quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Dormência nos pés: o que pode ser (e o que fazer)

A dormência nos pés pode indicar condições como compressão temporária de um nervo, deficiências nutricionais, neuropatia diabética ou hérnia de disco lombar, por exemplo.

Conforme a causa deste sintoma, a pessoa também pode apresentar perda da sensibilidade dor, fraqueza e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar.

Leia também: Formigamento nos pés: 14 causas (e como tratar) tuasaude.com/formigamento-pernas-e-pes

Quando a dormência é persistente, piora gradativamente e/ou é acompanhada de feridas ou bolhas nos pés e dificuldade para andar, é recomendado consultar o clínico geral. Assim, o médico pode identificar a causa e recomendar o tratamento adequado.

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Principais causas

As principais causas de dormência nos pés são:

1. Compressão temporária de um nervo

Ficar muito tempo na mesma posição, cruzar as pernas ou usar calçados que apertam muito o pé, provoca a compressão temporária de um nervo e dormência nos pés.

Nesses casos, a sensação geralmente surge após uma posição específica e melhora em poucos minutos após a pressão ser retirada.

O que fazer: mudar de posição, evitar ficar muito tempo sobre a região afetada e tirar ou afrouxar calçados que estejam apertando o pé costumam ser suficientes para aliviar a dormência nos pés.

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2. Deficiências nutricionais

As deficiências nutricionais de vitamina B12, vitamina B1, folato, vitamina E, vitamina B6 e/ou cobre, podem causar dormência nos pés e mãos. Isso porque estes nutrientes são importantes para a manutenção do sistema nervoso periférico.

A deficiência destas vitaminas também pode causar a perda da sensibilidade a toques ou mudanças de temperatura, dor em queimação ou choque, sensação de agulhadas, fraqueza e dificuldades de equilíbrio.

O que fazer: é aconselhado consultar um médico para confirmar estas deficiências e as suas causas por meio de exames.

Quando a deficiência é confirmada, o médico pode recomendar a reposição de suplementos alimentares por via oral ou injetável, para controlar os sintomas e evitar a progressão das lesões nos nervos.

Leia também: Avitaminose: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/avitaminose-falta-de-vitaminas

3. Neuropatia diabética

A diabetes pode causar danos aos nervos periféricos e pequenos vasos sanguíneos, provocando a neuropatia diabética, especialmente quando a glicose fica elevada durante períodos prolongados.

O que fazer: é importante controlar a diabetes e as metas de glicemia definidas pelo médico, e examinar os pés diariamente em busca de feridas, bolhas, vermelhidão ou outras alterações na pele.

O médico poderá indicar o uso de remédios como injeções de insulina ou antidiabéticos orais, anticonvulsivantes e analgésicos opioides, por exemplo, para controlar os níveis de açúcar no sangue e aliviar a dor.

4. Hérnia de disco lombar

A hérnia de disco lombar pode causar dormência nos pés, porque esta condição pode comprimir ou irritar as raízes nervosas que vão da medula espinhal até as pernas e os pés.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.

Sessões de fisioterapia também são indicadas pelo médico, porque ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar os movimentos.

Leia também: Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hernia-de-disco-lombar

Na presença de dormência na região genital ou ao redor do ânus, dificuldade para urinar, perda do controle da urina ou das fezes ou fraqueza nas duas pernas, deve-se procurar um atendimento de emergência. Isso porque pode indicar uma compressão grave dos nervos da região lombar, como a síndrome da cauda equina.

5. Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso acontece quando existe uma compressão do nervo tibial na região do tornozelo, podendo causar dormência nos pés, formigamento ou dor principalmente na planta do pé e nos dedos.

O que fazer: caso essa condição seja confirmada pelo médico, poderá ser indicado realizar repouso, reduzir temporariamente as atividades que causam os sintomas e usar palmilhas sob medida e órteses.

O tratamento também pode incluir sessões de  fisioterapia, uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou corticoides ou ainda a realização de uma cirurgia. Veja como é o tratamento da síndrome do túnel do tarso.

6. Consumo excessivo e prolongado de álcool

O consumo excessivo e prolongado de álcool causa a neuropatia periférica e dormência nos pés.

Isso porque os efeitos tóxicos do álcool e/ou as deficiências de vitamina B1, B6 e B12 provocadas por esta bebida, causam danos aos nervos.

O que fazer: é recomendado consultar um médico para investigar os danos nos nervos e as possíveis deficiências nutricionais.

Assim, pode ser recomendado pelo médico diminuir ou interromper o consumo de álcool. Além disso, o médico também poderá indicar o uso de suplementos alimentares para corrigir as possíveis deficiências de vitaminas.

Leia também: Bebidas alcoólicas: tipos, calorias (e possíveis riscos) tuasaude.com/beneficios-das-bebidas-alcoolicas

7. Remédios e tratamentos médicos

Alguns remédios podem causar neuropatia periférica como efeito colateral, principalmente medicamentos usados na quimioterapia, mas também pode surgir com alguns antibióticos e remédios para epilepsia.

Na neuropatia induzida por quimioterapia, por exemplo, a pessoa pode apresentar formigamento, queimação, redução da sensibilidade e dormência nos pés e mãos.

O que fazer: deve-se informar ao médico que prescreveu o remédio ou tratamento, caso a dormência surja durante ou após o início de um medicamento ou tratamento.

Assim, o médico avalia a possibilidade de ajuste na dosagem ou mudança do remédio, por exemplo. Não é recomendado interromper, diminuir ou trocar o medicamento ou tratamento por conta própria.

8. Doença arterial periférica

A doença arterial periférica é uma condição que estreita os vasos e diminui a circulação sanguínea nos membros inferiores, podendo causar sensação de \"agulhadas\" ou dormência nos pés e pernas, e fraqueza.

Outros sinais que também podem surgir são um pé mais frio que o outro, palidez ou pele com coloração azulada e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar ou não cicatrizam.

O que fazer: é importante consultar um médico para verificar a circulação e identificar fatores de risco cardiovascular.

Caso a doença arterial periférica seja confirmada, o tratamento pode ser feito com mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, manter uma alimentação saudável e praticar atividade física supervisionada.

O uso de remédios, como aspirina, estatinas e clopidogrel, e procedimentos para melhorar o fluxo de sangue, como a angioplastia, também podem ser recomendados pelo médico.

9. Problemas de tireoide

Problemas na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, podem danificar os nervos periféricos e prejudicar a transmissão de sinais sensoriais para as extremidades do corpo, causando dormência nos pés e nas pernas.

O que fazer: é recomendado consultar um clínico geral ou endocrinologista para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado.

Se essas condições forem confirmadas, o tratamento prescrito pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como levotiroxina, propiltiouracil ou metimazol, iodoterapia e mudanças nos hábitos alimentares, por exemplo.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

10. Síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica onde o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando alterações de sensibilidade e dormência nos pés e mãos, e subindo pelas pernas em direção ao tronco e braços

Esta condição também pode provocar formigamento, sensação de \"agulhadas\", dor, fraqueza, dificuldade para engolir, falar ou respirar e alterações do ritmo cardíaco ou da pressão arterial.

O que fazer: é recomendado procurar um atendimento médico urgente quando o formigamento ou a dormência aparecem junto com fraqueza progressiva, dificuldade para respirar ou engolir.

O tratamento indicado pelo médico pode incluir a plasmaférese, injeção de imunoglobulina e sessões de fisioterapia.

Remédio para dormência nos pés

O remédio para dormência nos pés indicado pelo médico, varia conforme a causa deste sintoma, podendo incluir:

  • Anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina;
  • Antidepressivos, como amitriptilina, nortriptilina e imipramina;
  • Antiagregantes plaquetários, como aspirina, cilostazol e clopidogrel;
  • Estatinas, para controle do colesterol;
  • Capsaicina, na forma de cremes.

Além disso, se a dormência nos pés for causada por diabetes, o médico poderá indicar o uso de insulina injetável ou remédios antidiabéticos orais.

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Hipotireoidismo: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Hipotireoidismo é a diminuição da produção de hormônios T3 e T4 pela tireoide, resultando em sintomas como cansaço, fraqueza e indisposição, pele seca e áspera, queda de cabelo ou aumento do peso.

A causa do hipotireoidismo pode ser autoimune, ou ocorrer por deficiência de iodo ou alterações na glândula hipófise no cérebro que produz o hormônio TSH, que estimula a tireoide a produzir T3 e T4.

O tratamento do hipotireoidismo é feito pelo endocrinologista e normalmente envolve o uso de remédios, como a levotiroxina, para repor os hormônios tireoidianos.

Veja com o Dr. Guilherme mais detalhes sobre o hipotireoidismo:

Cansaço, frio ou calor? Pode ser a TIREOIDE!

