terça-feira, 3 de março de 2026

Aneurisma: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

O aneurisma é uma condição provocada pelo enfraquecimento da parede de uma artéria, que pode dilatar ou romper, causando sintomas como dor no peito, falta de ar, confusão mental e sangramentos, em casos mais graves.

O aneurisma é mais comum em pessoas idosas, fumantes e pessoas com histórico familiar dessa doença. Além disso, algumas condições que aumentam o risco do aneurisma são aterosclerose, colesterol alto e pressão alta.

Assim, em caso de suspeita de aneurisma, é recomendado consultar o cardiologista, clínico geral ou angiologista, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado, que pode envolver o seu monitoramento, mudança de estilo de vida e até a cirurgia.

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Sintomas de aneurisma

Os principais sintomas de aneurisma são:

  • Sensação de barriga pulsando;
  • Dor na cabeça, peito, barriga ou costas;
  • Fadiga
  • Tosse;
  • Visão dupla ou embaçada;
  • Rouquidão.

Geralmente, os aneurismas pequenos causam nenhum ou poucos sintomas, demorando meses ou anos até serem descobertos. No entanto, os aneurismas podem aumentar de tamanho com o tempo, provocando sintomas e aumentando o risco de complicações como sangramento ou infecções respiratórias. Conheça mais sobre os sintomas de aneurisma.

A presença de tosse com sangue, suor excessivo, falta de ar, confusão mental, palidez da pele e desmaio, podem indicar complicações do aneurisma, sendo recomendado procurar atendimento médico de emergência, pois em casos extremos o rompimento do aneurisma pode causar hemorragia interna e alto risco de óbito.

Diferença entre aneurisma e AVC

O AVC é uma condição na qual uma obstrução ou rompimento de algum vaso sanguíneo no cérebro interrompe ou diminui o fornecimento de sangue e oxigênio para o cérebro.

Leia também: AVC: o que é, sintomas, causas, tipos, tratamento e sequelas tuasaude.com/avc

Já o aneurisma é causado por um enfraquecimento da parede de uma artéria, que leva à sua dilatação, podendo se romper.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de aneurisma é feito pelo cardiologista, clínico geral ou angiologista, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, e do histórico de saúde familiar e da pessoa.

Se deseja confirmar o risco de aneurisma, marque uma consulta com o cardiologista na região mais perto de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita exames de imagem, como ecocardiografia, angiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassonografia, que são capazes de identificar a dilatação no vaso.

Tipos de aneurisma

De acordo com a sua localização, o aneurisma pode ser classificado em alguns tipos, sendo os principais:

1. Aneurisma cerebral

O aneurisma cerebral ocorre quando um aneurisma se forma em artérias no cérebro. Embora geralmente não provoque sintomas, quando o aneurisma se rompe, pode causar AVC hemorrágico.

Os principais sintomas que podem surgir no aneurisma cerebral são dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, rigidez ou dor no pescoço, visão embaçada ou dupla, sonolência e, em alguns casos, convulsões.

Leia também: Aneurisma cerebral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/aneurisma-cerebral

2. Aneurisma da aorta abdominal

O aneurisma da aorta abdominal acontece quando o aneurisma surge na porção abdominal da artéria aorta e que, quando está grande, pode causar dor e a sensação de pulsação na barriga, dor forte nas costas, na região do glúteo, virilha e pernas, vômitos, e aumento da frequência cardíaca.

Além disso, quando se rompe, também pode causar sangramento intenso, provocando queda de pressão e choque hemorrágico, e colocando a vida da pessoa em risco. Confira os principais sintomas dos aneurismas na aorta.

3. Aneurisma da artéria pulmonar

O aneurisma da artéria pulmonar ocorre quando um aneurisma se desenvolve no tronco pulmonar, em uma das artérias pulmonares ou outras artérias que levam sangue aos pulmões, podendo causar sintomas como falta de ar ou tosse.

Além disso, também podem surgir outros sintomas como febre e calafrios quando o aneurisma é causado por infecções.

4. Aneurisma da aorta torácica

Quando o aneurisma acontece na porção torácica da artéria aorta, é chamado de aneurisma da aorta torácica.

