sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Melanoma benigno: o que é, sintomas (e tratamento)

Melanoma benigno é um termo usado para se referir a um nevo melanocítico, também chamado de sinal ou pinta. É uma lesão benigna da pele, formada por melanócitos, as células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele.

Essas lesões geralmente aparecem como manchas ou pequenas elevações, de cor marrom ou bege, com bordas regulares e superfície lisa. Normalmente não causam dor, coceira ou outros sintomas, e permanecem estáveis ao longo do tempo.

Leia também: Nevo melanocítico: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/nevo-melanocitico

Ao contrário do melanoma benigno, o melanoma maligno apresenta alterações rápidas na cor, tamanho ou forma, bordas irregulares, assimetria e pode sangrar ou coçar, indicando crescimento canceroso que exige avaliação médica imediata.

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Sintomas de melanoma benigno

O melanoma benigno possui algumas características que ajudam a identificá-lo, como:

  • Manchas ou pequenas elevações na pele;
  • Formato simétrico;
  • Cor uniforme, geralmente marrom ou bege;
  • Bordas regulares e bem definidas;
  • Superfície lisa, sem descamação ou feridas.

O melanoma benigno normalmente não provoca dor, coceira ou sangramento. Em geral, essas características indicam que a lesão é benigna e estável, sem representar risco à saúde.

Melanoma é maligno ou benigno?

O melanoma é sempre maligno, ou seja, é um tipo de câncer de pele que pode crescer rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo. 

Leia também: Melanoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele-melanoma

O termo melanoma benigno é usado de forma equivocada e, na prática, se refere a uma mancha comum e geralmente inofensiva na pele.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma benigno é feito pelo dermatologista através da avaliação da pele e das manchas ou pintas, podendo utilizar um dermatoscópio, um aparelho que amplia a lesão para analisar detalhes que não aparecem a olho nu. Veja como é feita a dermatoscopia.

Marque uma consulta com o dermatologista mais próximo da sua região:

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Em caso de suspeita de alteração maligna, o médico pode solicitar uma biópsia, retirando uma pequena amostra da lesão para exame laboratorial, que confirma se se trata de um nevo benigno ou de melanoma.

Possíveis causas

Algumas situações podem contribuir para o surgimento dos melanomas benignos na pele, podendo incluir:

  • Fatores genéticos: tendência familiar a ter mais pintas ou sinais;
  • Exposição ao sol: radiação ultravioleta pode estimular a formação de novos sinais;
  • Alterações hormonais: como durante a gravidez ou puberdade;
  • Idade: muitos sinais surgem na infância e adolescência;
  • Predisposição individual da pele: pessoas com pele clara e mais sensível tendem a ter mais sinais.

Além disso, o bronzeamento artificial emite raios UVA e UVB, que podem estimular alterações na pele e contribuir para o surgimento de sinais, aumentando o risco de mudanças nas manchas ao longo do tempo.

Tratamento para melanoma benigno

O tratamento para o melanoma benigno geralmente não é necessário, pois a mancha não representam risco à saúde. No entanto, em alguns casos, o médico pode indicar:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico é recomendado para monitorar melanomas benignos ao longo do tempo, especialmente se houver alterações na cor, tamanho ou formato. 

O dermatologista pode realizar exames regulares da pele, utilizando o dermatoscópio, garantindo que a lesão continue benigna e detectando precocemente qualquer mudança suspeita.

2. Cirurgia

Existem diferentes tipos de cirurgia para remover um melanoma benigno, dependendo do tamanho, da localização e do objetivo, como: 

  • Excisão simples, é a mais comum, retirando toda a mancha com uma pequena margem de pele saudável; 
  • Excisões com retalhos em Z ou L, são usadas quando a remoção deixa um espaço maior, permitindo fechar o local sem deformidades, especialmente no rosto ou articulações; 
  • Cirurgia a laser, pode ser aplicada em pintas superficiais, mas não é indicada se houver dúvida sobre malignidade;
  • Crioterapia ou cauterização, destrói o tecido da mancha usando frio intenso ou calor, sendo indicada apenas para pintas superficiais e claramente benignas.

A cirurgia é indicada apenas em casos específicos, como quando o sinal causa desconforto físico, irritação frequente por atrito com roupas ou acessórios, ou problemas estéticos, especialmente em áreas visíveis como rosto, pescoço e mãos.



