhas. Conheça os sintomas da picada de inseto.

O que fazer: aplicar compressas frias sobre a região pode ajudar a aliviar a coceira e o inchaço. Também é importante evitar coçar as bolinhas e identificar a presença de insetos no ambiente.

Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de pomadas, como Polaramine, Andantol ou Minâncora, para aliviar a coceira causada por picadas de insetos. 

No entanto, se houver sinais de infecção, dor intensa ou piora das lesões, é recomendado procurar atendimento médico.

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2. Urticária

A urticária é uma reação da pele que provoca bolinhas elevadas, avermelhadas ou da cor da pele, geralmente acompanhadas de coceira intensa.

Essas bolinhas podem surgir em diferentes partes do corpo, mudar de localização e desaparecer em poucas horas, enquanto outras aparecem.

Leia também: Urticária: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/urticaria

A urticária pode estar relacionada a infecções, medicamentos, alimentos ou outros fatores desencadeantes. Em muitos casos, porém, não é possível identificar uma causa específica.

O que fazer: deve-se consultar o dermatologista, que pode indicar pomadas antialérgicas, como as que contêm dexclorfeniramina, ou comprimidos anti-histamínicos, como loratadina, cetirizina ou fexofenadina, para aliviar a coceira.

Em casos persistentes ou recorrentes, o médico pode indicar outros medicamentos, como o omalizumabe, um anticorpo monoclonal utilizado quando a urticária não responde adequadamente aos anti-histamínicos. Conheça outros remédios para urticária.

Em casos de urticária com sintomas graves, como inchaço da língua ou da garganta, dificuldade para respirar ou sensação de desmaio, é necessário procurar atendimento de emergência.

3. Dermatite de contato

A dermatite de contato é uma inflamação da pele provocada pelo contacto com substâncias irritantes ou que causam alergia, como detergentes, cosméticos, perfumes, metais e alguns produtos de limpeza.

Além da coceira, podem surgir bolinhas, vermelhidão, inchaço e pequenas bolhas, nas regiões que entraram em contacto com a substância responsável, embora a distribuição possa variar.

O que fazer: suspender o contacto com o produto suspeito e lavar suavemente a região com água pode ajudar a aliviar a irritação. 

Além disso, o dermatologista pode recomendar hidratantes e, quando necessário, pomadas com corticoides, como a hidrocortisona, para reduzir a inflamação e a coceira.

Leia também: 8 remédios caseiros para dermatite de contato (e como fazer) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-dermatite-de-contato

4. Dermatite atópica

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que causa pele seca, coceira e lesões avermelhadas. Em algumas pessoas, surgem pequenas bolinhas que podem formar feridas quando são coçadas repetidamente.

As bolinhas podem surgir nas dobras dos braços e das pernas, no pescoço e nas mãos, e os sintomas podem alternar entre períodos de melhora e piora. Veja os sintomas da dermatite atópica.

O que fazer: é indicado manter a pele hidratada com produtos sem perfume, evitar banhos muito quentes e utilizar sabonetes suaves para reduzir a irritação.

Em períodos de piora, o dermatologista pode indicar pomadas com corticoides, como a hidrocortisona ou a betametasona, para controlar a inflamação e aliviar a coceira. Entenda mais sobre o tratamento e cuidados da dermatite atópica.

5. Escabiose

A escabiose, conhecida como sarna, é uma infestação da pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. 

Essa condição provoca coceira intensa, frequentemente pior à noite, e pequenas bolinhas avermelhadas que podem aparecer entre os dedos, nos punhos, nas axilas, na cintura e nas nádegas.

A transmissão ocorre principalmente pelo contacto direto e prolongado entre pessoas. Em alguns casos, outras pessoas que vivem na mesma casa também apresentam coceira. Veja como se pega a escabiose.

O que fazer: é importante consultar o médico para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que geralmente é feito com permetrina a 5% em creme ou, em alguns casos, ivermectina em comprimidos.

Leia também: Remédios para sarna humana (e como usar) tuasaude.com/remedio-para-sarna-humana

Além disso, é importante lavar roupas, toalhas e roupas de cama usadas recentemente com água quente, quando possível, e evitar contato físico com outras pessoas até a conclusão do tratamento.

As pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contacto físico próximo com a pessoa afetada também podem precisar de tratamento simultâneo, mesmo sem apresentar sintomas.

6. Foliculite

A foliculite é uma inflamação na raiz dos pelos que pode causar bolinhas vermelhas que coçam e, às vezes, apresentam pus ou dor ao toque.

