segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Como evitar os cabelos brancos

Cabelos brancos surgem quando os folículos capilares deixam de produzir melanina, o pigmento responsável pela cor dos fios. Esse processo acontece principalmente com o envelhecimento e é influenciado pela genética, além de fatores como tabagismo, estresse e deficiências nutricionais.

Por isso, não existe uma forma de evitar completamente os cabelos brancos. No entanto, não fumar, corrigir deficiências nutricionais e controlar o estresse podem ajudar a reduzir alguns fatores associados ao aparecimento dos fios brancos.

Quando os cabelos brancos surgem muito cedo ou de forma repentina, é importante consultar o dermatologista para avaliar possíveis causas e indicar os exames e tratamentos necessários.

Imagem ilustrativa número 1

Algumas dicas que podem ajudar a evitar os cabelos brancos, incluem:

1. Evitar fumar

O tabagismo está associado a um maior risco de surgimento precoce de cabelos brancos. Isso pode acontecer porque as substâncias do cigarro aumentam o estresse oxidativo, que pode danificar as células responsáveis pela produção de melanina. Entenda melhor o que é estresse oxidativo.

Por isso, evitar o cigarro pode ajudar a reduzir um dos fatores relacionados ao aparecimento precoce dos fios brancos. No entanto, parar de fumar não garante que os fios que já perderam a pigmentação voltem a ter a cor natural.

2. Controlar o estresse

O estresse pode contribuir para o embranquecimento dos cabelos ao afetar o funcionamento dos melanócitos, células que produzem a melanina e mantêm a pigmentação dos fios.

Em situações de estresse intenso ou prolongado, esse processo pode ser prejudicado, favorecendo o surgimento de cabelos brancos. Conheça os sintomas de estresse.

Então, controlar o estresse com atividade física, técnicas de respiração ou relaxamento e manter uma rotina que favoreça o bem-estar, como ter boas noites de sono, momentos de lazer e uma alimentação equilibrada, pode ajudar a reduzir esse fator.

3. Proteger o cabelo do sol

A exposição frequente ao sol pode danificar os fios e favorecer alterações na sua estrutura e aparência. Para protegê-los, pode-se usar chapéus ou bonés, além de produtos capilares com proteção contra a radiação UV, como leave-in, cremes ou sprays com filtro solar.

Leia também: Leave-in: o que é, para que serve, tipos (e como usar) tuasaude.com/leave-in

No entanto, ainda não existem evidências suficientes de que proteger o cabelo do sol evite o surgimento de cabelos brancos.

4. Corrigir deficiências nutricionais

A deficiência de alguns nutrientes pode estar relacionada ao surgimento precoce de cabelos brancos. Os principais são:

  • Vitamina B12, presente no salmão, frango, peru, leite, queijo, ovos, ostras e fígado, participa do funcionamento dos folículos e pode ajudar a manter a pigmentação dos fios. Veja mais alimentos ricos em vitamina B12;
  • Ácido fólico, que participa da renovação das células do folículo, contribuindo para o crescimento saudável dos fios, sendo encontrado em espinafre, brócolis, feijão, lentilha e laranja;
  • Ferro, ajuda a transportar oxigênio para os tecidos e contribui para o funcionamento dos folículos. Está presente em carnes, fígado, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros;
  • Biotina, encontrada em ovos, amêndoas, nozes, sementes e peixes, participa da formação dos fios e ajuda a manter a saúde do cabelo. Saiba para que serve a biotina.

Além disso, a vitamina B5 também é importante para o metabolismo das células e para o funcionamento dos folículos capilares, podendo ser obtida por meio de alimentos como carnes, ovos, leite, abacate e leguminosas.

Para entender melhor a relação entre a vitamina B5 e como evitar os cabelos brancos, assista ao vídeo a seguir:

Vitamina B5 e o Cabelo Branco: o que a ciência diz

05:10 | 8.962 visualizações

Quando há suspeita de deficiência nutricional, o médico pode solicitar exames e indicar a reposição adequada. Corrigir a deficiência pode ajudar a tratar uma possível causa dos cabelos brancos, mas não garante a recuperação da pigmentação dos fios.

Cabelos brancos precoces

Os cabelos brancos precoces, também chamados de canície precoce, surgem antes da idade esperada, que geralmente é entre 30 e 40 anos, podendo variar de acordo com fatores genéticos e individuais.

Além dos fatores genéticos, alterações da tireoide, obesidade, deficiências nutricionais e tabagismo também podem estar relacionados ao aparecimento precoce dos fios brancos.

Estratégias para cobrir os cabelos brancos

As estratégias para cobrir os cabelos brancos podem incluir o uso de tinturas permanentes, semipermanentes ou tonalizantes, que ajudam a disfarçar ou uniformizar a cor dos fios. Conheça tintas naturais para pintar o cabelo em casa.

Outra opção são as mechas, que podem criar um efeito de iluminação e misturar os fios brancos à cor do cabelo, tornando-os menos aparentes.