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Medula espinhal: o que é, anatomia (e função)

Medula espinhal é uma parte do sistema nervoso central que fica dentro da coluna vertebral, funcionando como uma ponte entre o cérebro e o corpo, transmitindo informações que permitem sentir, se mover e controlar funções automáticas.

A medula é formada por substância cinzenta, no centro, que contém os corpos celulares dos neurônios, e substância branca, ao redor, que conduz os impulsos e está protegida pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

As principais funções da medula espinhal são conduzir impulsos nervosos, coordenar reflexos automáticos e controlar funções involuntárias, como batimentos cardíacos, digestão e movimentos da bexiga e intestinos. 

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Anatomia da medula espinhal

A medula espinhal é a principal via de comunicação entre o cérebro e o corpo, sendo composta por:

1. Meninges e líquido cefalorraquidiano

A medula espinhal é envolvida por três camadas de tecido chamadas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano (LCR), que atuam protegendo o tecido nervoso contra impactos e permitindo a circulação de nutrientes e remoção de resíduos.

Entre as camadas das meninges estão a dura-máter, mais externa e resistente; a aracnóide, logo abaixo da dura-máter, sendo mais fina e transparente e a pia-máter, a camada mais interna.

Também existem espaços entre as meninges, como o espaço epidural, preenchido por gordura e vasos sanguíneos, que ajuda a amortecer impactos e drenar substâncias, e o espaço subaracnóide, que contém o líquido cefalorraquidiano.

Em conjunto, as meninges mantêm um ambiente estável para as células nervosas, enquanto o líquido cefalorraquidiano facilita a circulação de nutrientes e resíduos, garantindo assim o funcionamento adequado e a proteção contra lesões.

2. Estrutura interna da medula espinhal

A medula espinhal é composta por duas partes principais, que podem ser vistas quando se faz um corte transversal: 

  • Substância cinzenta, que está localizada no centro da medula em forma de \'H\' e contém os corpos celulares dos neurônios, responsáveis por enviar e receber informações, organizados em regiões chamadas cornos;
  • Substância branca, que envolve a substância cinzenta e é formada principalmente por fibras nervosas, ou axônios, que conduzem os impulsos elétricos.

Na substância cinzenta existem os cornos posteriores, localizados na parte posterior do corpo, que recebem sinais dos sentidos e os cornos anteriores, localizados na parte frontal, que enviam comandos aos músculos.

Em algumas regiões também existem cornos laterais, responsáveis ​​pelo controle de funções involuntárias de órgãos como o coração ou os intestinos.

Já as fibras nervosas da substância branca estão organizadas em feixes chamados tratos, que podem ser ascendentes, levando informações sensoriais do corpo para o cérebro, como dor, temperatura, tato e posição, ou descendentes, transmitindo comandos do cérebro para os músculos e permitindo movimentos voluntários. 

Essa organização é fundamental para que o corpo responda rapidamente aos estímulos.

3. Segmentos medulares

A medula espinhal é dividida em 31 segmentos, de cada um dos quais sai um par de nervos espinhais. 

Esses segmentos são classificados em 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo, e cada um se conecta a regiões específicas do corpo. 

Essa organização permite que sinais sensoriais e motores sejam transmitidos de forma coordenada, e também explica por que o nível da lesão medular determina os sintomas apresentados, como perda de movimento, sensibilidade ou função autonômica.

4. Cauda equina

A cauda equina é um feixe de nervos localizado na parte inferior da coluna vertebral, abaixo do final da medula. 

A cauda se forma porque a medula não se estende até o final da coluna, então as raízes nervosas inferiores precisam continuar para baixo até alcançar pernas, pés e órgãos pélvicos. 

Essa estrutura é essencial para a comunicação entre a medula e as partes mais baixas do corpo.

Onde fica a medula espinhal

A medula espinhal fica dentro da coluna vertebral, começando na base do cérebro, logo após o tronco encefálico, e se estendendo até aproximadamente a altura da primeira ou segunda vértebra lombar. Veja como é a anatomia da coluna vertebral.

