quarta-feira, 22 de abril de 2026

3º trimestre de gravidez: sintomas, cuidados e exames

O 3º trimestre de gravidez, corresponde do 7º ao 9º mês e às semanas 28 a 41 da gestação, é marcado pelo rápido crescimento do cérebro do bebê, o que permite reagir à dor, tato, som e luz, fazendo com que se mexa mais.

Durante o terceiro trimestre, algumas mulheres podem apresentar prisão de ventre ou excesso de gases intestinais. Além disso, ao final desse trimestre, a mulher deve estar atenta aos sinais do trabalho de parto.

Leia também: Fases do trabalho de parto (e o que fazer em cada uma) tuasaude.com/fases-do-trabalho-de-parto

Durante o 3º trimestre de gravidez, deve-se fazer pelo menos três consultas de pré-natal e os exames recomendados pelo obstetra, como ultrassom morfológico, perfil biofísico do bebê e medidas da pressão arterial, para avaliar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê.

Imagem ilustrativa número 1

Desenvolvimento do bebê

O desenvolvimento do bebê no 3º trimestre da gravidez é marcado por:

  • Amadurecimento dos órgãos e dos principais sistemas do corpo.
  • Rápido crescimento do cérebro, que permite comandar melhor os movimentos e controlar melhor o ritmo da respiração e da temperatura do corpo.
  • Paladar mais desenvolvido, sendo capaz de diferenciar entre os sabores doces e salgados;
  • Reação à dor, ao tato e à luz;
  • Ouvir melhor e reagir frequentemente aos sons, podendo mexer-se ou saltar quando ouvir um barulho forte, uma música ou a voz da mãe.

Neste trimestre da gravidez, é possível a mulher sentir os movimentos do bebê e se olhar para a barriga, pode algumas vezes conseguir distinguir o contorno de um cotovelo, um pé ou da cabeça. 

O terceiro trimestre da gestação, é a fase em que o bebê acumula mais gordura sobre a pele e ganha mais peso, sendo que ao final da gestação o seu peso é cerca de 4.1 Kg.

Além disso, na 40ª semana de gravidez, o bebê mede cerca de 53,3 centímetros medidos da cabeça aos pés.  

Mudanças no corpo da mulher

No terceiro trimestre da gravidez, a barriga continua crescendo com o desenvolvimento do bebê, e algumas mulheres podem apresentar coceira na barriga ou estrias.

Também é comum a mulher apresentar insônia ou dificuldade para dormir devido às alterações hormonais normais da gravidez e ao tamanho da barriga que pode dificultar encontrar uma posição confortável para dormir.

Sintomas do 3º trimestre de gravidez

No 3º trimestre da gestação a mulher pode ter alguns sintomas, como:

1. Prisão de ventre

Devido a pressão do útero sobre o intestino e diminuição dos movimentos intestinais, a mulher pode apresentar prisão de ventre e excesso de gases intestinais.

Como aliviar: deve-se manter o corpo hidratado, bebendo pelo menos 8 copos de água por dia e comer mais fibras na forma de grãos inteiros, frutas e vegetais frescos.

Praticar exercícios físicos regularmente recomendados pelo médico, também podem ajudar a melhorar o trânsito intestinal e aliviar esse desconforto.

Leia também: Prisão de ventre na gravidez: sintomas e como tratar tuasaude.com/prisao-de-ventre-na-gravidez

2. Hemorroidas

A hemorroida na gravidez pode surgir devido as alterações hormonais da gestação que promovem uma dilatação dos vasos sanguíneos.

Além disso, o peso do útero pode comprimir os vasos sanguíneos da região anal, favorecendo o desenvolvimento da hemorroida.

Como aliviar: fazer banho de assento com água morna, utilizar lenços umedecidos sem perfume ou lavar a região anal após defecar, podem ajudar a aliviar o desconforto da hemorroida.

Além disso, não permanecer sentada ou em pé por muito tempo, podem ajudar a diminuir a pressão que a barriga faz sobre o reto e evitar o desenvolvimento da hemorroida. Veja mais dicas de como tratar hemorroida na gravidez.

3. Falta de ar

A falta de ar é mais comum no final da gravidez e ocorre devido ao aumento do útero que pode causar compressão nos pulmões que não conseguem se expandir como antes da gestação, dificultando a respiração.

Esse sintoma é considerado normal e não afeta a oxigenação do bebê pois durante toda a gestação o corpo da mulher sofre adaptações para fornecer o oxigênio para o bebê. Confira todas as mudanças no corpo da mulher semana a semana no terceiro trimestre da gravidez.

Como aliviar: evitar fazer esforços excessivos e procurar uma posição confortável, como sentar e colocar as pernas para cima para relaxar.

No entanto, se surgir intensa falta de ar, dificuldade para respirar, respiração rápida ou ofegante, dor no peito, lábios ou dedos azulados ou dormência nas mãos ou nos pés, deve-se procurar o pronto socorro mais próximo.

4. Corrimento vaginal

O corrimento vaginal no final do 3º trimestre de gravidez, corresponde a saída do tampão mucoso, sendo um sinal de que o corpo está se preparando para o trabalho de parto. Saiba identificar os sinais de trabalho de parto.

