segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FODMAPs: o que são, alimentos (e como fazer a dieta)

FODMAPs são um conjunto de carboidratos pouco ou não digeríveis pelo organismo, que têm alto teor de frutose, lactose, fruto-oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos e polióis, incluindo alimentos como beterraba, maçã e mel, por exemplo.

A dieta FODMAP consiste em evitar estes alimentos, para ajudar a controlar e evitar os sintomas da síndrome do intestino irritável, um distúrbio gastrointestinal que pode estar relacionado com estresse, alergias ou intolerâncias alimentares, por exemplo.

Leia também: Síndrome do intestino irritável: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-do-intestino-irritavel

Isso porque os alimentos FODMAPs são fermentados por bactérias presentes no intestino delgado, piorando ou causando sintomas como má digestão, dor abdominal, barriga inchada, excesso de gases, diarreia ou prisão de ventre.

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Alimentos FODMAPs

A tabela a seguir traz uma lista de alimentos com alto e baixo teor de FODMAPs:

Grupo de alimentos

Alimentos ricos em FODMAPs

Alimentos com baixo teor de FODMAPs

Frutas

Maçã, caqui, damasco, amora, cereja, tâmara, manga, pera, melancia, nectarina, pêssego e ameixas

Banana, mirtilo, melão, toranja, uva, limão, lima, tangerina, laranja, maracujá, framboesa, ruibarbo, kiwi, mamão, carambola, abacaxi e morango

Verduras e legumes

Alcachofra, aspargo, couve-flor, alho, beterraba, alho-poró, brócolis, cogumelos, cebola, chalota, vagens, ervilha-torta e cebolinha

Batata, mandioca, cenoura, pimentão, pimenta, pepino, berinjela, gengibre, alface, azeitona, nabo, espinafre, tomate, abobrinha, broto de bambu, aipo, abóbora e acelga

Fontes de proteínas Feijão, grãos de soja, grão-de-bico, lentilha e ervilha Tofu firme, tempeh, edamame, carne bovina, frango, peixes e frutos do mar, carne de porco e ovos

Cereais

Trigo, centeio e cevada

Aveia, milho, arroz, quinoa, bolacha de milho e espelta

Sementes e oleaginosas Pistache e castanha-de-caju Amendoim, amêndoas, macadâmia, sementes de abóbora, sementes de linhaça e chia, e trigo sarraceno
Leite e derivados Queijo cottage, ricota, queijo cremoso, sorvete, leite, iogurte e leite condensado Manteiga, leite sem lactose, iogurte sem lactose, outros tipos de queijo, como cheddar, parmesão, muçarela, suíço, brie e camembert
Doces e adoçantes Mel, sorbitol, manitol, maltitol, xarope de milho rico em frutose, agave e frutose Xarope de bordo, açúcar comum, glicose e xarope de frutose dourada
Bebidas Refrigerantes, rum, sucos de fruta, bebida vegetal de soja, leite de coco e chás de camomila, oolong, erva-doce e chai Água, bebida vegetal de arroz e amêndoas, café, vinho e outros tipos de chá

Além de conhecer os alimentos naturalmente ricos em FODMAP, é importante também sempre verificar o rótulo nutricional dos alimentos industrializados para avaliar se contêm ou não alimentos ricos em FODMAPs.

Leia também: Como ler os rótulos dos alimentos tuasaude.com/como-ler-o-rotulo-dos-alimentos

Como fazer a dieta FODMAP

Para fazer a dieta FODMAP, deve-se excluir os alimentos com alto teor de FODMAP por 2 a 4 semanas, reintroduzindo-os gradativamente.

As 3 etapas da dieta FODMAP são:

  • Fase de eliminação: onde deve-se restringir todos os alimentos ricos em FODMAP da dieta, por um período de 2 a 4 semanas, para melhorar os sintomas;
  • Fase de reintrodução: introduzir gradativamente os FODMAPs na dieta, para identificar o tipo de alimentos que tolerados por cada pessoa, observando os sintomas intestinais;
  • Fase de manutenção: onde deve-se manter os alimentos ricos em FODMAPs que são bem tolerados pela pessoa, e excluir os que não são tolerados.