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Sintomas de hipotireoidismo

Os principais sintomas de hipotireoidismo são:

  • Dor de cabeça, nos músculos e articulações;
  • Menstruação irregular;
  • Unhas frágeis, quebradiça;
  • Pele áspera e seca;
  • Pálpebras inchadas;
  • Queda de cabelo, cabelos mais finos, secos e sem brilho;
  • Batimentos cardíacos mais lentos que o normal;
  • Aumento de peso sem causa aparente.

A pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dificuldade de concentração ou memória fraca e diminuição da libido.

Em alguns casos, a pessoa pode apresentar mudanças de personalidade, depressão e demência. No entanto, esses sintomas acontecem em pessoas com níveis muito baixos de T3 e T4.

No caso das crianças, o hipotireoidismo também pode interferir no desenvolvimento, de forma que na adolescência pode ter a puberdade atrasada e baixa estatura, por exemplo.

Leia também: 13 principais sintomas de hipotireoidismo (e o que fazer) tuasaude.com/hipotireoidismo-sintomas

Como saber se é hipotireoidismo

Para saber se é hipotireoidismo, o endocrinologista avalia os sintomas apresentados pela pessoa e o histórico de saúde e familiar de hipotireoidismo, além de fazer o exame físico palpando a tireoide.

Além disso, para confirmar o diagnóstico do hipotireoidismo, o médico deve solicitar exames de sangue e eventualmente de imagem.

Marque uma consulta com o endocrinologista mais próximo para avaliar a possibilidade de hipotireoidismo:

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Exames para hipotireoidismo

Os principais exames para diagnosticar o hipotireoidismo são:

  • Hormônios da tireoide, como T3 e T4, que normalmente estão diminuídos;
  • Dosagem de TSH, que normalmente está aumentado;
  • Ultrassonografia da tireoide, quando são notados nódulos durante a palpação da tireoide.

Além disso, o médico pode indicar a realização de pesquisa de anticorpos antitireoidianos, como os anti-tireoperoxidase (anti-TPO), e anti-tireoglobulina. Veja todos os exames que avaliam a tireoide.

Tipos de hipotireoidismo

Os principais tipos de hipotireoidismo são:

1. Hipotireoidismo primário

O hipotireoidismo primário acontece quando a própria glândula tireoide não é capaz de produzir quantidades adequadas dos hormônios T3 e T4.

Geralmente esse tipo de hipotireoidismo está relacionado à Tireoidite de Hashimoto, que é uma condição autoimune da tireoide.

2. Hipotireoidismo secundário

O hipotireoidismo secundário acontece quando a glândula tireoide funciona normalmente, mas a glândula hipófise não produz o hormônio TSH em quantidades suficientes.

Leia também: TSH baixo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tsh-baixo

O hormônio TRH (hormônio liberador de tireotrofina) estimula a glândula pituitária a produzir o TSH (hormônio tireoestimulante), que estimula a glândula tireoide a produzir os hormônios tireoidianos, T3 e T4.

3. Hipotireoidismo terciário

O hipotireoidismo terciário ocorre devido a uma deficiência na produção do hormônio TRH pela hipotálamo, o que afeta a produção de TSH pela glândula hipófise.

Como nem sempre é possível distinguir o hipotireoidismo secundário do terciário, é preferível utilizar o termo hipotireoidismo central para denominar o hipotireoidismo secundário a alterações da hipófise e hipotálamo.

4. Hipotireoidismo subclínico

O hipotireoidismo subclínico é caracterizado por níveis normais de T4 e TSH aumentado, sendo que normalmente a pessoa apresenta poucos ou nenhum sintoma do hipotireoidismo.

Mesmo quando não há sintomas envolvidos, o médico pode indicar o uso de medicamentos porque estes podem ajudar a diminuir o risco de problemas cardiovasculares, o que pode ser importante para pessoas que tenham colesterol alto e problemas cardíacos.

5. Hipotireoidismo congênito

O hipotireoidismo congênito acontece quando a glândula tireoide não consegue produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos, como T3 e T4, estando presente desde o nascimento.

Caso esse tipo de hipotireoidismo não seja detectado logo na primeira semana após o nascimento, a criança pode ter alterações neurológicas, havendo risco de desenvolver retardo mental. Veja mais sobre o hipotireoidismo congênito.

6. Hipotireoidismo na gravidez

O hipotireoidismo na gravidez geralmente é causado por alterações autoimunes, chamada tireoidite de Hashimoto, em que o próprio sistema imune produz anticorpos que atacam e destroem as células da tireoide como se fossem estranhas ao corpo.

Esse tipo de hipotireoidismo deve ser tratado de forma a evitar problemas para a mulher o o bebê.

Leia também: Tireoidite de Hashimoto: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tiroidite-de-hashimoto

O hipotireoidismo pode também acontecer no pós-parto, alguns meses após o nascimento do bebê, de forma transitória e que também necessita de cuidados com o tratamento.

Possíveis causas

As principais causas de hipotireoidismo são:

  • Deficiência de iodo;
  • Tireoidite de Hashimoto;
  • Terapia com iodo radioativo na tireoide;
  • Radioterapia na área da cabeça ou do pescoço, ou no cérebro;
  • Cirurgia da tireoide;
  • Tumor na hipófise ou hipotálamo.

Além disso, o uso de medicamentos, como lítio, amiodarona, talidomida, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, interferon ou imatinibe, por exemplo, pode aumentar o risco de hipotireoidismo.

É importante que o endocrinologista seja consultado para que seja identificada a causa do hipotireoidismo e iniciado o tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para hipotireoidismo deve ser feito pelo endocrinologista, que pode indicar:

1. Medicamentos

O uso de medicamentos, como a levotiroxina, é indicado pelo endocrinologista para repor os hormônios que normalmente são produzidos pela glândula tireoide, permitindo, assim, manter seus níveis no sangue em valores normais.

A dose do medicamento deve ser prescrita pelo endocrinologista e pode variar ao longo do tratamento de acordo com os níveis dos hormônios no sangue..

Leia também: 6 remédios para tratar as doenças da tireoide (e como usar) tuasaude.com/remedios-para-tireoide

2. Mudança nos hábitos alimentares

As mudanças nos hábitos alimentares normalmente envolvem o consumo de alimentos ricos em fibras, antioxidantes e gorduras saudáveis, como castanha do Pará, laranja e ovos, por exemplo. Confira mais detalhes da alimentação para hipotireoidismo.

Sinais de melhora ou piora

Os sinais de melhora no hipotireoidismo surgem mais ou menos 2 semanas após o início do tratamento, podendo ser observada diminuição do cansaço e melhora do humor.

Além disso, a longo prazo o tratamento do hipotireoidismo também ajuda a controlar o peso e a reduzir os níveis de colesterol no sangue.

Quando a dose da levotiroxina não é suficiente, pode não ocorrer melhora dos sintomas do hipotireoidismo. Em caso de dose excessiva, pode haver sintomas como insônia, nervosismo, palpitações e tremores.

Possíveis complicações

Quando o hipotireoidismo é grave e não é tratado corretamente, pode causar mixedema caracterizado por retenção de líquidos encefalopatia, diminuição da temperatura corporal, convulsões, hiponatremia, hipoglicemia, arritmias, choque cardiogênico ou insuficiência respiratória.

O tratamento do mixedema é feito no hospital com internamento, pois é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco. Veja como é feito o tratamento do mixedema.



source https://www.tuasaude.com/hipotireoidismo/

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Vacinas da meningite: tipos e quando tomar

As vacinas ajudam a prevenir a meningite meningocócica causada por Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, B, C, W-135 e Y, meningite pneumocócica causada por Streptococcus pneumoniae e meningite causada por Haemophilus influenzae tipo b.

Algumas destas vacinas já estão incluídas no plano nacional de vacinação, como é o caso da vacina pentavalente, Pneumo10 e a MeningoC. Veja as vacinas incluídas no calendário nacional de vacinação.

É importante sempre consultar o pediatra que pode orientar o tipo de vacina e as fases da vacinação contra a meningite para crianças de acordo com a idade.

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Principais vacinas contra a meningite

As principais vacinas que protegem da meningite são:

1. Vacina meningocócica C

A vacina meningocócica C, chamada vacina MenC, é indicada para crianças a partir de 3 meses, adolescentes e adultos para a prevenção da meningite causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.

Quando tomar:

  • Crianças a partir de 3 meses: são recomendadas duas doses, sendo a primeira aplicada aos 3 meses de idade e a segunda aos 5 meses. O reforço deve ser feito aos 12 meses e entre os 11 a 14 anos de idade, com a vacina ACWY;
  • Crianças vacinadas contra meningite antes dos 10 anos: 1 dose de reforço com a vacina ACWY aos 11 anos ou cinco anos após a última dose;
  • Adultos entre 20 e 59 anos de idade: apenas uma dose é recomendada e a sua indicação depende da situação epidemiológica.