No entanto, isso não indica necessariamente que o parto está chegando, podendo demorar horas, dias ou até 3 semanas para ocorrer, mas deve-se sempre comunicar ao médico quando apresentar esse tipo de corrimento vaginal.

Como aliviar: a saída do tampão mucoso é normal no final da gravidez indicando que o parto está próximo. 

No entanto, caso do sangramento ser intenso, a mulher apresentar contrações frequentes e regulares, rompimento da bolsa amniótica, ou diminuição ou ausência de movimentos fetais, deve-se ir ao hospital mais próximo.

Leia também: 17 desconfortos na gravidez (e quando ir ao médico) tuasaude.com/desconfortos-na-gravidez

Cuidados no 3º trimestre de gravidez

No terceiro trimestre da gravidez, deve-se continuar seguindo todas as recomendações do obstetra, realizar as consultas pré-natais, e continuar tomando o ácido fólico ou suplementos.

Deve-se também fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra, pois permitem controlar melhor o peso, melhorar a qualidade do sono e fortalecer a musculatura. 

Além disso, deve-se beber pelo menos 8 copos de água por dia e fazer uma alimentação nutritiva e balanceada, para garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê. Veja como deve ser a alimentação na gravidez.

Durante toda a gravidez, também é importante evitar o uso de remédios por conta própria, o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas de abuso, pois podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Sinais de alerta para ir ao médico

Deve-se comunicar ao obstetra imediatamente quando as contrações se iniciam e ir para a maternidade ou hospital.

Além disso, quando a bolsa rompe é esperado que as contrações uterinas que marcam o início do trabalho de parto surjam em pouco tempo, ocorrendo geralmente cerca de 5 horas após a ruptura da bolsa.

No entanto, as contrações podem demorar até 48 horas para aparecer, todavia, é aconselhado ir para a maternidade após 6 horas do rompimento da bolsa porque este rompimento permite a entrada de microrganismos no útero aumentando o risco de infecções na mulher e no bebê.

Principais exames do 3º trimestre 

No 3º trimestre da gestação, deve-se fazer pelo menos três consultas pré-natais e o acompanhamento com o obstetra é feito por meio de exames para verificar o desenvolvimento do bebê e para se certificar de que não haverá problemas durante o parto. 

Além disso, a partir da 36ª semana da gestação, as consultas pré-natais devem ocorrer com maior frequência, pelo menos 1 vez por semana até o nascimento do bebê.

Os principais exames realizados pelo obstetra no 3º trimestre de gravidez incluem:

1. Pressão arterial

A avaliação da pressão arterial é muito importante nas consultas de pré-natal pois permite monitorar alterações na pressão sanguínea, evitando o surgimento de pré-eclâmpsia, que pode resultar em parto prematuro. 

Geralmente, quando a pressão está elevada a gestante deve fazer alterações na sua alimentação e praticar exercício físico regularmente.

Porém, se isso não for suficiente, o médico pode aconselhar o uso de alguns medicamentos. Entenda melhor o que é a pré-eclâmpsia e como é feito o tratamento.

2. Exames laboratoriais

Alguns exames laboratoriais podem ser solicitados pelo obstetra como hemograma completo com plaquetas para avaliar a coagulação do sangue, além de avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se está ou não com anemia.

Além disso, poderá indicar a realização de outros exames como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas, eletrocardiograma e MAPA para algumas grávidas.

Também podem ser prescritos exames de urina ou de avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero, para identificar outras infecções sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia. Veja as ISTs mais comuns na gravidez.

3. Ultrassom fetal

O ultrassom fetal permite acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê e estimar o tamanho, peso e as medidas da cabeça, abdômen e fêmur do feto.

Além disso, permite avaliar a quantidade de líquido amniótico no útero e perceber se existe algum problema com a placenta.

Este exame também ajuda a prever com maior precisão a data provável do parto.

O ultrassom fetal pode ser repetido regularmente durante a gravidez, especialmente se existir alguma situação especial, como gravidez múltipla ou sangramento vaginal em algum momento da gestação.

4. Ultrassom morfológico

O ultrassom morfológico do terceiro trimestre, pode ser indicado pelo obstetra, para ser feito da 28ª a 32ª semana da gestação, para avaliar possíveis anormalidades no feto, como doenças genéticas ou malformações. 

Esse tipo de ultrassom permite imagens mais detalhadas do bebê e uma melhor avaliação física do feto.

Leia também: Ultrassom morfológico: o que é, para que serve e quando fazer tuasaude.com/ultrassom-morfologico

5. Pesquisa da bactéria Streptococcus B

A pesquisa da bactéria Streptococcus B, normalmente é feita entre as 35 e 37 semanas de gravidez, através da coleta de secreções da região genital da mulher com um cotonete.

Esse exame é importante pois quando essa bactéria entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.

Caso o resultado seja positivo, normalmente a grávida precisa fazer antibióticos durante o parto para diminuir o risco de passar a bactéria para o bebê.

6. Perfil biofísico do bebê

Na 28ª semana, que é o início do terceiro trimestre da gestação, o médico pode solicitar o perfil biofísico fetal, que é um exame que permite avaliar os movimentos do bebê, e a quantidade de líquido amniótico no útero. 

