O refluxo biliar acontece quando a bile, que é liberada da vesícula biliar para a primeira porção do intestino, volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.
Quando isso acontece, podem ocorrer alterações nas camadas protetoras de muco e aumento do pH no estômago, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como dor abdominal, sensação de queimação no peito e vômitos amarelos, por exemplo.
Para aliviar os sintomas e tratar o refluxo biliar, também chamado de refluxo duodenogástrico, o gastroenterologista pode recomendar a o uso de remédios que aliviam os sintomas e favorecem a circulação da bile, no entanto nos casos mais graves, em que não há melhora com o uso de remédios, pode ser necessário realizar uma cirurgia.
Embora os sintomas sejam muito semelhantes com os do refluxo gastroesofágico, estes são considerados problemas distintos e, por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito por um gastroenterologista.
O diagnóstico do refluxo biliar é feito pelo gastroenterologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e histórico de saúde.
Além disso, para confirmar o diagnóstico, o médico deve indicar a realização de exames, como endoscopia e impedância esofágica, que ajudam a verificar se existe refluxo da bile para o esôfago.
Marque uma consulta com o gastroenterologista mais próximo para investigar a possibilidade de refluxo biliar:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Possíveis causas
O refluxo biliar acontece quando o esfíncter pilórico, que separa o estômago do duodeno, não funciona corretamente, o que pode acontecer como consequência de complicação de cirurgia gástrica, cirurgia de vesícula biliar ou presença de úlceras no estômago.
Em condições normais, a bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, sendo liberada quando há hemácias desgastadas e substâncias tóxicas para serem eliminadas e quando há gordura para ser degradadas, sendo nesse caso transportada até o duodeno e misturada com o alimento para que haja o processo de degradação. Em seguida, a válvula pilórica abre e permite apenas a passagem do alimento.
No entanto, como consequência das situações já citadas, a válvula não fecha corretamente, o que permite que a bile volte para o estômago e esôfago, resultando no refluxo biliar.
Como é feito o tratamento
O refluxo biliar tem cura, porém seu tratamento pode ser mais demorado e, por esse motivo, é muito importante seguir adequadamente as orientações do gastroenterologista.
O mais comum é que sejam utilizados remédios indicados pelo médico, como o ácido ursodesoxicólico, que é uma substância que ajuda a promover a circulação da bile, reduzindo assim a frequência e intensidade dos sintomas.
Também podem ser indicados outros medicamentos, conhecidos como sequestradores dos ácidos biliares, que se ligam a estes no intestino, impedindo a sua reabsorção.
No entanto, quando os sintomas não melhoram com o uso de medicamentos, o gastroenterologista pode aconselhar a realização de uma cirurgia. Nesta cirurgia, conhecida por cirurgia de desvio, o cirurgião cria uma nova conexão para a drenagem da bile mais abaixo no intestino delgado, desviando a bile do estômago.
Enterogermina é um probiótico composto por esporos de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T, microrganismos que podem contribuir para o equilíbrio e a restauração da flora intestinal. Assim, a Enterogermina pode ser utilizada em algumas situações, como consumo de comidas diferentes das habituais, viagens, picos de estresse, mudanças de estação, durante o uso de antibióticos, volta às aulas e dieta irregular.
Uma das principais características da Enterogermina é a combinação de quatro cepas de Bacillus clausii com a tecnologia Inteli-Esporos, que favorece a sobrevivência dos esporos durante a passagem pelo trato gastrointestinal e sua chegada ao intestino [1].
A Enterogermina pode ser encontrada em apresentações líquidas (flaconetes) e em sachês para adultos, e deve ser usada conforme a orientação do médico ou nutricionista.
Para que serve Enterogermina
A Enterogermina é um probiótico que pode ser usada para:
Contribuir para o equilíbrio da flora intestinal;
Auxiliar na recuperação do desequilíbrio da microbiota associada ao uso de antibióticos;
Complementar os cuidados em alguns casos de desequilíbrio intestinal [2,3].
Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem contribuir para a saúde intestinal [4].
É importante ressaltar que a Enterogermina é um suplemento alimentar que contribui com sua saúde intestinal. No entanto, em caso de diarreia, vômitos, febre, sangue nas fezes, sinais de desidratação ou piora dos sintomas, é fundamental buscar avaliação médica.
Enterogermina pode ser tomada com antibióticos?
Sim. Enterogermina pode ser utilizada durante ou após o tratamento com antibióticos. Quando tomada durante a antibioticoterapia, recomenda-se manter um intervalo de 2 a 3 horas entre o antibiótico e a Enterogermina, conforme orientação do médico ou nutricionista [5].
A Enterogermina contribui para o equilíbrio e a restauração da microbiota intestinal, pois contém:
Quatro cepas de Bacillus clausii (O/C, SIN, N/R e T) em uma única formulação;
Esporos de Bacillus clausii, que chegam vivos ao intestino por meio da tecnologia Inteli-Esporos, que protege esses microrganismos;
Microrganismos que se tornam ativos no intestino e contribuem para o equilíbrio da flora intestinal [4];
Cepas resistentes a diversos antibióticos, o que permite seu uso durante ou após o uso de antibióticos.
Além disso, as apresentações líquidas de Enterogermina são prontas para beber, não exigem preparo prévio e podem tornar o uso mais prático no dia a dia.
Tipos de Enterogermina e como tomar
A forma de uso da Enterogermina varia conforme a apresentação e a faixa etária:
1. Enterogermina
A Enterogermina em flaconetes de 5 mL contém uma solução pronta para beber tendo na sua composição 2 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade e pode ser usada por bebês, crianças e adultos.
