quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Dor no couro cabeludo: 11 principais causas (e o que fazer)

A dor no couro cabeludo pode ser causada pelo hábito de usar o cabelo muito apertado, como tranças ou penteados muito presos ao couro cabeludo, ou ser consequência de procedimentos químicos, infecções, infestação por piolho ou dermatite.

Dependendo da causa, além da dor no couro cabeludo, podem ser observados outros sintomas, como coceira, vermelhidão na cabeça, caspa e quente ao toque.

Dessa forma, é importante que o dermatologista seja consultado para que seja deita uma avaliação dos sintomas apresentados e do couro cabeludo e, assim, seja possível iniciar o melhor tratamento.

Imagem ilustrativa número 1

As principais causas de dor no couro cabeludo são:

1. Usar penteados muito apertados

Prender o cabelo muito apertado, seja em rabo de cavalo, coques ou tranças, pode inflamar os folículos e deixar o couro cabeludo dolorido.

Além disso, ao utilizar o cabelo preso por muito tempo, os fios ficam mais fragilizados e há alteração no ciclo de crescimento devido à inflamação causada, o que pode causar descamação da região e perda de cabelo, sendo essa condição conhecida como alopecia por tração.

Leia também: Alopecia por tração: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/alopecia-por-tracao

O que fazer: nesse caso, o mais indicado é evitar prender o cabelo muito apertado e deixar o cabelo solto por mais tempo possível. Dessa forma é possível evitar que o couro cabeludo fique sensível e haja dor. Além disso, é interessante lavar a cabeça com água morna ou fria, já que ajuda a desinflamar a região e aliviar a dor.

Nos casos em que a dor é persistente e é acompanhada por outros sintomas, é importante que o dermatologista seja consultado.

2. Procedimentos químicos

Apesar da maioria dos procedimentos químicos serem considerados seguros, desde que feitos com os produtos corretos e por um profissional capacitado, algumas pessoas podem sentir o couro cabeludo mais sensível durante e após a realização do procedimento, principalmente se já existir o histórico de couro cabeludo dolorido.

Isso porque são utilizados produtos mais agressivos, o que pode deixar a região mais sensível e dolorida, além de haver maior risco de queimaduras e coceira na cabeça.

O que fazer: antes de realizar qualquer procedimento químico, é importante conversar com o profissional responsável pelo procedimento e com o dermatologista para verificar se há alguma contraindicação.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

3. Exposição prolongada ao sol

A exposição prolongada ao sol pode aumentar a sensibilidade do couro cabeludo e provocar dor, além de também haver maior chance de descamação.

O que fazer: para evitar os danos no couro cabeludo causados pelo sol, é indicado fazer uso de bonés ou chapéus.

4. Queda de cabelo

As regiões do couro cabeludo em que a queda de cabelo é mais intensa são geralmente mais sensíveis, podendo tornar esses locais doloridos. Saiba o que pode causar queda de cabelo.

O que fazer: para prevenir a queda de cabelo deve-se fazer uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e zinco ou tomar suplementos alimentares também ricos nestes nutrientes.

Os shampoos antiqueda e loções, como o Minoxidil, estimulam o nascimento do cabelo e ajudam a travar a queda. Em casos mais graves pode ser necessário tomar remédios como a finasterida, desde que orientado pelo dermatologista.

Leia também: 11 remédios e suplementos para a queda de cabelo (e como usar) tuasaude.com/remedios-para-queda-de-cabelo

5. Dor de cabeça

Em alguns casos, a dor de cabeça também pode provocar dor no couro cabeludo ou aumento da sensibilidade. O estresse, depressão e ansiedade podem causar dor ou piorar os sintomas, podendo causar também tensão muscular.

O que fazer: para aliviar a dor de cabeça, pode-se fazer uma massagem no couro cabeludo, tomar um banho quente e relaxante e/ou tomar analgésicos e anti-inflamatórios, como o paracetamol e o ibuprofeno, indicados pelo clínico geral.

Leia também: 7 formas naturais para aliviar a dor de cabeça rápido tuasaude.com/5-passos-para-aliviar-a-dor-de-cabeca-sem-remedios

6. Dermatite

A dermatite é uma inflamação da pele que gera sintomas como vermelhidão, coceira e descamação, podendo ser acompanhada pelo aparecimento de caspa e bolhas, causando dor ou desconforto no couro cabeludo.

Esta condição pode ocorrer em qualquer idade, devido ao contacto com coisas comuns como metais, sabonetes, cosméticos, procedimentos estéticos, poluição ou mesmo água.

Leia também: Dermatite: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento (com fotos) tuasaude.com/dermatite

O que fazer: o tratamento depende do tipo de dermatite e das causas, sendo normalmente indicado pelo dermatologista o uso de shampoos que tenham na sua constituição cetoconazol, ácido salicílico ou piritionato de zinco.

Em casos mais graves pode ser necessário fazer uso de cremes reparadores ou corticoides tópicos, de acordo com as orientações do médico. Confira os principais tratamentos para a dermatite seborreica.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

7. Infecções

Algumas infecções no couro cabeludo, como a foliculite e o carbúnculo, podem afetar os folículos do cabelo e causar sensibilidade no couro cabeludo, tornando-o dolorido, sensível e quente ao toque, sendo mais frequente em pessoas com diabetes, com doenças da pele, como eczema ou aquelas que tenham o sistema imune fragilizado.

Nos casos mais graves, a foliculite no couro cabeludo pode provocar queda de cabelo acentuada.

