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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Toda convulsão é sinal de epilepsia?

Uma convulsão pode ser um sintoma de epilepsia, mas também pode acontecer por outros motivos, como febre alta, infecções, redução acentuada do nível de açúcar no sangue ou um traumatismo na cabeça, por exemplo. Por isso, o episódio precisa ser avaliado por um médico para entender a causa correta. Saiba mais sobre as situações que podem provocar uma convulsão.

A suspeita de epilepsia costuma ser maior quando as crises são recorrentes, já que episódios repetidos podem indicar um problema neurológico que precisa de acompanhamento. Para investigar, o médico normalmente avalia os sintomas, o histórico de saúde e pode pedir exames como eletroencefalograma (EEG), tomografia e/ou ressonância magnética.

De qualquer forma, uma convulsão sempre merece avaliação médica, e é recomendado procurar uma emergência se a crise durar mais de 5 minutos, se voltar a acontecer rapidamente ou se a pessoa não recuperar a consciência após o episódio. Até chegar ajuda, deve-se colocar a pessoa de lado, afastar objetos que possam machucar e não colocar nada dentro da boca, nem oferecer água ou comida. Veja os principais cuidados a ter durante uma convulsão.



source https://www.tuasaude.com/medico-responde/convulsao-e-epilepsia/

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Pré-poo: o que é, como fazer em casa (e para que serve)

O pré-poo é um tratamento aplicado no cabelo ou couro cabeludo antes da lavagem normal, sendo indicado para proteger a fibra capilar dos danos causados pela limpeza.

Esse tratamento, que também é conhecido como pré-shampoo, também pode ser indicado para tratar condições no couro cabeludo como caspa, excesso de oleosidade, coceira e inflamação.

Leia também: Coceira na cabeça e no couro cabeludo: 8 causas (e o que fazer) tuasaude.com/coceira-na-cabeca

Conforme os objetivos, os tipos de produtos que podem ser usados durante o pré-poo incluem óleo de coco e de argan, manteiga de karité e de cacau, séruns e o gel de babosa, por exemplo.

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Como fazer pré-poo

Para fazer o pré-poo em casa é recomendado:

  1. Escolher o produto, que pode ser óleo vegetal, sérum ou creme;
  2. Dividir o cabelo, seco ou levemente úmido, em seções para ajudar numa distribuição uniforme;
  3. Aplicar o produto escolhido, óleo, condicionador ou creme específico ao longo dos fios;
  4. Aplicar o produto no couro cabeludo, em casos de tratamentos específicos, como caspa;
  5. Massagear suavemente o couro cabeludo e/ou os fios;
  6. Deixar o produto agir por 30 minutos. Em alguns casos, pode-se deixar durante a noite para uma hidratação mais profunda;
  7. Deixar o produto agir entre 5 a 20 minutos, para tratamentos no couro cabeludo;

Após o tempo de ação do produto, deve-se molhar o cabelo e fazer a lavagem normal dos fios com shampoo para retirar o excesso do produto e resíduos.

Se for necessário, aplicar o condicionador no comprimento dos fios, enxaguando em seguida.

Leia também: Como lavar o cabelo corretamente (passo a passo) tuasaude.com/como-lavar-os-cabelos-corretamente

Para que serve o pré-poo

O pré-poo serve para:

1. Proteger a fibra capilar

O pré-poo protege a fibra capilar, porque ajuda a diminuir os danos causados pelos agentes de limpeza presentes nos shampoos, como o lauril éter sulfato de sódio, que podem causar a perda de proteínas e danos à estrutura da cutícula.

A aplicação de óleos como óleo de coco, mineral e de girassol no pré-poo, por exemplo, preenche a haste capilar e forma uma camada que melhora o brilho, reduz o atrito, impede a entrada excessiva de água e surfactantes na fibra, reduzindo a perda de proteínas.

Leia também: 8 melhores óleos para o cabelo (com receitas) tuasaude.com/oleos-para-cabelo

2. Tratar o couro cabeludo

O pré-poo contendo antifúngicos, anti-inflamatórios, adstringentes e calmantes, como piroctona olamina, niacinamida e hamamélis, ajuda a tratar condições no couro cabeludo, como a caspa, a inflamação e o excesso de sebo.

Esses tratamentos devem ser aplicados por curtos períodos, cerca de 5 minutos, antes da lavagem, e ajudam a melhorar a hidratação do couro cabeludo e diminuir sintomas como descamação, coceira e vermelhidão.

Além disso, o uso do gel de babosa no couro cabeludo, como pré-poo, também ajuda a aliviar inflamações, caspa ou micoses.

3. Ajudar a desembaraçar os fios

A aplicação do pré-poo antes da lavagem ajuda a desembaraçar os fios e diminuir a quebra, porque promove a hidratação e diminui o atrito entre as fibras de cabelo.

Leia também: O que fazer para recuperar o cabelo quebrado tuasaude.com/cabelo-quebrado

Tipos de produtos pré-poo

Os principais tipos de produtos pré-poo são:

  • Óleos capilares, como óleo de coco, argan, girassol, abacate, azeite de oliva e óleo mineral, que são recomendados para aplicar no comprimento dos fios;
  • Manteigas capilares, como manteiga de karité, manga, cacau e semente de cânhamo, sendo indicadas para aplicar no comprimento dos fios;
  • Séruns, contendo ingredientes ativos como piroctona olamina, niacinamida e hamamélis, que devem ser aplicados no couro cabeludo para tratar condições específicas;

O gel de babosa também pode ser aplicado no couro cabeludo e nos fios, como pré-poo, para ajudar a hidratar os fios e aliviar coceiras, inflamações, caspa ou micoses.

Leia também: Babosa no cabelo: 7 principais benefícios (e como usar) tuasaude.com/babosa

source https://www.tuasaude.com/pre-poo/

Dieta DASH: o que é, para que serve e como fazer (com cardápio)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Leave-in: o que é, para que serve, tipos (e como usar)

O leave-in é um produto cosmético que serve para controlar o frizz e proteger os cabelos contra os danos causados pelo calor de secadores, chapinhas e modeladores, clima, poluição e radiação ultravioleta, por exemplo.

Também conhecido como condicionador sem enxágue, existem diferentes tipos desse produto, conforme a textura, a função e o tipo de cabelo, como o leave-in protetor térmico, o masculino e o para cabelo cacheado.

Leia também: Protetor térmico para cabelo: para que serve, como usar (e qual o melhor) tuasaude.com/protetor-termico-para-cabelo

O leave-in pode ser aplicado diariamente após a lavagem com shampoo nos cabelos limpos, úmidos ou secos, sendo importante evitar aplicar no couro cabeludo, para evitar o excesso de oleosidade e irritações.

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Para que serve o leave-in

O leave-in é indicado para:

  • Proteger os fios de cabelo contra o calor de secadores, chapinhas e modeladores;
  • Controlar o frizz e a eletricidade estática, por selar as cutículas do cabelo e manter os fios alinhados;
  • Proteger o cabelo contra danos causados pelo clima, poluição e radiação ultravioleta;
  • Hidratar o cabelo e deixar os fios brilhosos, sedosos e macios, por reter a umidade;
  • Ajudar a desembaraçar os fios, reduzindo o atrito e a quebra dos fios ao pentear;
  • Definir as curvas dos fios, em cabelos ondulados, cacheados ou crespos.

O leave-in é especialmente indicado para pessoas com cabelos longos, secos, com produtos químicos ou que usam fontes de calor frequentemente.

Leia também: Tratamento natural para cabelo seco tuasaude.com/tratamento-natural-para-cabelo-seco

Diferença entre creme de pentear e leave-in

O creme de pentear é um produto mais denso e cremoso, ajudando a desembaraçar, hidratar e definir os fios. Assim, o creme de pentear pode ser indicado para pessoas que têm fios ondulados, cacheados ou crespos, pois ajuda a controlar o frizz e a definir os caracóis.

Já o leave-in geralmente tem uma textura mais leve e fluida, podendo ser usado por todos os tipos de cabelo. O leave-in hidrata e também pode oferecer proteção térmica e reparação de danos dos fios.

Tipos de leave-in

Conforme a textura, a função e o tipo de cabelo, os tipos de leave-in são:

1. Leave-in protetor térmico

O leave-in protetor térmico protege o cabelo contra danos causados por fontes de calor, como secadores, chapinhas e modeladores.

Além de conter óleos vegetais e silicones, esse produto também forma uma fina camada protetora sobre a fibra de cabelo.

2. Leave-in masculino

O leave-in masculino possui os mesmos ingredientes e indicações das versões femininas. Assim, esse produto pode ser usado por homens para melhorar a textura, a maleabilidade e a saúde geral dos cabelos.

Além disso, muitos tipos de leave-in masculino também podem ser usados na barba.

3. Leave-in para cabelo cacheado e ondulado

O leave-in para cabelo cacheado e ondulado pode ser usado para ajudar a manter a curvatura definida por mais tempo, a controlar o frizz e o volume, a combater o ressecamento e reduzir a quebra dos fios.

As formulações de leave-in para cabelos cacheados devem ser ricas em componentes que garantam hidratação e nutrição profunda, como óleo de coco, semente de uva, amora e buriti, manteiga de cacau e murumuru, e silicones específicos.

4. Leave-in spray

O leave-in spray possui uma textura líquida e leve, sendo, por isso, recomendado para pessoas com cabelos finos ou oleosos.

Isso porque esse tipo de produto fornece umidade e proteção sem deixar os fios pesados ou com aspecto gorduroso.

5. Leave-in creme ou loção

O leave-in creme ou loção são produtos mais densos, sendo indicado para cabelos secos, cacheados ou crespos, porque oferecem maior concentração de ingredientes ativos, nutrição profunda e controle de volume.

Como usar

O passo a passo para usar o leave-in é:

  1. Lavar o cabelo normalmente, com shampoo e condicionador de enxágue;
  2. Secar o cabelo após o banho, deixando-o levemente úmido
  3. Aplicar a menor quantidade possível de leave-in no cabelo úmido, evitando o couro cabeludo;
  4. Amassar as mechas de baixo para cima, com as mãos, para moldar as ondas, no caso de cabelos ondulados ou cacheados ou crespos;
  5. Se o leave-in for na forma de creme, colocar uma pequena quantidade na palma da mão, esfregar as mãos e passar pelo cabelo;
  6. Se o leave-in estiver na forma de spray, é aconselhado borrifar o produto do meio do cabelo até as pontas e usar as mãos para espalhar bem o produto pelos fios;
  7. Evitar aplicar o produto no couro cabeludo, para evitar o acúmulo de resíduos, oleosidade e irritações.

