sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Febre maculosa: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

A febre maculosa é uma doença infecciosa que pode causar sintomas, como febre alta, dor de cabeça intensa, vermelhidão nos punhos, palmas das mãos, tornozelos e plantas dos pés, e paralisia dos membros afetados, nos casos mais graves.

Essa doença, também chamada de doença do carrapato, é transmitida através da picada do carrapato, principalmente os do gênero Amblyomma, os carrapatos-estrela ou micuim, contaminados com a bactéria Rickettsia rickettsii.

Leia também: Rickettsia: o que é, sintomas e principais doenças tuasaude.com/rickettsia

A febre maculosa tem cura, mas o tratamento deve ser iniciado com o uso de antibióticos, como doxiciclina, conforme orientação do médico, nos primeiros 3 dias de sintomas, para evitar complicações graves que podem colocar em perigo a vida da pessoa.

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Carrapato estrela - causador da Febre Maculosa

Sintomas da febre maculosa

Os principais sintomas de febre maculosa são:

  • Febre alta e repentina, e calafrios;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas, vômitos e falta de apetite;
  • Diarreia e dor abdominal;
  • Dor muscular constante;
  • Gangrena nos dedos e orelhas;
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
  • Olhos vermelhos.

Além disso, a pessoa também pode apresentar paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória.

Os sintomas de febre maculosa podem ser difíceis de identificar e, por isso, sempre que existe suspeita é recomendado ir ao pronto-socorro para fazer exames e confirmar a infecção.

Manchas da febre maculosa

As manchas da febre maculosa são causadas pela inflamação dos vasos sanguíneos provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Essa bactéria lesiona as células que cobrem a parte interna dos vasos sanguíneos e causa vazamento de sangue nos tecidos.

Na fase inicial, as manchas surgem nos punhos, palmas das mãos, tornozelos e plantas dos pés, e começam pequenas, planas, rosadas ou pálidas e não coçam.

Já por volta do 5º ou 6º dia, se não houver tratamento, as manchas se espalham para o tronco, braços, pernas e pescoço, e se transformam em pontos vermelhos ou roxos escuros, indicando hemorragia sob a pele.

Em casos graves, as manchas podem evoluir para manchas roxas grandes, como hematomas, e necrose, levando à gangrena, principalmente nas extremidades.

Entretanto, algumas pessoas podem nunca desenvolver as manchas ou elas podem surgir muito mais tarde.

Leia também: Exantema (rash cutâneo): o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/exantema

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da febre maculosa é feito pelo clínico geral ou infectologista, a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar os sintomas e a possibilidade de febre maculosa:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico indica a realização de hemograma, onde são observados o número de plaquetas, a dosagem de sódio e enzimas hepáticas, como AST e ALT.

O médico geralmente também solicita o exame Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), que detecta a presença de anticorpos contra a bactéria.

Outros exames que também podem ser indicados são o de imunohistoquímica, reação em cadeia da polimerase e isolamento da bactéria.

Transmissão da febre maculosa

A transmissão da febre maculosa acontece através da picada do carrapato, principalmente os do gênero Amblyomma, os carrapatos-estrela ou micuim, que é a fase jovem desse aracnídeo, contaminado com a bactéria Rickettsia rickettsii.

Essa espécie de carrapato pode ser encontrada em bois, cavalos, aves, gambás, cães, coelhos e principalmente nas capivaras. A infestação de carrapato-estrela é mais alta nos meses entre junho e novembro no Brasil.

Quando pica e se alimenta do sangue, o carrapato contaminado transmite a bactéria através de sua saliva. Mas é necessário um contato entre 4 a 10 horas para que a bactéria seja transmitida.

Essa infecção também pode ocorrer se o carrapato for esmagado com as unhas ou dedos desprotegidos, expondo a pele, especialmente se houver feridas, às bactérias presentes nos fluidos corporais ou fezes desse animal.

É importante lembrar que essa doença não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa.

Como é feito o tratamento

O tratamento da febre maculosa deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista e iniciado até 3 dias após o aparecimento dos sintomas, mesmo antes do resultado dos exames laboratoriais.

Normalmente, o tratamento é feito com o uso de antibióticos, como doxiciclina, duas vezes ao dia, por até 7 ou 10 dias e por pelo menos 3 dias após a febre desaparecer.

Já em pessoas com sintomas graves, pode ser recomendada a internação, onde a administração de antibiótico é feita pela via endovenosa. Pode ser necessário também um tratamento de suporte, como ventilação mecânica, diálise e transfusões de sangue, conforme a gravidade.

Febre maculosa tem cura?

A febre maculosa tem cura quando o tratamento com antibiótico é iniciado nos primeiros 3 dias de sintomas. Por isso, a recomendação médica é não esperar a confirmação dos exames para iniciar o tratamento, se houver suspeita clínica e histórico de exposição a carrapatos.

O atraso no tratamento pode causar sequelas como amputação de membros, perda auditiva, paralisia ou danos neurológicos. Além disso, essa doença pode ser letal se não for tratada.

