A propriocepção é a capacidade que o próprio corpo tem de avaliar em que posição se encontra, a fim de manter o equilíbrio quando está parado, em movimento ou ao realizar esforços.
A propriocepção é que permite realizar movimentos com precisão, como caminhar sem pensar no próximo passo ou tocar no nariz de olhos fechados, por exemplo.
A propriocepção é possível porque existem proprioceptores, que são pequenas células sensíveis, que se localizam nos músculos, tendões e articulações, e que enviam informações ao sistema nervoso central, de forma a manter a posição correta, seja parado ou em movimento.
Para que serve
A propriocepção é importante para:
Equilíbrio e coordenação, sendo essencial para manter a estabilidade corporal;
Consciência corporal, ajudando a identificar onde estão as partes do corpo, mesmo sem olhar;
Percepção do esforço, permitindo sentir a força necessária para realizar movimentos;
Execução de habilidades complexas, como andar de bicicleta, tocar piano ou praticar esportes.
Além disso, a propriocepção pode ser estimulada em qualquer fase da vida, ajudando a prevenir quedas e lesões. Por isso, é comum em treinos de atletas e em programas de reabilitação após traumas ou lesões ortopédicas.
Qual a relação entre propriocepção e cinestesia?
A propriocepção e a cinestesia estão ligadas porque ambas ajudam o corpo a perceber seus movimentos e posições. A propriocepção é mais ampla, envolvendo a consciência do corpo, equilíbrio, força e posição das articulações.
Já a cinestesia foca mais na sensação de movimento. As duas trabalham juntas para que seja possível realizar movimentos com controle e segurança, tanto em tarefas simples quanto em movimentos mais complexos.
As alterações na propriocepção podem acontecer pelo envelhecimento, sendo essa uma das principais causas, pois com o tempo há desgaste natural das articulações, músculos, nervos e do cérebro, o que afeta o equilíbrio e a coordenação.
Outras causas incluem intoxicação alcoólica, lesões articulares como entorses e artrite, doenças neurológicas como Parkinson e esclerose múltipla, amputações, artroplastias, autismo e transtorno de processamento sensorial.
Além disso, acidentes como traumatismo craniano ou AVC, infecções no ouvido interno, distúrbios vestibulares e dificuldades do sistema nervoso em processar estímulos sensoriais também podem afetar a propriocepção.
Exercícios para propriocepção
Alguns dos exercícios proprioceptivos mais utilizados incluem:
1. Caminhar numa linha reta durante 10 metros, com um pé à frente do outro;
2. Caminhar por 10 metros em diferentes tipos de superfícies, como chão, colchonete ou travesseiro;
3. Caminhar numa linha reta usando apenas ponta dos pés, calcanhares, borda lateral ou interna do pé, de forma intercalada;
4. Ficar num pé só e passar a bola para trás, rodando apenas o tronco;
5. Fazer agachamentos com apenas 1 pé no chão, braços estendidos à frente, e depois com olhos fechados;
6. Ficar de pé sobre uma superfície arredondada, como um bosu ou balancim, por exemplo;
7. Ficar num pé só sobre uma superfície instável e desenhar um círculo no ar com a outro pé;
8. Pular na cama elástica, elevando um joelho de cada vez;
9. De pé no balancim, fechar os olhos e manter o equilíbrio;
10. Sobre uma superfície instável jogar bola com o terapeuta, sem desequilibrar.
Os exercícios proprioceptivos são indicados para pessoas de todas as idades, especialmente idosos, pois ajudam a manter a independência e a prevenir quedas.
Além disso, os exercícios proprioceptivos devem ser orientados pelo fisioterapeuta ou educador físico, que podem adaptar o treino de acordo com as necessidades de cada pessoa, seja para prevenção, reabilitação ou melhoria do desempenho motor.
TDAH, ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como se distrair com frequência, não conseguir completar tarefas no tempo determinado, dificuldade para manter o foco e agitação constante.
Embora não se conheça a causa exata do TDAH, sabe-se que essa neurodivergência é mais comum em casos de histórico de TDAH na família, baixo peso ao nascer, prematuridade e deficiências de nutrientes, como zinco e ferro.
Em caso de suspeita de TDAH, é importante consultar um neurologista ou psiquiatra e, para crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O tratamento normalmente é feito com medicamentos, como o metilfenidato, para controlar os sintomas e sessões de psicoterapia.
Principais sintomas do TDAH
Os principais sintomas de TDAH são:
Dificuldade para prestar atenção em detalhes, podendo cometer erros por descuido em atividades escolares ou trabalho, por exemplo;
Distrair-se com frequência, não percebendo quando é chamado;
Deixar tarefas incompletas, normalmente não conseguindo finalizar tarefas que deveriam ser feitas na escola ou deveres no local de trabalho;
Dificuldade para manter o foco em tarefas ou atividades que exigem concentração, como assistir aulas, participar de conversas demoradas e fazer leituras grandes;
Perder objetos que usa com frequência, como chaves, carteira, material escolar ou óculos, por exemplo;
Dificuldade para gerenciar tarefas e o tempo, podendo se esquecer de compromissos e ser interpretado como falta de organização, desleixo e irresponsabilidade;
Mexer-se com frequência, torcendo as mãos, remexendo-se na cadeira ou batendo o pé, por exemplo, aparentando estar inquieto;
Não conseguir permanecer sentado em situações em que é necessário, como na sala de aula ou local de trabalho;
Parecer estar sempre agitado ou “ligado na tomada”, podendo ser difícil de ser acompanhado por outras pessoas;
Falar excessivamente, dando respostas precipitadas antes das perguntas serem concluídas, interrompendo a fala de outras pessoas ou se intrometendo em conversas, por exemplo;
Dificuldade para esperar a sua vez, como ao ter de aguardar em filas;
Dificuldade para se envolver em atividades de lazer calmamente devido à agitação.
Os sintomas do TDAH começam na infância e, embora normalmente diminuam na medida em que a criança cresce, tendem a persistir na vida adulta, especialmente a dificuldade para prestar atenção.
Além disso, os sintomas do TDAH tendem a se manifestar em mais de um ambiente, como na escola, em casa ou na igreja, e, principalmente em caso de crianças, podem ser desgastantes para os pais, cuidadores ou professores devido à hiperatividade.
Os sintomas mais comuns do TDAH em adultos incluem esquecimento de compromissos, dificuldade para prestar atenção em detalhes e falta de precaução antes de realizar tarefas ou atividades específicas, por exemplo.
Além disso, o TDAH em adultos também pode causar uma sensação interna de inquietação, impaciência e, algumas vezes, levar a pessoa a tomar decisões sem pensar o suficiente. Confira todos os sintomas do TDAH em adultos.
Teste online de TDAH
Para saber quais as chances de ter TDAH, por favor, indique no teste abaixo os sintomas que apresenta:
{TESTE_HIPERACTIVIDADE}
Este teste é apenas uma ferramenta de orientação, não tendo o objetivo de dar um diagnóstico nem substituir a consulta com o neuropediatra, neurologista ou psiquiatra.
Como saber se é TDAH
Para saber se é TDAH é importante consultar neurologista ou psiquiatra e, em caso de crianças, um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O diagnóstico normalmente é feito levando em consideração os sintomas, suas características e impacto nas tarefas diárias.
Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o médico mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
O médico também pode pedir relatórios de professores e outros profissionais que acompanham a pessoa para auxiliar no diagnóstico.
Além disso, nos casos em que os sintomas não são característicos, pode ser indicado fazer uma avaliação neuropsicológica, um exame que consiste em realizar tarefas específicas e analisar seu desempenho.
Como é feito o tratamento
O tratamento para TDAH é feito com medicamentos, como o metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade, e psicoterapia para desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades. Entenda melhor como é feito o tratamento para TDAH.
Além disso, também são recomendadas medidas, como organizar o ambiente de trabalho e/ou estudo, criar rotinas e escolher um espaço tranquilo para realizar tarefas que exigem concentração, para evitar distrações e o esquecimento de tarefas ou compromissos.
