quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Câncer de pulmão: sintomas, causas e tratamento

O câncer de pulmão é uma doença que pode causar sintomas, como tosse persistente, falta de ar, cansaço excessivo, dor no peito ou perda de peso, que normalmente surgem somente quando a doença já está em uma fase mais avançada.

A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, devido às substâncias presentes na fumaça que é inalada. O câncer de pulmão também é mais frequente em pessoas que inalam a fumaça do tabaco de outras pessoas ou que têm histórico familiar dessa condição.

Em caso de suspeita de câncer de pulmão, é recomendado consultar o pneumologista ou oncologista. Assim, o médico pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento, que inclui cirurgia e sessões de quimioterapia e/ou radioterapia, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 2

Sintomas de câncer de pulmão

Os principais sintomas de câncer de pulmão são:

  • Tosse persistente ou que piora com o tempo;
  • Falta de ar e chiado no peito;
  • Cansaço ou fraqueza frequentes;
  • Perda do apetite e do peso;
  • Rouquidão;
  • Dor no peito;
  • Pneumonia recorrente ou bronquite;
  • Catarro com sangue.

Os sintomas de câncer de pulmão normalmente aparecem apenas em fases mais avançadas da doença e, por isso, é importante que o pneumologista seja consultado assim que surgirem.

No vídeo a seguir, a Dra. Clarissa Baldotto esclarece as principais dúvidas sobre o câncer de pulmão:

Primeiros sintomas de CÂNCER DE PULMÃO (como identificar)

05:50 | 44.758 visualizações

Sintomas iniciais de câncer de pulmão

Geralmente, o câncer de pulmão não causa sintomas iniciais, onde os sinais normalmente surgem quando este tumor já está em estados mais avançados.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter câncer de pulmão, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_CANCER_DE_PULMAO}

Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação e, por isso, não deve substituir o diagnóstico e a consulta com o pneumologista ou clínico geral.

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Sintomas de câncer de pulmão avançado

Na maior parte das vezes, o câncer de pulmão é identificado nos estágios mais avançados.

Nessa fase, os sintomas normalmente incluem tosse persistente, catarro com sangue, dor no peito, falta de ar, dificuldade em engolir, rouquidão e infecção pulmonar recorrente.

Leia também: Dificuldade para respirar: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/dificuldade-para-respirar

Além disso, pode haver manifestações e complicações do câncer de pulmão, como o tumor de Pancoast e a metástase, que apresentam sintomas mais específicos.

1. Tumor de Pancoast

O tumor de Pancoast, tipo de câncer de pulmão localizado na parte superior do pulmão direito ou esquerdo.

Este tipo de tumor causa sintomas mais específicos, como inchaço e dor no braço e ombro, redução da força e massa muscular da mão, aumento da temperatura da pele no rosto, ausência de suor e queda da pálpebra.

Leia também: Tumor de Pancoast: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tumor-de-pancoast

2. Metástase

A metástase acontece quando as células cancerígenas são transportadas para outros locais do corpo pela corrente sanguínea ou vasos linfáticos.

Dependendo do local afetado, a metástase pode causar sintomas como dores no abdômen ou nas articulações, fraturas, dores de cabeça, tonturas, alterações da visão, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer no pulmão é feito por meio da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa, histórico de saúde e familiar.

Resultados de exames de imagem, principalmente a radiografia e a tomografia do tórax, em que pode ser observada a presença do tumor, também são avaliados.

Além disso, o médico também pode solicitar a realização de PET-scan, ressonância magnética e biópsia do tecido pulmonar, em alguns casos.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar o risco de câncer de pulmão:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Assim, através desses exames é possível confirmar o diagnóstico de câncer de pulmão e verificar o estágio do tumor.

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Causas do câncer de pulmão

A principal causa do câncer no pulmão é o tabagismo e o risco aumenta de acordo com a quantidade de cigarros fumados por dia e aos anos que se é fumante.

Além disso, o câncer de pulmão é mais frequente em caso de:

  • Fumo passivo, que é inalar a fumaça do cigarro de outras pessoas;
  • Exposição frequente ao gás radônio e outros químicos perigosos, como fumaça de carvão, asbesto (amianto), arsênico, berílio, hidrocarbonetos, sílica, gás mostarda e níquel;
  • Altos níveis de poluição do ar, como emissões industriais e de tráfego de veículos;
  • Predisposição genética, como em caso de histórico familiar de câncer de pulmão.
  • Histórico de radioterapia no tórax devido a outros tipos de câncer, como linfoma ou câncer de mama;

Além disso, o uso de altas doses de suplementos de betacaroteno por fumantes e ex-fumantes também aumenta o risco de câncer de pulmão.

Porque o cigarro pode causar câncer

O cigarro pode causar câncer, porque a fumaça do cigarro contém diversas substâncias cancerígenas, como alcatrão e benzeno, que preenchem os pulmões durante o fumo e que provocam lesões nas células deste órgão.

Quando estas lesões acontecem de vez em quando, o pulmão pode se reparar. Mas quando acontecem constantemente, como no caso dos fumantes, as células não conseguem se reparar rapidamente, provocando a multiplicação errada das células e, consequentemente, o câncer de pulmão.

Leia também: 12 doenças provocadas pelo cigarro (e o que fazer) tuasaude.com/doencas-que-o-tabagismo-provoca

Como é feito o tratamento

O tratamento do câncer de pulmão pode envolver:

  • Cirurgia para remover o tumor, retirar uma pequena parte ou todo o pulmão ou um lobo pulmonar;
  • Quimioterapia, que é feita com o uso de medicamentos orais ou intravenosos, para eliminar  ou encolher as células cancerígenas;
  • Radioterapia, que consiste no uso de radiação diretamente sobre as células cancerígenas;
  • Imunoterapia, um tratamento que é feito com o objetivo de estimular o sistema imunológico da pessoa para identificar e combater as células cancerígenas;
  • Terapia-alvo, que é feita com medicamentos específicos para bloquear o crescimento e disseminação do tumor;

Normalmente, o tratamento para o câncer de pulmão depende de fatores como tipo de tumor, estadiamento e condições de saúde da pessoa, devendo ser sempre orientado pelo oncologista.

Leia também: 7 opções de tratamento do câncer de pulmão tuasaude.com/cancer-de-pulmao

Câncer de pulmão tem cura?

O câncer de pulmão tem cura em alguns casos. Entretanto, as chances são maiores quando essa doença é identificada nos estágios iniciais em pessoas com boas condições de saúde e o tratamento é feito adequadamente, de acordo com a orientação médica.

Como prevenir o câncer de pulmão

Algumas formas de se prevenir o câncer de pulmão são:

  • Não fumar;
  • Evitar inalar a fumaça do tabaco consumido por outras pessoas;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

É recomendado também evitar a exposição a agentes com potencial de causar câncer no ambiente de trabalho, usando de forma correta dos equipamentos de proteção individual (EPIs).



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Psicose: o que é, sintomas, causas, fases e tratamentos

A psicose é um conjunto de sintomas caracterizados pela perda de contato com a realidade, causando sintomas como confusão mental, alucinações ou delírios e dificuldade de organizar os pensamentos e falar com clareza, por exemplo.

Esta condição pode estar relacionada com diversos fatores, como histórico familiar de transtornos mentais ou psicóticos, experiências traumáticas ou uso abusivo de substâncias, como álcool, maconha, cocaína e alucinógenos, por exemplo.

