terça-feira, 27 de outubro de 2026

Rifaximina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Rifaximina é um antibiótico indicado para tratar e reduzir a recorrência de episódios de encefalopatia hepática em adultos, uma complicação de doenças do fígado.

Esse antibiótico age principalmente no intestino, combatendo bactérias e reduzindo a produção de amônia, substância que pode se acumular no sangue quando o fígado não funciona adequadamente.

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A rifaximina é encontrada em farmácias na forma de comprimidos revestidos de 550 mg, com o nome comercial Xifaxan. O uso exige prescrição médica e avaliação individualizada.

Imagem gerada por IA
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Para que serve

A rifaximina é indicada para:

  • Tratamento da encefalopatia hepática em adultos;
  • Prevenção de novos episódios de encefalopatia hepática;
  • Redução da produção intestinal de amônia;
  • Tratamento de pessoas com cirrose e alterações de consciência relacionadas ao fígado, geralmente em associação com lactulose.

Esse antibiótico é indicado principalmente para adultos com doença do fígado que já tiveram encefalopatia hepática, pois ajuda a tratar o episódio atual e a reduzir o risco de ele voltar.

Em muitos casos, o médico associa a rifaximina à lactulose, outro medicamento usado na encefalopatia hepática. A rifaximina geralmente é adicionada ao tratamento, e não usada no lugar da lactulose.

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A rifaximina serve para SIBO?

A rifaximina pode ser utilizada para tratar o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO).  

Porém, essa finalidade é considerada off-label, ou seja, não consta como indicação aprovada na bula regulada pela Anvisa. O uso depende de avaliação e prescrição médica.

Como tomar

A rifaximina é administrada por via oral, com um copo de água, e pode ser tomada com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, sem partir, abrir ou mastigar.

Para adultos com encefalopatia hepática, a dose recomendada é de 1 comprimido de rifaximina 550 mg, duas vezes ao dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas. 

A duração e a continuidade do tratamento dependem da avaliação médica. Para reduzir o risco de recorrência da encefalopatia hepática, o tratamento pode durar até 6 meses ou mais, conforme a necessidade.

Quanto leva para a rifaximina fazer efeito?

O tempo varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Algumas pessoas podem notar melhora em poucos dias, mas o acompanhamento médico é essencial.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da rifaximina são:

  • Náuseas, vômitos ou diarreia;
  • Dor, desconforto ou inchaço abdominal;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Coceira e erupções na pele;
  • Inchaço nas pernas ou em outras partes do corpo.

Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves. Por isso, deve-se buscar atendimento médico imediato se surgirem falta de ar, inchaço no rosto ou lábios, urticária intensa ou desmaio.

A rifaximina pode causar diarreia?

Sim. A rifaximina pode causar diarreia. Se houver diarreia intensa, com sangue, febre ou desidratação, deve-se procurar atendimento médico.

Antibióticos também podem, em situações raras, causar infecção intestinal por Clostridium difficile, chamada colite pseudomembranosa. Saiba mais sobre a colite pseudomembranosa.

Leia também: Diarreia por antibióticos: porque acontece (e o que fazer) tuasaude.com/antibiotico-causa-diarreia

Quem não deve usar

A rifaximina não deve ser usada em algumas situações, como:

  • Alergia à rifaximina, a outros antibióticos da família das rifamicinas ou aos componentes da fórmula;
  • Obstrução intestinal, condição em que o conteúdo do intestino não consegue avançar normalmente.

Durante a gravidez, o uso não é recomendado como precaução, pois há poucos dados em pessoas grávidas. Na amamentação, a decisão deve ser individualizada com o médico. 

Pessoas com insuficiência hepática grave, problemas renais ou que usam anticoagulantes, como a varfarina, também precisam de acompanhamento específico. 



source https://www.tuasaude.com/rifaximina/

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