terça-feira, 27 de outubro de 2026

Encefalopatia hepática: o que é, sintomas, graus e tratamento

Encefalopatia hepática é a deterioração da função cerebral causada por doença hepática grave, resultando em sintomas como confusão mental, mudanças de humor ou da personalidade, sonolência ou movimentos lentos.

A encefalopatia hepática é causado pela excesso de substâncias tóxicas, como a amônia, que não foram devidamente metabolizadas pelo fígado, chegando até o cérebro e ao sistema nervoso central.

O tratamento da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista, neurologista ou clínico geral e normalmente envolve o uso de remédios para reduzir os níveis de amônia no corpo, suporte nutricional, além de tratar a doença que causou a encefalopatia hepática.

Médica orientando paciente

Sintomas da encefalopatia hepática

Os principais sintomas de encefalopatia hepática são:

  • Confusão mental ou desorientação;
  • Sonolência excessiva;
  • Problemas de memória ou concentração;
  • Esquecimentos e pensamento lento;
  • Movimentos lentos;
  • Mudanças de humor ou da personalidade;
  • Mau hálito, com cheiro rançoso ou adocicado.

Além disso, nos casos mais graves de encefalopatia hepática, também podem surgir fala confusa ou arrastada, ansiedade grave, tremores das mãos ou braços, convulsões ou até coma.

É importante consultar o hepatologista ou clínico geral assim que surgirem os primeiros sintomas de encefalopatia hepática, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de doenças no fígado, e exame físico e laboratoriais.

Marque uma consulta com o hepatologista na região mais próxima de você:
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Assim, podem ser solicitados hemograma completo, níveis de amônia, sódio e potássio no sangue, e testes de função hepática. Vaja os principais exames para avaliar a função do fígado.

Além disso, outros exames podem ser solicitador para avaliar o cérebro, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, por exemplo.

Graus de encefalopatia hepática

Os principais graus de encefalopatia hepática são:

  • Encefalopatia hepática grau 0: caracterizada por sintomas leves, como alterações mínimas na memória, concentração e função intelectual;
  • Encefalopatia hepática grau 1: apresenta sonolência ou insônia, confusão mental leve, lentidão mental, atenção diminuída, euforia, depressão ou irritabilidade;
  • Encefalopatia hepática grau 2: caracterizada por sonolência excessiva, fala arrastada, desorientação, mudanças de personalidade ou tremor no punho quando estendido;
  • Encefalopatia hepática grau 3: apresenta incapacidade de realizar tarefas mentais, confusão mental e desorientação graves, amnésia, fala incompreensível ou acessos de raiva;
  • Encefalopatia hepática grau 4: caracterizada pela ausência de resposta a estímulos e coma.

O grau de encefalopatia hepática é baseado nos sintomas apresentados e é identificado pelo médico durante os exames de diagnóstico.

Quanto tempo dura a encefalopatia hepática

O tempo que a encefalopatia hepática dura varia de acordo com o grau, gravidade dos sintomas e da sua causa.

Em alguns casos, a encefalopatia hepática melhora completamente com o tratamento indicado pelo médico, no entanto, dependendo da sua causa, pode causar danos permanente no cérebro.

Possíveis causas

As principais causas de encefalopatia hepática são:

  • Doença hepática aguda, causada por hepatites virais ou lesões isquêmicas no fígado;
  • Problemas ou obstrução na circulação da veia porta no fígado;
  • Consumo excessivo de proteínas;
  • Uso inadequado de medicamentos, como paracetamol;
  • Alteração nos eletrólitos da corrente sanguínea, como pode ocorrer em caso de bulimia ou desidratação;
  • Sangramento do esôfago, estômago ou intestino;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doença renal.

Além disso, a encefalopatia hepática pode acontecer como consequência da insuficiência hepática crônica e da cirrose descompensada.

Leia também: Cirrose hepática: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-cirrose-hepatica

Essas situações podem provocar sobrecarga ou inflamação crônica no fígado, interferindo diretamente no seu funcionamento, de forma que as substâncias tóxicas não são devidamente metabolizadas e eliminadas no organismo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a encefalopatia hepática deve ser orientado pelo neurologista em conjunto com o hepatologista, podendo variar de acordo com a causa da alteração.

Os principais tratamentos para encefalopatia hepática são:

1. Uso de remédios

O uso de remédios para encefalopatia hepática tem como objetivo reduzir os níveis de amônia, através da sua inibição ou aumento da sua eliminação do corpo.