Essas bolinhas são mais comuns nas coxas, nádegas, costas e barba, podendo ser causadas por bactérias, fungos, suor, atrito ou depilação.

O que fazer: manter a pele limpa, usar compressas mornas sobre a região afetada e evitar roupas apertadas e atrito excessivo podem ajudar a aliviar os sintomas. 

Também é recomendado evitar o uso de cremes e perfumes na região, além de suspender a depilação até a melhora da pele.

Quando as bolinhas persistem, são dolorosas, apresentam pus ou se espalham, é recomendado consultar um dermatologista, que pode indicar pomadas antibióticas, como mupirocina, quando há suspeita de infecção bacteriana.

7. Prurigo

O prurigo é uma condição da pele caracterizada pelo aparecimento de bolinhas ou nódulos que provocam coceira intensa, podendo persistir por bastante tempo e apresentar crostas ou marcas causadas pelo ato de coçar.

Leia também: Prurigo nodular: o que é, causas, principais sintomas e tratamento tuasaude.com/prurigo-nodular

Essa condição pode estar associada a doenças inflamatórias da pele, picadas de insetos e outros fatores que desencadeiam ou mantêm o prurido. Em alguns casos, a causa não é identificada.

O que fazer: manter a pele hidratada e evitar coçar as bolinhas pode ajudar a reduzir a irritação e prevenir feridas e infecções.

O dermatologista pode indicar pomadas com corticoides, como a betametasona, e, em alguns casos, também podem ser recomendados anti-histamínicos, como a cetirizina, conforme a intensidade dos sintomas.

8. Reações a medicamentos

Alguns medicamentos podem provocar reações na pele, causando bolinhas vermelhas, manchas ou lesões acompanhadas de coceira. 

Entre os possíveis responsáveis estão antibióticos, como amoxicilina e sulfametoxazol-trimetoprima; anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco; e medicamentos para convulsões, como carbamazepina e lamotrigina.

As bolinhas que coçam podem surgir após o início do tratamento ou depois de uma alteração na dose.

O que fazer: procurar orientação médica para avaliar a relação entre as bolinhas e os medicamentos utilizados. Não é recomendado suspender por conta própria um medicamento prescrito sem orientação profissional. 

Se surgirem bolhas extensas, feridas na boca, descamação intensa, inchaço da face ou dificuldade para respirar, é necessário procurar atendimento de emergência.

Como confirmar a causa

Para confirmar a causa das bolinhas no corpo que coçam, o dermatologista avalia o histórico de saúde, as características das lesões e os fatores que podem desencadear os sintomas.

Durante o exame da pele, são observadas a aparência e a distribuição das bolinhas, além de sinais de inflamação, infecção ou feridas causadas por coçar.

Para uma avaliação dos sintomas de bolinhas no corpo que coçam, marque consulta com o dermatologista mais próximo de você:

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Dependendo da suspeita, podem ser solicitados exames, como cultura da pele para investigar infecções, teste de contato para identificar possíveis alergias e exames de sangue para avaliar alterações na tireoide, nos rins ou no fígado, quando a coceira é generalizada. 

Leia também: Prick test: o que é, para que serve, como é feito (e resultados) tuasaude.com/teste-de-prick

Em alguns casos, também pode ser necessária uma biópsia da pele para analisar uma pequena amostra da lesão e esclarecer o diagnóstico. Saiba quando é indicada a biópsia da pele.

Quando consultar o dermatologista

É recomendado consultar o dermatologista quando as bolinhas no corpo que coçam:

  • Persistem por vários dias ou não melhoram com cuidados simples;
  • Aumentam em quantidade ou se espalham pelo corpo;
  • Provocam coceira intensa que atrapalha o sono;
  • Causam feridas, dor, pus ou outros sinais de infecção.

Também é importante procurar atendimento médico rapidamente quando as bolinhas surgem acompanhadas de febre alta, bolhas extensas, descamação intensa ou feridas na boca, nos olhos ou nos órgãos genitais.



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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Epiglotite: o que é, sintomas, causas e tratamento

A epiglotite é a inflamação da epiglote, estrutura de cartilagem atrás da língua que impede a entrada de alimentos e líquidos nas vias respiratórias durante a deglutição. Geralmente, é causada por uma infecção.

Os sintomas incluem febre, dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, salivação excessiva, voz abafada e ruídos ao respirar. Embora fosse mais comum em crianças, atualmente a epiglotite é mais frequente em adultos.

