segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Picada de aranha: o que fazer e principais sintomas (com fotos)

Após a picada de uma aranha, é importante lavar o local com água e sabão e aplicar compressas frias para aliviar a dor e o inchaço. Caso haja suspeita de picada por uma aranha é muito importante ir ao hospital e, se possível, identificar as características da aranha que provocou a picada.

A picada de aranha pode ser identificada através de uma pequena ferida na pele e de sintomas como inchaço ou vermelhidão no local. É também comum que a picada só seja percebida após algumas horas, especialmente se for causada por uma aranha comum e não-venenosa.

As picadas de aranha são relativamente comuns, e, na maioria das vezes, são causadas por aranhas não venenosas, que não colocam a vida em risco. Ainda assim, é importante ficar atento a sinais que possam indicar que a picada é grave, como dor intensa, cãibras, náuseas ou febre, que podem indicar uma picada por aranha venenosa. 

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Picada de aranha na pele

O que fazer após picada de aranha

Caso se seja picado por uma aranha deve-se:

  1. Lavar o local da picada com água e sabão;
  2. Elevar o membro onde está a picada;
  3. Não amarrar nem apertar o local da picada;
  4. Não tentar sugar o veneno da picada;
  5. Colocar compressas frias ou um pano molhado com água fria no local da picada para aliviar a dor e o inchaço.

Em qualquer caso, mesmo que não existam suspeitas de que a picada possa ter sido feita por uma aranha venenosa, é importante ir ao hospital ou a um posto de saúde, para que um médico possa avaliar a lesão e orientar o tratamento mais adequado.

Leia também: Primeiros socorros: o que são, para que servem, kit (e principais técnicas) tuasaude.com/primeiros-socorros

Principais sintomas

Os principais sintomas de picada de aranha são:

  • Pequeno inchaço na pele;
  • Vermelhidão no local da picada;
  • Pequena ferida na pele;
  • Dor ou coceira no local da picada.

Além de perceber os sintomas, é também aconselhado tentar identificar o tipo de aranha que possa ter provocado a picada. Assim é mais fácil conseguir identificar se se trata de uma aranha potencialmente venenosa.

Se possível, deve-se levar uma fotografia da aranha para o hospital de forma a ajudar os médicos a identificar o tipo de aranha, facilitando o tratamento e acelerando a recuperação.

Sintomas de picada por aranha venenosa

Os sintomas de picada por aranha venenosa tendem a ser mais intensos que os da picada por uma aranha comum.

Além disso, podem surgir outros sintomas como bolhas na pele, suor, dificuldade para respirar, febre, dor, cãibra ou rigidez abdominal, náuseas ou vômitos, por exemplo.

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Como identificar uma aranha venenosa

Existem três principais espécies de aranhas venenosas no Brasil:

1. Aranha marrom

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As picadas provocadas por este tipo de aranha são mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, como São Paulo, Paraná ou Rio Grande do Sul.

A aranha marrom é um tipo pequeno de aranha que pode atingir os 3 cm de comprimento e seu corpo é de cor marrom acinzentada.

Onde se encontram: são mais ativas durante a noite e, por isso, durante o dia escondem-se em locais escuros como raízes, cascas de árvores, atrás de móveis, em garagens, caixas abandonadas ou tijolos, por exemplo.

Sintomas da picada: inicialmente não se sente a picada da aranha, mas até 24 horas surge uma dor que vai aumentando, vermelhidão, bolhas e inchaço na região da picada e também pode acontecer da pessoa sentir febre, mal estar e vômitos.

Após 5 dias é comum o surgimento de uma casquinha preta na pele que cai, 2 a 3 semanas depois, provocando uma ferida que deve ser tratada no hospital.

Cuidados especiais: deve-se manter a região sempre seca e evitar fazer atividade física, pois pode ajudar a espalhar o veneno pelo corpo.

Tratamento para picada de aranha marrom

O tratamento deve ser feito no hospital com a injeção do soro para o veneno da aranha marrom. Em alguns casos, especialmente quando já passaram mais de 24 horas, o médico pode não aconselhar o uso do soro porque o seu efeito pode não compensar os riscos.

