quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cisto de Baker: o que é, sintomas, causas e tratamento

Cisto de Baker é um bolsa preenchido com líquido sinovial na parte de trás do joelho, que pode causar sintomas como caroço e dor atrás do joelho, inchaço, rigidez e dificuldade de movimento.

Normalmente, o cisto de Baker no joelho surge em pessoas com histórico de pancadas ou acidentes no joelho, doenças articulares ou que fizeram sobrecarga da articulação, devido a exercícios físicos intensos, por exemplo.

O tratamento do cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo ou cisto parameniscal, é feito pelo ortopedista e pode envolver repouso, fisioterapia, uso de remédios ou até cirurgia.

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Sintomas de cisto de Baker

Os principais sintomas do cisto de Baker são:

  • Dor, desconforto ou sensação de pressão atrás do joelho;
  • Dor atrás do joelho que piora com esforços;
  • Caroço na parte de trás do joelho;
  • Dificuldade para esticar ou dobrar a perna.

Os cistos pequenos normalmente causam poucos ou nenhum sintoma, no entanto, podem aumentar de tamanho com o tempo se não forem tratados adequadamente, e levar ao surgimento dos sintomas.

Quando o cisto de Baker é muito grande pode comprimir vasos ou nervos próximos, levando ao surgimento de outros sintomas como formigamento, fraqueza ou inchaço na perna.

Leia também: Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento) tuasaude.com/dor-no-joelho-em-repouso

Cisto de Baker rompido

O cisto de Baker pode se romper caso seja muito grande ou se existir um acúmulo rápido de líquido, provocando sintomas como dor intensa, vermelhidão e inchaço na perna.

Neste caso, o inchaço ou caroço atrás do joelho tende a desaparecer e pode ocorrer a sensação de água escorrendo pela perna.

Em caso de suspeita de cisto de Baker rompido é recomendado procurar uma emergência para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento apropriado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de cisto de Baker geralmente é feito pelo ortopedista ou reumatologista através da avaliação sintomas apresentados e histórico de acidentes, pancadas no joelho e doenças articulares.

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Além disso, o médico deve fazer o exame físico e, em alguns casos, solicitar exames como ultrassom do joelho ou ressonância magnética para confirmar o diagnóstico.

Cisto de Baker é grave?

O cisto de Baker é uma condição benigna e geralmente não é considerado um problema grave.

No entanto, é importante confirmar o diagnóstico e, quando indicado, realizar o tratamento adequado, para evitar a piora dos sintomas e o surgimento de complicações.

Possíveis causas

As principais causas de cisto de Baker são:

  • Acidentes ou pancadas diretas no joelho;
  • Osteoartrite ou artrite reumatoide;
  • Lesão ou ruptura do menisco;
  • Tumor benigno do tipo sinovite vilonodular pigmentada;
  • Sobrecarga frequente da articulação, devido a exercícios físicos intensos.

Essas condições podem levar ao acúmulo de líquido sinovial dentro da bursa atrás do joelho, formando o caroço na fossa poplítea, por isso também é chamado de cisto poplíteo.

Cisto de Baker é câncer?

O cisto de Baker não é câncer e não aumenta o risco de câncer, sendo uma condição benigna.

Esse cisto é formado pelo acúmulo de líquido sinovial na bursa poplítea, uma bolsa localizada naturalmente atrás do joelho que funciona como um amortecedor, além de reduzir a fricção entre os ossos, os tendões e os músculos das articulações.

Como é feito o tratamento

O tratamento do cisto de Baker é feito pelo ortopedista, quando o cisto provoca sintomas.

1. Evitar esforços e repouso

Evitar esforços é importante para prevenir que o cisto provoque dor ou aumente de tamanho.

Além disso, em caso de dor, evitar andar muito ou carregar pesos, por exemplo, é importante para prevenir a piora e permitir a recuperação adequada.

2. Aplicação de compressas frias

A aplicação de compressas frias pode ser recomendada em caso de dor e inchaço.

Para isso, pode-se enrolar um saco com gelo em uma toalha e aplicar sobre o local da dor por cerca de 15 minutos pela manhã e à noite, para aliviar os sintomas.

3. Uso de anti-inflamatórios

Quando a dor é intensa, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno ou diclofenaco, para diminuir a inflamação e aliviar a dor. Confira os principais anti-inflamatórios e como usar.

4. Sessões de fisioterapia

A realização de fisioterapia, exercícios de reabilitação e alongamentos é indicada para fortalecer os músculos do joelho e evitar a pressão exagerada sobre a articulação.

Assim, a fisioterapia é eficaz em aliviar os sintomas, principalmente nos casos em que a dor é leve.

5. Tratamento de doenças associadas

O tratamento adequado de outros problemas e doenças articulares, como artrite reumatoide e osteoartrite, é fundamental para evitar que o cisto aumente de tamanho e os sintomas causados pelo cisto piorem.

Por isso, o médico pode orientar o tratamento de outras condições ou encaminhar para outro especialista. Veja como é feito o tratamento da osteoartrite.

6. Injeção de corticoide

A injeção de corticoide diretamente no cisto pode aliviar a dor e diminuir o tamanho.