Diferença entre TDAH e autismo
Enquanto o TDAH provoca sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, os sintomas mais comuns do autismo são as dificuldades de comunicação e comportamento. Pessoas com autismo tendem a ter dificuldade em usar e compreender gestos, iniciar conversas e preferem estar sozinhas, por exemplo.
No autismo também são comuns sintomas como interesse excessivo por assuntos e objetos específicos, estereotipias, que são movimentos anormais com o corpo, como abanar as mãos ou balançar o tronco, e insistência nas mesmas coisas, que não estão presentes no TDAH. Conheça os principais sintomas de autismo.
O transtorno do processamento sensorial é uma condição que afeta a forma como o cérebro organiza e responde às informações recebidas por meio dos sentidos, podendo causar sintomas como desconforto com luzes, sons e odores e dificuldade de concentração.
Esse transtorno pode alterar a forma como a pessoa se relaciona com o ambiente e outras pessoas, podendo ser desconfortável ou, por outro lado, passar despercebidas por algumas pessoas. Em crianças, isso costuma ser notado quando elas parecem “exagerar” o incômodo ou não reagem a estímulos que normalmente chamam a atenção de outras crianças.
Embora seja mais frequente na infância, o transtorno de processamento sensorial (TPS) também pode afetar adolescentes e adultos. O tratamento desta condição deve ser individualizado e pode incluir terapia ocupacional, atividade física e adaptações do ambiente.
Sintomas de transtorno de processamento sensorial
Conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial, alguns dos sintomas incluem:
Desconforto com luzes, sons, odores ou texturas que não afetam outras pessoas;
Dificuldade de concentração ou em participar de atividades habituais;
Reações muito intensas ou muito fracas à dor, frio ou mudanças no ambiente;
Necessidade de buscar constantemente sensações intensas, como mover muito ou tocar em tudo ao redor.
Esses sintomas podem dificultar a adaptação ao ambiente e causar problemas na escola, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas.
Às vezes, as crianças podem ser vistas como inquietas, distraídas ou muito sensíveis, características que nem sempre são reconhecidas como parte de um transtorno sensorial.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico do transtorno do processamento sensorial é, geralmente, feito por um terapeuta ocupacional ou um neurologista, através de uma avaliação detalhada dos comportamentos e das respostas da pessoa a diversos estímulos sensoriais.
Marque uma consulta com o especialista mais perto de você, suando a ferramenta a seguir:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
Para confirmar o diagnóstico, o médico pode usar questionários padronizados e entrevistas para avaliar como a pessoa responde a diferentes estímulos em seu ambiente.
É importante que o diagnóstico seja realizado por um profissional experiente, pois existem outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes a esta condição, como autismo ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
Os testes de transtorno do processamento sensorial são ferramentas que ajudam o médico ou o terapeuta ocupacional a identificar essa condição.
Alguns dos principais testes incluem:
Sensory Processing Measure e Sensory Processing Measure-Preschool: avaliam o processamento sensorial e a participação social em diferentes contextos do dia a dia em crianças de 2 a 12 anos e adultos;
Perfil Sensorial: mede o limiar neurológico e as estratégias de autorregulação comportamental por meio de quatro padrões, como registro, busca, sensibilidade e evitação, em bebês, crianças, adolescentes e adultos;
Evaluation in Ayres Sensory Integration: instrumento de desempenho feito para mensurar de forma abrangente as funções nucleares da Integração Sensorial de Ayres;
Touch Inventory for Elementary-School-Aged Children: Questionário de autorrelato para crianças de 6 a 12 anos com foco na identificação de hipersensibilidade ao toque.
Existem também outros testes, como Sensory Processing Integration e Sensory Integration and Praxis Tests, por exemplo.
Alguns protocolos complementares aos testes que podem ser usados pelo médico ou o terapeuta ocupacional incluem Observações Clínicas Sensoriomotoras, Sensory Processing Assessment for Young Children e Comprehensive Observations of Proprioception.
Principais tipos
Os principais tipos de transtorno do processamento sensorial são:
1. Hipo-responsividade
Pessoas com hipo-responsividade sensorial apresentam uma baixa reação aos estímulos do ambiente, podendo não notar ruídos altos, não reagir ao frio ou não prestar atenção a mudanças na luz.
Essa falta de resposta pode levar a pessoa a buscar estímulos adicionais para se sentir mais alerta, como procurar ambientes com maior nível de atividade ou movimentos intensos.
Como identificar: a pessoa pode parecer indiferente a estímulos que, normalmente, provocariam uma reação em outros, não reage a ruídos, mudanças de temperatura ou ao toque de outras pessoas.
2. Hiper-responsividade
A hiper-responsividade sensorial é quando uma pessoa tem uma reação exagerada a estímulos que não incomodam a maioria das pessoas, como desconforto extremo diante de ruídos cotidianos, luzes intensas ou a textura das roupas.
Pessoas com esse tipo de transtorno podem sentir ansiedade, desconforto ou frustração por causa de elementos que outras pessoas apenas notam.
Como identificar: as pessoas reagem com uma intensidade muito acima da média a estímulos comuns. Elas podem tapar os ouvidos diante de sons suaves, evitar certos alimentos devido à sua textura ou evitar locais com luzes intensas.
3. Desorganização sensorial
A desorganização sensorial ocorre quando a pessoa não consegue organizar corretamente as informações vindas de diferentes sentidos.
Isso pode levar a uma confusão sensorial e a respostas inadequadas a situações cotidianas, como dificuldade em processar ao mesmo tempo um som e uma imagem, ou uma textura e um sabor, causando confusão ou desconforto.
Como identificar: a pessoa pode parecer desorientada ou incapaz de se coordenar quando vários estímulos estão presentes ao mesmo tempo.
A pessoa pode não responder adequadamente a uma conversa em um ambiente barulhento ou ficar confusa ao ingerir um alimento com textura ou sabor inesperado.
Possíveis causas
O transtorno do processamento sensorial não tem uma causa única. Entretanto, acredita-se que esta condição aconteça devido a uma combinação de fatores genéticos, alterações no desenvolvimento do cérebro e situações específicas, como lesões neurológicas ou ambientes muito estressantes no início do desenvolvimento.
O transtorno do processamento sensorial às vezes, é mais comum em pessoas que apresentam outros transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo ou o TDAH.
Como é feito o tratamento
O tratamento varia conforme o tipo de transtorno do processamento sensorial e inclui:
Terapia ocupacional, com exercícios de dessensibilização, técnicas para melhorar a concentração e a coordenação motora;
Atividades físicas, para estimular a consciência corporal, como pular ou balançar o corpo;
Técnicas de relaxamento para reduzir a ansiedade, como respiração profunda ou uso de dispositivos que diminuem a intensidade dos estímulos , como protetores auriculares ou óculos de sol;
Adaptações no ambiente, em alguns casos, como redução de ruídos, melhoria da iluminação ou escolha de roupas mais confortáveis;
Psicoterapia, para que a pessoa e família aprendam a lidar com o estresse e as dificuldades sociais devido ao transtorno.
O trabalho do terapeuta ocupacional pode ser feito em consultório, na escola ou em casa, envolvendo também a família e os professores para criar um ambiente mais previsível e seguro.
Um diagnóstico e um tratamento precoces podem melhorar significativamente a qualidade de vida e as habilidades de adaptação social e escolar da pessoa.
Os sintomas de câncer no pulmão incluem tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente. No entanto, nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sintomas.
Nos casos mais avançados, podem surgir tosse com sangue, dor nos ossos, dor de cabeça persistente e fraqueza nos braços ou nas pernas, especialmente quando ocorre metástase, que é a disseminação do câncer para outras partes do corpo.
Na presença desses sintomas, é importante consultar o pneumologista ou clínico geral, que avaliará os sinais apresentados e poderá solicitar exames de imagem e, quando necessário, uma biópsia para confirmar o diagnóstico.