Leia também: Foliculite no couro cabeludo: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/foliculite-no-couro-cabeludo

O que fazer: as infecções no couro cabeludo devem ser tratados de acordo com a orientação do dermatologista, sendo normalmente indicado o uso de shampoos antifúngicos, como cetoconazol, ou aplicação de antibióticos, como eritromicina ou clindamicina. 

No entanto, alguns casos podem ser difíceis de curar, sendo necessário fazer tratamento específico por vários meses. Além disso, também se deve evitar furar ou espremer os furúnculos e carbúnculos, porque existe o risco da infecção se espalhar para outras partes do corpo.

8. Pediculose

A pediculose é a infestação por piolhos, que afeta normalmente crianças em fase escolar, sendo muito contagioso. Os piolhos alimentam-se apenas de sangue e embora só vivam cerca de 30 dias, multiplicam-se muito rapidamente, pois cada fêmea põe entre 7 a 10 lêndeas por dia, provocando sintomas como coceira intensa no couro cabeludo que fica dolorido e pequenas feridas na cabeça.

Leia também: Piolho: como se pega, tipos e como acabar (com remédio, shampoo e mais) tuasaude.com/piolho

O que fazer: o tratamento da pediculose consiste no uso de um shampoo ou uma loção à base de permetrina que mata os piolhos e um pente fino para ajudar a eliminá-los. Além disso, também pode ser usado um produto repelente que pode prevenir uma nova infestação. Veja mais opções de tratamento para a pediculose.

9. Arterite temporal

A arterite temporal é uma inflamação crônica das artérias que ficam nas têmporas, na lateral da cabeça, próximo às orelhas, provocando sintomas como dor de cabeça, febre, cansaço, mal estar e dor na cabeça e couro cabeludo, que pode ser latejante.

Este tipo de dor é mais comum em idosos e pode levar a complicações graves a nível sistêmico e oftalmológico. Conheça mais sobre a arterite temporal.

O que fazer: o tratamento para a arterite temporal deve ser feito com orientação do clínico geral e consiste no alívio dos sintomas e prevenção da perda de visão, o que é feito com o uso de corticoides, como a prednisona, por exemplo.

Além disso, o médico pode também recomendar analgésicos e antipiréticos como o paracetamol e a dipirona para aliviar a febre, cansaço e mal estar geral.

10. Tinea capitis

A Tinea capitis, também conhecida como tinea ou tinha do couro cabeludo, é uma infecção causada por fungos, como os do gênero Trichophyton e Microsporum, o que leva à quebra dos fios de cabelo e aparecimento de uma ou mais placas no couro cabeludo sem cabelo, causando dor ou sensibilidade no couro cabeludo na região afetada.

O que fazer: deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o tratamento com o uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos por via oral, como itraconazol ou fluconazol, por exemplo, com o objetivo eliminar o fungo, e desta forma, aliviar os sintomas. Veja outras as opções de tratamento para Tinea capitis.

11. Herpes zoster

A herpes zoster é uma doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, que pode voltar a surgir durante a idade adulta, e afetar os nervos cranianos, provocando dor no couro cabeludo, bolhas vermelhas na pele, sensação de ardor ou queimação na pele, dor de cabeça ou até tontura.

O que fazer: o tratamento do herpes zoster é feito com o uso de remédios antivirais como o aciclovir, ganciclovir ou valaciclovir, indicados pelo dermatologista, para diminuir a multiplicação do vírus, diminuindo assim as bolhas, a duração e intensidade da doença, aliviando a dor no couro cabeludo. Confira os principais remédios indicados para herpes zoster.



source https://www.tuasaude.com/dor-no-couro-cabeludo/

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Sofosbuvir: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Sofosbuvir é um antiviral indicado para hepatite C crônica em adultos, pois age bloqueando uma enzima necessária para o vírus HCV se multiplicar, o que ajuda a reduzir e eliminar a infecção. É usado em combinação com outros medicamentos.

A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado, transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Sem tratamento, pode causar cicatrizes no fígado, cirrose e câncer de fígado.

Leia também: Hepatite C: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/hepatite-c

O sofosbuvir pode ser encontrado na forma de comprimidos como genérico ou com o nome comercial Sovaldi. Também pode estar associado ao velpatasvir com o nome Epclusa. O uso deve ser feito com indicação médica.

Imagem gerada por IA
Imagem gerada por IA

Para que serve

O sofosbuvir é indicado como parte do tratamento antiviral da hepatite crônica em adultos causada pelo vírus da hepatite C (HCV) dos genótipos 1, 2 ou 3.

O tratamento tem como objetivo:

  • Eliminar o vírus HCV do organismo;
  • Reduzir o risco de complicações graves como cirrose hepática e câncer de fígado;
  • Tratar a hepatite C em pessoas coinfectadas pelo HIV;
  • Reduzir a evolução da doença hepática;
  • Compor tratamentos de pessoas com ou sem cirrose compensada, quando indicado.

O sofosbuvir age diretamente contra o vírus da hepatite C, bloqueando a proteína NS5B, enzima fundamental para a replicação do vírus. 

Desta forma, impede que o vírus se multiplique, permitindo que o sistema imunológico e a terapia combinada eliminem a infecção do organismo.

O sofosbuvir pode ser usado sozinho?

Não. O sofosbuvir faz parte de combinações com outros medicamentos antivirais para tratar a hepatite C. A associação adequada depende da situação clínica.