Geralmente, é indicada quando os sintomas persistem mesmo com o uso de medicamentos ou a realização de fisioterapia.

Além disso, é mais utilizada quando o cisto está associado a outras doenças como osteoartrite ou artrite reumatoide.

7. Aspiração do cisto por agulha

A aspiração do cisto por agulha pode ser indicada em alguns casos e pode ser combinada com a injeção de corticoide, para alívio da dor e redução do tamanho do cisto.

Normalmente, a aspiração por agulha é mais eficaz em pessoas jovens e sem outras doenças que afetam as articulações.

8. Cirurgia

A cirurgia para cisto de Baker geralmente é indicada quando os outros tipos de tratamento não tiveram bons resultados e inclui a correção de outras alterações do joelho, além do próprio cisto.

Neste caso, o tratamento pode envolver uma cirurgia aberta ou por meio de artroscopia. Entenda melhor o que é a artroscopia do joelho.

Possíveis complicações

A principal complicação do cisto de Baker é a pseudo tromboflebite, que pode surgir quando o cisto é grande ou se rompe.

Nesses casos podem surgir sintomas semelhantes à trombose venosa profunda, como inchaço, sensação de calor e dor intensa na panturrilha.



source https://www.tuasaude.com/cisto-de-baker/

Dor no joelho em repouso: o que pode ser (e tratamento)

A dor no joelho em repouso pode ser causada por artrose mais avançada, artrite reumatoide, gota, cisto de Baker, bursite ou artrite séptica, por exemplo.

Essa condição também pode ser acompanhada de sintomas como rigidez ao levantar, inchaço, vermelhidão, calor no local, sensação de caroço atrás do joelho ou dificuldade em apoiar a perna.

Leia também: Dor no joelho: 11 causas comuns (e o que fazer) tuasaude.com/dor-no-joelho

É aconselhado consultar o ortopedista quando a dor no joelho em repouso é persistente e interfere nas atividades diárias. Além disso, é recomendado procurar um atendimento de emergência na presença de sintomas como joelho vermelho, quente e inchado, especialmente se for acompanhado de mal-estar e/ou febre.

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As principais causas de dor no joelho em repouso são:

1. Artrose

Embora a dor da artrose mais avançada piore com a atividade física, esta é uma causa comum de dor no joelho em repouso, podendo causar desconforto quando a pessoa tenta se movimentar após ficar longos períodos sentada ou deitada.

A artrose no joelho é caracterizada pelo desgaste da articulação, levando a uma inflamação do local e causando também vermelhidão, inchaço, calor e presença de \"estalos\" durante o movimento.

Tratamento: caso seja confirmada essa condição, o ortopedista pode recomendar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios.

O médico também recomenda exercícios de alongamento das pernas, sessões de fisioterapia e, quando os outros tratamentos não melhoram os sintomas, a realização de uma cirurgia para retirar a articulação do joelho e colocar uma prótese.

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2. Gota

A gota é uma artrite inflamatória causada pela deposição de cristais de urato na articulação e que também pode causar dor no joelho em repouso.

A crise da gota costuma começar de forma repentina, durante a noite ou início da manhã, causando dor intensa mesmo sem movimentar a articulação, inchaço, calor e vermelhidão.

Tratamento: o tratamento da gota pode ser feito com o uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno, naproxeno, colchicina ou corticoides, conforme orientação médica.

É recomendado também fazer um repouso da articulação, aplicar bolsas de gelo no local para aliviar a dor e o inchaço, e fazer ajustes da dieta, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, vísceras e carne vermelha em excesso.

Leia também: Gota: o que é, causas, sintomas e tratamento tuasaude.com/gota

3. Bursite no joelho

A bursite no joelho pode ser causada por quedas ou golpes no joelho, ficar ajoelhado repetidamente e atividades físicas que tenham impacto no joelho ou até por infecções bacterianas na bursa.

Quando está inflamada, essa condição pode causar dor no joelho em repouso quando está inflamada, no entanto, a dor geralmente aumenta durante a pressão ou o movimento.

Tratamento: se essa condição for confirmada, o ortopedista poderá indicar fazer o repouso relativo e aplicar compressas de gelo no local.

Conforme a causa da bursite, o médico também pode prescrever o uso de anti-inflamatórios não-esteroides, como ibuprofeno ou naproxeno, ou antibióticos.

4. Artrite reumatoide

A artrite reumatoide pode provocar dor no joelho em repouso e também durante o movimento.

Outros sintomas que também acompanham essa condição incluem inchaço, calor no local e rigidez que dura mais de 30 minutos ao acordar ou permanecer muito tempo parado.

Tratamento: o tratamento pode envolver o uso de remédios anti-inflamatórios, corticoides ou modificadores do curso da doença, como ibuprofeno, prednisona e hidroxicloroquina.

O médico também recomenda a realização de exercícios e fisioterapia, para fortalecer a musculatura em volta da articulação e a melhorar a mobilidade articular.

Leia também: Tratamento para artrite reumatoide: remédios, fisioterapia e outros tuasaude.com/tratamento-para-artrite

5. Cisto de Baker

O cisto de Baker é uma bolsa com líquido que se forma atrás do joelho e que pode causar dor no joelho em repouso e desconforto. Conheça todos os sintomas do cisto de Baker.