Principais sintomas de câncer no pulmão
Os principais sintomas de câncer de pulmão incluem:
1. Tosse persistente
A tosse persistente, que não melhora ou piora com o tempo, é um dos possíveis sintomas de câncer de pulmão.
Pessoas que já têm tosse devido ao tabagismo ou a doenças respiratórias também podem notar mudanças na frequência ou na intensidade da tosse habitual.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
2. Tosse com sangue
A tosse com sangue, também chamada hemoptise, pode ocorrer quando o tumor afeta os tecidos ou os vasos sanguíneos das vias respiratórias. O sangue pode aparecer em pequenas quantidades misturado ao catarro.
Esse sintoma deve ser avaliado pelo médico, mesmo quando a quantidade de sangue é pequena, pois também pode estar relacionado a outras doenças. Entenda as possíveis causas de hemoptise.
3. Falta de ar
A falta de ar, ou dificuldade para respirar, pode ocorrer quando o câncer obstrui parcialmente as vias respiratórias, impede a expansão adequada dos pulmões ou provoca o acúmulo de líquido entre o pulmão e a pleura.
Com isso, a respiração pode tornar-se mais difícil, causando sensação de não conseguir respirar profundamente ou de não ter ar suficiente.
No início, a falta de ar pode ser percebida durante atividades físicas, como caminhar ou subir escadas, mas também pode ocorrer em repouso, dependendo da extensão da doença.
A dor no peito pode surgir quando o câncer atinge ou comprime estruturas próximas aos pulmões, como a parede torácica ou a pleura, que é a membrana que reveste os pulmões.
A dor pode ser contínua ou aparecer ao respirar profundamente, tossir ou fazer determinados movimentos, dependendo da região afetada.
Em alguns casos, a dor pode irradiar para as costas ou para os ombros, especialmente quando o câncer no pulmão afeta estruturas próximas.
No entanto, a dor no peito também pode ter outras causas, e a sua presença isolada não confirma o diagnóstico de câncer de pulmão. Conheça as causas de dor no peito.
5. Chiado no peito
O chiado no peito é um som semelhante a um assobio durante a respiração, que pode surgir quando existe estreitamento ou obstrução das vias respiratórias pelo câncer no pulmão.
Embora também seja comum em doenças como asma e bronquite, o aparecimento de um chiado persistente ou diferente do habitual deve ser avaliado. Saiba o que fazer com o peito chiando.
6. Rouquidão persistente
A rouquidão persistente é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e pode ocorrer quando o tumor comprime ou afeta o nervo responsável pelo movimento das cordas vocais, prejudicando a produção da voz.
Essa alteração pode deixar a voz mais fraca, áspera ou diferente do habitual e persistir por várias semanas.
Embora a rouquidão também possa ser causada por inflamações da laringe, refluxo gastroesofágico ou outras condições, quando não melhora ou surge sem causa aparente, é importante procurar avaliação médica para identificar a origem.
7. Cansaço excessivo
O cansaço excessivo é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e pode causar uma sensação de falta de energia, mesmo após descansar.
A pessoa também pode sentir mais dificuldade para realizar atividades do dia a dia, como caminhar ou realizar tarefas domésticas.
Esse cansaço pode estar relacionado ao esforço maior para respirar ou a alterações provocadas pela doença, como a anemia, que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio.
No entanto, o cansaço também pode ter outras causas e, quando é frequente ou não melhora com o repouso, deve ser avaliado pelo médico.
A perda de peso sem causa aparente é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e acontece quando a pessoa emagrece sem ter mudado a alimentação ou aumentado a atividade física.
Isso pode ocorrer porque o câncer provoca alterações no funcionamento do organismo, aumentando o gasto de energia e diminuindo o apetite. Com isso, a pessoa pode perder peso e massa muscular.
No entanto, a perda de peso involuntária também pode estar relacionada a outras condições de saúde e deve ser investigada, principalmente quando é persistente ou acompanhada de outros sintomas, como tosse contínua e cansaço excessivo.
9. Perda de apetite
A perda de apetite é um dos possíveis sintomas de câncer no pulmão e caracteriza-se pela diminuição da vontade de comer, mesmo quando a pessoa passa várias horas sem se alimentar.
Esse sintoma pode estar relacionado às alterações provocadas pelo tumor no funcionamento do organismo e pode contribuir para a ingestão insuficiente de alimentos e a perda de peso. Saiba o que fazer na falta de apetite.
10. Infeções respiratórias recorrentes
As infecções respiratórias recorrentes, como pneumonia e bronquite, podem ser um dos sintomas de câncer no pulmão.
Isso acontece porque o tumor pode bloquear parcialmente a passagem do ar e dificultar a eliminação do muco, favorecendo o acúmulo de secreções e o aparecimento de infecções.
Nesses casos, a infeção pode melhorar com o tratamento e voltar a surgir, principalmente na mesma região do pulmão.
No entanto, ter infecções respiratórias frequentes não significa necessariamente ter câncer, pois existem outras condições que também podem causar esse problema.
Teste online de sintomas
Para avaliar o risco de câncer no pulmão, marque no teste a seguir os sintomas que você apresenta:
{TESTE_SINTOMAS_CANCER_DE_PULMAO}
O resultado do teste serve apenas como orientação e não confirma o diagnóstico de câncer no pulmão. Por isso, é importante consultar o pneumologista para avaliação médica e realização de exames, quando indicados.
Sintomas de câncer no pulmão inicial
Nas fases iniciais, o câncer no pulmão geralmente não provoca sintomas ou causa manifestações leves, que podem passar despercebidas.
Quando presentes, os sintomas podem incluir tosse persistente, tosse que piora com o tempo, falta de ar durante atividades físicas e dor no peito.
Também podem ocorrer cansaço frequente e infecções respiratórias recorrentes, como pneumonia. No entanto, esses sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças respiratórias, como bronquite, o que pode atrasar a identificação do câncer.
Entretanto, a ausência de sintomas não exclui a doença, e a confirmação depende de avaliação médica e exames complementares.
Sintomas de câncer no pulmão em fumantes
Os sintomas de câncer no pulmão em fumantes podem passar despercebidos no início, pois alguns deles, como tosse e produção de catarro, também são comuns em pessoas que fumam.
No entanto, o aparecimento de uma tosse persistente ou a mudança no padrão da tosse habitual podem ser sinais de alerta.
Embora esses sintomas não confirmem a presença de câncer, fumantes devem procurar avaliação médica se apresentarem manifestações persistentes, inexplicadas ou que estejam piorando.
O risco de câncer de pulmão aumenta com o tabagismo, mas nem todas as pessoas que desenvolvem a doença são fumantes, assim como nem todos os fumantes terão câncer. Veja as doenças provocadas pelo cigarro.
Sintomas de câncer no pulmão avançado
Os sintomas de câncer no pulmão avançado podem ser mais intensos ou frequentes devido ao crescimento do tumor ou à sua disseminação para outras partes do corpo, processo chamado metástase. Entenda o que é metástase.
Entre os sintomas mais comuns estão tosse persistente ou com sangue, falta de ar, dor no peito, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.
Em caso de metástase, os sintomas variam conforme os órgãos atingido e podem incluir dor óssea, dor de cabeça persistente, fraqueza ou dormência nos braços ou nas pernas.
Quando o câncer atinge o cérebro, também podem ocorrer alterações do equilíbrio, dificuldades de coordenação, convulsões e alterações da visão.
Já quando afeta o fígado, podem surgir pele e olhos amarelados, chamada de icterícia, perda de apetite e desconforto abdominal. Conheça os sintomas da icterícia.
No entanto, esses sinais não confirmam que o câncer está avançado ou que ocorreu metástase, sendo necessária uma avaliação médica com exames para determinar o estágio da doença.
O que fazer
Na presença de sintomas de câncer no pulmão, como tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue, é importante procurar o pneumologista para avaliação.
O médico pode solicitar exames de imagem, como radiografia ou tomografia computadorizada do tórax, para investigar a causa dos sintomas.