Além disso, a casquinha provocada pela picada da aranha deve ser removida através de uma cirurgia para facilitar a cicatrização e os tratamentos no local devem ser feitos por um enfermeiro no hospital.

Nos casos mais graves, em que a picada afetou uma região muito grande, pode ainda ser necessário fazer uma cirurgia reparadora do local.

2. Picada de aranha armadeira

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Imagem ilustrativa número 2

Estas picadas são frequentes em todo o território brasileiro, uma vez que, é possível encontrar esta aranha por toda a América do Sul. No entanto, existe um maior número de casos durante os meses de março e abril no Sudeste do país, pois são períodos no qual a aranha armadeira está mais ativa.

A aranha armadeira, geralmente, é uma aranha grande com um corpo de 4 cm, mas que pode atingir 15 cm de comprimento com as pernas. Seu corpo é marrom acizentado ou amarelado.

Este tipo de aranha é conhecido por adotar uma posição de defesa que consiste em se apoiar sobre os 2 últimos pares de pernas, erguendo a cabeça e as pernas da frente. Elas também podem saltar até 40 cm de distância.

Onde se encontram: podem ser encontradas em locais escuros e úmidos como cascas de árvores, troncos caídos, bananeiras, dentro de sapatos, atrás de móveis ou cortinas, por exemplo.

Sintomas da picada: surge dor intensa logo após a picada, acompanhada de marcas, inchaço e vermelhidão no local da picada. Além disso, pode acontecer aumento do batimento cardíaco, suor excessivo, vômitos, diarreia, agitação e aumento da pressão arterial.

Tratamento para picada de aranha armadeira

O tratamento deve ser feito no hospital com a injeção de anestésicos no local da picada para ajudar a reduzir a dor que acaba por desaparecer até 3 horas após o acidente.

Somente nos casos de sintomas mais graves, como diminuição dos batimentos cardíacos ou falta de ar, é necessário fazer o tratamento com soro para o veneno desta aranha.

3. Picada de aranha viúva negra

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Imagem ilustrativa número 3

Este tipo de aranha é mais comum junto a região com mar, especialmente perto de praias abandonadas, mas as picadas podem acontecer por todo o Brasil, pois a viúva negra está distribuída por regiões tropicais e temperados.

A viúva negra é um tipo pequeno de aranha, com cerca de 2 cm, que tem pernas longas e finas, assim como corpo de cor preta com uma mancha na região da barriga, normalmente de cor vermelha.

Embora esta aranha não ataque, ela pode picar quando é pressionada contra o corpo.

Onde se encontram: permanecem em locais úmidos e escuros e, por isso, podem estar em locais como arbustos, pneus, latas vazias, sapatos e gramados, por exemplo.

Sintomas da picada: começam com um dor aguda no local da picada, como se tivesse um alfinete picando, sendo que após 15 minutos a dor se transforma em uma sensação de queimação que piora durante 48 horas. Também são comuns sintomas como náuseas, vômitos, dores musculares e aumento da temperatura corporal.

Tratamento para picada de aranha viúva negra

O tratamento deve ser iniciado no hospital o mais rápido possível com a injeção do soro específico para o veneno da aranha. Normalmente os sintomas melhoram até 3 horas após o inicio do tratamento, mas o paciente deve ficar internado por 24 horas para observar se os sintomas voltam a surgir.

Saber o que fazer neste tipo de situações é importante para salvar uma vida. Por isso, aprenda o que fazer no caso de picada por outros animais como cobra ou abelha.

Como evitar picadas de aranha

Para evitar que uma pessoa seja picada por uma aranha é importante manter a limpeza da casa e dos terrenos baldios, pois são nos locais sujos e úmidos que estes bichos se reproduzem e vivem.

O acúmulo de entulho e materiais de construção também favorece à proliferação e, consequentemente, uma pessoa que trabalha e vive próxima a esses locais está mais propensa a ser picada por aranhas e até de escorpiões, por isso deve-se evitar deixar acumular esses produtos. Saiba mais o que fazer em caso de picada de escorpião.