Essa vacina geralmente é fornecida de forma gratuita no Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelas unidades básicas de saúde até os 5 anos de idade.

Leia também: Meningite infantil: sintomas, causas, tratamento e prevenção tuasaude.com/meningite-infantil

2. Vacina meningocócica ACWY

A vacina meningocócica ACWY geralmente é indicada para crianças a partir de 6 semanas. No entanto, a idade de início da vacinação e o esquema de aplicação podem variar conforme o fabricante.

Esta vacina fornece maior proteção, sendo efetiva contra Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W-135 e Y. Assim, a meningocócica ACWY normalmente é preferida, inclusive para substituir os reforços da vacina meningocócica C.

Quando tomar:

  • Crianças a partir de 6 semanas: onde a vacina MenQuadfi é a recomendada pela Anvisa, que deve ser tomada em 2 ou 3 doses, com intervalo de pelo menos 2 meses entre elas, e uma dose de reforço durante o 2º ano de vida;
  • Crianças a partir de 3 meses: as recomendações variam conforme o fabricante da vacina, devendo-se ter um intervalo mínimo de 2 meses entre as doses. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, a recomendação é de 1 dose aos 3 meses e a 2ª dose aos 5 meses, com 1 dose de reforço entre os 12 e 15 meses, entre os 5 e 6 anos e entre os 11 a 14 anos;
  • Adolescentes de 10 a 19 anos: caso nunca tenham recebido a vacina, podem receber 2 doses com um intervalo de 5 anos entre elas. Para crianças que receberam a vacina na infância, é recomendado uma dose de reforço aos 11 anos ou cinco anos após a última dose;

A vacina meningocócica ACWY está disponível gratuitamente pelo SUS, como dose de reforço para bebês com 12 meses, após as 2 doses iniciais da vacina MenC, ou crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias que não receberam a ACWY de reforço.

Adolescentes entre 11 e 14 anos podem receber a vacina ACWY pelo SUS, como dose única ou reforço.

3. Vacina meningocócica B

A vacina meningocócica B é indicada para auxiliar na proteção de crianças com idade superior a 2 meses e adultos até os 59 anos de idade, contra doenças causadas pela bactéria Neisseria meningitidis do grupo B.

Quando tomar:

  • Bebês a partir de 2 meses de idade são recomendadas 2 doses da vacina, sendo a primeira aos 3 meses e segunda aos 5 meses, além de uma dose de reforço entre 12 e 15 meses;
  • Crianças entre 10 e 19 anos: 2 doses, com intervalo mínimo de 1 mês no caso da vacina Bexsero, ou 6 meses no caso da vacina Trumenba;
  • Adultos de 20 a 59 anos: a indicação dessa vacina depende da situação epidemiológica. Normalmente, são recomendadas 2 doses com intervalo mínimo de 1 mês para a vacina Bexsero ou 6 meses para a vacina Trumenba.

Não existem recomendações para administração desta vacina em adultos com 60 anos ou mais.

Leia também: Vacina meningite B: para que serve, quando é indicada, doses (e reações) tuasaude.com/vacina-meningite-b

4. Vacina pneumocócica conjugada 10-valente

A vacina pneumocócica conjugada 10-valente geralmente é indicada para crianças até 5 anos de idade.

Quando tomar:

  • Crianças até 5 anos de idade: geralmente são recomendadas duas doses da vacina, uma aos 2 meses e outra aos 5 meses, seguidas de um reforço aos 12 meses de idade.

Essa vacina ajuda na prevenção de infecções causadas pela bactéria S. pneumoniae de 10 sorotipos diferentes e é aquela que normalmente se encontra disponível de forma gratuita nas unidades básicas de saúde.

5. Vacina pneumocócica conjugada 13-valente

Esta vacina também é indicada para crianças até 5 anos de idade na prevenção de infecções causadas pela bactéria S. pneumoniae.

No entanto, confere maior proteção que a vacina pneumocócica conjugada 10-valente, porque inclui a proteção contra 3 sorotipos adicionais.

Quando tomar:

  • Crianças até 5 anos de idade geralmente são recomendadas 3 doses no primeiro ano de vida, e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses.

Embora, esta vacina geralmente seja preferida em relação à vacina pneumocócica conjugada 10-valente, encontra-se disponível apenas em clínicas privadas de vacinação.

6. Vacina conjugada contra Haemophilus influenzae b

Esta vacina é indicada para crianças entre 2 meses e 5 anos de idade na prevenção de infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, como meningite, epiglotite ou pneumonia, por exemplo.

Quando tomar:

  • Crianças a partir de 2 meses de idade geralmente são indicadas 3 doses, que são aplicadas aos 2, 4 e 6 meses. Além disso, pode ser indicado um reforço entre 12 e 18 meses de idade.

Atualmente, a proteção contra Haemophilus influenzae do tipo b é fornecida por meio da vacina pentavalente no PNI, sendo encontrada nas unidades básicas de saúde no Brasil e fornecida gratuitamente.

Quando não tomar a vacina da meningite

As vacinas da meningite estão contraindicadas quando existem sintomas de febre ou sinais de inflamação ou para pacientes com alergia a algum dos componentes da fórmula.

Além disso, as vacinas da meningite não devem ser usadas por mulheres grávidas ou amamentando.



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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Dor ao respirar: 9 causas (e o que fazer)

A dor ao respirar pode acontecer devido ao excesso de gases, crise de ansiedade, lesão muscular, gripe ou resfriado ou costocondrite. No entanto, é possível também que seja causada por situações mais graves como pleurisia, pneumotórax, doenças pulmonares ou pericardite.

Em alguns casos, a dor ao respirar pode ser acompanhada por outros sintomas, como dor no peito, falta de ar, dificuldade para respirar, tonturas e/ ou suor frio.

Leia também: Dificuldade para respirar: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/dificuldade-para-respirar

Assim, quando a dor ao respirar dura mais de 24 horas e está acompanhada por outros sintomas, é importante consultar o pneumologista ou clínico geral para identificar a causa correta e iniciar o tratamento mais adequado.

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Algumas causas mais comuns da dor ao respirar são:

1. Gases

O excesso de gases é uma das principais causas de dor ao respirar, já que os gases acumulados são capazes de fazer pressão sobre os órgãos abdominais, provocando dor que irradia para o peito e que pode ser sentida ao respirar.

O que fazer: é importante adotar estratégias que ajudem a eliminar os gases, como fazer uma massagem na região abdominal, pressionar o abdômen ou tomar chás com propriedades digestivas, por exemplo. Veja mais dicas do que fazer para eliminar o excesso de gases.

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2. Crises de ansiedade

As crises de ansiedade são caracterizadas por sintomas como batimentos cardíacos acelerados, respiração mais rápida que o normal, sensação de calor, suores e dor no peito que pode agravar ao respirar.

O que fazer: nesse caso, é importante tentar pensar em algo diferente daquilo que possa ter provocado a crise de ansiedade, realizar alguma atividade que se goste e fazer exercícios respiratórios de forma a controlar a respiração, inspirando lentamente pelo nariz e expirando pela boca até que a crise comece a diminuir.

Leia também: Crise de ansiedade: sintomas, causas e o que fazer tuasaude.com/crise-de-ansiedade

3. Lesão muscular

A dor ao respirar é frequente em situações de lesões musculares, como a distensão muscular e, pode ser devido excesso de esforços, por exemplo, na academia ou enquanto se pratica esporte, ao pegar em objetos muito pesadas ou, até, em situações mais simples como tossir, devido à má postura ou durante um momento de estresse.

Geralmente a dor surge mais localizada na região do peito, sob as costelas ou nas costas.

O que fazer: é recomendado descansar e evitar esforços, especialmente carregar pesos, mesmo que nas tarefas diárias, para permitir a recuperação da lesão.

Aplicar uma compressa gelada no local também pode ajudar a reduzir o desconforto. Porém, quando a dor é muito forte, é aconselhado consultar um clínico geral, para iniciar um tratamento mais adequado. Saiba mais sobre como é feito o tratamento da distensão muscular.

No caso de a dor ter surgido como consequência do treino, deve-se consultar um treinador para receber orientações importantes sobre prevenção de lesões, para evitar que a dor volte a surgir.

4. Costocondrite

A costocondrite pode ser uma causa da dor ao respirar e é caracterizada pela inflamação das cartilagens que ligam o osso do esterno às costelas superiores. Além da dor ao respirar, a dor no peito, falta de ar e dor no esterno são sintomas comuns da costocondrite.

