terça-feira, 27 de outubro de 2026

Encefalopatia hepática: o que é, sintomas, graus e tratamento

Encefalopatia hepática é a deterioração da função cerebral causada por doença hepática grave, resultando em sintomas como confusão mental, mudanças de humor ou da personalidade, sonolência ou movimentos lentos.

A encefalopatia hepática é causado pela excesso de substâncias tóxicas, como a amônia, que não foram devidamente metabolizadas pelo fígado, chegando até o cérebro e ao sistema nervoso central.

O tratamento da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista, neurologista ou clínico geral e normalmente envolve o uso de remédios para reduzir os níveis de amônia no corpo, suporte nutricional, além de tratar a doença que causou a encefalopatia hepática.

Médica orientando paciente

Sintomas da encefalopatia hepática

Os principais sintomas de encefalopatia hepática são:

  • Confusão mental ou desorientação;
  • Sonolência excessiva;
  • Problemas de memória ou concentração;
  • Esquecimentos e pensamento lento;
  • Movimentos lentos;
  • Mudanças de humor ou da personalidade;
  • Mau hálito, com cheiro rançoso ou adocicado.

Além disso, nos casos mais graves de encefalopatia hepática, também podem surgir fala confusa ou arrastada, ansiedade grave, tremores das mãos ou braços, convulsões ou até coma.

É importante consultar o hepatologista ou clínico geral assim que surgirem os primeiros sintomas de encefalopatia hepática, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da encefalopatia hepática é feito pelo hepatologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de doenças no fígado, e exame físico e laboratoriais.

Marque uma consulta com o hepatologista na região mais próxima de você:
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Assim, podem ser solicitados hemograma completo, níveis de amônia, sódio e potássio no sangue, e testes de função hepática. Vaja os principais exames para avaliar a função do fígado.

Além disso, outros exames podem ser solicitador para avaliar o cérebro, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, por exemplo.

Graus de encefalopatia hepática

Os principais graus de encefalopatia hepática são:

  • Encefalopatia hepática grau 0: caracterizada por sintomas leves, como alterações mínimas na memória, concentração e função intelectual;
  • Encefalopatia hepática grau 1: apresenta sonolência ou insônia, confusão mental leve, lentidão mental, atenção diminuída, euforia, depressão ou irritabilidade;
  • Encefalopatia hepática grau 2: caracterizada por sonolência excessiva, fala arrastada, desorientação, mudanças de personalidade ou tremor no punho quando estendido;
  • Encefalopatia hepática grau 3: apresenta incapacidade de realizar tarefas mentais, confusão mental e desorientação graves, amnésia, fala incompreensível ou acessos de raiva;
  • Encefalopatia hepática grau 4: caracterizada pela ausência de resposta a estímulos e coma.

O grau de encefalopatia hepática é baseado nos sintomas apresentados e é identificado pelo médico durante os exames de diagnóstico.

Quanto tempo dura a encefalopatia hepática

O tempo que a encefalopatia hepática dura varia de acordo com o grau, gravidade dos sintomas e da sua causa.

Em alguns casos, a encefalopatia hepática melhora completamente com o tratamento indicado pelo médico, no entanto, dependendo da sua causa, pode causar danos permanente no cérebro.

Possíveis causas

As principais causas de encefalopatia hepática são:

  • Doença hepática aguda, causada por hepatites virais ou lesões isquêmicas no fígado;
  • Problemas ou obstrução na circulação da veia porta no fígado;
  • Consumo excessivo de proteínas;
  • Uso inadequado de medicamentos, como paracetamol;
  • Alteração nos eletrólitos da corrente sanguínea, como pode ocorrer em caso de bulimia ou desidratação;
  • Sangramento do esôfago, estômago ou intestino;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doença renal.

Além disso, a encefalopatia hepática pode acontecer como consequência da insuficiência hepática crônica e da cirrose descompensada.

Leia também: Cirrose hepática: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-cirrose-hepatica

Essas situações podem provocar sobrecarga ou inflamação crônica no fígado, interferindo diretamente no seu funcionamento, de forma que as substâncias tóxicas não são devidamente metabolizadas e eliminadas no organismo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a encefalopatia hepática deve ser orientado pelo neurologista em conjunto com o hepatologista, podendo variar de acordo com a causa da alteração.

Os principais tratamentos para encefalopatia hepática são:

1. Uso de remédios

O uso de remédios para encefalopatia hepática tem como objetivo reduzir os níveis de amônia, através da sua inibição ou aumento da sua eliminação do corpo.

Assim, o médico pode indicar o uso de lactulose, neomicina, aspartato de ornitina ou rifaximina, por exemplo. Saiba como usar a rifaximina.

2. Suporte nutricional

O suporte nutricional tem como objetivo de diminuir a produção de amônia pelos intestinos, sendo recomendado que a pessoa consuma aproximadamente 35 a 40 kcal/kg por dia.

Esse suporte nutricional deve ser feito com orientação do nutricionista, mantendo uma ingestão de proteínas em torno de 1,2 a 1,5 mg/kg por dia, que pode ser proteína animal ou vegetal.

Além disso, é recomendado fazer pequenas refeições durante o dia em intervalos menores e evitar fazer jejum, pois pode resultar no aumento da produção de amônia.

É recomendado também evitar o consumo de alimentos ricos em gordura, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados.

