quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Psoríase: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Depressão na adolescência: sintomas, o que causa e como tratar

A depressão na adolescência é uma doença que deve ser levada a sério, pois se não for adequadamente tratada pode causar consequências como abuso de drogas e suicídio, que são problemas sérios na vida do adolescente.

Alguns sintomas da depressão na adolescência são irritabilidade, falhas de memória, choro frequente e falta de interesse em atividades que antes gostava, além de alterações no sono e no apetite. 

A causa da depressão na adolescência geralmente envolve uma combinação de fatores, como alterações hormonais, baixa autoestima, traumas, conflitos familiares e pressão nas redes sociais, e deve ser tratada com psicoterapia, mudanças nos hábitos e medicação, caso seja necessário.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da depressão na adolescência

Os sintomas de depressão que o adolescente pode apresentar podem incluir:

  • Irritabilidade, ou com explosões de raiva, mesmo por coisas pequenas;
  • Choro frequente;
  • Falta de interesse em atividades que antes gostava;
  • Baixa autoestima;
  • Problemas de concentração, memória e tomada de decisões;
  • Isolamento social;
  • Falta de cuidado pessoal.

Também pode ocorrer alterações no sono e no apetite, como dormir demais ou dormir pouco, comer em excesso ou ter falta de apetite, o que pode levar a mudanças no peso. 

Além disso, podem surgir dores de cabeça, dores no estômago ou outras dores físicas que não apresentam uma causa aparente.

Em alguns casos, podem surgir sinais de alerta importantes, como a automutilação, que envolve machucar o próprio corpo, por exemplo, com cortes ou queimaduras, e sentimentos intensos que podem levar a pensamentos ou comportamentos suicidas.

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Diferença entre depressão e alteração de humor

A alteração de humor na adolescência é comum, geralmente leve, passageira e ligada a situações como mudanças físicas, hormonais e emocionais. Veja as principais mudanças na puberdade.

Já a depressão dura mais, causa sofrimento e atrapalha o dia a dia do adolescente em casa, na escola e com os amigos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de depressão em adolescentes começa geralmente pelo pediatra, que avalia os sintomas e pode realizar testes e escalas para diferenciar mudanças normais de um transtorno depressivo.

No caso de sintomas de depressão, marque uma consulta com o pediatra mais próximo da sua região:

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Quando necessário, o adolescente é encaminhado para o psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação mais detalhada e especializada.

O médico também pode solicitar exames de sangue para checar hormônios, tireoide e deficiências nutricionais, além de avaliar padrões de sono e investigar o uso de drogas ou álcool, para garantir que os sintomas não tenham outra causa física.

Para confirmar o diagnóstico, os sintomas precisam afetar várias áreas da vida do adolescente e durar por um período significativo.

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O que causa

A depressão na adolescência não tem uma causa única, geralmente surge da combinação de fatores como:

  • Desequilíbrios em substâncias do cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina;
  • Fatores genéticos, como ter familiares com histórico de depressão;
  • Mudanças hormonais da puberdade;
  • Traumas na infância, como violência ou abuso físico, emocional ou sexual;
  • Situações de estresse, como problemas na escola, brigas familiares ou perdas importantes;
  • Dificuldades emocionais, como baixa autoestima, perfeccionismo ou insegurança;
  • Pressão social e influência da mídia, incluindo a expectativa de se encaixar, o impacto das redes sociais e insatisfação com a própria aparência.

Além disso, a depressão na adolescência pode aparecer junto com outros problemas, como ansiedade, TDAH, transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia, ou uso abusivo de álcool e drogas.

Como tratar

O tratamento da depressão na adolescência pode incluir:

1. Medicação

A medicação é indicada principalmente para casos moderados a graves de depressão, sendo que os antidepressivos mais usados em adolescentes são a fluoxetina e sertralina, que atuam ajudando a regular o humor, o sono e o apetite.

É indicado que o uso da medicação seja diário e combinado com psicoterapia para ser mais eficaz.

2. Psicoterapia

A psicoterapia é o principal tratamento para a depressão em adolescentes, sendo os métodos mais usados:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Ajuda a identificar pensamentos negativos e substituí-los por formas de pensar e agir mais saudáveis;
  • Terapia Interpessoal: Foca nos relacionamentos do adolescente, ajudando a lidar com luto, conflitos, mudanças de vida e dificuldades sociais;
  • Ativação Comportamental: Incentiva o adolescente a retomar atividades e se envolver socialmente para se sentir melhor;
  • Tratamento com foco na família: Envolve os pais para melhorar a comunicação e o apoio emocional, o que ajuda na recuperação.

A psicoterapia também pode incluir a terapia de aceitação e compromisso, que trabalha atenção plena e flexibilidade emocional. Entenda melhor como é feita a psicoterapia.

3. Mudanças nos hábitos

Mudanças no dia a dia também ajudam o adolescente a se recuperar, como manter amizades e buscar apoio em momentos difíceis é muito importante para o bem-estar emocional. 

Além de ter hábitos saudáveis, como uma rotina de sono adequada de 8 a 10 horas, o uso moderado de aparelhos eletrônicos e a prática de esportes, que contribuem para a saúde mental. 

Um ambiente escolar seguro e programas que desenvolvem habilidades sociais podem fortalecer o adolescente e melhorar sua qualidade de vida. Confira o que fazer para sair da depressão.

Como a família e amigos podem ajudar?

É importante que familiares e amigos fiquem atentos aos sintomas da depressão, pois eles podem perceber mudanças no comportamento ou humor do adolescente.

 O apoio é fundamental, mesmo que de forma discreta, oferecendo escuta, compreensão e incentivo para que o adolescente se sinta seguro para falar sobre seus sentimentos. 

Estar presente no dia a dia, acompanhar rotinas e apoiar hábitos saudáveis também ajuda, assim como incentivar a busca por tratamento quando necessário. 

Além disso, é importante que a família demonstre que o adolescente está integrado na família e que é importante para a tomada de decisões, por exemplo.



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