segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Ludopatia: o que é, sintomas e como tratar (tem cura?)

Ludopatia é uma condição de saúde mental caracterizada pela dificuldade de controlar o impulso de jogar, fazendo com que o jogo passe a ocupar cada vez mais espaço na vida da pessoa.

Também chamada de transtorno do jogo, a ludopatia pode fazer com que a pessoa continue jogando mesmo quando isso causa problemas financeiros, familiares, profissionais ou emocionais, tanto em jogos presenciais quanto online.

O tratamento da ludopatia pode envolver principalmente psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos, além de medidas para ajudar a reduzir ou interromper o acesso aos jogos.

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Sintomas de ludopatia

Os principais sintomas de ludopatia incluem:

  • Dificuldade para controlar o impulso de jogar;
  • Pensar frequentemente em jogos ou apostas;
  • Sentir irritação ou ansiedade ao tentar parar de jogar;
  • Necessidade de aumentar o valor das apostas para obter prazer;
  • Tentar recuperar o dinheiro perdido com novas apostas;
  • Deixar de realizar atividades pessoais, familiares ou profissionais para jogar;
  • Continuar jogando mesmo após sofrer prejuízos.

Alguns sinais também podem ser percebidos por familiares ou pessoas próximas, como esconder ou mentir sobre o tempo e o dinheiro gastos com jogos ou pedir dinheiro emprestado.

Além disso, os prejuízos relacionados ao jogo também podem surgir antes do desenvolvimento da ludopatia. Segundo a OMS, usar dinheiro destinado a necessidades básicas para jogar já pode indicar danos relacionados ao jogo.

Ludopatia tem cura?

A ludopatia pode ser tratada, e algumas pessoas conseguem parar de jogar e manter o comportamento sob controle, com redução ou desaparecimento dos sintomas e retomada das atividades pessoais, familiares e profissionais.

No entanto, por ser um transtorno que pode apresentar recaídas, o acompanhamento é necessário mesmo após a melhora dos sintomas.

Como saber se é ludopatia

O diagnóstico da ludopatia é feito pelo profissional de saúde mental, como psiquiatra ou psicólogo, a partir da avaliação dos hábitos de jogo, da perda de controle e dos prejuízos causados pelo comportamento.

Para uma avaliação dos sinais e sintomas de ludopatia, marque consulta com o psiquiatra mais próximo de você:

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Durante a avaliação, são investigados o início e a evolução do comportamento, a frequência e duração dos jogos, tentativas de parar ou reduzir as apostas e possíveis prejuízos financeiros, familiares, sociais ou profissionais. 

Também podem ser avaliados problemas associados, como ansiedade, depressão e abuso de álcool ou outras drogas.

Questionários podem ser utilizados para identificar problemas relacionados ao jogo e avaliar sua gravidade, mas servem como apoio e não substituem a avaliação clínica.

Como ocorre a ludopatia

Os principais fatores envolvidos na ludopatia são:

  • Ativação do sistema de recompensa: durante o jogo, são ativados circuitos cerebrais relacionados à dopamina, que participa da motivação, da aprendizagem e da resposta às recompensas. Entenda para que serve a dopamina;
  • Alterações no controle do comportamento: com a repetição do jogo, podem ocorrer alterações nos processos cerebrais ligados à recompensa, à tomada de decisões e ao controle dos impulsos, dificultando a interrupção do comportamento mesmo diante de consequências negativas.

Além disso, a incerteza sobre ganhar ou perder também pode reforçar esse processo, levando a pessoa a continuar buscando a próxima aposta.

O desenvolvimento da ludopatia pode envolver fatores individuais, familiares e sociais, além de estresse, dificuldades financeiras, outros transtornos mentais e uso de álcool ou outras drogas. 

Jogos e apostas online também podem facilitar o acesso frequente ao comportamento, enquanto a publicidade e exposição contribuem para a normalização, especialmente entre pessoas mais jovens.

Como tratar

O tratamento da ludopatia deve ser individualizado e pode envolver:

1. Psicoterapia

A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é uma das principais formas de tratamento da ludopatia. Saiba como funciona a terapia cognitivo-comportamental.

Durante as sessões, podem ser tratados:

  • Identificação dos gatilhos, para ajudar a reconhecer situações, pensamentos ou emoções que aumentam a vontade de jogar, como estresse, tédio, ansiedade ou problemas financeiros;
  • Mudança de pensamentos relacionados ao jogo, para identificar e questionar ideias que favorecem as apostas, como acreditar que uma sequência de perdas aumenta a chance de ganhar na próxima aposta;
  • Controle da vontade de jogar, com estratégias para lidar com o impulso de apostar, como evitar situações de risco;
  • Mudança de hábitos, substituindo o tempo e os comportamentos relacionados ao jogo por outras atividades e uma rotina mais saudável;
  • Prevenção de recaídas, reconhecendo sinais de alerta e definindo estratégias para evitar o retorno às apostas.