A medula é protegida pelas vértebras, pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

Função da medula espinhal

As principais funções da medula espinhal são:

  • Conduzir impulsos nervosos, transmitindo informações do corpo para o cérebro e comandos do cérebro para os músculos;
  • Coordenar reflexos, através de respostas rápidas, como retirar a mão ao tocar algo quente;
  • Controlar funções automáticas, regulando atividades involuntárias, como batimentos cardíacos, pressão arterial e digestão;
  • Responder a estímulos, permitindo que o corpo perceba estímulos, como calor ou toque, e responda adequadamente;
  • Proteger o sistema nervoso, com a ajuda das meninges e do líquido cefalorraquidiano, mantendo a integridade do sistema nervoso central.

Quando ocorre uma alteração na medula espinhal, essas funções são afetadas, a transmissão dos sinais nervosos é interrompida e o corpo deixa de responder adequadamente aos comandos do cérebro e aos estímulos do ambiente.

Como funciona

A medula espinhal funciona como um centro de comunicação entre o cérebro e o corpo, usando vias ascendentes para levar informações sensoriais ao cérebro e vias descendentes para enviar comandos motores aos músculos. 

Essa organização se reflete nos dermátomos, áreas da pele inervadas por nervos espinhais específicos, e nos miótomos, grupos de músculos controlados pelos mesmos nervos, garantindo que cada região do corpo receba e envie sinais de forma precisa.

Leia também: Dermátomos: o que são, mapa, onde ficam (e diferença de miótomo) tuasaude.com/dermatomos

A região cervical controla o pescoço, os ombros, os braços e o diafragma; a região torácica está relacionada ao tórax, ao abdômen e a alguns órgãos internos; e a região lombar controla os quadris e as pernas. 

Já a região sacral influencia as pernas, os pés, as nádegas e os órgãos genitais, enquanto a cauda equina conecta os nervos da coluna lombar às extremidades inferiores e aos órgãos pélvicos.

Lesão na medula espinhal

Uma lesão na medula espinhal ocorre quando há dano parcial ou completo ao tecido nervoso dentro da coluna vertebral, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. 

Esse tipo de lesão pode resultar de traumas, como acidentes de carro, quedas ou ferimentos por arma de fogo, mas também pode ser causado por doenças, como a meningite, ou tumores. 

As consequências variam conforme o nível e a gravidade do dano, ou seja, quanto mais alta a lesão, mais extensa a perda de função. 

Entre os efeitos estão a perda de movimento ou sensibilidade, alterações na percepção da dor, espasticidade, dificuldades respiratórias e problemas no controle da bexiga e intestinos. 

Lesões incompletas podem permitir alguma recuperação parcial, enquanto lesões completas geralmente causam paralisia total abaixo do ponto afetado. Entenda o que é lesão medular e seus tipos.

Lesão na medula espinhal tem cura?

Atualmente, lesões na medula espinhal não têm cura completa, o tratamento tradicional busca estabilizar a medula, reduzir a inflamação e iniciar a reabilitação funcional.

No entanto, pesquisas recentes têm explorado novas estratégias, como o uso de polilaminina, uma substância que serve de suporte para os neurônios se reconectarem, ajudando a favorecer a recuperação dos movimentos. Saiba para que serve a polilaminina.

Esses avanços ainda estão em fase experimental e ainda não possuem aprovação da Anvisa para comercialização, sendo liberada apenas para uso em pesquisas clínicas controladas.



source https://www.tuasaude.com/medula-espinhal/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Como saber se é aborto ou menstruação?

Mulheres que acham que podem estar grávidas, mas que sofreram um sangramento vaginal, podem ter muita dificuldade em identificar se esse sangramento é apenas uma menstruação atrasada ou se, de fato, é um aborto espontâneo. Isso é especialmente verdade quando o sangramento acontece em até 4 semanas após a data provável da menstruação.

As principais diferenças que podem ajudar a identificar se é um aborto espontâneo ou se uma menstruação atrasada, são:

Menstruação atrasada Aborto espontâneo
Cor Sangramento ligeiramente marrom avermelhado, semelhante às menstruações anteriores. Sangramento ligeiramente marrom, que passa para rosa ou vermelho vivo. Pode ainda ter cheiro fétido.
Quantidade Pode ser absorvida pelo absorvente ou tampão. Difícil de conter no absorvente, sujando a calcinha e a roupa.
Presença de coágulos Podem surgir pequenos coágulos no absorvente. Liberação de coágulos maiores e tecido cinza. Em alguns casos pode ser possível identificar o saco amniótico.
Dor e cãibras Dor e cãibras toleráveis na região do abdômen, coxas e costas, que melhoram com a menstruação. Dor muito intensa que surge repentinamente, seguida de sangramento abundante.
Febre É um sintoma raro de menstruação. Pode surgir em vários casos de aborto, devido à inflamação do útero.

