sexta-feira, 13 de março de 2026

Dor de gases: como é, onde dói e como aliviar

A dor de gases pode ser sentida como uma cãibra, dor aguda e penetrante ou ainda como uma dor forte em qualquer parte da barriga. A pessoa com dor de gases também pode apresentar dor, pressão ou desconforto no peito.

Algumas formas de aliviar a dor de gases incluem tomar chás para gases, fazer massagem na barriga, evitar alimentos que causam gases e tomar remédios, como simeticona e dimeticona.

Entretanto, é importante consultar o clínico geral se a dor de gases durar 3 semanas ou mais e/ou quando este sintoma é acompanhado de febre, perda de peso sem motivo aparente, diarreia , náuseas e vômitos, por exemplo.

Leia também: Gases: o que são, sintomas, causas e como eliminar tuasaude.com/sintomas-de-gases
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Como é a dor de gases

A dor de gases pode ser sentida cãibras ou como uma dor aguda e penetrante, ou ainda como uma dor forte na barriga.

A pessoa com dor de gases também pode apresentar pressão ou desconforto do lado esquerdo ou direito da barriga, além de dor, pressão ou desconforto no peito.

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Dor de gases na barriga

A dor de gases na barriga geralmente é descrita como uma sensação de cãibras abdominais, dor aguda e penetrante ou como uma dor forte.

Esta dor pode surgir em qualquer lugar do abdômen: na parte superior, média inferior ou em toda a barriga.

A dor de gases também pode ser acompanhada por sensação de inchaço e pressão, distensão abdominal e ser aliviada com a eliminação de gases.

Dor de gases nas costas

Os gases podem provocar uma sensação de dor, desconforto ou pressão na região superior ou inferior das costas, no lado direito ou esquerdo.

Dor de gases no peito

A dor de gases no peito pode acontecer porque o gás pode se acumular na região de cima do intestino grosso, perto do diafragma.

Assim, o acúmulo de gases na região superior do intestino pode irradiar para o tórax, causando uma dor parecida com a de um ataque cardíaco.

Leia também: Dor no peito: 11 causas, o que fazer (e quando pode ser infarto) tuasaude.com/dor-no-peito

Onde dói a dor de gases

A dor de gases pode surgir em qualquer parte do abdômen, como área superior, média, inferior ou por toda a barriga.

Além disso, a dor de gases também pode surgir no peito e nas costas.

Sintomas de dor de gases

Os sintomas de dor de gases incluem:

  • Dor que varia de leve a intensa;
  • Inchaço abdominal;
  • Distensão abdominal;
  • Flatulência excessiva, que pode ter mau cheiro;
  • Eructação, ou arrotos;
  • Barulhos ou ruídos na barriga;
  • Sensação de pressão no abdômen.

É importante ressaltar que a dor de gases preso geralmente é aliviada por meio do arroto ou flatulência.

Como saber se a dor é de gases

Uma forma de saber se a dor é de gases, é quando esse sintoma é aliviado ou se resolve após a liberação do gás, por meio de arroto ou flatos, que são os gases intestinais.

Além disso, a dor de gases pode ser observada após o consumo de alguns alimentos, bebidas, suplementos ou uso de medicamentos, por exemplo.

Como aliviar a dor de gases

Algumas formas de aliviar a dor de gases incluem:

  • Tomar remédios, como simeticona, dimeticona e alfa-D-galactosidase. Veja os remédios indicados para gases;
  • Fazer massagem na barriga, da direita para a esquerda, pode ajudar a liberar gases presos;
  • Fazer exercícios, como caminhada, ioga e bicicleta, que estimulam a musculatura responsável pelos movimentos intestinais, ajudando na eliminação dos gases;
  • Tomar chás para gases, como de hortelã-pimenta, erva-doce, erva-cidreira e de louro.

Além disso, é importante também identificar os alimentos que causam gases e evitá-los, como leguminosas, como feijão, ervilha e grão-de-bico, couve-flor, brócolis e adoçantes, como sorbitol e xilitol.

