terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Fototerapia: o que é, para que serve e como é feita

Fototerapia é um tratamento que faz uso de luzes ultravioletas artificiais UVA ou UVB que possuem ação anti-inflamatória e imunossupressora capazes de estimular ou inibir a atividade celular.

O tratamento com fototerapia é principalmente utilizado em recém-nascidos com icterícia, além de também poder ser indicado no tratamento da psoríase, urticária crônica, dermatite atópica, vitiligo ou eczema, por exemplo.

Esse tipo de tratamento é simples e não necessita de preparo, sendo apenas indicado que a pessoa tenha os olhos cobertos durante toda a sessão. De acordo com o objetivo do tratamento, o médico pode também indicar a utilização de remédios para potencializar os efeitos da fototerapia.

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Para que serve

A fototerapia é indicada para problemas de pele, como:

  • Psoríase;
  • Linfoma cutâneo de células T ou micose fungoide;
  • Pitiríase liquenoide plana ou líquen plano;
  • Dermatite atópica ou eczema atópico;
  • Esclerodermia;
  • Vitiligo;
  • Alopecia areata;
  • Urticária crônica espontânea;
  • Mastocitose;
  • Doença do enxerto contra o hospedeiro.

Além disso, a fototerapia pode ser indicada nos casos de icterícia neonatal ou hiperbilirrubinemia do recém-nascido, em que o bebê apresenta a pele mais amarelada devido ao acúmulo do pigmento bilirrubina. Assim, ao realizar a fototerapia, é possível favorecer a absorção da luz emitida pela bilirrubina, diminuindo sua concentração no sangue do bebê. Conheça mais sobre a hiperbilirrubinemia do recém-nascido.

A quantidade de sessões de fototerapia pode variar de acordo com o objetivo do tratamento e gravidade da doença, devendo ser sempre indicado pelo dermatologista.

Marque uma consulta com um dermatologista na região mais próxima:

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Como funciona

A fototerapia tem ação anti-inflamatória e imunossupressora, além de ser útil para diminuir a superprodução de células em locais específicos da pele. Por vezes, para potencializar os efeitos da fototerapia o médico pode receitar o uso de medicamentos como retinoides, metotrexato ou ciclosporina antes da exposição à luz.

A realização da fototerapia consiste em aplicar uma luz com espectro de onda adequado diretamente no local a ser tratado, sendo importante que a pessoa tenha os olhos protegidos por um tapa olho durante todo o tratamento.

Como é feita

A fototerapia é feita com diferentes tipos de equipamentos, que emitem a luz ultravioleta no corpo todo ou em regiões específicas da pele, conforme orientação do dermatologista, que deve indicar o tipo de fototerapia a ser utilizada, assim como o comprimento de onda e dose a ser aplicada.

Para iniciar a fototerapia, são necessárias algumas medidas de segurança, como utilizar óculos de proteção, cobrir os órgãos genitais e utilizar um protetor facial, que são fornecidos pelo médico para a realização do procedimento.

Após a realização da fototerapia, é recomendada a utilização de óculos de sol com proteção ultravioleta, e protetor solar regularmente, especialmente nas áreas de pele expostas ao sol.

Tipos de fototerapia

Existem diferentes tipos de fototerapia que podem ser feitas para problemas de pele, sendo os principais:

  • Fototerapia UVB de banda estreita: esse o tipo de fototerapia utiliza radiação UVB, com comprimento de onda mais intensa entre 311 a 313nm, sendo mais indicado e mais eficaz para o tratamento da psoríase em adultos. Essa fototerapia pode ser feita somente com a aplicação da luz UVB, podendo ser nesse caso seguro para grávidas ou crianças. Além disso, essa fototerapia pode ser feita em associação com retinoides tópicos, corticoides ou análogos da vitamina D, sendo neste caso contra-indicada para gestantes;
  • Fototerapia UVB de banda larga: esse tipo de fototerapia é feita aplicando luzes de radiação UVB de amplo espectro, com comprimento de onda entre os 280-320nm. Esse tipo de fototerapia é a menos utilizada atualmente, devido a sua menor eficácia e maior risco de efeitos colaterais;
  • Fototerapia UVA com psoraleno (PUVA): é um tipo de tratamento combinado que consiste em primeiro em tomar por via oral ou aplicar sobre a pele uma substância chamada psoraleno, indicada pelo médico, que deixa a pele mais sensível ao tratamento, e 2 horas depois, expor a área da pele que será tratada à radiação UVA, indicada especialmente em caso de vitiligo, psoríase, eczema, líquen plano ou urticária pigmentosa, por exemplo.