Leia também: Surto psicótico: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/surto-psicotico

O tratamento da psicose é feito pelo psiquiatra e normalmente envolve a psicoterapia, o uso de remédios, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, pode ser necessária a internação hospitalar.

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Sintomas de psicose

Os principais sintomas de psicose são:

  • Delírios, como de perseguição, grandeza, de controle, somático e erotomaníaco, por exemplo;
  • Dificuldade de organizar os pensamentos e de falar com clareza;
  • Alucinação, incluindo a olfativas e gustativas, as visuais, as auditivas e as táteis;
  • Falha em realizar atividades do dia a dia, como higiene pessoal e tarefas de trabalho ou estudo;
  • Catatonia, onde a pessoa pode ficar imóvel ou rígida ou apresentar ausência da fala, parecendo estar \"congelada\";
  • Reações emocionais inadequadas, como sorrir ao receber notícias tristes ou ficar irritada de repente;
  • Embotamento afetivo, que é quando a pessoa tem o rosto sem expressão, tem pouco contato visual e não responde a emoções;
  • Isolamento social, onde a pessoa se afasta de amigos, familiares e de atividades sociais comuns.

Outros sintomas de psicose incluem falta de energia e de motivação para fazer tarefas e perda de prazer em atividades que antes eram prazerosas.

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Diferença entre neurose, psicose e perversão

A neurose é um termo que não se usa mais na psiquiatria e que foi substituído pelo termo \"transtornos de ansiedade\". A pessoa com neurose apresenta níveis muito altos de preocupação ou ansiedade, mas mantém o contato com a realidade.

Leia também: Neurose: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/neurose

Já a psicose é um conjunto de sintomas que incluem a perda de contato com a realidade ou desconexão, por meio de alucinações e delírios.

A perversão é uma condição que inclui o desvio sexual e também uma forma de laço social focado no poder, na dominação e na manipulação do parceiro. Nesta condição, inclui-se o fetiche, a renegação, a humilhação, o domínio ou o prejuízo, para obter prazer por meio da dor e da submissão do outro, por exemplo.

Fases da psicose

As fases da psicose, que acontecem geralmente de maneira progressiva, incluem:

1. Fase prodrômica

A fase prodrômica é aquela que pode surgir dias, semanas ou meses antes do início dos sintomas graves.

Nesta fase, a pessoa apresenta mudanças sutis no comportamento, pensamento e afeto. Por isso, esta fase é muitas vezes confundida com problemas comuns da adolescência ou com outras condições, como depressão, ansiedade ou uso de substâncias.

Na fase prodrômica, a pessoa pode apresentar apatia, pensamento confuso, dificuldades de concentração, desconfiança ou paranoia leve, baixa súbita no rendimento escolar ou do do trabalho, negligência com a higiene pessoal, problemas no sono, alterações de humor inexplicáveis e afastamento de amigos, familiares e atividades sociais habituais, por exemplo.

2. Psicose aguda

Na psicose aguda, a pessoa apresenta mudanças graves no estado mental, apresentando os sintomas psicóticos ativos de forma intensa, como delírios, alucinações e catatonia, por exemplo.

3. Fase Residual

A fase residual, ou de recuperação, da psicose acontece após o controle dos sintomas mais graves por meio de tratamentos médicos.

Nesta fase, a pessoa pode apresentar sintomas negativos, como dificuldade em expressar emoções, apatia severa, isolamento social contínuo, e estados de disforia.

Algumas pessoas conseguem recuperar completamente do episódio agudo da psicose. Já outras mantêm a condição crônica e precisam de tratamento  e suporte psicossocial contínuo para evitar recaídas e novas crises.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da psicose é feito pelo psiquiatra, através da avaliação do tipo, início, duração e gravidade dos sintomas, além do histórico médico geral, psiquiátrico e de traumas da pessoa, e histórico familiar de transtornos mentais.

O médico também deve fazer o exame do estado mental, avaliando o comportamento, a aparência, a fala, o humor e o processamento do pensamento da pessoa.

Para confirmar o diagnóstico e descartar condições que têm sintomas semelhantes, o médico pode solicitar exames como hemograma completo, níveis de vitaminas, painel metabólico, provas de função hepática, dosagem de hormônios da tireoide, exame toxicológico de urina e exames de imagem, por exemplo.

Possíveis causas

As causas da psicose são complexas e incluem fatores genéticos, biológicos, ambientais e médicos gerais.

Assim, as possíveis causas da psicose são:

  • Genéticas, como histórico familiar de transtornos mentais ou psicóticos;
  • Biológicas, como redução de massa cinzenta nas regiões pré-frontal, temporal média e superior, desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro;
  • Ambientais, como estresse psicossocial, ansiedade e experiências traumáticas;
  • Físicos, como falta de sono severa e prolongada;
  • Sociais, como imigração e desvantagens socioeconômicas;
  • Uso abusivo de substâncias, como álcool, maconha, anfetaminas, cocaína e alucinógenos;
  • Uso de medicamentos, como esteroides, estimulantes, antiepiléticos, alguns antibióticos e dextrometorfano;
  • Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, esclerose múltipla e encefalite autoimune;
  • Lesões ou doenças no cérebro, como tumor cerebral, cistos, traumatismo craniano grave, derrame e epilepsia;
  • Problemas endócrinos, hormonais e metabólicos, como tireoidite pós-parto, hipotireoidismo ou hipertireoidismo, doença de Addison, doença de Cushing e delírio metabólico geral.

Condições como pós-parto encefalite, esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior grave ou transtornos psicóticos, demência, Alzheimer e Parkinson, também podem estar relacionadas com a psicose.

Psicose puerperal

A psicose puerperal, ou psicose pós-parto, é uma emergência psiquiátrica grave e rara, e que é caracterizada pelo surgimento muito rápido de sintomas iniciais como insônia grave, ansiedade, irritabilidade ou alterações rápidas de humor.

Em seguida, a mulher apresenta confusão mental, perplexidade, catatonia, desorientação, comportamento desorganizado, episódios de humor muito elevado ou gravemente deprimido, delírios e alucinações visuais que geralmente envolvem o bebê.

Quando não é tratada, a psicose puerperal pode muito o vínculo afetivo entre a mãe e o recém-nascido e causar riscos graves como abuso, negligência, suicídio ou infanticídio.

Leia também: Depressão pós-parto: o que é, sintomas, o que causa (e quanto tempo dura) tuasaude.com/sintomas-de-depressao-pos-parto

Psicose infantil

A psicose infantil é uma condição muito rara e incomum, e que pode surgir antes dos 13 anos ou dos 18 anos.

A psicose na infância evolui de forma gradual e inclui duas fases. Na fase prodrômica, a criança geralmente apresenta mudanças no comportamento e no pensamento, como crenças específicas ou estranhas e mudanças claras no funcionamento social, escolar e autocuidado.

Já na fase aguda, a criança apresenta alterações no estado mental, como alucinações e delírios, comportamentos bizarros e grave declínio ou prejuízo nas funções cotidianas.

Tratamentos para psicose

Conforme a causa e a gravidade dos sintomas, os tratamentos da psicose são:

1. Remédio para psicose

Os principais remédios que podem ser indicados pelo médico são:

  • Antipsicóticos, como clorpromazina, tioridazina, olanzapina e clozapina;
  • Estabilizadores do humor, como lítio, carbamazepina ou ácido valproico;
  • Benzodiazepínicos, como lorazepam, para os sintomas de catatonia.