Além disso, pessoas que vivem em locais com infestação desses animais devem sempre sacudir a roupa antes de vestir e também é necessário bater sapatos e botas antes de calçá-los, pois isto evita a ocorrência de picadas.



source https://www.tuasaude.com/primeiros-socorros-para-picada-de-aranha/

Carboidratos: o que são, tipos, para que servem e metabolismo

Os carboidratos são moléculas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio, e que têm a função de fornecer energia para manter as funções vitais do organismo, como respiração e batimentos do coração, e para atividades do dia a dia, como trabalhar e fazer exercícios.

De acordo com a sua estrutura, os carboidratos, que também são conhecidos como hidratos de carbono, glicídios ou sacarídeos, são classificados em simples e complexos, influenciando diretamente na absorção desse nutriente pelo organismo.

É aconselhado priorizar os carboidratos complexos na dieta, pois têm absorção mais lenta, equilibrando os níveis de glicose no sangue. Já os carboidratos simples devem ser consumidos com moderação, pois podem aumentar o açúcar no sangue.

Leia também: Glicose: o que é, quando está normal, alta ou baixa (e como medir) tuasaude.com/glicose
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Tipos de carboidratos

Os carboidratos podem ser classificados de acordo com a sua complexidade em simples e complexos.

1. Carboidratos simples

Os carboidratos simples são um tipo de carboidrato caracterizado por sua estrutura química simples, o que permite que se decomponham e sejam absorvidos rapidamente no corpo. Esse tipo de carboidrato pode ser classificado em:

  • Monossacarídeos: são unidades ou moléculas mais simples que, quando unidos, formam carboidratos mais complexos. Alguns exemplos de monossacarídeos são glicose, ribose, xilose, galactose e frutose.
  • Dissacarídeos: são a união de duas unidades de monossacarídeos, como é o caso da sacarose ou açúcar de mesa (glicose + frutose), a lactose (galactose + glicose) e a maltose (glicose + glicose).
  • Oligossacarídeos: são a união de 3 a 10 unidades de monossacarídeos. Alguns possuem ação probiótica como os frutooligossacarídeos (FOS) e os galactooligossacarídeos (GOS).

Por serem mais facilmente digeridos e absorvidos pelo organismo, os carboidratos fazem com que o açúcar no sangue suba rapidamente, ou seja, têm alto índice glicêmico.

Além disso, esse tipo de carboidrato também aumenta a sensação de fome e, quando consumido em excesso, favorece o acúmulo de gordura corporal e o ganho de peso.

Leia também: Lista completa do índice glicêmico dos alimentos tuasaude.com/tabela-de-indice-glicemico

2. Carboidratos complexos

Os carboidratos complexos, ou polissacarídeos, são aqueles que contêm mais de 10 unidades de monossacarídeos, formando estruturas complexas que podem ser lineares ou ramificadas. Alguns exemplos de carboidratos complexos são o amido, celulose e o glicogênio.

Dentro dos carboidratos complexos estão as fibras, que são componentes dos vegetais que não são digeridos pelas enzimas gastrointestinais, como é o caso da celulose, fruto-oligossacarídeos (FOS) e lignina, que diminuem a velocidade de digestão, promovendo a sensação de saciedade e estimulando os movimentos naturais do intestino.

Leia também: Alimentos ricos em fibras (e principais benefícios) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-fibras

Diferentemente dos carboidratos simples, a digestão e a absorção no corpo dos carboidratos complexos é mais lenta. Essa liberação gradual de energia ajuda a manter estáveis os níveis de glicose no sangue.

Alimentos com carboidratos

Alguns exemplos de alimentos com carboidratos, de acordo com o tipo, são:

Tipo de carboidrato Alimentos
Carboidratos simples açúcar branco, açúcar mascavo, açúcar demerara, mel, xarope de bordo, xarope de milho rico em frutose, leite, frutas e refrigerantes
Carboidratos complexos arroz, massas e pão branco, farinha de trigo, mandioca/macaxeira, farinha de milho e batata
Carboidratos complexos ricos em fibras arroz, macarrão e pão integral, feijão, grão de bico, lentilha, frutas com casca e bagaço e vegetais crus

Outros alimentos ricos em carboidratos são grão-de-bico, batata-doce, inhame, aveia. Confira outros alimentos ricos em carboidratos.