Leia também: 8 formas para eliminar gases presos rapidamente tuasaude.com/como-eliminar-gases

Quando ir ao médico

Embora a dor de gases seja geralmente simples, pode indicar problemas mais sérios.

Assim, é recomendado ir ao médico na presença de sintomas como:

  • Dor, inchaço ou distensão que não melhoram com mudanças na dieta e no estilo de vida;
  • Dor ou inchaço por 3 semanas ou mais;
  • Se os sintomas aumentaram quanto à frequência ou gravidade;
  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de peso sem motivo aparente.

É importante consultar o médico também se apresentar diarreia, sangue nas fezes, dificuldade para evacuar, urinar ou soltar os gases.

Desta forma, o médico poderá fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado.



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quinta-feira, 12 de março de 2026

Teplizumabe (Tzield): para que serve, como funciona e possíveis efeitos colaterais

Teplizumabe é um anticorpo monoclonal indicado para retardar o início do diabetes tipo 1 em pessoas com alto risco de desenvolver a doença ou que já apresentam sinais iniciais, como alterações nos exames de glicose e autoanticorpos contra o pâncreas.

O medicamento atua modulando o sistema imunológico, reduzindo a destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, e ajudando a atrasar o aparecimento do diabetes.

Disponível com o nome comercial Tzield, o teplizumabe é aplicado por infusão intravenosa, ou seja, diluído e administrado na veia, geralmente durante 14 dias consecutivos, sempre em hospital ou centro especializado sob supervisão médica.

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Para que serve

O teplizumabe serve para:

  • Atrasar o surgimento do diabetes tipo 1;
  • Atuar em quem já apresenta sinais de ataque do sistema imunológico ao pâncreas;
  • Reduzir a velocidade com que as células do pâncreas que produzem insulina são destruídas.

O Tzield é usado principalmente em pessoas que ainda não têm diabetes, mas que já apresentam sinais de risco de desenvolver a doença.

Como funciona

O teplizumabe é um anticorpo que atua diretamente no sistema imunológico, se ligando a uma proteína presente em células de defesa chamadas linfócitos T.

No diabetes tipo 1, essas células atacam as células beta do pâncreas, que produzem insulina. O Tzield ajuda a modificar essa resposta do sistema imunológico, reduzindo o ataque às células do pâncreas. Entenda melhor o que é a diabetes tipo 1.

Com isso, a destruição dessas células pode acontecer mais lentamente, o que ajuda a atrasar o desenvolvimento do diabetes tipo 1 clínico.

Para entender melhor como funciona o teplizumabe, fale com um profissional Rede D\'Or especializado no uso de imunobiológicos. 

Para quem é indicado

O teplizumabe é indicado para adultos e crianças a partir de 8 anos de idade que apresentam risco alto de desenvolver a doença, como aqueles com histórico familiar de diabetes ou alterações genéticas que aumentam a predisposição.

O medicamento também pode ser indicado para pessoas nas fases iniciais da doença, conhecidas como estágio 2. 

Nessa fase, já é possível identificar sinais iniciais da doença, tanto em exames de glicose quanto por sintomas, como aumento da sede, perda de peso sem motivo aparente e cansaço constante. Veja os sintomas da diabetes tipo 1.

Como usar

O teplizumabe é aplicado por infusão intravenosa, ou seja, o medicamento é diluído, geralmente em soro, e administrado lentamente diretamente na veia, em hospital ou centro especializado, sob supervisão médica.

O tratamento geralmente é feito uma vez por dia durante 14 dias consecutivos, com aumento progressivo da dose a cada dia. Podendo o esquema de doses incluir:

  • Dia 1: 65 mcg/m²;
  • Dia 2: 125 mcg/m²;
  • Dia 3: 250 mcg/m²;
  • Dia 4: 500 mcg/m²;
  • Dia 5 ao Dia 14: 1.030 mcg/m².

O valor total da dose é calculado multiplicando a dose diária pela superfície corporal da pessoa, que considera peso e altura, por isso a dose pode variar entre crianças, adolescentes e adultos.

