quarta-feira, 8 de julho de 2026

Como prevenir a dengue: 4 medidas simples

Para prevenir a dengue é importante adotar medidas que evitam a reprodução do mosquito transmissor, como eliminar objetos que acumulem água parada como pneus, garrafas e plantas, por exemplo.

É recomendado também usar repelentes e roupas compridas para evitar a picada, e tomar a vacina contra a dengue, que é oferecida pelo SUS para pessoas entre 4 e 60 anos que nunca tiveram dengue ou que já tiveram a infecção anteriormente.

A dengue é uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que provoca sintomas como dor nas articulações, no corpo, na cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas no corpo.

Leia também: 12 principais sintomas de dengue (clássica e hemorrágica) tuasaude.com/sintomas-da-dengue
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Como evitar a dengue

Alguns dos cuidados mais importantes para evitar a dengue são:

1. Eliminar os focos de água parada

Para evitar a dengue, é essencial eliminar os focos de água parada, incluindo medidas como:

  • Colocar areia nos pratos de flores e plantas;
  • Manter sempre as tampas dos vasos sanitários baixadas e os ralos tampados;
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
  • Limpar sempre as calhas dos canos;
  • Não jogar lixo no quintal ou em terrenos baldios;
  • Colocar o lixo sempre em sacos fechados;
  • Manter baldes, caixas d´água e piscinas sempre tampados;
  • Deixar pneus protegidos contra chuva e água;
  • Eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerantes, cascas de coco em sacos que possam ser lacrados;
  • Furar latas de alumínio antes de ser descartadas para não acumular água;
  • Lavar as vasilhas de aves e animais;
  • Higienizar as bandejas de coleta de água do ar-condicionado e bandejas externas de geladeiras.

Essas ações devem ser feitas pelo menos uma vez por semana e são importantes, pois o mosquito que transmite a dengue se prolifera em locais com água parada.

Ao identificar um terreno baldio com lixo acumulado e objetos com água parada, deve-se avisar uma autoridade competente, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no telefone 0800 642 9782, ou a prefeitura da cidade.

2. Evitar a picada do mosquito

Algumas dicas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti são:

  • Passar repelentes diariamente as áreas expostas do corpo, como rosto, orelhas, pescoço e mãos;
  • Usar roupas de cor clara, folgadas e que cubram a maior parte do corpo possível, como blusas de mangas compridas e calças;
  • Instalar telas de proteção em todas as janelas e portas da casa;
  • Usar mosquiteiros, especialmente quando dormir durante o dia ou para proteger bebês;
  • Evitar ir em locais com epidemia da dengue.

Antes de aplicar qualquer repelente, é necessário ver se o produto é liberado pela Anvisa e se contém pelo menos 20% dos princípios ativos como DEET, icaridina e IR3535.

No entanto, alguns repelentes também podem ser feitos em casa com uso de plantas. Veja opções de repelentes caseiros e naturais.

Assista o vídeo seguinte e confira estas e outras dicas sobre como evitar a picada do mosquito:

PARA A DENGUE NÃO TE PEGAR

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3. Tomar a vacina da dengue

A vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Qdenga, que é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 10 a 60 anos, que nunca tiveram dengue ou que já tiveram a infecção anteriormente e/ou moram em áreas com muitos casos de dengue. Mas também é oferecida em clínicas particulares para pessoas entre 4 e 60 anos.

Além disso, existe outra vacina, a Dengvaxia, que é encontrada apenas em clínicas particulares e indicada apenas para pessoas de 6 a 45 anos e que já tiveram dengue.

Leia também: Vacinas da dengue: quem pode tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-contra-dengue

4. Aplicar larvicidas

Em locais com muitos focos de água parada, como depósitos de sucata, ferros-velhos ou lixões, pode ser feita a aplicação de larvicidas, que são produtos químicos ou biológicos que eliminam os ovos e as larvas do mosquito.

O tipo da aplicação depende da quantidade de larvas do mosquito. Essas aplicações podem ser:

  • Focal: aplicação de pequenas quantidades de larvicidas diretamente nos objetos com água parada, tipo vaso de planta e pneus;
  • Perifocal: colocação de larvicidas com aparelho que solta gotículas de produto;
  • Ultrabaixo volume: também conhecido como fumacê, que é quando um carro emite uma fumaça que ajuda a eliminar as larvas do mosquito, sendo realizado em casos em que há surto de dengue.

Entretanto, essa aplicação deve ser feita somente por agentes comunitários treinados, sendo indicada pelas secretarias de saúde das prefeituras.

Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, a aplicação de larvicida deve ser feita de forma complementar e somente para depósitos que não podem ser eliminados ou controlados de outra forma.

O Ministério da Saúde também recomenda o uso de larvicidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis israelensis (BTI) e de espinosinas para controlar o Aedes aegypti, para evitar a resistência a inseticidas.

Cloro e sal previnem a dengue?

O uso de cloro e sal em ralos da casa não é indicado pela Anvisa para prevenir a dengue. Isso porque não existem comprovações científicas da sua eficácia além de poder provocar intoxicações.

Além disso, o sal não é capaz de eliminar as larvas do mosquito da dengue.

