quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar

O estresse é uma resposta física e emocional do corpo a situações desafiadoras, podendo causar sintomas como dor muscular, alteração do apetite, dor de cabeça, dor no estômago e aumento dos batimentos do coração.

Também conhecido como estresse emocional, o estresse pode ser provocado por fatores como importantes acontecimentos ou mudanças na vida, problemas financeiros, gravidez, luto e problemas de saúde, por exemplo.

Algumas medidas que ajudam a aliviar o estresse incluem a realização de sessões de psicoterapia, praticar atividades físicas regularmente, ter boas noites de sono e, em alguns casos, o médico poderá indicar o uso de remédios. Conheça melhor os sintomas e como aliviar o estresse no vídeo a seguir:

Sintomas de ESTRESSE: 7 Sinais que o Corpo Dá e Você Ignora

10:26 | 9.725 visualizações

Sintomas de estresse

Os principais sintomas emocionais e físicos de estresse são:

  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Alteração do apetite;
  • Irritação, tristeza, ansiedade e impaciência;
  • Queda de cabelo;
  • Dor de estômago e enjoo;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Dificuldade para dormir.

A pessoa com estresse também pode apresentar esquecimento, dificuldade de concentração, boca seca, cansaço, rápida perda ou ganho de peso, e problemas de pele, como acne e urticárias.

Leia também: 18 sintomas de estresse (com teste online) tuasaude.com/sintomas-de-estresse

Sintomas de estresse na pele

O estresse pode provocar uma reação no sistema imune, causando urticária e dermatite, e levando, assim, ao surgimento de sintomas como, coceira intensa, espinhas, vermelhidão, descamação e ardência na pele.

O estresse também pode causar o surgimento de manchas roxas no corpo em pessoas com púrpura psicogênica, uma condição rara que causa o surgimento de manchas dolorosas na pele, não provocadas por lesões.

Leia também: Manchas roxas no corpo: 11 principais causas (e como tratar) tuasaude.com/manchas-roxas-no-corpo

Estresse na gravidez

O estresse leve na gravidez é normal e pode surgir devido a mudanças hormonais e no corpo da mulher, impactando na alteração do humor.

No entanto, o estresse excessivo na gravidez pode causar alteração do apetite, podendo provocar diabetes gestacional ou parto prematuro.

O estresse crônico na gravidez também pode causar pressão alta, aumentando os riscos de parto prematuro ou do bebê com baixo peso ao nascer.

Além disso, o estresse na gravidez também pode causar depressão na mulher, impactando no desenvolvimento do feto e no vínculo da mãe com o bebê após o parto.

Leia também: Estresse na gravidez: como aliviar (e riscos para o bebê) tuasaude.com/estresse-na-gravidez

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do estresse é feito pelo clínico geral, por meio dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Para avaliar o risco de estresse, marque uma consulta com o clínico geral mais perto de você:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Teste online de estresse

Para saber qual o seu nível de estresse, responda às questões no teste a seguir:

{TESTE_ESTRESSE}

Diferença entre estresse e ansiedade

A ansiedade é uma condição caracterizada por sentimento de desconforto, preocupação ou medo, causando insônia, dificuldades de concentração, tensão muscular e irritação.

Leia também: Ansiedade: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/ansiedade

Já o estresse é uma resposta física e emocional a situações desafiadoras, como prazo de trabalho, briga com um familiar querido, discriminação ou doença, por exemplo. Pessoas com estresse apresentam sintomas como irritação, raiva, cansaço, dor muscular, problemas digestivos e dificuldades para dormir.

Tipos de estresse

Os principais tipos de estresse são:

1. Estresse pós-traumático

O estresse pós-traumático é uma síndrome psicológica onde a pessoa continua \"revivendo\" algum acontecimento traumático passado, como participar em uma guerra, assalto ou abuso sexual, por exemplo.

Os sintomas de estresse pós-traumático podem incluir lembranças intensas, pensamentos assustadores e/ou pesadelos constantes, aumento da frequência cardíaca, sentimento de culpa e evitar ir a lugares que remetem a situação traumática.

2. Estresse crônico

O estresse crônico acontece quando as situações que causam essa condição permanecem por semanas ou meses, como desemprego, excesso de trabalho ou problemas conjugais, por exemplo.

3. Estresse agudo

O estresse agudo é um tipo de estresse que acontece em um curto período de tempo, podendo ser provocado por fatores positivos ou negativos e sendo a forma mais comum.

4. Estresse agudo episódico

O estresse agudo episódico acontece quando a pessoa vivencia o estresse agudo constantemente, impedindo-a de ficar relaxada e calma

Este tipo de estresse geralmente afeta pessoas que trabalham em profissões, como profissionais de saúde, de educação e de segurança pública.

5. Estresse laboral

O estresse laboral é uma resposta física e emocional que acontece quando as demandas do trabalho superam a capacidade da pessoa para realizá-las. Esse tipo de estresse pode surgir por várias razões, como alta carga de trabalho, falta de controle sobre as tarefas, relações laborais tensas, pressão para cumprir prazos ou falta de apoio.

O estresse laboral pode causar sintomas físicos, como fadiga, dor de cabeça e problemas de sono, assim como sintomas emocionais, como ansiedade, irritabilidade e dificuldade para se concentrar.

Possíveis causas

Algumas das possíveis causas do estresse incluem:

  • Grandes acontecimentos ou mudanças na vida;
  • Relacionamentos;
  • Solidão;
  • Insegurança financeira;
  • Problemas de saúde;
  • Luto;
  • Gravidez;
  • Discriminação;
  • Problemas no trabalho.

