segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Looksmaxing: o que é, como fazer (e possíveis riscos)

Looksmaxing é o conjunto de práticas usadas para melhorar a aparência física, principalmente do rosto e do corpo, incluindo cuidados pessoais, alimentação, exercícios físicos, tratamentos estéticos e, em alguns casos, cirurgias.

O termo se popularizou em redes sociais e comunidades voltadas à aparência masculina, onde são compartilhadas dicas e técnicas para aumentar a atratividade física, ou seja, tornar a aparência mais próxima dos padrões de beleza considerados desejáveis.

Embora algumas práticas de looksmaxing sejam simples, a busca excessiva por mudanças na aparência pode levar a procedimentos desnecessários, métodos sem comprovação e impactos na saúde física e mental.

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Como fazer

O looksmaxing pode envolver diferentes estratégias para melhorar a aparência, como:

1. Cuidados com a pele

Manter uma rotina de cuidados com a pele, chamada de skincare, pode ajudar a melhorar a aparência e prevenir problemas como acne e manchas. 

Essa rotina pode incluir:

  • Limpeza da pele, que ajuda a remover sujeira, oleosidade, suor e resíduos de produtos acumulados ao longo do dia;
  • Hidratação, para manter a barreira de proteção da pele e evitar o ressecamento;
  • Uso diário de protetor solar, que serve para proteger contra a radiação ultravioleta e ajudar a prevenir manchas e o envelhecimento precoce da pele.

O skincare deve ser adaptado ao tipo e às necessidades da pele. Em caso de acne persistente, manchas ou outras alterações, um dermatologista pode indicar os produtos e tratamentos mais adequados. Saiba como fazer o skincare.

2. Higiene e cuidados pessoais

A higiene pessoal e os cuidados com a aparência fazem parte do looksmaxing e incluem manter os dentes, cabelos, barba, unhas e pelos corporais limpos e bem cuidados. 

Além disso, escolher um corte de cabelo, manter a barba aparada e usar roupas que valorizem o corpo e estejam de acordo com o estilo pessoal podem contribuir para uma aparência mais cuidada. 

3. Alimentação e hidratação

Outra estratégia usada no looksmaxing é manter uma alimentação equilibrada e uma boa hidratação. O consumo adequado de frutas, verduras, legumes, proteínas e outros nutrientes contribui para a saúde da pele, dos cabelos e do organismo em geral. 

Também é indicado beber água ao longo do dia para ajudar a manter a hidratação do corpo. Entenda quantos litros de água precisa beber por dia.

4. Exercícios e sono

A prática regular de exercícios físicos também pode fazer parte do looksmaxing, pois ajuda a melhorar a composição corporal, aumentar a massa muscular e manter um peso saudável. 

Além disso, dormir bem é importante para a recuperação do organismo e pode contribuir para uma aparência mais descansada.

Leia também: Higiene do sono: o que é, para que serve (e 14 dicas de como fazer) tuasaude.com/higiene-do-sono

5. Postura e linha do maxilar

Outra estratégia usada no looksmaxing é melhorar a postura, já que manter a coluna ereta e os ombros alinhados pode favorecer a aparência geral.

Leia também: 9 exercícios simples para melhorar a postura em casa (e como fazer) tuasaude.com/exercicios-para-melhorar-a-postura

Além disso, tentar destacar a linha do maxilar por meio de técnicas como o mewing é uma prática comum entre os adeptos do looksmaxing, que consiste em manter a língua apoiada no céu da boca, na tentativa de deixar a mandíbula mais definida. Veja para que serve o mewing.

Outra prática são os exercícios faciais, que envolvem movimentos repetitivos dos músculos do rosto e da mandíbula com o objetivo de melhorar o contorno facial.

No entanto, as evidências sobre os efeitos estéticos do mewing e dos exercícios faciais ainda são limitadas, não sendo possível afirmar que essas técnicas consigam modificar significativamente a estrutura ou o formato da mandíbula.

6. Procedimentos estéticos

O looksmaxing também pode envolver procedimentos estéticos para modificar ou melhorar determinadas características da aparência, como:

  • Preenchimentos faciais, que podem ser usados para modificar o contorno ou o volume de algumas regiões do rosto;
  • Aplicação de toxina botulínica, que pode suavizar rugas e linhas de expressão;
  • Tratamentos dermatológicos, como peelings químicos, laser, microagulhamento e tratamentos para acne, manchas e cicatrizes. Veja como é feito o microagulhamento;
  • Cirurgias plásticas, que podem modificar características específicas do rosto ou do corpo.

Entretanto, essas intervenções devem ser avaliadas individualmente, considerando os possíveis benefícios, riscos e expectativas de cada pessoa.

Softmaxxing

Uma das formas de praticar looksmaxing é por meio do softmaxxing, que reúne estratégias menos invasivas para melhorar a aparência, geralmente relacionadas a hábitos, cuidados pessoais e estilo de vida. 

Pode incluir skincare, higiene, cuidados com cabelo e barba, alimentação equilibrada, exercícios físicos, sono adequado e escolha de roupas e estilo.

Hardmaxxing

Outra forma de praticar looksmaxing é por meio do hardmaxxing, que envolve estratégias mais invasivas para modificar características do rosto ou do corpo, como preenchimentos e aplicação de toxina botulínica, além de cirurgias e outras intervenções.

Essas práticas podem apresentar riscos, efeitos colaterais e resultados permanentes. Por isso, procedimentos médicos e estéticos devem ser realizados com avaliação e acompanhamento de profissionais qualificados.

Possíveis riscos

Embora algumas práticas de looksmaxing envolvam apenas cuidados pessoais e hábitos saudáveis, a busca excessiva por mudanças na aparência pode trazer riscos à saúde física e mental. 

A comparação constante com padrões de beleza divulgados nas redes sociais pode aumentar a insatisfação com o próprio corpo e levar a expectativas irreais.

