quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Calendário de vacinação do bebê 2026: do nascimento aos 4 anos

O calendário de vacinação do bebê 2026 inclui as vacinas que a criança deve tomar desde o nascimento até aos 4 anos, pois o sistema imunológico do bebê não está completamente desenvolvido ao nascer.

As vacinas ajudam a estimular a proteção do organismo, diminuindo o risco infecções graves e complicações, e ajudando no crescimento saudável e desenvolvimento adequado.

Leia também: Vacinas: para que servem, tipos e calendário de vacinação tuasaude.com/tudo-sobre-vacinas

As vacinas do calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde, sendo fornecidas gratuitamente na maternidade ou em um posto de saúde e são registradas na caderneta de vacinação do bebê. Veja os motivos para vacinar e ter a caderneta atualizada.

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Vacinas que o bebê deve tomar

Conforme o calendário de vacinação de 2026 do Ministério da Saúde, as vacinas que o bebê deve tomar do nascimento até os 4 anos são:

Nascimento

Ao nascimento são recomendadas apenas 2 vacinas. A vacina BCG é administrada em dose única e evita as formas graves de tuberculose, sendo aplicada na maternidade em bebês com peso igual ou maior a 2 Kg.

É recomendada também a 1ª dose da vacina da Hepatite B, que protege contra uma doença causada pelo vírus HBV, que pode causar inflamação no fígado. A administração dessa vacina é recomendada nas primeiras 12 horas após o nascimento.

A vacina com o Nirsevimabe também é indicada pela Sociedade Brasileira de Imunizações a partir do nascimento do bebê até 8 meses, em especial se a mãe não tiver sido vacinada durante a gravidez. Essa vacina protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode causar bronquiolite, pneumonia ou insuficiência respiratória, por exemplo.

2 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 1ª dose, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose da vacina que protege contra a poliomielite, ou paralisia infantil. Veja mais sobre a vacina contra a poliomielite;
  • Vacina rotavírus humano: 1ª dose, que deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias. Essa vacina protege contra a gastrenterite viral;

Além disso, também é recomendada a 1ª dose da vacina pneumocócica 10-valente, uma vacina da pneumonia que protege contra 10 sorotipos de pneumococos responsáveis por doenças como meningite, pneumonia e otite.

Leia também: Vacina da pneumonia: tipos, quando é indicada e contraindicações tuasaude.com/vacina-pneumonia

3 meses

Aos 3 meses, o Ministério da Saúde recomenda apenas a 1ª dose da vacina meningocócica C, que evita doenças como meningite, encefalite, meningoencefalite, causadas pela bactéria Neisseria meningitidis do tipo C.

4 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 2ª dose, contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 2ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra o rotavírus: 2ª dose da vacina monovalente ou pentavalente que protege contra o rotavírus. A 2ª dose deve ser administrada entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias do bebê.

A 2ª dose da vacina pneumocócica 10-valente também é recomendada aos 4 meses. Essa vacina ajuda a prevenir doenças como meningite, pneumonia e otite.

5 meses

Nesta idade, é recomendada apenas a 2ª dose da vacina meningocócica C, que protege contra doenças como meningite, encefalite e meningoencefalite.

Leia também: Vacinas que protegem da meningite tuasaude.com/vacina-da-meningite

6 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 3ª dose, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 3ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina COVID-19: 1ª dose da vacina que ajuda a prevenir as formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2;
  • Vacina influenza trivalente: que protege contra a gripe. Inicialmente é recomendado 2 doses com intervalo de 30 dias entre elas. Saiba mais sobre a vacina da gripe.

A vacina da influenza é recomendada pelo Ministério da Saúde para todas as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, todos os anos.

7 meses

A vacina recomendada para bebês com 7 meses é a 2ª dose contra a COVID-19, que ajuda a evitar formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2.