Os ralos de casa não acumulam água parada se estiverem funcionando adequadamente e, por isso, não existe a necessidade de aplicar cloro e sal ou qualquer outro tipo de produto.

No entanto, é recomendado aplicar uma solução de hipoclorito de sódio, que contém cloro, na água de vasos de plantas. Isso porque o cloro tem ação contra as larvas do mosquito da dengue. Veja como usar o hipoclorito de sódio.



source https://www.tuasaude.com/prevencao-da-dengue/

Espinheira-santa: para que serve, benefícios (e como fazer o chá)

A espinheira-santa é uma planta medicinal da espécie Maytenus ilicifolia, rica em flavonoides, taninos e triterpenos, que têm ação antioxidante, cicatrizante e protetora gástrica, sendo popularmente usada para auxiliar no tratamento de úlcera gástrica, azia, gastrite ou acne.

A parte normalmente utilizada da espinheira-santa, são as folhas de onde são extraídas as substâncias ativas que podem ser usadas na forma de chá, compressas, extrato fluido ou cápsulas, encontradas em ervanárias ou lojas de produtos naturais.

Embora tenha benefícios para a saúde, o uso desta planta medicinal não substitui o tratamento médico e deve ser sempre feito com orientação médica, ou de outro profissional de saúde que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Assista ao vídeo a seguir e conheça melhor os benefícios da espinheira-santa:

Espinheira Santa: Benefícios e Quem NÃO Pode Tomar

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Para que serve e benefícios

As indicações e benefícios da espinheira-santa são:

1. Melhorar problemas no estômago

A espinheira-santa é rica taninos, como a epigalocatequina, e polissacarídeos, como o arabinogalactano, com forte ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora gástrica, que ajudam a melhorar problemas de estômago como úlcera gástrica, azia, gastrite, má digestão ou dor de estômago.

Isto porque as substâncias ativas da espinheira-santa ajudam a diminuir a acidez estomacal e a proteger o estômago do próprio ácido que produz, aliviando sintomas gástricos como dor ou sensação de queimação no estômago.

Além disso, alguns estudos feitos com ratos em laboratório mostram ainda que a espinheira-santa tem efeito semelhante à cimetidina, um medicamento utilizado para reduzir a produção de ácido pelo estômago.

2. Combater o H. pylori

Alguns estudos mostram que a espinheira-santa tem ação antibacteriana, sendo muito útil para combater a infecção pela bactéria H. Pylori, que pode causar lesões e úlceras no estômago.

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3. Auxiliar no tratamento do câncer

Estudos usando células do câncer de pulmão, mama e fígado mostraram que a espinheira-santa pode diminuir a proliferação de células cancerosas, devido à presença do triterpenoide pristimerina.

No entanto, ainda são necessários mais estudos em humanos que comprovem esse possível benefício.

4. Melhorar o funcionamento intestinal

A espinheira-santa pode ajudar a melhorar o funcionamento intestinal por ter uma leve ação laxativa. Dessa forma, beber o chá desta planta pode ajudar a tratar casos de prisão de ventre leve a moderada.

5. Tem ação diurética

A espinheira-santa tem leve ação diurética, ajudando a eliminar o excesso de líquidos do corpo.

Assim, esta planta medicinal pode ser útil para auxiliar no tratamento da retenção de líquidos, mas também no tratamento de infecções urinárias, já que mantém o trato urinário limpo.

6. Ajudar na cicatrização da pele

A espinheira-santa tem ação analgésica e cicatrizante, que quando usada sobre a pele, pode ajudar no tratamento de problemas de pele como eczema ou acne.

7. Combater infecções bacterianas

Alguns estudos in vitro feitos em laboratório mostram que a espinheira-santa possui substâncias com ação antimicrobiana como maitenina e friedelina, que ajudam a combater bactérias como:

  • Staphylococcus aureus, que causam infecções pulmonares, de pele e ósseas;
  • Streptococcus sp., que causam infecção urinária, na pele ou nas gengivas;
  • Escherichia coli, que causa infecção urinária;

A espinheira-santa também possui ação contra o fungo Aspergillus nigrans que pode causar aspergilose. Saiba o que é aspergilose.

Como usar

A espinheira-santa pode ser usada na forma de chá ou cápsulas, feitos com as folhas secas ou frescas da planta.

1. Chá de espinheira-santa

O chá de espinheira-santa deve ser preparado com as folhas secas dessa planta e usado por um período máximo de 6 meses de tratamento, conforme orientação médica.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de folhas secas de espinheira-santa;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Colocar as folhas de espinheira-santa numa xícara de água fervente e deixar repousar por 5 a 10 minutos. Coar e beber morno, até 3 vezes por dia, em jejum, ou cerca de 30 minutos antes das refeições.

2. Cápsulas de espinheira-santa

As cápsulas de espinheira-santa podem ser encontradas na dose de 380 mg de extrato seco das folhas de Maytenus ilicifolia e devem ser tomadas inteiras com um copo de água, sem abrir as cápsulas ou mastigá-las.

A dose normalmente recomendada é de 2 cápsulas de 380 mg de espinheira-santa, 3 vezes ao dia, ou seja, de 8 em 8 horas, antes das principais refeições.

