segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Artroplastia de joelho: o que é, tipos, como é feita (e recuperação)

A artroplastia de joelho é uma cirurgia indicada principalmente para tratar o desgaste avançado da articulação, geralmente causado pela osteoartrite, ajudando a aliviar a dor e melhorar a mobilidade.

Durante o procedimento, o cirurgião remove as superfícies danificadas do osso e da cartilagem e coloca componentes artificiais no lugar. A prótese pode substituir todo o joelho ou apenas a parte afetada, dependendo da extensão do desgaste.

A recuperação da artroplastia de joelho acontece de forma gradual e envolve sessões de fisioterapia para recuperar a flexibilidade, fortalecer os músculos e melhorar a capacidade de caminhar.

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Quando é indicada

As principais indicações da artroplastia de joelho são:

  • Osteoartrite avançada, que é o desgaste da cartilagem do joelho;
  • Artrite reumatoide, doença inflamatória que pode comprometer a cartilagem e os ossos;
  • Dor persistente no joelho, que não melhora com remédios, fisioterapia e outros tratamentos;
  • Limitação dos movimentos, como dificuldade para caminhar, subir escadas ou realizar tarefas diárias;
  • Deformidades no joelho, como alterações no alinhamento da articulação;
  • Lesões articulares graves, causadas por traumatismos ou outras condições que prejudicam o funcionamento do joelho.

A artroplastia pode ser indicada pelo ortopedista quando o desgaste da articulação causa dor intensa e dificulta as atividades diárias, mesmo após outros tratamentos. A decisão não considera apenas alterações nos exames de imagem. Conheça os principais tipos de artroplastia.

Para uma avaliação das indicações de artroplastia de joelho, consulte o ortopedista mais próximo de você:

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Tipos de artroplastia de joelho

Os principais tipos de artroplastia de joelho são:

1. Artroplastia total de joelho

A artroplastia total de joelho consiste na substituição das partes danificadas do fêmur e da tíbia por uma prótese de joelho. Em alguns casos, a prótese também substitui a superfície da patela. 

Esse tipo de cirurgia é indicado quando o desgaste afeta grande parte do joelho, causando dor intensa e dificuldade para movimentar a articulação.

2. Artroplastia parcial de joelho

A artroplastia parcial de joelho substitui apenas a parte danificada da articulação, preservando as áreas saudáveis e os ligamentos que não foram afetados.

É indicado quando o desgaste está limitado a uma região do joelho, enquanto o restante da articulação permanece preservado.

3. Artroplastia de revisão do joelho

A artroplastia de revisão é uma cirurgia feita para substituir ou corrigir uma prótese de joelho que apresenta problemas, como desgaste, soltura, infecção ou instabilidade.

Esse procedimento pode ser mais complexo do que a primeira cirurgia, pois depende das condições dos ossos, dos ligamentos e da prótese já implantada.

Preparo para a cirurgia

Antes da artroplastia de joelho, o ortopedista avalia o estado de saúde da pessoa e pode solicitar exames de sangue, eletrocardiograma e exames de imagem para planejar a cirurgia.

Também é importante informar ao médico os remédios utilizados, alergias e doenças existentes, como diabetes e pressão alta. Dependendo do caso, pode ser necessário ajustar os medicamentos, sempre com orientação médica.

No dia da cirurgia, é necessário seguir as orientações da equipe médica sobre o jejum, que geralmente dura de 6 a 8 horas, além dos cuidados com a higiene.

Além disso, preparar a casa para a recuperação e organizar o apoio nas atividades diárias pode facilitar o retorno para casa após a cirurgia.

Como é feita

A artroplastia de joelho é realizada em hospital e envolve as seguintes etapas:

  1. Posicionar a pessoa deitada na mesa cirúrgica;
  2. Aplicar a anestesia, que geralmente é raquidiana ou geral, e higienizar a região do joelho com uma solução antisséptica para reduzir o risco de infecção;
  3. Realizar um corte na parte da frente do joelho para acessar a articulação e visualizar as superfícies ósseas danificadas;
  4. Remover as partes desgastadas da cartilagem e pequenas porções das extremidades do fêmur e da tíbia, preparando os ossos para receber a prótese;
  5. Posicionar a prótese, encaixando os componentes artificiais nas extremidades dos ossos;
  6. Verificar o alinhamento e os movimentos do joelho para avaliar se a prótese está bem posicionada e permite a movimentação adequada da articulação;
  7. Fechar a incisão com pontos ou outros métodos de sutura e colocar um curativo para proteger a região operada.

A artroplastia de joelho pode durar de 1 a 2 horas, dependendo do tipo de cirurgia e das condições da articulação.

Após o procedimento, a pessoa geralmente permanece no hospital por 1 a 3 dias, conforme a recuperação e a avaliação da equipe médica.

Implantes da artroplastia de joelho

Os implantes utilizados na artroplastia de joelho formam a prótese que substitui as superfícies desgastadas da articulação. 

Leia também: Prótese de joelho: o que é, tipos e como é feita a cirurgia tuasaude.com/protese-de-joelho

Geralmente, são compostos por peças metálicas que substituem as extremidades do fêmur e da tíbia e por um componente de plástico resistente, chamado polietileno, que facilita o deslizamento entre elas. 

Em alguns casos, também é colocado um componente para substituir a superfície articular da patela. A prótese pode ser fixada ao osso com cimento ósseo ou sem cimento, dependendo das condições ósseas e da avaliação do ortopedista.

Como é a recuperação

A recuperação da artroplastia de joelho acontece de forma gradual e envolve:

1. Fisioterapia

A fisioterapia geralmente começa nas primeiras 24 horas após a cirurgia, com exercícios para movimentar o joelho, fortalecer os músculos e estimular a circulação sanguínea. 

Inicialmente, a pessoa pode precisar de andador ou muletas para se levantar e caminhar com segurança.