Essa condição também provoca a presença de um caroço macio na parte de trás do joelho, que geralmente fica visível quando a pessoa está de pé, rigidez e dificuldade para dobrar totalmente o joelho.

Tratamento: caso essa causa seja confirmada, o ortopedista pode indicar reduzir temporariamente os esforços físicos, aplicar compressas de gelo no local e usar anti-inflamatórios não esteroides, por exemplo.

Na presença de dor, inchaço e pele quente ou avermelhada na panturrilha, deve-se procurar um atendimento médico urgente.

Isso porque, quando o cisto é grande ou se rompe, pode causar uma pseudo-tromboflebite, com sintomas similares ao de uma trombose venosa profunda.

6. Artrite séptica

Embora seja menos frequente, outra possível causa da dor no joelho em repouso é a artrite séptica, que é uma infecção dentro da articulação.

Essa condição pode causar dor intensa, inchaço, calor, vermelhidão e grande dificuldade para mexer a articulação.

Tratamento: na suspeita de artrite séptica, é recomendado procurar atendimento de urgência imediatamente, para evitar a destruição da cartilagem e do osso.

O tratamento pode ser feito com a administração intravenosa de antibióticos e a lavadagem e/ou o debridamento cirúrgico da articulação no hospital.

Leia também: Artrite séptica: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento tuasaude.com/artrite-septica

7. Condromalácia patelar

A condromalácia patelar é o amolecimento da cartilagem que fica entre a patela e o fêmur, podendo levar à sua ruptura, e o surgimento de sintomas como intensa dor no joelho em repouso, ao ficar muito tempo sentado, ou ao fazer alguns movimentos.

A pessoa geralmente sente a dor na parte da frente do joelho e também pode apresentar inchaço nessa região e sensação de ter areia dentro do joelho ou estalos no joelho.

Tratamento: o tratamento varia conforme a causa e grau do desgaste da cartilagem, onde o médico pode recomendar o repouso relativo e o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, como paracetamol e ibuprofeno.

Sessões de fisioterapia e exercícios de alongamento e fortalecimento do joelho também são indicados.

8. Fratura

A fratura no joelho é uma situação que pode causar dor no joelho em repouso e mesmo sem nenhum apoio de carga sobre a perna, além de inchaço, manchas roxas e alteração ou deformação visível no joelho.

Essa lesão pode acontecer devido a quedas sobre o joelho, impactos fortes, como acidentes automobilísticos, futebol, ou a contração súbita e violenta do músculo quadríceps.

Tratamento: quando a fratura é confirmada, o ortopedista pode indicar o uso de gesso, tala ou órtese para imobilizar e manter o joelho esticado.

Já nos casos mais avançados, o médico pode recomendar a realização de uma cirurgia para realinhar e fixar os ossos com parafusos, pinos, fios metálicos em banda de tensão ou placas.

Leia também: Fraturas: sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-fratura

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Ondas de calor no corpo: o que pode ser (e o que fazer)

As ondas de calor no corpo são mais frequentes na menopausa, mas também podem surgir em pessoas com histórico de câncer de mama, na andropausa, na gravidez, ou ser consequência do uso de alguns medicamentos, por exemplo.

Os sintomas de onda de calor são uma sensação repentina de calor a espalhar-se pelo corpo, vermelhidão e manchas na pele, aumento dos batimentos cardíacos e da transpiração e sensação de frio ou arrepios quando a onda de calor passa.

Caso as ondas de calor no corpo sejam frequentes, é importante consultar o clínico geral para que seja identificada a causa do sintoma e, assim, seja possível iniciar o tratamento, caso seja necessário.

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As principais causas de ondas de calor no corpo são:

1. Menopausa

As ondas de calor no corpo são um dos sintomas mais comuns da menopausa, que surgem devido às alterações hormonais que se dão no corpo da mulher.

Essas ondas de calor podem surgir alguns meses antes da mulher entrar na menopausa e manifestar-se repentinamente em vários momentos do dia, variando de intensidade de acordo com cada mulher.

O que fazer: o tratamento vai depender da intensidade dos sintomas e deve ser determinado pelo ginecologista, que pode recomendar terapia de reposição hormonal ou outros medicamentos que ajudam a controlar estes sintomas, suplementos naturais ou mesmo alterações na dieta. Saiba mais sobre como combater as ondas de calor da menopausa.

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2. Andropausa

Os sintomas mais comuns da andropausa são alterações repentinas de humor, cansaço, ondas de calor no corpo e diminuição do desejo sexual e da capacidade de ereção, que se deve a uma redução na produção da testosterona, por volta dos 50 anos de idade.

Leia também: 9 sintomas da andropausa (e o que fazer) tuasaude.com/andropausa-sintomas

O que fazer: geralmente, o tratamento consiste no uso de medicamentos que aumentam os níveis de testosterona no sangue, através de comprimidos ou injeções, mas só devem ser usados se forem recomendados pelo urologista ou endocrinologista.

3. História de câncer de mama

Mulheres que tiveram câncer de mama, ou que fizeram quimioterapia que induzem falência do ovário, também podem sofrer de ondas de calor no corpo com sintomas semelhantes aos relatados por mulheres que estão a entrar na menopausa.