Prevenção da febre maculosa

Algumas dicas de prevenção da febre maculosa são:

  • Usar roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, pois ele é escuro;
  • Utilizar calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e com gramas;
  • Evitar andar em locais com grama ou vegetação alta;
  • Usar repelentes de insetos, renovando a cada 2 horas ou conforme a necessidade;
  • Manter o gramado aparado rente ao solo;
  • Manter os animais domésticos desinfectados contra pulgas e carrapatos;
  • Verificar a presença de carrapatos no corpo ou nos animais domésticos;
  • Se encontrar um carrapato aderido ao corpo, remover com uma pinça;
  • Não apertar ou esmagar o carrapato, mas puxar com cuidado e firmeza e, depois, lavar a área da mordida com álcool ou sabão e água;
  • Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença;
  • Se identificar a presença de carrapato, colocar todas as peças de roupa em água fervente para retirar os carrapatos.

Além disso, se identificar um carrapato na pele, é importante ir ao pronto-socorro ou posto de saúde para avaliar o risco de febre maculosa.



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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Como fica a vagina depois do parto normal?

Após o parto normal é comum que sinta que a vagina está mais larga que o normal, além de sentir um peso na região íntima. No entanto, a musculatura do assoalho pélvico tende a voltar ao normal, de forma que a vagina permanece com o mesmo tamanho de antes, não havendo "alargamento".

Apesar disso, em alguns casos, principalmente quando a mulher já teve mais de um parto vaginal ou quando o bebê é muito grande, é possível que os músculos e nervos da região fiquem danificados, o que pode alargar um pouco o canal vaginal e causar dor e desconforto durante a relação íntima.

Para evitar alterações na musculatura do assoalho pélvico, podem ser realizados exercícios indicados pelo fisioterapeuta, como os exercícios de Kegel, que permitem fortalecer a musculatura da região. Além disso, o profissional pode ainda usar outros métodos, como a eletroestimulação para melhorar a musculatura da região pélvica.



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Ameba comedora de cérebro, existe mesmo?

A chamada “ameba comedora de cérebro” é uma infecção rara, mas muito grave, causada por um microrganismo presente em águas doces e mornas, que pode atingir o cérebro quando a água contaminada entra pelo nariz. Essa ameba, chamada Naegleria fowleri, provoca uma inflamação intensa no cérebro conhecida como meningoencefalite amebiana primária.

A infecção costuma começar poucos dias após o contato com a água contaminada e os primeiros sinais geralmente incluem dor de cabeça forte, febre, náuseas e vômitos. Com a rápida evolução da doença, também podem surgir rigidez no pescoço, confusão mental, dificuldade para andar, convulsões e alterações no comportamento.

É importante esclarecer que essa ameba não é transmitida ao beber água contaminada e nem passa de uma pessoa para outra. O risco está principalmente em situações em que a água entra pelo nariz, como ao mergulhar ou nadar em rios, lagos e represas, ou ao fazer lavagem nasal com água da torneira sem ferver ou sem uso de soluções próprias. Usar apenas água filtrada, fervida ou soluções próprias para higiene nasal são medidas importantes para reduzir o risco de infecção.

Diante do aparecimento súbito de febre, dor de cabeça intensa ou alterações neurológicas após contato recente com água doce, é fundamental procurar imediatamente um pronto-socorro ou um médico infectologista, informando sobre a exposição à água.



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Língua ardendo: 7 principais causas (e o que fazer)

A língua ardendo pode acontecer após ingerir uma bebida muito quente, como café ou leite quente, que acaba queimando o revestimento da língua e causando a sensação de ardência e queimação. 

No entanto, esse sintoma também pode surgir sem uma razão aparente, podendo indicar algum problema de saúde como boca seca, infecção, deficiência nutricional ou ser indicativo da síndrome da boca ardente, que deve ser avaliada e tratada de acordo com a orientação médica.

Assim, sempre que a ardência na língua surge de repente, demora mais de 2 a 3 dias para desaparecer ou é acompanhada por outros sintomas como placas brancas na língua, mau cheiro ou sangramento, é aconselhado consultar um dentista ou um clínico geral, para avaliar a cavidade bucal e identificar a causa, iniciando o tratamento mais adequado.

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As principais causas de língua ardendo são:

1. Consumo de alimentos ácidos ou picantes

O consumo de alimentos ou bebidas quentes, ácidas ou picantes podem ter como consequência a ardência na língua. A queimação surge porque ao se ingerir algo muito quente, a temperatura pode acabar provocando uma queimadura na língua, lábios, gengivas ou bochechas. Além disso, alimentos ácidos, como as frutas cítricas por exemplo ou comidas muito picantes, podem lesionar a língua e causar uma sensação de queimação.

Na maioria das vezes, essa queimadura é ligeira, mas pode causar desconforto e perda da sensibilidade por até 3 dias.

O que fazer: para aliviar os sintomas deve-se dar preferência para alimentos e bebidas frios, deixando os alimentos mais quentes para depois que os sintomas desaparecerem. Assim, pode-se deixar a comida esfriar antes de comer e evitar adicionar pimenta na comida e frutas ácidas, como o kiwi, abacaxi ou toranja, por exemplo. Além disso, deve-se manter uma boa higiene bucal e, se a queimadura, for muito grave, consultar um clínico geral.

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2. Boca seca

A boca seca, também chamada de xerostomia, é uma situação em que as glândulas salivares não são capazes de produzir saliva em quantidade suficiente para manter a mucosa oral e a língua úmidas. Quando isso acontece, é normal o surgimento de uma sensação de ardência ou formigamento na língua.