Entre os principais riscos estão:

  • Insatisfação com a aparência: a preocupação constante em melhorar características do rosto ou do corpo pode afetar a autoestima e a percepção da própria imagem;
  • Excesso de procedimentos: a busca por resultados cada vez maiores pode levar à realização repetida de procedimentos estéticos ou cirurgias, aumentando o risco de complicações;
  • Práticas perigosas: algumas técnicas podem causar lesões quando realizadas de forma inadequada;
  • Transtorno dismórfico corporal: preocupação intensa e persistente com pequenas ou inexistentes imperfeições na aparência, que pode causar sofrimento significativo e afetar a vida cotidiana.
Leia também: Dismorfia corporal: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/dismorfia

Por isso, o desejo de melhorar a aparência deve ser diferenciado de uma preocupação excessiva que interfere na rotina, nos relacionamentos ou na qualidade de vida. 

Quando existe sofrimento relacionado à própria aparência, pode ser importante buscar avaliação do psicólogo ou psiquiatra.

Para uma avaliação, marque consulta com o psicólogo mais próximo de você:

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Prótese de silicone: tipos, modelos, como é colocada e riscos

Prótese de silicone é um implante indicado para aumentar o tamanho e volume das mamas ou para reconstrução mamária após cirurgia de câncer de mama, por exemplo.

Existem diferentes tipos de prótese de silicone, como próteses redondas, ovais ou em forma de gota, e também com tamanhos diferentes que podem ser indicados pelo médico de acordo com as características da mama, pele e largura do tórax.

Leia também: Mamoplastia: o que é, como é feita, tipos e recuperação tuasaude.com/mamoplastia

A cirurgia de prótese de silicone é feita pelo cirurgião plástico, no hospital, com anestesia geral, sendo necessário internamento hospitalar por 1 ou 2 dias e alguns cuidados em casa para acelerar a recuperação.

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Tipos de prótese de silicone

Os principais tipos e modelos de prótese de silicone são:

1. Prótese redonda

A prótese redonda ou arredondada é um tipo de prótese de silicone indicada para pessoas que desejam ter mais volume na parte superior das mamas, deixando o colo mais evidenciado.

Esse tipo de prótese de silicone também proporciona um melhor contorno das mamas.

2. Prótese anatômica (em gota)

A prótese anatômica é uma prótese de silicone com formato de gota, sendo normalmente indicado para a cirurgia de reconstrução mamária após a mastectomia para o tratamento do câncer de mama, por exemplo.

Isso porque o maior volume da prótese anatômica fica na base da prótese, imitando o formato das mamas e dando um aspecto mais natural.

Leia também: Reconstrução mamária: o que é, como é feita a cirurgia e quando é indicada tuasaude.com/reconstrucao-mamaria

3. Prótese cônica

A prótese cônica é um tipo de prótese de silicone é indicada para pessoas que desejam ter um aspecto das mamas mais projetadas para frente.

Geralmente, esse tipo de prótese de silicone é indicada quando a pessoa tem o tórax mais estreito.

Assista o vídeo com o Dr. com os principais tipos de prótese de silicone:

Tudo sobre Prótese de Silicone: Formatos, Procedimento Cirúrgico e Pós-Operatório

13:08 | 5.136 visualizações

Modelos de prótese de silicone

Os modelos de prótese de silicone variam com a sua textura e projeção sendo os principais:

Características Modelos de prótese de silicone
De acordo com a textura

- Prótese de silicone lisa: é a mais utilizado, sendo a superfície lisa, e proporciona um movimento mais suave e natural das mamas, porém tem maior risco de rotação;

- Prótese de silicone texturizada: possui a superfície áspera, com menor risco de rotação pois se adere aos tecidos e menor risco de contratura capsular;

- Prótese de silicone de poliuretano: possui uma superfície que adere melhor ao tecido mamário, sendo mais indicada nos casos de mamas caídas ou flácidas.

De acordo com a projeção

- Prótese de silicone de perfil baixo: é maior na sua base e possui uma projeção baixa, ou seja, deixa as mamas com aspecto mais natural, pois não tem grande volume e não marca muito o colo;

- Prótese de silicone de perfil moderado: indicado nos casos em que se deseja aumentar o volume das mamas e ter um pouco de projeção;

- Prótese de silicone de perfil alto: é menor na sua base e possui uma projeção maior, ou seja, deixa as mamas mais volumosas e preenchidas;

- Prótese de silicone de perfil super alto: tem a base mais estreita e projeção maior, deixando as mamas muito volumosas e também mais empinadas e destacadas.

Além disso, o modelo das próteses de silicone também variam com a consistência do silicone, podendo ser padrão feitas com gel coeso de silicone dando uma sensação mais natural ao toque ou ser mais consistentes como uma goma, sendo mais firmes e com menor risco de ruptura.

Leia também: 4 exames pré-operatórios para cirurgia plástica tuasaude.com/exames-para-plastica

Como escolher a prótese de silicone

A escolha do tipo e modelo de prótese de silicone deve ser feito com indicação médica.

Isso porque o tipo e o modelo podem variar de acordo com estrutura física da pessoa, como largura do tórax, tamanho e volume das mamas e elasticidade da pele, por exemplo.

Além das mamas, a prótese de silicone também pode ser indicada para os glúteos, para dar mais volume e melhorar o contorno corporal. No entanto, nesses casos, as próteses de silicone são diferentes, pois devem ser mais resistentes e firmes.

Leia também: Silicone no glúteo: para que serve, como é feita, riscos (e cuidados) tuasaude.com/tudo-sobre-silicone-no-bumbum

Como é colocada

A prótese de silicone é colocada pelo cirurgião plástico, no hospital, com anestesia geral.