3. Aumentar a hidratação

Aumentar a hidratação do corpo e corrigir os níveis de eletrólitos no corpo também é fundamental para o tratamento da encefalopatia hepática.

Desta forma, o médico pode recomendar o uso de soluções de hidratação oral e, se necessário, internamento hospitalar para receber soro e eletrólitos na via.

4. Transplante de fígado

O transplante de fígado pode ser indicado pelo médico nos cados de cirrose e, geralmente ocorre melhora dos sintomas cognitivos causados pela encefalopatia hepática em até 5 anos após o transplante. Entenda como funciona o transplante de fígado e como é a recuperação.



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Supercrescimento bacteriano (SIBO): o que é, sintomas e tratamento

Síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é um distúrbio no qual existe o desenvolvimento excessivo de bactérias no intestino delgado, resultando em sintomas como diarreia, dor abdominal ou inchaço na barriga.

As causas dessa síndrome podem envolver problemas nos movimentos intestinais, alterações anatômicas, hipocloridria ou uso de remédios, por exemplo, podendo também resultar em má absorção de nutrientes que em alguns casos pode levar à desnutrição.

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado, também conhecida pela sigla SBID, ou em inglês SIBO, é feito pelo gastroenterologista, que pode indicar alterações na dieta e no estilo de vida ou uso de antibióticos.

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Principais sintomas

Os principais sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) são:

  • Diarreia aquosa crônica;
  • Dor ou desconforto abdominal, especialmente depois de comer;
  • Excesso de gases intestinais;
  • Sensação constante de barriga inchada ou de má digestão;
  • Períodos de diarreia, intercalados com prisão de ventre;
  • Perda do apetite;
  • Desnutrição, nos casos mais graves.

A SIBO também pode causar má absorção nutrientes, como gorduras, carboidratos ou vitaminas A, B12, D ou K, resultando em sintomas como presença de gordura nas fezes, perda de peso não intencional, cansaço excessivo, dormência nas mãos ou pés, cãibras musculares ou anemia, por exemplo.

Por isso, é importante consultar o gastroenterologista sempre que surgirem sintomas da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado é feito pelo gastroenterologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame do teste respiratório do hidrogênio no ar respirado.

Isto porque, o excesso de bactérias no intestino delgado libera este tipo de gás em quantidade superior ao que é considerado normal. Assim, o teste da respiração é uma forma não invasiva e não direta de identificar um possível caso de SBID.

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Para fazer este teste é preciso ficar em jejum por 8 horas e depois ir a clínica para fazer uma expiração para o interior de um tubo. Depois disso, o técnico entrega um líquido especial que deve ser bebido e, a partir desse momento, são recolhidos em novos tubos outras expirações a cada 2 ou 3 horas.

Normalmente, pessoas com SBID apresentam um aumento das quantidades de hidrogênio e metano no ar expirado ao longo do tempo. E quando isso acontece, o resultado é considerado positivo.

Porém, se o teste não for conclusivo, o médico pode pedir a realização de outros exames, especialmente a retirada de uma amostra do líquido presente no intestino delgado, para avaliar, em laboratório, a quantidade de bactérias.

Possíveis causas

A síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado pode ser causada por:

  • Distúrbios da motilidade gastrointestinal, como na síndrome do intestino irritável, diabetes mellitus ou esclerodermia;
  • Diminuição ou ausência da produção de ácido gástrico, chamadas hipocloridria ou acloridria;
  • Insuficiência pancreática crônica;
  • Alterações anatômicas do intestino delgado, como diverticulose, estreitamento, aderências pós operatórias ou bypass gástrico;
  • Distúrbios do sistema imune, como AIDS ou deficiência de IgA;
  • Alterações das enzimas e das bactérias comensais.

Esta síndrome também pode estar relacionada com a utilização de alguns medicamentos, como inibidores da bomba de prótons, agentes antimotilidade e alguns antibióticos.

Como é feito o tratamento

O tratamento da síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado deve ser feito com orientação do gastroenterologista, sendo geralmente iniciado com o uso de antibióticos para erradicar o supercrescimento bacteriano e reposição de deficiências nutricionais.

Os principais tratamento para a síndrome do supercrescimento bacteriano no intestino delgado são:

1. Uso de antibióticos

O primeiro passo para tratar a SBID consiste em controlar a quantidade de bactérias no intestino delgado e, dessa forma, é necessário utilizar um antibiótico, receitado pelo gastroenterologista, mas que normalmente é ciprofloxacina, metronidazol ou rifaximina, por exemplo.

Embora na maior parte dos casos o antibiótico possa ser usado na forma de comprimidos em, quando a síndrome está causando desnutrição ou desidratação, pode ser necessário ficar internado durante alguns dias no hospital, para receber soro ou fazer alimentação parenteral, que é feita diretamente na veia.

2. Alterações na dieta

Ainda não se conhece uma dieta capaz de curar a SBID, no entanto, existem algumas alterações na alimentação que parecem aliviar os sintomas, como:

  • Fazer pequenas refeições ao longo do dia, evitando refeições com muita comida;
  • Evitar alimentos e bebidas com alto teor de açúcar;
  • Evitar alimentos que parecem piorar os sintomas, como alimentos com glúten ou com lactose.

Além disso, seguir uma dieta do tipo FODMAP, onde são retirados alimentos que sofrem fermentação no intestino e que por isso são menos absorvidos, pode ajudar a aliviar rapidamente os sintomas. Veja como fazer uma alimentação do tipo FODMAP.