Quando existe suspeita de câncer, também podem ser indicados exames como PET-scan, ressonância magnética e biópsia do tecido pulmonar.
A biópsia permite analisar uma amostra do tecido e, geralmente, confirmar o diagnóstico, enquanto os exames de imagem ajudam a avaliar a localização do tumor e o estágio da doença. Veja para que serve a biópsia.
Em caso de falta de ar intensa, tosse com grande quantidade de sangue ou dor forte no peito, é importante procurar atendimento médico imediatamente.
Emergência é quando existe um risco imediato à vida e, por isso, o atendimento médico deve ser feito o mais rápido possível. Isso acontece em casos de hemorragia excessiva, dor muito forte no peito, engasgo, ou inchaço da boca, por exemplo.
Já a urgência é uma situação que exige atendimento médico rápido, mas que não coloca a vida da pessoa em risco imediato. Isso inclui fraturas, tosse persistente, infecções urinárias e queimaduras de 1º e 2º graus.
Na presença de sintomas ou situações que podem colocar a vida em risco, é fundamental ligar para o número 192 ou ir até o hospital mais próximo, para que a pessoa seja avaliada e tratada o mais breve possível por um médico.
O termo emergência é uma condição crítica que apresenta um risco imediato à vida ou sofrimento intenso. Por isso, o atendimento e o tratamento médico devem ser feitos o mais rápido possível.
O tratamento das emergências é direcionado para tentar controlar os sinais vitais da pessoa, prevenindo o óbito, a deficiência permanente ou as complicações graves, como perda de membros ou desfiguração.
Condições que se encaixam nesta definição incluem sangramento em jato ou em grandes quantidades, sintomas de AVC ou infarto, engasgo, falta de ar grave, convulsões e inchaço rápido dos lábios, língua ou boca, por exemplo.
Nestes casos, deve-se ligar para o SAMU, no número 192, e chamar o atendimento médico de emergência.
A urgência é caracterizada por uma situação que exige atendimento médico rápido, mas que não coloca a vida da pessoa em risco imediato. Entretanto, a urgência pode evoluir para complicações graves.
Alguns exemplos de emergência são: dor de garganta, tosse persistente, entorses e distensões musculares, suspeitas de fraturas, infecções urinárias e de ouvido, e queimaduras de 1º e 2º graus.
Na urgência, existe mais tempo para fazer vários exames, identificar a causa e definir o melhor tratamento. Nestas situações, a pessoa pode chamar um atendimento médico de urgência ou ir até o hospital mais próximo.
Diferenças entre emergência e urgência
A tabela a seguir traz algumas diferenças que podem indicar emergência ou urgência:
Situações de EMERGÊNCIA
Situações de URGÊNCIA
Perda repentina da consciência
Dor de cabeça muito forte sem alteração de consciência
Sintomas de infarto (dor no peito em aperto, queimação ou pressão, palpitações, palidez e suor frio, por exemplo)
Tosse persistente
Suspeita de AVC (fala arrastada, confusão mental, fraqueza no braço ou perna, ou rosto caído)
Náuseas ou vômitos leves
Queimadura de 3º grau ou muito extensa
Queimaduras de 1º ou 2º graus
Asfixia ou falta de ar grave
Dor intensa em qualquer parte do corpo
Dor abdominal muito intensa
Dor abdominal de moderada intensidade
Hemorragia grave (sangramento intenso que não para)
Presença de sangue no catarro, fezes ou na urina
Fraturas expostas (quando o osso rompe a pele)
Fraturas, luxações ou cortes profundos sem hemorragia grave
Traumatismo grave (perda de consciência, desmaios, convulsões ou ferimentos severos na cabeça)
Crise de asma brônquica sem falta de ar grave
Tosse ou vômito com sangue
Picadas de insetos ou mordidas de animais
Reações alérgicas graves (inchaço rápido nos lábios, língua ou garganta)
Dor de garganta
Intoxicação por uso de drogas ou álcool
Entorses e distensões musculares
Sangramento vaginal ou dor abdominal durante a gravidez
Sintomas de infecção urinária (necessidade de urinar com frequência ou urgência, ou urina turva ou com mau cheiro)
Em qualquer uma destas situações é importante ir ao hospital e passar por uma avaliação do médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde.
Entretanto, se a pessoa está apenas com sintomas leves, como apenas dor no corpo, espirros e tosse moderada, é aconselhado repousar, beber bastante líquido e manter uma alimentação saudável e leve. Se os sintomas não melhorarem com o tempo ou piorarem, deve-se agendar uma consulta com o clínico geral ou pediatra.
Quando ir ao hospital
Os principais sintomas e situações que justificam a ida ao hospital são:
1. Perda de consciência, desmaio ou confusão mental
Quando existe perda de consciência, desmaio, confusão mental ou tonturas severas, é importante ir no hospital ou pronto-socorro, especialmente se estiverem presentes outros sintomas como falta de ar ou vômitos, por exemplo.
A perda de consciência ou desmaio podem indicar a presença de outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, neurológicas ou hemorragias internas.
Se a pessoa sofreu acidente ou queda grave, é importante ir no hospital se:
Bateu com a cabeça ou perdeu a consciência;
Tem algum hematoma extenso ou inchaço em alguma região do corpo;
Apresenta algum corte profundo ou sangramento intenso;
Tem dor forte em alguma região do corpo;
Suspeita de alguma fratura.
É importante que estes sintomas sejam observados e avaliados por um médico, para evitar complicações ou sequelas mais graves.
3. Dificuldade para movimentar um lado do corpo ou dormência
Quando existe dificuldade para movimentar um lado do corpo ou dormência e sensibilidade de um dos lados do corpo ou dor de cabeça forte, existem suspeitas de AVC. Por isso, é muito importante procurar rapidamente ajuda médica.
4. Dor forte ou repentina
Qualquer dor forte ou repentina, que surja sem razão aparente, deve ser analisada pelo médico, especialmente se não passar após alguns minutos.
Porém, algumas dores que podem ser mais preocupantes que outras são:
Dor súbita no peito, pode ser sinal de infarto, pneumotórax ou embolia pulmonar, por exemplo;
Dor forte e súbita no ventre em mulheres, que pode indicar aborto;
Dor abdominal forte, que pode ser sinal de apendicite ou infecção na vesícula ou pâncreas;
Dor forte na região dos rins, que pode indicar infecção urinária;
Dor de cabeça forte e sem razão, que pode ser sinal de AVC hemorrágico;
Dor forte nos testículos, que pode indicar infecção nos testículos.
Nestas situações e, especialmente quando a dor não passa ou piora, é indicado ir ao hospital ou pronto-socorro.
Quando a tosse persistente não passa ou piora com o passar do tempo, é recomendado ir ao hospital e consultar o médico logo que possível.
Isso porque este tipo de tosse pode indicar a presença de doenças respiratórias como gripe, infecção respiratória, pneumonia ou bronquite, por exemplo.
Outros sintomas que também podem estar presentes nestas condições incluem falta de ar, dor no peito ou catarro.
6. Febre que dura mais de 3 dias
A febre é um sintoma comum, que ocorre devido a uma reação de defesa do organismo contra alguma infecção, como gripe, meningite, pneumonia, infecções respiratórias, infecções urinárias ou gastroenterite, por exemplo.
Quando a febre é o único sintoma ou quando ela dura à menos de 3 dias, não é necessário ir ao hospital ou pronto-socorro, sendo possível esperar pela consulta do clínico geral.
Porém, se a febre é alta ou dura à mais de 3 dias ou quando vem acompanhada de outros sintomas, como falta de ar ou convulsões, é indicado ir ao hospital ou pronto-socorro assim que possível.
A endoscopia é um exame utilizado para avaliar o esôfago, estômago e o duodeno. Serve para investigar a causa de sintomas como dor no estômago, azia, queimação, refluxo, dificuldade para engolir ou sangramento gastrointestinal, por exemplo.