Essa cirurgia pode ser feita utilizando técnicas diferentes, de acordo com a posição da colocação da prótese de silicone, que são:

  • Prótese de silicone subglandular: a prótese é colocada entre o tecido mamário e o músculo peitoral;
  • Prótese de silicone subfascial: a prótese é colocada debaixo da fáscia, que é um acamada que recobre o músculo peitoral;
  • Prótese de silicone submuscular: a prótese é colocada debaixo do músculo peitoral.

A posição da prótese de silicone varia com o tipo de prótese, anatomia da pessoa e indicação do cirurgião plástico.

Quando trocar a prótese de silicone

As próteses de silicone que tenham prazo de validade, como acontece com as mais antigas, devem ser trocadas entre 10 a 25 anos.

Já as próteses mais recentes, que são feitas de gel coeso, geralmente, não necessitam ser trocadas tão cedo, embora uma revisão a cada 10 anos seja recomendada. 

Além disso, a prótese de silicone deve ser trocada quando rompida, mal posicionada ou gera rugas ou pregas na pele, por exemplo.

Prótese de silicone e amamentação

A prótese de silicone geralmente não impede a amamentação, e muitas mulheres conseguem produzir leite normalmente após a cirurgia.

Além disso, a prótese não costuma interferir na pega do bebê durante a amamentação e, em geral, não altera a qualidade do leite materno.

No entanto, a forma como a prótese é colocada pode influenciar a amamentação. Quando o corte é feito ao redor da aréola, por exemplo, pode haver alterações nos ductos que levam o leite ao mamilo ou nos nervos que ajudam na produção do leite.

Cuidados após a cirurgia

Após a cirurgia de prótese de silicone, alguns cuidados são importantes, como:

  • Usar o sutiã elástico para suportar as mamas durante pelo menos 3 semanas, não tirando nem mesmo para dormir;
  • Evitar movimentos de grande amplitude dos braços, como levantar ou carregar pesos, por 4 a 6 semanas;
  • Só tomar banho completo normalmente após 1 semana ou quando o médico indicar;
  • Não molhar nem trocar os curativos em casa;
  • Evitar deitar de barriga para baixo ou de lado nos primeiros 30 dias após a cirurgia;
  • Evitar exposição ao sol durante 3 meses após a cirurgia.

Além disso, deve-se beber bastante água, cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia, conforme recomendação médica, e ter uma alimentação leve e de fácil digestão.

Leia também: 6 dicas para recuperar mais rápido da cirurgia (e quando ir ao médico) tuasaude.com/cuidados-gerais-depois-de-qualquer-cirurgia

Possíveis riscos

As principais complicações da prótese de silicone são dor no peito, hematoma, inchaço e vermelhidão da mama ou diminuição da sensibilidade na mama.

Além disso, podem ocorre infecções na cicatriz, celulite ou seromas. 

Em alguns casos, também pode ocorrer endurecimento ao redor da prótese, rejeição ou ruptura da prótese ou doença do silicone, o que leva à necessidade de cirurgia para remover o silicone, chamado explante do silicone.

Leia também: Explante de silicone: o que é, quando é indicado e recuperação tuasaude.com/explante-de-silicone

Contratura capsular

A contratura capsular é uma complicação da prótese de silicone em que ocorre a formação excessiva de cicatriz endurecida, que pode se contrair provocando alterações estéticas na mama.

Além disso, a contratura capsular pode causar dor ou endurecimento da mama.

O tratamento da contratura capsular é feito pelo cirurgião plástico através de cirurgia para remover o excesso de tecido cicatricial e substituição da prótese de silicone.

Rippling da prótese de silicone

O rippling é uma complicação estética da prótese de silicone em que surgem ondulações ou rugas na pele da mama.

Geralmente, esse tipo de complicação é mais comum com a prótese de silicone texturizada e quando a pessoa tem pouco tecido mamário natural para cobrir e amortecer o implante.

Além disso, também pode acontecer quando a cápsula se adere à prótese de silicone texturizada, a cápsula é pequena para o tamanho da prótese ou a pessoa perde muito peso.

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Alergia na pele: sintomas, causas, tipos e tratamento

Alergia na pele é uma reação inflamatória que surge devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias, causando sintomas como vermelhidão, coceira e bolinhas brancas ou avermelhadas na pele de qualquer região do corpo.

Existem diferentes tipos de alergia na pele, como urticária, dermatite de contato ou dermatite atópica, por exemplo, que podem ser controladas evitando a exposição às substâncias que as desencadeiam, ou realizando o tratamento com o uso de remédios indicados pelo dermatologista ou alergologista. 

Em casos graves de alergia na pele, podem surgir sintomas de anafilaxia, como inchaço na boca, língua ou garganta, dificuldade para respirar, sendo importante procurar o pronto socorro mais próximo, pois pode colocar a vida em risco.

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Sintomas de alergia na pele

Os principais sintomas de alergia na pele são:

  • Coceira intensa;
  • Vermelhidão, irritação ou descamação na pele;
  • Manchas avermelhadas ou bolinhas brancas;
  • Ressecamento da pele;
  • Crostas ou casquinhas;
  • Sensação de ardor ou queimação;
  • Alteração da sensibilidade da pele.

Estes sintomas podem aparecer poucos minutos ou até horas após o contato com o alérgeno, sendo importante, lavar a pele com água abundante e sabão com pH neutro assim que surgem os sintomas.

Leia também: Pele sensível: sintomas, 10 causas (e o que fazer) tuasaude.com/pele-sensivel

Nos casos mais graves e menos comuns, a alergia na pele pode também causar reação anafilática ou anafilaxia, como inchaço nos olhos e boca, dificuldade para respirar e desconforto na garganta.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter uma alergia, por favor, indique baixo os sintomas que apresenta:

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Este teste é apenas uma ferramenta de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substituir a consulta com o alergista, imunologista ou clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da alergia na pele é feito pelo dermatologista ou alergologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico da pele.