No entanto, esta é uma diferenciação muito difícil fazer em casa sozinha. Por isso, é recomendado consultar um ginecologista para realizar uma avaliação mais detalhada. O médico pode ainda pedir alguns exames, como dosagem de beta-hCG ou ultrassom transvaginal, para identificar a causa e confirmar a possibilidade de gravidez.

Se junto com o sangramento surgir dor abdominal muito forte, cansaço ou tonturas, por exemplo, é aconselhado ir imediatamente ao hospital.



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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Síndrome de HELLP: o que é, sintomas, causas e tratamento

Síndrome de HELLP é uma complicação ou evolução da pré-eclâmpsia grave, caracterizada pela destruição das hemácias, aumento das enzimas do fígado e diminuição da quantidade de plaquetas no sangue, sendo mais comum após as 28 semanas de gravidez.

Esta síndrome pode causar sintomas como mal estar geral, náuseas, vômitos, dor de cabeça e/ou dor do lado direito na parte superior da barriga, que podem ser confundidos com doenças como gastrite, gripe ou hepatite aguda.

Em caso de suspeita de síndrome de HELLP, é importante procurar uma emergência obstétrica para que a síndrome seja identificada de forma precoce e tratada o mais rápido possível para evitar complicações, como parto prematuro e descolamento de placenta.

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Sintomas da síndrome de HELLP

Os principais sintomas da síndrome de HELLP são:

  • Dor em cólica na boca do estômago ou abaixo das costelas à direita;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço excessivo ou fadiga;
  • Inchaço nas pernas;
  • Dor de cabeça;
  • Pele e olhos amarelados.

Além disso, outros sintomas são pressão alta acima de 140x90 mmHg, visão embaçada, dupla ou com luzes piscando, ou sangramentos ou dificuldade para respirar.

Os sintomas da síndrome de HELLP algumas vezes podem ser confundidos com os de doenças, como gastrite, gripe e, especialmente em caso de pressão alta, pré-eclâmpsia, sendo importante a sua identificação. Saiba os sintomas de pré-eclâmpsia.

É importante ir imediatamente ao pronto-socorro caso surjam sintomas da síndrome de HELLP para iniciar o tratamento rapidamente e evitar complicações para a mulher e o bebê.

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Quando surgem os sintomas?

Os sintomas da síndrome de HELLP, normalmente, surgem entre as 28 e 37 semanas de gravidez ou nos primeiros 7 dias após o parto.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de HELLP é feito pelo obstetra baseado nos sintomas presentes e no resultado de exames, como hemograma, em que são verificadas as características das hemácias e quantidade de plaquetas. 

Além disso, o médico normalmente também indica exames que avaliam o fígado, como a dosagem de bilirrubinas, TGO e TGP no sangue, que também podem estar alterados na síndrome de HELLP, para confirmar o diagnóstico. Conheça mais exames que avaliam o fígado.

Outro exame que pode ser solicitado pelo médico é o de lactato desidrogenase (LDH) no sangue ou desidrogenase láctica.

Leia também: LDH (desidrogenase láctica): para que serve, valores (e LDH alto ou baixo) tuasaude.com/exame-ldh

Classificação da síndrome de HELLP

A síndrome de HELLP pode ser classificada de acordo com o resultado dos exames laboratoriais, de acordo com a classificação de Mississippi, sendo as principais:

Classificação Contagem de plaquetas Níveis de lactato desidrogenase (LDH) Níveis de TGO ou TGP
Síndrome de HELLP classe 1 (grave) Menor ou igual a 50.000 plaquetas/µL de sangue Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L
Síndrome de HELLP classe 2 (moderada) Entre 50.000 e 100.000 plaquetas/µL de sangue Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L
Síndrome de HELLP classe 3 (leve) Entre 100.000 e 150.000 plaquetas/µL de Maior que 600 UI/L Maior ou igual a 70 UI/L

A classe 1 da síndrome de HELLP é considerada a mais grave, no entanto, todas as classificações podem causar complicações para a gestante e para o bebê se não tratadas rapidamente.