Leia também: Perfil biofísico fetal: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/perfil-biofisico-fetal

No caso de algum destes valores estiver alterado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode ser preciso fazer um parto precoce.

7. Batimento cardíaco fetal

O monitoramento do batimento cardíaco fetal permite avaliar o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento.

Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.

8. Cardiotocografia

A cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê e, para isso, o médico coloca um sensor na barriga da mãe que capta todos os sons.

Este exame demora entre 20 a 30 minutos e pode ser feito várias vezes após as 32 semanas, sendo indicado fazer 1 vez por mês em casos de gravidez de risco.

9. Teste de estresse 

O teste de estresse avalia os batimentos cardíacos do bebê enquanto acontece uma contração.

Essa contração geralmente é provocada pelo médico através da injeção de ocitocina diretamente no sangue. Entenda melhor o que é o teste de estresse e como é feito.

Este exame ajuda também a avaliar a saúde da placenta, já que durante uma contração a placenta deve ser capaz de manter o fluxo de sangue correto, mantendo o ritmo cardíaco do bebê.

Caso isso não aconteça, o batimento do bebê diminui, e, por isso, o bebê pode não aguentar o estresse do trabalho de parto, podendo ser necessário fazer uma cesárea. 

Leia também: Cesárea: passo a passo, quando é indicada e possíveis complicações tuasaude.com/como-e-uma-cesarea

10. Fibronectina fetal

O exame de fibronectina fetal tem como objetivo verificar se há risco de parto prematuro, e deve ser feito até a 36ª semana de gestação através da coleta de secreção vaginal e do colo do útero.

Para que seja realizado o exame é recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.

Quando o bebê vai nascer

Ao final do terceiro trimestre, o bebê está completamente formado e pronto para nascer a partir das 37 semanas de gestação, mas a mulher e o médico poderão aguardar até às 40 semanas de gestação, para esperar pelo parto normal.

No entanto, se chegar às 41 semanas, o médico pode decidir fazer a indução do parto para ajudar no nascimento, ou indicar a realização de uma cesariana. 

Leia também: 8 situações em que a cesárea é recomendada (e quando fazer) tuasaude.com/6-boas-razoes-para-fazer-uma-cesarea

Como se preparar para o parto

Tanto a mulher que deseja uma cesariana, quanto a que deseja um parto normal, devem se preparar para o nascimento do bebê com antecedência.

Os exercícios de kegel são importantes para fortalecer a musculatura do interior da vagina, facilitando a saída do bebê e evitando a perda de urina de forma involuntária depois do parto. Saiba como fazer os exercícios de Kegel.

Existem aulas de preparação para o parto disponíveis em alguns postos de saúde e também na rede particular, sendo muito úteis para esclarecer as dúvidas sobre o nascimento e sobre como cuidar do recém-nascido.

Últimos preparativos 

Nessa fase, o quarto ou o lugar onde o bebê vai dormir deve estar pronto, e a partir das 30ª semana, é recomendado que a mala da maternidade também esteja arrumada, ainda que possa sofrer algumas alterações até o dia de ir para o hospital. 

Leia também: O que levar para a maternidade (para a mãe e bebê) tuasaude.com/enxoval-da-mamae-no-hospital

Se ainda não fez, poderá pensar no chá de bebê ou num chá de fraldas, já que o bebê irá usar em média 7 fraldas por dia, nos próximos meses.

Saiba exatamente quantas fraldas deve ter em casa, e quais os tamanhos ideais, usando essa calculadora:

{CALCULADORA_NUMERO_FRALDAS}



source https://www.tuasaude.com/gravidez-terceiro-trimestre/

10 alimentos que tiram o sono (e como consumir)

Metilcobalamina: o que é, para que serve e como tomar

Metilcobalamina, também conhecida como mecobalamina, é um suplemento que pode ser indicado para o tratamento da deficiência de vitamina B12, além de ajudar na sua prevenção.

A metilcobalamina é comercializada em farmácias e lojas de suplementos, com os nomes comercias Dozemast ou Mecobe, por exemplo, na dose de 1 mcg ou 500 mcg, por exemplo, na forma de comprimidos sublinguais ou injeção.

Leia também: Dozemast: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/dozemast

No entanto, a dose e o tipo de metilcobalamina, que é a forma ativa da vitamina B12, devem ser indicados por um médico, conforme as necessidades e os objetivos a serem tratados.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve a metilcobalamina?

A metilcobalamina é indicada para:

1. Tratar a deficiência de vitamina B12

A metilcobalamina pode ser prescrita para tratar deficiência de vitamina B12 causada por condições que diminuem a absorção dessa vitamina, como cirurgia bariátrica, doença de Crohn e uso de medicamentos como metformina.

Leia também: Falta de Vitamina B12: sintomas, causas (e tratamento) tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-vitamina-b12

Além disso, esse medicamento também pode ajudar a prevenir a deficiência de vitamina B12 que, quando não tratada adequadamente, pode provocar complicações neurológicas e hematológicas.

2. Tratar níveis elevados de homocisteína no sangue

A metilcobalamina pode ser usada para ajudar a reduzir níveis elevados de homocisteína no sangue (hiperhomocisteinemia), condição que ocorre quando esse aminoácido se acumula devido à deficiência de vitaminas como B12, B6 e ácido fólico.