A dose recomendada varia conforme a faixa etária:
Bebês e crianças de 0 a 3 anos: 2 flaconetes por dia;
Crianças e adolescentes de 4 a 18 anos: 2 flaconetes por dia;
Adultos a partir de 19 anos: 2 a 3 flaconetes por dia.
Devem ser mantidos intervalos regulares de 3 a 4 horas entre os flaconetes.
A dose indicada para cada pessoa deve ser tomada conforme a indicação do médico ou nutricionista. Bebês menores de 6 meses e crianças devem ser avaliados pelo pediatra antes do consumo.
2. Enterogermina Plus
A Enterogermina Plus é apresentada em flaconetes de 5 mL e contém maior concentração de esporos de Bacillus clausii (4 bilhões por unidade) em comparação com a apresentação regular.
A dose indicada para essa apresentação é de 1 flaconete por dia, para adultos e crianças, conforme as orientações do produto. Crianças pequenas, especialmente menores de 6 meses, devem utilizar o produto somente com orientação do pediatra.
Para tomar este probiótico, deve-se agitar o frasco, abrir a tampa superior e engolir o conteúdo.
3. Enterogermina Adulto (sachês)
A Enterogermina Adulto é uma apresentação que contém 5 bilhões de Bacillus clausii, na forma de grânulos de dissolução direta na boca com sabor laranja. É destinada a adultos a partir de 19 anos.
É indicado tomar 1 sachê por dia. No entanto, a dose e a frequência de uso devem seguir as orientações do médico ou nutricionista conforme as necessidades diárias.
Para usar esse probiótico, deve-se abrir o sachê no local indicado e despejar o conteúdo diretamente na boca, sem necessidade de dissolver em água.
Possíveis efeitos colaterais
A Enterogermina costuma ser bem tolerada quando usada de acordo com as orientações. Ainda assim, pessoas com hipersensibilidade a componentes do produto podem apresentar reações alérgicas, como coceira, vermelhidão ou urticária.
Em caso de sinais de alergia, como inchaço no rosto, dificuldade para respirar, coceira intensa ou manchas pelo corpo, deve-se interromper o uso e procurar atendimento médico imediatamente.
Quem não deve tomar Enterogermina
Mulheres grávidas ou em período de amamentação, assim como pessoas com o sistema imunológico enfraquecido ou com problemas graves de saúde, só devem usar a Enterogermina com a prescrição do médico ou nutricionista.
Além disso, a apresentação Enterogermina Adultos é indicada somente para maiores de 19 anos. Crianças e bebês com menos de 6 meses devem ser avaliadas pelo pediatra antes de utilizar as versões líquidas.
Grávida pode tomar Enterogermina?
Gestantes devem consultar um médico antes de utilizar Enterogermina. O mesmo cuidado é recomendado para mulheres que estejam amamentando.
ENTEROGERMINA®. “O Bacillus clausii O/C (CNCM-I276), SIN (CNCM-I-275), N/R (CNCM-I-274), T (CNCM-I-273) pode contribuir com a saúde do trato gastrointestinal”. NÃO CONTÉM GLÚTEN.
Dúvidas comuns sobre o Enterogermina
Algumas dúvidas comuns sobre o Enterogermina são:
1. Enterogermina serve para diarreia?
A Enterogermina pode ser usada como parte dos cuidados para equilibrar a flora intestinal. Porém, a prioridade é evitar a desidratação, com ingestão adequada de líquidos e, quando indicado, solução de reidratação oral [2].
Sim. O uso diário pode ser indicado em algumas situações, mas não deve ser prolongado sem avaliar o motivo dos sintomas e a necessidade individual.
3. Enterogermina precisa ficar na geladeira?
Não. Enterogermina deve ser mantida em temperatura abaixo de 30ºC, conforme as orientações de conservação do produto.
4. Qual a diferença entre Enterogermina e outros probióticos?
Os probióticos podem ter diferentes microrganismos, como espécies de Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces ou Bacillus.
A Enterogermina contém quatro cepas de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T na forma de esporos, resistentes às condições do trato gastrointestinal, podendo ser usada durante ou após antibióticos, com orientação profissional.
Também se diferencia pelas apresentações prontas para beber, em flaconetes, ou em sachês para adultos.
5. Enterogermina tem açúcar, lactose ou glúten?
Não. As apresentações de Enterogermina em suspensão oral (flaconetes) não possuem açúcar, lactose, glúten e corantes na sua composição, além de não terem cheiro nem sabor.
A apresentação Enterogermina Adultos (sachê em pó no sabor laranja) também é livre de glúten e lactose, porém contém xilitol (adoçante/edulcorante) e aromatizantes em sua composição.
6. Enterogermina precisa ser dissolvida em água?
Não. O flaconete é uma suspensão oral pronta para beber. Basta agitar, abrir e consumir. A apresentação em sachê também pode ser consumida diretamente na boca, sem necessidade de dissolução prévia.
Os antibióticos são importantes para combater infecções causadas por bactérias, mas também podem alterar o equilíbrio dos microrganismos que vivem normalmente no intestino.
Essa alteração pode causar sintomas como diarreia, gases e desconforto abdominal em algumas pessoas. Por isso, os probióticos podem ser usados durante a antibioticoterapia para ajudar a restaurar e equilibrar a flora intestinal [1].
A Enterogermina é um probiótico à base de esporos de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T, que pode ser utilizado durante ou após o tratamento com antibióticos para auxiliar no equilíbrio da flora intestinal.