Este tipo de aneurisma geralmente não causa sintomas, no entanto, o aneurisma pode complicar e cursar com um processo chamado de dissecção que pode provocar dor intensa no peito ou nas costas acompanhada de pressão baixa e simular um quadro de infarto.

Possíveis causas

O aneurisma normalmente é causado devido a uma fraqueza da parede do vaso, sendo mais comum de acontecer em pessoas idosas, fumantes e pessoas com histórico familiar de aneurisma.

Além disso, situações como pressão alta, aterosclerose, tumores, colesterol elevado, traumatismos e infecções, como sífilis e tuberculose, também aumentam o risco do desenvolvimento de aneurisma.

Como é feito o tratamento

O tratamento do aneurisma varia conforme a localização, o tamanho e a existência ou não de rompimentos, podendo ser feito somente com o acompanhamento médico, o uso de medicamentos ou a cirurgia.

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico é feito através de consultas e exames de rotina, como ressonância magnética e ultrassonografia, sendo geralmente recomendado quando não existe rompimento da artéria.

2. Medicamentos

Em casos de complicação de um aneurisma cerebral, o tratamento geralmente é feito em uma unidade de terapia intensiva e inclui a administração de medicamentos como nimodipina, um bloqueador dos canais de cálcio que previne a isquemia cerebral.

O uso de medicamentos betabloqueadores, como bisoprolol ou metoprolol, pode ser indicado para o aneurisma da aorta abdominal e torácica, pois ajudam a diminuir a pressão arterial e a contração das artérias.

Para pessoas com pequenos aneurismas da aorta, o médico pode recomendar o uso de medicamentos anti-hipertensivos e hipolipemiantes, para equilibrar a pressão alta, o perfil lipídico e a aterosclerose, retardando a expansão da aorta e diminuindo o risco de complicações.

3. Cirurgia

A cirurgia pode ser indicada em casos de complicações do aneurisma, como sangramentos ou rompimento da artéria, podendo incluir procedimentos como clipping cirúrgico, embolização, reparo endovascular da aorta torácica, enrolamento endovascular e cirurgia aberta.

Leia também: Embolização: o que é, para que serve, como é feita (e cuidados) tuasaude.com/embolizacao

O aneurisma tem cura?

O aneurisma tem cura principalmente quando é feita uma cirurgia para a sua retirada. No entanto, quando o risco de sangramento é baixo, o aneurisma é controlado apenas com o monitoramento e o tratamento de outras doenças existentes.



source https://www.tuasaude.com/aneurisma/

Dieta do metabolismo rápido: como perder até 10 kg em um mês

segunda-feira, 2 de março de 2026

HTLV: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

O HTLV, que significa Vírus Linfotrópico de Células T humanas, é um retrovírus que infecta células do sistema imunológico, especialmente as células T, fazendo com que percam a sua função e, geralmente, não causa sintomas.

No entanto, quando o HTLV causa doenças, como mielopatia associada ao HTLV-1, linfoma e leucemia, a pessoa pode apresentar sintomas como fraqueza, rigidez e espasticidade nas pernas, incontinência urinária e disfunção erétil, por exemplo.

Leia também: Fraqueza nas pernas: 10 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/fraqueza-nas-pernas

Como ainda não existe um tratamento específico para o HTLV, o médico pode indicar o uso de medicamentos, quimioterapia e transplante de medula óssea, por exemplo, para controlar as doenças e os sintomas que podem ser causados por este vírus.

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Sintomas de HTLV

Os principais sintomas da infecção pelo HTLV são:

  • Fraqueza, rigidez e espasticidade nas pernas;
  • Incontinência urinária e urgência para urinar;
  • Perda do controle intestinal;
  • Disfunção erétil;
  • Suor excessivo ou ausência de suor;
  • Dores intensas nas costas, principalmente na região torácica e lombar;
  • Dormência, formigamento ou dificuldade de sentir vibrações;
  • Quedas bruscas de pressão ao levantar.

Outros sintomas que podem surgir são ínguas no corpo, dor nos ossos, articulações e músculos, prisão de ventre, fadiga, confusão mental, olhos e boca ressecados, disfunções na tireoide e aumento do fígado e baço.