Leia também: Vacina COVID-19 em crianças: quando tomar, doses e efeitos colaterais tuasaude.com/vacina-infantil-covid

8 meses

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e conforme a avaliação do pediatra, a vacina Nirsevimabe poderá ser indicada para o bebê com dos 8 aos 23 meses, que possui risco para infecção grave por VSR.

Esta vacina está disponível apenas nas clínicas particulares de vacinação.

Leia também: Vírus sincicial respiratório: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/virus-sincicial-respiratorio

9 meses

Ao bebê aos nove meses é recomendada a 3ª dose da vacina contra a COVID-19.

Nessa fase, também é recomendada a 1ª dose da vacina contra a febre amarela. Saiba quando tomar a vacina da febre amarela.

Em casos excepcionais, o Ministério da Saúde também recomenda 1 dose da vacina contra a febre amarela para bebês entre 6 e 8 meses, quando existe alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação. Assim, essa vacina pode ser recomendada para quem vive ou vai viajar para áreas com transmissão ativa, sempre após avaliação do serviço de saúde.

12 meses

As vacinas recomendadas para o bebê com 12 meses incluem 1 dose de reforço da vacina pneumocócica 10-valente e 1 dose da vacina meningocócica ACWY, que evita doenças meningocócicas causadas por meningococos do tipo A, C, W e Y.

Além disso, também é recomendada 1 dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a síndrome da rubéola congênita (futuramente, durante a gravidez).

15 meses

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 1ª dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche, que pode ser feita dos 15 aos 18 meses;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose de reforço contra poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina tetra viral (SCR-V): 1 dose, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola, catapora e síndrome da rubéola congênita (futuramente, na gravidez);
  • Vacina Hepatite A (inativada): dose única contra o vírus da hepatite A.

A dose de reforço da vacina contra poliomielite deve ser feita com a vacina VIP (Vacina Injetável da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil inativado.

Isso porque a vacina VOP (Vacina Oral da Poliomielite) que contém o vírus da paralisia infantil vivo atenuado não é mais utilizada, sendo recomendado pelo Ministério da Saúde que todas as doses sejam feitas com a vacina VIP.

4 anos

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 2º dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche;
  • Vacina contra febre amarela (vírus atenuado): 1 dose de reforço;
  • Vacina contra catapora: 1 dose, ajudando a evitar a varicela ou catapora.
  • Vacina da dengue (Qdenga): sendo recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações a 1ª dose para crianças que nunca tiveram ou que já tiveram dengue anteriormente e a dose de reforço 3 meses depois da 1ª dose.

Em caso de esquecimento é importante vacinar a criança assim que for possível ir no posto de saúde e tomar todas as doses de cada vacina para o bebê ficar totalmente protegido.

O Ministério da Saúde recomenda manter 1 dose de reforço com a vacina dT a cada 10 anos após a última dose DTP, antecipando para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano ou difteria.

Vacinas da COVID-19 em bebês

Para bebês e crianças até 4 anos, existem 2 possíveis vacinas contra a COVID-19:

  • Vacina SpikeVax (monovalente XBB): aplicada em 2 doses, aos 6 e 7 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre elas;
  • Vacina Comirnaty (Pfizer): aplicada em 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre a 1ª e a 2ª dose e 8 semanas entre a 2ª e a 3ª dose.

Essas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS, podendo ser aplicadas nos postos de saúde. Saiba mais sobre a vacina contra COVID-19 em crianças.

Para crianças imunocomprometidas, o Ministério da Saúde recomenda a administração de 3 doses da vacina contra a COVID-19, com reforço a cada 6 meses até os 4 anos.

Quando ir ao médico após a vacinação

Após a vacinação, é recomendado ir ao médico se o bebê apresentar:

  • Alterações na pele como bolinhas vermelhas ou irritação;
  • Febre superior a 39ºC;
  • Convulsões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Excesso de tosse ou barulho ao respirar.