Durante as sessões, o fisioterapeuta pode utilizar recursos como a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), para ajudar a aliviar a dor, e a estimulação elétrica neuromuscular, para estimular a contração muscular. Saiba como é feita a eletroestimulação muscular.

As sessões também incluem exercícios para melhorar a flexibilidade, a força muscular, o equilíbrio e a propriocepção, ajudando a recuperar a estabilidade do joelho e a capacidade de realizar atividades diárias.

Leia também: Exercícios de propriocepção para recuperação do joelho tuasaude.com/exercicios-de-propriocepcao-para-recuperacao-do-joelho

A intensidade dos exercícios aumenta gradualmente, conforme a evolução de cada pessoa e a orientação do fisioterapeuta.

Para aliviar a dor e o inchaço, também podem ser utilizadas compressas frias e a elevação da perna. O inchaço tende a diminuir gradualmente, mas pode persistir por alguns meses. Veja como fazer uma compressa fria.

2. Medicamentos

Após a cirurgia, o médico pode indicar analgésicos, como dipirona e paracetamol, e, quando necessário, medicamentos mais fortes, como o tramadol, para aliviar a dor.

Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, também podem ser utilizados em alguns casos, conforme as condições de cada pessoa.

Além disso, podem ser prescritos anticoagulantes, como enoxaparina, rivaroxabana ou apixabana, para reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos. 

A escolha dos medicamentos e o tempo de uso dependem da avaliação médica, sendo importante seguir a prescrição e não alterar as doses por conta própria.

3. Cuidados com a cicatriz

Após a artroplastia de joelho, a cicatriz deve ser mantida limpa e protegida. A troca do curativo deve seguir as orientações do médico, pois nem sempre é necessário realizá-la todos os dias. 

Quando indicada, é importante higienizar as mãos antes de trocar o curativo e limpar a região, geralmente com soro fisiológico ou água e sabonete suave, quando permitido.

Não se deve aplicar pomadas, cremes ou antissépticos diretamente no corte sem orientação médica, pois esses produtos nem sempre são necessários e podem interferir na cicatrização. 

Em caso de vermelhidão crescente, aumento da temperatura local, secreção, abertura da ferida ou febre, é importante procurar o ortopedista, pois esses sinais podem indicar uma infecção.

Quanto tempo dura a recuperação da artroplastia de joelho?

A recuperação funcional da artroplastia de joelho costuma levar alguns meses, e muitas pessoas apresentam melhora importante da dor e da mobilidade em cerca de 3 meses. 

No entanto, o inchaço residual, a rigidez e a recuperação da força muscular podem continuar melhorando por 6 a 12 meses.

As escadas podem começar a ser utilizadas nos primeiros dias após a cirurgia, com o auxílio de um andador ou muletas. Dirigir geralmente é possível após 4 a 6 semanas, enquanto o retorno ao trabalho pode ocorrer em cerca de 6 a 12 semanas.

Os exercícios físicos de baixo impacto, como caminhar e pedalar em bicicleta ergométrica, podem ser retomados gradualmente nas primeiras semanas. Já as atividades de maior impacto exigem mais tempo e liberação médica.

Leia também: Como é a recuperação após cirurgia de artroplastia do joelho tuasaude.com/recuperacao-apos-cirurgia-no-joelho

Possíveis complicações

A artroplastia de joelho geralmente é segura, mas pode apresentar complicações, como:

  • Infecção, que pode afetar o corte ou atingir a prótese;
  • Trombose venosa profunda, causada pela formação de coágulos nas veias profundas, geralmente das pernas;
  • Rigidez do joelho, que dificulta dobrar ou esticar completamente a articulação;
  • Dor persistente, que continua após o período esperado de recuperação;
  • Lesões nos nervos ou vasos sanguíneos, que podem ocorrer durante a cirurgia;
  • Soltura ou desgaste da prótese, que pode perder a fixação ao osso ou se desgastar com o tempo;
  • Fratura ao redor da prótese, que pode ocorrer durante ou após a cirurgia, especialmente em pessoas com ossos frágeis.

Além disso, pode ocorrer instabilidade ou desalinhamento da prótese, causando dificuldade para caminhar e sensação de insegurança no joelho.

O risco de complicações depende da saúde da pessoa, de como a cirurgia é realizada e dos cuidados durante a recuperação.



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Alergia alimentar: sintomas, causas e tratamento

A alergia alimentar é uma reação exagerada do sistema imunológico a ingestão, inalação ou contato com determinado alimento, causando sintomas como coceira, vermelhidão e placas avermelhadas e inchadas na pele, e inchaço nos lábios, por exemplo.

Este tipo de alergia acontece quando o sistema imunológico tem uma falha e reconhece as proteínas alimentares como uma ameaça, podendo estar relacionada a alimentos como leite de vaca, ovo, amendoim e soja, por exemplo.

Leia também: Alergia: o que é, tipos, sintomas e tratamento tuasaude.com/alergia

Na suspeita de alergia alimentar, principalmente se for acompanhada de sintomas como sensação de falta de ar e desconforto na garganta, deve-se chamar o atendimento de urgência. Assim, o médico pode fazer diagnóstico e indicar o tratamento para evitar complicações, o que pode incluir o uso de anti-histamínicos e/ou adrenalina.

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Sintomas de alergia alimentar

Os principais sintomas imediatos de alergia alimentar são:

  • Coceira, vermelhidão e formigamento na pele;
  • Placas avermelhadas e inchadas na pele com intensa coceira (urticária);
  • Sensação de desconforto na garganta;
  • Inchaço nos lábios, língua, garganta, orelhas ou olhos;
  • Espirro, coriza e nariz entupido;
  • Coceira no nariz e nos olhos;
  • Tosse, chiado no peito e rouquidão;
  • Dor abdominal, náuseas, diarreia e vômitos.

A pessoa também pode apresentar comprometimento do sistema respiratório, resultando em dificuldade para respirar e falta de ar, sendo essa situação conhecida como choque anafilático.

