terça-feira, 21 de abril de 2026

Toxoplasmose na gravidez: o que é, sintomas, tratamento (e riscos)

A toxoplasmose na gravidez é uma doença que pode causar sintomas como febre, ínguas no pescoço e dor de cabeça. No entanto, a toxoplasmose na gravidez geralmente não provoca sintomas, sendo identificada apenas durante os exames de pré-natal.

É importante que a toxoplasmose seja identificada para evitar complicações graves, como aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, microcefalia, atraso no desenvolvimento e óbito ao nascer.

O tratamento da toxoplasmose na gravidez deve ser indicado pelo obstetra, podendo incluir o uso de medicamentos como pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Leia também: Toxoplasmose: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/toxoplasmose
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Sintomas de toxoplasmose na gravidez

Os principais sintomas da toxoplasmose na gravidez são:

  • Febre;
  • Calafrios e suores;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Ínguas, principalmente na região do pescoço;
  • Dor muscular;
  • Dor de garganta;
  • Erupções na pele.

Em casos mais raros, a mulher também pode apresentar alterações na visão ou dor ocular devido a inflamações como uveíte e coriorretinite.

Entretanto, na maioria das vezes, a toxoplasmose não provoca sintomas.

Leia também: 8 sintomas da toxoplasmose (e como confirmar o diagnóstico) tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra durante as consultas de pré-natal, por meio da avaliação de sintomas e avaliação de riscos.

Marque uma consulta com o obstetra mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

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Entretanto, mesmo que não existam sintomas, a mulher deve fazer o rastreamento sorológico trimestral, por meio dos testes imunoenzimáticos para detectar o IgG e o IgM contra Toxoplasma gondii.

O médico também pode solicitar uma sorologia pela pesquisa de IgM por imunofluorescência indireta, para confirmar o diagnóstico.

Se for confirmado que a mulher foi contaminada recentemente, o obstetra pode solicitar o exame amniocentese para pesquisa do PCR no líquido amniótico e a ultrassonografia, para verificar se o bebê foi afetado ou não.

Leia também: Exames na gravidez: quais precisa fazer (e complementares) tuasaude.com/exames-na-gravidez

Toxoplasmose IgG reagente na gravidez

Um exame de toxoplasmose IgG reagente na gravidez indica que a mulher já teve contato com o parasita e produziu anticorpos.

Entretanto, para interpretar esse resultado, este exame também depende do resultado do IgM e da época em que foi feito.

Isso porque o IgG reagente e o IgM não reagente indicam uma infecção crônica ou antiga antes da gravidez. Já o IgG reagente com o IgM reagente indica a possibilidade de uma infecção recente, durante a gravidez, por exemplo.

Leia também: Toxoplasmose IgG: o que é e o que significa IgG reagente tuasaude.com/toxoplasmose-igg

Como acontece a transmissão

A transmissão da toxoplasmose na gravidez pode acontecer por meio de:

  • Consumo de carnes cruas ou mal cozidas, e que tenham cistos do parasita Toxoplasma gondii;
  • Ingestão de água contaminada;
  • Consumo de frutas e verduras que não foram devidamente higienizadas;
  • Consumo de leite não pasteurizado e de produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Passagem do parasita pela placenta para o bebê, durante a gravidez.

A transmissão da toxoplasmose na gravidez também pode acontecer pela ingestão acidental dos ovos do parasita, por meio da manipulação, sem luvas, de caixas de areia de gatos infectados ou do solo e terra contaminados.

O convívio ou o contato com os gatos não causa a doença. Isto porque o risco de transmissão da toxoplasmose está no contato com as fezes contaminadas deste animal.

Leia também: 5 doenças transmitidas pelos gatos (e como evitar) tuasaude.com/doencas-transmitidas-pelos-gatos

A toxoplasmose na gravidez é perigoso?

A toxoplasmose na gravidez é considerada perigosa, principalmente para o bebê. Isso porque, para a mulher, a infecção geralmente é leve ou até mesmo assintomática.

No entanto, quando a infecção acontece no primeiro trimestre de gravidez, apesar de ter menor chance de afetar o bebê, pode causar maiores riscos, já que o bebê ainda está em desenvolvimento.

A transmissão do parasita para o bebê, chamada de toxoplasmose congênita, é uma forma grave desta doença que pode causar complicações e sequelas permanentes.

