sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Melanoma benigno: o que é, sintomas (e tratamento)

Melanoma benigno é um termo usado para se referir a um nevo melanocítico, também chamado de sinal ou pinta. É uma lesão benigna da pele, formada por melanócitos, as células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele.

Essas lesões geralmente aparecem como manchas ou pequenas elevações, de cor marrom ou bege, com bordas regulares e superfície lisa. Normalmente não causam dor, coceira ou outros sintomas, e permanecem estáveis ao longo do tempo.

Leia também: Nevo melanocítico: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/nevo-melanocitico

Ao contrário do melanoma benigno, o melanoma maligno apresenta alterações rápidas na cor, tamanho ou forma, bordas irregulares, assimetria e pode sangrar ou coçar, indicando crescimento canceroso que exige avaliação médica imediata.

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Sintomas de melanoma benigno

O melanoma benigno possui algumas características que ajudam a identificá-lo, como:

  • Manchas ou pequenas elevações na pele;
  • Formato simétrico;
  • Cor uniforme, geralmente marrom ou bege;
  • Bordas regulares e bem definidas;
  • Superfície lisa, sem descamação ou feridas.

O melanoma benigno normalmente não provoca dor, coceira ou sangramento. Em geral, essas características indicam que a lesão é benigna e estável, sem representar risco à saúde.

Melanoma é maligno ou benigno?

O melanoma é sempre maligno, ou seja, é um tipo de câncer de pele que pode crescer rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo. 

Leia também: Melanoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele-melanoma

O termo melanoma benigno é usado de forma equivocada e, na prática, se refere a uma mancha comum e geralmente inofensiva na pele.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma benigno é feito pelo dermatologista através da avaliação da pele e das manchas ou pintas, podendo utilizar um dermatoscópio, um aparelho que amplia a lesão para analisar detalhes que não aparecem a olho nu. Veja como é feita a dermatoscopia.

Marque uma consulta com o dermatologista mais próximo da sua região:

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Em caso de suspeita de alteração maligna, o médico pode solicitar uma biópsia, retirando uma pequena amostra da lesão para exame laboratorial, que confirma se se trata de um nevo benigno ou de melanoma.

Possíveis causas

Algumas situações podem contribuir para o surgimento dos melanomas benignos na pele, podendo incluir:

  • Fatores genéticos: tendência familiar a ter mais pintas ou sinais;
  • Exposição ao sol: radiação ultravioleta pode estimular a formação de novos sinais;
  • Alterações hormonais: como durante a gravidez ou puberdade;
  • Idade: muitos sinais surgem na infância e adolescência;
  • Predisposição individual da pele: pessoas com pele clara e mais sensível tendem a ter mais sinais.

Além disso, o bronzeamento artificial emite raios UVA e UVB, que podem estimular alterações na pele e contribuir para o surgimento de sinais, aumentando o risco de mudanças nas manchas ao longo do tempo.

Tratamento para melanoma benigno

O tratamento para o melanoma benigno geralmente não é necessário, pois a mancha não representam risco à saúde. No entanto, em alguns casos, o médico pode indicar:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico é recomendado para monitorar melanomas benignos ao longo do tempo, especialmente se houver alterações na cor, tamanho ou formato. 

O dermatologista pode realizar exames regulares da pele, utilizando o dermatoscópio, garantindo que a lesão continue benigna e detectando precocemente qualquer mudança suspeita.

2. Cirurgia

Existem diferentes tipos de cirurgia para remover um melanoma benigno, dependendo do tamanho, da localização e do objetivo, como: 

  • Excisão simples, é a mais comum, retirando toda a mancha com uma pequena margem de pele saudável; 
  • Excisões com retalhos em Z ou L, são usadas quando a remoção deixa um espaço maior, permitindo fechar o local sem deformidades, especialmente no rosto ou articulações; 
  • Cirurgia a laser, pode ser aplicada em pintas superficiais, mas não é indicada se houver dúvida sobre malignidade;
  • Crioterapia ou cauterização, destrói o tecido da mancha usando frio intenso ou calor, sendo indicada apenas para pintas superficiais e claramente benignas.