Os remédios para psicose podem ser indicados pelo psiquiatra para ajudar a controlar as crises de surto psicótico e os sintomas.

2. Neuromodulação 

A neuromodulação, por meio da eletroconvulsoterapia, é segura, podendo ser indicada pelo médico quando o tratamento com remédios não promove os benefícios esperados.

A eletroconvulsoterapia pode ser indicada em casos graves de emergência psiquiátrica, como agitação psicomotora extrema, catatonia ou risco iminente de suicídio e infanticídio, por exemplo.

Além disso, a neuromodulação, por estimulação magnética transcraniana, também pode ser indicada para tratar alucinações verbais auditivas que não respondem ao uso de antipsicóticos.

Leia também: Neuromodulação: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/neuromodulacao

3. Psicoterapia

Sessões de psicoterapia, incluindo a terapia cognitivo-comportamental para psicose e a psicoterapia de apoio e aconselhamento, são recomendadas.

Leia também: Terapia cognitivo-comportamental: o que é, como funciona (e técnicas) tuasaude.com/terapia-cognitivo-comportamental

Essas terapias ajudam a criar estratégias para aliviar o sofrimento emocional, ajudar a pessoa a normalizar a entender as experiências psicóticas, reformular crenças disfuncionais e desenvolver resiliência e habilidades para gerenciar o estresse.

Além disso, a psicoeducação e a terapia familiar também são importantes, pois ensinam a família e aos cuidadores técnicas para resolver conflitos, habilidades de comunicação e estratégias para manter o ambiente calmo, empático e seguro. Isso porque a participação de familiares diminui bastante as chances de recaída e reospitalizações da pessoa com psicose.

4. Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida e autocuidado também são fundamentais para proteger o cérebro, facilitar a recuperação e prevenir as recaídas e novos sintomas agudos de psicose.

Assim, algumas recomendações incluem manter uma rotina diária de atividades prazerosas, técnicas de relaxamento, alimentação saudável, exercícios físicos regulares, repouso e sono adequado.

Também é fundamental não consumir bebidas alcoólicas e drogas de abuso, como maconha, anfetaminas, cocaína e alucinógenos.

5. Internação hospitalar

A internação hospitalar pode ser indicada pelo médico quando os episódios agudos de psicose podem colocar a própria vida ou de outras pessoas em perigo.

A internação também é indicada em casos de psicose puerperal, para evitar a interrupção do vínculo afetivo e garantir que a mãe e o bebê fiquem em segurança.

Quando a perda de contato com a realidade impede a pessoa de se alimentar, cuidar de sua higiene pessoal ou gerenciar sua vida diária, a internação hospitalar temporária também é recomendada.

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Neurose: o que é, sintomas, tipos e tratamento

A neurose é qualquer transtorno mental caracterizado por ansiedade significativa e sofrimento emocional, incluindo sintomas como medos irracionais, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, por exemplo.

Sendo atualmente classificada como transtornos de ansiedade, essa condição era dividida em neurose obsessiva, histérica ou fóbica, conforme a ansiedade e os sintomas e sinais apresentados pela pessoa.

Leia também: Transtorno de ansiedade generalizada: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ansiedade-generalizada

O cuidado da neurose varia de acordo com a causa, os sintomas e a sua intensidade, onde o psicólogo ou o psiquiatra pode indicar sessões de psicoterapia, medidas de autocuidado e, em alguns casos, o uso de medicamentos para transtornos específicos.

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Sintomas de neurose

Os principais sintomas associados à neurose incluem:

  • Ansiedade e preocupação excessiva (fobia);

  • Medos persistentes e irracionais;

  • Pensamentos obsessivos;

  • Dificuldade de concentração ou de tomar decisões;

  • Irritabilidade e tensão;

  • Procrastinação e perfeccionismo;

  • Dificuldade para adormecer ou manter o sono, ou sono agitado e insatisfatório;

  • Evitar lugares, pessoas ou situações que provocam medo ou apreensão.

A pessoa com neurose também pode apresentar sintomas físicos, como palpitações, tremores, tensão muscular, falta de ar, dor no peito, náuseas e ondas de frio ou calor

Esses sintomas variam conforme a condição que a pessoa possui, onde nem todos surgem ao mesmo tempo.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Diferença entre neurose, psicose e perversão

Na neurose, a pessoa mantém o contato com a realidade, mas apresenta dúvidas sobre o próprio desejo e o de outras pessoas.

Já na psicose, a pessoa apresenta sintomas caracterizados pela perda de contato com a realidade, como confusão mental, alucinações ou delírios e dificuldade de organizar os pensamentos e falar com clareza, por exemplo.

Leia também: Psicose: o que é, sintomas, causas, fases e tratamentos tuasaude.com/psicose

Na perversão, a pessoa apresenta desvio sexual e também uma forma de laço social focado no poder, na dominação e na manipulação do parceiro.

Entretanto, é importante ressaltar que essas categorias não correspondem às classificações diagnósticas da psiquiatria contemporânea e foram substituídas por categorias mais específicas.

Diferença entre neurose e psicose

A diferença histórica entre neurose e psicose está na relação da pessoa com a realidade.

A neurose está associada a sofrimento emocional e conflitos internos, geralmente sem perda importante do contato com a realidade.

Já a psicose envolve alterações na percepção ou interpretação da realidade, podendo provocar sintomas como delírios, alucinações e pensamentos ou fala desorganizados.

Tipos de neurose

Na classificação histórica, a neurose é descrita de diferentes formas, principalmente como neurose obsessiva, histérica e fóbica.

Embora essas classificações ainda estejam presentes na psicanálise, não devem ser confundidas com os diagnósticos psiquiátricos atuais.

1. Neurose obsessiva

A neurose obsessiva é um conceito histórico da psicanálise, caracterizado por pensamentos intrusivos e indesejados, e comportamentos repetitivos com objetivo de aliviar a ansiedade.

Nas classificações psiquiátricas atuais, a antiga neurose obsessiva foi redefinida como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). No entanto, o diagnóstico de TOC depende de critérios clínicos específicos.

Leia também: Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/comportamento-obsessivo-compulsivo-toc

2. Neurose histérica

A neurose histérica, ou histeria, é um termo desatualizado que era associado à sintomas psicológicos ou físicos, como paralisias, tremores, tonturas e convulsões epiléticas e elevada reatividade emocional.

Leia também: Histeria: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-histeria

Atualmente, a histeria foi reclassificada como transtorno conversivo, que é um transtorno psiquiátrico que pode ser causado por uma reação do corpo ao estresse, traumas psicológicos ou físicos.

3. Neurose fóbica

A neurose fóbica é uma classificação antiga associada ao medo irracional, persistente e desproporcional a objetos, animais, situações ou experiências específicas.

Atualmente, sintomas similares podem estar presentes em transtornos relacionados ao medo e à ansiedade, como fobias específicas, agorafobia e transtorno de ansiedade social.

Como confirmar o diagnóstico

Como esse termo está em desuso nas classificações médicas e psicológicas atuais, não existe um exame ou conjunto de critérios clínicos para confirmar o diagnóstico de neurose.

Assim, o diagnóstico é feito conforme a condição clínica específica, como transtorno de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos.

Para confirmar o diagnóstico dessas condições, o psiquiatra ou psicólogo pode avaliar o histórico de saúde pessoal e familiar, e os sintomas apresentados.

O médico também pode aplicar entrevistas estruturadas, como DIAMOND, SCII-11, por exemplo.

