O endocrinologista é o médico que se dedica ao estudo das glândulas do corpo e alterações hormonais, que podem gerar vários tipos de doenças, incluindo diabetes, síndrome dos ovários policísticos e problemas na tireoide.
É recomendado consultar um endocrinologista quando existem sinais que fazem suspeitar de alguma alteração na produção de hormônios, como alterações rápidas do peso, aumento do volume de urina e da sede, excesso de pelos em mulheres ou crescimento das mamas em meninos, por exemplo.
A partir da avaliação clínica e de dosagens hormonais, o endocrinologista consegue identificar a causa dos sintomas e, assim, indicar o tratamento mais adequado.
Que doenças cuida o endocrinologista
O endocrinologista pode ajudar no tratamento de diversas doenças, incluindo:
Acromegalia, que é uma condição caracterizada pelo excesso de hormônio do crescimento.
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Quando marcar consulta
É recomendado consultar o endocrinologista quando forem percebidos sinais ou sintomas que possam ser indicativos de alteração na produção de hormônios, como:
Excesso de peso;
Aumento rápido de peso;
Cansaço excessivo;
Alterações no ciclo menstrual;
Atraso na puberdade ou puberdade precoce;
Aumento da tireoide;
Excesso de pelos nas mulheres;
Crescimento das mamas nos meninos;
Sinais e sintomas de andropausa e menopausa;
Presença de sintomas relacionados com a diabetes como sede excessiva e aumento da vontade para urinar, por exemplo.
Na presença deste tipo de sintomas, o endocrinologista irá fazer uma avaliação clínica e poderá indicar a realização de exames de sangue.
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Como é a primeira consulta
Na primeira consulta com o endocrinologista, o médico avalia a história clínica da pessoa através de uma entrevista, em que pergunta o motivo da consulta, ou seja, os sinais e sintomas que a pessoa apresenta.
Além disso, o médico pode questionar a idade, antecedentes de saúde da família e pessoais, hábitos de vida relacionados com a alimentação e a prática de atividade física, uso de medicamentos e alergias.
Em seguida, o endocrinologista pode realizar um exame físico focado na região relacionada com os sinais e sintomas, como pescoço, pele, mãos ou região abdominal, por exemplo.
Também podem ser solicitados exames laboratoriais, como exames de sangue para avaliar os níveis hormonais, exame de urina e exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética.
Endocrinologista para emagrecer
É interessante procurar o endocrinologista quando existe muita dificuldade para perder peso, mesmo seguindo uma alimentação saudável e praticando atividade física regularmente.
Na consulta, o endocrinologista irá avaliar o histórico de saúde, fazer o exame físico e poderá pedir, também, alguns exames complementares, se necessários.
Para saber se você está acima do peso, utilize a nossa calculadora online:
Na 19ª semana de gestação, o bebê pesa cerca de 272 e mede aproximadamente 22,5 centímetros.
Nessa fase, há a formação da vernix caseosa, uma camada de gordura branca que cresce sobre a pele do bebê e que serve como proteção e hidratação da pele, além de prevenir infecções e regular a temperatura corporal.
Durante essa semana, os sintomas de azia e sensação de queimação geralmente já estão menos intensos e a mulher pode sentir aumento do apetite. No entanto, a dor de cabeça, tontura, sensibilidade na gengiva e dor pélvica podem continuar, e pode surgir um pouco de dificuldade de concentração.
Desenvolvimento do bebê
As principais características do desenvolvimento do bebê na 19ª semana da gestação são:
Começa a se formar a vérnix caseosa, uma cobertura branca gordurosa que tem a função de prevenir infecções, regular a temperatura corporal, hidratar a pele e proteger a pele do líquido amniótico. Além disso, a vérnix vai atuar como um lubrificante para ajudar o bebê a passar pelo canal vaginal no futuro parto;
O bebê tem ciclos de vigília e sono, como um bebê recém-nascido, dormindo cerca de 18 horas por dia e se movimentando nas 6 horas restantes;
Os músculos continuam a se desenvolver e por baixo da pele começa a se formar o tecido adiposo que é uma camada de gordura que armazena energia e vai ajudar a controlar a temperatura do corpo do bebê após o nascimento;
O cérebro do bebê está formando áreas especializadas separadas que serão responsáveis pelo olfato, paladar, audição, visão e tato. As células nervosas que já existem aumentam de tamanho e formam conexões mais complexas;
Como o bebê já reage a sons que vêm de fora da barriga da mulher, pode-se ler ou tocar música para ele, pois ele reconhecerá depois de nascer;
Se for uma menina, ela já possui o sistema reprodutivo formado com órgão genital, útero, trompas uterinas e aproximadamente 6 milhões de óvulos primitivos nos ovários. Quando o bebê nascer, esse número será reduzido para 1 milhão e já não produzirá mais óvulos durante toda a vida.
Além disso, nesta fase da gestação, já é possível ver os primeiros fios de cabelo no couro cabeludo do bebê.
Tamanho e peso do bebê
O tamanho do bebê com 19 semanas de gestação é de cerca de 22,8 centímetros, medidos da cabeça aos pés, e cerca de 15,8 centímetros da cabeça ao bumbum, sendo equivalente ao tamanho de uma manga. O peso do bebê nessa semana é cerca de 272 gramas.