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3. Extrato-fluido de espinheira-santa

O extrato-fluido de espinheira-santa deve ser tomado por via oral, sendo que a dose recomendada é de 15 a 20 gotas diluídas em 200ml de água, 3 vezes por dia após as refeições, ou conforme recomendação médica.

4. Compressas de espinheira-santa

Para problemas de pele como eczema, cicatrizes ou acne, podem ser aplicadas compressas quentes com chá de espinheira-santa diretamente na lesão.

Ingredientes

  • 3 g de folhas secas de espinheira-santa;
  • 150 mL de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as folhas secas de espinheira-santa na água fervente. Esperar amornar e aplicar sobre a pele afetada diariamente.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o uso da espinheira-santa são sensação de boca seca, náusea ou alteração do paladar, especialmente quando usada em quantidades maiores do que as recomendadas ou por mais de 6 meses.

Além disso, a espinheira-santa pode causar reações alérgicas e por isso, o seu uso deve ser feito somente com orientação médica ou de um profissional de saúde com experiência em plantas medicinais.

Quem não deve usar

A espinheira-santa não deve ser usada durante a gravidez, pois pode causar contrações uterinas e aborto, e também não deve ser usada por mulheres em amamentação, porque pode provocar redução da quantidade de leite materno.

A planta deve ainda ser evitada por crianças com menos de 12 anos ou pessoas que tenham alergia conhecida à espinheira-santa.

Além disso, pessoas com problemas de saúde ou que estejam usando remédios regulares, devem sempre consultar o médico antes de usar a espinheira-santa.



source https://www.tuasaude.com/espinheira-santa/

terça-feira, 7 de julho de 2026

18 efeitos colaterais do ciprofloxacino (e o que fazer)

Os efeitos colaterais do ciprofloxacino podem ser leves ou graves e incluir náuseas, diarreia, dor de cabeça, tontura, alterações na pele, dor nos tendões, formigamento, reações alérgicas e alterações no fígado.

O ciprofloxacino é um antibiótico da classe das fluoroquinolonas, que pode ser indicado pelo médico para tratar infecções respiratórias, urinárias, genitais, oftalmológicas, abdominais e da pele.

Leia também: Para que serve o ciprofloxacino (e como usar) tuasaude.com/ciprofloxacino-para-que-serve

Na presença de efeitos colaterais leves, é importante consultar o médico que indicou este remédio. Já em casos de sintomas graves, como diarreia intensa, tendinite, dor súbita e intensa no peito, costas ou abdômen, falta de ar, inchaço no rosto e convulsões, por exemplo, deve-se procurar um atendimento médico de urgência.

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Principais efeitos colaterais

Conforme a forma de administração, os efeitos colaterais do ciprofloxacino incluem:

  1. Náuseas e vômitos;
  2. Diarreia;
  3. Dor de cabeça;
  4. Tontura;
  5. Dor abdominal;
  6. Alteração do paladar e redução do apetite;
  7. Coceira, urticária ou vermelhidão na pele;
  8. Sensibilidade exagerada ao sol;
  9. Pancreatite ou hepatite;
  10. Alterações na função dos rins;
  11. Tendinite ou ruptura de tendão;
  12. Formigamento, dormência ou fraqueza muscular;
  13. Tremores, alterações do sono, agitação, alucinações e convulsões;
  14. Cãibras e dor muscular ou nas articulações;
  15. Alterações nos batimentos cardíacos;
  16. Mal-estar geral e febre;
  17. Hipoglicemia, principalmente em pessoas com diabetes em uso de insulina ou hipoglicemiantes orais;
  18. Aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta.

O ciprofloxacino também pode prejudicar a capacidade de dirigir ou operar máquinas, pois pode reduzir a atenção e causar fotofobia, visão turva e piorar a nitidez da visão.

Mais raramente, este remédio também pode provocar choque anafilático ou síndrome de Stevens-Johnson.

Leia também: Choque anafilático: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/choque-anafilatico

Na presença de sintomas graves, como falta de ar, inchaço no rosto ou garganta, dor súbita e intensa no peito, costas ou abdômen, convulsões, formigamento, pele ou olhos amarelados e diarreia intensa, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.

Quanto tempo dura os efeitos colaterais do ciprofloxacino?

Os efeitos colaterais do ciprofloxacino podem durar entre poucas horas até vários dias, conforme o tipo de sintoma e a resposta de cada pessoa. Os efeitos podem surgir durante o tratamento ou após o término do uso deste antibiótico.

Os efeitos colaterais mais comuns, como enjoos e diarreia leve, tendem a passar rapidamente.

Entretanto, o ciprofloxacino também pode causar efeitos colaterais que duram meses ou anos, como tendinite, ruptura do tendão, dor nas articulações, depressão, fadiga, distúrbios do sono e comprometimento da audição, visão, paladar e olfato.

Leia também: Quando o Ciprofloxacino começa a fazer efeito? tuasaude.com/medico-responde/ciprofloxacino-quando-comeca-a-fazer-efeito

Efeitos colaterais do ciprofloxacino de 500mg

Os efeitos colaterais do ciprofloxacino de 500mg podem incluir sintomas que variam de comuns a mais raros.