Esse acúmulo pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e trombose.

3. Auxiliar no tratamento da neuropatia periférica

Por participar da produção de mielina, um composto que protege as fibras nervosas, restaurando os nervos danificados, a mecobalamina pode ser indicada no tratamento de neuropatia periférica, aliviando os sintomas dessa condição.

Como tomar metilcobalamina?

Conforme a apresentação, a metilcobalamina deve ser tomada como a seguir:

1. Metilcobalamina sublingual

A metilcobalamina sublingual (Mecobe ou Dozemast) é encontrada na forma de comprimidos, em doses de 500 mcg e 1000 mcg.

Essa forma de administração permite que a absorção da metilcobalamina seja mais rápida, pois ela é absorvida diretamente na corrente sanguínea.

Como tomar: a dose recomendada para adultos com deficiência de vitamina B12 em uso de metformina é de 500 mcg a 1000 mcg ao dia, por via sublingual, por até 3 meses de tratamento ou conforme orientação médica.

É indicado colocar o comprimido debaixo da língua, sem engolir ou mastigar, deixando dissolver naturalmente. Pode-se usar o comprimido sublingual após uma refeição do dia, como café da manhã, almoço ou jantar.

2. Metilcobalamina 1 mg

A metilcobalamina de 1 mg (ou 1000 mcg) é encontrada na forma de comprimidos sublinguais com os nomes Dozemast ou Cobi-12, e pode ser indicada para adultos com deficiência de vitamina B12.

Como tomar: geralmente é recomendado tomar 1 comprimido sublingual, 1 vez por dia, pelo tempo recomendado pelo médico.

3. Metilcobalamina 500 mcg

Assim como as outras formas, a metilcobalamina também pode ser encontrada na dosagem de 500 mg, em comprimidos sublinguais.

Como tomar: o comprimido sublingual deve ser colocado debaixo da língua até completa dissolvição.

4. Metilcobalamina injetável

A maior parte das injeções de vitamina B12 não é metilcobalamina, mas sim a forma sintética cianocobalamina, geralmente associada ao cloridrato de tiamina (vitamina B1) e cloridrato de piridoxina (vitamina B6).

Essa injeção pode ser indicados para auxiliar no tratamento de neuropatias ou neuralgias, sendo encontrada com os nomes Nevrix IM ou Cronobê Complex IM.

Além disso, outra versão inhetável é a hidroxicobalamina, encontrada com o nome comercial Bedoze, indicada para tratamento de deficiência da vitamina B12.

Como tomar: a injeção deve ser administrada via intramuscular por um médico ou enfermeiro. As doses são individualizadas, conforme condição a ser tratada.

Diferença entre cianocobalamina e metilcobalamina

A cianocobalamina é uma forma sintética da vitamina B12 que precisa ser convertida no fígado em metilcobalamina, para se tornar ativa e promover os seus benefícios. Essa forma é encontrada somente em suplementos.

Já a metilcobalamina é a forma natural e ativa da vitamina B12, estando pronta para ser usada pelo organismo. A metilcobalamina pode ser encontrada em suplementos, mas também em alimentos, como peixes, queijos e ovos.

Leia também: 16 alimentos ricos em vitamina B12 (e quantidade recomendada) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-vitamina-b12

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Os possíveis efeitos colaterais da metilcobalamina oral são vômito, náusea, diarreia, sensação de picadas, formigamento ou dormência na pele e dor de cabeça.

Já a injeção pode causar coceira na pele, diarreia, produção excessiva de suor, aumento de peso rápido, dor ao respirar, sensação de falta de ar ao deitar, ansiedade e alteração nos batimentos cardíacos.

Na presença desses sintomas, é recomendado comunicar ao médico.

Reações alérgicas são incomuns, podendo incluir urticária e, raramente, reações de hipersensibilidade (anafilaxia) que deve ser tratada imediatamente no hospital. Saiba identificar os sintomas de anafilaxia.

Metilcobalamina engorda?

A metilcobalamina não contém calorias e, por isso, não engorda. Entretanto, como a deficiência de vitamina B12 pode diminuir o apetite, a metilcobalamina pode regular a fome, favorecendo o ganho de peso.

Leia também: Tomar vitamina B12 engorda? tuasaude.com/medico-responde/vitamina-b12-engorda

Quem não deve usar?

A metilcobalamina na forma oral não deve ser usada por pessoas com alergia a esse composto. Já a forma injetável da metilcobalamina não é indicada para mulheres grávidas ou amamentando.

Crianças e pessoas com alergia à cianocobalamina ou cobalto, problemas nos olhos ou doença de Leber, insuficiência renal ou hepática, deficiência de ácido fólico, ou outro tipo de infecção no corpo, também não devem usar a forma injetável de metilcobalamina.



source https://www.tuasaude.com/metilcobalamina/

terça-feira, 21 de abril de 2026

7 sintomas de úlceras no estômago (e quem tem mais risco)

O principal sintoma de úlcera no estômago é a dor na parte superior do abdômen, localizada cerca de 4 a 5 dedos acima do umbigo, e que costuma aparecer entre as refeições ou à noite, sendo de difícil controle mesmo com medicamentos.