Causas dos sintomas associados à neurose

Como a neurose não é considerada uma doença nas classificações médicas atuais, não existe uma causa única para as condições relacionadas a este termo.

Os transtornos de ansiedade e outras condições relacionadas, os fatores genéticos, podem estar relacionados com fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais.

Fatores de risco

Os fatores de risco dos transtornos de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos são:

  • Histórico familiar;
  • Diferenças no funcionamento neuroquímico e nas estruturas cerebrais;
  • Eventos traumáticos, como abuso físico, sexual ou emocional, negligência na infância, acidentes e perdas graves;
  • Estresse contínuo e vivência de grandes transições de vida, como gravidez, pós-parto e entrada na faculdade.

Pessoas com vulnerabilidade cognitiva, como intolerância à incerteza, sensibilidade à ansiedade, e resistência a pensamentos, emoções ou sensações desconfortáveis, também são fatores de risco.

Como é feito o tratamento

O tratamento dos sintomas historicamente associados à neurose depende da causa identificada e da intensidade dos sintomas.

1. Psicoterapia

A psicoterapia é uma das principais formas de cuidado para diversos transtornos relacionados à ansiedade e ao sofrimento emocional.

A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, possui evidências de eficácia para diferentes transtornos de ansiedade e para o TOC.

Conforme o diagnóstico, o terapeuta pode usar técnicas específicas, como a exposição gradual à situações temidas e, no TOC, a exposição com prevenção de resposta.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

2. Medicamentos

Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicamentos para tratar transtornos específicos, como:

  • Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, são os remédios usados para determinados transtornos de ansiedade e depressão;
  • Ansiolíticos, como os benzodiazepínicos, ajudam a aliviar as crises graves de ansiedade, mas devem ser usados por períodos curtos devido ao risco de tolerância e dependência;
  • Beta-bloqueadores, para controlar sintomas físicos pontuais da ansiedade, como taquicardia ou tremores.

Entretanto, a necessidade do uso de medicamentos depende do diagnóstico, da gravidade, das condições de saúde e da avaliação médica.

3. Autocuidado e mudanças no estilo de vida

Alguns autocuidados e hábitos e mudanças no estilo de vida que podem complementar o tratamento são:

  • Praticar exercícios físicos regularmente;

  • Manter horários regulares de sono;

  • Diminuir o consumo de álcool, drogas ilícitas e cafeína;

  • Manter uma alimentação saudável e variada;

  • Usar técnicas de relaxamento, como respiração pausada, relaxamento muscular progressivo, meditação;

  • Reservar momentos para lazer e descanso;

  • Buscar apoio social e emocional.

Essas medidas podem ajudar no controle do estresse, na regulação emocional e no enfrentamento da condição apresentada.



source https://www.tuasaude.com/neurose/

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Doomscrolling: o que é, significado (e como afeta a saúde)

O doomscrolling é o hábito de consumir compulsivamente notícias ou conteúdos negativos na internet e a dificuldade da pessoa em parar este comportamento.

Esta condição pode impactar na saúde, favorecendo a ansiedade, o estresse, o pessimismo, o esgotamento mental, as alterações no sono e os sintomas físicos, como dor de cabeça e aumento da pressão arterial.

Organizar o ambiente, o tempo e o dispositivo, além de mudar os hábitos e procurar ajuda profissional, são algumas formas eficazes para evitar o doomscrolling.

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O que é doomscrolling

O doomscrolling é o hábito de forma compulsiva, obsessiva e repetitiva de rolar a tela do celular ou computador para consumir conteúdos geralmente negativos, desanimadores ou assustadores.

Esse comportamento também é acompanhado pela dificuldade da pessoa em interromper a navegação.

Significado de doomscrolling

O significado de doomscrolling combina a palavra em inglês doom, que indica fatalidade, desgraça, ruína ou condenação, com scrolling, que é o ato de rolar a tela em smartphones ou computadores.

Essa é uma palavra nova que ganhou muita popularidade no início de 2020, devido ao consumo de notícias alarmantes durante a pandemia de COVID-19.

A tradução de doomscrolling de forma literal para o português é \"rolagem de perdição\" ou \"rolagem infinita\", no entanto, não existe uma tradução oficial para este termo.

Impacto do doomscrolling na saúde

Os principais impactos do doomscrolling na saúde são:

  • Ansiedade, depressão e estresse;
  • Sentimento de pânico ou desespero diante da limitação e da falta de sentido na vida;
  • Postura mais pessimista em relação à natureza humana e ao futuro;
  • Hipervigilância, por ativar a resposta instintiva de \"luta ou fuga\" e manter a pessoa em constante estado de alerta para perigos;
  • Sobrecarga cognitiva e esgotamento mental, onde a hiperestimulação constante dificulta o engajamento com o mundo real;
  • Redução do bem-estar geral, pois diminui a satisfação com a vida e promove sentimentos de desesperança, perda de controle e impotência;
  • Alteração do sono, pois a rolagem de telas à noite atrasa o horário de dormir e desregula o ritmo circadiano;

Alterações físicas, como dor de cabeça, tensão muscular no pescoço e ombros, náuseas e aumento da pressão arterial, devido ao estresse provocado por notícias alarmantes, também podem surgir.

Além disso, o doomscrolling também prejudica a saúde social e diminui o foco da pessoa nos estudos e no trabalho. Isso porque a pessoa pode ficar muito tempo no celular, o que diminui o tempo para se dedicar aos outros e provoca uma fadiga mental.

Como evitar o doomscrolling

Algumas formas de se evitar o doomscrolling incluem:

1. Ajustar o ambiente e o dispositivo

Ajustar o ambiente físico e as configurações do dispositivo, são muito eficazes para evitar o doomscrolling, pois cria mecanismos que impedem a navegação automática e reduzem os gatilhos de estresse.

Algumas sugestões de ajuste do ambiente e do dispositivo são:

  • Manter o telefone fora do alcance das mãos ao dormir e ao acordar, deixando-o fora da cabeceira;
  • Deixar o celular em uma gaveta ou a mais de 3 metros da mesa de trabalho e fora da mesa durante as refeições;
  • Mudar a tela do telefone para preto e branco, o que diminui a saturação das cores e deixa o ato de rolar a tela menos atraente.

Desligar as notificações sonoras e visuais do telefone, também ajuda a diminuir a evitar o doomscrolling.

Leia também: Nomofobia: o que é, 10 sintomas (e como evitar) tuasaude.com/nomofobia

2. Gerenciar o tempo e limites

Definir limites diários para redes sociais, como de 20 a 25 minutos, duas vezes por dia, e programando um alarme, ajuda a gerenciar o tempo e evitar, assim, o doomscrolling.

Estabelecer horários fixos e limitados, ao invés de verificar novidades o tempo todo, também ajuda a diminuir o consumo contínuo de telas.

3. Reconfigurar feed e curadoria de conteúdo

Reconfigurar o feed e fazer a curadoria do conteúdo ajudam a evitar o doomscrolling, porque mudam as funções dos algoritmos e diminuem a exposição frequente a gatilhos negativos.

Assim, pode-se usar recursos como \"não tenho interesse\", \"bloquear\", ou \"deixar de seguir\", para reduzir a visualização de notícias alarmantes e reforçar a recomendação de conteúdos positivos.

Buscar notícias diretamente nos sites confiáveis ao invés de depender dos feeds das redes sociais, também é uma boa opção.