O objetivo da psicoterapia é ajudar a pessoa com ludopatia a compreender o que mantém o comportamento de jogar e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essas situações.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

2. Medicamentos

Entre os medicamentos que podem ser considerados pelo médico está a naltrexona, um antagonista opioide que pode ser utilizado em algumas pessoas quando a psicoterapia não apresenta o resultado esperado ou ocorrem recaídas.

Antidepressivos, estabilizadores do humor e antipsicóticos podem ser utilizados quando existem outros transtornos de saúde mental associados, como depressão, transtorno bipolar ou psicose, mas não são considerados tratamentos específicos.

Por isso, a escolha do medicamento depende das características de cada pessoa e da presença de outros problemas de saúde.

3. Medidas para reduzir o acesso ao jogo

Reduzir a facilidade de acesso aos jogos e apostas pode ajudar a controlar o comportamento e prevenir recaídas. 

Algumas medidas incluem a autoexclusão de plataformas de apostas, bloqueio de sites e aplicativos, estabelecimento de limites financeiros e restrição do acesso a cartões ou outras formas de pagamento utilizadas para jogar.

Essas medidas podem ser combinadas com a psicoterapia e outras formas de tratamento, conforme as necessidades de cada pessoa.

4. Grupos de apoio

Os grupos de apoio podem complementar o tratamento da ludopatia, oferecendo um espaço para compartilhar experiências, dificuldades e estratégias para lidar com o jogo. 

O contato com outras pessoas que passaram por situações semelhantes também pode ajudar a reduzir o isolamento e favorecer a continuidade do tratamento.

Consequências da ludopatia

A ludopatia pode afetar diferentes áreas da vida e não se limita às perdas financeiras. 

Entre as possíveis consequências da ludopatia estão:

  • Endividamento e dificuldades para pagar despesas básicas;
  • Problemas no relacionamento com familiares e parceiros;
  • Isolamento social;
  • Dificuldades no trabalho ou nos estudos;
  • Ansiedade, depressão e sofrimento emocional;
  • Consumo excessivo de álcool ou outras drogas;
  • Conflitos familiares e violência doméstica.

Em casos mais graves, a ludopatia está associada a maior risco de pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente quando existem perdas importantes, depressão ou outras condições psiquiátricas. Veja alguns sinais de comportamento suicida e saiba como prevenir.



source https://www.tuasaude.com/ludopatia/

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

10 principais alimentos ricos em sódio

Muitos alimentos contêm naturalmente sódio na sua composição, sendo a carne, o peixe, os ovos e as algas são a principal fonte natural deste mineral, que é importante para manter o bom funcionamento do coração e dos músculos.

No entanto, os alimentos industrializados, como salgadinhos, embutidos, molhos prontos ou alimentos em conserva, têm a maior quantidade de sódio adicionado, o que pode aumentar o risco de problemas de saúde, como pressão alta e doenças cardíacas.

Embora, se use as palavras sódio e sal como sinônimos, eles não são a mesma coisa. O sal é composto pelos minerais sódio e cloreto, sendo que só se deve consumir até 5 g de sal por dia, que contém cerca de 2g de sódio, correspondendo a 1 colher de chá.

Leia também: Sódio: o que é, funções (e porque pode estar baixo ou alto) tuasaude.com/sodio-na
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Lista de alimentos ricos em sódio

Os principais alimentos industrializados ricos em sódio são:

  1. Carnes processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça e salsicha;
  2. Peixes em conserva, como sardinha e atum;
  3. Queijos como parmesão, roquefort, gorgonzola e cheddar;
  4. Temperos prontos como ketchup, mostarda, maionese e molhos de saladas;
  5. Refeições prontas, como sopas e massas;
  6. Vegetais em conserva como palmito, ervilha, milho, picles, cogumelos e azeitona;
  7. Bolachas e biscoitos, incluindo as bolachas de água sal, biscoitos recheados e salgadinhos;
  8. Fast-food, como pizza, hambúrguer, nuggets ou batatas fritas;
  9. Salgadinhos de lanchonete como quibe, empada, pastel, rissole e coxinha;
  10. Manteiga e margarina.

O teor de sódio presente nos alimentos industrializados varia de acordo com cada fabricante, pois cada empresa usa receitas e quantidades de ingredientes diferentes.

Para seguir a recomendação de consumir até 5 g de sal por dia, é importante evitar consumir estes alimentos em grandes quantidades e frequentemente, priorizando os alimentos frescos e naturais.