O que fazer: em alguns casos a dor desaparece sem ser necessário um tratamento médico, devendo-se evitar fazer esforços e repousar sempre que possível, uma vez que a dor se agrava com os movimentos. No entanto, se a dor for muito intensa é importante ir no clínico geral para confirmar a causa e iniciar o melhor tratamento.

Leia também: Costocondrite: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/costocondrite

5. Gripe e resfriado

A gripe e o resfriado podem provocar dor ao respirar devido, por exemplo, ao acúmulo de secreções no trato respiratório e, podem apresentar sintomas como tosse, coriza, dor no corpo, cansaço e, em alguns casos, febre.

O que fazer: os sintomas normalmente diminuem com o repouso e a ingestão de líquidos porque ajudam a manter úmido o trato respiratório e a limpar as secreções. Além disso, é importante adotar alguns cuidados, como por exemplo, com a alimentação, que ajudem a fortalecer o sistema imunológico.

6. Doenças nos pulmões

É comum que as doenças pulmonares como, a asma, a pneumonia, a embolia pulmonar ou o câncer de pulmão tenham associada a dor ao respirar, principalmente localizada nas costas, uma vez que grande parte dos pulmões se encontram na região das costas.

A asma é uma doença com sintomas como falta de ar e tosse, além da dor ao respirar. Embora a dor ao respirar possa ser um sintoma de situações simples como a gripe ou o resfriado, pode em casos mais graves significar, por exemplo, uma pneumonia que, além da dor ao respirar, pode apresentar outros sintomas como tosse, coriza, febre e secreções que podem conter sangue.

Por outro lado, a dor ao respirar também pode acontecer numa situação de embolia pulmonar, que é uma situação de emergência e que acontece onde um vaso do pulmão fica obstruído devido a um coágulo. Nestes casos, a dor tende a piorar muito rapidamente, provocar tosse com sangue e causar dificuldade para respirar. Em caso de suspeita de embolia é importante ir imediatamente ao hospital.

Leia também: Embolia pulmonar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-da-embolia-pulmonar

O que fazer: o tratamento depende da doença pulmonar e, por isso, deve ser prescrito pelo pneumologista após identificar a causa correta através de exames como raio X do tórax ou tomografia computadorizada. Em casos graves, em que existe falta de ar muito intensa ou quando existe suspeita de pneumonia ou embolia pulmonar é importante ir rapidamente ao hospital.

7. Pneumotórax

O pneumotórax se caracteriza pela presença de ar no espaço pleural, que se localiza entre a parede do tórax e o pulmão, o que causa aumento da pressão sobre o pulmão, provocando sintomas como elevada dificuldade para respirar, tosse e dor no peito, além de dor ao respirar.

Este tipo de problema é mais comum após sofrer alguma lesão no peito, como pode acontecer após quedas ou perfurações, mas também pode surgir como sequela de pneumonia ou asma, por exemplo.

O que fazer: caso exista suspeita de pneumotórax é importante ir no hospital para fazer exames e confirmar o diagnóstico, iniciando o tratamento mais adequado, que tem como objetivo principal retirar o excesso de ar, aliviando a pressão do pulmão, através de uma aspiração do ar com uma agulha. Veja mais sobre o que é o pneumotórax e o seu tratamento.

8. Pleurisia

A dor ao respirar é muito comum em situações de pleurisia, que é caracterizada pela inflamação da pleura, a membrana que envolve os pulmões e o interior do tórax. É frequente que a dor seja mais intensa ao inspirar porque o pulmão se enche de ar e a pleura toca nos órgãos em volta, provocando uma maior sensação de dor.

Além da dor ao respirar, podem também surgir outros sintomas como dificuldade para respirar, tosse e dor no peito e costelas.

O que fazer: é importante ir ao hospital para que o médico possa avaliar os sintomas e prescrever os remédios mais adequados ao tratamento, como os anti-inflamatórios. Entenda melhor o que é a pleurisia, seus sintomas e tratamento.

9. Pericardite

A dor ao respirar pode ainda estar associada a uma pericardite, caracterizada pela inflamação da membrana que reveste o coração e o pericárdio, causando uma dor intensa na região do peito, principalmente ao tentar respirar fundo. A pericardite geralmente surge como sequela de outras doenças, como lúpus, de infecções ou acidentes de trânsito.

O que fazer: o tratamento deve ser indicado pelo cardiologista tendo por base os sintomas e a situação clínica de cada pessoa. No entanto, é importante que a pessoa mantenha o repouso. Entenda mais sobre o tratamento para a pericardite.



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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O que fazer quando a pressão está baixa

Quando a pessoa tem uma crise de pressão baixa, é recomendado deitá-la em local fresco e arejado com as pernas elevadas até que a pressão volte ao normal e os sintomas da pressão baixa passem.

A pressão baixa, também chamada de hipotensão, geralmente não é um problema, especialmente quando a pessoa sempre teve pressão baixa. No entanto, caso a pressão baixe muito rapidamente pode causar sintomas como fraqueza, cansaço, tonturas ou desmaio.

Leia também: Pressão baixa: sintomas, como saber, causas e o que fazer tuasaude.com/pressao-baixa

Embora nem sempre seja preocupante, especialmente se as crises de pressão baixa forem frequentes, é recomendado consultar um cardiologista ou clínico geral para verificar se existe algum problema de saúde que necessite de tratamento.

Assista ao vídeo a seguir e conheça melhor o que fazer quando a pressão está baixa:

Pressão Baixa: Sintomas e o Que Fazer na Hora

07:31 | 6.241 visualizações

O que fazer em caso de pressão baixa

Para uma pessoa que tem pressão normal ou alta, mas que sofreu uma crise de pressão baixa deve-se:

  1. Deitar a pessoa, de preferência num local fresco e arejado;
  2. Afrouxar as roupas, especialmente em volta do pescoço;
  3. Levantar as pernas acima do nível do coração, mais ou menos a 45º do chão;
  4. Oferecer líquidos como água, café ou suco de fruta, quando a pessoa está recuperada, para ajudar a estabilizar a pressão.

Levantar as pernas permite que o sangue flua em direção ao coração e ao cérebro mais facilmente, aumentando a pressão. A pessoa deve permanecer nesta posição por alguns minutos até que os sintomas de pressão baixa diminuam.

Leia também: Primeiros socorros: o que são, para que servem, kit (e principais técnicas) tuasaude.com/primeiros-socorros

Calculadora online de pressão arterial

Se acha que pode estar com pressão arterial baixa, por favor insira os dados na nossa calculadora a seguir:

{CALCULADORA_PRESSAO_ARTERIAL}

A calculadora é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o cardiologista.

Quando ir ao médico

Em pessoas saudáveis que sempre tiveram uma pressão arterial baixa, mas não apresentam sintomas, o valor de pressão normalmente não é preocupante. 

No entanto, caso as crises sejam frequentes, é recomendado consultar um cardiologista para avaliação.

Caso deseje marcar uma consulta, encontre um cardiologista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Além disso, se os sintomas da pressão baixa demorem a passar ou exista suspeita de algum problema de saúde, é recomendado procurar uma emergência.

A pressão baixa pode ser causada pelo efeito colateral de medicamentos, desidratação, reação alérgica ou doenças cardíacas, por exemplo.

Leia também: 8 principais causas da pressão baixa tuasaude.com/o-que-pode-causar-pressao-baixa

Como evitar crises de pressão baixa

Para evitar crises de pressão baixa deve-se ter alguns cuidados como:

  • Tomar os remédios para pressão alta corretamente, de acordo com as orientações do médico e nunca em doses superiores à indicada;
  • Evitar locais muito quentes e fechados, sendo aconselhado usar roupas leves e fáceis de tirar;
  • Beber 1 a 2 litros de água por dia, a menos que o médico tenha dado outra orientação em relação à quantidade;
  • Fazer refeições pouco volumosas a cada 2 ou 3 horas e não sair de casa sem tomar o café da manhã;
  • Evitar fazer exercício físico de estômago vazio, ingerindo pelo menos um copo de suco antes de treinar;
  • Praticar atividade física regular para fortalecer os músculos dos braços e das pernas, pois ajuda o sangue a chegar mais facilmente ao coração e ao cérebro.

Normalmente, a pressão baixa é benigna e não traz graves consequências, mas a pessoa corre o risco de desmaiar e com a queda fraturar algum osso ou bater a cabeça, por exemplo, o que pode ser potencialmente grave.

Por isso, caso se note alguma frequência nas quedas da pressão ou caso surjam outros sintomas como palpitações cardíacas recorrentes, aconselha-se uma consulta médica.