Algumas das causas mais frequentes de boca seca incluem problemas nas glândulas salivares ou uso de alguns medicamentos, além de também poder ser consequência de doenças que comprometem o sistema imune, como síndrome de Sjögren e AIDS, diabetes e alterações hormonais, por exemplo. Conheça as principais causas de boca seca e o que fazer.

O que fazer: nesse caso, é recomendado aumentar o consumo de água ou ficar mascando uma chiclete sem açúcar, por exemplo, para estimular a produção da saliva. No entanto, quando a secura se mantém por muito tempo, deve-se consultar um clínico geral para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

3. Falta de vitamina B

A falta de vitamina do complexo B pode causar inflamação da mucosa da boca, resultando em ardência na língua, gengivas e bochechas. Este tipo de carência é mais comum em pessoas que não fazem uma dieta variada ou que seguem um estilo de vida mais restrito de alimentos, como vegetarianos ou veganos, por exemplo.

O que fazer: o ideal é fazer sempre uma dieta bastante variada, aumentando o consumo de alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como grãos integrais, folhas verdes, peixe, ovo e frutas, por exemplo. Conheça outros alimentos ricos em vitamina B.

É importante também que o médico seja consultado para que seja feita uma avaliação completa da quantidade de vitaminas e minerais disponíveis no corpo, verificando a necessidade de realizar algum tipo de suplementação.

4. Candidíase oral

A candidíase oral também pode provocar a sensação de ardência na língua, acontecendo principalmente quando não se tem uma higiene bucal adequada. Quando isso acontece, é comum que suja a sensação de formigamento ou ardência na língua, além de outros sinais como mau hálito e língua esbranquiçada.

Leia também: Candidíase oral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/candidiase-oral

O que fazer: normalmente a infecção pode ser controlada com a higiene bucal adequada, pelo menos 2 vezes por dia. No entanto, se não desaparecer em 1 semana deve-se consultar um dentista ou clínico geral, já que pode ser necessário usar algum antifúngico para tratar a infecção.

5. Síndrome da boca ardente

A síndrome da boca ardente é uma condição rara na qual a sensação de queimação na língua, lábios, palato e outras áreas da boca surge sem qualquer razão aparente e pode durar por vários anos. Além disso, podem ainda surgir outros sinais como formigamento e alterações do paladar, afetando especialmente mulheres com mais de 60 anos.

Ainda não são conhecidas as causas desta síndrome, mas o excesso de estresse, a ansiedade e a depressão aprecem ser fatores que aumentam o risco de a desenvolver. Veja mais sobre a síndrome da boca ardente.

O que fazer: é importante que o dentista ou clínico geral seja consultado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que pode indicar o uso de enxaguantes bucais e remédios, como antidepressivos tricíclicos em doses baixas, benzodiazepinas ou anticonvulsivantes. O tratamento depende do exame físico, das análises e da história clínica da pessoa.

6. Língua geográfica

A língua geográfica é uma condição em que manchas vermelhas aparecem na língua, formando uma imagem semelhante a um mapa. Essas manchas, de forma geral, deixam essa região em que aparecem mais sensível, de forma que a pessoa pode ter a sensação de ardência e queimação na língua, principalmente após consumir alimentos apimentados, ácidos ou muito salgados.

O que fazer: de forma geral, não é necessário realizar tratamento para a língua geográfica, no entanto é recomendado que sejam evitados os alimentos que possam aumentar a sensibilidade da língua e provocar os sintomas.

Além disso, em alguns casos, o clínico geral ou dentista pode indicar o uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou corticoides para aliviar a dor e o desconforto.

Leia também: Língua geográfica: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tratamento-para-lingua-geografica

7. Líquen plano na boca

O líquen plano na boca é uma inflamação crônica em que o sistema imune ataca o revestimento (mucosa) da boca, provocando sintomas como manchas brancas na boca, feridas abertas, dor no local da ferida, maior sensibilidade para alimentos quentes, picantes ou ácidos, além de sensação de queimação na língua.

Leia também: Líquen plano na boca: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/liquen-plano-de-boca

O que fazer: o tratamento para líquen plano na boca deve ser orientado pelo dermatologista ou dentista e normalmente envolve o uso de medicamentos, como corticoides ou imunossupressores, para aliviar os sintomas e prevenir o aparecimento de novas lesões.



source https://www.tuasaude.com/ardencia-na-lingua/

Hemoglobina na urina: o que é, o que significa (e o que fazer)

A hemoglobina na urina, também chamada de hemoglobinúria, pode significar a presença de infecção renal, queimadura grave ou malária, por exemplo. Essa condição ocorre quando os glóbulos vermelhos do sangue são destruídos e liberam a hemoglobina na urina, dando-lhe uma cor avermelhada ou transparente.

Um resultado positivo no exame de urina, sozinho, não permite identificar a origem da hemoglobina. Isso porque o teste não distingue a sua origem e pode apresentar resultados falso-positivos, sendo geralmente necessários exames adicionais para confirmar a causa.