Como tomar

O sofosbuvir é administrado por via oral, geralmente uma vez ao dia. O comprimido deve ser engolido inteiro, com água, e pode ser tomado com ou sem alimentos.

A dose e a duração dependem da combinação utilizada, do tipo de vírus, da presença de cirrose e do histórico de tratamento. O esquema não deve ser alterado por conta própria.

Posologia

A posologia recomendada do sofosbuvir para adultos é:

1. Sofosbuvir 400 mg

A dose diária usual para adultos é de 1 comprimido de sofosbuvir 400 mg, 1 vez por dia, sempre no mesmo horário, combinação com outros antivirais para hepatite C. 

O esquema e a duração do tratamento variam conforme o genótipo do vírus, o histórico de tratamento e as condições clínicas.

2. Sofosbuvir + velpatasvir

A combinação de sofosbuvir 400 mg + velpatasvir 100 mg está disponível em um único comprimido, como no Epclusa. A dose usual para adultos é de 1 comprimido, uma vez ao dia, geralmente por 12 semanas. 

Em algumas situações, pode ser necessário associar ribavirina.

3. Sofosbuvir e daclatasvir

O sofosbuvir 400 mg pode ser associado ao daclatasvir 60 mg no tratamento da hepatite C.

A dose usual para adultos é de 1 comprimido de cada medicamento, uma vez ao dia, mas o esquema e a duração variam conforme o genótipo do vírus, o estágio da doença e outros medicamentos em uso.

Leia também: Tratamento para Hepatite tuasaude.com/tratamento-para-hepatite

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados durante o tratamento com sofosbuvir são:

  • Tomar o comprimido todos os dias no horário indicado;
  • Não interromper o tratamento por conta própria;
  • Realizar os exames de sangue solicitados antes, durante e após o tratamento;
  • Investigar hepatite B antes do tratamento, quando indicado;
  • Evitar tomar medicamentos, vitaminas, chás e suplementos em uso, inclusive erva-de-São-João, sem orientação médica.

A investigação da hepatite B é importante porque pode ocorrer reativação do vírus durante o tratamento da hepatite C. Saiba mais sobre a hepatite B.

Sofosbuvir cura a hepatite C?

O sofosbuvir faz parte de tratamentos capazes de curar a hepatite C, dependendo do esquema utilizado e das condições clínicas.

A cura é confirmada pelo exame HCV-RNA, que verifica a presença do vírus após o tratamento. Quando o vírus permanece indetectável, considera-se que houve resposta virológica sustentada, indicando a cura da infecção. 

Leia também: Exame HCV: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/exame-hcv

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do sofosbuvir são:

  • Cansaço e dor de cabeça;
  • Náusea, fraqueza e dificuldade para dormir;
  • Irritabilidade e diarreia;
  • Coceira e alterações na pele;
  • Anemia, principalmente em esquemas que incluem ribavirina ou interferona.

As reações podem variar conforme os medicamentos usados junto ao sofosbuvir.

É importante ir ao pronto-socorro imediatamente se surgirem falta de ar, desmaio, palpitações, tontura intensa, inchaço no rosto, boca ou garganta, ou manchas com bolhas na pele.

Quem não deve usar

O sofosbuvir não deve ser usado por pessoas com alergia ao medicamento ou a algum componente da fórmula.

A associação com ribavirina exige cuidados específicos na gestação, devido ao risco de danos ao feto.

Alguns medicamentos, como rifampicina, erva-de-São-João, carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, podem interagir com o sofosbuvir e reduzir a eficácia do tratamento.

A combinação com amiodarona pode causar batimentos cardíacos perigosamente lentos (bradicardia grave) e até parada cardíaca. Saiba o que fazer em caso de parada cardíaca.



source https://www.tuasaude.com/sofosbuvir/

Tamponamento cardíaco: o que é, sintomas, causas e tratamento

O tamponamento cardíaco é uma emergência em que existe acúmulo de líquido ou sangue entre as duas membranas que revestem o coração, causando sintomas como dor no peito, dificuldade para respirar e aumento da frequência cardíaca.

Devido ao acúmulo de líquido, o coração não consegue bombear a quantidade de sangue suficiente para os órgãos e tecidos, o que pode resultar em choque e óbito caso não seja tratada rapidamente.

Assim, na presença de sintomas indicativos de tamponamento cardíaco, a pessoa deve ir ou chamar um atendimento de urgência. Assim, o médico pode fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode ser feito com o uso de remédios e cirurgia, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de tamponamento cardíaco

Os principais sintomas de tamponamento cardíaco são:

  • Dor forte no peito, que pode irradiar para o pescoço, ombros, costas ou barriga;
  • Dor no peito que piora ao tossir, respirar fundo ou deitar de costas;
  • Dificuldade para respirar ou respiração rápida;
  • Aumento dos batimentos do coração;
  • Tontura sensação de desmaio ou sono excessivo;
  • Pele pálida, acinzentada ou azulada;
  • Confusão mental, agitação ou ansiedade:
  • Pulsação fraca ou não perceptível.

A pessoa também pode apresentar pressão baixa, dilatação das veias do pescoço e pés e mãos frios.

Quando o líquido se acumula gradativamente ao longo de semanas ou meses, a pessoa pode ter dificuldade para respirar ao deitar, falta de ar progressiva, desconforto no peito, cansaço durante atividades comuns, inchaço nas pernas e barriga e pele e olhos amarelados.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do tamponamento cardíaco é feito pelo cardiologista através da avaliação dos três sinais que indicam forte suspeita desta condição, incluindo pressão baixa, veias do pescoço saltadas ou estufadas e sons dos batimentos cardíacos distantes ou abafados.