O tipo de fototerapia deve ser indicado pelo dermatologista, de acordo com a condição a ser tratada, tratamentos anteriores, estágio da doença e gravidade dos sintomas.

Fototerapia neonatal

A fototerapia neonatal é indicada nos casos de icterícia ou hiperbilirrubinemia, que causam pele e olhos amarelados no bebê, devido ao deposição de bilirrubina na pele, que é um pigmento produzido quando os glóbulos vermelhos se decompõem. Assim, a fototerapia permite eliminar a bilirrubina em excesso através da urina, evitando complicações neurológicas no bebê.

Para garantir a eficácia desse tratamento, é importante que a luz emitida tenha um comprimento de onda capaz de ser absorvido pela bilirrubina e que se tenha atenção à concentração inicial de bilirrubina, pois dessa forma é possível indicar a quantidade de sessões necessárias.

O recém-nascido geralmente é colocado por baixo de uma luz branca ou azul, que pode ser colocada a 30 ou 50 cm de distância de sua pele, com os olhos devidamente tapados com uma venda específica, pelo tempo determinado pelo pediatra. 

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais que podem surgir devido à exposição à radiação ultravioleta da fototerapia são:

  • Envelhecimento da pele tratada;
  • Vermelhidão da pele, que atinge um pico em 12 a 24 horas após o tratamento;
  • Sensação de queimação na pele tratada;
  • Dor, inchaço ou formação de bolhas na área tratada;
  • Reativação do vírus do herpes labial;
  • Formação de bolhas nas placas de psoríase;
  • Pele seca ou enrugada;
  • Alterações na cor da pele tratada;
  • Perda da elasticidade ou maior fragilidade da pele.

Além disso, no caso da fototerapia PUVA, também podem ocorre dor intensa na pele, mal estar, febre, danos no leito da unha, hemorragia ou sangramentos debaixo das unhas, náuseas, lentigos ou ceratoses, por exemplo. Outro efeito colateral da PUVA é o risco aumentado de desenvolver catarata, sendo por isso recomendada a proteção com óculos especial durante o tratamento.

Fototerapia pode causar câncer?

A fototerapia, especialmente a fototerapia PUVA, pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas ou o melanoma, quando é utilizada por longos períodos e em comprimento de onda inadequado, em pessoas suscetíveis, como aquelas que apresentam casos de câncer de pele na família.

O tratamento com fototerapia só deve ser feito com indicação do dermatologista, cumprindo as suas recomendações em relação ao número de sessões e tempo de cada uma delas para este seja um método seguro de tratamento. 

Quando não é recomendada

A fototerapia não deve ser realizada nas seguintes situações:

  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Dermatomiosite ou xeroderma pigmentoso;
  • Albinismo, pênfigo ou porfiria;
  • Histórico de melanoma e/ ou de câncer de pele não melanoma;
  • Histórico de exposição ao arsênio ou radiação ionizante;
  • Tratamento com imunossupressores;
  • Insuficiência hepática grave;
  • Fotossensibilidade.

Além disso, a fototerapia não deve ser feita nos casos em que o recém-nascido apresenta hiperbilirrubinemia devido a problemas nos rins ou no fígado.

A fototerapia PUVA também é contraindicada para crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham catarata ou utilizam remédios como varfarina ou fenitoína.



source https://www.tuasaude.com/fototerapia/

AIDS: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?)

A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o estágio mais avançado da infecção pelo vírus HIV, que enfraquece o sistema de defesa do corpo e torna a pessoa cada vez mais vulnerável a infecções e doenças oportunistas.

Nessa fase, o organismo não consegue mais se defender adequadamente, e surgem sintomas que indicam o enfraquecimento do corpo, como febre persistente, perda rápida de peso, cansaço extremo e diarreia prolongada, por exemplo.