Para que servem

As principais funções dos carboidratos para a saúde são:

1. Produzir energia

Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo, pois a glicose é gerada durante sua digestão pelo trato gastrointestinal. O corpo precisa em média de 160 g de glicose para funcionar adequadamente, sendo este o combustível preferencial das células do corpo.

Quando a glicose é absorvida no intestino, grande parte dela é quebrada para produzir o trifosfato de adenosina (ATP), uma molécula de energia que é fundamental para diversos processos metabólicos do corpo.

2. Fornecer energia para o cérebro

A glicose produzida a partir da digestão de carboidratos simples e complexos é usada principalmente pelo cérebro para manter as suas funções vitais. O cérebro usa em torno de 120 g de carboidratos por dia, que é a principal fonte de energia desse órgão.

3. Armazenar energia

Uma parte da glicose absorvida no intestino é armazenada na forma de glicogênio no fígado e outra parte também é depositada nos músculos, para ser usada em situações de “emergência”, como jejum prolongado, longos períodos de exercícios de alta intensidade, estado de alerta ou de doenças, por exemplo.

4. Preservar os músculos

Os carboidratos são importantes para a preservação dos músculos, já que a falta de glicose provoca a perda de massa muscular. Isso acontece, porque na falta de glicose no corpo, ela pode ser obtida através dos músculos, que são decompostos em aminoácidos e convertidos em glicose.

5. Melhorar a saúde digestiva

A fibra é um tipo de carboidrato que não é digerido e não produz glicose, mas é essencial para a saúde digestiva, já que promove a saúde da flora intestinal, regula os níveis de glicose no sangue e estimula os movimentos intestinais, evitando problemas como prisão de ventre, diarreia e diabetes.

Leia também: Alimentos ricos em fibras (e principais benefícios) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-fibras

Quantidade recomendada

A quantidade recomendada de carboidratos pela Organização Mundial da Saúde por dia é de 40 a 70% do valor calórico total da dieta. Uma pessoa com uma dieta de 1800 calorias diárias, deve consumir entre 180 e 315 g de carboidratos por dia, por exemplo.

Já a recomendação diária de fibras é de 15 g para crianças de 2 a 5 anos e 21g para crianças de 6 a 9 anos. Para crianças de 10 anos em diante e adultos, a recomendação é de 25 g de fibras por dia. Confira a quantidade de fibras indicada para cada idade.

Metabolismo dos carboidratos

O metabolismo dos carboidratos pode acontecer de diversas formas, sendo elas:

  • Glicólise: é um processo que quebra a glicose em ATP e piruvato, moléculas que são usadas no organismo para a produção de energia;
  • Glicogênese: é um processo em que se produz glicogênio para ser armazenado no fígado e, em menores quantidades, nos músculos. Este processo acontece após a ingestão de alimentos ricos em carboidratos;
  • Gliconeogênese: nessa via metabólica a glicose é produzida a partir de outras fontes além dos carboidratos, como glicerol, ácidos graxos, aminoácidos ou lactato. Esta via é ativada quando o organismo passa por um período de jejum prolongado;
  • Glicogenólise: é um processo em que o glicogênio armazenado no fígado e/ou nos músculos é quebrado para formar glicose. Esta via ativa-se quando o organismo requer um aumento de glicose no sangue.

Estas vias metabólicas são ativadas de acordo com as necessidades do organismo e da situação em que se encontra.



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Agachamento búlgaro: o que é, para que serve (e como fazer)

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Especialistas em hipertireoidismo: qual médico consultar?

Os médicos especialistas em diagnosticar e tratar o hipertireoidismo, de acordo com a ordem de prioridade, são:

1. Endocrinologista

O endocrinologista é o especialista mais indicado para diagnosticar e tratar o hipertireoidismo em adultos e idosos.

Isso porque esse médico cuida das glândulas que produzem hormônios, como a tireoide, a hipófise, o pâncreas e as adrenais.

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O endocrinologista também atua na prevenção, diagnóstico e tratamento de condições como:

  • Hipotireoidismo;

  • Nódulos na tireoide;

  • Diabetes;

  • Colesterol e triglicerídeos altos;

  • Obesidade;

  • Doenças das glândulas suprarrenais;

  • Menopausa e andropausa.