Além disso, podem surgir azia, sensação de estômago cheio, vômitos e perda de peso sem causa aparente, e, em alguns casos, fezes escuras e vômitos com sangue, sinais que podem indicar sangramento no sistema digestivo.

Leia também: Úlcera gástrica: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ulcera-gastrica

O risco de desenvolver úlcera no estômago é maior em pessoas que fazem uso prolongado de anti-inflamatórios ou estão infectadas pela bactéria H. pylori, sendo também mais comum em quem fuma e/ou consome álcool em excesso.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de úlcera no estômago

Os principais sintomas de úlcera no estômago são:

  • Dor na parte superior do abdômen;
  • Azia, que pode subir em direção à garganta;
  • Náuseas;
  • Vômitos, às vezes com sangue;
  • Inchaço ou sensação de estômago cheio rapidamente;
  • Fezes escuras, se houver sangramento;
  • Perda de apetite e perda de peso sem explicação.

Entre os sintomas mais preocupantes, destacam-se o vômito com sangue ou a presença de fezes muito escuras, que podem indicar sangramento no sistema digestivo.

O que fazer em caso de suspeita de úlcera

Em caso de suspeita de úlcera no estômago, é indicado procurar o gastroenterologista, para avaliação adequada. 

Além disso, deve-se evitar a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, pois podem piorar os sintomas, manter uma alimentação leve, evitar álcool, café, alimentos muito ácidos ou picantes e observar a evolução dos sintomas. 

Se houver sinais de alerta, como vômitos com sangue, fezes muito escuras ou dor intensa, deve-se procurar atendimento de urgência imediatamente.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de úlcera no estômago é feito principalmente pelo gastroenterologista, que avalia os sintomas da pessoa e pode solicitar exames para confirmar o problema.

Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para avaliar os sintomas de úlcera no estômago:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

O principal exame utilizado é a endoscopia digestiva alta, na qual é introduzido um tubo fino com câmera pela boca para visualizar o interior do estômago e identificar a presença de úlceras, inflamações ou sangramentos. Saiba como é feita a endoscopia.

Em alguns casos, também podem ser feitos exames de sangue, fezes ou testes para detectar a bactéria Helicobacter pylori, que está frequentemente associada ao aparecimento de úlceras.

Quem tem mais risco

O aparecimento da úlcera no estômago é mais frequente em pessoas que fazem uso prolongado de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, que estão infetadas pela bactéria Helicobacter pylori ou que já tiveram histórico de gastrite ou úlcera anteriormente.

Leia também: Gastrite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/gastrite

Além disso, o consumo de álcool em excesso, o tabagismo, níveis elevados de estresse e uma alimentação com excesso de café, alimentos picantes ou ácidos, também são fatores que aumentam o risco de desenvolver úlcera no estômago. Conheça as principais causas de úlcera no estômago.

Tratamento para úlcera no estômago

O tratamento da úlcera no estômago varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas, e geralmente envolve:

  • Medicamentos que reduzem a acidez do estômago, como omeprazol e pantoprazol;
  • Antibióticos, quando há infecção por Helicobacter pylori, como amoxicilina e claritromicina;
  • Protetores gástricos, como o sucralfato, que formam uma barreira protetora na mucosa do estômago sobre as úlceras. Confira os remédios para úlcera gástrica;
  • Suspensão de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e diclofenaco, quando são a causa da lesão;
  • Ajustes na alimentação e nos hábitos de vida, como reduzir o consumo de café, evitar alimentos picantes e ácidos, fazer refeições mais leves e regulares e deixar de fumar e consumir álcool.

Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia, especialmente quando há complicações, como sangramento persistente, perfuração da parede do estômago ou quando o tratamento com medicamentos não foi suficiente.



source https://www.tuasaude.com/sintomas-de-ulcera-no-estomago/

Toxoplasmose na gravidez: o que é, sintomas, tratamento (e riscos)

A toxoplasmose na gravidez é uma doença que pode causar sintomas como febre, ínguas no pescoço e dor de cabeça. No entanto, a toxoplasmose na gravidez geralmente não provoca sintomas, sendo identificada apenas durante os exames de pré-natal.

É importante que a toxoplasmose seja identificada para evitar complicações graves, como aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, microcefalia, atraso no desenvolvimento e óbito ao nascer.

O tratamento da toxoplasmose na gravidez deve ser indicado pelo obstetra, podendo incluir o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Leia também: Toxoplasmose: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/toxoplasmose
Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de toxoplasmose na gravidez

Os principais sintomas da toxoplasmose na gravidez são:

  • Febre;
  • Calafrios e suores;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Ínguas, principalmente na região do pescoço;
  • Dor muscular;
  • Dor de garganta;
  • Erupções na pele.

Em casos mais raros, a mulher também pode apresentar alterações na visão ou dor ocular devido a inflamações como uveíte e coriorretinite.

Entretanto, na maioria das vezes, a toxoplasmose não provoca sintomas.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra durante as consultas de pré-natal, por meio da avaliação de sintomas e avaliação de riscos.

Marque uma consulta com o obstetra mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Entretanto, mesmo que não existam sintomas, a mulher deve fazer o rastreamento sorológico trimestral, por meio dos testes imunoenzimáticos para detectar o IgG e o IgM contra Toxoplasma gondii.