A reintrodução gradativa dos alimentos na dieta ajuda na identificação dos alimentos que causam sintomas intestinais e quais podem ser consumidos.

Além disso, o nutricionista também pode recomendar o uso de suplementos probióticos para equilibrar a flora intestinal e ajudar a regular o intestino.

Leia também: Probióticos: o que são, benefícios (e como tomar) tuasaude.com/o-que-sao-os-probioticos

Cuidados durante a dieta

A dieta FODMAP pode diminuir a ingestão de nutrientes importantes para a saúde, como fibras, vitaminas e minerais.

Assim, é importante ter o acompanhamento do nutricionista nesta dieta, para garantir uma alimentação balanceada e evitar deficiências nutricionais.

Essa dieta é um tratamento eficaz para muitas pessoas com síndrome do intestino irritável. No entanto, em algumas pessoas a dieta FODMAP pode não oferecer bons resultados, sendo necessário outro tipo de tratamento.

Além disso, mulheres grávidas e pessoas com desnutrição ou transtornos alimentares, só podem fazer a dieta FODMAP com a indicação e acompanhamento de um médico.

Cardápio da dieta FODMAP

A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias da dieta FODMAP, na fase de eliminação:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã

Vitamina feita com banana, leite sem lactose e 1 col de sopa de aveia em flocos

1 xícara de chá de erva-cidreira + 1 tapioca, feita com 4 col de sopa de goma de tapioca, 1 colher de sementes de linhaça e 1 ovo

Bebida vegetal de arroz + 1 omelete com 2 ovos + ½ mamão papaia

Lanche da manhã

1 fatia média de melão + 1 punhado de amendoim

200 g de iogurte sem lactose + 1 col de sopa de sementes de abóbora

1 banana picada com 1 col de sopa de pasta de amendoim

Almoço

4 col de sopa de arroz integral + frango ensopado e salada de tomate, espinafre, abobrinha, cenoura e berinjela + 1 laranja

Purê de mandioca + carne moída com molho de tomate caseiro + 4 col de sopa de berinjela e abobrinha refogadas + 2 fatias médias de abacaxi

1 posta de peixe assado + 5 colheres de sopa de batata cozida + salada de alface, nabo e tomate + 1 carambola

Lanche da tarde

1 xícara de chá de hortelã + 1 fatia de bolo caseiro de fubá

200 g de iogurte sem lactose com 8 uvas

Vitamina de morango com 200 ml de leite de amêndoas e 4 morangos + 1 fatia de pão sem glúten com 1 fatia média de queijo sem lactose

Jantar 1 prato de sopa feita com abóbora, batata, cenoura e músculo bovino + 1 kiwi 1 filé de peixe grelhado + macarrão de arroz com molho de tomate caseiro + salada de alface, espinafre e tomate + 4 morangos 1 prato de salada feita com peito de frango grelhado desfiado + alface, tomate, azeitona, milho cozido e sementes de abóbora + 1 laranja

Este é apenas um exemplo de cardápio da dieta com baixo teor de FODMAP, onde os tipos e as quantidades de alimentos podem variar conforme as necessidades de cada pessoa.

Assim, é recomendado consultar o nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar um plano alimentar individualizado.

Marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você, se deseja uma dieta FODMAP:

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source https://www.tuasaude.com/dieta-fodmap-para-sindrome-do-intestino-irritavel/

Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento

A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune que pode causar sintomas como dormência e formigamento nos braços, pernas ou troncos, cansaço excessivo e visão dupla ou embaçada, por exemplo.

Nesta doença, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que é uma estrutura protetora que cobre os neurônios e que atua na transmissão dos impulsos nervosos.

Leia também: 12 sintomas de esclerose múltipla (e como tratar) tuasaude.com/sintomas-de-esclerose-multipla

A esclerose múltipla não tem cura, mas os os tratamentos indicados pelo neurologista, como remédios corticoides, anticonvulsivantes e exercícios físicos, ajudam a controlar os sintomas, evitar as crises ou atrasar a sua evolução.

