terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ibuprofeno: para que serve, como tomar, posologia (e efeitos colaterais)

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide que serve para aliviar a febre e tratar dor de cabeça, muscular e de dente, enxaqueca ou cólica menstrual, por exemplo.

Este medicamento age inibindo a produção de prostaglandinas, que são substâncias que estimulam a inflamação, a dor e a febre no corpo, e tem o início cerca de 15 a 30 minutos após a ingestão e dura entre 4 a 6 horas, podendo chegar a 8 horas.

O ibuprofeno pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma na forma de comprimidos, cápsulas moles, suspensão oral e gotas, com o nome genérico ou nomes comerciais, como Advil, Alivium, Buscofem e Ibuprotrat. No entanto, este remédio deve ser tomado somente com indicação e orientação de um médico.

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Para que serve

O ibuprofeno serve para ajudar no tratamento de:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de dente;
  • Dor de garganta;
  • Dores associadas a gripes e resfriados;
  • Cólicas menstruais;
  • Dores musculares e na coluna.
  • Dores após cirurgias.

Esse remédio também pode ser indicado para tratar artrite reumatoide, osteoartrite, reumatismo articular, bursite, tendinite, cotovelo de tenista, entorses, contusões e hematomas.

O ibuprofeno de 300 mg também pode ser indicado para o tratamento de dor varicosa, flebites superficiais e inflamações varicosas.

Leia também: Para que serve o ibuprofeno (e como tomar) tuasaude.com/ibuprofeno-para-que-serve

Posologia e como tomar

A posologia e forma de tomar o ibuprofeno variam conforme a idade, a condição a ser tratada e a apresentação deste remédio.

1. Ibuprofeno comprimidos

A posologia normalmente recomendada do ibuprofeno comprimidos inclui:

  • Ibuprofeno comprimido 300 mg (adultos): de 1 comprimido, 2 a 3 vezes ao dia. Se for necessário, pode-se tomar um comprimido adicional ao deitar-se. A dose total diária não pode ultrapassar 2400 mg;
  • Ibuprofeno comprimido revestido 300 mg (adultos e crianças acima de 12 anos): 1 comprimido, 2 a 3 vezes ao dia, não ultrapassando 2400 mg por dia. Na dismenorreia, tomar 1 comprimido, 2 vezes ao dia, até os sintomas sumirem;
  • Ibuprofeno comprimido 400 mg (adultos e crianças acima de 12 anos): para dor, tomar 400 mg a cada 4 a 6 horas. Para cólica menstrual, tomar 400 mg a cada 4 horas. Para artrite reumatoide, osteoartrite e outras doenças crônicas, de 1200 a 3200 mg por dia;
  • Ibuprofeno comprimido revestido 400 mg(adultos e crianças acima de 12 anos): 1 comprimido a cada 6 a 8 horas, não excedendo 2400 mg/dia, podendo chegar ao máximo de 3200 mg/dia, se for indicado pelo médico;
  • Ibuprofeno 600 mg comprimido revestido (adultos): 1 comprimido 3 ou 4 vezes ao dia. A dose pode ser diminuída ou aumentada, conforme a gravidade dos sintomas, não excedendo a dose diária total de 3200mg;

Os comprimidos do ibuprofeno devem ser tomados inteiros, sem partir ou mastigar, com um copo de água e de preferência durante ou após as refeições, ou ainda com leite.

2. Ibuprofeno gotas

As doses normalmente recomendadas do ibuprofeno gotas são:

  • Ibuprofeno gotas 50 mg/mL: de 1 a 2 gotas/Kg de peso corporal, a cada 6 a 8 horas, com o máximo de 40 gotas por dose, para crianças a partir de 6 meses e o total diário não deve passar de 160 gotas. Em adultos, a dose indicada é de 40 a 160 gotas, até 4 vezes por dia, não ultrapassando 640 gotas por dia;
  • Ibuprofeno gotas 100 mg/mL: a dose recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 gota por Kg de peso, a cada 6 a 8 horas, com a dose máxima para crianças com mais de 30 Kg de 20 gotas e a máxima por dia de 80 gotas. Em adultos, a dose indicada é de 20 a 80 gotas, até 4 vezes ao dia, não ultrapassando 320 gotas por dia;
  • Ibuprofeno gotas 200 mg/mL: para adultos, é indicado de 10 a 40 gotas, até 4 vezes por dia, não passando de 160 gotas por dia. Para crianças a partir de 6 meses, é indicado 1 gota a cada 2 quilos de peso, de 6 a 8 horas ao dia. Crianças com mais de 30Kg não devem tomar mais de 10 gotas por dose e 40 gotas por dia.