O médico também pode solicitar uma sorologia pela pesquisa de IgM por imunofluorescência indireta, para confirmar o diagnóstico.

Se for confirmado que a mulher foi contaminada recentemente, o obstetra pode solicitar o exame amniocentese para pesquisa do PCR no líquido amniótico e a ultrassonografia, para verificar se o bebê foi afetado ou não.

Leia também: Exames na gravidez: quais precisa fazer (e complementares) tuasaude.com/exames-na-gravidez

Toxoplasmose IgG reagente na gravidez

Um exame de toxoplasmose IgG reagente na gravidez indica que a mulher já teve contato com o parasita e produziu anticorpos.

Entretanto, para interpretar esse resultado, este exame também depende do resultado do IgM e da época em que foi feito.

Isso porque o IgG reagente e o IgM não reagente indicam uma infecção crônica ou antiga antes da gravidez. Já o IgG reagente com o IgM reagente indica a possibilidade de uma infecção recente, durante a gravidez, por exemplo.

Leia também: Toxoplasmose IgG: o que é e o que significa IgG reagente tuasaude.com/toxoplasmose-igg

Como acontece a transmissão

A transmissão da toxoplasmose na gravidez pode acontecer por meio de:

  • Consumo de carnes cruas ou mal cozidas, e que tenham cistos do parasita Toxoplasma gondii;
  • Ingestão de água contaminada;
  • Consumo de frutas e verduras que não foram devidamente higienizadas;
  • Consumo de leite não pasteurizado e de produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Passagem do parasita pela placenta para o bebê, durante a gravidez.

A transmissão da toxoplasmose na gravidez também pode acontecer pela ingestão acidental dos ovos do parasita, por meio da manipulação, sem luvas, de caixas de areia de gatos infectados ou do solo e terra contaminados.

O convívio ou o contato com os gatos não causa a doença. Isto porque o risco de transmissão da toxoplasmose está no contato com as fezes contaminadas deste animal.

Leia também: 5 doenças transmitidas pelos gatos (e como evitar) tuasaude.com/doencas-transmitidas-pelos-gatos

A toxoplasmose na gravidez é perigoso?

A toxoplasmose na gravidez é considerada perigosa, principalmente para o bebê. Isso porque, para a mulher, a infecção geralmente é leve ou até mesmo assintomática.

No entanto, quando a infecção acontece no primeiro trimestre de gravidez, apesar de ter menor chance de afetar o bebê, pode causar maiores riscos, já que o bebê ainda está em desenvolvimento.

A transmissão do parasita para o bebê, chamada de toxoplasmose congênita, é uma forma grave desta doença que pode causar complicações e sequelas permanentes.

Por isso, é importante que a mulher realize o pré-natal e faça os exames indicados pelo médico para identificar a infecção pelo parasita e, caso haja necessidade, iniciar o tratamento adequado.

Riscos da toxoplasmose na gravidez

Os riscos da toxoplasmose na gravidez variam conforme o período da gravidez e incluem aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer e óbito ao nascer.

Quando o parasita atravessa a placenta e infecta o bebê, os riscos variam de acordo com a idade gestacional. Infecções no início da gravidez têm menor probabilidade de transmissão, mas, quando acontecem, causam sequelas gravíssimas para o bebê.

Já infecções no final da gravidez são transmitidas mais facilmente para o bebê, mas tendem a causar danos menos graves.

Para a mulher, a toxoplasmose é geralmente assintomática ou causa apenas sintomas leves. Entretanto, o risco é muito maior em mulheres que têm o sistema imunológico comprometido, como no caso de transplantadas ou em tratamento oncológico, por exemplo. Nestas mulheres, a toxoplasmose pode evoluir para quadros graves de encefalite, pneumonite ou infecção nos olhos

Complicações para o bebê

Os riscos e complicações para o bebê com toxoplasmose congênita são:

  • Neurológicas, como atraso no desenvolvimento, retardo mental, microcefalia ou macrocefalia, hidrocefalia, calcificações intracranianas, alterações motoras e convulsões;
  • Oftalmológicas, como lesões e inflamação na retina, cegueira, catarata, glaucoma e descolamento de retina;
  • Auditivas, como surdez;
  • Aumento anormal do fígado e do baço;
  • Icterícia, que é o amarelamento da pele e olhos;
  • Ascite e acúmulo generalizado de líquidos;
  • Diminuição no crescimento.

A maioria dos recém-nascidos infectados não apresentam sintomas, que podem aparecer apenas meses, anos ou até mesmo na adolescência ou vida adulta.

Por isso, quando não existem diagnóstico e tratamento adequados, essas crianças podem desenvolver problemas graves.

Como é feito o tratamento

O tratamento para toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra, através do uso de antibiótico para tratar a mãe e reduzir o risco de transmissão ao bebê.

Os remédios e a duração do tratamento variam conforme a fase da gravidez e se o bebê está infectado ou não. Os medicamentos que podem ser usados incluem pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Se o bebê já estiver infectado, o tratamento é feito com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, e deve ser iniciado a partir da primeira semana de vida.