Por isso, é importante que a mulher realize o pré-natal e faça os exames indicados pelo médico para identificar a infecção pelo parasita e, caso haja necessidade, iniciar o tratamento adequado.

Riscos da toxoplasmose na gravidez

Os riscos da toxoplasmose na gravidez variam conforme o período da gravidez e incluem aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer e óbito ao nascer.

Quando o parasita atravessa a placenta e infecta o bebê, os riscos variam de acordo com a idade gestacional. Infecções no início da gravidez têm menor probabilidade de transmissão, mas, quando acontecem, causam sequelas gravíssimas para o bebê.

Já infecções no final da gravidez são transmitidas mais facilmente para o bebê, mas tendem a causar danos menos graves.

Para a mulher, a toxoplasmose é geralmente assintomática ou causa apenas sintomas leves. Entretanto, o risco é muito maior em mulheres que têm o sistema imunológico comprometido, como no caso de transplantadas ou em tratamento oncológico, por exemplo. Nestas mulheres, a toxoplasmose pode evoluir para quadros graves de encefalite, pneumonite ou infecção nos olhos

Complicações para o bebê

Os riscos e complicações para o bebê com toxoplasmose congênita são:

  • Neurológicas, como atraso no desenvolvimento, retardo mental, microcefalia ou macrocefalia, hidrocefalia, calcificações intracranianas, alterações motoras e convulsões;
  • Oftalmológicas, como lesões e inflamação na retina, cegueira, catarata, glaucoma e descolamento de retina;
  • Auditivas, como surdez;
  • Aumento anormal do fígado e do baço;
  • Icterícia, que é o amarelamento da pele e olhos;
  • Ascite e acúmulo generalizado de líquidos;
  • Diminuição no crescimento.

A maioria dos recém-nascidos infectados não apresentam sintomas, que podem aparecer apenas meses, anos ou até mesmo na adolescência ou vida adulta.

Por isso, quando não existem diagnóstico e tratamento adequados, essas crianças podem desenvolver problemas graves.

Como é feito o tratamento

O tratamento para toxoplasmose na gravidez é feito pelo obstetra, através do uso de antibiótico para tratar a mãe e reduzir o risco de transmissão ao bebê.

Os remédios e a duração do tratamento variam conforme a fase da gravidez e se o bebê está infectado ou não. Os medicamentos que podem ser usados incluem pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina, espiramicina e ácido folínico.

Se o bebê já estiver infectado, o tratamento é feito com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, e deve ser iniciado a partir da primeira semana de vida.

Leia também: Tratamento para toxoplasmose (na gravidez, ocular e congênita) tuasaude.com/tratamento-para-toxoplasmose

Como prevenir a toxoplasmose na gravidez

Algumas dicas para prevenir a toxoplasmose na gravidez são:

  • Consumir carnes bem cozidas;
  • Usar luvas para manipular carnes cruas;
  • Usar facas diferentes para cortar carnes e outros vegetais ou frutas;
  • Beber água apenas filtrada, tratada ou fervida;
  • Higienizar bem as frutas, legumes e verduras antes de consumir. Saiba como lavar frutas e verduras corretamente;
  • Evitar o consumo de leite não pasteurizado e produtos lácteos feitos com leite cru;
  • Lavar bem as mãos e higienize pias, balcões e utensílios de cozinha com água quente e sabão logo após o contato com carnes cruas ou vegetais não lavados;
  • Usar luvas grossas ao realizar atividades de jardinagem;
  • Manter as caixas de areia externas sempre cobertas, para evitar que os gatos as usem;
  • Alimentar os gatos domésticos com carnes bem cozidas ou rações comerciais.

É recomendado também que a mulher grávida evite o contato direto com a caixa de areia e as fezes dos gatos, pedindo a outra pessoa para fazer a limpeza com água fervente do recipiente.

Se a mulher grávida precisar fazer a limpeza da caixa de areia do gato, é fundamental usar luvas e lavar as mãos imediatamente após. Veja mais sobre como evitar a toxoplasmose.



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Orforglipron: para que serve e efeitos colaterais

Orforglipron é um medicamento agonista do receptor GLP-1 não peptídico indicado para o tratamento da obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, e ainda em avaliação para o tratamento do diabetes tipo 2.