Para quem prefere uma alternativa temporária, também podem ser usados sprays, máscaras ou pós para retoque da raiz, que cobrem os fios brancos até a próxima lavagem.



source https://www.tuasaude.com/como-evitar-os-cabelos-brancos/

Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita

A psicoterapia é um conjunto de estratégias e técnicas psicológicas que podem ser usadas em pessoas que buscam lidar com suas emoções e sentimentos de forma positiva, além de reduzir e/ou tratar sintomas, transtornos e doenças mentais. De acordo com o objetivo, existem vários tipos de psicoterapia, mas todos devem ser realizados por um psicólogo ou psiquiatra.

A duração e o tipo de terapia utilizada dependerão dos sintomas, gravidade da situação, necessidades pessoais e desejos da pessoa. Muitas vezes, para ajudar na terapia, também pode ser aconselhado o acompanhamento farmacológico por um psiquiatra, que poderá indicar o uso de medicamentos.

A psicoterapia não é um aconselhamento e não busca dar respostas diretas a questões pessoais, mas sim desenvolver ferramentas e estratégias que ajudem a pessoa a resolver seus problemas pessoais e restaurar a função psicológica e social.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A psicoterapia pode ser indicada para:

  • Ajudar na resolução de conflitos;
  • Aliviar o estresse e a ansiedade;
  • Ajudar no luto;
  • Auxiliar na recuperação de traumas;
  • Ajudar a aliviar os sentimentos negativos causados pelo diagnóstico de outras doenças, como câncer ou diabetes, por exemplo.

Além disso, a psicoterapia é muito útil no tratamento de vários problemas de saúde mental, como:

  • Transtornos de ansiedade, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fobias, transtorno do pânico ou transtorno de estresse pós-traumático;
  • Transtornos do humor, como depressão ou transtorno bipolar;
  • Vícios, como alcoolismo, fumo, dependência de drogas ou jogo compulsivo;
  • Transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia;
  • Transtornos de personalidade, como transtorno de personalidade limítrofe;
  • Transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia ou outros transtornos psicóticos.

Em alguns casos, a psicoterapia pode ser complementada com a psiquiatria para a prescrição de medicamentos que ajudem a aliviar sintomas de ansiedade ou depressão, por exemplo.

Marque uma consulta com o psicólogo mais próximo usando a ferramenta a seguir:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Por que fazer psicoterapia?

A psicoterapia é um importante recurso em psicologia que promove o autoconhecimento, melhora a qualidade de vida e estimula o bem-estar físico e emocional, ajudando a pessoa a controlar suas emoções e a lidar melhor com o meio ambiente.

As sessões de psicoterapia são sempre confidenciais e livres de juízos pessoais, por isso a pessoa pode sentir-se confortável para expressar seus sentimentos sem medo de julgamentos.

Como é feita

A psicoterapia pode ser feita em adultos ou crianças e pode ser realizada individualmente ou em grupo, como família, colegas de trabalho ou amigos. A quantidade de sessões necessárias deve ser sempre indicada pelo terapeuta, tendo por base os sintomas apresentados e os objetivos de cada pessoa.

Geralmente, as sessões de psicoterapia são realizadas no consultório do psicólogo ou psiquiatra e duram entre 45 a 60 minutos. Porém, em casos de terapia de casal, família ou de grupo, esse tempo pode variar e chegar até aos 90 minutos.

Na maioria das terapias individuais, a pessoa fica sentada em uma poltrona de frente para o terapeuta, mas também existem outros tipos de terapia, como a terapia psicanalítica, em que a pessoa fica deitada enquanto o terapeuta fica sentado atrás, do lado ou na frente.

A psicoterapia pode ser feita online?

Sim, desde que seja realizada por um psicólogo capacitado, pois assim é possível conduzir a sessão da melhor forma.

A psicoterapia online é vantajosa para pessoas que possuem menos tempo livre na rotina e/ ou que não conseguem se deslocar para o local em que haveria o atendimento presencial, de forma que a pessoa pode realizar a psicoterapia com profissionais de outros estados e/ ou países.

No entanto, no caso de transtornos mais graves e/ ou emergências, o profissional pode recomendar que as sessões sejam realizadas de forma presencial com frequência que pode variar de acordo com a necessidade da pessoa.

Psicoterapia infantil

A psicoterapia infantil é um tipo de de terapia direcionada para crianças e adolescentes com o objetivo de ajudá-los a entender e expressar suas emoções, resolver conflitos e desenvolver habilidades sociais e emocionais de maneira saudável.

Alguns aspectos importantes da psicoterapia infantil são:

  • Idade e foco: a psicoterapia é adaptada à idade da criança, nível de desenvolvimento e suas necessidades emocionais e cognitivas;
  • Técnicas lúdicas e criativas: são utilizados jogos, desenhos, dramatizações ou atividades manuais para facilitar a expressão emocional e comunicação da criança;
  • Participação familiar: os pais ou responsáveis pela criança participam da terapia para melhorar a dinâmica familiar a reforçar as estratégias de apoio;
  • Problemas tratados: ansiedade, medo, luto, dificuldades na escola, conflitos familiares, alterações no comportamento, deficit de atenção, entre outros;
  • Duração e frequência: as sessões da psicoterapia infantil costumam ser mais curtas em comparação à duração das sessões dos adultos, cerca de 30 a 40 minutos, e a frequência de sessões depende da idade, necessidade e objetivos terapêuticos.