A cirurgia é indicada apenas em casos específicos, como quando o sinal causa desconforto físico, irritação frequente por atrito com roupas ou acessórios, ou problemas estéticos, especialmente em áreas visíveis como rosto, pescoço e mãos.



source https://www.tuasaude.com/melanoma-benigno/

Medula espinhal: o que é, anatomia (e função)

Medula espinhal é uma parte do sistema nervoso central que fica dentro da coluna vertebral, funcionando como uma ponte entre o cérebro e o corpo, transmitindo informações que permitem sentir, se mover e controlar funções automáticas.

A medula é formada por substância cinzenta, no centro, que contém os corpos celulares dos neurônios, e substância branca, ao redor, que conduz os impulsos e está protegida pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

As principais funções da medula espinhal são conduzir impulsos nervosos, coordenar reflexos automáticos e controlar funções involuntárias, como batimentos cardíacos, digestão e movimentos da bexiga e intestinos. 

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Anatomia da medula espinhal

A medula espinhal é a principal via de comunicação entre o cérebro e o corpo, sendo composta por:

1. Meninges e líquido cefalorraquidiano

A medula espinhal é envolvida por três camadas de tecido chamadas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano (LCR), que atuam protegendo o tecido nervoso contra impactos e permitindo a circulação de nutrientes e remoção de resíduos.

Entre as camadas das meninges estão a dura-máter, mais externa e resistente; a aracnóide, logo abaixo da dura-máter, sendo mais fina e transparente e a pia-máter, a camada mais interna.

Também existem espaços entre as meninges, como o espaço epidural, preenchido por gordura e vasos sanguíneos, que ajuda a amortecer impactos e drenar substâncias, e o espaço subaracnóide, que contém o líquido cefalorraquidiano.

Em conjunto, as meninges mantêm um ambiente estável para as células nervosas, enquanto o líquido cefalorraquidiano facilita a circulação de nutrientes e resíduos, garantindo assim o funcionamento adequado e a proteção contra lesões.

2. Estrutura interna da medula espinhal

A medula espinhal é composta por duas partes principais, que podem ser vistas quando se faz um corte transversal: 

  • Substância cinzenta, que está localizada no centro da medula em forma de \'H\' e contém os corpos celulares dos neurônios, responsáveis por enviar e receber informações, organizados em regiões chamadas cornos;
  • Substância branca, que envolve a substância cinzenta e é formada principalmente por fibras nervosas, ou axônios, que conduzem os impulsos elétricos.

Na substância cinzenta existem os cornos posteriores, localizados na parte posterior do corpo, que recebem sinais dos sentidos e os cornos anteriores, localizados na parte frontal, que enviam comandos aos músculos.

Em algumas regiões também existem cornos laterais, responsáveis ​​pelo controle de funções involuntárias de órgãos como o coração ou os intestinos.

Já as fibras nervosas da substância branca estão organizadas em feixes chamados tratos, que podem ser ascendentes, levando informações sensoriais do corpo para o cérebro, como dor, temperatura, tato e posição, ou descendentes, transmitindo comandos do cérebro para os músculos e permitindo movimentos voluntários. 

Essa organização é fundamental para que o corpo responda rapidamente aos estímulos.

3. Segmentos medulares

A medula espinhal é dividida em 31 segmentos, de cada um dos quais sai um par de nervos espinhais. 

Esses segmentos são classificados em 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo, e cada um se conecta a regiões específicas do corpo. 

Essa organização permite que sinais sensoriais e motores sejam transmitidos de forma coordenada, e também explica por que o nível da lesão medular determina os sintomas apresentados, como perda de movimento, sensibilidade ou função autonômica.

4. Cauda equina

A cauda equina é um feixe de nervos localizado na parte inferior da coluna vertebral, abaixo do final da medula. 

A cauda se forma porque a medula não se estende até o final da coluna, então as raízes nervosas inferiores precisam continuar para baixo até alcançar pernas, pés e órgãos pélvicos. 

