Muitos alimentos contêm naturalmente sódio na sua composição, sendo a carne, o peixe, os ovos e as algas são a principal fonte natural deste mineral, que é importante para manter o bom funcionamento do coração e dos músculos.
No entanto, os alimentos industrializados, como salgadinhos, embutidos, molhos prontos ou alimentos em conserva, têm a maior quantidade de sódio adicionado, o que pode aumentar o risco de problemas de saúde, como pressão alta e doenças cardíacas.
Embora, se use as palavras sódio e sal como sinônimos, eles não são a mesma coisa. O sal é composto pelos minerais sódio e cloreto, sendo que só se deve consumir até 5 g de sal por dia, que contém cerca de 2g de sódio, correspondendo a 1 colher de chá.
Os principais alimentos industrializados ricos em sódio são:
Carnes processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça e salsicha;
Peixes em conserva, como sardinha e atum;
Queijos como parmesão, roquefort, gorgonzola e cheddar;
Temperos prontos como ketchup, mostarda, maionese e molhos de saladas;
Refeições prontas, como sopas e massas;
Vegetais em conserva como palmito, ervilha, milho, picles, cogumelos e azeitona;
Bolachas e biscoitos, incluindo as bolachas de água sal, biscoitos recheados e salgadinhos;
Fast-food, como pizza, hambúrguer, nuggets ou batatas fritas;
Salgadinhos de lanchonete como quibe, empada, pastel, rissole e coxinha;
Manteiga e margarina.
O teor de sódio presente nos alimentos industrializados varia de acordo com cada fabricante, pois cada empresa usa receitas e quantidades de ingredientes diferentes.
Para seguir a recomendação de consumir até 5 g de sal por dia, é importante evitar consumir estes alimentos em grandes quantidades e frequentemente, priorizando os alimentos frescos e naturais.
Quantidade de sódio nos alimentos naturais
A tabela a seguir a quantidade de sódio para cada 100 g de alguns alimentos naturais:
Alimentos naturais
Sódio em cada 100g de alimento natural
Caviar
1500 mg
Alga
102 mg
Caranguejo cozido
360 mg
Mexilhão cozido
360 mg
Pescadinha crua
310 mg
Cação cru
176 mg
Camarão cru
201 mg
Ovo de galinha cozido
168 mg
Leite de vaca integral
64 mg
Peito de boi cru
64 mg
Asa de frango crua
96 mg
Os principais alimentos naturais ricos em sódio são os de origem animal, como carne, peixe, ovos e leite, que podem ser consumidos diariamente, já que favorecem a saúde.
É importante usar o sal com moderação durante o preparo dos alimentos naturais. Isto porque o excesso de sal pode aumentar o risco de doenças como pressão alta, doença renal crônica, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.
Os aditivos alimentares são substâncias usadas com o objetivo de melhorar a textura, manter o sabor, evitar a contaminação e aumentar o tempo de validade dos alimentos industrializados.
Os aditivos podem ser naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por nenhum processo industrial, ou artificiais, que podem ser feitos em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.
No entanto, quando consumidos em altas quantidades, alguns aditivos alimentares podem causar reações alérgicas, dor de cabeça, diarreia e rinite, e aumentar o risco de algumas doenças, por exemplo.
Aditivos alimentares fazem mal?
Alguns aditivos alimentares, como sulfitos, corantes e glutamato monossódico, podem provocar dor de cabeça, irritação no estômago, reações alérgicas, náuseas, crises de asma, dermatite de contato ou rinite.
Esses sintomas podem surgir principalmente quando os aditivos são consumidos em grandes quantidades ou por pessoas com sensibilidade ou intolerância à essas substâncias.
Além disso, a ingestão elevada e frequente de conservantes também pode aumentar o risco de doenças crônicas como pressão alta, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.
Tipos de aditivos alimentares
Existem dois tipos de aditivos alimentares, os naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por processos industriais, e os artificiais, que são fabricados em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.
