quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Síndrome de HELLP: o que é, sintomas, causas e tratamento

Síndrome de HELLP é uma complicação ou evolução da pré-eclâmpsia grave, caracterizada pela destruição das hemácias, aumento das enzimas do fígado e diminuição da quantidade de plaquetas no sangue, sendo mais comum após as 28 semanas de gravidez.

Esta síndrome pode causar sintomas como mal estar geral, náuseas, vômitos, dor de cabeça e/ou dor do lado direito na parte superior da barriga, que podem ser confundidos com doenças como gastrite, gripe ou hepatite aguda.

Em caso de suspeita de síndrome de HELLP, é importante procurar uma emergência obstétrica para que a síndrome seja identificada de forma precoce e tratada o mais rápido possível para evitar complicações, como parto prematuro e descolamento de placenta.

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Sintomas da síndrome de HELLP

Os principais sintomas da síndrome de HELLP são:

  • Dor em cólica na boca do estômago ou abaixo das costelas à direita;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço excessivo ou fadiga;
  • Inchaço nas pernas;
  • Dor de cabeça;
  • Pele e olhos amarelados.

Além disso, outros sintomas são pressão alta acima de 140x90 mmHg, visão embaçada, dupla ou com luzes piscando, ou sangramentos ou dificuldade para respirar.

Os sintomas da síndrome de HELLP algumas vezes podem ser confundidos com os de doenças, como gastrite, gripe e, especialmente em caso de pressão alta, pré-eclâmpsia, sendo importante a sua identificação. Saiba os sintomas de pré-eclâmpsia.

É importante ir imediatamente ao pronto-socorro caso surjam sintomas da síndrome de HELLP para iniciar o tratamento rapidamente e evitar complicações para a mulher e o bebê.

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Quando surgem os sintomas?

Os sintomas da síndrome de HELLP, normalmente, surgem entre as 28 e 37 semanas de gravidez ou nos primeiros 7 dias após o parto.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de HELLP é feito pelo obstetra baseado nos sintomas presentes e no resultado de exames, como hemograma, em que são verificadas as características das hemácias e quantidade de plaquetas. 

Além disso, o médico normalmente também indica exames que avaliam o fígado, como a dosagem de bilirrubinas, TGO e TGP no sangue, que também podem estar alterados na síndrome de HELLP, para confirmar o diagnóstico. Conheça mais exames que avaliam o fígado.

Outro exame que pode ser solicitado pelo médico é o de lactato desidrogenase (LDH) no sangue ou desidrogenase láctica.

Leia também: LDH (desidrogenase láctica): para que serve, valores (e LDH alto ou baixo) tuasaude.com/exame-ldh

Classificação da síndrome de HELLP

A síndrome de HELLP pode ser classificada de acordo com o resultado dos exames laboratoriais, de acordo com a classificação de Mississippi, sendo as principais:

Classificação Contagem de plaquetas Níveis de lactato desidrogenase (LDH) Níveis de TGO ou TGP
Síndrome de HELLP classe 1 (grave) Menor ou igual a 50.000 plaquetas/µL de sangue Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L
Síndrome de HELLP classe 2 (moderada) Entre 50.000 e 100.000 plaquetas/µL de sangue Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L
Síndrome de HELLP classe 3 (leve) Entre 100.000 e 150.000 plaquetas/µL de Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L

A classe 1 da síndrome de HELLP é considerada a mais grave, no entanto, todas as classificações podem causar complicações para a gestante e para o bebê se não tratadas rapidamente.

Possíveis causas

Acredita-se que a síndrome de HELLP ocorre por uma ativação exagerada do sistema imunológico devido a alterações no desenvolvimento da placenta durante a gravidez, provocando uma resposta inflamatória no organismo. 

Isso resulta em:

  • H (hemolysis): destruição das hemácias ou glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis por levar oxigênio aos tecidos e órgãos;
  • EL (elevated liver enzymes): aumento das enzimas do fígado;
  • LP (low platelet count): diminuição da quantidade de plaquetas no sangue, responsáveis pela coagulação sanguínea.

Esses parâmetros da síndrome de HELLP são detectados pelo obstetra através dos exames de sangue e urina, além da avaliação dos sintomas.