Alguns efeitos colaterais mais comuns incluem enjoo, diarreia. Já os menos comuns são dor de cabeça, tontura, vômitos, dor abdominal, distúrbios do sono, coceira, urticária, dor nas articulações, alteração do paladar e agitação, por exemplo.

Além disso, o ciprofloxacino de 500mg também pode causar efeitos colaterais raros, como taquicardia, confusão mental, ansiedade, depressão, alucinações, formigamento, tremores, convulsões, choque anafilático e hepatite.

O que fazer

O que fazer para aliviar ou evitar o agravamento dos efeitos colaterais do ciprofloxacino varia conforme o sintoma apresentado pela pessoa.

Em caso de náuseas, diarreia ou desconforto digestivo, é aconselhado consultar o médico, que poderá avaliar se o tratamento deve continuar ou se é necessário mudar o tipo do medicamento.

Já no caso de efeitos colaterais mais sérios, como alergia grave, diarreia intensa e persistente, tendinite, hipoglicemia, dor súbita e intensa no peito, costas ou abdômen, depressão grave, alucinações, confusão mental e reações psicóticas, deve-se interromper o uso do ciprofloxacino e procurar um atendimento médico imediatamente.



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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cirurgião geral: o que é, o que faz (e quando consultar)

O cirurgião geral é o médico especializado em avaliar e tratar doenças que precisam de cirurgia, como apendicite, hérnias, pedras na vesícula, feridas e algumas doenças da mama, tireoide ou pele, por exemplo.

Este médico pode tratar problemas especialmente no abdômen, trato digestivo, pele, tecidos moles, mama, sistema endócrino e situações de urgência.

É indicado consultar o cirurgião geral na presença de sintomas que podem indicar uma condição cirúrgica, como dor abdominal intensa, crise de vesícula ou sinais de complicação após uma cirurgia. Já em situações graves, como dor forte, febre, vômitos ou piora rápida dos sintomas, é importante procurar um atendimento médico de urgência.

Leia também: Urgência e emergência: qual a diferença? (e quando ir ao hospital) tuasaude.com/urgencia-e-emergencia
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O que faz um cirurgião geral

O cirurgião geral é um médico especialista que tem a responsabilidade de diagnosticar e gerenciar o pré-operatório, operatório e pós-operatório de diversos tipos de doenças.

Esse especialista é responsável principalmente pelo tratamento cirúrgico de doenças do sistema digestivo, parede abdominal, pele, tecidos moles, mama, algumas doenças endócrinas e situações de urgência e trauma.

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Cirurgias realizadas

As cirurgias realizadas pelo cirurgião geral incluem:

  • Colecistectomia, apendicectomia, ileostomia e colostomia;
  • Reparo de hérnia inguinal, umbilical e incisional;
  • Retirada de cistos e lipomas;
  • Tireoidectomia, paratireoidectomia e adrenalectomia;
  • Cirurgias para doenças benignas da mama;
  • Ressecção de tumores benignos e malignos da pele;
  • Cirurgia para hemorroidas, fissuras anais, fístulas, drenagem de abscessos perianais, ressecção de tumores ou prolapsos retais;
  • Cirurgias vitais, como traqueostomia, colocação de drenos torácicos e toracotomia de reanimação;
  • Tratamento cirúrgico de perfurações, obstruções ou hemorragias do trato digestivo.

O cirurgião geral também pode fazer cirurgias bariátricas e vasculares, cirurgia de remoção do útero e da próstata, por exemplo.

Leia também: Cirurgia bariátrica: tipos, quando fazer, vantagens e riscos tuasaude.com/obesidade-e-cirurgia-bariatrica

O cirurgião geral faz todo tipo de cirurgia?

Embora este especialista seja capacitado para fazer diversos tipos de procedimentos, o cirurgião geral não faz todo tipo de cirurgia.

Este especialista não pode realizar cirurgias como neurocirurgia, cirurgia cardíaca, ortopédica, plástica, de oftalmologia e de otorrinolaringologia, por exemplo.

Quando ir ao cirurgião geral

É recomendado consultar o cirurgião geral na suspeita de condições que possam exigir cirurgia.

Além disso, situações que podem indicar uma condição cirúrgica urgente e que é necessário consultar um cirurgião geral são:

  • Dor abdominal intensa ou persistente;
  • Suspeita de apendicite;
  • Hérnia inguinal, umbilical ou abdominal, especialmente se houver dor, aumento de tamanho ou desconforto;
  • Nódulos, cistos, lipomas ou lesões na pele que precisam de remoção;
  • Crises de dor por pedra na vesícula;
  • Abscesso, feridas ou lesões de pele que precisa de drenagem;
  • Feridas complexas ou que não cicatrizam bem.

Além disso, é aconselhado consultar o cirurgião geral para o acompanhamento após cirurgias, para avaliar a recuperação e identificar possíveis complicações.

Leia também: 6 dicas para recuperar mais rápido da cirurgia (e quando ir ao médico) tuasaude.com/cuidados-gerais-depois-de-qualquer-cirurgia

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6 principais tipos de diarreia (e o que fazer)

A diarreia pode ser classificada em aguda ou crônica conforme a duração dos sintomas ou a causa. Algumas causas de diarreia são infecções intestinais por vírus, parasitas ou bactérias, e as doenças intestinais, como colite ulcerativa e síndrome do intestino irritável.