Marque uma consulta com o dermatologista na região mais próxima de você:

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Além disso, o médico deve solicitar exames de sangue ou o teste de alergia, que é realizado no consultório médico aplicando diferentes substâncias na pele, para verificar o surgimento dos sintomas. Veja como é feito o teste de alergia.  

Tipos de alergia na pele

Os principais tipos de alergia na pele são:

1. Urticária

A urticária é um tipo de alergia na pele, que pode ser causada por picadas de inseto, medicamentos, alergias a alimentos, como amendoim, ovo ou frutos do mar, alergia ao tecido da roupa, pólen, látex ou suor, por exemplo.

Além disso, variações de temperatura, como calor ou frio extremo, também podem causar urticária.

Normalmente, os sintomas da urticária duram até 24 horas, desaparecendo sem deixar marcas ou cicatrizes.

Porém, as manchas na pele podem voltar a surgir em outras partes do corpo, mantendo-se por cerca de 6 semanas, sendo este tipo de urticária chamada de urticária crônica. 

2. Dermatite de contato

A dermatite de contato é um tipo de alergia na pele que surge após o contato com alguma substância ou objeto irritante, como cosméticos, perfumes, sabonete, produto de limpeza, bijuteria, planta ou poeira, por exemplo. 

Além disso, a dermatite de contato também pode ser causada pelas fezes ou urina, sendo comum em bebês. Confira outras causas da dermatite de contato

3. Dermatite atópica

A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma reação alérgica crônica da pele, mais comum em bebês e crianças com até 5 anos, mas também pode ocorrer em adultos.

Geralmente, a dermatite atópica é causada por várias fatores, como frio ou calor, fumaça, poluição, detergentes e sabão de lavar roupa muito concentrados e contato com tecidos sintéticos, por exemplo.

Esse tipo de alergia na pele é mais comum nas dobras dos braços e joelhos, mas também pode surgir nas bochechas e próximo às orelhas dos bebês, ou no pescoço, mãos e pés em adultos. Saiba identificar a dermatite atópica

4. Rash cutâneo

O rash cutâneo, também conhecido como exantema, pode surgir devido ao contato com substâncias irritantes, como detergentes, borracha ou látex ou até mesmo por infecções virais como dengue ou Zika. Veja outras causas do rash cutâneo.

Conheça melhor sobre a alergia na pele no vídeo a seguir:

6 causas de COCEIRA e como tratar

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Possíveis causas

A alergia na pele pode ter diversas causas, que incluem:

  • Picadas de insetos;
  • Calor ou frio extremos;
  • Suor;
  • Bijuteria;
  • Medicamentos, como antibióticos, fenitoína, carbamazepina ou lamotrigina; 
  • Alimentos, como amendoim, ovo, frutos do mar;
  • Plantas ou pelos de animais;
  • Poeira ou poluição;
  • Roupas, cintos ou a alguns tipos de tecido, como lã ou jeans;
  • Produtos de limpeza, como detergente ou sabão de lavar roupa;
  • Materiais, como látex ou borracha; 
  • Substâncias irritantes, como produtos de beleza e cosméticos, maquiagem, perfume, shampoo, desodorante, gel de banho, sabonete, cera ou mesmo ao creme depilatório.

A alergia na pele pode manifestar-se causando diversos sintomas, sendo muito importante conseguir identificar sua causa para que esta possa ser evitada.

Como é feito o tratamento

O tratamento da alergia na pele deve ser feito com orientação do dermatologista ou alergologista, e varia de acordo com a causa, o tipo de alergia na pele e intensidade dos sintomas.

Os principais tratamentos para alergia na pele que podem ser indicados pelo médico são:

1. Pomadas para alergia na pele

As pomadas para alergia na pele que podem ser indicadas pelo médico são:

  • Corticoides, como a hidrocortisona ou mometasona;
  • Anti-histamínicos, como maleato de dexclorfeniramina;
  • Imunossupressores, como o pimecrolimo ou tacrolimo.

Essas pomadas ajudam a reduzir a inflamação na pele, aliviando os sintomas como coceira, vermelhidão ou inchaço na pele.

Leia também: Pomadas para alergia na pele (e coceira) tuasaude.com/pomadas-para-coceira-na-pele

2. Uso de comprimidos

Os comprimidos para alergia na pele geralmente são indicados pelo médico quando o uso de pomadas não foi eficaz para melhorar os sintomas.

Geralmente, os comprimidos mais indicados são os antialérgicos, como a loratadina, cetirizina ou hidroxizina, ou corticoides, como a prednisona ou prednisolona.

Além disso, dependendo do tipo de alergia na pele, podem ser indicados o uso de imunossupressores, como ciclosporina, azatioprina, micofenolato ou metotrexato, por exemplo.

Esses remédios também podem ser indicados na forma de xaropes ou gotas, devendo ser usados somente com indicação médica.

Leia também: Antialérgicos: o que são, para que servem, tipos e efeitos colaterais tuasaude.com/antialergico

3. Hidratantes 

Os hidratantes podem ser indicados pelo médico para hidratar e manter a umidade da pele, aliviar o ressecamento, a sensação de pele áspera, a coceira ou irritação da pele.

Os hidratantes mais recomendados para alergia na pele são aqueles sem perfume, neutros e que possuem maior quantidade de óleos, como Loção Corporal Hidratante Fisiogel AI Stiefel, Stelatopia Mustela Bebê creme hidratante infantil ou Loção Infantil Hidratante HidraKids Biolab, devendo ser aplicados logo após o banho, com a pele ainda úmida.

Opções de remédios caseiros 

Algumas opções de remédios caseiros para alergia na pele são cremes ou loções com ação calmante como camomila ou alfazema, para aliviar o desconforto e acalmar a irritação na pele, ajudando também a manter a sua hidratação

Além disso, a água termal também é uma excelente opção para usar nestas situações, pois hidrata a pele e reduz a coceira e a irritação. Conheça outros remédios caseiros para tratar a alergia na pele.  