De forma geral, a psicoterapia infantil permite que as crianças aprendam a melhorar as suas emoções, enfrentar as suas dificuldades e melhorar o seu bem-estar, oferecendo um espaço seguro e guiado por um profissional para promover o desenvolvimento saudável e fortalecer a comunicação com a família.

Tipos de psicoterapia

Existem vários tipos de psicoterapia, dependendo dos objetivos e das técnicas utilizadas:

Tipo de psicoterapia Foco principal Principais características Exemplo de técnicas
Psicoterapia cognitivo-condutual Mudar pensamentos e comportamentos Busca modificar padrões negativos de pensamentos para melhorar emoções e comportamentos Reestruturação cognitiva, exposição, treinamento de habilidades
Psicoterapia Gestalt Consciência do \"aqui e agora\" Se concentra na experiência presente, emoções e sensações, promovendo o autoconhecimento e responsabilidade pessoal Diálogo terapêutico, dramatização, exercícios e visualizações
Psicoanalítica Conflitos inconscientes e internos Explora experiências passadas e desejos inconscientes que influenciam no comportamento atual Associação livre, interpretação de sonhos, análise de resistência
Humanista-existencial Desenvolvimento pessoal e auto-realização Promove o crescimento pessoal, autenticidade e sentido da vida Escuta empática, diálogo e reflexão
Psicodinâmica Experiências infantis e emoções inconscientes Relaciona vivências passadas com problemas atuais, porém não de forma tão profunda como na psicanálise Interpretação, análise de relações e conflitos internos
Interpessoal Relações e comunicação Melhora a forma de relacionamento com as pessoas e promove a resolução de conflitos interpessoais Role-playing (fingimento, \"teatro\"), análise de interações sociais
Dialética comportamental Gerenciamento de emoções prejudiciais Ensina estratégias para regular emoções intensas e comportamentos impulsivos Mindfulness, tolerância a frustração, treinamento de habilidades

A psicoterapia também pode ser dividida de acordo com número de pacientes em tratamento, que pode ser individual, familiar, de casal ou de grupo.

Também existe a psicoterapia de psico-educação, que é voltada especialmente para pessoas com doenças como hipertensão ou diabetes, e que ajuda a pessoa a entender um pouco mais sobre a sua doença e como lidar com ela.

Resultados da psicoterapia

Os resultados alcançados com a psicoterapia dependem do empenho da pessoa em mudar a situação que produz seus sintomas e desconfortos, além do tipo de terapia que utiliza.

Por isso, é muito importante que a psicoterapia sempre seja orientada por um profissional da área, como psicólogo ou psiquiatra, que irá determinar o melhor tipo de terapia de acordo os objetivos pessoais, assim como a duração das sessões.

Alguns fatores que impedem um bom resultado da psicoterapia são o desinteresse da pessoa em melhorar, o mau relacionamento com o terapeuta, a má técnica e o tipo de psicoterapia utilizada. Portanto, caso não sejam observados resultados, é recomendável procurar uma segunda opinião profissional.



source https://www.tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia/

Ludopatia: o que é, sintomas e como tratar (tem cura?)

Ludopatia é uma condição de saúde mental caracterizada pela dificuldade de controlar o impulso de jogar, fazendo com que o jogo passe a ocupar cada vez mais espaço na vida da pessoa.

Também chamada de transtorno do jogo, a ludopatia pode fazer com que a pessoa continue jogando mesmo quando isso causa problemas financeiros, familiares, profissionais ou emocionais, tanto em jogos presenciais quanto online.

O tratamento da ludopatia pode envolver principalmente psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos, além de medidas para ajudar a reduzir ou interromper o acesso aos jogos.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de ludopatia

Os principais sintomas de ludopatia incluem:

  • Dificuldade para controlar o impulso de jogar;
  • Pensar frequentemente em jogos ou apostas;
  • Sentir irritação ou ansiedade ao tentar parar de jogar;
  • Necessidade de aumentar o valor das apostas para obter prazer;
  • Tentar recuperar o dinheiro perdido com novas apostas;
  • Deixar de realizar atividades pessoais, familiares ou profissionais para jogar;
  • Continuar jogando mesmo após sofrer prejuízos.

Alguns sinais também podem ser percebidos por familiares ou pessoas próximas, como esconder ou mentir sobre o tempo e o dinheiro gastos com jogos ou pedir dinheiro emprestado.

Além disso, os prejuízos relacionados ao jogo também podem surgir antes do desenvolvimento da ludopatia. Segundo a OMS, usar dinheiro destinado a necessidades básicas para jogar já pode indicar danos relacionados ao jogo.

Ludopatia tem cura?

A ludopatia pode ser tratada, e algumas pessoas conseguem parar de jogar e manter o comportamento sob controle, com redução ou desaparecimento dos sintomas e retomada das atividades pessoais, familiares e profissionais.

No entanto, por ser um transtorno que pode apresentar recaídas, o acompanhamento é necessário mesmo após a melhora dos sintomas.