Mudanças no corpo da mulher
Na 19ª semana de gravidez, a mulher pode sentir mais apetite e desejo por alguns alimentos pois, geralmente, os sintomas de azia ou sensação de queimação no estômago já podem estar menos intensos. No entanto, os sintomas de tontura, dor de cabeça, dor pélvica e sensibilidade na gengiva podem continuar. Além disso, pode surgir um pouco de dificuldade de concentração que pode ocorrer devido a dificuldade para dormir.
Nesta fase, a mulher pode apresentar a dor pélvica, uma condição que surge devido ao alongamento excessivo do ligamento que liga o útero à região pélvica, devido ao crescimento da barriga, causando dor na parte de baixo da barriga que se estende para a virilha e que dura apenas alguns segundos. A dor no ligamento redondo é considerada uma parte normal da gravidez enquanto o corpo da mulher se prepara para o crescimento do bebê.
Além disso, os mamilos ficam mais escuros e é possível que a mulher tenha uma linha escura vertical no centro da barriga, chamada linha nigra, que é normal e ocorre devido às alterações hormonais da gravidez. Além disso, algumas mulheres podem desenvolver estrias na barriga devido ao estiramento da pele da barriga em crescimento.
Cuidados durante a 19ª semana
Na 19ª semana da gestação, alguns cuidados são importantes para ajudar a aliviar os desconfortos que podem surgir como:
Aumento do apetite: fazer pequenos lanches saudáveis, incluindo frutas, nozes, queijos e vegetais cortados, que são fáceis de preparar e nutritivos. Além disso, deve-se evitar doces, frituras e fast food pois possuem muitas calorias e não fornecem nutrientes para a mulher e o bebê.
Tontura: comer a cada 2 ou 3 horas e beber pelo menos 8 copos de água por dia. Além disso, deve-se evitar longos períodos de pé e levantar lentamente após deitar ou sentar. Se a tontura não melhorar, piorar ou surgirem sintomas de dor abdominal ou sangramento vaginal, deve-se entrar em contato com o médico imediatamente;
Dor de cabeça: relaxar em ambientes tranquilos ou colocar uma compressa fria na testa ou na nuca e deitar, podem ajudar a aliviar o desconforto. No entanto, se a dor de cabeça não melhorar ou for constante, deve-se procurar ajuda médica imediatamente, pois pode ser sinal de pressão alta. Saiba mais sobre dor de cabeça na gravidez;
Dor pélvica: manter a boa postura, evitando ficar longos períodos em pé ou sentada e mudar de posição ao deitar podem ajudar a aliviar o desconforto. Além disso, fazer alongamentos leves, praticar ioga ou pilates, conforme a indicação do médico, ajudam a fortalecer a musculatura para suportar as mudanças no corpo durante a gravidez. No entanto, se a dor não melhorar, ou se tiver febre, deve-se entrar em contato com o médico imediatamente;
Sensibilidade nas gengivas: usar uma escova de dentes com cerdas macias, escovando os dentes de forma suave para não machucar a gengiva e passar o fio dental regularmente. Além disso, é recomendado consultar o dentista para avaliar a saúde da boca e dos dentes;
Dificuldade de concentração: dormir um pouco mais, deitar mais cedo, praticar atividades relaxantes como ioga ou alongamentos, ajudam a dormir melhor e a reduzir a dificuldade de concentração. Além disso, é importante fazer uma alimentação rica em peixe, sementes e vegetais, pois possuem gorduras boas essenciais para o bom funcionamento do cérebro. Confira a lista de melhores alimentos para o cérebro.
Estrias: passar óleo de amêndoas na barriga ou hidratantes próprios para a gravidez recomendados pelo médico, podem ajudar a aliviar a secura e a coceira associadas à estria.
Durante toda a gestação, é importante seguir as recomendações médicas, realizar as consultas pré-natais, tomar o ácido fólico e/ou outros suplementos e fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra, para melhorar a saúde da mulher e do bebê.
Além disso, deve-se fazer uma alimentação saudável e balanceada, incluindo frutas, verduras e legumes frescos, para garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê e ajudar a controlar o aumento do peso durante a gravidez. Veja como fazer uma alimentação saudável na gravidez;
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A proteinúria é uma condição caracterizada pela presença anormal de proteínas na urina, podendo estar relacionada com situações simples e transitórias, como febre, desidratação, gravidez, estresse e exercício físico intenso, por exemplo.
Também conhecida como proteína na urina, a proteinúria também pode ser causada por outras condições mais sérias, como pressão alta, doença renal, diabetes mellitus e glomerulonefrite.
O exame de proteinúria pode ser indicado pelo médico como parte de um check-up regular, nas consultas de pré-natal ou se a pessoa apresentar sintomas sugestivos de inflamação, infecção ou danos nos rins, por exemplo.
Principais causas e tratamento
As causas da proteinúria variam conforme o tipo dessa condição, incluindo:
1. Proteinúria transitória
A proteinúria transitória é comum e geralmente leve, podendo ser causada por histórico recente de febre, exposição ao frio, desidratação, infecção urinária, gravidez, estresse e exercício físico intenso.
Como tratar: esse tipo de proteinúria geralmente se resolve naturalmente em alguns dias após se eliminar o fator que a causa, sem a necessidade de tratamento específico.
2. Proteinúria ortostática
A proteinúria ortostática acontece quando a pessoa apresenta níveis elevados de proteína na urina após passar longos períodos em pé, mas os níveis voltam ao normal ao deitar.