Os sintomas de alergia alimentar podem surgir em alguns minutos ou até mesmo horas ou dias após a ingestão, o contato ou a inalação do alimento responsável por causar a reação inflamatória no organismo.

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Alergia alimentar em bebê

A alergia alimentar em bebê é mais comum do que em adultos, porque o sistema imunológico e o intestino ainda estão em fase de desenvolvimento. O leite de vaca e o ovo são os alimentos mais comuns relacionados à alergia alimentar nos bebês.

O bebê com alergia alimentar pode apresentar sintomas imediatos como urticária, inchaço em lábios, olhos e rosto, vômitos e diarreia.

Os sintomas tardios, que surgem horas dias ou semanas após o contato com o alimento, incluem proctocolite alérgica, regurgitação frequente e persistente, vômitos, irritabilidade, choro excessivo e prisão de ventre que não melhoram com medidas habituais, por exemplo.

Leia também: Alergia alimentar no bebê: sintomas, causas e o que fazer tuasaude.com/sintomas-de-alergia-alimentar-no-bebe

Alergia alimentar na pele

Na pele, a alergia alimentar pode provocar sinais e sintomas como urticária, inchaço nos olhos, lábios, língua e rosto, vermelhidão e sensação de calor ou queimação.

A pessoa também pode ter dermatite atópica, com ressecamento e manchas descamativas avermelhadas com coceira.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter uma alergia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de diagnosticar e nem substituir a consulta com o alergista, o imunologista ou o clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da alergia alimentar é feito pelo alergologista por meio do exame físico e da avaliação dos sintomas e sinais que a pessoa apresenta após o contato com determinado alimento.

No entanto, para confirmar o causador da alergia, o médico realiza um teste de alergia na pele ou no sangue ou ainda um teste oral.

Teste de alergia alimentar

Os teste de alergia alimentar geralmente indicados pelo médico incluem:

  • Teste cutâneo, Prick test: permite identificar a que tipo de substâncias a pessoa tem maior sensibilidade e verificar se a pessoa possui alergias alimentares ou respiratórias;
  • Teste RAST: feito em uma amostra de sangue para identificar as possíveis substâncias a que uma pessoa é alérgica, ajudar no diagnóstico de alergias e monitorar o tratamento;
  • Teste de avaliação de basófilos: um exame de alta sensibilidade e especificidade, presente em centros especializados para investigar alergias mais complexas, como a amendoim e gergelim;
  • Dieta de eliminação: onde o médico exclui o alimento suspeito da dieta de 2 a 4 semanas e, se a pessoa melhorar dos sintomas, reintroduzir o alimento. Se os sintomas surgirem novamente, a alergia alimentar é confirmada.

Existe também o teste de provocação oral, onde o médico oferece, em um ambiente seguro, o alimento suspeito de forma gradativa e em intervalos padronizados, e observa a resposta do organismo da pessoa.

Leia também: Teste de alergia: o que é, quando é indicado e como é feito tuasaude.com/teste-de-alergia

Principais causas

A alergia alimentar acontece quando o sistema imunológico tem uma falha na tolerância oral, reconhecendo proteínas alimentares como uma ameaça e provocando respostas inflamatórias anormais.

Os fatores relacionados com esta alergia incluem histórico familiar, atraso prolongado da introdução alimentar, perda de integridade da barreira intestinal ou cutânea e disbiose.

Os alimentos relacionados com os sintomas de alergia alimentar geralmente são o leite de vaca, o ovo de galinha, o amendoim, as oleaginosas, os frutos do mar, os peixes, o trigo, a soja e o gergelim.

Leia também: 8 principais alimentos que causam alergia alimentar tuasaude.com/alergia-alimentar

Diferença entre alergia e intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma condição que surge após o consumo de bebidas ou alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganismos, como vírus, bactérias e parasitas.

Já a alergia alimentar surge após o contato com um alimento específico, sendo uma reação provocada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a algumas proteínas alimentares.

Tratamento para alergia alimentar

O tratamento para alergia alimentar varia conforme a gravidade dos sintomas e inclui:

  • Anti-histamínicos, como fexofenadina, ranitidina e loratadina;
  • Corticoides, como prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa
  • Broncodilatadores inalatórios, como salbutamol e fenoterol;
  • Dieta de exclusão, excluindo-se da dieta o alimento responsável por causar a reação;
  • Imunoterapia, onde o médico administra de forma controlada doses mínimas e gradativas do alimento alergênico para induzir o sistema imunológico a tolerá-lo.

Nos casos mais graves, o tratamento é feito com a injeção de adrenalina, podendo também ser necessário o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.

Leia também: Tratamento da alergia alimentar (medicamentos, dieta e outros) tuasaude.com/tratamento-para-alergia-alimentar

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Alergia a camarão: sintomas, como saber (e o que fazer)

A alergia a camarão pode ser identificada a partir de sinais e sintomas que surgem após consumir o camarão ou sentir o seu cheiro, como coceira, aparecimento de placas vermelhas na pele, inchaço no rosto, principalmente nos olhos e boca, e na garganta, criando a sensação de bolo na garganta.

Os sintomas de alergia ao camarão podem surgir alguns minutos após o seu consumo, podendo em alguns casos ocorrer uma reação alérgica grave, chamada anafilaxia, em que pode haver dificuldade para respirar.

Em caso de alergia a camarão, o clínico geral ou o alergista pode indicar o uso de medicamentos anti-histamínicos, como a desloratadina. No entanto, nos casos em que há falta de ar, é importante que a pessoa chame imediatamente a emergência médica para que seja possível iniciar o atendimento mais adequado.

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Sintomas da alergia a camarão

Os principais sintomas de alergia a camarão são:

  • Coceira;
  • Placas vermelhas na pele;
  • Inchaço nos lábios, olhos, língua e garganta;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Náuseas e vômitos;
  • Tonturas ou desmaios;
  • Queda da pressão.

Os sintomas de alergia a camarão podem surgir alguns minutos após o consumo, no entanto, em alguns casos, apenas o cheiro é suficiente para levar ao aparecimento dos sintomas.