O estresse pode ser causado por situações positivas ou negativas na vida, devido ao acúmulo de vários pequenos acontecimentos ou de somente um grande.

Leia também: 8 principais causas do estresse (e como aliviar) tuasaude.com/causas-do-estresse

Como aliviar o estresse

Algumas medidas para aliviar o estresse são:

1. Remédio para estresse

Em casos de transtorno pós traumático ou estresse crônico, o médico pode indicar o uso de remédios como sertralina, paroxetina e propranolol.

2. Psicoterapia

Sessões de psicoterapia individuais ou em grupo, podem ser indicadas pelo médico para ajudar a pessoa a lidar com o estresse.

Alguns dos tipos de psicoterapia que podem ser recomendados são: terapia cognitiva comportamental, psicanálise e terapia dialética comportamental.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

3. Calmantes naturais

Alguns calmantes naturais, como passiflora, valeriana, erva-de-são-joão e camomila, são boas opções para ajudar a combater o estresse.

Essas plantas medicinais têm propriedades sedativas que ajudam a acalmar a mente e favorecer o sono, deixando a pessoa mais calma, serena e tranquila.

Leia também: 7 calmantes naturais (para ansiedade, insônia e nervosismo) tuasaude.com/calmante-natural

4. Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida, como praticar atividades físicas pelo menos 3 vezes na semana, ter boas noites de sono, praticar meditação e/ou yoga, manter uma alimentação saudável, são formas de ajudar a combater o estresse.

Além disso, fazer sauna, seja seca, úmida ou infravermelho, também é uma boa forma de promover o relaxamento, ajudando a diminuir o estresse. Veja como fazer a sauna.

O que o estresse pode causar

O estresse crônico pode causar situações como:

  • AVC;
  • Infarto;
  • Pressão alta;
  • Depressão;
  • Enxaqueca;
  • Redução da libido;
  • Disfunção erétil.

Além disso, o estresse crônico pode piorar quadros de doença já existentes ou levar ao consumo de substâncias como álcool, cigarro ou drogas ilícitas.

Dúvidas comuns sobre o estresse

Algumas dúvidas comuns sobre o estresse são:

1. Qual o hormônio do estresse?

O cortisol é conhecido como hormônio do estresse, pois o corpo o libera em grandes quantidades em situações estressantes, ajudando a fornecer energia ao corpo para lidar com desafios prolongados ou extremos.

No entanto, os hormônios adrenalina e a noradrenalina também estão envolvidos no estresse.

Leia também: Cortisol: o que é, para que serve e sintomas de cortisol alto e baixo tuasaude.com/cortisol

2. Estresse atrasa a menstruação?

Sim, o estresse pode atrasar a menstruação, já que o excesso de cortisol liberado atrapalha a ação entre o hipotálamo, a hipófise e o ovário, impedindo os ciclos menstruais ou deixando-os irregulares.

Além disso, o estresse também pode aumentar as dores e mudar o tempo de duração da menstruação.

3. Estresse provoca gosto amargo na boca?

O estresse pode provocar gosto amargo na boca, pois durante essa situação a boca pode ficar mais seca, alterando na composição da saliva e levando ao surgimento de boca amarga.

Leia também: 19 causas de gosto amargo na boca (e o que fazer) tuasaude.com/gosto-amargo-na-boca

4. Estresse causa pressão alta?

Sim, o estresse crônico pode causar pressão alta, aumentando o risco de hipertensão, infarto ou derrame. Isso acontece porque o estresse causa um aumento na frequência cardíaca e contrações mais fortes do músculo do coração, devido à elevação dos hormônios do estresse.

5. Estresse emagrece ou engorda?

O estresse pode emagrecer ou engordar, porque essa condição pode diminuir o apetite ou provocar fome excessiva, impactando na quantidade de alimentos ingeridos ao longo do dia.



source https://www.tuasaude.com/estresse/

Vila Nova Star avança com robótica em cirurgias ortopédicas

O Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, acaba de ampliar seu parque tecnológico com a incorporação da mais recente versão do sistema Mako SmartRobotics™.

O sistema Mako SmartRobotics™ é uma tecnologia assistida por braço robótico voltada para cirurgias ortopédicas de substituição articular.

Com o investimento, o hospital, localizado na zona sul de São Paulo, passa a ser o primeiro do Brasil a reunir, em uma única instituição, as três aplicações da plataforma em sua versão mais atual: prótese total de quadril, prótese total de joelho e prótese parcial de joelho, esta última um importante avanço para pacientes cuja artrose acomete apenas parte da articulação.

Imagem ilustrativa número 1

Benefícios da tecnologia

Um dos principais atributos da plataforma é o planejamento personalizado da cirurgia. Antes do procedimento, o paciente realiza uma tomografia computadorizada específica que permite a construção de um modelo tridimensional da articulação. Com essas informações, o cirurgião consegue simular virtualmente a cirurgia, definir com precisão milimétrica o posicionamento dos implantes e realizar ajustes antes mesmo da entrada no centro cirúrgico.

Durante o procedimento, a tecnologia háptica auxilia a execução desse planejamento, contribuindo para maior preservação óssea e dos tecidos, além de possibilitar procedimentos menos invasivos e uma recuperação potencialmente mais rápida.