Como saber se é ludopatia

O diagnóstico da ludopatia é feito pelo profissional de saúde mental, como psiquiatra ou psicólogo, a partir da avaliação dos hábitos de jogo, da perda de controle e dos prejuízos causados pelo comportamento.

Para uma avaliação dos sinais e sintomas de ludopatia, marque consulta com o psiquiatra mais próximo de você:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]

Durante a avaliação, são investigados o início e a evolução do comportamento, a frequência e duração dos jogos, tentativas de parar ou reduzir as apostas e possíveis prejuízos financeiros, familiares, sociais ou profissionais. 

Também podem ser avaliados problemas associados, como ansiedade, depressão e abuso de álcool ou outras drogas.

Questionários podem ser utilizados para identificar problemas relacionados ao jogo e avaliar sua gravidade, mas servem como apoio e não substituem a avaliação clínica.

Como ocorre a ludopatia

Os principais fatores envolvidos na ludopatia são:

  • Ativação do sistema de recompensa: durante o jogo, são ativados circuitos cerebrais relacionados à dopamina, que participa da motivação, da aprendizagem e da resposta às recompensas. Entenda para que serve a dopamina;
  • Alterações no controle do comportamento: com a repetição do jogo, podem ocorrer alterações nos processos cerebrais ligados à recompensa, à tomada de decisões e ao controle dos impulsos, dificultando a interrupção do comportamento mesmo diante de consequências negativas.

Além disso, a incerteza sobre ganhar ou perder também pode reforçar esse processo, levando a pessoa a continuar buscando a próxima aposta.

O desenvolvimento da ludopatia pode envolver fatores individuais, familiares e sociais, além de estresse, dificuldades financeiras, outros transtornos mentais e uso de álcool ou outras drogas. 

Jogos e apostas online também podem facilitar o acesso frequente ao comportamento, enquanto a publicidade e exposição contribuem para a normalização, especialmente entre pessoas mais jovens.

Como tratar

O tratamento da ludopatia deve ser individualizado e pode envolver:

1. Psicoterapia

A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é uma das principais formas de tratamento da ludopatia. Saiba como funciona a terapia cognitivo-comportamental.

Durante as sessões, podem ser tratados:

  • Identificação dos gatilhos, para ajudar a reconhecer situações, pensamentos ou emoções que aumentam a vontade de jogar, como estresse, tédio, ansiedade ou problemas financeiros;
  • Mudança de pensamentos relacionados ao jogo, para identificar e questionar ideias que favorecem as apostas, como acreditar que uma sequência de perdas aumenta a chance de ganhar na próxima aposta;
  • Controle da vontade de jogar, com estratégias para lidar com o impulso de apostar, como evitar situações de risco;
  • Mudança de hábitos, substituindo o tempo e os comportamentos relacionados ao jogo por outras atividades e uma rotina mais saudável;
  • Prevenção de recaídas, reconhecendo sinais de alerta e definindo estratégias para evitar o retorno às apostas.

O objetivo da psicoterapia é ajudar a pessoa com ludopatia a compreender o que mantém o comportamento de jogar e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essas situações.

Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia

2. Medicamentos

Entre os medicamentos que podem ser considerados pelo médico está a naltrexona, um antagonista opioide que pode ser utilizado em algumas pessoas quando a psicoterapia não apresenta o resultado esperado ou ocorrem recaídas.

Antidepressivos, estabilizadores do humor e antipsicóticos podem ser utilizados quando existem outros transtornos de saúde mental associados, como depressão, transtorno bipolar ou psicose, mas não são considerados tratamentos específicos.

Por isso, a escolha do medicamento depende das características de cada pessoa e da presença de outros problemas de saúde.

3. Medidas para reduzir o acesso ao jogo

Reduzir a facilidade de acesso aos jogos e apostas pode ajudar a controlar o comportamento e prevenir recaídas. 

Algumas medidas incluem a autoexclusão de plataformas de apostas, bloqueio de sites e aplicativos, estabelecimento de limites financeiros e restrição do acesso a cartões ou outras formas de pagamento utilizadas para jogar.

Essas medidas podem ser combinadas com a psicoterapia e outras formas de tratamento, conforme as necessidades de cada pessoa.

4. Grupos de apoio

Os grupos de apoio podem complementar o tratamento da ludopatia, oferecendo um espaço para compartilhar experiências, dificuldades e estratégias para lidar com o jogo. 

O contato com outras pessoas que passaram por situações semelhantes também pode ajudar a reduzir o isolamento e favorecer a continuidade do tratamento.

Consequências da ludopatia

A ludopatia pode afetar diferentes áreas da vida e não se limita às perdas financeiras. 

Entre as possíveis consequências da ludopatia estão:

  • Endividamento e dificuldades para pagar despesas básicas;
  • Problemas no relacionamento com familiares e parceiros;
  • Isolamento social;
  • Dificuldades no trabalho ou nos estudos;
  • Ansiedade, depressão e sofrimento emocional;
  • Consumo excessivo de álcool ou outras drogas;
  • Conflitos familiares e violência doméstica.