Cada infusão dura cerca de 30 minutos, e durante esse tempo a pessoa é monitorada para acompanhar a pressão arterial, os batimentos do coração e possíveis reações ao medicamento.

Além disso, antes das infusões, pode ser recomendado o uso de medicamentos para prevenir reações, como antialérgicos, analgésicos ou medicamentos para febre.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do teplizumabe incluem febre, dor de cabeça, cansaço, náuseas, dor muscular, erupções na pele e redução temporária de alguns tipos de células do sangue, como linfócitos, neutrófilos e plaquetas.

Entre os efeitos menos frequentes podem ocorrer aumento das enzimas do fígado, calafrios, queda de pressão durante a infusão e infecções respiratórias leves.

Em casos raros, podem ocorrer reações graves, como síndrome de liberação de citocinas, infecções sérias ou fortes reações alérgicas, como anafilaxia, que pode causar dificuldade para respirar e inchaço no rosto, exigindo atendimento médico imediato. Saiba o que é anafilaxia.

Quando não é indicado

O teplizumabe não é indicado para pessoas que apresentam:

  • Alergia ao teplizumabe ou a qualquer componente da fórmula;
  • Infecções graves ou ativas, como pneumonia grave ou tuberculose ativa;
  • Alterações importantes nas células do sangue, como anemia grave, baixa contagem de glóbulos brancos ou plaquetas.

O medicamento também pode não ser indicado em situações que aumentam o risco de infecções ou problemas no sistema imunológico, como quimioterapia, transplante, HIV avançado ou doenças autoimunes graves.

O uso durante a gravidez ou amamentação deve ser avaliado pelo médico, já que ainda existem poucos dados sobre segurança nessas situações.

Cuidados durante o uso

Antes de iniciar o tratamento, exames de sangue podem ser solicitados para avaliar a quantidade de células de defesa e a função do fígado. Durante o tratamento, esses exames podem ser repetidos para acompanhar possíveis alterações.

Também é importante ter cuidado ao usar outros medicamentos que afetam o sistema imunológico, como corticoides ou remédios para doenças autoimunes, pois a combinação pode aumentar o risco de infecções.

Além disso, é recomendado informar ao médico caso tenha recebido recentemente ou esteja programada para receber alguma vacina, pois o teplizumabe pode reduzir a eficácia da imunização.



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Dor na sola do pé: 8 causas comuns (e o que fazer)

A dor na sola dos pés é muito comum após usar sandálias, chinelos ou ficar muito tempo de pé, por isso, fazer um escalda pés e uma massagem são opções que podem trazer alívio rápido.

No entanto, a dor embaixo do pé também pode ser causada por alguns problemas crônicos, como fascite plantar, estiramento dos tendões ou esporão do calcâneo, por exemplo.

Assim, se a dor na sola do pé não passar, for muito frequentemente ou tão intensa que impeça de caminhar, é importante consultar o ortopedista, para identificar a causa e indicar o tratamento.

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Causas de dor na sola do pé

As principais causas de dor na sola do pé são:

1. Esporão do calcâneo

O esporão do calcâneo, ou esporão no calcanhar, é caracterizado pela calcificação do ligamento do calcanhar, causando dor na sola do pé e desconforto, principalmente quando se coloca o pé no chão ou quando se fica muito tempo em pé.

O que fazer: para aliviar do esporão de calcâneo pode ser indicado pelo ortopedista ou pelo fisioterapeuta o uso de palmilhas ortopédicas de silicone, exercícios de alongamento e a realização de massagem nos pés.

Além disso, em alguns casos pode ser indicado também a realização de cirurgia para remover o esporão.

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2. Fascite plantar

A fascite plantar é a inflamação da fáscia, um tecido que reveste os tendões na planta dos pés, e que pode acontecer devido a longas caminhadas, uso de sapatos muito apertados, uso frequente de salto alto ou ser consequência do excesso de peso.

A inflamação da fáscia pode ser percebida por meio de dor na sola do pé, sensação de queimação e desconforto ao caminhar.

O que fazer: o tratamento dessa inflamação é lento e tem como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Como forma de complementar o tratamento, pode ser indicado o uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos e a realização de sessões de fisioterapia para promover a recuperação mais rápida.