“O destaque é o uso dessa tecnologia para próteses parciais. Quando o desgaste atinge apenas uma parte do joelho, conseguimos realizar uma intervenção muito menor e mais preservadora, acelerando o retorno do paciente às suas atividades e propiciando uma sensação de maior naturalidade ao joelho”, ressalta Marco Demange, ortopedista especialista em joelho do Hospital Vila Nova Star.

A incorporação do sistema amplia a estrutura tecnológica do hospital para procedimentos ortopédicos de alta complexidade e fortalece seu posicionamento como um dos principais centros privados do país dedicados à inovação em cirurgia ortopédica.

“Essa tecnologia representa um novo padrão de cuidado em alta complexidade. Mais do que adquirir um equipamento de última geração, estamos ampliando nossa capacidade de oferecer medicina de precisão e consolidando o hospital como referência nacional em inovação aplicada à ortopedia”, afirma Daniel Favarão Del Negro, diretor-geral do Hospital Vila Nova Star.

Alta complexidade com tecnologia de última geração

A Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina, conta com um amplo parque de cirurgia robótica, com 42 plataformas robóticas distribuídas em hospitais de alta complexidade nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Paraíba, Paraná e no Distrito Federal.

A estrutura reúne 33 sistemas da Vinci, 4 robôs ortopédicos (VELYS™ e Mako™) e 5 plataformas ROSA Knee, ampliando a capacidade de realizar procedimentos minimamente invasivos com precisão, segurança e qualidade assistencial em diferentes especialidades cirúrgicas.

No Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, esse investimento em tecnologia se destaca pela concentração de equipamentos de cirurgia robótica na Rede D’Or.

A unidade reúne três robôs cirúrgicos da Vinci Xi, um sistema Mako™ e um sistema VELYS™. Referência da Rede D’Or em medicina de alta complexidade, o hospital integra tecnologia de última geração, equipes especializadas e protocolos assistenciais padronizados, fortalecendo sua atuação em procedimentos cirúrgicos de maior complexidade.



source https://www.tuasaude.com/cirurgia-robotica-ortopedica-no-vila-nova-star/

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Febre do Nilo: o que é, sintomas e tratamento

A febre do Nilo, também conhecida como doença do Nilo Ocidental, é uma infecção causada pela picada do mosquito do gênero Culex infectado pelo vírus do Nilo Ocidental.

Os sintomas da febre do Nilo normalmente surgem 14 dias após a picada do mosquito infectado e podem variar desde uma febre passageira até meningite, em que o vírus atinge e inflama a membrana que envolve o cérebro e a medula, podendo nesses casos surgir dor muscular, dor cabeça e rigidez no pescoço.

Apesar de ser pouco frequente, a febre do Nilo acontece mais facilmente em idosos, porque possuem o sistema imunológico mais fragilizado, o que torna mais fácil a infecção e o desenvolvimento dos sintomas da doença.

Imagem ilustrativa número 3

Principais sintomas

Os principais sintomas são:

  • Febre e mal-estar geral;
  • Tontura;
  • Grande perda de peso;
  • Diarreia;
  • Náusea e vômitos;
  • Dor nos olhos, na cabeça, nos músculos e/ ou nas articulações;
  • Manchas vermelhas na pele com bolhinhas, em alguns casos;
  • Cansaço excessivo e fraqueza muscular.

A maioria dos casos de febre do Nilo não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas significativos, no entanto quando a pessoa possui o sistema imunológico mais fragilizado, como é o caso de crianças, idosos, grávidas ou pessoas com doenças crônicas, é possível notar o aparecimento de sintomas até 14 dias após a infecção com o vírus.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Em casos mais graves, quando a doença não é identificada e tratada, ou quando a pessoa possui o sistema imunológico muito comprometido, é possível que o vírus atinja o sistema nervoso e leve a complicações graves como encefalite, poliomielite ou meningite, principalmente, que é caracterizada pela rigidez na nuca. Saiba reconhecer os sintomas de meningite.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da febre do Nilo é feito pelo clínico geral ou pelo infectologista através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, além do resultado de exames de sangue, principalmente o sorológico, que tem como objetivo identificar a presença de antígenos e anticorpos contra o vírus.

Além disso, é recomendado pelo médico a realização de hemograma, em que normalmente é observado diminuição do número de linfócitos e hemoglobina, além de dosagem da proteína C reativa (PCR) e avaliação do LCR, principalmente se houver suspeita de meningite.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para avaliar o risco de ter febre do Nilo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Dependendo dos sintomas, o médico pode indicar a realização de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliar a gravidade da doença.

Como é feito o tratamento

Ainda não existe vacina ou tratamento especifico para tratar a febre do Nilo ou para eliminar eficazmente o vírus do corpo, e por isso o tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas relacionados com a doença. Para isso podem ser utilizados alguns remédios, como Paracetamol ou Metoclopramida, por exemplo, que devem ser tomados de acordo com a recomendação do médico.

Nos casos mais graves pode ainda ser necessário o internamento, para que seja feito o acompanhamento adequado e seja realizado tratamento com soro na veia para hidratar, podendo também ser necessária a utilização de máquinas para ajudar a pessoa a respirar.



source https://www.tuasaude.com/febre-do-nilo/

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Esclerose sistêmica: o que é, sintomas, tipos e tratamento (é grave?)

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e endurecimento da pele e a sintomas como inchaço e mudança de cor dos dedos, dor nas articulações e ferida nos dedos.

Além da pele, a doença também pode afetar órgãos, como pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal. Nesses casos, podem surgir sintomas como falta de ar, alterações na pressão arterial, dificuldade para engolir e mudanças no trânsito intestinal.

