quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Ibuprofeno gotas: para que serve, como tomar (e posologia)

Ibuprofeno gotas é um medicamento anti-inflamatório não esteroides indicado para aliviar dor leve a moderada, reduzir inflamações e ajudar a controlar a febre em crianças e adultos.

Esse medicamento é encontrado com 50 mg, 100 mg ou 200 mg de ibuprofeno para cada 1 mL da solução, e está disponível em farmácias ou drogarias com os nomes comerciais de Alivium gotas, Advil gotas, além da forma genérica.

A dose do ibuprofeno gotas é ajustada de acordo com a idade, o peso corporal, a intensidade da dor ou da febre e a concentração do medicamento, sempre seguindo a orientação do pediatra ou clínico geral e respeitando os limites de dose e o tempo de uso recomendados.

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Para que serve

O ibuprofeno gotas é indicado para:

  • Aliviar dor, como dor de cabeça, dor de garganta, dor de dente, dor muscular e cólicas menstruais;
  • Reduzir a febre em crianças, adolescentes e adultos;
  • Ajudar no tratamento de inflamações leves a moderadas, como inflamações na garganta, ouvido e articulações.

O uso do ibuprofeno gotas é comum durante a infância, pois permite ajustar a dose de acordo com o peso corporal e a intensidade dos sintomas. Entenda melhor para que serve o ibuprofeno.

Como tomar

O ibuprofeno gotas deve ser usado por via oral, utilizando o conta-gotas que acompanha o frasco. 

Antes de cada dose, é importante agitar bem o frasco para garantir que o medicamento fique homogêneo. 

Não é necessário diluir o ibuprofeno gotas em água ou em outros líquidos, podendo ser tomado diretamente na boca ou com pequena quantidade de alimento. 

O uso costuma ser feito em intervalos de 6 a 8 horas, o que corresponde a 3 a 4 administrações ao dia, sempre respeitando a indicação médica, conforme a idade e peso corporal.

Posologia do ibuprofeno gotas

A dose do ibuprofeno gotas varia de acordo com a concentração do medicamento, a idade, o peso corporal e a intensidade da dor ou da febre, podendo ser:

1. Ibuprofeno gotas 50 mg/mL

No ibuprofeno gotas de 50 mg cada gota equivale cerca de 5 mg de ibuprofeno, sendo as doses recomendadas:

  • Em crianças a partir de 6 meses, a dose geralmente varia de 1 a 2 gotas por quilo de peso corporal. Em cada dose, não se deve ultrapassar o limite de 40 gotas, e o total diário não deve passar de 160 gotas, o que corresponde a 800 mg de ibuprofeno em 24 horas;
  • Em adultos, a dose costuma variar entre 40 e 160 gotas por dose, conforme a intensidade dos sintomas. O limite máximo diário é de 640 gotas, equivalente a 3.200 mg.

O ibuprofeno gotas 50 mg deve ser usado somente com orientação do pediatra ou clínico geral, que define a dose e o tempo de tratamento, reduzindo o risco de efeitos colaterais.

2. Ibuprofeno gotas 100 mg/mL

Nesta versão, cada gota dessa medicação contém aproximadamente 10 mg de ibuprofeno, sendo uma concentração mais forte do que a de 50 mg.

Para crianças a partir de 6 meses, a dose geralmente é de aproximadamente 1 gota por quilo de peso, conforme tabela de peso.

Crianças com mais de 30 kg, o limite diário é de até 80 gotas, equivalente a 800 mg, com cada dose não ultrapassando 20 gotas.

Em adultos, a dose geralmente varia de 20 a 80 gotas por dose, respeitando o limite máximo diário de 320 gotas, equivalente a 3.200 mg.

3. Ibuprofeno gotas 200 mg/mL

Para a apresentação de ibuprofeno 200 mg/mL, a dose é diferente das versões com concentrações menores, pois este medicamento é mais potente e indicado para adultos. 

Cada gota contém aproximadamente 20 mg de ibuprofeno, podendo a dose variar de 10 a 40 gotas, sendo repetida até 4 vezes ao dia, em intervalos de 6 a 8 horas entre cada dose. 

A quantidade máxima diária não deve ultrapassar 160 gotas, equivalentes a 3.200 mg em 24 horas. 

Por se tratar de uma concentração alta, o uso deve ser feito sempre com orientação médica, respeitando os limites de dose e frequência para evitar efeitos colaterais.

