quinta-feira, 10 de setembro de 2026

11 tipos de transtornos mentais (e como tratar)

Os transtornos mentais são definidos como uma alteração significativa na cognição, regulação emocional e/ou comportamental, e que podem causar sofrimento, incapacidade e afetar atividades sociais e profissionais.

Existem diversos tipos de transtornos mentais, onde os mais comuns incluem o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno bipolar, a fobia social e o transtorno obsessivo-compulsivo, por exemplo.

Na presença de sinais e sintomas sugestivos de transtorno mental, é recomendado consultar o psiquiatra. Assim, o médico poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode ser feito por meio de psicoterapia e uso de remédios.

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Os principais tipos de transtornos mentais são:

1. Transtorno de ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada é um transtorno mental caracterizado por preocupação excessiva e incontroláveis no dia a dia.

Este tipo de transtorno pode causar sintomas psicológicos e físicos, como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono, por exemplo.

Como tratar: em casos de confirmação dessa condição, o psiquiatra pode recomendar a realização de sessões de psicoterapia.

Em alguns casos, o médico também pode indicar o uso de remédios que aliviam os sintomas, como antidepressivos e ansiolíticos. Também é orientada a realização de atividade física e atividades que promovam o relaxamento, como meditação, mindfulness, dança ou yoga.

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2. Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é um transtorno mental grave que provoca oscilações de humor, variando entre depressão, que consiste em tristeza e desânimo, mania, em que há euforia extrema, ou hipomania, que é uma versão mais leve da mania. Entenda o que é o transtorno bipolar.

Este transtorno, pode afetar homens e mulheres, e pode começar no final da adolescência ou no início da idade adulta, precisando de tratamento para toda a vida.

Como tratar: o tratamento costuma ser feito com o uso de medicamentos recomendados pelo médico, como estabilizadores do humor, antipsicóticos, antidepressivos e/ou ansiolíticos.

Sessões de psicoterapia também são muito importantes para complementar o tratamento da bipolaridade e podem ser feitas individualmente, em família ou em grupos.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

3. Fobia social

A fobia social é um transtorno mental onde a pessoa apresenta ansiedade e medo excessivo diante de situações sociais, como reunião com pessoas desconhecidas, ter uma entrevista de trabalho ou dar uma palestra, por exemplo.

Essa condição pode causar sintomas como suor excessivo, palpitações, tremores, sensação de falta de ar, tonturas e náuseas.

Como tratar: em casos de fobia social, podem ser indicadas sessões de psicoterapia, para ensinar a pessoa a controlar os sintomas da ansiedade, superar os seus medos e a praticar as suas habilidades sociais em grupo.

Quando somente a terapia não é suficiente, o psicólogo pode encaminhar a pessoa para um psiquiatra, que poderá prescrever remédios ansiolíticos ou antidepressivos.

4. Transtorno obsessivo-compulsivo

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, com pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes, intrusivos e indesejados.

A pessoa com esse transtorno também pode apresentar compulsões, incluindo comportamentos repetitivos ou atos mentais onde a pessoa se sente obrigada a executar em resposta a uma obsessão ou conforme regras rígidas.

Como tratar: se essa condição for confirmada, o tratamento indicado pelo psiquiatra poderá ser feito com o uso de remédios antidepressivos ou antidepressivos, como clomipramina, fluoxetina ou sertralina.

É recomendado também fazer terapia cognitivo-comportamental, que é realizada pelo psicólogo e onde a pessoa é direcionada a entender melhor porque os pensamentos obsessivos surgem e o resultado racional de não realizar as compulsões.

Leia também: 6 tratamentos para transtorno obsessivo-compulsivo tuasaude.com/tratamentos-para-transtorno-obsessivo-compulsivo

5. Transtorno do estresse pós traumático

O estresse pós-traumático é um transtorno mental caracterizado pelo desenvolvimento de sintomas específicos, como intrusão, evitação persistente de estímulos, alterações negativas na cognição e no humor, e alterações na excitação e reatividade.