O tratamento da AIDS é feito pelo infectologista através da terapia antirretroviral, que combina diferentes medicamentos para controlar o vírus, fortalecer o sistema imunológico e prevenir complicações relacionadas à doença.

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Sintomas da AIDS

Os principais sintomas da AIDS são:

  • Febres persistentes;
  • Suores noturnos;
  • Perda rápida de peso sem causa aparente;
  • Cansaço extremo;
  • Dor nos músculos e nas articulações;
  • Diarreia prolongada;
  • Úlceras na boca ou nos genitais;
  • Alterações e descoloração na pele.

Os sintomas da AIDS geralmente surgem de 8 a 10 anos após a infecção pelo HIV. Nesse estágio, o organismo está gravemente enfraquecido e não consegue mais se defender adequadamente, dando origem aos sinais característicos da doença.

Leia também: 11 principais sintomas da AIDS (e como saber se tem a doença) tuasaude.com/sintomas-da-aids

Nessa fase, também há maior risco de infecções oportunistas, como candidíase, pneumonia, hepatite viral, tuberculose, toxoplasmose e citomegalovirose, além de cânceres, como sarcoma de Kaposi, linfoma e câncer de colo de útero.

Sintomas da AIDS no homem

Os sintomas da AIDS mais comuns nos homens são o surgimento de úlceras nos órgãos genitais e infecções de pele, como descolorações e lesões por herpes.

Sintomas da AIDS na mulher

Nas mulheres, é mais frequente o surgimento de infecções genitais recorrentes, candidíase vaginal persistente e alterações no ciclo menstrual.

Qual a diferença entre HIV e AIDS?

O HIV é o vírus que ataca e enfraquece o sistema de defesa do corpo. Uma pessoa que vive com o vírus, chamada soropositiva, pode não ter sintomas por muitos anos. Conheça os primeiros sintomas da infecção pelo HIV.

Entretanto, sem tratamento a infecção pode evoluir para AIDS, que é a fase mais avançada e grave da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico está muito enfraquecido e o corpo não consegue mais se defender contra doenças.

Como se pega AIDS

A AIDS é causada pelo vírus HIV, que se transmite de pessoa para pessoa pelo contato com fluidos corporais infectados. As principais formas de transmissão são:

  • Relação sexual sem proteção, peniana, vaginal ou anal, com pessoa infectada;
  • Compartilhamento de seringas, agulhas ou outros objetos de injeção contaminados;
  • Transmissão de mãe para filho, durante a gravidez, parto ou amamentação;
  • Contato direto com sangue ou fluidos corporais de uma pessoa infectada;
  • Acidentes com objetos cortantes contaminados, como facas, tesouras, bisturis, lâminas de barbear ou alicates de unha.

No entanto, o vírus não é transmitido por contato casual, como abraços, beijos, apertos de mão ou uso de material de higiene pessoal como sabonete, toalhas ou lençóis. Veja as formas de transmissão do HIV.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da AIDS é feito geralmente pelo infectologista, com base na infecção pelo HIV e na avaliação do sistema imunológico.

Marque consulta com o infectologista mais próximo da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico indica exames de sangue que medem a contagem de linfócitos T-CD4+, sendo considerada AIDS quando esse número cai abaixo de 200 células/mm³.

Leia também: Linfócitos: o que são e porque estão altos ou baixos tuasaude.com/linfocitos

Além disso, o surgimento de doenças definidoras, como pneumonia por Pneumocystis jirovecii, sarcoma de Kaposi ou linfomas, também caracteriza a doença.

Exames de carga viral podem ser realizados para avaliar a quantidade de HIV no sangue e acompanhar a progressão da infecção.

Tratamento da AIDS

O tratamento da AIDS pode incluir:

1. Terapia antirretroviral

A terapia antirretroviral (TARV) é o principal tratamento para pessoas com AIDS, realizada com uma combinação de medicamentos, como lamivudina, tenofovir e dolutegravir, por exemplo. Conheça outros remédios usados no tratamento.

É fundamental tomar os medicamentos corretamente todos os dias, sem interrupções. Perder doses ou suspender o tratamento pode permitir que o vírus se torne resistente aos remédios, tornando a terapia menos eficaz.