O ibuprofeno gotas pode ser usado por crianças com mais de 6 meses de idade, desde que com indicação do pediatra, para calcular a dose para a criança de acordo com o peso e a idade, de forma individualizada.

Antes de usar o ibuprofeno gotas pediátricas é importante agitar o frasco.

Leia também: Ibuprofeno gotas: para que serve, como tomar (e posologia) tuasaude.com/ibuprofeno-gotas

3. Ibuprofeno cápsula em gel

O ibuprofeno em cápsula de gel deve ser tomado com um copo de água, sem partir ou mastigar e de preferência durante ou após as refeições, ou com leite.

A posologia indicada do ibuprofeno em cápsula de 400 mg para adultos e crianças acima de 12 anos é de 1 cápsula, com intervalo mínimo de 4 a 6 horas, não excedendo o total de 3 cápsulas em um período de 24 horas.

Já a cápsula de 600 mg só é indicada para adultos, sendo indicado tomar 1 cápsula 3 ou 4 vezes ao dia. A dose pode ser diminuída ou aumentada, conforme a gravidade dos sintomas, mas não deve exceder a dose diária total de 3200mg.

4. Ibuprofeno suspensão oral

O ibuprofeno suspensão oral de 30 mg/mL deve ser tomado por via oral e a dose deve ser medida com a seringa dosadora fornecida na embalagem. É importante agitar o frasco antes de usar.

A dose indicada para crianças a partir de 6 meses deve ser calculada pelo pediatra de acordo com o peso corporal, não ultrapassando a dose máxima de 7 ml.

Já para adultos a posologia recomendada é de 7mL por dose, até 4 vezes por dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o uso do ibuprofeno são náuseas, tontura, sonolência, dor de estômago e lesões na pele, como bolhas ou manchas.

Embora seja menos comum, pode ainda ocorrer má digestão, excesso de gases, prisão de ventre, vômitos, perda de apetite, diarreia, retenção de sódio e água, dor de cabeça, irritabilidade e zumbido no ouvido.

De forma mais rara, o ibuprofeno também pode causar condições graves como:

  • Pele: alergia, dermatite esfoliativa, eritema multiforme, Necrólise Epidérmica Tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, eosinofilia, síndrome de DRESS, pustulose exantemática generalizada aguda, urticária, síndrome lupus-like, manchas roxas e avermelhadas e sensibilidade à luz;
  • Sistema nervoso: formigamento, depressão,ansiedade, meningite asséptica, confusão mental, alucinações, alterações de humor e insônia;
  • Sistema gastrintestinal: pele amarelada, feridas no esôfago, estômago e duodeno, hepatite medicamentosa, inflamação no pâncreas e sangramento digestivo;
  • Sistema geniturinário: insuficiência renal, morte do tecido dos rins, infecção na bexiga, sangue na urina, aumento da frequência e quantidade de urina;
  • Sangue: anemia, anemia hemolítica, pancitopenia, hipoplasia medular, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose e eosinofilia;
  • Visão: visão dupla, redução da capacidade visual, vermelhidão ocular e olho seco;
  • Ouvido, nariz e garganta: diminuição da capacidade de ouvir, inflamação da mucosa nasal, sangramento pelo nariz e boca seca;
  • Sistema cardiovascular: aumento de pressão arterial, infarto, arritmia cardíaca, taquicardia, palpitações, insuficiência cardíaca congestiva, AVC e vasculite;
  • Reações alérgicas graves, com sintomas como inchaço da face e pescoço, dificuldade para respirar e choque anafilático.