Esse exame, também chamado de endoscopia digestiva alta, é feito introduzindo um fino tubo, chamado endoscópio, através da boca até ao estômago. O endoscópio permite observar de forma detalhada o sistema digestivo, e diagnosticar condições como gastrite, úlceras ou até câncer gástrico.
A endoscopia pode ser realizada gratuitamente pelo SUS, desde que se tenha indicação médica, mas também é realizada em hospitais ou clínicas de exames particulares. Os resultados devem ser sempre analisados por um clínico geral ou gastroenterologista.
Para que serve
A endoscopia digestiva alta é indicada para diagnosticar algumas doenças do sistema digestivo, como:
Gastrite;
Úlcera gástrica ou duodenal;
Varizes esofágicas;
Pólipos;
Hérnia de hiato;
Refluxo gastroesofágico;
Doença celíaca;
Esofagite;
Estreitamento do esôfago;
Tumor ou câncer de esôfago, estômago ou duodeno.
Além disso, a endoscopia digestiva alta também pode ser indicada para identificar a bactéria Helicobacter pylori, que pode causar úlcera no estômago.
[REDE_DOR_MARCAR_EXAME_GASTRO]
Como é feito o exame
Durante o exame, a pessoa normalmente fica deitada de lado e coloca um anestésico na garganta, para diminuir a sensibilidade do local e facilitar a passagem do endoscópio. Devido ao uso do anestésico o exame não dói, e em alguns casos também podem ser usados sedativos para relaxar e dormir.
Um pequeno objeto de plástico é colocado na boca para que ela se mantenha aberta durante todo o procedimento, e para facilitar a passagem do endoscópio e melhorar a visualização, o médico libera ar através do aparelho, o que depois de alguns minutos pode causar sensação de estômago cheio.
As imagens obtidas durante o exame podem ser gravadas, e durante o mesmo procedimento o médico pode retirar pólipos ou aplicar medicamentos no local.
Além disso, durante a endoscopia também é possível fazer uma biópsia, na qual um pequeno pedaço do órgão é retirado e enviado para análise em laboratório, auxiliando no diagnóstico de problemas mais graves como infecção por H. pylori ou câncer. Veja os sintomas de câncer de estômago e como identificar uma possível infecção por H. pylori.
A Qualicorp pode ajudar a escolher o plano de saúde com cobertura para a realização de endoscopia, além de outros exames gástricos e consultas com o gastroenterologista.
A endoscopia normalmente tem duração de cerca de 30 minutos, mas geralmente é aconselhado ficar na clínica para observação durante 30 a 60 minutos, quando os efeitos dos anestésicos passam.
É comum a garganta ficar dormente ou um pouco dolorida, além de se ter a sensação de estufamento, devido ao ar colocado no estômago durante o exame.
Caso tenham sido utilizados sedativos, é aconselhado não dirigir ou operar máquinas pesadas durante o restante do dia, pois o medicamento diminui os reflexos corporais.
Como se preparar para endoscopia
Para a realização da endoscopia digestiva alta, devem ser tomados alguns cuidados, como:
Fazer jejum absoluto de cerca de 8 a 12 horas, antes do exame;
Não utilizar medicamentos antiácidos, como cimetidina e omeprazol, pois podem interferir no exame;
Informar ao médico sobre o uso de remédios anticoagulantes, como varfarina, heparina, rivaroxabana ou ácido acetilsalicílico, pois o médico pode orientar suspender esses medicamentos alguns dias antes do exame;
É permitido tomar água até 4 horas antes do exame, e caso seja necessário tomar outros medicamentos, deve-se usar apenas pequenos goles de água para ajudar, evitando que o estômago fique cheio.
Possíveis riscos da endoscopia
As complicações ligadas ao exame de endoscopia são raras e ocorrem principalmente após procedimentos mais demorados, como a retirada de pólipos.
Em geral, as complicações que ocorrem costumam ser devido a alergias aos medicamentos utilizados e à presença de problemas nos pulmões ou no coração, além de poder ocorrer perfuração de algum órgão interno e hemorragia.
Assim, se após o procedimento surgirem sintomas de febre, dificuldade para engolir, dores abdominais, vômitos ou fezes escuras ou com sangue vivo, deve-se ir ao hospital procurar ajuda para avaliar se houve alguma complicação devido à endoscopia.
PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.
Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.
Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.
Para que serve
O PET-CT oncológico pode ser indicado para:
Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_EXAMES]
Preparo para o exame
O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.
Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.
Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens.
Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.
Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.
Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.
Como é feito
O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:
Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.
Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.
O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.
Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina.
Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas.
No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.
Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.
Possíveis efeitos colaterais
O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.
Os possíveis efeitos colaterais incluem:
Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.
O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.
Quem não deve fazer
O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico.
Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.
Algumas características que ajudam a escolher o melhor hospital incluem ter uma boa estrutura e gestão de risco, protocolos básicos de segurança e prevenção e controle de infecções, por exemplo.
Além disso, o melhor hospital também deve possuir uma cultura centrada na pessoa e na família, uma estrutura especializada e recursos humanos adequados e capacitados.
É importante ressaltar que o melhor hospital para uma pessoa pode não ser o melhor para outra. Isso acontece porque a percepção sobre a instituição também varia de acordo as necessidades individuais, pois algumas pessoas priorizam a boa comunicação e a empatia da equipe e outras focam na estrutura e gestão da instituição, por exemplo.
As principais características do melhor hospital incluem:
1. Estrutura e gestão de risco
A estrutura e a gestão de risco hospitalar são focadas na segurança da pessoa e são caraterísticas do melhor hospital.
De acordo com a Anvisa, a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) é obrigatória em todos os hospitais do Brasil. Esse núcleo promove a cultura de segurança e gerencia os riscos no ambiente hospitalar.
O Plano de Segurança do Paciente (PSP) também deve existir no hospital. Este plano é importante para apontar situações de risco e descrever estratégias para prevenir e reduzir incidentes durante o período em que a pessoa estiver na instituição.
Um hospital de qualidade também monitora e notifica regularmente incidentes e eventos adversos à Anvisa, permitindo a detecção precoce de problemas e o aprendizado para a prevenção de novas ocorrências.
2. Protocolos básicos de segurança
O melhor hospital é aquele que possui a implementação e a adesão de protocolos básicos de segurança, para evitar as falhas mais comuns.
Os protocolos obrigatórios e monitorados pela Anvisa são:
Higiene das mãos: Disponibilização de preparação alcoólica no ponto de assistência e estímulo à correta higienização das mãos para evitar a transmissão de infecções;
Identificação segura da pessoa: Uso de pelo menos dois identificadores, como nome completo e data de nascimento, via pulseiras, por exemplo, conferidos antes da administração de medicamentos, sangue, exames ou cirurgias;
Cirurgia segura: Aplicação de listas de verificação (Checklist ) antes da anestesia, da incisão e da saída da sala, garantindo que o procedimento e o local operado estejam corretos;
Segurança com medicamentos: Protocolos para diminuir erros na prescrição, dispensação e administração, garantindo os corretos da medicação, como paciente, dose, via e horário corretos.
É importante também avaliar o risco de todos os internados e implementar medidas protetivas, como grades nas camas, pisos antiderrapantes e mudança frequente de posição das pessoas acamadas, para prevenir escaras e quedas.
A Anvisa considera que os hospitais de qualidade devem adotar uma cultura de tolerância zero para as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).
Assim, o melhor hospital deve possuir diretrizes claras para prevenir infecções do trato urinário associadas ao uso de sonda, pneumonia associada à ventilação mecânica, infecções no local da cirurgia e infecções associadas a cateteres.
O melhor hospital deve ter uma cultura centrada na pessoa e na família e inclui empatia, compaixão e capacidade de resposta às necessidades, valores e preferências de cada paciente.
