sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ginecomastia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A ginecomastia é o aumento das mamas em homens, devido ao excesso de tecido da glândula mamária, que pode acontecer por um desequilíbrio nos níveis dos hormônios estrogênio e testosterona, obesidade ou uso de remédios, por exemplo.

Essa condição, também chamada de ginecomastia masculina, acontece com mais frequência na adolescência, mas também pode surgirem recém-nascidos ou em idosos, e afetar uma mama ou as duas, mas geralmente tende a desaparecer espontaneamente.

No entanto, se não ocorrer melhora, deve-se consultar o endocrinologista para avaliar o tipo e a causa da ginecomastia e assim indicar o tratamento mais adequado que pode ser feito com o uso de medicamentos ou cirurgia, por exemplo.

Assista o vídeo a seguir com o Dr. Guilherme e conheça melhor sobre a ginecomastia:

Ginecomastia: o que é, causas e como é a cirurgia

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Sintomas de ginecomastia

Os principais sintomas de ginecomastia são:

  • Aumento de uma ou das duas mamas;
  • Diferença de tamanho de uma mama para outra;
  • Aumento da sensibilidade na mama ou nos mamilos;
  • Dor na mama, especialmente em adolescentes;
  • Inchaço na mama afetada;
  • Aréola maior ou mais escura, em alguns casos.

Quando a ginecomastia ocorre em apenas uma mama é chamada de ginecomastia unilateral, já quando é nas duas mamas, é chamada de ginecomastia bilateral.

Quando ocorre nas duas mamas, geralmente, ocorre um aumento de forma desigual, o que pode causar problemas de autoestima nos homens.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da ginecomastia é feito pelo endocrinologista ou clínico geral, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de uso de remédios, histórico familiar de ginecomastia, além do exame físico das mamas, pescoço, tireoide, axilas e testículos.

Marque uma consulta com um endocrinologista na região mais próxima:

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Além disso, o médico deve solicitar exames que medem a quantidade de hormônios estrogênio e testosterona no corpo, além de exames para avaliar a função dos rins, fígado e tireoide.

O médico também pode solicitar exames de mamografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada das mamas, ultrassom dos testículos, se necessário, ou uma biópsia do tecido da mama, para descartar condições com sintomas semelhantes, como câncer de mama, linfoma ou cisto dermoide, por exemplo.

Leia também: Mamografia: o que é, para que serve, como é feita e resultados tuasaude.com/mamografia

Possíveis causas

A ginecomastia masculina é causada por um desequilíbrio hormonal, em que ocorre uma diminuição ou bloqueio dos efeitos da testosterona ou aumento da quantidade de estrogênio no corpo.

Alguns fatores podem causar esse desequilíbrio hormonal como:

  • Obesidade ou desnutrição;
  • Hipogonadismo ou hipertireoidismo;
  • Infecção no testículo;
  • Síndrome de Klinefelter;
  • Insuficiência renal, hepática ou cirrose no fígado;
  • Uso de anabolizantes ou remédios com estrogênio;
  • Consumo de drogas, como maconha, anfetaminas ou heroína;
  • Câncer de mama, tumor no testículo, na glândula suprarrenal ou na pituitária;
  • Efeito colateral de remédios, como omeprazol, cimetidina, captopril, anlodipino, digoxina, amiodarona, amitriptilina e clomipramina, por exemplo.

Além disso, o tratamento do câncer com quimioterapia ou radioterapia, ou o tratamento da infecção pelo HIV, pode levar a um aumento da mama em homens, causando a ginecomastia.

Tipos de ginecomastia

Os tipos de ginecomastia, conforme o tamanho da mama, excesso de pele e características do tecido mamário, são:

  • Ginecomastia grau 1: ocorre um pequeno aumento da mama ao redor da aréola, devido o aparecimento de uma massa de tecido glandular mamário concentrado, como se fosse um botão em volta da aréola, não existindo excesso de pele, mas uma mama pode apresentar tamanho ligeiramente maior que a outra;
  • Ginecomastia grau 2a: ocorre um aumento moderado da mama, sem excesso de pele, sendo que massa de tecido mamário geralmente se concentra na parte inferior da mama, próxima ao tórax, e neste caso, pode haver acúmulo de gordura, e ser percebido através da roupa;
  • Ginecomastia grau 2b: é o mesmo que a ginecomastia grau 2a, no entanto, nesse caso, existe excesso de pele na mama;
  • Ginecomastia grau 3: é o estágio mais avançado em que a massa de tecido mamário está bastante espalhada pela mama, e apresentando excesso de gordura e de pele no local.

O tratamento de cada tipo de ginecomastia depende da quantidade de pele e do tamanho da mama, devendo sempre ser indicado pelo endocrinologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento da ginecomastia deve ser orientado pelo ginecologista e consiste em:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico tem apenas como objetivo avaliar o desenvolvimento das mamas, sendo principalmente nos casos de ginecomastia no recém nascido que ocorre devido aos efeitos do estrógeno da mãe no útero e, geralmente, desaparece em 2 a 3 semanas após o nascimento.

Outro tipo de ginecomastia que é considerada normal e que pode ser feito acompanhamento médico, é a ginecomastia masculina da adolescência devido à puberdade, que desaparece de forma espontânea, geralmente em 6 meses a dois anos. Conheça as principais mudanças no corpo durante a puberdade. 