O que fazer: nestes casos, não é recomendado realizar terapia de reposição hormonal. A pessoa deve falar com o médico que pode recomendar terapias alternativas ou produtos naturais para aliviar os sintomas.

Leia também: Câncer de mama: sintomas, tipos, causas e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/cancer-de-mama

4. Remoção dos ovários

A cirurgia de remoção dos ovários pode ser necessária em algumas situações, como em casos de abcesso ovariano, câncer, endometriose ou cistos no ovário.

A remoção dos ovários leva ao surgimento de menopausa precoce, que também provoca sintomas como ondas de calor no corpo, já que deixa de haver produção de hormônios por parte dos ovários.

O que fazer: o tratamento depende da idade em que se encontra a pessoa, podendo ser necessário recorrer a terapia de reposição hormonal.

5. Efeitos colaterais de medicamentos

Alguns medicamentos, principalmente aqueles que inibem a liberação de hormônios, também podem causar ondas de calor no corpo, como é o caso do acetato de leuprorrelina, que é a substância ativa do medicamento Lupron.

Este é um medicamento indicado para tratar o câncer de próstata, mioma, endometriose, puberdade precoce e câncer de mama avançado.

Este remédio age diminuindo a produção do hormônio gonadotrofina, bloqueando a produção nos ovários e testículos e causando sintomas semelhantes à menopausa.

O que fazer: geralmente, os sintomas desaparecem quando o medicamento é descontinuado, mas isto só deve ser feito quando indicado pelo médico.

6. Terapia para câncer de próstata

A terapia de supressão androgênica é utilizada no tratamento do câncer da próstata e, por reduzirem os hormônios testosterona e dihidrotestosterona no corpo, podem levar ao surgimento de ondas de calor no corpo como efeito colateral.

O que fazer: geralmente, os sintomas desaparecem quando se suspende o medicamento, que só deve acontecer quando indicado pelo médico.

7. Hipogonadismo

O hipogonadismo masculino acontece quando os testículos produzem pouca ou nenhuma testosterona, levando ao surgimento de sintomas como impotência, desenvolvimento anormal dos caracteres sexuais masculinos e ondas de calor no corpo.

O hipogonadismo feminino ocorre quando os ovários produzem poucos ou nenhum hormônio sexual, como o estrogênio e a progesterona.

O que fazer: este problema não tem cura, mas os sintomas podem ser melhorados através de terapia de reposição hormonal. Veja mais sobre o tratamento do hipogonadismo.

8. Hipertireoidismo

O hipertireoidismo caracteriza-se por uma produção excessiva de hormônios pela tireoide, que pode ser causado por alterações no sistema imunológico, inflamação ou presença de nódulos na tireoide, por exemplo.

Essa condição leva ao surgimento de sintomas, como ansiedade, nervosismo, palpitações, ondas de calor no corpo, tremores, suor excessivo ou cansaço frequente, por exemplo.

O que fazer: o tratamento depende da causa que está na origem da doença, da idade da pessoa e dos sintomas apresentados, podendo ser feito com medicamentos, iodo radioativo ou através da remoção cirúrgica da tireoide.

Leia também: Hipertireoidismo: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hipertireoidismo

9. Gravidez

A gravidez é uma fase da vida da mulher em que acontecem diversas mudanças hormonais, o que pode provocar aumento da temperatura corporal e, consequentemente, ondas de calor no corpo.

As ondas de calor na gravidez podem surgir durante o dia ou a noite, podendo também ser acompanhado por suor noturno e mal-estar.

O que fazer: é recomendado que a mulher beba água durante o dia, use roupas de algodão para deixar a pele respirar, tome banho com água morna e mantenha a casa ventilada.



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Intermação: o que é, sintomas, causas e tratamento

A intermação é uma situação em há desregulação no funcionamento do mecanismo que regula a temperatura do corpo, causando aumento da temperatura corporal (acima de 40ºC) e dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, tontura, dor de cabeça e convulsões, em casos mais graves.

Essa situação, também chamada de hipertermia, pode acontecer em bebês e idosos, que possuem menor atividade desse mecanismo, ou ser consequência da prática intensa de atividade física em um ambiente muito quente e sem climatização.

Leia também: Hipertermia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/hipertermia

O tratamento para intermação deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações que podem comprometer a vida da pessoa, sendo fundamental realizar o resfriamento do corpo de forma gradual.

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Sintomas de intermação

Os principais sintomas de intermação são:

  • Aumento da temperatura corporal, na maioria dos casos acima de 40ºC;
  • Pode haver ou não suor;
  • Respiração mais acelerada;
  • Alteração dos batimentos cardíacos;
  • Tontura e dor de cabeça;
  • Dificuldade para manter o equilíbrio;
  • Perda da coordenação motora;
  • Convulsão e coma, nos casos mais graves.

Os sintomas de intermação podem surgir entre poucas horas e 3 dias, sendo importante consultar o médico, para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento para evitar complicações, como destruição das fibras musculares, alteração no funcionamento dos rins, pulmões, fígado e coração e hemorragias.

