terça-feira, 28 de abril de 2026

Pinhão: 9 benefícios e como consumir (com receitas)

O pinhão é uma semente que pode trazer muitos benefícios à saúde, como diminuir os níveis de colesterol no sangue, evitar a diabetes, promover a perda de peso, prevenir o envelhecimento e melhorar a saúde cognitiva.

Esses benefícios se devem ao fato dessas sementes serem ricas em fitoesterois, fibras, ácidos graxos essenciais e antioxidantes, além de terem ótimas quantidades de proteínas e minerais, como potássio, magnésio e fósforo.

Embora seja geralmente chamado de oleaginosa, o pinhão é uma semente de diferentes tipos de pinha, que é a flor da árvore pinheiro, que pode ser consumida cozida ou assada, adicionada ao iogurte, frutas, farofas e saladas, por exemplo.

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Principais benefícios do pinhão

Os principais benefícios do pinhão para a saúde são:

1. Prevenir doenças cardiovasculares

O pinhão é rico em antioxidantes, fitoesterois e gorduras monoinsaturadas, nutrientes que ajudam a controlar os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, no sangue, prevenindo doenças cardiovasculares, como infarto, aterosclerose e acidente vascular cerebral.

Além disso, esta semente também é rica em potássio, um mineral que promove o relaxamento das artérias e favorece a eliminação do excesso de sódio do organismo pela urina, facilitando a circulação do sangue e prevenindo a pressão alta. Conheça outros alimentos que podem ajudar a prevenir a pressão alta.

2. Evitar a diabetes

Essa semente é rica em fibras que diminuem a velocidade de absorção do açúcar dos alimentos, controlando os níveis de glicose no sangue após as refeições e prevenindo, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

Além disso, o pinhão também contém manganês, um mineral que atua no metabolismo dos carboidratos, além de ter efeito antioxidante, melhorando as funções da insulina, o hormônio responsável por equilibrar os níveis de glicose no sangue.

3. Ajudar na perda de peso

O pinhão é rico em fitoesterois como campesterol e estigmasterol, compostos bioativos que promovem a perda de peso, pois ajudam a diminuir a absorção de gorduras dos alimentos e promovem o aumento do gasto energético.

Além disso, por serem ricas em fibras, essas sementes também aumentam a saciedade, reduzindo a quantidade de alimentos consumidos durante o dia, ajudando na perda de peso.

4. Prevenir o envelhecimento

Por conter vitamina E e compostos antioxidantes, o pinhão ajuda a combater os radicais livres que danificam as células, melhorando a saúde da pele, evitando a formação de rugas e prevenindo o envelhecimento. Veja outros alimentos que previnem o envelhecimento.

5. Melhorar a capacidade cognitiva

O pinhão contém ácidos graxos ômega-3 e compostos antioxidantes que ajudam na formação e reparo das células cerebrais, além de diminuir a o estresse oxidativo e a inflamação celular, melhorar a capacidade cognitiva, a memória e o raciocínio, prevenindo doenças neurodegenerativas, como demência e doença de Alzheimer.

6. Ajudar a diminuir o risco de câncer

O pinhão tem boas quantidades de vitamina E e compostos antioxidantes que neutralizam o excesso de radicais livres, prevenindo o dano às células saudáveis e o desenvolvimento de células cancerígenas, ajudando a diminuir o risco de câncer.

7. Aumentar a imunidade

O pinhão contém manganês e zinco, minerais que participam na formação e fortalecimento das células do sistema imunológico, aumentando a imunidade, protegendo o corpo contra infecções e estimulando a cicatrização de feridas.

8. Prevenir a anemia

O pinhão ajuda a prevenir a anemia por ser rico em ferro, um mineral essencial para a produção de hemoglobina, o componente dos glóbulos vermelhos no sangue e que normalmente está diminuído na anemia.

Além disso, essa semente também contém cobre, um mineral necessário para que o ferro seja absorvido e cumpra suas funções no organismo, prevenindo, assim, a anemia.

9. Combater a prisão de ventre

Por ser rico em fibras, o pinhão aumenta o volume das fezes e estimula os movimentos naturais do intestino, facilitando a evacuação e combatendo, assim, a prisão de ventre.

O pinhão engorda?

O pinhão é rico em fibras que aumentam o tempo de digestão dos alimentos, prolongando a saciedade ao longo do dia e ajudando, assim, na perda de peso.