Infecções oportunistas como pneumonia, meningite, infecções parasitárias graves, pneumonite, bronquiectasia e maior risco de desenvolver asma e tuberculose, também podem surgir.

A pessoa com HTLV também pode apresentar visão turva e percepção de moscas volantes associadas à inflamação no olho associadas à inflamação no olho, ou uveíte.

Os sintomas do HTLV são causados pelas doenças que ele provoca ao longo do tempo, como mielopatia associada ao HTLV-1, linfoma, leucemia e doenças inflamatórias.

Entretanto, a maioria das pessoas que têm o vírus HTLV não apresenta sintomas, onde esse vírus é descoberto apenas em exames de rotina.

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Sintomas de HTLV na pele

Os sintomas de HTLV na pele podem ser provocados por condições como linfoma, leucemia e inflamações.

Estes sintomas podem incluir lesões e manchas na pele, dermatite e dermatite infecciosa, especialmente no rosto e couro cabeludo.

Sintomas iniciais de HTLV

A infecção pelo HTLV geralmente não causa sintomas iniciais e raramente é diagnosticada nesse estágio.

Quando o vírus evolui para causar doença, os sintomas costumam aparecer décadas após a infecção inicial.

Portanto, os sintomas iniciais não são do vírus em si, mas sim o estágio inicial de condições crônicas que ele pode causar, como mielopatia associada ao HTLV-1, a leucemia ou o linfoma de células T do adulto.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do vírus HTLV é feito pelo clínico geral ou infectologista, através de exames de sangue sendo normalmente realizado o teste de ELISA ou EIA.

Se o teste ELISA ou EIA derem positivo, a confirmação do diagnóstico é feita por meio do método de Western blot, PCR ou imunofluorescência indireta.

Esses exames identificam os anticorpos produzidos pelo organismo contra os vírus HTLV e avaliam se a pessoa está infectada pelo subtipo HTLV-1 ou HTLV-2.

Se a pessoa desenvolver doenças inflamatórias ou oncológicas causadas pelo HTLV-1, o médico também pode solicitar exames como biópsia da medula óssea, ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano.

HTLV 1 e 2

Os vírus HTLV 1 e 2 são os mais comuns e que possuem algumas características diferentes.

1. HTLV-1

O HTLV 1 é o subtipo mais comum e afeta principalmente os linfócitos T do tipo CD4, que são células essenciais do sistema imunológico, sendo o principal responsável por causar doenças.

Este tipo de HTLV está associado ao desenvolvimento de leucemia ou linfoma de células T e mielopatia associada ao HTLV-1.

O HTLV 1 também está associado a uveíte, dermatite infecciosa grave na infância e maior risco de problemas pulmonares, como a bronquiectasia.

2. HTLV-2

O vírus HTLV 2 afeta principalmente os linfócitos T do tipo CD8 e não está associado a qualquer tipo de infecção ou câncer.

No entanto, este tipo de de HTLV pode causar problemas neurológicos em algumas pessoas, que apresentam sintomas muito semelhantes aos da Mielopatia

Como acontece a transmissão

A transmissão dos vírus HTLV 1 e 2 acontece por meio do contato com fluidos corporais que contenham células infectadas.

Assim, as principais vias de transmissão do vírus HTLV são:

  • Aleitamento materno;
  • Relação sexual desprotegida;
  • Transfusão sanguínea e transplantes;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, como agulhas e alicates de unha.

A transmissão do HTLV também pode acontecer durante a gravidez, mas essa via é muito rara.

Como é feito o tratamento do HTLV

Como não existe cura ou tratamento específico que elimine o HTLV, o tratamento médico tem o objetivo de controlar as doenças e os sintomas que esse vírus pode causar.

Assim, os tratamentos que podem ser indicados são:

1. Quimioterapia

Já no caso da leucemia de células T, o tratamento indicado pelo médico pode ser a quimioterapia, principalmente nas formas agudas e agressivas da doença.