Essa condição é mais comum em adolescentes e jovens adultos altos e magros, e acredita-se que isso acontece devido a pequenas alterações na dinâmica do fluxo de sangue nos rins durante a posição ereta.
Como tratar: após a confirmação pelo médico desta condição, não é necessário tratá-la, pois este tipo de proteinúria não causa danos à saúde da pessoa.
3. Proteinúria persistente
Este tipo de proteinúria pode indicar condições mais sérias, como:
Doença renal;
Doença glomerular, como glomerulonefrite;
Pressão alta;
Doença tubular;
Diabetes mellitus;
Doenças do tecido conjuntivo.
Vasculite;
Amiloidose;
Mieloma;
Insuficiência cardíaca congestiva.
A proteinúria persistente é caracterizada pela presença de proteína na urina em dois ou mais exames.
Entretanto, para confirmar essas condições, o médico também solicita exames complementares, como creatinina sérica, testes imunológicos, ultrassonografia dos rins e biópsia renal, por exemplo.
Como tratar: o tratamento indicado pelo médico varia conforme a doença que causa a proteinúria, podendo incluir o uso de remédios como captopril, espironolactona e semaglutida, e, em alguns casos, a diálise ou o transplante renal.
O médico também pode recomendar restringir a ingestão de sódio, manter uma dieta saudável, interromper o tabagismo, controlar o peso e fazer exercícios físicos.
Os dois principais tipos de exame de proteinúria são:
1. Exame de urina (EAS)
O exame de urina (EAS) é normalmente solicitado pelo médico para identificar alterações no sistema urinário e renal.
Este exame deve ser feito por meio da coleta da primeira urina do dia, que deve ser levada ao laboratório em até 2 horas para que seja analisada.
Se houver a presença de proteínas na urina, o médico poderá então solicitar outros exames complementares, como a proteinúria de 24 h ou a relação proteína/creatinina, por exemplo.
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2. Proteinúria de 24h
A proteinúria de 24 h é um exame tradicional, onde a pessoa coleta a produção total de urina num período de 24 horas.
Para fazer este exame, deve-se desprezar a primeira urina do dia e, em seguida, coletar todas as urinas do dia e da noite, armazenando-a no recipiente fornecido pelo laboratório.
Valores acima de 150 mg em 24 horas geralmente são considerados uma alteração e devem ser avaliados para ajudar a identificar as possíveis causas.
Se o médico também solicitar os níveis da albumina, valores acima de 30 mg em 24 horas também podem indicar alterações.
Como alternativa à proteinúria de 24 h, o médico pode indicar a realização do exame de proteína/creatinina.
Neste exame, a pessoa deve colher apenas uma amostra da primeira urina do dia e, em seguida, levar ao laboratório. O laboratório então compara a quantidade de proteína com a quantidade de creatinina.
Uma relação proteína/creatinina de 15 mg/mmol ou menos é considerada normal. Já uma relação de 12 mg/mmol ou mais pode indicar uma perda leve a grave de proteínas.
Níveis de proteinúria
A classificação dos níveis de proteinúria são:
Proteinúria normal: menos de 150 mg/24 horas ou 15 mg/mmol;
Proteinúria nefrítica: entre 150 a 3000 mg/24 horas ou de 12 a 300 mg/mmol;
Proteinúria nefrótica, ou proteinúria: mais de 3500 mg/24 horas ou mais de 350 mg/mmol.
Entretanto, é importante ressaltar que os valores de proteinúria podem variar conforme a hidratação, a dieta, a forma de coleta e as condições de saúde da pessoa, por exemplo.
Por isso, o exame de proteinúria deve sempre ser analisado pelo médico, que irá avaliar se existe a necessidade de outros exames e de tratamento.
Proteinúria em gestante
A proteinúria em gestante pode ser transitória e acontecer devido a condições simples, como adaptação do corpo ao bebê, estresse e desidratação, por exemplo.
Entretanto, essa situação também pode ser causada por situações mais sérias, como pré-eclâmpsia e doença renal crônica.
Por isso, é importante que todos os exames feitos pela mulher durante a gravidez sejam sempre avaliados pelo obstetra. Assim, o médico pode avaliar se existe alguma alteração importante, e, se necessário, indicar o tratamento adequado.
O chá de hortelã pode ser usado para fins medicinais, porque possui propriedades antioxidantes, analgésicas, digestivas, descongestionantes, anti-inflamatórias e antiespasmódicas, sendo uma ótima opção para melhorar a digestão e o cansaço, e aliviar as cólicas e a dor de cabeça, por exemplo.
Além disso, o chá de hortelã também tem ação antiparasitária, podendo ajudar a combater a infecção por parasitas, como amebíase e giardíase, por exemplo.
O chá de hortelã pode ser preparado com dois tipos diferentes dessa planta, uma conhecida como hortelã comum, que possui o nome científico de Mentha spicata, e outra conhecida como hortelã-pimenta, ou Mentha piperita. Conheça todos os benefícios da hortelã-pimenta.
Principais benefícios
Os principais benefícios do chá de hortelã são:
1. Tratar problemas digestivos
Por atuar como um relaxante para os músculos do estômago e intestino, o chá de hortelã ajuda a diminuir as contrações que causam dor e mal estar. Esta bebida também ajuda a reduzir náuseas, vômitos, inchaço abdominal e gases.