Possíveis causas

Acredita-se que a síndrome de HELLP ocorre por uma ativação exagerada do sistema imunológico devido a alterações no desenvolvimento da placenta durante a gravidez, provocando uma resposta inflamatória no organismo. 

Isso resulta em:

  • H (hemolysis): destruição das hemácias ou glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis por levar oxigênio aos tecidos e órgãos;
  • EL (elevated liver enzymes): aumento das enzimas do fígado;
  • LP (low platelet count): diminuição da quantidade de plaquetas no sangue, responsáveis pela coagulação sanguínea.

Esses parâmetros da síndrome de HELLP são detectados pelo obstetra através dos exames de sangue e urina, além da avaliação dos sintomas.

Quem tem maior risco

Alguns fatores que podem aumentar o risco da síndrome de HELLP são:

  • Histórico de síndrome de HELLP, pré-eclâmpsia ou eclâmpsia em gravidez anterior;
  • Ter mais de 35 anos;
  • Gravidez múltipla;
  • Obesidade;
  • Doenças, como diabetes e pressão alta.

Além disso, acredita-se que algumas mulheres também tenham uma predisposição genética, aumentando o risco de desenvolver a síndrome de HELLP durante a gravidez.

Quem teve síndrome de HELLP pode engravidar novamente?

Caso a mulher tenha tido a síndrome de HELLP e o tratamento tenha sido feito corretamente, a mulher pode engravidar novamente. No entanto, existe o risco de recorrência dessa síndrome em outras gestações.

Por isso, é recomendado que a gestante seja acompanhada de perto pelo obstetra para evitar que tenha alterações durante a nova gravidez.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a síndrome de HELLP normalmente é feito na UTI para que o obstetra possa avaliar constantemente a evolução da gravidez.

Os principais tratamentos para síndrome de HELLP são:

1. Remédios para síndrome de HELLP

Os remédios para síndrome de HELLP têm como objetivo baixar a pressão arterial e controlar a dor.

Assim, podem ser indicados remédios anti-hipertensivos, como hidralazina ou nifedipina, ou analgésicos aplicados na veia.

Além disso, também é feita a aplicação de sulfato de magnésio na veia para evitar convulsões na gestante e e proteger o sistema nervoso do bebê.

Quando a grávida tem menos de 34 semanas, podem ser feitas injeções de corticoide, como a betametasona, para desenvolver os pulmões do bebê de forma a adiantar o parto.

O uso de corticoides também podem ser indicados para ajudar a aumentar os níveis de plaqueta no sangue da gestante, sendo aplicado diretamente na veia.

2. Transfusão de sangue

A transfusão de sangue é indicada quando a gestante apresenta hemoglobina menor que <7gm/dL e manchas roxas no corpo, urina com sangue ou suspeita de descolamento prematuro da placenta.

Geralmente, essa transfusão é feita com concentrado de hemácias.

Além disso, também pode ser feita a transfusão de plaquetas quando a gestante apresenta diminuição das plaquetas no sangue.

O tipo de transfusão sanguínea pode variar de acordo com o exame de sangue da gestante, podendo também ser feita transfusão maciça de sangue.

Leia também: Transfusão de sangue: o que é, quando é necessária e como é feita tuasaude.com/em-que-situacoes-e-indicada-a-transfusao-de-sangue

3. Monitoramento da gestante e do bebê

Durante o internamento hospitalar, é feito o monitoramento constante da gestante e do bebê.

Assim, o bebê é monitorado através do ultrassom obstétrico, perfil biofísico do bebê, teste para medir a frequência cardíaca ou ultrassom com doppler.

Já a gestante, além de exames laboratoriais, o monitoramento é feito com ultrassom, principalmente se apresentar dor em cólica na boca do estômago ou abaixo das costelas à direita .

Caso a grávida apresente dor intensa, o médico também pode solicitar ressonância magnética ou tomografia computadorizada para avaliar alterações no fígado, como ruptura, sangramento ou insuficiência hepática fulminante.

4. Indução do parto

A indução do parto é o tratamento definitivo para síndrome de HELLP em gestações com mais de 34 semanas. Entenda como é feita a indução do parto.

Em alguns casos, como em gestações com menos de 34 semanas, pode ser indicada a cesárea.

O tipo de parto varia com a idade gestacional e condições de saúde da gestante e do bebê.