A dor no peito pode ser um sinal de uma reação alérgica muito grave, chamada síndrome de Kounis. Neste caso, deve-se informar ao médico e procurar um atendimento médico de emergência.

Na presença de quaisquer outros efeitos colaterais graves, também deve-se suspender imediatamente o uso do ibuprofeno e procurar um médico.

Quem não deve usar

O ibuprofeno não deve ser usado por pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula ou a outros anti-inflamatórios não esteroides.

O ibuprofeno também não deve ser usado por pessoas que apresentam asma brônquica, rinite e intolerância ao ácido acetilsalicílico.

Este remédio também não deve ser usado junto com bebidas alcoólicas e por pessoas com úlcera gastroduodenal ou sangramento gastrointestinal ou histórico de hemorragia ou perfuração gastrintestinal relacionada ao uso anterior de anti-inflamatórios.

Além disso, o ibuprofeno é contraindicado em casos de suspeita de dengue, pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Mulheres grávidas ou que estejam amamentando só devem tomar o ibuprofeno com indicação e orientação médica. O uso do ibuprofeno em crianças ou idosos só deve ser feito com indicação e orientação médica.

Esse remédio não deve ser usado para dor por mais de 10 dias ou para febre por mais de 3 dias, a não ser que o médico recomende o tratamento por mais tempo. A dose recomendada também não deve ser ultrapassada.



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Bridas intestinais: o que são, sintomas (e tratamento)

Bridas intestinais são como faixas de tecido cicatricial que se formam dentro da cavidade abdominal, ligando partes do intestino entre si ou unindo o intestino à parede abdominal ou a outros órgãos de forma anormal. 

Essas cicatrizes geralmente se formam após cirurgias ou inflamações abdominais e podem causar desconforto durante o contato íntimo, dor abdominal, além de obstrução intestinal ou infertilidade.

O tratamento das bridas intestinais é feito pelo gastroenterologista ou cirurgião, e em muitos casos envolve cirurgia, geralmente por laparoscopia, com o objetivo de localizar e separar ou cortar as bridas para libertar os segmentos do intestino que estão presos.

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Sintomas de bridas intestinais

Os principais sintomas de bridas intestinais são:

  • Dor abdominal persistente;
  • Sensação de inchaço ou distensão da barriga;
  • Cólicas fortes;
  • Náuseas e vômitos;
  • Alteração do ritmo intestinal e formação de gases.

Em alguns casos, as bridas intestinais podem causar desconforto durante o contato íntimo, afetar a fertilidade ou dificultar a gravidez. 

Além disso, podem provocar obstrução intestinal, bloqueando a passagem normal de alimentos e fezes, o que pode levar ao acúmulo de conteúdo intestinal e risco de complicações graves se não forem tratadas a tempo. Saiba mais sobre os sintomas e como tratar a obstrução intestinal. 

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de bridas intestinais é feito pelo gastroenterologista ou cirurgião, que considera a história clínica da pessoa, verificando se houve cirurgias abdominais anteriores, inflamações ou infecções.

Além disso, o médico avalia os sintomas apresentados e realiza o exame físico, procurando sinais de desconforto, distensão abdominal ou alterações no trânsito intestinal que possam indicar obstrução.

Em caso de sintomas de bridas intestinais, marque consulta com o gastroenterologista mais próximo de você:

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O médico também pode solicitar exames de imagem, como raio‑X abdominal ou tomografia, que às vezes indicam sinais de obstrução, mas nem sempre mostram as bridas, já que elas se formam entre os órgãos. 

Quando há forte suspeita e outras causas são descartadas, a presença das bridas pode ser confirmada durante uma cirurgia, como a laparoscopia, que permite localizá-las e removê-las.

Causas de bridas intestinais

As bridas intestinais podem surgir principalmente por:

  • Cirurgias abdominais anteriores;
  • Inflamações ou infecções dentro da barriga;
  • Condições como doença de Crohn, diverticulite, endometriose;
  • Peritonite, que é a inflamação da membrana que envolve os órgãos;
  • Traumatismos abdominais, como pancadas em acidentes;
  • Presença de corpos estranhos no abdômen, como fios de sutura;
  • Tratamentos médicos como diálise peritoneal ou radiação.