Como os antibióticos afetam o intestino
Os antibióticos atuam contra bactérias que causam infecções, mas alguns também podem afetar parte das bactérias benéficas presentes no intestino. Com isso, pode ocorrer uma alteração temporária da flora intestinal (microbiota), chamada disbiose.
Essa mudança pode favorecer sintomas gastrointestinais, principalmente a diarreia associada ao uso de antibióticos.
Nem todas as pessoas apresentam esses efeitos, e o risco varia conforme o antibiótico, a duração do tratamento e outros fatores.
Por que usar probióticos durante o tratamento com antibióticos?
Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, podem contribuir com a saúde gastrointestinal [1].
No entanto, os efeitos não são iguais para todos os probióticos. Os benefícios dependem da cepa, da dose, da duração do uso e das características de cada pessoa. Conheça mais sobre os probióticos e como tomar.
Como a Enterogermina pode ajudar durante o uso de antibióticos
A Enterogermina pode auxiliar no reequilíbrio da flora intestinal, pois contém:
Quatro cepas de Bacillus clausii
A Enterogermina contém esporos de quatro cepas de Bacillus clausii (O/C, N/R, SIN e T). No intestino, esses esporos podem se tornar ativos e contribuir para o restabelecimento do equilíbrio da flora intestinal [1].
A formulação da Enterogermina utiliza a tecnologia Inteli-Esporos, que favorece a sobrevivência dos esporos de Bacillus clausii durante a passagem pelo ambiente ácido do estômago. Dessa forma, eles conseguem chegar ao intestino, onde podem se tornar ativos [2].
Esporos resistentes a diversos antibióticos
A Enterogermina contém esporos de Bacillus clausii naturalmente resistentes a alguns antibióticos. Isso permite que eles permaneçam viáveis durante a antibioticoterapia e cheguem ao intestino.
Essa resistência é uma característica das cepas presentes no probiótico e não reduz a ação do antibiótico contra as bactérias que causam a infecção. Assim, Enterogermina pode ser usada durante ou após a antibioticoterapia, conforme orientação do médico ou nutricionista.
Potencial para auxiliar no desequilíbrio intestinal associado aos antibióticos
A Enterogermina pode auxiliar no desequilíbrio intestinal associado ao uso de antibióticos. Os resultados podem variar conforme as características de cada pessoa e o tratamento realizado.
Qual Enterogermina usar durante o antibiótico
A Enterogermina possui diferentes apresentações, que variam principalmente conforme a idade, a forma de apresentação e a quantidade de esporos de Bacillus clausii por dose:
Apresentação
Indicação por idade
Dose recomendada
Enterogermina flaconetes (2 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)
A partir do 1º dia de vida
Crianças de 0 a 18 anos: 2 flaconetes por dia;
Adultos a partir de 19 anos: 2 a 3 flaconetes por dia.
Enterogermina Plus (4 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)
A partir do 1º dia de vida
1 flaconete por dia
Enterogermina Adulto (5 bilhões de esporos de Bacillus clausii por unidade)
Adultos a partir de 19 anos
1 sachê por dia
A escolha da apresentação e a dose devem seguir as orientações do médico ou nutricionista. Crianças pequenas e bebês com menos de 6 meses, devem usar a Enterogermina somente com orientação do pediatra.
Durante o uso de antibióticos, recomenda-se respeitar um intervalo de 2 a 3 horas entre a administração do antibiótico e a da Enterogermina, salvo orientação médica diferente.
Enterogermina ajuda no desequilíbrio intestinal causado por antibióticos?
A Enterogermina é um probiótico que pode ajudar a restaurar a flora intestinal nos casos de desequilíbrio causado pelo uso de antibióticos. No entanto, o efeito pode variar entre as pessoas e não garante que a diarreia não acontecerá [1].
No caso de sintomas intensos e persistentes, ou caso surjam sinais de desidratação, é importante buscar avaliação médica.
Cuidados durante o uso de Enterogermina
A Enterogermina costuma ser bem tolerada. No entanto, gestantes, lactantes, crianças, pessoas com a imunidade baixa ou com problemas graves de saúde devem consultar um médico antes de usar.
Também é importante ressaltar que a Enterogermina não substitui o antibiótico e não trata a infecção. O antibiótico deve ser usado apenas quando indicado pelo médico e o tratamento não deve ser interrompido por conta própria mesmo que os sintomas melhorem rapidamente.
ENTEROGERMINA®. “O Bacillus clausii O/C (CNCM-I276), SIN (CNCM-I-275), N/R (CNCM-I-274), T (CNCM-I-273) pode contribuir com a saúde do trato gastrointestinal”. NÃO CONTÉM GLÚTEN.
Vomitar bile é um sintoma que ocorre quando a bile, um líquido produzido no fígado e que tem a função de digerir a gordura da comida, retorna para o estômago e é expelida durante o vômito, podendo ser causado por jejum prolongado, gravidez e obstrução intestinal, por exemplo.
Conforme a causa deste sintoma, a pessoa também pode apresentar diarreia, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, barriga inchada e incapacidade de eliminar gases ou fezes.
Ao vomitar bile é recomendado procurar um atendimento médico de urgência, especialmente se estiver for persistente ou acompanhado de dor abdominal intensa ou sinais de desidratação.
As possíveis causas de vomitar bile são:
1. Jejum prolongado
Vomitar bile pode estar relacionado com o jejum prolongado, quando o estômago fica vazio por longos períodos.
Essa condição, então, pode acontecer após vomitar durante toda a noite ou em pessoas com enjoo matinal, por exemplo, que acordam com o estômago vazio e vomitam bile.