O chá de hortelã também estimula a secreção de bile, um composto produzido pela vesícula biliar, mantendo o bom funcionamento do fígado e melhorando a digestão dos alimentos.
Além disso, alguns estudos mostram que a hortelã também pode aliviar os sintomas da síndrome do intestino irritável, diminuindo sintomas, como gases, dor abdominal e diarreia.
2. Aliviar a dor de cabeça
O consumo do chá de hortelã é indicado para aliviar dores de cabeça e enxaquecas, pois possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, que ajudam a diminuir a dor.
Além disso, o chá de hortelã também possui ação relaxante, diminuindo a tensão nervosa e muscular, que podem causar a dor de cabeça.
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3. Ajudar no tratamento de gripes e resfriados
Por possuir propriedades anti-inflamatórias, antivirais, descongestionantes e expectorantes, o chá de hortelã diminui a tosse e a congestão nasal, ajudando a tratar resfriados, gripes e dores de garganta.
4. Aliviar os sintomas da menstruação
O chá de hortelã ajuda a aliviar os sintomas da menstruação, reduzindo a duração e a gravidade das cólicas menstruais, porque possui propriedades relaxantes, analgésicas e anti-inflamatórias.
5. Diminuir o risco de câncer
O chá de hortelã contém antioxidantes, protegendo as células saudáveis contra os radicais livres e ajudando a diminuir o risco do surgimento de alguns tipos de câncer, como de cólon, de mama, de pulmão e leucemia.
6. Melhorar o cansaço mental
Por possuir mentol e mentona, óleos essenciais que atuam como estimulantes leves no sistema nervoso central, o chá de hortelã ajuda a diminuir o cansaço mental e a melhorar o foco em tarefas como estudar e ler.
7. Tratar infecções
O chá de hortelã contém óxido de piperitona, um composto que possui propriedades antiparasitárias, atuando como um complemento no tratamento de infecções causadas por parasitas, como ameba e giárdia.
Além disso, o chá de hortelã também possui ação bactericida e antifúngica, podendo ajudar a complementar os tratamentos de cárie, mau hálito e candidíase oral, por exemplo.
Veja com a nutricionista Tatiana Zanin outros benefícios do chá de hortelã no vídeo a seguir:
HORTELÃ: para que serve e como usar
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Propriedades do chá de hortelã
O chá de hortelã possui propriedades digestivas, analgésicas, imunoestimulantes, antioxidantes, anti-inflamatórias, vasodilatadoras, antibacteriana, antifúngica, antivirais e estimulantes.
Essas propriedades são devido aos compostos ativos presentes na hortelã, como o mentol, mentona e óxido de piperonita, por exemplo.
Como preparar
Para preparar o chá de hortelã, deve-se ferver 150 ml de água, e quando começar a ferver, apagar o fogo. Depois, basta acrescentar 1 colher de sopa de folhas de hortelã, tampar, deixando descansar por 5 a 10 minutos, coar e beber.
Receitas com chá de hortelã
Os chás podem ser preparados com a hortelã comum ou com a hortelã-pimenta.
1. Chá de hortelã para febre
O chá de folhas de hortelã, quando combinado com a laranja amarga, é bom para ajudar no tratamento da febre, porque promove o aumento do suor. Além disso, também é bom para problemas respiratórios, como tosse, asma, gripe, rouquidão, coriza e congestão nasal.
Ingredientes:
15 g de folhas de hortelã;
5 g de laranja amarga;
150 ml de água.
Modo de preparo:
Adicionar 1 colher de sopa da mistura de folhas de hortelã com a laranja amarga na água fervente. Tampar e deixar repousar por 10 minutos e coar.
Este chá pode ser bebido várias vezes por dia, e de preferência antes de deitar para aumentar o suor e diminuir a febre.
2. Chá de hortelã para dor no estômago
O chá de hortelã com raiz de alcaçuz esmagada e flores de camomila, ajuda a tratar inflamações no estômago como, gastrite e úlcera gástrica.
Isso porque a camomila possui propriedades calmantes, ajudando a aliviar os sintomas e ajudando a promover a sensação de bem estar. Conheça outros benefícios do chá de camomila.
Ingredientes:
1 colher de chá de folhas frescas ou secas de hortelã;
1 colher de chá de raiz de alcaçuz esmagada;
½ colher de chá de flores de camomila.
Modo de preparo:
Juntar todas as plantas numa xícara de chá e adicionar 150 ml de água fervente. Tampar, deixar repousar por 5 a 10 minutos e coar. Este chá pode ser tomado de 3 a 4 vezes por dia.
3. Chá de hortelã para cólica ou gases
O chá de hortelã pode ser usado para ajudar a aliviar cólicas menstruais e gases intestinais.
Ingredientes:
2 colheres de chá de folhas secas de hortelã, ou 2 a 3 folhas frescas;
150 ml de água fervente.
Modo de preparo:
Colocar as folhas de hortelã numa xícara de chá com água fervente. Deixar a infusão repousar durante 5 a 10 minutos e coar. Este chá deve ser consumido de 3 a 4 vezes por dia e de preferência após as refeições.
4. Chá de hortelã para melhorar a digestão
O chá de hortelã quando combinado com sementes secas de funcho, ou erva-doce e folhas de erva-cidreira, possui propriedades digestivas e calmantes, promovendo a sensação de bem estar e melhorando a digestão. Veja outras propriedades da erva-cidreira.