Marque uma consulta com o cardiologista mais perto de você, usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico também avalia a frequência cardíaca e outros sintomas, e também realiza o ecocardiograma, que é o exame indicado para diagnosticar rapidamente o tamponamento cardíaco.

Outros exames que também podem ser solicitados pelo médico incluem o eletrocardiograma, o raio-X de tórax, a ressonância magnética e o cateterismo.

Exames laboratoriais, como testes de função renal, enzimas de lesão cardíaca, sorologia para HIV, exames autoimunes e rastreamento para tuberculose, também podem ser indicados pelo médico para avaliar a causa do acúmulo de líquido.

Causas do tamponamento cardíaco

As principais causas do tamponamento cardíaco são:

  • Traumas no tórax, como os devidos a ferimentos por facas, arma de fogo e acidentes de carro;
  • Procedimentos médicos, como cirurgia cardíaca perto do pericárdio, ablação cardíaca e colocação de marca-passo;
  • Radioterapia direcionadas ao tórax ou perto do coração;
  • Doenças cardíacas, como dissecção da aorta, infarto e insuficiência cardíaca congestiva;
  • Pericardite ou miocardite;
  • Infecções, como tuberculose ou infecção por HIV;
  • Histórico de câncer, especialmente dos pulmões ou coração ou leucemia;
  • Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, dermatomiosite e esclerodermia;
  • Uso de medicamentos anticoagulantes.

Além disso, o hipotireoidismo, a amiloidose, a uremia e a insuficiência renal terminal, também podem causar o tamponamento cardíaco.

Como é feito o tratamento

O tratamento do tamponamento cardíaco é feito pelo cardiologista e inclui:

1. Medidas de suporte

Durante o preparo da equipe médica, a pessoa recebe algumas terapias de suporte, como;

  • Fluidos intravenosos, para aumentar as pressões venosas sistêmicas e manter a pressão arterial e o volume de sangue dentro do coração;
  • Medicamentos, como vasopressores ou suporte inotrópico, para aumentar a força de bombeamento do coração e a pressão arterial;

Além disso, a equipe também administra oxigênio suplementar com o objetivo de reduzir a carga sobre o coração,  diminuindo a necessidade de sangue pelos órgãos.

2. Pericardiocentese

Em alguns casos, o médico pode realizar a pericardiocentese, um procedimento que pode ser indicado para retirar o excesso de líquido do coração e, assim, aliviar temporariamente os sintomas.

Leia também: Pericardiocentese: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/pericardiocentese

3. Cirurgia

Quando a pericardiocentese é contraindicada ou ineficaz, o médico pode indicar a janela pericárdica, que é uma cirurgia onde uma porção da membrana pericárdica é retirada para criar uma abertura de drenagem contínua.

A janela pericárdica pode ser indicada em casos de tamponamentos recorrentes, quando o líquido está dividido em bolsas, quando existem distúrbios de coagulação ativos ou para colher material de biópsia.

Outra cirurgia que também pode ser recomendada é a toracotomia de emergência. Esta cirurgia pode ser indicada em casos de trauma com sangramento ativo e coágulos no pericárdio, por exemplo.

4. Tratamento da causa

Após a estabilização da pessoa, o médico indica o tratamento da causa do acúmulo de líquido, que pode incluir:

  • Antibiótico ou outros remédios, para tratar pericardites causadas por bactérias ou fungos;
  • Quimioterapia, em casos de tamponamento causado por câncer;
  • Diálise, para controlar a falência renal grave.

Já em casos de doenças inflamatórias e autoimunes, pode ser recomendado o uso de anti-inflamatórios não esteroides e colchicina, por exemplo.



source https://www.tuasaude.com/tamponamento-cardiaco/

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FODMAPs: o que são, alimentos (e como fazer a dieta)

FODMAPs são um conjunto de carboidratos pouco ou não digeríveis pelo organismo, que têm alto teor de frutose, lactose, fruto-oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos e polióis, incluindo alimentos como beterraba, maçã e mel, por exemplo.

A dieta FODMAP consiste em evitar estes alimentos, para ajudar a controlar e evitar os sintomas da síndrome do intestino irritável, um distúrbio gastrointestinal que pode estar relacionado com estresse, alergias ou intolerâncias alimentares, por exemplo.

Leia também: Síndrome do intestino irritável: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-do-intestino-irritavel

Isso porque os alimentos FODMAPs são fermentados por bactérias presentes no intestino delgado, piorando ou causando sintomas como má digestão, dor abdominal, barriga inchada, excesso de gases, diarreia ou prisão de ventre.

Imagem ilustrativa número 1

Alimentos FODMAPs

A tabela a seguir traz uma lista de alimentos com alto e baixo teor de FODMAPs:

Grupo de alimentos

Alimentos ricos em FODMAPs

Alimentos com baixo teor de FODMAPs

Frutas

Maçã, caqui, damasco, amora, cereja, tâmara, manga, pera, melancia, nectarina, pêssego e ameixas

Banana, mirtilo, melão, toranja, uva, limão, lima, tangerina, laranja, maracujá, framboesa, ruibarbo, kiwi, mamão, carambola, abacaxi e morango

Verduras e legumes

Alcachofra, aspargo, couve-flor, alho, beterraba, alho-poró, brócolis, cogumelos, cebola, chalota, vagens, ervilha-torta e cebolinha