O uso destes, ou de qualquer outro remédio caseiro, não deve substituir os remédios indicados pelo médico, sendo apenas uma forma de ajudar a aliviar mais rapidamente os sintomas.

Alergia na pele é mais comum na gravidez?

A alergia na pele na gravidez pode acontecer devido às alterações hormonais e do sistema imune que ocorrem naturalmente durante este período, o que pode deixar a grávida mais sensível ao surgimento de uma alergia na pele indesejada.

Nestes casos, é recomendado que tente acalmar a pele com cremes ou loções que ajudam a aliviar o desconforto e a irritação na pele, sendo recomendado que consulte o dermatologista ou alergologista logo que possível.

Geralmente, a alergia na pele na gravidez não prejudica o bebê, porém se os sintomas da alergia forem intensos é recomendado ir no pronto socorro ou hospital.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Lisdexanfetamina: para que serve e como tomar

Lisdexanfetamina é um medicamento estimulante estimulante do sistema nervoso central indicado para o tratamento do transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou compulsão alimentar.

Esse medicamento é uma pró-droga, que precisa ser convertido pelo organismo em dextroanfetamina, para ter sua ação no cérebro reduzindo a impulsividade e a hiperatividade.

A lisdexanfetamina pode ser encontrada na forma de cápsulas ou gotas, como genérico ou com os nomes comerciais Venvanse, Lyberdia ou Juneve, e deve ser usada somente com prescrição e acompanhamento médico.

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Para que serve

A lisdexanfetamina é indicada para:

  • TDAH em crianças acima de 6 anos de idade, adolescentes e adultos;
  • Transtorno de compulsão alimentar (TCA) em adultos.

No TDAH, o medicamento pode ajudar a aumentar a atenção e reduzir a impulsividade e a hiperatividade. No transtorno de compulsão alimentar, pode reduzir o número de episódios de compulsão.

O tratamento deve ser feito somente com orientação do psiquiatra, neurologista ou pediatra, e faz parte de um cuidado mais amplo que pode incluir acompanhamento psicológico e outras medidas.

Leia também: Tratamentos para TDAH (medicamentos, psicoterapia e outros) tuasaude.com/tratamento-para-deficit-de-atencao-e-hiperatividade

Como tomar

A lisdexanfetamina deve ser tomada 1 vez por dia, pela manhã, com ou sem alimentos. O uso à tarde deve ser evitado devido ao risco de dificuldade para dormir.

As cápsulas podem ser engolidas inteiras ou abertas, com o conteúdo misturado em iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada.

A solução gotas também pode ser adicionada a iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser homogeneizada e consumida imediatamente.

Posologia da lisdexanfetamina

A dose do dimesilato de lisdexanfetamina deve ser individualizada pelo médico de acordo com a necessidade e a resposta ao medicamento, utilizando-se sempre a menor dose eficaz.

1. Lisdexanfetamina 30 mg

A posologia do dimesilato de lisdexanfetamina 30 mg é de 1 cápsula por dia como dose inicial para o tratamento do TDAH em crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos ou compulsão alimentar em adultos.

Essa dose pode ser ajustada pelo médico com aumentos de 20 mg em intervalos de aproximadamente 1 semana, conforme resposta e tolerância ao tratamento.

2. Lisdexanfetamina 50 mg

A dose do dimesilato de lisdexanfetamina 50 mg é de 1 cápsula por dia, usado como ajuste de dose para TDAH e transtorno alimentar. Esse aumento de dose só deve ser feito com orientação médica.

Em pessoas com insuficiência renal grave, a dose máxima pode ser limitada a 50 mg por dia, conforme avaliação médica.

3. Lisdexanfetamina 70 mg

O dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg é a dose máxima recomendada.

A dose é de 1 cápsula de 70 mg por dia para o tratamento da compulsão alimentar em adultos ou TDAH em crianças com mais de 6 anos, adolescentes e adultos.

4. Lisdexanfetamina gotas

A lisdexanfetamina gotas 40 mg/mL é usada por via oral. Cada 1 mL corresponde a cerca de 20 gotas, e cada gota contém 2 mg do medicamento.

A dose inicial é de 15 gotas (30 mg), uma vez ao dia, para TDAH em adultos e crianças a partir de 6 anos ou compulsão alimentar em adultos.

Conforme a resposta ao tratamento, a dose pode ser ajustada pelo médico em aumentos de 10 gotas (20 mg), podendo chegar a 25 gotas (50 mg) ou 35 gotas (70 mg) por dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da lisdexanfetamina são:

  • Redução do apetite e perda de peso;
  • Insônia, dor de cabeça e boca seca;
  • Dor abdominal, náusea, vômito ou diarreia;
  • Ansiedade, irritabilidade, agitação ou tremor;
  • Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Além disso, também apresenta potencial de uso indevido, abuso, tolerância e dependência, especialmente quando utilizado de forma diferente da prescrita.

Mais raramente, podem ocorrer alterações importantes de humor, sintomas psicóticos, convulsões e problemas cardiovasculares.

Dor no peito, falta de ar, desmaio, convulsão ou alterações importantes de comportamento precisam de avaliação médica urgente.

Lisdexanfetamina emagrece?

A lisdexanfetamina pode reduzir o apetite e causar perda de peso como efeito colateral, mas não é indicada como medicamento para emagrecimento.

O uso com finalidade estética ou para melhorar o desempenho acadêmico ou cognitivo, sem indicação médica, não é recomendado e pode causar riscos à saúde, incluindo problemas cardiovasculares.