O tratamento é indicado pelo reumatologista e varia conforme os sintomas e órgãos comprometidos, podendo incluir medicamentos, fisioterapia e cuidados diários para controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de esclerose sistêmica

Os principais sintomas da esclerose sistêmica incluem:

  • Pele espessada, endurecida e rígida;
  • Inchaço dos dedos das mãos e dos pés;
  • Mudança na cor dos dedos em resposta ao frio ou estresse, chamada de fenômeno de Raynaud;
  • Dor e rigidez nas articulações;
  • Feridas ou úlceras nos dedos;
  • Azia, refluxo e dificuldade para engolir;
  • Falta de ar e tosse.

Nas fases iniciais, as alterações na pele podem ser mais evidentes, também com alterações na coloração da pele, principalmente nos dedos, mãos e ao redor da boca. 

Também pode ocorrer dificuldade para movimentar as mãos, abrir completamente a boca ou, em casos mais avançados, andar e realizar outros movimentos.

A esclerose sistêmica também pode causar dor ou fraqueza muscular, queda de cabelo, coceira e ressecamento da pele.

No sistema digestivo, pode surgir sensação de barriga inchada após as refeições, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, além de dificuldade para engolir e refluxo.

Esclerose sistêmica é grave?

A esclerose sistêmica pode ser grave, principalmente quando afeta órgãos internos, como pulmões, coração e rins, podendo levar a complicações como doença pulmonar intersticial, hipertensão arterial pulmonar e crise renal esclerodérmica.

Entretanto, em alguns casos, a doença permanece principalmente limitada à pele, causando manifestações mais controláveis e menor risco de complicações nos órgãos internos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose sistêmica é feito pelo reumatologista, principalmente a partir dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, avaliando alterações como espessamento e endurecimento da pele.

Para uma avaliação, marque consulta com o reumatologista mais próximo da sua região:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para pesquisar autoanticorpos, como anticentrômero, anti-Scl-70 e anti-RNA polimerase III, além de capilaroscopia periungueal. 

Dependendo dos sintomas, também podem ser indicados exames para avaliar os órgãos, como provas de função pulmonar, tomografia de tórax e ecocardiograma.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar uma biópsia da pele para ajudar a diferenciar a esclerose sistêmica de outras doenças que causam alterações semelhantes na pele. Saiba quando é indicada a biópsia da pele.

Tipos de esclerose sistêmica

A esclerose sistêmica pode ser classificada de acordo com a parte do corpo afetada e gravidade dos sintomas, e inclui:

1. Esclerose sistêmica cutânea limitada

A esclerose sistêmica cutânea limitada causa espessamento e endurecimento da pele principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e face, sem atingir de forma extensa o tronco. 

O fenômeno de Raynaud é frequente e pode aparecer anos antes das alterações na pele.

Essa forma tende a apresentar evolução mais lenta, mas também pode afetar órgãos internos. Entre as complicações mais importantes estão a hipertensão arterial pulmonar e alterações no esôfago e no trato gastrointestinal.

2. Esclerose sistêmica cutânea difusa

A esclerose sistêmica cutânea difusa provoca espessamento da pele que pode se estender para braços, pernas, tronco e outras áreas do corpo. 

Em geral, apresenta evolução mais rápida e maior risco de comprometimento de órgãos internos, principalmente os pulmões, coração e rins, aumentando o risco de complicações como doença pulmonar intersticial e crise renal esclerodérmica. 

Por isso, requer acompanhamento regular para identificar precocemente possíveis alterações nos órgãos.

3. Esclerose sistêmica sine esclerodermia

A esclerose sistêmica sine esclerodermia é uma forma rara da doença em que há comprometimento de órgãos internos e outras manifestações características da esclerose sistêmica, mas sem o endurecimento e espessamento da pele. 

Como as alterações na pele estão ausentes, o diagnóstico pode ser mais desafiador e depende da avaliação dos sintomas, autoanticorpos e exames que identificam o comprometimento dos órgãos.

O que causa

A causa exata da esclerose sistêmica não é totalmente esclarecida, no entanto, ocorre devido a uma ativação do sistema imunológico, resultando no aumento da produção de colágeno pelo organismo, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da esclerose sistêmica, como:

  • Histórico familiar de esclerose sistêmica;
  • Quimioterapia ou radioterapia;
  • Exposição ao pó de sílica;
  • Exposição a solventes orgânicos, como benzeno, epóxi, tricloroetileno ou cloreto de vinila.

Além disso, a esclerose sistêmica é mais comum de ocorrer em mulheres dos 30 aos 50 anos, sendo mais rara de surgir em idosos e crianças.

Tratamento da esclerose sistêmica

O tratamento da esclerose sistêmica deve ser feito com orientação do reumatologista e pode incluir:

1. Medicamentos

Alguns dos medicamentos utilizados no tratamento da esclerose sistêmica incluem:

  • Vasodilatadores, como nifedipina, que melhoram a circulação e ajudam a reduzir as crises do fenômeno de Raynaud;
  • Imunossupressores, como micofenolato, metotrexato ou ciclofosfamida, que reduzem a atividade do sistema imunológico e podem ser usados quando há comprometimento da pele ou dos pulmões;
  • Imunomoduladores, como rituximabe ou tocilizumabe, indicados em alguns casos para controlar manifestações da doença, principalmente cutâneas ou pulmonares;
  • Antifibróticos, como nintedanibe, que podem retardar a progressão da fibrose pulmonar em casos de doença pulmonar intersticial;
  • Corticoides, como prednisona, que podem ser usados em algumas manifestações inflamatórias, mas devem ser prescritos com cautela devido ao risco de crise renal esclerodérmica.

Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, podem ser utilizados para aliviar dores articulares e musculares, mas atuam apenas sobre os sintomas e não controlam a causa da doença.

Para sintomas digestivos, podem ser utilizados medicamentos para reduzir o refluxo e melhorar o funcionamento do trato gastrointestinal, como omeprazol, pantoprazol e domperidona.

2. Fisioterapia

A fisioterapia pode ajudar a manter a mobilidade das articulações, reduzir a rigidez e preservar a força muscular, principalmente quando há espessamento da pele e dificuldade para movimentar as mãos. 

A fisioterapia pode incluir alongamentos, exercícios de mobilidade articular, fortalecimento muscular e exercícios respiratórios, conforme as necessidades de cada pessoa.

3. Cuidados no dia a dia

Alguns cuidados podem ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações, como proteger as mãos e os pés do frio, não fumar, manter a pele hidratada e cuidar adequadamente de feridas ou úlceras. 

Também é importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os pulmões, coração e rins e identificar possíveis complicações precocemente.

Esclerose sistêmica tem cura?

A esclerose sistêmica não tem, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Os medicamentos e outros cuidados ajudam a reduzir os sintomas, controlar a progressão da doença e prevenir ou tratar complicações. 

Por isso, o acompanhamento regular com o reumatologista é importante para monitorar a doença e ajustar o tratamento conforme necessário.



source https://www.tuasaude.com/esclerose-sistemica/

Seborreia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A seborreia é uma inflamação na pele que causa o surgimento de sintomas como coceira, placas vermelhas ou rosadas e descamação em regiões como couro cabeludo, rosto, orelha, barba e peito.

Também conhecida como dermatite seborreica, a seborreia pode ser provocada por fatores como alterações hormonais, infecções fúngicas, infecção pelo HIV e alterações de humor, como depressão e estresse emocional, por exemplo.

Leia também: Dermatite seborreica: o que é, causas, sintomas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-dermatite-seborreica

Na presença de sintomas e sinais indicativos de seborreia, é aconselhado consultar o dermatologista ou pediatra para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado, que pode ser feito com shampoos, pomadas, cremes e mudanças de hábitos.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de seborreia

Os principais sintomas de seborreia são:

  • Coceira e/ou queimação no couro cabeludo, rosto, orelha, tronco ou região genital;
  • Descamação branca;
  • Crosta amarelada na região afetada; 
  • Oleosidade na pele e couro cabeludo;
  • Placas rosadas ou vermelhas na pele;
  • Queda de cabelo.

A seborreia pode ocorrer em diversas áreas do corpo e geralmente onde a pele é oleosa, como couro cabeludo, sobrancelha, pálpebra, região entre a boca e o nariz, atrás das orelhas e tórax.

Seborreia em bebê

Em bebês, a seborreia geralmente surge na segunda semana de vida dura de 4 a 6 meses, não provocando muita coceira.

No entanto, a seborreia no bebê causa manchas rosadas e descamação com aspecto gorduroso no couro cabeludo, podendo também atingir as dobras do pescoço, axilas e virilhas.

Teste online de sintomas

Para saber as chances de ter seborreia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_DERMATITE}

Este teste serve apenas como forma de orientação e, por isso, não deve substituir a avaliação e diagnóstico do dermatologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da seborreia deve ser feito pelo dermatologista ou pediatra, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados pela pessoa:

Marque uma consulta com um especialista mais perto de você, se deseja confirmar o risco de seborreia:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames como biópsia da pele, swab ou raspagem de pele, para ajudar a descartar outras condições com sintomas parecidos, como micose, psoríase e rosácea.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exame de sangue, como níveis de zinco, VDRL. Além disso, em casos de seborreica grave ou quando o organismo não responde ao tratamento e a pessoa estiver em risco de contrair HIV, o médico também pode solicitar a realização do teste de HIV.

Tipos de seborreia

Os tipos de seborreia variam conforme a localização desta condição, incluindo:

  • Seborreia capilar: Pode variar entre uma leve descamação (caspa) até intensa inflamação e descamação no couro cabeludo. Conheça mais sobre a dermatite seborreica no couro cabeludo;
  • Seborreia no rosto: A pele ao redor do nariz e, às vezes, das bochechas, pode ficar descamativa e com coloração vermelha, mais clara ou escura que a pele ao redor;
  • Seborreia na barba: Pode provocar o surgimento de manchas rosadas ou avermelhadas e descamação na região da barba ou bigode;
  • Seborreia na sobrancelha: Pode surgir \"caspa\" na parte interna das sobrancelhas, incluindo também as pálpebras e os cílios;
  • Seborreia no corpo: Mais raramente, a seborreia pode ser grave e extensa, atingindo grandes áreas no corpo, necessitando, assim, de um tratamento mais intenso.

Além disso, a seborreia também pode surgir na virilha, no pênis e na orelha, que pode ser ao redor das orelhas, no canal auditivo, no lóbulo ou atrás das orelhas.

Possíveis causas

A causa da seborreia ainda não é totalmente conhecida. No entanto, os fatores relacionados com essa condição são:

  • Alterações hormonais;
  • Infecções fúngicas;
  • Deficiência nutricional;
  • Distúrbios neurológicos, como doença de Parkinson e epilepsia;
  • Infecção pelo HIV;
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Baixa temperatura no ambiente;
  • Medicamentos, como lítio, haloperidol, psoraleno e auranofina.

