quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Dormência nos pés: o que pode ser (e o que fazer)

A dormência nos pés pode indicar condições como compressão temporária de um nervo, deficiências nutricionais, neuropatia diabética ou hérnia de disco lombar, por exemplo.

Conforme a causa deste sintoma, a pessoa também pode apresentar perda da sensibilidade dor, fraqueza e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar.

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Quando a dormência é persistente, piora gradativamente e/ou é acompanhada de feridas ou bolhas nos pés e dificuldade para andar, é recomendado consultar o clínico geral. Assim, o médico pode identificar a causa e recomendar o tratamento adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas

As principais causas de dormência nos pés são:

1. Compressão temporária de um nervo

Ficar muito tempo na mesma posição, cruzar as pernas ou usar calçados que apertam muito o pé, provoca a compressão temporária de um nervo e dormência nos pés.

Nesses casos, a sensação geralmente surge após uma posição específica e melhora em poucos minutos após a pressão ser retirada.

O que fazer: mudar de posição, evitar ficar muito tempo sobre a região afetada e tirar ou afrouxar calçados que estejam apertando o pé costumam ser suficientes para aliviar a dormência nos pés.

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2. Deficiências nutricionais

As deficiências nutricionais de vitamina B12, vitamina B1, folato, vitamina E, vitamina B6 e/ou cobre, podem causar dormência nos pés e mãos. Isso porque estes nutrientes são importantes para a manutenção do sistema nervoso periférico.

A deficiência destas vitaminas também pode causar a perda da sensibilidade a toques ou mudanças de temperatura, dor em queimação ou choque, sensação de agulhadas, fraqueza e dificuldades de equilíbrio.

O que fazer: é aconselhado consultar um médico para confirmar estas deficiências e as suas causas por meio de exames.

Quando a deficiência é confirmada, o médico pode recomendar a reposição de suplementos alimentares por via oral ou injetável, para controlar os sintomas e evitar a progressão das lesões nos nervos.

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3. Neuropatia diabética

A diabetes pode causar danos aos nervos periféricos e pequenos vasos sanguíneos, provocando a neuropatia diabética, especialmente quando a glicose fica elevada durante períodos prolongados.

O que fazer: é importante controlar a diabetes e as metas de glicemia definidas pelo médico, e examinar os pés diariamente em busca de feridas, bolhas, vermelhidão ou outras alterações na pele.

O médico poderá indicar o uso de remédios como injeções de insulina ou antidiabéticos orais, anticonvulsivantes e analgésicos opioides, por exemplo, para controlar os níveis de açúcar no sangue e aliviar a dor.

4. Hérnia de disco lombar

A hérnia de disco lombar pode causar dormência nos pés, porque esta condição pode comprimir ou irritar as raízes nervosas que vão da medula espinhal até as pernas e os pés.

O que fazer: o tratamento indicado pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.

Sessões de fisioterapia também são indicadas pelo médico, porque ajudam a aliviar os sintomas e a recuperar os movimentos.

Leia também: Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hernia-de-disco-lombar

Na presença de dormência na região genital ou ao redor do ânus, dificuldade para urinar, perda do controle da urina ou das fezes ou fraqueza nas duas pernas, deve-se procurar um atendimento de emergência. Isso porque pode indicar uma compressão grave dos nervos da região lombar, como a síndrome da cauda equina.

5. Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso acontece quando existe uma compressão do nervo tibial na região do tornozelo, podendo causar dormência nos pés, formigamento ou dor principalmente na planta do pé e nos dedos.

O que fazer: caso essa condição seja confirmada pelo médico, poderá ser indicado realizar repouso, reduzir temporariamente as atividades que causam os sintomas e usar palmilhas sob medida e órteses.

O tratamento também pode incluir sessões de  fisioterapia, uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou corticoides ou ainda a realização de uma cirurgia. Veja como é o tratamento da síndrome do túnel do tarso.

6. Consumo excessivo e prolongado de álcool

O consumo excessivo e prolongado de álcool causa a neuropatia periférica e dormência nos pés.

