quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito)

PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado para auxiliar na identificação de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de cabeça e pescoço.

Leia também: PET-CT: o que é, para que serve, preparo (e como é feito) tuasaude.com/pet-ct

Na oncologia, esse exame também é usado para verificar se a doença se espalhou para outras partes do corpo, avaliar a resposta ao tratamento e investigar possíveis recidivas.

Para o PET-CT oncológico geralmente é utilizado um radiofármaco semelhante à glicose, que se concentra em regiões com maior atividade metabólica, ajudando a localizar e avaliar lesões relacionadas ao câncer.

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Para que serve

O PET-CT oncológico pode ser indicado para:

  • Auxiliar no diagnóstico de alguns tipos de câncer;
  • Identificar possíveis metástases. Entenda como acontece a metástase;
  • Auxiliar no estadiamento do câncer;
  • Avaliar a resposta ao tratamento;
  • Investigar possível recidiva do câncer;
  • Auxiliar no planejamento do tratamento.

A indicação do exame PET-CT oncológico depende do tipo de câncer, como de câncer de pulmão, linfoma, cabeça e pescoço, esôfago, colorretal ou em situações em que a origem do câncer ainda é desconhecida, além do estágio da doença e do objetivo da investigação.

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Preparo para o exame

O preparo para o PET-CT oncológico depende do radiofármaco utilizado. Quando o exame é realizado com 18F-FDG, geralmente é necessário fazer jejum de 4 a 6 horas antes do exame.

Além disso, pode ser indicado uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcares nas 24 horas anteriores ao exame, evitando alimentos como pão, arroz, massas, batatas, doces e bebidas açucaradas.

Também é recomendado evitar atividades físicas intensas nas 24 horas anteriores, pois o esforço muscular pode aumentar a captação do radiofármaco e interferir nas imagens. 

Os medicamentos de uso habitual geralmente podem ser tomados, mas devem ser informados à equipe responsável pelo exame.

Em pessoas com diabetes, os medicamentos devem seguir a orientação do médico. Em alguns casos, os medicamentos orais são tomados somente após o PET-CT, enquanto o horário da insulina pode precisar ser ajustado.

Também é importante informar ao médico sobre gravidez ou possibilidade de gravidez, amamentação, doenças recentes e alergias.

Como é feito

O PET-CT oncológico é realizado em etapas, que geralmente incluem:

  1. Administrar o radiofármaco, por meio de uma injeção em uma veia do braço ou da mão;
  2. Aguardar cerca de 30 a 60 minutos em repouso para que o radiofármaco seja distribuído e captado pelos tecidos do organismo;
  3. Posicionar a pessoa deitada em uma maca que se movimenta para dentro do aparelho de PET-CT;
  4. Realizar a tomografia computadorizada (CT), que produz imagens detalhadas da estrutura dos órgãos e tecidos;
  5. Realizar o PET, que identifica as regiões que apresentam maior captação do radiofármaco e fornece informações sobre a atividade metabólica dos tecidos;
  6. Combinar as imagens do PET e da CT por meio de um computador, permitindo localizar com maior precisão as áreas de alteração.

Durante a etapa da tomografia computadorizada, pode ser indicado o uso de contraste, geralmente por via intravenosa, para melhorar a visualização dos órgãos e estruturas.

O exame geralmente dura cerca de 30 minutos, mas o tempo total no serviço pode chegar a aproximadamente 2 horas, considerando o preparo, a administração do radiofármaco, o período de espera para sua distribuição e a realização das imagens.

Cuidados após o exame

Após o PET-CT oncológico, é recomendado beber bastante água e urinar com frequência nas horas seguintes para ajudar o organismo a eliminar o radiofármaco pela urina. 

Mulheres que amamentam devem interromper a amamentação por cerca de 24 horas após o exame, enquanto pessoas que têm contato próximo com crianças pequenas ou gestantes podem ser orientadas a evitar o contato por até 12 horas. 

No entanto, na maioria dos casos, é possível retomar as atividades habituais logo após o exame.