Leia também: Tratamento para toxoplasmose (na gravidez, ocular e congênita) tuasaude.com/tratamento-para-toxoplasmose

Como prevenir a toxoplasmose na gravidez

Algumas dicas para prevenir a toxoplasmose na gravidez são:

  • Consumir carnes bem cozidas;
  • Usar luvas para manipular carnes cruas;
  • Usar facas diferentes para cortar carnes e outros vegetais ou frutas;
  • Beber água apenas filtrada, tratada ou fervida;
  • Higienizar bem as frutas, legumes e verduras antes de consumir. Saiba como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Evitar o consumo de leite não pasteurizado e produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Lavar bem as mãos e higienize pias, balcões e utensílios de cozinha com água quente e sabão logo após o contato com carnes cruas ou vegetais não lavados;
  • Usar luvas grossas ao realizar atividades de jardinagem;
  • Manter as caixas de areia externas sempre cobertas, para evitar que os gatos as usem;
  • Alimentar os gatos domésticos com carnes bem cozidas ou rações comerciais.

É recomendado também que a mulher grávida evite o contato direto com a caixa de areia e as fezes dos gatos, pedindo a outra pessoa para fazer a limpeza com água fervente do recipiente.

Se a mulher grávida precisar fazer a limpeza da caixa de areia do gato, é fundamental usar luvas e lavar as mãos imediatamente após. Veja mais sobre como evitar a toxoplasmose.



source https://www.tuasaude.com/toxoplasmose-na-gravidez/

Orforglipron: para que serve e efeitos colaterais

Orforglipron é um medicamento agonista do receptor GLP-1 não peptídico indicado para o tratamento da obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, e ainda em avaliação para o tratamento do diabetes tipo 2.

Este medicamento é disponibilizado em comprimidos para uso oral e foi desenvolvido como alternativa aos análogos de GLP-1 injetáveis, como semaglutida (Ozempic e Wegovy), oferecendo a vantagem de não precisar de aplicação por injeção.

Leia também: 9 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Além disso, o orforglipron não precisa de jejum para ser tomado, diferente de outros medicamentos da mesma classe. Apesar da aprovação pelo FDA, o medicamento ainda não possui registro na Anvisa e não está disponível para uso no Brasil até o momento.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O orforglipron é indicado para:

  • Auxiliar na perda de peso em adultos com obesidade;
  • Reduzir o peso corporal em adultos com sobrepeso e pelo menos uma comorbidade, como pressão alta, colesterol alto ou diabetes tipo 2;
  • Ajudar na manutenção da perda de peso a longo prazo em adultos com obesidade;
  • Reduzir o risco de complicações metabólicas associadas ao excesso de peso.

O tratamento deve ser realizado em associação a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física.

Como funciona

O orforglipron imita a ação de um hormônio natural do corpo chamado GLP-1. Esse hormônio ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de fome.

Na prática, o orforglipron atua aumentando a liberação de insulina após as refeições, reduzindo a produção de glicose pelo fígado e diminuindo o apetite, o que promove maior sensação de saciedade ao longo do dia.

Como tomar

O orforglipron deve ser tomado por via oral, uma vez ao dia, sempre com um copo de água, podendo ser ingerido com ou sem alimentos.

O comprimido deve ser engolido inteiro, sem partir ou mastigar. Para facilitar o uso correto e manter o efeito do medicamento, é importante tomar sempre no mesmo horário todos os dias.

Ao contrário de outros medicamentos da mesma classe, o orforglipron não precisa ser tomado em jejum, o que torna o tratamento mais prático no dia a dia.

Posologia do orforglipron

De acordo com a bula aprovada pelo FDA, a dose para adultos é:

Fase do tratamento Dose recomendada
1º mês (dose inicial) 0,8 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
2º mês (1º aumento de dose) 2,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
3º mês (2º aumento de dose) 5,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
4º mês em diante A dose pode ser aumentada progressivamente para 9 mg, 14,5 mg ou até a dose máxima de 17,2 mg, tomada 1 vez por dia

Essas doses devem ser aumentadas somente com orientação do endocrinologista, com intervalos mínimos de 30 dias entre os ajustes, de acordo com a resposta ao tratamento e avaliação de efeitos colaterais.

Esse aumento gradual é importante para reduzir efeitos colaterais, principalmente os gastrointestinais.

É importante ressaltar que no Brasil o uso ainda não foi estabelecido pela Anvisa, devendo-se aguardar as diretrizes oficiais da bula brasileira assim que o registro for concluído para definir as variações de dose e duração do tratamento.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns, principalmente no início do tratamento incluem: 

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Diminuição do apetite.

Efeitos menos frequentes podem incluir dor abdominal, refluxo, tontura e sensação de fraqueza.

Em casos raros, podem ocorrer efeitos mais graves, como inflamação no pâncreas, desidratação intensa ou reações alérgicas. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente. Conheça os sintomas da pancreatite.

Cuidados durante o uso

Durante o uso do orforglipron, é importante evitar o consumo excessivo de álcool e informar ao médico sobre outros medicamentos em uso, especialmente aqueles para diabetes, devido ao risco de hipoglicemia quando associados.

Também é essencial manter acompanhamento regular para controle da glicemia e ficar atento a sinais de desidratação, como boca seca e tontura.

Para melhores resultados, o uso do medicamento deve ser associado a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Saiba como fazer uma alimentação saudável.