Apesar das bridas poderem se formar em qualquer pessoa que tenha passado por uma cirurgia abdominal, atualmente esses casos são menos frequentes graças às novas tecnologias cirúrgicas e materiais modernos.

As bridas intestinais surgem quando ocorre uma inflamação ou uma cicatrização irregular dos tecidos dentro da cavidade abdominal, fazendo com que órgãos que normalmente deslizam livremente fiquem presos uns aos outros. 

Em casos raros, as bridas intestinais podem estar presentes desde o nascimento, sem relação com cirurgias ou traumas prévios.

Tratamento para bridas intestinais

O tratamento das bridas intestinais, orientado pelo gastroenterologista, pode envolver:

1. Cirurgia

Quando as bridas causam sintomas intensos ou um quadro de oclusão intestinal, ou quando comprometem o funcionamento de outros órgãos, pode ser indicada a realização da cirurgia, de preferência por laparoscopia. Entenda como é feita e para que serve a cirurgia por laparoscopia.

O procedimento envolve separar ou cortar as bridas para libertar os segmentos do intestino que estão presos. Contudo, a própria cirurgia pode, por si só, gerar novas aderências no futuro, pelo processo natural de cicatrização.

Em casos de obstrução intestinal grave, quando o conteúdo do intestino não consegue passar e há risco de perfuração, a cirurgia se torna necessária de forma urgente.

2. Medicamentos

No tratamento das bridas intestinais, a medicação é geralmente utilizada para aliviar sintomas e controlar complicações, enquanto a pessoa é monitorada e avaliada para possível intervenção cirúrgica. 

Podem ser prescritos pelo médico analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir a dor abdominal e o desconforto, e medicamentos para náuseas e vômitos caso haja obstrução parcial do intestino. 

Em situações de infecção associada ou risco de complicações, antibióticos podem ser administrados.

3. Alimentação

Em casos de obstrução parcial do intestino ou sintomas leves causados por bridas, ajustes na alimentação podem ajudar a aliviar o desconforto e facilitar o trânsito intestinal. 

Geralmente, recomenda-se ingerir pequenas porções de alimentos leves e de fácil digestão, como frutas cozidas e massas bem cozidas, evitando alimentos muito fibrosos ou que causem gases em excesso, como feijão, repolho e brócolis. 

Leia também: 12 alimentos que causam gases tuasaude.com/alimentos-que-causam-gases

Entretanto, esses cuidados não eliminam as bridas, mas podem reduzir os sintomas enquanto se observa a evolução e o médico decide sobre intervenções adicionais.



source https://www.tuasaude.com/bridas/

Sinal de Frank: o que é, sintomas, o que significa (e como saber)

O sinal de Frank é uma alteração anatômica caracterizada por uma prega ou dobra profunda que atravessa, no sentido diagonal, o lóbulo da orelha, que é a parte inferior, macia e flexível.

Cientificamente conhecido como prega lobular longitudinal, o sinal de Frank é um marcador cutâneo que pode significar um risco aumentado de problemas cardíacos, como infarto do miocárdio e aterosclerose, por exemplo.

Leia também: 10 doenças cardiovasculares: sintomas e tratamento tuasaude.com/doencas-cardiovasculares

Assim, na suspeita de sinal de Frank, é aconselhado consultar o clínico geral ou cardiologista. Assim, o médico vai verificar se é realmente o sinal de Frank ou apenas uma marca superficial, fazer um exame físico e, se for necessário, solicitar a realização de alguns exames.

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Foto de sinal de Frank

Sintomas do sinal de Frank

Os sintomas e características do sinal de Frank incluem a presença de uma dobra diagonal, que começa na cartilagem na frente do canal auditivo e vai até a borda posterior do lóbulo da orelha.

Esse sinal pode cobrir mais de um terço ou até dois terços do comprimento total do lóbulo e surgir em apenas uma orelha ou em ambas.