Claro. Para o PET-CT oncológico, os efeitos colaterais são geralmente leves e relacionados principalmente ao radiofármaco ou, quando utilizado, ao contraste da tomografia.

Possíveis efeitos colaterais

O PET-CT oncológico geralmente é bem tolerado e os efeitos colaterais são pouco frequentes. Quando ocorrem, costumam estar relacionados à aplicação do radiofármaco ou ao uso de contraste na tomografia computadorizada.

Os possíveis efeitos colaterais incluem:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Náusea ou mal-estar, que podem ocorrer após a administração do radiofármaco ou do contraste;
  • Reações alérgicas ao contraste, que podem causar coceira, vermelhidão, urticária ou, raramente, dificuldade para respirar.

O radiofármaco utilizado no PET-CT emite uma quantidade pequena de radiação e é eliminado principalmente pela urina. Reações graves ao radiofármaco são raras.

Quem não deve fazer

O PET-CT oncológico deve ser evitado durante a gravidez devido à exposição à radiação, exceto quando o exame for considerado necessário pelo médico. 

Além disso, o uso de contraste é contraindicado em pessoas com alergia conhecida ou histórico de reação grave após seu uso. Em caso de problemas renais, a utilização do contraste também pode ser contraindicada, dependendo da gravidade.



source https://www.tuasaude.com/pet-ct-oncologico/

Cirurgia de coluna: quando é indicada, tipos, como é feita (e cuidados)

A cirurgia de coluna é um procedimento médico que pode ser indicado para tratar condições como estenose espinal lombar, hérnia de disco, escoliose, cifose e fraturas, por exemplo.

Existem diversos tipos de cirurgia de coluna, como cirurgia endoscópica, artrodese e discectomia, por exemplo, que reduzem a pressão na medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.

A cirurgia de coluna deve ser feita pelo neurocirurgião ou ortopedista especialista em coluna, podendo ser realizada em ambulatório ou hospital e sob anestesia geral, raquidiana ou local com sedação.

Leia também: Médico de coluna: qual especialista consultar? tuasaude.com/medico-de-coluna
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Para que serve a cirurgia de coluna

A cirurgia de coluna serve para recuperar a função neurológica, estabilizar a estrutura esquelética e melhorar a qualidade de vida da pessoa, reabilitando e devolvendo a sua independência.

As cirurgias de coluna diminuem a pressão sobre a medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.

Assim, essa cirurgia pode ajudar a aliviar as dores em geral e a fraqueza ou dormência nas pernas ou braços. Essa cirurgia também ajuda a prevenir as fraturas, a perda definitiva da força, da sensibilidade ou do controle sobre as funções fisiológicas e a promover o equilíbrio.

Principais indicações

A cirurgia de coluna pode ser indicada pelo médico para tratar situações como:

  • Estenose espinal lombar;
  • Hérnia de disco lombar e cervical;
  • Espondilolistese degenerativa;
  • Escoliose e cifose;
  • Tumores e metástase na coluna;
  • Fraturas instáveis e lesões neurológicas;
  • Fraturas vertebrais por compressão devido a osteoporose ou traumas leves;
  • Espondilite infecciosa.

As indicações da cirurgia de coluna variam conforme o tipo de doença a ser tratada, a gravidade dos sintomas e a falha nos tratamentos conservadores anteriores indicados pelo médico.

Como é o preparo

O preparo da cirurgia de coluna inclui uma avaliação médica, para avaliar e controlar doenças já existentes, avaliar a fragilidade da pessoa e evitar o delirium no pós-operatório.

Assim, antes da cirurgia, pode ser indicado pelo médico a realização de fisioterapia, para diminuir a intensidade da dor e ajudar a pessoa a voltar a andar no pós-operatório, a suplementação de proteínas para pessoas desnutridas ou de alto risco

É fundamental também parar de fumar semanas antes da cirurgia, pois a nicotina atrasa a cicatrização e a junção dos ossos.

Além disso, deve-se informar ao médico todos os medicamentos e suplementos em uso e fazer o jejum pelo tempo indicado pelo anestesiologista.