É considerada diarreia quando a pessoa vai ao banheiro mais de 3 vezes ao dia e a consistência das fezes é líquida ou pastosa. É importante ir ao gastroenterologista se a diarreia for persistente e surgirem outros sintomas, como lábios rachados, cansaço, menor volume de urina e confusão mental, por exemplo.

A diarreia pode apresentar diferentes cores, sendo importante isso ao médico, para avaliar as possíveis causas e indicar o tratamento adequado. Saiba o que a cor do cocô pode dizer sobre a saúde.

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Os principais tipos de diarreia são:

1. Diarreia aguda e crônica

A classificação em diarreia aguda e crônica é de acordo com a duração dos sintomas.

A diarreia aguda é quando tem duração de até 14 dias, enquanto que a crônica é quando os sintomas duram 30 dias ou mais.

O que fazer: é importante que o gastroenterologista seja consultado para que seja investigada a causa da diarreia e, assim, seja indicado o melhor tratamento para para a diarreia e prevenir complicações.

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2. Diarreia infecciosa

A diarreia infecciosa é normalmente um dos sintomas da infecção por parasitas, vírus ou bactérias que podem ser transmitidos por meio do consumo de alimentos ou água contaminados, levando ao aparecimento de sintomas intestinais.

Dentre as principais bactérias responsáveis por diarreia infecciosa estão E. coli, Salmonella sp. e Shigella sp., que podem ser encontrados em alimentos contaminados.

As infecções por parasitas são mais frequentes em crianças, devido à imaturidade do sistema imunológico e ao fato de sempre levarem às mãos à boca, sendo os parasitas mais frequentes Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Ascaris lumbricoides.

O que fazer: no caso da diarreia ser devido a infecções, o médico normalmente solicita exames específicos para identificar o microrganismo causador da infecção e, assim, ser iniciado o tratamento adequado.

No caso de infecções parasitárias, o médico geralmente solicita a realização de exame de fezes para que seja identificada a presença do parasita. Entenda como é feito o exame de fezes.

3. Diarreia com sangue

A presença de sangue nas fezes é, na maioria das vezes, indicativo da presença de hemorroidas ou fissuras anais.

No entanto quando ocorre diarreia com sangue normalmente significa problemas mais crônicos, como por exemplo doença de Crohn, colite ulcerativa e infecção bacteriana, viral ou parasitária.

A diarreia com sangue também pode acontecer como efeito colateral de alguns remédios ou ser um sinal de câncer de intestino, por exemplo, sendo importante consultar o médico o mais breve possível para que seja identificada a causa da diarreia.

Leia também: Diarreia com sangue: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/diarreia-com-sangue

O que fazer: caso a diarreia seja acompanhada por sangue, é importante que a pessoa vá o mais rápido possível para o pronto-socorro mais próximo para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento.

Isso porque no caso da diarreia ser provocada por uma bactéria, a presença de sangue nas fezes pode ser indicativa de que a bactéria pode ser encontrada no sangue, podendo resultar em sepse, que é grave.

Assim, no caso de diarreia com sangue, o médico normalmente solicita exames laboratoriais para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.

Veja com o Dr. Antônio Carlos Moraes outras causas da diarreia com sangue:

4. Diarreia amarela

A diarreia amarela normalmente está relacionada com dificuldade na digestão de gorduras e diminuição da capacidade de absorção intestinal, sendo mais frequente em pessoas com intolerância e alergias alimentares.

Normalmente a diarreia amarela é passageira, com duração máxima de 2 dias e está relacionada com fatores emocionais, como estresse e ansiedade, por exemplo.

No entanto, quando persiste por mais tempo e é acompanhada por outros sintomas pode ser indicativo de alterações intestinais, pancreáticas ou biliares que devem ser tratadas, como a síndrome do intestino irritável e infecção intestinais, por exemplo.

O que fazer: é importante ir ao gastroenterologista quando a diarreia dura mais de 2 dias para que seja identificada a causa e seja iniciado o tratamento.

No caso da doença celíaca, é recomendado que a pessoa evite o consumo de alimentos que contenham glúten, por exemplo.

Quando a diarreia amarela é decorrente de uma infecção intestinal, o tratamento normalmente é feito com o uso de medicamentos para eliminar o agente causador da infecção, podendo ser feito com antibióticos ou antiparasitários, por exemplo.

Na suspeita de síndrome do intestino irritável, problemas pancreáticos ou relacionados à vesícula biliar, o gastroenterologista normalmente recomenda a realização de exames laboratoriais e de imagem para que se possa ser feito o diagnóstico correto.

Leia também: Diarreia amarela: 10 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/diarreia-amarela

5. Diarreia verde

A diarreia verde normalmente está relacionada com o aumento da velocidade de funcionamento do intestino, o que faz com que a bile não seja digerida completamente e resulte na coloração esverdeada das fezes.

Esse tipo de diarreia pode acontecer como consequência de estresse e doenças intestinais, como parasitoses, doença de Crohn e Síndrome do Intestino Irritável, por exemplo.