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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

11 tipos de transtornos mentais (e como tratar)

Os transtornos mentais são definidos como uma alteração significativa na cognição, regulação emocional e/ou comportamental, e que podem causar sofrimento, incapacidade e afetar atividades sociais e profissionais.

Existem diversos tipos de transtornos mentais, onde os mais comuns incluem o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno bipolar, a fobia social e o transtorno obsessivo-compulsivo, por exemplo.

Na presença de sinais e sintomas sugestivos de transtorno mental, é recomendado consultar o psiquiatra. Assim, o médico poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode ser feito por meio de psicoterapia e uso de remédios.

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Os principais tipos de transtornos mentais são:

1. Transtorno de ansiedade generalizada

transtorno de ansiedade generalizada é um transtorno mental caracterizado por preocupação excessiva e incontroláveis no dia a dia.

Este tipo de transtorno pode causar sintomas psicológicos e físicos, como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono, por exemplo.

Como tratar: em casos de confirmação dessa condição, o psiquiatra pode recomendar a realização de sessões de psicoterapia.

Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de remédios que aliviam os sintomas, como antidepressivos e ansiolíticos. Também é orientada a realização de atividade física e atividades que promovam o relaxamento, como meditação, mindfulness, dança ou yoga.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

2. Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é um transtorno mental grave que provoca oscilações de humor, variando entre depressão, que consiste em tristeza e desânimo, mania, em que há euforia extrema, ou hipomania, que é uma versão mais leve da mania. Entenda o que é o transtorno bipolar.

Este transtorno, pode afetar homens e mulheres, e pode começar no final da adolescência ou no início da idade adulta, precisando de tratamento para toda a vida.

Como tratar: o tratamento costuma ser feito com o uso de medicamentos recomendados pelo médico, como estabilizadores do humor, antipsicóticos, antidepressivos e/ou ansiolíticos.

Sessões de psicoterapia também são muito importantes para complementar o tratamento da bipolaridade e podem ser feitas individualmente, em família ou em grupos.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

3. Fobia social

A fobia social é um transtorno mental onde a pessoa apresenta ansiedade e medo excessivo diante de situações sociais, como reunião com pessoas desconhecidas, ter uma entrevista de trabalho ou dar uma palestra, por exemplo.

Essa condição pode causar sintomas como suor excessivo, palpitações, tremores, sensação de falta de ar, tonturas e náuseas.

Como tratar: em casos de fobia social, podem ser indicadas sessões de psicoterapia, para ensinar a pessoa a controlar os sintomas da ansiedade, superar os seus medos e a praticar as suas habilidades sociais em grupo.

Quando somente a terapia não é suficiente, o psicólogo pode encaminhar a pessoa para um psiquiatra, que poderá prescrever remédios ansiolíticos ou antidepressivos.

4. Transtorno obsessivo-compulsivo

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, com pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes, intrusivos e indesejados.

A pessoa com esse transtorno também pode apresentar compulsões, incluindo comportamentos repetitivos ou atos mentais onde a pessoa se sente obrigada a executar em resposta a uma obsessão ou conforme regras rígidas.

Como tratar: se essa condição for confirmada, o tratamento indicado pelo psiquiatra poderá ser feito com o uso de remédios antidepressivos ou antidepressivos, como clomipramina, fluoxetina ou sertralina.

É recomendado também fazer terapia cognitivo-comportamental, que é realizada pelo psicólogo e onde a pessoa é direcionada a entender melhor porque os pensamentos obsessivos surgem e o resultado racional de não realizar as compulsões.

Leia também: 6 tratamentos para transtorno obsessivo-compulsivo tuasaude.com/tratamentos-para-transtorno-obsessivo-compulsivo

5. Transtorno do estresse pós traumático

O estresse pós-traumático é um transtorno mental caracterizado pelo desenvolvimento de sintomas específicos, como intrusão, evitação persistente de estímulos, alterações negativas na cognição e no humor, e alterações na excitação e reatividade.

Esta condição pode ser causada por eventos traumáticos, como ter participado de uma guerra, um assalto ou ter sofrido violência sexual, por exemplo. Confira todas as causas do estresse pós-traumático.

Como tratar: o tratamento é feito com sessões de psicoterapia, onde o psicólogo procura ajudar a pessoa a perceber quais os eventos que estão provocando os medos involuntários e como podem liberar as memórias traumáticas desses eventos.

No entanto, em alguns casos, pode também ser necessário recorrer ao psiquiatra para que seja indicado o uso de medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos para aliviar os sintomas.

6. Transtorno do espectro autista

O transtorno do espectro autista (TEA) engloba o autismo infantil precoce, a síndrome de Asperger e o transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação.

A pessoa com este transtorno mental pode apresentar dificuldades na comunicação e interação social e/ou o comportamento e atividades restritas e repetitivas.

Os sintomas transtorno do espectro autista podem incluir uso repetitivo de objetos, fala repetitiva, adesão excessiva a rotinas, interesses limitados e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais.

Como tratar: o tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Assim, a terapia ocupacional, sessões de fonoaudiologia e uso de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, podem ser recomendados.

7. Transtorno de deficit de atenção e hiperatividade

O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade, ou TDAH, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como distração com frequência, e dificuldade em manter o foco e completar tarefas no tempo determinado, por exemplo.

Como tratar: em casos de confirmação deste transtorno mental, o médico pode prescrever medicamentos, como metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade.

Sessões de psicoterapia também são recomendadas para ajudar a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades.

Leia também: TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade

8. Depressão

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e falta de interesse em realizar atividades que antes eram consideradas divertidas.

Na depressão, a tristeza é muito forte e dura por muito tempo, afetando toda a vida da pessoa e podendo impedir a realização de tarefas básicas como dormir ou comer e, em alguns casos, levar a pessoa a ter vontade de morrer.

Como tratar: para tratar a depressão, o psiquiatra poderá indicar a realização de psicoterapia e o uso de medicamentos antidepressivos, como sertralina, amitriptilina e venlafaxina, por exemplo.

9. Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado por alterações no pensamento, emoções e comportamento, que pode ser causado por fatores genéticos, ambientais e alteração em neurotransmissores.

Os possíveis sintomas de esquizofrenia são: alucinações, delírios, fala desordenada e alteração no comportamento.

Como tratar: é necessário o acompanhamento psiquiátrico, que indicará o uso de medicamentos antipsicóticos, como risperidona, quetiapina, clozapina e olanzapina, por exemplo.

Leia também: Esquizofrenia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/esquizofrenia

10. Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares são alterações graves do comportamento alimentar, onde a pessoa pode apresentar sintomas como ficar várias horas sem comer, usar laxantes frequentemente, comer de maneira excessiva e/ou provocar vômito, por exemplo.

Esse transtorno mental pode ser causado por fatores socioculturais ou individuais, como mudanças nos padrões de beleza, conflitos familiares e experiências traumáticas, por exemplo.

Como tratar: o tratamento destas condições devem ser feitos por uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Assim, o médico poderá indicar sessões de psicoterapia, uso de remédios antidepressivos e ansiolíticos, e o acompanhamento nutricional para orientar uma alimentação saudável e indicar o uso de suplementos alimentares em casos de deficiências nutricionais.

11. Síndrome de borderline

A síndrome de borderline é um transtorno mental caracterizado por mudanças rápidas de humor, medo de abandono, relacionamentos instáveis e comportamentos impulsivos.

Embora não tenha uma causa específica, a síndrome de borderline parece ter uma predisposição genética. Além disso, essa condição é mais frequente em pessoas com histórico de maus tratos na infância e abuso de álcool pelos pais, por exemplo.

Como tratar: se essa condição for confirmada, o médico pode indicar a realização de sessões de psicoterapia, terapia de mentalização e psicoeducação.

Em alguns casos, o médico pode prescrever o uso de remédios, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores do humor.



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Asma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Asma é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação e estreitamento das vias aéreas, além do aumento da produção de muco, resultando em sintomas como falta de ar, tosse, chiado ou sensação de pressão ou aperto no peito.

A asma, também chamada de asma brônquica ou bronquite asmática, geralmente se inicia na infância, sendo mais comum em pessoas que possuem histórico de asma na família, podendo ser desencadeada por alergias, infecções respiratórias ou até uso de remédios.

O tratamento da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral, para controlar a asma evitando crises e aliviar os sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios de acordo com os sintomas e gravidade da doença.

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Sintomas de asma

Os principais sintomas de asma são:

  • Falta de ar;
  • Dificuldade para encher os pulmões;
  • Tosse, especialmente à noite;
  • Sensação de pressão ou aperto no peito;
  • Chiado ou ruído ao respirar;
  • Cansaço excessivo.