2. Uso de remédios

Os remédios que podem ser usados para tratar a ginecomastia masculina são:

  • Tamoxifeno ou citrato de clomifeno: agem bloqueando os efeitos dos estrógeno no corpo;
  • Anastrozol ou letrozol: agem impedindo a formação de estrógeno, o que leva a uma diminuição dos níveis desse hormônio no corpo;
  • Testosterona, dihidrotestosterona ou danazol: que agem aumentando os níveis de testosterona no corpo.

O tratamento com remédios pode ser indicado pelo endocrinologista quando as mamas não reduzem espontaneamente ou quando é notado inchaço, dor ou sensibilidade na mama afetada.

O uso desses remédios deve ser feito somente sob a supervisão de um endocrinologista e com doses específicas para cada pessoa.

3. Cirurgia

A cirurgia para ginecomastia é indicada pelo médico para reduzir o tamanho da mama afetada nos casos em que não ocorre o desaparecimento natural da ginecomastia em até 2 anos, quando interfere nas atividades do dia a dia ou causa constrangimento no homem.

Além disso, a cirurgia também pode ser recomendada nos casos em que os remédios não foram capazes de reduzir o tamanho da mama ou quando há suspeita de câncer de mama. Veja os sintomas do câncer de mama masculino e o tratamento. 

Os principais tipos de cirurgia que podem ser feitos para ginecomastia incluem:

  • Lipoaspiração: que consiste em remover a gordura da mama, mas não as glândulas mamárias;
  • Mastectomia: consiste na remoção do tecido da glândula mamária, feita com pequenos cortes na pele, o que permite uma recuperação mais rápida.

Na adolescência, o recomendado é aguardar o término da puberdade para realizar a cirurgia, para diminuir o risco da ginecomastia reaparecer.

As cirurgias demoram cerca de uma hora e meia e é realizada com sedação e anestesia local ou geral, dependendo do cirurgião plástico que irá fazer a cirurgia.

Durante a cirurgia, é feito um corte em formato de meia lua ao redor do mamilo, para poder ser removido o excesso de tecido mamário, que depois é enviado para análise para descartar a possibilidade de ser câncer.



source https://www.tuasaude.com/ginecomastia/

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Flufenazina: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Flufenazina é um remédio antipsicótico indicado para controlar desordens psicóticas, como esquizofrenia, estados maníacos e outras psicoses. Também pode ser usada em alguns casos de dor crônica.

Esse remédio age no sistema nervoso central e ajuda a controlar sintomas psicóticos, embora o modo exato de ação ainda não seja totalmente conhecido.

Leia também: Psicose: o que é, sintomas, causas, fases e tratamentos tuasaude.com/psicose

A flufenazina pode ser encontrada na forma de comprimido de 5 mg e solução injetável de ação prolongada, com os nomes Flufenan ou Flufenan Depot, vendidos mediante apresentação de receita médica.

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Para que serve

A flufenazina é indicada para:

  • Esquizofrenia ou estados maníacos;
  • Outros quadros psicóticos, com delírios ou alucinações;
  • Tratamento de manutenção de psicoses crônicas;
  • Dores crônicas em associação com antidepressivos tricíclicos;
  • Neuropatia diabética ou síndrome de abstinência de narcóticos.

A indicação e a duração do tratamento dependem da resposta ao medicamento e da avaliação médica. É importante não aumentar, reduzir ou interromper o tratamento por conta própria.

Leia também: 5 opções de tratamento para esquizofrenia tuasaude.com/tratamento-para-esquizofrenia

Qual é o mecanismo de ação da flufenazina?

A flufenazina é um antipsicótico da classe das fenotiazinas. Sua ação modifica a atividade de substâncias químicas no sistema nervoso central, ajudando a controlar sintomas psicóticos. Na dor crônica, a flufenazina pode influenciar o processamento da dor.

No entanto, o local e o modo exatos de ação das fenotiazinas não estão completamente esclarecidos.

Como usar

A forma de uso da flufenazina depende da sua apresentação, que inclui:

1. Flufenazina comprimido 5 mg

O comprimido contém 5 mg de dicloridrato de flufenazina e deve ser tomado por via oral, nos horários e pelo período indicados pelo médico.

Para adultos com desordens psicóticas, a posologia recomendada é:

  • Dose inicial: 2,5 a 10 mg por dia, em doses divididas em intervalos de 6 a 8 horas. Essa dose pode ser aumentada pelo médico conforme a necessidade e tolerância.
  • Dose de manutenção: pode variar de 1 a 5 mg por dia.

Em pessoas idosas ou debilitadas, o tratamento costuma ser iniciado com doses menores.

A dose deve ser ajustada somente pelo médico de acordo com a resposta e a tolerância ao medicamento.

2. Flufenazina injetável 

A injeção de ação prolongada contém 25 mg/mL de enantato de flufenazina e deve ser aplicada por um profissional de saúde diretamente no músculo glúteo (via intramuscular) e, em alguns casos, sob a pele (via subcutânea).

A posologia normalmente recomendada é:

Situação

Posologia

Adultos que nunca usaram a versão injetável de ação prolongada

12,5 mg (0,5 mL), por via intramuscular profunda.

Pessoas com mais de 60 anos

6,25 mg (0,25 mL), por via intramuscular profunda.

A dose de manutenção é individualizada conforme a resposta ao tratamento, e a dose máxima recomendada é de 100 mg por aplicação. 

Após a aplicação, recomenda-se permanecer deitado por cerca de 30 minutos devido ao risco de queda da pressão arterial.

