sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Imosec: para que serve e como tomar

O Imosec é um remédio para diarreia aguda ou crônica não infecciosa, pois age reduzindo os movimentos intestinais, aumentando o tempo do trânsito intestinal e fazendo com que as fezes permaneçam mais tempo no intestino, proporcionando assim a absorção de uma maior quantidade de água, deixando as fezes menos líquidas. 

Esse remédio contém loperamida em sua composição e pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de comprimidos de 2 mg.

O Imosec deve ser usado somente com indicação médica, após avaliação da causa da diarreia, sendo contraindicada para crianças, grávidas, lactantes ou pessoas com infecção intestinal.

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Para que serve

O Imosec é indicado para o tratamento de:

  • Diarreia aguda inespecífica não infecciosa;
  • Diarreia crônica espoliativa, associada a doenças inflamatórias do intestino, como Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa;
  • Perda de água e eletrólitos nas ileostomias e colostomias.

A loperamida age se ligando a receptores opiáceos no intestino, o que leva a uma redução dos movimentos e contrações intestinais, permitindo que as fezes permaneçam mais tempo no intestino, resultando em maior absorção de água e nutrientes pelo intestino, deixando as fezes menos líquidas.

Além disso, a loperamida também aumenta o tônus do esfíncter anal, reduzindo a sensação de urgência e incontinência fecal.

O Imosec geralmente apresenta melhora da diarreia em um período de 48 horas após o início do tratamento.

Leia também: Remédios para diarreia: opções de farmácia e caseiras tuasaude.com/remedio-para-diarreia

Como tomar

O Imosec deve ser tomado por via oral, com um copo de água, nos horários estabelecidos pelo médico.

O tratamento com o Imosec deve ser interrompido após a produção de fezes sólidas ou endurecidas ou após 24 horas sem evacuar, ou de acordo com a orientação médica.

No caso de não ocorrer melhora da diarreia em 2 dias após o início do tratamento com a loperamida, ou a pessoa apresentar inchaço ou distensão abdominal, deve-se interromper o uso do Imosec e entrar em contato com o médico responsável pelo tratamento.

Durante o tratamento da diarreia é importante aumentar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação e fazer uma alimentação de fácil digestão, como pão branco, arroz branco e macarrão branco, carnes magras e frutas sem casca. Veja o que comer para parar a diarreia.

Posologia do Imosec

A posologia do Imosec normalmente recomendada para adultos é:

  • Diarreia aguda: a dose inicial normalmente recomendada é de 4 mg (2 comprimidos de 2 mg), e a seguir, 1 comprimido de 2 mg após cada episódio de diarreia líquida, até o máximo de 16 mg por dia, ou seja, no máximo 8 comprimidos de 2 mg a cada 24 horas;
  • Diarreia crônica: a dose inicial normalmente recomendada é de 4 mg (2 comprimidos de 2 mg). Essa dose pode ser alterada pelo médico, até que se tenha 1 ou 2 evacuações sólidas por dia, geralmente com doses que variam de 1 a 6 comprimidos de 2 mg por dia. A dose máxima por dia não deve ultrapassar 8 comprimidos de 2 mg.

No caso de crianças com mais de 6 anos, as doses do Imosec devem ser calculadas pelo pediatra, de acordo com a idade e o peso corporal da criança.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o tratamento com o Imosec são prisão de ventre, tontura, sonolência, náusea, boca seca, dor abdominal, dor de cabeça ou excesso de gases intestinais.

É aconselhado interromper o uso da loperamida e comunicar ao médico caso a pessoa apresente sintomas como diarreia aquosa, com sangue ou contínua, piora da diarreia, dor ou inchaço abdominal, batimentos cardíacos rápidos ou acelerados, sensação de vibração no peito, falta de ar ou tontura repentina como se fosse desmaiar.

Além disso, deve-se interromper o uso e procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo se surgirem sintomas de reação alérgica grave ou anafilaxia, como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, urticária, formação de bolhas ou descamação na pele, dor na pele, febre, dor de garganta ou ardor nos olhos.