Ibuprofeno quantas gotas por quilo

A tabela a seguir indica a quantidade de gotas a ser usada por quilo de peso da criança, considerando a intensidade da febre ou dor e a concentração do medicamento:

Peso da criança (Kg)

50 mg/mL Febre baixa 

(< 39°C)

50 mg/mL Febre alta 

(≥ 39°C)

100 mg/mL Febre baixa 

(< 39°C)

100 mg/mL Febre alta

(≥ 39°C)

5 Kg

5 gotas

10 gotas

3 gotas

5 gotas

6 Kg

6 gotas

12 gotas

3 gotas

6 gotas

7 Kg

7 gotas

14 gotas

4 gotas

7 gotas

8 Kg

8 gotas

16 gotas

4 gotas

8 gotas

9 Kg

9 gotas

18 gotas

5 gotas

9 gotas

10 Kg

10 gotas

20 gotas

5 gotas

10 gotas

11 Kg

11 gotas

22 gotas

6 gotas

11 gotas

12 Kg

12 gotas

24 gotas

6 gotas

12 gotas

13 Kg

13 gotas

26 gotas

7 gotas

13 gotas

14 Kg

14 gotas

28 gotas

7 gotas

14 gotas

15 Kg

15 gotas

30 gotas

8 gotas

15 gotas

16 Kg

16 gotas

32 gotas

8 gotas

16 gotas

17 Kg

17 gotas

34 gotas

9 gotas

17 gotas

18 Kg

18 gotas

36 gotas

9 gotas

18 gotas

19 Kg

19 gotas

38 gotas

10 gotas

19 gotas

20 Kg

20 gotas

40 gotas

10 gotas

20 gotas

21 Kg

21 gotas

40 gotas

11 gotas

20 gotas

22 - 24 Kg

22 - 24 gotas

40 gotas

11 - 12 gotas

20 gotas

25 - 29 Kg

25 - 29 gotas

40 gotas

13 - 15 gotas

20 gotas

30 - 40 Kg

30 - 40 gotas

30 - 40 gotas

15 - 20 gotas

20 gotas

Essa tabela não substitui a orientação do pediatra, que pode ajustar a dose também de acordo com a idade e a condição de saúde da criança.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do ibuprofeno gotas incluem dor ou queimação no estômago, náusea, vômito, tontura e sensação de mal-estar, especialmente quando o uso é feito por vários dias.

Efeitos menos frequentes podem incluir diarreia, prisão de ventre, dor de cabeça e retenção de líquidos, que pode causar leve inchaço.

Quem não deve tomar

O ibuprofeno gotas não é indicado para pessoas com alergia ao ibuprofeno ou a outros anti-inflamatórios, histórico de úlcera ou sangramento no estômago ou intestino, insuficiência renal, hepática ou cardíaca grave.

Além disso, o ibuprofeno gotas não deve ser administrado em crianças menores de 6 meses de idade e durante o terceiro trimestre da gravidez.

Grávida pode tomar ibuprofeno gotas?

O uso de ibuprofeno gotas não é recomendado durante o terceiro trimestre da gravidez, pois pode causar complicações para o bebê e para a gestante. 

Nos outros períodos da gestação, o medicamento só deve ser usado com orientação médica, avaliando os riscos e benefícios.



source https://www.tuasaude.com/ibuprofeno-gotas/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Influenza B: o que é, sintomas e tratamento

A influenza B é uma infecção respiratória provocada pelo vírus influenza B e que causa sintomas como febre moderada a alta, dor de cabeça, dores musculares, tosse seca e dor de garganta, por exemplo.

Este tipo de influenza é facilmente transmitido de pessoa para pessoa e circula todos os anos, principalmente no outono e inverno. Embora afete mais as crianças e os adolescentes, essa gripe também pode surgir em adultos e idosos.

Leia também: Influenza: sintomas, tipos, transmissão e tratamento tuasaude.com/influenza

Geralmente, a influenza B é leve a moderada e melhora com repouso, hidratação e cuidados simples. No entanto, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, se os sintomas forem graves, durarem mais de uma semana ou piorarem com o tempo.

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Sintomas de influenza B

Os sintomas de influenza do tipo B são:

  • Febre moderada a alta;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e articulares;
  • Fadiga intensa e mal-estar;
  • Dor de garganta;
  • Tosse seca;
  • Nariz entupido ou coriza.