O leave-in pode ser usado diariamente após a lavagem com shampoo.

Se o cabelo continuar seco ou com frizz após a aplicação do leave-in, pode-se aplicar uma pequena quantidade de óleo, como o de argan, por cima.

Leia também: Óleo de argan: o que é, para que serve e como usar tuasaude.com/oleo-de-argan

Melhor leave-in

O melhor leave-in varia conforme o tipo de cabelo da pessoa. Para cabelos ondulados e com frizz, o leave-in com óleo de argan pode ser a melhor opção.

Já para pessoas com cabelos cacheados, crespos ou afros, é recomendado priorizar leave-ins com óleos e manteigas vegetais, como buriti e murumuru, que ajudam a nutrir profundamente e reconstruir os fios.

Leave-in contendo queratina hidrolisada e óleo de semente de uva, pode ser indicado para pessoas com cabelos secos, quebradiços ou difíceis de pentear.

Leia também: Óleo de Semente de uva: para que serve e como usar tuasaude.com/beneficios-do-oleo-de-semente-de-uva

Pessoas com cabelos finos e lisos devem optar por produtos com fórmulas mais leves, como sprays, para evitar que os fios fiquem com aspecto oleosos.



source https://www.tuasaude.com/leave-in/

7 calmantes naturais (para ansiedade, insônia e nervosismo)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Como saber se o freio do pênis é curto (e quando fazer a cirurgia)

O freio do pênis curto, cientificamente conhecido como frênulo bálano-prepucial curto, acontece quando o pedaço de pele que liga o prepúcio à glande é mais curto que o normal, criando muita tensão ao puxar a pele para trás ou durante a ereção.

Isso faz com que o freio possa acabar rompendo durante atividades mais vigorosas, como o contato íntimo, resultando em dor intensa e sangramento.

Uma vez que este problema não melhora sozinho ao longo do tempo, é aconselhado consultar um urologista para avaliar o prepúcio e fazer uma cirurgia, conhecida como frenuloplastia, onde o freio é cortado de forma a liberar a pele e diminuir a tensão durante a ereção.

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Como saber se o freio é curto

Na maior parte dos casos é fácil identificar se o freio é mais curto do normal, uma vez que não é possível puxar completamente a pele sobre a glande sem sentir uma ligeira pressão sobre o freio. No entanto outros sinais que podem indicar este problema incluem:

  • Dor ou desconforto que atrapalha o contato íntimo;
  • Cabeça do pênis dobra para baixo quando a pele é puxada para trás;
  • Pele da glande não pode ser completamente puxada para trás.

Este problema pode muitas vezes ser confundido com a fimose, no entanto, na fimose, geralmente não é possível observar-se o freio completo. Assim, nos casos de freio curto pode não ser possível puxar toda a pele do prepúcio para trás mas, normalmente, é possível observar-se todo o freio. Veja melhor como identificar a fimose.

Porém, se existir suspeita de freio do pênis curto ou de fimose é recomendado consultar o urologista para iniciar o tratamento adequado, especialmente antes de se iniciar a vida sexual ativa, pois pode evitar o surgimento de desconforto.

Como tratar o freio curto

O tratamento para freio do pênis curto deve ser sempre orientado por um urologista, pois de acordo com o grau de tensão provocado pelo freio podem ser usadas diferentes técnicas como pomadas com betametasona ou exercícios de alongamento da pele. No entanto, a forma de tratamento utilizada em quase todos os casos é a cirurgia para cortar o freio e diminuir a tensão.

Como é feita a cirurgia

A cirurgia para o freio do pênis curto, também conhecida como frenuloplastia, é uma forma de tratamento muito simples e rápida que pode ser feita no consultório do urologista ou cirurgião plástico, utilizando-se apenas anestesia local. Normalmente, a técnica demora cerca de 30 minutos e o homem pode voltar a casa logo após a cirurgia.

Após a cirurgia, há boa cicatrização normalmente em cerca 2 semanas, sendo recomendado, durante o mesmo período, evitar ter relações sexuais e entrar em piscinas ou mar para facilitar a cicatrização e evitar infecções locais.



source https://www.tuasaude.com/freio-do-prepucio-curto/

Refluxo biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento

O refluxo biliar acontece quando a bile, que é liberada da vesícula biliar para a primeira porção do intestino, volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.

Quando isso acontece, podem ocorrer alterações nas camadas protetoras de muco e aumento do pH no estômago, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como dor abdominal, sensação de queimação no peito e vômitos amarelos, por exemplo.

Para aliviar os sintomas e tratar o refluxo biliar, também chamado de refluxo duodenogástrico, o gastroenterologista pode recomendar a o uso de remédios que aliviam os sintomas e favorecem a circulação da bile, no entanto nos casos mais graves, em que não há melhora com o uso de remédios, pode ser necessário realizar uma cirurgia.

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Sintomas de refluxo biliar

Os principais sintomas de refluxo biliar são:

  • Dor abdominal superior;
  • Sensação de queimação no peito;
  • Náusea;
  • Vômito verde ou de cor amarelada;
  • Tosse ou rouquidão;
  • Perda de peso;
  • Maior risco de proliferação bacteriana.

Embora os sintomas sejam muito semelhantes com os do refluxo gastroesofágico, estes são considerados problemas distintos e, por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito por um gastroenterologista.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do refluxo biliar é feito pelo gastroenterologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e histórico de saúde. Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico deve indicar a realização de exames, como endoscopia e impedância esofágica, que ajudam a verificar se existe refluxo da bile para o esôfago.

Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para investigar a possibilidade de refluxo biliar:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Possíveis causas

O refluxo biliar acontece quando o esfíncter pilórico, que separa o estômago do duodeno, não funciona corretamente, o que pode acontecer como consequência de complicação de cirurgia gástrica, cirurgia de vesícula biliar ou presença de úlceras no estômago.

Em condições normais, a bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, sendo liberada quando há hemácias desgastadas e substâncias tóxicas para serem eliminadas e quando há gordura para ser degradadas, sendo nesse caso transportada até o duodeno e misturada com o alimento para que haja o processo de degradação. Em seguida, a válvula pilórica abre e permite apenas a passagem do alimento.

No entanto, como consequência das situações já citadas, a válvula não fecha corretamente, o que permite que a bile volte para o estômago e esôfago, resultando no refluxo biliar.

Como é feito o tratamento

O refluxo biliar tem cura, porém seu tratamento pode ser mais demorado e, por esse motivo, é muito importante seguir adequadamente as orientações do gastroenterologista.

O mais comum é que sejam utilizados remédios indicados pelo médico, como o ácido ursodesoxicólico, que é uma substância que ajuda a promover a circulação da bile, reduzindo assim a frequência e intensidade dos sintomas. No entanto, também podem ser indicados outros medicamentos, conhecidos como sequestradores dos ácidos biliares, que se ligam a estes no intestino, impedindo a sua reabsorção.

No entanto, quando os sintomas não melhoram com o uso de medicamentos, o gastroenterologista pode aconselhar a realização de uma cirurgia. Nesta cirurgia, conhecida por cirurgia de desvio, o cirurgião cria uma nova conexão para a drenagem da bile mais abaixo no intestino delgado, desviando a bile do estômago.



source https://www.tuasaude.com/refluxo-biliar/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

8 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor)

As canetas para emagrecer são remédios injetáveis, como Ozempic, Victoza ou Mounjaro, indicados para a perda de peso nos casos de obesidade ou sobrepeso.

Isso porque as canetas emagrecedoras contém semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, por exemplo, que agem reduzindo a velocidade da digestão dos alimentos e diminuem o apetite.

As canetas para emagrecer devem ser usadas somente com indicação do endocrinologista, e consultas médicas regulares para acompanhar a perda de peso e avaliar o surgimento de efeitos colaterais.

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Como funciona a caneta para emagrecer

As canetas para emagrecer funcionam da seguinte forma:

  1. Diminuem os movimentos gastrointestinais;
  2. Reduzem o esvaziamento gástrico, aumentando o tempo que o alimento fica no estômago;
  3. Aumentam a sensação de saciedade;
  4. Diminuem o apetite;
  5. Estimula a liberação de insulina pelo pâncreas;
  6. Mantém o equilíbrio nos níveis de insulina;
  7. Melhoram o controle dos níveis de açúcar no sangue;
  8. Reduzem a quantidade de glicose produzida pelo fígado.

Os agonistas do receptor GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon 1) levam ao emagrecimento por reduzir o consumo de calorias durante o dia, resultando na perda de peso.

Além disso, outra classe de caneta emagrecedora é a dos agonistas do receptor GLP-1 e dos receptores os receptores GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose), como a tirzepatida, que potencializa o efeitos desses hormônios e a perda de peso.

O uso das canetas para emagrecer deve ser feito com indicação do endocrinologista e associado a uma dieta balanceada e prática de exercícios físicos regular.

Leia também: Dieta para Emagrecer: o que comer, evitar (e cardápio) tuasaude.com/dieta-para-emagrecer

Quais são as canetas para emagrecer

As principais canetas para emagrecer são:

1. Ozempic

O Ozempic é uma caneta emagrecedora que contém semaglutida na sua composição, um agonista do receptor GLP-1.

Esse remédio tem indicação aprovada pela Anvisa somente para o tratamento da diabetes tipo 2.

No entanto, o Ozempic pode ser indicado pelo endocrinologista para o emagrecimento, como uso off-label, ou seja, que não está na bula do remédio, após avaliar o estado de saúde da pessoa, os riscos e os benefícios do tratamento. 

A caneta para emagrecer Ozempic é encontrada nas doses de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, para aplicação sob a pele.

Como usar: a injeção da caneta para emagrecer Ozempic deve ser feita 1 vez por semana, começando com doses menores de 0,25 mg nas primeiras 4 semanas. Veja como usar a caneta para emagrecer Ozempic corretamente.