Assim, o médico pode indicar o uso de lactulose, neomicina, aspartato de ornitina ou rifaximina, por exemplo. Saiba como usar a rifaximina.

2. Suporte nutricional

O suporte nutricional tem como objetivo de diminuir a produção de amônia pelos intestinos, sendo recomendado que a pessoa consuma aproximadamente 35 a 40 kcal/kg por dia.

Esse suporte nutricional deve ser feito com orientação do nutricionista, mantendo uma ingestão de proteínas em torno de 1,2 a 1,5 mg/kg por dia, que pode ser proteína animal ou vegetal.

Além disso, é recomendado fazer pequenas refeições durante o dia em intervalos menores e evitar fazer jejum, pois pode resultar no aumento da produção de amônia.

É recomendado também evitar o consumo de alimentos ricos em gordura, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados.

3. Aumentar a hidratação

Aumentar a hidratação do corpo e corrigir os níveis de eletrólitos no corpo também é fundamental para o tratamento da encefalopatia hepática.

Desta forma, o médico pode recomendar o uso de soluções de hidratação oral e, se necessário, internamento hospitalar para receber soro e eletrólitos na via.

4. Transplante de fígado

O transplante de fígado pode ser indicado pelo médico nos cados de cirrose e, geralmente ocorre melhora dos sintomas cognitivos causados pela encefalopatia hepática em até 5 anos após o transplante. Entenda como funciona o transplante de fígado e como é a recuperação.



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Supercrescimento bacteriano (SIBO): o que é, sintomas e tratamento

Síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é um distúrbio no qual existe o desenvolvimento excessivo de bactérias no intestino delgado, resultando em sintomas como diarreia, dor abdominal ou inchaço na barriga.

As causas dessa síndrome podem envolver problemas nos movimentos intestinais, alterações anatômicas, hipocloridria ou uso de remédios, por exemplo, podendo também resultar em má absorção de nutrientes que em alguns casos pode levar à desnutrição.

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado, também conhecida pela sigla SBID, ou em inglês SIBO, é feito pelo gastroenterologista, que pode indicar alterações na dieta e no estilo de vida ou uso de antibióticos.

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Principais sintomas

Os principais sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) são:

  • Diarreia aquosa crônica;
  • Dor ou desconforto abdominal, especialmente depois de comer;
  • Excesso de gases intestinais;
  • Sensação constante de barriga inchada ou de má digestão;
  • Períodos de diarreia, intercalados com prisão de ventre;
  • Perda do apetite;
  • Desnutrição, nos casos mais graves.

A SIBO também pode causar má absorção nutrientes, como gorduras, carboidratos ou vitaminas A, B12, D ou K, resultando em sintomas como presença de gordura nas fezes, perda de peso não intencional, cansaço excessivo, dormência nas mãos ou pés, cãibras musculares ou anemia, por exemplo.

Por isso, é importante consultar o gastroenterologista sempre que surgirem sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é feito pelo gastroenterologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame do teste respiratório do hidrogênio no ar respirado.

Isto porque, o excesso de bactérias no intestino delgado libera este tipo de gás em quantidade superior ao que é considerado normal. Assim, o teste da respiração é uma forma não invasiva e não direta de identificar um possível caso de SBID.

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Para fazer este teste é preciso ficar em jejum por 8 horas e depois ir a clínica para fazer uma expiração para o interior de um tubo. Depois disso, o técnico entrega um líquido especial que deve ser bebido e, a partir desse momento, são recolhidos em novos tubos outras expirações a cada 2 ou 3 horas.

Normalmente, pessoas com SBID apresentam um aumento das quantidades de hidrogênio e metano no ar expirado ao longo do tempo. E quando isso acontece, o resultado é considerado positivo.

Porém, se o teste não for conclusivo, o médico pode pedir a realização de outros exames, especialmente a retirada de uma amostra do líquido presente no intestino delgado, para avaliar, em laboratório, a quantidade de bactérias.