Quem tem maior risco

Alguns fatores que podem aumentar o risco da síndrome de HELLP são:

  • Histórico de síndrome de HELLP, pré-eclâmpsia ou eclâmpsia em gravidez anterior;
  • Ter mais de 35 anos;
  • Gravidez múltipla;
  • Obesidade;
  • Doenças, como diabetes e pressão alta.

Além disso, acredita-se que algumas mulheres também tenham uma predisposição genética, aumentando o risco de desenvolver a síndrome de HELLP durante a gravidez.

Quem teve síndrome de HELLP pode engravidar novamente?

Caso a mulher tenha tido a síndrome de HELLP e o tratamento tenha sido feito corretamente, a mulher pode engravidar novamente. No entanto, existe o risco de recorrência dessa síndrome em outras gestações.

Por isso, é recomendado que a gestante seja acompanhada de perto pelo obstetra para evitar que tenha alterações durante a nova gravidez.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a síndrome de HELLP normalmente é feito na UTI para que o obstetra possa avaliar constantemente a evolução da gravidez.

Os principais tratamentos para síndrome de HELLP são:

1. Remédios para síndrome de HELLP

Os remédios para síndrome de HELLP têm como objetivo baixar a pressão arterial e controlar a dor.

Assim, podem ser indicados remédios anti-hipertensivos, como hidralazina ou nifedipina, ou analgésicos aplicados na veia.

Além disso, também é feita a aplicação de sulfato de magnésio na veia para evitar convulsões na gestante e e proteger o sistema nervoso do bebê.

Quando a grávida tem menos de 34 semanas, podem ser feitas injeções de corticoide, como a betametasona, para desenvolver os pulmões do bebê de forma a adiantar o parto.

O uso de corticoides também podem ser indicados para ajudar a aumentar os níveis de plaqueta no sangue da gestante, sendo aplicado diretamente na veia.

2. Transfusão de sangue

A transfusão de sangue é indicada quando a gestante apresenta hemoglobina menor que <7gm/dL e manchas roxas no corpo, urina com sangue ou suspeita de descolamento prematuro da placenta.

Geralmente, essa transfusão é feita com concentrado de hemácias.

Além disso, também pode ser feita a transfusão de plaquetas quando a gestante apresenta diminuição das plaquetas no sangue.

O tipo de transfusão sanguínea pode variar de acordo com o exame de sangue da gestante, podendo também ser feita transfusão maciça de sangue.

Leia também: Transfusão de sangue: o que é, quando é necessária e como é feita tuasaude.com/em-que-situacoes-e-indicada-a-transfusao-de-sangue

3. Monitoramento da gestante e do bebê

Durante o internamento hospitalar, é feito o monitoramento constante da gestante e do bebê.

Assim, o bebê é monitorado através do ultrassom obstétrico, perfil biofísico do bebê, teste para medir a frequência cardíaca ou ultrassom com doppler.

Já a gestante, além de exames laboratoriais, o monitoramento é feito com ultrassom, principalmente se apresentar dor em cólica na boca do estômago ou abaixo das costelas à direita .

Caso a grávida apresente dor intensa, o médico também pode solicitar ressonância magnética ou tomografia computadorizada para avaliar alterações no fígado, como ruptura, sangramento ou insuficiência hepática fulminante.

4. Indução do parto

A indução do parto é o tratamento definitivo para síndrome de HELLP em gestações com mais de 34 semanas. Entenda como é feita a indução do parto.

Em alguns casos, como em gestações com menos de 34 semanas, pode ser indicada a cesárea.

O tipo de parto varia com a idade gestacional e condições de saúde da gestante e do bebê.

Leia também: 8 situações em que a cesárea é recomendada (e quando fazer) tuasaude.com/6-boas-razoes-para-fazer-uma-cesarea

5. Plasmaférese

A plasmaférese é um tipo de tratamento para síndrome de HELLP que pode ser indicado quando a gestante não apresenta melhora da síndrome após o parto, podendo também ser feita em alguns casos durante a gestação.

Esse tratamento consiste na filtração do sangue com o objetivo de remover o plasma da gestante e substituir pelo plasma de um doador compatível. Saiba como é feita a plasmaférese.