Leia também: Fascite plantar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/fascite-plantar

3. Entorse do pé

A entorse do pé é uma das lesões mais frequentes em atletas, sendo muito comum durante uma corrida, por exemplo.

A entorse é caracterizada pela torção exagerada do tornozelo, esticando excessivamente os ligamentos da região, podendo romper e causar sintomas como dor na sola do pé, inchaço e dificuldade para caminhar.

O que fazer: para aliviar a dor e o inchaço, pode-se colocar uma compressa fria no local por cerca de 20 minutos. No entanto, se os sintomas forem persistentes, é importante ir ao hospital para que o pé seja imobilizado.

4. Excesso de atividade física

O excesso de atividade física também pode causar dor na sola do pé, pois dependendo do exercício pode levar à inflamação dos tecidos e dos tendões do local, resultando na dor e no desconforto.

O que fazer: nesse caso, o melhor a se fazer é descansar com os pés elevados e fazer um escalda pés utilizando água morna ou fria. Além disso, fazer uma massagem nos pés também pode ajudar a aliviar as dores.

5. Pé plano ou torto

Tanto o pé torto quanto o pé chato ou plano, são alterações que podem provocar dor na sola do pé, além de, no caso do pé chato, também pode haver dor no calcanhar ou na coluna, ou problemas na articulação do joelho.

O que fazer: o mais indicado nesses casos é buscar orientação de um ortopedista e um fisioterapeuta para que seja avaliado e possa ser indicado o melhor tratamento.

O tratamento pode ser feito por meio do uso de sapatos ortopédicos, uso de palmilhas especiais, realização de exercícios de fisioterapia ou cirurgia.

Leia também: Pé chato: causas, tratamento e exercícios tuasaude.com/pe-chato

6. Forma de pisar errada

Dependendo de como a pessoa pisa no chão, pode provocar sobrecarga em alguma parte do pé, podendo resultar em dor na sola do pé, no calcanhar ou nos dedos.

O que fazer: para aliviar as dores e corrigir a pisada, o médico pode indicar a realização de Reeducação Postural Global (RPG), que através de exercícios além de ajudar a corrigir a pisada, a melhorar a postura e a posição dos joelhos, por exemplo.

Leia também: Reeducação Postural Global (RPG): o que é, benefícios e exercícios tuasaude.com/rpg-reeducacao-postural-global

7. Ter uma perna mais curta que a outra

A perna curta pode acontecer quando os ossos da perna são curtos ou quando há desnível do quadril, levando ao aparecimento de alguns sintomas como dor na sola do pé, nas pernas, nas costas, alterações no joelho e dificuldade para caminhar.

O que fazer: é importante ter a orientação de um ortopedista e um fisioterapeuta para evitar as complicações.

O médico pode indicar o uso de palmilhas especiais para igualar o comprimento das pernas, sessões de fisioterapia e cirurgia em alguns casos. Saiba como é feito o tratamento da perna curta.

8. Neuroma de Morton

O neuroma de Morton é uma pequena bolinha que pode aparecer na sola do pé e que causa dor em forma de pontada na sola do pé e dormência.

Esse neuroma surge principalmente pelo uso de sapatos de salto alto, apertados e/ ou pontiagudos, sendo mais comum nas mulheres. Conheça mais sobre o neuroma de Morton.

O que fazer: é importante consultar o ortopedista para que seja realizada uma avaliação que permita identificar o neuroma.

Inicialmente, o médico pode indicar o uso de palmilhas especiais dentro dos sapatos, para permitir que os pés fiquem melhor adaptados, assim como o uso de sapatos confortáveis e adequados para a pisada da pessoa.

Dor na sola do pé parte da frente

A dor na sola do pé na parte da frente, também conhecida como metatarsalgia, pode estar relacionada com o uso de sapatos de bico fino ou salto alto.

O excesso de peso, o neuroma de Morton, a artrite e a artrose também são possíveis causas de dor na sola do pé na parte da frente.