Quem não deve usar

A lisdexanfetamina não deve ser usada nas seguintes situações:

  • Menores de 6 anos;
  • Alergia ou sensibilidade a medicamentos estimulantes;
  • Doença cardíaca ou pressão alta moderada a grave;
  • Glaucoma ou feocromocitoma;
  • Hipertireoidismo ou estados de agitação acentuada;
  • Histórico de abuso ou dependência química de drogas.

Pessoas em uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), como fenelzina, selegilina, isocarboxazida, moclobemida ou tranilcipromina, devem aguardar pelo menos 14 dias após a interrupção do IMAO, para iniciar a lisdexanfetamina.

Durante a gravidez e a amamentação, o uso deve ser avaliado individualmente pelo médico. Pessoas com alterações renais também devem informar o profissional, pois pode ser necessário ajustar a dose.



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Pilates na parede: o que é, para que serve (e como fazer)

Pilates na parede é um um tipo de pilates em que se utiliza a parede como apoio para realizar os exercícios e seve para tonificar os músculos, melhorar a flexibilidade e a capacidade cardiorrespiratória.

Além disso, o pilates na parede também é um exercício de baixo impacto, sendo uma boa opção para pessoas que estão iniciando a prática de exercícios físicos, e pode ser feito com exercícios de fortalecimento, alongamento e de mobilidade, como a ponte, a prancha ou o agachamento, por exemplo.

O pilates na parede pode ser feito em casa, na academia ou ao ar livre em locais que tenham parede para se apoiar, sendo importante ter a orientação do profissional de educação física para evitar lesões.

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Para que serve

O pilates na parede possui diversos benefícios para a saúde, como:

  • Fortalecer e estabilizar os músculos;
  • Aumentar o tônus e a força muscular;
  • Melhorar o equilíbrio;
  • Aumentar a flexibilidade e a amplitude dos movimentos;
  • Aliviar a dor nas costas;
  • Aumentar a resistência física;
  • Melhorar a postura;
  • Aumentar a capacidade cardiorrespiratória;
  • Aliviar o estresse e aumentar a disposição e a concentração;
  • Aumentar a consciência corporal;
  • Auxilia na recuperação de lesões em atletas.

Além disso, o pilates na parede ajuda a aumentar a capacidade cardiorrespiratória, a circulação sanguínea e a oxigenação do sangue. Veja outros benefícios do pilates para a saúde.

Pilates na parede emagrece?

O pilates na parede pode ajudar a emagrecer, pois aumenta o tônus e a força muscular, o que pode contribuir para acelerar o metabolismo e favorecer a perda de peso. Entenda como o pilates pode ajudar a emagrecer.

No entanto, para emagrecer o pilates na parede deve fazer parte de uma dieta balanceada, nutritiva e diversificada orientada pelo nutricionista, de forma a ter um deficit calórico, e promover o emagrecimento saudável. 

Leia também: Pilates ou musculação: O que é melhor? tuasaude.com/pilates-ou-musculacao-o-que-e-melhor

Como fazer

O pilates na parede é feito realizando exercícios como a prancha ou agachamento, por exemplo, utilizando a parede como apoio.

Esse tipo de exercício normalmente é feito utilizando o próprio peso corporal, mas também pode-se utilizar alguns objetos, como halter, bola ou caneleiras, por exemplo, conforme orientação do profissional de educação física.

Exercícios de pilates na parede

Alguns exemplos de exercícios de pilates na parede são:

1. Ponte na parede

A ponte na parede é um exercício de pilates na parede que ajuda a estabilizar os músculos como glúteos, costas e o abdômen. 

Para fazer a ponte na parede, deve-se:

  1. Deitar de barriga para cima, a uma distância de cerca de 25 centímetros entre a parede e o glúteo;
  2. Dobrar os joelhos e apoiar os pés e os calcanhares na parede, mantendo os braços alinhados com o corpo;
  3. Contrair o abdômen e os glúteos e pressionar as solas dos pés contra a parede;
  4. Elevar o quadril do chão até que o corpo forme uma linha reta dos joelhos à cabeça;
  5. Manter essa posição por 30 segundos e abaixar o quadril.

Para aumentar a dificuldade do exercício, enquanto estiver na posição da ponte, ao invés de abaixar o quadril, pode-se afastar um pé da parede, elevando a perna em direção ao tronco e depois repetir com a outra perna. Esse movimento é como se a pessoa estivesse marchando.

2. Agachamento na parede

O exercício de pilates na parede de agachamento pode ser realizado com o próprio peso do corpo ou com o uso de uma bola ou halter, por exemplo.

Para fazer o agachamento na parede, deve-se:

  1. Em pé, encostar as costas na parede. As pernas devem estar separadas numa distância da largura dos ombros;
  2. Descer lentamente flexionando os joelhos, com a coluna apoiada na parede;
  3. Os joelhos devem formar um ângulo de 90 graus e não ultrapassar a ponta dos pés;
  4. Os braços devem estar esticados à frente do corpo, paralelos ao chão;
  5. Permanecer nessa posição por alguns segundos.

No caso de usar uma bola para fazer o agachamento na parede, a bola deve estar posicionada entre a parede e as costas da pessoa.

Já no caso do uso de halter ou outro tipo de peso, deve-se segurá-lo com as mãos, e os braços devem estar esticados à frente do corpo. A bola também pode ser usada nesse movimento.

Leia também: 6 exercícios com bola de pilates para tonificar o corpo tuasaude.com/exercicios-de-pilates-com-bola

3. Prancha na parede

A prancha na parede é considerado um exercício completo, ou seja, trabalha várias áreas do corpo, incluindo os músculos do core, abdômen e das costas. 

Para fazer a prancha na parede deve-se:

  1. Ficar na posição de quatro apoios, sobre um tapete de yoga, com os pés próximos à parede;
  2. Manter os antebraços esticados apoiados no chão e colocar as solas dos pés apoiadas na parede;
  3. Manter a cabeça e o corpo reto, alinhados com a coluna vertebral, e o abdômen e glúteos contraídos;
  4. Ficar parado nesta posição o máximo de tempo que conseguir. 