A terapia têm o objetivo de impedir a multiplicação do vírus, fortalecer o sistema imunológico aumentando a contagem de células CD4 e reduzir o risco de transmissão do HIV para outras pessoas.

2. Tratamento de doenças oportunistas

Além do TARV, é essencial prevenir e tratar infecções e doenças que surgem devido ao enfraquecimento do sistema imunológico, chamadas de doenças oportunistas.

Podendo ser indicado tomar vacinas, como vacina contra gripe, pneumonia, hepatite B e COVID-19, por exemplo, que ajudam a proteger pessoas com AIDS.

Tratar essas doenças ajuda a reduzir complicações, melhorar a qualidade de vida e manter a saúde geral, permitindo que o organismo funcione melhor mesmo com o sistema imunológico comprometido. 

3. Acompanhamento regular

O acompanhamento regular com o médico, incluindo exames de sangue periódicos, é essencial para monitorar a contagem de células CD4 e a carga viral.

Esse acompanhamento permite avaliar a eficácia do tratamento antirretroviral, identificar precocemente possíveis complicações e, se necessário, ajustar a medicação e prevenir o surgimento de doenças oportunistas.

AIDS tem cura?

Embora não exista cura para a AIDS, o tratamento adequado controla o vírus, fortalece o sistema imunológico e permite que as pessoas tenham uma vida longa e saudável.

Leia também: Cura do HIV: quais os tratamentos sendo estudados tuasaude.com/cura-da-aids

Possíveis complicações

Caso o tratamento não seja realizado de maneira correta, podem ocorrer complicações da AIDS, como:

  • Infecções oportunistas, que são infecções que normalmente não afetariam pessoas com imunidade normal, como pneumonia por Pneumocystis jirovecii, tuberculose, candidíase, citomegalovirose e toxoplasmose;
  • Cânceres relacionados à AIDS, como sarcoma de Kaposi, linfomas e câncer de colo de útero invasivo;
  • Problemas neurológicos, como encefalopatia associada ao HIV, leucoencefalopatia multifocal progressiva, confusão mental e perda de memória;
  • Doenças respiratórias, como pneumonias graves e infecções pulmonares recorrentes;
  • Doenças hepáticas ou renais, complicações que podem surgir devido a infecções oportunistas ou efeitos colaterais de medicamentos.

Além disso, pode haver desnutrição, causada por diarreia persistente, infecções frequentes ou dificuldade do organismo em absorver os nutrientes adequadamente.



source https://www.tuasaude.com/aids/

Hematócrito (Hct): o que é e porque está alto ou baixo

O hematócrito é um exame que mede a porcentagem de hemácias no sangue, também chamadas de glóbulos vermelhos, sendo considerado normal entre 40 a 50% no homem e 35 a 45% na mulher.

Normalmente, o hematócrito está alterado em caso de desidratação, sangramentos, anemia e doenças pulmonares, como DPOC, sendo comum também existirem alterações na quantidade de hemácias ou hemoglobina no sangue. Veja o que significa a hemoglobina alta e baixa no sangue.

Em caso de alteração do hematócrito, especialmente se surgirem outros sintomas como fraqueza e coração acelerado, é recomendado consultar o hematologista ou clínico geral para que a causa seja identificada e iniciar o tratamento mais adequado.

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Valores de referência do hematócrito

Os valores de referência do hematócrito variam de laboratório, mas geralmente o valor normal do hematócrito é:

  • Mulher: entre 35 e 45%. No caso das mulheres grávidas, o valor de referência normalmente é entre 34 e 47%;
  • Homem: entre 40 e 50%;
  • Crianças a partir de 1 ano: entre 37 e 44%.

Normalmente, o médico interpreta o valor do hematócrito levando em consideração o histórico de saúde da pessoa e o resultado de outros exames como o hemograma, para identificar a causa das alterações. Saiba como entender os resultados do hemograma.

Como saber se está normal

Para saber se o hematócrito está normal, insira o resultado do seu exame na calculadora a seguir:

{CALCULADORA_ANALISES_CLINICAS:HEMATOCRITO}

Esta calculadora deve ser usada apenas como uma ferramenta de orientação. Assim, não deve ser usada como diagnóstico ou substituir a consulta com o clínico geral.