Além dessas situações, o endocrinologista também acompanha outras alterações hormonais, como distúrbios do crescimento, excesso de pelos, alterações menstruais ligadas a hormônios e problemas relacionados à puberdade precoce ou tardia.

2. Clínico geral

O clínico geral é o especialista que costuma avaliar os sintomas iniciais de hipertireoidismo, como perda de peso inexplicada, nervosismo e palpitações.

Esse profissional pode solicitar exames iniciais, identificar sinais de alteração na tireoide e encaminhar a pessoa para o endocrinologista, para confirmação do diagnóstico e tratamento específico.

Leia também: 17 sintomas de hipertireoidismo tuasaude.com/sintomas-de-hipertireoidismo

3. Pediatra

O pediatra é o especialista responsável pela saúde de bebês, crianças e adolescentes, sendo o médico indicado para investigar e tratar o hipertireoidismo nessa faixa etária.

O pediatra avalia sinais como perda de peso, irritabilidade, dificuldade para ganhar peso, alterações no sono, queda de rendimento escolar, crescimento acelerado e alterações na frequência cardíaca. Esse médico pode solicitar exames para avaliar os hormônios da tireoide e, quando necessário, encaminhar para o endocrinologista pediátrico.

4. Ginecologista

O ginecologista é o especialista que cuida da saúde da mulher e pode suspeitar de hipertireoidismo em situações como menstruação irregular, dificuldade para engravidar, perda de peso, palpitações ou ansiedade associadas a alterações hormonais.

Durante as consultas de rotina, o ginecologista pode solicitar exames da tireoide quando identifica sintomas sugestivos, orientando o seguimento com o endocrinologista conforme o resultado dos exames.

Leia também: Ginecologista: o que é, o que faz e quando consultar tuasaude.com/ginecologista

Quando marcar consulta

É recomendado marcar consulta com o especialista em hipertireoidismo sempre que surgirem sintomas como:

  • Perda de peso sem motivo aparente;

  • Palpitações cardíacas;

  • Tremores nas mãos;

  • Sensação de calor excessivo e suor em excesso;

  • Agitação, ansiedade, nervosismo ou dificuldade para dormir;

  • Diarreia ou aumento da frequência das evacuações;

  • Cansaço excessivo.

O tratamento do hipertireoidismo depende da sua causa e pode incluir uso de remédios, como propiltiouracil e o metimazol, que diminuem a produção de hormônios pela tireoide

Quando o tratamento com remédios não foi eficaz, o médico também pode indicar a cirurgia para retirar a tireoide ou o iodo radioativo, ou iodoterapia, que consiste na ingestão de uma cápsula contendo essa substância.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Melanoma benigno: o que é, sintomas (e tratamento)

Melanoma benigno é um termo usado para se referir a um nevo melanocítico, também chamado de sinal ou pinta. É uma lesão benigna da pele, formada por melanócitos, as células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele.

Essas lesões geralmente aparecem como manchas ou pequenas elevações, de cor marrom ou bege, com bordas regulares e superfície lisa. Normalmente não causam dor, coceira ou outros sintomas, e permanecem estáveis ao longo do tempo.

Leia também: Nevo melanocítico: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/nevo-melanocitico

Ao contrário do melanoma benigno, o melanoma maligno apresenta alterações rápidas na cor, tamanho ou forma, bordas irregulares, assimetria e pode sangrar ou coçar, indicando crescimento canceroso que exige avaliação médica imediata.

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Sintomas de melanoma benigno

O melanoma benigno possui algumas características que ajudam a identificá-lo, como:

  • Manchas ou pequenas elevações na pele;
  • Formato simétrico;
  • Cor uniforme, geralmente marrom ou bege;
  • Bordas regulares e bem definidas;
  • Superfície lisa, sem descamação ou feridas.

O melanoma benigno normalmente não provoca dor, coceira ou sangramento. Em geral, essas características indicam que a lesão é benigna e estável, sem representar risco à saúde.

Melanoma é maligno ou benigno?