Isso porque os efeitos tóxicos do álcool e/ou as deficiências de vitamina B1, B6 e B12 provocadas por esta bebida, causam danos aos nervos.

O que fazer: é recomendado consultar um médico para investigar os danos nos nervos e as possíveis deficiências nutricionais.

Assim, pode ser recomendado pelo médico diminuir ou interromper o consumo de álcool. Além disso, o médico também poderá indicar o uso de suplementos alimentares para corrigir as possíveis deficiências de vitaminas.

Leia também: Bebidas alcoólicas: tipos, calorias (e possíveis riscos) tuasaude.com/beneficios-das-bebidas-alcoolicas

7. Remédios e tratamentos médicos

Alguns remédios podem causar neuropatia periférica como efeito colateral, principalmente medicamentos usados na quimioterapia, mas também pode surgir com alguns antibióticos e remédios para epilepsia.

Na neuropatia induzida por quimioterapia, por exemplo, a pessoa pode apresentar formigamento, queimação, redução da sensibilidade e dormência nos pés e mãos.

O que fazer: deve-se informar ao médico que prescreveu o remédio ou tratamento, caso a dormência surja durante ou após o início de um medicamento ou tratamento.

Assim, o médico avalia a possibilidade de ajuste na dosagem ou mudança do remédio, por exemplo. Não é recomendado interromper, diminuir ou trocar o medicamento ou tratamento por conta própria.

8. Doença arterial periférica

A doença arterial periférica é uma condição que estreita os vasos e diminui a circulação sanguínea nos membros inferiores, podendo causar sensação de \"agulhadas\" ou dormência nos pés e pernas, e fraqueza.

Outros sinais que também podem surgir são um pé mais frio que o outro, palidez ou pele com coloração azulada e feridas nos pés ou dedos que demoram para cicatrizar ou não cicatrizam.

O que fazer: é importante consultar um médico para verificar a circulação e identificar fatores de risco cardiovascular.

Caso a doença arterial periférica seja confirmada, o tratamento pode ser feito com mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, manter uma alimentação saudável e praticar atividade física supervisionada.

O uso de remédios, como aspirina, estatinas e clopidogrel, e procedimentos para melhorar o fluxo de sangue, como a angioplastia, também podem ser recomendados pelo médico.

9. Problemas de tireoide

Problemas na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, podem danificar os nervos periféricos e prejudicar a transmissão de sinais sensoriais para as extremidades do corpo, causando dormência nos pés e nas pernas.

O que fazer: é recomendado consultar um clínico geral ou endocrinologista para que seja feita uma avaliação e indicado o tratamento adequado.

Se essas condições forem confirmadas, o tratamento prescrito pelo médico pode ser feito com o uso de remédios como levotiroxina, propiltiouracil ou metimazol, iodoterapia e mudanças nos hábitos alimentares, por exemplo.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

10. Síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica onde o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando alterações de sensibilidade e dormência nos pés e mãos, e subindo pelas pernas em direção ao tronco e braços

Esta condição também pode provocar formigamento, sensação de \"agulhadas\", dor, fraqueza, dificuldade para engolir, falar ou respirar e alterações do ritmo cardíaco ou da pressão arterial.

O que fazer: é recomendado procurar um atendimento médico urgente quando o formigamento ou a dormência aparecem junto com fraqueza progressiva, dificuldade para respirar ou engolir.

O tratamento indicado pelo médico pode incluir a plasmaférese, injeção de imunoglobulina e sessões de fisioterapia.

Remédio para dormência nos pés

O remédio para dormência nos pés indicado pelo médico, varia conforme a causa deste sintoma, podendo incluir:

  • Anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina;
  • Antidepressivos, como amitriptilina, nortriptilina e imipramina;
  • Antiagregantes plaquetários, como aspirina, cilostazol e clopidogrel;
  • Estatinas, para controle do colesterol;
  • Capsaicina, na forma de cremes.

Além disso, se a dormência nos pés for causada por diabetes, o médico poderá indicar o uso de insulina injetável ou remédios antidiabéticos orais.