Quantidade de sódio nos alimentos naturais

A tabela a seguir a quantidade de sódio para cada 100 g de alguns alimentos naturais:

Alimentos naturais Sódio em cada 100g de alimento natural
Caviar 1500 mg
Alga 102 mg
Caranguejo cozido 360 mg
Mexilhão cozido  360 mg
Pescadinha crua 310 mg
Cação cru 176 mg
Camarão cru 201 mg
Ovo de galinha cozido 168 mg
Leite de vaca integral 64 mg
Peito de boi cru 64 mg
Asa de frango crua 96 mg

Os principais alimentos naturais ricos em sódio são os de origem animal, como carne, peixe, ovos e leite, que podem ser consumidos diariamente, já que favorecem a saúde.

É importante usar o sal com moderação durante o preparo dos alimentos naturais. Isto porque o excesso de sal pode aumentar o risco de doenças como pressão alta, doença renal crônica, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.



source https://www.tuasaude.com/alimentos-ricos-em-sodio/

Aditivos alimentares: o que são, tipos e para que servem

Os aditivos alimentares são substâncias usadas com o objetivo de melhorar a textura, manter o sabor, evitar a contaminação e aumentar o tempo de validade dos alimentos industrializados.

Os aditivos podem ser naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por nenhum processo industrial, ou artificiais, que podem ser feitos em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.

No entanto, quando consumidos em altas quantidades, alguns aditivos alimentares podem causar reações alérgicas, dor de cabeça, diarreia e rinite, e aumentar o risco de algumas doenças, por exemplo.

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Aditivos alimentares fazem mal?

Alguns aditivos alimentares, como sulfitos, corantes e glutamato monossódico, podem provocar dor de cabeça, irritação no estômago, reações alérgicas, náuseas, crises de asma, dermatite de contato ou rinite.

Esses sintomas podem surgir principalmente quando os aditivos são consumidos em grandes quantidades ou por pessoas com sensibilidade ou intolerância à essas substâncias.

Além disso, a ingestão elevada e frequente de conservantes também pode aumentar o risco de doenças crônicas como pressão alta, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Tipos de aditivos alimentares

Existem dois tipos de aditivos alimentares, os naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por processos industriais, e os artificiais, que são fabricados em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.

Lista de aditivos naturais

A tabela a seguir traz os principais tipos de aditivos alimentares naturais e onde são encontrados:

Aditivo Fontes
Cera carnaúba (INS 903) Pastilha, chocolate, chiclete
Edulcorante stévia (INS 960) Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate
Corante betacaroteno (INS 160a) Margarina, sucos, refrigerantes, sorvete, pão
Goma guar (INS 412) Molhos, pães, bolos, sopas ou purês
Lecitina de soja (INS 322) Margarina, leite em pó, pão, chocolate, biscoito
Ácido ascórbico (INS 300) Sucos, molhos, conservas, iogurte, frutas em calda

Outros exemplos de aditivos naturais incluem o corante carmim de cochonilha (INS 120), o corante curcumina (INS 100), e a goma xantana (INS 415).

Aditivos artificiais

A tabela a seguir contém os principais tipos de aditivos artificiais e onde são encontrados:

Aditivo Fontes
Sorbato de potássio (INS 202) Queijos, chicletes, sucos, alimentos diet, molhos
Corante amarelo tartrazina (INS 102) Licor, alimentos fermentados, cereais, iogurte, chiclete balas, pós para refrescos artificiais
Metabissulfito de sódio (INS 223) Vinhos, cerveja, sucos, ketchup, pães, mostarda
Benzoato de sódio (INS 211) Margarina, molhos, gelatina, embutidos, refrigerantes, sucos
Propionato de cálcio (INS 282) Fermentos, queijos, massas, embutidos
Glutamato monossódico (INS 621) Temperos prontos, massa instantânea, molho de soja, embutidos, biscoitos
Nitrito de potássio (INS 249) Embutidos, molhos, sopas prontas
Aspartame (INS 951) Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate

Outros aditivos artificiais são corante azul brilhante (INS 133), corante vermelho (INS 124), ácido carmínico (INS 120) e acessulfame de potássio (INS 950).

Em geral, os aditivos alimentares podem ser identificados na lista de ingredientes, no rótulo dos produtos, na forma de siglas ou com o seu nome escrito por extenso. Veja como ler o rótulo dos alimentos.

Para que servem

Os principais usos dos aditivos alimentares são:

  • Impedir ou dificultar a contaminação dos alimentos;
  • Realçar o sabor;
  • Intensificar ou manter a cor dos alimentos;
  • Adoçar os alimentos;
  • Regular a acidez.

Além disso, os aditivos alimentares também são usados para manter ou melhorar a consistência, dar brilho e aumentar o tempo de validade dos alimentos.

Cuidados com os aditivos

Alguns aditivos alimentares podem piorar algumas condições. Por conter fenilalanina, o aspartame deve ser evitado por pessoas com fenilcetonúria, uma doença que altera a função da enzima responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina no organismo.