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Sinal de Frank em jovens

Embora o sinal de Frank seja mais comum com o avanço da idade, a sua presença em jovens, geralmente pessoas com menos de 40, 50 ou 60 anos.

A presença desse sinal em jovens é normalmente considerada um marcador de doença arterial coronariana prematura ou aterosclerose. Saiba o que é a doença arterial coronariana.

Assim, os estudos sugerem que o sinal de Frank em jovens deve ser monitorado regularmente pelo médico, para investigar possíveis riscos cardíacos precoces.

Sinal de Frank em mulher

Embora muitos estudos tenham focado em homens, pesquisas mais recentes confirmam que o sinal de Frank em mulher também é um indicador significativo de risco cardiovascular.

A presença do sinal de Frank em mulher deve ser avaliada com cautela em mulheres, junto com outros sintomas de doença cardiovascular. Isso porque fatores como o uso de brincos pesados, por exemplo, podem confundir a avaliação médica.

O que significa o sinal de Frank

O sinal de Frank pode significar um marcador visível da existência de uma doença cardiovascular, como aterosclerose e doença coronariana.

Estudos recentes indicam que o sinal de Frank também pode indicar problemas vasculares no cérebro, como aneurismas arteriais no cérebro e um risco aumentado de AVC e doença isquêmica cerebral.

Além disso, se a dobra aparece nas duas orelhas, a correlação com doenças cardíacas graves é mais forte do que se for apenas em uma.

No entanto, é importante ressaltar que somente o sinal de Frank não é um diagnóstico para doenças cardíacas.

Graus e tipos

Os graus e tipos de classificação para descrever a gravidade do sinal de Frank são:

  • Sinal de Frank leve (grau 1): apenas um enrugamento ou dobra pequeno, em menos que 50% do lóbulo);
  • Sinal de Frank moderado (grau 2): se divide em 2a, onde a ruga superficial atravessa mais de 50% do lóbulo, e 2b, onde a dobra atravessa todo o lóbulo;

Existe também o sinal de Frank grave, ou grau 3, uma dobra profunda que atravessa todo o lóbulo da orelha. Este é dividido em: tipo 1, que é incompleto e superficial; tipo 2, incompleto e profundo; tipo 3, completo e superficial; e tipo 4, que é completo e profundo.

O sinal de Frank grave grau 3 do tipo 4 mostrou ter uma relação maior com eventos cardiovasculares.

Como saber se é sinal de Frank?

Para saber se é um sinal de Frank, é aconselhado consultar o clínico geral ou cardiologista, para fazer uma avaliação das características da dobra, além de outros sintomas apresentados pela pessoa.

O médico também deve solicitar exames complementares, como exame de sangue, de imagem, exame físico e avaliação da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e dos níveis de oxigênio no corpo.

Dúvidas comuns sobre o sinal de Frank

Algumas dúvidas comuns sobre o sinal de Frank são:

1. Sinal de Frank pode sumir?

O sinal de Frank não costuma sumir, por não ser uma dobra momentânea na pele.

Isso porque esse sinal é caracterizado por mudanças do tecido normal por tecido fibroso nos vasos arteriais locais, ruptura das fibras elásticas e danos celulares.

Além disso, o sinal de Frank tende a ficar mais acentuado à medida que a pessoa envelhece.

Se uma linha na orelha some após acordar e passar algumas horas, por exemplo, ela provavelmente não é sinal de Frank, mas uma marca de pressão causada pelo travesseiro.

2. Sinal de Frank é mito?

Com base nas evidências científicas mais recentes, o sinal de Frank não é um mito.

O sinal de Frank é considerado um sinal clínico e um marcador cutâneo de doença cardiovascular, embora não deva ser usado de forma isolada como um diagnóstico definitivo.

3. Sinal de Frank tem cura?

O sinal de Frank não tem cura, porque não é uma doença, mas sim uma alteração anatômica, ou uma cicatriz interna, permanente.



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Hyrox: o que é, benefícios (e como fazer o treino)

O Hyrox é uma modalidade híbrida que combina corrida com exercícios funcionais de força e resistência, unindo capacidades cardiovasculares e musculares em um formato padronizado de exercícios.