Leia também: Hemoglobina: o que é, valores (e porque está alta ou baixa) tuasaude.com/hemoglobina

A hemoglobina positivo na urina pode acontecer em crianças, adultos e durante a gravidez, e, em alguns casos, pode ser acompanhada da presença de sangue visível na urina. Portanto, é importante consultar um médico para identificar a causa e iniciar o tratamento, se necessário.

Leia também: Urina com sangue: 5 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/urina-com-sangue
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O que significa hemoglobina na urina

A presença de hemoglobina na urina pode ser causada por:

1. Infecção renal

A infecção renal grave, como nefrite aguda, síndrome nefrítica ou pielonefrite, podem causar hemoglobina na urina.

Isso ocorre principalmente devido à passagem de glóbulos vermelhos para a urina por causa da inflamação ou lesão renal, e não devido à destruição volumosa de glóbulos vermelhos dentro dos vasos sanguíneos.

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Os sintomas mais comuns de infecção renal incluem urina turva ou com sangue, dor ou ardência ao urinar, febre, dor nas costas ou nos flancos e mal-estar geral.

O que fazer: se esses sintomas surgirem, deve-se consultar um médico imediatamente para iniciar o tratamento adequado.

Assim, o médico pode indicar o uso de antibióticos e, em alguns casos, a internação hospitalar para administração de medicamentos intravenosos.

2. Queimaduras graves

Em pessoas com queimaduras graves, a presença de hemoglobina na urina ocorre porque o calor intenso leva ao rompimento dos glóbulos vermelhos, liberando hemoglobina no sangue.

Quando também existe lesão muscular, como em queimaduras extensas ou elétricas, a mioglobina também é liberada.

Essas proteínas chegam aos rins e são filtradas para a urina, onde podem se acumular e bloquear os túbulos renais, aumentando o risco de danos e insuficiência renal aguda se não forem tratadas a tempo.

O que fazer: em casos de queimadura grave, é essencial ir ou chamar imediatamente o atendimento de urgência, para receber o tratamento adequado o mais rápido possível.

3. Anemia hemolítica

A anemia hemolítica é uma doença onde os glóbulos vermelhos são destruídos mais rapidamente do que o corpo consegue repô-los.

Quando a quantidade de hemoglobina no sangue é alta, essa proteína chega aos rins e é eliminada na urina, que fica escura, especialmente na primeira urina do dia ou durante crises hemolíticas.

Esse processo pode ser acompanhado por sintomas como fadiga intensa, palidez, amarelamento da pele e dos olhos, falta de ar e mal-estar geral.

O que fazer: na presença de sintomas indicativos de anemia hemolítica, é essencial consultar um médico para confirmar o diagnóstico, identificar a causa e iniciar o tratamento adequado para prevenir complicações.

4. Malária

A malária é uma infecção causada por parasitas do gênero Plasmodium que invadem e rompem os glóbulos vermelhos. Essa destruição libera hemoglobina na urina, tornando-a escura ou avermelhada.

Essa doença também causa febre, calafrios e fadiga intensa, e requer atenção médica imediata para evitar complicações.

O que fazer: é essencial consultar um médico para avaliação e tratamento imediato, para eliminar o parasita e prevenir complicações graves.

Também é recomendado manter uma boa hidratação, evitar o consumo de álcool e manter uma dieta saudável.

Leia também: Malária: o que é, sintomas, transmissão, ciclo e tratamento tuasaude.com/malaria

5. Reação a uma transfusão de sangue

A hemoglobina na urina pode ocorrer após uma transfusão de sangue, devido a uma incompatibilidade entre o sangue do doador e o do receptor, conhecida como reação hemolítica transfusional aguda.

Quando os glóbulos vermelhos transfundidos são atacados e destruídos nos vasos sanguíneos, a hemoglobina é liberada na corrente sanguínea.

Se houver excesso de hemoglobina, os rins a filtram e a eliminam na urina, fazendo com que ela fique escura ou avermelhada.

Esse processo pode ser acompanhado de urina escura ou vermelha, febre, calafrios, dor abdominal ou nas costas e, em casos graves, pode levar à insuficiência renal aguda, choque ou coagulação intravascular disseminada.

O que fazer: essa reação pode ocorrer nas primeiras horas após a transfusão. Portanto, qualquer pessoa, ainda no hospital, deve informar imediatamente a equipe médica sobre a presença desses sintomas.

6. Tuberculose renal

A tuberculose renal é uma infecção causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta os rins e outras partes do trato urinário.

Essa doença pode causar a presença de hemoglobina na urina, embora na verdade seja sangue total, conhecido como hematúria, e não hemoglobina livre.

Os danos que a bactéria causa aos tecidos dos rins e do trato urinário provoca o sangramento, que é detectado em exames de urina.

As tiras reagentes mostram hemoglobina positiva, mas quando a amostra é examinada ao microscópio, observam-se glóbulos vermelhos intactos, às vezes em grande número.

O que fazer: se um exame de urina mostrar sangue ou hemoglobina, o médico geralmente solicita exames adicionais para confirmar a causa, como exame microscópico da urina, culturas para Mycobacterium tuberculosis e exames de imagem do trato urinário.

Isso permite a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento adequado.

7. Hemoglobinúria paroxística noturna

A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença sanguínea rara onde os glóbulos vermelhos são destruídos dentro dos vasos sanguíneos, liberando hemoglobina na urina.