Leia também: Quimioterapia: o que é, como é feita, efeitos colaterais (e cuidados) tuasaude.com/efeitos-colaterais-da-quimioterapia

2. Medicamentos

Os medicamentos que podem ser indicados pelo médico para aliviar os sintomas do HTLV são:

  • Antivirais e imunomoduladores:  zidovudina (AZT), junto com interferon alfa, para alguns subtipos de Linfoma de Células T do Adulto;
  • Corticosteroides e interferon: para tentar reduzir a inflamação na medula espinhal e prevenir danos no nervos;
  • Relaxantes musculares: baclofeno e a tizanidina, para combater espasticidade e dores musculares nas pernas;

O médico também pode indicar o uso de remédios urológicos, como a oxibutinina, que podem ajudar a controlar a incontinência e as disfunções urinárias.

3. Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea é um tratamento médico que substitui uma medula doente por células saudáveis.

Esse tratamento pode ser recomendado pelo médico para pessoas mais jovens e elegíveis, ajudando a aumentar a expectativa de vida.

Leia também: Transplante de medula: o que é, quando fazer e como é feito tuasaude.com/transplante-de-medula

4. Acompanhamento multidisciplinar

O acompanhamento multidisciplinar para pessoas que apresentam sintomas de HTLV, principalmente as neurológicas, é recomendado para.

Assim, a equipe multidisciplinar deve incluir médicos neurologistas, infectologistas, urologistas, dermatologistas e oftalmologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.

Além de indicar cirurgias e tratamentos médicos, estes especialistas também ajudam no suporte, na reabilitação motora e na manutenção da mobilidade.

Como prevenir a infecção pelo HTLV

A prevenção da infecção pelo HTLV pode ser feita por meio de:

  • Usar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhar materiais perfurocortantes, como seringa, agulhas e alicates de unha, por exemplo;
  • Não doar sangue ou órgãos, se tiver infectado pelo HTLV.

Além disso, é importante que a mulher que esteja grávida ou planejando uma gravidez, faça o rastreio do HTLV nos exames pré-natais, pois a amamentação é contraindicada caso a mulher seja portadora do vírus. Nesses casos, é recomendado o uso de fórmulas infantis indicadas pelo médico.

HTLV tem cura?

Atualmente a infecção pelo HTLV não tem cura, assim como ainda não existe um tratamento específico ou vacina aprovada que seja capaz de eliminar o vírus do organismo.

Por isso, o tratamento médico é concentrado nas doenças que o HTLV pode causar e no alívio dos sintomas.

HTLV e HIV são a mesma coisa?

Os vírus HTLV e HIV, apesar de invadirem as células brancas do organismo, os linfócitos, não são a mesma coisa.

O vírus HTLV e o HIV possuem em comum o fato de serem retrovírus e de possuírem a mesma forma de transmissão.

No entanto, o vírus HTLV não é capaz de se transformar em vírus HIV e nem de causar AIDS.

Leia também: HIV: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/hiv-aids

source https://www.tuasaude.com/htlv/

Olheiras: 11 causas, tipos (e o que fazer)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Síncope vasovagal: o que é, sintomas, causas e tratamento

A síncope vasovagal é a perda súbita e transitória da consciência causada por uma diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos devido ao estímulo do nervo vago, que pode provocar também outros sintomas como palidez, suor excessivo, náusea e/ou vômitos.

As causas exatas da síncope vasovagal, também chamada de síndrome vasovagal, síncope reflexa, síncope neuromediada ou desmaio comum, ainda não estão bem esclarecidas, mas sabe-se que esta condição é mais frequente em pessoas jovens.

Em caso de suspeita de síncope vasovagal, é recomendado consultar um cardiologista. O tratamento pode envolver medidas para prevenir os desmaios, como evitar estresse excessivo e se manter hidratado, medicamentos e, nos casos mais graves, colocação de um marca-passo cardíaco.

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Sintomas de síncope vasovagal

Os principais sintomas de síncope vasovagal são:

  • Perda repentina e transitória da consciência;
  • Suor excessivo;
  • Palidez;
  • Sensação de calor, fraqueza e/ou que a cabeça está vazia;
  • Batimentos cardíacos lentos;
  • Náusea e/ou vômitos;
  • Alterações visuais.

A perda da consciência tende a surgir após o aparecimento de outros sintomas como náusea, tontura ou alterações visuais e, quando acontece, a pessoa normalmente desperta espontaneamente após cerca de 30 segundos. 