Esses sintomas geralmente aparecem repentinamente e podem ser mais intensos durante os primeiros dias de infecção.

Em crianças, sintomas como náuseas, vômitos e dor abdominal também podem ocorrer.

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Qual é pior, a influenza A ou B?

Determinar o pior tipo de influenza, depende do critério avaliado, como subtipo do vírus, idade da pessoa, hospitalizações e gravidade dos sintomas.

Pessoas com influenza A podem apresentaram febre mais alta, maior nível de inflamação e dificuldade para respirar com maior frequência. O tempo de internação hospitalar também pode ser maior para pessoas com influenza A em comparação com a influenza B.

A influenza A (H3N2) é frequentemente associada a temporadas com maior volume de hospitalizações. No entanto, os estudos mostram que a influenza B e a influenza A (H1N1) podem levar a resultados graves, como UTI, ventilação mecânica e óbito, do que a A (H3N2) em pessoas hospitalizadas.

A influenza do tipo B foi associada a maiores chances de óbito em crianças de 6 meses a 17 anos e idosos, em comparação com a influenza A (H3N2). Já a influenza A (H1N1) apresentou maiores chances de admissão em UTI e uso de ventilação mecânica em todas as idades.

Quanto tempo dura a influenza B?

Na maioria das pessoas, a influenza B dura entre 3 e 7 dias. A febre e o mal-estar geral costumam melhorar após os primeiros 3 ou 4 dias, enquanto a tosse e a fadiga podem durar mais uma ou duas semanas.

Em idosos, crianças pequenas ou pessoas com doenças crônicas, a recuperação pode ser mais lenta. Nesses casos, alguns sintomas, especialmente a fadiga, podem persistir por mais tempo.

Diferença entre influenza A e B

A influenza A possui duas variantes, o H1N1 e o H3N2, está mais comumente associada a surtos generalizados e pandemias, afeta pessoas de todas as idades e possui alta diversidade genética.

Leia também: Gripe A: sintomas, tratamento e quando tomar a vacina tuasaude.com/gripe-a

Já a influenza B possui duas linhagens, a B/Yamagata e a B/Victoria, mas não possui capacidade de provocar pandemias. A influenza do tipo B é mais frequente em crianças e apresenta menor diversidade genética. Essa gripe também pode levar a hospitalizações, especialmente em indivíduos vulneráveis.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da influenza B pode ser feito pelo clínico geral, pediatra ou infectologista, por meio da avaliação dos sintomas e histórico de saúde da pessoa.

Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar testes e exames, como coleta de secreções respiratórias do interior do nariz ou na parte posterior da garganta da pessoa e testes virológicos em amostras do trato respiratório inferior.

Os exames laboratoriais que podem ser solicitados pelo médico incluem o teste molecular RT-PCR, teste rápido de antígeno, ensaios de imunofluorescência, cultura viral e testes sorológicos.

Leia também: 17 principais exames laboratoriais (de sangue, urina e fezes) tuasaude.com/exames-laboratoriais

Como acontece a transmissão

A transmissão da influenza B acontece principalmente por meio de gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Também pode ser transmitida pelo contato com superfícies contaminadas pelo vírus e, em seguida, pelo contato com a boca, o nariz ou os olhos.

Uma pessoa infectada pode ser contagiosa desde um dia antes do início dos sintomas até 5 a 7 dias depois. Em crianças e pessoas com sistema imunológico enfraquecido, o período de contágio pode ser mais longo.

Influenza B precisa de isolamento?

Sim, a influenza B precisa de isolamento, ou distanciamento social, pois a pessoa pode infectar outras pessoas desde 1 dia antes do aparecimento dos sintomas até 5 a 7 dias após.

Assim, é recomendado ficar em casa e evitar contato próximo com outras pessoas, exceto para buscar atendimento médico.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, recomenda que a pessoa fique em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre (sem o uso de medicamentos para baixar a febre).

Tratamento da influenza B

Os principais tratamentos indicados pelo médico incluem:

  • Repouso e hidratação: ajudam a reduzir o cansaço e a prevenir a desidratação;
  • Medicamentos para febre e dor: como o paracetamol, usado para controlar a febre, a dor de cabeça e o mal-estar geral;
  • Medicamentos antivirais específicos: especialmente para pessoas com maior risco de complicações.

O tratamento para influenza B tem o objetivo de aliviar os sintomas e apoiar a recuperação do organismo.