Além disso, a seborreia também pode estar relacionada com o excesso e a qualidade de sebo produzido pela pele, alterações de humor, como depressão e estresse emocional, rosácea, psoríase e linfoma

Como é feito o tratamento

O tratamento da seborreia pode ser feito com o uso de remédios, shampoos, mudança de hábitos e remédios caseiros.

1. Shampoos para seborreia

Os shampoos para tratar a seborreia podem conter ácido salicílico, zinco, selênio, ácido salicílico, enxofre, alcatrão ou antifúngicos, devendo ser prescritos pelo médico.

Esses shampoos devem ser aplicados no couro cabeludo, deixando-os agir por 5 a 10 minutos e enxaguando em seguida.

2. Remédios

Os remédios indicados para seborreia incluem cremes, loções ou pomadas contendo ácido salicílico, cetoconazol, clotrimazol, betametasona, pimecrolimus, tacrolimus ou hidrocortisona, que devem ser aplicados de uma a 2 vezes ao dia no rosto ou corpo,  durante 2 a 4 semanas.

Além disso, em casos de seborreia generalizada ou que não responde aos outros tratamentos, o médico poderá indicar o uso oral do remédio cetoconazol, itraconazol ou fluconazol.

3. Mudança de hábitos

Algumas mudança de hábitos que ajudam a combater a seborreia são:

  • Limpar frequentemente o couro cabeludo e/ou outras áreas afetadas;
  • Parar o uso de sprays, pomadas e géis no cabelo;
  • Evitar o uso de chapéus, gorros ou bonés;
  • Preferir banhos mornos ou frios;
  • Secar bem os cabelos e o corpo após o banho;
  • Controlar o estresse emocional e a ansiedade;
  • Manter uma alimentação saudável e variada;

Além disso, é recomendado também evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, não prender os cabelos molhados e retirar totalmente o shampoo e o condicionador dos cabelos ao lavar a cabeça.

4. Remédios caseiros

Alguns remédios caseiros, como óleo de melaleuca, ou tea tree, vinagre de maçã e chá de tomilho, podem complementar o tratamento da seborreia, porque ajudam a controlar a oleosidade, além de terem ação antibacteriana, cicatrizante e antifúngica.

Leia também: 9 remédios caseiros para acabar com a caspa (e como fazer) tuasaude.com/remedio-caseiro-para-caspa

Dúvidas comuns sobre a seborreia

Algumas dúvidas comuns sobre a seborreia são:

1. Seborreia tem cura?

A seborreia não tem cura, no entanto, o tratamento recomendado pelo médico ajuda a controlar essa condição, aliviando os sintomas.

2. A caspa é seborreia?

Sim, a caspa é o mesmo que seborreia, sendo este um outro nome dado a esse tipo de inflamação na pele.

Leia também: Caspa: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/caspa

3. A seborreia é transmissível?

A seborreia é uma condição que não é transmissível, ou contagiosa, e também não é provocada por falta de higiene ou perigosa.



source https://www.tuasaude.com/seborreia/

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Rezum: o que é, para que serve, como é feito (e efeitos colaterais)

Rezum é um tratamento minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna (HPB) que utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, fazendo com que diminua de tamanho.

O procedimento serve para aliviar os sintomas urinários causados pelo aumento da próstata, como dificuldade para urinar, jato fraco, urgência e necessidade de urinar várias vezes.

O Rezum é indicado pelo urologista e feito pela uretra, com um dispositivo que libera pequenas aplicações de vapor de água na próstata para reduzir o tecido aumentado, sem necessidade de cortes externos.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O Rezum serve para tratar os sintomas urinários causados pela hiperplasia prostática benigna, condição em que a próstata aumenta de tamanho e pode dificultar a passagem da urina. Veja os sintomas da hiperplasia prostática benigna.

O procedimento pode ajudar a melhorar sintomas como:

  • Dificuldade para iniciar a urina;
  • Jato de urina fraco ou interrompido;
  • Necessidade de fazer força para urinar;
  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
  • Vontade urgente ou frequente de urinar.

O Rezum também pode ser uma opção para homens que desejam tratar a hiperplasia prostática preservando a função sexual, já que possui baixo impacto sobre a função erétil e a ejaculação.

Preparo para o Rezum

Antes do procedimento, o urologista pode solicitar exames de sangue e urina, incluindo urocultura, para descartar uma infecção urinária. 

Também é importante informar ao médico os medicamentos em uso, pois em alguns casos pode ser necessário ajustar ou suspender anticoagulantes e antiagregantes antes do procedimento.

Quando o procedimento é feito apenas com anestesia local, pode não ser necessário um jejum prolongado; já quando há sedação, o médico pode orientar o jejum de 6 horas antes. 

Em alguns casos, pode ser indicado um antibiótico antes do procedimento para prevenir infecções. Dependendo do protocolo e das condições de saúde da pessoa, também pode ser recomendada a realização de um clister antes do tratamento.

No dia do procedimento, recomenda-se usar roupas confortáveis e ter um acompanhante para ajudar no retorno para casa, principalmente quando houver sedação.