O treino Hyrox é realizado por meio da alternância entre corridas de 1 quilômetro e estações com exercícios, como ski erg, empurrar e puxar trenó, burpees, remo, transporte de cargas, avanços com peso e arremessos de bola.

Essa modalidade é acessível a diferentes níveis de condicionamento físico, porém deve ser orientada e supervisionada pelo educador físico, que irá ajustar cargas, intensidade e volume de acordo com as necessidades de cada pessoa.

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Benefícios do Hyrox

O treino Hyrox, quando praticado de forma regular, estimula diferentes capacidades físicas e pode trazer benefícios, como:

  • Melhora da resistência cardiovascular, devido à presença constante da corrida;
  • Aumento da resistência muscular, já que os exercícios envolvem grandes grupos musculares;
  • Controle do peso corporal, por apresentar elevado gasto energético;
  • Maior capacidade de tolerância ao esforço físico prolongado;
  • Desenvolvimento da coordenação e da agilidade.

Além disso, o treino Hyrox pode auxiliar na criação de uma rotina de exercícios mais consistente, pois apresenta um formato organizado e desafiador, que aumenta a motivação e facilita a continuidade da prática ao longo do tempo.

Como fazer o treino Hyrox

O treino Hyrox é estruturado a partir da alternância entre corrida e exercícios funcionais, seguindo uma ordem definida, com os seguintes exercícios:

1. Corrida

A corrida é realizada em trechos fixos de 1 quilômetro e acontece antes de cada estação de exercícios. 

Ao longo do treino, esse percurso é repetido oito vezes, somando um total de 8 quilômetros, o que mantém o esforço cardiovascular constante do início ao fim da atividade. Conheça os benefícios da corrida.

2. Ski erg

O ski erg reproduz o movimento do esqui e envolve braços, tronco e pernas trabalhando juntos. 

Cada estação normalmente exige percorrer uma distância de cerca de 1000 metros no equipamento, o que ajuda a desenvolver força, resistência e coordenação.

3. Sled push

O sled push, ou empurrar o trenó, é realizado com um equipamento próprio, onde a carga pode ser ajustada de acordo com o nível de quem treina. 

O trenó deve ser empurrado por um percurso de cerca de aproximadamente 50 metros por estação.

O exercício exige força das pernas e estabilidade do tronco, tornando a atividade desafiadora, principalmente após a corrida.

4. Sled pull

O sled pull, ou puxar o trenó, é realizado com o trenó preso a uma corda, onde a carga é puxada em direção ao corpo, e a pessoa não deve ultrapassar a linha de chegada do percurso, totalizando aproximadamente 50 metros por estação.

Nesse exercício, os braços, as costas e as pernas trabalham juntos para mover o trenó.

5. Burpee broad jumps

Burpee broad jumps, ou burpees com salto em distância, combinam movimentos de agachamento, apoio no chão e salto para frente. 

A pessoa inicia em pé, desce até apoiar as mãos no chão, estende o corpo no solo, dobra as pernas em direção às mãos e realiza um salto horizontal para frente, repetindo o movimento continuamente até percorrer um total de 80 metros.

Leia também: Burpee: o que é, benefícios, tipos (e como fazer) tuasaude.com/burpee

6. Remo

O remo, ou Rowing, é realizado em um equipamento específico chamado remoergômetro, onde o atleta puxa o remo em direção ao corpo enquanto estende as pernas e mantém o tronco firme, retornando à posição inicial.

Cada estação normalmente exige percorrer cerca de 1000 metros no equipamento.

7. Farmer’s carry

O farmer’s carry, ou transporte de cargas, é realizado segurando pesos nas mãos, geralmente kettlebells, e envolve percorrer um total de 200 metros.

A pessoa deve manter a postura ereta, ombros firmes e tronco estável enquanto caminha em linha reta, estimulando força de postura, equilíbrio e resistência muscular durante o deslocamento.