Isso porque os glóbulos vermelhos precisam de algumas proteínas que normalmente os protegem do sistema imunológico, deixando-os mais vulneráveis ​​a danos.

Pessoas com essa condição podem sentir fadiga intensa e notar urina escura ou avermelhada, especialmente na primeira urina da manhã.

O que fazer: é importante manter consultas as médicas regulares, pois essa condição pode levar a complicações graves e requer monitoramento e tratamento especializados.

8. Menstruação

A menstruação não causa hemoglobina livre no sangue, mas pode produzir um resultado positivo para hemoglobina na urina devido à contaminação externa.

Durante a menstruação, o sangue pode se misturar com a urina ao coletar a amostra. Como as tiras reagentes do teste não diferenciam entre hemoglobina renal ou livre ou contaminação externa, podem registrar um resultado positivo para “sangue”.

O que fazer: para evitar falsos positivos, recomenda-se lavar bem a região genital antes e coletar a amostra do jato médio de urina.

Além disso, se for possível, é recomendado aguardar o término do período menstrual ou usar um tampão apropriado durante a coleta.

Leia também: Menstruação: o que é, quanto tempo dura (e alterações comuns) tuasaude.com/menstruacao

9. Síndrome hemolítica urêmica

A síndrome hemolítica urêmica é uma doença grave causada principalmente pela bactéria Escherichia coli, que pode estar presente em alimentos como carnes e vegetais.

Essa doença danifica os pequenos vasos sanguíneos e os rins, causando anemia, distúrbios de coagulação sanguínea, hipertensão arterial, fadiga intensa e diminuição do volume urinário.

A pessoa pode apresentar resultado positivo para hemoglobina na urina, porque danos nos vasos sanguíneos dos rins permitem que glóbulos vermelhos passem para a urina.

Além disso, os glóbulos vermelhos se rompem ao passar por vasos parcialmente bloqueados por microtrombos, liberando hemoglobina que também acaba na urina.

O que fazer: é importante consultar um médico imediatamente para iniciar o tratamento o mais rápido possível e prevenir complicações, pois esta é uma condição grave que afeta o sangue e os rins.

A presença de hemoglobina na urina é grave?

A presença de hemoglobina na urina pode ser um achado importante, mas nem sempre é grave.

Isso ocorre porque os testes rápidos de urina não diferenciam a origem do sangue, podendo dar resultado positivo para hemoglobina livre, hemácias intactas ou contaminação da amostra.

Por isso, um resultado de hemoglobina positivo isoladamente não identifica a causa exata e geralmente necessita de exames complementares.

Em muitos casos, a causa é tratável e uma avaliação médica adequada pode determinar a origem do achado e decidir se o tratamento é necessário.

Como identificar

A hemoglobina na urina é positiva quando, após exame químico com uma tira reagente, linhas, traços ou cruzes aparecem na tira, e negativo quando nenhuma alteração ocorre.

Geralmente, quanto mais traços ou cruzes presentes na tira, maior a quantidade de sangue na urina. No entanto, é necessário ler as instruções na embalagem da tira reagente, pois a interpretação dos resultados depende de cada laboratório.

Além do teste rápido, também pode ser feito um exame microscópico por meio da análise do sedimento urinário, que detecta a quantidade de sangue presente. Nesse caso, considera-se normal ter menos de 3 a 5 hemácias por campo ou menos de 5.000 células por ml.

Leia também: Exame de urina (EAS): para que serve, preparo e resultados tuasaude.com/exame-de-urina

Traços de hemoglobina na urina

Traços de hemoglobina na urina são um achado em um exame de urina, que indica a presença de uma quantidade mínima, apenas detectável, de sangue, que não deveria estar presente em condições normais.

Esses traços são identificados por meio da tira reagente e podem corresponder a hemácias intactas, livres ou até mesmo contaminação da amostra, pois o teste não diferencia a origem.

Portanto, os traços não constituem um diagnóstico por si só, mas sim uma indicação leve que geralmente requer confirmação com outros exames.

Sinais e sintomas

A hemoglobina na urina em si não causa sintomas. Assim, quaisquer sintomas que surjam estarão associados à doença que causa a presença de hemoglobina no sangue.

No entanto, pode ocorrer uma alteração na cor da urina, que pode ficar vermelha e transparente. Além disso, em casos graves, devido à perda de uma grande quantidade de hemoglobina, pode causar cansaço fácil, fadiga, palidez e até anemia.



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Para que serve o ibuprofeno (e como tomar)

O ibuprofeno é um remédio que serve para aliviar a dor, a inflamação e a febre, ajudando a tratar dor de cabeça, de dente e de garganta, cólicas menstruais e dores musculares, por exemplo.

Isso porque o ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide que tem ação anti-inflamatória, analgésica e antipirética, por inibir a produção de prostaglandinas, substâncias que estimulam a inflamação.

Leia também: Ibuprofeno: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/ibuprofeno-generico

O ibuprofeno é vendido em farmácias na forma de comprimidos, cápsulas moles, suspensão oral e gotas. Entretanto, esse remédio deve ser usado apenas com a indicação de um médico, devido aos possíveis efeitos colaterais e às contraindicações desse remédio.