Leia também: Semaglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/semaglutida

2. Wegovy

O Wegovy é uma caneta para emagrecer que também contém semaglutida na sua composição.

Essa caneta para emagrecer Wegovy é indicada para o tratamento da obesidade ou sobrepeso em adultos ou adolescentes com mais de 12 anos, com peso corporal maior que 60 Kg.

O caneta para emagrecer Wegovy é encontrado em diferentes doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg e deve ser usado somente com indicação, orientação e acompanhamento do endocrinologista.

Como usar: a caneta emagrecedora Wegovy deve ser aplicada sob a pele da barriga, sendo que a dose inicial recomendada é de 0,25 mg, 1 vez por semana.

Essa dose pode ser aumentada pelo endocrinologista, a cada 4 semanas, até a dose máxima de 2,4 mg, 1 vez por semana. 

Leia também: Wegovy: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/wegovy

3. Mounjaro

O Mounjaro contém tirzepatida na sua composição, que é um agonista dos receptores GLP-1 e GIP, indicado para emagrecer, devido seu efeito na redução do apetite, além do tratamento da diabetes tipo 2 descontrolada em adultos.

A caneta para emagrecer Mounjaro é encontrada nas doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg, e deve ser usado com indicação do endocrinologista.

Como usar: a dose da caneta emagrecedora Mounjaro para adultos é de 1 injeção de 2,5 mg, 1 vez por semana, nas primeiras 4 semanas.

Essa dose pode ser aumentada pelo médico, em incrementos de 2,5 mg, a cada 4 semanas, até no máximo de 15 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Mounjaro: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/mounjaro

4. Zepbound

O Zepbound é outro agonista dos receptores GLP-1 e GIP que contém tirzepatida na sua composição.

Essa caneta para emagrecer é indicada para o tratamento da obesidade ou sobrepeso em adultos, com pelo menos uma doença associada, como diabetes, pressão alta ou colesterol alto.

A caneta para emagrecer Zepbound é encontrada nas doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg ou 15 mg.

Como usar: a dose inicial para adultos da caneta emagrecedora Zepbound é de 1 injeção sob a pele de 2,5 mg, 1 vez por semana, durante as primeiras 4 semanas. 

Essa dose pode ser aumentada pelo endocrinologista a cada 4 semanas, até no máximo de 10 mg, 1 vez por semana.

Leia também: Tirzepatida: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/tirzepatida

5. Saxenda

O Saxenda é uma caneta emagrecedora que contém liraglutida, outro agonista do GLP-1.

Essa caneta para emagrecer é indicada para pessoas com IMC maior que 30 kg/mou com IMC maior que 27 kg/m2 que possuem doenças associadas, como pressão alta ou diabetes do tipo 2.

A caneta emagrecedora Saxenda é encontrada na dose de 6,0 mg/mL, com 3 mL de solução em cada caneta, para aplicação sob a pele.

Como usar: para adultos e adolescentes com mais de 12 anos, a dose inicial da caneta emagrecedora Saxenda é de 0,6 mg, 1 vez por dia.

A dose do Saxenda deve ser aumentada pelo endocrinologista, em intervalos de 0,6 mg, de forma que na semana 5 de tratamento a dose é de 3 mg, 1 vez por dia.

Leia também: Liraglutida: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/liraglutida

6. Victoza

O Victoza é outro agonista do GLP-1 que contém liraglutida na sua composição, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos ou crianças com mais de 10 anos.

No entanto, por reduzir o apetite, esse remédio pode ser indicado pelo endocrinologista para ajudar na perda de peso em adultos.

A caneta para emagrecer Victoza é encontrada em doses de 6,0 mg/mL contendo 3 mL de solução para aplicação sob a pele.

Como usar: a dose inicial da caneta emagrecedora Saxenda recomendada para adultos é de 1 injeção 0,6 mg, 1 vez por dia, na primeira semana.

Após esse período, essa dose pode ser aumentada pelo médico para 1,2 ou 1,8 mg, 1 vez por dia.

7. Trulicity

O Trulicity contém dulaglutida na sua composição, um agonista do GLP-1 de longa duração, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos ou crianças com mais de 10 anos.

Por ter um efeito de emagrecimento em pessoas com diabetes, esse remédio pode ser indicado como uso off-label para perda de peso, pois promove a redução do apetite, levando ao emagrecimento.

A caneta para emagrecer Trulicity deve ser aplicada sob a pele e é encontrada nas doses de 0,75 mg/0,5 mL e 1,5 mg/0,5 mL.

Como usar: a dose inicial da caneta emagrecedora Trulicity para adultos é de 0,75 mg, 1 vez por semana.

A dose pode ser aumentada pelo endocrinologista para 1,5 mg, 1 vez por semana, de acordo com a resposta ao tratamento.

8. Byetta

O Byetta é um agonista do receptor GLP-1, que contém exenatida na sua composição, indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 em adultos.

No entanto, o Byetta pode ajudar na perda de peso em pessoas com diabetes e, por isso, o médico pode indicar seu uso para emagrecer.

A caneta emagrecedora Byetta é encontrada nas doses de 5 mcg e 10 mcg para aplicação sob a pele.

Como usar: a dose inicial para adultos é de 1 injeção de 5 mcg, 2 vezes por dia, cerca de 60 minutos antes das refeições da manhã e da noite.

Após o 1º mês de tratamento, o endocrinologista pode aumentar a dose para 10 mcg, 2 vezes ao dia, de acordo com a resposta ao tratamento e surgimento de efeitos colaterais.

Leia também: 19 remédios para emagrecer: de farmácia e naturais tuasaude.com/remedio-para-emagrecer

Qual a melhor caneta para emagrecimento?

Alguns estudos [1,2] têm mostrado que a caneta emagrecedora que contém agonistas dos receptores GPL-1 e GIP, como a tirzepatida, tem um efeito maior na redução de peso, do que as canetas que contém apenas agonistas dos receptores GPL-1, como semaglutida, liraglutida ou dulaglutida.

No entanto, ainda são necessários mais estudos que comparem os efeitos das canetas emagrecedoras para a perda de peso.

É importante ressaltar que o uso de qualquer tipo de caneta emagrecedora seja feito somente com indicação do endocrinologista e com acompanhamento médico regular, já que podem causar efeitos colaterais.

Como aplicar a caneta para emagrecer

A caneta emagrecedora deve ser usada em aplicações subcutâneas, ou seja, sob a pele da barriga, da coxa ou da parte superior do braço. Veja como aplicar injeção subcutânea corretamente.

Além disso, é importante lavar as mãos antes e após a aplicação e variar o local de aplicação a cada semana ou dia, de acordo com o tipo de caneta emagrecedora utilizada.

Cuidados ao usar a caneta emagrecedora

Alguns cuidados são importantes ao usar a caneta emagrecedora, como:

  • Fazer o acompanhamento com o endocrinologista de forma regular;
  • Não aumentar a dose por conta própria, mas somente após avaliação e indicação do endocrinologista;
  • Comunicar ao médico o surgimento de efeitos colaterais;
  • Evitar consumir bebidas alcoólicas;
  • Informar ao médico imediatamente caso engravide durante o tratamento, no caso de mulheres.

Além disso, é importante beber pelo menos 2 litros de água por dia, para manter o corpo hidratado, e evitar a desidratação caso surja de diarreia ou vômitos.

Caneta para emagrecer precisa de receita?

As canetas para emagrecer são vendidas apenas com apresentação de receita médica.

Desta forma, é necessário apresentar duas vias da receita da caneta para emagrecer, sendo que uma via fica retida na farmácia.

O tempo de validade da receita da caneta para emagrecer é de 90 dias a partir da data da prescrição assinada pelo médico.

Efeitos colaterais das canetas emagrecedoras

Os efeitos colaterais mais comuns das canetas emagrecedoras são:

  • Náuseas, vômitos e diarreia;
  • Dor abdominal ou refluxo gastroesofágico;
  • Excesso de gases intestinais ou barriga inchada;
  • Dor, coceira, irritação, lesão e manchas roxas no local da aplicação da injeção;
  • Hipoglicemia, principalmente quando usado junto com remédios antidiabéticos;

Além disso, podem surgir efeitos colaterais mais graves, como inflamação no pâncreas (pancreatite), pedra na vesícula, (colelitíase) ou paralisia do estômago (gastroparesia) ou obstrução intestinal.

A caneta para emagrecer também pode causar reações alérgicas graves ou anafilaxia. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica.

Nos casos de efeitos colaterais graves, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para realizar o tratamento adequado.

Leia também: Obstrução intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/obstrucao-intestinal

Riscos do uso sem orientação médica

Os principais riscos do uso da caneta para emagrecer sem orientação médica é o surgimento de efeitos colaterais graves.

Isso porque, as alterações metabólicas no organismo não são monitoradas pelo médico, e nem a dose e sua alteração é orientada pelo médico.

Além disso, podem ocorrer interações medicamentosas, que também podem aumentar o risco de efeitos colaterais graves.

Por isso, o uso das canetas emagrecedoras só deve ser feito com indicação, orientação e acompanhamento regular com o endocrinologista.

Leia também: 17 efeitos colaterais do Ozempic (e o que fazer) tuasaude.com/ozempic-efeitos-colaterais

Canetas emagrecedoras cortam o efeito do anticoncepcional?

As canetas para emagrecer podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais orais em pessoas com obesidade ou sobrepeso, e aumentar o risco de gravidez.

Isso porque, como diminuem o tempo de esvaziamento gástrico, o anticoncepcional oral pode ficar mais tempo no estômago, o que dificulta a absorção dos hormônios da pílula pelo intestino.

Desta forma, é recomendado utilizar preservativo em todas as relações sexuais, além de consultar o ginecologista para avaliar a necessidade de troca da pílula por outros métodos contraceptivos, como DIU ou implante hormonal, por exemplo.

Quem não deve usar

A caneta emagrecedora não deve ser usada por mulheres grávidas ou em amamentação ou por pessoas que tenham alergia ao princípio ativo ou qualquer outro componente da injeção.

Pessoas com diabetes tipo 1, pancreatite, doenças inflamatórias intestinais, tumores em glândulas, cetoacidose ou retinopatia diabética ou com histórico pessoal e familiar de câncer na tireoide, também não devem usar a caneta para emagrecer.