Outra recomendação que pode ser feita pelo médico para repor deficiências nutricionais, é o uso de suplementos com vitaminas e/ou minerais, como ferro, vitaminas B1, B3, B12 ou D, por exemplo, o que varia de acordo como tipo de deficiência nutricional.

3. Tomar probióticos

Embora ainda sejam precisos mais estudos para comprovar sua eficácia, o uso de probióticos parece ajudar o intestino a reequilibrar a flora natural, reduzindo o excesso de bactérias.

Porém, os probióticos também podem ser ingeridos naturalmente através da alimentação, através de alimentos fermentados como o iogurte, o kefir ou o kimchi, por exemplo. Confira a lista completa de alimentos probióticos.



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Principais remédios para o fígado

Os remédios para o fígado dependem do tipo de condição que afeta esse órgão, podendo ser indicado pelo médico o uso de estatinas ou antidiabéticos, no caso de fígado gorduroso, ou ainda imunoglobulinas, antivirais ou antibióticos, no caso de doenças como hepatite, cirrose ou insuficiência hepática, por exemplo.

O fígado é um órgão responsável por filtrar o sangue, eliminar as toxinas, produzir proteínas, fatores de coagulação, triglicerídeos, colesterol e bile. Quando sofre algum dano, o fígado pode ter sua função alterada e levar ao surgimento de sintomas, como dor abdominal, especialmente na região superior direita, inchaço da barriga, coceira na pele ou pele e olhos amarelados, por exemplo. Veja outros sintomas de problema no fígado. 

Por isso, é importante consultar o hepatologista ou clínico geral, sempre que surgirem sintomas de problemas no fígado, para que seja diagnosticado, e iniciado o tratamento mais adequado de acordo com sua causa. 

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Remédios para fígado gorduroso

Os remédios para fígado gorduroso devem ser indicados pelo hepatologista ou clínico geral para controlar doenças que prejudicam seu funcionamento, como diabetes, colesterol alto ou hipotireoidismo, por exemplo, pois não existem medicamentos específicos para essa doença. 

Os principais remédios para o fígado gorduroso que podem ser indicados pelo médico são:

  • Estatinas, como atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina, para diminuir o colesterol do sangue;
  • Antidiabéticos, como metformina, pioglitazona, liraglutida, exeglatida, sitagliptina ou vildagliptina, por exemplo, para o tratamento da diabetes, o que ajuda a diminuir ou evitar o acúmulo de gordura no fígado;
  • Remédio para tireóide, como a levotiroxina, para o tratamento de hipotireoidismo;
  • Vitamina E, para ajudar a reduzir ou neutralizar os danos causados pela inflamação no fígado, devido à sua potente ação antioxidante.

Os remédios para fígado gorduroso nem sempre são necessários e, por isso, deve-se consultar um hepatologista para avaliar a necessidade de os tomar, pois normalmente pode ser tratada com uma dieta pobre em gordura e em açúcar, e prática diária de exercícios físicos. Veja como deve ser a alimentação para o fígado gorduroso. 

Leia também: Doenças hepáticas: o que são, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/doencas-hepaticas

Remédios para hepatite

Os remédios para hepatite que podem ser indicados pelo médico variam de acordo com sua causa, que pode ser por infecção por vírus da hepatite A, B, C, D, E ou G, doenças autoimunes ou consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Veja outras causas da hepatite. 

Desta forma, alguns remédios para hepatite, são:

  • Antieméticos, como a metoclopramida, para aliviar os sintomas de náuseas e vômitos;
  • Imunoglobulinas, aplicada na forma de injeção no músculo, para prevenir a hepatite A, ou aplicada até 14 dias após o contato com o vírus;  
  • Antivirais, como lamivudina, tenofovir ou entecavir, para reduzir a multiplicação do vírus da hepatite B crônica, ou ribavirina, no caso de hepatite C crônica ou hepatite E crônica; 
  • Interferon peguilado, aplicado na forma de injeção sob a pele, nos casos de hepatite B crônica ou hepatite C crônica;
  • Corticóides, como a prednisona, para a hepatite autoimune. Em alguns casos, o médico pode recomendar o uso do corticóide junto com um remédio imunossupressor, como a azatioprina, por exemplo;
  • Suplementos alimentares, como ácido fólico ou vitaminas do complexo B, nos casos de hepatite alcoólica leve.

Além disso, em pessoas com hepatite alcoólica grave e com risco de hemorragias, o médico pode recomendar o uso de vitamina K, utilizada somente em ambiente hospitalar e aplicada pelo enfermeiro, sob supervisão médica.

Remédio para cirrose hepática

Os remédios para cirrose hepática, dependem da sua causa, que pode surgir devido ao uso excessivo e constante de bebidas alcoólicas ou por infecção pelo vírus da hepatite B ou C, fazendo com que as células do fígado sejam substituídas por um tecido fibroso ou cicatriz, afetando a função normal desse órgão. Veja outras causas da cirrose hepática. 