O que fazer: é aconselhado consultar o gastroenterologista ou clínico geral quando o vômito está associado a outros sintomas.
É importante também manter uma alimentação equilibrada e saudável e beber bastante líquidos, como água, chás ou água de coco, para evitar desidratação.
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2. Intoxicação alimentar
Vomitar bile pode acontecer porque os episódios frequentes de vômito, durante a intoxicação alimentar, deixam o estômago vazio, causando o retorno da bile para esse órgão.
A pessoa com intoxicação alimentar também pode apresentar náuseas, dor de cabeça, diarreia, fraqueza e desidratação.
O que fazer: o tratamento deve ser feito com a ingestão de muitos líquidos, como água, chás e sucos de frutas naturais, e uma alimentação leve e baixa em gorduras.
Essas medidas ajudam na recuperação do organismo, favorecem a eliminação das toxinas e aliviam os sintomas.
A obstrução do intestino delgado ocorre quando existe um bloqueio nesta parte do intestino que impede a passagem de alimentos e líquidos.
Os sintomas de obstrução do intestino delgado podem incluir dor abdominal em cólica, barriga inchada e incapacidade de eliminar gases ou fezes.
O vômito com bile é, frequentemente, um sintoma precoce e notável desta condição, especialmente quando o bloqueio está localizado mais próximo ao estômago.
O que fazer: na suspeita de uma obstrução no intestino, é aconselhado procurar imediatamente o atendimento médico, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Normalmente o tratamento é feito com a administração de líquidos por via intravenosa, passagem de uma sonda nasogástrica ou cirurgia.
4. Refluxo biliar
O refluxo biliar ocorre quando a bile volta para o estômago ou mesmo para o esôfago, causando inflamação da mucosa gástrica.
Os sintomas podem incluir dor em queimação na parte superior do abdômen, náusea, gosto amargo na boca e vomitar bile com frequência. Os sintomas costumam piorar após as refeições, principalmente as mais gordurosas.
O que fazer: o tratamento tem como objetivo a mudança no estilo de vida, como fazer refeições menores e com baixo teor de gordura.
Podem ser utilizados remédios para proteger o estômago ou melhorar a motilidade do trato digestivo; em casos graves, a cirurgia pode ser considerada.
A hiperêmese gravídica é uma forma grave de náusea e vômitos durante a gravidez. Essa condição pode causar desidratação, perda de peso e dificuldade para reter alimentos ou líquidos.
Os sintomas incluem vômitos frequentes, fraqueza, desidratação e desequilíbrio eletrolítico. Vomitar bile é um sintoma que pode ocorrer quando os episódios persistem mesmo após o estômago estar vazio.
O que fazer: o tratamento pode ser feito com a administração de hidratação venosa, suplementação de vitaminas e o uso de remédios para controlar a náusea, conforme indicação do médico.
6. Má rotação intestinal com vólvulo
A má rotação intestinal com vólvulo ocorre quando os intestinos não se desenvolvem na posição correta, o que pode levar à torção do intestino, bloqueando o fluxo sanguíneo e causando uma obstrução intestinal perigosa.
Além de vomitar com bile, a pessoa também pode apresentar dor abdominal, barriga inchada, irritabilidade e, em casos graves, choque ou presença de sangue nas fezes.
O que fazer: por ser uma emergência médica, na suspeita dessa condição, deve-se procurar o atendimento médico imediatamente.
O tratamento pode ser feito com a estabilização rápida com a administração intravenosa de líquidos e a descompressão.
Além disso, é necessário fazer uma cirurgia para desfazer a torção intestinal e evitar complicações graves.
7. Obstrução duodenal
A obstrução duodenal ocorre quando há um bloqueio na primeira parte do intestino delgado, podendo ser causada por condições congênitas, inflamações, tumores ou pressão exercida por estruturas próximas.
Os sintomas podem incluir vomitar bile, sensação de saciedade precoce, dor na parte superior do abdômen e perda de peso.
O que fazer: caso essa condição seja confirmada, o médico pode indicar a reposição de líquidos, a descompressão gástrica e a realização de exames de imagem para identificar a causa.
Frequentemente, é necessário realizar uma cirurgia para corrigir o bloqueio ou criar um desvio ao redor da área afetada.
A síndrome do vômito cíclico é uma condição que causa episódios recorrentes de vômitos intensos, seguidos por períodos sem sintomas.
Os sintomas incluem vômitos repetidos, náusea, cansaço e, por vezes, dores de cabeça ou sensibilidade à luz. Em episódios graves, a pessoa pode vomitar bile após o esvaziamento do estômago.
O que fazer: o tratamento inclui medicamentos antieméticos, hidratação venosa durante os episódios e medicações preventivas para reduzir a frequência das crises, de acordo com a orientação médica.
Também é importante controlar os fatores relacionados com a síndrome, como o estresse ou a falta de sono.
O câncer de pulmão é uma doença que pode causar sintomas, como tosse persistente, falta de ar, cansaço excessivo, dor no peito ou perda de peso, que normalmente surgem somente quando a doença já está em uma fase mais avançada.
A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, devido às substâncias presentes na fumaça que é inalada. O câncer de pulmão também é mais frequente em pessoas que inalam a fumaça do tabaco de outras pessoas ou que têm histórico familiar dessa condição.
Em caso de suspeita de câncer de pulmão, é recomendado consultar o pneumologista ou oncologista. Assim, o médico pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento, que inclui cirurgia e sessões de quimioterapia e/ou radioterapia, por exemplo.