Quem não deve usar

O Imosec não deve ser usado por crianças com menos de 6 anos de idade, crianças com mais de 6 anos que tenham diarreia aguda ou persistente, ou por pessoas que apresentam diarreia com sangue e febre alta, colite ulcerativa aguda, enterocolite bacteriana, colite pseudomembranosa causada pelo uso de antibióticos ou dor abdominal sem diarreia.

Além disso, a loperamida não deve ser usada por mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham alergia a qualquer um dos componentes do comprimido.



source https://www.tuasaude.com/loperamida/

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Comer manga com ovo faz mal?

Não existe qualquer evidência de que comer manga com ovo faça mal à saúde. Para a maioria das pessoas, esta combinação é segura, desde que não se tenha alergia ao ovo, à manga, ou alguma condição individual que exija restrições alimentares.

O ovo é um dos alimentos mais associados a alergia alimentar, sobretudo na infância. Ainda assim, é um alimento nutritivo, com vitaminas A e E, vitaminas do complexo B, selênio, zinco, cálcio e fósforo. Nas pessoas com alergia, o ovo deve ser evitado. No entanto, para quem não tem alergia, não há indicação de que misturar ovo com outros alimentos, incluindo a manga, seja prejudicial.

Ainda assim, se após comer um alimento (ou uma combinação de alimentos) surgirem sintomas como comichão, urticária, inchaço, falta de ar, dor abdominal intensa, vômitos ou diarreia, o mais indicado é procurar um alergologista/imunoalergologista para avaliar a possibilidade de alergia alimentar e orientar o tratamento adequado.



source https://www.tuasaude.com/medico-responde/manga-com-ovo-faz-mal/

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Engov: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais)

O Engov é um remédio indicado para aliviar dor de cabeça e sintomas de alergia, por ter ação analgésica, antiácida e estimulante.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de comprimidos e deve ser usado com orientação médica, não devendo ser usado para prevenir ou tratar a ressaca.

O Engov também é comercializado na forma de suplemento, contendo glicose, minerais e taurina e/ou cafeína, com os nomes comerciais Engov After e Engov UP. Esses suplementos podem ser indicados para ajudar na recuperação e hidratação durante a ressaca.

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Para que serve o Engov

O Engov serve para:

  • Tratar a dor de cabeça;
  • Tratar os sintomas de alergia, como coceira na pele e espirros;
  • Reidratar;
  • Melhorar a energia e a disposição.

As indicações do Engov variam conforme o tipo deste produto, que pode ser na forma de medicamento em comprimidos ou de suplemento alimentar.

Engov para ressaca

Embora oficialmente o comprimido do Engov não apresente esta indicação, este remédio muitas vezes é usado por adultos para aliviar os sintomas da ressaca causados pelo consumo de bebidas alcoólicas, como dor de cabeça, azia e mal-estar.

Já os suplementos Engov After e Engov Up possuem oficialmente a indicação do fabricante para ajudar a tratar a ressaca. Isto porque esses produtos promovem a reidratação e aumentam a energia e a disposição.

Leia também: Melhores remédios para combater a ressaca: de farmácia e caseiros tuasaude.com/remedio-para-ressaca

Engov serve para má digestão?

O medicamento Engov pode ajudar a aliviar a má digestão, por conter o antiácido hidróxido de alumínio e o maleato de mepiramina, que tem ação antiemética. No entanto, a sua indicação oficial é apenas para tratar a dor de cabeça e as alergias.

Assim como o medicamento, os suplementos Engov After e Engov Up também não possuem indicação para tratar a má digestão.

Leia também: Remédios para má digestão: de farmácia e caseiros tuasaude.com/remedio-para-ma-digestao

Engov serve para azia?

Embora não seja oficialmente recomendado para azia, o Engov na forma de medicamento em comprimidos pode servir para azia.

Isso porque esse remédio possui hidróxido de alumínio, um antiácido que neutraliza o excesso de ácido clorídrico produzido pelo estômago. Conheça os remédios indicados para azia.

Como tomar

As formas de tomar o Engov variam conforme o seu tipo e incluem:

1. Engov comprimido

O Engov comprimido é um medicamento indicado para aliviar os sintomas de dor de cabeça e de alergias.

