quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Ergotamina: o que é, para que serve e efeitos colaterais

Ergotamina é um remédio vasoconstritor indicado para o alívio de crises de enxaqueca e outras dores de cabeça causadas por alterações nos vasos sanguíneos, ajudando a reduzir a dor, náuseas, sensibilidade à luz e ao som.

Geralmente, os medicamentos combinam derivados da ergotamina, como o mesilato de di-hidroergotamina, com analgésico e cafeína e estão disponíveis na forma de comprimidos, com os nomes comerciais Migraliv, Cefaliv ou Enxak.

Leia também: Cefaliv: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/cefaliv

A ergotamina é normalmente indicada pelo neurologista ou clínico geral e deve ser tomada logo no início dos sintomas, sendo usada para interromper a crise e não para prevenir dores de cabeça regularmente.

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Para que serve

A ergotamina é indicado para:

  • Crises agudas de enxaqueca;
  • Dores de cabeça causadas por alterações nos vasos sanguíneos.
Leia também: Enxaqueca: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/enxaqueca

A ergotamina age estreitando os vasos sanguíneos do cérebro, diminuindo a dilatação que causa a dor intensa. 

Além disso, atua em receptores do sistema nervoso ligados à serotonina e à adrenalina, ajudando a reduzir a dor e a sensação de pulsação.

Esse medicamento é especialmente indicado quando os analgésicos comuns não conseguem aliviar a dor.

Como usar

O uso da ergotamina deve ser feito no início dos sintomas da crise, ou seja, logo que começa a dor de cabeça, náusea ou aura que antecede a enxaqueca. Entenda o que é enxaqueca com aura.

Recomenda-se tomar de 1 a 2 comprimidos por via oral, conforme indicação médica, de preferência com um copo de água para facilitar a ingestão. 

Se a dor não melhorar, pode-se tomar mais 1 comprimido a cada 30 minutos, respeitando o limite máximo de 6 comprimidos por dia. 

Entretanto, essa medicação deve ser usada apenas para interromper a crise, e não para prevenir dores de cabeça regularmente.

Cuidados durante o uso

Alguns cuidados durante o uso da ergotamina são:

  • Evitar dirigir veículos ou operar máquinas, pois a medicação pode causar sonolência;
  • Restringir o consumo de álcool durante o tratamento, já que pode aumentar os efeitos colaterais;
  • Não combinar com medicamentos que causam vasoconstrição ou interferem no metabolismo da ergotamina, como antifúngicos ou medicamentos para HIV, devido ao risco maior de efeitos graves.

Além disso, a ergotamina não deve ser usada com frequência ou por longos períodos, pois o uso prolongado pode causar complicações graves.

Possíveis efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais mais comuns da ergotamina estão náuseas, vômitos, tontura, sensação de fraqueza, formigamento ou dormência em mãos e pés.

Alguns efeitos menos comuns podem incluir secura da boca, palpitações, alterações na pressão arterial, dores musculares e desconforto abdominal.

Em casos graves, pode haver vasoconstrição excessiva, provocando mãos e pés frios, palidez, lesões nos tecidos, além de aumentar o risco de problemas cardíacos, como angina ou infarto, e provocar reações alérgicas graves, como anafilaxia. Veja quais são os sintomas da anafilaxia.

Quem não deve usar

O uso de ergotamina é contraindicado em pessoas com:

  • Alergia a qualquer componente da fórmula;
  • Problemas cardíacos ou vasculares, como doenças coronarianas, pressão alta descontrolada, doença vascular periférica;
  • Comprometimento grave do fígado ou rins.

A ergotamina também é contraindicada para menores de 18 anos, e não deve ser usada durante a gravidez ou a amamentação, devido aos riscos para o bebê.



source https://www.tuasaude.com/ergotamina/

Enxaqueca com aura: o que é, sintomas, causas e tratamento

13 remédios para enxaqueca

Os remédios para enxaqueca como o sumatriptano, o ibuprofeno, a prednisona ou o propranolol, podem ser usados para tratamento ou prevenção de crises de enxaqueca pois agem bloqueando a dor ou reduzindo a dilatação dos vasos sanguíneos.