Alguns pontos fundamentais no cuidado centrado na pessoa e família são:
Dignidade e respeito: os profissionais de saúde devem ouvir e honrar as perspectivas e as escolhas das pessoas e seus familiares, e incluir no planejamento dos cuidados os conhecimentos, os valores, as crenças e as origens culturais;
Compartilhamento de informações: os profissionais de saúde devem comunicar e compartilhar de forma completa, clara e imparcial o diagnóstico, as opções de tratamento e os riscos com as pessoas e seus familiares;
Participação: as pessoas e seus familiares devem ser incentivados e apoiados a participar do cuidado e das tomadas de decisão.
O envolvimento da família, que é representada por pessoas que o paciente opta por chamar de família, em quem confia e tem uma boa relação, e não necessariamente a pessoa determinada pelo profissional de saúde, é essencial no cuidado.
Isso porque a família pode tranquilizar a pessoa e oferecer informações importantes sobre a história médica dela, por exemplo. Além disso, quando a pessoa não tem condições de participar dos cuidados prestados, como crianças, pessoas sob anestesia ou inconscientes, a responsabilidade pode ser passada para alguém da família.
5. Excelência nos resultados clínicos
A excelência nos resultados clínicos é uma característica importante a ser avaliada quando se busca o melhor hospital.
Isso porque hospitais de alto nível possuem baixas taxas de óbito institucional e baixos índices de reinternação não planejada, que são as pessoas que precisam voltar ao hospital em até 30 dias após a alta.
Estes hospitais também usam protocolos e diretrizes clínicas padronizados baseadas em evidências, para garantir que a pessoa receba exatamente o cuidado que necessita.
O melhor hospital é aquele que possui os recursos humanos adequados e capacitados.
Hospitais excelentes têm uma proporção adequada de enfermeiros por paciente, possuem profissionais altamente treinados, promovem a educação contínua e a capacitação comportamental da equipe, e estimulam a colaboração interdisciplinar.
O melhor hospital também possui estratégias para evitar erros humanos e falhas, como evitar a sobrecarga de trabalho, a realização frequente de horas extras e os turnos excessivamente longos pelos profissionais de saúde.
A eficiência operacional é uma característica essencial ao buscar pelo melhor hospital.
Um hospital eficiente deve gerenciar bem o tempo e os seus recursos, o que é medido por indicadores como o tempo médio de internação e o de espera para o atendimento na emergência, por exemplo.
8. Uso de tecnologia avançada
O uso de tecnologia avançada, como prontuários eletrônicos interligados e sistemas de análise preditiva para monitorar os riscos, geralmente é adotado pelos melhores hospitais.
Essas tecnologias são importantes para evitar erros na medicação, no momento do cadastro e identificação da paciente, e na realização de exames desnecessários que expõem a pessoa a radiação, por exemplo.
9. Acreditações e certificações de qualidade
O melhor hospital é aquele que possui acreditações e certificações de qualidade, participando de programas como o QUALIS (Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde da ANS), a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e o JCI (Joint Commission International), por exemplo.
Esses certificados e acreditações são fornecidos através da submissão dos hospitais a avaliações externas e independentes.
As acreditações estimulam a transparência, exigem a calibração de equipamentos e consolidam a adoção de melhores práticas hospitalares contínuas.
10. Estrutura especializada
Ter uma estrutura especializada, incluindo recursos materiais, humanos, físicos e organizacionais, é outro fator importante a considerar ao procurar pelo melhor hospital.
Assim, um hospital com uma estrutura especializada deve conter unidades de alta complexidade como Unidade de Terapia Intensiva (UTI) segmentada em adulto, pediatria e neonatal, centros cirúrgicos e obstétricos, e serviços de diálise e medicina nuclear.
Além disso, excelentes hospitais geralmente desenham a prestação dos serviços em linhas de cuidados. Desta forma, a estrutura física e toda a jornada de atendimento são organizadas conforme uma condição de saúde ou uma especialidade específica, otimizando os recursos e agilizando o tratamento da pessoa.
O tratamento para menopausa pode ser feito com o uso de remédios hormonais, como a terapia de reposição hormonal, ou antidepressivos, além de opções naturais e mudanças no estilo de vida.
Estes tratamentos podem ajudar a manter a saúde a longo prazo e a reduzir sintomas como ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal, que surgem devido à queda natural dos níveis de estrogênio.
O tratamento para menopausa deve ser feito sempre com indicação do ginecologista, conforme o histórico de saúde, a idade, o tempo decorrido desde a última menstruação e os sintomas. Assim, o ginecologista ajuda a determinar as opções seguras e adequadas para cada mulher.
Remédios para menopausa
Os remédios que podem ser indicados pelo ginecologista para o tratamento da menopausa são:
1. Terapia de reposição hormonal
A terapia de reposição hormonal, que pode incluir estrogênio isolado ou estrogênio com progestogênio, é muito eficaz para reduzir os sintomas da menopausa, como ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e distúrbios do sono.
Os principais remédios indicados na terapia de reposição hormonal são:
Além disso, pode ser indicado pelo médico o acetato de noretisterona ou o estradiol na forma de adesivos, por exemplo.
A terapia de reposição hormonal deve ser feita somente se recomendado pelo ginecologista, pois é contraindicada para mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou útero, trombose, problemas circulatórios, histórico de infarto ou derrame cerebral ou doenças no fígado, como cirrose.
O estrogênio vaginal é um gel, creme, comprimido ou cápsula, que contém pequenas quantidades de estradiol, estriol ou promestrieno, que são liberadas diretamente na vagina.
Além disso, o médico também pode recomendar a progesterona micronizada na forma de cápsulas moles vaginais.
Esses medicamentos podem ajudar a melhorar a lubrificação feminina e aliviar os sintomas de secura, atrofia vaginal e ardência, dor e desconforto durante as relações sexuais.
3. Antidepressivos
Os antidepressivos podem ser indicados pelo ginecologista para ajudar a aliviar as ondas de calor, a ansiedade e a depressão, especialmente em mulheres que possuem contraindicações para a terapia de reposição hormonal.
Alguns antidepressivos que podem ser indicados são:
Paroxetina;
Citalopram;
Escitalopram;
Venlafaxina;
Desvenlafaxina.
Esses antidepressivos devem ser usados somente com indicação do ginecologista e pelo tempo de tratamento indicado pelo médico.
Os anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina, podem ser prescritos pelo médico para diminuir as ondas de calor e melhorar o sono, especialmente em mulheres que possuem contraindicações para uso de estrogênios.
5. Hidratantes e lubrificantes
Os hidratantes vaginais podem ser indicados para promover uma hidratação constante da mucosa vaginal e devem ser usados de forma regular.
Já o lubrificante íntimo pode ser aplicado no momento da relação sexual, para diminuir o atrito e aliviar o desconforto e a dor.
Opções de tratamento natural
Algumas opções de tratamento natural para a menopausa que podem ser indicadas pelo médico são:
1. Suplementos fitoterápicos
Fitoterápicos, como a isoflavona de soja e o trevo vermelho, podem ser indicados para complementar o tratamento médico da menopausa. Isso porque possuem uma estrutura semelhante ao estrogênio produzido pelo corpo, o que pode ajudar a aliviar os sintomas de ondas de calor e o suor noturno.
Outra opção de fitoterápico para complementar o tratamento da menopausa é a Erva-de-São-Cristóvão, que pode ajudar no alívio de ondas de calor, palpitações, alterações de humor, ansiedade, depressão e melhora da atrofia vaginal.
Já a melissa e a valeriana são fitoterápicos que podem ajudar a melhorar os distúrbios do sono, o estresse e a ansiedade.
Entretanto, esses fitoterápicos só devem ser usados com a indicação do médico. Isso porque possuem contraindicações e podem interagir com remédios ou outros suplementos.
2. Homeopáticos
Alguns remédios homeopáticos, como Lachesis muta, Sépia, Glonoinum e Amil nitrosum, têm sido usados para ajudar com ondas de calor, sono e humor, mas as evidências científicas são limitadas.
Alguns estudos mostram pequenos benefícios dos homeopáticos, enquanto outros não demonstram eficácia clara.