Esta condição pode ser causada por eventos traumáticos, como ter participado de uma guerra, um assalto ou ter sofrido violência sexual, por exemplo. Confira todas as causas do estresse pós-traumático.

Como tratar: o tratamento é feito com sessões de psicoterapia, onde o psicólogo procura ajudar a pessoa a perceber quais os eventos que estão provocando os medos involuntários e como podem liberar as memórias traumáticas desses eventos.

No entanto, em alguns casos, pode também ser necessário recorrer ao psiquiatra para que seja indicado o uso de medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos para aliviar os sintomas.

6. Transtorno do espectro autista

O transtorno do espectro autista (TEA) engloba o autismo infantil precoce, a síndrome de Asperger e o transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação.

A pessoa com este transtorno mental pode apresentar dificuldades na comunicação e interação social e/ou o comportamento e atividades restritas e repetitivas.

Os sintomas transtorno do espectro autista podem incluir uso repetitivo de objetos, fala repetitiva, adesão excessiva a rotinas, interesses limitados e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais.

Como tratar: o tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Assim, a terapia ocupacional, sessões de fonoaudiologia e uso de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, podem ser recomendados.

7. Transtorno de deficit de atenção e hiperatividade

O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade, ou TDAH, é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como distração com frequência, e dificuldade em manter o foco e completar tarefas no tempo determinado, por exemplo.

Como tratar: em casos de confirmação deste transtorno mental, o médico pode prescrever medicamentos, como metilfenidato e lisdexanfetamina, que ajudam a controlar os sintomas de desatenção e hiperatividade.

Sessões de psicoterapia também são recomendadas para ajudar a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades.

Leia também: TDAH: o que é, 12 sintomas, teste online e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade

8. Depressão

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e falta de interesse em realizar atividades que antes eram consideradas divertidas.

Na depressão, a tristeza é muito forte e dura por muito tempo, afetando toda a vida da pessoa e podendo impedir a realização de tarefas básicas como dormir ou comer e, em alguns casos, levar a pessoa a ter vontade de morrer.

Como tratar: para tratar a depressão, o psiquiatra poderá indicar a realização de psicoterapia e o uso de medicamentos antidepressivos, como sertralina, amitriptilina e venlafaxina, por exemplo.

9. Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado por alterações no pensamento, emoções e comportamento, que pode ser causado por fatores genéticos, ambientais e alteração em neurotransmissores.

Os possíveis sintomas de esquizofrenia são: alucinações, delírios, fala desordenada e alteração no comportamento.

Como tratar: é necessário o acompanhamento psiquiátrico, que indicará o uso de medicamentos antipsicóticos, como risperidona, quetiapina, clozapina e olanzapina, por exemplo.

Leia também: Esquizofrenia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/esquizofrenia

10. Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares são alterações graves do comportamento alimentar, onde a pessoa pode apresentar sintomas como ficar várias horas sem comer, usar laxantes frequentemente, comer de maneira excessiva e/ou provocar vômito, por exemplo.

Esse transtorno mental pode ser causado por fatores socioculturais ou individuais, como mudanças nos padrões de beleza, conflitos familiares e experiências traumáticas, por exemplo.

Como tratar: o tratamento destas condições devem ser feitos por uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Assim, o médico poderá indicar sessões de psicoterapia, uso de remédios antidepressivos e ansiolíticos, e o acompanhamento nutricional para orientar uma alimentação saudável e indicar o uso de suplementos alimentares em casos de deficiências nutricionais.

11. Síndrome de borderline

A síndrome de borderline é um transtorno mental caracterizado por mudanças rápidas de humor, medo de abandono, relacionamentos instáveis e comportamentos impulsivos.