Nos casos mais graves, a alergia pode causar uma reação exagerada do sistema imunológico, causando anafilaxia, um quadro grave, que causa dificuldade para respirar e que deve ser tratado imediatamente no hospital, pois pode levar à morte.

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Alergia ao conservante usado nos congelados

Algumas vezes os sintomas de alergia surgem por causa de um conservante chamado \"metabissulfito de sódio\", que é usado em alimentos congelados.

Nestes casos, a gravidade dos sintomas depende da quantidade de conservante consumido, e os sintomas não surgem quando o camarão é ingerido fresco.

Para evitar esse problema, deve-se sempre olhar na lista de ingredientes do rótulo dos produtos congelados e evitar os que contenham o metabissulfito de sódio.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter uma alergia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste é apenas uma ferramenta de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com o alergista, imunologista ou clínico geral.

Como saber se tem alergia a camarão

Para saber se tem alergia a camarão, é importante consultar o alergologista ou o pediatra, para que sejam avaliados os sintomas apresentados.

O médico também pode pedir exames de alergia como o teste cutâneo, em que uma pequena quantidade da proteína encontrada no camarão é injetada na pele para verificar se há ou não uma reação, e o exame de sangue, que verifica a presença de células de defesa contra as proteínas do camarão.

Leia também: Teste de alergia: o que é, quando é indicado e como é feito tuasaude.com/teste-de-alergia

O que fazer

Em caso de alergia a camarão em que há falta de ar, é recomendado:

  1. Chamar imediatamente uma ambulância ou pedir para alguém o fazer, ligando para o 192;
  2. Deitar a pessoa com as costas no chão, virando-a de lado para não sufocar caso comece a vomitar;
  3. Afrouxar as roupas apertadas, como camisa, gravata ou cinto, por exemplo;
  4. Iniciar massagem cardíaca caso a respiração pare, até chegada da ajuda médica. Aprenda como fazer massagem cardíaca corretamente.

Quando a pessoa já sabe que tem alergia a camarão, é provável que tenha uma injeção de epinefrina, em forma de caneta, em uma bolsa ou em algum bolso, por exemplo.

Caso se consiga encontrar essa caneta, deve-se aplicá-la o mais rápido possível nas coxas ou no braço, para facilitar a respiração.

Apesar da dificuldade para respirar, não se deve furar a garganta da pessoa, pois existe um risco muito alto de provocar lesões nas estruturas que estão no interior da garganta.

O que fazer no caso de uma alergia leve

Em caso de alergia leve ao camarão, em que não há falta de ar, o médico poderá indicar o uso de medicamento antialérgico, como Cetirizina ou Desloratadina, para evitar que os sintomas continuem se desenvolvendo e possam causar dificuldade para respirar.

Inicialmente, o comprimido deve ser colocado debaixo da língua para que seja absorvido mais facilmente e demore menos tempo para fazer efeito.

No entanto, como os comprimidos normalmente apresentam um sabor bastante amargo, pode não ser possível deixar que derreta totalmente, podendo-se beber o resto com água.



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sábado, 24 de outubro de 2026

Cansaço excessivo: o que pode ser (e o que fazer)

O cansaço excessivo é um sintoma que pode surgir devido a condições como deficiência de nutrientes, diabetes, síndrome da fadiga crônica, apneia do sono e até mesmo a gravidez.

Também conhecido como fadiga, o cansaço excessivo também pode ser acompanhado de outros sintomas como queda de cabelo, aumento do volume de urina, tosse persistente e sono durante o dia, por exemplo.

Leia também: 8 causas de fadiga (e o que fazer) tuasaude.com/fadiga

Quando o cansaço excessivo for persistente e/ou acompanhando de dor no peito, alteração dos batimentos cardíacos, confusão mental ou pensamentos de suicídio, é importante procurar o atendimento médico de emergência, para que seja indicado o tratamento adequado, evitando o risco de complicações.

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O que pode causar cansaço excessivo

O sono excessivo pode indicar condições como:

1. Deficiência de nutrientes

A deficiência de nutrientes, como ferro, vitamina D e vitamina B12, pode causar sintomas como cansaço excessivo, fraqueza muscular, queda de cabelo e falta de apetite, por exemplo.

Essa condição pode ser causada pela baixa ingestão de alimentos fonte de vitaminas e minerais, ou ainda por condições que diminuem a sua absorção, como em casos de doença inflamatória intestinal, cirurgia bariátrica e doença renal ou hepática, por exemplo.

O que fazer: é aconselhado consultar o clínico geral, para que seja feita uma avaliação completa e indicado o tratamento adequado.

Assim, o médico poderá indicar o uso de suplementos alimentares e o nutricionista pode elaborar um plano alimentar adaptado às necessidades da pessoa.

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2. Diabetes

A diabetes descompensada pode causar cansaço excessivo, porque a glicose alta no sangue dificulta a capacidade do organismo de usar o açúcar como energia.

Além disso, a diabetes descompensada também aumenta o volume de urina, provoca a perda de peso e a diminuição dos músculos, provocando cansaço muscular.

O que fazer: em casos de diabetes descompensada, é importante consultar o clínico geral ou endocrinologista, para que sejam solicitados os exames que ajudem a confirmar o diagnóstico.

O tratamento indicado pelo médico poderá ser feito com remédios antidiabéticos, como glibenclamida, gliclazida, metformina e vildagliptina, por exemplo, ou a aplicação de insulina sintética.

Leia também: Tratamento da diabetes (tipo 1, tipo 2 e gestacional) tuasaude.com/tratamento-para-diabetes

3. Insuficiência cardíaca

O cansaço excessivo e a falta de ar, são sintomas que podem estar relacionados com a insuficiência cardíaca, que é uma condição onde o coração tem dificuldade para bombear o sangue para todo o corpo.

Outros sintomas que também podem surgir são dor ou desconforto no peito, chiado no peito, tosse persistente e inchaço nas pernas, pés, tornozelos ou barriga.