O que pode ser hematócrito baixo

O hematócrito baixo pode ser causado por:

  • Anemia;
  • Sangramento;
  • Desnutrição;
  • Infecções;
  • Falta de vitamina B12, ácido fólico ou ferro;
  • Leucemia;
  • Excesso de hidratação.

Além disso, o hematócrito baixo também é comum de acontecer em caso de gravidez e pode ser um sinal de anemia, especialmente se o valor da hemoglobina e da ferritina também estiverem baixos. Entenda o que é a anemia na gravidez.

Leia também: Hematócrito baixo: sintomas, o que significa (e o que fazer) tuasaude.com/hematocrito-baixo

O que pode ser hematócrito alto

O hematócrito alto pode ser causado por desidratação, doenças pulmonares, como DPOC, e algumas doenças cardíacas, especialmente as cardiopatias congênitas, por exemplo, sendo mais comum em pessoas que fumam.



source https://www.tuasaude.com/hematocrito-hct/

Hematócrito baixo: sintomas, o que significa (e o que fazer)

O hematócrito baixo significa que a porcentagem do volume total de sangue está abaixo do normal, podendo indicar condições como anemia ferropriva, gravidez, hemorragia e doenças inflamatórias, por exemplo.

O hematócrito é considerado baixo quando está abaixo de 40% no homem e 36% na mulher, podendo causar sintomas como fadiga, tontura, fraqueza, arritmia, dor de cabeça e batimentos cardíacos acelerados.

Leia também: Hematócrito (Hct): o que é e porque está alto ou baixo tuasaude.com/hematocrito-hct

Para identificar a causa de hematócrito baixo, é recomendado consultar o clínico geral, para solicitar exames e indicar o tratamento, que pode ser feito com o uso de remédios e suplementos ou, em alguns casos, a transfusão de sangue e o transplante de medula óssea, por exemplo.

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Sintomas de hematócrito baixo

Os sintomas de hematócrito baixo podem incluir:

  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Arritmia;
  • Batimentos cardíacos acelerados.

Os sintomas de hematócrito baixo geralmente surgem porque o corpo não consegue obter oxigênio adequado para todas as células do corpo.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

O que significa hematócrito baixo

O hematócrito baixo pode significar condições como:

1. Anemia ferropriva

A anemia ferropriva é um tipo de anemia onde a quantidade de ferro circulante no corpo é insuficiente, o que causa sintomas como fraqueza, cansaço fácil, dor de cabeça, queda de cabelo e pele ou mucosas pálidas, por exemplo.

O que fazer: em casos de suspeita de anemia, é recomendado consultar o clínico geral para confirmar o diagnóstico.

O tratamento da anemia ferropriva geralmente inclui o uso de 60 mg de suplemento de ferro por dia, conforme orientação do médico.

Também pode ser recomendado pelo nutricionista o consumo de alimentos ricos em ferro como carnes vermelhas, frango, ovos, lentilha e feijão, por exemplo. Veja como fazer dieta para anemia.

2. Gravidez

O hematócrito baixo na gravidez pode surgir, porque o corpo da mulher grávida possui maior volume do plasma, que é a parte líquida do sangue.

Esse aumento do plasma sanguíneo diminui o percentual de glóbulos vermelhos no sangue, resultando em um nível de hematócrito mais baixo.

O hematócrito baixo leve na gravidez geralmente não é considerado um problema. Entretanto, se o valor da hemoglobina e da ferritina também estiverem baixos, pode ser um sinal de anemia.

O que fazer: na suspeita de anemia, deve-se consultar o obstetra ou clínico geral, para que seja feita uma avaliação completa e indicado o tratamento adequado.

Se a anemia for confirmada, o médico poderá indicar o uso de suplementos de ferro e o aumento do consumo de alimentos ricos em ferro e ácido fólico, como carnes, bife de fígado, feijão, espinafre, lentilha e couve.