Assim, o médico pode indicar o uso de remédios como:

  • Antivirais, como lamivudina, tenofovir, entecavir ou ribavirina, para o tratamento da hepatite B ou C;
  • Beta-bloqueadores não seletivos, como propranolol, nadolol ou timolol, para o tratamento da hipertensão portal e risco de sangramentos nos casos de cirrose grave;
  • Diuréticos, como espironolactona e/ou furosemida, no caso de desenvolvimento de ascite, que é o acúmulo de líquido na cavidade abdominal. Confira outros tratamentos indicados para a ascite; 
  • Antibióticos, quando ocorre infecção do líquido da ascite;
  • Rifaximina, para o tratamento ou redução de episódios de encefalopatia hepática. 

Além disso, o médico pode recomendar o uso de infusão de albumina, aplicada diretamente na veia, no hospital, nos casos de cirrose hepática descompensada. 

Remédios para insuficiência hepática

A insuficiência hepática pode ter diversas causas, como o vírus da hepatite ou pelo uso incorreto de alguns medicamentos, como o paracetamol, por exemplo, sendo que o tratamento deve ser feito de acordo com os sintomas e causando diversas complicações como pressão baixa, sangramentos, insuficiência renal ou encefalopatia hepática.

Desta forma, alguns remédios que podem ser indicados pelo médico são:

  • N-acetilcisteína, para o tratamento da insuficiência hepática aguda, causada pelo uso em excesso do paracetamol;
  • Antibióticos, para tratamento de infecções;
  • Suplementos, contendo sódio, potássio, fosfato ou magnésio, no caso de deficiência desses minerais.

Além disso, nos casos de pressão baixa, o médico pode recomendar a aplicação de soro diretamente na veia, feito em ambiente hospitalar, glicose na veia para tratar a hipoglicemia, ou até de transfusão de plasma, no caso de sangramentos. Veja outros tratamentos que podem ser indicados pelo médico para a insuficiência hepática. 



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Rifaximina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Rifaximina é um antibiótico indicado para tratar e reduzir a recorrência de episódios de encefalopatia hepática em adultos, uma complicação de doenças do fígado.

Esse antibiótico age principalmente no intestino, combatendo bactérias e reduzindo a produção de amônia, substância que pode se acumular no sangue quando o fígado não funciona adequadamente.

Leia também: Antibióticos: o que são, mais usados e dúvidas comuns tuasaude.com/antibiotico

A rifaximina é encontrada em farmácias na forma de comprimidos revestidos de 550 mg, com o nome comercial Xifaxan. O uso exige prescrição médica e avaliação individualizada.

Imagem gerada por IA
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Para que serve

A rifaximina é indicada para:

  • Tratamento da encefalopatia hepática em adultos;
  • Prevenção de novos episódios de encefalopatia hepática;
  • Redução da produção intestinal de amônia;
  • Tratamento de pessoas com cirrose e alterações de consciência relacionadas ao fígado, geralmente em associação com lactulose.

Esse antibiótico é indicado principalmente para adultos com doença do fígado que já tiveram encefalopatia hepática, pois ajuda a tratar o episódio atual e a reduzir o risco de ele voltar.

Em muitos casos, o médico associa a rifaximina à lactulose, outro medicamento usado na encefalopatia hepática. A rifaximina geralmente é adicionada ao tratamento, e não usada no lugar da lactulose.

Leia também: 8 tratamentos para doenças no fígado tuasaude.com/tratamento-para-doencas-do-figado

A rifaximina serve para SIBO?

A rifaximina pode ser utilizada para tratar o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO).  

Porém, essa finalidade é considerada off-label, ou seja, não consta como indicação aprovada na bula regulada pela Anvisa. O uso depende de avaliação e prescrição médica.

Como tomar

A rifaximina é administrada por via oral, com um copo de água, e pode ser tomada com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, sem partir, abrir ou mastigar.

Para adultos com encefalopatia hepática, a dose recomendada é de 1 comprimido de rifaximina 550 mg, duas vezes ao dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas. 

A duração e a continuidade do tratamento dependem da avaliação médica. Para reduzir o risco de recorrência da encefalopatia hepática, o tratamento pode durar até 6 meses ou mais, conforme a necessidade.

Quanto leva para a rifaximina fazer efeito?

O tempo varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Algumas pessoas podem notar melhora em poucos dias, mas o acompanhamento médico é essencial.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da rifaximina são:

  • Náuseas, vômitos ou diarreia;
  • Dor, desconforto ou inchaço abdominal;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Coceira e erupções na pele;
  • Inchaço nas pernas ou em outras partes do corpo.

Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves. Por isso, deve-se buscar atendimento médico imediato se surgirem falta de ar, inchaço no rosto ou lábios, urticária intensa ou desmaio.

A rifaximina pode causar diarreia?

Sim. A rifaximina pode causar diarreia. Se houver diarreia intensa, com sangue, febre ou desidratação, deve-se procurar atendimento médico.

Antibióticos também podem, em situações raras, causar infecção intestinal por Clostridium difficile, chamada colite pseudomembranosa. Saiba mais sobre a colite pseudomembranosa.

Leia também: Diarreia por antibióticos: porque acontece (e o que fazer) tuasaude.com/antibiotico-causa-diarreia

Quem não deve usar

A rifaximina não deve ser usada em algumas situações, como:

  • Alergia à rifaximina, a outros antibióticos da família das rifamicinas ou aos componentes da fórmula;
  • Obstrução intestinal, condição em que o conteúdo do intestino não consegue avançar normalmente.

Durante a gravidez, o uso não é recomendado como precaução, pois há poucos dados em pessoas grávidas. Na amamentação, a decisão deve ser individualizada com o médico. 