Sintomas de câncer de pulmão
Os principais sintomas de câncer de pulmão são:
Tosse persistente ou que piora com o tempo;
Falta de ar e chiado no peito;
Cansaço ou fraqueza frequentes;
Perda do apetite e do peso;
Rouquidão;
Dor no peito;
Pneumonia recorrente ou bronquite;
Catarro com sangue.
Os sintomas de câncer de pulmão normalmente aparecem apenas em fases mais avançadas da doença e, por isso, é importante que o pneumologista seja consultado assim que surgirem.
No vídeo a seguir, a Dra. Clarissa Baldotto esclarece as principais dúvidas sobre o câncer de pulmão:
Primeiros sintomas de CÂNCER DE PULMÃO (como identificar)
05:50 | 44.758 visualizações
Sintomas iniciais de câncer de pulmão
Geralmente, o câncer de pulmão não causa sintomas iniciais, onde os sinais normalmente surgem quando este tumor já está em estados mais avançados.
Teste online de sintomas
Para saber a possibilidade de ter câncer de pulmão, por favor, selecione os sintomas que apresenta:
{TESTE_SINTOMAS_CANCER_DE_PULMAO}
Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação e, por isso, não deve substituir o diagnóstico e a consulta com o pneumologista ou clínico geral.
Na maior parte das vezes, o câncer de pulmão é identificado nos estágios mais avançados.
Nessa fase, os sintomas normalmente incluem tosse persistente, catarro com sangue, dor no peito, falta de ar, dificuldade em engolir, rouquidão e infecção pulmonar recorrente.
Além disso, pode haver manifestações e complicações do câncer de pulmão, como o tumor de Pancoast e a metástase, que apresentam sintomas mais específicos.
1. Tumor de Pancoast
O tumor de Pancoast, tipo de câncer de pulmão localizado na parte superior do pulmão direito ou esquerdo.
Este tipo de tumor causa sintomas mais específicos, como inchaço e dor no braço e ombro, redução da força e massa muscular da mão, aumento da temperatura da pele no rosto, ausência de suor e queda da pálpebra.
A metástase acontece quando as células cancerígenas são transportadas para outros locais do corpo pela corrente sanguínea ou vasos linfáticos.
Dependendo do local afetado, a metástase pode causar sintomas como dores no abdômen ou nas articulações, fraturas, dores de cabeça, tonturas, alterações da visão, por exemplo.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do câncer no pulmão é feito por meio da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa, histórico de saúde e familiar.
Resultados de exames de imagem, principalmente a radiografia e a tomografia do tórax, em que pode ser observada a presença do tumor, também são avaliados.
Além disso, o médico também pode solicitar a realização de PET-scan, ressonância magnética e biópsia do tecido pulmonar, em alguns casos.
Marque uma consulta com o médico mais próximo para investigar o risco de câncer de pulmão:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Assim, através desses exames é possível confirmar o diagnóstico de câncer de pulmão e verificar o estágio do tumor.
A principal causa do câncer no pulmão é o tabagismo e o risco aumenta de acordo com a quantidade de cigarros fumados por dia e aos anos que se é fumante.
Além disso, o câncer de pulmão é mais frequente em caso de:
Fumo passivo, que é inalar a fumaça do cigarro de outras pessoas;
Exposição frequente ao gás radônio e outros químicos perigosos, como fumaça de carvão, asbesto (amianto), arsênico, berílio, hidrocarbonetos, sílica, gás mostarda e níquel;
Altos níveis de poluição do ar, como emissões industriais e de tráfego de veículos;
Predisposição genética, como em caso de histórico familiar de câncer de pulmão.
Histórico de radioterapia no tórax devido a outros tipos de câncer, como linfoma ou câncer de mama;
Além disso, o uso de altas doses de suplementos de betacaroteno por fumantes e ex-fumantes também aumenta o risco de câncer de pulmão.
Porque o cigarro pode causar câncer
O cigarro pode causar câncer, porque a fumaça do cigarro contém diversas substâncias cancerígenas, como alcatrão e benzeno, que preenchem os pulmões durante o fumo e que provocam lesões nas células deste órgão.
Quando estas lesões acontecem de vez em quando, o pulmão pode se reparar. Mas quando acontecem constantemente, como no caso dos fumantes, as células não conseguem se reparar rapidamente, provocando a multiplicação errada das células e, consequentemente, o câncer de pulmão.
Cirurgia para remover o tumor, retirar uma pequena parte ou todo o pulmão ou um lobo pulmonar;
Quimioterapia, que é feita com o uso de medicamentos orais ou intravenosos, para eliminar ou encolher as células cancerígenas;
Radioterapia, que consiste no uso de radiação diretamente sobre as células cancerígenas;
Imunoterapia, um tratamento que é feito com o objetivo de estimular o sistema imunológico da pessoa para identificar e combater as células cancerígenas;
Terapia-alvo, que é feita com medicamentos específicos para bloquear o crescimento e disseminação do tumor;
Normalmente, o tratamento para o câncer de pulmão depende de fatores como tipo de tumor, estadiamento e condições de saúde da pessoa, devendo ser sempre orientado pelo oncologista.
O câncer de pulmão tem cura em alguns casos. Entretanto, as chances são maiores quando essa doença é identificada nos estágios iniciais em pessoas com boas condições de saúde e o tratamento é feito adequadamente, de acordo com a orientação médica.
Como prevenir o câncer de pulmão
Algumas formas de se prevenir o câncer de pulmão são:
Não fumar;
Evitar inalar a fumaça do tabaco consumido por outras pessoas;
Manter uma alimentação saudável;
Praticar atividades físicas regularmente.
É recomendado também evitar a exposição a agentes com potencial de causar câncer no ambiente de trabalho, usando de forma correta dos equipamentos de proteção individual (EPIs).