Embora seja menos comum, algumas vezes a síncope vasovagal também pode causar pequenas contrações musculares repentinas e/ou levar a pessoa a urinar enquanto está desacordada, por exemplo, podendo ser confundida com um crise de epilepsia.

Leia também: 10 sintomas de epilepsia (e o que fazer) tuasaude.com/sintomas-de-epilepsia

Síncope vasovagal é grave?

A síncope vasovagal normalmente não é uma condição grave.

No entanto, como há perda da consciência e desmaio, há maior risco de queda e ferimentos, podendo colocar a vida da pessoa em risco dependendo do que esteja fazendo no momento. Por exemplo: alguém que esteja dirigindo pode bater o carro ou mesmo qualquer queda com uma batida na cabeça.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome vasovagal é feito pelo cardiologista ou clínico geral baseado nos sintomas e histórico de saúde da pessoa, podendo ser indicados exames, como eletrocardiograma, holter e exames de sangue, para avaliar o coração e confirmar o diagnóstico. Confira outros exames que avaliam a saúde do coração.

Caso deseje marcar uma consulta, é possível encontrar o cardiologista mais próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:

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Especialmente quando os sintomas não são característicos de síncope vasovagal, o médico também pode indicar o tilt test para confirmar o diagnóstico, um exame que avalia a pressão arterial, batimentos cardíacos e o surgimento de sintomas durante mudanças de posição.

Possíveis causas

A síncope vasovagal é causada por um reflexo do organismo que estimula o nervo vago e leva a uma queda da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, o que reduz brevemente o fluxo de sangue para o cérebro. 

A causa exata que provoca essa reação ainda não é conhecida, mas algumas das principais situações que desencadeiam a síncope vasovagal são:

  • Ansiedade;
  • Estresse emocional extremo;
  • Medo;
  • Dor;
  • Alterações na temperatura do ambiente;
  • Ficar de pé por muito tempo;
  • Exercícios físicos.

A síncope vasovagal é uma causa comum de desmaio, especialmente em pessoas com menos de 40 anos.

No entanto, o desmaio também pode ser provocado por outras doenças, como arritmias ou epilepsia. Confira as principais causas de desmaio e como evitar

Síncope vasovagal pode levar à a morte?

Na maioria dos casos, a síncope vasovagal é uma condição benigna que não leva à morte, de forma que a pessoa recupera os sentidos logo após o episódio de desmaio.

No entanto, a síncope vasovagal pode ser causada por problemas cerebrais ou cardíacos e, nesses casos, pode causar morte súbita, embora seja muito raro.

Leia também: Morte súbita: o que é, sintomas, causas (e como evitar) tuasaude.com/morte-subita

Como é feito o tratamento

O tratamento da síncope vasovagal é feito com medidas para evitar as situações que provocam as crises, como evitar ficar muito tempo de pé, levantar-se rapidamente, permanecer em ambientes muito quentes ou estresse excessivo.

Também é recomendado ingerir bastantes líquidos para se manter bem hidratado e, caso surjam sintomas que indiquem uma crise, deitar com as pernas elevadas, se possível, para evitar quedas e ferimentos.



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Quais os sintomas da fase terminal do lúpus?

O lúpus não tem uma “fase terminal” definida, especialmente porque nem todas as pessoas têm complicações tão graves e existem vários órgãos que podem ser afetados no decorrer da evolução da doença. Ainda assim, alguns sinais de alerta que podem indicar a necessidade de atendimento médico de emergência são: falta de ar intensa, inchaço importante, dor no peito, confusão mental ou febre alta que não melhora.

Dependendo dos órgãos afetados, sintomas mais específicos podem surgir. Quando o lúpus afeta gravemente os rins, por exemplo, podem surgir sinais como inchaço forte nas pernas, pés e ao redor dos olhos, além de cansaço intenso e diminuição da quantidade de urina. Já se estiver afetando o coração ou os pulmões, a pessoa pode sentir falta de ar frequente, dor no peito, cansaço extremo e aumento da barriga ou das pernas. Veja como o lúpus pode afetar diferentes partes do corpo.