No entanto, por ser um alimento com alto teor de carboidratos e calorias, o consumo de altas quantidades de pinhão pode engordar.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir contém a informação nutricional de 100 g, o que corresponde a  de pinhão cozido

Componentes

Quantidade para cada 100 g de pinhão cozido

Energia

161 calorias

Proteínas

3,6 g

Carboidratos

33,2 g

Fibras

5,5 g

Gorduras

1,4 g

Ferro

1,5 mg

Manganês

0,2 mg

Magnésio

53 mg

Potássio

727 mg

Fósforo

166 mg

Zinco

0,8 mg

Cobre

0,2 mg

Para se obter todos os benefícios do pinhão é importante manter uma alimentação saudável e variada e praticar exercícios físicos regularmente.

Como consumir

O pinhão pode ser cozido ou assado, consumido inteiro ou triturado, sozinho ou adicionado em iogurtes, saladas, farofas, saladas de fruta ou ainda como acompanhamento de massas ou carnes, por exemplo.

Além disso, o pinhão também pode ser  triturado e usado como farinha para o preparo de bolos, pães e biscoitos.

No entanto, essa semente é rica em calorias e, por isso, deve ser consumida com moderação. Para se obter os benefícios do pinhão, recomenda-se o consumo de 15 unidades, ou seja, 75 g de pinhão por dia.

Receitas saudáveis com pinhão

Algumas receitas saudáveis e saborosas com pinhão incluem o pinhão cozido simples, a farofa e bolo de pinhão:

1. Pinhão cozido

Ingredientes:

  • 1 kg de pinhão;
  • 1 litro de água;
  • 1 colher de sopa de sal.

Modo de preparo:

Lavar bem, cortar as pontas dos pinhões e colocá-los em uma panela de pressão. Adicionar a água e o sal, levando ao fogo médio. Quando a panela pegar pressão, deixar cozinhar por 30 minutos. Apagar o fogo e escorrer os pinhões, descartando a água. Descascar os pinhões e servir.

2. Farofa de pinhão

Ingredientes:

  • 1 cebola pequena picada;
  • 1 dente de alho picado;
  • 3 colheres de sopa de azeite;
  • 200 g de pinhão cozido e picado;
  • 1 colher de chá de sal;
  • Pimenta-do-reino a gosto;
  • 1 e 1 ⁄ 2 xícara de farinha de mandioca torrada.

Modo de preparo:

Colocar a cebola, o alho e o azeite em uma frigideira. Levar essa mistura ao fogo médio, refogando bem. Diminuir o fogo, acrescentar os pinhões picados, o sal, a pimenta e a farinha de mandioca, misturando bem com uma colher ou espátula. Misturar bem todos os ingredientes por 3 minutos, apagar o fogo e servir.

3. Bolo de pinhão

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 2 xícaras de pinhão cozido e triturado;
  • 3 ovos;
  • ¾ de xícara de açúcar mascavo;
  • 1 copo de leite ou bebida vegetal;
  • 1 xícara de farinha de trigo;
  • 1 colher de chá de fermento químico em pó.

Modo de preparo:

Preaquecer o forno a 180 ºC. Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater até ficar uma mistura bem homogênea. Despejar a massa em uma forma, ou tabuleiro untado. Assar em por 30 minutos ou até a massa ficar dourada.



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Corrimento branco: 7 causas comuns (e o que fazer)

O corrimento branco pode ser causado por uma infecção vaginal, como candidíase, vaginite ou vaginose bacteriana. No entanto, também pode ser normal, principalmente se acontecer antes da menstruação e não estiver acompanhado por outros sintomas, já que ajuda a manter a vagina lubrificada.

Quando o corrimento possui cheiro forte, consistência diferente e é acompanhado por outros sintomas como coceira na vagina e/ou ardor, pode ser sinal de infecção. Nesses casos, é importante que o ginecologista seja consultado para que seja feita uma avaliação que permita identificar a causa do corrimento e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.

Apesar do corrimento branco ser mais comum nas mulheres, também pode surgir nos homens, sendo quase sempre indicativo de tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível. Nesses casos, é importante que o urologista seja consultado.

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Principais causas

As principais causas de corrimento branco na mulher são:

1. Ciclo menstrual normal

É normal que antes de menstruar a mulher apresente corrimento branco leitoso e grosso, considerado parte do ciclo menstrual e relacionado com as alterações hormonais desse período.

Esse corrimento não tem cheiro, não está associado a nenhum outro sintoma e é formado principalmente por leucócitos, possuindo como objetivo a proteção do organismo da mulher e a promoção da lubrificação.