8. Sandbag lunges

O sandbag lunges, ou avanços com saco de areia, é realizado segurando um saco de areia apoiado nos ombros ou próximo ao peito, estimulando principalmente os músculos das pernas e do quadril.

O praticante deve dar passos à frente, flexionando os joelhos até formar ângulo próximo de 90° e retornar à posição inicial, alternando as pernas a cada repetição. Cada estação normalmente envolve percorrer cerca de 100 metros.

9. Wall ball

O wall ball, ou arremesso de bola, é realizado com uma bola medicinal lançada contra um alvo em altura determinada. 

O movimento inicia em posição de agachamento, segura a bola próximo ao peito, sobe estendendo pernas e tronco e arremessando a bola contra o alvo, pegando-a na descida e repetindo o movimento. 

Cada estação normalmente envolve cerca de 75 a 100 lançamentos, exigindo força, coordenação e resistência, especialmente ao final da sessão, quando a fadiga já está elevada.

Treino e competição

Embora todas as aulas e treinos sigam o conceito do Hyrox, existe diferença entre a prática diária e a competição oficial. 

Na competição, a estrutura é sempre padronizada, com oito corridas de 1 km intercaladas com oito estações funcionais na ordem definida, usando cargas, distâncias e número de repetições fixos para todos os participantes. 

​​Nos treinos em aulas, a estrutura pode ser adaptada ao nível dos praticantes, focando apenas em partes do treino, como resistência, força ou técnica, sem seguir a ordem exata da competição.

A carga, a distância ou a duração também podem ser reduzidas para iniciantes ou ajustadas para grupos específicos. Dessa forma, é possível praticar o Hyrox de maneira progressiva e adequada às necessidades individuais.

Diferença entre Hyrox e CrossFit

O Hyrox e o CrossFit compartilham alguns princípios, como combinar corrida, força e exercícios funcionais, no entanto, apresentam diferenças como:

  • Formato: o Hyrox segue sempre a mesma estrutura, intercalando corrida e estações funcionais, enquanto o CrossFit varia constantemente, oferecendo treinos diferentes a cada dia;
  • Corrida: no Hyrox, a corrida tem grande destaque, somando 8 km ao longo do treino e exigindo resistência cardiovascular. No CrossFit, a corrida aparece de forma esporádica, com foco maior em força, potência e movimentos rápidos;
  • Técnica: os movimentos do Hyrox são simples e diretos, facilitando a execução. Já o CrossFit envolve maior complexidade técnica, especialmente em levantamentos olímpicos e exercícios de ginástica.

Além disso, o Hyrox melhora a resistência e perda de peso, o CrossFit foca mais em desenvolver força, resistência e habilidades gerais de forma diversificada. Veja outros benefícios do CrossFit.



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sábado, 7 de fevereiro de 2026

O que é bom para fortalecer os ossos (5 cuidados)

Para fortalecer os ossos, é bom combinar uma alimentação equilibrada, exercícios de força, exposição adequada ao sol para garantir a vitamina D e hábitos saudáveis, como não fumar e dormir bem, por exemplo.

Ter ossos saudáveis é essencial para manter o corpo firme, a postura correta e prevenir doenças como a osteoporose, protegendo contra fraturas com o passar dos anos.

Leia também: Osteoporose: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osteoporose

Por isso, é indicado adotar uma rotina consistente de cuidados ao longo da vida, permitindo que o corpo se adapte e mantenha ossos mais fortalecidos. 

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Alguns cuidados que são bons para fortalecer os ossos incluem:

1. Alimentação equilibrada

Manter uma alimentação equilibrada é bom para fortalecer os ossos. Entre os nutrientes mais importantes estão:

  • Cálcio, presente em leite, iogurte, queijos e vegetais verdes escuros, é importante para formar e manter a densidade óssea, garantindo que os ossos fiquem mais resistentes e menos sujeitos a fraturas. Conheça outros alimentos ricos em cálcio;
  • Magnésio e fósforo, fundamentais para a estrutura óssea, encontrados em sementes, nozes e cereais integrais, ajudam na mineralização do osso e colaboram para a manutenção da força óssea ao longo do tempo;
  • Ômega‑3, presente em peixes e sementes como linhaça, contribui para a manutenção óssea, reduzindo inflamações e apoiando a saúde das células responsáveis pela renovação dos ossos.
Leia também: 9 alimentos que ajudam a fortalecer os ossos tuasaude.com/3-alimentos-para-fortalecer-os-ossos

Além disso, a vitamina D, encontrada em peixes gordurosos como salmão, atum, sardinha e ovos, ajuda o corpo a absorver o cálcio de forma mais eficiente.