Crianças com mais de 10 anos e adolescentes com menos de 18 anos, só devem usar esses remédios se inciado pelo endocrinologista, para o tratamento da diabetes tipo 2.



source https://www.tuasaude.com/caneta-para-emagrecer/

Pirâmide alimentar: o que é, para que serve (e versão brasileira)

A pirâmide alimentar é uma representação dos grupos alimentares que devem fazer parte da dieta, ajudando a manter uma alimentação saudável e prevenir problemas de saúde, como obesidade e diabetes.

A distribuição dos grupos na pirâmide é feita de baixo para cima, onde alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade ficam na base e os que devem ser ingeridos em menor quantidade ficam no topo.

A pirâmide alimentar foi adaptada ao Brasil e, ao longo dos anos, vem sendo substituída por outras ferramentas, como no caso da pirâmide alimentar nos Estados Unidos, El Plato Del Bien Comer, no México, e a Roda de Alimentos, em Portugal.

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Para que serve

A pirâmide alimentar serve para:

  • Orientar sobre proporções de cada alimento e as porções recomendadas para cada grupo;
  • Promover o bem-estar nutricional, pois garante que o corpo receba todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento;
  • Ajudar na reeducação alimentar, por ser de fácil compreensão, ajudando a entender as categorias de alimentos e a mudar os hábitos alimentares de forma prática;
  • Prevenir doenças, ao incentivar escolhas alimentares que evitam o excesso de peso e outros problemas de saúde.

A pirâmide alimentar é uma ferramenta usada por nutricionistas e serve para ajudar no planejamento de uma alimentação saudável e equilibrada.

Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como fazer (com dicas) tuasaude.com/alimentacao-e-saude

Pirâmide alimentar brasileira

A pirâmide alimentar brasileira usou a pirâmide norte-americana como base e foi adaptada aos hábitos, alimentos e cultura do Brasil. Este ajuste foi importante, pois alimentos como o feijão, que é muito consumido no Brasil, precisaram ficar em um grupo separado, por exemplo.

Com as novas adaptações, a divisão da pirâmide alimentar brasileira ficou em 4 níveis e 8 grupos de alimentos no total. Ao contrário da divisão da pirâmide norte-americana, que tinha 4 níveis e somente 6 grupos alimentares.

Além disso, a pirâmide brasileira também sugere praticar pelo menos 30 minutos de atividades físicas por dia, todos os dias, fazer 6 refeições diárias e beber de 6 a 8 copos de água por dia.

A criadora da pirâmide alimentar brasileira, a Dra. Sonia Philippi, propôs recentemente uma mudança na ordem da pirâmide. Nessa nova proposta o grupo das frutas, legumes e verduras ficariam na base da pirâmide e incluiria também o incentivo ao consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), ervas e especiarias.

Leia também: PANCs: o que são, principais plantas e como consumir (com receitas) tuasaude.com/pancs

Grupos da pirâmide alimentar

A estrutura da pirâmide alimentar brasileira é dividida em 4 níveis que contém 8 grupos de alimentos:

  • 1º nível (base da pirâmide): grupo dos cereais, tubérculos e raízes;
  • 2º nível: grupo das hortaliças e frutas;
  • 3º nível: grupo do leite e derivados, grupo das carnes e ovos e grupo das leguminosas;
  • 4º nível (topo da pirâmide): grupo dos óleos e gorduras e o grupo dos açúcares e doces.

A pirâmide alimentar é subdividida em 8 grupos e cada grupo engloba diferentes tipos de alimentos.

Grupo 1: cereais, tubérculos e raízes

Os alimentos que fazem parte deste grupo ficam na base da pirâmide e inclui pães, farinhas, massas, arroz, e tubérculos, como aipim, batata e batata-doce.

O consumo dos cereais integrais, como arroz integral e pão integral devem ser priorizados, pois estes alimentos contêm mais fibras que os refinados. Veja mais opções saudáveis de cereais integrais.

Quantidade recomendada: a ingestão sugerida é de 5 a 9 porções diárias.

Grupo 2: hortaliças

As hortaliças fazem parte do segundo nível da pirâmide alimentar, incluindo alface, tomate, abóbora, abobrinha e couve, por exemplo.

As hortaliças são ricas em fibras, vitaminas e minerais e devem ser consumidas de preferência frescas.

Quantidade recomendada: o consumo destes alimentos deve ser de 4 a 5 porções por dia.

Grupo 3: frutas

Os alimentos que fazem parte deste grupo são as frutas como banana, laranja, mamão, manga e tangerina, que são naturalmente fontes de vitaminas, minerais e fibras.

As frutas devem ser consumidas, de preferência, ao natural, com casca (quando possível) e evitando cozinhar, adicionar açúcar ou adoçante, e fazer sucos ou doces.

Quantidade recomendada: a ingestão aconselhada deste grupo é de 3 a 5 porções ao dia.

Leia também: Frutas: tipos, benefícios e como consumir (com receitas) tuasaude.com/frutas

Grupo 4: leite e derivados

Este grupo está localizado no terceiro nível da pirâmide e inclui alimentos como leite, queijo e iogurte, que são ricos em proteína e cálcio.

É aconselhado optar por versões com menos gordura, como leite desnatado, iogurte desnatado e queijos brancos.

Quantidade recomendada: é indicado comer 3 porções destes alimentos por dia.

Grupo 5: carnes e ovos

Este grupo é composto por proteínas de origem animal, como carne bovina e de porco, aves, ovos, peixes, miúdos e vísceras.

As carnes e ovos são ricos em proteínas, ferro e vitamina B12, sendo importante priorizar as carnes com pouca gordura, como cortes bovinos magros, peixes e frango, por exemplo.

Quantidade recomendada: é indicado comer de 1 a 2 porções por dia destes alimentos.

Grupo 6: leguminosas

As leguminosas são fontes de proteína vegetal e fibras, e os alimentos deste grupo são os feijões, a ervilha, o grão-de-bico, a soja, a fava e o amendoim.

Quantidade recomendada: a sugestão de consumo destes alimentos é de 1 porção por dia.

Leia também: Leguminosas: o que são, benefícios, exemplos e como consumir tuasaude.com/leguminosas

Grupo 7: óleos e gorduras

Apesar de importantes para o corpo, os óleos e as gorduras são muito calóricos e devem ser consumidos com moderação e, por isso, ficam no último nível da pirâmide.

Os alimentos deste grupo são a margarina, a manteiga, o azeite e outros óleos vegetais.

Quantidade recomendada: a ingestão sugerida é de 1 a 2 porções por dia.

Grupo 8: açúcares e doces

Os alimentos deste grupo, como mel, sorvete, chocolate e açúcar refinado, também devem ser ingeridos com moderação, pois são muito calóricos e pobres em nutrientes importantes para o organismo.

Quantidade recomendada: a ingestão recomendada é de no máximo 2 porções por dia.

Pirâmide alimentar infantil

A pirâmide alimentar infantil foi desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Pediatria no Brasil, com o objetivo de atender as necessidades nutricionais das crianças.

As porções recomendadas na pirâmide alimentar infantil, conforme a idade, são:

Grupo alimentar Porção para 6 a 11 meses Porção para 1 a 3 anos Porção para pré-escolar e escolar Porção para adolescentes
Cereais, pães, tubérculos e raízes 3 porções 5 porções 5 porções 5 a 9 porções
Verduras e legumes 3 porções 3 porções 3 porções 4 a 5 porções
Frutas 3 porções 4 porções 3 porções 4 a 5 porções
Leite, queijos e iogurtes Leite materno* 3 porções 3 porções 3 porções
Carnes e ovos 2 porções 2 porções 2 porções 1 a 2 porções
Feijões 1 porção 1 porção 1 porção 1 porção
Óleos e gorduras 2 porções 2 porções 1 porção 1 a 2 porções
Açúcar e doces 0 1 porção 1 porção 1 a 2 porções

*Quando não for possível oferecer leite materno para os bebês entre 6 e 11 meses, deve-se oferecer uma fórmula infantil, conforme a orientação do pediatra.



source https://www.tuasaude.com/piramide-alimentar/

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

6 remédios caseiros para dor de ouvido (e quando ir ao médico)

Alguns remédios caseiros para dor de ouvido, como utilizar um palito de gengibre ou aplicar algumas gotas de azeite com alho, ajudam a aliviar a dor de ouvido ou a diminuir o desconforto, pois possuem substâncias com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias.

A dor de ouvido pode ser causada por entrada de água no ouvido, inflamações ou infecções no canal auditivo, como a otite interna ou externa, ou rompimento do tímpano, por exemplo, podendo ser acompanhada de outros sintomas, como diminuição da audição, pus no ouvido, febre ou tontura. Veja as principais causas de dor no ouvido.

Estes remédios caseiros são uma ótima opção para ajudar a aliviar a dor de ouvido, no entanto, se não houver melhora dos sintomas em cerca de 2 dias ou for acompanhada de outros sintomas, deve-se consultar o otorrinolaringologista para que seja identificada sua causa e iniciado o tratamento mais adequado.

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Principais remédios caseiros para dor de ouvido

Os principais remédios caseiros para dor de ouvido são:

1. Compressa de água morna

Uma dos melhores remédios caseiros para aliviar a dor de ouvido é aplicar uma compressa de água morna sobre o ouvido afetado, pois o calor ajuda a aumentar a circulação na ouvido, e, a descongestionar o ouvido, reduzindo a dor.

Ingredientes

  • Água;
  • Pano macio, gaze estéril, algodão ou bolsa térmica.

Modo de preparo

Colocar a água em um recipiente e levar ao fogo para aquecer. Desligar o fogo e esperar a água amornar. Deve-se certificar que a água não está muito quente para não causar queimaduras no ouvido. Em seguida, molhar o pano macio, a gaze estéril ou o algodão na água morna, espremer para tirar o excesso de água e aplicar a compressa sobre o ouvido afetado, durante 5 a 10 minutos.

No caso da bolsa térmica, deve-se adicionar a água morna dentro da bolsa térmica e cobrir com uma uma toalha limpa e seca para colocar sobre o ouvido afetado. Veja outras dicas para acabar com a dor de ouvido.

2. Palito de gengibre

O gengibre é uma raiz que possui compostos fenólicos, como o gingerol, chogaol e zingerona, com propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, que ajudam a combater a inflamação e aliviar vários tipos de dor, incluindo a dor no ouvido.