Estes sinais geralmente surgem até 2 horas depois da vacinação podem indicar reação à vacina. Por isso, ao surgirem estes sintomas, deve-se ir imediatamente ao médico para evitar o agravamento da situação.

Também é indicado ir ao pediatra caso as reações normais à vacina, como vermelhidão ou dor no local, não desapareçam ao final de uma semana. Veja como aliviar as reações das vacinas



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Psoríase: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Depressão na adolescência: sintomas, o que causa e como tratar

A depressão na adolescência é uma doença que deve ser levada a sério, pois se não for adequadamente tratada pode causar consequências como abuso de drogas e suicídio, que são problemas sérios na vida do adolescente.

Alguns sintomas da depressão na adolescência são irritabilidade, falhas de memória, choro frequente e falta de interesse em atividades que antes gostava, além de alterações no sono e no apetite. 

A causa da depressão na adolescência geralmente envolve uma combinação de fatores, como alterações hormonais, baixa autoestima, traumas, conflitos familiares e pressão nas redes sociais, e deve ser tratada com psicoterapia, mudanças nos hábitos e medicação, caso seja necessário.

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Sintomas da depressão na adolescência

Os sintomas de depressão que o adolescente pode apresentar podem incluir:

  • Irritabilidade, ou com explosões de raiva, mesmo por coisas pequenas;
  • Choro frequente;
  • Falta de interesse em atividades que antes gostava;
  • Baixa autoestima;
  • Problemas de concentração, memória e tomada de decisões;
  • Isolamento social;
  • Falta de cuidado pessoal.

Também pode ocorrer alterações no sono e no apetite, como dormir demais ou dormir pouco, comer em excesso ou ter falta de apetite, o que pode levar a mudanças no peso. 

Além disso, podem surgir dores de cabeça, dores no estômago ou outras dores físicas que não apresentam uma causa aparente.

Em alguns casos, podem surgir sinais de alerta importantes, como a automutilação, que envolve machucar o próprio corpo, por exemplo, com cortes ou queimaduras, e sentimentos intensos que podem levar a pensamentos ou comportamentos suicidas.

Leia também: Vontade de morrer: 5 possíveis causas, o que fazer (e como receber ajuda) tuasaude.com/vontade-de-morrer

Diferença entre depressão e alteração de humor

A alteração de humor na adolescência é comum, geralmente leve, passageira e ligada a situações como mudanças físicas, hormonais e emocionais. Veja as principais mudanças na puberdade.

Já a depressão dura mais, causa sofrimento e atrapalha o dia a dia do adolescente em casa, na escola e com os amigos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de depressão em adolescentes começa geralmente pelo pediatra, que avalia os sintomas e pode realizar testes e escalas para diferenciar mudanças normais de um transtorno depressivo.

No caso de sintomas de depressão, marque uma consulta com o pediatra mais próximo da sua região:

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Quando necessário, o adolescente é encaminhado para o psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação mais detalhada e especializada.

O médico também pode solicitar exames de sangue para checar hormônios, tireoide e deficiências nutricionais, além de avaliar padrões de sono e investigar o uso de drogas ou álcool, para garantir que os sintomas não tenham outra causa física.

Para confirmar o diagnóstico, os sintomas precisam afetar várias áreas da vida do adolescente e durar por um período significativo.

Leia também: Depressão ou tristeza: como diferenciar (com teste online) tuasaude.com/como-saber-se-e-tristeza-ou-depressao

O que causa

A depressão na adolescência não tem uma causa única, geralmente surge da combinação de fatores como:

  • Desequilíbrios em substâncias do cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina;
  • Fatores genéticos, como ter familiares com histórico de depressão;
  • Mudanças hormonais da puberdade;
  • Traumas na infância, como violência ou abuso físico, emocional ou sexual;
  • Situações de estresse, como problemas na escola, brigas familiares ou perdas importantes;
  • Dificuldades emocionais, como baixa autoestima, perfeccionismo ou insegurança;
  • Pressão social e influência da mídia, incluindo a expectativa de se encaixar, o impacto das redes sociais e insatisfação com a própria aparência.