Quem não deve usar

O orforglipron não é indicado para:

  • Menores de 18 anos;
  • Alergia a qualquer componente da fórmula;
  • Histórico pessoal ou familiar de tumores na tireoide, como carcinoma medular ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2);
  • Histórico de pancreatite grave. 

Além disso, a segurança para mulheres grávidas ou que estão amamentando ainda não foi confirmada, portanto, o uso é contraindicado nesses casos sem orientação específica.



source https://www.tuasaude.com/orforglipron/

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Parada respiratória: sintomas, causas e o que fazer (é grave?)

A parada respiratória é a interrupção completa da respiração, ou seja, a pessoa deixa de inspirar e expirar, o que impede a entrada de oxigênio nos pulmões e a remoção de dióxido de carbono do corpo.

Os principais sinais de uma parada respiratória incluem ausência de movimentos respiratórios, perda completa da consciência e coloração azulada da pele e das mucosas, como resultado da falta de oxigênio.

A parada respiratória é uma emergência médica, por isso deve-se verificar se a pessoa está respirando e, caso não haja sinais de respiração, chamar imediatamente ajuda médica e, se possível, iniciar a respiração boca a boca.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de parada respiratória

Os principais sintomas que podem ser indicativos de parada respiratória são:

  • Ausência dos movimentos respiratórios no tórax;
  • Perda total da consciência;
  • Coloração azulada da pele e mucosas;
  • Ausência de saída de ar pelas narinas;
  • Imobilidade.

Os sintomas iniciais de uma parada respiratória incluem sonolência, respiração lenta ou superficial e queda da saturação de oxigênio, sinais de que os níveis de oxigênio no sangue estão diminuindo.

Qual a diferença entre parada cardíaca e parada respiratória?

Na parada cardíaca o coração para de bater, interrompendo a circulação do sangue e a oxigenação do corpo, enquanto na parada respiratória a pessoa para de respirar, deixando de levar oxigênio aos pulmões e, consequentemente, ao sangue. 

É comum que como consequência da parada respiratória, exista uma parada cardíaca, caracterizando a parada cardiorrespiratória. Saiba identificar a parada cardiorrespiratória.

O que causa

A parada respiratória pode ocorrer por obstrução das vias respiratórias, seja pela perda de tônus muscular, que faz a língua cair sobre a orofaringe, ou pela presença de sangue, muco, vômito ou corpo estranho.

Além disso, ela pode ser causada pela inalação de vapores ou gases tóxicos, ou como efeito adverso de medicamentos, como opioides e sedativos, que reduzem a capacidade respiratória e podem levar à parada completa da respiração.

Também pode ocorrer devido a doenças como miastenia gravis, botulismo ou síndrome de Guillain-Barré, bem como por doenças do sistema nervoso, como acidente vascular encefálico ou tumores.

Parada respiratória em crianças

A parada respiratória em crianças geralmente ocorre devido ao engasgo com alimentos ou objetos pequenos, que podem ser engolidos ou aspirados para as vias respiratórias, bloqueando a passagem do ar.

Além disso, ela também pode ser consequência de doenças respiratórias, como asma ou pneumonia, infecções graves, e reações a medicamentos.

As crianças são mais vulneráveis porque suas vias respiratórias são menores, e qualquer obstrução ou dificuldade para respirar pode se tornar grave muito rapidamente.

O que fazer na parada respiratória

Em caso de parada respiratória, é importante seguir os passos a seguir:

  1. Chamar a pessoa, para verificar se está inconsciente;
  2. Verificar se a pessoa está respirando, colocando um ouvido próximo ao nariz e à boca e olhando para o movimento do peito;
  3. Chamar imediatamente ajuda médica, caso não se perceba saída de ar, não se ouça respiração ou não se veja o peito se movimentando;
  4. Iniciar a respiração artificial, utilizando boca a boca ou nariz-boca, sendo esta última mais indicada para crianças.

Para realizar a respiração boca a boca, deve-se deitar a pessoa de barriga para cima, inclinar a cabeça e levantar o queixo, fechando as narinas. Em seguida, colocar os lábios em torno dos lábios da pessoa, inspirar naturalmente e, depois, soprar o ar para dentro da boca da pessoa. Veja com mais detalhes como fazer a respiração boca a boca.

Em casos de parada respiratória por engasgo, deve-se priorizar a desobstrução das vias aéreas com a manobra de Heimlich. Entretanto, se a pessoa perder a consciência, deve ser iniciada a respiração artificial.

Leia também: Como fazer a manobra de Heimlich (em adultos e bebês) tuasaude.com/manobra-de-heimlich

É importante que a intervenção ocorra dentro dos 5 minutos críticos para evitar danos a órgãos vitais, como coração e cérebro.

Parada respiratória é grave?

A parada respiratória é grave, porque ao parar de respirar, o oxigênio deixa de chegar aos órgãos, especialmente ao cérebro, e se não houver intervenção rápida, pode causar danos graves e morte em poucos minutos.



source https://www.tuasaude.com/parada-cardiorrespiratoria/

3º trimestre de gravidez: sintomas, cuidados e exames

O 3º trimestre de gravidez, corresponde do 7º ao 9º mês e às semanas 28 a 41 da gestação, é marcado pelo rápido crescimento do cérebro do be...