Já pessoas com asma, devem evitar alimentos contendo sulfitos, corantes, glutamato monossódico e benzoatos, já que esses aditivos alimentares podem piorar essa condição.

Como evitar

Para evitar o ingestão de aditivos alimentares, deve-se priorizar o consumo de alimentos frescos e naturais, como cereais, frutas e legumes, leguminosas, carnes, sementes e tubérculos, por exemplo.

Além disso, é importante também sempre ler o rótulo dos produtos alimentares e preferir aqueles com nenhum ou com poucos aditivos alimentares.



source https://www.tuasaude.com/aditivos-alimentares-prejudiciais-para-saude/

Tirzepatida comprimido: existe? É aprovada?

A tirzepatida em comprimido ainda não existe para uso clínico. Embora existam pesquisas para desenvolver uma formulação oral, nenhuma versão foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias, como FDA ou EMA.

O desenvolvimento da tirzepatida comprimido é considerado desafiador porque a molécula é um peptídeo, que pode ser degradado no trato gastrointestinal e apresentar baixa absorção quando administrado por via oral.

Leia também: Tirzepatida: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/tirzepatida

Atualmente, a única apresentação aprovada de tirzepatida pela Anvisa é a solução injetável de uso subcutâneo, comercializada com o nome Mounjaro.

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Tirzepatida comprimido: já está aprovada?

A tirzepatida em comprimido não foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias e também não existe uma formulação oral ou em pó manipulada aprovada para uso clínico.

A versão oral ainda está em estágio inicial de pesquisa pré-clínica (laboratorial) para desenvolver uma formulação em comprimido.

Até o momento, o único agonista de GLP-1 em comprimido amplamente comercializado no Brasil é a semaglutida oral (Rybelsus). Veja como usar o Rybelsus.

Já o orfoglipron, outro medicamento oral aprovado pelo FDA, mas ainda não aprovado pela Anvisa, atua apenas no receptor de GLP-1, enquanto a tirzepatida age simultaneamente nos receptores de GLP-1 e GIP.

Leia também: GLP-1: o que é, funções e medicamentos tuasaude.com/glp-1

Por que não existe tirzepatida comprimido

A tirzepatida em comprimido não exite devido às características da sua própria molécula.

1. A tirzepatida é destruída pelo sistema digestivo

A tirzepatida é um peptídeo formado por aminoácidos, que pode ser degradado pelas enzimas do sistema digestivo antes de ser absorvido, reduzindo sua eficácia.

2. A absorção no intestino é muito baixa

Como a molécula da tirzepatida é grande, pode ocorrer dificuldade para atravessar a parede intestinal e chegar à circulação sanguínea.

3. Necessidade de tecnologia para aumentar a absorção 

Para criar um comprimido eficaz, seria necessário desenvolver sistemas capazes de proteger a molécula da digestão e aumentar sua absorção intestinal, garantindo níveis adequados do medicamento no organismo.

4. A dose oral poderia ser muito maior 

Como a absorção oral tende a ser reduzida, uma eventual formulação em comprimido poderia exigir doses mais elevadas para alcançar efeito semelhante ao da apresentação injetável, aumentando a complexidade do desenvolvimento.

Quais são os riscos da tirzepatida oral ou manipulada?

Como não existe tirzepatida oral aprovada, fórmulas vendidas como cápsulas, em pó, comprimidos ou preparações manipuladas podem apresentar riscos importantes, como:

  • Ausência de comprovação científica de eficácia e segurança;

  • Doses imprecisas, podendo causar falha no tratamento ou aumento do risco de efeitos colaterais;

  • Falta de controle sanitário sobre a estabilidade, absorção e biodisponibilidade da formulação;

  • Possibilidade de aquisição de produtos falsificados ou de origem desconhecida.

Por isso, o uso de formulações orais ou manipuladas de tirzepatida não é recomendado, pois não há evidências suficientes que comprovem sua segurança e eficácia.

Para que serve a tirzepatida

A tirzepatida é indicada para ajudar no controle do diabetes tipo 2 e, em situações específicas, para o tratamento do excesso de peso e da obesidade. 

O tratamento deve ser acompanhado por um endocrinologista, que avaliará a indicação, a dose e a necessidade de ajustes conforme as características de cada pessoa.

É importante ressaltar que essas indicações referem-se exclusivamente à formulação injetável aprovada (Mounjaro). A tirzepatida em comprimido ainda não possui autorização para uso clínico.

Leia também: Mounjaro: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/mounjaro

Como usar

Não existe uma posologia oficial para tirzepatida em comprimido, pois essa apresentação ainda não foi aprovada.

Para a versão injetável aprovada, a aplicação é feita uma vez por semana sob a pele (via subcutânea), iniciando-se com doses menores que são aumentadas gradualmente conforme orientação médica.