Pessoas com insuficiência hepática grave, problemas renais ou que usam anticoagulantes, como a varfarina, também precisam de acompanhamento específico. 



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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Artroplastia de joelho: o que é, tipos, como é feita (e recuperação)

A artroplastia de joelho é uma cirurgia indicada principalmente para tratar o desgaste avançado da articulação, geralmente causado pela osteoartrite, ajudando a aliviar a dor e melhorar a mobilidade.

Durante o procedimento, o cirurgião remove as superfícies danificadas do osso e da cartilagem e coloca componentes artificiais no lugar. A prótese pode substituir todo o joelho ou apenas a parte afetada, dependendo da extensão do desgaste.

A recuperação da artroplastia de joelho acontece de forma gradual e envolve sessões de fisioterapia para recuperar a flexibilidade, fortalecer os músculos e melhorar a capacidade de caminhar.

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Quando é indicada

As principais indicações da artroplastia de joelho são:

  • Osteoartrite avançada, que é o desgaste da cartilagem do joelho;
  • Artrite reumatoide, doença inflamatória que pode comprometer a cartilagem e os ossos;
  • Dor persistente no joelho, que não melhora com remédios, fisioterapia e outros tratamentos;
  • Limitação dos movimentos, como dificuldade para caminhar, subir escadas ou realizar tarefas diárias;
  • Deformidades no joelho, como alterações no alinhamento da articulação;
  • Lesões articulares graves, causadas por traumatismos ou outras condições que prejudicam o funcionamento do joelho.

A artroplastia pode ser indicada pelo ortopedista quando o desgaste da articulação causa dor intensa e dificulta as atividades diárias, mesmo após outros tratamentos. A decisão não considera apenas alterações nos exames de imagem. Conheça os principais tipos de artroplastia.

Para uma avaliação das indicações de artroplastia de joelho, consulte o ortopedista mais próximo de você:

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Tipos de artroplastia de joelho

Os principais tipos de artroplastia de joelho são:

1. Artroplastia total de joelho

A artroplastia total de joelho consiste na substituição das partes danificadas do fêmur e da tíbia por uma prótese de joelho. Em alguns casos, a prótese também substitui a superfície da patela. 

Esse tipo de cirurgia é indicado quando o desgaste afeta grande parte do joelho, causando dor intensa e dificuldade para movimentar a articulação.

2. Artroplastia parcial de joelho

A artroplastia parcial de joelho substitui apenas a parte danificada da articulação, preservando as áreas saudáveis e os ligamentos que não foram afetados.

É indicado quando o desgaste está limitado a uma região do joelho, enquanto o restante da articulação permanece preservado.

3. Artroplastia de revisão do joelho

A artroplastia de revisão é uma cirurgia feita para substituir ou corrigir uma prótese de joelho que apresenta problemas, como desgaste, soltura, infecção ou instabilidade.

Esse procedimento pode ser mais complexo do que a primeira cirurgia, pois depende das condições dos ossos, dos ligamentos e da prótese já implantada.

Preparo para a cirurgia

Antes da artroplastia de joelho, o ortopedista avalia o estado de saúde da pessoa e pode solicitar exames de sangue, eletrocardiograma e exames de imagem para planejar a cirurgia.

Também é importante informar ao médico os remédios utilizados, alergias e doenças existentes, como diabetes e pressão alta. Dependendo do caso, pode ser necessário ajustar os medicamentos, sempre com orientação médica.

No dia da cirurgia, é necessário seguir as orientações da equipe médica sobre o jejum, que geralmente dura de 6 a 8 horas, além dos cuidados com a higiene.

Além disso, preparar a casa para a recuperação e organizar o apoio nas atividades diárias pode facilitar o retorno para casa após a cirurgia.

Como é feita

A artroplastia de joelho é realizada em hospital e envolve as seguintes etapas:

  1. Posicionar a pessoa deitada na mesa cirúrgica;
  2. Aplicar a anestesia, que geralmente é raquidiana ou geral, e higienizar a região do joelho com uma solução antisséptica para reduzir o risco de infecção;
  3. Realizar um corte na parte da frente do joelho para acessar a articulação e visualizar as superfícies ósseas danificadas;
  4. Remover as partes desgastadas da cartilagem e pequenas porções das extremidades do fêmur e da tíbia, preparando os ossos para receber a prótese;
  5. Posicionar a prótese, encaixando os componentes artificiais nas extremidades dos ossos;
  6. Verificar o alinhamento e os movimentos do joelho para avaliar se a prótese está bem posicionada e permite a movimentação adequada da articulação;
  7. Fechar a incisão com pontos ou outros métodos de sutura e colocar um curativo para proteger a região operada.

A artroplastia de joelho pode durar de 1 a 2 horas, dependendo do tipo de cirurgia e das condições da articulação.

Após o procedimento, a pessoa geralmente permanece no hospital por 1 a 3 dias, conforme a recuperação e a avaliação da equipe médica.

Implantes da artroplastia de joelho

Os implantes utilizados na artroplastia de joelho formam a prótese que substitui as superfícies desgastadas da articulação. 

Leia também: Prótese de joelho: o que é, tipos e como é feita a cirurgia tuasaude.com/protese-de-joelho

Geralmente, são compostos por peças metálicas que substituem as extremidades do fêmur e da tíbia e por um componente de plástico resistente, chamado polietileno, que facilita o deslizamento entre elas. 