Ingredientes

  • 1 palito fino de gengibre com cerca de 2 cm de comprimento.

Modo de preparo

Cortar o palito fino de gengibre fazendo pequenos cortes na lateral e inserir no interior do ouvido por cerca de 10 minutos. Conheça outros benefícios do gengibre para a saúde.

3. Inalação de vapor de camomila

A inalação com camomila é um excelente remédio caseiro para dor de ouvido, pois tem um forte efeito relaxante e descongestionante, que facilita a retirada das secreções do nariz e do ouvido, reduzindo a pressão e aliviando a dor. Além disso, o vapor da inalação ajuda a aquecer e hidratar os canais que ligam o nariz ao ouvido, diminuindo a irritação que pode estar causando a dor, e pode ser feito em adultos ou crianças.

No entanto, a inalação em crianças deve ser sempre feita com supervisão de um adulto, mesmo que a criança já tenha feito outras inalações anteriores, uma vez que existe um grave risco de queimadura.

Ingredientes

  • 6 colheres (de chá) de flores secas de camomila;
  • 1,5 a 2 litros de água.

Modo de preparo

Ferver a água e adicionar as flores de camomila. Esperar 5 a 10 minutos e, em seguida, colocar o rosto sobre a tigela e cobrir a cabeça com uma toalha, para inalar o vapor.  É importante respirar o vapor o mais profundamente possível por até 10 minutos, repetindo 2 a 3 vezes ao dia. 

Outra opção para fazer esta inalação, é usar o óleo essencial de camomila, adicionando algumas gotas na bacia ou panela com água fervente.

4. Óleo de alho

O alho possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antibióticas, devido a alicina presente na sua composição, que pode ser usado para aliviar vários tipos de dor no corpo, incluindo no ouvido.

No entanto, o hábito de colocar azeite quente ou qualquer outra solução, que não seja indicada por um otorrinolaringologista, deve ser realizada com precaução, pois pode piorar a dor ou provocar queimaduras.

Ingredientes

  • 1 dente de alho;
  • 2 colheres de sopa de óleo de sésamo ou azeite de oliva.

Modo de preparo

Amassar o dente de alho e colocar em um recipiente de vidro limpo e seco. Adicionar o óleo de sésamo ou azeite de oliva e levar o recipiente ao microondas durante 2 a 3 minutos. Em seguida, coar e esperar amornar. Molhar um algodão ou gaze no óleo de alho, e colocar no ouvido. Outra opção é aplicar 2 a 3 gotas do óleo de alho no ouvido que está doendo.

É importante garantir que o óleo de alho está morno para evitar queimadura no ouvido, devendo-se testar a temperatura, colocando um pouco do óleo nas costas da mão. 

O óleo de alho não deve ser usado nos casos de otite externa ou perfuração do tímpano.

5. Infusão de malva

A infusão de malva é rica em compostos fenólicos e flavonóides, com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias, que ajudam a aliviar a dor de ouvido e a congestão nasal que pode causar pressão no ouvido e dor. 

Ingredientes

  • 3 colheres de flores secas de malva;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Ferver a água, desligar o fogo e adicionar as flores secas, deixando repousar por 10 minutos. Em seguida, coar, esperar amornar e beber até 3 vezes ao dia ou de acordo com a orientação do médico ou do fitoterapeuta. Para crianças com mais de 7 anos, pode-se dar até 75 mL do chá de malva por dia.

O chá de malva não deve ser usado durante a gravidez e a amamentação, ou por pessoas que tenham pressão alta.

6. Chá de equinácea

O chá de equinácea é rico em substâncias antioxidantes, anti-inflamatórias e imunoestimulantes, como flavonoides, ácidos chicórico e rosmarínico, que ajudam a diminuir a produção de substâncias que podem causar dor de ouvido, além de fortalecer o sistema imunológico.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de raiz ou folhas de equinácea;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as folhas da equinácea em uma xícara de água fervente e deixar repousar por 5 a 10 minutos. Já para a raiz da equinácea, deve-se colocar a raiz para ferver junto com a água por 10 a 15 minutos. Em seguida, coar, esperar amornar e beber 2 vezes por dia.

O chá de equinácea não deve ser usado por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham tuberculose ou doenças autoimunes, como artrite reumatóide, lupus ou psoriase.

Quando ir ao médico 

A dor de ouvido é um sintoma que muitas vezes pode ser aliviado com medidas simples, melhorando em cerca de 2 a 3 dias, no entanto, deve-se consultar o otorrinolaringologista nas seguintes situações:

  • Dor de ouvido muito intensa;
  • Dor que piora ou se mantém por mais de 2 dias;
  • Pus ou secreção no ouvido;
  • Diminuição da capacidade auditiva;
  • Dificuldade para abrir a boca;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Vertigem;
  • Zumbido no ouvido.

O médico irá observar o interior do ouvido com um pequeno aparelho, para determinar a causa da dor de ouvido, a gravidade dos sintomas, presença de infecção, e se o tímpano está afetado ou se sua membrana se rompeu.

Além disso, essa avaliação ajuda a identificar se há pus ou outras complicações envolvidas, para determinar o melhor tipo de tratamento de acordo com a causa da dor de ouvido, podendo ser indicado o uso de anti-inflamatórios, analgésicos ou antibióticos, por exemplo. Saiba mais sobre o tratamento da dor de ouvido.



source https://www.tuasaude.com/remedio-caseiro-para-dor-de-ouvido/

Carambola: 6 benefícios e como consumir (com receitas)

A carambola é uma fruta exótica que ajuda a prevenir problemas de saúde, como infarto, diabetes e aterosclerose, porque contém ótimas quantidades de antioxidantes, como flavonoides, vitamina C, ácido gálico e epicatequina.

Além disso, a carambola tem excelentes quantidades de água e fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, eliminam o excesso de líquido corporal, e prolongam a saciedade, promovendo o emagrecimento.

A carambola é encontrada em feiras e supermercados, podendo ser consumida ao natural ou em preparações como sucos, doces ou geleias. No entanto, a carambola não deve ser consumida por quem tem alguma doença renal crônica, pois essa fruta pode aumentar os níveis de caramboxina no sangue, uma substância que pode causar confusão mental ou convulsões e, em casos mais graves, o óbito.

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Benefícios da carambola para a saúde

Os principais benefícios da carambola para a saúde são:

1. Controlar o colesterol

A carambola tem altas quantidades de fibras, que contribuem para a redução da absorção de gordura dos alimentos, controlando os níveis de colesterol total e colesterol “ruim”, LDL, no sangue.

Além disso, a carambola é rica em antioxidantes, como a vitamina C, flavonoides e o ácido gálico, que combatem os radicais livres, prevenindo a oxidação e aumento dos níveis de colesterol total e LDL no sangue, prevenindo a aterosclerose, infarto ou derrame.

2. Favorecer o emagrecimento

As fibras, presentes em ótimas quantidades na carambola, ajudam a prolongar o tempo de digestão dos alimentos, controlando a fome e ajudando no emagrecimento.

A carambola também é rica em água, ajudando a eliminar o excesso de líquido corporal e desinchando, além de ter poucas calorias, sendo uma boa opção para incluir em dietas para perda de peso.

3. Controlar e prevenir a diabetes

Por ter boas quantidades de fibras, a carambola ajuda a diminuir a velocidade de absorção do carboidrato dos alimentos, controlando os níveis de glicose no sangue, prevenindo e controlando a diabetes. Veja outras frutas com ótimas quantidades de fibras.

Além disso, a carambola é rica em antioxidantes, como flavonoides e ácido gálico, que inibem os radicais livres, evitando danos nas células que produzem insulina, o hormônio responsável pelo equilíbrio de açúcar no organismo. Conheça mais alimentos ricos em antioxidantes.

4. Combater a prisão de ventre

Por ter ótimas quantidades de fibras, a carambola ajuda na formação do bolo fecal, facilitando a eliminação das fezes e combatendo a prisão de ventre.

As fibras da carambola também atuam como um prebiótico, fortalecendo as bactérias benéficas do intestino e melhorando o trânsito intestinal. Saiba como obter todos os benefícios dos prebióticos.

5. Ajudar a prevenir o câncer

A carambola é uma fruta rica em antioxidantes, como flavonoides, vitamina C, ácido gálico e epicatequina, que combatem os radicais livres e fortalecem o sistema imunológico, ajudando a prevenir o surgimento de alguns tipos de câncer.

6 Controlar a pressão alta

A carambola é rica em potássio, um mineral que ajuda a eliminar o excesso de sódio do organismo pela urina, favorecendo o controle e a prevenção da pressão alta. Conheça outros alimentos ricos em potássio que ajudam a controlar a pressão alta.

A carambola faz mal?

De um modo geral, o consumo em quantidades moderadas de carambola não faz mal para pessoas saudáveis.

No entanto, pessoas com alguma doença renal crônica devem evitar a carambola. Isso porque a carambola possui caramboxina, uma toxina que não é eliminada pelos rins de pessoas com doença renal crônica, podendo, nesse caso, provocar intoxicação e problemas como confusão mental, convulsões e, em casos mais graves, o óbito.

Informação nutricional da carambola

A tabela a seguir indica a composição nutricional de 70g (1 unidade pequena) de carambola:

Componentes

Quantidade por 70g (1 unidade pequena)

Energia

21,7 calorias

Proteínas

0,7 g

Gorduras

0,23 g

Carboidratos

4,7 g

Fibras

1,9 mg

Vitamina C

24,1 mg

Betacaroteno

17,5 mcg

Cálcio

2,1 mg

Magnésio

7 mg

Fósforo

8,4 mg

Potássio

93 mg

É importante lembrar que, para obter todos os benefícios da carambola, é importante manter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas regularmente.

Como consumir

A carambola é uma fruta com sabor levemente adocicado, podendo ser consumida ao natural ou em preparações como sucos, doces ou geleias. A fruta também pode ser usada em pratos salgados, como saladas ou molhos.

Embora não exista uma quantidade específica indicada para o consumo de carambola, a recomendação mínima diária de frutas é entre 2 a 3 porções, o que corresponde entre 160 g a 240 g por dia.