Quanto tempo a flufenazina demora para fazer efeito

O efeito antipsicótico da flufenazina oral ocorre de forma gradual e pode levar várias semanas para ficar mais evidente. A resposta varia conforme a pessoa, o quadro tratado e a dose utilizada.

Na apresentação injetável de ação prolongada, o início da ação costuma ocorrer entre 24 e 72 horas após a aplicação. Os efeitos sobre os sintomas psicóticos podem se tornar significativos entre 48 e 96 horas.

Leia também: Antipsicóticos: para que servem, tipos e como usar tuasaude.com/antipsicoticos

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da flufenazina são:

  • Sonolência, tontura, boca seca, prisão de ventre ou visão turva;
  • Tremores, rigidez, inquietação ou espasmos musculares;
  • Movimentos involuntários que podem afetar olhos, rosto, boca, língua e queixo;
  • Queda da pressão arterial, fraqueza ou desmaio;
  • Alterações hormonais, do peso, da menstruação ou produção de leite;
  • Coceira, manchas na pele, sensibilidade ao sol ou reações locais dolorosas no local da injeção.

Também pode ocorrer síndrome neuroléptica maligna, uma reação rara e grave que pode causar febre alta, rigidez intensa, confusão e alterações dos batimentos cardíacos. Nesses casos, deve-se buscar atendimento médico imediato em um pronto-socorro.

Flufenazina dá sono?

Sim. A flufenazina pode causar sonolência, embora apresente menor ação sedativa que alguns antipsicóticos da mesma classe. Esse efeito pode aumentar com álcool e outros remédios que causam sedação.

Enquanto houver sonolência, tontura ou redução da atenção, deve-se evitar atividades que requeiram atenção, como dirigir, usar máquinas ou realizar tarefas com risco de queda.

Quem não deve usar

A flufenazina é contraindicada em algumas situações devido ao risco de reações graves, como:

  • Alergia à flufenazina ou a outros medicamentos da classe das fenotiazinas;
  • Estados de coma ou depressão grave do sistema nervoso central;
  • Depressão da medula óssea ou alterações importantes das células do sangue;
  • Lesões cerebrais específicas;
  • Algumas doenças graves do fígado, rins ou coração e casos de retenção urinária.

Também não deve ser usada por pessoas em uso de doses elevadas de medicamentos hipnóticos, ou idosos com quadros de ansiedade, agitação ou confusão mental associados à demência.

Durante a gravidez ou amamentação, a flufenazina só deve ser usada após avaliação médica dos benefícios do tratamento para a mulher e possíveis riscos para o bebê.



source https://www.tuasaude.com/flufenazina/

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito)

PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.

Leia também: PET-CT: o que é, para que serve, preparo (e como é feito) tuasaude.com/pet-ct

Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.

Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.

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Para que serve

O PET-CT oncológico pode ser indicado para:

  • Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
  • Identificar possíveis metástases. Entenda como acontece a metástase;
  • Auxiliar no estadiamento do câncer;
  • Avaliar a resposta ao tratamento;
  • Investigar possível recidiva do câncer;
  • Auxiliar no planejamento do tratamento.

A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.

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Preparo para o exame

O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.

Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.

Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens. 

Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.

Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.

Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.

Como é feito

O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:

  1. Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
  2. Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
  3. Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
  4. Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
  5. Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
  6. Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.

Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.

O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.

Cuidados após o exame

Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina. 

Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas. 

No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.

Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.

Possíveis efeitos colaterais

O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.

Os possíveis efeitos colaterais incluem:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
  • Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.

O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.

Quem não deve fazer

O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico. 

Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.



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Cirurgia de coluna: quando é indicada, tipos, como é feita (e cuidados)

A cirurgia de coluna é um procedimento médico que pode ser indicado para tratar condições como estenose espinal lombar, hérnia de disco, escoliose, cifose e fraturas, por exemplo.

Existem diversos tipos de cirurgia de coluna, como cirurgia endoscópica, artrodese e discectomia, por exemplo, que reduzem a pressão na medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.

A cirurgia de coluna deve ser feita pelo neurocirurgião ou ortopedista especialista em coluna, podendo ser realizada em ambulatório ou hospital e sob anestesia geral, raquidiana ou local com sedação.

Leia também: Médico de coluna: qual especialista consultar? tuasaude.com/medico-de-coluna
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Para que serve a cirurgia de coluna

A cirurgia de coluna serve para recuperar a função neurológica, estabilizar a estrutura esquelética e melhorar a qualidade de vida da pessoa, reabilitando e devolvendo a sua independência.

As cirurgias de coluna diminuem a pressão sobre a medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.

Assim, essa cirurgia pode ajudar a aliviar as dores em geral e a fraqueza ou dormência nas pernas ou braços. Essa cirurgia também ajuda a prevenir as fraturas, a perda definitiva da força, da sensibilidade ou do controle sobre as funções fisiológicas e a promover o equilíbrio.

Principais indicações

A cirurgia de coluna pode ser indicada pelo médico para tratar situações como:

  • Estenose espinal lombar;
  • Hérnia de disco lombar e cervical;
  • Espondilolistese degenerativa;
  • Escoliose e cifose;
  • Tumores e metástase na coluna;
  • Fraturas instáveis e lesões neurológicas;
  • Fraturas vertebrais por compressão devido a osteoporose ou traumas leves;
  • Espondilite infecciosa.

As indicações da cirurgia de coluna variam conforme o tipo de doença a ser tratada, a gravidade dos sintomas e a falha nos tratamentos conservadores anteriores indicados pelo médico.