4. Mudar hábitos

Mudar hábitos, substituindo a tela por atividades como leitura, voluntariado, aulas de dança ou atividades ao ar livre, por exemplo, é uma ótima forma de evitar o doomscrolling.

Praticar exercícios físicos e ter contato com a natureza também ajudam a aliviar o estresse e acalmar a mente, além de reduzir o tempo de tela.

5. Procurar ajuda profissional

Em casos de dificuldade de controlar sozinho o doomscrolling, ou se este hábito estiver afetando o bem-estar e causando ansiedade e sofrimento emocional, é aconselhado procurar ajuda profissional.

Nesses casos, é recomendado consultar um médico ou psicólogo para que sejam avaliadas as causas do comportamento compulsivo e trabalhar estratégias de regulação emocional.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

source https://www.tuasaude.com/doomscrolling/

Obesidade infantil: o que é, sintomas, causas e tratamento

A obesidade infantil é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e que pode causar sintomas como roncos e/ou pausas na respiração durante o sono, dor nos joelhos e cansaço fácil durante esforços.

Essa condição pode ser causada por alimentação inadequada e sedentarismo, mas também pode surgir devido ao uso de alguns medicamentos, desequilíbrios hormonais ou fatores genéticos específicos, em alguns casos.

Leia também: Obesidade: o que é, graus, tipos, causas, consequência e tratamento tuasaude.com/obesidade

Na suspeita de obesidade infantil, é recomendado consultar o endocrinologista ou pediatra, para fazer a avaliação física da criança e, se necessário, indicar o tratamento adequado, que pode incluir reeducação alimentar, prática de exercícios físicos e, em alguns casos, uso de remédios ou cirurgia bariátrica.

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Sintomas de obesidade infantil

Os principais sintomas e sinais de obesidade infantil são:

  • Ganho excessivo de peso;
  • Aumento do IMC e da circunferência abdominal;
  • Aceleração do crescimento e estatura elevada para a idade;
  • Acantose nigricans;
  • Falta de ar durante esforços e chiado no peito;
  • Menarca antes dos 10 anos, em meninas;
  • Roncos e/ou pausas na respiração durante o sono;
  • Dor nos joelhos, quadris, costas, pernas e pés.

A criança com obesidade também pode apresentar alterações na pele, como estrias, acne, excesso de pelos em meninas, celulite, intertrigo, furunculose e infecções fúngicas.

Como o ganho de peso normalmente é lento, a obesidade infantil muitas vezes não causa sintomas no início.

No entanto, o acúmulo excessivo de gordura pode provocar sinais clínicos, alterações na pele, respiratórias, ortopédicas, metabólicas e psicossociais.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de obesidade infantil normalmente é feito pelo pediatra ou endocrinologista por meio da avaliação do histórico e comportamento alimentar, além do cálculo do IMC infantil. Confira o que é IMC infantil e como calcular.

Entretanto, como o IMC não diferencia massa magra de gordura corporal, o médico utiliza outras medidas, como circunferência abdominal e relação cintura/estatura, para avaliar a quantidade e a distribuição de gordura corporal.

Marque uma consulta com o especialista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

O médico também pode indicar exames, como dosagem de TSH, T4 livre e cortisol no sangue, para identificar se existe alguma doença que pode estar contribuindo com o ganho excessivo de peso.

Causas de obesidade infantil

As principais causas da obesidade infantil são:

1. Alimentação inadequada

A alimentação inadequada, com muitos alimentos ultraprocessados e ricos em calorias, como refrigerantes, biscoitos, lanches de fast-food e doces, por exemplo, é um dos principais fatores relacionados à obesidade infantil.

Além disso, comer de forma rápida, fazer refeições assistindo à televisão, mexendo no celular ou estudando, e a falta de refeições em família, também estão associados ao maior risco de excesso de peso.

2. Sedentarismo

O sedentarismo, que inclui baixa prática de jogos ativos, brincadeiras e esportes no dia a dia, e exposição excessiva à televisão, celulares, computadores e videogames, por exemplo.

Isto porque o sedentarismo faz com o corpo gaste menos calorias do que a criança ingere, favorecendo a obesidade.

3. Fatores genéticos e biológicos

Existem fatores genéticos e biológicos que aumentam o risco de obesidade infantil, como:

  • Síndrome de Prader-Willi;
  • Mutações no gene da leptina;
  • Alteração em genes que regulam o apetite, a saciedade e o gasto energético, como FTO, MC4R, TMEM18 E BDNF;
  • Fatores pré-natais e perinatais, como obesidade materna antes da gravidez, ganho de peso gestacional excessivo, diabetes gestacional, tabagismo na gravidez e nascimento com baixo peso ou peso elevado.

Fatores na primeira infância, como desmame precoce e ausência de aleitamento materno também aumentam o risco de obesidade infantil.

4. Ambientes obesogênicos e fatores sociais

O ambiente obesogênico é aquele que favorece o ganho de peso e dificulta a adoção de hábitos saudáveis, promovendo o consumo excessivo de calorias e o sedentarismo.

A alta disponibilidade, a publicidade voltada para as crianças e o menor custo de alimentos ultraprocessados em comparação com alimentos naturais, criam um ambiente obesogênico.

Leia também: Alimentos ultraprocessados: o que são, exemplos e porque fazem mal tuasaude.com/alimentos-ultraprocessados

Além disso, a insegurança alimentar e a falta de infraestrutura em comunidades vulneráveis impedem ou diminuem o acesso a escolhas alimentares saudáveis e à prática de atividades físicas.

5. Medicamentos

O uso contínuo de alguns medicamentos, como corticoides, anticonvulsivantes, imunossupressores, antidepressivos e antipsicóticos, pode favorecer ou piorar a obesidade infantil.

Isso acontece porque estes remédios podem causar a retenção de líquidos, o aumento do apetite e o acúmulo de gordura corporal.

6. Desequilíbrios hormonais

Embora sejam menos comuns, os desequilíbrios hormonais devido a hipotireoidismo, excesso de cortisol ou deficiência de hormônio do crescimento (GH), por exemplo, podem favorecer o ganho de peso.

Estes casos, quando não tratados adequadamente, podem levar ao desenvolvimento de obesidade.

Como é feito o tratamento

O tratamento da obesidade infantil depende da idade da criança, da causa e da gravidade, podendo incluir:

  • Reeducação alimentar, sendo feita e acompanhada pelo nutricionista, priorizando o aumento do consumo de legumes, verduras, cereais integrais e frutas.
  • Prática regular de atividade física, devendo-se incentivar a prática de atividades físicas e brincadeiras que ajudem a gastar energia e limitar o tempo de tela;
  • Medicamentos, como liraglutida, semaglutida e tirzepatida, de acordo com a idade da criança e a orientação do médico.

Também podem ser recomendadas dietas de baixa caloria, para crianças com obesidade grave ou com doenças associadas e que não responderam à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas.

Entretanto, não são indicadas dietas muito restritivas, porque podem afetar o crescimento e o desenvolvimento da criança e do adolescente.

Leia também: Dieta para crianças acima do peso (com cardápio) tuasaude.com/obesidade-infantil

O Conselho Federal de Medicina do Brasil também indica a cirurgia bariátrica para adolescentes a partir de 14 anos com IMC maior que 40kg/m², associada a complicações que causem risco de vida, conforme a avaliação dos médicos e o consentimento dos responsáveis.