Para saber como consumir a carambola  na alimentação do dia a dia, consulte o nutricionista mais próximo da sua região:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Receitas saborosas com carambola

Algumas receitas saborosas e saudáveis com a carambola são:

1. Suco de carambola

Ingredientes: 

  • 5 carambolas maduras;
  • 400 ml de água filtrada;
  • gelo a gosto;
  • 2 colheres (de sopa) de mel.

Modo de preparo:

Lavar bem e cortar as carambolas em cubos. Levar as carambolas, a água, as pedras de gelo e o mel ao liquidificador. Bater por 3 a 5 minutos e servir.

2. Salada de folhas com carambola

Ingredientes:

  • 1 carambola;
  • ½ maço de alface lisa;
  • ½  maço de alface roxa;
  • ½  maço de agrião;
  • 1 colher (de sopa) de azeite;
  • Vinagre de vinho a gosto;
  • Pimenta do reino a gosto;
  • ½  colher (de café) de sal.

Modo de preparo:

Lavar bem a carambola, as alfaces e o agrião e secar bem. Cortar as carambolas em fatias finas, no formato de estrelas e reservar. Rasgar com as mãos as folhas de alface e o agrião. Em uma travessa, colocar as folhas de alface e de agrião e misturar bem. Adicionar as fatias de carambola, temperar com azeite, vinagre, sal e pimenta e servir.

3. Vinagrete de carambola

Ingredientes:

  • 2 carambolas;
  • ½ cebola roxa;
  • Suco de 1 limão;
  • 2  ½ colheres (de sopa) de vinagre de vinho tinto;
  • 1 colher (de sopa) de azeite;
  • 2 ramos de coentro;
  • Cubos de gelo a gosto;
  • ½ colher (de café) de sal.

Modo de preparo:

Lavar bem a carambola e as folhas de coentro e secar. Cortar a cebola em cubos, colocar em uma tigela com ½ colher de vinagre e os cubos de gelo, deixando descansar na solução por 10 minutos. Cortar a carambola em cubos pequenos. Picar as folhas de coentro e reservar. Escorrer a cebola e transferir para uma tigela. Adicionar a carambola, as folhas de coentro, o  suco de limão, o azeite, o restante do vinagre e o sal. Mexer delicadamente com uma colher e levar à geladeira por 30 minutos, servindo em seguida.



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Exame de sangue de gravidez: quando fazer e possíveis resultados

O exame de sangue de gravidez é um teste que detecta a quantidade de beta hCG no sangue, sendo indicado para confirmar a gravidez. Normalmente, é considerado positivo quando os níveis de beta hCG são maiores que 25 IU/L.

Leia também: HCG: o que é, quando fazer o exame e valores tuasaude.com/hcg

Este exame geralmente é feito no laboratório e pode identificar a gravidez ainda nas primeiras semanas após a relação íntima sem preservativo. No entanto, resultados falsos positivos podem ser causados por alguns tumores, como câncer de mama ou do endométrio, e alterações do sistema imune, por exemplo.

Em caso de um resultado positivo ou indeterminado no teste de gravidez de sangue, é recomendado consultar um obstetra e, se confirmada a gravidez, iniciar o acompanhamento do pré-natal.

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Quando fazer

O exame de sangue de gravidez é feito para identificar os níveis de beta hCG circulantes no sangue, sendo recomendado que seja realizado cerca de 10 a 14 dias após o atraso menstrual. Antes desse período, os níveis desse hormônio podem não ser suficientes para serem detectados no exame e confirmar a gravidez.

Leia também: Beta hCG quantitativo: o que é e como entender o resultado tuasaude.com/resultado-do-exame-de-beta-hcg

Possíveis resultados

O resultado do exame de gravidez de sangue pode ser:

  • Negativo: nível de beta hCG é menor que 5 IU/L;
  • Indeterminado: quantidade de beta hCG entre 5 a 25 IU/L;
  • Positivo: dosagem de beta hCG maior que 25 IU/L.

Os níveis de beta hCG no sangue aumentam durante a gravidez e normalmente chegam até em torno de 100.000 IU/L por volta da 10ª semana de gestação.

Calculadora da idade gestacional

Embora possa não ser um cálculo muito preciso, é possível calcular a idade gestacional levando em consideração os valores de beta hCG do teste de gravidez de sangue.

Para saber sua idade gestacional aproximada, coloque o valor do resultado do exame de beta hCG na calculadora:

{CALCULADORA_BETA_HCG}

Alterações em caso de gravidez ectópica

O teste de gravidez de sangue pode indicar uma gravidez ectópica quando os níveis de beta hCG param de aumentar antes das 8 semanas de gravidez ou aumentam mais lentamente do que o esperado. 

Além disso, quando a quantidade de beta hCG é maior que 3.500 IU/mL e o ultrassom não encontra o bebê no interior do útero, também pode ser indicativo de uma gravidez ectópica. Entenda melhor o que é gravidez ectópica e como identificar.

Resultado falso positivo ou falso negativo

O resultado do exame de gravidez de sangue pode ser falso positivo em caso de: 

  • Mola hidatiforme;
  • Coriocarcinoma;
  • Mieloma múltiplo;
  • Alguns tumores, como câncer de mama ou endométrio;
  • Alterações do sistema imune, como deficiência de IgA ou presença de fator reumatoide no sangue;
  • Doença renal crônica.

Além disso, o resultado do teste de sangue também pode ser falso negativo em alguns casos, especialmente quando é feito muito cedo ou quando os níveis de beta hCG estão anormalmente elevados.

O exame de sangue é melhor que o de farmácia?

O exame de gravidez de sangue é o mais indicado para confirmar a gravidez, por mostrar a quantidade exata de beta hCG no sangue. Este teste é feito em laboratório e pode identificar até mesmo pequenas concentrações de beta hCG, que poderiam não ser detectadas no exame de urina.

Além disso, o teste de gravidez de sangue pode ser feito após 8 a 10 dias da relação íntima sem preservativo, dando um resultado mais cedo que os testes de farmácia. Veja quando e como fazer o teste de gravidez de farmácia.



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sábado, 10 de janeiro de 2026

Como respirar corretamente: 4 técnicas e benefícios

Algumas técnicas para respirar corretamente incluem, a respiração diafragmática, a respiração quadrada, a respiração 4-7-8 e a respiração frenolabial, que podem ser feitas na posição sentada ou deitada.

A respiração correta promove muitos benefícios à saúde, como aliviar os sintomas de estresse e ansiedade, melhorar a saúde respiratória, a concentração e a qualidade do sono, além de aliviar problemas gastrointestinais.

Leia também: 7 exercícios de respiração para respirar melhor tuasaude.com/exercicios-para-respirar-melhor

Embora as técnicas para respirar corretamente sejam seguras para muitas pessoas, em algumas situações elas podem ser contraindicadas ou devem ser feitas sob supervisão médica. Por isso, pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares graves, com transtornos de ansiedade e pânico, e mulheres grávidas, devem sempre consultar um médico antes de iniciar as técnicas de respiração.

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4 principais técnicas para respirar corretamente

As principais técnicas para respirar corretamente são:

1. Respiração diafragmática

A respiração diafragmática, também conhecida como respiração abdominal, é a forma mais eficiente de se respirar no dia a dia.

Este tipo de respiração envolve o uso de todo o diafragma, que é um músculo grande localizado na base dos pulmões, logo abaixo da caixa torácica.

Como fazer: a respiração diafragmática pode ser feita na posição deitada, em uma superfície plana ou na cama, com os joelhos dobrados e a cabeça apoiada em um travesseiro.

Colocar uma mão na parte superior do peito e a outra na barriga, abaixo da caixa torácica, para sentir o movimento do diafragma. Inspirar lentamente pelo nariz, sentindo a barriga subir enquanto a mão no peito deve ficar o mais imóvel possível.

Em seguida, expirar lentamente pela boca, de preferência com os lábios franzidos, como se fosse soprar uma vela. Ao expirar, deve-se contrair levemente os músculos abdominais, sentindo a mão na barriga descer para a posição original.

Após dominar essa técnica, pode-se fazer a respiração diafragmática na posição sentada em uma cadeira confortável, mantendo os ombros, a cabeça e o pescoço relaxados.

É recomendado praticar essa respiração de 5 a 10 minutos, cerca de 3 a 4 vezes por dia.

Leia também: Respiração diafragmática: o que é, 10 benefícios (e como fazer) tuasaude.com/respiracao-diafragmatica

2. Respiração quadrada (box breathing)

A respiração quadrada, também conhecida como box breathing, é uma técnica de respiração profunda, sendo feita em quatro tempos iguais para promover o relaxamento e o foco mental.

Esta técnica pode ser feita para situações que exigem maior foco e, ao mesmo tempo, calma, como antes de uma apresentação em público ou exames importantes, por exemplo.

Ao segurar a respiração durante o ciclo, os níveis de dióxido de carbono no sangue aumentam temporariamente. Esse aumento ajuda a diminuir a frequência cardíaca e ativa o sistema nervoso parassimpático, combatendo a resposta de \"luta ou fuga\" causada pelo estresse.

Como fazer: escolher uma posição relaxante, que pode ser sentado com as costas retas, de pé ou deitado com os braços ao lado do corpo, com os ombros e a mandíbula relaxados.

Inspirar lentamente pelo nariz, sentindo a barriga expandir como um balão, e contando mentalmente até 4. Manter o ar nos pulmões por mais 4 segundos e soltar o ar lentamente pela boca, contando até 4.

Manter os pulmões vazios por mais 4 segundos e, em seguida, repetir todo o processo. Pode-se fazer essa respiração pelo tempo desejado ou até que a pessoa se sinta mais relaxada.

3. Respiração 4-7-8

A respiração 4-7-8 é um método rítmico profundo baseado em práticas milenares de pranayama, que é um controle da respiração praticado no yoga.

Essa técnica é muito indicada para diminuir a ansiedade, gerenciar o estresse e ajudar a dormir mais rapidamente.

A respiração 4-7-8 ativa o sistema nervoso parassimpático e estimula o nervo vago, enviando para o corpo um sinal para desacelerar a frequência cardíaca e relaxar. Essa respiração também permite que o oxigênio circule melhor e o dióxido de carbono se estabilize, acalmando o sistema nervoso.