Em casos mais graves, a ludopatia está associada a maior risco de pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente quando existem perdas importantes, depressão ou outras condições psiquiátricas. Veja alguns sinais de comportamento suicida e saiba como prevenir.



source https://www.tuasaude.com/ludopatia/

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

10 principais alimentos ricos em sódio

Muitos alimentos contêm naturalmente sódio na sua composição, sendo a carne, o peixe, os ovos e as algas são a principal fonte natural deste mineral, que é importante para manter o bom funcionamento do coração e dos músculos.

No entanto, os alimentos industrializados, como salgadinhos, embutidos, molhos prontos ou alimentos em conserva, têm a maior quantidade de sódio adicionado, o que pode aumentar o risco de problemas de saúde, como pressão alta e doenças cardíacas.

Embora, se use as palavras sódio e sal como sinônimos, eles não são a mesma coisa. O sal é composto pelos minerais sódio e cloreto, sendo que só se deve consumir até 5 g de sal por dia, que contém cerca de 2g de sódio, correspondendo a 1 colher de chá.

Leia também: Sódio: o que é, funções (e porque pode estar baixo ou alto) tuasaude.com/sodio-na
Imagem ilustrativa número 4

Lista de alimentos ricos em sódio

Os principais alimentos industrializados ricos em sódio são:

  1. Carnes processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça e salsicha;
  2. Peixes em conserva, como sardinha e atum;
  3. Queijos como parmesão, roquefort, gorgonzola e cheddar;
  4. Temperos prontos como ketchup, mostarda, maionese e molhos de saladas;
  5. Refeições prontas, como sopas e massas;
  6. Vegetais em conserva como palmito, ervilha, milho, picles, cogumelos e azeitona;
  7. Bolachas e biscoitos, incluindo as bolachas de água sal, biscoitos recheados e salgadinhos;
  8. Fast-food, como pizza, hambúrguer, nuggets ou batatas fritas;
  9. Salgadinhos de lanchonete como quibe, empada, pastel, rissole e coxinha;
  10. Manteiga e margarina.

O teor de sódio presente nos alimentos industrializados varia de acordo com cada fabricante, pois cada empresa usa receitas e quantidades de ingredientes diferentes.

Para seguir a recomendação de consumir até 5 g de sal por dia, é importante evitar consumir estes alimentos em grandes quantidades e frequentemente, priorizando os alimentos frescos e naturais.

Quantidade de sódio nos alimentos naturais

A tabela a seguir a quantidade de sódio para cada 100 g de alguns alimentos naturais:

Alimentos naturais Sódio em cada 100g de alimento natural
Caviar 1500 mg
Alga 102 mg
Caranguejo cozido 360 mg
Mexilhão cozido  360 mg
Pescadinha crua 310 mg
Cação cru 176 mg
Camarão cru 201 mg
Ovo de galinha cozido 168 mg
Leite de vaca integral 64 mg
Peito de boi cru 64 mg
Asa de frango crua 96 mg

Os principais alimentos naturais ricos em sódio são os de origem animal, como carne, peixe, ovos e leite, que podem ser consumidos diariamente, já que favorecem a saúde.

É importante usar o sal com moderação durante o preparo dos alimentos naturais. Isto porque o excesso de sal pode aumentar o risco de doenças como pressão alta, doença renal crônica, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.



source https://www.tuasaude.com/alimentos-ricos-em-sodio/

Aditivos alimentares: o que são, tipos e para que servem

Os aditivos alimentares são substâncias usadas com o objetivo de melhorar a textura, manter o sabor, evitar a contaminação e aumentar o tempo de validade dos alimentos industrializados.

Os aditivos podem ser naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por nenhum processo industrial, ou artificiais, que podem ser feitos em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.

No entanto, quando consumidos em altas quantidades, alguns aditivos alimentares podem causar reações alérgicas, dor de cabeça, diarreia e rinite, e aumentar o risco de algumas doenças, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Aditivos alimentares fazem mal?

Alguns aditivos alimentares, como sulfitos, corantes e glutamato monossódico, podem provocar dor de cabeça, irritação no estômago, reações alérgicas, náuseas, crises de asma, dermatite de contato ou rinite.

Esses sintomas podem surgir principalmente quando os aditivos são consumidos em grandes quantidades ou por pessoas com sensibilidade ou intolerância à essas substâncias.

Além disso, a ingestão elevada e frequente de conservantes também pode aumentar o risco de doenças crônicas como pressão alta, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Tipos de aditivos alimentares

Existem dois tipos de aditivos alimentares, os naturais, que são extraídos dos alimentos e não passam por processos industriais, e os artificiais, que são fabricados em laboratório através de reações químicas ou a partir dos alimentos.

Lista de aditivos naturais

A tabela a seguir traz os principais tipos de aditivos alimentares naturais e onde são encontrados:

Aditivo Fontes
Cera carnaúba (INS 903) Pastilha, chocolate, chiclete
Edulcorante stévia (INS 960) Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate
Corante betacaroteno (INS 160a) Margarina, sucos, refrigerantes, sorvete, pão
Goma guar (INS 412) Molhos, pães, bolos, sopas ou purês
Lecitina de soja (INS 322) Margarina, leite em pó, pão, chocolate, biscoito
Ácido ascórbico (INS 300) Sucos, molhos, conservas, iogurte, frutas em calda

Outros exemplos de aditivos naturais incluem o corante carmim de cochonilha (INS 120), o corante curcumina (INS 100), e a goma xantana (INS 415).