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Principais causas

A intermação acontece devido à desregulação do funcionamento de resfriamento do corpo, causando a elevação excessiva da temperatura.

Essa situação está na maioria dos casos relacionada com a prática de atividade física intensa e em ambiente não climatizado, resultando em uma carga térmica elevada, levando ao surgimento de sintomas e aumento do risco de destruição das fibras musculares e alterações renais.

Em alguns casos, a intermação está relacionada com condições clínicas que podem interferir no processo de resfriamento do corpo. Neste caso, a intermação é mais comum de acontecer em bebês, idosos, pessoas com doenças mentais ou doenças cardíacas graves, principalmente quando estão em ambiente sem ar condicionado durante as ondas de calor.

Como é o tratamento

O tratamento para intermação deve ser iniciado assim que surgirem os primeiros sintomas, sendo indicado fazer resfriamento do corpo de forma gradativa, o que pode ser feito ao ficar em um local com sombra e bem ventilado, retirar o excesso de roupa, borrifar água fria no corpo e beber água.

Caso a pessoa tenha perdido a consciência, é fundamental que seja encaminhada par ao hospital para que as medidas de suporte sejam iniciadas e possam ser prevenidas as complicações de forma mais eficaz.

Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos para aliviar os sintomas e combater possíveis alterações nos órgãos.



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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Colonoscopia: o que é, como é feita (e preparo recomendado)

A colonoscopia é um exame que permite visualizar e avaliar o intestino grosso (cólon) e o reto, a fim de diagnosticar doenças como pólipos intestinais, doença de Crohn, colite ou diverticulite, por exemplo.

Além disso, a colonoscopia é indicada como rastreio do câncer colorretal, a partir dos 45 anos, ou após os 40 anos, no caso de pessoas que tenham histórico familiar de câncer de intestino.

Leia também: Câncer no intestino: sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/sintomas-do-cancer-de-intestino

O exame de colonoscopia é feito pelo gastroenterologista, com sedação, sendo importante fazer um preparo especial com ajustes na alimentação e uso de laxantes, antes do procedimento.

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Para que serve

A colonoscopia serve para o médico avaliar o intestino grosso (cólon) e o reto, e diagnosticar, prevenir ou tratar doenças intestinais.

Durante o exame de colonoscopia, também é possível realizar procedimentos como a coleta de biópsia ou retirada de lesões suspeitas ou cauterização de vasos sanguíneos que podem estar sangrando. Veja outros exames indicados para detectar o câncer de intestino.

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Como é feita a colonoscopia

A colonoscopia é feita pelo gastroenterologista, com sedação, e geralmente dura cerca de 30 a 60 minutos.

Para realizar a colonoscopia, o médico deve seguir alguns passos:

  1. Solicitar a pessoa para vestir o avental;
  2. Pedir a pessoa para deitar de lado na maca, com os joelhos dobrados em direção ao peito;
  3. Aplicar a sedação na veia, para diminuir o desconforto do exame;
  4. Realizar o exame de toque retal e aplicar um lubrificante na região;
  5. Inserir o colonoscópio no reto, que é um aparelho na forma de tubo que tem uma luz e uma câmara na ponta;
  6. Visualizar o interior e revestimento do intestino no computador;
  7. Remover pólipos, tratar sangramentos ou fazer biópsia, se necessário;
  8. Retirar o colonoscópio lentamente para examinar todas as partes do cólon.

Durante o exame de colonoscopia, pequenas quantidades de ar podem ser injetadas dentro do intestino para melhorar a visualização.

Ao terminar o exame, é recomendado ficar em recuperação por cerca de 2 horas, antes de voltar para casa.

A Qualicorp pode ajudar a escolher o plano de saúde com cobertura para a realização da coloscopia e outros exames gastrointestinais e consultas com o gastroenterologista.

Colonoscopia virtual

A colonoscopia virtual é também um exame que avalia o intestino, no entanto, é feita usando a tomografia computadorizada.

Esse exame possui algumas limitações, como dificuldade para identificar pólipos pequenos e impossibilidade de fazer biópsia, e, por isso, não substitui a colonoscopia normal. Entenda como é feita a colonoscopia virtual.

Quando é indicada

A colonoscopia é indicada para:

  • Investigar a causa de sintomas, como sangramentos, hemorragia retal ou diarreia crônica;
  • Rastrear o câncer no intestino ou no reto;
  • Pesquisar e remover pólipos intestinais;
  • Identificar causas de sangramento nas fezes;
  • Diagnosticar doenças intestinais, como diverticulose, diverticulite, colite, tuberculose intestinal, retocolite ulcerativa ou doença de Crohn;
  • Avaliar uma diarreia persistente ou outras alterações do hábito intestinal de origem desconhecida;
  • Investigar causas de anemia de origem desconhecida.

A colonoscopia também pode tratar lesões com sangramento, estreitamentos do intestino, remover corpos estranhos, descomprimir volvo intestinal e acompanhar o câncer colorretal.

Além disso, pode ser indicada para investigar alterações em exames como sangue oculto nas fezes ou imagens suspeitas em radiografias.