Riscos de obesidade infantil

Os possíveis riscos da obesidade infantil à saúde física, mental e social são: pressão alta, dislipidemia, resistência à insulina e diabetes tipo 2, síndrome metabólica, aterosclerose precoce.

Esteatose hepática, apneia obstrutiva do sono, fraturas, puberdade, menarca precoce, baixa autoestima, ansiedade, isolamento social e sintomas depressivos, também são possíveis riscos da obesidade infantil.

Prevenção da obesidade infantil

Algumas medidas de prevenção da obesidade são:

  • Manter os cuidados pré-natais, como manter o ganho de peso adequado na gravidez, controlar a diabetes gestacional e evitar fumar na gravidez;
  • Manter o aleitamento materno (amamentação), de forma exclusiva, até os seis meses de idade e, de forma complementar, até os dois anos ou mais;
  • Iniciar a alimentação complementar da criança aos 6 meses de vida;
  • Priorizar na dieta da criança alimentos in natura, como frutas, legumes, hortaliças, cereais integrais, leguminosas e proteínas magras;
  • Limitar o tempo de telas, como celular, televisão, computador, videogame e tablet;
  • Garantir uma boa qualidade e quantidade de sono à noite, de 10 a 13 horas para pré-escolares, entre 9 a 12 horas para crianças de 6 a 12 anos e de 8 a 10h para adolescentes;
  • Limitar o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares e gorduras saturadas, como doces, comidas do tipo fast-food, refrigerantes, achocolatados e sucos artificiais.

É fundamental também garantir a prática de atividade física para as crianças, onde os pais devem participar como exemplos/modelos de estilo de vida.

Assim, é recomendado brincadeiras interativas no chão para lactentes; pelo menos 180 minutos de atividades físicas ao longo do dia para crianças de 1 a 2 anos; e pelo menos 180 minutos de atividades físicas, para crianças de 3 a 4 anos, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/o-que-e-obesidade-infantil/

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dor no joelho: o que pode ser (e o que fazer)

A dor no joelho pode surgir devido ao desgaste da articulação, ao excesso de peso ou às lesões esportivas, como aquelas que podem acontecer no jogo de futebol ou durante uma corrida, por exemplo.

Porém, quando a dor no joelho impede o caminhar ou piora ao longo do tempo, pode ser sinal de um problema mais grave, como rompimento dos ligamentos, osteoartrite ou cisto de Baker.

É importante que o ortopedista especialista em joelho seja consultado quando a dor não passa, piora ao longo do tempo e/ou causa dificuldade para andar.

Leia também: Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento) tuasaude.com/dor-no-joelho-em-repouso

O que pode ser a sua dor no joelho

Para identificar a possível causa da dor no joelho, responda às questões a seguir:

{TRIAGEM_DOR_NO_JOELHO}

Este teste é apenas uma ferramenta para ajudar a identificar as possíveis causas da dor no joelho. Por isso, não deve substituir a consulta com o ortopedista.

11 causas comuns de dor no joelho

A principais causas de dor no joelho são:

1. Lesão por trauma

A lesão por trauma no joelho pode ocorrer por um tombo, contusão, pancada, torção no joelho ou fratura, por exemplo. Nestes casos, a dor pode surgir em todo o joelho ou em regiões específicas de acordo com o local da lesão.

O que fazer: no caso de lesões leves, sem fratura, pode-se fazer repouso e usar compressa de gelo por 2 a 3 vezes ao dia durante 15 minutos.

No entanto, em casos mais graves, como fratura, deve-se procurar ajuda médica imediatamente para iniciar o tratamento mais adequado.

A fisioterapia também pode ser recomendada para ajudar na recuperação e aliviar a dor, mesmo em casos leves.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Ruptura do ligamento

A ruptura de ligamento do joelho pode ocorrer por entorse provocada por uma pancada forte ou torção do joelho durante uma mudança súbita de direção, por exemplo.

O tipo de dor que geralmente geralmente indica qual ligamento foi rompido inclui:

  • Dor lateral no joelho: pode indicar lesão nos ligamentos cruzado anterior, posterior ou ligamento coronário;
  • Dor no joelho ao esticar a perna: pode indicar rompimento do ligamento patelar;
  • Dor no joelho na parte interna: pode indicar lesão no ligamento colateral medial;
  • Dor profunda, bem no meio do joelho: pode ser lesão do ligamento cruzado anterior ou posterior.

Geralmente, quando o rompimento do ligamento é leve não é preciso nenhum tratamento específico, mas deve ser sempre avaliado por um ortopedista ou fisioterapeuta.

O que fazer: pode-se fazer compressas de gelo 3 a 4 vezes ao dia por 20 minutos durante 3 a 4 dias, repouso, uso de muletas para não sobrecarregar os joelhos, elevar a perna para evitar o inchaço e usar uma faixa elástica no joelho afetado.

Em casos mais graves, é importante procurar atendimento médico que deverá imobilizar o joelho com tala e, se necessário, fazer cirurgia. Veja outras opções de tratamento para ruptura nos ligamentos do joelho.

3. Tendinite

A tendinite é uma inflamação em um tendão do joelho e o tipo de dor varia com a localização do tendão:

  • Dor na frente do joelho: indica inflamação no tendão patelar;
  • Dor na lateral do joelho: indica inflamação no tendão iliotibial;
  • Dor na parte interna do joelho: indica inflamação nos tendões da pata de ganso.

Geralmente, um dos sintomas característicos de tendinite é a dor no joelho ao esticar a perna e é mais comum em atletas, devido ao impacto de atividades físicas como corrida, ciclismo, futebol, basquete ou tênis.

O que fazer: deve-se fazer repouso e usar uma faixa elástica no joelho afetado. Colocar compressas de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia, pode ajudar a aliviar a dor e combater a inflamação.

É importante consultar um ortopedista para melhor avaliação e tratamento com anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.

Além disso, pode-se fazer fisioterapia para fortalecimentos dos músculos do joelho e evitar desenvolver tendinite novamente. Veja outras formas de tratar a tendinite no joelho.

Leia também: 13 remedios para dor no joelho (e como usar) tuasaude.com/remedio-para-dor-no-joelho

4. Bursite

A bursite é a inflamação da bursa que é uma pequena bolsa que contém líquido e funciona como um amortecedor, além de reduzir a fricção entre os ossos, os tendões e os músculos das articulações.

Geralmente atividades como dobrar o joelho ou ajoelhar repetidamente, esportes como jiu-jitsu, futebol e voleibol, quedas ou pancadas podem causar irritação e inflamação da bursa provocando a bursite pré-patelar, que causa dor na parte superior do joelho e inchaço.

Além disso, a obesidade ou artrose podem ocasionar a bursite anserina, também chamada de bursite da pata de ganso, que causa dor no joelho na parte interna logo abaixo à articulação.

O que fazer: deve-se fazer repouso e compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. A bursite deve ser tratada com anti-inflamatórios por via oral como ibuprofeno ou diclofenaco, por exemplo, ou o médico pode fazer injeção de corticoide direto na bursa.

Outros tratamentos incluem fisioterapia e cirurgia. Confira exercícios que podem ser feitos para evitar a bursite no joelho.

5. Osteoartrose

A osteoartrose, ou artrose, no joelho é uma doença reumática que causa degeneração da cartilagem do joelho, diminuindo a qualidade, a quantidade e espessura dessa cartilagem, provocando dor crônica.

Esta doença pode impactar nas atividades do dia a dia por causar dor no joelho ao caminhar, ao final do dia, por ficar muito tempo de pé ou dor no joelho ao subir escada, por exemplo.