Como é o preparo

O preparo da cirurgia de coluna inclui uma avaliação médica, para avaliar e controlar doenças já existentes, avaliar a fragilidade da pessoa e evitar o delirium no pós-operatório.

Assim, antes da cirurgia, pode ser indicado pelo médico a realização de fisioterapia, para diminuir a intensidade da dor e ajudar a pessoa a voltar a andar no pós-operatório, a suplementação de proteínas para pessoas desnutridas ou de alto risco

É fundamental também parar de fumar semanas antes da cirurgia, pois a nicotina atrasa a cicatrização e a junção dos ossos.

Além disso, deve-se informar ao médico todos os medicamentos e suplementos em uso e fazer o jejum pelo tempo indicado pelo anestesiologista.

Tipos e como é feita a cirurgia de coluna

A cirurgia de coluna é feita conforme o tipo do procedimento, incluindo:

1. Cirurgia endoscópica de coluna

A cirurgia endoscópica de coluna é uma das cirurgias menos invasivas, podendo ser indicada para tratar condições como hérnias de disco lombares e cervicais, estenoses e espondilite infecciosa, por exemplo.

Como é feita: nesta cirurgia o médico usa câmeras de alta definição com fluxo constante de soro para limpar o local, preservar o suprimento de sangue epidural e reduzir o sangramento.

Esta cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas e vias de acesso, como técnica uniportal ou biportal, via transforaminal e interlaminar, por exemplo.

2. Artrodese ou fusão espinhal

A artrodese é uma cirurgia de coluna realizada pelo médico que tem o objetivo de unir duas ou mais vértebras, para eliminar o movimento anormal e a dor entre elas.

Esta cirurgia pode ser indicada para tratar condições como espondilolistese degenerativa, estenose recorrente, deformidades severas ou dor de origem discal resistente

Como é feita: de um modo geral, esta cirurgia é feita unindo-se às vértebras com o uso de enxerto ósseo e implantes, como parafusos pediculares, hastes e espaçadores no espaço entre os discos vertebrais.

Leia também: Artrodese: o que é, quando é indicada, tipos e recuperação tuasaude.com/artrodese

3. Discectomia ou microdiscectomia

A discectomia, ou microdiscectomia, pode tratar hérnias de disco lombares ou cervicais que causam dor intensa e resistente ao tratamento conservador.

Esta cirurgia pode ser indicada também em casos de perda significativa de força motora ou de sensibilidade nos membros acometidos

Como é feita: nesta cirurgia, retira-se a porção do disco intervertebral herniado que comprime a raiz nervosa, podendo ser feita por via aberta tradicional com o uso de microscópio ou por via totalmente endoscópica.

4. Laminectomia

A laminectomia é uma cirurgia de descompressão indicada para tratar a estenose lombar, com sintomas moderados a graves ou déficits neurológicos progressivos, como perda de força, dormência e dor e fraqueza nas pernas ao caminhar resistentes aos tratamentos conservadores.

Como é feita: esta cirurgia é feita retirando-se a parede óssea que cobre e protege o canal vertebral ou os esporões ósseos, aumentando o espaço do canal espinal para liberar a medula e os nervos comprimidos.

Cirurgia de coluna lombar com pinos

A cirurgia de coluna lombar com pinos é uma expressão popular que se refere à artrodese de coluna lombar.

Onde os \"pinos\" são implantes conhecidos como parafusos e hastes, geralmente feitos de titânio, para facilitar a integração com o osso.

Como é a recuperação

A recuperação da cirurgia de coluna inicia ainda no hospital e inclui a mobilização, com dispositivos mecânicos de compressão pneumática sequencial nas pernas, antes da anestesia e no pós-operatório imediato. Isso ajuda a evitar complicações como trombose venosa profunda.

Ainda no hospital, o início precoce da alimentação por via enteral é recomendado e deve-se retirar as sondas urinárias, caso sejam usadas, o mais rápido possível para evitar infecções urinárias relacionadas ao cateter.

Durante a cicatrização, a pessoa pode sentir dormência, dor leve ou uma leve vermelhidão ao redor da cirurgia.

Cuidados importantes

Alguns cuidados importantes que devem ser adotados em casa são:

  • Ao ser autorizado pelo médico a tomar banho, deve-se ter ajuda na primeira vez, cobrir a cicatriz com plástico filme e evitar que a água atinja a ferida;
  • Não fumar ou usar produtos com nicotina após a cirurgia;
  • Evitar ficar sentado por mais de 20 a 30 minutos seguidos e dormir em qualquer posição que não cause dor nas costas;
  • Usar um colete ou cinta, caso seja recomendado pelo médico, sempre que estiver sentado ou caminhando;
  • Não dobrar a coluna para frente para pegar objetos no chão;
  • Manter as costas retas, flexionar os joelhos e agachar ao pegar objetos no chão;
  • Não pegar objetos ou pessoas com mais de 4,5 kg;
  • Evitar levantar objetos acima da cabeça após cirurgias de fusão;
  • Fazer apenas caminhadas curtas nas primeiras 2 semanas, aumentando a distância de forma gradual;
  • Subir escadas apenas uma vez ao dia nas primeiras 1 a 2 semanas, e somente se não houver dor;
  • Evitar passar aspirador de pó e fazer limpezas domésticas pesadas;
  • Iniciar atividades físicas como corrida, natação, golfe e outros esportes, somente após liberação médica;
  • Não dirigir nas primeiras 2 semanas e fazer viagens de carro como passageiro apenas curtas;
  • Usar medicamentos para aliviar a dor, como paracetamol e anti-inflamatórios, conforme recomendação médica.