Possíveis causas

A síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado pode ser causada por:

  • Distúrbios da motilidade gastrointestinal, como na síndrome do intestino irritável, diabetes mellitus ou esclerodermia;
  • Diminuição ou ausência da produção de ácido gástrico, chamadas hipocloridria ou acloridria;
  • Insuficiência pancreática crônica;
  • Alterações anatômicas do intestino delgado, como diverticulose, estreitamento, aderências pós operatórias ou bypass gástrico;
  • Distúrbios do sistema imune, como AIDS ou deficiência de IgA;
  • Alterações das enzimas e das bactérias comensais.

Esta síndrome também pode estar relacionada com a utilização de alguns medicamentos, como inibidores da bomba de prótons, agentes antimotilidade e alguns antibióticos.

Como é feito o tratamento

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado deve ser feito com orientação do gastroenterologista, sendo geralmente iniciado com o uso de antibióticos para erradicar o supercrescimento bacteriano e reposição de deficiências nutricionais.

Os principais tratamento para a síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado são:

1. Uso de antibióticos

O primeiro passo para tratar a SBID consiste em controlar a quantidade de bactérias no intestino delgado e, dessa forma, é necessário utilizar um antibiótico, receitado pelo gastroenterologista, mas que normalmente é ciprofloxacina, metronidazol ou rifaximina, por exemplo.

Embora na maior parte dos casos o antibiótico possa ser usado na forma de comprimidos em, quando a síndrome está causando desnutrição ou desidratação, pode ser necessário ficar internado durante alguns dias no hospital, para receber soro ou fazer alimentação parenteral, que é feita diretamente na veia.

2. Alterações na dieta

Ainda não se conhece uma dieta capaz de curar a SBID, no entanto, existem algumas alterações na alimentação que parecem aliviar os sintomas, como:

  • Fazer pequenas refeições ao longo do dia, evitando refeições com muita comida;
  • Evitar alimentos e bebidas com alto teor de açúcar;
  • Evitar alimentos que parecem piorar os sintomas, como alimentos com glúten ou com lactose.

Além disso, seguir uma dieta do tipo FODMAP, onde são retirados alimentos que sofrem fermentação no intestino e que por isso são menos absorvidos, pode ajudar a aliviar rapidamente os sintomas. Veja como fazer uma alimentação do tipo FODMAP.

Outra recomendação que pode ser feita pelo médico para repor deficiências nutricionais, é o uso de suplementos com vitaminas e/ou minerais, como ferro, vitaminas B1, B3, B12 ou D, por exemplo, o que varia de acordo como tipo de deficiência nutricional.

3. Tomar probióticos

Embora ainda sejam precisos mais estudos para comprovar sua eficácia, o uso de probióticos parece ajudar o intestino a reequilibrar a flora natural, reduzindo o excesso de bactérias.

Porém, os probióticos também podem ser ingeridos naturalmente através da alimentação, através de alimentos fermentados como o iogurte, o kefir ou o kimchi, por exemplo. Confira a lista completa de alimentos probióticos.



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Principais remédios para o fígado

Os remédios para o fígado dependem do tipo de condição que afeta esse órgão, podendo ser indicado pelo médico o uso de estatinas ou antidiabéticos, no caso de fígado gorduroso, ou ainda imunoglobulinas, antivirais ou antibióticos, no caso de doenças como hepatite, cirrose ou insuficiência hepática, por exemplo.

O fígado é um órgão responsável por filtrar o sangue, eliminar as toxinas, produzir proteínas, fatores de coagulação, triglicerídeos, colesterol e bile. Quando sofre algum dano, o fígado pode ter sua função alterada e levar ao surgimento de sintomas, como dor abdominal, especialmente na região superior direita, inchaço da barriga, coceira na pele ou pele e olhos amarelados, por exemplo. Veja outros sintomas de problema no fígado. 

Por isso, é importante consultar o hepatologista ou clínico geral, sempre que surgirem sintomas de problemas no fígado, para que seja diagnosticado, e iniciado o tratamento mais adequado de acordo com sua causa. 

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Remédios para fígado gorduroso

Os remédios para fígado gorduroso devem ser indicados pelo hepatologista ou clínico geral para controlar doenças que prejudicam seu funcionamento, como diabetes, colesterol alto ou hipotireoidismo, por exemplo, pois não existem medicamentos específicos para essa doença. 