Em alguns casos, também é colocado um componente para substituir a superfície articular da patela. A prótese pode ser fixada ao osso com cimento ósseo ou sem cimento, dependendo das condições ósseas e da avaliação do ortopedista.

Como é a recuperação

A recuperação da artroplastia de joelho acontece de forma gradual e envolve:

1. Fisioterapia

A fisioterapia geralmente começa nas primeiras 24 horas após a cirurgia, com exercícios para movimentar o joelho, fortalecer os músculos e estimular a circulação sanguínea. 

Inicialmente, a pessoa pode precisar de andador ou muletas para se levantar e caminhar com segurança.

Durante as sessões, o fisioterapeuta pode utilizar recursos como a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), para ajudar a aliviar a dor, e a estimulação elétrica neuromuscular, para estimular a contração muscular. Saiba como é feita a eletroestimulação muscular.

As sessões também incluem exercícios para melhorar a flexibilidade, a força muscular, o equilíbrio e a propriocepção, ajudando a recuperar a estabilidade do joelho e a capacidade de realizar atividades diárias.

Leia também: Exercícios de propriocepção para recuperação do joelho tuasaude.com/exercicios-de-propriocepcao-para-recuperacao-do-joelho

A intensidade dos exercícios aumenta gradualmente, conforme a evolução de cada pessoa e a orientação do fisioterapeuta.

Para aliviar a dor e o inchaço, também podem ser utilizadas compressas frias e a elevação da perna. O inchaço tende a diminuir gradualmente, mas pode persistir por alguns meses. Veja como fazer uma compressa fria.

2. Medicamentos

Após a cirurgia, o médico pode indicar analgésicos, como dipirona e paracetamol, e, quando necessário, medicamentos mais fortes, como o tramadol, para aliviar a dor.

Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, também podem ser utilizados em alguns casos, conforme as condições de cada pessoa.

Além disso, podem ser prescritos anticoagulantes, como enoxaparina, rivaroxabana ou apixabana, para reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos. 

A escolha dos medicamentos e o tempo de uso dependem da avaliação médica, sendo importante seguir a prescrição e não alterar as doses por conta própria.

3. Cuidados com a cicatriz

Após a artroplastia de joelho, a cicatriz deve ser mantida limpa e protegida. A troca do curativo deve seguir as orientações do médico, pois nem sempre é necessário realizá-la todos os dias. 

Quando indicada, é importante higienizar as mãos antes de trocar o curativo e limpar a região, geralmente com soro fisiológico ou água e sabonete suave, quando permitido.

Não se deve aplicar pomadas, cremes ou antissépticos diretamente no corte sem orientação médica, pois esses produtos nem sempre são necessários e podem interferir na cicatrização. 

Em caso de vermelhidão crescente, aumento da temperatura local, secreção, abertura da ferida ou febre, é importante procurar o ortopedista, pois esses sinais podem indicar uma infecção.

Quanto tempo dura a recuperação da artroplastia de joelho?

A recuperação funcional da artroplastia de joelho costuma levar alguns meses, e muitas pessoas apresentam melhora importante da dor e da mobilidade em cerca de 3 meses. 

No entanto, o inchaço residual, a rigidez e a recuperação da força muscular podem continuar melhorando por 6 a 12 meses.

As escadas podem começar a ser utilizadas nos primeiros dias após a cirurgia, com o auxílio de um andador ou muletas. Dirigir geralmente é possível após 4 a 6 semanas, enquanto o retorno ao trabalho pode ocorrer em cerca de 6 a 12 semanas.

Os exercícios físicos de baixo impacto, como caminhar e pedalar em bicicleta ergométrica, podem ser retomados gradualmente nas primeiras semanas. Já as atividades de maior impacto exigem mais tempo e liberação médica.

Leia também: Como é a recuperação após cirurgia de artroplastia do joelho tuasaude.com/recuperacao-apos-cirurgia-no-joelho

Possíveis complicações

A artroplastia de joelho geralmente é segura, mas pode apresentar complicações, como:

  • Infecção, que pode afetar o corte ou atingir a prótese;
  • Trombose venosa profunda, causada pela formação de coágulos nas veias profundas, geralmente das pernas;
  • Rigidez do joelho, que dificulta dobrar ou esticar completamente a articulação;
  • Dor persistente, que continua após o período esperado de recuperação;
  • Lesões nos nervos ou vasos sanguíneos, que podem ocorrer durante a cirurgia;
  • Soltura ou desgaste da prótese, que pode perder a fixação ao osso ou se desgastar com o tempo;
  • Fratura ao redor da prótese, que pode ocorrer durante ou após a cirurgia, especialmente em pessoas com ossos frágeis.

Além disso, pode ocorrer instabilidade ou desalinhamento da prótese, causando dificuldade para caminhar e sensação de insegurança no joelho.

O risco de complicações depende da saúde da pessoa, de como a cirurgia é realizada e dos cuidados durante a recuperação.



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Alergia alimentar: sintomas, causas e tratamento

A alergia alimentar é uma reação exagerada do sistema imunológico a ingestão, inalação ou contato com determinado alimento, causando sintomas como coceira, vermelhidão e placas avermelhadas e inchadas na pele, e inchaço nos lábios, por exemplo.