Esses tratamentos não eliminam o vírus imediatamente, mas podem diminuir a duração dos sintomas e o risco de complicações quando usados ​​precocemente e sob supervisão médica.

Leia também: 12 dicas para melhorar da gripe mais rápido tuasaude.com/7-dicas-para-diminuir-os-sintomas-da-gripe

Influenza B é grave?

A influenza B geralmente não é grave para pessoas saudáveis, pois costuma se resolver sem complicações. No entanto, pode ser grave em bebês, idosos, grávidas e pessoas com doenças crônicas ou sistema imunológico enfraquecido.

Nesses grupos, a influenza B pode causar complicações como pneumonia, desidratação ou agravamento de condições preexistentes. Por isso, o acompanhamento médico é essencial quando os sintomas são graves ou persistentes.

Existe vacina contra a influenza B?

Sim, existe uma vacina contra a influenza B, estando incluída na vacina anual contra a gripe. Essa vacina protege contra os principais vírus da gripe que circulam a cada temporada, incluindo as linhagens do vírus da gripe B.

A maioria das vacinas contra a gripe atuais são quadrivalentes, ou seja, oferecem proteção contra os dois tipos da influenza A e os dois tipos da influenza B.

Embora a vacina nem sempre impeça a infecção, ela ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, especialmente em crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas.

Leia também: Vacina da gripe: quem pode tomar e possíveis reações tuasaude.com/agriflu-vacina-da-gripe

source https://www.tuasaude.com/influenza-b/

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Febre maculosa: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

A febre maculosa é uma doença infecciosa que pode causar sintomas, como febre alta, dor de cabeça intensa, vermelhidão nos punhos, palmas das mãos, tornozelos e plantas dos pés, e paralisia dos membros afetados, nos casos mais graves.

Essa doença, também chamada de doença do carrapato, é transmitida através da picada do carrapato, principalmente os do gênero Amblyomma, os carrapatos-estrela ou micuim, contaminados com a bactéria Rickettsia rickettsii.

Leia também: Rickettsia: o que é, sintomas e principais doenças tuasaude.com/rickettsia

A febre maculosa tem cura, mas o tratamento deve ser iniciado com o uso de antibióticos, como doxiciclina, conforme orientação do médico, nos primeiros 3 dias de sintomas, para evitar complicações graves que podem colocar em perigo a vida da pessoa.

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Carrapato estrela - causador da Febre Maculosa

Sintomas da febre maculosa

Os principais sintomas de febre maculosa são:

  • Febre alta e repentina, e calafrios;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas, vômitos e falta de apetite;
  • Diarreia e dor abdominal;
  • Dor muscular constante;
  • Gangrena nos dedos e orelhas;
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
  • Olhos vermelhos.

Além disso, a pessoa também pode apresentar paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória.

Os sintomas de febre maculosa podem ser difíceis de identificar e, por isso, sempre que existe suspeita é recomendado ir ao pronto-socorro para fazer exames e confirmar a infecção.

Manchas da febre maculosa

As manchas da febre maculosa são causadas pela inflamação dos vasos sanguíneos provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Essa bactéria lesiona as células que cobrem a parte interna dos vasos sanguíneos e causa vazamento de sangue nos tecidos.

Na fase inicial, as manchas surgem nos punhos, palmas das mãos, tornozelos e plantas dos pés, e começam pequenas, planas, rosadas ou pálidas e não coçam.

Já por volta do 5º ou 6º dia, se não houver tratamento, as manchas se espalham para o tronco, braços, pernas e pescoço, e se transformam em pontos vermelhos ou roxos escuros, indicando hemorragia sob a pele.

Em casos graves, as manchas podem evoluir para manchas roxas grandes, como hematomas, e necrose, levando à gangrena, principalmente nas extremidades.

Entretanto, algumas pessoas podem nunca desenvolver as manchas ou elas podem surgir muito mais tarde.

Leia também: Exantema (rash cutâneo): o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/exantema

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da febre maculosa é feito pelo clínico geral ou infectologista, a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar os sintomas e a possibilidade de febre maculosa:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico indica a realização de hemograma, onde são observados o número de plaquetas, a dosagem de sódio e enzimas hepáticas, como AST e ALT.

O médico geralmente também solicita o exame Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), que detecta a presença de anticorpos contra a bactéria.

Outros exames que também podem ser indicados são o de imunohistoquímica, reação em cadeia da polimerase e isolamento da bactéria.