Além disso, a depressão na adolescência pode aparecer junto com outros problemas, como ansiedade, TDAH, transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia, ou uso abusivo de álcool e drogas.

Como tratar

O tratamento da depressão na adolescência pode incluir:

1. Medicação

A medicação é indicada principalmente para casos moderados a graves de depressão, sendo que os antidepressivos mais usados em adolescentes são a fluoxetina e sertralina, que atuam ajudando a regular o humor, o sono e o apetite.

É indicado que o uso da medicação seja diário e combinado com psicoterapia para ser mais eficaz.

2. Psicoterapia

A psicoterapia é o principal tratamento para a depressão em adolescentes, sendo os métodos mais usados:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Ajuda a identificar pensamentos negativos e substituí-los por formas de pensar e agir mais saudáveis;
  • Terapia Interpessoal: Foca nos relacionamentos do adolescente, ajudando a lidar com luto, conflitos, mudanças de vida e dificuldades sociais;
  • Ativação Comportamental: Incentiva o adolescente a retomar atividades e se envolver socialmente para se sentir melhor;
  • Tratamento com foco na família: Envolve os pais para melhorar a comunicação e o apoio emocional, o que ajuda na recuperação.

A psicoterapia também pode incluir a terapia de aceitação e compromisso, que trabalha atenção plena e flexibilidade emocional. Entenda melhor como é feita a psicoterapia.

3. Mudanças nos hábitos

Mudanças no dia a dia também ajudam o adolescente a se recuperar, como manter amizades e buscar apoio em momentos difíceis é muito importante para o bem-estar emocional. 

Além de ter hábitos saudáveis, como uma rotina de sono adequada de 8 a 10 horas, o uso moderado de aparelhos eletrônicos e a prática de esportes, que contribuem para a saúde mental. 

Um ambiente escolar seguro e programas que desenvolvem habilidades sociais podem fortalecer o adolescente e melhorar sua qualidade de vida. Confira o que fazer para sair da depressão.

Como a família e amigos podem ajudar?

É importante que familiares e amigos fiquem atentos aos sintomas da depressão, pois eles podem perceber mudanças no comportamento ou humor do adolescente.

 O apoio é fundamental, mesmo que de forma discreta, oferecendo escuta, compreensão e incentivo para que o adolescente se sinta seguro para falar sobre seus sentimentos. 

Estar presente no dia a dia, acompanhar rotinas e apoiar hábitos saudáveis também ajuda, assim como incentivar a busca por tratamento quando necessário. 

Além disso, é importante que a família demonstre que o adolescente está integrado na família e que é importante para a tomada de decisões, por exemplo.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bacilos de Doderlein: o que são e quando é necessário tratamento

Os bacilos de Doderlein, também chamados de lactobacilos, são bactérias que fazem parte da microbiota normal da vagina e são responsáveis por proteger a região íntima da mulher e evitar a proliferação de microrganismos que podem causar doenças quando estão em excesso, como é o caso da Candida sp. e da Gardnerella sp.

A doença acontece quando a quantidade de lactobacilos diminui, o que pode acontecer devido a alterações no sistema imune, uso de antibióticos ou relações sexuais desprotegidas, favorecendo o desenvolvimento de fungos e bactérias e levando ao surgimento de sinais e sintomas de infecção.

Os lactobacilos protegem a região íntima da mulher ao consumir o glicogênio produzido pelas células da vagina sob influência do hormônio estrogênio. Em seguida, convertem o glicogênio em ácido lático, o que deixa a vagina com o pH em torno de 3,8 - 4,5, impedindo o aparecimento e proliferação de bactérias e fungos que prejudicam a saúde.

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Bacilos de Doderlein em excesso faz mal?

O bacilo de Doderlein em excesso não representa risco para a saúde da mulher e pode até mesmo ser considerado benéfico, uma vez que são bactérias protetoras da região íntima feminina.