A epiglotite é uma emergência médica, pois pode bloquear a passagem de ar para os pulmões. O tratamento hospitalar pode incluir antibióticos e monitoramento da respiração.

Imagem gerada por IA
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Sintomas de epiglotite

Os principais sintomas da epiglotite são:

  • Febre alta, acima de 38ºC;
  • Dor de garganta intensa;
  • Dificuldade para engolir ou respirar;
  • Voz abafada ou rouquidão;
  • Excesso de saliva na boca devido à dificuldade para engolir;
  • Ruído agudo ao respirar, conhecido como estridor;
  • Coloração azulada da pele (cianose), nos casos mais graves.

Em crianças, os sintomas de epiglotite aguda surgem repentinamente, com febre e dificuldade para respirar, levando-as a ficar sentadas e inclinadas para a frente para facilitar a respiração.

Em adultos, os sintomas podem surgir gradualmente, com dor intensa e dificuldade para engolir, mesmo quando a garganta parece normal.

Em caso de suspeita de epiglotite, é necessário procurar imediatamente o pronto-socorro mais próximo.

Qual a função da epiglote?

A epiglote fecha a entrada da traqueia durante a deglutição, impedindo que alimentos e líquidos entrem nas vias respiratórias e ajudando a prevenir engasgos.

Na epiglotite, a inflamação dificulta a deglutição e a passagem de ar para os pulmões, podendo causar obstrução das vias respiratórias nos casos graves.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da epiglotite é feito pela avaliação dos sintomas e pela visualização direta da epiglote, quando seguro.

Nos casos graves, a endoscopia laríngea pode ser realizada em centro cirúrgico, com equipamentos e equipe preparados para garantir a segurança das vias respiratórias.

O raio-X lateral do pescoço pode mostrar a epiglote aumentada e arredondada, lembrando o formato de um polegar (sinal do polegar da epiglotite), mas não confirma o diagnóstico isoladamente.

O ultrassom do pescoço também permite avaliar a espessura da epiglote sem utilizar radiação e pode ajudar a acompanhar a evolução da inflamação durante o tratamento.

Possíveis causas

As principais causas da epiglotite são:

  • Infecções bacterianas, principalmente por Haemophilus influenzae tipo b (Hib);
  • Infecções virais, como gripe, Epstein-Barr, herpes simples tipo 1, varicela-zóster e parainfluenza;
  • Infecções por fungos, como Candida spp., especialmente em pessoas com imunidade baixa;
  • Queimaduras e lesões químicas;
  • Doenças autoimunes ou imunoterapia contra o câncer;
  • Lesões causadas por corpos estranhos ou objetos ingeridos, como espinhas de peixe.

A bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) era a principal causa de epiglotite infantil, mas a vacinação reduziu os casos. No entanto, outras bactérias podem causar a condição.

Atualmente, a epiglotite é mais frequente em adultos, sendo os estreptococos uma das possíveis causas.

A epiglotite é contagiosa?

A epiglotite não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, mas algumas infecções que causam a doença podem ser contagiosas.

Bactérias como Haemophilus influenzae tipo b podem ser transmitidas por secreções respiratórias, liberadas ao tossir ou espirrar.

Como é feito o tratamento

O tratamento da epiglotite é realizado no hospital para controlar a inflamação, combater a infecção e evitar a obstrução das vias respiratórias. As opções incluem:

  • Antibióticos: administrados por via intravenosa para combater infecções bacterianas;
  • Intubação: mantém a passagem de ar nos casos graves ou com risco de obstrução;
  • Corticoides: podem reduzir a inflamação, mas seus benefícios ainda são incertos;
  • Epinefrina nebulizada: em situações específicas, embora sua eficácia não esteja bem estabelecida.

Durante a internação, a respiração deve ser monitorada continuamente. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a prevenir complicações e, na maioria dos casos, permitem a recuperação sem procedimentos para auxiliar a respiração.

Prevenção da epiglotite

A principal forma de prevenir a epiglotite causada por Haemophilus influenzae tipo b é a vacinação contra essa bactéria, conhecida como vacina Hib, que faz parte dos programas de vacinação infantil.

Essa vacina permitiu reduzir consideravelmente os casos de epiglotite em crianças, embora não proteja contra todas as causas da doença.

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O que fazer em caso de epiglote inflamada

Diante da suspeita de epiglotite, é necessário procurar imediatamente um serviço de emergência, pois a inflamação pode bloquear as vias respiratórias.

Além disso, deve-se evitar examinar a garganta por conta própria ou introduzir objetos na boca, pois isso pode agravar a obstrução.



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