Além disso, o tratamento da enxaqueca deve ser gradual e incluir outras técnicas como meditação ou terapia cognitivo comportamental, por exemplo, pois assim é possível evitar o uso excessivo de medicamentos e prevenir o aparecimento de novas crises. Veja as principais formas de tratamento da enxaqueca.

Os remédios para enxaqueca devem ser indicados pelo neurologista após avaliar os sintomas e identificar o tipo de enxaqueca, e assim indicar o melhor remédio de forma individualizada.

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13 remédios para enxaqueca

Os principais remédios para enxaqueca que podem ser indicados pelo médico são:

1. Ibuprofeno

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide indicado para tratar as crises agudas de enxaqueca, pois reduz a produção de substâncias inflamatórias no corpo, aliviando a dor de cabeça intensa.

Esse remédio geralmente é a primeira opção de tratamento para enxaqueca, sendo normalmente recomendada a dose de 1 comprimido de 400 mg, a cada 6 a 8 horas, ou 1 comprimido de 600 mg, de 2 a 3 vezes por dia, para adultos. Saiba como tomar o ibuprofeno corretamente.

Outros anti-inflamatórios que podem ser indicados pelo médico são o diclofenaco potássico ou o ácido acetilsalicílico, por exemplo.

Marque uma consulta com um neurologista na região mais próxima:

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2. Paracetamol

O paracetamol é um analgésico que pode ser indicado para o tratamento de crises agudas de enxaqueca, em pessoas que não toleram ou têm contraindicações para o uso de anti-inflamatórios não esteroides.

As doses de paracetamol normalmente recomendadas para adultos é de 1 comprimido de 1000 mg (1g) de 3 a 4 vezes por dia. A dose máxima por dia não deve ultrapassar 4000 mg, o que corresponde a 4 comprimidos de 1000 mg. Veja como usar o paracetamol.

3. Sumatriptano

O sumatriptano, ou succinato de sumatriptana, é um remédio da classe dos triptanos indicado para o tratamento de crises agudas de enxaqueca, com ou sem aura, sendo mais eficazes quando usados nos primeiros sintomas da crise de enxaqueca.

Geralmente, esse remédio é indicado como segunda opção de tratamento para a enxaqueca, quando a pessoa apresenta três crises seguidas que não melhoram com o uso de anti-inflamatórios não esteroides ou analgésicos.

O sumatriptano age no cérebro provocando um estreitamento dos vasos sanguíneos cerebrais e bloqueando a dor, sendo encontrado na forma de comprimidos de 25, 50 e 100 mg, com os nomes comerciais Sumax, Sutriptan ou Imigran, por exemplo.

Leia também: Sumax: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/sumax

Outros remédios da classe dos triptanos que podem ser indicados pelo médico são o naratriptano (Naramig), zolmitriptano (Zomig) ou rizatriptano (Maxalt), por exemplo.

Esses remédios deve ser usados somente por adultos com indicação médica, sendo contraindicados durante a gravidez, ou para pessoas que tenham pressão alta ou doença vascular cerebral, coronária ou de vasos sanguíneos periféricos.

4. Ubrogepant

O ubrogepant, assim como o rimegepant, são aprovados em alguns países, como os Estados Unidos, como terceira opção de tratamento para as crises agudas de enxaqueca, quando o uso dos triptanos não foi eficaz para aliviar os sintomas em pelo menos três crises de enxaqueca consecutivas.

Esses remédios ainda não estão disponíveis no Brasil, pois aguardam a aprovação da Anvisa.

5. Mesilato de diidroergotamina

O mesilato de diidroergotamina é um remédio para enxaqueca da classe das ergotaminas, indicado para o tratamento das crises agudas de enxaqueca.

Leia também: Ergotamina: o que é, para que serve e efeitos colaterais tuasaude.com/ergotamina

Esse remédios, normalmente é encontrado em associação com outras substâncias, como cafeína, dipirona ou paracetamol, para potencializar seu efeito no alivio dos sintomas, podendo ainda ter cloridrato de metoclopramida na sua composição, para aliviar as náuseas e vômitos causados pela enxaqueca.