O médico também recomenda a realização de fisioterapia nos 3 primeiros meses após a cirurgia, para fortalecer a musculatura do abdômen e das costas.

Os curativos adesivos ou fitas cirúrgicas costumam cair sozinhos entre 7 a 10 dias após a cirurgia.

Leia também: Cuidados para recuperar da cirurgia na coluna tuasaude.com/cuidados-apos-cirurgia-da-coluna

Possíveis riscos

Por ser um procedimento complexo, a cirurgia de coluna possui riscos como infecções no local da cirurgia, dormência ou fraqueza temporária nos membros, lentidão temporária do trânsito intestinal e infecção e/ou retenção urinária.

Lesão na dura-máter, que é a membrana que recebe o suprimento de sangue e nervos das artérias, veias e nervos meníngeos, também é outra possível complicação.

Essa cirurgia também pode causar complicações cardiopulmonares, AVC ou outras intercorrências clínicas graves, hematoma epidural, cifose juncional proximal e falha dos implantes.

Já os riscos mais graves e raros desta cirurgia são: perda permanente de sensibilidade ou de força motora, lesões de grandes vasos sanguíneos, embolia pulmonar, infarto, pneumonia grave, insuficiência renal, perda da visão e óbito.

Cirurgia de coluna tem risco de morte?

Embora este procedimento seja seguro, a cirurgia de coluna tem risco de morte. Entretanto, essa taxa é muito baixa e este risco varia conforme a complexidade do procedimento, a idade da pessoa e a presença de outras doenças já existentes.

Para diminuir este risco, o médico deve avaliar a fragilidade de cada pessoa e, quando necessário, controlar a pressão arterial e oferecer suporte nutricional antes da cirurgia.

Além disso, parar de fumar algumas semanas antes da cirurgia de coluna também ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos, acelerar a cicatrização e evitar atrasos na junção dos ossos.

Quem não pode fazer

As contraindicações da cirurgia de coluna, variam de acordo com a técnica usada.

A cirurgia endoscópica não é indicada para pessoas em situações como:

  • Síndrome da cauda equina;
  • Aderências fibróticas graves devido a cirurgias prévias na mesma região da coluna;
  • Hérnias de disco massivas ou gigantes;
  • Fraqueza muscular isolada sem dor irradiada associada;
  • Distorções anatômicas graves, devido a alterações artríticas severas que limitam a visualização ou o uso das ferramentas endoscópicas.

Pessoas com comprometimento do nível L5-S1 da coluna, estenose grave do canal central, espondilolistese grave ou estenose foraminal causada por bicos de papagaio e histórico de cirurgia retroperitoneal anterior, não devem fazer a cirurgia de coluna por fusão por via lateral.

Além disso, no geral, pessoas com condições médicas graves e/ou psiquiátricas graves, mulheres grávidas e alergia aos remédios e anestésicos necessários durante o procedimento, por exemplo, não podem fazer a cirurgia de coluna.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

10 sintomas de infarto feminino (e o que fazer)

Os principais sintomas de infarto feminino são sensação de dor, pressão ou aperto no peito, enjoo, mal-estar , cansaço excessivo sem causa aparente, falta de ar, desconforto em um ou ambos braços, pescoço, costas ou queixo e/ou suor frio.

Embora os sintomas do infarto feminino e masculino sejam parecidos na maioria das vezes, sintomas menos característicos são mais comuns na mulher e o infarto pode ser confundido com problemas menos graves, como gastrite, gases ou ansiedade.

Leia também: Ataque cardíaco: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ataque-cardiaco

Em caso de suspeita de infarto, deve-se procurar um atendimento de emergência. Mesmo que não seja um infarto, estes sintomas ainda podem indicar problemas no coração, sendo recomendado consultar um cardiologista para uma avaliação e iniciar o tratamento adequado. Confira os principais sintomas de problemas no coração.

Saiba como reconhecer os sintomas de infarto no vídeo a seguir:

7 sintomas de INFARTO que você precisa reconhecer

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Principais sintomas

Os principais sintomas de infarto feminino são:

  1. Dor, desconforto, sensação de pressão ou aperto no peito;
  2. Enjoo ou vômitos;
  3. Mal-estar geral;
  4. Cansaço excessivo sem causa aparente;
  5. Sensação de falta de ar;
  6. Dor ou desconforto em um ou ambos os braços, costas pescoço e/ou queixo;
  7. Suor frio;
  8. Sensação de cabeça vazia;
  9. Dor no ombro direito;
  10. Dor na região do estômago.

Estes sintomas podem surgir sem qualquer esforço físico ou emoção forte, podendo começar quando a mulher está em repouso e tranquila.

Além disso, estes sintomas podem surgir em conjunto ou separados, podendo ser confundidos com o início de uma gripe ou problema de digestão, por exemplo, em alguns casos.

Embora o infarto feminino possa causar sintomas que são menos característicos, na maioria das vezes, os sintomas do infarto na mulher são os mesmo que surgem no homem. Conheça os principais sintomas de infarto.

Teste online de sintomas

Para saber as chances de ter um infarto, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_INFARTO}

Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de diagnosticar e nem substituir a consulta com um cardiologista ou clínico geral.

O que fazer em caso de infarto

Em caso de suspeita de infarto, deve-se procurar a emergência mais próxima ou acionar o SAMU imediatamente, ligando para o número 192, porque mesmo que os sintomas sejam leves, o infarto na mulher também é grave e pode colocar a vida em risco. 