A psicose é um conjunto de sintomas caracterizados pela perda de contato com a realidade, causando sintomas como confusão mental, alucinações ou delírios e dificuldade de organizar os pensamentos e falar com clareza, por exemplo.
Esta condição pode estar relacionada com diversos fatores, como histórico familiar de transtornos mentais ou psicóticos, experiências traumáticas ou uso abusivo de substâncias, como álcool, maconha, cocaína e alucinógenos, por exemplo.
O tratamento da psicose é feito pelo psiquiatra e normalmente envolve a psicoterapia, o uso de remédios, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, pode ser necessária a internação hospitalar.
Sintomas de psicose
Os principais sintomas de psicose são:
Delírios, como de perseguição, grandeza, de controle, somático e erotomaníaco, por exemplo;
Dificuldade de organizar os pensamentos e de falar com clareza;
Alucinação, incluindo a olfativas e gustativas, as visuais, as auditivas e as táteis;
Falha em realizar atividades do dia a dia, como higiene pessoal e tarefas de trabalho ou estudo;
Catatonia, onde a pessoa pode ficar imóvel ou rígida ou apresentar ausência da fala, parecendo estar \"congelada\";
Reações emocionais inadequadas, como sorrir ao receber notícias tristes ou ficar irritada de repente;
Embotamento afetivo, que é quando a pessoa tem o rosto sem expressão, tem pouco contato visual e não responde a emoções;
Isolamento social, onde a pessoa se afasta de amigos, familiares e de atividades sociais comuns.
Outros sintomas de psicose incluem falta de energia e de motivação para fazer tarefas e perda de prazer em atividades que antes eram prazerosas.
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Diferença entre neurose, psicose e perversão
A neurose é um termo que não se usa mais na psiquiatria e que foi substituído pelo termo \"transtornos de ansiedade\". A pessoa com neurose apresenta níveis muito altos de preocupação ou ansiedade, mas mantém o contato com a realidade.
Já a psicose é um conjunto de sintomas que incluem a perda de contato com a realidade ou desconexão, por meio de alucinações e delírios.
A perversão é uma condição que inclui o desvio sexual e também uma forma de laço social focado no poder, na dominação e na manipulação do parceiro. Nesta condição, inclui-se o fetiche, a renegação, a humilhação, o domínio ou o prejuízo, para obter prazer por meio da dor e da submissão do outro, por exemplo.
Fases da psicose
As fases da psicose, que acontecem geralmente de maneira progressiva, incluem:
1. Fase prodrômica
A fase prodrômica é aquela que pode surgir dias, semanas ou meses antes do início dos sintomas graves.
Nesta fase, a pessoa apresenta mudanças sutis no comportamento, pensamento e afeto. Por isso, esta fase é muitas vezes confundida com problemas comuns da adolescência ou com outras condições, como depressão, ansiedade ou uso de substâncias.
Na fase prodrômica, a pessoa pode apresentar apatia, pensamento confuso, dificuldades de concentração, desconfiança ou paranoia leve, baixa súbita no rendimento escolar ou do do trabalho, negligência com a higiene pessoal, problemas no sono, alterações de humor inexplicáveis e afastamento de amigos, familiares e atividades sociais habituais, por exemplo.
2. Psicose aguda
Na psicose aguda, a pessoa apresenta mudanças graves no estado mental, apresentando os sintomas psicóticos ativos de forma intensa, como delírios, alucinações e catatonia, por exemplo.
3. Fase Residual
A fase residual, ou de recuperação, da psicose acontece após o controle dos sintomas mais graves por meio de tratamentos médicos.
Nesta fase, a pessoa pode apresentar sintomas negativos, como dificuldade em expressar emoções, apatia severa, isolamento social contínuo, e estados de disforia.
Algumas pessoas conseguem recuperar completamente do episódio agudo da psicose. Já outras mantêm a condição crônica e precisam de tratamento e suporte psicossocial contínuo para evitar recaídas e novas crises.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da psicose é feito pelo psiquiatra, através da avaliação do tipo, início, duração e gravidade dos sintomas, além do histórico médico geral, psiquiátrico e de traumas da pessoa, e histórico familiar de transtornos mentais.
O médico também deve fazer o exame do estado mental, avaliando o comportamento, a aparência, a fala, o humor e o processamento do pensamento da pessoa.
Para confirmar o diagnóstico e descartar condições que têm sintomas semelhantes, o médico pode solicitar exames como hemograma completo, níveis de vitaminas, painel metabólico, provas de função hepática, dosagem de hormônios da tireoide, exame toxicológico de urina e exames de imagem, por exemplo.
Possíveis causas
As causas da psicose são complexas e incluem fatores genéticos, biológicos, ambientais e médicos gerais.
Assim, as possíveis causas da psicose são:
Genéticas, como histórico familiar de transtornos mentais ou psicóticos;
Biológicas, como redução de massa cinzenta nas regiões pré-frontal, temporal média e superior, desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro;
Ambientais, como estresse psicossocial, ansiedade e experiências traumáticas;
Físicos, como falta de sono severa e prolongada;
Sociais, como imigração e desvantagens socioeconômicas;
Uso abusivo de substâncias, como álcool, maconha, anfetaminas, cocaína e alucinógenos;
Uso de medicamentos, como esteroides, estimulantes, antiepiléticos, alguns antibióticos e dextrometorfano;
Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, esclerose múltipla e encefalite autoimune;
Lesões ou doenças no cérebro, como tumor cerebral, cistos, traumatismo craniano grave, derrame e epilepsia;
Problemas endócrinos, hormonais e metabólicos, como tireoidite pós-parto, hipotireoidismo ou hipertireoidismo, doença de Addison, doença de Cushing e delírio metabólico geral.