Transmissão da febre maculosa

A transmissão da febre maculosa acontece através da picada do carrapato, principalmente os do gênero Amblyomma, os carrapatos-estrela ou micuim, que é a fase jovem desse aracnídeo, contaminado com a bactéria Rickettsia rickettsii.

Essa espécie de carrapato pode ser encontrada em bois, cavalos, aves, gambás, cães, coelhos e principalmente nas capivaras. A infestação de carrapato-estrela é mais alta nos meses entre junho e novembro no Brasil.

Quando pica e se alimenta do sangue, o carrapato contaminado transmite a bactéria através de sua saliva. Mas é necessário um contato entre 4 a 10 horas para que a bactéria seja transmitida.

Essa infecção também pode ocorrer se o carrapato for esmagado com as unhas ou dedos desprotegidos, expondo a pele, especialmente se houver feridas, às bactérias presentes nos fluidos corporais ou fezes desse animal.

É importante lembrar que essa doença não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa.

Como é feito o tratamento

O tratamento da febre maculosa deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista e iniciado até 3 dias após o aparecimento dos sintomas, mesmo antes do resultado dos exames laboratoriais.

Normalmente, o tratamento é feito com o uso de antibióticos, como doxiciclina, duas vezes ao dia, por até 7 ou 10 dias e por pelo menos 3 dias após a febre desaparecer.

Já em pessoas com sintomas graves, pode ser recomendada a internação, onde a administração de antibiótico é feita pela via endovenosa. Pode ser necessário também um tratamento de suporte, como ventilação mecânica, diálise e transfusões de sangue, conforme a gravidade.

Febre maculosa tem cura?

A febre maculosa tem cura quando o tratamento com antibiótico é iniciado nos primeiros 3 dias de sintomas. Por isso, a recomendação médica é não esperar a confirmação dos exames para iniciar o tratamento, se houver suspeita clínica e histórico de exposição a carrapatos.

O atraso no tratamento pode causar sequelas como amputação de membros, perda auditiva, paralisia ou danos neurológicos. Além disso, essa doença pode ser letal se não for tratada.

Prevenção da febre maculosa

Algumas dicas de prevenção da febre maculosa são:

  • Usar roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, pois ele é escuro;
  • Utilizar calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e com gramas;
  • Evitar andar em locais com grama ou vegetação alta;
  • Usar repelentes de insetos, renovando a cada 2 horas ou conforme a necessidade;
  • Manter o gramado aparado rente ao solo;
  • Manter os animais domésticos desinfectados contra pulgas e carrapatos;
  • Verificar a presença de carrapatos no corpo ou nos animais domésticos;
  • Se encontrar um carrapato aderido ao corpo, remover com uma pinça;
  • Não apertar ou esmagar o carrapato, mas puxar com cuidado e firmeza e, depois, lavar a área da mordida com álcool ou sabão e água;
  • Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença;
  • Se identificar a presença de carrapato, colocar todas as peças de roupa em água fervente para retirar os carrapatos.

Além disso, se identificar um carrapato na pele, é importante ir ao pronto-socorro ou posto de saúde para avaliar o risco de febre maculosa.



source https://www.tuasaude.com/febre-maculosa/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Como fica a vagina depois do parto normal?

Após o parto normal é comum que sinta que a vagina está mais larga que o normal, além de sentir um peso na região íntima. No entanto, a musculatura do assoalho pélvico tende a voltar ao normal, de forma que a vagina permanece com o mesmo tamanho de antes, não havendo "alargamento".

Apesar disso, em alguns casos, principalmente quando a mulher já teve mais de um parto vaginal ou quando o bebê é muito grande, é possível que os músculos e nervos da região fiquem danificados, o que pode alargar um pouco o canal vaginal e causar dor e desconforto durante a relação íntima.

Para evitar alterações na musculatura do assoalho pélvico, podem ser realizados exercícios indicados pelo fisioterapeuta, como os exercícios de Kegel, que permitem fortalecer a musculatura da região. Além disso, o profissional pode ainda usar outros métodos, como a eletroestimulação para melhorar a musculatura da região pélvica.



source https://www.tuasaude.com/medico-responde/como-fica-a-vagina-depois-do-parto/

Ibuprofeno gotas: para que serve, como tomar (e posologia)

Ibuprofeno gotas é um medicamento anti-inflamatório não esteroides indicado para aliviar dor leve a moderada, reduzir inflamações e ajudar a...