Como fazer: sentar com as costas eretas ou deitar de forma confortável, e colocar a ponta da língua contra o céu da boca, logo atrás dos dentes superiores da frente, e mantê-la assim durante todo o exercício.

Soltar todo o ar pela boca de forma audível e, em seguida, inspirar de forma silenciosa pelo nariz contando mentalmente até 4. Segurar o ar, contando até 7.

Em seguida, expirar, soltando o ar com força pela boca, fazendo um som de sopro ou chiado, podendo-se franzir os lábios. Repetir todo o processo até completar 4 ciclos.

No início, é aconselhado praticar apenas 4 ciclos por vez. À medida que o corpo se acostuma, pode-se aumentar gradualmente para até 8 ciclos.

É normal sentir uma leve tontura ou vertigem nas primeiras vezes que praticar essa técnica, mas essa sensação tende a passar com o tempo e o treino.

4. Respiração frenolabial

A respiração frenolabial é uma técnica simples que ajuda a tornar cada respiração mais eficaz, sendo especialmente útil para controlar a falta de ar e reduzir o esforço necessário para respirar.

Este tipo de respiração é muito ensinado para pessoas com doenças pulmonares crônicas, como asma e DPOC, mas pode ser feita por qualquer pessoa em momentos de esforço físico ou ansiedade.

A respiração frenolabial consiste em inspirar pelo nariz e expirar pelos lábios quase fechados. Ao criar essa resistência na saída do ar, essa respiração mantém as vias aéreas abertas por mais tempo, permitindo que o ar rico em dióxido de carbono, que ficou preso nos pulmões, seja expelido, abrindo espaço para a entrada de ar fresco e oxigenado.

Como fazer: relaxar os músculos do pescoço e ombros. Inspirar lentamente pelo nariz, e com a boca fechada, contando até 2. Em seguida, deixar os lábios na posição como se fosse apagar uma vela. Soltar o ar de forma lenta e suave através dos lábios franzidos e contando até 4 ou mais.

Durante a respiração frenolabial não é necessário fazer uma respiração profunda, assim como não se deve forçar o ar para fora ou segurar a respiração durante a técnica.

É recomendado praticar essa técnica de 4 a 5 vezes por dia e sempre que fizer atividades que causem falta de ar, como subir escadas, caminhar, levantar objetos pesados, praticar exercícios físicos e em momentos de estresse ou pânico, por exemplo.

Principais benefícios

Os principais benefícios de respirar corretamente incluem:

  • Ajudar a diminuir os sintomas de estresse e ansiedade;
  • Ajudar a estabilizar a pressão arterial;
  • Melhorar a saúde respiratória;
  • Fortalecer os pulmões e controlar a falta de ar, em pessoas com asma e DPOC;
  • Ajudar a aliviar problemas gastrointestinais, como prisão de ventre e refluxo;
  • Melhorar a qualidade do sono.

Além disso, respirar corretamente também ajuda a gerenciar as dores e melhora a concentração. Confira outros exercícios para concentração.

Cuidados importantes

Embora as técnicas de respiração sejam consideradas seguras para a maioria das pessoas, em algumas situações elas podem ser contraindicadas ou devem ser praticadas sob supervisão médica.

Assim, pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares graves, ou com transtornos de ansiedade e pânico, devem sempre consultar um médico antes de praticar técnicas de respiração. Isso porque, essas técnicas podem piorar essas condições.

Para garantir que sejam seguras tanto para a mãe quanto para o bebê, mulheres grávidas também só devem fazer essas técnicas de respiração sob orientação e supervisão do médico. Isso porque as técnicas de respiração alteram a quantidade de sangue bombeado pelo coração, podendo alterar a frequência cardíaca e a pressão arterial da mulher, por exemplo.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Sapato do bebê e da criança: como escolher, tipos e tamanho

Nos primeiros meses, o bebê pode usar sapatos de lã ou tecido. No entanto, quando começa a caminhar, entre os 10 e 18 meses, é interessante investir em um sapato de qualidade que protejam seus pés e que dê segurança para os primeiros passos sem causar danos ou deformações.

Usar sapatos pouco apropriados pode ser mais econômico no primeiro momento, mas isso pode acabar prejudicando o desenvolvimento motor do bebê, assim como prejudicar o desenvolvimento de todas as curvaturas do pé, favorecendo o aparecimento de pé chato ou causar bolhas e calos

Por isso, a escolha do sapato de acordo com a idade e etapa do desenvolvimento do bebê é importante para o seu crescimento adequado e para a prevenção de problemas de coluna, postura e pés, sendo recomendado que o pediatra seja consultado em caso de dúvidas ou presença de sintomas que indiquem alteração na caminhada do bebê.

Imagem ilustrativa número 3

Tipos de sapatos para bebês e crianças

A criança e o bebê necessitam de um sapato especial ao longo do seu desenvolvimento, pois os seus pés não estão completamente formados e estão em constante crescimento.

O tipo de sapato deve estar adequado a cada uma das etapas do desenvolvimento:

Idade entre 0 a 6 meses

Nessa etapa de desenvolvimento, os sapatos não são necessários, já que o bebê não começou a caminhar, podendo o bebê usar meias sem costura. No entanto, tanto a meia quanto o sapato devem ter como objetivo proteger os pés do frio, pancadas e umidade.

Os sapatos para essa idade devem ser:

  • De material flexível;
  • Com fecho de velcro;
  • Interior macio e sem costuras;
  • Com sola de tecido, liso e macio.

O sapato para criança de 0 a 6 meses deve ter uma ponta redonda ou quadrada e não deve ser muito apertado. Além disso, a parte de trás deve ser flexível e macia e ter uma elevação.

Idade entre 6 a 18 meses

Os sapatos para esta idade continuam sendo opcionais, no entanto o seu uso é recomendado para proteger os pés do bebê dos diferentes tipos de solo. As características dos sapatos seguem sendo as mesmas que na idade mencionada anteriormente, levando em consideração que a parte traseira pode ser alta e sempre tendo atenção à maciez e flexibilidade dessa parte.

Idade entre 1 ano e meio a 3 anos

Nesta idade, o bebê já caminha com os dois pés e, por isso, é necessário mudar os sapatos, que devem:

  • Ter ponta redonda ou quadrada com um reforço para proteger os dedos;
  • Serem macio e flexível;
  • Ter solado plano e, caso tenha alguma altura, esta deve ter entre 3 a 5 mm;
  • Não ter costuras internas.

A parte do sapato onde ele é preso, deve ser no peito do pé. Além disso, o material deve permitir a transpiração do pé para evitar a umidade.

Idade entre 4 e 7 anos

As crianças entre 4 a 7 anos tendem a brincar mais, correndo e saltando com maior frequência, por exemplo. Por isso, o sapato deve ter uma sola flexível de 5 a 10 mm de espessura e que proporcione o amortecimento, além de que a altura deve ter entre 5 e 10 mm. O tipo de fechamento recomendado é do tipo velcro, para que seja mais fácil da criança tirar e colocar.

É importante que caso seja notado algum sinal de dor, mudança na forma de caminhar ou alterações no pé, o pediatra seja informado, pois assim é possível que seja indicado um calçado mais adequado à idade.

Como saber o tamanho do sapato

Para saber o número que a criança calça, é necessário medir o tamanho da sola do pé utilizando uma régua ou um medidor especial que normalmente está presente em lojas de calçados, em que é possível retirar o gabarito presente nos sapatos e comparar com o pé da criança.

A ideia é que a palmilha seja pelo menos 1 dedo maior que o pé, para que fique confortável. Essa margem de tamanho é fundamental para garantir que o pé fique confortável e para permitir o movimento natural dos dedos durante a caminhada, evitando qualquer tipo de pressão ou deformidade a longo prazo.

Tabela com o tamanho do sapato para crianças de 0 meses a 5 anos

A tabela a seguir mostra o possível tamanho do pê do bebê e da criança, levando em consideração o pé em centímetros e a idade da criança:

Tamanho do pé (em centímetros) Número do sapato (BR) Número do sapato (U.S) Número do sapato (U.E) Idade da criança
7,9 - 8,3 cm 13 0 - 0,5 15 - 16 0 a 1 mês e meio
8,9 - 9,2 cm 13 - 14 1 - 1,5 16 - 17 1 mês e meio a 3 meses
9,5 - 10,2 cm 14 - 16 2 - 2,5 17 -18 3 a 6 meses
10,5 - 10,8 cm 15 - 18 3 - 3,5 18 - 19 6 a 9 meses
11,4- 11,7 cm 17 - 19 4 - 4,5 19 - 20 9 a 12 meses
12,1 - 12,7 - 13 cm 18 - 22 5 - 5,5 20 - 21 -22 12 a 18 meses
13,3 - 14 cm 20 - 22 6,5 - 7 22 - 23 18 a 24 meses
14,3 - 14,6 cm 21 - 25 7,5 - 8 24 - 24 24 a 30 meses
15,2 - 15,6 -15,9 cm 22 - 27 8,5 - 9 - 9,5 25 - 25 -26 30 meses até 4 anos
16,5 - 16,8 - 17,1 cm 26 - 27 10 - 10,5 - 11 27 - 27 -28 4 anos
17,8 - 18,1 - 18,4 cm 27 11,5 - 12 - 12,5 29 - 30 - 30 5 anos

Tabela com o tamanho do sapato para crianças entre 6 e 10 anos

A partir dos 6 anos, o tamanho do pé varia de acordo com a velocidade de crescimento da criança. A tabela abaixo indica o número de sapato de acordo com o tamanho do pé em centímetros:

Tamanho do pé (em centímetros) Número do sapato (BR) Número do sapato (U.S) Número do sapato (U.E)
19,1 28 13 31
19,4 28 13,5 31
19,7 29 1 32
20,3 30 1,5 33
20,6 30 2 33
21 31 2,5 34
21,6 31 3 34
21,9 32 3,5 35
22,2 32 4 36
22,9 33 - 34 4,5 36
23,2 34 - 35 5

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O tamanho do sapatos podem variar de acordo com o fabricante e, por isso, algumas lojas utilizam um medidor para verificar o tamanho mais adequado do calçado para a criança.

Os sapatos são realmente necessários quando o bebê começa a caminhar, sendo recomendado trocar a cada 2 a 3 meses, devendo ser substituído por um calçado de número maior, porém não tão grande, já que há risco de que o bebê caia.