Condições como pós-parto encefalite, esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior grave ou transtornos psicóticos, demência, Alzheimer e Parkinson, também podem estar relacionadas com a psicose.
Psicose puerperal
A psicose puerperal, ou psicose pós-parto, é uma emergência psiquiátrica grave e rara, e que é caracterizada pelo surgimento muito rápido de sintomas iniciais como insônia grave, ansiedade, irritabilidade ou alterações rápidas de humor.
Em seguida, a mulher apresenta confusão mental, perplexidade, catatonia, desorientação, comportamento desorganizado, episódios de humor muito elevado ou gravemente deprimido, delírios e alucinações visuais que geralmente envolvem o bebê.
Quando não é tratada, a psicose puerperal pode muito o vínculo afetivo entre a mãe e o recém-nascido e causar riscos graves como abuso, negligência, suicídio ou infanticídio.
A psicose infantil é uma condição muito rara e incomum, e que pode surgir antes dos 13 anos ou dos 18 anos.
A psicose na infância evolui de forma gradual e inclui duas fases. Na fase prodrômica, a criança geralmente apresenta mudanças no comportamento e no pensamento, como crenças específicas ou estranhas e mudanças claras no funcionamento social, escolar e autocuidado.
Já na fase aguda, a criança apresenta alterações no estado mental, como alucinações e delírios, comportamentos bizarros e grave declínio ou prejuízo nas funções cotidianas.
Tratamentos para psicose
Conforme a causa e a gravidade dos sintomas, os tratamentos da psicose são:
1. Remédio para psicose
Os principais remédios que podem ser indicados pelo médico são:
Antipsicóticos, como clorpromazina, tioridazina, olanzapina e clozapina;
Estabilizadores do humor, como lítio, carbamazepina ou ácido valproico;
Benzodiazepínicos, como lorazepam, para os sintomas de catatonia.
Os remédios para psicose podem ser indicados pelo psiquiatra para ajudar a controlar as crises de surto psicótico e os sintomas.
2. Neuromodulação
A neuromodulação, por meio da eletroconvulsoterapia, é segura, podendo ser indicada pelo médico quando o tratamento com remédios não promove os benefícios esperados.
A eletroconvulsoterapia pode ser indicada em casos graves de emergência psiquiátrica, como agitação psicomotora extrema, catatonia ou risco iminente de suicídio e infanticídio, por exemplo.
Além disso, a neuromodulação, por estimulação magnética transcraniana, também pode ser indicada para tratar alucinações verbais auditivas que não respondem ao uso de antipsicóticos.
Essas terapias ajudam a criar estratégias para aliviar o sofrimento emocional, ajudar a pessoa a normalizar a entender as experiências psicóticas, reformular crenças disfuncionais e desenvolver resiliência e habilidades para gerenciar o estresse.
Além disso, a psicoeducação e a terapia familiar também são importantes, pois ensinam a família e aos cuidadores técnicas para resolver conflitos, habilidades de comunicação e estratégias para manter o ambiente calmo, empático e seguro. Isso porque a participação de familiares diminui bastante as chances de recaída e reospitalizações da pessoa com psicose.
4. Mudanças no estilo de vida
Mudanças no estilo de vida e autocuidado também são fundamentais para proteger o cérebro, facilitar a recuperação e prevenir as recaídas e novos sintomas agudos de psicose.
Assim, algumas recomendações incluem manter uma rotina diária de atividades prazerosas, técnicas de relaxamento, alimentação saudável, exercícios físicos regulares, repouso e sono adequado.
Também é fundamental não consumir bebidas alcoólicas e drogas de abuso, como maconha, anfetaminas, cocaína e alucinógenos.
5. Internação hospitalar
A internação hospitalar pode ser indicada pelo médico quando os episódios agudos de psicose podem colocar a própria vida ou de outras pessoas em perigo.
A internação também é indicada em casos de psicose puerperal, para evitar a interrupção do vínculo afetivo e garantir que a mãe e o bebê fiquem em segurança.
Quando a perda de contato com a realidade impede a pessoa de se alimentar, cuidar de sua higiene pessoal ou gerenciar sua vida diária, a internação hospitalar temporária também é recomendada.
A neurose é qualquer transtorno mental caracterizado por ansiedade significativa e sofrimento emocional, incluindo sintomas como medos irracionais, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, por exemplo.
Sendo atualmente classificada como transtornos de ansiedade, essa condição era dividida em neurose obsessiva, histérica ou fóbica, conforme a ansiedade e os sintomas e sinais apresentados pela pessoa.
O cuidado da neurose varia de acordo com a causa, os sintomas e a sua intensidade, onde o psicólogo ou o psiquiatra pode indicar sessões de psicoterapia, medidas de autocuidado e, em alguns casos, o uso de medicamentos para transtornos específicos.
Sintomas de neurose
Os principais sintomas associados à neurose incluem:
Dificuldade para adormecer ou manter o sono, ou sono agitado e insatisfatório;
Evitar lugares, pessoas ou situações que provocam medo ou apreensão.
A pessoa com neurose também pode apresentar sintomas físicos, como palpitações, tremores, tensão muscular, falta de ar, dor no peito, náuseas e ondas de frio ou calor
Esses sintomas variam conforme a condição que a pessoa possui, onde nem todos surgem ao mesmo tempo.