Lista de aditivos naturais
A tabela a seguir traz os principais tipos de aditivos alimentares naturais e onde são encontrados:
Aditivo
Fontes
Cera carnaúba (INS 903)
Pastilha, chocolate, chiclete
Edulcorante stévia (INS 960)
Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate
Corante betacaroteno (INS 160a)
Margarina, sucos, refrigerantes, sorvete, pão
Goma guar (INS 412)
Molhos, pães, bolos, sopas ou purês
Lecitina de soja (INS 322)
Margarina, leite em pó, pão, chocolate, biscoito
Ácido ascórbico (INS 300)
Sucos, molhos, conservas, iogurte, frutas em calda
Outros exemplos de aditivos naturais incluem o corante carmim de cochonilha (INS 120), o corante curcumina (INS 100), e a goma xantana (INS 415).
Aditivos artificiais
A tabela a seguir contém os principais tipos de aditivos artificiais e onde são encontrados:
Temperos prontos, massa instantânea, molho de soja, embutidos, biscoitos
Nitrito de potássio (INS 249)
Embutidos, molhos, sopas prontas
Aspartame (INS 951)
Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate
Outros aditivos artificiais são corante azul brilhante (INS 133), corante vermelho (INS 124), ácido carmínico (INS 120) e acessulfame de potássio (INS 950).
Em geral, os aditivos alimentares podem ser identificados na lista de ingredientes, no rótulo dos produtos, na forma de siglas ou com o seu nome escrito por extenso. Veja como ler o rótulo dos alimentos.
Para que servem
Os principais usos dos aditivos alimentares são:
Impedir ou dificultar a contaminação dos alimentos;
Realçar o sabor;
Intensificar ou manter a cor dos alimentos;
Adoçar os alimentos;
Regular a acidez.
Além disso, os aditivos alimentares também são usados para manter ou melhorar a consistência, dar brilho e aumentar o tempo de validade dos alimentos.
Cuidados com os aditivos
Alguns aditivos alimentares podem piorar algumas condições. Por conter fenilalanina, o aspartame deve ser evitado por pessoas com fenilcetonúria, uma doença que altera a função da enzima responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina no organismo.
Já pessoas com asma, devem evitar alimentos contendo sulfitos, corantes, glutamato monossódico e benzoatos, já que esses aditivos alimentares podem piorar essa condição.
Como evitar
Para evitar o ingestão de aditivos alimentares, deve-se priorizar o consumo de alimentos frescos e naturais, como cereais, frutas e legumes, leguminosas, carnes, sementes e tubérculos, por exemplo.
Além disso, é importante também sempre ler o rótulo dos produtos alimentares e preferir aqueles com nenhum ou com poucos aditivos alimentares.
A tirzepatida em comprimido ainda não existe para uso clínico. Embora existam pesquisas para desenvolver uma formulação oral, nenhuma versão foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias, como FDA ou EMA.
O desenvolvimento da tirzepatida comprimido é considerado desafiador porque a molécula é um peptídeo, que pode ser degradado no trato gastrointestinal e apresentar baixa absorção quando administrado por via oral.
Atualmente, a única apresentação aprovada de tirzepatida pela Anvisa é a solução injetável de uso subcutâneo, comercializada com o nome Mounjaro.
Tirzepatida comprimido: já está aprovada?
A tirzepatida em comprimido não foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias e também não existe uma formulação oral ou em pó manipulada aprovada para uso clínico.
A versão oral ainda está em estágio inicial de pesquisa pré-clínica (laboratorial) para desenvolver uma formulação em comprimido.
Até o momento, o único agonista de GLP-1 em comprimido amplamente comercializado no Brasil é a semaglutida oral (Rybelsus). Veja como usar o Rybelsus.
Já o orfoglipron, outro medicamento oral aprovado pelo FDA, mas ainda não aprovado pela Anvisa, atua apenas no receptor de GLP-1, enquanto a tirzepatida age simultaneamente nos receptores de GLP-1 e GIP.
A tirzepatida em comprimido não exite devido às características da sua própria molécula.
1. A tirzepatida é destruída pelo sistema digestivo
A tirzepatida é um peptídeo formado por aminoácidos, que pode ser degradado pelas enzimas do sistema digestivo antes de ser absorvido, reduzindo sua eficácia.
2. A absorção no intestino é muito baixa
Como a molécula da tirzepatida é grande, pode ocorrer dificuldade para atravessar a parede intestinal e chegar à circulação sanguínea.