O mesilato de diidroergotamina em associação com outras substâncias pode ser encontrado com os nomes comerciais Cefalium, Cefaliv, Migraliv ou Enxaq, por exemplo, e deve ser usado com indicação médica.

6. Metoclopramida

A metoclopramida é um antiemético indicado para aliviar as náuseas e vômitos causados pelas crises agudas de enxaqueca, podendo ser usado junto com outros medicamentos para o alivio da crise de enxaqueca.

Esse remédio age aumentando as contrações dos músculos do trato digestivo, acelerando o esvaziamento gástrico e intestinal, ajudando a aliviar as náuseas e os vômitos, e seu inicio de ação é de cerca de 30 a 60 minutos após tomar por via oral. Saiba como tomar a metoclopramida.

Outro antiemético que pode ser indicado pelo médico para aliviar as náuseas e vômitos é a clorpromazina.

7. Prednisona

A prednisona, assim como a betametasona, são corticoides que podem ser indicados pelo médico para o tratamento da crise aguda e grave de enxaqueca, aliviando rapidamente a dor de cabeça, embora essa indicação não conste na bula desses remédios.

Esses corticoides também podem ser indicados para o tratamento da enxaqueca desencadeada pelo uso excessivo de remédios para dor de cabeça.

Geralmente, o tratamento com esses remédios é por um curto período de tempo, devido ao risco aumentado de efeitos colaterais quando usados a longo prazo. Confira os principais efeitos colaterais dos corticoides.

Nos casos mais graves de crise de enxaqueca, o médico também pode indicar o uso da metilprednisolona em aplicação na veia ou músculo, feita pelo enfermeiro no hospital.

8. Propranolol

O propranolol é um betabloqueador adrenérgico indicado como primeira opção de tratamento para prevenir crises de enxaqueca.

Isto porque esse remédio ajuda a abrir as veias e artérias, melhorando o fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo ajudar a prevenir as crises agudas.

Outros betabloqueadores que podem ser indicados pelo médico são metoprolol, atenolol ou bisoprolol, por exemplo.

9. Topiramato

O topiramato é um remédio anticonvulsivante indicado para prevenir crises de enxaqueca em adultos.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de comprimidos com os nomes comerciais Topamax, Amato, Égide, Vidmax ou Têmpora, por exemplo. Saiba como tomar o topiramato.

Outro anticonvulsivante que pode ser indicado pelo médico é o ácido valproico, geralmente como segunda opção de tratamento.

10. Amitriptilina

A amitriptilina é um antidepressivo que também pode ser usado para prevenir crises de enxaqueca em adultos.

Esse remédio pode ser encontrado na forma de comprimidos ou cápsulas para uso oral, com os nomes comerciais Tryptanol, Amytril, Neo Amitriptilina ou Neurotrypt. Veja como tomar a amitriptilina para enxaqueca.

11. Flunarizina

A flunarizina é um um antagonista dos canais de cálcio indicado para prevenir crises de enxaqueca, pois evita o estreitamento dos vasos sanguíneos cerebrais, facilitando o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro, evitando novas crises de enxaqueca.

Esse remédio é encontrado na forma de comprimidos ou solução oral, com os nomes Vertix, Vertigium ou Vertizan, por exemplo, e deve ser usado com indicação médica.

12. Erenumabe

O erenumabe é um anticorpo monoclonal, na forma de injeção para aplicar sob a pele, indicado para prevenir crises de enxaqueca, nos casos de pessoas que têm, pelo menos 4 dias de enxaqueca por mês.

Esse remédio é encontrado com o nome comercial Pasurta, e as doses para adultos variam de 70 mg a 140 mg, administrados uma vez por mês.

Outros anticorpos monoclonais que podem ser indicados pelo médico são o fremanezumabe (Ajovy) ou galcanezumabe (Emgality), por exemplo.

13. Toxina botulínica A

O uso da toxina botulínica tipo A pode ser indicado pelo médico para a prevenção de crises de enxaqueca em adultos.