O cérebro também pode ser afetado em quadros graves, causando confusão mental, alterações de comportamento, convulsões ou desmaios. Além disso, como o sistema de defesa pode ficar enfraquecido pela própria doença ou pelo tratamento, infecções graves, como pneumonia, podem surgir com febre alta persistente, fraqueza intensa e piora rápida do estado geral.

Pessoas com lúpus devem manter um acompanhamento regular com o reumatologista, que é o especialista indicado para tratar a doença. Evitar a automedicação e fazer consultas periódicas são as melhores formas de prevenir complicações graves e proteger a saúde. Veja também como é feito o tratamento do lúpus e quais medicamentos podem ser indicados.



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Câncer de pele no rosto: sintomas, tipos (e tratamento)

O câncer de pele no rosto corresponde ao crescimento anormal de células nessa região, podendo manifestar-se como feridas que não cicatrizam, manchas persistentes ou pintas que apresentam mudanças de cor, forma ou tamanho.

Em geral, o câncer de pele no rosto está associado à exposição excessiva ao sol ao longo da vida. Entre os tipos mais frequentes destacam-se o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, sendo este último o mais agressivo.

Leia também: Câncer de pele: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele

O tratamento do câncer de pele no rosto varia conforme o tipo, tamanho e localização da lesão, e pode incluir cirurgia, radioterapia e/ou medicamentos, com o objetivo de eliminar o tumor e preservar a aparência e função do rosto.

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Sintomas de câncer de pele no rosto

Os sinais de câncer de pele no rosto podem surgir de forma discreta no início, tornando-se mais perceptíveis com o passar do tempo, como:

  • Ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade;
  • Mancha avermelhada ou escamosa que persiste;
  • Caroço brilhante, perolado ou com aspecto transparente;
  • Pinta que muda de cor, formato ou tamanho;
  • Lesão que coça, dói ou forma crostas repetidamente.

Essas alterações geralmente aparecem em áreas mais expostas ao sol, como nariz, testa, bochechas e orelhas.

Leia também: 5 sinais e sintomas de câncer de pele (melanoma e não-melanoma) tuasaude.com/sinais-de-cancer-de-pele

Início dos sintomas

No início, o câncer de pele no rosto pode surgir de maneira discreta, muitas vezes parecendo uma pequena mancha, uma pinta diferente ou uma ferida que demora para cicatrizar. Por serem alterações sutis, é comum que passem despercebidas nas fases iniciais.

Tipos de câncer de pele no rosto

Os principais tipos de câncer de pele no rosto são:

1. Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é considerado o tipo mais comum de câncer de pele e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como o nariz, a testa e as bochechas. Entenda melhor o que é o carcinoma basocelular.

Geralmente apresenta crescimento lento e pode aparecer como uma pequena lesão brilhante, perolada ou como uma ferida que não cicatriza. Embora raramente se espalhe para outras partes do corpo, pode causar danos locais se não for tratado.

2. Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais frequente e também está relacionado à exposição solar prolongada ao longo da vida.

Leia também: Carcinoma espinocelular: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/carcinoma-espinocelular

Pode manifestar-se como uma mancha avermelhada, áspera ou uma lesão endurecida que pode formar crostas ou sangrar. 

Em alguns casos, apresenta comportamento mais agressivo do que o carcinoma basocelular, podendo se espalhar se não houver tratamento adequado.

3. Melanoma

O melanoma é considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele, embora seja menos comum. Pode surgir a partir de uma pinta já existente ou como uma nova lesão escura na pele, apresentando mudanças de cor, formato ou tamanho. 

Por ter maior risco de disseminação para outros órgãos, o diagnóstico precoce é especialmente importante. Saiba como é feito o diagnóstico e tratamento do melanoma.

Como identificar

O diagnóstico do câncer de pele no rosto geralmente é feito pelo dermatologista, através da avaliação da pele, observando o aspecto, o tamanho, a cor e as características da lesão, podendo utilizar um aparelho chamado dermatoscópio. Veja como é feita a dermatoscopia.

Em caso de sintomas de câncer de pele do rosto, marque uma avaliação com o dermatologista mais próximo de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico pode indicar uma biópsia da pele, que consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório. Saiba como é feita a biópsia da pele.