Como tomar: tomar de 1 a 4 comprimidos por dia, junto com um copo de água, que devem ser ingeridos de acordo com a necessidade e intensidade dos sintomas apresentados, ou conforme orientação médica.

Este medicamento não deve ser usado como prevenção da ressaca e não deve ser tomado por mais de 7 dias, exceto se for recomendado pelo médico.

Composição do Engov comprimido: este remédio contém o anti-histamínico maleato de mepiramina, o antiácido hidróxido de alumínio, o analgésico ácido acetilsalicílico e o estimulante cafeína.

2. Engov After

O Engov After é um suplemento em forma de bebida, indicado para repor os sais minerais e os eletrólitos perdidos durante atividades intensas ou consumo de bebidas alcoólicas.

Por isso, esse suplemento pode ser indicado para ajudar a recuperar, reidratar e reenergizar o corpo durante a ressaca, por exemplo.

Como tomar: refrigerar a bebida antes de consumir. Agitar bem e beber 1 garrafinha por dia, não ultrapassando o máximo de 2 ao dia.

Composição do Engov After: este suplemento contém glicose, maltodextrina, sais minerais, como citrato trissódico dihidratado e cloreto de sódio, e cafeína.

3. Engov Up

O Engov Up é um suplemento energético que pode ser indicado para melhorar a energia e a disposição. Assim, esse suplemento pode ajudar a diminuir a sonolência e o cansaço causados pela ressaca.

Como tomar: refrigerar a bebida antes de consumir e tomar 1 lata por dia, em qualquer horário do dia.

Composição do Engov Up: este suplemento contém taurina, cafeína, arginina, colina, vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina D.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais que podem surgir durante o uso do Engov incluem prisão de ventre, sedação, sonolência, tremores, insônia, agitação, excitação, leve delírio, zumbidos, tensão muscular, taquicardia e respiração acelerada.

Já em casos de uso prolongado e em altas doses, o medicamento Engov pode causar necrose papilar renal, que é a morte de tecidos dos rins.

Pessoas com histórico de alergia a outros medicamentos podem apresentar efeitos colaterais mais intensos e até mesmo choque anafilático. Neste caso, o tratamento deve ser imediatamente suspenso e deve-se procurar o atendimento médico de emergência.

Quem não deve usar

O Engov não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação, pessoas com histórico de alcoolismo ou que tenham alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

O medicamento Engov é contraindicado para crianças com menos de 12 anos. Já os suplementos Engov Up e Engov After não devem ser usados por crianças com menos de 18 anos.

Por conter tartrazina, que é um corante amarelo, o comprimido de Engov não deve ser usado por pessoas que têm asma brônquica, e por conter açúcar, deve ser usado com cautela em diabéticos.

O Engov também não deve ser usado com outras substâncias que deprimem o sistema nervoso central e com bebidas alcoólicas.

Por conter a cafeína, o Engov não deve ser usado por pessoas com úlcera no estômago ou intestino. Já por conter ácido acetilsalicílico, esse remédio não deve ser usado em casos suspeitos ou confirmados de dengue, ou por pessoas com tendência ou risco de sangramentos.



source https://www.tuasaude.com/engov/

Carbogel: o que é, para que serve (e como usar)

O carbogel é um suplemento que fornece energia rápida para o corpo, podendo ser indicado para melhorar o desempenho físico, ajudar na recuperação dos músculos e diminuir o risco de lesões em atletas de alto rendimento.

Composto por carboidratos de rápida absorção, como maltodextrina, glicose, palatinose, dextrose e frutose, o carbogel pode ser consumido como pré-treino, durante ou logo após os exercícios.

Leia também: Pré-treino: o que é, tipos (e como tomar) tuasaude.com/pre-treino

O carbogel, também chamado de gel de carboidrato, é encontrado em lojas de suplementos alimentares ou drogarias, na forma de sachês, contendo de 20 a 30 g de carboidratos e que também podem conter cafeína, potássio e sódio.