Riscos da síndrome de HELLP

A síndrome de HELLP pode provocar várias complicações para a gestante e para o bebê, como:

1. Complicações da síndrome de HELLP para a mulher

As principais complicações da síndrome de HELLP para a mulher são:

  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Eclâmpsia;
  • Ruptura ou hematoma no fígado;
  • Insuficiência hepática fulminante;
  • Coagulação intravascular disseminada (CIVD) ou trombose recorrente;
  • Edema pulmonar ou cerebral;
  • Lesão renal aguda

Além disso, outras complicações são descolamento da retina, infarto cerebral, instabilidade cardiovascular, infecções, sepse ou hemorragia grave pós-parto.

Por isso, o tratamento da síndrome de HELLP deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações que podem colcar a vida de mulher em risco.

Leia também: Parto prematuro: sinais, causas, complicações (e como prevenir) tuasaude.com/causas-de-parto-prematuro

2. Complicações da síndrome de HELLP para o bebê

As principais complicações da síndrome de HELLP para o bebê são:

  • Prematuridade;
  • Restrição de crescimento fetal;
  • Síndrome do desconforto respiratório neonatal;
  • Trombocitopenia, leucopenia ou neutropenia neonatais;
  • Morte fetal ou bebê natimorto. 

Além disso, pode haver necessidade de hospitalização prolongada na UTI neonatal, devido ao parto prematuro. Veja as principais consequências da prematuridade do bebê.

Leia também: Prematuro extremo: o que é, características, cuidados e riscos tuasaude.com/prematuro-extremo

É importante que aos primeiros sintomas indicativos da síndrome de HELLP, a mulher tenha atendimento médico imediato, para evitar complicações que podem colocar em risco do bebê.

Síndrome de HELLP causa sequelas?

A síndrome de HELLP normalmente não deixa sequelas, especialmente quando é identificada e tratada no início, evitando a piora dos sintomas e o desenvolvimento de complicações.

Como prevenir a síndrome

Não há como prevenir o desenvolvimento da síndrome de HELLP.

Por isso, é importante seguir as recomendações do obstetra, realizando as consultas de pré-natal e procurando ajuda médica imediatamente em caso de suspeita da síndrome. Saiba como fazer o pré-natal.

Além disso, durante a gravidez é importante manter hábitos saudáveis, fazendo exercícios recomendados pelo obstetra e uma dieta balanceada, para ajudar a controlar doenças como diabetes ou pressão alta, que podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome de HELLP. 

Leia também: Alimentação na gravidez: o que comer e o que evitar tuasaude.com/alimentacao-na-gravidez

source https://www.tuasaude.com/sindrome-de-hellp/

Botox capilar: para que serve, como fazer (e dúvidas comuns)

O botox capilar é um tipo de tratamento intensivo que hidrata, dá brilho e preenche os fios de cabelo, deixando-os mais bonitos, sem frizz e sem pontas duplas. Embora seja conhecido como botox, este tratamento não contém toxina botulínica, tendo esse nome apenas porque renova o cabelo, corrigindo os danos, tal como acontece no tratamento que é feito na pele.

O botox capilar é feito utilizando produtos que ajudam a nutrir os fios e torná-los mais hidratados e menos quebradiços, já que são ricos em proteínas e vitaminas e, por isso, não deve ser feito com o objetivo de promover o alisamento dos fios. No entanto, alguns produtos utilizados para fazer botox, podem conter químicos, resultando no efeito alisador.

Os produtos para o botox capilar podem ser encontrados em lojas online ou lojas específicas de venda de produtos para cabeleireiros e o preço pode variar de acordo com a marca e a quantidade de produto comprado.

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Para que serve

O botox capilar serve para fortalecer os fios, dando-lhes mais resistência e flexibilidade, além de deixar o cabelo mais sedoso. Para isso, a fórmula do botox capilar contém vitaminas e proteínas que são essenciais para a saúde do cabelo.

Este tratamento pode ser feito em qualquer tipo de cabelo, mas é especialmente indicado para o cabelo danificado, fraco, desvitalizado e quebradiço, sendo geralmente aconselhado para quem faz uso frequente de chapinha ou realiza tratamentos químicos, como escova progressiva ou coloração, por exemplo.