Além disso, podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia ou ultrassom, para avaliar a extensão da lesão ou a possível disseminação para linfonodos ou outros órgãos.

Após o diagnóstico inicial, a pessoa pode ser encaminhada para um cirurgião dermatológico ou oncologista especializado em pele.

Câncer de pele no rosto é perigoso?

O câncer de pele no rosto pode ser perigoso, principalmente se não for identificado e tratado precocemente. 

Os tipos mais comuns, como o carcinoma basocelular e o espinocelular, costumam crescer devagar e raramente se espalham, mas podem causar danos locais e deformidades se ignorados. 

Já o melanoma, embora menos frequente, é mais agressivo e pode se espalhar para outras partes do corpo, tornando o diagnóstico precoce importante.

O que causa

Entre as possíveis causas de câncer de pele no rosto, estão:

  • Exposição prolongada e intensa ao sol sem proteção adequada;
  • Uso frequente de camas de bronzeamento artificial;
  • Queimaduras solares graves, especialmente na infância ou adolescência;
  • Pele clara que se queima facilmente e tem pouca pigmentação;
  • Histórico familiar de câncer de pele.

Além disso, o câncer de pele no rosto pode estar ligado à imunidade enfraquecida, seja por doenças como HIV, transplantes de órgãos ou uso de medicamentos que reduzem a defesa do organismo, como corticosteroides ou imunossupressores.

Tratamento de câncer de pele no rosto

O tratamento do câncer de pele no rosto depende do tipo, tamanho e profundidade da lesão, podendo combinar mais de uma das seguintes abordagens:

1. Medicamento

Alguns cânceres de pele no rosto superficiais podem ser tratados com cremes ou pomadas que atacam diretamente as células do tumor, como imiquimode e 5-fluorouracil.

Enquanto casos mais avançados ou agressivos podem exigir medicamentos orais ou injetáveis, incluindo imunoterapia com pembrolizumabe e nivolumabe, que ajudam o corpo a reconhecer e combater as células cancerosas.

A medicação oral ou injetável é usada em casos de tumores de difícil acesso no rosto, como nariz, olhos ou boca, em casos avançados ou recorrentes, ou como tratamento adjuvante para reduzir o risco de recidiva em tumores de alto risco.

2. Cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais comum e envolve a remoção da lesão cancerosa, geralmente com uma margem de pele saudável ao redor. 

Em alguns casos, técnicas específicas, como a cirurgia de Mohs, são usadas para retirar o tumor camada por camada, preservando o máximo possível de pele saudável, o que é importante no rosto. Conheça outras cirurgias para o tratamento de câncer de pele.

Além disso, quando tumores grandes são removidos, pode ser preciso fazer reconstrução usando enxertos ou retalhos de pele para reduzir cicatrizes e manter a forma e a expressão natural do rosto.

3. Criocirurgia

A criocirurgia consiste em congelar a lesão com nitrogênio líquido, destruindo as células cancerosas. 

Esse método é usado principalmente em casos de carcinomas basocelulares pequenos e superficiais e é rápido, simples e geralmente feito no consultório.

4. Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação para destruir células cancerosas e pode ser indicada quando a cirurgia não é possível ou para lesões de difícil acesso. Também pode ser usada como complemento após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva.

Leia também: Radioterapia: o que é, para que serve e efeitos colaterais tuasaude.com/radioterapia

5. Quimioterapia

A quimioterapia é menos usada para os tipos mais comuns de câncer de pele, mas pode ser indicada para melanomas avançados ou quando há risco de metástase, ajudando a reduzir ou controlar o tumor. Veja como é feita a quimioterapia.

Como prevenir

Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer de pele no rosto, como:

  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta são mais fortes;
  • Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, reaplicando a cada duas horas ou após suar ou se molhar;
  • Usar chapéus de aba larga, óculos de sol e roupas que protejam a pele do rosto e pescoço;
  • Evitar camas de bronzeamento artificial, que também emitem radiação UV;
  • Observar a pele regularmente, procurando alterações em pintas, manchas ou feridas que não cicatrizam.

Além disso, é indicado consultar o dermatologista periodicamente, principalmente para pessoas com histórico familiar de câncer de pele, pele clara ou com muita exposição solar ao longo da vida.



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