Mudanças no estilo de vida
Algumas mudanças no estilo de vida importantes no tratamento da menopausa são:
1. Alimentação
Algumas recomendações de alimentação para complementar o tratamento da menopausa são:
Priorizar alimentos saudáveis, como cereais integrais, leguminosas como lentilha, feijão e soja, legumes, verduras, frutas, tubérculos, peixes e ovos;
Evitar alimentos ultraprocessados, como salsicha, presunto, macarrão instantâneo, salgadinhos e biscoitos de pacote, temperos industrializados, refrigerantes e sucos de caixinha;
Consumir diariamente alimentos fontes de cálcio, como iogurte, couve, brócolis, espinafre, agrião e sementes, como gergelim e chia;
Ingerir alimentos com vitamina D, como sardinha, bacalhau, ovos, ostras, carnes, queijos e leite;
Reduzir o consumo de sal, carnes vermelhas e bebidas açucaradas, pois estão associados a uma maior perda de massa óssea;
Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cafeína, pois prejudicam a absorção de cálcio, aumentando o risco de fraturas;
Beber bastante água para manter a hidratação da pele, melhorar a elasticidade e reduzir os sinais de envelhecimento, como rugas.
Essas recomendações são importantes para diminuir o risco de doenças e também para manter ou ajudar na perda de peso, já que o peso adequado também ajuda a reduzir as ondas de calor.
A prática regular de exercícios físicos é fundamental para o tratamento da menopausa, porque ajuda a melhorar o sono, a saúde cardiovascular, a sensibilidade à insulina, a composição corporal, a autoestima e a saúde óssea.
Além disso, a atividade física também ajuda na redução do peso e na preservação da massa magra.
Assim, é recomendado fazer entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana.
O treino também deve incluir exercícios de força e resistência muscular, com peso ou carga, pelo menos 2 vezes na semana, para estimular a formação óssea e evitar a osteoporose e a perda de massa muscular.
3. Evitar os gatilhos das ondas de calor
No tratamento da menopausa, é recomendado evitar gatilhos das ondas de calor, como:
Evitar locais abafados ou muito aquecidos;
Usar roupas em camadas, para poder retirar as peças rapidamente;
Reduzir o consumo de alimentos picantes;
Diminuir o consumo de cafeína, bebidas alcoólicas e líquidos muito quentes.
Identificar e evitar os gatilhos pessoais, são medidas que podem ajudar a reduzir a frequência das ondas de calor.
4. Parar de fumar
Parar de fumar é importante para a saúde geral, pois o tabagismo pode piorar as ondas de calor e aumentar o risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, câncer e menopausa precoce.
A adoção de práticas integrativas e complementares, como meditação, yoga, mindfulness, respiração profunda e acupuntura, pode complementar o tratamento da menopausa.
Isso porque essas práticas ajudam a reduzir o estresse, melhorar o sono e promover o bem-estar geral.
6. Psicoterapia
Sessões de psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, podem ser indicadas pelo médico para complementar o tratamento da menopausa.
Essa terapia pode aliviar os fogachos, as dificuldades de sono ou os sintomas depressivos associados à menopausa.
O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar alguns sintomas como febre, tosse, corrimento nasal, conjuntivite e manchas avermelhadas no corpo que não coçam, por exemplo.
Causada pelo vírus Measles Morbillivirus, o sarampo é uma doença transmitida diretamente de pessoa para pessoa, por via aérea, durante a tosse, espirro, fala ou respiração.
Na suspeita de sarampo, é aconselhado consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que geralmente é feito com o repouso. No entanto, o médico também pode prescrever o uso de remédios analgésicos e antitérmicos, e suplemento de vitamina A.
Manchas vermelhas na pele, que surgem no rosto e depois espalham-se para todo o corpo, e que não coçam;
Manchas brancas arredondadas dentro da boca;
Febre alta, acima de 38,5ºC;
Tosse seca;
Nariz escorrendo;
Conjuntivite;
Perda do apetite;
Dor de cabeça e mal-estar.
Os sintomas do sarampo podem aparecer entre 8 a 12 dias após o contato com o vírus, sendo importante que o tratamento seja iniciado logo em seguida para prevenir complicações.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
Sarampo em bebê
O sarampo em bebê pode causar sintomas como febre alta, tosse, vermelhidão nos olhos, irritabilidade e manchas de Koplik, que são pequenas manchas branco-azuladas dentro da boca.
Entretanto, o sarampo no bebê pode ser prevenido com a administração da vacina contra o sarampo. No entanto, essa vacina é indicada apenas após os primeiros 12 meses.
Para saber a possibilidade de estar com sarampo, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir:
{TESTE_SINTOMAS_SARAMPO}
Este teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico ou substituindo a consulta com o infectologista ou clínico geral.
Como acontece a transmissão
A transmissão do sarampo acontece de pessoa para pessoa através do ar, durante a tosse, espirro, respiração ou fala, já que as gotículas liberadas podem conter partículas virais capazes de causar a doença.
Além disso, o vírus pode permanecer ativo no ar ou superfícies por até 2 horas, de forma que o contato com ambientes fechados e superfícies contaminadas poderia também ser considerada uma via de transmissão do sarampo.
A transmissão do sarampo pode acontecer entre 6 dias a 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas pelo corpo.
Diferença entre sarampo e catapora
A catapora é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca sintomas, como manchas vermelhas pelo corpo, bolhas contendo líquido, coceira intensa e crostas na pele, febre e perda do apetite.
Já o sarampo é causado pelo vírus Measles Morbillivirus e, embora também provoque manchas vermelhas no corpo, febre e falta de apetite, não provoca lesões/feridas ou coceiras na pele.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico do sarampo é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.
Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita a realização de teste sorológico, a partir de uma amostra de urina, sangue, líquor ou secreções orais e nasofaríngeas. Normalmente esse teste é feito por meio do teste ELISA, para identificar anticorpos específicos contra o vírus ou antígenos.
O diagnóstico também pode ser também feito por meio da técnica de PCR, que identifica a presença do vírus no organismo, assim como a sua quantidade.
Tratamentos para sarampo
Os tratamentos indicados para o sarampos incluem:
Repouso, para ajudar na recuperação e poupar energia para o corpo combater o vírus;
Hidratação adequada, com a ingestão de água, chás e suco de frutas, para evitar a desidratação;
Medicamentos para aliviar a dor e a febre, como paracetamol e ibuprofeno;
Compressas de gaze frias, que podem ser usadas para limpar os olhos, em casos de conjuntivite ou ainda aplicadas na testa, nuca ou axilas para ajudar a baixar a febre;
Suplementação com palmitato de Retinal (vitamina A), para todas as crianças com sarampo, de acordo com a idade da criança e seguindo as orientações do pediatra ou nutricionista.
Por não existir um tratamento específico contra o vírus do sarampo, o tratamento consiste em aliviar os sintomas.
O sarampo pode causar complicações principalmente em bebês e pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, sendo os mais comuns a pneumonia, a encefalite aguda, a infecção no ouvido, diarreia grave e em alguns casos, o óbito.
Por isso, para prevenir o surgimento de complicações, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de sarampo.
Prevenção do sarampo
A única forma de prevenir o sarampo é através da vacinação contra a doença, cuja primeira dose geralmente é recomendada aos 12 meses.
O isolamento da pessoa doente é outra forma eficaz de impedir o contágio da doença. Por isso, as pessoas que mantêm contato próximo com a pessoa com sarampo, devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido.
Além disso, a pessoa infectada também deve ficar em casa, sem ir para a escola ou trabalho, por exemplo, para não contaminar os outros.
Vacina do sarampo
A vacina do sarampo geralmente é fornecida gratuitamente a partir dos 12 meses de idade.
As 2 formas principais de tomar a vacina do sarampo são:
Vacina tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola;
Vacina tetraviral: que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e também a catapora.