Passo-a-passo do botox capilar caseiro

Para fazer o botox capilar em casa, é importante seguir os seguintes passos:

  1. Lavar o cabelo e couro cabeludo 2 vezes com um shampoo anti-resíduos ou com o shampoo incluso no kit de Botox capilar;
  2. Retirar o excesso de água do cabelo, utilizando o secador, cerca de 70%;
  3. Dividir o cabelo em várias mechas semelhantes;
  4. Aplicar o produto de Botox capilar, massageando bem cada mecha desde a raiz até as pontas, com a cabelo bem esticado, penteado com um pente, mecha por mecha;
  5. Deixar o produto atuar por 20 minutos, não sendo necessário tapar a cabeça;
  6. Lavar abundantemente o cabelo com água;
  7. Secar bem o cabelo com o secador e a escova, e se preferir, pode finalizar com a chapinha.

Os resultados do botox capilar podem durar entre 20 a 30 dias, dependendo do produto utilizado. Assim, para um melhor resultado, pode ser preciso aplicar o botox capilar 2 vezes no mesmo mês.

Antes de comprar e fazer uso do produto de botox capilar, é importante ter atenção às substâncias presentes em sua composição, pois alguns produtos podem conter baixas concentrações de formol e/ou glutaraldeído, que não são recomendadas pela ANVISA.

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Antes e depois do Botox capilar

Dúvidas comuns

As seguir estão indicadas as principais dúvidas sobre o botox capilar:

1. Botox capilar tem formol?

O objetivo do botox é aumentar a hidratação e a flexibilidade dos fios e, por isso, contém componentes que promovem a nutrição do cabelo, não havendo formol em sua composição. No entanto, algumas marcas de botox capilar possuem uma pequena quantidade de formol, o que poderia ajudar a promover o alisamento dos fios.

No entanto, a ANVISA determinou que o formol só pode ser utilizado em produtos cosméticos em pequenas concentrações e, por isso, é importante que a pessoa esteja atenta ao rótulo do produto que utiliza para que não haja quantidades inadequadas de formol e, assim, consequências para o organismo.

2. Botox capilar alisa o cabelo?

Como a maioria dos produtos utilizados no botox não contém formol ou outros químicos que alteram a estrutura do cabelo, o procedimento não é capaz de deixar o cabelo mais liso, como o que acontece após uma escova progressiva, por exemplo. A aparência mais lisa do cabelo acontece devido à maior hidratação dos fios, o que diminui o volume.

O alisamento dos fios só acontece quando o produto utilizado no tratamento de botox contém formol, o que pode ser notado através do cheiro intenso após a aplicação do produto e/ ou sensação de queimação no couro cabeludo, por exemplo.

3. Como fica o cabelo depois de lavar?

Depois de aplicar o botox no cabelo e seguir todo o procedimento, deve-se manter uma rotina de limpeza e hidratação do cabelo sempre que necessário. Depois de lavar o cabelo com shampoo e condicionador ou máscara de hidratação e deixar o cabelo secar naturalmente. O cabelo não fica completamente liso, mas fica muito bonito, natural, sem frizz e, consequentemente, com menos volume.

4. Quanto tempo dura?

O tempo de duração do efeito do botox pode variar de uma pessoa para outra, mas geralmente em 30 dias pode-se notar diferenças no cabelo, havendo necessidade de uma nova aplicação. Contudo, quem tem cabelo crespo, muito volume ou fios muito ressecados podem aplicar botox capilar a cada 15 ou 20 dias.

5. Quem pode usar botox capilar?

Botox capilar é recomendado para qualquer pessoa que deseja cuidar e hidratar o cabelo, a partir dos 12 anos de idade, no entanto é importante ter atenção ao produto utilizado, pois apesar de não ser frequente, algumas marcas de botox capilar podem ter formol ou glutaraldeído em sua formulação, que não são recomendados pela ANVISA.



source https://www.tuasaude.com/como-fazer-botox-capilar-em-casa/

Síndrome de HELLP: o que é, sintomas, causas e tratamento

Síndrome de HELLP é uma complicação ou evolução da pré-eclâmpsia grave, caracterizada pela destruição das hemácias, aumento das enzimas do f...