Caso o infarto se agrave e houver perda da consciência, é importante procurar ajuda e iniciar massagem cardíaca até a ambulância chegar. Essa atitude pode salvar muitas vidas. Saiba como fazer uma massagem cardíaca.

Mesmo que não seja infarto, sintomas como náusea, vômitos e dor no peito, pescoço ou abdome, especialmente quando pioram ao se fazer esforços, podem já indicar problemas no coração. Por isso, é recomendado consultar um cardiologista.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o cardiologista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

A identificação precoce de problemas do coração e o seu tratamento adequado, de acordo com as orientações do médico, pode prevenir um infarto.

Possíveis causas de infarto na mulher

As principais causas do infarto feminino são:

  • Aterosclerose, que é o acúmulo de gordura na parede das artérias;
  • Espasmo de artérias coronarianas, que é uma contração repentino que pode acontecer nas artérias do coração em algumas pessoas;
  • Coágulos na circulação sanguínea, que podem surgir devido a alterações na coagulação do sangue, por exemplo;
  • Ruptura das artérias do coração, também chamada de dissecção espontânea de artérias coronarianas.

Embora estas causas sejam mais frequentes em mulheres, as possíveis causas de infarto feminino são parecidas com as do infarto masculino. Entenda melhor as principais causas de infarto.

Quem tem maior risco de ter um infarto

O risco de sofrer um infarto é maior em mulheres com mais de 50 anos, sedentárias e/ou fumantes, em caso de doenças como diabetes, pressão alta ou obesidade e após a menopausa.

Além disso, estresse frequente e o uso da pílula anticoncepcional também podem aumentar o risco de infarto.

Insira seus dados e saiba se tem alto ou baixo risco de desenvolver doenças cardiovasculares:

{CALCULADORA_CC_CQ}

Dessa forma, todas as mulheres com algum destes fatores de risco devem fazer, pelo menos, uma consulta no cardiologista por ano, especialmente após a menopausa.



source https://www.tuasaude.com/infarto-silencioso-na-mulher/

Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar

Infarto é a morte das células do músculo cardíaco provocada pela obstrução total ou parcial de artérias coronárias, o que reduz o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o miocárdio, causando sintomas como dor no peito que irradia para o braço, náuseas, suor frio ou palidez, por exemplo.

O infarto, ou infarto agudo do miocárdio (IAM) ou ataque cardíaco, geralmente ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura no interior das artérias coronárias, devido a genética ou fatores de risco como tabagismo, obesidade e alimentação desequilibrada.

Leia também: Infarto agudo do miocárdio: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/infarto-agudo-do-miocardio

O infarto é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco. Por isso, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para fazer o tratamento indicado pelo cardiologista com remédios, cateterismo ou angioplastia para regular a passagem de sangue para o coração.

Confira, no vídeo a seguir, outras dúvidas sobre o infarto com o Dr. João Petriz:

7 sintomas de INFARTO que você precisa reconhecer

04:27 | 34.074 visualizações

Sintomas de infarto

Os principais sintomas de infarto são:

  • Dor do lado esquerdo do peito em forma de aperto, que irradia como dormência ou dor para o braço esquerdo ou braço direito, pescoço, costas ou queixo;
  • Palidez;
  • Enjoo e vômitos;
  • Suor frio;
  • Tontura;
  • Sensação de queimação em um dos braços ou mandíbula;
  • Falta de ar;
  • Mal-estar.

Os sintomas de infarto costumam iniciar de forma gradual e piorar aos poucos, durando mais de 20 minutos.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

No entanto, em alguns casos, o infarto pode acontecer de forma súbita, com uma piora muito rápida, uma situação que é conhecida como infarto fulminante.

Como o tratamento tem que ser feito no hospital, assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar logo o SAMU, e se houver perda de consciência é importante que seja feita uma massagem cardíaca até que a ajuda médica chegue. Aprenda como fazer a massagem cardíaca corretamente.

Sintomas de infarto em mulher

Assim como nos homens, os sintomas de infarto em mulheres incluem dor e desconforto no peito do tipo pressão, aperto ou compressão.

Além disso, a mulher também pode apresentar dor na região do estômago e/ou dor na mandíbula, pescoço, braço ou entre as escápulas. Entretanto, algumas mulheres podem não apresentar dor no peito e têm apenas sintomas como náuseas ou vômitos, palpitações ou falta de ar.

Sintomas de infarto em jovens

Os sintomas do infarto em jovens são similares aos de pessoas mais velhas e incluem dor intensa, pressão ou aperto no centro ou lado esquerdo do peito, dor que pode irradiar para braço esquerdo, falta de ar e palpitações, por exemplo.

Leia também: Infarto em jovens: sintomas, causas e como prevenir (é mais perigoso?) tuasaude.com/infarto-em-jovens

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter um infarto, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_INFARTO}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e, portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com um cardiologista ou clínico geral.