O que fazer: caso seja confirmado o diagnóstico, o médico pode indicar o uso de medicamentos, como anti-hipertensivos e diuréticos.

Além disso, pode ser recomendado também diminuir o consumo de sal, praticar exercícios físicos orientados, parar de fumar e evitar bebidas alcoólicas.

Leia também: 7 tratamentos para insuficiência cardíaca tuasaude.com/tratamento-para-insuficiencia-cardiaca

4. Apneia do sono

Apneia do sono é um distúrbio que causa a parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe.

Pessoas com apneia do sono geralmente apresentam sintomas e sinais como roncos,  irritabilidade, dor de cabeça, além de cansaço excessivo e sono durante o dia.

O que fazer: é importante consultar o otorrinolaringologista ou clínico geral, para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o tratamento.

O tratamento indicado pelo médico poderá incluir o uso de aparelhos, como o CPAP, que empurra o ar até aos pulmões, permitindo uma respiração normal e favorecendo, assim, um sono mais reparador.

Além disso, algumas medidas que também ajudam a tratar a apneia do sono são dormir de lado, manter o peso ideal e praticar exercícios físicos regularmente. Veja outras formas para combater a apneia do sono.

5. Síndrome da fadiga crônica

O cansaço excessivo é um dos sintomas presentes na síndrome da fadiga crônica, que é uma doença que causa fadiga que dura pelo menos seis meses e não melhora mesmo com descanso.

Esse cansaço excessivo piora depois de fazer esforço físico ou mental, chamado de mal-estar pós-esforço.

O que fazer: em casos de confirmação pelo médico desta síndrome, o tratamento poderá ser feito por meio de sessões de psicoterapia, prática regular de exercícios físicos.

Em alguns casos, o médico também pode prescrever o uso de remédios anti-inflamatórios, como ibuprofeno e paracetamol, e antidepressivos, como fluoxetina.

Leia também: Síndrome da fadiga crônica: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-da-fadiga-cronica

6. Estresse 

O estresse é uma condição que consome muita energia, causando sintomas como cansaço excessivo, dificuldade para dormir, tensão e dor muscular.

A pessoa com estresse também pode apresentar irritação, aumento dos batimentos cardíacos, dor de cabeça, problemas de concentração e memória. Conheça todos os sintomas de estresse.

O que fazer: é aconselhado consultar o clínico geral, para que seja feito o diagnóstico adequado.

Se o estresse for confirmado, o médico poderá recomendar o uso de remédios como sertralina, paroxetina e propranolol.

Sessões de psicoterapia, e mudanças no estilo de vida como praticar atividades físicas pelo menos 3 vezes na semana e manter uma alimentação saudável, também são formas de ajudar a tratar o estresse.

Leia também: Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar tuasaude.com/estresse

7. Depressão

O cansaço excessivo é um dos sintomas que surgem mais cedo em casos de depressão. Isso acontece porque a depressão provoca baixa energia mental, falta de motivação e tédio.

A pessoa com depressão também pode apresentar sensação de vazio ou tristeza, crises de choro, irritabilidade e ter menos apetite que o normal.

O que fazer: caso a depressão seja confirmada, o médico pode indicar a realização de psicoterapia, o uso de medicamentos antidepressivos e terapias complementares,como meditação e acupuntura.

Leia também: 7 causas de depressão (e o que fazer) tuasaude.com/causas-da-depressao

8. Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é a diminuição da produção de hormônios T3 e T4 pela tireoide, causando sintomas como cansaço excessivo, pele seca e áspera, e queda de cabelo. Confira todos os sintomas de hipotireoidismo.

Essa condição pode ser autoimune, ou surgir devido a deficiência de iodo ou alterações na glândula hipófise no cérebro que produz o hormônio TSH, que estimula a tireoide a produzir T3 e T4.

O que fazer: o tratamento deve ser indicado pelo endocrinologista, podendo incluir o uso de remédios, como a levotiroxina e mudanças de hábitos alimentares.

Além disso, alguns remédios caseiros como chá de dente de leão, ginseng e centella asiática, por exemplo, também podem ser indicados para ajudar a aliviar os sintomas do hipotireoidismo.

9. COVID-19

O cansaço excessivo é um dos sintomas de COVID-19, uma infecção respiratória provocada pelo vírus coronavírus SARS-CoV-2, que causa também tosse seca, febre, perda do olfato ou paladar, dor muscular e coriza ou nariz entupido.

A síndrome pós-COVID, ou COVID longa, uma condição relacionada com fatores como inflamação, disbiose intestinal, pequenos coágulos no sangue e a persistência do coronavírus no organismo, também pode causar cansaço excessivo.

O que fazer: se houver a suspeita de COVID-19, é importante consultar o clínico geral ou infectologista, para fazer uma avaliação completa e recomendar o tratamento.

Assim, o médico poderá recomendar o repouso, beber bastante líquido e manter uma alimentação saudável e variada. O uso de medicamentos como dipirona, paracetamol, ibuprofeno, antibióticos e xaropes para tosse, também podem ser indicados.

Nos casos mais graves de COVID-19, em que se desenvolve uma pneumonia ou outras complicações, o tratamento deve ser feito em internamento hospitalar.

10. Gravidez

O cansaço excessivo na gravidez é um sintoma muito comum, podendo ser causado por alterações hormonais, mais esforço metabólico e aumento do volume de sangue, que faz com que o coração trabalhe mais.

Esse sintoma é geralmente mais intenso no meio do primeiro trimestre e no terceiro trimestre.

Além disso, durante a gravidez a mulher pode apresentar dificuldades para dormir e sentir maior carga emocional e mental, devido ao planejamento, as decisões, as consultas e a preocupação geral.

O que fazer: medidas como descansar o máximo possível, como sentar com os pés para cima, pedir ajuda com tarefas domésticas e dormir mais cedo, ajuda a aliviar o cansaço excessivo.