Leia também: Anemia na gravidez: sintomas e tratamento tuasaude.com/anemia-na-gravidez

3. Hemorragia

O hematócrito baixo pode significar hemorragias, que podem ser causadas por situações como menstruação intensa, lesão recente ou de longo prazo, por exemplo.

O que fazer: na presença de sangramentos deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro, para que seja avaliada as possíveis causas e recomendado o tratamento mais adequado.

Assim, em casos de hemorragias externas, deve-se realizar uma compressão forte no local com um pano limpo.

Em outros casos de hemorragia, pode ser indicado pelo médico o uso de remédios, suplementos de ferro e ácido fólico ou a realização de transfusões sanguíneas ou uma cirurgia.

Leia também: Hemorragia: o que é, sintomas, principais tipos (e o que fazer) tuasaude.com/tipos-de-hemorragia

4. Deficiência de vitaminas

A deficiência de vitaminas, como vitamina B12 e ácido fólico, pode causar o hematócrito baixo no sangue.

Essa condição pode ser causada pela baixa ingestão de alimentos fontes dessas vitaminas ou por condições que diminuem a absorção de nutrientes, como cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal, por exemplo.

O que fazer: após o diagnóstico feito pelo médico ou nutricionista, o tratamento indicado pode ser feito com o uso de suplementos, por via intramuscular, intravenosa ou oral.

O nutricionista também pode recomendar o aumento da ingestão de alimentos fonte dos nutrientes que estão em deficiência no organismo.

Leia também: Avitaminose: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/avitaminose-falta-de-vitaminas

5. Hemólise

Outra possível condição que pode significar o hematócrito baixo é a hemólise, que é a destruição prematura dos glóbulos vermelhos do sangue.

Essa condição pode ser causada por dificuldades na coleta do sangue, ao guardar a amostra por muito tempo, ou por doenças, como anemia e infecções, válvulas cardíacas artificiais ou hemodiálise recente.

O que fazer: o tratamento varia conforme a causa da hemólise e a gravidade dos sintomas, podendo incluir suplementos, medicamentos, cirurgia, transfusões de sangue, por exemplo.

6. Problemas na medula óssea

O hematócrito baixo pode significar problemas na medula óssea, como anemia aplásica, leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. Isso acontece porque a medula óssea é o local onde os glóbulos vermelhos são produzidos.

O que fazer: caso seja confirmado um problema na medula óssea, o médico poderá recomendar a realização de tratamentos como transfusão de sangue e o uso de remédios orais, como antibióticos e imunossupressores.

Conforme o tipo de problema diagnosticado, o médico também poderá indicar a realização de quimioterapia, transplante de medula, radioterapia e imunoterapia.

7. Doenças inflamatórias

O hematócrito baixo pode significar doenças inflamatórias como artrite reumatoide e cirrose hepática. Isso acontece porque as doenças inflamatórias interferem no metabolismo do ferro e na produção dos glóbulos vermelhos do sangue.

O que fazer: é recomendado consultar o clínico geral, para que sejam feitos exames e avaliação física que ajudem, assim, na identificação de doenças inflamatórias e na recomendação do tratamento.

Conforme o tipo de doença inflamatória, o médico pode indicar o uso de remédios anti-inflamatórios, corticoides, diuréticos e anti-hipertensivos e/ou a realização de fisioterapia ou cirurgia.

Hemoglobina e hematócrito baixo

A hemoglobina e hematócrito baixos normalmente indicam a presença de anemia, onde existe uma quantidade insuficiente de glóbulos vermelhos no sangue circulante em relação ao volume total de sangue.

Leia também: Anemia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/anemia

Como saber se o hematócito está baixo

Para saber se o hematócrito está baixo, é aconselhado consultar o clínico geral, que irá solicitar o exame hemograma completo.

O hematócrito é um exame que mede a porcentagem de hemácias no sangue, sendo considerado baixo quando está abaixo de 40% no homem e 36% na mulher.

Calculadora do hematócrito

Se deseja saber se o valor do hematócrito está normal, insira o resultado do seu exame na calculadora a seguir:

{CALCULADORA_ANALISES_CLINICAS:HEMATOCRITO}

Esta calculadora é apenas uma ferramenta de orientação. Assim, não deve ser usada como diagnóstico ou substituir a consulta com o clínico geral.



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