[REDE_DOR_UNIDADES_REF:eyJoIjpbMTE2OV0sInQiOiJSZWNlYmEgYXRlbmRpbWVudG8gZXNwZWNpYWxpemFkbyBSZWRlIEQnT3IiLCJzIjoiRW0gU8OjbyBQYXVsbywgYSBSZWRlIEQnT3IsIGNvbnRhIGNvbSB1bmlkYWRlcyBkZSByZWZlcsOqbmNpYSBlbSBjYXJkaW9sb2dpYSwgY29tIGVxdWlwZcKgbcOpZGljYSBlc3BlY2lhbGl6YWRhIHBhcmEgYXZhbGlhciBlIHRyYXRhciBvIGluZmFydG_CoGNvbSBhIGF0ZW7Dp8OjbyBxdWUgY2FkYSBjYXNvIGV4aWdlLiJ9] 

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do infarto é feito pelo cardiologista ou clínico geral no hospital por meio da avaliação dos sintomas e resultado de exames como o eletrocardiograma, ou ECG.

O médico também avalia exames laboratoriais, como os níveis troponina, que pode ter valores diferentes entre homens e mulheres, e variar conforme o laboratório e o método usado.

Leia também: 12 principais exames do coração (e quando fazer) tuasaude.com/exames-para-o-coracao

Causas do infarto

Geralmente, o infarto é causado pelo bloqueio total ou parcial de uma ou mais artérias coronárias, por placas de gordura, chamada aterosclerose, o que impede o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o músculo cardíaco, levando a morte de células do miocárdio.

Leia também: 9 principais causas de infarto (e o que fazer) tuasaude.com/causas-de-infarto

Além disso, o infarto também pode ocorrer devido a espasmos nas artérias coronárias, infecções ou danos no músculo cardíaco, ou dissecção (rompimento) de artérias coronárias. 

Fatores de risco para infarto

Os principais fatores que podem aumentar o risco de infarto, são:

  • Histórico pessoal de infarto ou de pré-eclâmpsia;
  • Histórico de infarto na família;
  • Hábito de fumar;
  • Pressão alta;
  • Diabetes mellitus;
  • Colesterol LDL alto ou HDL baixo;
  • Triglicerídeos altos;
  • Obesidade abdominal;
  • Síndrome metabólica.

Além disso, algumas doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatoide, ou uso de drogas ilícitas também pode aumentar o risco de infarto.

Outros fatores de risco para o infarto são sedentarismo, depressão, estresse e uma dieta pobre em vegetais e frutas e/ou rica em gorduras.

Leia também: Dor no peito: 11 causas, o que fazer (e quando pode ser infarto) tuasaude.com/dor-no-peito

Calculadora de risco de infarto

Use a calculadora abaixo e saiba qual o seu risco de sofrer um infarto:

{CALCULADORA_CC_CQ}

A calculadora de risco de infarto é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com cardiologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento do infarto é feito no hospital pelo cardiologista, para restabelecer o fluxo sanguíneo para o coração e evitar complicações, incluindo:

1. Remédios

Os remédios para infarto são indicados assim que a pessoa chega no hospital e podem incluir:

  • Antiagregantes plaquetários, como ácido acetilsalicílico;
  • Anticoagulantes, como heparina;
  • Opioides, como morfina, para ajudar a aliviar a dor;
  • Nitratos, como nitroglicerina, para aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de oxigênio para o coração;
  • Estatinas, para reduzir o colesterol;
  • Remédios para reduzir a pressão arterial e o trabalho do coração, como os betabloqueadores ou inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Além disso, podem ser aplicados na veia remédios trombolíticos ou fibrinolíticos, como a tenecteplase ou alteplase, para dissolver o coágulo ou trombo que está obstruindo a artéria coronária.

2. Oxigenoterapia

A oxigenoterapia, se necessária, também é iniciada imediatamente assim que a pessoa chega no hospital, para aumentar a quantidade de oxigênio no sangue e reduzir o esforço do coração, sendo feito junto com o uso de remédios e monitorização intensiva da doença.

Esse tipo de tratamento pode ser feito com cateter nasal, máscara de oxigênio ou até mesmo ventilação mecânica, o que varia com a gravidade dos sintomas apresentados e saturação de oxigênio no corpo.

3. Tratamento não-medicamentoso

O tratamento não-medicamentoso para o infarto pode ser feita através do cateterismo cardíaco ou angioplastia coronariana, com colocação de stent, para desobstruir as artérias coronárias e restabelecer o fluxo sanguíneo para o miocárdio.

Além disso, em alguns casos, o médico pode indicar a realização de cirurgia de ponte de safena. Veja como é feita a ponte de safena.

Leia também: Como é feito o tratamento após o infarto tuasaude.com/tratamento-do-infarto

Como evitar o infarto

Para evitar o infarto, é recomendado:

  • Manter um peso adequado, evitando a obesidade;
  • Praticar atividades físicas regularmente, pelo menos 3 vezes por semana;
  • Não fumar;
  • Controlar a pressão alta, com remédios orientados pelo cardiologista;
  • Controlar o colesterol, com alimentação ou uso de remédios orientados pelo médico;
  • Tratar corretamente o diabetes;
  • Evitar o estresse e a ansiedade;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e o uso de drogas.

Além disso, é recomendado fazer um check-up regularmente, pelo menos 1 vez por ano, com o clínico geral ou cardiologista, para que os fatores de risco para o infarto sejam detectadas o mais breve possível, e feitas orientações que podem melhorar a saúde e diminuir o risco.

Leia também: tuasaude.com

Possíveis complicações

O infarto pode causar complicações como arritmias, insuficiência cardíaca, pericardite, problema nas válvulas cardíacas, choque cardiogênico ou parada cardíaca.