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Para que serve o ibuprofeno

O remédio ibuprofeno serve para:

  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Dores musculares e na coluna;
  • Cólica menstrual;
  • Dor de garganta;
  • Contusões e hematomas;
  • Entorses e distensões;
  • Dores após cirurgias.

O ibuprofeno também pode ser indicado pelo médico para tratar condições reumáticas e osteoarticulares, como artrite reumatoide, osteoartrite, bursite, tendinite e cotovelo de tenista.

Para que serve o ibuprofeno de 600 mg

O ibuprofeno de 600 mg serve para aliviar os sintomas e sinais de artrite reumatoide, osteoartrite, reumatismo articular, traumas relacionados ao sistema musculoesquelético, na presença de inflamação e dor, em adultos.

O ibuprofeno de 600 mg, na forma de comprimidos simples ou revestidos e cápsulas gelatinosas, também é indicado no alívio da dor após procedimentos cirúrgicos em odontologia, ginecologia, ortopedia, traumatologia e otorrinolaringologia.

Para que serve o ibuprofeno infantil

O ibuprofeno infantil serve para diminuir a febre e as dores leves a moderadas em bebês a partir dos 6 meses.

Esse tipo de ibuprofeno pode ser encontrado na forma de suspensão oral ou gotas de 30, 50, 100 ou 200 mg/mL.

Para que serve o ibuprofeno de 300 mg

Por ser um anti-inflamatório não esteroide, o ibuprofeno de 300 mg serve para tratar condições como lombalgia, torcicolo, dor articular, artralgia, inflamação da garganta, dor menstrual, muscular e na perna, dor varicosa, contusão, hematomas e entorses.

Esse remédio também serve para tratar tendinites, cotovelo de tenista, lumbago, dor pós-traumática e ciática, bursite, distensões, flebites superficiais, inflamações varicosas, quadros dolorosos da coluna vertebral, lesões leves causadas por esportes.

Esse medicamento é vendido na forma de comprimidos simples, para adultos, ou revestido, que pode ser usado por crianças acima de 12 anos e adultos.

Leia também: Anti-inflamatórios: o que são, principais tipos e como usar tuasaude.com/anti-inflamatorios

Para que serve o ibuprofeno de 400 mg

O ibuprofeno de 400 mg pode ser indicado pelo médico para crianças acima de 12 anos e adultos, sendo vendido na forma de comprimido simples ou revestido e cápsula mole.

Assim com os outros tipos, esse ibuprofeno serve para diminuir a febre e aliviar dores leves a moderadas, como dor de cabeça, cólicas menstruais, dor muscular ou de garganta, por exemplo.

Para que serve o comprimido ibuprofeno

O comprimido ibuprofeno serve para aliviar sintomas de dor, inflamação e febre, em condições como dor de cabeça, de dente, de garganta, menstrual, muscular e ciática, além de reumatismo e osteoartrite.

De um modo geral, o comprimido de ibuprofeno é indicado apenas para adultos. No entanto, os comprimidos revestidos de 300 mg e 400 mg, e o comprimido simples de 400 mg, são os únicos tipos indicados para crianças acima de 12 anos.

Para que serve o ibuprofeno de 100 mg

O ibuprofeno de 100 mg é comercializado na forma de suspensão oral em gotas, podendo ser indicado pelo médico para bebês a partir de 6 meses e adultos. Esse ibuprofeno serve para diminuir as dores e aliviar a febre.

Ibuprofeno serve para dor de cabeça?

Sim, o ibuprofeno serve para dor de cabeça, incluindo enxaqueca e dor de cabeça simples e cefaléia vascular

Isso porque esse remédio tem ação analgésica, aliviando temporariamente as dores leves a moderadas.

Leia também: 6 remédios para dor de cabeça (e como usar) tuasaude.com/remedios-para-dor-de-cabeca

Ibuprofeno serve para dor de dente?

Todas as formas de ibuprofeno servem para dor de dente, devido ao efeito analgésico leve a moderado que esse medicamento possui.

Já na forma de comprimidos ou cápsulas de 600 mg, o ibuprofeno também serve para aliviar a dor após procedimentos cirúrgicos de odontologia, como extrações ou cirurgias gengivais, por exemplo.

Leia também: 11 remédios para dor de dente (e quando usar) tuasaude.com/remedio-para-dor-de-dente

Como tomar

A forma de usar a nimesulida varia conforme a apresentação desse remédio.