Este tipo de alergia acontece quando o sistema imunológico tem uma falha e reconhece as proteínas alimentares como uma ameaça, podendo estar relacionada a alimentos como leite de vaca, ovo, amendoim e soja, por exemplo.

Leia também: Alergia: o que é, tipos, sintomas e tratamento tuasaude.com/alergia

Na suspeita de alergia alimentar, principalmente se for acompanhada de sintomas como sensação de falta de ar e desconforto na garganta, deve-se chamar o atendimento de urgência. Assim, o médico pode fazer diagnóstico e indicar o tratamento para evitar complicações, o que pode incluir o uso de anti-histamínicos e/ou adrenalina.

Imagem ilustrativa número 3

Sintomas de alergia alimentar

Os principais sintomas imediatos de alergia alimentar são:

  • Coceira, vermelhidão e formigamento na pele;
  • Placas avermelhadas e inchadas na pele com intensa coceira (urticária);
  • Sensação de desconforto na garganta;
  • Inchaço nos lábios, língua, garganta, orelhas ou olhos;
  • Espirro, coriza e nariz entupido;
  • Coceira no nariz e nos olhos;
  • Tosse, chiado no peito e rouquidão;
  • Dor abdominal, náuseas, diarreia e vômitos.

A pessoa também pode apresentar comprometimento do sistema respiratório, resultando em dificuldade para respirar e falta de ar, sendo essa situação conhecida como choque anafilático.

Os sintomas de alergia alimentar podem surgir em alguns minutos ou até mesmo horas ou dias após a ingestão, o contato ou a inalação do alimento responsável por causar a reação inflamatória no organismo.

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Alergia alimentar em bebê

A alergia alimentar em bebê é mais comum do que em adultos, porque o sistema imunológico e o intestino ainda estão em fase de desenvolvimento. O leite de vaca e o ovo são os alimentos mais comuns relacionados à alergia alimentar nos bebês.

O bebê com alergia alimentar pode apresentar sintomas imediatos como urticária, inchaço em lábios, olhos e rosto, vômitos e diarreia.

Os sintomas tardios, que surgem horas dias ou semanas após o contato com o alimento, incluem proctocolite alérgica, regurgitação frequente e persistente, vômitos, irritabilidade, choro excessivo e prisão de ventre que não melhoram com medidas habituais, por exemplo.

Leia também: Alergia alimentar no bebê: sintomas, causas e o que fazer tuasaude.com/sintomas-de-alergia-alimentar-no-bebe

Alergia alimentar na pele

Na pele, a alergia alimentar pode provocar sinais e sintomas como urticária, inchaço nos olhos, lábios, língua e rosto, vermelhidão e sensação de calor ou queimação.

A pessoa também pode ter dermatite atópica, com ressecamento e manchas descamativas avermelhadas com coceira.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter uma alergia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

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Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de diagnosticar e nem substituir a consulta com o alergista, o imunologista ou o clínico geral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da alergia alimentar é feito pelo alergologista por meio do exame físico e da avaliação dos sintomas e sinais que a pessoa apresenta após o contato com determinado alimento.

No entanto, para confirmar o causador da alergia, o médico realiza um teste de alergia na pele ou no sangue ou ainda um teste oral.

Teste de alergia alimentar

Os teste de alergia alimentar geralmente indicados pelo médico incluem:

  • Teste cutâneo, Prick test: permite identificar a que tipo de substâncias a pessoa tem maior sensibilidade e verificar se a pessoa possui alergias alimentares ou respiratórias;
  • Teste RAST: feito em uma amostra de sangue para identificar as possíveis substâncias a que uma pessoa é alérgica, ajudar no diagnóstico de alergias e monitorar o tratamento;
  • Teste de avaliação de basófilos: um exame de alta sensibilidade e especificidade, presente em centros especializados para investigar alergias mais complexas, como a amendoim e gergelim;
  • Dieta de eliminação: onde o médico exclui o alimento suspeito da dieta de 2 a 4 semanas e, se a pessoa melhorar dos sintomas, reintroduzir o alimento. Se os sintomas surgirem novamente, a alergia alimentar é confirmada.

Existe também o teste de provocação oral, onde o médico oferece, em um ambiente seguro, o alimento suspeito de forma gradativa e em intervalos padronizados, e observa a resposta do organismo da pessoa.

Leia também: Teste de alergia: o que é, quando é indicado e como é feito tuasaude.com/teste-de-alergia

Principais causas

A alergia alimentar acontece quando o sistema imunológico tem uma falha na tolerância oral, reconhecendo proteínas alimentares como uma ameaça e provocando respostas inflamatórias anormais.

Os fatores relacionados com esta alergia incluem histórico familiar, atraso prolongado da introdução alimentar, perda de integridade da barreira intestinal ou cutânea e disbiose.

Os alimentos relacionados com os sintomas de alergia alimentar geralmente são o leite de vaca, o ovo de galinha, o amendoim, as oleaginosas, os frutos do mar, os peixes, o trigo, a soja e o gergelim.

Leia também: 8 principais alimentos que causam alergia alimentar tuasaude.com/alergia-alimentar

Diferença entre alergia e intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma condição que surge após o consumo de bebidas ou alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganismos, como vírus, bactérias e parasitas.

Já a alergia alimentar surge após o contato com um alimento específico, sendo uma reação provocada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a algumas proteínas alimentares.