Batata, mandioca, cenoura, pimentão, pimenta, pepino, berinjela, gengibre, alface, azeitona, nabo, espinafre, tomate, abobrinha, broto de bambu, aipo, abóbora e acelga

Fontes de proteínas Feijão, grãos de soja, grão-de-bico, lentilha e ervilha Tofu firme, tempeh, edamame, carne bovina, frango, peixes e frutos do mar, carne de porco e ovos

Cereais

Trigo, centeio e cevada

Aveia, milho, arroz, quinoa, bolacha de milho e espelta

Sementes e oleaginosas Pistache e castanha-de-caju Amendoim, amêndoas, macadâmia, sementes de abóbora, sementes de linhaça e chia, e trigo sarraceno
Leite e derivados Queijo cottage, ricota, queijo cremoso, sorvete, leite, iogurte e leite condensado Manteiga, leite sem lactose, iogurte sem lactose, outros tipos de queijo, como cheddar, parmesão, muçarela, suíço, brie e camembert
Doces e adoçantes Mel, sorbitol, manitol, maltitol, xarope de milho rico em frutose, agave e frutose Xarope de bordo, açúcar comum, glicose e xarope de frutose dourada
Bebidas Refrigerantes, rum, sucos de fruta, bebida vegetal de soja, leite de coco e chás de camomila, oolong, erva-doce e chai Água, bebida vegetal de arroz e amêndoas, café, vinho e outros tipos de chá

Além de conhecer os alimentos naturalmente ricos em FODMAP, é importante também sempre verificar o rótulo nutricional dos alimentos industrializados para avaliar se contêm ou não alimentos ricos em FODMAPs.

Leia também: Como ler os rótulos dos alimentos tuasaude.com/como-ler-o-rotulo-dos-alimentos

Como fazer a dieta FODMAP

Para fazer a dieta FODMAP, deve-se excluir os alimentos com alto teor de FODMAP por 2 a 4 semanas, reintroduzindo-os gradativamente.

As 3 etapas da dieta FODMAP são:

  • Fase de eliminação: onde deve-se restringir todos os alimentos ricos em FODMAP da dieta, por um período de 2 a 4 semanas, para melhorar os sintomas;
  • Fase de reintrodução: introduzir gradativamente os FODMAPs na dieta, para identificar o tipo de alimentos que tolerados por cada pessoa, observando os sintomas intestinais;
  • Fase de manutenção: onde deve-se manter os alimentos ricos em FODMAPs que são bem tolerados pela pessoa, e excluir os que não são tolerados.

A reintrodução gradativa dos alimentos na dieta ajuda na identificação dos alimentos que causam sintomas intestinais e quais podem ser consumidos.

Além disso, o nutricionista também pode recomendar o uso de suplementos probióticos para equilibrar a flora intestinal e ajudar a regular o intestino.

Leia também: Probióticos: o que são, benefícios (e como tomar) tuasaude.com/o-que-sao-os-probioticos

Cuidados durante a dieta

A dieta FODMAP pode diminuir a ingestão de nutrientes importantes para a saúde, como fibras, vitaminas e minerais.

Assim, é importante ter o acompanhamento do nutricionista nesta dieta, para garantir uma alimentação balanceada e evitar deficiências nutricionais.

Essa dieta é um tratamento eficaz para muitas pessoas com síndrome do intestino irritável. No entanto, em algumas pessoas a dieta FODMAP pode não oferecer bons resultados, sendo necessário outro tipo de tratamento.

Além disso, mulheres grávidas e pessoas com desnutrição ou transtornos alimentares, só podem fazer a dieta FODMAP com a indicação e acompanhamento de um médico.

Cardápio da dieta FODMAP

A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias da dieta FODMAP, na fase de eliminação:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã

Vitamina feita com banana, leite sem lactose e 1 col de sopa de aveia em flocos

1 xícara de chá de erva-cidreira + 1 tapioca, feita com 4 col de sopa de goma de tapioca, 1 colher de sementes de linhaça e 1 ovo

Bebida vegetal de arroz + 1 omelete com 2 ovos + ½ mamão papaia

Lanche da manhã

1 fatia média de melão + 1 punhado de amendoim

200 g de iogurte sem lactose + 1 col de sopa de sementes de abóbora

1 banana picada com 1 col de sopa de pasta de amendoim

Almoço

4 col de sopa de arroz integral + frango ensopado e salada de tomate, espinafre, abobrinha, cenoura e berinjela + 1 laranja

Purê de mandioca + carne moída com molho de tomate caseiro + 4 col de sopa de berinjela e abobrinha refogadas + 2 fatias médias de abacaxi

1 posta de peixe assado + 5 colheres de sopa de batata cozida + salada de alface, nabo e tomate + 1 carambola

Lanche da tarde

1 xícara de chá de hortelã + 1 fatia de bolo caseiro de fubá

200 g de iogurte sem lactose com 8 uvas

Vitamina de morango com 200 ml de leite de amêndoas e 4 morangos + 1 fatia de pão sem glúten com 1 fatia média de queijo sem lactose

Jantar 1 prato de sopa feita com abóbora, batata, cenoura e músculo bovino + 1 kiwi 1 filé de peixe grelhado + macarrão de arroz com molho de tomate caseiro + salada de alface, espinafre e tomate + 4 morangos 1 prato de salada feita com peito de frango grelhado desfiado + alface, tomate, azeitona, milho cozido e sementes de abóbora + 1 laranja

Este é apenas um exemplo de cardápio da dieta com baixo teor de FODMAP, onde os tipos e as quantidades de alimentos podem variar conforme as necessidades de cada pessoa.