Essa estrutura é essencial para a comunicação entre a medula e as partes mais baixas do corpo.

Onde fica a medula espinhal

A medula espinhal fica dentro da coluna vertebral, começando na base do cérebro, logo após o tronco encefálico, e se estendendo até aproximadamente a altura da primeira ou segunda vértebra lombar. Veja como é a anatomia da coluna vertebral.

A medula é protegida pelas vértebras, pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

Função da medula espinhal

As principais funções da medula espinhal são:

  • Conduzir impulsos nervosos, transmitindo informações do corpo para o cérebro e comandos do cérebro para os músculos;
  • Coordenar reflexos, através de respostas rápidas, como retirar a mão ao tocar algo quente;
  • Controlar funções automáticas, regulando atividades involuntárias, como batimentos cardíacos, pressão arterial e digestão;
  • Responder a estímulos, permitindo que o corpo perceba estímulos, como calor ou toque, e responda adequadamente;
  • Proteger o sistema nervoso, com a ajuda das meninges e do líquido cefalorraquidiano, mantendo a integridade do sistema nervoso central.

Quando ocorre uma alteração na medula espinhal, essas funções são afetadas, a transmissão dos sinais nervosos é interrompida e o corpo deixa de responder adequadamente aos comandos do cérebro e aos estímulos do ambiente.

Como funciona

A medula espinhal funciona como um centro de comunicação entre o cérebro e o corpo, usando vias ascendentes para levar informações sensoriais ao cérebro e vias descendentes para enviar comandos motores aos músculos. 

Essa organização se reflete nos dermátomos, áreas da pele inervadas por nervos espinhais específicos, e nos miótomos, grupos de músculos controlados pelos mesmos nervos, garantindo que cada região do corpo receba e envie sinais de forma precisa.

Leia também: Dermátomos: o que são, mapa, onde ficam (e diferença de miótomo) tuasaude.com/dermatomos

A região cervical controla o pescoço, os ombros, os braços e o diafragma; a região torácica está relacionada ao tórax, ao abdômen e a alguns órgãos internos; e a região lombar controla os quadris e as pernas. 

Já a região sacral influencia as pernas, os pés, as nádegas e os órgãos genitais, enquanto a cauda equina conecta os nervos da coluna lombar às extremidades inferiores e aos órgãos pélvicos.

Lesão na medula espinhal

Uma lesão na medula espinhal ocorre quando há dano parcial ou completo ao tecido nervoso dentro da coluna vertebral, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. 

Esse tipo de lesão pode resultar de traumas, como acidentes de carro, quedas ou ferimentos por arma de fogo, mas também pode ser causado por doenças, como a meningite, ou tumores. 

As consequências variam conforme o nível e a gravidade do dano, ou seja, quanto mais alta a lesão, mais extensa a perda de função. 

Entre os efeitos estão a perda de movimento ou sensibilidade, alterações na percepção da dor, espasticidade, dificuldades respiratórias e problemas no controle da bexiga e intestinos. 

Lesões incompletas podem permitir alguma recuperação parcial, enquanto lesões completas geralmente causam paralisia total abaixo do ponto afetado. Entenda o que é lesão medular e seus tipos.

Lesão na medula espinhal tem cura?

Atualmente, lesões na medula espinhal não têm cura completa, o tratamento tradicional busca estabilizar a medula, reduzir a inflamação e iniciar a reabilitação funcional.

No entanto, pesquisas recentes têm explorado novas estratégias, como o uso de polilaminina, uma substância que serve de suporte para os neurônios se reconectarem, ajudando a favorecer a recuperação dos movimentos. Saiba para que serve a polilaminina.

Esses avanços ainda estão em fase experimental e ainda não possuem aprovação da Anvisa para comercialização, sendo liberada apenas para uso em pesquisas clínicas controladas.



source https://www.tuasaude.com/medula-espinhal/

Melanoma benigno: o que é, sintomas (e tratamento)

Melanoma benigno é um termo usado para se referir a um nevo melanocítico, também chamado de sinal ou pinta. É uma lesão benigna da pele, for...