A toxina botulínica é aplicada localmente pelo médico por injeção em volta do crânio em dose única, podendo reduzir a frequência e a gravidade das crises e o uso de remédios profiláticos. Confira outros tratamento indicados para enxaqueca.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns dos remédios para enxaqueca são náuseas, tontura, fraqueza muscular, alteração da sensibilidade dos dedos das mãos e dos pés, úlceras no estômago, aumento da pressão arterial, palpitações ou palidez, por exemplo.

No entanto, esses efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa e de acordo com o tipo de remédio indicado pelo médico.

Caso a pessoa apresente alguns destes efeitos colaterais, o médico pode avaliar a possibilidade de alterar a dose ou indicar outro medicamento.

Quem não deve tomar

A maior parte dos medicamentos indicados para enxaqueca podem ser desaconselhados no caso de grávidas e mulheres em amamentação.

Além disso, alguns remédios devem ser usados com cautela por pessoas com pressão alta, problemas cardíacos, isquemia cerebral, diabetes, colesterol alto ou obesidade.

Por isso, é importante sempre consultar o neurologista, que deve indicar o melhor remédio para enxaqueca, de forma individualizada.



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Vegetais crucíferos: o que são, lista (e benefícios)

Os vegetais crucíferos, ou brássicas são um grupo de vegetais que incluem a couve-flor, o repolho, o brócolis, a rúcula, a couve, o nabo, o agrião e a couve-de-bruxelas, por exemplo.

Esses vegetais promovem alguns benefícios à saúde, como diminuir o risco de diabetes tipo 2 e câncer, e manter a saúde cardíaca. Isso porque têm compostos bioativos e nutrientes como glucosinolatos, vitamina C, fibras e carotenoides.

Para se obter esses benefícios, os vegetais crucíferos podem ser consumidos crus ou preparados cozidos no vapor, salteados, assados ou no micro-ondas, na forma de saladas, sucos ou snacks, por exemplo.

Leia também: Diferença entre legumes e verduras (com exemplos) tuasaude.com/diferenca-entre-legumes-e-verduras
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Lista de vegetais crucíferos

A lista a seguir traz alguns exemplos de vegetais crucíferos:

  • Couve-flor;
  • Couve chinesa;
  • Brócolis;
  • Rúcula;
  • Couve;
  • Rabanete;
  • Nabo;
  • Agrião;
  • Folhas de mostarda;
  • Couve-de-bruxelas;
  • Repolho.

Outros vegetais crucíferos menos conhecidos incluem couve galega, bok choy, ou pak choi, raiz-forte, wasabi, rutabaga e couve-rábano.

Principais benefícios

Os principais benefícios dos vegetais crucíferos são:

1. Fornecem nutrientes essenciais

Os vegetais crucíferos fornecem como glucosinolatos, vitamina C, vitamina K, fibras, carotenoides 

Esses compostos bioativos e nutrientes essenciais possuem ação antioxidante, anti-inflamatória, sacietogênica e anticancerígena.

2. Podem reduzir do risco de câncer

Os vegetais crucíferos podem reduzir o risco de alguns tipos de câncer, como colorretal, de mama, de próstata, câncer gástrico, de pulmão e de ovário.

Isso porque as brássicas têm glucosinolatos, compostos bioativos que se transformam em isotiocianatos, como sulforafano e indóis.

Em testes laboratoriais e animais, os isotiocianatos protegeram o DNA das células contra danos, inibiram enzimas que ativam carcinógenos e estimularam enzimas que os desativam, e promoveram a autodestruição de células anormais e retardar o crescimento celular.

3. Têm ação antioxidante e anti-inflamatória

Os vegetais crucíferos têm ação antioxidante e anti-inflamatória, porque fornecem compostos bioativos e nutrientes como vitamina C, isotiocianatos, polifenóis e flavonoides, por exemplo.

Assim, esses vegetais modulam o estresse oxidativo e as respostas inflamatórias, protegendo o DNA das células e neutralizando os radicais livres.

Leia também: 12 alimentos anti-inflamatórios (para incluir na dieta) tuasaude.com/alimentos-anti-inflamatorios

4. Mantêm a saúde cardíaca

Por terem ação anti-inflamatória e antioxidante, os vegetais crucíferos ajudam a manter a saúde cardíaca, devido ao fornecimento de sulforafano.