Embora não tenha uma causa específica, a síndrome de borderline parece ter uma predisposição genética. Além disso, essa condição é mais frequente em pessoas com histórico de maus tratos na infância e abuso de álcool pelos pais, por exemplo.

Como tratar: se essa condição for confirmada, o médico pode indicar a realização de sessões de psicoterapia, terapia de mentalização e psicoeducação.

Em alguns casos, o médico pode prescrever o uso de remédios, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores do humor.



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Asma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Asma é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação e estreitamento das vias aéreas, além do aumento da produção de muco, resultando em sintomas como falta de ar, tosse, chiado ou sensação de pressão ou aperto no peito.

A asma, também chamada de asma brônquica ou bronquite asmática, geralmente se inicia na infância, sendo mais comum em pessoas que possuem histórico de asma na família, podendo ser desencadeada por alergias, infecções respiratórias ou até uso de remédios.

O tratamento da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral, para controlar a asma evitando crises e aliviar os sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios de acordo com os sintomas e gravidade da doença.

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Sintomas de asma

Os principais sintomas de asma são:

  • Falta de ar;
  • Dificuldade para encher os pulmões;
  • Tosse, especialmente à noite;
  • Sensação de pressão ou aperto no peito;
  • Chiado ou ruído ao respirar;
  • Cansaço excessivo.

Esses sintomas costumam surgir de forma repentina ou após a pessoa se expor a algum fator ambiental que cause alteração nas vias respiratórias.

No caso de bebês, para identificar os sintomas de asma, os pais podem encostar o ouvido no peito ou nas costas do bebê para verificar se ouvem algum ruído, que pode ser semelhante à respiração dos gatos. Saiba identificar todos os sintomas da asma no bebê.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e hábitos de vida, além do exame físico através da auscultação pulmonar.

Marque uma consulta com o pneumologista na região mais próxima:

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Além disso, o médico deve fazer também um exame de oximetria, colocando um aparelho em um dos dedos da mão para medir a quantidade de oxigênio no sangue ou solicitar uma gasometria arterial.  

Para confirmar o diagnóstico de asma, o médico deve solicitar outros exames, como espirometria, testes de broncoprovocação, raio X de tórax ou tomografia computadorizada. Saiba mais sobre os exames para diagnosticar a asma.  

Possíveis causas

As causas da asma ainda não são muito bem esclarecidas, no entanto, acredita-se que ocorra devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como:

  • Alergias a ácaro, mofo, pólen, plantas, pelo de animais, ou fezes, saliva ou partes do corpo de baratas;
  • Alergias alimentares, como camarão, frutos secos, cerveja, vinho ou conservantes como sulfitos;
  • Mudanças climáticas;
  • Infecções respiratórias, como gripes, resfriados ou sinusite crônica;
  • Hábito de fumar ou estar em ambientes que tenham muita fumaça ou poeira;
  • Prática de atividade física muito intensa;
  • Estresse ou emoções fortes;
  • Doença do refluxo gastroesofágico.

Além disso, o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroides, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, podem desencadear crises de asma.

A asma não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa, no entanto filhos de pessoas asmáticas têm maiores chances de desenvolver asma em qualquer fase da vida.

Tipos de asma

Os tipos de asma são classificados de acordo com sua causa, e incluem:

1. Asma alérgica

A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é o tipo mais comum de asma, causada pela exposição a substâncias alérgicas que, quando são inaladas, desencadeiam as crises.

2. Asma não alérgica

A asma não alérgica, também chamada de asma intrínseca ou asma não-atópica, é o tipo menos comum de asma, geralmente se desenvolve na idade adulta, sendo mais comum em mulheres, podendo ter sintomas mais graves.

Esse tipo de asma geralmente é causada por fatores emocionais, ansiedade, estresse, calor ou frio excessivos, infecções respiratórias, tabagismo ou atividades físicas.