Pode-se começar a prancha na parede por 15 a 30 segundos e ir aumentando o tempo aos poucos. 

4. Flexão de braço na parede

As flexões de braço na parede trabalha principalmente os músculos peitorais, deltoides e tríceps, ajudando a  fortalecer e tonificar o peito, ombro e braços, além de ajudar a melhorar a postura e o equilíbrio.

Para fazer as flexões na parede deve-se:

  1. Posicionar-se de pé em frente a uma parede, afastado a um ou dois passos para trás;
  2. Esticar os braços e apoiar as palmas das mãos na parede na altura do peito, mantendo as pernas esticadas e os pés apoiados no chão;
  3. Dobrar os cotovelos lentamente, inclinando tronco em direção a parede. O corpo deve permanecer reto e a cabeça alinhada à coluna ;
  4. Elevar o tronco lentamente de volta para posição inicial, empurrando a parede com as mãos;
  5. Repetir o movimento a partir da posição inicial. 

Pode-se fazer de 15 a 20 repetições desse exercício em 2 a 3 séries.

É importante manter o abdômen e glúteos contraídos durante a realização das flexões na parede e não se deve movimentar os quadris para evitar lesões. Veja outras formas de fazer flexões de braço e os benefícios.

5. Abdominais na parede

Os abdominais na parede ajudam a fortalecer o abdômen e os músculos do core.

Para fazer os abdominais na parede deve-se:

  1. Deitar de barriga para cima, apoiando os pés na parede, com os joelhos dobrados em um ângulo de 90 graus com os quadris. Essa é a mesma posição do exercício de ponte na parede;
  2. Manter os braços esticados e alinhados com o corpo;
  3. Contrair o abdômen e os glúteos;
  4. Elevar lentamente o tronco e as escápulas, mantendo a lombar sempre apoiada no chão;
  5. Manter essa posição e tirar as mãos do chão, elevando e abaixando as mãos com os braços esticados ao lado do corpo;
  6. Voltar à posição inicial.

É importante que o abdômen permaneça contraído durante todo o exercício.

Possíveis riscos

O pilates na parede é um exercício que possui poucos riscos pois é um exercício de baixo impacto.

No entanto, pode ocorrer piora de lesões em articulações ou na coluna, principalmente quando feito sem orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Cuidados ao fazer o pilates na parede

Para fazer o pilates na parede com segurança alguns cuidados são importantes, como:

  • Usar meias antiderrapantes ou tênis adequado para evitar escorregar da parede e provocar lesões;
  • Manter o abdômen sempre contraído durante os exercícios;
  • Respeitar os limites do próprio corpo, não forçando demais e parando o exercício caso sinta dor ou desconforto;
  • Iniciar o treino aos poucos, com exercícios mais leves, principalmente no caso de pessoas que estão iniciando a prática de exercícios físicos de forma a evitar lesões.

O ideal é que o pilates na parede seja feito após uma avaliação com o cardiologista para verificar o estado de saúde no geral, principalmente do sistema cardiovascular, e fazer os exercícios com orientação do profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Conheça melhor sobre os benefícios e como fazer o pilates assistindo ao vídeo a seguir:

Pilates em Casa: 5 Exercícios para Iniciantes | TS Fit

07:19 | 105.241 visualizações


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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

9 tratamentos para distensão muscular (e tempo de recuperação)

O tratamento para distensão muscular pode ser feito com repouso temporário, elevação do membro afetado, aplicação de compressas frias ou compressão local, pois ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar mais rapidamente.

A distensão muscular é uma ruptura das fibras musculares, causada pelo esforço excessivo ou prolongado ou uma contração repentina do músculo, sendo mais comum de ocorrer em atletas ou devido à má postura, causando dor intensa, inchaço ou fraqueza muscular. Veja outros sintomas da distensão muscular.  

O tratamento da distensão muscular deve sempre ser feito com orientação do ortopedista, de acordo com a gravidade, grau e tipo de lesão, podendo também ser recomendado exercícios isométricos ou cardiovasculares, e a fisioterapia que ajudam a acelerar a recuperação.

Imagem ilustrativa número 1

Principais tratamentos

Os principais tratamentos para a distensão muscular são:

1. Proteger o membro afetado

Proteger o membro afetado é feito com repouso, restringindo os movimentos do membro ajuda a reduzir o sangramento local e prevenir a piora da lesão.

Além disso, o repouso do membro afetado ajuda na recuperação e alivia a dor e o desconforto que surgem ao se movimentar, no entanto, deve ser feito por 1 a 3 dias, ou conforme orientação médica, pois o repouso prolongado pode afetar a força muscular.

2. Elevação do membro

Elevar o membro afetado acima da altura do coração, ajuda a estimular a circulação sanguínea, melhora o sistema linfático, além de proporcionar relaxamento, aliviando o inchaço do músculo afetado.

No caso da distensão muscular ter ocorrido na perna, uma forma fácil de elevar o membro é deitar na cama e colocar a perna na cabeceira ou apoiar a perna em almofadas ou travesseiros, por exemplo.

3. Compressas frias

Aplicar compressas frias no músculo afetado ajuda a diminuir a dor e aliviar o inchaço no local e a aliviar a inflamação e os sintomas.

É recomendado que a aplicação de compressas frias seja feita imediatamente após o episódio de distensão muscular, e por até 48 horas após. Entenda quando são indicadas compressas frias e mornas

Para fazer a compressa fria, deve-se colocar gelo dentro de uma bolsa térmica ou colocar o saco de gel no congelador para resfriar, e depois envolver a bolsa ou o saco de gel em uma toalha limpa e seca e aplicar na região afetada, deixando agir por 15 a 20 minutos, de 3 a 4 vezes por dia. 