Assim, é recomendado consultar o nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar um plano alimentar individualizado.

Marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você, se deseja uma dieta FODMAP:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]



source https://www.tuasaude.com/dieta-fodmap-para-sindrome-do-intestino-irritavel/

Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento

A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune que pode causar sintomas como dormência e formigamento nos braços, pernas ou troncos, cansaço excessivo e visão dupla ou embaçada, por exemplo.

Nesta doença, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que é uma estrutura protetora que cobre os neurônios e que atua na transmissão dos impulsos nervosos.

Leia também: 12 sintomas de esclerose múltipla (e como tratar) tuasaude.com/sintomas-de-esclerose-multipla

A esclerose múltipla não tem cura, mas os os tratamentos indicados pelo neurologista, como remédios corticoides, anticonvulsivantes e exercícios físicos, ajudam a controlar os sintomas, evitar as crises ou atrasar a sua evolução.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de esclerose múltipla

Os principais sintomas da esclerose múltipla são:

  • Cansaço excessivo;
  • Dormência ou formigamento nas pernas, braços, troncos ou rosto;
  • Perda de força muscular;
  • Dificuldades para andar e perda do equilíbrio;
  • Rigidez muscular, espasmos involuntários e cãibras dolorosas;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Visão dupla ou embaçada, perda ou diminuição temporária da visão ou dor ao mover o olho;
  • Sensação de \"choque elétrico\" nas costas e membros, ao dobrar o pescoço pra frente, conhecido como sinal de Lhermitte.

A pessoa também pode apresentar incontinência urinária ou fecal, retenção urinária ou urgência para urinar, prisão de ventre, diarreia, refluxo, redução da libido, secura vaginal ou disfunção erétil.

A dificuldade de concentração, a perda da memória recente, as alterações de humor, como depressão e ansiedade, e episódios de riso ou choro involuntários e excessivos, também podem acontecer.

Os sintomas não surgem necessariamente todos ao mesmo tempo. Além disso, os sintomas podem ser agravados pela exposição ao calor, a febre e algumas infecções.

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]

Teste de sintomas

Para saber o risco de ter esclerose múltipla ou estar numa crise, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

{TESTE_SINTOMAS_ESCLEROSE_MULTIPLA}

O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e, por isso, não deve ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o neurologista ou o clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito pelo neurologista a partir da história de saúde e da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa.

O médico também solicita exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano e exames de sangue, para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico deve ser baseado na existência de dois ou mais episódios sintomáticos, que devem durar mais de 24 horas e de forma distinta, separados por um período de no mínimo um mês.

Leia também: Especialistas em esclerose múltipla: qual médico consultar? tuasaude.com/especialistas-em-esclerose-multipla

Possíveis causas

A causa exata da esclerose múltipla não é conhecida, no entanto, os estudos indicam ser uma doença relacionada com fatores imunológicos, predisposição genética e fatores ambientais.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco que podem favorecer a esclerose múltipla são:

  • Ter casos de esclerose múltipla na família como pais ou irmãos; 
  • Alterações em genes associados ao sistema imunológico, no DNA mitocondrial e na função de reparo celular, por exemplo;
  • Ataque pelas células B ou T pró-inflamatórias ao sistema imunológico;
  • Deficiência de vitamina D;
  • Tabagismo.
  • Ter entre 20 e 40 anos;
  • Ser mulher, pois ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes a chance de desenvolver esclerose múltipla.

A infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, também aumenta o risco de esclerose múltipla. No entanto, essa infecção precisa ser acompanhada de outros fatores de risco, como genética e fatores de estilo de vida, para provocar a esclerose múltipla.

Como é feito o tratamento

O tratamento da esclerose múltipla tem o objetivo de evitar a evolução da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas.

Assim, os tratamentos indicados pelo médico incluem:

  • Terapias modificadoras da doença, remédios que atuam no sistema imunológico, para diminuir a resposta inflamatória e prevenir novas lesões e cicatrizes no cérebro e na medula, como beta-interferonas, fingolimode e natalizumabe;
  • Corticoides, como metilprednisolona oral ou intravenosa, na fase aguda da doença;
  • Plasmaférese, recomendada se a pessoa apresentar uma resposta ruim ou insuficiente aos corticoides em surtos graves;
  • Psicoterapia, como terapia cognitiva comportamental, para ajudar no tratamento de depressão e ansiedade;
  • Exercícios físicos regulares, incluindo treinos aeróbicos e exercícios de resistência, flexibilidade e neuromotores, como yoga e Pilates, conforme a capacidade de cada pessoa e orientação médica.

O médico também pode recomendar a atividade física adaptada, como treino de respiração ativa com espirômetro, alongamentos diário passivos de articulações, treinos de equilíbrio sentado e reabilitação postural assistida, para pessoas com mobilidade gravemente diminuída.

Leia também: 11 tratamentos para esclerose múltipla (remédios, fisioterapia e mais) tuasaude.com/tratamento-para-esclerose-multipla

[ELEMENT_FAQS_8121]



source https://www.tuasaude.com/esclerose-multipla/

Síndrome edemigênica: o que é, sintomas, causas e tratamento

A síndrome edemigênica é uma condição provocada pela retenção de excesso de líquido no corpo, que pode ser acompanhada de sintomas como inchaço nos membros inferiores ou barriga, cansaço, alteração da pressão arterial e palpitações.