  • Comprimido de 300 mg (adultos): de 1 comprimido, de 2 a 3 vezes ao dia. Se for necessário, pode-se tomar um comprimido adicional ao deitar-se. A dose total diária não pode ultrapassar 2400 mg;
  • Comprimido de 300mg revestido (adultos e crianças acima de 12 anos): 1 comprimido, de 2 a 3 vezes ao dia, não ultrapassando 2400 mg por dia. Na dismenorreia, tomar 1 comprimido, 2 vezes ao dia, até desaparecerem os sintomas;
  • Comprimido de 400 mg (adultos e crianças acima de 12 anos): para aliviar a dor, tomar 400 mg a cada 4 a 6 horas. Em casos de cólica menstrual, tomar 400 mg a cada 4 horas. Já para artrite reumatoide, osteoartrite e outras doenças crônicas, de 1200 a 3200 mg por dia;
  • Comprimido de 400 mg revestido(adultos e crianças acima de 12 anos): 1 comprimido a cada 6 a 8 horas, não excedendo 2400 mg/dia. Doses de até o máximo de 3200 mg/dia, podem ser tomadas se for indicado pelo médico;
  • Cápsula mole de 400 mg (adultos e crianças acima de 12 anos): tomar 1 cápsula, onde essa dose pode ser repetida, com intervalo mínimo de 4 a 6 horas, não excedendo o total de 3 cápsulas em um período de 24 horas;
  • Comprimidos e cápsulas moles de 600 mg (adultos): de 600 mg, 3 ou 4 vezes ao dia. A dose pode ser diminuída ou aumentada, conforme a gravidade dos sintomas, mas não deve exceder a dose diária total de 3200mg;
  • Suspensão oral 30 mg/mL: a dose para crianças a partir de 6 meses deve ser administrada conforme o peso, de 6 a 8 horas ao dia, não ultrapassando a dose máxima de 7mL. Já adultos podem tomar 7mL por dose, até 4 vezes por dia;
  • Gotas 50 mg/mL: a dose para crianças a partir de 6 meses varia de 1 a 2 gotas/Kg de peso corporal, a cada 6 a 8 horas, com o máximo de 40 gotas por dose é de 160 gotas por dia para crianças com menos de 12 anos. Em adultos,a dose indicada é de 40 a 160 gotas, até 4 vezes por dia, não ultrapassando 640 gotas por dia;
  • Gotas 100 mg/mL: a dose recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 gota por Kg de peso, a cada 6 a 8 horas, onde a dose máxima para crianças com mais de 30 Kg é de 20 gotas e a dose máxima por dia é de 80 gotas. Em adultos, a dose indicada é de 20 a 80 gotas, até 4 vezes ao dia, não ultrapassando 320 gotas por dia;
  • Gotas 200 mg/mL: para adultos, é indicado de 10 a 40 gotas, até 4 vezes por dia, não passando de 160 gotas por dia. Para crianças a partir de 6 meses, é indicado 1 gota a cada 2 quilos de peso, de 6 a 8 horas ao dia. Crianças com mais de 30Kg não devem tomar mais de 10 gotas por dose e 40 gotas por dia.

Os comprimidos e cápsulas de ibuprofeno devem ser ingeridos inteiros, sem partir, abrir ou mastigar, com um copo de água, durante ou após as refeições, ou ainda com leite.

Para usar a suspensão oral, deve-se agitar o frasco, colocar o adaptador e encaixar a seringa, virar o frasco de cabeça para baixo e puxar o êmbolo até a medida desejada. Em seguida, retirar a seringa e esvaziar lentamente na boca da criança, com a cabeça dela inclinada para trás.

Já a suspensão em gotas deve ser agitada antes de usar, não sendo necessário diluir.

Leia também: Posso tomar ibuprofeno de quantas em quantas horas? tuasaude.com/medico-responde/ibuprofeno-de-quantas-em-quantas-horas

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Úvula inchada: 9 principais causas (e o que fazer)

A úvula inchada, conhecida também por uvulite, é um sintoma de uma inflamação que acontece na região da garganta conhecida popularmente como \"sininho da garganta\".

A úvula inchada pode ser provocada por situações, como refluxo gastroesofágico, mononucleose, angioedema hereditário ou amigdalite, que também podem ser acompanhados de outros sintomas como dor na garganta, tosse, febre e queimação, por exemplo.

Na presença de úvula inchada, é indicado consultar o otorrinolaringologista, ou clínico geral, para indicar o tratamento mais adequado conforme a causa, que pode incluir repouso, gargarejos ou o uso de antibióticos, anti-histamínicos ou analgésicos.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da úvula inchada

A úvula inchada geralmente aparece junto com outros sintomas, dependendo da causa, incluindo:

  • Dor ou desconforto na garganta;
  • Sensação de corpo estranho na garganta;
  • Dificuldade ou irritação para engolir;
  • Rouquidão ou mudança na voz;
  • Salivação excessiva;
  • Vermelhidão e inchaço visível na úvula.

Em casos mais graves, a úvula inchada pode causar dificuldade para respirar, inchaço da língua, lábios, rosto ou garganta, e coloração azulada ou arroxeada dos lábios, o que pode indicar que as vias respiratórias estão sendo bloqueadas.

Úvula inchada é perigoso?

A úvula inchada nem sempre é perigosa, na maioria dos casos, é causada por infecções leves, alergias ou irritações.

No entanto, se o inchaço vier acompanhado de dificuldade para respirar, engolir, falar ou houver inchaço no rosto, lábios ou língua, pode ser uma emergência e é necessário procurar atendimento médico imediatamente.

Causas de úvula inchada

As principais causas de úvula inchada são:

1. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago volta involuntariamente para o esôfago, causando irritação e sintomas como úvula inchada, queimação, azia, sensação de bolo na garganta e gosto amargo na boca. Conheça todos os sintomas do refluxo gastroesofágico.

O que fazer: deve-se consultar o gastroenterologista que pode indicar algumas medidas simples, como manter uma alimentação saudável, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em gordura, e evitar fumar.

Além disso, o médico também pode prescrever o uso de remédios como a domperidona, que aceleram o esvaziamento gástrico, e de omeprazol ou esomeprazol, que reduzem a quantidade de ácido no estômago, por exemplo. Veja os remédios indicados para tratar o refluxo gastroesofágico.