Veja mais detalhes sobre a importância da colonoscopia no diagnóstico do câncer de intestino no vídeo a seguir com o Dr. Alexandre Palladino:

Os sinais de CÂNCER DE INTESTINO que você não pode ignorar

05:02 | 38.535 visualizações

Preparo recomendado para fazer colonoscopia

Para se preparar para a colonoscopia, é recomendado:

  • Tomar os laxantes indicados pelo médico, no dia anterior ao exame, para limpar os intestinos;
  • Beber bastante água para evitar a desidratação, devido ao uso dos laxantes;
  • Informar todos os remédios que utiliza, principalmente AAS, anticoagulantes e antidiabéticos, pois o médico pode recomendar interromper o uso ou ajustar doses alguns dias antes do exame;
  • Ir acompanhado ao exame, pois a sedação poderá deixar a pessoa sonolenta.

Além disso, 2 a 3 dias antes da colonoscopia é recomendado fazer uma dieta pobre em fibras e 1 dia antes realizar uma dieta líquida. Veja como deve ser a dieta para colonoscopia.

No dia do exame, deve-se fazer jejum absoluto.

É preciso depilar para fazer colonoscopia?

Não é necessário depilar para fazer a colonoscopia já que os pelos na região anal não interferem no exame.

O mais importante é seguir rigorosamente as instruções médicas para o preparo do exame.

Possíveis riscos

A colonoscopia é considerada um procedimento seguro, tendo poucos riscos.

No entanto, podem ocorrer reações alérgicas ao sedativo, sangramentos no local da biópsia ou pólipo removido ou perfuração do intestino ou reto. Saiba os cuidados após a colonoscopia com biópsia.

Também pode ocorrer a síndrome de eletrocoagulação pós-polipectomia, quando a retirada do pólipo é feita por eletrocauterização.

Quem não deve fazer

A colonoscopia é contraindicada para inflamações agudas, como:

  • Megacólon tóxico;
  • Colite fulminante;
  • Crises de colite ulcerativa ou doença de Crohn;
  • Diverticulite aguda.

Nesses casos, é recomendado adiar a realização da colonoscopia até que a inflamação diminua.

A colonoscopia também deve ser adiada se a pessoa teve recentemente infarto, peritonite ou instabilidade hemodinâmica.

Cirurgias intestinais recentes ou recusa da pessoa em realizar o exame são contraindicações absolutas para a colonoscopia.



source https://www.tuasaude.com/colonoscopia/

Colonoscopia com biópsia: para que serve, como é feita (e cuidados)

A colonoscopia com biópsia é um exame que permite visualizar o interior do reto e do intestino grosso e retirar pequenas amostras da mucosa para análise em laboratório.

A biópsia ajuda a identificar lesões suspeitas de câncer colorretal, a diagnosticar inflamações no intestino, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, além de alterações nas células da mucosa intestinal, como a displasia.

Leia também: Biópsia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/para-que-serve-a-biopsia

O exame é realizado pelo gastroenterologista, com preparo intestinal prévio e, geralmente, sedação. Após o procedimento, é importante evitar dirigir e esforços físicos, além de observar se há pequena quantidade de sangue nas primeiras evacuações.

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Para que serve

A colonoscopia com biópsia serve para ajudar a diagnosticar:

Além disso, a colonoscopia com biópsia permite analisar pólipos ou outras lesões retiradas durante o exame, quando necessário.

Colonoscopia com biópsia ou citologia

Na colonoscopia com biópsia, o médico retira pequenos fragmentos de tecido da mucosa intestinal para análise em laboratório.

Já na citologia, são analisadas células coletadas da superfície de uma lesão ou da mucosa, sem a retirada de um fragmento de tecido, sendo menos utilizada na avaliação do intestino grosso. Entenda melhor para que serve o exame de citologia.

Por isso, no intestino grosso, a colonoscopia com biópsia é mais utilizada.

Como é feita

A colonoscopia com biópsia é feita de forma semelhante à colonoscopia convencional, mas permite retirar pequenas amostras de tecido durante o exame. Veja como é feita a colonoscopia.

O exame é realizado pelo gastroenterologista e segue as seguintes etapas:

  1. Orientar a pessoa a vestir o avental e retirar objetos ou roupas que possam atrapalhar o exame;
  2. Posicionar a pessoa deitada de lado, com os joelhos dobrados em direção ao peito;
  3. Aplicar a sedação pela veia, para reduzir o desconforto durante o exame;
  4. Usar um lubrificante na região anal;
  5. Inserir o colonoscópio pelo reto, que possui uma câmera e uma luz na ponta, até o intestino grosso;
  6. Observar a mucosa intestinal e coletar pequenos amostras de tecido, usando uma pequena pinça que passa pelo colonoscópio;
  7. Retirar o colonoscópio lentamente, permitindo examinar novamente a mucosa durante a retirada.

Durante o exame, também pode ser introduzido ar pelo colonoscópio para expandir o intestino e facilitar a visualização da mucosa.

Após a coleta, os fragmentos de tecido são colocados em um recipiente adequado e encaminhados para um laboratório, onde são preparados e analisados ao microscópio.

A colonoscopia com biópsia geralmente dura entre 30 e 60 minutos, dependendo das condições encontradas durante o exame e da necessidade de realizar outros procedimentos, como a retirada de pólipos.