Diferenças entre tirzepatida oral e tirzepatida injetável

As principais diferenças entre a tirzepatida oral e a tirzepatida injetável são:

Característica Tirzepatida injetável Tirzepatida oral
Disponibilidade Aprovada para uso clínico Ainda não aprovada (em estudo)
Forma de uso Aplicação de injeção sob a pele (subcutânea) semanal Comprimido por via oral (ainda não disponível)
Absorção Previsível e comprovada Ainda não estabelecida. Pode ocorrer degradação pelo sistema digestivo
Posologia Definida conforme indicação médica Ainda não estabelecida
Eficácia Comprovada em estudos clínicos Ainda não comprovada para uso clínico

Embora um comprimido de tirzepatida possa trazer vantagens, como maior praticidade e facilidade de uso para algumas pessoas, ele ainda precisa demonstrar segurança, eficácia e absorção adequada antes de ser aprovada pelos órgãos regulatórios.

Portanto, atualmente, a versão oral não deve ser considerada uma substituta da tirzepatida injetável atualmente disponível.

Possíveis efeitos colaterais

Os sintomas mais comuns associados ao uso da tirzepatida injetável são náuseas, diarreia, constipação e dor abdominal. Em situações menos frequentes, podem ocorrer pancreatite aguda, doença da vesícula biliar e reações alérgicas.

Também pode ocorrer hipoglicemia, especialmente em pessoas com diabetes que utilizam insulina ou outros antidiabéticos orais da classe das sulfonilureias.

Como a tirzepatida em comprimido ainda não foi aprovada, não existe um perfil de segurança estabelecido para essa apresentação.

Quem não deve usar tirzepatida

A tirzepatida não deve ser utilizada por pessoas com:

  • Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide;
  • Síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN 2);
  • Alergia à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula;
  • Histórico de pancreatite, doenças da vesícula biliar ou gastroparesia;
  • Gravidez ou amamentação.

É importante destacar que essas recomendações se referem à tirzepatida injetável aprovada, já que a versão oral em comprimido ainda não está disponível para uso clínico.

Antes de iniciar o tratamento, é necessário realizar uma avaliação médica para verificar os benefícios, riscos e possíveis contraindicações.

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source https://www.tuasaude.com/tirzepatida-comprimido/

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Gripe Espanhola: o que foi, sintomas, tratamento e prevenção

A gripe Espanhola foi uma pandemia provocada pelo vírus influenza entre os anos de 1918 e 1920, durante a primeira guerra mundial, levando ao óbito mais de 50 milhões de pessoas, afetando toda a população mundial.

Inicialmente, a gripe Espanhola surgiu apenas na Europa e nos Estados Unidos, mas em poucos meses se espalhou pelo resto do mundo, afetando a Índia, o Sudeste Asiático, o Japão, a China, a América Central e a América do Sul, incluindo o Brasil.

A gripe Espanhola não tinha cura, mas a doença desapareceu entre o final de 1919 e início de 1920, não tendo sido registrados mais casos da doença desde essa época.

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Sintomas da gripe Espanhola

Os principais sintomas da gripe Espanhola eram:

  • Febre de início súbito, acima de 38º;
  • Calafrios;
  • Dor muscular e nas articulações;
  • Dor de cabeça intensa e dor no corpo;
  • Tosse seca e dor de garganta;
  • Nariz entupido;
  • Inflamação da laringe, faringe, traqueia e brônquios;
  • Cansaço excessivo e mal-estar geral.

Durante a primeira onda da gripe Espanhola, esses sintomas melhoravam após vários dias e o número de óbitos foi baixo.

Já na segunda onda, os sintomas da gripe espanhola foram mais intensos e evoluíam rapidamente, onde a pessoa podia apresentar manchas marrons no rosto, pele azulada, tosse com sangue e sangramentos pelo nariz e orelhas.

O vírus também levava ao desenvolvimento de complicações como líquido nos pulmões, pneumonia ou edema pulmonar, resultando em óbito por sufocamento, em horas ou dias após o início da infecção.

Possíveis causas

A gripe Espanhola foi causada por uma mutação aleatória no vírus da gripe, influenza A, que deu origem ao vírus H1N1.

Leia também: H1N1: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/h1n1

Análises realizadas décadas depois em amostras preservadas de vítimas da gripe Espanhola confirmaram que se tratava de um vírus com genes de origem aviária, adaptado para infectar humanos.

As condições sanitárias e sociais da época desempenharam um papel significativo na gravidade da pandemia.

Além disso, a superlotação em acampamentos militares, a movimentação massiva de tropas e refugiados durante a Primeira Guerra Mundial e a desnutrição generalizada devido à escassez de alimentos, contribuíram para a propagação da doença e suas complicações.

Apesar de ser conhecida como gripe Espanhola, essa gripe não se originou na Espanha. A doença recebeu esse nome, pois os jornais espanhóis foram um dos primeiros a noticiar abertamente a gravidade desta doença, o que levou a opinião pública internacional a associar a pandemia à Espanha.