Aditivos artificiais

A tabela a seguir contém os principais tipos de aditivos artificiais e onde são encontrados:

Aditivo Fontes
Sorbato de potássio (INS 202) Queijos, chicletes, sucos, alimentos diet, molhos
Corante amarelo tartrazina (INS 102) Licor, alimentos fermentados, cereais, iogurte, chiclete balas, pós para refrescos artificiais
Metabissulfito de sódio (INS 223) Vinhos, cerveja, sucos, ketchup, pães, mostarda
Benzoato de sódio (INS 211) Margarina, molhos, gelatina, embutidos, refrigerantes, sucos
Propionato de cálcio (INS 282) Fermentos, queijos, massas, embutidos
Glutamato monossódico (INS 621) Temperos prontos, massa instantânea, molho de soja, embutidos, biscoitos
Nitrito de potássio (INS 249) Embutidos, molhos, sopas prontas
Aspartame (INS 951) Adoçantes e alimentos diet, como refrigerante, bolo, iogurte e chocolate

Outros aditivos artificiais são corante azul brilhante (INS 133), corante vermelho (INS 124), ácido carmínico (INS 120) e acessulfame de potássio (INS 950).

Em geral, os aditivos alimentares podem ser identificados na lista de ingredientes, no rótulo dos produtos, na forma de siglas ou com o seu nome escrito por extenso. Veja como ler o rótulo dos alimentos.

Para que servem

Os principais usos dos aditivos alimentares são:

  • Impedir ou dificultar a contaminação dos alimentos;
  • Realçar o sabor;
  • Intensificar ou manter a cor dos alimentos;
  • Adoçar os alimentos;
  • Regular a acidez.

Além disso, os aditivos alimentares também são usados para manter ou melhorar a consistência, dar brilho e aumentar o tempo de validade dos alimentos.

Cuidados com os aditivos

Alguns aditivos alimentares podem piorar algumas condições. Por conter fenilalanina, o aspartame deve ser evitado por pessoas com fenilcetonúria, uma doença que altera a função da enzima responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina no organismo.

Já pessoas com asma, devem evitar alimentos contendo sulfitos, corantes, glutamato monossódico e benzoatos, já que esses aditivos alimentares podem piorar essa condição.

Como evitar

Para evitar o ingestão de aditivos alimentares, deve-se priorizar o consumo de alimentos frescos e naturais, como cereais, frutas e legumes, leguminosas, carnes, sementes e tubérculos, por exemplo.

Além disso, é importante também sempre ler o rótulo dos produtos alimentares e preferir aqueles com nenhum ou com poucos aditivos alimentares.



source https://www.tuasaude.com/aditivos-alimentares-prejudiciais-para-saude/

Tirzepatida comprimido: existe? É aprovada?

A tirzepatida em comprimido ainda não existe para uso clínico. Embora existam pesquisas para desenvolver uma formulação oral, nenhuma versão foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias, como FDA ou EMA.

O desenvolvimento da tirzepatida comprimido é considerado desafiador porque a molécula é um peptídeo, que pode ser degradado no trato gastrointestinal e apresentar baixa absorção quando administrado por via oral.

Leia também: Tirzepatida: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/tirzepatida

Atualmente, a única apresentação aprovada de tirzepatida pela Anvisa é a solução injetável de uso subcutâneo, comercializada com o nome Mounjaro.

Imagem ilustrativa número 1

Tirzepatida comprimido: já está aprovada?

A tirzepatida em comprimido não foi aprovada pela Anvisa nem por outras agências regulatórias e também não existe uma formulação oral ou em pó manipulada aprovada para uso clínico.

A versão oral ainda está em estágio inicial de pesquisa pré-clínica (laboratorial) para desenvolver uma formulação em comprimido.

Até o momento, o único agonista de GLP-1 em comprimido amplamente comercializado no Brasil é a semaglutida oral (Rybelsus). Veja como usar o Rybelsus.

Já o orfoglipron, outro medicamento oral aprovado pelo FDA, mas ainda não aprovado pela Anvisa, atua apenas no receptor de GLP-1, enquanto a tirzepatida age simultaneamente nos receptores de GLP-1 e GIP.

Leia também: GLP-1: o que é, funções e medicamentos tuasaude.com/glp-1

Por que não existe tirzepatida comprimido

A tirzepatida em comprimido não exite devido às características da sua própria molécula.

1. A tirzepatida é destruída pelo sistema digestivo

A tirzepatida é um peptídeo formado por aminoácidos, que pode ser degradado pelas enzimas do sistema digestivo antes de ser absorvido, reduzindo sua eficácia.

2. A absorção no intestino é muito baixa

Como a molécula da tirzepatida é grande, pode ocorrer dificuldade para atravessar a parede intestinal e chegar à circulação sanguínea.