É importante também manter uma alimentação saudável e equilibrada, beber muita água ao longo do dia, limitar a ingestão de cafeína e fazer exercícios físicos moderados.

11. Fibromialgia

A fibromialgia é uma condição neurológica crônica que causa sintomas como dor em todo o corpo, aumento da sensibilidade à dor, cansaço excessivo, rigidez muscular e dificuldades para dormir.

Ainda não se sabe a causa exata da fibromialgia. No entanto, essa condição pode estar relacionada com estresse ou uma infecção grave, por exemplo.

O que fazer: se essa condição for confirmada pelo médico, o tratamento poderá ser feito com o uso de remédios, terapia cognitivo comportamental, alimentação anti-inflamatória, exercícios físicos, acupuntura e fisioterapia.

Leia também: Fibromialgia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/fibromialgia

Cansaço excessivo e dor nas articulações

O cansaço excessivo e dor nas articulações geralmente indica a presença de uma doença sistêmica, inflamatória ou crônica.

Assim, algumas causas destes sintomas podem incluir síndrome da fadiga crônica, artrite reumatoide, lúpus, fibromialgia, COVID-19, hipotireoidismo e neoplasias, por exemplo.

O tratamento indicado pelo médico, varia conforme a causa destes sintomas, podendo ser feito com o uso de remédios, sessões de fisioterapia e, em alguns casos, a realização de uma cirurgia.



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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Propriocepção: o que é, para que serve ( com exercícios)

A propriocepção é a capacidade que o próprio corpo tem de avaliar em que posição se encontra, a fim de manter o equilíbrio quando está parado, em movimento ou ao realizar esforços.

A propriocepção é que permite realizar movimentos com precisão, como caminhar sem pensar no próximo passo ou tocar no nariz de olhos fechados, por exemplo.

A propriocepção é possível porque existem proprioceptores, que são pequenas células sensíveis, que se localizam nos músculos, tendões e articulações, e que enviam informações ao sistema nervoso central, de forma a manter a posição correta, seja parado ou em movimento.

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Para que serve 

A propriocepção é importante para:

  • Equilíbrio e coordenação, sendo essencial para manter a estabilidade corporal;
  • Consciência corporal, ajudando a identificar onde estão as partes do corpo, mesmo sem olhar;
  • Percepção do esforço, permitindo sentir a força necessária para realizar movimentos;
  • Execução de habilidades complexas, como andar de bicicleta, tocar piano ou praticar esportes.

Além disso, a propriocepção pode ser estimulada em qualquer fase da vida, ajudando a prevenir quedas e lesões. Por isso, é comum em treinos de atletas e em programas de reabilitação após traumas ou lesões ortopédicas.

Qual a relação entre propriocepção e cinestesia?

A propriocepção e a cinestesia estão ligadas porque ambas ajudam o corpo a perceber seus movimentos e posições. A propriocepção é mais ampla, envolvendo a consciência do corpo, equilíbrio, força e posição das articulações. 

Já a cinestesia foca mais na sensação de movimento. As duas trabalham juntas para que seja possível realizar movimentos com controle e segurança, tanto em tarefas simples quanto em movimentos mais complexos.

Leia também: Cinesioterapia: o que é, para que serve e como fazer (com opções de exercícios) tuasaude.com/cinesioterapia

Causas de alteração na propriocepção

As alterações na propriocepção podem acontecer pelo envelhecimento, sendo essa uma das principais causas, pois com o tempo há desgaste natural das articulações, músculos, nervos e do cérebro, o que afeta o equilíbrio e a coordenação.

Outras causas incluem intoxicação alcoólica, lesões articulares como entorses e artrite, doenças neurológicas como Parkinson e esclerose múltipla, amputações, artroplastias, autismo e transtorno de processamento sensorial.

Leia também: Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/transtorno-de-processamento-sensorial

Além disso, acidentes como traumatismo craniano ou AVC, infecções no ouvido interno, distúrbios vestibulares e dificuldades do sistema nervoso em processar estímulos sensoriais também podem afetar a propriocepção.

Exercícios para propriocepção

Alguns dos exercícios proprioceptivos mais utilizados incluem:

  • 1. Caminhar numa linha reta durante 10 metros, com um pé à frente do outro;
  • 2. Caminhar por 10 metros em diferentes tipos de superfícies, como chão, colchonete ou travesseiro;
  • 3. Caminhar numa linha reta usando apenas ponta dos pés, calcanhares, borda lateral ou interna do pé, de forma intercalada;
  • 4. Ficar num pé só e passar a bola para trás, rodando apenas o tronco;
  • 5. Fazer agachamentos com apenas 1 pé no chão, braços estendidos à frente, e depois com olhos fechados;
  • 6. Ficar de pé sobre uma superfície arredondada, como um bosu ou balancim, por exemplo;
  • 7. Ficar num pé só sobre uma superfície instável e desenhar um círculo no ar com a outro pé;
  • 8. Pular na cama elástica, elevando um joelho de cada vez;
  • 9. De pé no balancim, fechar os olhos e manter o equilíbrio;
  • 10. Sobre uma superfície instável jogar bola com o terapeuta, sem desequilibrar.

Os exercícios proprioceptivos são indicados para pessoas de todas as idades, especialmente idosos, pois ajudam a manter a independência e a prevenir quedas.

Leia também: 11 exercícios para melhorar o equilíbrio tuasaude.com/exercicios-para-melhorar-o-equilibrio

Além disso, os exercícios proprioceptivos devem ser orientados pelo fisioterapeuta ou educador físico, que podem adaptar o treino de acordo com as necessidades de cada pessoa, seja para prevenção, reabilitação ou melhoria do desempenho motor.



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TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento

TDAH, ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como se distrair com frequência, não conseguir completar tarefas no tempo determinado, dificuldade para manter o foco e agitação constante.

Embora não se conheça a causa exata do TDAH, sabe-se que essa neurodivergência é mais comum em casos de histórico de TDAH na família, baixo peso ao nascer, prematuridade e deficiências de nutrientes, como zinco e ferro.