3. Asma induzida por exercício

A asma induzida pelo exercício, também chamada de broncoconstrição induzida pelo exercício, é causada pelo estreitamento das vias aéreas durante a atividade física ao inspirar o ar mais seco do que o ar que está nos pulmões.

Esse tipo de asma causa sintomas semelhantes ao da asma, em pessoas que não têm o diagnóstico de asma. Saiba identificar os sintomas da asma induzida pelo exercício.  

Geralmente, os sintomas da asma induzida pelo exercício iniciam-se alguns minutos após iniciar a atividade física e melhoram cerca de 10 a 15 minutos após interromper os exercícios.

4. Asma sazonal

A asma sazonal é um tipo de asma alérgica que pode surgir na primavera, verão ou outono,  que são épocas do ano em que existe maior quantidade de substâncias alergênicas no ar, como poeira ou pólen, desencadeando as crises de asma.

5. Asma ocupacional

A asma ocupacional é considerada um tipo de asma alérgica, pois ocorre devido à exposição a substâncias no ambiente de trabalho, como fumaça, gases, pós ou poeiras, por exemplo.

Esse tipo de asma pode se desenvolver na idade adulta, e é caracterizado por surgimento dos sintomas da asma no ambiente de trabalho, mas que melhoram nos dias em que a pessoa não está no trabalho.

6. Asma eosinofílica

A asma eosinofílica é um tipo de asma grave, causada por um aumento da quantidade de glóbulos brancos no sangue, chamados eosinófilos, que fazem parte do sistema de defesa do organismo combatendo infecções bacterianas.

O aumento da quantidade de eosinófilos, pode causar uma reação inflamatória e inchaço das vias aéreas e do sistema respiratório, levando ao surgimento dos sintomas, e embora seja um tipo de asma raro, as crises são mais graves.

7. Asma induzida por aspirina

A asma induzida por aspirina é um tipo de crise de asma que ocorre após a ingestão de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.

Esse tipo de asma pode surgir em pessoas diagnosticadas com asma, ou que tenham fatores de risco como sinusite crônica, pólipos nasais, ou congestão nasal recorrente.

A causa exata do porque os anti-inflamatórios não esteroides levam ao surgimento dos sintomas de asma ainda não é totalmente conhecido, mas acredita-se que seja devido a diminuição de substâncias inflamatórias no corpo, como prostaglandinas e tromboxanos.

Como resultado, o organismo aumenta a produção de substâncias pró-inflamatórias chamadas leucotrienos, o que pode causar exacerbação da asma ou crises de asma.

Como é feito o tratamento

O tratamento da asma deve ser orientado pelo pneumologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de remédios para aliviar a inflamação nas vias respiratórias.

Para controlar a asma e evitar crises, o médico pode indicar bombinhas para asma, como beclometasona ou salmeterol, que devem ser usados diariamente. Veja como usar a bombinha para asma.  

Já para crises de asma, o médico pode recomendar uso de remédios, como salbutamol, fenoterol ou brometo de ipratrópio, usados na forma de bombinha ou gotas para inalação, ou ainda corticoides na forma de comprimidos, como a prednisona ou prednisolona, por exemplo. Confira todos os remédios que podem ser indicados para a asma.  

Crise de asma o que fazer

A crise de asma é uma condição grave em que os sintomas são intensos, podendo causar respiração muito rápida, tontura, confusão mental, dificuldade para falar, lábios ou dedos roxos ou azulados, ansiedade, pânico ou desmaio.

Leia também: Boca roxa: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/boca-roxa

Em bebês, outros sintomas de crise de asma são sonolência, tosse constante e dificuldade para comer.

Quando a pessoa está em uma crise de asma é recomendado que o medicamento, receitado pelo médico, seja utilizado o mais rápido possível e que a pessoa fique sentada com o corpo levemente inclinado para frente.

Quando os sintomas não passam, é recomendado que seja chamada uma ambulância ou que se vá para o hospital mais próximo imediatamente. Veja com mais detalhes o que fazer numa crise de asma.  