Os principais remédios para o fígado gorduroso que podem ser indicados pelo médico são:

  • Estatinas, como atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina, para diminuir o colesterol do sangue;
  • Antidiabéticos, como metformina, pioglitazona, liraglutida, exeglatida, sitagliptina ou vildagliptina, por exemplo, para o tratamento da diabetes, o que ajuda a diminuir ou evitar o acúmulo de gordura no fígado;
  • Remédio para tireóide, como a levotiroxina, para o tratamento de hipotireoidismo;
  • Vitamina E, para ajudar a reduzir ou neutralizar os danos causados pela inflamação no fígado, devido à sua potente ação antioxidante.

Os remédios para fígado gorduroso nem sempre são necessários e, por isso, deve-se consultar um hepatologista para avaliar a necessidade de os tomar, pois normalmente pode ser tratada com uma dieta pobre em gordura e em açúcar, e prática diária de exercícios físicos. Veja como deve ser a alimentação para o fígado gorduroso. 

Leia também: Doenças hepáticas: o que são, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/doencas-hepaticas

Remédios para hepatite

Os remédios para hepatite que podem ser indicados pelo médico variam de acordo com sua causa, que pode ser por infecção por vírus da hepatite A, B, C, D, E ou G, doenças autoimunes ou consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Veja outras causas da hepatite. 

Desta forma, alguns remédios para hepatite, são:

  • Antieméticos, como a metoclopramida, para aliviar os sintomas de náuseas e vômitos;
  • Imunoglobulinas, aplicada na forma de injeção no músculo, para prevenir a hepatite A, ou aplicada até 14 dias após o contato com o vírus;  
  • Antivirais, como lamivudina, tenofovir ou entecavir, para reduzir a multiplicação do vírus da hepatite B crônica, ou ribavirina, no caso de hepatite C crônica ou hepatite E crônica; 
  • Interferon peguilado, aplicado na forma de injeção sob a pele, nos casos de hepatite B crônica ou hepatite C crônica;
  • Corticóides, como a prednisona, para a hepatite autoimune. Em alguns casos, o médico pode recomendar o uso do corticóide junto com um remédio imunossupressor, como a azatioprina, por exemplo;
  • Suplementos alimentares, como ácido fólico ou vitaminas do complexo B, nos casos de hepatite alcoólica leve.

Além disso, em pessoas com hepatite alcoólica grave e com risco de hemorragias, o médico pode recomendar o uso de vitamina K, utilizada somente em ambiente hospitalar e aplicada pelo enfermeiro, sob supervisão médica.

Remédio para cirrose hepática

Os remédios para cirrose hepática, dependem da sua causa, que pode surgir devido ao uso excessivo e constante de bebidas alcoólicas ou por infecção pelo vírus da hepatite B ou C, fazendo com que as células do fígado sejam substituídas por um tecido fibroso ou cicatriz, afetando a função normal desse órgão. Veja outras causas da cirrose hepática. 

Assim, o médico pode indicar o uso de remédios como:

  • Antivirais, como lamivudina, tenofovir, entecavir ou ribavirina, para o tratamento da hepatite B ou C;
  • Beta-bloqueadores não seletivos, como propranolol, nadolol ou timolol, para o tratamento da hipertensão portal e risco de sangramentos nos casos de cirrose grave;
  • Diuréticos, como espironolactona e/ou furosemida, no caso de desenvolvimento de ascite, que é o acúmulo de líquido na cavidade abdominal. Confira outros tratamentos indicados para a ascite; 
  • Antibióticos, quando ocorre infecção do líquido da ascite;
  • Rifaximina, para o tratamento ou redução de episódios de encefalopatia hepática. 

Além disso, o médico pode recomendar o uso de infusão de albumina, aplicada diretamente na veia, no hospital, nos casos de cirrose hepática descompensada. 

Remédios para insuficiência hepática

A insuficiência hepática pode ter diversas causas, como o vírus da hepatite ou pelo uso incorreto de alguns medicamentos, como o paracetamol, por exemplo, sendo que o tratamento deve ser feito de acordo com os sintomas e causando diversas complicações como pressão baixa, sangramentos, insuficiência renal ou encefalopatia hepática.

Desta forma, alguns remédios que podem ser indicados pelo médico são:

  • N-acetilcisteína, para o tratamento da insuficiência hepática aguda, causada pelo uso em excesso do paracetamol;
  • Antibióticos, para tratamento de infecções;
  • Suplementos, contendo sódio, potássio, fosfato ou magnésio, no caso de deficiência desses minerais.