Leia também: Neurodivergente: o que é, tipos, sintomas (e como saber) tuasaude.com/neurodivergente

Em caso de suspeita de TDAH, é importante consultar um neurologista ou psiquiatra e, para crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O tratamento normalmente é feito com medicamentos, como o metilfenidato, para controlar os sintomas e sessões de psicoterapia.

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Principais sintomas do TDAH

Os principais sintomas de TDAH são:

  1. Dificuldade para prestar atenção em detalhes, podendo cometer erros por descuido em atividades escolares ou trabalho, por exemplo;
  2. Distrair-se com frequência, não percebendo quando é chamado;
  3. Deixar tarefas incompletas, normalmente não conseguindo finalizar tarefas que deveriam ser feitas na escola ou deveres no local de trabalho;
  4. Dificuldade para manter o foco em tarefas ou atividades que exigem concentração, como assistir aulas, participar de conversas demoradas e fazer leituras grandes;
  5. Perder objetos que usa com frequência, como chaves, carteira, material escolar ou óculos, por exemplo; 
  6. Dificuldade para gerenciar tarefas e o tempo, podendo se esquecer de compromissos e ser interpretado como falta de organização, desleixo e irresponsabilidade;
  7. Mexer-se com frequência, torcendo as mãos, remexendo-se na cadeira ou batendo o pé, por exemplo, aparentando estar inquieto;
  8. Não conseguir permanecer sentado em situações em que é necessário, como na sala de aula ou local de trabalho;
  9. Parecer estar sempre agitado ou “ligado na tomada”, podendo ser difícil de ser acompanhado por outras pessoas; 
  10. Falar excessivamente, dando respostas precipitadas antes das perguntas serem concluídas, interrompendo a fala de outras pessoas ou se intrometendo em conversas, por exemplo;
  11. Dificuldade para esperar a sua vez, como ao ter de aguardar em filas;
  12. Dificuldade para se envolver em atividades de lazer calmamente devido à agitação.

Os sintomas do TDAH começam na infância e, embora normalmente diminuam na medida em que a criança cresce, tendem a persistir na vida adulta, especialmente a dificuldade para prestar atenção.  

Além disso, os sintomas do TDAH tendem a se manifestar em mais de um ambiente, como na escola, em casa ou na igreja, e, principalmente em caso de crianças, podem ser desgastantes para os pais, cuidadores ou professores devido à hiperatividade.

Leia também: Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/transtorno-de-processamento-sensorial

Sintomas de TDAH em adultos

Os sintomas mais comuns do TDAH em adultos incluem esquecimento de compromissos, dificuldade para prestar atenção em detalhes e falta de precaução antes de realizar tarefas ou atividades específicas, por exemplo.

Além disso, o TDAH em adultos também pode causar uma sensação interna de inquietação, impaciência e, algumas vezes, levar a pessoa a tomar decisões sem pensar o suficiente. Confira todos os sintomas do TDAH em adultos.

Teste online de TDAH

Para saber quais as chances de ter TDAH, por favor, indique no teste abaixo os sintomas que apresenta:

{TESTE_HIPERACTIVIDADE}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação, não tendo o objetivo de dar um diagnóstico nem substituir a consulta com o neuropediatra, neurologista ou psiquiatra.

Como saber se é TDAH

Para saber se é TDAH é importante consultar neurologista ou psiquiatra e, em caso de crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O diagnóstico normalmente é feito levando em consideração os sintomas, suas características e impacto nas tarefas diárias.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o médico mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

O médico também pode pedir relatórios de professores e outros profissionais que acompanham a pessoa para auxiliar no diagnóstico. 

Além disso, nos casos em que os sintomas não são característicos, pode ser indicado fazer uma avaliação neuropsicológica, um exame que consiste em realizar tarefas específicas e analisar seu desempenho.

Como é feito o tratamento

O tratamento para TDAH é feito com medicamentos, como o metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade, e psicoterapia para desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades. Entenda melhor como é feito o tratamento para TDAH.

Além disso, também são recomendadas medidas, como organizar o ambiente de trabalho e/ou estudo, criar rotinas e escolher um espaço tranquilo para realizar tarefas que exigem concentração, para evitar distrações e o esquecimento de tarefas ou compromissos.

Diferença entre TDAH e autismo

Enquanto o TDAH provoca sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, os sintomas mais comuns do autismo são as dificuldades de comunicação e comportamento. Pessoas com autismo tendem a ter dificuldade em usar e compreender gestos, iniciar conversas e preferem estar sozinhas, por exemplo.

No autismo também são comuns sintomas como interesse excessivo por assuntos e objetos específicos, estereotipias, que são movimentos anormais com o corpo, como abanar as mãos ou balançar o tronco, e insistência nas mesmas coisas, que não estão presentes no TDAH. Conheça os principais sintomas de autismo.



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Transtorno de processamento sensorial: sintomas, tipos e tratamento

O transtorno do processamento sensorial é uma condição que afeta a forma como o cérebro organiza e responde às informações recebidas por meio dos sentidos, podendo causar sintomas como desconforto com luzes, sons e odores e dificuldade de concentração.

Esse transtorno pode alterar a forma como a pessoa se relaciona com o ambiente e outras pessoas, podendo ser desconfortável ou, por outro lado, passar despercebidas por algumas pessoas. Em crianças, isso costuma ser notado quando elas parecem “exagerar” o incômodo ou não reagem a estímulos que normalmente chamam a atenção de outras crianças.

Embora seja mais frequente na infância, o transtorno de processamento sensorial (TPS) também pode afetar adolescentes e adultos. O tratamento desta condição deve ser individualizado e pode incluir terapia ocupacional, atividade física e adaptações do ambiente.