3. Necessidade de tecnologia para aumentar a absorção 

Para criar um comprimido eficaz, seria necessário desenvolver sistemas capazes de proteger a molécula da digestão e aumentar sua absorção intestinal, garantindo níveis adequados do medicamento no organismo.

4. A dose oral poderia ser muito maior 

Como a absorção oral tende a ser reduzida, uma eventual formulação em comprimido poderia exigir doses mais elevadas para alcançar efeito semelhante ao da apresentação injetável, aumentando a complexidade do desenvolvimento.

Quais são os riscos da tirzepatida oral ou manipulada?

Como não existe tirzepatida oral aprovada, fórmulas vendidas como cápsulas, em pó, comprimidos ou preparações manipuladas podem apresentar riscos importantes, como:

  • Ausência de comprovação científica de eficácia e segurança;

  • Doses imprecisas, podendo causar falha no tratamento ou aumento do risco de efeitos colaterais;

  • Falta de controle sanitário sobre a estabilidade, absorção e biodisponibilidade da formulação;

  • Possibilidade de aquisição de produtos falsificados ou de origem desconhecida.

Por isso, o uso de formulações orais ou manipuladas de tirzepatida não é recomendado, pois não há evidências suficientes que comprovem sua segurança e eficácia.

Para que serve a tirzepatida

A tirzepatida é indicada para ajudar no controle do diabetes tipo 2 e, em situações específicas, para o tratamento do excesso de peso e da obesidade. 

O tratamento deve ser acompanhado por um endocrinologista, que avaliará a indicação, a dose e a necessidade de ajustes conforme as características de cada pessoa.

É importante ressaltar que essas indicações referem-se exclusivamente à formulação injetável aprovada (Mounjaro). A tirzepatida em comprimido ainda não possui autorização para uso clínico.

Leia também: Mounjaro: o que é, para que serve, como usar (e efeitos colaterais) tuasaude.com/mounjaro

Como usar

Não existe uma posologia oficial para tirzepatida em comprimido, pois essa apresentação ainda não foi aprovada.

Para a versão injetável aprovada, a aplicação é feita uma vez por semana sob a pele (via subcutânea), iniciando-se com doses menores que são aumentadas gradualmente conforme orientação médica.

Diferenças entre tirzepatida oral e tirzepatida injetável

As principais diferenças entre a tirzepatida oral e a tirzepatida injetável são:

Característica Tirzepatida injetável Tirzepatida oral
Disponibilidade Aprovada para uso clínico Ainda não aprovada (em estudo)
Forma de uso Aplicação de injeção sob a pele (subcutânea) semanal Comprimido por via oral (ainda não disponível)
Absorção Previsível e comprovada Ainda não estabelecida. Pode ocorrer degradação pelo sistema digestivo
Posologia Definida conforme indicação médica Ainda não estabelecida
Eficácia Comprovada em estudos clínicos Ainda não comprovada para uso clínico

Embora um comprimido de tirzepatida possa trazer vantagens, como maior praticidade e facilidade de uso para algumas pessoas, ele ainda precisa demonstrar segurança, eficácia e absorção adequada antes de ser aprovada pelos órgãos regulatórios.

Portanto, atualmente, a versão oral não deve ser considerada uma substituta da tirzepatida injetável atualmente disponível.

Possíveis efeitos colaterais

Os sintomas mais comuns associados ao uso da tirzepatida injetável são náuseas, diarreia, constipação e dor abdominal. Em situações menos frequentes, podem ocorrer pancreatite aguda, doença da vesícula biliar e reações alérgicas.

Também pode ocorrer hipoglicemia, especialmente em pessoas com diabetes que utilizam insulina ou outros antidiabéticos orais da classe das sulfonilureias.

Como a tirzepatida em comprimido ainda não foi aprovada, não existe um perfil de segurança estabelecido para essa apresentação.

Quem não deve usar tirzepatida

A tirzepatida não deve ser utilizada por pessoas com:

  • Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide;
  • Síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN 2);
  • Alergia à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula;
  • Histórico de pancreatite, doenças da vesícula biliar ou gastroparesia;
  • Gravidez ou amamentação.

É importante destacar que essas recomendações se referem à tirzepatida injetável aprovada, já que a versão oral em comprimido ainda não está disponível para uso clínico.

Antes de iniciar o tratamento, é necessário realizar uma avaliação médica para verificar os benefícios, riscos e possíveis contraindicações.

[ELEMENT_FAQS_56572]



source https://www.tuasaude.com/tirzepatida-comprimido/

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Gripe Espanhola: o que foi, sintomas, tratamento e prevenção

A gripe Espanhola foi uma pandemia provocada pelo vírus influenza entre os anos de 1918 e 1920, durante a primeira guerra mundial, levando ao óbito mais de 50 milhões de pessoas, afetando toda a população mundial.

Inicialmente, a gripe Espanhola surgiu apenas na Europa e nos Estados Unidos, mas em poucos meses se espalhou pelo resto do mundo, afetando a Índia, o Sudeste Asiático, o Japão, a China, a América Central e a América do Sul, incluindo o Brasil.