Homem correndo com um sachê na mão

Para que serve

O carbogel normalmente é usado para:

1. Melhorar o desempenho

O carbogel melhora o desempenho físico em atletas de alto rendimento, por conter carboidratos que são absorvidos rapidamente pelo organismo, como maltodextrina e dextrose, aumentando a energia e a disposição.

Leia também: Maltodextrina: o que é, para que serve e como tomar tuasaude.com/maltodextrina

2. Ajudar da recuperação muscular

Por diminuir o estresse muscular e a inflamação, que são comuns após os exercícios, o gel de carboidrato, é um suplemento que protege os músculos e ajuda na recuperação muscular após os treinos.

3. Aumentar o foco e concentração

Os carboidratos presentes no carbogel fornecem energia rápida para o cérebro, ajudando, assim, a aumentar o foco e a concentração.

4. Diminuir o risco de lesões

Por retardar a fadiga muscular, o carbogel ajuda a diminuir o risco de lesões durante treinos e competições, como entorse e distensão muscular.

Leia também: 5 lesões esportivas mais comuns e o que fazer tuasaude.com/como-tratar-uma-lesao-esportiva

Como usar

O carbogel pode ser usado da seguinte forma:

  • Antes do treino: 1 ou mais sachês, para fornecer energia, em casos de pessoas que não conseguem ingerir alimentos e líquidos antes das atividades;
  • Durante o treino (intra-treino): de 1 a 3 sachês por cada hora, para fornecer energia aos músculos durante os treinos e competições;
  • Logo após o treino: 1 ou mais sachês, para, junto com outros alimentos e/ou suplementos, ajudar na recuperação muscular.

O gel de carboidrato pode ser consumido puro ou diluído em uma garrafa de água, por exemplo.

O consumo de carbogel é indicado principalmente para pessoas que praticam exercícios de alta resistência, como maratona, ciclismo, futebol, basquete e natação.

A necessidade e a quantidade adequada de gel de carboidrato varia conforme os objetivos de cada pessoa. Assim, é aconselhado tomar o carbogel sempre com a orientação do nutricionista ou médico.

Leia também: Pré-treino: o que comer antes do treino (com opções de lanches) tuasaude.com/o-que-comer-antes-do-treino

Composição do carbogel

O carbogel é composto por carboidratos de rápida absorção, como maltodextrina, glicose, dextrose, palatinose, frutose e D-ribose.

Além disso, o gel de carboidrato também pode conter eletrólitos, como sódio e potássio, cafeína e taurina.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais do carbogel incluem diarreia, excesso de gases, náuseas e cólicas abdominais.

Além disso, o consumo de carbogel sem a orientação do nutricionista, pode favorecer o ganho de peso, a resistência à insulina e a diabetes.

Quem não pode usar

O uso do carbogel contendo frutose não é indicado para pessoas com intolerância à frutose e síndrome do intestino irritável.

Mulheres grávidas ou em período de amamentação, assim como idosos, crianças e pessoas com diabetes ou outros problemas de saúde, devem sempre consultar um médico, ou nutricionista, antes de usar o gel de carboidrato.



source https://www.tuasaude.com/carbogel/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Melhor horário para tomar sol (e produzir vitamina D)

É possível obter quantidades suficientes de vitamina D por meio da exposição regular ao sol, sendo indicado que a pessoa tome banho de sol por pelo menos 15 minutos, no caso de ter pele mais clara. No caso de pele morena ou negra, esse tempo deve ser de 30 minutos a 1 hora, pois quanto mais escura a pele, mais difícil é a produção de vitamina D.

A vitamina D é sintetizada na pele em resposta à exposição a radiação solar ultravioleta B (UVB), que é a principal fonte dessa vitamina para o corpo. Isso porque os alimentos ricos em vitamina D, como peixes e fígado, não fornecem a quantidade necessária diariamente desse nutriente. Saiba em que alimentos pode encontrar vitamina D.

Dessa forma, a melhor hora para tomar sol para garantir a vitamina D é com maiores níveis de raios UVB, o que acontece entre as 10h e as 15h. No entanto, é fundamental usar sempre o protetor solar com o mínimo de FPS 30.