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Sintomas de transtorno de processamento sensorial

Conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial, alguns dos sintomas incluem:

  • Desconforto com luzes, sons, odores ou texturas que não afetam outras pessoas;
  • Dificuldade de concentração ou em participar de atividades habituais;
  • Reações muito intensas ou muito fracas à dor, frio ou mudanças no ambiente;
  • Necessidade de buscar constantemente sensações intensas, como mover muito ou tocar em tudo ao redor.

Esses sintomas podem dificultar a adaptação ao ambiente e causar problemas na escola, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas.

Às vezes, as crianças podem ser vistas como inquietas, distraídas ou muito sensíveis, características que nem sempre são reconhecidas como parte de um transtorno sensorial.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do transtorno do processamento sensorial é, geralmente, feito por um terapeuta ocupacional ou um neurologista, através de uma avaliação detalhada dos comportamentos e das respostas da pessoa a diversos estímulos sensoriais.

Marque uma consulta com o especialista mais perto de você, suando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode usar questionários padronizados e entrevistas para avaliar como a pessoa responde a diferentes estímulos em seu ambiente.

É importante que o diagnóstico seja realizado por um profissional experiente, pois existem outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes a esta condição, como autismo ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Leia também: TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade

Teste de transtorno do processamento sensorial

Os testes de transtorno do processamento sensorial são ferramentas que ajudam o médico ou o terapeuta ocupacional a identificar essa condição.

Alguns dos principais testes incluem:

  • Sensory Processing Measure e Sensory Processing Measure-Preschool: avaliam o processamento sensorial e a participação social em diferentes contextos do dia a dia em crianças de 2 a 12 anos e adultos;
  • Perfil Sensorial: mede o limiar neurológico e as estratégias de autorregulação comportamental por meio de quatro padrões, como registro, busca, sensibilidade e evitação, em bebês, crianças, adolescentes e adultos;
  • Evaluation in Ayres Sensory Integration: instrumento de desempenho feito para mensurar de forma abrangente as funções nucleares da Integração Sensorial de Ayres;
  • Touch Inventory for Elementary-School-Aged Children: Questionário de autorrelato para crianças de 6 a 12 anos com foco na identificação de hipersensibilidade ao toque.

Existem também outros testes, como Sensory Processing Integration e Sensory Integration and Praxis Tests, por exemplo.

Alguns protocolos complementares aos testes que podem ser usados pelo médico ou o terapeuta ocupacional incluem Observações Clínicas Sensoriomotoras, Sensory Processing Assessment for Young Children e Comprehensive Observations of Proprioception.

Principais tipos

Os principais tipos de transtorno do processamento sensorial são:

1. Hipo-responsividade

Pessoas com hipo-responsividade sensorial apresentam uma baixa reação aos estímulos do ambiente, podendo não notar ruídos altos, não reagir ao frio ou não prestar atenção a mudanças na luz.

Essa falta de resposta pode levar a pessoa a buscar estímulos adicionais para se sentir mais alerta, como procurar ambientes com maior nível de atividade ou movimentos intensos.

Como identificar: a pessoa pode parecer indiferente a estímulos que, normalmente, provocariam uma reação em outros, não reage a ruídos, mudanças de temperatura ou ao toque de outras pessoas.

2. Hiper-responsividade

A hiper-responsividade sensorial é quando uma pessoa tem uma reação exagerada a estímulos que não incomodam a maioria das pessoas, como desconforto extremo diante de ruídos cotidianos, luzes intensas ou a textura das roupas.

Pessoas com esse tipo de transtorno podem sentir ansiedade, desconforto ou frustração por causa de elementos que outras pessoas apenas notam.

Como identificar: as pessoas reagem com uma intensidade muito acima da média a estímulos comuns. Elas podem tapar os ouvidos diante de sons suaves, evitar certos alimentos devido à sua textura ou evitar locais com luzes intensas.

3. Desorganização sensorial

A desorganização sensorial ocorre quando a pessoa não consegue organizar corretamente as informações vindas de diferentes sentidos.

Isso pode levar a uma confusão sensorial e a respostas inadequadas a situações cotidianas, como dificuldade em processar ao mesmo tempo um som e uma imagem, ou uma textura e um sabor, causando confusão ou desconforto.

Como identificar: a pessoa pode parecer desorientada ou incapaz de se coordenar quando vários estímulos estão presentes ao mesmo tempo.

A pessoa pode não responder adequadamente a uma conversa em um ambiente barulhento ou ficar confusa ao ingerir um alimento com textura ou sabor inesperado.

Possíveis causas

O transtorno do processamento sensorial não tem uma causa única. Entretanto, acredita-se que esta condição aconteça devido a uma combinação de fatores genéticos, alterações no desenvolvimento do cérebro e situações específicas, como lesões neurológicas ou ambientes muito estressantes no início do desenvolvimento.

O transtorno do processamento sensorial às vezes, é mais comum em pessoas que apresentam outros transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo ou o TDAH.

Como é feito o tratamento

O tratamento varia conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial e inclui:

  • Terapia ocupacional, com exercícios de dessensibilização, técnicas para melhorar a concentração e a coordenação motora;
  • Atividades físicas, para estimular a consciência corporal, como pular ou balançar o corpo;
  • Técnicas de relaxamento para reduzir a ansiedade, como respiração profunda ou uso de dispositivos que diminuem a intensidade dos estímulos , como protetores auriculares ou óculos de sol;
  • Adaptações no ambiente, em alguns casos, como redução de ruídos, melhoria da iluminação ou escolha de roupas mais confortáveis;
  • Psicoterapia, para que a pessoa e família aprendam a lidar com o estresse e as dificuldades sociais devido ao transtorno.

O trabalho do terapeuta ocupacional pode ser feito em consultório, na escola ou em casa, envolvendo também a família e os professores para criar um ambiente mais previsível e seguro.

Leia também: Terapeuta ocupacional: o que é, o que faz e quais doenças trata tuasaude.com/terapeuta-ocupacional

Um diagnóstico e um tratamento precoces podem melhorar significativamente a qualidade de vida e as habilidades de adaptação social e escolar da pessoa.



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