Como prevenir crises de asma

Para prevenir crises de asma é importante:

  • Usar os remédios para asma corretamente, conforme indicado pelo médico;
  • Ter a bombinha de asma sempre perto, na bolsa, mochila ou pasta;
  • Evitar o uso de remédios por conta própria, especialmente os anti-inflamatórios não esteroides;
  • Evitar locais muito úmidos e com mofo; 
  • Retirar os bichinhos de pelúcia, cortinas e tapetes da casa;
  • Limpar diariamente a casa com pano úmido, sem usar produtos com cheiro forte;
  • Guardar travesseiros e colchões em capas antialérgicas;
  • Colocar os colchões e travesseiros no sol sempre que possível;
  • Trocar os travesseiros e as almofadas periodicamente porque acumulam ácaros;
  • Trocar os cobertores por edredões ou evitar usar cobertores com pelo;
  • ​Trocar a roupa da cama todas as semanas e lavá-la em água a 130ºC.

Além disso, a prática regular de exercícios físicos também pode ser indicada pelo médico para o tratamento e controle da asma porque melhora a capacidade cardíaca e respiratória do indivíduo. 

A natação é um bom exercício para asma porque fortalece os músculos respiratórios, no entanto, toda a prática esportiva é indicada e, por isso, o asmático poderá escolher aquela que mais gosta, após avaliação médica.

Além disso, veja como a alimentação pode ajudar a aliviar os sintomas de asma:

O que comer para asma

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Boca roxa: o que pode ser (e o que fazer)

A boca roxa é um sinal que pode ser causado por condições como engasgo, exposição ao frio, afogamento, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência cardíaca, por exemplo.

Nesta condição, que pode indicar que o sangue não está sendo transportado adequadamente para os tecidos do corpo ou um problema sério de circulação, a pessoa pode apresentar os lábios, a língua e o interior da boca roxos.

Leia também: Céu da boca roxo: 6 causas comuns (e o que fazer) tuasaude.com/ceu-da-boca-roxo

A presença de boca roxa repentina ou acompanhada de falta de ar, dor no peito, confusão mental ou perda da consciência, pode indicar uma situação grave. Por isso, deve-se ir ao atendimento hospitalar ou chamar o serviço de emergência imediatamente. Assim, o médico pode avaliar a causa e iniciar o tratamento adequado.

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As principais causas de boca roxa são:

1. Engasgo

Engasgo é uma situação repentina que impede a passagem de ar para os pulmões devido a uma obstrução por um objeto ou alimento, podendo colocar a vida em risco.

A pessoa com engasgo pode apresentar sinais como rosto e boca roxa, dificuldade para respirar e perda da consciência em alguns casos.

O que fazer: se a pessoa estiver sozinha, é recomendado apoiar o peso do corpo com os braços esticados sobre um balcão e depois deixando-o cair o tronco sobre o balcão com força.

Se tiver acompanhada, a pessoa pode realizar a manobra de Heimlich, uma técnica que é usada em casos de engasgamento, para retirar o pedaço de comida ou objeto que possa estar interrompendo a respiração.

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2. Exposição ao frio

A boca roxa ou azulada pode ser causada pela exposição ao frio, devido a contração dos vasos sanguíneos superficiais com o objetivo de manter o calor nos órgãos vitais.

Assim, com a contração dos vasos sanguíneos, o sangue circula de forma reduzida e lenta nas regiões periféricas, como lábios, mãos e pés.

O que fazer: é aconselhado aquecer o corpo gradativamente, indo para um ambiente aquecido e protegido do frio, e usando agasalhos ou cobertores.

Massagear suavemente os lábios também ajuda a reativar a circulação. Além disso, deve-se evitar o uso de nicotina/cigarro e limitar o consumo de cafeína, pois estes estreitam os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação.

