terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bacilos de Doderlein: o que são e quando é necessário tratamento

Os bacilos de Doderlein, também chamados de lactobacilos, são bactérias que fazem parte da microbiota normal da vagina e são responsáveis por proteger a região íntima da mulher e evitar a proliferação de microrganismos que podem causar doenças quando estão em excesso, como é o caso da Candida sp. e da Gardnerella sp.

A doença acontece quando a quantidade de lactobacilos diminui, o que pode acontecer devido a alterações no sistema imune, uso de antibióticos ou relações sexuais desprotegidas, favorecendo o desenvolvimento de fungos e bactérias e levando ao surgimento de sinais e sintomas de infecção.

Os lactobacilos protegem a região íntima da mulher ao consumir o glicogênio produzido pelas células da vagina sob influência do hormônio estrogênio. Em seguida, convertem o glicogênio em ácido lático, o que deixa a vagina com o pH em torno de 3,8 - 4,5, impedindo o aparecimento e proliferação de bactérias e fungos que prejudicam a saúde.

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Bacilos de Doderlein em excesso faz mal?

O bacilo de Doderlein em excesso não representa risco para a saúde da mulher e pode até mesmo ser considerado benéfico, uma vez que são bactérias protetoras da região íntima feminina.

Como saber se os bacilos de Doderlein estão aumentados

O aumento da quantidade de bacilos de Doderlein pode provocar:

  • Corrimento esbranquiçado;
  • Corrimento sem cheiro;
  • Coceira, vermelhidão e ardor ao urinar, em alguns casos.

Caso ocorram esses sintomas, é importante ir ao ginecologista para que seja feito o diagnóstico correto, pois pode se tratar de uma infecção bacteriana ou fúngica.

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O que pode diminuir a quantidade de bacilos

Algumas situações podem diminuir a quantidade de bacilos de Doderlein e tornar a mulher mais susceptível à ocorrência de infecções, como:

  • Uso de antibióticos;
  • Má higienização da região íntima;
  • Imunidade baixa;
  • Uso de roupas apertadas;
  • Relações sexuais desprotegidas.

A quantidade de lactobacilos também diminui durante o período menstrual, no período pós-parto e de amamentação, isso porque há uma diminuição na concentração de estrogênio, o que diminui a produção de glicogênio e, consequentemente, a conversão em ácido lático pela bactéria, aumentando o pH da vagina e permitindo que haja proliferação de outras bactérias, incluindo a Gardnerella vaginalis, que é responsável pela vaginose bacteriana. Veja como identificar a vaginose bacteriana.

Quando é necessário tratamento

O tratamento geralmente é utilizado nos casos em que a mulher tem uma diminuição na quantidade de bacilo de Doderlein. Nessas situações, geralmente o médico indica fazer uso de probióticos que auxiliem na reconstrução da flora vaginal, como o probiótico Lactobacillus acidophilus.

A reconstituição da flora também pode ser feita com um banho de assento na qual a água contém uma cápsula aberta de probióticos. Veja como tomar lactobacilos em cápsulas.

Além disso, é importante ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regulares, evitar usar roupas muito apertadas, realizar sempre boa higienização da região íntima e utilizar calcinhas de algodão para preservar a flora bacteriana e evitar que fungos e outras bactérias se proliferem.



source https://www.tuasaude.com/bacilo-de-doderlein/

Chá de canela para descer a menstruação: funciona?

Chás abortivos: 17 plantas que a grávida deve evitar

O uso de chás durante a gravidez deve ser feito com muito cuidado, pois algumas plantas podem afetar a gravidez e prejudicar o desenvolvimento do bebê. Esses chás podem causar malformações graves no bebê e também resultar em aborto.

Por isso, ao pensar em tomar um chá durante a gravidez, deve-se consultar o obstetra que está acompanhando a gravidez, para saber o tipo, a dosagem e a forma correta de uso.

Por existirem poucos estudos feitos com o uso de plantas durante a gravidez em humanos, não é possível afirmar com certeza quais plantas são totalmente seguras ou abortivas. Assim, os chás só devem ser tomados durante a gravidez com a orientação e supervisão do médico.

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17 chás populares proibidos na gravidez

17 plantas medicinais, relativamente populares, mas que são completamente proibidas na gravidez, são:

  1. Hortelã;
  2. Funcho;
  3. Salsinha;
  4. Macela;
  5. Canela;
  6. Sene;
  7. Boldo;
  8. Carqueja;
  9. Cáscara sagrada;
  10. Cavalinha;
  11. Quebra-pedra;
  12. Valeriana;
  13. Ginseng;
  14. Ginkgo biloba;
  15. Passiflora;
  16. Catuaba;
  17. Guaco.

Outras plantas que também são proibidas na gravidez incluem: aroeira, artemísia, arruda, ashwagandha, buchinha-do-norte, agnocasto, borragem, alcaçuz, angélica, castanha-da-índia, damiana, dedaleira, erva-de-santa-maria, espinheiro-branco, calêndula, hera, hidraste, kava-kava, losna, mil-folhas, tanaceto, urtiga, vinca, salsaparrilha e zimbro.

Estas plantas medicinais são proibidas porque podem provocar aborto ou malformações no bebê.

Além disso, muitos chás também devem ser evitados durante a amamentação e, por isso, após o parto é importante voltar a consultar o médico. Confira os chás que não pode tomar na amamentação.

O que pode acontecer se tomar o chá

Tomar um dos chás proibidos durante a gravidez pode causar aumento das contrações uterinas, que provoca intensa dor abdominal, podendo haver sangramentos e, até, aborto.

Embora, em alguns casos, o aborto não chegue a acontecer, a toxidade pode causar graves alterações no bebê, comprometendo seu desenvolvimento motor e cerebral.

A toxicidade das plantas impróprias para uso durante a gravidez também podem causar graves complicações renais, trazendo riscos para a saúde da mulher

Não existe uma quantidade segura ou eficaz para tomar os chás proibidos. Isso porque o efeito do chá varia conforme o período da gravidez e o organismo de cada mulher. Por isso, deve-se sempre evitar tomar os chás proibidos na gravidez.

É possível cortar o efeito do chá?

Não é possível cortar o efeito do chá abortivo em casa. Por isso, caso a mulher tome um desses chás, deve-se procurar o atendimento médico de urgência.

O médico poderá administrar alguns medicamentos para evitar os efeitos tóxicos do chá e tentar parar as contrações uterinas.

Plantas que podem ser usadas com moderação

Algumas plantas que podem ser consumidas, desde que com moderação e sempre com orientação de um médico, são:

Alecrim

Catuaba

Hibisco

Ruibarbo

Alfafa

Cidreira

Jurubeba

Saião

Arnica

Cúrcuma

Mirra

Prímula

Babosa

Erva-doce

Noz-moscada

Tanchagem

Cálamo

Feno grego

Poejo

Trevo vermelho

Camomila

Gengibre

Romã

Uva-ursina

Independente desta tabela, é fundamental sempre consultar o obstetra ou um fitoterapeuta antes de usar qualquer uma destas plantas medicinais.



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