Preparo para colonoscopia com biópsia

O preparo para a colonoscopia com biópsia tem como objetivo limpar o intestino para facilitar a visualização da mucosa e a coleta das amostras de tecido.

Para isso, é necessário seguir, de 2 a 3 dias antes, uma dieta pobre em fibras, evitando alimentos como frutas com casca, verduras, legumes e cereais integrais.

No dia anterior, é indicada uma dieta líquida, com opções como caldos coados, água, chás e sucos claros. Também pode ser recomendado o uso de laxante para ajudar na limpeza do intestino, conforme a orientação médica. 

No dia do procedimento, deve ser mantido jejum de pelo menos 6 horas. Saiba como é a dieta para colonoscopia.

Todos os medicamentos em uso devem ser informados ao médico, pois alguns, como anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, como varfarina ou clopidogrel, podem precisar de ajuste temporário para reduzir o risco de sangramento.

Também é recomendado comparecer acompanhado, pois a sedação pode prejudicar os reflexos por algumas horas.

Cuidados após o exame

Após a colonoscopia com biópsia, alguns cuidados são importantes, como:

  • Permanecer em observação até passar o efeito da sedação e evitar dirigir, operar máquinas ou realizar atividades que exijam atenção nas horas seguintes;

  • Retomar a alimentação com alimentos leves, como sopas, arroz e purê, caso haja desconforto;

  • Manter uma boa hidratação, principalmente com água e água de coco, para repor os líquidos perdidos durante o preparo intestinal;

  • Observar a presença de sangue nas fezes, pois uma pequena quantidade pode ocorrer após a biópsia nas primeiras evacuações.

Além disso, após a colonoscopia com biópsia, podem ocorrer gases e desconforto abdominal devido ao ar introduzido durante o exame, que geralmente melhoram em pouco tempo. 

No entanto, em caso de dor abdominal intensa ou persistente, sangramento em grande quantidade, febre, tontura ou fraqueza, é importante procurar atendimento médico imediato.

Quem não deve fazer 

A colonoscopia com biópsia pode precisar ser adiada ou não ser indicada em casos de perfuração intestinal, diverticulite aguda, colite fulminante ou megacólon tóxico, devido ao maior risco de lesão ou perfuração do intestino.

O exame também pode ser adiado em pessoas com instabilidade cardiovascular ou respiratória, peritonite ou após alguma cirurgia intestinal recente, até que seja seguro realizar o procedimento.

Pessoas com distúrbios graves da coagulação, como hemofilia ou níveis muito baixos de plaquetas, ou que usam medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anticoagulantes, precisam de avaliação antes do exame.

Em caso de gravidez, a colonoscopia com biópsia é evitada quando não é necessária com urgência, podendo ser realizada quando houver uma indicação importante e após avaliação médica.



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Íngua no pescoço: 9 causas comuns (e como tratar)

A íngua no pescoço é um nódulo que pode surgir quando existe alguma infecção ou inflamação, como infecção do ouvido, feridas ou gripe, por exemplo. Geralmente, a íngua não é grave, especialmente se diminuir de tamanho e desaparecer em poucos dias.

No entanto, a íngua no pescoço também pode ser sinal de problemas mais graves, como câncer e tuberculose. Nesses casos, a pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dificuldade para engolir ou perda de peso sem causa aparente.

Quando a íngua no pescoço não melhora após 3 ou 4 dias, ou se for acompanhada de outros sintomas, é aconselhado consultar o clínico geral para identificar a causa e recomendar o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 1

O que pode ser íngua no pescoço

As principais causas de íngua no pescoço são:

1. Gripe e resfriado

Esta é uma das principais causas do surgimento de ínguas no pescoço e acontece devido à infecção do organismo por vírus comuns como os da gripe ou resfriado.

Neste tipo de problema, as ínguas podem surgir em qualquer local do pescoço.

Como tratar: o tratamento deve ser indicado pelo clínico geral e pode incluir o uso de remédios antitérmicos, anti-inflamatórios e analgésicos, como paracetamol, ibuprofeno ou dipirona.

Em casos leves de gripe, pode-se usar alguns xaropes caseiros como xarope de gengibre ou de beterraba, por terem ação anti-inflamatória e expectorante, ajudando a aliviar os sintomas. Confira outros xaropes caseiros para gripe.

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2. Dengue

Por ser uma doença infecciosa causada por vírus, a dengue provoca a íngua no pescoço devido a uma resposta do sistema imunológico na tentativa de combater a infecção.

Outras causadas por vírus que também podem causar o surgimento da íngua no pescoço são Zika, Chikungunya e citomegalovírus.

Como tratar: na suspeita de dengue, é aconselhado consultar o clínico geral ou infectologista, para que seja feito diagnóstico adequado.

O tratamento da dengue é feito com o uso de remédios antitérmicos, analgésicos e/ou antieméticos, conforme a recomendação do médico, e medidas como repouso e beber bastantes líquidos.

Já nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito com a pessoa internada no hospital, podendo envolver a injeção de soro diretamente na veia e/ou transfusões de sangue ou plaquetas, por exemplo.