Os vegetais crucíferos também ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue, diminuindo os níveis de colesterol total e \"ruim\", LDL, e triglicerídeos, além de ajudar a aumentar o colesterol \"bom\", HDL.

5. Promovem a saúde digestiva

Os vegetais crucíferos promovem a saúde digestiva, porque têm ótimas quantidades de fibras, que ajudam a amolecer e dar volume às fezes, ajudando nas evacuações.

Além disso, esses vegetais também contêm compostos bioativos, como flavonoides e polifenóis, que ajudam a reduzir a inflamação, o estresse oxidativo e o dano à barreira intestinal.

6. Pode diminuir o risco de diabetes tipo 2

Por conterem boas quantidades de fibras, os vegetais crucíferos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue, diminuindo o risco de resistência à insulina e diabetes tipo 2.

Como consumir

Os vegetais crucíferos podem ser consumidos crus, em saladas, sucos ou snacks, acompanhados de molhos, por exemplo. Consumir esses vegetais crus ajuda a otimizar a transformação dos glucosinolatos em isotiocianatos no trato gastrointestinal.

Esses vegetais também podem ser cozidos no vapor, salteados, assados ou no micro-ondas. Entretanto, é recomendado cozinhá-los por pouco tempo, até que fiquem \"al dente\", ou seja, macios e crocantes, e com as folhas brilhantes.

Isso porque cozinhar os vegetais crucíferos por muito tempo ou cozinhá-los imersos em água, aumenta a perda de glucosinolatos.

A ingestão recomendada de vegetais em geral é de 2 a 3 porções, o que corresponde entre 160 e 240 g, por exemplo. Além disso, o consumo de 20 a 300 g de vegetais crucíferos por dia, parece estar relacionado a benefícios cardíacos, anti-inflamatórios e anticancerígenos.

Cuidados

Pessoas com hipotireoidismo devem evitar consumir os vegetais crucíferos em excesso, como dois copos de suco de couve por dia, por exemplo. Nestes casos, é aconselhado o consumo regular em quantidades normais, como na forma de salada, algumas vezes na semana, por exemplo. Isso porque, em excesso, esses alimentos podem diminuir a captação do iodo pela glândula tireoide.

Além disso, o consumo de vegetais crucíferos em grandes quantidades pode causar gases e estufamento em algumas pessoas.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Nucala (mepolizumabe): para que serve e como aplicar

O Nucala (mepolizumabe) é um remédio que pode ser indicado para tratar a asma eosinofílica grave, a granulomatose eosinofílica com poliangeíte, a síndrome hipereosinofílica e a rinossinusite crônica com pólipos nasais grave.

Este medicamento contém o princípio ativo mepolizumabe, um anticorpo monoclonal que atua reduzindo a inflamação nos pulmões, vias aéreas, vasos sanguíneos ou tecidos envolvidos na doença.

Leia também: Anticorpos monoclonais: o que são, tipos e para que servem tuasaude.com/anticorpos-monoclonais

O Nucala está disponível em farmácias e drogarias na forma pó liofilizado para solução injetável ou em seringa/caneta pré-cheia. No entanto, este medicamento deve ser usado somente com indicação médica, após uma avaliação adequada.

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Para que serve o Nucala

O Nucala é indicado para o tratamento de condições como:

  • Asma eosinofílica grave;

  • Granulomatose eosinofílica com poliangeíte, recidivante ou refratária;

  • Síndrome hipereosinofílica, sem causa não-hematológica secundária identificável.

O mepolizumabe também pode ser indicado para tratar a rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, quando o uso de corticosteroides sistêmicos e/ou a cirurgia não controlaram bem a doença.

Leia também: Rinossinusite: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/rinossinusite

Como o medicamento funciona

O princípio ativo de Nucala é o mepolizumabe, um anticorpo monoclonal que atua sobre a interleucina-5, uma substância que estimula a produção e a sobrevivência de eosinófilos no corpo.

Ao bloquear a ação desta interleucina, o mepolizumabe diminui a produção e sobrevivência dos eosinófilos no sangue, pulmões e tecidos. Isso ajuda a diminuir a inflamação nos pulmões, vias aéreas, vasos sanguíneos ou tecidos envolvidos na doença.