O que fazer: como é um tipo de alteração normal do ciclo menstrual, não é necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

2. Candidíase vaginal

A candidíase vaginal é uma infecção muito comum que surge devido ao desenvolvimento do fungo do gênero Candida sp., mais frequentemente Candida albicans, que além do corrimento branco pastoso, semelhante a tipo leite coalhado, causa também coceira na região genital, ardor ao urinar, dor durante a relação sexual e vermelhidão na região íntima.

O que fazer: é importante consultar o ginecologista para que seja indicado o tratamento mais adequado, sendo normalmente recomendado o uso de remédios antifúngicos, em comprimidos, pomada ou comprimidos vaginais, como o Fluconazol. O tratamento pode durar entre 3 a 7 dias, de acordo com a orientação do ginecologista. Entenda como é feito o tratamento da candidíase.

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3. Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é uma alteração na flora vaginal normal, em que existe um maior desenvolvimento da bactéria Gardnerella vaginalis, que pode causar corrimento de cor branca, cinza ou amarela, cheiro desagradável semelhante a peixe podre, coceira e ardência na região genital. Saiba como identificar os sintomas de vaginose bacteriana.

O que fazer: é recomendado que o ginecologista faça o exame ginecológico para confirmar a vaginose e, assim, ser iniciado o tratamento.

O tratamento para a infecção é feito por meio do uso do antibiótico Metronidazol, em forma de comprimido ou de pomada vaginal, que deve ser usado conforme orientação do médico. Além disso, durante o período de recuperação, é recomendado o uso de preservativo e cuidados relacionados com a higiene.

4. Vaginite

A vaginite é a inflamação da vagina e do colo uterino que pode ser causada por bactérias, fungos ou protozoários. Essa condição pode provocar um fluxo branco e cremoso e, em alguns casos, com mau cheiro.

Outros sintomas frequentes são coceira, ardor, dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais, e sensação de incômodo na região genital.

O que fazer: o tratamento da vaginite depende da sua causa e deve ser orientado pelo ginecologista, podendo ser recomendado o uso de medicamentos antifúngicos, antibióticos ou antiparasitários na forma de comprimidos, pomada ou óvulos vaginais.

Além disso, é importante evitar o uso de produtos que alterem o pH vaginal, manter uma boa higiene íntima e dar preferência a roupas íntimas de algodão para favorecer a recuperação.

5. Colpite

A colpite é uma inflamação da vagina e do colo do útero que pode acontecer devido a bactérias, fungos ou protozoários, resultando em corrimento branco leitoso, podendo ser também bolhoso, mau cheiro na região íntima em alguns casos, e presença de pequenos pontos ou manchas vermelhas e inchaço do colo do útero que são observados durante exame ginecológico. Veja como identificar os sintomas de colpite.

O que fazer: o mais indicado é consultar o ginecologista para que sejam feitos exames que ajudem a confirmar a colpite, como o teste do KOH, do pH e a colposcopia.

Dessa forma, após a confirmação do diagnóstico e identificação do agente infeccioso responsável pela inflamação, pode ser indicado o melhor tratamento, sendo normalmente indicado o uso de antimicrobianos em forma de pomada ou comprimido.

6. Vaginose citolítica

A vaginose citolítica é uma situação caracterizada pelo aumento da quantidade de Lactobacillus, que são bactérias naturalmente presentes na vagina, o que pode acontecer devido a um desbalanço do pH vaginal ou ser consequência do uso de lubrificantes ou absorvente interno, por exemplo.

Assim, como resultado do aumento da quantidade dessas bactérias, é possível notar corrimento vaginal esbranquiçado de consistência pegajosa e homogênea. Veja outros sintomas da vaginose citolítica.

O que fazer: nesse caso é importante seguir as recomendações do ginecologista para promover o equilíbrio do pH vaginal e normalizar a concentração de Lactobacillus, podendo ser indicado realizar um banho de assento com bicarbonato de sódio ou fazer uso de supositório vaginal. Saiba como fazer o banho de assento com bicarbonato de sódio para vaginose citolítica.

Nos casos em que a vaginose citolítica é acompanhada por outros sintomas como dor ao urinar e/ ou durante a relação sexual, vermelhidão e coceira na região genital, é possível que exista uma infecção associada, de forma que o médico pode indicar o uso de medicamentos mais específicos.

7. Gravidez

Durante a gravidez é possível também que seja observado pequeno corrimento branco pastoso, o que acontece como consequência das alterações hormonais típicas desse período.