A diarreia verde também pode acontecer como consequência do consumo de muito vegetais, alimentos com corante verde e uso constante de laxantes, por exemplo. Saiba mais sobre as causas da diarreia verde

O que fazer: assim como em todos os outros tipos de diarreia, é fundamental que a pessoa beba bastante líquidos e tenha uma alimentação adequada para evitar que aconteça desidratação.

É importante também ir ao gastroenterologista para que seja identificada a causa da diarreia verde e seja iniciado o tratamento, podendo ser indicado o uso de antiparasitários, no caso de infecção intestinal, ou melhora nos hábitos alimentares, por exemplo.

6. Diarreia do viajante

A diarreia do viajante é um tipo de diarreia infeciosa causada por bactérias como  E. coliCampylobacter jejuniShigella ou Salmonella sp, por exemplo.

Leia também: Campylobacter: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/campylobacter

Geralmente, esse tipo de diarreia afeta pessoas que viajam para países com pouco saneamento básico ou má higiene e armazenamento de alimentos, provocando diarreia aquosa, náuseas, vômitos ou cólicas abdominais.

O que fazer: o tratamento da diarreia do viajante, normalmente, é feito com o uso de antibióticos receitados pelo gastroenterologista ou clínico geral. è importante também manter a hidratação do corpo bebendo bastante água.

Confira no vídeo a seguir algumas dicas do que fazer para parar a diarreia mais facilmente:

Como PARAR a DIARREIA mais rápido

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source https://www.tuasaude.com/tipos-de-diarreia/

Gastroenterite: sintomas, tipos, o que causa (e tratamento)

Gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, que inclui o estômago e os intestinos, e provoca sintomas como diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e mal-estar geral.

Normalmente, a gastroenterite é causada pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados por vírus, bactérias ou, menos frequentemente, por parasitas, mas também pode surgir após o contato com pessoas ou superfícies contaminadas. 

O tratamento da gastroenterite consiste em beber bastante líquidos, para evitar a desidratação, manter uma dieta com alimentos de fácil digestão e, em alguns casos, medicamentos específicos para controlar sintomas ou tratar infecções bacterianas.

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Sintomas de gastroenterite

Os principais sintomas indicativos de gastroenterite são:

  • Diarreia intensa e repentina;
  • Mal-estar geral;
  • Dor de barriga;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça e no corpo;
  • Febre baixa;
  • Perda de apetite.

Os sintomas de gastroenterite podem surgir entre 12 a 48 horas após o consumo do alimento contaminado, embora esse período possa variar dependendo do tipo de vírus, bactéria ou parasita envolvido. 

Em situações graves, especialmente em crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade comprometida, os sintomas podem evoluir rapidamente para desidratação, exigindo atenção médica imediata. Conheça os sintomas da desidratação.

Quanto tempo dura a gastroenterite?

A maioria dos casos de gastroenterite duram entre 3 a 7 dias. No entanto, os sintomas dessa inflamação variam conforme a causa da gastroenterite, podendo durar até 10 dias em algumas pessoas.

Teste online de gastroenterite

Para saber se pode estar com gastroenterite, indique os sintomas que apresenta para avaliar:

{TESTE_SINTOMAS_GASTROENTERITE}

O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e não serve como diagnóstico e nem substitui a avaliação feita pelo médico.

Tipos de gastroenterite

Os principais tipos de gastroenterite são:

1. Gastroenterite viral

A gastroenterite viral é a inflamação do estômago e/ou do intestino causada por vários tipos de vírus, sendo os mais comuns o rotavírus, norovírus e adenovírus. Conheça mais sobre a gastroenterite viral.

É uma doença muito comum e contagiosa, cujos sintomas costumam aparecer entre 24 a 72 horas após a exposição ao vírus e, em geral, duram entre 3 a 5 dias, podendo persistir por até 10 dias.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com superfícies ou objetos contaminados pelo vírus, pelo compartilhamento de alimentos, bebidas ou utensílios com pessoas infectadas, ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.

2. Gastroenterite bacteriana

A gastroenterite bacteriana é a inflamação causada por bactérias como Salmonella sp., Shigella sp., Campylobacter sp., Escherichia coli ou Staphylococcus aureus, entre outras.

Este tipo de gastroenterite é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com a bactéria ou com as substâncias tóxicas que ela produz. 

Além disso, esse tipo de gastroenterite também pode ocorrer pela falta de higiene, como não lavar as mãos antes do preparo de alimentos, após ir ao banheiro ou após contato com animais, por exemplo.

Leia também: Gastroenterite bacteriana: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/gastroenterite-bacteriana

3. Gastroenterite parasitária

A gastroenterite parasitária pode ser causada por parasitas como Giardia Lamblia, Entamoeba histolytica ou Cryptosporidium

Esses parasitas produzem alterações a nível intestinal, sendo transmitidos principalmente através da ingestão de alimentos e água contaminados com fezes ou pela relação sexual anal.

4. Gastroenterite não infecciosa

A gastroenterite não infecciosa costuma ser aguda, sendo causada principalmente pelo uso de medicamentos como os anti-inflamatórios não esteroides usados ​​para tratar dor, inflamação e febre, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou diclofenaco.