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Hipotireoidismo: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Hipotireoidismo é a diminuição da produção de hormônios T3 e T4 pela tireoide, resultando em sintomas como cansaço, fraqueza e indisposição, pele seca e áspera, queda de cabelo ou aumento do peso.

A causa do hipotireoidismo pode ser autoimune, ou ocorrer por deficiência de iodo ou alterações na glândula hipófise no cérebro que produz o hormônio TSH, que estimula a tireoide a produzir T3 e T4.

O tratamento do hipotireoidismo é feito pelo endocrinologista e normalmente envolve o uso de remédios, como a levotiroxina, para repor os hormônios tireoidianos.

Veja com o Dr. Guilherme mais detalhes sobre o hipotireoidismo:

Cansaço, frio ou calor? Pode ser a TIREOIDE!

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Sintomas de hipotireoidismo

Os principais sintomas de hipotireoidismo são:

  • Dor de cabeça, nos músculos e articulações;
  • Menstruação irregular;
  • Unhas frágeis, quebradiça;
  • Pele áspera e seca;
  • Pálpebras inchadas;
  • Queda de cabelo, cabelos mais finos, secos e sem brilho;
  • Batimentos cardíacos mais lentos que o normal;
  • Aumento de peso sem causa aparente.

A pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dificuldade de concentração ou memória fraca e diminuição da libido.

Em alguns casos, a pessoa pode apresentar mudanças de personalidade, depressão e demência. No entanto, esses sintomas acontecem em pessoas com níveis muito baixos de T3 e T4.

No caso das crianças, o hipotireoidismo também pode interferir no desenvolvimento, de forma que na adolescência pode ter a puberdade atrasada e baixa estatura, por exemplo.

Leia também: 13 principais sintomas de hipotireoidismo (e o que fazer) tuasaude.com/hipotireoidismo-sintomas

Como saber se é hipotireoidismo

Para saber se é hipotireoidismo, o endocrinologista avalia os sintomas apresentados pela pessoa e o histórico de saúde e familiar de hipotireoidismo, além de fazer o exame físico palpando a tireoide.

Além disso, para confirmar o diagnóstico do hipotireoidismo, o médico deve solicitar exames de sangue e eventualmente de imagem.

Marque uma consulta com o endocrinologista mais próximo para avaliar a possibilidade de hipotireoidismo:

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Exames para hipotireoidismo

Os principais exames para diagnosticar o hipotireoidismo são:

  • Hormônios da tireoide, como T3 e T4, que normalmente estão diminuídos;
  • Dosagem de TSH, que normalmente está aumentado;
  • Ultrassonografia da tireoide, quando são notados nódulos durante a palpação da tireoide.

Além disso, o médico pode indicar a realização de pesquisa de anticorpos antitireoidianos, como os anti-tireoperoxidase (anti-TPO), e anti-tireoglobulina. Veja todos os exames que avaliam a tireoide.

Tipos de hipotireoidismo

Os principais tipos de hipotireoidismo são:

1. Hipotireoidismo primário

O hipotireoidismo primário acontece quando a própria glândula tireoide não é capaz de produzir quantidades adequadas dos hormônios T3 e T4.

Geralmente esse tipo de hipotireoidismo está relacionado à Tireoidite de Hashimoto, que é uma condição autoimune da tireoide.

2. Hipotireoidismo secundário

O hipotireoidismo secundário acontece quando a glândula tireoide funciona normalmente, mas a glândula hipófise não produz o hormônio TSH em quantidades suficientes.

Leia também: TSH baixo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tsh-baixo

O hormônio TRH (hormônio liberador de tireotrofina) estimula a glândula pituitária a produzir o TSH (hormônio tireoestimulante), que estimula a glândula tireoide a produzir os hormônios tireoidianos, T3 e T4.

3. Hipotireoidismo terciário

O hipotireoidismo terciário ocorre devido a uma deficiência na produção do hormônio TRH pela hipotálamo, o que afeta a produção de TSH pela glândula hipófise.

Como nem sempre é possível distinguir o hipotireoidismo secundário do terciário, é preferível utilizar o termo hipotireoidismo central para denominar o hipotireoidismo secundário a alterações da hipófise e hipotálamo.