O que fazer: é importante consultar um ortopedista pois o tratamento deve ser feito com analgésicos como o paracetamol ou anti-inflamatórios como ibuprofeno ou diclofenaco.

Além disso, também são recomendadas sessões de fisioterapia e, em alguns casos, o médico pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho afetado. Veja como pode ser feita a fisioterapia para osteoartrose.

6. Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória e crônica que provoca rigidez, dor e inchaço nas articulações.

A dor no joelho ao acordar pode ser causada pela artrite reumatoide, sendo que a dor é mais intensa durante os primeiros minutos da manhã e melhora com movimento.

Além disso, a dor no joelho que surge com inchaço mas sem ter sido provocada por um trauma pode indicar artrite reumatoide.

O que fazer: pode-se usar analgésicos e anti-inflamatórios para o alívio da dor mas deve-se fazer acompanhamento com reumatologista para avaliar a evolução da doença e com fisioterapeuta para melhorar a movimentação do joelho.

Leia também: Tratamento para artrite reumatoide: remédios, fisioterapia e outros tuasaude.com/tratamento-para-artrite

7. Síndrome da banda iliotibial

A síndrome da banda iliotibial causa dor na lateral do joelho e é muito comum em praticantes de corrida, ciclistas ou outros esportes que necessitem dobrar o joelho repetidamente.

Geralmente, essa síndrome está relacionada à fraqueza e má flexibilidade muscular ou erros de treinamento com intensidades e volumes inadequados, além das condições em que se pratica o esporte como o terreno, tipo de tênis ou postura inadequada, por exemplo.

O que fazer: pode-se utilizar pomada anti-inflamatória 2 a 3 vezes ao dia ou colocar compressa gelada por 15 minutos.

É importante, antes de praticar qualquer atividade física, investir em atividades de fortalecimento muscular como musculação ou alongamentos, sempre com a orientação de um educador físico.

Se a dor na lateral do joelho acontecer quando já se pratica atividade física, o ideal é consultar um ortopedista para correto diagnóstico e tratamento com anti-inflamatórios como diclofenaco ou ibuprofeno, por exemplo, além de fisioterapia para fortalecer os músculos.

8. Lesão no menisco

A dor no joelho ao dobrar a perna, dor na parte interna do joelho, dor ao subir escada, dor ao agachar ou dor dentro do joelho, por exemplo, pode ser indicativo de lesão no menisco que é um disco que funciona como uma almofada ou amortecedor dentro do joelho.

Geralmente, as lesões no menisco são causadas por atividades físicas como judô, jiu-jitsu ou pela degeneração natural, que é o envelhecimento do menisco e que pode começar por volta dos 40 anos de idade.

O que fazer: deve-se fazer repouso e evitar atividades que movimentem muito o joelho, além de fisioterapia para fortalecer a musculatura do joelho.

Em alguns casos, o médico também pode fazer injeções de corticoide ou ácido hialurônico no joelho. Nos casos mais graves pode ser indicada a cirurgia. Saiba quando é indicada a cirurgia de menisco.

9. Problemas na patela

Outras causas comuns da dor no joelho são os problemas na patela, como a condropatia patelar, que é o desgaste da articulação em volta da patela ou a condromalácia patelar, que é o amolecimento da cartilagem da patela.

Geralmente, as causas dos problemas na patela são envelhecimento, obesidade, pé chato ou esportes como corrida, por exemplo.

As lesões na patela podem causar dor no joelho ao agachar ou dor no joelho ao descer escadas, além de sensação de que o joelho está saindo do lugar.

O que fazer: para praticantes de corrida, o aconselhado é mudar de esporte temporariamente para natação ou hidroginástica até ter a musculatura do joelho fortalecida.

A fisioterapia pode ajudar no fortalecimento do joelho e após o alívio da dor, pode-se fazer musculação orientada por educador físico.

Além disso, o médico pode fazer injeção de ácido hialurônico no joelho e, nos casos mais graves, pode ser recomendada cirurgia.

10. Cisto de Baker

O cisto de Baker, ou cisto poplíteo, é um caroço que se forma atrás do joelho na articulação devido ao acúmulo de líquido e causa dor na parte de trás do joelho, inchaço, rigidez e dor ao dobrar o joelho, que pioram com atividade física.

O que fazer: deve-se fazer repouso e consultar um ortopedista para aspirar líquido do cisto ou fazer injeção de corticoide diretamente no cisto. No caso do cisto romper, o tratamento é cirúrgico. Saiba mais como tratar o cisto de Baker.

11. Síndrome de Osgood-Schlatter

A síndrome de Osgood-Schlatter é uma inflamação no tendão da patela do joelho e está relacionada ao crescimento rápido ou atividades repetitivas que causam lesões no tendão do joelho, como pular e correr, podendo ocorrer em crianças de 8 a 15 anos.

Leia também: Osgood-Schlatter: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osgood-schlatter

O que fazer: deve-se fazer repouso, limitando as atividades físicas que causam a dor. Pode-se fazer compressa de gelo por 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia ou aplicar pomadas anti-inflamatórias no local da dor. Além disso, é importante fazer acompanhamento com o ortopedista.

Tratamento alternativo para dor no joelho

Normalmente, a dor no joelho pode ser tratada com anti-inflamatórios receitados pelo ortopedista, como diclofenaco ou ibuprofeno, ou cirurgia para substituição de porções danificadas do joelho.

Porém, pode ser adotado um tratamento alternativo para dor no joelho, especialmente por quem tem estômago sensível aos anti-inflamatórios e inclui:

  • Homeopatia: utilização de remédios homeopáticos, como Reumamed ou Homeoflan, receitados pelo ortopedista, para tratar a inflamação do joelho causada por artrite ou tendinite, por exemplo;
  • Acupuntura: esta técnica pode ajudar no alívio da dor no joelho relacionada a artrite, osteoartrose ou traumas, por exemplo;
  • Compressas: colocar compressas quentes com 3 gotas de óleo essencial de sálvia ou alecrim 2 vezes por dia, a partir do 3º dia de surgimento dos sintomas;
  • Repouso do joelho: consiste em enfaixar o joelho, principalmente quando é necessário permanecer muito tempo em pé.

Além disso, deve-se evitar correr ou caminhar sempre que a dor no joelho estiver presente, não pegar em peso e sentar em cadeiras altas, para não forçar os joelhos ao levantar.

O tratamento alternativo para dor no joelho não deve substituir o tratamento indicado pelo médico, uma vez que pode piorar o problema que causou a dor no joelho.

Quando ir ao médico

É importante consultar o ortopedista ou um fisioterapeuta quando:

  • A dor durar mais de 3 dias, mesmo após repouso e aplicação de compressas geladas;
  • A dor é muito intensa ao fazer atividades diárias como passar roupa de pé, levar a criança no colo, caminhar ou subir escadas;
  • O joelho não dobra ou faz barulho ao movimentar;
  • O joelho se encontra deformado;
  • Surgirem outros sintomas como febre ou formigamento;

Nestes casos, o ortopedista pode pedir um exame de raio-X ou uma ressonância magnética para fazer o diagnóstico do problema e recomendar o tratamento adequado.

Leia também: Ressonância magnética do joelho: indicação e como é feita tuasaude.com/ressonancia-magnetica-joelho

source https://www.tuasaude.com/dor-no-joelho/

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Peptídeos: o que são, para que servem (e peptídeos injetáveis)

Peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, que são partes que formam as proteínas, e estão presentes no organismo, onde participam de funções como metabolismo, cicatrização e defesa do corpo.