Leia também: Protetor solar: qual o melhor, como usar (e porque usar diariamente) tuasaude.com/saiba-qual-e-o-melhor-protetor-solar-para-cada-pele
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Melhor horário para tomar sol

O melhor horário para tomar sol e produzir vitamina D é entre as 10 e as 15h, quando existe maior concentração de raios UVB, que são capazes de estimular a pele para produzir vitamina D.

No entanto, é também durante este horário que existe um maior risco de queimaduras e desenvolvimento de câncer de pele. Por esse motivo, para pessoas de peles claras, o recomendado é ficar exposto ao sol, sempre com protetor solar, apenas entre 5 a 15 minutos, 2 a 3 vezes por semana.

Já pessoas de pele morena ou negra, o tempo de exposição ao sol , com protetor solar, deve ser de 30 minutos a 1 hora por dia, de 2 a 3 vezes por semana. Isso acontece porque a produção de vitamina D é mais difícil em peles mais escuras.

Para tomar o sol, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda sempre o uso do protetor solar, idealmente com fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30, que deve ser reaplicado a cada 2 horas.

Qual parte do corpo produz mais vitamina D?

Não existe uma parte específica do corpo que produz mais vitamina D. Qualquer parte do corpo exposta ao sol é capaz de produzir vitamina D, sendo que quanto mais pele exposta, maior a produção da vitamina.

Para otimizar a produção de vitamina D, é recomendado que cerca de um terço do corpo esteja exposto ao sol, sendo suficiente expor os braços e as pernas ao sol, por exemplo.

É importante seguir as recomendações do tempo de exposição ao sol de acordo com o tipo de pele, para evitar queimaduras solares, e aplicar o protetor solar sempre.

Banho de sol no bebê

No caso de bebês com menos de 6 meses, o banho de sol recomendado para produzir a vitamina D, é de 15 minutos por semana, antes de 10:00 da manhã, ou após as 16 horas.

No entanto, como o uso de protetor solar é contraindicado para bebês com menos de 6 meses, é recomendado colocar roupas claras e cobrir o rosto na criança com óculos de sol e chapéu de aba larga.

Além disso, é importante também proteger o rosto e os olhos do bebê do sol, e oferecer o leite materno ou fórmula após o banho de sol para evitar desidratação.

Além disso, no caso de recém nascidos, deve-se ter a orientação do pediatra sobre o melhor momento para iniciar o banho de sol, de acordo com as condições de saúde do bebê.

Leia também: Como escolher o melhor protetor solar para bebês e crianças tuasaude.com/protetor-solar-no-bebe

Como se proteger do sol

Para prevenir os danos causados pela exposição excessiva aos raios UVB do sol, é fundamental sempre usar protetor solar com FPS 30 ou 50, sendo recomendado que exista reaplicação a cada 2 horas. Saiba como escolher o melhor protetor solar.

Além disso, é importante usar chapéu e óculos escuros para proteger os olhos e o rosto dos raios solares, bem como beber bastante líquidos, como água, água de coco ou suco de frutas, por exemplo.

O que acontece se tiver falta de vitamina D

Os níveis ideais de vitamina D costumam ser alcançados quando a pessoa possui uma alimentação rica nesse tipo de vitamina e é exposta ao sol de forma regular. No entanto, quando a vitamina D está em menores concentrações, é possível resultar em algumas consequências, sendo as principais:

  • Enfraquecimento dos ossos;
  • Osteoporose em adultos e idosos;
  • Osteomalácia em crianças;
  • Dor e fraqueza muscular;
  • Diminuição de cálcio e fósforo no sangue.

O diagnóstico de deficiência em vitamina D é feito através de um exame de sangue chamado 25(OH)D, em que os valores ideais para pessoas saudáveis e abaixo dos 60 anos é maior que 20 ng/ml (50 nmol/L).