Além disso, nos casos de pressão baixa, o médico pode recomendar a aplicação de soro diretamente na veia, feito em ambiente hospitalar, glicose na veia para tratar a hipoglicemia, ou até de transfusão de plasma, no caso de sangramentos. Veja outros tratamentos que podem ser indicados pelo médico para a insuficiência hepática. 



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Rifaximina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Rifaximina é um antibiótico indicado para tratar e reduzir a recorrência de episódios de encefalopatia hepática em adultos, uma complicação de doenças do fígado.

Esse antibiótico age principalmente no intestino, combatendo bactérias e reduzindo a produção de amônia, substância que pode se acumular no sangue quando o fígado não funciona adequadamente.

Leia também: Antibióticos: o que são, mais usados e dúvidas comuns tuasaude.com/antibiotico

A rifaximina é encontrada em farmácias na forma de comprimidos revestidos de 550 mg, com o nome comercial Xifaxan. O uso exige prescrição médica e avaliação individualizada.

Imagem gerada por IA
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Para que serve

A rifaximina é indicada para:

  • Tratamento da encefalopatia hepática em adultos;
  • Prevenção de novos episódios de encefalopatia hepática;
  • Redução da produção intestinal de amônia;
  • Tratamento de pessoas com cirrose e alterações de consciência relacionadas ao fígado, geralmente em associação com lactulose.

Esse antibiótico é indicado principalmente para adultos com doença do fígado que já tiveram encefalopatia hepática, pois ajuda a tratar o episódio atual e a reduzir o risco de ele voltar.

Em muitos casos, o médico associa a rifaximina à lactulose, outro medicamento usado na encefalopatia hepática. A rifaximina geralmente é adicionada ao tratamento, e não usada no lugar da lactulose.

Leia também: 8 tratamentos para doenças no fígado tuasaude.com/tratamento-para-doencas-do-figado

A rifaximina serve para SIBO?

A rifaximina pode ser utilizada para tratar o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO).  

Porém, essa finalidade é considerada off-label, ou seja, não consta como indicação aprovada na bula regulada pela Anvisa. O uso depende de avaliação e prescrição médica.

Como tomar

A rifaximina é administrada por via oral, com um copo de água, e pode ser tomada com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, sem partir, abrir ou mastigar.

Para adultos com encefalopatia hepática, a dose recomendada é de 1 comprimido de rifaximina 550 mg, duas vezes ao dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas. 

A duração e a continuidade do tratamento dependem da avaliação médica. Para reduzir o risco de recorrência da encefalopatia hepática, o tratamento pode durar até 6 meses ou mais, conforme a necessidade.

Quanto leva para a rifaximina fazer efeito?

O tempo varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Algumas pessoas podem notar melhora em poucos dias, mas o acompanhamento médico é essencial.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da rifaximina são:

  • Náuseas, vômitos ou diarreia;
  • Dor, desconforto ou inchaço abdominal;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Coceira e erupções na pele;
  • Inchaço nas pernas ou em outras partes do corpo.

Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves. Por isso, deve-se buscar atendimento médico imediato se surgirem falta de ar, inchaço no rosto ou lábios, urticária intensa ou desmaio.

A rifaximina pode causar diarreia?

Sim. A rifaximina pode causar diarreia. Se houver diarreia intensa, com sangue, febre ou desidratação, deve-se procurar atendimento médico.

Antibióticos também podem, em situações raras, causar infecção intestinal por Clostridium difficile, chamada colite pseudomembranosa. Saiba mais sobre a colite pseudomembranosa.

Leia também: Diarreia por antibióticos: porque acontece (e o que fazer) tuasaude.com/antibiotico-causa-diarreia

Quem não deve usar

A rifaximina não deve ser usada em algumas situações, como:

  • Alergia à rifaximina, a outros antibióticos da família das rifamicinas ou aos componentes da fórmula;
  • Obstrução intestinal, condição em que o conteúdo do intestino não consegue avançar normalmente.

Durante a gravidez, o uso não é recomendado como precaução, pois há poucos dados em pessoas grávidas. Na amamentação, a decisão deve ser individualizada com o médico. 

Pessoas com insuficiência hepática grave, problemas renais ou que usam anticoagulantes, como a varfarina, também precisam de acompanhamento específico. 



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Encefalopatia hepática: o que é, sintomas, graus e tratamento

Encefalopatia hepática é a deterioração da função cerebral causada por doença hepática grave, resultando em sintomas como confusão mental, m...