Os peptídeos estão naturalmente presentes em alimentos, como leite, ovos, carnes e peixes, ou podem ser desenvolvidos para uso em medicamentos, como insulina, semaglutida e tirzepatida, indicados no tratamento do diabetes e da obesidade, por exemplo.

Na estética, os peptídeos também são utilizados em cosméticos para cuidados com a pele, na forma de séruns e cremes. Já peptídeos injetáveis para fins estéticos, como ganho de massa muscular ou rejuvenescimento, não possuem registro na Anvisa para essas finalidades.

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Para que servem

Os peptídeos naturalmente produzidos pelo corpo servem para:

  • Regular o metabolismo, como os relacionados ao GLP-1, que ajudam a controlar a glicose no sangue e o apetite;
  • Participar da cicatrização, pois alguns estão envolvidos na formação e reparação dos tecidos;
  • Ajudar na defesa do organismo, já que alguns peptídeos podem atuar contra bactérias, fungos e outros microrganismos;
  • Atuar na regulação hormonal, funcionando como mensageiros que levam sinais para diferentes partes do corpo e ajudam a controlar funções como metabolismo, crescimento e reprodução.

Os peptídeos também são estudados para novos tratamentos, inclusive para infecções e alterações da pele. No entanto, muitas dessas aplicações ainda estão em fase de pesquisa e não possuem eficácia comprovada.

Tipos de peptídeos

Os peptídeos podem ser classificados de acordo com sua origem, função e atuação no organismo.

1. Peptídeos bioativos

Os peptídeos bioativos são obtidos principalmente dos alimentos ou liberados durante a digestão das proteínas. Também podem ser produzidos por meio da hidrólise, um processo usado na fabricação de alguns suplementos.

Um exemplo são os peptídeos de colágeno, encontrados principalmente em suplementos de colágeno hidrolisado, que podem contribuir para a saúde da pele e das articulações. Veja para que serve o colágeno hidrolisado.

Além, dos peptídeos das proteínas do leite, como os derivados da caseína e do soro do leite, que participam da absorção de nutrientes e da defesa do organismo.

2. Peptídeos hormonais

Os peptídeos hormonais são produzidos naturalmente pelo organismo e atuam como mensageiros, levando sinais para diferentes órgãos e tecidos, participando de funções, como o crescimento, a reprodução e o equilíbrio de líquidos no corpo.

A insulina, por exemplo, é um peptídeo hormonal produzido pelo pâncreas que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue. O glucagon, também produzido pelo pâncreas, age de forma diferente e estimula o aumento da glicose no sangue quando ela está baixa.

A oxitocina é outro exemplo de peptídeo hormonal e participa das contrações do útero durante o parto e da liberação do leite durante a amamentação.

Leia também: Ocitocina: o que é, para que serve e como aumentar tuasaude.com/ocitocina

3. Peptídeos terapêuticos

Os peptídeos terapêuticos são utilizados como medicamentos para prevenir, controlar ou tratar algumas doenças.

Esse tipo é produzido em laboratório e pode reproduzir ou modificar a ação de peptídeos naturais do organismo ou atuar diretamente em estruturas envolvidas no funcionamento de algumas doenças.

Um exemplo são os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, que imitam a ação do GLP-1, ajudando a controlar a glicose no sangue, diminuir o apetite e aumentar a saciedade, podendo ser indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. Conheça os medicamentos análogos de GLP-1.

Outros exemplos de peptídeos terapêuticos incluem a insulina injetável, utilizada no tratamento do diabetes, e a goserrelina, que interfere na produção de hormônios sexuais e pode ser indicada no tratamento de câncer de próstata e de mama.

Leia também: Tipos de insulina: quais são, para que servem (e como aplicar) tuasaude.com/tipos-de-insulina

4. Peptídeos antimicrobianos

Os peptídeos antimicrobianos são substâncias que ajudam na defesa natural do organismo contra microrganismos, como bactérias e fungos, fazendo parte da primeira linha de proteção do corpo.

As defensinas, por exemplo, são produzidas por diferentes células e ajudam a proteger a pele e as mucosas contra infecções. Já a dermcidina é produzida pelas glândulas sudoríparas e está presente no suor, contribuindo para a proteção da pele contra microrganismos.

Peptídeos injetáveis

Os peptídeos injetáveis podem ser utilizados como medicamentos para tratar diferentes doenças. Entre os exemplos estão a insulina, semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que possuem indicações aprovadas para uso como medicamentos.

Também existem peptídeos injetáveis que são divulgados para fins estéticos, ganho de massa muscular, recuperação após exercícios ou rejuvenescimento, como GHK-Cu, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina. 

No entanto, algumas dessas substâncias ainda estão sendo pesquisadas e não possuem registro como medicamentos no Brasil.

A Anvisa alerta que esses peptídeos não estão autorizados para essas finalidades e que os produtos comercializados sem registro não têm sua segurança e eficácia comprovadas.

Peptídeos na musculação

Alguns peptídeos são divulgados na forma injetável na musculação para aumentar a massa muscular, melhorar o desempenho físico ou acelerar a recuperação após os exercícios, como o CJC-1295, ipamorelina, GHRP-6 e BPC-157.

Essas substâncias podem agir sobre hormônios relacionados ao crescimento ou sobre outros processos do organismo, como recuperação de músculos e tendões.

No entanto, esses peptídeos não possuem indicação aprovada pela Anvisa para ganho de massa muscular e alguns ainda estão em fase de pesquisa. Por isso, não devem ser utilizados por conta própria para aumentar músculos.

Para o ganho de massa muscular, a combinação de treinamento de força, alimentação adequada e ingestão suficiente de proteínas continua sendo a principal estratégia. Veja como é a dieta para ganhar massa muscular.

Peptídeos para emagrecer

Muitas das canetas emagrecedoras são medicamentos à base de peptídeos, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que atuam em hormônios relacionados ao controle da fome, da saciedade e da glicose no sangue.

Esses medicamentos possuem indicações específicas e devem ser utilizados conforme orientação médica.

Leia também: 11 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Peptídeos para a pele

Os peptídeos podem ser encontrados em produtos para a pele, como cremes e séruns, principalmente por suas possíveis ações sobre a produção de colágeno e a manutenção da estrutura da pele.

Alguns dos peptídeos mais encontrados em produtos para a pele são:

  • GHK-Cu: peptídeo de cobre, associado à firmeza, reparação e aparência da pele;
  • Palmitoil pentapeptídeo-4: utilizado principalmente em produtos voltados para sinais de envelhecimento;
  • Palmitoil tripeptídeo-1: presente em produtos para firmeza e aparência das linhas finas;
  • Palmitoil tetrapeptídeo-7: geralmente encontrado em produtos antienvelhecimento;
  • Acetil hexapeptídeo-8: utilizado em produtos para a aparência das linhas de expressão.

Essas substâncias podem ajudar a melhorar a aparência da pele, contribuindo para a hidratação, firmeza e redução da aparência de linhas finas. No entanto, os efeitos dependem da concentração e da formulação do produto.

É importante diferenciar os peptídeos usados em cosméticos dos produtos injetáveis divulgados para fins estéticos. Segundo a Anvisa, não existem cosméticos regulamentado de aplicação injetável.



source https://www.tuasaude.com/peptideos/

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