Se deseja entender melhor como funciona o Nucala, fale com um profissional Rede D\'Or especializado no uso de imunobiológicos.

Como aplicar

Nucala deve ser aplicado por injeção subcutânea, ou seja, sob a pele. A aplicação pode ser feita na parte superior do braço, na coxa ou no abdome.

A aplicação da caneta aplicadora deve ser feita conforme o passo a passo a seguir:

  1. Retirar o medicamento da geladeira e aguardar 30 minutos, para que ele atinja a temperatura ambiente antes do uso;
  2. Verificar se o líquido da injeção está transparente, livre de nebulosidade ou partículas;
  3. Não agitar a caneta ou a seringa e não usar se o medicamento parecer turvo, tiver mudado de cor ou se tiver caído em uma superfície dura
  4. Escolher o local da aplicação e limpar com uma compressa com álcool;
  5. Remover a tampa transparente da agulha puxando-a com firmeza, injetando logo após e sempre dentro de 5 minutos;
  6. Colocar a caneta firmemente contra a pele e empurrar totalmente para baixo;
  7. Durante a aplicação, a pessoa ouvirá o primeiro \"clique\" indicando que a injeção começou, e o indicador amarelo começará a descer na janela de inspeção;
  8. Continuar segurando a caneta até ouvir o segundo \"clique\" e o indicador amarelo preencher a janela;
  9. Manter a caneta no lugar enquanto conta até 5 antes de levantá-la da pele;
  10. Não esfregar o local da injeção;
  11. Descartar a caneta usada em um recipiente para objetos perfurocortantes.

A injeção de Nucala, na forma de pó liofilizado para reconstituição, deve ser feita apenas por um profissional de saúde. Já a solução injetável pronta (caneta aplicadora ou seringa preenchida), pode ser aplicada pelo paciente ou cuidador treinados.

Não se deve administrar a injeção em regiões do corpo onde a pele esteja sensível, machucada, vermelha ou dura.

Posologia

A posologia do Nucala varia de acordo com a idade e a condição de saúde a ser tratada, e inclui:

  • Asma eosinofílica grave: para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, a dose recomendada é de 100 mg uma vez a cada 4 semanas. Já em crianças entre 6 anos e 11 anos, a dose recomendada é de 40 mg uma vez a cada 4 semanas;
  • Rinossinusite crônica com pólipos nasais: a dose recomendada é de 100 mg, uma vez a cada 4 semanas, para adultos;
  • Granulomatose eosinofílica com poliangeíte (adultos): é recomendado 300 mg, uma vez a cada 4 semanas. Assim, devem ser aplicadas 3 injeções de 100 mg cada, uma vez a cada quatro semanas;
  • Síndrome hipereosinofílica (adolescentes com 12 anos ou mais e adultos): a dose indicada é de 300 mg de uma vez a cada 4 semanas. Neste caso, a pessoa deve receber 3 injeções de 100 mg cada, uma vez a cada quatro semanas.

Nos casos onde a pessoa deve receber mais de uma injeção no mesmo dia, deve-se escolher diferentes locais, que devem estar separados por pelo menos 5 cm de distância.

O que fazer em casos de esquecimento

Se esquecer de aplicar a injeção de Nucala usando a caneta aplicadora ou seringa preenchida, deve-se administrar a próxima dose assim que lembrar.

Se a pessoa que aplicou o medicamento não percebeu que a dose não foi aplicada até o momento da próxima dose, apenas a próxima dose deve ser aplicada como planejado. Se a pessoa, o cuidador ou o profissional de saúde não estiver certo sobre o que fazer, deve-se perguntar ao farmacêutico, médico ou enfermeiro.

Já em casos de esquecimento da aplicação da injeção de Nucala na forma de pó liofilizado para reconstituição, deve-se entrar em contato com o médico ou hospital o mais rápido possível para reagendar a consulta.

