A faringite estreptocócica é uma infecção na garganta causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, que é facilmente transmissível. Essa infecção, também chamada de faringite bacteriana, causa sintomas como dor de garganta intensa, placas brancas no fundo da boca, dificuldade para engolir, diminuição do apetite e febre.
É importante que a faringite estreptocócica seja identificada e tratada logo no início dos sintomas, assim é possível prevenir complicações, como sinusite, otite, abscessos, alterações no funcionamento dos rins e febre reumática, por exemplo.
Leia também: Faringite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/faringiteO tratamento da faringite bacteriana deve ser orientado pelo otorrinolaringologista ou clínico geral e normalmente é feito com o uso de antibióticos, para combater a infecção, e medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar os sintomas.
Principais sintomas
Os principais sintomas de faringite estreptocócica são:
- Dor de garganta intensa, que aparece rapidamente;
- Garganta vermelha com presença de pus, que é percebido por meio do aparecimento de placas brancas no fundo da garganta;
- Dificuldade e dor para engolir;
- Amígdalas vermelhas e inchadas;
- Febre entre 38,5º e 39,5 ºC;
- Dor de cabeça;
- Náuseas e vômitos;
- Dor na barriga e no resto do corpo;
- Perda de apetite;
- Erupção cutânea;
- Ínguas inchadas e sensíveis no pescoço.
Normalmente, pessoas com faringite estreptocócica não apresentam tosse ou coriza, o que ajuda a distinguir os sintomas da gripe comum.
Leia também: 7 sintomas de faringite, como confirmar (e como tratar) tuasaude.com/faringite-sintomas[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
Como é feito o diagnóstico
A faringite estreptocócica é diagnosticada pelo otorrinolaringologista ou clínico geral através da avaliação dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta, além da realização de uma avaliação física e da garganta.
Além disso, o médico pode solicitar a realização de uma análise de secreção da garganta para confirmar a causa dos sintomas e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.
Marque uma consulta com o médico mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para investigar a possibilidade de faringite:
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Causa da faringite estreptocócica
A faringite estreptocócica é causada pela bactérias Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.
Essa bactéria está naturalmente presente na boca, garganta e sistema respiratório, sem causar qualquer sintoma. No entanto, em algumas situações, principalmente quando a imunidade está mais comprometida, pode proliferar e levar ao aparecimento dos sintomas da faringite bacteriana.
Leia também: Streptococcus pyogenes: o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/streptococcus-pyogenesComo acontece a transmissão
A faringite estreptocócica é facilmente transmitida através das gotículas de saliva. Por esse motivo, é possível pegar a infecção ao:
- Respirar gotículas infectadas, especialmente após alguém doente tossir ou espirrar;
- Beber do mesmo copo ou comer do mesmo prato que uma pessoa doente;
- Tocar em superfícies infectadas e depois mexer no rosto.
Os sintomas geralmente aparecem de forma súbita e intensa, cerca de 2 a 5 dias após contato com o microrganismo infeccioso, podendo desaparecer ao fim de 1 semana, quando a infecção é tratada corretamente.
Como é feito o tratamento
O tratamento para a faringite estreptocócica deve ser feito conforme a recomendação do otorrinolaringologista ou infectologista, podendo ser recomendado:
1. Uso de antibióticos
De forma geral, os principais antibióticos que são indicados são a penicilina ou a amoxicilina, que devem ser usados de acordo com a orientação do médico, mesmo que os sintomas tenham desaparecido antes do fim do tratamento.
Nos casos mais graves, em que o médico identifica outros focos de infecção, pode ser recomendado o tratamento com antibiótico diretamente na veia.
Leia também: Antibióticos: o que são, mais usados e dúvidas comuns tuasaude.com/antibiotico2. Uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antipiréticos
Os medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e/ ou antipiréticos, como o ibuprofenos ou o paracetamol, por exemplo, ajudam a diminuir a inflamação da garganta, aliviar a dor e baixar a febre, podendo ser indicado pelo médico para alívio dos sintomas.
3. Alimentação pastosa
Devido ao fato de normalmente ser difícil de comer por causa da perda do apetite e dor ao engolir, é importante que a pessoa se alimente, de preferência com alimentos pastosos, pois assim evita-se a desnutrição e favorece o combate ao microrganismo, uma vez que os alimentos ajudam a fortalecer o sistema imunológico.
Possíveis complicações
Na maioria dos casos, a faringite consegue ser facilmente tratada e não causa qualquer complicação. No entanto, nos casos mais graves e/ou quando a doença não é tratada rapidamente ou conforme orientação do médico, podem há maior risco da pessoa desenvolver:
- Sinusite bacteriana;
- Otite média;
- Abscesso ao redor das amígdalas ou atrás da garganta;
- Glomerulonefrite, que pode acontecer quando a bactéria atinge os rins;
- Febre reumática, que acontece quando a bactéria atinge o coração, sendo esta a complicação mais grave;
- Artrite reativa, em que há dor e inflamação nas articulações.
Assim, na presença de sinais e sintomas de faringite estreptocócica, é fundamental que o médico seja consultado e o tratamento seja iniciado.
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