Leia também: Exame de vitamina D: para que serve, como é feito e resultados tuasaude.com/exame-vitamina-d

source https://www.tuasaude.com/vitamina-d-e-sol/

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Sistema respiratório: funções, órgãos e principais doenças

A anatomia do sistema respiratório é composta por órgãos, como fossas nasais, traqueia, brônquios e pulmões, responsáveis por transportar o ar para dentro dos pulmões para depois ser expelido para o exterior, permitindo a respiração, a fala e a percepção de odores.

O principal objetivo da respiração é levar o oxigênio para todas as células do corpo e eliminar o gás carbônico, que é o resultado do oxigênio utilizado pelas células.

Leia também: Como respirar corretamente: 4 técnicas e benefícios tuasaude.com/como-respirar-corretamente

Esse processo ocorre em duas fases, a inspiração e a expiração, e apesar desse processo acontecer a todo tempo de forma involuntária, existem muitos órgãos envolvidos para que o processo de respiração ocorra.

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Órgãos do sistema respiratório

Os principais órgãos que fazem parte da anatomia do sistema respiratório são: 

1. Fossas nasais

O trato respiratório superior se inicia no nariz, onde se encontram as fossas nasais, que vão desde a entrada das narinas até a faringe, sendo o local de entrada do ar  no corpo.

As fossas nasais contêm as glândulas sebáceas e os folículos pilosos que impedem a entrada de partículas nocivas, como vírus ou bactérias, ou estranhas na cavidade nasal.

Além disso, as fossas nasais ao perceber a presença de microrganismos, o sistema de defesa do corpo é ativado.

2. Seios paranasais

Os seios paranasais são cavidades cheias de ar presentes ao redor do nariz, cuja função é umedecer e aquecer o ar que entra pelo nariz, além de diminuir o peso do crânio e dos ossos do rosto, amortecer pancadas e atuar como \"caixa\" para projeção da voz.

Além disso, a membrana mucosa e o epitélio respiratório, que se encontram tanto na cavidade nasal quanto nos seios paranasais, retêm partículas, poeira ou bactérias que podem ser prejudiciais ao organismo.

3. Faringe

Depois de passar pelo nariz e pelos seios paranasais, o ar inalado sai pelas coanas nasais e chega à faringe.

A faringe é um tubo muscular em forma de funil que contém três partes que são:

  • Nasofaringe: é a parte superior da faringe e serve apenas para a passagem de ar. No processo de deglutição, ocorrem processos que fazem com que a nasofaringe se feche, para evitar que o alimento que engolimos entre na cavidade nasal;
  • Orofaringe: está localizada posteriormente à cavidade oral e serve como via de passagem tanto para o ar que entra pela nasofaringe quanto para o alimento que entra pela cavidade oral;
  • Laringofaringe ou hipofaringe: é a parte mais baixa da faringe que representa o ponto em que os sistemas digestivo e respiratório se dividem.

Na parte da frente, a laringofaringe continua com a laringe, enquanto na parte de trás continua com o esôfago no sistema digestivo.

4. Laringe

A laringe é uma estrutura completamente oca que se situa anteriormente ao esôfago, e sua principal função é conduzir o ar para as próximas estruturas do sistema digestivo.

Além disso, a laringe também protege as cordas vocais, que são muito importantes para a produção da voz.  

Por outro lado, a epiglote fecha a entrada da laringe durante a deglutição, para evitar que alimentos ou líquidos entrem no trato respiratório inferior.

5. Traqueia

A traqueia é a primeira porção do trato respiratório inferior responsável por transportar o ar das vias aéreas superiores para o parênquima pulmonar.

A traqueia está localizada no mediastino e representa o tronco braquial, do qual se dividem os brônquios esquerdo e direito, um para cada pulmão.

6. Brônquios e bronquíolos

Após a traqueia, o ar entra nos brônquios, que são duas estruturas que se assemelham a uma árvore de cabeça para baixo e, por isso, também é chamado de árvore brônquica.

Os brônquios ainda se subdividem em vias menores, que são os bronquíolos, que servem como um caminho para o ar que vem de fora dos pulmões circular para dentro dos pulmões e vice-versa.

Além disso, os  bronquíolos são repletos de pequenos cílios e que produzem muco (catarro) que serve para eliminar os microrganismos e e partículas que entram no ar.