Como saber se os bacilos de Doderlein estão aumentados

O aumento da quantidade de bacilos de Doderlein pode provocar:

  • Corrimento esbranquiçado;
  • Corrimento sem cheiro;
  • Coceira, vermelhidão e ardor ao urinar, em alguns casos.

Caso ocorram esses sintomas, é importante ir ao ginecologista para que seja feito o diagnóstico correto, pois pode se tratar de uma infecção bacteriana ou fúngica.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

O que pode diminuir a quantidade de bacilos

Algumas situações podem diminuir a quantidade de bacilos de Doderlein e tornar a mulher mais susceptível à ocorrência de infecções, como:

  • Uso de antibióticos;
  • Má higienização da região íntima;
  • Imunidade baixa;
  • Uso de roupas apertadas;
  • Relações sexuais desprotegidas.

A quantidade de lactobacilos também diminui durante o período menstrual, no período pós-parto e de amamentação, isso porque há uma diminuição na concentração de estrogênio, o que diminui a produção de glicogênio e, consequentemente, a conversão em ácido lático pela bactéria, aumentando o pH da vagina e permitindo que haja proliferação de outras bactérias, incluindo a Gardnerella vaginalis, que é responsável pela vaginose bacteriana. Veja como identificar a vaginose bacteriana.

Quando é necessário tratamento

O tratamento geralmente é utilizado nos casos em que a mulher tem uma diminuição na quantidade de bacilo de Doderlein. Nessas situações, geralmente o médico indica fazer uso de probióticos que auxiliem na reconstrução da flora vaginal, como o probiótico Lactobacillus acidophilus.

A reconstituição da flora também pode ser feita com um banho de assento na qual a água contém uma cápsula aberta de probióticos. Veja como tomar lactobacilos em cápsulas.

Além disso, é importante ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regulares, evitar usar roupas muito apertadas, realizar sempre boa higienização da região íntima e utilizar calcinhas de algodão para preservar a flora bacteriana e evitar que fungos e outras bactérias se proliferem.



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Chá de canela para descer a menstruação: funciona?

Chás abortivos: 17 plantas que a grávida deve evitar

O uso de chás durante a gravidez deve ser feito com muito cuidado, pois algumas plantas podem afetar a gravidez e prejudicar o desenvolvimento do bebê. Esses chás podem causar malformações graves no bebê e também resultar em aborto.

Por isso, ao pensar em tomar um chá durante a gravidez, deve-se consultar o obstetra que está acompanhando a gravidez, para saber o tipo, a dosagem e a forma correta de uso.

Por existirem poucos estudos feitos com o uso de plantas durante a gravidez em humanos, não é possível afirmar com certeza quais plantas são totalmente seguras ou abortivas. Assim, os chás só devem ser tomados durante a gravidez com a orientação e supervisão do médico.

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17 chás populares proibidos na gravidez

17 plantas medicinais, relativamente populares, mas que são completamente proibidas na gravidez, são:

  1. Hortelã;
  2. Funcho;
  3. Salsinha;
  4. Macela;
  5. Canela;
  6. Sene;
  7. Boldo;
  8. Carqueja;
  9. Cáscara sagrada;
  10. Cavalinha;
  11. Quebra-pedra;
  12. Valeriana;
  13. Ginseng;
  14. Ginkgo biloba;
  15. Passiflora;
  16. Catuaba;
  17. Guaco.

Outras plantas que também são proibidas na gravidez incluem: aroeira, artemísia, arruda, ashwagandha, buchinha-do-norte, agnocasto, borragem, alcaçuz, angélica, castanha-da-índia, damiana, dedaleira, erva-de-santa-maria, espinheiro-branco, calêndula, hera, hidraste, kava-kava, losna, mil-folhas, tanaceto, urtiga, vinca, salsaparrilha e zimbro.