Como é feito

O procedimento é realizado pelo urologista, geralmente em ambiente ambulatorial, e segue as seguintes etapas:

  1. Manter a pessoa deitada de barriga para cima;
  2. Aplicar anestesia local e, em alguns casos, o médico pode utilizar sedação leve para aumentar o conforto;
  3. Introduzir um dispositivo fino pela uretra até chegar à próstata;
  4. Liberar pequenas quantidades de vapor de água na próstata para destruir parte do tecido aumentado;
  5. Retirar o dispositivo após realizar as aplicações de vapor;
  6. Colocar uma sonda urinária temporária, quando necessário, devido ao inchaço da próstata.

Após o procedimento, o tecido da próstata tratado pelo vapor é gradualmente reabsorvido pelo organismo ao longo das semanas, o que ajuda a aliviar a obstrução e melhorar a passagem da urina. 

O procedimento geralmente dura cerca de 30 minutos, embora o tempo possa variar conforme o tamanho da próstata e a quantidade de aplicações necessárias.

Rezum ou HoLEP

O Rezum utiliza vapor de água para destruir parte do tecido aumentado da próstata, enquanto o HoLEP usa um laser para retirar o tecido que está obstruindo a passagem da urina.

De forma geral, o Rezum é menos invasivo e costuma ter recuperação mais rápida, enquanto o HoLEP permite remover uma quantidade maior de tecido e pode ser indicado para próstatas maiores. 

A escolha depende do tamanho e das características da próstata, dos sintomas e das condições de saúde de cada pessoa, devendo ser avaliada pelo urologista.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais do Rezum geralmente são temporários, sendo os mais comuns:

  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Aumento da frequência e urgência para urinar;
  • Sangue na urina;
  • Sangue no sêmen;
  • Dificuldade para urinar;
  • Infecção urinária.

Esses sintomas tendem a melhorar conforme a próstata se recupera. Em alguns casos, pode ocorrer retenção urinária, sendo necessário manter a sonda por mais alguns dias.

Cuidados após o Rezum

Após o Rezum, é importante beber bastante água para manter a urina diluída e ajudar a prevenir a formação de coágulos, salvo se houver restrição de líquidos.

Também é recomendado reduzir os esforços físicos por cerca de 3 dias. Exercícios intensos, como corrida, ciclismo e levantamento de peso, devem ser retomados somente após cerca de 3 semanas, conforme orientação do urologista.

As relações sexuais e a masturbação devem ser retomadas apenas pelo período indicado pelo urologista, especialmente enquanto houver dor, sangramento ou desconforto urinário.

Caso seja colocada uma sonda urinária, essa deve permanecer pelo período indicado pelo médico, sendo importante lavar bem as mãos antes e depois de manuseá-la para ajudar a reduzir o risco de infecção.

Quando não é indicado

O Rezum não é indicado para todos os homens com próstata aumentada e pode não ser recomendado em casos de:

  • Infecção urinária ativa;
  • Alterações importantes da uretra;
  • Próstata com volume inferior a 30 cm³ ou muito acima de 80 cm³;
  • Câncer de próstata como causa dos sintomas.

A avaliação do urologista é necessária para definir se o tratamento é seguro e adequado para cada caso.



source https://www.tuasaude.com/rezum/

Transplante capilar: o que é, quando é indicado, como é feito e resultados

Transplante capilar é um tratamento cirúrgico para a calvície em homens e mulheres com alopecia androgenética ou alopecia causada por traumas, lesões ou inflamações no couro cabeludo.

Esse tratamento é feito retirando fios de cabelo da própria pessoa, geralmente da parte da trás da cabeça, para ser transplantado em áreas do couro cabeludo sem cabelo, dando um aspecto mais natural.

O transplante capilar pode ser feito utilizando duas técnicas diferentes pelo dermatologista ou cirurgião plástico, utilizando anestesia local, e o resultado final pode ser observado cerca de 12 meses após o procedimento.

Imagem ilustrativa número 1

Quando é indicado

O transplante capilar é indicado para:

  • Calvície total ou parcial em homens com alopecia androgenética;
  • Queda de cabelo em mulheres ou calvície feminina;
  • Alopecia traumática ou alopecia cicatricial;
  • Perda de cabelo devido a queimaduras, inflamações ou lesões no couro cabeludo.

Geralmente, o transplante capilar é indicado após o tratamento clínico da calvície, quando a queda de cabelo está estabilizada. Veja como é feito o tratamento da calvície.

Leia também: Alopecia cicatricial: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/alopecia-cicatricial

Além disso, embora seja menos comum, em alguns casos o transplante capilar também pode ser feito para restaurar os pelos faciais, como barba, costeletas ou sobrancelhas.

O transplante capilar deve ser feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico, após avaliação do couro cabeludo, critérios de elegibilidade e condições de saúde geral.

Se deseja a avaliação de um dermatologista, marque uma consulta na região mais próxima:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Quem pode fazer

Para ser um bom candidato ao transplante capilar, o médico deve avaliar a área doadora do cabelo, como a densidade capilar, se tem folículos capilares suficientes para transplantar para outra área, o calibre e a textura do fio de cabelo.

Além disso, o médico deve avaliar o grau e padrão da calvície, estado de saúde geral e as expectativas da pessoa com relação ao tratamento.

Desta forma, o médico pode indicar a melhor técnica ou tipo de transplante capilar a ser feito.

Como é feito

O transplante capilar é feito pelo dermatologista ou cirurgião plástico em ambiente cirúrgico em hospitais ou clínicas especializadas.