Em alguns casos, mesmo com uma alimentação equilibrada, pode ser necessária a suplementação, geralmente com cálcio e vitamina D, sempre sob orientação do nutricionista ou médico. Saiba como tomar o suplemento de cálcio e vitamina D.

2. Exercícios físicos

Os ossos ficam mais fortes quando se movem e sentem pressão. Por isso, praticar exercícios físicos regularmente é muito importante. 

Os exercícios de força são os mais indicados para fortalecer os ossos, como musculação ou movimentos com o próprio corpo, como agachamentos e flexões, já que aplicam tensão nos ossos e estimulam a formação de massa óssea. 

Atividades que envolvem impacto de cima para baixo no osso, como pular corda, saltos, exercícios de dança ou no step-up, também contribuem para aumentar a densidade óssea. 

Leia também: Tratamento para Fortalecer os Ossos e as Articulações tuasaude.com/tratamento-para-os-ossos

Mulheres pós-menopausa também se beneficiam desses exercícios, já que ajudam a reduzir a perda óssea natural que ocorre com a diminuição do estrogênio. Veja como é o tratamento para menopausa.

Além disso, os exercícios físicos também fortalecem os músculos, melhoram o equilíbrio e a coordenação, contribuindo para a prevenção de quedas e possíveis fraturas nos ossos.

A massa óssea atinge seu pico durante a juventude, por isso é importante que crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, pratiquem exercícios de fortalecimento pelo menos três vezes por semana. 

Para idosos, incluir atividades de força duas vezes por semana já traz benefícios significativos para os ossos. Geralmente, os efeitos positivos começam a aparecer após cerca de 12 semanas de prática regular.

3. Exposição ao sol

A exposição ao sol moderada ajuda na produção de vitamina D, que é fundamental para que o corpo consiga absorver o cálcio e fortalecer os ossos. 

A forma mais eficiente de obter vitamina D é se expondo ao sol quando há maior intensidade de raios UVB, geralmente entre 10h e 15h, durante cerca de 15 a 30 minutos por dia. Conheça o melhor horário para tomar sol e produzir vitamina D.

Como esse período também é o mais quente e a radiação mais intensa, é indicado usar protetor solar com FPS 50 se a pessoa permanecer no sol por mais tempo do que o necessário para a produção adequada de vitamina D.

Além disso, essa prática ajuda a manter outros processos do corpo funcionando bem, como o sistema imunológico e o equilíbrio hormonal, que também influenciam a manutenção de ossos fortes.  

4. Hábitos saudáveis

Para fortalecer os ossos, alguns hábitos saudáveis, como evitar fumar e consumir álcool com moderação, ajudam a preservar a densidade óssea e melhoram a absorção de nutrientes essenciais. 

Já que esses hábitos prejudicam a capacidade do corpo de usar minerais importantes, como cálcio e magnésio, tornando os ossos mais frágeis ao longo do tempo.

Além disso, dormir bem e manter níveis adequados de energia é fundamental, pois um sono de qualidade favorece a produção de hormônios que participam da renovação óssea.

5. Manter o peso adequado

Estar abaixo do peso pode enfraquecer os ossos, aumentando o risco de perda óssea, enquanto o excesso de peso sobrecarrega as articulações e compromete o equilíbrio, tornando quedas e fraturas mais prováveis. Saiba como calcular o peso ideal para altura.

Manter um peso adequado permite que os ossos suportem melhor o corpo e ainda favorece a absorção adequada de nutrientes essenciais, importantes para a formação e manutenção dos ossos.

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source https://www.tuasaude.com/cuidados-para-fortalecer-os-ossos/

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