7. Pulmões

Os pulmões são dois órgãos que estão presentes na cavidade torácica e que se dividem em lóbulos, de forma que o pulmão direito possui três lóbulos e o esquerdo possui dois, sendo menor.

Os pulmões possuem alvéolos pulmonares e tem como função expandir e contrair à medida que o ar da respiração entre e sai do corpo.

8. Alvéolos

A última estrutura do sistema respiratório são os alvéolos pulmonares, que estão diretamente ligados aos vasos sanguíneos, passando o oxigênio para o sangue, onde poderá chegar a todas as células do corpo.

Esse processo chama-se troca gasosa, porque além de levar o oxigênio para o sangue, o alvéolo retira o dióxido de carbono presente no sangue.

O sangue rico em oxigênio circula pelas artérias, enquanto que o sangue com dióxido de carbono circula pelas veias. Ao expirar, todo o gás carbônico é eliminado.

Para ajudar no movimento da respiração, existem também os músculos respiratórios (intercostais) e o diafragma.

Funções do sistema respiratório

As principais funções do sistema respiratório são:

Função Como acontece
Trocas gasosas

As trocas gasosas envolvem a oxigenação do sangue e a remoção do dióxido de carbono.

Isso ocorre nos alvéolos, onde o oxigênio se difunde no sangue e o dióxido de carbono é removido.

Filtragem do ar As vias aéreas, como o nariz e os brônquios, são revestidas por membranas mucosas e cílios que filtram o ar inalado, retendo partículas de poeira, bactérias e outros poluentes, o que ajuda a manter os pulmões limpos.
Regulação da temperatura e da umidade O sistema respiratório aquece e umidifica o ar que é inalado, o que protege as estruturas internas do trato respiratório e dos pulmões.
Possibilitar a fala A laringe possibilita a produção de sons e a fala por meio da vibração das cordas vocais à medida que o ar passa por elas.
Sentir cheiros (olfato) O olfato ocorre na cavidade nasal, onde as células receptoras olfativas detectam as moléculas de odor no ar, enviando sinais ao cérebro.
Regular o pH

O sistema respiratório ajuda a manter o equilíbrio ácido-base do corpo, regulando a quantidade de dióxido de carbono no sangue.

Um aumento no dióxido de carbono pode levar a uma diminuição do pH, e o sistema respiratório responde ajustando a frequência respiratória.

Contribuir para o sistema imunológico O sistema respiratório contribui para o sistema imunológico ao reter e eliminar patógenos e partículas estranhas por meio de mecanismos como os reflexos de tosse e espirro.

Essas funções do sistema respiratório são essenciais para a manutenção da homeostase e o bem-estar geral do organismo.

Como acontece a respiração

A respiração ocorre espontaneamente, desde o nascimento, sem a necessidade de aprender a fazê-la, pois é controlada pelo sistema nervoso autônomo.

Para que o processo de respiração ocorra, a pessoa inspira o ar atmosférico, que passa pelas narinas, pela faringe, laringe e traqueia e chega aos pulmões, onde passa pelos brônquios e bronquíolos, até finalmente chegar aos alvéolos, onde o oxigênio passa diretamente para o sangue.

Inspiração e expiração

A respiração pode ser divida em duas etapas principais, que acontecem da seguinte forma:

  • Inspiração: os músculos respiratórios localizados entre as costelas se contraem e o diafragma desce, aumentando o espaço para que os pulmões fiquem cheios de ar, o que faz com que a pressão interna diminua;
  • Expiração: os músculos respiratórios e o diafragma relaxam, o diafragma sobe, o volume da caixa torácica diminui, a pressão interna aumenta e o ar sai dos pulmões.

A falta de ar ocorre quando há alguma alteração no sistema respiratório, o que impede a entrada ou saída de ar e, portanto, torna as trocas gasosas ineficazes, o que por sua vez faz com que o sangue tenha mais dióxido de carbono do que oxigênio.

O dióxido de carbono é um produto residual produzido quando o corpo usa alimentos para obter energia e é eliminado pelos pulmões durante o processo de expiração.