Leia também: 8 situações em que a cesárea é recomendada (e quando fazer) tuasaude.com/6-boas-razoes-para-fazer-uma-cesarea

5. Plasmaférese

A plasmaférese é um tipo de tratamento para síndrome de HELLP que pode ser indicado quando a gestante não apresenta melhora da síndrome após o parto, podendo também ser feita em alguns casos durante a gestação.

Esse tratamento consiste na filtração do sangue com o objetivo de remover o plasma da gestante e substituir pelo plasma de um doador compatível. Saiba como é feita a plasmaférese.

Riscos da síndrome de HELLP

A síndrome de HELLP pode provocar várias complicações para a gestante e para o bebê, como:

1. Complicações da síndrome de HELLP para a mulher

As principais complicações da síndrome de HELLP para a mulher são:

  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Eclâmpsia;
  • Ruptura ou hematoma no fígado;
  • Insuficiência hepática fulminante;
  • Coagulação intravascular disseminada (CIVD) ou trombose recorrente;
  • Edema pulmonar ou cerebral;
  • Lesão renal aguda

Além disso, outras complicações são descolamento da retina, infarto cerebral, instabilidade cardiovascular, infecções, sepse ou hemorragia grave pós-parto.

Por isso, o tratamento da síndrome de HELLP deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações que podem colcar a vida de mulher em risco.

Leia também: Parto prematuro: sinais, causas, complicações (e como prevenir) tuasaude.com/causas-de-parto-prematuro

2. Complicações da síndrome de HELLP para o bebê

As principais complicações da síndrome de HELLP para o bebê são:

  • Prematuridade;
  • Restrição de crescimento fetal;
  • Síndrome do desconforto respiratório neonatal;
  • Trombocitopenia, leucopenia ou neutropenia neonatais;
  • Morte fetal ou bebê natimorto. 

Além disso, pode haver necessidade de hospitalização prolongada na UTI neonatal, devido ao parto prematuro. Veja as principais consequências da prematuridade do bebê.

Leia também: Prematuro extremo: o que é, características, cuidados e riscos tuasaude.com/prematuro-extremo

É importante que aos primeiros sintomas indicativos da síndrome de HELLP, a mulher tenha atendimento médico imediato, para evitar complicações que podem colocar em risco do bebê.

Síndrome de HELLP causa sequelas?

A síndrome de HELLP normalmente não deixa sequelas, especialmente quando é identificada e tratada no início, evitando a piora dos sintomas e o desenvolvimento de complicações.

Como prevenir a síndrome

Não há como prevenir o desenvolvimento da síndrome de HELLP.

Por isso, é importante seguir as recomendações do obstetra, realizando as consultas de pré-natal e procurando ajuda médica imediatamente em caso de suspeita da síndrome. Saiba como fazer o pré-natal.

Além disso, durante a gravidez é importante manter hábitos saudáveis, fazendo exercícios recomendados pelo obstetra e uma dieta balanceada, para ajudar a controlar doenças como diabetes ou pressão alta, que podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome de HELLP. 

Leia também: Alimentação na gravidez: o que comer e o que evitar tuasaude.com/alimentacao-na-gravidez

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Botox capilar: para que serve, como fazer (e dúvidas comuns)

O botox capilar é um tipo de tratamento intensivo que hidrata, dá brilho e preenche os fios de cabelo, deixando-os mais bonitos, sem frizz e sem pontas duplas. Embora seja conhecido como botox, este tratamento não contém toxina botulínica, tendo esse nome apenas porque renova o cabelo, corrigindo os danos, tal como acontece no tratamento que é feito na pele.

O botox capilar é feito utilizando produtos que ajudam a nutrir os fios e torná-los mais hidratados e menos quebradiços, já que são ricos em proteínas e vitaminas e, por isso, não deve ser feito com o objetivo de promover o alisamento dos fios. No entanto, alguns produtos utilizados para fazer botox, podem conter químicos, resultando no efeito alisador.

Os produtos para o botox capilar podem ser encontrados em lojas online ou lojas específicas de venda de produtos para cabeleireiros e o preço pode variar de acordo com a marca e a quantidade de produto comprado.

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Para que serve

O botox capilar serve para fortalecer os fios, dando-lhes mais resistência e flexibilidade, além de deixar o cabelo mais sedoso. Para isso, a fórmula do botox capilar contém vitaminas e proteínas que são essenciais para a saúde do cabelo.