A síndrome edemigênica pode indicar problemas nos rins, coração ou fígado, como insuficiência renal, cirrose hepática, insuficiência cardíaca ou má circulação, por exemplo.

Na presença de sinais ou sintomas que indiquem a síndrome edemigênica, é aconselhado consultar o clínico geral, nefrologista ou cardiologista, para fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de remédios, como furosemida e espironolactona.

Leia também: Diuréticos: o que são, tipos e quando não usar tuasaude.com/como-funcionam-os-diureticos
Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de síndrome edemigênica

Os sintomas de síndrome edemigênica são:

  • Inchaço no rosto, membros inferiores e/ou na barriga;
  • Aumento do peso corporal;
  • Alteração na pressão arterial;
  • Cansaço frequente;
  • Palpitações;
  • Coceira no corpo.

Outros sintomas como mal-estar, confusão mental, urina com espuma ou escura, sensação de falta de ar, dor no peito, náuseas e perda do apetite também podem estar presentes na síndrome edemigênica.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome edemigênica é feito por um clínico geral, cardiologista ou nefrologista, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, e do histórico de saúde da pessoa.

Se deseja consultar um especialista, marque uma consulta com o clínico geral mais próximo de você:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis de sódio, potássio, albumina, ureia e creatinina, exame de urina, ultrassonografia do abdômen e ecocardiograma.

Possíveis causas

As possíveis causas da síndrome edemigênica incluem:

  1. Alterações nos rins, como síndrome nefrótica, síndrome nefrítica ou insuficiência renal;
  2. Problemas no coração, como insuficiência cardíaca;
  3. Doenças no fígado, como cirrose hepática, insuficiência hepática ou câncer de fígado.

Além disso, a síndrome edemigênica também pode ser causada por reações alérgicas graves à alimentos ou medicamentos.

Como é o tratamento

O tratamento da síndrome edemigênica varia conforme a causa dessa condição e inclui:

1. Diuréticos

O médico pode prescrever o uso de diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida e espironolactona, para ajudar a controlar a pressão arterial e diminuir o inchaço em casos de problemas no coração ou rins. Confira outros remédios diuréticos.

2. Anti-hipertensivos

Os anti-hipertensivos são indicados pelo médico para controlar a pressão alta, em casos de insuficiência cardíaca ou renal.

Alguns anti-hipertensivos que podem ser indicados são enalapril, benazepril e captopril.

Leia também: Remédio para pressão alta: 10 tipos mais usados tuasaude.com/remedios-para-pressao-alta

3. Hemodiálise

Na insuficiência cardíaca ou renal grave, o médico também pode recomendar a realização de hemodiálise.

A hemodiálise é um procedimento que tem como objetivo filtrar o sangue para remover o excesso de toxinas, sais minerais e líquidos, sendo indicado quando os rins não estão funcionando bem. Entenda melhor sobre a hemodiálise.

4. Transplante de órgãos

Em casos onde os problemas no coração, rins ou fígado são graves, deixam de funcionar e não respondem aos tratamentos convencionais, o médico pode indicar a realização de transplante de órgãos.

Leia também: Transplante: quando é indicado, como é feito, recuperação (e outras dúvidas) tuasaude.com/transplante

source https://www.tuasaude.com/sindrome-edemigenica/

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ginecomastia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

A ginecomastia é o aumento das mamas em homens, devido ao excesso de tecido da glândula mamária, que pode acontecer por um desequilíbrio nos níveis dos hormônios estrogênio e testosterona, obesidade ou uso de remédios, por exemplo.

Essa condição, também chamada de ginecomastia masculina, acontece com mais frequência na adolescência, mas também pode surgirem recém-nascidos ou em idosos, e afetar uma mama ou as duas, mas geralmente tende a desaparecer espontaneamente.

No entanto, se não ocorrer melhora, deve-se consultar o endocrinologista para avaliar o tipo e a causa da ginecomastia e assim indicar o tratamento mais adequado que pode ser feito com o uso de medicamentos ou cirurgia, por exemplo.

Assista o vídeo a seguir com o Dr. Guilherme e conheça melhor sobre a ginecomastia:

Ginecomastia: o que é, causas e como é a cirurgia

10:02 | 2.828 visualizações

Sintomas de ginecomastia

Os principais sintomas de ginecomastia são:

  • Aumento de uma ou das duas mamas;
  • Diferença de tamanho de uma mama para outra;
  • Aumento da sensibilidade na mama ou nos mamilos;
  • Dor na mama, especialmente em adolescentes;
  • Inchaço na mama afetada;
  • Aréola maior ou mais escura, em alguns casos.

Quando a ginecomastia ocorre em apenas uma mama é chamada de ginecomastia unilateral, já quando é nas duas mamas, é chamada de ginecomastia bilateral.

Quando ocorre nas duas mamas, geralmente, ocorre um aumento de forma desigual, o que pode causar problemas de autoestima nos homens.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da ginecomastia é feito pelo endocrinologista ou clínico geral, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de uso de remédios, histórico familiar de ginecomastia, além do exame físico das mamas, pescoço, tireoide, axilas e testículos.

Marque uma consulta com um endocrinologista na região mais próxima:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Além disso, o médico deve solicitar exames que medem a quantidade de hormônios estrogênio e testosterona no corpo, além de exames para avaliar a função dos rins, fígado e tireoide.

O médico também pode solicitar exames de mamografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada das mamas, ultrassom dos testículos, se necessário, ou uma biópsia do tecido da mama, para descartar condições com sintomas semelhantes, como câncer de mama, linfoma ou cisto dermoide, por exemplo.