O melanoma é sempre maligno, ou seja, é um tipo de câncer de pele que pode crescer rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo. 

Leia também: Melanoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele-melanoma

O termo melanoma benigno é usado de forma equivocada e, na prática, se refere a uma mancha comum e geralmente inofensiva na pele.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma benigno é feito pelo dermatologista através da avaliação da pele e das manchas ou pintas, podendo utilizar um dermatoscópio, um aparelho que amplia a lesão para analisar detalhes que não aparecem a olho nu. Veja como é feita a dermatoscopia.

Marque uma consulta com o dermatologista mais próximo da sua região:

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Em caso de suspeita de alteração maligna, o médico pode solicitar uma biópsia, retirando uma pequena amostra da lesão para exame laboratorial, que confirma se se trata de um nevo benigno ou de melanoma.

Possíveis causas

Algumas situações podem contribuir para o surgimento dos melanomas benignos na pele, podendo incluir:

  • Fatores genéticos: tendência familiar a ter mais pintas ou sinais;
  • Exposição ao sol: radiação ultravioleta pode estimular a formação de novos sinais;
  • Alterações hormonais: como durante a gravidez ou puberdade;
  • Idade: muitos sinais surgem na infância e adolescência;
  • Predisposição individual da pele: pessoas com pele clara e mais sensível tendem a ter mais sinais.

Além disso, o bronzeamento artificial emite raios UVA e UVB, que podem estimular alterações na pele e contribuir para o surgimento de sinais, aumentando o risco de mudanças nas manchas ao longo do tempo.

Tratamento para melanoma benigno

O tratamento para o melanoma benigno geralmente não é necessário, pois a mancha não representam risco à saúde. No entanto, em alguns casos, o médico pode indicar:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico é recomendado para monitorar melanomas benignos ao longo do tempo, especialmente se houver alterações na cor, tamanho ou formato. 

O dermatologista pode realizar exames regulares da pele, utilizando o dermatoscópio, garantindo que a lesão continue benigna e detectando precocemente qualquer mudança suspeita.

2. Cirurgia

Existem diferentes tipos de cirurgia para remover um melanoma benigno, dependendo do tamanho, da localização e do objetivo, como: 

  • Excisão simples, é a mais comum, retirando toda a mancha com uma pequena margem de pele saudável; 
  • Excisões com retalhos em Z ou L, são usadas quando a remoção deixa um espaço maior, permitindo fechar o local sem deformidades, especialmente no rosto ou articulações; 
  • Cirurgia a laser, pode ser aplicada em pintas superficiais, mas não é indicada se houver dúvida sobre malignidade;
  • Crioterapia ou cauterização, destrói o tecido da mancha usando frio intenso ou calor, sendo indicada apenas para pintas superficiais e claramente benignas.

A cirurgia é indicada apenas em casos específicos, como quando o sinal causa desconforto físico, irritação frequente por atrito com roupas ou acessórios, ou problemas estéticos, especialmente em áreas visíveis como rosto, pescoço e mãos.



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Medula espinhal: o que é, anatomia (e função)

Medula espinhal é uma parte do sistema nervoso central que fica dentro da coluna vertebral, funcionando como uma ponte entre o cérebro e o corpo, transmitindo informações que permitem sentir, se mover e controlar funções automáticas.

A medula é formada por substância cinzenta, no centro, que contém os corpos celulares dos neurônios, e substância branca, ao redor, que conduz os impulsos e está protegida pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

As principais funções da medula espinhal são conduzir impulsos nervosos, coordenar reflexos automáticos e controlar funções involuntárias, como batimentos cardíacos, digestão e movimentos da bexiga e intestinos. 

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Anatomia da medula espinhal

A medula espinhal é a principal via de comunicação entre o cérebro e o corpo, sendo composta por:

1. Meninges e líquido cefalorraquidiano

A medula espinhal é envolvida por três camadas de tecido chamadas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano (LCR), que atuam protegendo o tecido nervoso contra impactos e permitindo a circulação de nutrientes e remoção de resíduos.

Entre as camadas das meninges estão a dura-máter, mais externa e resistente; a aracnóide, logo abaixo da dura-máter, sendo mais fina e transparente e a pia-máter, a camada mais interna.