O tratamento indicado pelo médico para essa condição pode ser feito com o uso de remédios anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia, uso de palmilhas ortopédicas e, em alguns casos, cirurgia.

Leia também: Metatarsalgia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/metatarsalgia

Dor na sola do pé no calcanhar

A dor na sola do pé no calcanhar pode ser provocada por condições como esporão do calcâneo, fascite plantar, alterações no formato do pé ou ainda traumatismo devido a fortes pancadas, uso de salto alto, ou após uma corrida intensa, por exemplo.

Tratamento caseiro

Um bom exemplo de tratamento caseiro para a dor na sola do pé é retirar o sapato e fazer um simples alongamento.

Para isso, basta posicionar a mão de forma a segurar os dedos dos pés, trazendo-os em direção à barriga. Os dedos devem ficar nesta posição por cerca de 1 minuto e este movimento deve ser repetido, no mínimo, 3 vezes, para ter o efeito esperado.

Fazer uma massagem nos pés é também uma forma rápida e fácil de acabar com a dor no pé. Para realizá-la, basta passar um pouco de creme hidratante nos pés e, com a parte mais fofa da mão e os polegares, ir pressionado um pouco todo o pé, insistindo mais nas regiões mais doloridas.

Como evitar a dor na sola do pé

Para evitar a dor na sola do pé, é importante usar sapatos confortáveis, que sejam leves, acomodem bem os pés, tenham uma sola de borracha e um salto pequeno, tipo Anabela, ou largo o suficiente para não causar desequilíbrio.

Para quem sofre com a dor no pé durante as corridas, é importante usar um tênis próprio para corrida, correr na esteira, na areia ou num bom asfalto, por exemplo.



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quarta-feira, 11 de março de 2026

Açafrão: 9 benefícios para a saúde (e como usar)

O açafrão é uma planta medicinal que tem ação anti-inflamatória e antioxidante, oferecendo muitos benefícios à saúde, como aliviar os sintomas de TPM, ajudar no controle da diabetes, ajudar a emagrecer e evitar doenças cardiovasculares, por exemplo.

As principais propriedades do açafrão estão concentradas nos filamentos alaranjados da flor, que são ricos em crocina, crocetina, safranal e canferol. Embora tenham nomes semelhantes, o açafrão (Crocus sativus) é diferente do açafrão-da-terra (Curcuma longa), também conhecido como cúrcuma, embora ambos possam ser usados na culinária.

O açafrão pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, farmácias, supermercados ou feiras livres, sendo usado principalmente na culinária e no preparo de chás.

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Principais benefícios do açafrão

Os principais benefícios do açafrão são:

1. Combate a depressão

A crocina e o safranal, compostos presentes no açafrão, têm ação semelhante a alguns remédios antidepressivos, como a fluoxetina e imipramina, pois ajudam a inibir a recaptação da dopamina e da noradrenalina, neurotransmissores que regulam o humor.

Desta forma, o açafrão, que também é conhecido como açafrão-verdadeiro, pode auxiliar no tratamento da depressão, da ansiedade e de alterações de humor.

2. Ajuda no controle da diabetes

O açafrão possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que protegem as células do pâncreas e melhoram a produção de insulina, regulando os níveis de glicose no sangue, o que ajuda a controlar a diabetes.

3. Promove o emagrecimento

Alguns estudos mostram que o açafrão pode ajudar no emagrecimento, porque melhora o humor e reduz o apetite, diminuindo a ingestão de calorias durante o dia.

Outro estudo mostrou que o suplemento de açafrão também pode ajudar a diminuir o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura e a massa gorda total.

No entanto, é importante lembrar que para promover o emagrecimento, o consumo do açafrão deve ser feito associado a uma dieta saudável e variada e a prática regular de exercícios físicos.

4. Alivia os sintomas da TPM

Devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antidepressivas, o açafrão pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas mais comuns da TPM, como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, cólica e desejo por alimentos doces.

5. Ajuda no tratamento do Alzheimer

O açafrão possui propriedades antioxidantes que diminuem os danos causados pelos radicais livres nos neurônios, além de aumentar os níveis de acetilcolina, um neurotransmissor importante para a memória e que tem seus níveis reduzidos na doença de Alzheimer.