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Diferença entre neurose, psicose e perversão
Na neurose, a pessoa mantém o contato com a realidade, mas apresenta dúvidas sobre o próprio desejo e o de outras pessoas.
Já na psicose, a pessoa apresenta sintomas caracterizados pela perda de contato com a realidade, como confusão mental, alucinações ou delírios e dificuldade de organizar os pensamentos e falar com clareza, por exemplo.
Na perversão, a pessoa apresenta desvio sexual e também uma forma de laço social focado no poder, na dominação e na manipulação do parceiro.
Entretanto, é importante ressaltar que essas categorias não correspondem às classificações diagnósticas da psiquiatria contemporânea e foram substituídas por categorias mais específicas.
Diferença entre neurose e psicose
A diferença histórica entre neurose e psicose está na relação da pessoa com a realidade.
A neurose está associada a sofrimento emocional e conflitos internos, geralmente sem perda importante do contato com a realidade.
Já a psicose envolve alterações na percepção ou interpretação da realidade, podendo provocar sintomas como delírios, alucinações e pensamentos ou fala desorganizados.
Tipos de neurose
Na classificação histórica, a neurose é descrita de diferentes formas, principalmente como neurose obsessiva, histérica e fóbica.
Embora essas classificações ainda estejam presentes na psicanálise, não devem ser confundidas com os diagnósticos psiquiátricos atuais.
1. Neurose obsessiva
A neurose obsessiva é um conceito histórico da psicanálise, caracterizado por pensamentos intrusivos e indesejados, e comportamentos repetitivos com objetivo de aliviar a ansiedade.
Nas classificações psiquiátricas atuais, a antiga neurose obsessiva foi redefinida como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). No entanto, o diagnóstico de TOC depende de critérios clínicos específicos.
A neurose histérica, ou histeria, é um termo desatualizado que era associado à sintomas psicológicos ou físicos, como paralisias, tremores, tonturas e convulsões epiléticas e elevada reatividade emocional.
Atualmente, a histeria foi reclassificada como transtorno conversivo, que é um transtorno psiquiátrico que pode ser causado por uma reação do corpo ao estresse, traumas psicológicos ou físicos.
3. Neurose fóbica
A neurose fóbica é uma classificação antiga associada ao medo irracional, persistente e desproporcional a objetos, animais, situações ou experiências específicas.
Atualmente, sintomas similares podem estar presentes em transtornos relacionados ao medo e à ansiedade, como fobias específicas, agorafobia e transtorno de ansiedade social.
Como confirmar o diagnóstico
Como esse termo está em desuso nas classificações médicas e psicológicas atuais, não existe um exame ou conjunto de critérios clínicos para confirmar o diagnóstico de neurose.
Assim, o diagnóstico é feito conforme a condição clínica específica, como transtorno de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos.
Para confirmar o diagnóstico dessas condições, o psiquiatra ou psicólogo pode avaliar o histórico de saúde pessoal e familiar, e os sintomas apresentados.
O médico também pode aplicar entrevistas estruturadas, como DIAMOND, SCII-11, por exemplo.
Causas dos sintomas associados à neurose
Como a neurose não é considerada uma doença nas classificações médicas atuais, não existe uma causa única para as condições relacionadas a este termo.
Os transtornos de ansiedade e outras condições relacionadas, os fatores genéticos, podem estar relacionados com fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais.
Fatores de risco
Os fatores de risco dos transtornos de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos são:
Histórico familiar;
Diferenças no funcionamento neuroquímico e nas estruturas cerebrais;
Eventos traumáticos, como abuso físico, sexual ou emocional, negligência na infância, acidentes e perdas graves;
Estresse contínuo e vivência de grandes transições de vida, como gravidez, pós-parto e entrada na faculdade.
Pessoas com vulnerabilidade cognitiva, como intolerância à incerteza, sensibilidade à ansiedade, e resistência a pensamentos, emoções ou sensações desconfortáveis, também são fatores de risco.
Como é feito o tratamento
O tratamento dos sintomas historicamente associados à neurose depende da causa identificada e da intensidade dos sintomas.
1. Psicoterapia
A psicoterapia é uma das principais formas de cuidado para diversos transtornos relacionados à ansiedade e ao sofrimento emocional.
A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, possui evidências de eficácia para diferentes transtornos de ansiedade e para o TOC.
Conforme o diagnóstico, o terapeuta pode usar técnicas específicas, como a exposição gradual à situações temidas e, no TOC, a exposição com prevenção de resposta.
Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicamentos para tratar transtornos específicos, como:
Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, são os remédios usados para determinados transtornos de ansiedade e depressão;
Ansiolíticos, como os benzodiazepínicos, ajudam a aliviar as crises graves de ansiedade, mas devem ser usados por períodos curtos devido ao risco de tolerância e dependência;
Beta-bloqueadores, para controlar sintomas físicos pontuais da ansiedade, como taquicardia ou tremores.
Entretanto, a necessidade do uso de medicamentos depende do diagnóstico, da gravidade, das condições de saúde e da avaliação médica.
3. Autocuidado e mudanças no estilo de vida
Alguns autocuidados e hábitos e mudanças no estilo de vida que podem complementar o tratamento são:
Praticar exercícios físicos regularmente;
Manter horários regulares de sono;
Diminuir o consumo de álcool, drogas ilícitas e cafeína;
Manter uma alimentação saudável e variada;
Usar técnicas de relaxamento, como respiração pausada, relaxamento muscular progressivo, meditação;
Reservar momentos para lazer e descanso;
Buscar apoio social e emocional.
Essas medidas podem ajudar no controle do estresse, na regulação emocional e no enfrentamento da condição apresentada.