Para fazer o transplante capilar, o médico deve seguir alguns passos:

  1. Calcular o número de enxertos a ser feito;
  2. Fazer a assepsia do couro cabeludo;
  3. Marcar a região onde será feito o enxerto do cabelo, com um lápis adequado para a pele;
  4. Marcar a área doadora e raspar, o que depende do tipo de transplante capilar a ser realizado;
  5. Aplicar anestesia local e fazer bloqueio em nervos na região, para reduzir a dor e o desconforto;
  6. Realizar a técnica escolhida para o transplante capilar.

Antes de iniciar a técnica de transplante capilar, o médico deve aplicar antibióticos e corticoides na veia para evitar infecções e inchaço no couro cabeludo após o transplante capilar.

Além disso, se necessário pode ser feita uma sedação, aplicando remédios ansiolíticos na veia.

Depois de terminar o transplante capilar, é colocado um curativo no couro cabeludo e os pontos são retirados 10 dias depois do procedimento.

Qual a diferença entre transplante capilar e implante capilar?

O transplante capilar é feito com o cabelo da própria pessoa que é implantado nas regiões sem cabelo no couro cabeludo, o que fornece uma aparência mais natural.

Já no implante capilar, o tratamento é realizado utilizando fios de cabelo artificiais, implantados um a um, podendo ter uma aparência menos natural, além de poder ocorrer rejeição, já que os fios não são naturais, além de ser necessária manutenção, pois os fios podem cair. Entenda melhor o que é o implante capilar e como é feito.

Tipos de transplante capilar

Para realizar o transplante capilar o médico pode utilizar duas técnicas diferentes que são:

1. Transplante capilar FUE

O transplante capilar FUE (do inglês follicular unit extraction) é feito extraindo os folículos capilares um a um diretamente da parte de trás do couro cabeludo através de pequenos cortes.

Em seguida, cada folículo capilar extraído é enxertado também um a um na região do couro cabeludo com calvície. 

O transplante capilar FUE é ideal para tratar pequenas regiões sem cabelo, sendo possível enxertar maior número de folículos capilares, deixando cicatriz menos aparente, além de ter um tempo de cicatrização menor e menor desconforto pós-operatório.

Esse procedimento dura cerca de 4 horas ou mais, podendo ser feito com tecnologia robótica ou instrumentos mecânicos automatizados. 

2. Transplante capilar FUT

O transplante capilar FUT (do inglês follicular unit transplantation) é feito cortando uma parte da pele do couro cabeludo, geralmente da nuca, e em seguida o corte é fechado com pontos.

Essa pele retirada da nuca é dividida em pequenas porções que são implantadas na região sem cabelo através de pequenos buracos no couro cabeludo.

O transplante capilar FUT é mais indicado para tratar áreas maiores de calvície, porém pode deixar uma cicatriz mais perceptível e o pós-operatório é mais doloroso.

Como é a recuperação

A recuperação do transplante capilar é feito em casa uma vez que a pessoa tem alta no mesmo dia da cirurgia, sendo necessários alguns cuidados, como:

  • Tomar os analgésicos ou anti-inflamatórios, indicados pelo médico para aliviar a dor e o desconforto, e/ou os antibióticos para evitar infecções na área tratada;
  • Aplicar compressas frias nas primeiras 48 horas, na região tratada, para reduzir o inchaço e o desconforto;
  • Dormir com a cabeça um pouco mais elevada na primeira semana;
  • Evitar esfregar, coçar ou cutucar a região tratada;
  • Evitar exercícios físicos e exposição ao sol por pelo menos 2 a 3 semanas após o procedimento.

O cabelo pode ser lavado a partir do segundo dia após o transplante capilar, no entanto, varia com a técnica realizada. No entanto, é importante ter cuidado para não esfregar a região tratada e evitar a exposição direta da região em chuveiros ou torneiras de alta pressão.

O tempo para voltar às atividades normais varia com a técnica realizada, sendo que no caso do FUE pode-se voltar no dia seguinte, enquanto que no FUT, deve-se aguardar cerca de 4 a 5 dias.

Resultados do transplante capilar

Após 2 a 3 semanas do transplante capilar, o cabelo transplantado pode cair, o que é normal e temporário, pois voltam a crescer.

Geralmente, o crescimento do novo cabelo começa a ser mais visível cerca de 4 meses depois do transplante e o resultado final pode demorar cerca de 12 a 18 meses.

Para potencializar os resultados, o médico pode recomendar o uso de remédios para calvície como minoxidil tópico ou o uso de finasterida por homens. Confira os principais remédios para calvície

Possíveis complicações

O transplante capilar é considerado um procedimento seguro e com pouco risco de complicações, no entanto, podem ocorrer inchaço, sangramento, hematomas ou infecções no couro cabeludo.

Além disso, também podem surgir dormência na região tratada, inflamação dos folículos capilares (foliculite) ou aparência não natural do cabelo.

Quem não deve fazer

O transplante capilar não é indicado para menores de 25 anos ou para pessoas com calvície devido a alopecia areata.

Além disso, essa cirurgia não é indicada para mulheres com perda de cabelo em todo o couro cabeludo, pessoas com perda de cabelo devido a quimioterapia ou radioterapia, por exemplo.

O transplante capilar também não deve ser feito se a pessoa não tiver dor no couro cabeludo, sensação de queimação ou coceira, ou não tiver área doadora com folículos capilares suficientes para transplantar.



source https://www.tuasaude.com/transplante-capilar/

Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar

O estresse é uma resposta física e emocional do corpo a situações desafiadoras, podendo causar sintomas como dor muscular, alteração do apet...