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Sintomas de esclerose múltipla

Os principais sintomas da esclerose múltipla são:

  • Cansaço excessivo;
  • Dormência ou formigamento nas pernas, braços, troncos ou rosto;
  • Perda de força muscular;
  • Dificuldades para andar e perda do equilíbrio;
  • Rigidez muscular, espasmos involuntários e cãibras dolorosas;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Visão dupla ou embaçada, perda ou diminuição temporária da visão ou dor ao mover o olho;
  • Sensação de \"choque elétrico\" nas costas e membros, ao dobrar o pescoço pra frente, conhecido como sinal de Lhermitte.

A pessoa também pode apresentar incontinência urinária ou fecal, retenção urinária ou urgência para urinar, prisão de ventre, diarreia, refluxo, redução da libido, secura vaginal ou disfunção erétil.

A dificuldade de concentração, a perda da memória recente, as alterações de humor, como depressão e ansiedade, e episódios de riso ou choro involuntários e excessivos, também podem acontecer.

Os sintomas não surgem necessariamente todos ao mesmo tempo. Além disso, os sintomas podem ser agravados pela exposição ao calor, a febre e algumas infecções.

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Teste de sintomas

Para saber o risco de ter esclerose múltipla ou estar numa crise, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

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O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e, por isso, não deve ser usado como diagnóstico ou substituir a consulta com o neurologista ou o clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito pelo neurologista a partir da história de saúde e da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa.

O médico também solicita exames de sangue e de imagem, como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano e exames de sangue, para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico deve ser baseado na existência de dois ou mais episódios sintomáticos, que devem durar mais de 24 horas e de forma distinta, separados por um período de no mínimo um mês.

Leia também: Especialistas em esclerose múltipla: qual médico consultar? tuasaude.com/especialistas-em-esclerose-multipla

Possíveis causas

A causa exata da esclerose múltipla não é conhecida, no entanto, os estudos indicam ser uma doença relacionada com fatores imunológicos, predisposição genética e fatores ambientais.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco que podem favorecer a esclerose múltipla são:

  • Ter casos de esclerose múltipla na família como pais ou irmãos; 
  • Alterações em genes associados ao sistema imunológico, no DNA mitocondrial e na função de reparo celular, por exemplo;
  • Ataque pelas células B ou T pró-inflamatórias ao sistema imunológico;
  • Deficiência de vitamina D;
  • Tabagismo.
  • Ter entre 20 e 40 anos;
  • Ser mulher, pois ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes a chance de desenvolver esclerose múltipla.

A infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, também aumenta o risco de esclerose múltipla. No entanto, essa infecção precisa ser acompanhada de outros fatores de risco, como genética e fatores de estilo de vida, para provocar a esclerose múltipla.

Como é feito o tratamento

O tratamento da esclerose múltipla tem o objetivo de evitar a evolução da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas.

Assim, os tratamentos indicados pelo médico incluem:

  • Terapias modificadoras da doença, remédios que atuam no sistema imunológico, para diminuir a resposta inflamatória e prevenir novas lesões e cicatrizes no cérebro e na medula, como beta-interferonas, fingolimode e natalizumabe;
  • Corticoides, como metilprednisolona oral ou intravenosa, na fase aguda da doença;
  • Plasmaférese, recomendada se a pessoa apresentar uma resposta ruim ou insuficiente aos corticoides em surtos graves;
  • Psicoterapia, como terapia cognitiva comportamental, para ajudar no tratamento de depressão e ansiedade;
  • Exercícios físicos regulares, incluindo treinos aeróbicos e exercícios de resistência, flexibilidade e neuromotores, como yoga e Pilates, conforme a capacidade de cada pessoa e orientação médica.

O médico também pode recomendar a atividade física adaptada, como treino de respiração ativa com espirômetro, alongamentos diário passivos de articulações, treinos de equilíbrio sentado e reabilitação postural assistida, para pessoas com mobilidade gravemente diminuída.