Além disso, o açafrão também tem propriedades anti-inflamatórias que reduzem a produção de substâncias inflamatórias e tóxicas para os neurônios. Entretanto, ainda são necessários mais estudos que comprovem esse benefício.

6. Pode prevenir a doença de Parkinson

O efeito antioxidante e anti-inflamatório da crocetina, presente no açafrão, ajuda a proteger os neurônios, podendo prevenir e ajudar no tratamento da doença de Parkinson, melhorando a falta de coordenação motora.

No entanto, ainda são necessários estudos que comprovem esse benefício.

7. Diminui o risco de doenças cardiovasculares

Por ter ação antioxidante, o açafrão que ajuda a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, LDL, no sangue.

Desta forma, essa planta medicinal evita a formação de placas de gordura nas artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares como aterosclerose, infarto ou derrame cerebral.

8. Melhora a saúde sexual

O açafrão possui propriedades afrodisíacas que ajudam a aumentar o bem estar, o desejo e a libido, especialmente em pessoas que utilizam antidepressivos, melhorando a disfunção erétil em homens e a lubrificação íntima em mulheres.

Leia também: 13 alimentos afrodisíacos para aumentar a libido (com receitas) tuasaude.com/alimentos-afrodisiacos

9. Pode ajudar a tratar o câncer

Estudos feitos em laboratório com células de câncer de pele, intestino, mama, colo do útero, próstata e pulmão mostram que as substâncias antioxidantes presentes no açafrão podem ajudar a diminuir a proliferação ou promover a morte de células desses tipos de câncer.

Além disso, o açafrão pode deixar as células cancerígenas mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia. Entretanto, ainda são necessários estudos em humanos que comprovem esse benefício do açafrão.

Cúrcuma e açafrão é a mesma coisa?

A cúrcuma e o açafrão não são a mesma coisa. Conhecida também como açafrão-da-terra, a cúrcuma é um tipo de raiz com coloração amarela. Essa raiz geralmente é usada em pó para temperar alimentos, mas também pode ser usada no preparo de chás e como suplemento.

Leia também: Cúrcuma: benefícios, para que serve e como usar tuasaude.com/curcuma

Já o açafrão, conhecido pelo nome científico Crocus sativus ou também chamado de açafrão-verdadeiro, é uma flor com filamentos de coloração vermelha.

Como usar o açafrão

O açafrão é encontrado como especiaria, sendo usado para temperar os alimentos, especialmente as carnes e molhos.

Além disso, também pode ser utilizado como na forma de chás e suplementos.

1. Chá de açafrão

O chá de açafrão deve ser preparado com os filamentos vermelhos presentes no centro das flores, de onde são extraídas as substâncias com propriedades medicinais.

Ingredientes:

  • 1 colher (de chá) de filamentos de açafrão;
  • 500 mL de água.

Modo de preparo:

Em uma panela, ou chaleira, ferver a água. Após apagar o fogo, adicionar os filamentos do açafrão na água. Tampar e deixar repousar por 5 minutos. Coar, aguardar amornar e beber 1 xícara do chá de açafrão, 1 vez por dia.

Como o chá de açafrão tem um sabor ligeiramente amargo, pode-se adicionar outros ingredientes, como canela, gengibre ou mel, para tornar a bebida mais agradável.

2. Cápsulas de açafrão

Outra forma de usar o açafrão é na forma de suplementos em cápsulas, sendo geralmente recomendado a dose de 20 a 200 mg por dia, por um período de até 3 meses.

No entanto, o tempo e a dosagem do suplemento varia conforme a idade da pessoa e o objetivo a ser tratado, devendo, por isso, ser usado somente sob a orientação de um médico.

Possíveis efeitos colaterais

O açafrão é seguro para a maioria dos adultos quando usado em pequenas quantidades no preparo de alimentos ou consumido por curtos períodos de tempo.