4. Hipotireoidismo subclínico

O hipotireoidismo subclínico é caracterizado por níveis normais de T4 e TSH aumentado, sendo que normalmente a pessoa apresenta poucos ou nenhum sintoma do hipotireoidismo.

Mesmo quando não há sintomas envolvidos, o médico pode indicar o uso de medicamentos porque estes podem ajudar a diminuir o risco de problemas cardiovasculares, o que pode ser importante para pessoas que tenham colesterol alto e problemas cardíacos.

5. Hipotireoidismo congênito

O hipotireoidismo congênito acontece quando a glândula tireoide não consegue produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos, como T3 e T4, estando presente desde o nascimento.

Caso esse tipo de hipotireoidismo não seja detectado logo na primeira semana após o nascimento, a criança pode ter alterações neurológicas, havendo risco de desenvolver retardo mental. Veja mais sobre o hipotireoidismo congênito.

6. Hipotireoidismo na gravidez

O hipotireoidismo na gravidez geralmente é causado por alterações autoimunes, chamada tireoidite de Hashimoto, em que o próprio sistema imune produz anticorpos que atacam e destroem as células da tireoide como se fossem estranhas ao corpo.

Esse tipo de hipotireoidismo deve ser tratado de forma a evitar problemas para a mulher o o bebê.

Leia também: Tireoidite de Hashimoto: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tiroidite-de-hashimoto

O hipotireoidismo pode também acontecer no pós-parto, alguns meses após o nascimento do bebê, de forma transitória e que também necessita de cuidados com o tratamento.

Possíveis causas

As principais causas de hipotireoidismo são:

  • Deficiência de iodo;
  • Tireoidite de Hashimoto;
  • Terapia com iodo radioativo na tireoide;
  • Radioterapia na área da cabeça ou do pescoço, ou no cérebro;
  • Cirurgia da tireoide;
  • Tumor na hipófise ou hipotálamo.

Além disso, o uso de medicamentos, como lítio, amiodarona, talidomida, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, interferon ou imatinibe, por exemplo, pode aumentar o risco de hipotireoidismo.

É importante que o endocrinologista seja consultado para que seja identificada a causa do hipotireoidismo e iniciado o tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para hipotireoidismo deve ser feito pelo endocrinologista, que pode indicar:

1. Medicamentos

O uso de medicamentos, como a levotiroxina, é indicado pelo endocrinologista para repor os hormônios que normalmente são produzidos pela glândula tireoide, permitindo, assim, manter seus níveis no sangue em valores normais.

A dose do medicamento deve ser prescrita pelo endocrinologista e pode variar ao longo do tratamento de acordo com os níveis dos hormônios no sangue..

Leia também: 6 remédios para tratar as doenças da tireoide (e como usar) tuasaude.com/remedios-para-tireoide

2. Mudança nos hábitos alimentares

As mudanças nos hábitos alimentares normalmente envolvem o consumo de alimentos ricos em fibras, antioxidantes e gorduras saudáveis, como castanha do Pará, laranja e ovos, por exemplo. Confira mais detalhes da alimentação para hipotireoidismo.

Sinais de melhora ou piora

Os sinais de melhora no hipotireoidismo surgem mais ou menos 2 semanas após o início do tratamento, podendo ser observada diminuição do cansaço e melhora do humor.

Além disso, a longo prazo o tratamento do hipotireoidismo também ajuda a controlar o peso e a reduzir os níveis de colesterol no sangue.

Quando a dose da levotiroxina não é suficiente, pode não ocorrer melhora dos sintomas do hipotireoidismo. Em caso de dose excessiva, pode haver sintomas como insônia, nervosismo, palpitações e tremores.

Possíveis complicações

Quando o hipotireoidismo é grave e não é tratado corretamente, pode causar mixedema caracterizado por retenção de líquidos encefalopatia, diminuição da temperatura corporal, convulsões, hiponatremia, hipoglicemia, arritmias, choque cardiogênico ou insuficiência respiratória.

O tratamento do mixedema é feito no hospital com internamento, pois é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco. Veja como é feito o tratamento do mixedema.



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