Leia também: 11 tratamentos para esclerose múltipla (remédios, fisioterapia e mais) tuasaude.com/tratamento-para-esclerose-multipla

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source https://www.tuasaude.com/esclerose-multipla/

Síndrome edemigênica: o que é, sintomas, causas e tratamento

A síndrome edemigênica é uma condição provocada pela retenção de excesso de líquido no corpo, que pode ser acompanhada de sintomas como inchaço nos membros inferiores ou barriga, cansaço, alteração da pressão arterial e palpitações.

A síndrome edemigênica pode indicar problemas nos rins, coração ou fígado, como insuficiência renal, cirrose hepática, insuficiência cardíaca ou má circulação, por exemplo.

Na presença de sinais ou sintomas que indiquem a síndrome edemigênica, é aconselhado consultar o clínico geral, nefrologista ou cardiologista, para fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de remédios, como furosemida e espironolactona.

Leia também: Diuréticos: o que são, tipos e quando não usar tuasaude.com/como-funcionam-os-diureticos
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Sintomas de síndrome edemigênica

Os sintomas de síndrome edemigênica são:

  • Inchaço no rosto, membros inferiores e/ou na barriga;
  • Aumento do peso corporal;
  • Alteração na pressão arterial;
  • Cansaço frequente;
  • Palpitações;
  • Coceira no corpo.

Outros sintomas como mal-estar, confusão mental, urina com espuma ou escura, sensação de falta de ar, dor no peito, náuseas e perda do apetite também podem estar presentes na síndrome edemigênica.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome edemigênica é feito por um clínico geral, cardiologista ou nefrologista, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, e do histórico de saúde da pessoa.

Se deseja consultar um especialista, marque uma consulta com o clínico geral mais próximo de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis de sódio, potássio, albumina, ureia e creatinina, exame de urina, ultrassonografia do abdômen e ecocardiograma.

Possíveis causas

As possíveis causas da síndrome edemigênica incluem:

  1. Alterações nos rins, como síndrome nefrótica, síndrome nefrítica ou insuficiência renal;
  2. Problemas no coração, como insuficiência cardíaca;
  3. Doenças no fígado, como cirrose hepática, insuficiência hepática ou câncer de fígado.

Além disso, a síndrome edemigênica também pode ser causada por reações alérgicas graves à alimentos ou medicamentos.

Como é o tratamento

O tratamento da síndrome edemigênica varia conforme a causa dessa condição e inclui:

1. Diuréticos

O médico pode prescrever o uso de diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida e espironolactona, para ajudar a controlar a pressão arterial e diminuir o inchaço em casos de problemas no coração ou rins. Confira outros remédios diuréticos.

2. Anti-hipertensivos

Os anti-hipertensivos são indicados pelo médico para controlar a pressão alta, em casos de insuficiência cardíaca ou renal.

Alguns anti-hipertensivos que podem ser indicados são enalapril, benazepril e captopril.

Leia também: Remédio para pressão alta: 10 tipos mais usados tuasaude.com/remedios-para-pressao-alta

3. Hemodiálise

Na insuficiência cardíaca ou renal grave, o médico também pode recomendar a realização de hemodiálise.

A hemodiálise é um procedimento que tem como objetivo filtrar o sangue para remover o excesso de toxinas, sais minerais e líquidos, sendo indicado quando os rins não estão funcionando bem. Entenda melhor sobre a hemodiálise.

4. Transplante de órgãos

Em casos onde os problemas no coração, rins ou fígado são graves, deixam de funcionar e não respondem aos tratamentos convencionais, o médico pode indicar a realização de transplante de órgãos.

Leia também: Transplante: quando é indicado, como é feito, recuperação (e outras dúvidas) tuasaude.com/transplante

source https://www.tuasaude.com/sindrome-edemigenica/

Propriocepção: o que é, para que serve ( com exercícios)

A propriocepção é a capacidade que o próprio corpo tem de avaliar em que posição se encontra, a fim de manter o equilíbrio quando está parad...