Também existem espaços entre as meninges, como o espaço epidural, preenchido por gordura e vasos sanguíneos, que ajuda a amortecer impactos e drenar substâncias, e o espaço subaracnóide, que contém o líquido cefalorraquidiano.

Em conjunto, as meninges mantêm um ambiente estável para as células nervosas, enquanto o líquido cefalorraquidiano facilita a circulação de nutrientes e resíduos, garantindo assim o funcionamento adequado e a proteção contra lesões.

2. Estrutura interna da medula espinhal

A medula espinhal é composta por duas partes principais, que podem ser vistas quando se faz um corte transversal: 

  • Substância cinzenta, que está localizada no centro da medula em forma de \'H\' e contém os corpos celulares dos neurônios, responsáveis por enviar e receber informações, organizados em regiões chamadas cornos;
  • Substância branca, que envolve a substância cinzenta e é formada principalmente por fibras nervosas, ou axônios, que conduzem os impulsos elétricos.

Na substância cinzenta existem os cornos posteriores, localizados na parte posterior do corpo, que recebem sinais dos sentidos e os cornos anteriores, localizados na parte frontal, que enviam comandos aos músculos.

Em algumas regiões também existem cornos laterais, responsáveis ​​pelo controle de funções involuntárias de órgãos como o coração ou os intestinos.

Já as fibras nervosas da substância branca estão organizadas em feixes chamados tratos, que podem ser ascendentes, levando informações sensoriais do corpo para o cérebro, como dor, temperatura, tato e posição, ou descendentes, transmitindo comandos do cérebro para os músculos e permitindo movimentos voluntários. 

Essa organização é fundamental para que o corpo responda rapidamente aos estímulos.

3. Segmentos medulares

A medula espinhal é dividida em 31 segmentos, de cada um dos quais sai um par de nervos espinhais. 

Esses segmentos são classificados em 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo, e cada um se conecta a regiões específicas do corpo. 

Essa organização permite que sinais sensoriais e motores sejam transmitidos de forma coordenada, e também explica por que o nível da lesão medular determina os sintomas apresentados, como perda de movimento, sensibilidade ou função autonômica.

4. Cauda equina

A cauda equina é um feixe de nervos localizado na parte inferior da coluna vertebral, abaixo do final da medula. 

A cauda se forma porque a medula não se estende até o final da coluna, então as raízes nervosas inferiores precisam continuar para baixo até alcançar pernas, pés e órgãos pélvicos. 

Essa estrutura é essencial para a comunicação entre a medula e as partes mais baixas do corpo.

Onde fica a medula espinhal

A medula espinhal fica dentro da coluna vertebral, começando na base do cérebro, logo após o tronco encefálico, e se estendendo até aproximadamente a altura da primeira ou segunda vértebra lombar. Veja como é a anatomia da coluna vertebral.

A medula é protegida pelas vértebras, pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano, que ajudam a amortecer impactos e manter a medula estável.

Função da medula espinhal

As principais funções da medula espinhal são:

  • Conduzir impulsos nervosos, transmitindo informações do corpo para o cérebro e comandos do cérebro para os músculos;
  • Coordenar reflexos, através de respostas rápidas, como retirar a mão ao tocar algo quente;
  • Controlar funções automáticas, regulando atividades involuntárias, como batimentos cardíacos, pressão arterial e digestão;
  • Responder a estímulos, permitindo que o corpo perceba estímulos, como calor ou toque, e responda adequadamente;
  • Proteger o sistema nervoso, com a ajuda das meninges e do líquido cefalorraquidiano, mantendo a integridade do sistema nervoso central.

Quando ocorre uma alteração na medula espinhal, essas funções são afetadas, a transmissão dos sinais nervosos é interrompida e o corpo deixa de responder adequadamente aos comandos do cérebro e aos estímulos do ambiente.

Como funciona

A medula espinhal funciona como um centro de comunicação entre o cérebro e o corpo, usando vias ascendentes para levar informações sensoriais ao cérebro e vias descendentes para enviar comandos motores aos músculos. 