Leia também: 6 sintomas de parada cardíaca e o que fazer (com passo a passo) tuasaude.com/sintomas-de-parada-cardiaca

Por isso, é importante buscar ajuda médica ou ir ao pronto-socorro imediatamente assim que surgem os sintomas de infarto, para iniciar rapidamente o tratamento e evitar complicações que podem colocar a vida em risco.



source https://www.tuasaude.com/infarto/

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lipoproteína (a): o que é, quando fazer o exame (e o quando está alta)

A lipoproteína (a), também chamada de Lp(a), é uma partícula formada por proteínas e gorduras, que tem a função de transportar o colesterol através da corrente sanguínea para as células do corpo.

A lipoproteína (a) alta pode ser causada principalmente por alteração genética e está relacionada com maior risco de doenças cardíacas e problemas nos vasos sanguíneos, como infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, AVC e trombose.

Leia também: Lipoproteína: o que é, tipos, valor do exame (e para que serve) tuasaude.com/lipoproteina

O exame de lipoproteína (a) pode ser solicitado pelo médico para pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença cardiovascular prematura, diagnóstico ou suspeita de hipercolesterolemia familiar e parentes de primeiro grau com níveis elevados de Lp(a), por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Exame de lipoproteína (a)

De acordo com a Sociedade Brasileira de cardiologia, o exame de lipoproteína (a) deve ser feito em situações como:

  • População geral: uma vez na vida em todos os adultos, para ajudar a avaliar o risco cardiovascular e/ou no tratamento;
  • Populações específicas: uma vez na vida, em casos de doença arterial coronariana precoce, estenose aórtica, hipercolesterolemia familiar, história familiar de doença cardiovascular aterosclerótica precoce ou de Lp(a) alta, para ajudar a avaliar o risco e/ou o tratamento;
  • Pessoas com níveis altos de Lp(a) (≥ 50 mg/dL ou ≥ 125 nmol/L): onde a concentração é determinada geneticamente, sendo recomendada a investigação nos familiares para auxiliar na identificação de outros portadores e na avaliação precoce do risco cardiovascular.

É recomendado como método preferencial para medir a Lp(a), a medição em número de partículas por litro (nmol/L). A dosagem por unidade de massa (mg/dL) e o uso de fórmulas matemáticas para conversão entre as unidades devem ser evitados.

Entretanto, a medida da Lp(a) que mede unidades de massa (mg/dL), pode ser usada quando for a única disponível.

Como é feito o exame

O exame de lipoproteína (a) é feito por meio de uma amostra de sangue, que é coletada de uma veia do braço por um profissional de saúde.

Para fazer este exame normalmente não é necessário realizar nenhum preparo ou jejum.

Entretanto, como este exame geralmente é solicitado junto com o lipidograma completo, o laboratório ou o médico pode solicitar que a pessoa faça um jejum de 9 a 12 horas.

Leia também: Lipidograma (exame de perfil lipídico): o que é e o que indica tuasaude.com/lipidograma

Valores do exame de lipoproteína (a)

O valor de referência do exame de lipoproteína (a), conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é de menos de 75 nmol/L, ou menor que 30 mg/dL, em jejum de 12 horas ou sem a realização de jejum.

Lipoproteína (a) alta

A lipoproteína (a) é considerada alta, quando está acima de 75 nmol/L, ou maior que 30 mg/dL, sendo causada principalmente pela genética, sendo herdada dos pais.

Diferentemente de outros tipos de colesterol, as concentrações de Lp(a) não são influenciadas pela dieta, prática de exercícios físicos, idade ou jejum.

Devido à sua ação aterogênica, inflamatória e trombótica, a lipoproteína (a) alta está relacionada com o risco de situações como:

  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Calcificação da valva aórtica;
  • Doença cardiovascular aterosclerótica recorrente;
  • Trombose arterial e venosa;
  • Complicações maternas e neonatais, quando acontece durante a gravidez, como pré-eclâmpsia e parto prematuro.

É importante lembrar que  a lipoproteína (a) aumentada é um fator de risco mesmo em pessoas com níveis baixos de LDL.

O que fazer

Quando a lipoproteína (a) está alta em pessoas sem histórico de doença cardíaca, o médico pode recomendar que em casos de Lp(a) igual ou superior a 125 nmol/L modifiquem o estilo de vida e tratem outros fatores de risco.

O médico também pode recomendar para algumas pessoas a realização de exames de imagem vascular, para identificar precocemente a aterosclerose subclínica.

O uso mais precoce de estatina ou outro remédio hipolipemiante, especialmente em pessoas com risco intermediário e/ou de baixo risco com elevações moderadas de LDL, também pode ser indicado.

Já em pessoas com histórico de doença cardiovascular e com a lipoproteína (a) alta, o médico pode intensificar o tratamento para reduzir o colesterol LDL e um controlar ainda mais os outros fatores de risco.

Para que serve a lipoproteína (a)

A lipoproteína (a) serve para transportar o colesterol, por meio da corrente sanguínea, para as células do corpo. Na medicina, a lipoproteína (a) serve como um marcador de risco cardiovascular.

A Lp(a) é uma variante da lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou colesterol \"ruim\", e consiste em uma partícula de LDL que contém a apolipoproteína B ligada a uma proteína extra chamada apolipoproteína (a).

Leia também: Apolipoproteína B: exame, para que serve (e valor normal) tuasaude.com/apolipoproteina-b

source https://www.tuasaude.com/lipoproteina-a/

Ginecomastia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A ginecomastia é o aumento das mamas em homens, devido ao excesso de tecido da glândula mamária, que pode acontecer por um desequilíbrio nos...