Gripe Espanhola no Brasil

A gripe Espanhola chegou no Brasil em setembro de 1918, propagada a bordo de um navio inglês, que fez escalas em Recife, Salvador e Rio de Janeiro, espalhando a infecção inicialmente nestes estados.

Em seguida, a gripe Espanhola atingiu São Paulo, Porto Alegre e o interior do Brasil, e em novembro de 1918 todo o país já enfrentava a epidemia.

Como acontecia a transmissão

O vírus da gripe Espanhola era transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato direto com gotículas respiratórias expelidas pela tosse ou espirro, e também pelo ar em ambientes fechados.

Os sistemas de saúde de muitos países, que estavam fragilizados devido à duração da guerra, tiveram sérias dificuldades em conter a propagação do vírus.

Como era feito o tratamento

Não foi descoberto um tratamento para a gripe Espanhola. Nesta época apenas era aconselhado repousar e manter uma alimentação e hidratação adequadas. Assim, poucos eram as pessoas que ficavam curadas, dependendo do seu sistema imune.

Como não havia vacina na época contra o vírus, o tratamento era feito para combater os sintomas e normalmente, onde o médico receitava codeína, hidrato de terpina, quinino, essência de canela e mistura de limão, alho, mel e álcool.

Além disso, os médicos também prescreviam a aspirina, um anti-inflamatório, para aliviar a dor e baixar a febre. No entanto, as doses desse remédio eram muito altas, causando intoxicação e resultando em acúmulo de líquido nos pulmões e edema pulmonar, agravando os sintomas ou levando à morte por envenenamento por aspirina.

Prevenção da gripe Espanhola

Para evitar a transmissão do vírus da gripe Espanhola, era recomendado:

  • Evitar estar em lugares públicos com muita gente, principalmente à noite;
  • Evitar fazer visitas a amigos e familiares, por exemplo;
  • Inalar vaselina mentolada;
  • Fazer gargarejos com água oxigenada ou fenosalil;
  • Fazer limpezas regulares na boca e nariz;
  • Evitar fadiga e cansaço físico excessivo;
  • Evitar abraços, beijos e apertos de mão.

Hoje em dia, a melhor forma de prevenir a gripe é por meio da vacinação anual, uma vez que os vírus sofrem mutações aleatórias ao longo do ano para poderem sobreviver.

Além da vacina, existem também os antibióticos, que surgiram em 1928, que podem ser receitados pelo médico para evitar a ocorrência de infecções bacterianas devido à gripe.

É importante, também, evitar ambientes muito cheios, pois o vírus da gripe pode passar de pessoa para pessoa facilmente.

Leia também: Prevenção da gripe: 7 atitudes simples para se proteger tuasaude.com/como-evitar-a-gripe

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source https://www.tuasaude.com/gripe-espanhola/

Cabelos danificados: 9 dicas do que fazer para recuperar

Os cabelos danificados podem surgir devido aos efeitos do uso de produtos químicos como alisamentos, descolorações e tinturas, ou por danos provocados por escovações, chapinhas ou poluição do ar.

Para recuperar cabelos danificados, é importante escolher produtos adequados ao fio e combinar tratamentos que hidratam, nutrem e fortalecem a fibra capilar. Quando necessário, pode-se incluir cauterização e seguir um cronograma capilar.

Também é recomendado adotar cuidados durante a lavagem, evitar o uso excessivo de calor nos fios e manter uma alimentação rica em nutrientes, como proteínas, vitaminas e minerais, que ajudam a fortalecer e recuperar a saúde do cabelo.

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Algumas dicas para recuperar os cabelos danificados são:

1. Escolher o produto ideal

É importante escolher os produtos adequados para cada tipo de cabelo, como:

  • Cabelos crespos: costumam ser cabelos mais ressecados, pois a hidratação natural dos fios têm maior dificuldade para chegar às pontas, além de serem fios mais finos. São recomendados produtos com propriedades hidratantes, à base de queratina, elastina ou quinoa;
  • Cabelos cacheados: o uso de máscaras com propriedades hidratantes são indicados para os cabelos cacheados, principalmente os que contêm pantenol, manteiga de karité, além de óleos, como de oliva ou argan;
  • Cabelos quimicamente tratados: fios que passaram por alisamentos, escovas progressivas e tratamentos semelhantes devem usar produtos que ajudam na recuperação dos fios e que sejam formulados para este tipo de cabelo, com efeitos reconstrutores. Também é recomendado o uso de silicone e de produtos protetores para o calor da chapinha ou secador;
  • Cabelos descoloridos: cabelos que passam por clareamento ou luzes acabam se tornando muito danificados, sendo indicado o uso de produtos hidratantes e reconstrutores, de preferência feitos para cabelos loiros, como a base de camomila ou específicos para evitar o efeito amarelado.