Leia também: Tratamento para dengue: clássica ou hemorrágica (e quando ir ao hospital) tuasaude.com/tratamento-da-dengue

3. Garganta inflamada

Embora a garganta inflamada possa surgir nos casos de gripe, pode acontecer devido a infecções bacterianas, como acontece na amigdalite, por exemplo.

Além das ínguas, também é possível ter outros sintomas como tosse, dor de cabeça, dor na garganta, especialmente ao engolir, febre, dor nos ouvidos e mau hálito.

Como tratar: é aconselhado consultar um clínico geral para avaliar as possíveis causas e, se houver necessidade, indicar o tratamento ideal.

Assim, o médico poderá prescrever remédios analgésicos, antibióticos ou histamínicos. Saiba como é o tratamento da garganta inflamada.

4. Inflamação no ouvido

As inflamações no ouvido também ativam o sistema imunológico, podendo levar ao surgimento de ínguas no pescoço, especialmente na região atrás das orelhas.

Este tipo de infecção provoca ainda outros sintomas como dor no ouvido, dificuldade para escutar, coceira ou produção de pus.

Como tratar: deve-se ir ao médico para avaliar o tipo de inflamação no ouvido.

Se for necessário, o médico poderá recomendar o uso de remédios antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, exemplo dipirona ou ibuprofeno, por exemplo.

5. Doenças autoimunes

As doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla, afetam o sistema imune, provocando o acúmulo de células de defesa nos gânglios linfáticos, causando inflamação e o surgimento das ínguas no pescoço.

Nestes casos, as ínguas podem aparecer em vários locais do corpo, além do pescoço, e também é comum o aparecimento de outros sintomas como dor muscular e nas articulações, náuseas e vômitos.

Como tratar: é aconselhado ir no clínico geral para fazer exames gerais e iniciar o tratamento adequado.

O tratamento das doenças autoimunes pode ser feito com o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores. Além disso, o médico também pode indicar sessões de fisioterapia.

6. Feridas ou picadas na pele

A íngua no pescoço pode surgir devido a feridas e picadas, que são locais onde as bactérias e vírus podem entrar no organismo e, levando o sistema imune a trabalhar para eliminar o problema.

Nos casos mais graves, em que existe um elevado número de microrganismos, o sistema imunológico fica sobrecarregado e pode causar inflamação das ínguas.

O que fazer: deve-se ir num clínico geral para iniciar o tratamento adequado, que varia conforme a causa da ferida e picadas.

Assim, o tratamento pode incluir o uso de corticoides ou anti-inflamatórios orais e pomadas antialérgicas, anti-inflamatórias, calmantes ou protetoras, conforme a indicação do médico.

7. Abcesso dentário

A íngua no pescoço pode ser provocada por abscesso dentário, que é um tipo de bolsa com pus no dente devido a uma infecção.

O abcesso no dente também pode causar dor intensa, maior sensibilidade do dente, febre, mudança na coloração do dente, mau hálito e inchaço na gengiva.

Como tratar: o tratamento deve ser orientado pelo dentista e varia conforme a causa do abscesso, localização e gravidade.

Assim, o dentista poderá fazer drenagem do abscesso, para facilitar a saída de líquido ou ainda poderá fazer uma desvitalização do dente, para eliminar a infecção mas manter o dente.

O dentista também pode recomendar o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, para aliviar os sintomas e evitar infecção.

Leia também: Abscesso dentário: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/abscesso-dentario

8. Tuberculose ganglionar

A tuberculose ganglionar é causada pela infecção pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Essa bactéria pode atingir os gânglios linfáticos do pescoço, tórax, axilas ou virilha.

Por isso, a tuberculose ganglionar pode provocar sintomas como ínguas inchadas no pescoço ou outra região do corpo, febre baixa, cansaço excessivo e suor noturno.

Como tratar: o tratamento é feito de acordo com a orientação de um pneumologista, infectologista ou clínico geral.

Geralmente, o médico indica o uso de antibióticos pelo período mínimo 6 meses, como rifampicina, isoniazida e etambutol. Em alguns casos a cirurgia para retirada do gânglio inflamado pode ser recomendada.

9. Câncer

O câncer exige um trabalho elevado por parte do sistema imunológico para tentar combater a doença e, por isso, é comum surgir e íngua no pescoço e outras regiões do corpo.

Porém, os tipos mais frequentes de câncer que podem provocar ínguas são os linfomas e a leucemia.

Como tratar: em casos de suspeita de câncer, o médico recomenda fazer exames de sangue para identificar marcadores tumorais e outros exames, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

O tratamento do câncer varia conforme o tipo, a localização e o tamanho do tumor, podendo incluir sessões de radioterapia e/ou quimioterapia, cirurgia, imunoterapia ou transplante, por exemplo.

Íngua no pescoço de criança

Assim como em adultos, a íngua no pescoço da criança também pode ser causada por situações mais simples, como resfriado, gripe, dengue ou garganta inflamada.

No entanto, a íngua no pescoço da criança também pode surgir devido a condições mais sérias, como doenças autoimunes e câncer.

Assim, na presença de íngua no pescoço é recomendado levar a criança para uma consulta de avaliação com o pediatra.



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