Ingredientes:
2 colheres de chá de folhas secas de hortelã-pimenta;
2 colheres de chá de sementes de funcho ou erva-doce;
2 colheres de chá de folha de erva-cidreira.
Modo de preparo:
Colocar 1 colher de sopa da mistura de ervas em uma xícara de chá e encher com 150 ml de água fervente. Deixar a infusão repousar durante 10 minutos e coar. Este chá deve ser bebido ainda quente, de 2 a 3 vezes por dia, entre as refeições.
5. Chá de hortelã e mel para gripes
Este chá é muito bom para ajudar no tratamento de gripes, porque a hortelã ajuda a aliviar a dor. Já o mel possui propriedades antimicrobianas, ajudando a combater infecções respiratórias e diminuindo a irritação na garganta.
Ingredientes:
6 folhas picadas de hortelã;
1 col. de sobremesa de mel;
150 ml de água fervente.
Modo de preparo:
Numa xícara, adicionar a água fervente sobre as folhas de hortelã picadas e amassadas, tampar e deixar repousar por 5 a 10 minutos. Coar, adoçar com o mel e tomar 3 a 4 xícaras por dia.
6. Chá de hortelã com passiflora para ansiedade
O chá hortelã com passiflora ajuda a relaxar o sistema nervoso central, promovendo tranquilidade, bom humor e bem estar geral.
Ingredientes:
2 colheres de sopa de folhas frescas de hortelã;
2 colheres de sopa de folhas secas de passiflora;
150 ml de água fervente.
Modo de preparo:
Adicionar 1 colher da mistura das ervas a hortelã em uma xícara e colocar a água fervente. Tampar e deixar repousar durante 10 minutos. Este chá deve ser tomado preferencialmente à noite.
Quando não é indicado
O chá de hortelã não é indicado para mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Esse chá também não é indicado para crianças com menos de 5 anos de idade.
Esse chá é contraindicado para pessoas com refluxo, hérnia de hiato ,pedra nos rins, pedra na vesícula e inflamação da vesícula biliar.
Para montar o kit de primeiros socorros, deve-se escolher o recipiente adequado que deve ser transparente, fácil de transportar e com tamanho suficiente para todos os materiais. Em seguida, deve-se fazer uma lista dos materiais básicos.
Ter um kit de primeiros socorros é uma ótima forma de garantir que se está preparado para socorrer, rapidamente, vários tipos de acidentes, como picadas, pancadas, quedas, queimaduras e até sangramentos, por exemplo.
O kit de primeiros socorros pode ser comprado pronto em farmácias, mas também pode ser preparado em casa e adaptado às necessidades de cada pessoa, como kit para acidentes domésticos, acidentes de trânsito ou férias, por exemplo.
Veja no vídeo a seguir tudo o que precisa para se ter um kit bem completo:
Como fazer KIT PRIMEIROS SOCORROS
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Lista de materiais necessários
O conteúdo da caixa de primeiros socorros pode ser muito variado, porém, os produtos e materiais básicos incluem:
1 embalagem de soro fisiológico a 0,9%: para limpar o machucado;
1 solução antisséptica para feridas, como álcool iodado ou clorexidina: para desinfectar feridas;
Gazes esterilizadas de vários tamanhos: para cobrir feridas;
2 curativos estéreis para os olhos;
3 ataduras e 1 rolo de esparadrapo: ajudam a imobilizar membros ou para segurar compressas no local de uma ferida;
Luvas descartáveis, idealmente sem látex: para proteger do contato direto com sangue e outros fluídos corporais;
1 embalagem de algodão: facilita a aplicação de produtos nas bordas da ferida;
1 tesoura sem ponta: para cortar esparadrapo, gazes ou ataduras, por exemplo;
Pinças e alfinetes de segurança;
1 embalagem de curativo tipo Band-aid de diferentes tamanhos para cobrir cortes e feridas pequenas;
1 termômetro para medir a temperatura corporal;
1 frasco de colírio lubrificante: permite lavar os olhos em caso de contato com substâncias irritantes, por exemplo;
Pomada para queimadura, como Nebacetin ou Bepantol: hidratam a pele enquanto aliviam a queimação da queimadura;
Paracetamol, ibuprofeno ou cetirizina: são medicamentos genéricos que podem servir para vários tipos de sintomas e problema comuns.
O kit com estes materiais pode ser utilizado em quase todas as casas, escolas e locais de trabalho, pois contém os materiais necessários para tratar as situações de emergência mais comuns nesses tipos de ambiente. Aprenda o que fazer nos 8 tipos de acidentes domésticos mais comuns.
Porém, o kit pode ainda ser adaptado de acordo com as necessidades de cada situação. Por exemplo, no caso de esportes, como futebol ou corrida, pode-se também adicionar um spray de anti-inflamatório ou de frio para reduzir a inflamação provocada por lesões musculares ou articulares. Veja o que fazer em caso de acidentes no esporte.
Já quando se vai viajar de férias, também é importante incluir uma cartela extra de todos os medicamentos utilizados. Além disso, remédios para diarreia, enjoo ou problemas de estômago, e até uma pomada para picadas de insetos, podem ser úteis.
Como escolher o recipiente
O primeiro passo para preparar o kit de primeiros socorros consiste em escolher corretamente o recipiente que irá conter todo o material.
Idealmente, deve ser grande o suficiente, mas fácil de transportar, transparente e feito de plástico duro, para permitir observar rapidamente o que está em seu interior e também proteger os materiais de danos.