Além disso, doenças como a doença de Crohn e a doença celíaca também podem causar inflamação da mucosa intestinal, gerando a gastroenterite não infecciosa.

Esta doença também pode surgir da ingestão de toxinas de alimentos, como botulismo ou intoxicação por ciguatera, que é uma toxina acumulada em alguns tipos de peixes e mariscos. Entenda o que é o botulismo.

É importante ressaltar que esse tipo de gastroenterite não é contagiosa.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da gastroenterite é realizado pelo clínico geral ou gastroenterologista, na maioria das vezes com base nos sintomas relatados pela pessoa e na análise do histórico de saúde.

Para uma avaliação dos sintomas, marque uma avaliação com o gastroenterologista mais próximo de você:

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Em casos persistentes ou quando há suspeita de infecção bacteriana ou parasitária, o médico pode solicitar exames de fezes, sangue ou cultura de patógenos para identificar a causa e orientar o tratamento mais adequado.

O que causa a gastroenterite

A gastroenterite é causada principalmente por vírus, bactérias ou parasitas, e sua transmissão ocorre através de:

  • Consumo de alimentos ou água contaminados;
  • Contato direto com pessoas infectadas;
  • Contato com superfícies ou objetos contaminados;
  • Compartilhamento de utensílios, talheres ou copos com pessoas infectadas;
  • Condições de higiene inadequadas, como mãos sujas ao manusear alimentos.

Assim, após o consumo de alimentos contaminados, as toxinas produzidas pelos microrganismos causam irritação da mucosa gástrica e chegam até a corrente sanguínea, causando infecção.

A gastroenterite também pode ocorrer por fatores como o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, ou como consequência de doenças inflamatórias que irritam o estômago e os intestinos.

Tratamento da gastroenterite 

O tratamento da gastroenterite é indicado pelo gastroenterologista ou clínico geral, e geralmente inclui: 

1. Hidratação

A reposição de líquidos é a parte mais importante do tratamento da gastroenterite, pois evita a desidratação. 

Deve-se beber água, soluções de reidratação oral ou bebidas isotônicas em pequenas quantidades ao longo do dia, especialmente após episódios de diarreia ou vômitos.

Leia também: Sais e soluções para terapia de reidratação oral (TRO) tuasaude.com/sais-para-reidratacao-oral

2. Repouso

O repouso é importante porque permite que o corpo direcione mais energia para combater a infeção e recuperar o funcionamento normal do sistema digestivo. 

Além disso, ajuda a reduzir o cansaço, a fraqueza e o risco de desidratação, especialmente quando há episódios frequentes de vômitos e diarreia.

3. Alimentação

A alimentação durante a gastroenterite deve ser leve, de fácil digestão e pobre em gorduras e fibras, ajudando a reduzir a irritação do estômago e do intestino. 

Recomenda-se consumir alimentos como arroz branco, batata, sopas, frutas sem casca, como maçã e banana, vegetais cozidos e proteínas magras, como frango, peixe ou ovos. Veja o que comer durante a gastroenterite.

Os alimentos devem ser introduzidos de forma gradual, em pequenas quantidades ao longo do dia, conforme a tolerância. 

É importante evitar alimentos gordurosos, condimentados, cafeína e laticínios mais pesados, pois podem piorar os sintomas e dificultar a recuperação

4. Medicamentos

Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para aliviar sintomas como náuseas, vómitos ou diarreia, como antieméticos, por exemplo, como domperidona ou metoclopramida, e antidiarreicos, como loperamida ou difenoxilato. Confira os remédios indicados para vômitos e enjoos.

O uso de antibióticos só é indicado quando a causa é bacteriana e confirmada, podendo incluir medicamentos como azitromicina, ciprofloxacino ou metronidazol, dependendo do microrganismo identificado.

Leia também: 9 remédios para infecção intestinal (antibióticos, analgésicos e opções caseiras) tuasaude.com/remedio-para-infeccao-intestinal

Além disso, o médico pode recomendar o uso de probióticos para ajudar a regular a flora intestinal, contribuindo para reduzir a diarreia e acelerar a recuperação do trato digestivo. Saiba mais sobre os benefícios dos probióticos.

Como prevenir a gastroenterite

Algumas formas de prevenir a gastroenterite são:

  • Lavar bem as mãos depois de ir ao banheiro, antes de cozinhar e antes de comer; 
  • Evitar partilhar talheres e outros objetos com pessoas doentes; 
  • Manter as superfícies limpas, principalmente na cozinha; 
  • Evitar comer carne e peixe crus ou vegetais não lavados.

Além disso, as crianças têm maior risco de gastroenterite causada pelo rotavírus, especialmente ao iniciar a creche. Por isso, é recomendada a vacinação contra o vírus no primeiro ano de vida.

Leia também: Vacina rotavírus: para que serve, como tomar e cuidados tuasaude.com/vacina-contra-rotavirus

source https://www.tuasaude.com/gastroenterite/

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Creatinofosfoquinase(CPK): o que significa e porque está alta ou baixa

A creatinofosfoquinase, é uma enzima presente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração. Na presença de lesão nesses órgãos, essa enzima é liberada na corrente sanguínea, havendo aumento na sua concentração.