Estas plantas medicinais são proibidas porque podem provocar aborto ou malformações no bebê.

Além disso, muitos chás também devem ser evitados durante a amamentação e, por isso, após o parto é importante voltar a consultar o médico. Confira os chás que não pode tomar na amamentação.

O que pode acontecer se tomar o chá

Tomar um dos chás proibidos durante a gravidez pode causar aumento das contrações uterinas, que provoca intensa dor abdominal, podendo haver sangramentos e, até, aborto.

Embora, em alguns casos, o aborto não chegue a acontecer, a toxidade pode causar graves alterações no bebê, comprometendo seu desenvolvimento motor e cerebral.

A toxicidade das plantas impróprias para uso durante a gravidez também podem causar graves complicações renais, trazendo riscos para a saúde da mulher

Não existe uma quantidade segura ou eficaz para tomar os chás proibidos. Isso porque o efeito do chá varia conforme o período da gravidez e o organismo de cada mulher. Por isso, deve-se sempre evitar tomar os chás proibidos na gravidez.

É possível cortar o efeito do chá?

Não é possível cortar o efeito do chá abortivo em casa. Por isso, caso a mulher tome um desses chás, deve-se procurar o atendimento médico de urgência.

O médico poderá administrar alguns medicamentos para evitar os efeitos tóxicos do chá e tentar parar as contrações uterinas.

Plantas que podem ser usadas com moderação

Algumas plantas que podem ser consumidas, desde que com moderação e sempre com orientação de um médico, são:

Alecrim

Catuaba

Hibisco

Ruibarbo

Alfafa

Cidreira

Jurubeba

Saião

Arnica

Cúrcuma

Mirra

Prímula

Babosa

Erva-doce

Noz-moscada

Tanchagem

Cálamo

Feno grego

Poejo

Trevo vermelho

Camomila

Gengibre

Romã

Uva-ursina

Independente desta tabela, é fundamental sempre consultar o obstetra ou um fitoterapeuta antes de usar qualquer uma destas plantas medicinais.



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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Recovery esportivo: o que é, para que serve (e como é feito)

O recovery esportivo é o conjunto de estratégias e práticas usadas após esforços físicos para reduzir a fadiga, recuperar os músculos e preparar o corpo para o próximo treino ou competição.

A recuperação pós-exercício serve para aliviar dores musculares, diminuir inflamação, prevenir lesões e melhorar o desempenho, além de contribuir para o bem-estar físico e mental do praticante.

O recovery esportivo pode ser feito de várias formas, como massagem, liberação miofascial, crioterapia, botas de drenagem e repouso, geralmente aplicadas por fisioterapeutas, preparadores físicos ou realizadas pelo próprio praticante com orientação.

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Para que serve

O recovery esportivo serve para:

  • Reduzir a fadiga e as dores musculares, ajudando a diminuir o cansaço e o desconforto após treinos intensos, incluindo as dores tardias;
  • Acelerar a recuperação muscular, auxiliando na reparação das pequenas lesões que ocorrem nos músculos durante o treino e permitindo um retorno mais rápido às atividades;
  • Diminuir a inflamação, pois algumas técnicas de recovery ajudam a reduzir o inchaço e a resposta inflamatória causada pelo esforço físico;
  • Prevenir lesões, já que uma recuperação adequada reduz a sobrecarga nos músculos e articulações, diminuindo o risco de lesões por esforço repetitivo;
  • Melhorar o desempenho, ao preparar o corpo para novos treinos, favorecendo adaptações positivas e melhor rendimento físico.

O recovery esportivo também contribui para o bem-estar mental, pois inclui estratégias de relaxamento que ajudam a reduzir o estresse e a tensão, podendo ser utilizado tanto por atletas quanto por praticantes regulares de atividade física.

Como é feito

O recovery esportivo é feito de acordo com o tipo de treino, a intensidade e os objetivos, sendo os principais:

1. Recuperação ativa

A recuperação ativa consiste em realizar atividades leves logo após a sessão intensa, como caminhada, ciclismo leve ou alongamentos suaves. 