Tratamento para alergia alimentar

O tratamento para alergia alimentar varia conforme a gravidade dos sintomas e inclui:

  • Anti-histamínicos, como fexofenadina, ranitidina e loratadina;
  • Corticoides, como prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa
  • Broncodilatadores inalatórios, como salbutamol e fenoterol;
  • Dieta de exclusão, excluindo-se da dieta o alimento responsável por causar a reação;
  • Imunoterapia, onde o médico administra de forma controlada doses mínimas e gradativas do alimento alergênico para induzir o sistema imunológico a tolerá-lo.

Nos casos mais graves, o tratamento é feito com a injeção de adrenalina, podendo também ser necessário o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.

Leia também: Tratamento da alergia alimentar (medicamentos, dieta e outros) tuasaude.com/tratamento-para-alergia-alimentar

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source https://www.tuasaude.com/sintomas-de-alergia-alimentar/

Alergia a camarão: sintomas, como saber (e o que fazer)

A alergia a camarão pode ser identificada a partir de sinais e sintomas que surgem após consumir o camarão ou sentir o seu cheiro, como coceira, aparecimento de placas vermelhas na pele, inchaço no rosto, principalmente nos olhos e boca, e na garganta, criando a sensação de bolo na garganta.

Os sintomas de alergia ao camarão podem surgir alguns minutos após o seu consumo, podendo em alguns casos ocorrer uma reação alérgica grave, chamada anafilaxia, em que pode haver dificuldade para respirar.

Em caso de alergia a camarão, o clínico geral ou o alergista pode indicar o uso de medicamentos anti-histamínicos, como a desloratadina. No entanto, nos casos em que há falta de ar, é importante que a pessoa chame imediatamente a emergência médica para que seja possível iniciar o atendimento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da alergia a camarão

Os principais sintomas de alergia a camarão são:

  • Coceira;
  • Placas vermelhas na pele;
  • Inchaço nos lábios, olhos, língua e garganta;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Náuseas e vômitos;
  • Tonturas ou desmaios;
  • Queda da pressão.

Os sintomas de alergia a camarão podem surgir alguns minutos após o consumo, no entanto, em alguns casos, apenas o cheiro é suficiente para levar ao aparecimento dos sintomas.

Nos casos mais graves, a alergia pode causar uma reação exagerada do sistema imunológico, causando anafilaxia, um quadro grave, que causa dificuldade para respirar e que deve ser tratado imediatamente no hospital, pois pode levar à morte.

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Alergia ao conservante usado nos congelados

Algumas vezes os sintomas de alergia surgem por causa de um conservante chamado \"metabissulfito de sódio\", que é usado em alimentos congelados.

Nestes casos, a gravidade dos sintomas depende da quantidade de conservante consumido, e os sintomas não surgem quando o camarão é ingerido fresco.

Para evitar esse problema, deve-se sempre olhar na lista de ingredientes do rótulo dos produtos congelados e evitar os que contenham o metabissulfito de sódio.

Teste online de sintomas

Para saber a possibilidade de ter uma alergia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:

{TESTE_SINTOMAS_ALERGIA}

Este teste é apenas uma ferramenta de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com o alergista, imunologista ou clínico geral.

Como saber se tem alergia a camarão

Para saber se tem alergia a camarão, é importante consultar o alergologista ou o pediatra, para que sejam avaliados os sintomas apresentados.

O médico também pode pedir exames de alergia como o teste cutâneo, em que uma pequena quantidade da proteína encontrada no camarão é injetada na pele para verificar se há ou não uma reação, e o exame de sangue, que verifica a presença de células de defesa contra as proteínas do camarão.

Leia também: Teste de alergia: o que é, quando é indicado e como é feito tuasaude.com/teste-de-alergia

O que fazer

Em caso de alergia a camarão em que há falta de ar, é recomendado:

  1. Chamar imediatamente uma ambulância ou pedir para alguém o fazer, ligando para o 192;
  2. Deitar a pessoa com as costas no chão, virando-a de lado para não sufocar caso comece a vomitar;
  3. Afrouxar as roupas apertadas, como camisa, gravata ou cinto, por exemplo;
  4. Iniciar massagem cardíaca caso a respiração pare, até chegada da ajuda médica. Aprenda como fazer massagem cardíaca corretamente.

Quando a pessoa já sabe que tem alergia a camarão, é provável que tenha uma injeção de epinefrina, em forma de caneta, em uma bolsa ou em algum bolso, por exemplo.

Caso se consiga encontrar essa caneta, deve-se aplicá-la o mais rápido possível nas coxas ou no braço, para facilitar a respiração.

Apesar da dificuldade para respirar, não se deve furar a garganta da pessoa, pois existe um risco muito alto de provocar lesões nas estruturas que estão no interior da garganta.

O que fazer no caso de uma alergia leve

Em caso de alergia leve ao camarão, em que não há falta de ar, o médico poderá indicar o uso de medicamento antialérgico, como Cetirizina ou Desloratadina, para evitar que os sintomas continuem se desenvolvendo e possam causar dificuldade para respirar.

Inicialmente, o comprimido deve ser colocado debaixo da língua para que seja absorvido mais facilmente e demore menos tempo para fazer efeito.

No entanto, como os comprimidos normalmente apresentam um sabor bastante amargo, pode não ser possível deixar que derreta totalmente, podendo-se beber o resto com água.



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