4. Evitar o uso de anti-inflamatórios

Apesar de em alguns casos o médico poder recomendar o uso de anti-inflamatórios para distensão muscular, atualmente o uso desses remédios é desaconselhado, pois pode prejudicar a cicatrização dos músculos ou tendões, além de aumentar o risco de fibrose nos tecidos.

Desta forma, o uso de anti-inflamatórios deve ser evitado, e usado somente se o médico recomendar, após avaliação do tipo, grau e gravidade dos sintomas de distensão muscular.

5. Compressão local

A compressão do local afetado pode ser recomendado pelo médico sendo feito com o uso de uma faixa ou bandagem elástica, pois ajuda a reduzir o inchaço e o sangramento no músculo.

No entanto, é importante não comprimir demais o local, pois pode afetar a circulação sanguínea, devendo-se afrouxar a faixa ou bandagem elástica caso surja piora da dor ou formigamento da região.

6. Exercícios isométricos

Os exercícios isométricos são exercícios onde não se observa o movimento das articulações, apenas a contração muscular, ajuda no fortalecimento muscular, além de  promover a reparação dos tecidos musculares, sem aumentar a dor.

Com a melhora dos sintomas, os exercícios podem progredir, com uso de faixas elásticas e a seguir pesos. Na última fase de tratamento, deve-se realizar exercícios de estabilidade articular como a propriocepção. Veja alguns exemplos de exercícios de propriocepção.

O ideal é que esses exercícios sejam feitos com a orientação do fisioterapeuta, sendo normalmente recomendados para serem iniciados o mais cedo possível, de acordo com os sintomas apresentados e gravidade da distensão.

7. Exercícios cardiovasculares

Os exercícios cardiovasculares podem ser indicados pelo médico após a fase aguda da distensão muscular, em que a pessoa não apresenta dor, pois ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo para o músculo acelerando a recuperação.

Esses exercícios são principalmente aeróbicos indicados pelo médico ou fisioterapeuta

8. Fisioterapia

As sessões de fisioterapia para reabilitação de uma distensão muscular devem ser feitas diariamente ou em dias alternados para facilitar a recuperação. 

O tratamento deve ser indicado pelo fisioterapeuta após uma avaliação e observação dos exames solicitados pelo médico e pode incluir o uso de compressas de gelo ou calor, dependendo da necessidade.

Além disso, o fisioterapeuta pode indicar tratamentos com aparelhos, como TENS, ultrassom e laser, por exemplo, pois ajudam a diminuir a dor e a inflamação, auxiliando na cicatrização.

9. Cirurgia para distensão muscular

Raramente o médico aconselha uma cirurgia para reparação da distensão muscular porque normalmente o músculo e o tendão se recuperam totalmente com o tratamento clínico e fisioterapêutico, sem necessitar de intervenção cirúrgica. 

A cirurgia fica restrita aos atletas de alta competição, quando estes sofrem um estiramento muscular muito próximo das datas de competições muito importantes e inadiáveis.

Tratamento caseiro para distensão muscular

Para complementar o tratamento clínico e fisioterapêutico, o indivíduo pode, após 48 horas da lesão, aplicar compressas mornas na região dolorida, duas vezes ao dia, além de evitar esforços.

Quanto tempo demora o tratamento

O tempo de tratamento para distensão muscular pode ser de 2 semanas a 6 meses, dependendo do grau do estiramento, que incluem:

  • Grau 1: demora cerca de 2 semanas para curar;
  • Grau 2: demora cerca de 8 a 10 semanas para curar;
  • Grau 3: pode demorar de 6 meses a 1 ano para curar.

Quanto mais comprometido a pessoa estiver com o tratamento, melhores serão os resultados, e por isso é importante seguir todas as orientações do médico e do fisioterapeuta para a recuperação completa. 

Em todos os casos as lesões passam pelo mesmo processo de cicatrização, sendo que a fase inicial tem uma maior inflamação e dura cerca de 6 dias, e na fase subaguda a inflamação diminui e começa a reparação, podendo durar até 6 semanas.

Já na fase de maturação e remodelamento, não há dor, apenas limitação dos movimentos, e pode durar de 6 meses a 1 ano.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora podem ser diminuição do inchaço, da dor e redução do hematoma. 

Quando a pessoa consegue movimentar a região afetada pela lesão com menos dor e consegue realizar uma contração muscular, mesmo que leve, isso pode indicar a recuperação do estiramento.

Sinais que podem indicar excesso de exercícios

Alguns sinais que podem indicar que o tratamento está sendo muito intenso, o que também pode prejudicar a recuperação da lesão, são:

  • Dor após a fisioterapia que não diminui em 4 horas ou não desaparece em 24 horas;
  • Dor que se inicia mais cedo que na sessão anterior;
  • Maior rigidez e diminuição da amplitude de movimentos;
  • Inchaço, dor ou calor na região afetada após os exercícios;
  • Fraqueza muscular que se instala após o início da fisioterapia.

Com o avanço dos exercícios fisioterápicos é normal haver um aumento da dor, assim como ocorre após ir à academia de ginástica, que dura cerca de 4 horas, mas se os outros sinais estiverem presentes, é importante diminuir a intensidade do tratamento, diminuindo a dificuldade dos exercícios.

Assista o vídeo seguinte e confira algumas dicas sobre o tratamento da distensão muscular:

COMO TRATAR ESTIRAMENTO MUSCULAR

06:05 | 1.365.212 visualizações

Possíveis complicações

As complicações da distensão muscular incluem:

  • Aumento da dificuldade de cicatrização;
  • Dor que não melhora;
  • Diminuição da força e da amplitude dos movimentos.

Por isso, o tratamento da distensão muscular deve ser realizado conforme as orientações do ortopedista e do fisioterapeuta.



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