Possíveis efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais mais comuns com o uso do Nucala estão:

  • Dor de cabeça e garganta;
  • Tosse e febre;
  • Dor muscular;
  • Reações no local da injeção, como vermelhidão, dor, inchaço, coceira e sensação de queimação da pele;
  • Reações sistêmicas não alérgicas, como erupção cutânea, vermelhidão e dor muscular;
  • Dor na parte superior do abdome
  • Nariz entupido;
  • Eczema;
  • Infecção do trato urinário, incluindo sintomas como sangue na urina, dor e micção frequente, febre, dor na parte inferior das costas.

Já os efeitos colaterais raros incluem reação alérgica de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia. Assim, a pessoa pode apresentar erupção cutânea ou vermelhidão, inchaço do rosto ou da boca, tosse ou dificuldade em respirar, sensação de fraqueza ou tontura.

Nos casos de reação alérgica grave, é fundamental chamar ou ir ao pronto-socorro imediatamente, por ser uma emergência médica que pode colocar a vida em risco.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

Nucala engorda ou emagrece?

O Nucala não engorda ou emagrece diretamente, pois não está relacionado com o ganho ou perda de peso nos efeitos colaterais.

Entretanto, o mepolizumabe pode ajudar a evitar o ganho de peso, ao favorecer uma redução da dose ou a interrupção do uso de corticoides orais. Isso porque os corticoides orais podem provocar o aumento do peso, devido à retenção de líquidos e aumento do apetite.

Leia também: 7 remédios que podem provocar aumento do peso tuasaude.com/remedios-que-engordam

Quem não pode usar

O Nucala não deve ser usado por pessoas com alergia ao mepolizumabe ou a qualquer componente do medicamento. Além disso, o Nucala é contraindicado para tratar crises agudas de asma.

Este remédio não é indicado para tratar asma eosinofílica grave em crianças com menos de 6 anos. Esse remédio também não deve ser usado para o tratamento de granulomatose eosinofílica com poliangeíte em pessoas com menos de 18 anos.

O Nucala só deve ser usado para o tratamento da síndrome hipereosinofílica e rinossinusite crônica com pólipos nasais, em crianças com mais de 12 anos ou adultos, respectivamente.

Pessoas com infecção parasitária pré-existente devem ser tratadas antes de iniciar o uso do Nucala.

Além disso, o uso do Nucala por mulheres grávidas ou amamentando, deve ser feito somente com indicação médica, após uma avaliação do risco-benefício do uso deste remédio.



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Dieta da banana: emagrece? Como fazer (e cardápio)

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Ressonância magnética do joelho: indicação e como é feita

A ressonância magnética do joelho é um exame que pode ser solicitado para ajudar no diagnóstico e avaliação de condições como lesões, fraturas, infecções, tumores ou dores crônicas no joelho, por exemplo.

A ressonância magnética, também conhecida como ressonância magnética nuclear, é um exame de imagem que permite visualizar, com grande definição, as estruturas internas dos órgãos.

Leia também: Ressonância magnética: o que é, como é feita, tipos (e preparo) tuasaude.com/ressonancia-magnetica

A ressonância magnética do joelho é um exame que deve ser solicitado pelo médico, podendo ser feito em clínicas e hospitais do SUS ou privados e dura cerca de 30 a 60 minutos.

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Quando é indicada

A ressonância magnética do joelho pode ser indicada para diagnosticar ou avaliar condições como:

  • Lesões nos ligamentos, meniscos ou tendões;
  • Joelho instável ou travado;
  • Fraturas;
  • Infecções;
  • Tumores;
  • Dores crônicas;
  • Artrite.

Além disso, a ressonância magnética do joelho também pode ser indicada pelo médico para acompanhar o progresso e avaliar possíveis complicações após cirurgias.

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Como é o preparo

O preparo da ressonância magnética do joelho, varia de acordo com o tipo de exame e o laboratório, podendo ser recomendado fazer jejum de 4 a 6 horas antes.

Além disso, deve-se comunicar ao médico se a pessoa possui alergias a contrastes ou medicamentos, se possui doença renal grave ou se está grávida ou tem a suspeita de gravidez.

Pessoas que têm tatuagens, usam marcapasso, desfibrilador cardíaco ou outros dispositivos ou implantes metálicos, também devem informar ao médico.