Esses sintomas costumam surgir de forma repentina ou após a pessoa se expor a algum fator ambiental que cause alteração nas vias respiratórias.

No caso de bebês, para identificar os sintomas de asma, os pais podem encostar o ouvido no peito ou nas costas do bebê para verificar se ouvem algum ruído, que pode ser semelhante à respiração dos gatos. Saiba identificar todos os sintomas da asma no bebê.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e hábitos de vida, além do exame físico através da auscultação pulmonar.

Marque uma consulta com o pneumologista na região mais próxima:

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Além disso, o médico deve fazer também um exame de oximetria, colocando um aparelho em um dos dedos da mão para medir a quantidade de oxigênio no sangue ou solicitar uma gasometria arterial.  

Para confirmar o diagnóstico de asma, o médico deve solicitar outros exames, como espirometria, testes de broncoprovocação, raio X de tórax ou tomografia computadorizada. Saiba mais sobre os exames para diagnosticar a asma.  

Possíveis causas

As causas da asma ainda não são muito bem esclarecidas, no entanto, acredita-se que ocorra devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como:

  • Alergias a ácaro, mofo, pólen, plantas, pelo de animais, ou fezes, saliva ou partes do corpo de baratas;
  • Alergias alimentares, como camarão, frutos secos, cerveja, vinho ou conservantes como sulfitos;
  • Mudanças climáticas;
  • Infecções respiratórias, como gripes, resfriados ou sinusite crônica;
  • Hábito de fumar ou estar em ambientes que tenham muita fumaça ou poeira;
  • Prática de atividade física muito intensa;
  • Estresse ou emoções fortes;
  • Doença do refluxo gastroesofágico.

Além disso, o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroides, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, podem desencadear crises de asma.

A asma não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa, no entanto filhos de pessoas asmáticas têm maiores chances de desenvolver asma em qualquer fase da vida.

Tipos de asma

Os tipos de asma são classificados de acordo com sua causa, e incluem:

1. Asma alérgica

A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é o tipo mais comum de asma, causada pela exposição a substâncias alérgicas que, quando são inaladas, desencadeiam as crises.

2. Asma não alérgica

A asma não alérgica, também chamada de asma intrínseca ou asma não-atópica, é o tipo menos comum de asma, geralmente se desenvolve na idade adulta, sendo mais comum em mulheres, podendo ter sintomas mais graves.

Esse tipo de asma geralmente é causada por fatores emocionais, ansiedade, estresse, calor ou frio excessivos, infecções respiratórias, tabagismo ou atividades físicas.

3. Asma induzida por exercício

A asma induzida pelo exercício, também chamada de broncoconstrição induzida pelo exercício, é causada pelo estreitamento das vias aéreas durante a atividade física ao inspirar o ar mais seco do que o ar que está nos pulmões.

Esse tipo de asma causa sintomas semelhantes ao da asma, em pessoas que não têm o diagnóstico de asma. Saiba identificar os sintomas da asma induzida pelo exercício.  

Geralmente, os sintomas da asma induzida pelo exercício iniciam-se alguns minutos após iniciar a atividade física e melhoram cerca de 10 a 15 minutos após interromper os exercícios.

4. Asma sazonal

A asma sazonal é um tipo de asma alérgica que pode surgir na primavera, verão ou outono,  que são épocas do ano em que existe maior quantidade de substâncias alergênicas no ar, como poeira ou pólen, desencadeando as crises de asma.

5. Asma ocupacional

A asma ocupacional é considerada um tipo de asma alérgica, pois ocorre devido à exposição a substâncias no ambiente de trabalho, como fumaça, gases, pós ou poeiras, por exemplo.

Esse tipo de asma pode se desenvolver na idade adulta, e é caracterizado por surgimento dos sintomas da asma no ambiente de trabalho, mas que melhoram nos dias em que a pessoa não está no trabalho.

6. Asma eosinofílica

A asma eosinofílica é um tipo de asma grave, causada por um aumento da quantidade de glóbulos brancos no sangue, chamados eosinófilos, que fazem parte do sistema de defesa do organismo combatendo infecções bacterianas.

O aumento da quantidade de eosinófilos, pode causar uma reação inflamatória e inchaço das vias aéreas e do sistema respiratório, levando ao surgimento dos sintomas, e embora seja um tipo de asma raro, as crises são mais graves.

7. Asma induzida por aspirina

A asma induzida por aspirina é um tipo de crise de asma que ocorre após a ingestão de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.

Esse tipo de asma pode surgir em pessoas diagnosticadas com asma, ou que tenham fatores de risco como sinusite crônica, pólipos nasais, ou congestão nasal recorrente.

A causa exata do porque os anti-inflamatórios não esteroides levam ao surgimento dos sintomas de asma ainda não é totalmente conhecido, mas acredita-se que seja devido a diminuição de substâncias inflamatórias no corpo, como prostaglandinas e tromboxanos.

Como resultado, o organismo aumenta a produção de substâncias pró-inflamatórias chamadas leucotrienos, o que pode causar exacerbação da asma ou crises de asma.

Como é feito o tratamento

O tratamento da asma deve ser orientado pelo pneumologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de remédios para aliviar a inflamação nas vias respiratórias.

Para controlar a asma e evitar crises, o médico pode indicar bombinhas para asma, como beclometasona ou salmeterol, que devem ser usados diariamente. Veja como usar a bombinha para asma.  

Já para crises de asma, o médico pode recomendar uso de remédios, como salbutamol, fenoterol ou brometo de ipratrópio, usados na forma de bombinha ou gotas para inalação, ou ainda corticoides na forma de comprimidos, como a prednisona ou prednisolona, por exemplo. Confira todos os remédios que podem ser indicados para a asma.  

Crise de asma o que fazer

A crise de asma é uma condição grave em que os sintomas são intensos, podendo causar respiração muito rápida, tontura, confusão mental, dificuldade para falar, lábios ou dedos roxos ou azulados, ansiedade, pânico ou desmaio.

Leia também: Boca roxa: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/boca-roxa

Em bebês, outros sintomas de crise de asma são sonolência, tosse constante e dificuldade para comer.

Quando a pessoa está em uma crise de asma é recomendado que o medicamento, receitado pelo médico, seja utilizado o mais rápido possível e que a pessoa fique sentada com o corpo levemente inclinado para frente.

Quando os sintomas não passam, é recomendado que seja chamada uma ambulância ou que se vá para o hospital mais próximo imediatamente. Veja com mais detalhes o que fazer numa crise de asma.  

Como prevenir crises de asma

Para prevenir crises de asma é importante:

  • Usar os remédios para asma corretamente, conforme indicado pelo médico;
  • Ter a bombinha de asma sempre perto, na bolsa, mochila ou pasta;
  • Evitar o uso de remédios por conta própria, especialmente os anti-inflamatórios não esteroides;
  • Evitar locais muito úmidos e com mofo; 
  • Retirar os bichinhos de pelúcia, cortinas e tapetes da casa;
  • Limpar diariamente a casa com pano úmido, sem usar produtos com cheiro forte;
  • Guardar travesseiros e colchões em capas antialérgicas;
  • Colocar os colchões e travesseiros no sol sempre que possível;
  • Trocar os travesseiros e as almofadas periodicamente porque acumulam ácaros;
  • Trocar os cobertores por edredões ou evitar usar cobertores com pelo;
  • ​Trocar a roupa da cama todas as semanas e lavá-la em água a 130ºC.

Além disso, a prática regular de exercícios físicos também pode ser indicada pelo médico para o tratamento e controle da asma porque melhora a capacidade cardíaca e respiratória do indivíduo. 

A natação é um bom exercício para asma porque fortalece os músculos respiratórios, no entanto, toda a prática esportiva é indicada e, por isso, o asmático poderá escolher aquela que mais gosta, após avaliação médica.

Além disso, veja como a alimentação pode ajudar a aliviar os sintomas de asma:

O que comer para asma

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Boca roxa: o que pode ser (e o que fazer)

A boca roxa é um sinal que pode ser causado por condições como engasgo, exposição ao frio, afogamento, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência cardíaca, por exemplo.

Nesta condição, que pode indicar que o sangue não está sendo transportado adequadamente para os tecidos do corpo ou um problema sério de circulação, a pessoa pode apresentar os lábios, a língua e o interior da boca roxos.

Leia também: Céu da boca roxo: 6 causas comuns (e o que fazer) tuasaude.com/ceu-da-boca-roxo

A presença de boca roxa repentina ou acompanhada de falta de ar, dor no peito, confusão mental ou perda da consciência, pode indicar uma situação grave. Por isso, deve-se ir ao atendimento hospitalar ou chamar o serviço de emergência imediatamente. Assim, o médico pode avaliar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Imagem gerada por IA
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As principais causas de boca roxa são:

1. Engasgo

Engasgo é uma situação repentina que impede a passagem de ar para os pulmões devido a uma obstrução por um objeto ou alimento, podendo colocar a vida em risco.