Este tratamento pode ser feito em qualquer tipo de cabelo, mas é especialmente indicado para o cabelo danificado, fraco, desvitalizado e quebradiço, sendo geralmente aconselhado para quem faz uso frequente de chapinha ou realiza tratamentos químicos, como escova progressiva ou coloração, por exemplo.

Passo-a-passo do botox capilar caseiro

Para fazer o botox capilar em casa, é importante seguir os seguintes passos:

  1. Lavar o cabelo e couro cabeludo 2 vezes com um shampoo anti-resíduos ou com o shampoo incluso no kit de Botox capilar;
  2. Retirar o excesso de água do cabelo, utilizando o secador, cerca de 70%;
  3. Dividir o cabelo em várias mechas semelhantes;
  4. Aplicar o produto de Botox capilar, massageando bem cada mecha desde a raiz até as pontas, com a cabelo bem esticado, penteado com um pente, mecha por mecha;
  5. Deixar o produto atuar por 20 minutos, não sendo necessário tapar a cabeça;
  6. Lavar abundantemente o cabelo com água;
  7. Secar bem o cabelo com o secador e a escova, e se preferir, pode finalizar com a chapinha.

Os resultados do botox capilar podem durar entre 20 a 30 dias, dependendo do produto utilizado. Assim, para um melhor resultado, pode ser preciso aplicar o botox capilar 2 vezes no mesmo mês.

Antes de comprar e fazer uso do produto de botox capilar, é importante ter atenção às substâncias presentes em sua composição, pois alguns produtos podem conter baixas concentrações de formol e/ou glutaraldeído, que não são recomendadas pela ANVISA.

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Antes e depois do Botox capilar

Dúvidas comuns

As seguir estão indicadas as principais dúvidas sobre o botox capilar:

1. Botox capilar tem formol?

O objetivo do botox é aumentar a hidratação e a flexibilidade dos fios e, por isso, contém componentes que promovem a nutrição do cabelo, não havendo formol em sua composição. No entanto, algumas marcas de botox capilar possuem uma pequena quantidade de formol, o que poderia ajudar a promover o alisamento dos fios.

No entanto, a ANVISA determinou que o formol só pode ser utilizado em produtos cosméticos em pequenas concentrações e, por isso, é importante que a pessoa esteja atenta ao rótulo do produto que utiliza para que não haja quantidades inadequadas de formol e, assim, consequências para o organismo.

2. Botox capilar alisa o cabelo?

Como a maioria dos produtos utilizados no botox não contém formol ou outros químicos que alteram a estrutura do cabelo, o procedimento não é capaz de deixar o cabelo mais liso, como o que acontece após uma escova progressiva, por exemplo. A aparência mais lisa do cabelo acontece devido à maior hidratação dos fios, o que diminui o volume.

O alisamento dos fios só acontece quando o produto utilizado no tratamento de botox contém formol, o que pode ser notado através do cheiro intenso após a aplicação do produto e/ ou sensação de queimação no couro cabeludo, por exemplo.

3. Como fica o cabelo depois de lavar?

Depois de aplicar o botox no cabelo e seguir todo o procedimento, deve-se manter uma rotina de limpeza e hidratação do cabelo sempre que necessário. Depois de lavar o cabelo com shampoo e condicionador ou máscara de hidratação e deixar o cabelo secar naturalmente. O cabelo não fica completamente liso, mas fica muito bonito, natural, sem frizz e, consequentemente, com menos volume.

4. Quanto tempo dura?

O tempo de duração do efeito do botox pode variar de uma pessoa para outra, mas geralmente em 30 dias pode-se notar diferenças no cabelo, havendo necessidade de uma nova aplicação. Contudo, quem tem cabelo crespo, muito volume ou fios muito ressecados podem aplicar botox capilar a cada 15 ou 20 dias.

5. Quem pode usar botox capilar?

Botox capilar é recomendado para qualquer pessoa que deseja cuidar e hidratar o cabelo, a partir dos 12 anos de idade, no entanto é importante ter atenção ao produto utilizado, pois apesar de não ser frequente, algumas marcas de botox capilar podem ter formol ou glutaraldeído em sua formulação, que não são recomendados pela ANVISA.



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Especialistas em hipertireoidismo: qual médico consultar?

Os médicos especialistas em diagnosticar e tratar o hipertireoidismo, de acordo com a ordem de prioridade, são: 1. Endocrinologista O endo...