Essa organização se reflete nos dermátomos, áreas da pele inervadas por nervos espinhais específicos, e nos miótomos, grupos de músculos controlados pelos mesmos nervos, garantindo que cada região do corpo receba e envie sinais de forma precisa.

Leia também: Dermátomos: o que são, mapa, onde ficam (e diferença de miótomo) tuasaude.com/dermatomos

A região cervical controla o pescoço, os ombros, os braços e o diafragma; a região torácica está relacionada ao tórax, ao abdômen e a alguns órgãos internos; e a região lombar controla os quadris e as pernas. 

Já a região sacral influencia as pernas, os pés, as nádegas e os órgãos genitais, enquanto a cauda equina conecta os nervos da coluna lombar às extremidades inferiores e aos órgãos pélvicos.

Lesão na medula espinhal

Uma lesão na medula espinhal ocorre quando há dano parcial ou completo ao tecido nervoso dentro da coluna vertebral, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. 

Esse tipo de lesão pode resultar de traumas, como acidentes de carro, quedas ou ferimentos por arma de fogo, mas também pode ser causado por doenças, como a meningite, ou tumores. 

As consequências variam conforme o nível e a gravidade do dano, ou seja, quanto mais alta a lesão, mais extensa a perda de função. 

Entre os efeitos estão a perda de movimento ou sensibilidade, alterações na percepção da dor, espasticidade, dificuldades respiratórias e problemas no controle da bexiga e intestinos. 

Lesões incompletas podem permitir alguma recuperação parcial, enquanto lesões completas geralmente causam paralisia total abaixo do ponto afetado. Entenda o que é lesão medular e seus tipos.

Lesão na medula espinhal tem cura?

Atualmente, lesões na medula espinhal não têm cura completa, o tratamento tradicional busca estabilizar a medula, reduzir a inflamação e iniciar a reabilitação funcional.

No entanto, pesquisas recentes têm explorado novas estratégias, como o uso de polilaminina, uma substância que serve de suporte para os neurônios se reconectarem, ajudando a favorecer a recuperação dos movimentos. Saiba para que serve a polilaminina.

Esses avanços ainda estão em fase experimental e ainda não possuem aprovação da Anvisa para comercialização, sendo liberada apenas para uso em pesquisas clínicas controladas.



source https://www.tuasaude.com/medula-espinhal/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Como saber se é aborto ou menstruação?

Mulheres que acham que podem estar grávidas, mas que sofreram um sangramento vaginal, podem ter muita dificuldade em identificar se esse sangramento é apenas uma menstruação atrasada ou se, de fato, é um aborto espontâneo. Isso é especialmente verdade quando o sangramento acontece em até 4 semanas após a data provável da menstruação.

As principais diferenças que podem ajudar a identificar se é um aborto espontâneo ou se uma menstruação atrasada, são:

Menstruação atrasada Aborto espontâneo
Cor Sangramento ligeiramente marrom avermelhado, semelhante às menstruações anteriores. Sangramento ligeiramente marrom, que passa para rosa ou vermelho vivo. Pode ainda ter cheiro fétido.
Quantidade Pode ser absorvida pelo absorvente ou tampão. Difícil de conter no absorvente, sujando a calcinha e a roupa.
Presença de coágulos Podem surgir pequenos coágulos no absorvente. Liberação de coágulos maiores e tecido cinza. Em alguns casos pode ser possível identificar o saco amniótico.
Dor e cãibras Dor e cãibras toleráveis na região do abdômen, coxas e costas, que melhoram com a menstruação. Dor muito intensa que surge repentinamente, seguida de sangramento abundante.
Febre É um sintoma raro de menstruação. Pode surgir em vários casos de aborto, devido à inflamação do útero.

No entanto, esta é uma diferenciação muito difícil fazer em casa sozinha. Por isso, é recomendado consultar um ginecologista para realizar uma avaliação mais detalhada. O médico pode ainda pedir alguns exames, como dosagem de beta-hCG ou ultrassom transvaginal, para identificar a causa e confirmar a possibilidade de gravidez.

Se junto com o sangramento surgir dor abdominal muito forte, cansaço ou tonturas, por exemplo, é aconselhado ir imediatamente ao hospital.



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