3. Bronquiolite

A bronquiolite é uma condição que pode levar ao surgimento de boca roxa ou azulada. Isso porque essa infecção causa inflamação, inchaço e acúmulo de muco e secreção nos bronquíolos, que são as menores ramificações respiratórias do pulmão.

Essa inflamação e bloqueio dos bronquíolos reduz a quantidade de oxigênio no sangue, alterando a sua para vermelho-escuro ou purpúreo, que fica mais visível em partes do corpo com a pele fina e vasos sanguíneos muito superficiais.

O que fazer: caso esta condição seja confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de repouso, ingestão de muitos líquidos e lavagem nasal com soro fisiológico.

O médico também pode prescrever o uso de remédios antitérmicos e broncodilatadores. Já em casos graves, o tratamento pode ser feito no hospital, podendo ser indicado o uso de oxigênio e, na suspeita de infecção bacteriana, antibióticos, por exemplo.

Leia também: Bronquiolite: o que é, 8 sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/bronquiolite

4. Pneumonia grave

A pneumonia grave é uma condição que pode surgir quando não é tratada a tempo, causando complicações como insuficiência respiratória, síndrome do desconforto respiratório agudo e sepse, por exemplo.

Nesta condição, a pneumonia pode causar queda de oxigênio no sangue e sintomas como boca roxa ou azulada, falta de ar intensa, dor no peito ao respirar ou tossir, além de febre alta e dificuldade para falar.

O que fazer: o tratamento deve ser feito no hospital e pode incluir a administração de remédios e fluidos diretamente na veia e a máscara de oxigênio, ou ventilador mecânico. Confira outros tratamentos para pneumonia.

5. Doenças pulmonares crônicas

As doenças pulmonares crônicas, como asma descompensada ou grave, DPOC, bronquiectasia ou doença pulmonar intersticial, podem causar a boca roxa ou azulada.

Este sintoma acontece, porque essas doenças causam inflamação, estreitamento das vias respiratórias e destruição ou cicatrização dos alvéolos, reduzindo a área do pulmão que está disponível para fazer a respiração.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico varia conforme o tipo de doença pulmonar. Assim, o médico pode recomendar o uso de medicamentos corticoides, broncodilatadores, antibióticos e fisioterapia respiratória, por exemplo.

6. Afogamento

O afogamento, ou quase afogamento, é uma das possíveis causas boca roxa, azulada ou acinzentada, pois nesta condição a água entra nos pulmões ou a laringe se fecha, bloqueando a passagem de ar.

Com a presença de água nos nos alvéolos pulmonares ou o bloqueio do ar, o oxigênio inspirado não chega aos vasos sanguíneos, o que aumenta os níveis de hemoglobina sem oxigênio e deixa o sangue com uma cor vermelho-escura ou púrpura.

O que fazer: deve-se pedir ajuda a outra pessoa próxima ao local e ligar imediatamente para o SAMU ou os bombeiros. Se a pessoa estiver consciente, é recomendado dar à pessoa um material flutuante para que fique apoiada.

Caso esteja inconsciente e não estiver respirando, é recomendado iniciar a massagem cardíaca na pessoa. Conheça os primeiros socorros para afogamento.

7. Síndrome respiratória aguda grave

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, junto com falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou boca roxa ou azulada.

O que fazer: na presença de sintomas indicativos de SRAG, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo, para que seja seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.

O tratamento pode ser feito por meio do repouso e ingestão de bastante água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença.

Conforme a causa da SRAG, o médico também pode indicar o uso de analgésicos, antipiréticos, antivirais ou antibióticos, para aliviar o desconforto, facilitar a recuperação, reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.

Leia também: Síndrome respiratória aguda grave: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-respiratoria-aguda

8. Insuficiência cardíaca

A boca roxa ou azulada também pode surgir na insuficiência cardíaca, pois esta condição é caracterizada pela dificuldade do coração em bombear o sangue para todo o corpo.