O que fazer: como se trata de uma alteração normal, não é necessário tratamento. No entanto, é importante que a mulher seja acompanhada pelo ginecologista para garantir que a gravidez esteja acontecendo corretamente.

Corrimento branco no homem

A presença de corrimento branco no pênis normalmente é sinal de tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível que pode causar, além do corrimento, vermelhidão no pênis, queimação e dor ao urinar. Saiba reconhecer os sintomas de tricomoníase.

Na presença de sintomas indicativos de tricomoníase, é importante que o urologista seja consultado para que seja feito o diagnóstico correto e iniciado o tratamento, que pode ser feito com o uso de Tinidazol ou Secnidazol, de acordo com a orientação médica.

Além disso, é recomendado evitar as relações sexuais durante o período de tratamento e a realização do tratamento pela parceira/o, mesmo que não existam sintomas aparentes, para evitar uma nova infecção.

Como evitar o corrimento branco

Como o corrimento branco pode ser indicativo de infecções, é importante que a mulher tenha alguns cuidados para evitar alteração na microbiota vaginal e desenvolvimento da infecção, como por exemplo:

  1. Evitar ficar com a roupa íntima úmida ou molhada;
  2. Não usar calcinhas de material sintético, optando pelas peças de algodão;
  3. Usar roupas leves e evitar as calças jeans e shorts muito apertados;
  4. Evitar os alimentos doces e os ricos em carboidratos, pois diminuem a imunidade potenciando o surgimento de infecções;
  5. Não usar as duchas vaginais diretamente sobre a região genital e lavar a região externa da vagina usando um sabonete íntimo;
  6. Dormir sem calcinha;
  7. Depois de evacuar, limpar sempre no sentido da frente para trás, para evitar que as bactérias fecais entrem na vagina e provoquem infecções.

Além disso, os lenços umedecidos perfumados ou o papel higiênico com perfume também podem prejudicar a saúde íntima da mulher, aumentando o risco do desenvolvimento de infecções. Confira como deve ser feita a higiene íntima para evitar infecções.



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Treino full body: o que é, como funciona (com exemplo)

O treino full body, ou treino de corpo inteiro, é um método onde se trabalha todos os principais grupos musculares, como peitoral, costas, pernas, ombros e core, em uma única sessão.

Esse tipo de treino funciona pela combinação de exercícios multiarticulares e isolados, realizados geralmente em 2 a 3 sessões por semana, o que permite que todo o corpo seja estimulado com maior frequência ao longo do tempo.

Dessa forma, o treino full body pode ser uma estratégia eficiente para otimizar o tempo, facilitar a adaptação de iniciantes ao treinamento e contribuir tanto para o ganho de massa muscular quanto para o emagrecimento, dependendo da intensidade, do volume e da alimentação.

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Benefícios do treino full body

Os principais benefícios do treino full body são:

1. Ajudar na hipertrofia

O treino full body pode ajudar no ganho de massa muscular porque cada músculo é estimulado mais vezes ao longo da semana, o que pode favorecer o crescimento muscular. Saiba como ganhar massa muscular.

Essa repetição mais frequente pode favorecer o crescimento muscular, desde que o volume total de treino e a intensidade estejam adequados para o nível de treinamento de cada pessoa.

Além disso, a hipertrofia também é influenciada por fatores como a alimentação e recuperação muscular.

2. Auxiliar no emagrecimento

Por envolver vários grupos musculares na mesma sessão, o treino tende a gastar mais energia durante o exercício. 

Além disso, a maior frequência de treinos ao longo da semana pode aumentar o gasto calórico total, o que pode ajudar na perda de gordura quando combinado com uma alimentação adequada. Veja o que comer para emagrecer.

3. Otimizar o tempo de treino 

O treino full body permite trabalhar o corpo inteiro em uma única sessão. Por isso, ao invés de dividir os músculos em vários treinos ao longo da semana, tudo é organizado em poucas sessões mais completas.

Na prática, o treino full body ajuda a manter uma rotina mais simples e sustentável, principalmente para quem tem pouco tempo disponível ou dificuldade em treinar muitos dias seguidos. 

4. Melhorar a adaptação do iniciante

Esse tipo de treino pode facilitar o processo de adaptação de quem está começando, já que permite a repetição frequente dos principais movimentos ao longo da semana.

Em vez de concentrar o esforço em um único grupo muscular até a fadiga, os exercícios são distribuídos, o que facilita o aprendizado gradual.

Essa repetição ajuda o corpo a se familiarizar mais rápido com os movimentos, contribuindo para melhorar a técnica de execução, a coordenação motora e a segurança durante os exercícios. 