Quando trocar o sapato da criança

O pé da criança e do bebê estão em constante crescimento e, por isso, é importante que o tamanho do calçado seja adequado ao seu crescimento, devendo mudar regularmente para evitar complicações que possam alterar a forma de caminhar, a postura e a coluna.

Por isso, a troca de calçado deve acontecer de acordo com a idade da criança:

  • De 0 a 18 meses: troca a cada 2 meses;
  • De 18 meses a 3 anos: troca a cada 3 ou 4 meses;
  • De 3 a 6 anos: troca a cada 4 ou 6 meses;
  • De 6 a 9 anos: troca a cada 6 meses ou de acordo com o ritmo de crescimento da criança.

É importante observar com frequência o calçado e os pés da criança para avaliar o desgaste dos sapatos e se existem sinais nos pés que indiquem que o calçado está causando dor ou irritação, por exemplo, sendo necessário trocar o sapato.

Cuidados ao escolher o sapato da criança

Para comprar o sapato da criança, os pais devem observar se o calçado é cômodo, verificando se ao colocar o sapato fechado e como meia, fica sobrando 1 a 2 cm na frente do dedão do pé. Outro cuidado é verificar a qualidade do tecido, já que as crianças correm, saltam e arrastam os pés no solo e, por isso, o tecido deve ser resistente e de alta duração.

Uma das características mais importantes do sapato da criança é que a palmilha tenha uma curva para cima para auxiliar na formação do arco do pé da criança.

Todos os bebês possuem o pé chato desde o nascimento e por volta dos 3 ou 4 anos, o arco do pé vai se formando e, por isso, escolher um sapato ou sandália semi-ortopédica é uma excelente estratégia para evitar que a criança tenha pé plano e necessite de tratamento.

Os sapatos e tênis de velcro ajudam as crianças a se calçarem sozinhos e não desamarrarem acidentalmente, evitando quedas. Se a palmilha do calçado tiver amortecimento, melhor, pois assim é possível garantir todo o conforto para a criança. Ter esses cuidados evita a formação de bolhas e garante o bom desenvolvimento do pé do bebê.



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Flexibilidade: o que é, benefícios (e como alcançar)

A flexibilidade é a capacidade dos músculos e tecidos de se alongarem, permitindo que o corpo realize movimentos com maior amplitude. Com o passar do tempo, principalmente com o envelhecimento, essa capacidade tende a diminuir.

Manter uma boa flexibilidade ajuda a melhorar a postura, reduzir tensões musculares e facilitar tarefas do dia a dia, como pegar algo no chão ou alcançar um objeto, trazendo mais conforto e bem-estar.

Exercícios e atividades que contribuem para a flexibilidade incluem principalmente yoga, pilates, e movimentos de alongamentos, que podem ser feitos antes ou depois dos treinos para manter o corpo mais ágil e funcional.

Imagem ilustrativa número 1

Benefícios da flexibilidade

Alguns benefícios da flexibilidade para a saúde são:

1. Melhorar a amplitude de movimento

A flexibilidade permite que os músculos se movimentem com maior amplitude, ou seja, que o corpo consiga dobrar, esticar e girar sem dificuldade ou dor. Isso facilita movimentos do dia a dia, como agachar, alcançar objetos altos ou caminhar.

Também melhora o desempenho em atividades físicas, pois músculos e articulações conseguem trabalhar de forma mais eficiente e coordenada.

2. Reduzir a rigidez muscular

Alongar os músculos regularmente ajuda a diminuir a sensação de rigidez e desconforto, principalmente após longos períodos parado ou sentado, como no trabalho ou em viagens.

3. Contribuir para a postura

Aumentar a flexibilidade também pode melhorar a postura, já que ajuda a alongar os músculos das costas, ombros e quadris e contribui para o alinhamento da coluna.

Com isso, reduz sobrecargas na coluna, facilita a manutenção de uma posição equilibrada e previne dores posturais no dia a dia.

4. Prevenir dores e lesões

Quando os músculos estão mais flexíveis, os movimentos do corpo tendem a ocorrer de forma mais suave e natural. Isso ajuda a reduzir o esforço durante as atividades diárias e exercícios físicos, contribuindo para a prevenção de dores e lesões.

5. Preservar a independência no envelhecimento

Manter a flexibilidade ao envelhecer é fundamental para melhorar o equilíbrio, permitindo que os idosos realizem tarefas cotidianas com mais independência e segurança.

Em pessoas idosas, a redução da flexibilidade está associada à dificuldade para se movimentar e a um maior risco de quedas.

Alongamento e flexibilidade

A flexibilidade refere-se à capacidade do corpo de movimentar músculos e tecidos com amplitude adequada. Já o alongamento é uma prática que contribui para o desenvolvimento da flexibilidade. 

Dessa forma, o alongamento funciona como um recurso para manter ou aumentar a flexibilidade do corpo. Veja os benefícios dos alongamentos.

Mobilidade e flexibilidade

A flexibilidade está relacionada principalmente à capacidade dos músculos e tecidos de se alongarem. 

Já a mobilidade envolve não apenas os músculos, mas também as articulações, tendões e ligamentos, pois depende da combinação de amplitude, controle e estabilidade para que os movimentos ocorram.

Leia também: 10 melhores exercícios de mobilidade (e como fazer) tuasaude.com/exercicios-de-mobilidade

Testes de flexibilidade

Alguns testes podem ajudar a avaliar a flexibilidade do corpo, como:

  • Teste de sentar e alcançar: feito sentado no chão com as pernas esticadas, a pessoa tenta alcançar os pés ou ultrapassar os dedos com as mãos, avaliando a flexibilidade da lombar e da parte posterior das pernas;
  • Teste de flexibilidade de ombros: consiste em levar uma mão atrás das costas pelo ombro e a outra mão por baixo, tentando que os dedos se encontrem, verificando a mobilidade dos ombros;
  • Teste de extensão de tronco: realizado deitado de barriga para baixo, a pessoa levanta o tronco mantendo o quadril no chão, medindo a flexibilidade da coluna;
  • Teste de elevação da perna estendida: feito deitado de costas, uma perna é levantada mantendo-a esticada, avaliando a flexibilidade dos músculos posteriores da coxa.

Esses testes fazem parte de uma avaliação chamada FlexTest, que mede a flexibilidade do corpo de forma prática, ajudando a identificar limitações e acompanhar melhorias com a prática regular de exercícios.

O FlexTest pode incluir outros movimentos para avaliar diferentes grupos musculares, sendo indicado que a avaliação seja realizada pelo profissional de educação física ou fisioterapia, que poderá interpretar os resultados corretamente.

Perda de flexibilidade

A flexibilidade tende a diminuir com o tempo devido a fatores como o excesso de horas sentado, a falta de alongamento ou atividades físicas regulares e o envelhecimento natural.

Além disso, lesões, rigidez muscular e desequilíbrios posturais também contribuem para essa perda, tornando os movimentos do dia a dia mais difíceis e aumentando o risco de dores e desconfortos.

No entanto, a perda de flexibilidade não precisa ser definitiva. Com exercícios simples, é possível recuperar movimentos, melhorar a saúde e favorecer uma vida mais ativa e longa, especialmente na terceira idade.

Como alcançar a flexibilidade

Para melhorar a flexibilidade, é recomendado manter uma rotina regular de exercícios e atividades que podem incluir:

1. Alongamentos

Os tipos mais comuns de alongamentos são: 

  • Alongamento estático, consiste em manter uma posição alongada por cerca de 30 segundos, realizando de 3 a 4 repetições por músculo. Deve-se evitar movimentos bruscos ou alongar até sentir dor intensa;
  • Alongamento dinâmico, é a realização de movimentos controlados e repetitivos, que ajudam a ativar os músculos. 

Alguns movimentos de alongamento dinâmico incluem balanços de pernas, rotações de braços e agachamentos com amplitude completa, realizados antes de atividades físicas ou esportes.

Já o alongamento estático é indicado realizar em momentos de relaxamento, após o aquecimento leve ou após atividades aeróbicas. Veja alguns exercícios de alongamentos.

Entretanto, o alongamento estático não é recomendado imediatamente antes ou logo após exercícios de força, como a musculação, pois pode reduzir temporariamente a potência muscular. 

Além disso, deve-se ter cuidado ao alongar músculos lesionados ou sobrecarregados, para evitar agravar a lesão ou causar desconforto adicional.

O ideal é alongar-se pelo menos 2 a 3 vezes por semana, respeitando os limites do corpo.

2. Cuidados diários

Alguns cuidados diários para pessoas que passam longos períodos sentadas, seja no trabalho ou nos estudos, incluem pausas ativas ao longo do dia, levantando-se, alongando braços, ombros, coluna e pernas por alguns minutos.

Alongamentos simples, como flexão lateral do tronco, extensão da coluna, rotação de ombros e elevação de pernas esticadas, ajudam a aliviar a tensão acumulada.

Além disso, pequenos cuidados como ajustar a altura da cadeira, apoiar corretamente os pés no chão e alternar posições, contribuem para manter a flexibilidade e o bem-estar ao longo do dia. Veja como manter uma boa postura sentado.

3. Yoga e Pilates

Atividades como yoga e pilates são excelentes para melhorar a flexibilidade, pois combinam alongamentos com fortalecimento muscular, controle corporal e respiração. 

Durante as aulas, os movimentos trabalham diferentes grupos musculares de forma contínua, ajudando a aumentar a amplitude de movimento, melhorar a postura e reduzir tensões. Conheça alguns exercícios da yoga.

Além disso, essas práticas promovem consciência corporal, equilíbrio e relaxamento, tornando o corpo mais ágil e os movimentos mais fluidos no dia a dia.

4. Treino de força com amplitude

O treino de força com amplitude completa envolve realizar exercícios como agachamentos, supino ou elevações de braços, executando o movimento com a amplitude adequada.

Essa prática não só fortalece os músculos e articulações, mas também ajuda a manter ou aumentar a flexibilidade, pois os músculos trabalham ao longo de toda a sua amplitude.

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Toda convulsão é sinal de epilepsia?

Uma convulsão pode ser um sintoma de epilepsia, mas também pode acontecer por outros motivos, como febre alta, infecções, redução acentuada ...