A gripe Espanhola não tinha cura, mas a doença desapareceu entre o final de 1919 e início de 1920, não tendo sido registrados mais casos da doença desde essa época.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da gripe Espanhola

Os principais sintomas da gripe Espanhola eram:

  • Febre de início súbito, acima de 38º;
  • Calafrios;
  • Dor muscular e nas articulações;
  • Dor de cabeça intensa e dor no corpo;
  • Tosse seca e dor de garganta;
  • Nariz entupido;
  • Inflamação da laringe, faringe, traqueia e brônquios;
  • Cansaço excessivo e mal-estar geral.

Durante a primeira onda da gripe Espanhola, esses sintomas melhoravam após vários dias e o número de óbitos foi baixo.

Já na segunda onda, os sintomas da gripe espanhola foram mais intensos e evoluíam rapidamente, onde a pessoa podia apresentar manchas marrons no rosto, pele azulada, tosse com sangue e sangramentos pelo nariz e orelhas.

O vírus também levava ao desenvolvimento de complicações como líquido nos pulmões, pneumonia ou edema pulmonar, resultando em óbito por sufocamento, em horas ou dias após o início da infecção.

Possíveis causas

A gripe Espanhola foi causada por uma mutação aleatória no vírus da gripe, influenza A, que deu origem ao vírus H1N1.

Leia também: H1N1: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/h1n1

Análises realizadas décadas depois em amostras preservadas de vítimas da gripe Espanhola confirmaram que se tratava de um vírus com genes de origem aviária, adaptado para infectar humanos.

As condições sanitárias e sociais da época desempenharam um papel significativo na gravidade da pandemia.

Além disso, a superlotação em acampamentos militares, a movimentação massiva de tropas e refugiados durante a Primeira Guerra Mundial e a desnutrição generalizada devido à escassez de alimentos, contribuíram para a propagação da doença e suas complicações.

Apesar de ser conhecida como gripe Espanhola, essa gripe não se originou na Espanha. A doença recebeu esse nome, pois os jornais espanhóis foram um dos primeiros a noticiar abertamente a gravidade desta doença, o que levou a opinião pública internacional a associar a pandemia à Espanha.

Gripe Espanhola no Brasil

A gripe Espanhola chegou no Brasil em setembro de 1918, propagada a bordo de um navio inglês, que fez escalas em Recife, Salvador e Rio de Janeiro, espalhando a infecção inicialmente nestes estados.

Em seguida, a gripe Espanhola atingiu São Paulo, Porto Alegre e o interior do Brasil, e em novembro de 1918 todo o país já enfrentava a epidemia.

Como acontecia a transmissão

O vírus da gripe Espanhola era transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato direto com gotículas respiratórias expelidas pela tosse ou espirro, e também pelo ar em ambientes fechados.

Os sistemas de saúde de muitos países, que estavam fragilizados devido à duração da guerra, tiveram sérias dificuldades em conter a propagação do vírus.

Como era feito o tratamento

Não foi descoberto um tratamento para a gripe Espanhola. Nesta época apenas era aconselhado repousar e manter uma alimentação e hidratação adequadas. Assim, poucos eram as pessoas que ficavam curadas, dependendo do seu sistema imune.

Como não havia vacina na época contra o vírus, o tratamento era feito para combater os sintomas e normalmente, onde o médico receitava codeína, hidrato de terpina, quinino, essência de canela e mistura de limão, alho, mel e álcool.

Além disso, os médicos também prescreviam a aspirina, um anti-inflamatório, para aliviar a dor e baixar a febre. No entanto, as doses desse remédio eram muito altas, causando intoxicação e resultando em acúmulo de líquido nos pulmões e edema pulmonar, agravando os sintomas ou levando à morte por envenenamento por aspirina.

Prevenção da gripe Espanhola

Para evitar a transmissão do vírus da gripe Espanhola, era recomendado:

  • Evitar estar em lugares públicos com muita gente, principalmente à noite;
  • Evitar fazer visitas a amigos e familiares, por exemplo;
  • Inalar vaselina mentolada;
  • Fazer gargarejos com água oxigenada ou fenosalil;
  • Fazer limpezas regulares na boca e nariz;
  • Evitar fadiga e cansaço físico excessivo;
  • Evitar abraços, beijos e apertos de mão.

Hoje em dia, a melhor forma de prevenir a gripe é por meio da vacinação anual, uma vez que os vírus sofrem mutações aleatórias ao longo do ano para poderem sobreviver.

Além da vacina, existem também os antibióticos, que surgiram em 1928, que podem ser receitados pelo médico para evitar a ocorrência de infecções bacterianas devido à gripe.

É importante, também, evitar ambientes muito cheios, pois o vírus da gripe pode passar de pessoa para pessoa facilmente.

Leia também: Prevenção da gripe: 7 atitudes simples para se proteger tuasaude.com/como-evitar-a-gripe

[ELEMENT_FAQS_6697]



source https://www.tuasaude.com/gripe-espanhola/

Correr envelhece? Efeitos no rosto e no corpo

Com a popularização da corrida, principalmente por ser um esporte acessível e geralmente praticado ao ar livre, surgiu também a ideia de que...