Como é feita a ressonância magnética do joelho

A ressonância ressonância magnética do joelho é feita conforme o passo a passo a seguir:

  1. Pedir à pessoa para retirar todos os itens de metal e eletrônicos, como joias, relógio, óculos, chave, aparelhos auditivos, grampos, celular e dispositivos de rastreamento;
  2. Trocar de roupa e vestir uma bata hospitalar ou roupas confortáveis, sem zíperes ou botões de metal;
  3. Para bebês, crianças ou pessoas com claustrofobia ou ansiedade, o médico pode prescrever um sedativo leve antes do exame;
  4. Colocar a pessoa deitada na mesa do aparelho;
  5. Colocar tiras e/ou apoios, para manter o joelho imóvel durante o exame;
  6. O técnico poderá colocar tampões auriculares ou fones de ouvidos na pessoa, para ajudar a bloquear o ruído;
  7. Obtenção das imagens e detecção das possíveis alterações.

O exame de ressonância magnética do joelho geralmente dura de 30 a 60 minutos.

Se for necessário, o médico também poderá administrar contraste, por meio de um cateter intravenoso, para ajudar a realçar, evidenciar e deixar mais nítido o joelho, obtendo uma melhor definição das imagens.

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Os resultados da ressonância magnética devem ser sempre interpretados pelo médico que solicitou o exame.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais com este exame incluem leve sensação de calor no local examinado, desconforto, claustrofobia e ataques de ansiedade.

A pessoa também pode apresentar danos à audição, caso a ressonância seja feita sem o uso de protetores ou fones de ouvido.

Em casos de uso de contraste, a pessoa também pode apresentar sensação de frescor no local da injeção, náusea, vômito, desconforto abdominal, dor no local da injeção, dor de cabeça, tontura, sensação de formigamento, dor muscular e nas articulações. Outros efeitos colaterais incluem palidez, fraqueza, pressão baixa ou alta, taquicardia, suor excessivo e ansiedade, em algumas pessoas.

Embora seja raro, a pessoa que recebe contraste também pode ter reações de hipersensibilidade leves a graves, podendo apresentar erupções cutâneas, coceira e inchaço na pele, dificuldade para respirar, chiado no peito, inchaço na garganta ou outras partes do corpo, e choque anafilático.

Riscos da ressonância ressonância magnética do joelho

Os riscos da ressonância magnética do joelho são:

  • Fibrose sistêmica nefrogênica, uma complicação relacionada à injeção de gadolínio, composto do contraste;
  • Risco de projéteis, pois o campo magnético pode atrair e acelerar objetos ferromagnéticos em direção ao scanner;
  • Mau funcionamento ou deslocamento de dispositivos eletrônicos ou metálicos implantados, como marca-passos, desfibriladores cardíacos e clipes de aneurisma cerebral;
  • Lesões, causadas pelo movimento ou deslocamento de fragmentos metálicos, como balas ou estilhaços.

Esse exame também pode provocar um aquecimento em implantes no corpo, mesmo os não ferrosos. Raramente, a ressonância magnética também pode aquecer tatuagens que contêm ferro.

Assim, na presença de calor nas áreas que estão sendo avaliadas, deve-se informar imediatamente ao técnico.

Quem não pode fazer

A ressonância magnética do joelho não deve ser feita por  pessoas com dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, como marca-passo, desfibrilador cardíaco implantável e dispositivos de terapia de ressincronização cardíaca.

Pessoas com corpos estranhos metálicos magnéticos dentro ou próximo ao olho, cateteres com componentes metálicos, clipes metálicos usados em aneurismas cerebrais, implantes cocleares ou auriculares e fragmentos metálicos, como balas ou estilhaços, também não devem fazer esse exame.

Além disso, pessoas com sistemas de neuroestimulação implantáveis e bombas de infusão de medicamentos, também não podem fazer esse exame.

A ressonância magnética feita com contraste só deve ser feita por pessoas com hipersensibilidade ao gadolínio, função renal comprometida, mulheres grávidas ou que estejam amamentando e crianças, após avaliação dos riscos pelo médico.

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