3. Necessidade de tecnologia para aumentar a absorção
Para criar um comprimido eficaz, seria necessário desenvolver sistemas capazes de proteger a molécula da digestão e aumentar sua absorção intestinal, garantindo níveis adequados do medicamento no organismo.
4. A dose oral poderia ser muito maior
Como a absorção oral tende a ser reduzida, uma eventual formulação em comprimido poderia exigir doses mais elevadas para alcançar efeito semelhante ao da apresentação injetável, aumentando a complexidade do desenvolvimento.
Quais são os riscos da tirzepatida oral ou manipulada?
Como não existe tirzepatida oral aprovada, fórmulas vendidas como cápsulas, em pó, comprimidos ou preparações manipuladas podem apresentar riscos importantes, como:
Ausência de comprovação científica de eficácia e segurança;
Doses imprecisas, podendo causar falha no tratamento ou aumento do risco de efeitos colaterais;
Falta de controle sanitário sobre a estabilidade, absorção e biodisponibilidade da formulação;
Possibilidade de aquisição de produtos falsificados ou de origem desconhecida.
Por isso, o uso de formulações orais ou manipuladas de tirzepatida não é recomendado, pois não há evidências suficientes que comprovem sua segurança e eficácia.
Para que serve a tirzepatida
A tirzepatida é indicada para ajudar no controle do diabetes tipo 2 e, em situações específicas, para o tratamento do excesso de peso e da obesidade.
O tratamento deve ser acompanhado por um endocrinologista, que avaliará a indicação, a dose e a necessidade de ajustes conforme as características de cada pessoa.
É importante ressaltar que essas indicações referem-se exclusivamente à formulação injetável aprovada (Mounjaro). A tirzepatida em comprimido ainda não possui autorização para uso clínico.
Não existe uma posologia oficial para tirzepatida em comprimido, pois essa apresentação ainda não foi aprovada.
Para a versão injetável aprovada, a aplicação é feita uma vez por semana sob a pele (via subcutânea), iniciando-se com doses menores que são aumentadas gradualmente conforme orientação médica.
Diferenças entre tirzepatida oral e tirzepatida injetável
As principais diferenças entre a tirzepatida oral e a tirzepatida injetável são:
Característica
Tirzepatida injetável
Tirzepatida oral
Disponibilidade
Aprovada para uso clínico
Ainda não aprovada (em estudo)
Forma de uso
Aplicação de injeção sob a pele (subcutânea) semanal
Comprimido por via oral (ainda não disponível)
Absorção
Previsível e comprovada
Ainda não estabelecida. Pode ocorrer degradação pelo sistema digestivo
Posologia
Definida conforme indicação médica
Ainda não estabelecida
Eficácia
Comprovada em estudos clínicos
Ainda não comprovada para uso clínico
Embora um comprimido de tirzepatida possa trazer vantagens, como maior praticidade e facilidade de uso para algumas pessoas, ele ainda precisa demonstrar segurança, eficácia e absorção adequada antes de ser aprovada pelos órgãos regulatórios.
Portanto, atualmente, a versão oral não deve ser considerada uma substituta da tirzepatida injetável atualmente disponível.
Possíveis efeitos colaterais
Os sintomas mais comuns associados ao uso da tirzepatida injetável são náuseas, diarreia, constipação e dor abdominal. Em situações menos frequentes, podem ocorrer pancreatite aguda, doença da vesícula biliar e reações alérgicas.
Também pode ocorrer hipoglicemia, especialmente em pessoas com diabetes que utilizam insulina ou outros antidiabéticos orais da classe das sulfonilureias.
Como a tirzepatida em comprimido ainda não foi aprovada, não existe um perfil de segurança estabelecido para essa apresentação.
Quem não deve usar tirzepatida
A tirzepatida não deve ser utilizada por pessoas com:
Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide;
Síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN 2);
Alergia à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula;
Histórico de pancreatite, doenças da vesícula biliar ou gastroparesia;
Gravidez ou amamentação.
É importante destacar que essas recomendações se referem à tirzepatida injetável aprovada, já que a versão oral em comprimido ainda não está disponível para uso clínico.
Antes de iniciar o tratamento, é necessário realizar uma avaliação médica para verificar os benefícios, riscos e possíveis contraindicações.