Dessa forma, o exame CPK, é indicado para investigar ataque cardíaco, infarto ou lesão muscular, por exemplo.

Apesar da CPK ser útil para identificar alterações, não é específica, já que pode ser classificada em tipos diferentes de acordo com o local de atuação. Por isso, é importante que o resultado da CPK seja avaliado pelo médico juntamente com outros resultados laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

Imagem ilustrativa número 1

Valores de referência da creatinofosfoquinase

Os valores de referência da creatinofosfoquinase (CPK total) são de 32 e 294 U/L para homens e 33 a 211 U/L para mulheres mas podem variar dependendo do laboratório onde é realizado o exame.

Tipos de CPK

Essa enzima é subdividida em três tipos de acordo com o seu local de atuação:

  • CPK 1 ou BB: Pode ser encontrada nos pulmões e no cérebro, principalmente;
  • CPK 2 ou MB: É encontrada no músculo cardíaco e por isso pode ser utilizada como marcador de infarto, por exemplo;
  • CPK 3 ou MM: Está presente em o tecido muscular e representa 95% de todas as creatinofosfoquinases (BB e MB).

A dosagem de cada tipo de CK é feito por diferentes métodos laboratoriais de acordo com as suas propriedades e de acordo com a indicação médica. Quando é solicitada a dosagem de CPK para avaliar o infarto, por exemplo, é dosada a CK MB além de outros marcadores cardíacos, como a mioglobina e a troponina, principalmente.

É considerado normal o valor de CK MB igual ou inferior a 5 ng/ mL e sua concentração normalmente está elevada em caso de infarto. Os níveis de CK MB costumam aumentar 3 a 5 horas após o infarto, atinge um pico em até 24 horas e o valor volta a ser normalizado entre 48 a 72 horas após o infarto.

Apesar de ser considerado um bom marcador cardíaco, a dosagem de CK MB para diagnóstico do infarto deve ser feita juntamente com a troponina, principalmente, pois os valores de troponina voltam ao normal cerca de 10 dias após o infarto, sendo, portanto, mais específico. Veja para que serve o exame da troponina.

Para que serve o exame

O exame creatinofosfoquinase (CPK) é útil para ajudar no diagnóstico de doenças como infarto, insuficiência renal ou pulmonar, dentre outras.

Como é feito

Para realizar a dosagem de CPK o jejum não é obrigatório, podendo ser recomendado ou não pelo médico. No entanto, é importante evitar realizar exercícios físicos extenuantes pelo menos 2 dias antes de realizar o exame, já que essa enzima pode estar elevada após exercícios devido à sua produção pelos músculos.

É também importante informar ao médico sobre o uso de medicamentos, como a Anfotericina B e o Clofibrato, por exemplo, pois podem interferir no resultado do exame.

Caso o exame seja solicitado com o objetivo de diagnosticar o infarto, é recomendado que seja a avaliada a relação entre CPK MB e CPK através da seguinte fórmula: 100% x (CK MB/ CK total). Caso o resultado dessa relação seja superior a 6%, é indicativo de lesões no músculo cardíaco, porém caso seja inferior a 6%, é sinal de lesões no músculo esquelético, devendo o médico investigar a causa.

O que significa o resultado

De acordo com o resultado do exame, é possível haver:

CPK alto

É preciso ter atenção ao tipo de CPK que está aumentado e o valor de referência indicado no exame, já que pode ser indicativo de diferentes situações.

Assim, de acordo com o tipo indicado no exame, o CPK alto pode ser indicativo de:

O CPK alto pode ser indicativo de diferentes situações de acordo com o tipo indicado no exame:

  • CPK BB: infarto, AVC, tumor no cérebro, convulsões, insuficiência pulmonar;
  • CPK MB: inflamação cardíaca, lesão no peito, choque elétrico, em caso de desfibrilação cardíaca, cirurgia ao coração;
  • CPK MM: lesão por esmagamento, exercício físico intenso, longa imobilização, uso de drogas ilícitas, inflamação no corpo, distrofia muscular, após eletromiografia;
  • CPK total: ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, devido ao uso de remédios como anfotericina B, clofibrato, etanol, carbenoxolona, halotano e succinilcolina administrados juntos, intoxicação com barbitúricos

De forma geral, o aumento da concentração de creatinofosfoquinase não causa sintomas e, em muitas situações, é detectada de forma incidental no exame de sangue.

Quando surgem sintomas, estes são consequência da doença ou lesão que provocou o aumento da concentração da enzima, podendo ser notada dor e fraqueza muscular, cãibras, cansaço excessivo, dor no feito, falta de ar, desmaio e urina mais escura, nos casos mais graves.

CPK baixo

O CPK baixo normalmente está relacionado com a diminuição da CPK MM, o que pode ser indicativo de perda de massa muscular, desnutrição e caquexia, que corresponde à perda progressiva da massa muscular, gordura e massa óssea.

A diminuição da concentração dessa enzima pode ser consequência do envelhecimento, diminuição brusca da realização de atividade física, artrite reumatoide e lúpus, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/exame-cpk/

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