Além disso, pessoas que têm os cabelos danificados pelo uso excessivo de secador ou chapinha, devem usar produtos com efeito hidratante e reconstrutor, sendo essencial também utilizar protetor térmico antes do uso do calor.

Leia também: Protetor térmico para cabelo: para que serve, como usar (e qual o melhor) tuasaude.com/protetor-termico-para-cabelo

2. Hidratação capilar

A hidratação é o tratamento essencial quando o cabelo está ressecado, áspero ou sem brilho, com o objetivo principal de devolver água e umidade aos fios, que ajudam a manter a cutícula mais fechada e o cabelo mais maleável.

Máscaras hidratantes geralmente contêm ingredientes que atraem água para dentro da fibra capilar, como glicerina, pantenol ou manteigas vegetais.

A hidratação é ideal para cabelos que estão danificados devido ao uso de secadores, sol, vento ou lavagens frequentes, mas que ainda não perderam muita da sua estrutura interna.

Leia também: 6 dicas para hidratar o cabelo ressecado tuasaude.com/5-dicas-para-hidratar-o-cabelo

A hidratação deve ser realizada uma a duas vezes por semana para pessoas que lavam o cabelo até três vezes por semana. Já quem lava os fios diariamente pode acrescentar mais um dia de hidratação na rotina.

Além disso, existem receitas de hidratantes capilares caseiros, que são eficazes e naturais, como a máscara de abacate com mel ou com cenoura e amêndoas, por exemplo. Confira algumas máscaras caseiras para cada tipo de cabelo.

3. Nutrição dos fios

A nutrição dos fios serve para repor óleos naturais que o cabelo perde com agressões como processos químicos e calor.

Esses óleos são importantes para manter a elasticidade e reduzir o frizz, como óleo de coco, óleo de ojon, óleo de argan ou manteiga de karité, que ajudam a selar as cutículas e proteger os fios contra quebras.

Leia também: Óleo de ojon: para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/oleo-de-ojon

A nutrição geralmente é feita uma vez por semana. Essa frequência pode ser ajustada para até 2 vezes por semana apenas em casos de cabelos muito danificados, ou alternada a cada 15 dias com outros tratamentos.

4. Cauterização capilar

A cauterização capilar é um tratamento mais profundo indicado para cabelos que estão danificados, quebradiços, frágeis ou com cutículas abertas.

Neste processo se usa queratina e calor, como do secador ou da prancha, para fechar as cutículas e selar os nutrientes dentro do fio de cabelo.

A cauterização reduz o frizz, aumenta o brilho e dá suavidade ao cabelo, ao mesmo tempo em que fortalece a fibra capilar. Ao contrário da hidratação, a cauterização atua mais intensamente no interior dos fios e não apenas na superfície.

Leia também: Cauterização capilar: o que é, para que serve e como é feita tuasaude.com/cauterizacao-capilar

Porém, ela deve ser usada quando o cabelo realmente precisa de reconstrução, já que quando o cabelo não está muito danificado pode deixá-lo endurecido.

A cauterização também pode ser feita em casa com o uso de kits específicos de cauterização, encontrados em farmácias, drogarias ou lojas de cosméticos, sendo necessário ainda o auxílio de um secador de cabelos e uma chapinha. Saiba o passo a passo de como realizar a cauterização em casa.

5. Cronograma capilar

O cronograma capilar é uma rotina de cuidados que ajuda na recuperação dos cabelos danificados.

Neste tratamento, programa-se uma agenda de cuidados, que alterna entre períodos de hidratação, nutrição e reconstrução ou cauterização, durante um período que pode durar até 6 meses. Entenda como fazer o cronograma capilar

6. Ter cuidados durante a lavagem

Durante a lavagem dos cabelos deve-se:

  • Lavar o cabelo de forma cuidadosa, evitando puxar ou esfregar os fios com força para não causar quebra;
  • Preferir lavar o cabelo durante o dia, pois dormir com o couro cabeludo molhado aumenta a umidade, favorecendo o surgimento de caspa e a quebra dos fios;
  • Usar água morna ou fria, já que água muito quente remove a camada de gordura natural que protege os fios, deixando-os mais fracos e quebradiços.

Também é recomendado massagear suavemente o couro cabeludo com as pontas dos dedos para estimular a circulação e secar os fios com delicadeza, apertando levemente com a toalha em vez de esfregar. Confira como lavar os cabelos corretamente.

7. Umectação capilar

A umectação é indicada para cabelos danificados, especialmente quando estão quebradiços ou opacos, ajudando a fortalecer a fibra capilar, reduzir o frizz e melhorar o brilho e a maciez.

Esse tratamento consiste em aplicar óleos vegetais puros, como óleo de coco, argan, rícino ou abacate, nos fios, deixando agir por algumas horas ou durante a noite, e depois lavar normalmente. Entenda melhor como realizar a umectação.