Além disso, a dose zero da vacina tríplice viral também é uma nova recomendação do pelo Ministério da Saúde do Brasil para crianças entre 6 meses a 11 meses e 29 dias de idade, em contextos de risco aumentado de exposição ao vírus do Sarampo.
Em casos de surtos, os adultos também devem tomar novamente a vacina do Sarampo, conforme indicação do Ministério da Saúde.
O sistema linfático é um conjunto de órgãos, tecidos, vasos e canais que se distribuem pelo corpo para ajudar a filtrar e remover o excesso de líquidos e impurezas do organismo.
Além disso, o sistema linfático também contribui para a formação das células de defesa do organismo, como os linfócitos, que são responsáveis pela defesa e combate de microrganismos que podem causar doenças.
Evitar o contato com produtos químicos como agrotóxicos ou produtos de limpeza, beber bastante água, e manter um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e práticas de atividades físicas regulares, são medidas importantes que ajudam a manter o sistema linfático saudável e prevenir doenças.
Principais funções do sistema linfático
As principais funções do sistema linfático são:
Coletar e filtrar o excesso de líquido do corpo, através da linfa, e, depois, transferi-lo para o sangue;
Absorver a gordura do intestino e transportar para o sangue, contribuindo para produção de linfócitos e desenvolvimento da imunidade;
Transportar e remover resíduos e células “com defeito” do organismo.
O sistema linfático é uma parte importante do sistema imunológico, produzindo e liberando linfócitos e outras células de defesa que combatem bactérias, vírus, parasitas e fungos, ajudando na prevenção de diversos tipos de doenças, como câncer, gripe e resfriado.
Para que serve a drenagem linfática?
A drenagem linfática é um procedimento que consiste na realização de uma massagem com as mãos, com movimentos suaves, que tem como objetivo estimular e facilitar a circulação da linfa pelos seus vasos, e chegar mais rapidamente à corrente sanguínea.
Como o sistema linfático não tem um bombeamento, como o que é feito pelo coração, esta massagem pode ajudar no retorno de linfa, principalmente em pessoas que têm fragilidade destes vasos e tendência à retenção de líquidos, ajudando a diminuir inchaços no rosto ou no corpo. Veja como é feita a drenagem linfática.
Anatomia do sistema linfático
Os principais componentes do sistema linfático são:
1. Linfa
É um líquido transparente que é formado por água, nutrientes e substâncias produzidas pelas células, como hormônios e enzimas, e que percorre através da circulação linfática.
Função: a linfa ajuda a drenar o excesso de água e resíduos do organismo, além de transportar os glóbulos brancos para todo o corpo, ajudando a combater infecções.
2. Vasos linfáticos
Os capilares são vasos linfáticos pequenos e finos que coletam a linfa, e à medida que percorrem o caminho para levar a linfa para o coração, aumentam de tamanho e formam os vasos linfáticos.
Função: os capilares e os vasos linfáticos coletam e levam a linfa para ser filtrada nos linfonodos. Ao final do trajeto e filtração, os vasos linfáticos liberam a linfa, já filtrada, nos dutos torácicos, estrutura que vai do abdômen ao pescoço.
3. Dutos linfáticos
São grandes canais linfáticos, conhecidos como duto linfático esquerdo e duto linfático direito, onde os vasos linfáticos esvaziam a linfa, já filtrada. Esses dutos se conectam ao coração, por onde a linfa passa antes de retornar para a corrente sanguínea.
Função: o duto torácico coleta e conduz a maior parte da linfa do corpo para o sangue, ajudando a manter o volume de sangue e a pressão arterial normais, além de evitar o acúmulo de líquido, conhecido como edema.
4. Órgãos linfáticos
Os órgão linfáticos são órgãos, distribuídos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, que são estimulados sempre que há uma infecção ou inflamação. Os principais órgãos linfáticos são:
Medula óssea: é um tecido macio e esponjoso localizado dentro de ossos longos, como quadril e o esterno, que tem a função de produzir as diversas células sanguíneas, incluindo os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas;
Timo: é uma glândula localizada na parte superior do tórax, que tem a função de desenvolver e multiplicar os linfócitos T, células da medula óssea que ajudam a combater microrganismos, especialmente nos primeiros anos de vida;
Baço: é o maior órgão linfático, localizado na parte superior esquerda do abdômen, acima do estômago, sendo responsável por produzir os linfócitos, além de filtrar o sangue, eliminando micro-organismos e células envelhecidas;
Apêndice: o apêndice contém tecido linfóide que ajuda a combater bactérias antes de chegarem ao intestino. Além disso, acredita-se que o apêndice também armazena bactérias benéficas, ajudando a equilibrar a flora intestinal, após uma infecção.
Existem ainda as tonsilas, conhecidas também como amígdalas, que são aglomerados de nódulos linfáticos, localizados na boca, além das placas de Peyer, que estão situadas no intestino, e que também são responsáveis por produzir células do sistema imune e auxiliar na proteção contra microrganismos.
5. Linfonodos
Os linfonodos são pequenas glândulas encontradas em regiões como axila, virilha e pescoço que são responsáveis por filtrar a linfa, removendo bactérias, vírus e células cancerígenas, além de produzirem e armazenarem linfócitos e outras células do sistema imunológico que combatem os microrganismos presentes na linfa.
Principais doenças do sistema linfático
Algumas situações podem provocar alterações no funcionamento do sistema linfático, resultando em doenças, como:
1. Filariose
A filariose, também conhecida como elefantíase, é uma das principais doenças do sistema linfático, sendo causada pelo parasita Wuchereria bancrofti, que é transmitido para as pessoas por meio da picada do mosquito do gênero Culex sp.
Nessa doença, o parasita atinge os vasos linfáticos e bloqueia o fluxo da linfa, causando inchaço do órgão que teve sua circulação obstruída. Conheça os sintomas e saiba como tratar a filariose.
2. Câncer
Alguns tipos de câncer podem acontecer nos vasos e órgãos da circulação linfática, como o linfoma, um tipo de câncer onde a multiplicação dos linfócitos é aumentada, comprometendo a circulação linfática e resultando na formação do tumor, podendo levar a sintomas, como mal estar, coceira e perda de peso. Conheça outros sintomas e as principais causas do linfoma.
Além disso, alguns tipos de câncer também podem bloquear os canais linfáticos, atrapalhando a circulação da linfa.
3. Alergias
Alergias são reações do organismo contra substâncias, como poeira, pólen e fumaça de cigarro, podendo causar situações, como rinite alérgica, asma, conjuntivite e dermatite.
As alergias acontecem quando o organismo aumenta a produção das células de defesa para tentar combater as substâncias, levando a inflamação e sintomas como espirros, corrimento nasal, entupimento do nariz ou dificuldade ao respirar.
4. Linfonodos aumentados
Os linfonodos estão aumentados, devido a infecções, como faringite, mononucleose ou infecção por HIV, ou ainda podem estar aumentados devido a uma infecção ou câncer.
Já a linfadenite é uma inflamação causada por microrganismos nos nódulos ou glândulas linfáticas, que ficam aumentados e moles.
5. Malformação do sistema linfático
Malformações do sistema linfático também podem causar alterações na circulação da linfa, podendo acontecer devido a alterações nos vasos ou gânglios linfáticos. Ao prejudicar a circulação da linfa para a corrente sanguínea, essas situações podem causar o linfedema, que é o inchaço gerado pelo acúmulo de linfa e líquido no corpo.
Lesões em órgãos do sistema linfático, como medula óssea, baço e linfonodos, causadas por pancadas ou como consequência de tratamentos com medicamentos, também podem alterar a circulação linfática.
Mulheres que passam pelo tratamento de câncer de mama com radioterapia ou retirada dos gânglios linfáticos da região da axila, por exemplo, podem apresentar alterações na capacidade de drenagem da linfa.
Quando ir ao médico
É importante procurar a orientação de um médico ao apresentar cansaço extremo ou sinais como inchaço por muito tempo, sem causa aparente ou que atrapalhe as atividades diárias, perda de peso e febre.