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2. Mononucleose

A mononucleose, conhecida como doença do beijo, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, que pode provocar sintomas como úvula inchada, febre alta, dor e inflamação da garganta e placas esbranquiçadas na garganta.

Leia também: Mononucleose: sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/mononucleose

O que fazer: é recomendado procurar um clínico geral, infectologista ou pediatra, pois o tratamento pode incluir repouso, ingestão de líquidos e o uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno, e analgésicos, como paracetamol ou dipirona. Entenda como é o tratamento da mononucleose.

3. Faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica, ou faringite bacteriana, é uma infecção da faringe causada por bactérias do gênero Streptococcus, que causa sintomas como úvula inchada, dor de garganta, placas brancas no fundo da boca, dificuldade para engolir e febre. 

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo clínico geral e envolve o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, para reduzir a inflamação da garganta, aliviar as dores e baixar a febre. Nos casos mais graves, pode ser recomendado o uso de antibiótico na veia.

Além disso, é importante também priorizar os alimentos com consistência líquida ou pastosa, como mingau de aveia, sopas, sucos naturais e purês, que ajudam a aliviar a dor e o desconforto na garganta. Conheça mais sobre o tratamento da faringite estreptocócica.

4. Angioedema hereditário

Em casos mais raros, a úvula inchada pode ser causada por angioedema hereditário, uma doença genética rara que causa acúmulo de fluidos fora dos vasos sanguíneos, levando a rápido inchaço da face, mãos, pés ou vias respiratórias.

Leia também: Angioedema hereditário: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/angioedema-hereditario

O que fazer: o imunologista, alergologista ou clínico geral deve ser consultado, que podem prescrever o uso de remédios para o tratar ou prevenir as crises, como icatibanto, danazol, oxandrolona ou ácido tranexâmico.

No entanto, se a crise provocar inchaço na garganta, deve-se levar a pessoa imediatamente ao pronto socorro, pois o inchaço pode bloquear a passagem de ar e impedir a respiração. 

5. Amigdalite

A amigdalite bacteriana, ou viral, é uma doença infecciosa que causa uma inflamação nas amígdalas, que também podem afetar a úvula, causando sintomas como dor de garganta, úvula inchada, dificuldade para engolir e febre. Confira mais sobre os sintomas da amigdalite.

O que fazer: é importante consultar o otorrinolaringologista, já que o tratamento varia conforme a causa da infecção e geralmente inclui repouso, hidratação oral e uso de antibióticos ou anti-inflamatórios, para aliviar a dor e baixar a febre. 

Além disso, alguns remédios caseiros, como gargarejo com água morna e sal, ou chá de anis-estrelado, também podem ajudar a aliviar os sintomas. Veja outros remédios caseiros para amigdalite.

6. Alergias

Alergias a medicamentos, pólen ou alguns alimentos podem causar acúmulo de líquido na garganta, deixando a úvula inchada, além de provocar coceira, vermelhidão na pele, espirros, tosse e dor de cabeça. Saiba reconhecer todos os sintomas de alergia.

O que fazer: deve-se procurar o alergologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de medicamentos anti-histamínicos, descongestionantes e corticoides, por exemplo.

Já no caso de reação alérgica grave, chamada de anafilaxia, que inclui sintomas como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

7. Tabagismo

O tabagismo pode deixar a úvula inchada, porque as substâncias presentes no tabaco podem irritar os tecidos da garganta, como a úvula, causando inflamação.

O que fazer: é recomendado parar de fumar, e o médico pode prescrever medicamentos como vareniclina ou bupropiona para reduzir o desejo de fumar e aliviar sintomas da abstinência, como ansiedade, irritabilidade e ganho de peso. Conheça os principais remédios indicados para parar de fumar.

8. Roséola infantil

A úvula inchada pode ser provocada pela roséola infantil, uma doença infecciosa que provoca surgimento de sintomas como febre alta, tosse, irritação e dor de garganta.

Leia também: Roséola infantil: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/roseola-infantil

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo pediatra, e consiste em controlar os sintomas da doença, podendo ser indicado o uso de medicamentos como paracetamol ou dipirona para diminuir a febre e, assim, evitar convulsões febris.

9. Trauma ou irritação local

A úvula inchada pode ocorrer devido a trauma ou irritação direta na garganta, como queimaduras causadas por alimentos ou bebidas muito quentes e ferimentos provocados por procedimentos médicos como endoscopia ou intubação.

O que fazer: na maioria dos casos, a úvula inchada melhora sozinha, no entanto, é recomendado beber líquidos frios, evitar alimentos quentes ou irritantes e procurar um médico se houver dor intensa, febre ou dificuldade para engolir.

Quando ir ao médico

É recomendado ir ao médico quando a úvula inchada não melhora em alguns dias ou quando é acompanhada de sintomas como febre, aumento da dor, calor ou vermelhidão, presença de pus na região.

Além disso, na presença de sintomas como dificuldade para respirar, língua, lábios, rosto ou garganta inchados, ou pele ou lábios azuis ou roxos, deve-se procurar o atendimento médico imediatamente, para que o tratamento seja feito o mais rápido possível.



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