Devido a diminuição na pressão e volume de sangue, o corpo ativa uma resposta de defesa, contraindo os vasos sanguíneos da pele para priorizar os órgãos vitais, como rins, fígado e cérebro.

O que fazer: se houver a confirmação desta condição, o médico pode prescrever o uso de remédios como captopril, espironolactona e metoprolol.

Em casos mais graves, o cardiologista pode recomendar a colocação de um marcapasso ou o transplante de coração. Conheça melhor os tratamentos para insuficiência cardíaca.

9. Malformações cardíacas

As malformações cardíacas, que são defeitos na estrutura do coração presentes ao nascimento, como tetralogia de Fallot, atresia tricúspide e transposição das grandes artérias, podem causar a boca roxa ou azulada.

Isto porque, estas condições alteram o caminho normal do sangue no coração e diminuem a quantidade de sangue que chega aos pulmões para receber oxigênio.

O que fazer: o tratamento varia conforme o tipo de malformação cardíaca, podendo ser recomendado pelo médico a oxigenoterapia, para estabilização e suporte de oxigênio no nascimento ou na crise.

Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos, como diuréticos, inibidores da ECA e inotrópicos ou a realização de cirurgia temporária ou de correção definitiva, por exemplo.

10. Metemoglobinemia

A metemoglobinemia é o aumento de metemoglobina no sangue, que é a forma oxidada da hemoglobina.

Assim, essa condição dificulta o transporte de oxigênio para o corpo, causando sintomas como pele pálida, cansaço, fraqueza e boca roxa ou azulada.

O que fazer: se o médico confirmar a metemoglobinemia, pode ser recomendada a internação hospitalar para administração de soro e do antídoto azul de metileno na veia, além de oxigênio de alto fluxo, com o uso de uma máscara.

Leia também: Metemoglobinemia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/metemoglobinemia

11. Overdose e intoxicação

A overdose de medicamentos ou drogas provoca a boca roxa, devido a diminuição de oxigênio na circulação sanguínea. Isso porque o uso excessivo de narcóticos/opioides, como heroína, ou benzodiazepínicos, afeta o sistema nervoso central e diminui a frequência e a intensidade da respiração.

A overdose ou intoxicação por algumas substâncias, como anestésicos locais, nitritos recreativos e alguns antibióticos, como a dapsona, também causa uma reação que converte a hemoglobina em metemoglobina. 

Como a metemoglobina não consegue ligar e liberar o oxigênio adequadamente para os tecidos, isso provoca uma cianose central grave.

O que fazer: em caso de overdose, especialmente quando a pessoa apresenta sinais de que vai desmaiar ou está perdendo consciência, deve-se tentar mantê-la acordada, chamar uma ambulância e verificar se a pessoa está respirando.

É importante também não induzir o vômito, não oferecer bebidas ou alimentos para a pessoa e observar a pessoa até a chegada da ambulância.

Leia também: Overdose: o que é, sintomas, o que fazer (e como evitar) tuasaude.com/overdose

12. Parada cardiorrespiratória

A boca roxa ou azulada é um sinal de parada cardiorrespiratória, pois nesta condição o coração para de bater ou não bate corretamente, interrompendo o transporte e a circulação de oxigênio por todo o corpo.

Antes da parada cardíaca a pessoa também pode apresentar dor forte no peito, que irradia para a barriga ou costas, dor de cabeça forte, suor frio e palpitações, por exemplo.

O que fazer: por ser uma condição de emergência que pode levar ao óbito em poucos minutos, deve-se chamar pela pessoa, para verificar se está consciente ou não.

Se a pessoa estiver respirando,  é recomendado colocá-la na posição lateral de segurança, chamar a ajuda médica e avaliar frequentemente se continua respirando.

Se a pessoa não estiver respirando, é importante chamar a ajuda médica o mais rápido possível e iniciar a massagem cardíaca.

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