A pessoa com engasgo pode apresentar sinais como rosto e boca roxa, dificuldade para respirar e perda da consciência em alguns casos.

O que fazer: se a pessoa estiver sozinha, é recomendado apoiar o peso do corpo com os braços esticados sobre um balcão e depois deixando-o cair o tronco sobre o balcão com força.

Se tiver acompanhada, a pessoa pode realizar a manobra de Heimlich, uma técnica que é usada em casos de engasgamento, para retirar o pedaço de comida ou objeto que possa estar interrompendo a respiração.

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2. Exposição ao frio

A boca roxa ou azulada pode ser causada pela exposição ao frio, devido a contração dos vasos sanguíneos superficiais com o objetivo de manter o calor nos órgãos vitais.

Assim, com a contração dos vasos sanguíneos, o sangue circula de forma reduzida e lenta nas regiões periféricas, como lábios, mãos e pés.

O que fazer: é aconselhado aquecer o corpo gradativamente, indo para um ambiente aquecido e protegido do frio, e usando agasalhos ou cobertores.

Massagear suavemente os lábios também ajuda a reativar a circulação. Além disso, deve-se evitar o uso de nicotina/cigarro e limitar o consumo de cafeína, pois estes estreitam os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação.

3. Bronquiolite

A bronquiolite é uma condição que pode levar ao surgimento de boca roxa ou azulada. Isso porque essa infecção causa inflamação, inchaço e acúmulo de muco e secreção nos bronquíolos, que são as menores ramificações respiratórias do pulmão.

Essa inflamação e bloqueio dos bronquíolos reduz a quantidade de oxigênio no sangue, alterando a sua para vermelho-escuro ou purpúreo, que fica mais visível em partes do corpo com a pele fina e vasos sanguíneos muito superficiais.

O que fazer: caso esta condição seja confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de repouso, ingestão de muitos líquidos e lavagem nasal com soro fisiológico.

O médico também pode prescrever o uso de remédios antitérmicos e broncodilatadores. Já em casos graves, o tratamento pode ser feito no hospital, podendo ser indicado o uso de oxigênio e, na suspeita de infecção bacteriana, antibióticos, por exemplo.

Leia também: Bronquiolite: o que é, 8 sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/bronquiolite

4. Pneumonia grave

A pneumonia grave é uma condição que pode surgir quando não é tratada a tempo, causando complicações como insuficiência respiratória, síndrome do desconforto respiratório agudo e sepse, por exemplo.

Nesta condição, a pneumonia pode causar queda de oxigênio no sangue e sintomas como boca roxa ou azulada, falta de ar intensa, dor no peito ao respirar ou tossir, além de febre alta e dificuldade para falar.

O que fazer: o tratamento deve ser feito no hospital e pode incluir a administração de remédios e fluidos diretamente na veia e a máscara de oxigênio, ou ventilador mecânico. Confira outros tratamentos para pneumonia.

5. Doenças pulmonares crônicas

As doenças pulmonares crônicas, como asma descompensada ou grave, DPOC, bronquiectasia ou doença pulmonar intersticial, podem causar a boca roxa ou azulada.

Este sintoma acontece, porque essas doenças causam inflamação, estreitamento das vias respiratórias e destruição ou cicatrização dos alvéolos, reduzindo a área do pulmão que está disponível para fazer a respiração.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico varia conforme o tipo de doença pulmonar. Assim, o médico pode recomendar o uso de medicamentos corticoides, broncodilatadores, antibióticos e fisioterapia respiratória, por exemplo.

6. Afogamento

O afogamento, ou quase afogamento, é uma das possíveis causas boca roxa, azulada ou acinzentada, pois nesta condição a água entra nos pulmões ou a laringe se fecha, bloqueando a passagem de ar.

Com a presença de água nos nos alvéolos pulmonares ou o bloqueio do ar, o oxigênio inspirado não chega aos vasos sanguíneos, o que aumenta os níveis de hemoglobina sem oxigênio e deixa o sangue com uma cor vermelho-escura ou púrpura.

O que fazer: deve-se pedir ajuda a outra pessoa próxima ao local e ligar imediatamente para o SAMU ou os bombeiros. Se a pessoa estiver consciente, é recomendado dar à pessoa um material flutuante para que fique apoiada.

Caso esteja inconsciente e não estiver respirando, é recomendado iniciar a massagem cardíaca na pessoa. Conheça os primeiros socorros para afogamento.

7. Síndrome respiratória aguda grave

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, junto com falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou boca roxa ou azulada.

O que fazer: na presença de sintomas indicativos de SRAG, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo, para que seja seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.

O tratamento pode ser feito por meio do repouso e ingestão de bastante água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença.

Conforme a causa da SRAG, o médico também pode indicar o uso de analgésicos, antipiréticos, antivirais ou antibióticos, para aliviar o desconforto, facilitar a recuperação, reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.

Leia também: Síndrome respiratória aguda grave: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-respiratoria-aguda

8. Insuficiência cardíaca

A boca roxa ou azulada também pode surgir na insuficiência cardíaca, pois esta condição é caracterizada pela dificuldade do coração em bombear o sangue para todo o corpo.

Devido a diminuição na pressão e volume de sangue, o corpo ativa uma resposta de defesa, contraindo os vasos sanguíneos da pele para priorizar os órgãos vitais, como rins, fígado e cérebro.

O que fazer: se houver a confirmação desta condição, o médico pode prescrever o uso de remédios como captopril, espironolactona e metoprolol.

Em casos mais graves, o cardiologista pode recomendar a colocação de um marcapasso ou o transplante de coração. Conheça melhor os tratamentos para insuficiência cardíaca.

9. Malformações cardíacas

As malformações cardíacas, que são defeitos na estrutura do coração presentes ao nascimento, como tetralogia de Fallot, atresia tricúspide e transposição das grandes artérias, podem causar a boca roxa ou azulada.

Isto porque, estas condições alteram o caminho normal do sangue no coração e diminuem a quantidade de sangue que chega aos pulmões para receber oxigênio.

O que fazer: o tratamento varia conforme o tipo de malformação cardíaca, podendo ser recomendado pelo médico a oxigenoterapia, para estabilização e suporte de oxigênio no nascimento ou na crise.

Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos, como diuréticos, inibidores da ECA e inotrópicos ou a realização de cirurgia temporária ou de correção definitiva, por exemplo.

10. Metemoglobinemia

A metemoglobinemia é o aumento de metemoglobina no sangue, que é a forma oxidada da hemoglobina.

Assim, essa condição dificulta o transporte de oxigênio para o corpo, causando sintomas como pele pálida, cansaço, fraqueza e boca roxa ou azulada.

O que fazer: se o médico confirmar a metemoglobinemia, pode ser recomendada a internação hospitalar para administração de soro e do antídoto azul de metileno na veia, além de oxigênio de alto fluxo, com o uso de uma máscara.

Leia também: Metemoglobinemia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/metemoglobinemia

11. Overdose e intoxicação

A overdose de medicamentos ou drogas provoca a boca roxa, devido a diminuição de oxigênio na circulação sanguínea. Isso porque o uso excessivo de narcóticos/opioides, como heroína, ou benzodiazepínicos, afeta o sistema nervoso central e diminui a frequência e a intensidade da respiração.

A overdose ou intoxicação por algumas substâncias, como anestésicos locais, nitritos recreativos e alguns antibióticos, como a dapsona, também causa uma reação que converte a hemoglobina em metemoglobina. 

Como a metemoglobina não consegue ligar e liberar o oxigênio adequadamente para os tecidos, isso provoca uma cianose central grave.

O que fazer: em caso de overdose, especialmente quando a pessoa apresenta sinais de que vai desmaiar ou está perdendo consciência, deve-se tentar mantê-la acordada, chamar uma ambulância e verificar se a pessoa está respirando.

É importante também não induzir o vômito, não oferecer bebidas ou alimentos para a pessoa e observar a pessoa até a chegada da ambulância.

Leia também: Overdose: o que é, sintomas, o que fazer (e como evitar) tuasaude.com/overdose

12. Parada cardiorrespiratória

A boca roxa ou azulada é um sinal de parada cardiorrespiratória, pois nesta condição o coração para de bater ou não bate corretamente, interrompendo o transporte e a circulação de oxigênio por todo o corpo.

Antes da parada cardíaca a pessoa também pode apresentar dor forte no peito, que irradia para a barriga ou costas, dor de cabeça forte, suor frio e palpitações, por exemplo.