No entanto, pode ser utilizada qualquer bolsa ou caixa, desde que corretamente assinalada no exterior com letras, indicando \\\"Kit de Primeiros Socorros\\\", ou uma cruz vermelha, para que qualquer pessoa possa identificar o recipiente correto durante situações de urgência.
Enquanto se coloca todos os materiais no interior do recipiente é aconselhado fazer uma lista com a quantidade e a data de validade de cada componente.
Dessa forma, é mais fácil garantir que todo o material é reposto assim que for utilizado, além de permitir avaliar se existe algum produto que precisa ser substituído por estar fora do prazo.
Alguns remédios caseiros que ajudam a tratar o refluxo gastroesofágico incluem o chá de camomila, o suco de babosa, o chá de alcaçuz, o suco de batata e o chá de erva-doce.
Esses remédios caseiros aliviam os sintomas de refluxo por terem ação anti-inflamatória, digestiva e antiácida. No entanto, esses remédios não devem substituir as recomendações médicas, sendo ideal usá-los para complementar o tratamento prescrito pelo médico.
O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, provocando inflamação e causando sintomas como azia, queimação e sensação de bolo na garganta. Conheça mais sobre o refluxo gastroesofágico.
Remédios caseiros para refluxo gastroesofágico
Alguns remédios caseiros e naturais que ajudam no tratamento do refluxo são:
1. Chá de camomila
O chá de camomila combate o refluxo porque tem ação digestiva e anti-inflamatória, que ajuda a controlar a produção de ácidos no estômago, ajudando a aliviar sintomas como má digestão, azia e náuseas. Veja outros benefícios do chá de camomila.
Ingredientes:
1 colher (de sopa) de flores de camomila desidratadas;
1 xícara (de chá) de água.
Modo de preparo:
Ferver a água numa panela e, após apagar o fogo, adicionar as flores de camomila. Tampar a panela e deixar repousar por 5 minutos. Coar e beber até 4 xícaras desse chá por dia.
Cuidados: esse chá não é indicado para pessoas com alergia à camomila e à plantas da mesma família da camomila, como margarida, ambrósia e crisântemos. Esse chá também não é indicado para bebês menores de 6 meses.
O chá com a camomila simples (Matricaria recutita) pode ser usado durante a gravidez e a amamentação. Já o chá de camomila-romana deve ser evitado, pois ainda não existem estudos que comprovem a segurança do uso desse tipo da planta nessas condições.
2. Chá de espinheira-santa
A espinheira-santa é uma planta rica em epigalocatequina e arabinogalactano, compostos bioativos que têm ação anti-inflamatória e protetora gástrica. Assim, o chá de espinheira-santa ajuda a combater os sintomas de refluxo, como má digestão e azia.
Ingredientes:
1 colher (de chá) de folhas secas de espinheira-santa;
1 xícara (de chá) de água.
Modo de preparo:
Ferver a água numa panela, ou chaleira. Ao apagar o fogo, colocar a água numa xícara e adicionar as folhas de espinheira-santa. Tampar a xícara e deixar repousar por 5 a 10 minutos. Coar e até 3 xícaras desse chá por dia, 30 minutos antes das refeições.
Cuidados: esse chá não deve ser usado durante a gravidez, pois pode causar contrações uterinas e aborto, e também não deve ser usado por mulheres em amamentação, porque pode diminuir a quantidade de leite materno.
Além disso, esse chá também deve ser evitado por crianças com menos de 12 anos ou pessoas com alergia conhecida à espinheira-santa.
3. Suco de batata
O suco de batata neutraliza a acidez do estômago, sendo indicado para aliviar os sintomas de refluxo, como azia, queimação e sensação de bolo na garganta. Confira todos os benefícios do suco de batata.
Ingredientes:
1 batata inglesa crua;
200 ml de água.
Modo de preparo:
Descascar a batata e colocar num liquidificador ou processador, e bater. Adicionar a água e misturar bem. Em seguida, coar e beber o suco sem adoçar. Esse suco pode ser consumido 1 vez ao dia e de preferência 30 minutos antes de qualquer refeição.
Cuidados: a batata pode aumentar os níveis de glicose no sangue, principalmente em pessoas que têm diabetes. Por isso, esse suco deve ser usado com moderação por pessoas com diabetes.
4. Chá de gengibre
O chá de gengibre, quando consumido em pequenas quantidades, ajuda a combater os sintomas de refluxo, porque tem ação antiemética e anti-inflamatória, evitando o retorno do ácido do estômago para o esôfago e aliviando sintomas como náuseas e má digestão.
Ingredientes:
2 a 3 cm de gengibre fresco ralado;
1 xícara (de chá) de água.
Modo de preparo:
Colocar os ingredientes numa panela e deixar ferver por cerca de 8 a 10 minutos. Desligar o fogo, tampar a panela e quando estiver morno, coar e beber em seguida. Pode-se tomar 1 xícara desse por dia.
Cuidados: esse chá é contraindicado para crianças com menos de 6 anos, pessoas com pedras na vesícula, com irritação no estômago ou pressão alta. Da mesma forma que não deve ser consumido por pessoas com doenças hemorrágicas ou que usem medicamentos anticoagulantes.
Mulheres grávidas ou pessoas que usam medicamentos para controle da pressão alta ou diabetes só devem consumir o chá de gengibre sob a orientação de um médico.