Tipos e como é feita a cirurgia de coluna

A cirurgia de coluna é feita conforme o tipo do procedimento, incluindo:

1. Cirurgia endoscópica de coluna

A cirurgia endoscópica de coluna é uma das cirurgias menos invasivas, podendo ser indicada para tratar condições como hérnias de disco lombares e cervicais, estenoses e espondilite infecciosa, por exemplo.

Como é feita: nesta cirurgia o médico usa câmeras de alta definição com fluxo constante de soro para limpar o local, preservar o suprimento de sangue epidural e reduzir o sangramento.

Esta cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas e vias de acesso, como técnica uniportal ou biportal, via transforaminal e interlaminar, por exemplo.

2. Artrodese ou fusão espinhal

A artrodese é uma cirurgia de coluna realizada pelo médico que tem o objetivo de unir duas ou mais vértebras, para eliminar o movimento anormal e a dor entre elas.

Esta cirurgia pode ser indicada para tratar condições como espondilolistese degenerativa, estenose recorrente, deformidades severas ou dor de origem discal resistente

Como é feita: de um modo geral, esta cirurgia é feita unindo-se às vértebras com o uso de enxerto ósseo e implantes, como parafusos pediculares, hastes e espaçadores no espaço entre os discos vertebrais.

Leia também: Artrodese: o que é, quando é indicada, tipos e recuperação tuasaude.com/artrodese

3. Discectomia ou microdiscectomia

A discectomia, ou microdiscectomia, pode tratar hérnias de disco lombares ou cervicais que causam dor intensa e resistente ao tratamento conservador.

Esta cirurgia pode ser indicada também em casos de perda significativa de força motora ou de sensibilidade nos membros acometidos

Como é feita: nesta cirurgia, retira-se a porção do disco intervertebral herniado que comprime a raiz nervosa, podendo ser feita por via aberta tradicional com o uso de microscópio ou por via totalmente endoscópica.

4. Laminectomia

A laminectomia é uma cirurgia de descompressão indicada para tratar a estenose lombar, com sintomas moderados a graves ou déficits neurológicos progressivos, como perda de força, dormência e dor e fraqueza nas pernas ao caminhar resistentes aos tratamentos conservadores.

Como é feita: esta cirurgia é feita retirando-se a parede óssea que cobre e protege o canal vertebral ou os esporões ósseos, aumentando o espaço do canal espinal para liberar a medula e os nervos comprimidos.

Cirurgia de coluna lombar com pinos

A cirurgia de coluna lombar com pinos é uma expressão popular que se refere à artrodese de coluna lombar.

Onde os \"pinos\" são implantes conhecidos como parafusos e hastes, geralmente feitos de titânio, para facilitar a integração com o osso.

Como é a recuperação

A recuperação da cirurgia de coluna inicia ainda no hospital e inclui a mobilização, com dispositivos mecânicos de compressão pneumática sequencial nas pernas, antes da anestesia e no pós-operatório imediato. Isso ajuda a evitar complicações como trombose venosa profunda.

Ainda no hospital, o início precoce da alimentação por via enteral é recomendado e deve-se retirar as sondas urinárias, caso sejam usadas, o mais rápido possível para evitar infecções urinárias relacionadas ao cateter.

Durante a cicatrização, a pessoa pode sentir dormência, dor leve ou uma leve vermelhidão ao redor da cirurgia.

Cuidados importantes

Alguns cuidados importantes que devem ser adotados em casa são:

  • Ao ser autorizado pelo médico a tomar banho, deve-se ter ajuda na primeira vez, cobrir a cicatriz com plástico filme e evitar que a água atinja a ferida;
  • Não fumar ou usar produtos com nicotina após a cirurgia;
  • Evitar ficar sentado por mais de 20 a 30 minutos seguidos e dormir em qualquer posição que não cause dor nas costas;
  • Usar um colete ou cinta, caso seja recomendado pelo médico, sempre que estiver sentado ou caminhando;
  • Não dobrar a coluna para frente para pegar objetos no chão;
  • Manter as costas retas, flexionar os joelhos e agachar ao pegar objetos no chão;
  • Não pegar objetos ou pessoas com mais de 4,5 kg;
  • Evitar levantar objetos acima da cabeça após cirurgias de fusão;
  • Fazer apenas caminhadas curtas nas primeiras 2 semanas, aumentando a distância de forma gradual;
  • Subir escadas apenas uma vez ao dia nas primeiras 1 a 2 semanas, e somente se não houver dor;
  • Evitar passar aspirador de pó e fazer limpezas domésticas pesadas;
  • Iniciar atividades físicas como corrida, natação, golfe e outros esportes, somente após liberação médica;
  • Não dirigir nas primeiras 2 semanas e fazer viagens de carro como passageiro apenas curtas;
  • Usar medicamentos para aliviar a dor, como paracetamol e anti-inflamatórios, conforme recomendação médica.

O médico também recomenda a realização de fisioterapia nos 3 primeiros meses após a cirurgia, para fortalecer a musculatura do abdômen e das costas.

Os curativos adesivos ou fitas cirúrgicas costumam cair sozinhos entre 7 a 10 dias após a cirurgia.

Leia também: Cuidados para recuperar da cirurgia na coluna tuasaude.com/cuidados-apos-cirurgia-da-coluna

Possíveis riscos

Por ser um procedimento complexo, a cirurgia de coluna possui riscos como infecções no local da cirurgia, dormência ou fraqueza temporária nos membros, lentidão temporária do trânsito intestinal e infecção e/ou retenção urinária.

Lesão na dura-máter, que é a membrana que recebe o suprimento de sangue e nervos das artérias, veias e nervos meníngeos, também é outra possível complicação.

Essa cirurgia também pode causar complicações cardiopulmonares, AVC ou outras intercorrências clínicas graves, hematoma epidural, cifose juncional proximal e falha dos implantes.

Já os riscos mais graves e raros desta cirurgia são: perda permanente de sensibilidade ou de força motora, lesões de grandes vasos sanguíneos, embolia pulmonar, infarto, pneumonia grave, insuficiência renal, perda da visão e óbito.

Cirurgia de coluna tem risco de morte?

Embora este procedimento seja seguro, a cirurgia de coluna tem risco de morte. Entretanto, essa taxa é muito baixa e este risco varia conforme a complexidade do procedimento, a idade da pessoa e a presença de outras doenças já existentes.

Para diminuir este risco, o médico deve avaliar a fragilidade de cada pessoa e, quando necessário, controlar a pressão arterial e oferecer suporte nutricional antes da cirurgia.

Além disso, parar de fumar algumas semanas antes da cirurgia de coluna também ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos, acelerar a cicatrização e evitar atrasos na junção dos ossos.

Quem não pode fazer

As contraindicações da cirurgia de coluna, variam de acordo com a técnica usada.

A cirurgia endoscópica não é indicada para pessoas em situações como:

  • Síndrome da cauda equina;
  • Aderências fibróticas graves devido a cirurgias prévias na mesma região da coluna;
  • Hérnias de disco massivas ou gigantes;
  • Fraqueza muscular isolada sem dor irradiada associada;
  • Distorções anatômicas graves, devido a alterações artríticas severas que limitam a visualização ou o uso das ferramentas endoscópicas.

Pessoas com comprometimento do nível L5-S1 da coluna, estenose grave do canal central, espondilolistese grave ou estenose foraminal causada por bicos de papagaio e histórico de cirurgia retroperitoneal anterior, não devem fazer a cirurgia de coluna por fusão por via lateral.

Além disso, no geral, pessoas com condições médicas graves e/ou psiquiátricas graves, mulheres grávidas e alergia aos remédios e anestésicos necessários durante o procedimento, por exemplo, não podem fazer a cirurgia de coluna.

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PET-CT oncológico: o que é, para que serve (e como é feito)

PET-CT oncológico é um exame de imagem que combina a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com a tomografia computadorizada (CT), usado ...