O que fazer: por ser uma condição de emergência que pode levar ao óbito em poucos minutos, deve-se chamar pela pessoa, para verificar se está consciente ou não.

Se a pessoa estiver respirando,  é recomendado colocá-la na posição lateral de segurança, chamar a ajuda médica e avaliar frequentemente se continua respirando.

Se a pessoa não estiver respirando, é importante chamar a ajuda médica o mais rápido possível e iniciar a massagem cardíaca.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Formigamento no couro cabeludo: 12 principais causas (e o que fazer)

O formigamento no couro cabeludo normalmente não indica nenhum tipo de problema grave, sendo mais comum devido a algum tipo de irritação na pele.

No entanto, o formigamento também pode indicar alterações mais sérias, como micose, dermatite ou psoríase, por exemplo, e normalmente estão acompanhadas de outros sintomas, como coceira, descamação ou queimação.

Leia também: Dor no couro cabeludo: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/dor-no-couro-cabeludo

O ideal é que sempre que o formigamento é frequente, muito intenso ou dure por mais de 3 dias, se consulte um dermatologista, para tentar entender qual a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 1

As principais causas de formigamento no couro cabeludo incluem:

1. Pele irritada

Alguns químicos presentes nos produtos capilares, como shampoos, máscaras ou produtos para facilitar o penteado, a poluição ou mesmo o calor do secador podem irritar o couro cabeludo e causar formigamento.

Nesses casos, o formigamento no couro cabeludo pode estar acompanhado de descamação e coceira.

O que fazer: a pessoa deve identificar o que poderá estar na origem da irritação e deixar de utilizar esse produto. Além disso, deve escolher um shampoo suave nos dias seguintes, para não agravar a irritação.

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2. Psoríase

A psoríase no couro cabeludo, também conhecida como psoríase capilar, pode causar lesões vermelhas e descamativas, com escamas brancas, coceira intensa e formigamento no couro cabeludo.

Além disso, outros sintomas desse tipo de psoríase são queda de cabelo no local da lesão, sensação de queimação ou dor, que geralmente se intensificam em situações de estresse. Veja outros sintomas da psoríase capilar.

O que fazer: os sintomas de psoríase podem desaparecer espontaneamente, sem tratamento, no entanto, podem voltar a aparecer em períodos de estresse.

Em alguns casos, o médico pode receitar remédios, como corticoides tópicos, calcipotriol, retinoides tópicos, ácido salicílico ou coaltar, por exemplo.

Leia também: Tratamento para psoríase (pomadas, remédios e opções naturais) tuasaude.com/tratamento-para-psoriase

3. Dermatite seborreica

A dermatite seborreica é uma inflamação na pele que na maioria das vezes afeta o couro cabeludo, provocando formigamento, caspa, manchas com crostas amareladas ou esbranquiçadas, vermelhidão e coceira intensa.

Essa inflamação pode agravar em situações de estresse ou exposição ao frio e ao calor.

O que fazer: geralmente, o tratamento é feito com a aplicação de cremes e shampoos antifúngicos, soluções ou pomadas com corticoide indicados pelo dermatologista e produtos que auxiliem na redução na descamação.

4. Foliculite

A foliculite no couro cabeludo é uma inflamação na raiz dos pelos, que pode resultar de um pelo encravado ou ser causada por uma infecção por bactérias, fungos, ácaros ou vírus, ou por alterações autoimunes.

Essa inflamação pode causar formigamento no couro cabeludo, além de bolinhas, queimação, coceira e queda de cabelo. Saiba mais sobre a foliculite no couro cabeludo.

O que fazer: o tratamento da foliculite é feito pelo dermatologista e depende do agente causador da doença, podendo ser realizado com soluções antifúngicas, caso se trate de um fungo, ou antibióticos, se o agente causador for uma bactéria.

5. Arterite temporal

A arterite temporal, também conhecida por arterite das células gigantes, é uma doença autoimune que causa uma inflamação das artérias da circulação sanguínea.

Os sintomas mais comuns dessa inflamação são dor de cabeça, febre, rigidez e formigamento no couro cabeludo.

O que fazer: o tratamento da arterite temporal consiste na administração de corticoides, analgésicos e antieméticos indicados pelo médico para aliviar os sintomas. Saiba mais sobre o tratamento da arterite temporal.

6. Piolhos

A infestação por piolhos, chamada pediculose, geralmente se manifesta em crianças em idade escolar, causando sintomas como coceira intensa, surgimento de pontinhos brancos na região e formigamento do couro cabeludo.

O que fazer: para eliminar os piolhos e as lêndeas da cabeça, deve-se usar uma solução ou shampoo adequado, que tem um remédio contra piolhos na composição, deixando atuar por uns minutos, conforme indicado na embalagem. Veja como usar o shampoo para piolhos.

Além disso, também existem pentes adaptados, que facilitam a sua eliminação e repelentes que previnem uma recidiva.

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7. Micose

A micose no couro cabeludo, também conhecido por Tinea capitis, é uma infecção fúngica que causa sintomas como coceira intensa e formigamento no couro cabeludo e, em alguns casos, queda de cabelo.

Leia também: Tinea capitis (tinea da cabeça): o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tinea-capitis

O que fazer: geralmente, o tratamento consiste na utilização de produtos de uso tópico com antifúngicos, como o cetoconazol ou sulfeto de selênio, por exemplo, indicados pelo dermatologista.

Caso o tratamento tópico não seja eficaz, o médico pode recomendar a ingestão de antifúngicos orais.

Leia também: Micose no couro cabeludo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/micose-no-couro-cabeludo

8. Estresse e ansiedade

O estresse e ansiedade também podem causar formigamento no couro cabeludo e estar acompanhado de coceira, que pode ser intensa.

Isso porque o estresse e ansiedade aumentam os níveis de cortisol no corpo, o que aumenta o fluxo sanguíneo no corpo, inclusive no couro cabeludo, causando o formigamento.

O que fazer: é importante fazer atividades prazerosas, como caminhar ou praticar algum hobby, por exemplo, além de tomar um chá com propriedades calmantes, como o chá de valeriana ou de camomila, por exemplo, pois ajudam a relaxar e a diminuir a ansiedade e o estresse. Confira os principais chás para ansiedade.

Caso o estresse ou ansiedade sejam intensos, deve-se consultar o psiquiatra que pode indicar psicoterapia ou uso de remédios antidepressivos ou ansiolíticos, por exemplo.

9. Enxaqueca com aura

A enxaqueca com aura é um tipo de dor de cabeça intensa e pulsante que pode causar formigamento ou sensação de agulhadas na pele, e afetar também o couro cabeludo.

Além disso, outros sintomas são tontura, sensibilidade à luz, lacrimejamento, presença de manchas no campo de visão ou náusea, por exemplo. Saiba identificar todos os sintomas de enxaqueca com aura

O que fazer: é importante fazer repouso e permanecer em um ambiente com pouco barulho e pouca luz, pois assim é possível aliviar a enxaqueca, melhorando a tontura.

Além disso, caso a enxaqueca seja frequente, é indicado consultar um neurologista para identificar sua causa e se necessário, iniciar o tratamento com remédios. Confira quais são os remédios indicados para enxaqueca.

10. Neuropatia

A neuropatia pode surgir devido a danos nos nervos, no cérebro e na medula espinhal, levando ao surgimento de sintomas como dormência ou formigamento que pode surgir no couro cabeludo e/ou outras partes do corpo.

Essa condição pode ser causada por esclerose múltipla, neuralgia pós herpética, diabetes não controlada ou uso de medicamentos.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado por um neurologista, e geralmente consiste no controle da doença e na administração de analgésicos, antidepressivos ou anticonvulsivantes ou fisioterapia, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da neuropatia

11. Alterações hormonais

As alterações hormonais que geralmente estão associadas ao ciclo menstrual da mulher, gravidez ou menopausa podem, em alguns casos causar formigamento no couro cabeludo.

O que fazer: caso o formigamento seja frequente, deve-se consultar o ginecologista que pode indicar o uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal. No caso da gravidez, normalmente o formigamento melhora após o parto.

12. Exposição ao frio ou calor

A exposição a temperaturas muito frias ou quentes também pode causar formigamento no couro cabeludo.

Isso porque no frio, o couro cabeludo pode ficar mais seco e resultar em formigamento e coceira.

Já em climas mais quentes, o excesso de suor na cabeça pode causar irritação, alergias ou até queimaduras, provocando formigamento, coceira ou ardor.

O que fazer: evitar a exposição a climas muito quentes, dano preferência por locais mais frescos e arejados e usando roupas mais leves. Já no frio, pode-se usar toucas de proteção e roupas mais quentes para manter o corpo e o couro cabeludo aquecidos.



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