5. Contribuir para recuperação muscular

O treino full body pode ajudar o corpo a se recuperar de forma mais equilibrada entre as sessões, já que o esforço não fica concentrado em uma única sessão muito intensa para cada grupo muscular.

Dessa forma, o organismo consegue lidar melhor com a fadiga acumulada e se preparar para o próximo treino com mais consistência e estabilidade ao longo da semana.

Como funciona o treino full body

O treino full body funciona a partir da organização dos exercícios de forma que todos os principais grupos musculares sejam trabalhados na mesma sessão, incluindo normalmente exercícios para pernas, costas, peito, ombros e core.

O estímulo é concentrado em poucos treinos semanais, geralmente de 2 a 3 vezes por semana, com pelo menos um dia de descanso entre as sessões para permitir a recuperação muscular.

A base desse tipo de treino é a utilização de exercícios multiarticulares, que são movimentos que envolvem mais de uma articulação ao mesmo tempo e, por isso, recrutam vários grupos musculares simultaneamente. 

Por exemplo, ao fazer um agachamento, não estão sendo trabalhadas apenas as pernas, mas também glúteos e músculos do core, que ajudam na estabilidade do movimento. 

O mesmo acontece com o supino, que envolve peito, ombros e tríceps, ou com a remada, que ativa costas, bíceps e musculatura estabilizadora.

Entre os exercícios mais utilizados nesse tipo de treino, estão os movimentos para:

A estrutura da sessão é organizada com menor volume por músculo, já que o corpo inteiro é trabalhado várias vezes ao longo da semana. Em geral, são realizados de 1 a 2 exercícios por grupo muscular em cada treino.

A ordem dos exercícios costuma começar pelos grandes grupos musculares, como pernas e costas, que exigem mais energia e coordenação, e depois segue para músculos menores, como braços e abdômen.

Dessa forma, o treino aproveita melhor a energia disponível e ajuda a manter a qualidade de execução durante toda a sessão.

Exemplo de treino full body

Exemplos de treino full body masculino e feminino são:

1. Treino full body masculino

No treino full body masculino, pode-se incluir: 

  • Agachamento livre: 4 séries de 8 a 10 repetições;
  • Supino reto com barra: 4 séries de 8 a 10 repetições;
  • Barra fixa: 3 séries de 8 a 10 repetições;
  • Desenvolvimento com halteres: 3 séries de 10 a 12 repetições;
  • Mesa flexora: 3 séries de 10 a 12 repetições;
  • Abdominal remador: 3 a 4 séries de 12 a 15 repetições.

Os exercícios são feitos um por vez, completando todas as séries de cada movimento antes de iniciar o próximo. Isso permite melhor foco na execução e controle da carga em cada exercício, mantendo a qualidade do treino.

O tempo de descanso entre as séries nos movimentos principais, como agachamento, supino e barra fixa, o descanso é de 60 a 120 segundos.

Já nos exercícios auxiliares, como desenvolvimento e mesa flexora, fica entre 60 a 90 segundos, e nos abdominais, o intervalo é de 30 a 60 segundos entre as séries.

2. Treino full body feminino

Um exemplo de treino full body feminino pode incluir:

  • Leg press: 4 séries de 10 a 12 repetições;
  • Supino com halteres: 3 a 4 séries de 10 a 12 repetições;
  • Remada curvada: 3 séries de 10 a 12 repetições;
  • Stiff: 3 séries de 10 a 12 repetições;
  • Elevação lateral: 3 séries de 8 a 10 repetições;
  • Prancha abdominal: 3 a 4 séries de 30 a 60 segundos.

A execução acontece de forma sequencial, ou seja, cada exercício é feito individualmente até completar todas as séries antes de iniciar o próximo movimento.

Nos movimentos principais, como leg press, supino, remada e stiff, o descanso entre as séries deve ficar entre 60 a 120 segundos. Na elevação lateral, pode variar entre 60 a 90 segundos e no abdominal, entre 30 a 60 segundos.

Possíveis desvantagens

O treino full body pode apresentar algumas desvantagens, principalmente em relação à fadiga acumulada, já que vários grupos musculares são trabalhados na mesma sessão, o que pode tornar o treino mais cansativo.

Além disso, é comum chegar ao final do treino com pouca energia para os músculos menores, que acabam não recebendo a mesma atenção.

Para pessoas mais avançadas, que buscam um trabalho mais específico para cada músculo, pode ser mais difícil aplicar estímulos suficientes sem que o treino fique excessivamente longo ou menos eficiente.



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