Leia também: Mamografia: o que é, para que serve, como é feita e resultados tuasaude.com/mamografia

Possíveis causas

A ginecomastia masculina é causada por um desequilíbrio hormonal, em que ocorre uma diminuição ou bloqueio dos efeitos da testosterona ou aumento da quantidade de estrogênio no corpo.

Alguns fatores podem causar esse desequilíbrio hormonal como:

  • Obesidade ou desnutrição;
  • Hipogonadismo ou hipertireoidismo;
  • Infecção no testículo;
  • Síndrome de Klinefelter;
  • Insuficiência renal, hepática ou cirrose no fígado;
  • Uso de anabolizantes ou remédios com estrogênio;
  • Consumo de drogas, como maconha, anfetaminas ou heroína;
  • Câncer de mama, tumor no testículo, na glândula suprarrenal ou na pituitária;
  • Efeito colateral de remédios, como omeprazol, cimetidina, captopril, anlodipino, digoxina, amiodarona, amitriptilina e clomipramina, por exemplo.

Além disso, o tratamento do câncer com quimioterapia ou radioterapia, ou o tratamento da infecção pelo HIV, pode levar a um aumento da mama em homens, causando a ginecomastia.

Tipos de ginecomastia

Os tipos de ginecomastia, conforme o tamanho da mama, excesso de pele e características do tecido mamário, são:

  • Ginecomastia grau 1: ocorre um pequeno aumento da mama ao redor da aréola, devido o aparecimento de uma massa de tecido glandular mamário concentrado, como se fosse um botão em volta da aréola, não existindo excesso de pele, mas uma mama pode apresentar tamanho ligeiramente maior que a outra;
  • Ginecomastia grau 2a: ocorre um aumento moderado da mama, sem excesso de pele, sendo que massa de tecido mamário geralmente se concentra na parte inferior da mama, próxima ao tórax, e neste caso, pode haver acúmulo de gordura, e ser percebido através da roupa;
  • Ginecomastia grau 2b: é o mesmo que a ginecomastia grau 2a, no entanto, nesse caso, existe excesso de pele na mama;
  • Ginecomastia grau 3: é o estágio mais avançado em que a massa de tecido mamário está bastante espalhada pela mama, e apresentando excesso de gordura e de pele no local.

O tratamento de cada tipo de ginecomastia depende da quantidade de pele e do tamanho da mama, devendo sempre ser indicado pelo endocrinologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento da ginecomastia deve ser orientado pelo ginecologista e consiste em:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico tem apenas como objetivo avaliar o desenvolvimento das mamas, sendo principalmente nos casos de ginecomastia no recém nascido que ocorre devido aos efeitos do estrógeno da mãe no útero e, geralmente, desaparece em 2 a 3 semanas após o nascimento.

Outro tipo de ginecomastia que é considerada normal e que pode ser feito acompanhamento médico, é a ginecomastia masculina da adolescência devido à puberdade, que desaparece de forma espontânea, geralmente em 6 meses a dois anos. Conheça as principais mudanças no corpo durante a puberdade. 

2. Uso de remédios

Os remédios que podem ser usados para tratar a ginecomastia masculina são:

  • Tamoxifeno ou citrato de clomifeno: agem bloqueando os efeitos dos estrógeno no corpo;
  • Anastrozol ou letrozol: agem impedindo a formação de estrógeno, o que leva a uma diminuição dos níveis desse hormônio no corpo;
  • Testosterona, dihidrotestosterona ou danazol: que agem aumentando os níveis de testosterona no corpo.

O tratamento com remédios pode ser indicado pelo endocrinologista quando as mamas não reduzem espontaneamente ou quando é notado inchaço, dor ou sensibilidade na mama afetada.

O uso desses remédios deve ser feito somente sob a supervisão de um endocrinologista e com doses específicas para cada pessoa.

3. Cirurgia

A cirurgia para ginecomastia é indicada pelo médico para reduzir o tamanho da mama afetada nos casos em que não ocorre o desaparecimento natural da ginecomastia em até 2 anos, quando interfere nas atividades do dia a dia ou causa constrangimento no homem.

Além disso, a cirurgia também pode ser recomendada nos casos em que os remédios não foram capazes de reduzir o tamanho da mama ou quando há suspeita de câncer de mama. Veja os sintomas do câncer de mama masculino e o tratamento. 

Os principais tipos de cirurgia que podem ser feitos para ginecomastia incluem:

  • Lipoaspiração: que consiste em remover a gordura da mama, mas não as glândulas mamárias;
  • Mastectomia: consiste na remoção do tecido da glândula mamária, feita com pequenos cortes na pele, o que permite uma recuperação mais rápida.

Na adolescência, o recomendado é aguardar o término da puberdade para realizar a cirurgia, para diminuir o risco da ginecomastia reaparecer.

As cirurgias demoram cerca de uma hora e meia e é realizada com sedação e anestesia local ou geral, dependendo do cirurgião plástico que irá fazer a cirurgia.

Durante a cirurgia, é feito um corte em formato de meia lua ao redor do mamilo, para poder ser removido o excesso de tecido mamário, que depois é enviado para análise para descartar a possibilidade de ser câncer.



source https://www.tuasaude.com/ginecomastia/

Vacinas da meningite: tipos e quando tomar

As vacinas ajudam a prevenir a meningite meningocócica causada por Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, B, C, W-135 e Y, meningite pneum...