Entretanto, quando o açafrão é usado na forma de chás ou cápsulas, doses acima de 200 mg por dia podem causar efeitos colaterais como sonolência, dor de cabeça, delírios, vertigens, náuseas, alterações do apetite, vômitos ou diarreia.

Além disso, o açafrão também pode aumentar o risco de hipomania bipolar, uma fase da bipolaridade caracterizada por euforia, pensamento acelerado ou agitação. Conheça mais sobre a hipomania bipolar.

O açafrão também pode causar intoxicação, especialmente quando consumido em doses de 5 g ou mais, podendo colocar a vida em risco.

Açafrão faz mal para o fígado?

Estudos feitos principalmente com animais, mostraram que o açafrão pode fazer mal para o fígado quando consumido na forma de suplementos e em doses muito acima das recomendadas.

A ingestão excessiva de açafrão pode aumentar os níveis das enzimas hepáticas ALT, AST, ALP e LDH, que são os principais marcadores de danos no fígado. Assim, a ingestão de altas doses de extrato de açafrão pode causar lesões leves a graves do fígado.

Quem não deve usar

Quando usado em chás ou suplementos, o açafrão não deve ser usado por mulheres em período de amamentação ou grávidas, pois pode promover as contrações do útero, aumentando o risco de aborto ou hemorragia.

Além disso, pessoas com doenças nos rins ou que estejam usando remédios anticoagulantes devem conversar com um médico antes de usarem o açafrão na forma de chás ou suplementos.

Como essa planta pode aumentar o risco de hipomania bipolar, pessoas que sofrem de transtorno bipolar só devem usar o açafrão com a indicação de um médico.



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terça-feira, 10 de março de 2026

Óleo de copaíba: para que serve, como usar e efeitos colaterais

O óleo de copaíba, ou bálsamo de copaíba, é um produto resinoso extraído do tronco da copaibeira, uma árvore da espécie Copaifera officinalis, com propriedades anti-inflamatórias, cicatrizante, analgésicas e expectorantes, sendo indicado para ajudar na cicatrização de feridas, tosse ou para aliviar os sintomas da artrite, por exemplo.

Além disso, o óleo de copaíba também é usado em diversas pomadas e cremes anti-inflamatórios e cicatrizantes, assim como em loções, shampoo anticaspa, produtos para cuidado oral e acne, sabonetes e produtos para higiene íntima.

O óleo de copaíba pode ser encontrado em farmácias ou lojas de produtos naturais na forma de cápsulas ou óleo essencial e seu uso deve ser sempre feito com orientação de um médico ou fitoterapeuta.

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Para que serve

O óleo de copaíba é indicado para auxiliar no tratamento de:

  • Cicatrização e desinfecção de feridas;
  • Tosse, bronquite, gripes e resfriados;
  • Diarreia ou hemorroidas;
  • Cistite ou infecção nos rins ou uretra;
  • Problemas de pele como psoríase, eczema, urticária e micose;
  • Gastrite, úlceras gastrointestinais ou infecção por Helicobacter pylori;
  • Artrite reumatoide;
  • Tendinite.

O óleo de copaíba também pode ser utilizado para combater infecções que podem ser transmitidas por via sexual, principalmente a herpes genital e a sífilis.

Além disso, alguns estudos indicam também que o óleo de copaíba apresenta propriedades que têm demonstrado serem eficazes para auxiliar no tratamento de diferentes tipos de câncer e da tuberculose. No entanto, ainda são necessários mais estudos que confirmem essas propriedades. Conheça mais sobre as propriedades da copaíba.

Embora tenha muitos benefícios para a saúde, o óleo de copaíba não substitui o tratamento médico e deve ser usado com orientação do médico ou de um fitoterapeuta.

Propriedades do óleo de copaíba

O óleo de copaíba tem propriedades cicatrizantes, antissépticas, antibacterianas, diuréticas, anti-inflamatórias, expectorantes, analgésicas, antirreumáticas e antidiarreicas, devido às substâncias presentes na sua composição, como beta-cariofileno e beta-bisaboleno, por exemplo.

Como usar

O óleo de copaíba pode ser usado na forma de óleo essencial ou em cápsulas.