Essa abordagem mantém o sangue circulando melhor, ajudando a eliminar resíduos do exercício, como o lactato, e facilita a recuperação. Entenda melhor o que significa lactato alto.

2. Massagem desportiva

A massagem desportiva é feita pelo fisioterapeuta ou massoterapeuta, usando movimentos variados das mãos, como amassamento, deslizamento e pressão, para relaxar músculos, reduzir dor e fadiga, melhorar circulação e ajudar no desempenho.

Leia também: 10 benefícios da massagem relaxante para a saúde tuasaude.com/beneficios-da-massagem

Além disso, a massagem contribui para o relaxamento físico e mental, melhora a mobilidade e pode reduzir o risco de lesões quando combinada com outras estratégias de recovery.

3. Crioterapia

A crioterapia pode ser aplicada de diferentes formas, como imersão em banheira de gelo, bolsas de gelo ou câmaras de crioterapia. Veja como fazer a banheira de gelo.

O frio ajuda a estreitar os vasos sanguíneos, diminuir o inchaço e a sensibilidade à dor, além de auxiliar na eliminação de resíduos metabólicos produzidos durante o exercício, acelerando a recuperação após treinos intensos.

Leia também: Crioterapia: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/crioterapia

No entanto, essas práticas devem ser feitas com cuidado e acompanhamento, já que a exposição ao frio intenso pode causar queda de temperatura corporal, queimaduras por frio ou riscos para pessoas com problemas cardiovasculares.

4. Liberação miofascial

A liberação miofascial consiste em aplicar pressão lenta e contínua para aliviar pontos de tensão, podendo ser realizada pelo fisioterapeuta manualmente ou com instrumentos, como rolos de espuma ou bastões.

Também pode ser feita pelo próprio praticante, na chamada autoliberação, usando acessórios como rolos de auto massagem ou pistolas para trabalhar os músculos de forma segura e eficiente. Saiba como usar o rolo de auto massagem.

Leia também: Liberação miofascial: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/liberacao-miofascial

5. Compressão

A técnica de compressão pode ser feita com botas de drenagem, aparelhos que inflam e desinflam ritmadamente as pernas, ou com meias de compressão, que aplicam pressão contínua.

A compressão estimula a circulação sanguínea e linfática, ajudando a reduzir inchaço, aliviar cansaço e dores musculares após treinos intensos.

Leia também: Pressoterapia: o que é, para que serve e vantagens tuasaude.com/pressoterapia-drenagem-linfatica-com-aparelho

6. Repouso

O repouso é uma das estratégias mais importantes no recovery esportivo, pois permite que o corpo repare músculos, recupere energia e reduza a fadiga acumulada durante os treinos. 

Além disso, um sono de qualidade ajuda na regeneração muscular, equilíbrio hormonal e consolidação das adaptações ao exercício.

O repouso deve ser combinado com hidratação, alimentação adequada e alongamento, para potencializar os resultados e manter o desempenho físico.

Quando é indicado

O recovery esportivo é indicado nas seguintes situações:

  • Depois de treinos intensos ou longos;
  • Após competições, especialmente se houver pouco tempo até o próximo esforço;
  • Durante fases de treino pesado, com muito volume ou carga elevada;
  • Quando há muita fadiga ou dores musculares;
  • Para prevenir lesões, causadas por esforço repetitivo;
  • Como parte de um plano de treino, para melhorar a adaptação do corpo e o desempenho físico.

O recovery esportivo também pode ser indicado em programas de reabilitação, ajudando atletas a se recuperar de lesões e retomar a forma física de maneira segura.



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Sapato do bebê e da criança: como escolher, tipos e tamanho

Nos primeiros meses, o bebê pode usar sapatos de lã ou tecido. No entanto, quando começa a caminhar, entre os 10 e 18 meses, é interessante ...