Principais doenças do sistema respiratório

Alguns exemplos de doenças comuns do sistema respiratório são:

1. Gripe ou resfriado

A gripe e o resfriado acontecem quando vírus entram no sistema respiratório.

No resfriado o vírus está apenas nas fossas nasais e pode chegar até a faringe, causando congestão nasal e desconforto.

No caso da gripe o vírus pode chegar aos pulmões havendo febre e muito catarro no peito. Saiba quais são e como tratar os sintomas da gripe.

2. Sinusite

A sinusite é causada por uma inflamação da mucosa dos seios nasais, que resulta no acúmulo de fluido nos seios nasais, causando dor de cabeça, coriza e sensação de peso no rosto, especialmente na testa e nas bochechas.

Leia também: Sinusite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/sinusite

3. Asma

A asma acontece em períodos em que a pessoa apresenta uma estreitamento dos brônquios ou bronquíolos, havendo uma pequena produção de muco.

Isso faz com que o ar passe com mais dificuldade por estas estruturas e a pessoa emite um som agudo à cada inspiração.

Leia também: 8 principais sintomas de asma tuasaude.com/sintomas-de-asma

4. Bronquite

A bronquite causa uma contração e inflamação dos brônquios e bronquíolos.

O resultado dessa inflamação é a produção de muco, que pode ser expelido em forma de catarro, mas que também pode ser engolido ao chegar na faringe, sendo direcionado para o estômago.

Leia também: Catarro: o que significa cada cor (verde, branco, amarelo...) tuasaude.com/quando-o-catarro-e-sinal-de-alerta

5. Alergia

A alergia acontece quando o sistema imune é muito reativo e entende que certas substâncias presentes no ar são muito prejudiciais à saúde, causando sinais de alerta sempre que a pessoa é exposta à poeira, perfumes ou pólen, por exemplo.

Isso pode causar rinite alérgica, sinusite alérgica ou tosse alérgica.

Leia também: Rinite alérgica: sintomas, o que causa e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/tratamento-para-rinite-alergica

6. Pneumonia

A pneumonia normalmente é causada pela entrada de vírus ou bactérias, mas também pode acontecer devido a presença de objetos estranhos, restos de comida ou de vômito dentro dos pulmões, causando febre e dificuldade respiratória.

Uma gripe pode piorar e causar pneumonia, mas o resfriado não tem essa possibilidade. Confira todos os sinais e sintomas da pneumonia

7. Tuberculose

A tuberculose ocorre quando uma bactéria entra nos pulmões pelas vias respiratórias, causando febre, tosse com muito catarro, e por vezes com sangue.

Essa doença é muito contagiosa e passa pelo ar pelo contato com as secreções do indivíduo doente.

O tratamento é de extrema importância porque o bacilo pode chegar ao sangue e se espalhar pelo corpo, causando tuberculose fora dos pulmões.

Quando ir ao médico

Sempre que existem sintomas como dificuldade para respirar, chiado no peito ao inspirar, febre, tosse com catarro ou com sangue é importante consultar o pneumologista ou otorrinolaringologista.

Marque uma consulta com o pneumologista mais próximo para avaliar mais detalhadamente o sistema respiratório:

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Desta forma, o médico deve avaliar o sistema respiratório, identificar se existem alguma doença que esteja causando esses sintomas, iniciando o tratamento mais adequado.

Qual o médico que trata de doenças respiratórias?

No caso de sintomas mais mais comuns como gripe ou resfriado pode-se marcar uma consulta com um clínico geral ou otorrinolaringologista.

Esse médico pode auscultar os pulmões, verificar se há febre e observar outros sinais e sintomas característicos de doenças respiratórias.

Leia também: 10 doenças pulmonares: sintomas e tratamento tuasaude.com/doenca-pulmonar

No caso de doenças crônicas, como asma ou bronquite, pode ser indicado buscar ajuda de um médico especialista em pneumologia, pois é especializado nesses tipos de doença, tendo maior capacitação para orientar o tratamento e o seguimento por toda vida da pessoa.



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