As principais formas de usar o óleo de copaíba são:

1. Óleo de copaíba (para uso oral)

O óleo essencial de copaíba pode ser usado por via oral por adultos para ajudar em problemas digestivos, respiratórios ou fortalecer o sistema imunológico, e deve ser usado apenas com orientação do médico ou fitoterapeuta.

Ingredientes

  • 1 gota de óleo essencial de copaíba;
  • 1 copo de água, suco ou 1 xícara de chá.

Modo de preparo

Adicionar a gota do óleo no copo com água, suco ou na xícara de chá, e beber 1 vez ao dia.

O óleo essencial de copaíba por via oral deve ser usado somente com indicação médica ou do fitoterapeuta, já que pode causar efeitos colaterais ou intoxicação, ou interferir no efeito de outros remédios.

2. Óleo de copaíba (para uso externo)

O óleo essencial de copaíba pode ser usado para auxiliar no tratamento de problemas de pele, como psoríase, dermatite, desinfecção e cicatrização de feridas ou micoses de pele, por exemplo.

Ingredientes

  • 1 ou 2 gotas do óleo essencial de copaíba;
  • 1 ou 2 colheres (de sopa) de um óleo carreador, como óleo de amêndoas ou óleo de coco.

Modo de preparo

Em um recipiente limpo e seco, colocar as gotas do óleo essencial de copaíba e do óleo vegetal carreador e misturar. Aplicar a mistura sobre a região da pele a ser tratada, 1 vez por dia, massageando suavemente até que haja a absorção completa do óleo. 

Antes de usar o óleo essencial de copaíba, deve-se fazer um teste de alergia, preparando uma mistura contendo 1 gota do óleo essencial em 1 colher (de café) do óleo carreador, e aplicar sobre o dorso da mão ou na dobra do cotovelo. 

Aguardar 24 horas e, se durante esse período a pele ficar vermelha ou irritada, não é recomendado o uso do óleo essencial de copaíba.

3. Óleo de copaíba (para inalação)

O óleo essencial de copaíba também pode ser usado para inalação para ajudar a aliviar tosse, bronquite, gripes ou resfriados.

Ingredientes

  • 3 a 4 gotas do óleo essencial de copaíba;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver, desligar o fogo, despejar a água fervente em uma bacia e adicionar as gotas de óleo essencial de copaíba.

Em seguida, deve-se cobrir a cabeça com uma toalha aberta, de modo que cubra também o recipiente contendo a solução do óleo essencial de copaíba. Inclinar a cabeça sobre o recipiente e inspirar o vapor o mais profundamente possível por até 10 minutos, a vez por dia.

Esta toalha ajuda a manter o vapor da solução por mais tempo, e deve-se ter o cuidado para não aproximar muito o rosto do vapor de copaíba para evitar queimaduras no rosto.

Ao terminar a inalação, é importante passar uma toalha molhada em água fria no rosto ou lavar o rosto em água corrente.

4. Cápsulas de óleo copaíba

As cápsulas de óleo de copaíba devem ser tomadas por via oral, indicada somente para adultos, para auxiliar no tratamento de doenças respiratórias ou urinárias.

As doses normalmente recomendadas são de 1 cápsula de 250 mg de óleo de copaíba, de 1 a 2 vezes por dia, ou conforme orientação do médico ou do fitoterapeuta.

Possíveis efeitos colaterais

O óleo de copaíba é seguro para a maioria dos adultos quando consumido por via oral ou utilizado sobre a pele nas doses recomendadas.

No entanto, quando consumido ou utilizado em quantidade excessiva, pode causar alguns efeitos colaterais que incluem dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, tremor, insônia, vermelhidão ou coceira na pele.

Quem não deve usar

O óleo de copaíba não deve ser usado por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação.

Além disso, também não deve ser usado sem orientação médica por pessoas que possuem alterações gastrointestinais.

O óleo de copaíba deve ser usado na forma de óleo essencial, contendo apenas a copaíba na sua composição, sendo importante não usar o óleo que contenha aditivos na sua composição.



source https://www.tuasaude.com/oleo-de-copaiba/

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