Além disso, é possível adicionar algumas gotas de óleo puro à máscara capilar para potencializar a hidratação, ou aplicar uma pequena quantidade nas pontas dos fios como finalizador.

8. Evitar chapinhas e secadores

O calor gerado por esses procedimentos danifica os fios, portanto devem ser evitados por quem quer melhorar a saúde dos cabelos.

Caso não seja possível evitar, deve-se preferir alisar com secadores, mantendo uma distância de 30 cm dos fios. As chapinhas devem ser, de preferência, feitas a base de cerâmica, pois controlam melhor a temperatura.

9. Cuidar da alimentação

Uma alimentação equilibrada é fundamental para a recuperação de cabelos danificados, sendo importante a presença de:

  • Proteínas, presentes em carnes, leite e ovos;
  • Ômega 3, encontrado em salmão, sardinha, sementes de chia e linhaça;
  • Vitamina A, presente em cenoura, batata-doce, abóbora e espinafre;
  • Ferro e zinco, presentes em nozes, sementes, vegetais de folhas verdes e leguminosas. Conheça os alimentos que ajudam a fortalecer os cabelos.

A hidratação também é essencial para a saúde dos cabelos, pois repõe a água e a umidade natural dos fios, sem o consumo de água adequado os cabelos ficam secos, quebradiços e mais propensos a danos.



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Óleo de ojon: para que serve, como usar (e efeitos colaterais)

O óleo de ojon é um óleo vegetal obtido da palmeira Elaeis oleifera, sendo usado principalmente em produtos para melhorar a hidratação da pele e do couro cabeludo.

Por ser rico em ácidos oleico e linoleico, e antioxidantes como carotenoides e tocotrienóis, o óleo de ojon possui propriedades emolientes e hidratantes.

No entanto, o óleo de ojon deve ser usado com cautela, pois os óleos vegetais podem causar reações cutâneas em algumas pessoas. Caso ocorra alguma reação ou em casos de dúvida, é importante sempre consultar o dermatologista ou clínico geral.

Leia também: Óleo vegetal: o que é, tipos, para que serve (e como usar) tuasaude.com/oleo-vegetal
Imagem ilustrativa número 1

Benefícios do óleo de ojon

Os benefícios do óleo de ojon incluem:

  • Hidratação da pele seca;
  • Fornecimento de gorduras para o couro cabeludo;
  • Melhora da aparência de cabelos opacos ou quebradiços;
  • Ação antioxidante.

O óleo de ojon é usado principalmente em cuidados cosméticos por sua capacidade de hidratar e amaciar a pele e o cabelo.

Esses efeitos são explicados por sua composição química, pois este óleo contém ácidos graxos que ajudam a manter a barreira cutânea e compostos antioxidantes que protegem contra danos oxidativos.

Como usar

A forma de usar o óleo de ojon depende do objetivo cosmético, embora as informações disponíveis em produtos comerciais sejam principalmente do uso tópico.

Os usos mais comuns incluem:

  • Aplicação direta de algumas gotas no couro cabeludo
  • Uso pequenas quantidades nos fios de cabelos;
  • Aplicação em áreas ressecadas da pele.

Alguns produtos registrados recomendam aplicar algumas gotas na área desejada e massagear por alguns minutos até a absorção completa.

O uso do óleo de ojon deve ser estritamente tópico. Isso porque não existem dados científicos suficientes para comprovar a segurança na sua ingestão e, por isso, não é recomendado para esse fim.

Óleo de ojon no cabelo

O óleo de ojon no cabelo pode ser usado para ajudar no tratamento da queda dos fios, sendo indicado aplicar algumas gotas no couro cabeludo limpo e seco.

É aconselhado aplicar este óleo 2 vezes ao dia, massageando com as pontas dos dedos por 2 a 3 minutos.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais do óleo de ojon estão principalmente relacionados a reações cutâneas, similares a outros óleos vegetais usados ​​para fins cosméticos.

Os principais efeitos colaterais podem incluir irritação da pele, vermelhidão, coceira ou queimação e dermatite de contato.

Esses efeitos podem surgir principalmente em pessoas com pele sensível ou histórico de alergias a produtos cosméticos.

Quem não pode usar

As principais contraindicações para o óleo de batana incluem:

  • Uso em pele irritada, inflamada ou infectada;
  • Aplicação próxima aos olhos;
  • Uso por pessoas com alergia conhecida a óleos vegetais ou cosméticos;
  • Gravidez ou amamentação, sem orientação médica.

Além disso, produtos cosméticos podem conter substâncias capazes de causar irritação ou reações alérgicas.

Por isso, se surgirem sintomas como vermelhidão, coceira, queimação ou desconforto na pele, recomenda-se interromper o uso e procurar orientação médica.

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