Este medicamento é disponibilizado em comprimidos para uso oral e foi desenvolvido como alternativa aos análogos de GLP-1 injetáveis, como semaglutida (Ozempic e Wegovy), oferecendo a vantagem de não precisar de aplicação por injeção.

Leia também: 9 canetas para emagrecer: quais são, como funcionam (e qual a melhor) tuasaude.com/caneta-para-emagrecer

Além disso, o orforglipron não precisa de jejum para ser tomado, diferente de outros medicamentos da mesma classe. Apesar da aprovação pelo FDA, o medicamento ainda não possui registro na Anvisa e não está disponível para uso no Brasil até o momento.

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Para que serve

O orforglipron é indicado para:

  • Auxiliar na perda de peso em adultos com obesidade;
  • Reduzir o peso corporal em adultos com sobrepeso e pelo menos uma comorbidade, como pressão alta, colesterol alto ou diabetes tipo 2;
  • Ajudar na manutenção da perda de peso a longo prazo em adultos com obesidade;
  • Reduzir o risco de complicações metabólicas associadas ao excesso de peso.

O tratamento deve ser realizado em associação a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física.

Como funciona

O orforglipron imita a ação de um hormônio natural do corpo chamado GLP-1. Esse hormônio ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de fome.

Na prática, o orforglipron atua aumentando a liberação de insulina após as refeições, reduzindo a produção de glicose pelo fígado e diminuindo o apetite, o que promove maior sensação de saciedade ao longo do dia.

Como tomar

O orforglipron deve ser tomado por via oral, uma vez ao dia, sempre com um copo de água, podendo ser ingerido com ou sem alimentos.

O comprimido deve ser engolido inteiro, sem partir ou mastigar. Para facilitar o uso correto e manter o efeito do medicamento, é importante tomar sempre no mesmo horário todos os dias.

Ao contrário de outros medicamentos da mesma classe, o orforglipron não precisa ser tomado em jejum, o que torna o tratamento mais prático no dia a dia.

Posologia do orforglipron

De acordo com a bula aprovada pelo FDA, a dose para adultos é:

Fase do tratamento Dose recomendada
1º mês (dose inicial) 0,8 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
2º mês (1º aumento de dose) 2,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
3º mês (2º aumento de dose) 5,5 mg, 1 vez por dia, durante 30 dias
4º mês em diante A dose pode ser aumentada progressivamente para 9 mg, 14,5 mg ou até a dose máxima de 17,2 mg, tomada 1 vez por dia

Essas doses devem ser aumentadas somente com orientação do endocrinologista, com intervalos mínimos de 30 dias entre os ajustes, de acordo com a resposta ao tratamento e avaliação de efeitos colaterais.

Esse aumento gradual é importante para reduzir efeitos colaterais, principalmente os gastrointestinais.

É importante ressaltar que no Brasil o uso ainda não foi estabelecido pela Anvisa, devendo-se aguardar as diretrizes oficiais da bula brasileira assim que o registro for concluído para definir as variações de dose e duração do tratamento.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns, principalmente no início do tratamento incluem: 

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Diminuição do apetite.

Efeitos menos frequentes podem incluir dor abdominal, refluxo, tontura e sensação de fraqueza.

Em casos raros, podem ocorrer efeitos mais graves, como inflamação no pâncreas, desidratação intensa ou reações alérgicas. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente. Conheça os sintomas da pancreatite.

Cuidados durante o uso

Durante o uso do orforglipron, é importante evitar o consumo excessivo de álcool e informar ao médico sobre outros medicamentos em uso, especialmente aqueles para diabetes, devido ao risco de hipoglicemia quando associados.

Também é essencial manter acompanhamento regular para controle da glicemia e ficar atento a sinais de desidratação, como boca seca e tontura.

Para melhores resultados, o uso do medicamento deve ser associado a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Saiba como fazer uma alimentação saudável.

Quem não deve usar

O orforglipron não é indicado para:

  • Menores de 18 anos;
  • Alergia a qualquer componente da fórmula;
  • Histórico pessoal ou familiar de tumores na tireoide, como carcinoma medular ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2);
  • Histórico de pancreatite grave. 

Além disso, a segurança para mulheres grávidas ou que estão amamentando ainda não foi confirmada, portanto, o uso é contraindicado nesses casos sem orientação específica.



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Toxoplasmose na gravidez: o que é, sintomas, tratamento (e riscos)

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