5. Bicarbonato de sódio
O bicarbonato de sódio tem efeito antiácido, neutralizando o ácido do estômago e aliviando temporariamente os sintomas de refluxo, como desconforto, má digestão, azia ou queimação.
Ingredientes:
1 colher (de café) de bicarbonato de sódio em pó;
250 ml de água filtrada ou fervida.
Modo de preparo:
Dissolver bem o bicarbonato de sódio na água, com a ajuda de uma colher, e beber em seguida. Pode-se beber até 3 copos dessa mistura de bicarbonato e água por dia e por até 2 semanas, pois o uso excessivo pode piorar os sintomas de azia e queimação no estômago.
Cuidados: a ingestão de bicarbonato de sódio não é recomendado para pessoas com alcalose ou hipocalcemia, crianças com menos de 2 anos de idade, pessoas alérgicas a essa substância ou mulheres grávidas ou em período de amamentação.
6. Chá de alcaçuz
O alcaçuz é uma planta medicinal que contém carbenoxolona, que é uma substância muito usada no tratamento de úlceras gástricas, porque ajuda na proteção do estômago. Conheça todas as propriedades do alcaçuz.
Ingredientes:
5 g de raiz de alcaçuz;
500 ml de água.
Modo de preparo:
Numa panela, colocar a raiz de alcaçuz e a água e levar ao fogo para ferver por 10 minutos. Aguardar amornar, coar e beber até 2 xícaras desse chá por dia.
Cuidados: esse chá é contraindicado para pessoas com pressão alta, problemas cardíacos, doenças renais e níveis baixos de potássio no sangue. Além disso, o chá de alcaçuz também deve ser evitado durante a gravidez e a amamentação.
7. Suco de babosa
O suco de babosa tem propriedades digestivas e anti-inflamatórias que estimulam a digestão e neutralizam os ácidos do estômago, ajudando no tratamento do refluxo e da gastrite. Confira mais benefícios da babosa para a saúde.
Ingredientes:
1 folha de babosa;
1 litro de água filtrada ou fervida.
Modo de preparo:
Lavar e secar bem a folha da babosa. Em seguida, cortar a base da folha e deixar a planta repousar na posição vertical para que o látex, que é a parte amarela e tóxica presente na folha, escorra.
Cortar as partes laterais da folha, no sentido do comprimento. Deitar a folha e levantar com cuidado a casca de um dos lados, para evitar contaminar o gel com o látex que ainda pode conter na planta. Para retirar o gel da folha, pode-se usar um objeto não pontiagudo, como uma colher, descartando qualquer parte verde ou amarela que esteja presente no gel. Depois, o gel de babosa no liquidificador, em uma proporção de 100 g de gel para 1 litro de água. Bater no liquidificador e beber até 3 copos desse suco por dia.
Cuidados: Esse suco é contraindicado para crianças, mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Assim como não é indicada para pessoas com inflamações uterinas ou ovarianas, hemorroidas, fissuras anais, pedras na bexiga, insuficiência renal, apendicite, prostatite, cistite, disenteria ou nefrite.
8. Chá de erva-doce
O chá de erva-doce ajuda a aliviar sintomas de refluxo e gastrite, porque contém ácido málico, um composto aromático com potente ação antiácida, anti-inflamatória e digestiva, que diminui a acidez, melhora a digestão e combate náuseas e má digestão.
Ingredientes:
1 colher (de café) de sementes de erva-doce secas;
1 xícara (de chá) de água.
Modo de preparo:
Amassar ou esmagar as sementes de erva-doce. Em uma panela, colocar a água e levar ao fogo para ferver. Após apagar o fogo, adicionar as sementes de erva-doce, tampar a panela e deixar repousar por 10 minutos. Coar a bebida e tomar até 3 xícaras desse chá por dia, por até 2 semanas seguidas.
Cuidados: esse chá não é indicado para crianças menores de 12 anos ou pessoas com alergia ao anis ou ao composto anetol. Assim como esse chá também é contraindicado para mulheres grávidas ou em período de amamentação, pessoas com hiperestrogenismo, mulheres com câncer de mama que fazem reposição hormonal ou pessoas que usam remédios anticoagulantes.
Outras dicas para tratar o refluxo
Outras dicas importantes para tratar o refluxo são:
Evitar tomar líquidos durante as refeições;
Mastigar bem e devagar os alimentos;
Usar roupas largas e que não apertam na cintura;
Fazer refeições em pequenas quantidades, especialmente ao jantar;
Fazer a última refeição no máximo 2 horas antes de dormir;
Evitar refeições líquidas ao jantar, como sopas ou caldos.
Além disso, é recomendado também dormir em um ângulo de 45 graus, colocando uma almofada ou elevando a cabeceira da cama, já que ajuda a diminuir o refluxo durante a noite.
Veja no vídeo a seguir outras dicas que ajudam a tratar o refluxo:
Papilite lingual transitória é uma inflamação das papilas fungiformes da língua, que resulta em sintomas como bolinhas na língua, que podem ser únicas ou múltiplas, de cor branca ou vermelha, e que causam dor, sensação de queimação ou formigamento.
Essa inflamação pode ser causada por traumas na língua, uso de aparelhos ortodônticos, língua geográfica, hábito de fumar, alterações hormonais, infecções virais ou até estresse, por exemplo.
O tratamento da papilite lingual transitória nem sempre é necessário, pois costuma desaparecer espontaneamente em alguns dias. No entanto, se os sintomas forem intensos, surgirem com frequência ou demorarem para desaparecer, deve-se consultar o clínico geral ou dentista para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.
Sintomas de papilite lingual transitória
Os principais sintomas de papilite lingual transitória são:
Bolinhas na língua, única ou múltiplas;
Pequenos inchaços na língua de cor branca, amarela ou vermelha;
Dor ou desconforto, mesmo quando não se está comendo ou bebendo;
Sensação de queimação, formigamento ou coceira na língua;
Aumento da sensibilidade a alimentos quentes;
Alterações no paladar ou boca seca.
As bolinhas na língua causadas pela papilite lingual transitória podem surgir nas bordas laterais, ponta da língua ou superfície dorsal, por exemplo, e em alguns casos, a pessoa pode não apresentar dor, mas apenas os pequenos inchaços na língua.
Geralmente, os sintomas da papilite lingual transitória desaparecem em algumas horas ou 2 a 3 dias, no entanto, podem durar mais tempo ou ser frequentes.
Nesses casos, deve-se consultar o clínico geral ou dentista, ou pediatra no caso de crianças, para que seja feito o diagnóstico e indicado o tratamento mais adequado, se necessário.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da papilite lingual transitória é clínico, sendo feito pelo clínico geral, dentista ou pediatra, através da avaliação dos sintomas e das características das lesões na língua.
Marque uma consulta com um clínico geral na região mais próxima:
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Geralmente, não é necessário nenhum tipo de exame, mas no caso de dúvida no diagnóstico, o médico pode fazer uma biópsia das bolinhas na língua, para confirmar o diagnóstico da papilite lingual transitória, identificar a causa, como infecções, e descartar outras condições com sintomas semelhantes, como HPV, por exemplo. Veja outras causas de bolinhas na língua.
Possíveis causas
A papilite lingual transitória é causada por uma inflamação das papilas fungiformes presentes principalmente nas laterais e ponta da língua, mas também são encontradas no dorso ou parte superior da língua.
Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a papilite lingual transitória, como:
Traumas mecânicos, como queimar a língua com alimentos muito quentes ou morder a língua;
Irritação na língua pelo uso de aparelhos ortodônticos ou causados pelos próprios dentes;
Alergias alimentares;
Alimentos ácidos, picantes ou muito açucarados;
Estresse e privação de sono;
Má nutrição;
Alterações hormonais do ciclo menstrual ou menopausa;
Hábito de fumar ou consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Além disso, acredita-se que a inflamação das papilas fungiformes também possa ser causada pela presença de tártaro, obturações nos dentes ou língua geográfica.
Outra possível causa são infecções virais, como herpes simples, contraída na infância, podendo causar episódios recorrentes papilite lingual transitória ao longo da vida.
Tipos de papilite lingual transitória
A papilite lingual transitória pode ser classificada de acordo com os sintomas e características das lesões, sendo as principais:
1. Papilite lingual transitória clássica
A papilite lingual transitória clássica geralmente apresenta as bolinhas vermelhas ou brancas dolorosas na ponta da língua, durando cerca de 1 a 2 dias, desaparecendo espontaneamente.
2. Papilite lingual papula ceratótica
A papilite lingual papula ceratótica causa o aparecimento de múltiplos inchaços ou bolinhas brancas ou amarelas na superfície da língua, não apresentando outros sintomas, podendo ser recorrente.
3. Papilite lingual eruptiva
A papilite lingual eruptiva tem inicio súbito e afeta principalmente crianças, resultando no surgimento das bolinhas na língua principalmente na ponta e nas laterais da língua, associadas a febre, ínguas, dificuldade para se alimentar e salivação excessiva.
Em alguns casos, podem surgir bolhas na língua ou rachadura, feridas, vermelhidão ou crostas no canto da boca, chamada queilite angular.
Esse tipo de papilite pode durar algumas semanas e ser recorrente, ou seja, reaparecer ao longo da vida, causada por vírus ou bactérias.
4. Papilite lingual transitória em forma de U
A papilite lingual transitória em forma de U é caracterizada por manchas espalhadas na língua de cor rosa, sensação de queimação na boca, inchaço na língua ou aftas na boca.
Esse tipo de papilite é causada pela COVID-19, pois o vírus SARS-CoV-2 pode causar infecção na mucosa da boca, mas também pode surgir devido ao tratamento com oxigenoterapia ou até má higiene bucal.
Como é feito o tratamento
O tratamento da papilite lingual transitória deve ser feito com orientação do clínico geral, dentista ou pediatra, e nem sempre é necessário, pois os sintomas costumam desaparecer espontaneamente em alguns dias.
No entanto, de forma a aliviar a dor e o desconforto, o médico pode recomendar:
Bochechos com água e sal;
Antissépticos na forma de enxaguantes bucais;
Uso de anestésicos orais;
Corticoides tópicos, como triancinolona acetonida;
Consumo de bebidas e alimentos frios.
Além disso, pode ser recomendado evitar consumir alimentos ácidos e picantes, balas ou chicletes, além de escovar os dentes por pelo menos 2 vezes por dia.
No caso da papilite lingual eruptiva, o médico também pode indicar o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides, como paracetamol ou ibuprofeno, por exemplo, ou uso de antibióticos, nos casos de infecções bacterianas.